Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 23 de março de 2010
Prosa de Cordel - Colaboração de Ismênia Maia
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
Rendeira de Sonhos ( para minha mãe)

Ela é sempre fácil de encontrar
Tem a marca do amor
Em todas as idades
Sem abandonar de si
A infância
Que viaja em sua alma.
Caminha nos sonhos,
nos desejos de vida
Faz da terra um pouso
Sob o disfarce humano
Sua inquieta amorização
Doma ciclones de sentimentos
numa eterna brincadeira
Seus ventos levam pipas de sedas
Pelos céus, como estrelas
Decorando o firmamento.
Sua luz tem destino certo
Porta aberta, muro baixo
Canto espalhado pela voz
De todas as claves e compassos...
O resto é puro encanto!
"Cantar" - Paulinho Pedra Azul

Intérprete :Paulinho Pedra Azul
Composição: Godofredo Guedes
Se numa noite eu viesse ao clarão do luar
Cantar quase sempre nos faz recordar
10 Mitos que atrapalham a beleza dos cabelos - Colaboração de Ismênia Maia
Dormir com o cabelo molhado apodrece a raiz?
Não. A raiz não apodrece, mas dormir com os cabelos molhados traz riscos para saúde. "Com a região úmida e quente do couro cabeludo, podem surgir fungos e micoses, principalmente nas pessoas com tendência à formação de caspa", explica Gennaro.
Cortar o cabelo na fase certa da lua faz com que ele cresça?
Não. O cabeleireiro afirma que a lua não interfere na beleza dos fios. "Apesar do misticismo em volta da Lua, até hoje ninguém conseguiu provar a verdade dele. O ideal é cortar o cabelo a cada três meses, não importa a estação do ano ou a fase da Lua".
O cabelo se acostuma com o xampu depois de 6 meses de uso?
Não. Quem causa prejuízo para o cabelo não é o xampu, mas o modo com que você lava os fios. "O xampu limpa e pronto. Mas algumas pessoas não retiram totalmente os produtos do cabelo nas lavagens, ficando com a impressão de que o xampu não funciona mais", diz Gennaro.
Lavar o cabelo todos os dias causa a queda?
Não. Não existe nenhuma ligação entre lavar os cabelos todos os dias e a queda dos fios, como explica o cabeleireiro da Condor. "O certo, realmente, é lavar todos os dias, a não ser que você tenha algum problema, como ferimentos no couro cabeludo", afirma.
Arrancar os fios brancos colabora com o aparecimento de outros?
Não. Se você arrancar um fio branco, pode ficar tranqüila, não vão nascer mais sete. "Os fios brancos aparecem sendo arrancados ou não, o fato de arrancar um cabelo branco só vai contribuir com a dor, pois a raiz desse fio irá imediatamente produzir outro fio com as mesmas características".
Água fria deixa os fios mais bonitos e saudáveis?
Sim. A água fria não abre as cutículas dos fios, deixando uma aparência mais bonita para o cabelo. "A temperatura da água fria danifica menos os fios porque ela não consegue abrir as cutículas. Com isso, o brilho fica mais evidente além de ressecar menos e de não deixar os cabelos oleosos demais", explica Gennaro Preite.
Condicionador na raiz deixa os cabelos mais oleosos e dá caspa?
Sim. O condicionador colabora com o aumento da oleosidade e, como tampa os poros capilares, aumenta a incidência de caspa. "Existem cabelos que possuem raiz oleosa e o condicionador aumenta ainda a produção de sebo. Já a caspa pode aparecer em casos avançados, já que o condicionador apenas irá fazer o couro cabeludo ficar com excesso de umidade, tampando os poros capilares".
Esfregar as pontas com shampoo faz com que elas fiquem mais ressecadas?
Não. O cabelo deve ser lavado por inteiro. "Se for feito com cuidado, podemos esfregar as pontas, sem riscos de prejudicar a beleza dos fios. A lavagem deve ser feita por partes, começando pela raiz, descendo até o comprimento e, por último, chegando às pontas, mas essa esfregação deve ser feita com a palma das mãos, sem colocar as unhas", alerta o especialista.
Colocar anticoncepcional no xampu faz o cabelo crescer mais rápido?
Não. "Os hormônios desses remédios são sintetizados, ou seja, precisam entrar na corrente sanguínea para serem absorvidos. Postos no xampu, isso não chega a acontecer. O máximo é ter irritação no couro cabeludo", explica o especialista.
O stress provoca queda de cabelo?
Sim. O estresse pode levar até mesmo à calvície, já que absorve a energia do corpo, como explica o cabeleireiro oficial da condor. "O stress absorve as energias que estão estocadas para outras atividades, além de liberar radicais livres que matam nossas células. Como o cabelo necessita de uma grande quantidade de vitaminas e sais minerais para permanecer em bom estado, ele sofre quando há uma queda desses nutrientes, começa a enfraquecer e a cair."
Iana Lícia
Infarto feminino - Colaboração de Ismênia Maia
Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração... Não a puderam reviver...
Comentou o marido ao médico já no Hospital. Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, nas nunca imaginei nada como isto.
Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...
Sabia que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas
dramáticos' que anunciam o infarto nos homens?
Refiro-me à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes...
Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque
cardíaco nos vai contar sua história:
Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.
Esta foi minha sensação inicial... O único problema era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h00min...
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).
Levantei-me me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Disse-lhes que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.
1. Dizem que muitas mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2. Cchamem os Paramédicos/Ambulância'. AMIGAS, o tempo é importante, e as informações precisas também.
3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou nunca tiveram problemas cardíacos’... Os ataques cardíacos são os resultados de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco. Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm iguais risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.
Um cardiologista disse que se todas as vezes que recebemos estes e-mails, o enviarmos a 10
mulheres, poderemos estar certas de que ao menos UMA vida se salvará.
Sou entusiasmada, mas dessa vez, acredito que todos vão concordar: sensacional!!!!!!!!!
Tomara que vocês curtam como eu estou curtindo.
Aproveitem!
Zelia Moreira
Que música tocava no ano que você nasceu?
Clique no ano e constate .
http://www.planetarei.com..br:80/100anos/index.htm
Sir Elton Hercules Jonh

Sir Elton Hercules John, KBE, (Reginald Kenneth Dwight, Grande Londres, 25 de março de 1947) é um premiado cantor, compositor e músico inglês.
Nascido Reginald Kenneth Dwight em 25 de março de 1947, cresceu em Pinner em uma council house que pertencia a seus avós maternos. Filho de Sheila Eileen (Harris) e Stanley Dwight, foi educado na Pinner Wood Junior School, Reddiford School e mais tarde na Pinner County Grammar School, onde mais tarde iria adquirir uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music.
Quando Elton John começou a se interessar pela carreira musical, seu pai, antigo tenente da RAF, tentou o convencer a seguir uma carreira mais convencional. Os pais de Elton eram ambos músicos. Seu pai tocava trompete em uma banda amadora chamada Bob Millar Band, que animava festas formais.
A família de Elton John era uma exímia colecionadora de álbuns, o que o fez se interessar pelo estilo de Elvis Presley e Bill Haley & His Comets durante a década de 1950.
[editar] Interesse pela música
Elton John começou a tocar piano com 3 anos de idade e dentro de 1 ano foi selecionado para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Elton John logo contava com uma rotina agitada de tocar em festas e reuniões de família e começou seus estudos de música aos 7 anos. Elton se tornou um aluno de destaque nas escolas onde estudou música, sendo comparado com Jerry Lee Lewis por seus colegas de classe. Aos 11 anos, Elton John conseguiu uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music, até hoje uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido.
A mãe de Elton John, Sheila, embora fosse mais rigorosa com ele, era também mais carinhosa e dedicada do que o pai, Stanley. Stanley Dwight é decrito por Elton como um pai desnaturado e grosseiro, que já o agrediu verbalmente várias vezes. Quando Elton tinha 15 anos de idade seus pais se divorciaram e sua mãe foi viver com um pintor local chamado Fred Farebrother. Fred se tornou um padrasto carinhoso para Elton John e assumiu o lugar de figura paterna que seu pai biológico nunca assumiu.
wikipédia
Wilhelm Reich

Nasceu em 24 de março de 1896, em Dobrzanica, uma pequena aldeia do distrito de Peremyshliany, no noroeste da Ucrânia (na época o território pertencia ao Império Austro-Húngaro), no seio de uma família abastada de proprietários judeus germanizados. Era filho de Leon e Cecilie Reich. Pouco depois, a família mudou-se para sul, para a região da Bukovina, onde o pai foi gerir uma grande fazenda em Jujinetz. O jovem Reich foi educado estritamente segundo a cultura alemã e os pais mantiveram-no sempre afastado da população judaica de cultura iídiche. Até aos 13 anos teve sempre professores particulares e depois estudaria no liceu de Czernowitz.
Desde cedo, vivendo na fazenda e em contacto directo com a natureza, se interessou pelos fenómenos e funções naturais. Na sua autobiografia de juventude, Passion of Youth, Reich conta que aos quatro anos já sabia o essencial sobre a sexualidade animal e humana, e que nessa tenra idade tentou intimidade erótica com uma criada. Aos onze anos e meio teve a sua primeira cópula, com a cozinheira da casa, que lhe ensinou os movimentos de vaivém do coito. A partir de então, diz ele, teve relações sexuais quase diárias durante anos.
Em 1909, Cecilie, durante as frequentes viagens e ausências do seu ciumento e colérico marido, foi seduzida pelo preceptor dos filhos. À noite, o jovem Wilhelm espiava os amantes, chegando mesmo a sentir desejo pela própria mãe. No início de 1910, Leon acabaria por descobrir o adultério, com o involuntário testemunho do aterrado Wilhelm. A partir de então, Leon passou a atormentar e a humilhar impiedosa e diariamente a sua mulher, de tal forma que ela acabou por se suicidar em 29 de setembro de 1910, no culminar de uma tragédia familiar de contornos edipianos, que muito traumatizaria Reich e lhe definiria o rumo da sua vida.
Em 1914, cheio de remorsos, o pai contraiu voluntariamente uma pneumonia que degenerou em tuberculose e morreu, deixando o jovem Reich e seu irmão Robert (nascido em 1900), desamparados e a braços com a gestão da fazenda em circunstâncias muito difíceis. Apesar de tudo, Reich prossegue os seus estudos - mas no ano seguinte, no decurso da I Guerra Mundial, a região é invadida pelos Russos e a fazenda é destruída. Reich teve de fugir para Viena, completamente arruinado, onde foi incorporado no exército austríaco, graduando-se como oficial e servindo na frente italiana.
Em 1918, com o final da guerra, Reich regressou a Viena e à vida civil e, ansioso de aprender rapidamente uma profissão que lhe permitisse subsistir, ingressou no curso de Direito, o mais breve de todos, mas depressa se aborreceu e logo se transferiu para a Faculdade de Medicina, onde, aluno sobredotado, e valendo-se do seu estatuto especial de veterano de guerra, completou o curso de seis anos em apenas quatro. Sobrevivia dando explicações aos seus colegas. Em 1919, ao preparar um seminário sobre sexologia conhece Freud e fica bastante impressionado com o seu mestre: "Ao contrário dos outros [psicanalistas], Freud não se dava ares e comportava-se com a maior das naturalidades. Os seus movimentos eram ágeis e descontraídos."
[editar] Carreira
Formando-se em 1922, inicia seus trabalhos com o tratamento de pacientes com distúrbios mentais, na Universidade Neurológica e Psiquiátrica, junto a Paul Schilder. Inclui no tratamento técnicas de hipnose e de psicoterapia.
Em 1924, faz sua pós-graduação, sendo membro integrante da sociedade psicanalítica de Viena, até 1930.
Foi casado com a sua paciente Annie Reich (que se tornaria psicanalista), de quem se divorciou em 1932, e de quem teve duas filhas, Eva e Lore. Viveu mais tarde com a bailarina Elsa Lindenberg, de quem se separaria ao partir para os E.U.A.. Pouco depois de lá chegar, viveria com a sua assistente Ilse Ollendorf, com quem se casaria e com quem teve um filho, Peter. Mais tarde, divorciar-se-ia de Ilse e teria uma ligação com a bióloga e sua colaboradora, Aurora Karrer, sua última companheira.
Em 1933 é forçado pelo nazismo a sair da Alemanha, mudando-se para Oslo, na Noruega, laborando no Instituto de Psicologia da universidade local. Ali vive até 1939, quando muda-se para Nova Iorque, cuidando de divulgar suas idéias, agora na língua inglesa, tendo seu "A função do orgasmo" sido neste idioma publicado a primeira vez em 1942.
Nos Estados Unidos Reich cria um instituto para o estudo do "orgone universal", que intenta utilizar em tratamentos - inclusive do câncer. Em 1954 passa a ser investigado pela FDA (Federal Food and Drug Administration), que lhe rende um processo e posterior aprisionamento, após infrutíferas tentativas de apelação. Reich não reconhecia outra pessoa na defesa de sua ciência para si.
Encarcerado desde 12 de março de 1957, morre de ataque cardíaco em 3 de novembro
Foi um discípulo dissidente de Sigmund Freud, propôs a gênese da neurose como consequência dos conflitos de poder que se estabelecem nas relações sociais e suas implicações emocionais e psicológicas.
Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.
Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.
Embora divergindo de Freud, Reich deste não se apartou, na compreensão de que toda a psique humana deriva da compreensão das funções sexuais.
E suas opiniões radicais a respeito da sexualidade resultaram em consideráveis equívocos e distorções de seu trabalho por autores futuros e, conseqüentemente, despertaram muitos ataques difamatórios e infundados.
A função do orgasmo.
Com este título, sua obra mais conhecida expõe conceitos para os quais a psicanálise freudiana não estava preparada.
Nesta obra, Reich aproxima-se, por meio transverso, de idéias menosprezadas pelo meio científico tradicional, tais como a Teosofia e até mesmo o Espiritismo, falando da existência de uma substância intangível, vital, que batizara de orgone cósmico - e que equivaleria, grosso modo, ao "prana" teosófico ou o "fluido cósmico universal" de Kardec (Reich desconhecia completamente o Yoga).
Analisando os efeitos da respiração no ato sexual sobre o indivíduo, Reich chegou à conclusão que seu uso harmonizaria o corpo físico, com implicações na própria mente, normalizando o fluxo de trocas com o meio, pela correta absorção do orgônio.
[editar] Perseguição sistemática
A Psicanálise, tal como construída pelo seu criador, impunha um quase total engessamento das idéias em torno daquilo que dissera Freud. Onde quer que fosse, Reich era tratado como louco, e suas idéias como pura mistificação.
Alguns de seus seguidores atribuem a prisão, bem como as anteriores perseguições, a uma eventual conspiração da sociedade freudiana.
wikipédia
Pessoas - por Rosa Guerrera
São pessoas que rasgam os nossos compromissos e nos ensinam a perpetuar momentos e segundos . Pessoas que nos fazem ficar de bem com a vida e parar de questionar coisas que nunca conseguimos entender. E quase sem querer ou sei lá porque a gente deixa de lado a velha mania de analisar as dores sofridas oriundas das maldades e do egoísmo da própria existência .E de repente sem pressentirmos a gente reveste o nosso coração dessa liberdade momentânea que nos é presenteada por uma , duas ou até mais pessoas que pousam de repente no nosso destino. Seriam anjos essas presenças que rotulam assim de tanta paz as estradas, as vielas , ou até mesmo as bifurcações do nosso caminhar ? Seriam sonhos transformados em realidades ? ou quem sabe até reencontros que ficaram perdidos em algum lugar do passado?
Não vale mesmo a pena procurarmos analisar essas presenças que falam a nossa linguagem e entendem os nossos versos ... Jamais chegaríamos a um lugar comum . O certo é que mesmo atravessando por momentos os semáforos do nosso destino ,essas pessoas deixam rastros tão profundos que nem o tempo, o vento , o sol , a tempestade, ou a chuva , serão capazes de desmarca-los.É exatamente como escreveu Fabio Centenaro : “Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação, é porque chegou a nossa vez de dividir, crescer e aprender.Elas nos trazem gratuitamente a experiência da paz , e da verdade . E o mais importante ; elas poderão nos ensinar algo que nunca fizemos ”.
por rosa guerrera
segunda-feira, 22 de março de 2010
LÁ VEM A LUA - Por Marcos Barreto de Melo
DE NOVO BULIR COMIGO
LÁ VEM A LUA
MEXER COM MEU CORAÇÃO
VEM DE MANSINHO
SACUDINDO A PAIXÃO
REVIRANDO A SAUDADE
PROVOCANDO A SOLIDÃO
LUA BONITA
POR QUE FAZ ASSIM COMIGO?
SE É POR CASTIGO
QUERO TE PEDIR PERDÃO
LUA BONITA
MEXA ASSIM COMIGO NÃO
PARE DE JUDIAÇÃO
DEIXE EM PAZ MEU CORAÇÃO
Marcos Barreto de Melo
a alma que não se molha
ou graça bendita
é de fato
minha fantasia:
mente utópica,
coração ansioso.
Uma combinação letal
de larvicida dentro dos olhos.
Culpados não existem.
O céu que arde.
As frias estrelas.
A loucura vem da infância
da eternidade
em que brincava o poeta
com as nuvens.
Tomou vulto o corpo
mas a alma continua deitada
sobre a imensa pedra de secar roupas.
As nuvens, bandidas, também mudaram:
nunca mais vi fisionomias reveladoras.
A Magia das Velas
A Magia das VelasUma vela acesa não serve apenas para iluminar,como era costume nos tempos em que não existia a luz elétrica.Atualmente,é mais um instrumento simbólico utilizado para direcionar nossas preces, pedidos e pensamentos, e conectá-los com o plano astral ou o ambiente das divindades.
Recomenda-se um incenso ao lado da vela.Esta prática faz com que os pedidos cheguem mais rapidamente ao plano astral.
Dependendo do tipo de ajuda que se deseja obter, deverá ser empregada vela de determinada cor.

Quando o tipo de auxílio for de caráter familiar.
Proporciona paz, harmonia, equilíbrio e afasta os maus fluidos.

Quando o tipo de auxílio referir-se a dinheiro, negócio, trabalho ou profissão.Nos dá força, poder e fé para podermos trabalhar e conseguir realizar bons negócios, trazendo dinheiro e riqueza material.
Quando o tipo de auxílio se relacionar com os estudos.Estimula a inteligência, aguça a sabedoria e amplia os horizontes intelectuais.
Quando o tipo de auxílio objetivar os relacionamentos afetivos,para encontrar a sua alma gêmea, fortalecer as relações de afeto e sempre que desejar, dirigir bons fluidos a alguém.
Quando o tipo de auxílio visa a saúde.Para invocar a boa saúde física, fartura. Estimula a verdade e traz a calma.


Quando o tipo de auxílio almejar a espiritualidade.
Favorece a liberdade e tem o poder de transformar o ódio em amor ou transformar o negativo em positivo.
http://www.astral-online.com/velas/index.shtml
AGUAS MORTAS
Só agora, livre dos murmúrios que me perseguiam a eito, posso sentir o quanto é difícil cruzar a barreira da ficção enquanto a reflexão teórica ameaça danificar as imagens que se projetam adiante. Nenhuma imagem fala por si mesma. O rio morto é obra da minha paciência, hipérbole de miséria e a tumba sórdida dos esquecidos. Desceu inteiro, solitário, tristonho. Como foi ingênuo e ao mesmo tempo magnífico, levando peixes para o mar de peixes, até o fim da devoração. Já não chora enquanto escorre-se como uma lágrima ressequida sobre o cascalho do meu rosto. Já não urra mais em sonhos, nem sente a aflição do último veio que se esgota no curso do próprio silêncio. Desse veio restará apenas uma taça quase vazia, a cicuta de quem aí irá beber na sequidão do vale, até a hora do cortejo que vejo deixando a aldeia, parte do ofício da providência que não providencia.
A última campina já se foi, deu-se inteira a comer. Resta o lodo, que é o fim das águas, a solidão do homem que foge do gosto salobro de uma tarde devorada pela fome. No horizonte, aberto no desabraço das próprias asas, um pássaro perdido não sabe como se esconder no ar azul. Parece um pêndulo-negro à procura de um abrigo, ou do desabrigo que o mantém indeciso entre continuar ali pairado, ou flanando baixo até cair no solo firme. Poder emudecer ante o que vai sumindo é quase uma virtude. Flutuando sobre o cascalho, sepulcro das águas paralíticas, tudo que aí jaz, parece se acomodar tão lentamente, quanto as palavras impuras contidas na muda história dessa gente. É ingenuidade pensar que não estamos a adulterá-la.
Estamos sim, com palavras e interconectividade. Mesmo que se bastem, essas imagens precisam ser tocadas pelos vastos sentidos. Assim se acomodam e se convertem em palavras sentidas. Mas o tempo vai passando, as águas também, protelando o que na última hora será dito. Desse veio restarão umas poucas palavras poéticas, palavras cheias de perturbadoras imagens, tanto e quanto um entressonho que vai se materializando devagar, devagar, até que um sonho novo venha substituir o velho. Tudo sofre os efeitos da substituição calculada, tudo, inclusive a alacridade do meu riso.
Há poucos instantes e agora novamente indagando-me sobre isto, com a maior serenidade possível, chego à legítima conclusão de que, o caminho adiante não tem atalhos, e a metáfora do sonho pode ser a foz ou o abismo. Pelo abismo passarão só as imagens. Sem palavras todos os olhos são mudos, e as novas águas não se aperceberão na travessia. Onde puseram as palavras proféticas dos Gênios Malditos? O gênio não se expressa pelo olhar. Que o diga, Borges. As imagens ocas morrem cedo porque não se comportam bem no contexto. Mas não convém perder de vista o que vai fluindo no caminho das águas, nem é oportuno reivindicar o retorno ao passado. Sabemos nós que a natureza nem sempre reabilita sistemas extintos. Aqui cabe dizer algo menos restritivo. Para quem das águas retira o sustento, os leitos são caminhos naturais, traçados pelo Empreiteiro de todas as obras. Para quem aí navega sobre toras milenares, são os leitos que potencializam as riquezas nacionais. Para quem precisa desviá-los para gerar estoques de signos monetizados, todos os rios deveriam ser comunicantes com o Jordão. Se este é um geral desejo, os leitos mortos serão meras palavras e tão restritos quanto certos conceitos universais.
O tempo que espere, e só nos resta continuar o percurso. Mas ao invés de reprimido entre as margens estreitas de um rio paralítico, desatento à amplitude infindável da própria subjetividade, e apesar do murmúrio que revela numa curta pausa, as sombras mortas do invisível, e por toda parte há quem diga que sou uma porção dessa invisibilidade espacial, e ao mesmo tempo, parte substancial do vazio temporal que me comporta, melhor é fazer um passeio a pé pelos campos contíguos ao leito do Sono, onde poderei admirar um estranho e muito belo contraste, de um lado, o ocre enegrecido do barro petrificado em robustas colinas, e do outro, o esplendor da soagem, de cuja aparência, como é natural nessa época do ano, tinge as vastas superfícies com um colorido inimitável. Mas com o passar das águas e dos homens, tudo vai ficando banal, repetitivo e um obstáculo intransponível continuará a ser tão avassalador, quanto a fúria vingativa das catástrofes gigantescas. É melhor seguirmos a marcha. Estamos mais interessados nos signos do que nos enunciados. Contudo, não me apraz repetir o trotar barulhento dos idealistas e naturalistas.
Em tudo há incoerência, tanto que, os mais exaltados até já insinuam o extermínio humano para o bem da natureza. E aqui novamente, olhando para essas nuvens ágeis, fingidoras, sinto que é hora de fazer um balanço de consciência, antes que esta reflexão se misture às palavras vãs da lei impura, que como as toras milenares, também apodrecerá nas próximas correntezas. Mas como posso ser coerente com o meu discurso, sendo ao mesmo tempo algoz e vitima da natureza, usuário das benesses do meu tempo, e impávido como o sol outonal que despenca sobre os telhados e vai se deitar e queimar a alma de quem aí estiver, ou frio e insensível como os cavaleiros andantes, que iniciaram a longa marcha pela universalidade do poder? A marcha continua, tão firme quanto a vida frágil de quem todos os dias repete os mesmos trajetos para suster-se. Parece ser esse o destino dos rios e dos homens. Mas para que pressa, se ninguém nos espera em lugar algum? O mundo é grande, o Céu é maior.
O romancista, dramaturgo e sociólogo brasileiro Ruy Câmara ao completar 40 anos em 1990 abdicou da sua promissora carreira empresarial, encafuou-se em sua biblioteca e passou a se dedicar exclusivamente ao ofício literário. Após 11 anos de intensa produção, em 2003, ele surpreendeu o cenário intelectual com Cantos de Outono, o romance da vida de Lautréamont, que foi finalista do prêmio Jabuti 2004 e receberá no dia 22/07/2004 o prêmio nacional da Academia Brasileira de Letras na categoria de Melhor Romance de Ficção. O próximo romance, O Alfarrabista, será publicado em 2005.Contatos: ruycamara@uol.com.brSítio Web: www.ruycamara.com.br/novo
No Dia da Água, ONU defende urgência de preservação
O texto afirma também que as mudanças climáticas ameaçam alterar o ciclo global hídrico e que há a necessidade urgente que os setores público e privado de todo o mundo se unam para assumir o desafio de proteger e melhorar a qualidade de rios, lagos e aquíferos. Para tanto, diz o documento, a população deve se comprometer a evitar a poluição futura da água, tratando as já contaminadas, e restaurar a qualidade e saúde de rios, lagos aquíferos e ecossistemas aquáticos.
"A qualidade da água se tornou uma questão global", diz o comunicado, lembrando os milhões de toneladas de esgoto e dejetos industriais e agrícolas que são despejados diariamente nos rios. Em consequência dessa prática, mais pessoas morrem por contato com água contaminada do que a soma de todas as formas de violência, sendo que os mais atingidos são crianças menores de cinco anos.
Além da questão humana, o relatório fala sobre as perdas econômicas decorrentes, lembrando que a falta de água e de instalações sanitárias, apenas na África, são estimadas em US$ 28,4 bilhões, o que significa cerca de 5% de seu Produto Interno Bruto (PIB).
A boa notícia, lembra a ONU, é que soluções são implementadas em vários lugares. Mas a entidade diz que atitudes corajosas precisam ser tomadas nos âmbitos internacional, nacional e local, já que o assunto precisa ser tratado como prioridade global, pois a vida humana depende de nossas ações tomadas hoje. O documento é encerrado com a frase "água é vida".
O RIO DA MINHA CIDADE
Sobre o chão onde os pajés dançavam , uma vila se formou
Todo dia longe ressoava o machado do lenhador
Ouçam os corações dos guerreiros esperando a noite
Em que os astros vão trazer a volta dos trovões
Foi há muito tempo. Quando as aguas desciam do sopé da Chapada do Araripe desenhando caminhos entre veredas, fazendo riscos cavados no chão, varando cercas e, aos poucos, engolindo outros “caminhos d`àgua”, formando riachos e afunilando um destino único para todas as águas. Onde todos os fios d`água caminhavam juntos, nascia o Rio da minha cidade. A partir daí suas águas pairavam belas, frias, serenas. Corriam calmas, como se quisesse cumprimentar as árvores à sua margem. Como se quisesse ouvir os pássaros, beijar as borboletas que nelas se miravam. Como quem quisesse lambuzar-se nas barreiras lamacentas. Era um Rio lindo.
A música das suas águas batendo nas pedras era como uma cantiga de ninar. Como o velho chchchchiado da chchchchuva chchchovendo de noite, como pingos bantendo nas telhas. Misturava-se aos silvos das cigarras quando a tarde vinha. Nessa hora suas águas ficavam com um tom vermelho amarelado. Imitava o céu onde o sol se punha. O contraste com o verde que o rodeava desenhava uma autentica aquarela. Amanhecia e lá estava êle. Sereno, calmo, dia e noite a deslizar sobre as pedras aquela limpinha e fria água trazendo o cheiro das ribeiras da serra. TCheiro de mato e barro. Tinha a musica dos pássaros e som do vento. Tinha a cor da luz do sol. Era um Rio. O Rio da minha cidade.
Dávamos nomes aos vários locais onde a água diminuía seu ritmo, formando poças onde, aos montes, tomávamos banho. Arriscávamos tudo para estar lá. Encarnávamos o D´zunhurae e simplesmente íamos ao Rio. Também pudera. Queríamos mesmo era mergulhar naquelas águas: Banho da Mata do Seu Lino, Banho do Poço da Pedra do Quebra Cú, Banho da Ponte, Banho da Barreira... eram tantos que nem lembro. Sei bem do paraíso que era para todos nós. Mas... um dia chegaram os homens trazendo a urbanidade e o progresso.
Um tambor amedrontou a mata quando o dia clareou
Na clareira respondeu a flauta um aviso de terror
Um cacique descobriu pegadas de um estranho caçador
Uma tribo foi exterminada onde o rio avermelhou...
Desde lá nosso Rio nunca mais teve paz. Nunca mais foi o mesmo Rio. Nunca mais nossa aquarela. Nunca mais nossos sonhos. Aos poucos a sua cor foi mudando. A sua beleza foi desaparecendo. As suas margens foram sumindo. Nunca mais brincadeiras. Nunca mais banhos. Nunca mais os pássaros o procuraram. Nunca mais as cigarras. Nunca mais as borboletas. Nunca mais nossos sonhos e nossa aquarela.
Antes das chuvas quando um trovão tombou das estrelasAos poucos suas margens foram sendo molduradas por ruas, calçadas, estradas de negro asfalto. Manchas deixadas pelo trator. A “ Onça Negra” do progresso se instalou como previa a lenda. A modernidade havia chegado.
E a selva escura viu brilhar nas mãos de um deus
Armas de estrondo e luz como avisou a lenda
Onça negra caminhou nas cinzas da fogueira que passou
Gavião voando contra a brisa viu a mancha do trator
Restou-nos a lembrança. Hoje nosso rio está quase morto. Ainda ensaia alguns suspiros quando as chuvas de inverno trazem água da Chapada do Araripe e conseguem lavar um pouco o seu leito. Depois, com a ida das chuvas ele agoniza de novo. Junto com ele agonizam as nossas lembranças, os nossos sonhos. Foi há muito tempo.
OBS-Poesia incidental “ A VOLTA DOS TROVÕES” de Braulio Tavares e Fuba
Mal de Parkinson por Natália do Vale
O Mal, que acometeu personalidades como o ex-pugilista norte-americano Muhammad Ali e o ator brasileiro Paulo José, não tem cura e requer tratamento multidisciplinar com uso de antidepressivos e terapias alternativas para amenizar os traumas emocionais. São poucos os casos em que a doença atinge adultos jovens, como aconteceu com o ator canadense Michael J.Fox, que assumiu a doença aos 30 anos de idade.
"O Parkinson é a doença dos sofredores crônicos. Não adianta apenas tratar os sintomas com remédios. O ideal é saber a causa do sofrimento e agir sobre ela, só assim os sintomas serão amenizados de maneira satisfatória", explica Cícero Coimbra, neurologista da Unifesp.
Mal de Parkinson
O que é ?
É uma doença neurodegenerativa provocada pela perda de células nervosas presentes na região da substância negra do cérebro. Essa região é responsável pelos estímulos dos movimentos, funcionando como uma espécie de facilitadora dos mecanismos de ação e reação do nosso organismo. Se há uma redução do número de células, há uma alteração desses mecanismos e acontecem os tremores e a rigidez característicos da doença. "A pessoa deixa de responder por seus movimentos, de acordo com o estágio da quadro clínico", explica Cícero Coimbra.
Parkinson
Principais causas
A hereditariedade pode ser uma das causas da doença, porém, a principal causa do Mal de Parkinson encontra respaldo nas alterações emocionais do organismo. "A dor emocional provoca um aumento na produção de salsolinol, substância que mata as células nervosas responsáveis pelo controle dos movimentos. Situações traumáticas, ansiedade, angústia, cobrança excessiva e pessimismo aumentam a produção dessa substância e são grandes indicadores de um possível paciente com Mal de Parkinson", explica o neurologista.
São raros os casos em que a hereditariedade é a responsável pelo problema e, quando isso acontece, geralmente os pacientes são jovens, como é o caso do ator Michael J.Fox. "Quando a causa é genética, o paciente apresenta uma predisposição maior a produção excessiva do salsolinol, por isso a doença se manifesta ainda na juventude", explica Cícero.
A ingestão de aminas heterocíclicas, compostos presentes em carnes vermelhas, também pode promover um aumento na produção do salsolinol, mas não há comprovação científica de que ela seja uma causa considerável da doença.
Sintomas
Os sintomas que caracterizam o Mal de Parkinson são os tremores intensos e a rigidez muscular, porém, a intensidade e a região afetada por eles variam de acordo com o estágio da doença em que o paciente se encontra. São essas:
Fase 1: em sua primeira fase, a doença atinge só um lado do corpo.
Fase 2: atinge os dois lados do corpo, e os sintomas podem aparecer inclusive na região da linha média do corpo (coluna).
Fase 3: aparecem as primeiras alterações no equilíbrio em consequência da rigidez muscular: "o paciente se sente preso em uma armadura dura e pesada. Quando perde o equilíbrio, não tem o apoio dos músculos do corpo, que o evitem de cair. Ele fica preso pela rigidez muscular", explica Cícero.
Fase 4: o paciente passa a necessitar de auxílio para desempenhar atividades simples do dia a dia, como os cuidados pessoais: colocar roupas, pentear os cabelos e tomar banho tornam-se tarefas difíceis.
Fase 5: a intensidade dos tremores e da rigidez muscular impede o paciente de se levantar e até de realizar atividades como comer. Fase 6: nos casos mais graves, pode ocorrer demência.
Tratamento
Para o neurologista Cícero Coimbra, o tratamento do Mal de Parkinson deve ser multidisciplinar, envolvendo o uso de medicamentos antidepressivos e, principalmente, atividades alternativas (terapia, exercícios e socialização) para estimular o paciente a se livrar do sofrimento. "Temos que tratar a causa do sofrimento, escutar o paciente e saber os reais motivos da dor emocional", explica o medico.
Três atitudes que podem auxiliar no tratamento da doença
- Nada de ficar recluso. "Quanto mais tempo o paciente se fecha por vergonha dos sintomas, mais deprimido ele ficará, e isso só piora a doença. Por isso, a melhor solução é aceitar o problema e reagir", recomenda o neurologista. Um exemplo de que esta é a melhor fórmula para conviver bem coma o problema é o ator Paulo José, de 68 anos, que mantém sua rotina de trabalho e não dá chance para a doença avançar. Ele conta que até se mostra mais entusiasmado hoje, depois do diagnóstico: "Na hora de trabalhar, não tenho Parkinson?", diz o ator.
- Família, médicos e amigos devem mostrar ao paciente que é possível conviver com a doença. Fazer com que o paciente se sinta útil e ativo o deixará mais estimulado a reagir à doença. "Deixe-o fazer as coisas, ficar o tempo inteiro em cima faz com que se sinta incapaz", recomenda o neurologista.
- Praticar atividades alternativas, como artesanato e pintura, ajuda a amenizar os sintomas e alivia o estresse emocional. "A área do cérebro responsável pela concentração na hora de executar estas atividades é a mesma que provoca os tremores. Se você usa essa área para executar as atividades, diminui a produção dos tremores", explica Cícero.
* > Fumantes têm menos chances de desenvolver Mal de Parkinson
* > Falta de vitamina D está relacionada a Mal de Parkinson
* > Curry ajuda no combate ao Mal de Parkinson
A Inveja – por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A Inveja é um dos sentimentos mais negativo, feio e triste do ser humano. É uma força que age sobre todos nós, que pode ser orientada para o bem ou para o mal. A maioria das pessoas sente em algumas ocasiões um pouco de inveja, mas ninguém admite ser invejoso. Não precisamos sentir inveja de ninguém, pois Deus dá a cada um de nós muitos dons e nos capacita para usar esses dons exclusivamente para o bem. Entretanto, o homem imperfeito como é, às vezes deixa-se dominar pela inveja, em vez de torcer pelo sucesso do outro que está se destacando com um determinado dom. O tempo que se perde e o desgaste emocional que se tem desejando puxar o tapete do outro, poderia ser empregado usando sua capacidade para também atingir o sucesso. No dicionário de Aurélio, a definição para a palavra inveja é: “Desgosto ou pesar pelo bem ou pela felicidade de outrem. Desejo violento de possuir o bem alheio.”Muitas pessoas se sentem incomodadas com o sucesso do outro. Esse comportamento é com certeza a falta de amor, pois o amor é doação, é querer o bem para o nosso próximo. Diferente de quem tem inveja, que age com egoísmo. Geralmente o invejoso deseja dos outros, tanto bens materiais, quanto alguma de suas qualidades. Quem tem inveja é ambicioso, pois sempre está querendo para si os bens e as qualidades dos outros. Devemos nos afastar cada vez mais da inveja, pois movidos por ela podemos cometer muitas injustiças. É melhor não querer ter esse pecado capital tão indigno que está na raiz de tantos outros males.
Na Bíblia, Caim mata Abel por inveja (Gn,4). Também podemos citar a inveja dos filhos do patriarca Jacó, que venderam o caçula José para mercadores do Egito. (Gn,37). O rei Saul, movido pela inveja queria matar Davi. (1Sm 18, 8; 19,1). O Evangelho nos relata: “Então Pilatos perguntou a multidão: ‘Quem vocês querem que eu solte: Barrabás ou Jesus que chamam de Messias?’ De fato, Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.” (Mt 27, 18).
Em lugar da inveja, é mais salutar praticar a humildade, pois o humilde reconhece até onde vai sua capacidade. Além do mais, pode aproveitar suas qualidades em benefício do outro. Geralmente quem é humilde é uma pessoa de bem com a vida e se torna muito mais fácil praticar o amor e ajudar a construir um mundo mais humano, livre da inveja.
As pessoas que têm inveja deveriam procurar superar esse defeito. Como? Através do amor. É muito melhor construir amizades do que ficar amargurado pela inveja. Para combater a inveja é necessário saber elogiar com sinceridade àquele de quem se sente inveja. Além da oração, pois a graça de Deus é fundamental para a cura da inveja, é muito importante o nosso empenho para mudança de atitude. O invejoso tem que acreditar em si mesmo e em suas qualidades. Só assim, poderá também atingir sucesso e ficar curado de tão grave problema. Já a pessoa que é invejada deve ficar tranquila e se colocar sob a proteção de Deus, pois nada a abalará. Conforme nos dizia São Paulo: “Se Deus é por nós quem será contra nós?” (Rm 8; 31). Portanto, amparados pela graça de Deus nenhum mal nos atingirá.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Há dias em que não resisto. Olho para trás e vejo nas coisas, uma história tecida em retalhos. Se há sentido no que vejo não importa, são apenas restos de mil pedacinhos de tecido que passaram a viver juntos montando um enredo interminável. Hoje choveu. Não sei se foi por isso ou por estar sem nada prá fazer que me pus a brincar com o tempo um bocadinho, tentando preparar essa colcha de retalhos. Seria como se me preparasse para o encontro de mais um pedaço nesse todo.
Não nego, amofinava-me por receio de não ter nada de importante para acrescentar, na hora em que eu olhasse para trás com o intuito de tentar finalmente fazer um balanço de contas que ainda não fiz, por não saber como.
Esbarrei no tempo e nas lembranças. Diante de mim uma confecção absolutamente complexa. Olhei para trás e tentei entender que teia era essa que me envolvia, e o que dizia ela de mim e para mim. Em que espaço de minha colcha estariam meus amigos, como me arrumaria para receber todos os sonhos que se acovardavam no momento de encontrar pessoas importantes para mim? Como poderia recebê-las nessa tessitura que reúnia todos os retalhos de minha vida?
Detive-me em alguns momentos. Com agulha e linha emendei alguns sorrisos aos meus e consegui estender a colcha por sobre um tempo indefinido. Enquanto isso, me alimentei de sonhos. Adormeci meus pensamentos. E sem dar-me conta, me debrucei sobre um diálogo com a memória. Lá os encontrei: todos a quem eu prezo. Todos a quem amo de uma forma ou de outra.
Por isso digo a todos vocês indistintamente: foi sempre assim. E hoje ainda persisto neste caminho, sem me dar por ele, até que olho para trás e penso nele. E não penso bem nem mal dessas passagens. Aceito que assim sejam. Sem rumo certo. Apenas com certo rumo. Como esses retalhos cheios de sentido. Cada retalho envolvendo um momento. Uma teia tecida à mão. A minha mão. Elo entre as partes. Único elemento comum na interseção dos dias e das diversas partes, pois não sei ser diferente.
E se me perguntam se procuro terra firme, respondo:
Não! Procuro um sonho que me assente.
ZÉ DO VALE FOI AO CRATO Por: José Nilton Mariano Saraiva
Reconhecidamente uma das privilegiadas e fulgurantes inteligências nascidas na cidade, Zé do Vale esteve visitando o Crato, sua terra natal. E, na despedida, valendo-se da credibilidade que detém junto aos conterrâneos, fez questão de registrar para a posteridade (via diversos blogs) a sua decepção e desencanto com o que viu, ao chegar à triste conclusão que a cidade foi adonada por uma volúpia que apenas pode ser controlada por fora, talvez pelo poder público se ele se manifestar. Pois não se manifesta.
E, embora estupefato, competentemente nos mostrou, em rápidas pinceladas, que um dos nossos mais belos a aprazíveis recantos (e nosso cartão-postal mais difundido), a Praça da Sé, em razão da absoluta ausência do poder público municipal, repentinamente transfigurou-se numa autêntica pocilga a céu aberto, autentica terra de ninguém, com suas dezenas de ambulantes, absolutamente descompromissados com a cidadania, a lhe degradarem e lhe emprestarem um ar promíscuo e marginal, negativando sua própria existência; constatou, também, que a poluição visual, a esconder a suntuosidade das nossas belas edificações históricas, se dá em razão da omissão gritante das suas autoridades constituídas, que por elas deveriam zelar e não o fazem e nem providências ultimam; descobriu, ainda, in loco, que o terremoto que se abateu sobre o Chile e Haiti repicou, atingiu ou replicou em pleno coração do Crato, com a derrubada e abandono, por um particular, de toda uma bela e valorizada quadra, obrigando-nos, já há alguns anos, a conviver com aquela visão dantesca e ao mesmo tempo surreal, caracterizando a prevalência de interesses particulares sobre o público, numa inconcebível inversão de valores.
Ainda bem que depois de tanta decepção e desencanto ao longo do dia, à noite um grupo de pessoas da cidade me deu o sentido de que tudo existe, tudo ainda acontece.
Só que, aí, numa propriedade particular, longe do poder público, frise-se.
José Nilton Mariano Saraiva
POEMAS DE FLORBELA ESPANCA
OUTONAL
Caem as folhas mortas sobre o lago !
Na penumbra outonal, não sei quem tece
as rendas do silêncio... Olha, anoitece !
- Brumas longínquas do País Vago...
Veludos a ondear...Mistério mago...
Encantamento... A hora que não esquece,
a luz que a pouco e pouco desfalece,
que lança em mim a benção dum afago...
Outono dos crepúsculos doirados,
de púrpuras, damascos e brocados !
- Vestes a Terra inteira de esplendor !
Outono das tardinhas silenciosas,
das magníficas noites voluptuosas
em que soluço a delirar de amor...
PRIMAVERA
É Primavera agora, meu Amor !
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor !
Ah ! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida ...não há bem que não nos venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha !
Não há bem que não possa ser melhor !
Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera ...
Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos...
Parecem um rosal ! Vem desprendê-los !
Meu Amor, meu Amor, é Primavera ! ...
Sonetos -Florbela Espanca -Ed. Bertrand Brasil,1998
Dia Mundial da água - Viva a água mineral - por Mônica Vitória
Que beber água mineral faz bem, já sabemos há muito. Mas parece que o líquido tem sido cada vez mais valorizado pelos consumidores e pelas empresas - talvez por causa da própria polêmica em torno da possível escassez no mundo, aliada às discussões sobre aquecimento global e à atual preocupação com questões ligadas à alimentação saudável e dietas. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam) informam que os o consumo de água engarrafada no Brasil triplicou nos últimos dez anos.
São cerca de 400 marcas diferentes de água mineral entre nacionais e importadas. Ainda assim, os brasileiros ficam atrás quando comparados aos europeus: enquanto bebemos, em média, 30 litros de água envasada por ano, na Europa, o consumo chega a mais de 120 litros por pessoa.
Segundo o presidente da Abinam, Carlos Alberto Lancia, a porcentagem de consumo de água mineral no Brasil cresce dois dígitos a cada 12 meses há mais de cinco anos. "A perspectiva é de que haja ainda um aumento de 15%. Em 2007, foram 6,8 bilhões de litros comercializados aqui. Atualmente, o Brasil é o 10º país na lista de maiores consumidores da bebida", destaca Lancia. "Hoje, temos 400 fontes, e o número só tem aumentado. Cerca de 30% das reservas de águas minerais do mundo estão no território brasileiro", completa.
Quem pensa que água é simplesmente água e ponto final está redondamente enganado. Basicamente, ela pode ser a que sai das torneiras, tratada pela rede pública, a mineral natural, que é envasada direto da fonte, e a que contém adição de sais artificialmente em laboratório. Carlos Alberto Lancia ressalta que a água mineral tem propriedades medicamentosas. "É colocado na garrafa o que veio da natureza. Ela não passa por nenhum tratamento. A água da fonte entrou em contato com rochas, sedimentos, algas e outros elementos naturais que a afetam; por isso, ganham componentes como sódio, cálcio, magnésio", descreve. O tipo de ação no organismo vai depender justamente dos sais minerais e de características físico-químicas, como radioatividade.
Entre as minerais, há diversas variedades disponíveis. Geralmente, são classificadas pelo tipo de fonte de onde vieram e pela composição química: "Há as radioativas, que ajudam a eliminar cálculos renais; as magnesianas, que ajudam a regular o intestino; as alcalino-terrosas, diuréticas, digestivas e com alto poder de hidratação; as alcalino-bicarbonatadas, que têm cálcio e favorecem a digestão, funcionando até como sal de frutas; as ferruginosas, que auxiliam nos casos de anemia; as sulfurosas, boas para quem sofre de sinusite; as gasosas naturais, que são digestivas; as oligominerais, leves, com baixo teor de sais; as fluoretadas", enumera o presidente da Abinam. As variações dos componentes (informações nutricionais) podem ser verificadas no rótulo das garrafas.


