Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Chumbrega

Chumbrega vendia uma cachacinha a granel em Matozinho. Comprava em alguns alambiques da redondeza, engarrafava, após hidratá-la um pouco para aumentar o volume e o lucro, e distribuía bodega a bodega, meio às escondidas. Comerciante de parcos recursos, não tinha nenhuma condição de selar os vasilhames, já que isso significava recolhimento de imposto. O negócio funcionava como uma espécie de contravenção. Algumas vezes fora pego de calças curtas, multado e tivera a carga apreendida. Continuava , porém na luta, já que não tinha outro meio de vida às mãos e, também, com o tempo, viciou-se a driblar os fiscais, a dobrar a esquina, a esconder-se à aproximação do fisco. Aquilo se tornara uma espécie de esporte e punha um pouco de adrenalina no dia-a-dia repetitivo de Chumbrega. Vidinha de esforços desde a pobre infância, cujo fardo se foi tornando mais pesado com o passar dos anos. Casara por volta dos vinte e os filhos se foram enfileirando casa a dentro: oito. D. Ritinha, a sua companheira, viera ,como ele, da manjedoura. E sem o incenso a mirra ... e o ouro? Nem pensar! Afeita aos trabalhos domésticos, a esposa tinha uma enorme empresa para administrar, com muitos funcionários: parca em recursos e rica em problemas. O casal tocava com maestria aquela vida de pobre... e administrar miséria não é obra para principiantes. Carece de técnicas de mágico e artes de contorcionista.
Ritinha se lhe fizera a esposa ideal. Trabalhadora, controlada, sistemática, fazia render cada centavo do pouco dinheiro arrecadado por Chumbrega. Os filhos, como um general para o batalhão, mantinham-os debaixo de ordens. Havia apenas um entrave no relacionamento dos dois. Ritinha , por trás da carapaça de durona, sempre fora muito nervosa. Queixava-se de muitas doenças e dores as mais variadas. E mais, absorvia, como uma esponja, as moléstias de todos : vizinhos, amigos, atores da televisão. Bastava a notícia que alguém morrera tuberculoso em São Paulo que, na mesma hora, Ritinha já começava a tossir e a definhar. E esta mania, com a sucessão dos anos, se foi acentuando. Tanto e tanto que aquilo terminou por somar quilos no fardo já quase insuportável do nosso varejista de aguardente. Chumbrega passou a ter uma vida mais reclusa e já não transparecia a alegria , mesmo contida, de outros tempos.
Já sessentão, um dia, a mola pareceu ter esticado até o limite. Chumbrega caiu doente , queixava-se de uma infinidade de infortúnios e quase já não saía com sua carrocinha para a distribuição das garrafas. Os vizinhos entenderam que nosso comerciante entrara na curva descendente da vida e, como um estrela cadente, parecia já ter se consumido no último brilho. Aguardavam, a qualquer momento, uma notícia catastrófica sobre ele. O tempo, no entanto, é mestre em armar emboscadas nas esquinas da existência. Pois a velha da foiçona lançou sua lâmina onde não se esperava. As queixas mil de Ritinha, durante toda a vida, vai ver que tinham lá suas razões. Um dia ela dormiu na terra e acordou no céu. Tivera apenas um pequeno mal estar na noite anterior. Chumbrega lhe preparara um chazinho de jalapa e imaginou que tudo estaria resolvido no dia seguinte. Que nada! O mundo de Chumbrega veio abaixo. Perdera a companheira de tantos e tantos anos e lá ficava ele com uma récua de filhos já graúdos, é certo, mas que, como sempre, nunca param de dar trabalho. Além do mais, com saúde abalada já há vários anos, como enfrentaria os novos desafios?
Imaginou-se que em poucos meses Ritinha não estaria só na cova. Ao contrário do que toda Matozinho esperava, passado o luto oficial de trinta dias, aconteceu com Chumbrega uma ressurreição. Criou alma nova, deixou as queixas de lado, empenhou-se no trabalho com o vigor dos primeiros anos. Passou a cuidar mais do visual, embebeu-se de extratos novos e começou a freqüentar algumas festinhas. Percebia-se, claramente, que Ritinha, nos últimos anos , funcionara como um parasito, sugando-lhe a seiva vital . Agora, já sem o parasitismo, ele florescera como um marmeleiro seco com as primeiras chuvas.
Mal completara seis meses de viuvez, o coração de Chumbrega, que antes dera sinais de entupição no carburador e folga no virabrequim, engatou, novamente, a primeira. Começou a namorar uma vendedora de feira, vinte anos mais nova. Doninha , como era conhecida, era voluntariosa, despachada e não tinha as prendas domésticas de Ritinha. As más línguas diziam que seu taxímetro já tinha virado a bandeirada umas duas ou três vezes. Juntaram os panos de bunda, antes do natal.
A princípio, o relacionamento parece ter andado bem, tangido pelo cheiro de carne nova e pelo mel da lua que, percebeu Chumbrega, já estava mais para quarto minguante que para cheia. Ardido o primeiro fogo, começaram a aparecer , como sempre, os primeiros defeitos de lado a lado. Doninha não se adaptara bem no comando da tropa taluda deixada por Ritinha. Era mais independente do que o marido esperava. Viajava para feiras nas cidades vizinhas e nem todo dia dormia em casa. O esposo teve que, assim, compartilhar com ela afazeres totalmente estranhos: cozinhar, passar, lavar prato. Doninha, por outro lado, acostumara-se a uma variedade maior de parceiros, mais novos e fogosos e , rápido, enfastiou-se daquele repetitivo prato de todo dia.
Passados uns dois anos, Chumbrega começou novamente a ficar capiongo, meio borocoxô. Alguns diziam que talvez fosse o peso de umas antenas novas da Sky que Doninha parecia estar comprando para ele. Caiu adoentado, voltou à reclusão e não queria conversa com ninguém. Os que já o conheciam de longa data imaginaram que aquilo era uma fase, pois a vida é tecida assim mesmo entre vales e depressões. Matozinho se surpreendeu, pois, quando recebeu a notícia : Chumbrega dormira no domingo com as queixas de sempre e, na segunda feira, quando Doninha foi chamá-lo descobriu que já não morava nesta dimensão .
À noite, no velório, uma Doninha chorosa, entre um e outro soluço, explicava o inexplicável. Antes de dormir, Chumbrega lhe pedira um copo de leite quente. Queixou-se de azia e acreditava que tinha sido uma tapioca que comera no jantar. Ela, cuidadosamente lhe preparou e ele tomou tudo: glute-glute-glute. Quando uma vizinha lhe perguntou se depois disso ele não se tinha queixado de mais nada, Doninha , entre lágrimas concluiu;
--- Não, ele não se lamentou de mais nada. Acho que a azia passou! Até porque eu coloquei no leite um pouco de um chá de jalapa que ele tinha preparado prá mim ontem e que eu , morrendo de sono, terminei me esquecendo de tomar...

J. Flávio Vieira

Dê-me um cheiro meu bem! - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Um dia, nos sertões do Fidelis, em Potengi, fazia um inverno exuberante. Um amigo sobre a parede de pedra e cimento de uma barragem examinava, sentado com olhar atento, a placidez enganosa das águas naquela manhã fria. Aquelas águas transparentes eram, também, densas, quase escuras, embora se vissem as piabas nadando. Talvez a profundidade adensasse aquela transparência. Por isso mesmo as águas convidavam meu amigo a se agasalhar no seu frio leito. O sol do sertão já se apresentara com todo o vigor.

Ele inteiramente dividido, um olho na água e outro para os que já estavam em pleno mergulho, nadando, dando cambalhotas no ar e tibungo no líquido da vida. Quase mais ninguém deixara de pular na água, apenas ele numa postura curiosa. Entre o recolhimento e lançar-se ao espaço. Era coreografia complicada, merecedora da dança moderna, a clássica não se dividiria assim, pois apenas é. Uma única coisa e meu amigo eram duas. Uma vontade de pular e outra de se resguardar do frio.

Eis que de sua mais profunda reflexão veio, pelas vias tortas da psicologia de primeiro ano de faculdade, toda a explicação para aquela contradição. Disse ele: o ego quer, mas o superego não deixa. Pois é disso que falo: o ego quer a transformação, mas o superego quer a conservação. Um dia me agarrei a um neologismo que inventara para a ocasião cineperservação. É com isso que me divido.

Quando foi a última vez que você já viu alguém pedindo um cheiro? Pois era habitual, especialmente no nordeste, se pedir um cheiro. Cheirar o outro. Sentir o prazer dos odores naturais que se exalava nele. Quando quem cheirava era colibri e quem se deixava cheirar era flor da humanidade.

Um cheiro profundo, querendo capturar todo o espectro do aroma que ia da derme, atravessava todo o corpo e chegava aos sentimentos mais afetivos que existiam. Os mais velhos, olhando aquelas crianças em reboliço a dizer: dá cá um cheiro, meu bem! E da agitação mesmo em que se encontrava, ela expunha a sua cabecinha e o adulto, ao cheirá-la, quase que novamente a batizava com as palavras do amor. E lá ia ela, sabendo-se protegida, mas não interrompida em seu correr.

Mas veio o cinema americano com aqueles beijos de final de cena. Confesso que sempre os interpretei como a conciliação de tantas tentativas frustradas na narração. Os beijos eram a senha para o desfecho. Quando mais nada resta para contar. E as cortinas se fechavam, as luzes se acendiam com toda a exuberância da mesmice cotidiana.

Quando a linguagem erótica penetrou a cena, o beijo se tornou a volúpia do desejo sexual. O começo de longas e repetidas cenas de prazer e desejo. A estética se resolveu na linguagem do ato sexual e o beijo foi além. Passou a ser troca de saliva, confusão de lábios e línguas, não um saboreio, mas a digestão dos sentimentos de ambos. No final apenas o restolho digestivo.

E com isso ninguém mais pede um cheiro, cheira e captura a essência dos perfumes do outro. Agora, como bem diz o cinema americano, é o beijo. E o que mais choca que enquanto o cheiro era a expressão de um sentimento através dos sentidos do olfato, igualmente não se pode afirmar que seja o beijo relacionado a qualquer sentido. Existem as apelações dos cremes e óleos, mas aí nem mais beijo é.

Salada de bacalhau com Grão de Bico




INGREDIENTES:
600g de Bacalhau Desfiado Dessalgado
( ou 500g de Bacalhau Desfiado Salgado e Seco )
500g de grão de bico
2 cenouras
1 xíc. de coentro
1 xíc. de salsa
2 cebolas
2 dentes de alhos
Grãos de Pimenta do Reino
Azeite Extra-Virgem
Sal e Pimenta-do-reino a gosto
Salada de folhas
MODO DE PREPARAR:
( Se o bacalhau é salgado e seco, deve antes ser dessalgado conforme as instruções. )
Deixar os grãos-de-bico de molho na geladeira por 24h. Retirar os grãos-de-bico e cozinhá-los em água até amaciarem. Escorrer e temperar com um pouco de sal.
Deitar o bacalhau em uma travessa, regar com azeite e salpicar o coentro bem picadinho. Tampar e deixar apurar por 3 horas.
Colocar o bacalhau em água aromatizada, onde foram pré-cozidas as cenouras, a salsa, a cebola, o alho e a pimenta-em-grão. Após 10 minutos de fogo brando, retirar o bacalhau com uma escumadeira e escorrer. Cortar os vegetais em pequenos cubos. Dispor o bacalhau com os grãos-de-bico e os vegetais em uma travessa, regar com azeite extra-virgem de oliva e pulverizar com pimenta-do-reino. Servir acompanhado de uma salada de folhas.
Imprimir

Adega do Bacalhau
Chuva
- Claude Bloc -

Choveu bastante aqui hoje. Para melhor dizer, choveu um mundo inteiro. A água ligeira, foi caindo musicada e generosa, por entre as brechas que o tempo inventa.

Pois é, a chuva chegou cedinho, atravessou a hora e esbanjou espaço. Fez como todas as chuvas que correm coração adentro. Feito lágrima em queda livre. Feito poesia recortada em milhares de sonhos. Sem qualquer tristeza. Simplesmente chuva. A chuva benfazeja e sua orquestra inundando hoje esse mar da poesia.
.
Foto e texto por Claude Bloc

Trova - por Ulisses Germano

Quando vim morar no Crato

Não sabia o que fazer

Das histórias que são tantas

E dão enorme prazer

Na pedra da Batateira

Vi nascer uma roseira

Que chamava por você.

Para Ulisses Germano !

Feliz Aniversário, Ulisses Germano !

Ulisses em companhia de Seu Antonio e Gelson - foto Dedé
Ulisses com Mestre Aldenir - foto Nívia Uchôa
Ulisses Germano Leite Rolim é um cratense, nascido no Iguatu. Comum encontrá-lo nas ruas da cidade com sua flauta mágica ou instrumento similar. Ele inventa instrumentos, ele arranca sonoridade de tudo e de todos. Cordelista, artesão, professor de música, poeta, homem das artes e da Educação...Vai pra esse moço amigo , no dia de hoje , o nosso abraço cheio de carinho e admiração.




Reinventando a esperança
Acalentando a sorte
De ter nascido outra vez
(Ulisses Germano)

Francis Bacon



Francis Bacon, também referido como Bacon de Verulâmio (Londres, 22 de Janeiro de 1561 — Londres, 9 de Abril de 1626) foi um político, filósofo e ensaísta inglês, barão de Verulam (ou Verulamo ou ainda Verulâmio), visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna.

Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas. Em 1584 foi eleito para a câmara dos comuns.

Sucessivamente, durante o reinado de Jaime I, desempenhou as funções de procurador-geral (1607), fiscal-geral (1613), guarda do selo (1617) e grande chanceler (1618). Neste mesmo ano, foi nomeado barão de Verulam e em 1621, barão de Saint Alban. Também em 1621, Bacon foi acusado de corrupção. Condenado ao pagamento de pesada multa, foi também proibido de exercer cargos públicos.

Como filósofo, destacou-se com uma obra onde a ciência era exaltada como benéfica para o homem. Em suas investigações, ocupou-se especialmente da metodologia científica e do empirismo, sendo muitas vezes chamado de "fundador da ciência moderna". Sua principal obra filosófica é o Novum Organum.

Francis Bacon foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator. Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).
Wikipédia

Charles Baudelaire



Charles-Pierre Baudelaire (Paris, 9 de Abril de 1821 — Paris, 31 de Agosto de 1867) foi um poeta e teórico da arte francês. É considerado um dos precursores do Simbolismo, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX.

Nasceu em Paris a 9 de abril de 1821. Estudou no Colégio Real de Lyon e Colégio Louis-Le-Grand (de onde foi expulso por não querer mostrar um bilhete que lhe foi passado por um colega).

Em 1840 foi enviado pelo padrasto, preocupado com sua vida desregrada, à Índia, mas nunca chegou ao destino. Pára na ilha da Reunião e retorna a Paris. Atingindo a maioridade, ganha posse da herança do pai. Por dois anos vive entre drogas e álcool na companhia de Jeanne Duval. Em 1844 sua mãe entra na justiça, acusando-o de pródigo, e então sua fortuna torna-se controlada por um notário.

Em 1857 é lançado As flores do mal contendo 100 poemas. O livro é acusado no mesmo ano, pelo poder público, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são presos, o escritor paga 300 francos e a editora 100, de multa.

Essa censura se deveu a apenas seis poemas do livro. Baudelaire aceita a sentença e escreveu seis novos poemas "mais belos que os suprimidos", segundo ele.

Mesmo depois disso, Baudelaire tenta ingressar na Academia Francesa. Há divergência, entre os estudiosos, sobre a principal razão pela qual Baudelaire tentou isso. Uns dizem que foi para se reabilitar aos olhos da mãe (que dessa forma lhe daria mais dinheiro), e outros dizem que ele queria se reabilitar com o público em geral, que via suas obras com maus olhos em função das duras críticas que ele recebia da burguesia.

Morre em 1867, em Paris, e seu corpo está sepultado no Cemitério do Montparnasse, em Paris.

wikipédia

François Rabelais



Além de escritor, François Rabelais também teve atuação destacada na medicina de seu tempo
Não se sabe ao certo quando François Rabelais nasceu, o ano mais provável é o de 1484, na cidade de Chinon, no oeste da França. Segundo algumas fontes, seu pai era proprietário de vinhedos, segundo outras, advogado. Da mesma maneira, não existem informações precisas sobre a infância de Rabelais e o período em que ele foi enviado à Abadia de Seuillé para estudar.

Tornou-se noviço no Convento de La Baumette, onde se tornou colega dos irmãos De Bellay que o ajudariam em sua vida futura. Tornou-se um monge franciscano em 1521. No monastério, estudou grego, latim, direito e astronomia. Quando as autoridades eclesiásticas da Universidade de Sorbonne começaram a confiscar os velhos livros gregos, Rabelais endereçou uma petição ao papa, solicitando para juntar-se à ordem de São Bento, mais dedicada à cultura.

No hospital beneditino de Saint Denis começou a estudar medicina, mas abandonou a vida clerical para dar prosseguimento a seus estudos na Universidade de Paris e bacharelar-se, em 1530, em Montpellier. Nessa cidade, leu os antigos textos médicos de Hipócrates e Galeno, dissecou cadáveres e tornou-se um especialista em diversas doenças. Também inventou aparelhos para tratamentos de hérnia e fratura de ossos, além de publicar edições próprias dos clássicos médicos da Grécia e de Roma.

Em 1532 estabeleceu-se como médico num hospital de Lyon. No mesmo ano publicou sua famosa comédia "Pantagruel" sob o pseudônimo de Alcofribas Nasier, um anagrama de seu próprio nome. Lyon era na época o centro cultural da França, famosa por seu comércio internacional de livros. Segundo se dizia, seu "Pantagruel" chegou a vender mais exemplares do que a Bíblia. Dois anos depois, com o mesmo sucesso, ele publicou "Gargantua". Os livros, entretanto, foram condenados pela Sorbonne e pelo Parlamento.

Rabelais mudou-se para Roma onde se tornou médico do Cardeal De Bellay, recebeu perdão do papa pelo abandono da ordem religiosa e, em 1537, recebeu o grau de doutor, passando a exercer a medicina em várias cidades. Em 1546, o rei Francisco 1o da França, lhe concedeu autorização para publicar o terceiro livro da série Gargantua-Pantagruel, que foi dedicado a Margarida de Navarra, a irmã do rei.

A época, porém, era conturbada pelas reformas protestantes. A corte francesa procurava agir moderadamente e praticar a tolerância. Francisco 1o chegou a defender o filósofo Erasmo de Roterdã dos ataques dos teólogos católicos. Contudo, a saúde do rei estava em declínio, e Rabelais - um defensor de suas idéias humanistas - achou melhor deixar Paris.

Em 1547, De Bellay tornou Rabelais o cura de Saint-Christophe-de Jambet e depois de Mendon, próxima a Paris. O quarto livro da série Gargantua-Pantagruel apareceu em 1552, um ano antes da morte de Rabelais. Um quinto livro, de autoria duvidosa, foi publicada em 1564.

Rabelais misturou elementos de diversos gêneros narrativos em seus livros - crônica, farsa, diálogos, comentários, etc., temperando-os com um humor bem popular. Suas idéia e anedotas enaltecem os prazeres físicos da vida: a comida, a bebida e o sexo, e satiriza o ascetismo religioso. "Beba sempre e você nunca vai morrer", escreveu no primeiro volume de "Gargantua".

Uoleducação

Coisas que a gente gosta de ouvir


"Ganhaste meu coração

com um só de teus olhares

com um só pingente

dos teus colares


Como tuas doçuras são belas,"*

***

*" Haroldo de Campos (1923-2003), poeta brasileiro,

na transcrição do Cântico dos Cânticos, do livro Éden (perspectiva)


quinta-feira, 8 de abril de 2010

Jean- Paul Belmondo


Jean-Paul Belmondo (Neuilly-sur-Seine, 9 de Abril de 1933) é um ator francês.

É filho do famoso escultor parisiense Paul Belmondo (1898-1982) e da dançarina Madeleine Belmondo. É também conhecido como Bébel.

Na juventude, não foi muito bem nos estudos, mas desenvolveu uma grande paixão pelo box e pelo futebol.

Pensou em se tornar boxeador profissional, mas desistiu após duas lutas.

Começou a atuar aos 17 anos de idade. Em 1954, conseguiu o ingresso no Conservatório de Paris e iniciou sua carreira no cinema em 1955, com diversos papéis secundários.

Sua primeira grande performance foi em À bout de souffle (Breathless) de Jean-Luc Godard em (1960), que o tornou um dos grandes atores da Nouvelle Vague.

Em 1964 esteve no Brasil para filmar O Homem do Rio, em cenas coloridas no qual aparece a recém-fundada Brasília, uma relíquia histórica da nova capital.

Em 2001, foi internado por duas semanas, devido a um acidente vascular cerebral, mas se recuperou de forma excelente.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Paul_Belmondo"

*Belmondo não tinha beleza padrão. Era terrivelmente charmoso. E por conta de Belmondo, as meninas da minha época entenderam que beleza não pôe mesa. Charme , humor e inteligência faziam a diferença !

Apaixonei-me por Belmondo, no filme "Cartouche", que ele estrelou com Cláudia Cardinale. Nunca vi casal tão lindo ! Foi no Cine Cassino, nos anos 60, precisamente 1962.
Magali deve lembrar muito bem !

Sobre Haroldo de Campos


“Tinha uma generosidade tão infinita quanto a sua curiosidade. Dava a mesma atenção tanto para os estudantes como para os intelectuais. Foi um incentivador, um acolhedor. Um eterno estudioso. Estava sempre à procura de algo além dos limites, além das ‘colunas de Hércules’. Nas margens, nas entrelinhas, no ainda não descoberto. Ele trans-humanizou a literatura, utilizando um termo de Dante Alighieri por ele criativamente atualizado.”

Haroldo de Campos conseguiu conquistar uma segunda vida. Será lembrado por todos. Com essa definição, o professor Jacques Marcovitch, ex-reitor da USP, tenta traduzir a lembrança do olhar firme e sempre curioso do poeta, do tradutor e do pesquisador falecido no dia 16 de agosto. “Foi um homem das letras, no sentido infinito da palavra. Mergulhava nas culturas e conseguia passar a diversidade e as peculiaridades da sua descoberta.”

Entre estudantes e professores da Universidade, Haroldo de Campos deixa um universo. Um universo infinito de poemas, de idéias, de coisas a serem feitas. Há poucos dias, ele estava pela USP, questionando aqui e ali. Pesquisando e buscando sempre. Sempre pronto para a troca de idéias, de informações. Ou simplesmente para conversar, ouvir e incentivar os jovens poetas, escritores, artistas plásticos. Dividia, com prazer, o conhecimento de uma vida entre livros.

“Jamais ouvi o Haroldo dizer que estava sem tempo”, conta o professor Andréa Lombardi, do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. “Tinha uma generosidade tão infinita quanto a sua curiosidade. Dava a mesma atenção tanto para os estudantes como para os intelectuais. Foi um incentivador, um acolhedor. Um eterno estudioso. Estava sempre à procura de algo além dos limites, além das ‘colunas de Hércules’. Nas margens, nas entrelinhas, no ainda não descoberto. Ele trans-humanizou a literatura, utilizando um termo de Dante Alighieri por ele criativamente atualizado.”

“Haroldo tinha uma generosidade tão infinita quanto a sua curiosidade. Foi um incentivador, um acolhedor, um eterno estudioso”

Foi desse mestre e grande civilizador – como lembra Lombardi – que os amigos da Universidade sentiram falta. Um amigo raro, que detestava elogios gratuitos. Mas que repartia com sinceridade e sem distinção o que tinha de mais caro: os sonhos e o olhar sensível das coisas do mundo.


Muito além do concretismo – A busca incessante de Haroldo de Campos permeou todas as culturas. E se deparou com muitas críticas. Era apontado como figura polêmica e muitos ainda insistiam em limitá-lo apenas a um poeta concreto.

Haroldo de Campos substitui o argumento douto pela varinha mágica da sensibilidade: tenho uma espécie de faro ecumênico. Em matéria de passado da cultura estou sempre atento (falando de poesia) àquelas obras que respondam, de maneira viva, a uma pergunta extraída de uma circunstância presente. Assim também elege os textos que traduz. A tradução é um diálogo criador, sincrônico. Insiste: o caminho do poeta é pontilhado pela descoberta de outros poetas e da transcrição.




Fontes: www.uol.com.br/haroldodecampos e www.itaucultural.

Da trilha sonora "Jeca Tatu"

Mazzaropi - O Jeca Tatu


Meu pai não gostava de filme brasileiro. Eu adorava Mazarropi ( o meu jeca Tatu). Assisti repetidas vezes, até sair de cartaz. Hoje eu sei, exatamente porque ! Era linda a trilha sonora , e eu cheguei a decorar as letras das músicas do filme "Jeca Tatu", como : Estrada do Sol, Ave Maria dos Andores( com Dalva de Oliveira) e uma outra com Cely e Tony Campelo. Chorei copiosamente , quando incendiaram a casa do Jeca , e ele pegou a estrada , num carro de boi com a família, cantarolando :"Botei o meu boi, no carro, e não tive nada pra carregar... "
Acho que, naquela época eu até gostava de música sertaneja , e Mazarropi era muito parecido, fisicamente, com o meu pai. ... Lindo ! ( risos).

Amâncio Mazzaropi




Filho de Bernardo Mazzaroppi, imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade sua família muda-se para Taubaté, no interior de São Paulo. O pequeno Amácio passa longas temporadas no município vizinho de Tremembé, na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino de cana verde. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi.

Em 1919, sua família volta à capital e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922 morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaroppi em Curitiba, onde trabalha na loja de tecidos da família[1].

Já com quatorze anos, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro.

Com a Revolução Constitucionalista de 1932 segue-se uma grande agitação cultural e Mazzaropi estréia em sua primeira peça de teatro, chamada A herança do Padre João. Já em 1935, consegue convencer seus pais a seguir turnê com sua companhia e a atuarem como atores. Até 1945, a Troupe Mazzoropi percorre muitos municípios do interior de São Paulo, mas não há dinheiro para melhorar a estrutura da companhia.

Em 1946, convidado por Dermival Costa Lima da Rádio Tupi, estréia o programa dominical Rancho Alegre, encenado ao vivo no auditório da rádio no bairro do Sumaré e dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Em 1950, este mesmo programa estreou na TV Tupi, mas agora contava com a coadjuvação dos atores João Restiffe e Geny Prado.

Em 1961, Mazzaropi adquire uma fazenda onde inicia a construção de seu primeiro estúdio de gravação, que produzirá seu primeiro filme em cores, Tristeza do Jeca, que também será o primeiro filme veiculado na televisão pela Excelsior e a ganhar prêmios para melhor ator coadjuvante, Genésio Arruda, e melhor canção.


Em 1994 é inaugurado o Museu Mazzaropi, localizado na mesma propriedade dos antigos estúdios, recolhendo a história da carreira de um dos maiores nomes do cinema, do teatro e da televisão brasileiros. Foi somente na década de 90 que a cultura brasileira começou a ver de uma outra óptica a obra de Mazzaropi, que durante sua vida sempre foi duramente atacado (ou ignorado) pela crítica e pela intelectualidade.
wikipédia

Meditação

Como se não tivesse ido
retorno ao quarto
mas não duvido:

passei por calçadas
cruzei sinais
senti outros perfumes.

De volta ao banheiro
percebo que a mente
acompanhou meus passos:
ruas, tráfego, turba.

Como se não houvera
a muda de pele
a fogueira santa.

Só mesmo o peso dos dedos
do corpo todo curvo
sobre o teclado.

Preciso comprar sem demora
uma cadeira giratória.

Escrever versos corcunda
é empurrar moinhos cansados.

EU PRECISO ....por Rosa Guerrera

Recebí hoje essa mensagem , não poderia deixar de publica-la . Acredito que todos nós temos essa mesma necessidade.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Preciso de Alguém
Que olhe nos meus olhes quando falo.
Que ouça as minha tristezas e neuroses com paiciência e, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado.
Alguém amigo suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso ficar irritado por isso.
Nesse mundo de céticos, preciso de alguém que creia nessa coisa misteriosa, desacreditada, quase impossível: a amizade.
Que teime em ser leal, simples e justo.
Que não vá embora se algum dia eu perder meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxilio, a minha mão estendida, mesmo que isto seja muito pouco para suas necessidades.
Preciso de um amigo que também seja companheiro nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite comigo:
“Nós ainda vamos rir muito disso tudo…”
E ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meus amigos.
E nesse busca empenho a minha própria alma, pois com uma Amizade Verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela …



SHOW: MUSI(CA)MINHOS de Pachelly Jamacaru, primeira chamada!

Será no Centro Cultural BNB em Juazeiro do Norte, dia 30 Abril, Sexta-feira as 19.30 pontualmente. Marquem presença!

Meu nome é Ricardo Oliveira da Silva - transcrito de um vídeo que circula na internet

Meu nome e Ricardo Oliveira da Silva, tenho 21 anos e... ganhei pela quarta vez, medalha de ouro na OBMEP. Vou contar um pouco da minha história para vocês: eu venho de um sítio, isolado, na zona rural de Várgea Alegre e só tive oportunidade de estudar aos 17 anos. Entrei direto na quinta série. E lá eu pude participar pela primeira vez da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEP. Nesse primeiro ano eu conquistei a minha primeira medalha. Pensava que isso seria impossível para mim. Mas hoje estou aqui como prova disso. Estou aqui com a minha quarta medalha na mão. Quando era preciso fazer a prova, da Olimpíada de Matemática, eu era levado, por meu pai, em um carrinho de mão, carrinho de obra como muita gente conhece também. Meu pai está aqui atrás e ele pode falar um pouco sobre isso.

Olá, sou Joaquim Oliveira da Silva, sou o pai de Ricardo é, e sobre o carrinho de mão para mim não era nenhum esforço, eu estava só dando uma contribuição de pai. Ele tinha vontade de estudar e aconteceu de levar no carrinho de mão, hoje não precisa mais. Que graças ao IMEP hoje ele é um aluno bem reconhecido no Brasil e tem muitos amigos, antigamente não tinha conhecimento nenhum. E hoje está sendo isso. Bem legal. E tem o reconhecimento do Presidente. Para é orgulho. Muito bom isso. Está sendo muito bom.

Cícero Nunes - por Norma Hauer

MENSAGEM
Em 6 de abril de 1912 nasceu, aqui no Rio de Janeiro, o compositor e violonista CÍCERO NUNES.

A partir dos 14 anos exerceu algumas profissões modestas, até que de 1931 a 1935, ocupou o posto de motorista de hospital, onde, através de um companheiro de trabalho que dedilhava o violão, teve despertado seu interesse pela música, passando a executar o instrumento, e a compor canções.
Em 1935, já com alguma produção musical, mostrou músicas ao compositor Buci Moreira, que gostando de sua obra o incentivou a continuar produzindo. Em parceria com Buci, fez o samba "Boa impressão", que foi interpretado pela cantora Dalila de Almeida, no programa da Rádio Philips "Samba e outras coisas", de Henrique e Marília Batista..

Por essa época, passou a viver da música, acompanhando cantores ao violão, o que faria por cerca de 12 anos.

Em 1936, escreveu de parceria com Portelo Juno "Oh seu José", gravada por Castro Barbosa. No ano seguinte, também em parceria com Juno, lançou "Me dá, me dá", gravado por Carmen Miranda, com a qual obteve grande êxito.
Passou, então, a compor principalmente choros humorísticos. Em 1938, Dircinha Batista e Barbosa Júnior gravaram seu choro "Ele não dorme sem apanhar" e Patrício Teixeira, o samba "Ao voltar da batucada", parceria com Max Bulhões.
A partir de 1944, começou a compor samba-canção, gênero que lhe trouxe grandes êxitos, dois quais destacam-se "Apogeu" com Herivelto Martins, gravada por Francisco Alves.

Em 1945, fez sucesso com o samba "Aquela mulher", gravado por Nélson Gonçalves e em 1946, com o samba "Mensagem", em parceria com Aldo Cabral, gravado por Isaurinha Garcia, fez a cantora paulista ficar conhecida em todo o Brasil.

“Quando o carteiro chegou
E meu nome chamou
Com uma carta na mão...”

Em 1947, ingressou na União Brasileira de Compositores, ocupando o cargo de Vice-Secretário, sendo o responsável pela administração da revista "Música e letra", e pela cobrança de direitos autorais de revistas especializadas em publicação de letras.

Mas não abandonou a composição fazendo-o em diferentes gêneros, como os baiões "Um cabra não chora" e "Manjericão", ambos em parceria com Humberto Teixeira.
Continuou compondo até 1961, gravando com Isaurinha Garcia, Jamelão e Moreira da Silva.

Como tantos outros compositores de sua época, abandonou a carreira com a entrada da Bossa Nova, em nosso meio musical.

Cícero Nunes faleceu em 3 de dezembro de 1993, aos 81 anos.

Norma

Sobre a Alegria e ser Alegre. Liduina Vilar.

A Psicóloga suiçaVerena Kast, especializada em psicologia profunda, escreveu um livro sobre a alegria. Antes dela, dificilmente algum psicólogo ousou trabalhar esse tema.Em livros de consulta sobre psicologia dificilmente se encontra o verbete"alegria".
.
Parece que a psicologia se dedicou unilateralmente ás feridas e á cura delas.Mas hoje conhecemos o grande efeito curador que a alegria tem sobre as pessoas, sua grande força terapêutica. Verena Kast descreve o efeito da alegria como a experiência de ser uno e de ser íntegro, como experiência de liberdade e vitalidade: "A sensação, tanto de ser um consigo como de ser íntegro, que nós seres humanos estamos tanto procurando existe no momento da alegria.
.
Isso nos dá também uma sensação de vitalidade, talvez de liberdade.Todos os movimentos ligados à alegria, até a alegria silenciosa, são movimento para o alto, movimentos de leveza". Não adianta convocar-nos mutuamente para a alegria.Não posso me alegrar "cumprindo uma ordem". Mas está em minhas mãos entrar em contato com a alegria que sempre está esperando no fundo do meu coração.
.
Cada pessoa lembra experiências de alegria espontânea de sua infância.Verena Kast nos anima a escrever uma biografia da alegria, a registrar todas aquelas experiências alegres que lembramos e a olhar imagens e fotos da infância, verificando em que medida refletem alegria. Perceber a alegria que vivi quando era criança pode me levar ao contato com a alegria que se perdeu sob as peocupações atuais. Mas, no fundo da minha alma, ela está presente, está apenas esperando para ser de novo chamada para fora.
.
Liduína

Aniversário hoje do nosso amigo, músico e compositor : Calazans Callou !

Sucesso e uma vida feliz , em todos os sentidos !

Grande abraço do cariricaturas !

BISAFLOR CHEGOU PRA CONTAR UMA HISTÓRIA DE TRANCOSO

COMADRE RICA E COMADRE POBRE

Era uma vez duas mulheres, comadre rica e comadre pobre. A comadre pobre ia todo dia à casa da comadre rica fazer pão. Ela amassava, amassava o pão e ficava com as mãos cheias de massa. Quando terminava o serviço a pobre não lavava as mãos, ia pra sua casa e raspava, com uma faquinha, aquela massa que tinha ficado agarrada nas mãos e fazia um pão pra ela e a filha comerem.

Um dia a comadre rica perguntou: “Por que a comadre não lava as mãos quando termina de fazer o pão?”. A comadre pobre respondeu que quando chegava em casa raspava o resto da massa e fazia um pãozinho pra filha. A rica, então, mandou que ela lavasse as mãos antes de ir embora e, naquele dia não teve pão na casa da comadre pobre. A filha estava com fome, ela precisava arranjar alguma coisa pra comer. Foi ao quintal catar feijão-andu e lá chegando deparou-se com uma grande cobra enrolada num canto. A Cobra pediu que a levasse pra dentro de casa. A mulher achou aquilo estranho, mas atendeu ao pedido da cobra, que passou a morar dentro de casa. Um dia a cobra falou:

- Eu sou um príncipe encantado e quero me casar com sua filha. Quando eu chegar na porta da igreja, dê três pancadinhas na minha cabeça, que eu desencanto.

A comadre pobre marcou o casamento da filha e no dia fez conforme o combinado: na porta da igreja deu as três pancadinhas na cabeça da cobra, que virou um lindo príncipe e casou-se com a moça.

Quando a comadre rica soube da história, chamou com toda urgência um dos seus empregados e mandou que fosse na mata procurar uma cobra pra casar com sua filha, pois se a pobre casou a filha com um príncipe, ela também faria da sua filha uma princesa. O homem foi e trouxe uma cascavel que ficou morando na casa da rica. O casamento foi marcado e no dia, o padre disse que ficasse na porta, que ele realizaria ali mesmo a cerimônia. E assim foi. Na noite de núpcias, haja a cobra a morder a moça rica, ela gritava pedindo socorro, até que enfim acudiram, mas a coitada já estava toda cheia de picadas de cascavel. Morreu.

Foi assim, me contaram e hoje estou contando a vocês. Entrou por uma perna de pinto e saiu por uma de pato, senhor rei mandou dizer que contasse mais quatro.

Trovinhas - por Olival Honor

Pensei em ter na velhice
Só paz e felicidade.
Quanto engano, que sandice !
Ai de nós, terceira idade !

A primeira idade luta
Buscando a felicidade
A segunda come a fruta
A terceira ... que saudade !

Saudade ... - Olival Honor

Enche os olhos, depois vasa,
molhando o rosto da gente ...

Pedaços de saudade...

Rua da Penha
Praça Siqueira Campos

Rua da Vala

Praça da Sé

Altar - Igreja da Sé (Crato)
.
Fotos e formatação por Claude Bloc