Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 19 de abril de 2010

a brisa do basculante aberto

Acordar ausente de si.
Dormir fermentando sonhos.

O amor atemporal
sobre calçadas sujas
ainda remelentas da noitada.

Da loucura das mãos senhoras dos dedos
adentrando em territórios úmidos.

E era amor com todos os sentidos.
Atenta prontidão.
Exasperados uivos.

Quem disse que o amor
precisa ser manso.

Em um cantinho da sala
junto às plantinhas
e aos anjinhos
de porcelana.

O amor na verdade
eufórico.

Tapar os olhos.

Empurrar a vítima
ao inferno da memória.

Em chamas.

O amor é tudo o que dizem
aqueles que nunca amaram.

Na loucura deles
reina a fantasia.

Própria do amor.

Mas é na carne dos que amam
que o amor se exubera.

Se faz justo
e palpável.

Das quimeras
da moça à janela
mais toda a volúpia
dos beijos na escada

brilha então o amor
com a pompa necessária
do engano e do suicídio.

E não me venham suplicar
juízo diante da taça de vinho.

Os danados do coração
já aperfeiçoam o laço
no altar e na guilhotina.

Porque quem ama
deseja vinho
como pede morte
no cadafalso.

Juntas as almas.
Próximos os corpos.

Até que o milagre floresça
bem mais que os sonhos

e cada qual não se veja
perca de vez e para sempre
a total compreensão do outro.

ARTE, MÍDIA E ESPIRITUALIDADE: O NOVO PARADIGMA ESPIRITUAL (CHICO XAVIER)


Bernardo Melgaço da Silva
De tempo em tempo um novo paradigma surge para substituir, complementar ou transcender um outro fenômeno coletivo indutor, condutor e orientador. Na maioria das vezes os paradigmas estão superpostos ao longo do tempo, semelhante as fases de energia no campo do eletromagnetismo. De um modo geral, uma das fases (paradigma) se sobressai e domina um grupo, nação ou contexto histórico mais amplo. As outras fases continuam no ritmo natural de suas naturezas vibratórias.

A arte sempre esteve presente nas formas de representação da realidade ou na construção ou formatação do imaginário na base dos paradigmas. A música, o teatro, o artesanato, a pintura e outras formas de manifestação foram utilizadas e aperfeiçoadas pela humanidade. Assim, o homem evolui num processo criativo de aperfeiçoamento de seus instrumentos de representação bem como incorpora novas percepções decorrentes dessas experiências e descobertas. Nesse sentido, a identidade humana se entrelaça e se confunde com os instrumentos e objetos psíquicos, biológicos e metafísicos intrínsecos à realidade vivida. A força da criação está no poder de elevar a compreensão do homem: do ser fazendo e fazer sendo.

Nesse contexto, nos defrontamos com um paradoxo histórico. Pois, todo homem é ser antes de fazer, mas também é antes de tudo criador fazendo-se a si mesmo nas diversas circunstâncias em que as leis da natureza chama-o para um novo salto da consciência: autotranscendência. Ele é tanto a escultura quanto o próprio escultor de si mesmo! As expressões latinas EDUCARE e EDUCERE (educar de dentro para fora e educar de fora para dentro), nos faz compreender muito bem o duplo movimento da educação.

Assim sendo, fazemos e somos a realidade que desejamos e vivemos. Não há como fugir dessa verdade! Recentemente o cinema lançou um filme que já virou sucesso de bilheteria. O filme Chico Xavier! A arte se prestando a mostrar a realidade vivida por um homem comum numa cidadezinha do interior de Minas Gerais. Chico é um exemplo marcante da vontade humana que em sua humilde e pobre condição sócio-econômica mostrou para milhões que vale a pena aprender fazendo e fazer criando - e descobrindo! - a verdade mais profunda e universal de todos os tempos: a disciplina interior!

O caráter é, portanto, a alma esculpida com disciplina. Foi o que nos mostrou Chico Xavier. Chico não era apenas um médium dotado de uma capacidade rara de percepção do invisível. Ele é uma referência brasileira de caráter, integridade, honestidade, caridade, bondade e amor. Chico era um artista da alma humana. Ele esculpiu, pintou, representou e ensinou a ciência ou arte do ser-fazer-ser. No mundo caótico e escuro em que vivemos, ele se mostra com humildade como luz e exemplo de valores notáveis a serem seguidos. Por isso mesmo, o seu esforço e disciplina impecável coloca-o no topo dos grandes mestres da humanidade, ao lado de Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, Irmã Dulce etc.

O filme mostra um Chico humano com uma imensa espiritualidade-humanidade. O Chico-mito ou Chico-santo ele mesmo não desejava para si (segundo seus amigos mais próximos). Ele era simples, alegre, amigo, caridoso, hospitaleiro e consciente de suas fraquezas e deficiências humanas. O cinema religioso-espiritual brasileiro está de parabéns com esse lançamento. O próximo lançamento parece prometer sucesso também: o filme NOSSO LAR (baseado no livro psicografado por Chico Xavier). E para concluir vou citar uma frase de um pensador do século passado: “o próximo século será espiritual, ou, então, não será!”.

Bernardo Melgaço da Silva

Estrela - por Ana Cecília S.bastos




Estrela devora planeta,
exuberante.
Já a minha poesia, surge clandestina.
Habitua-se ao gemido,
soluço entrecortado,
grito quase estancado,

em suspenso.
[Notícia completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u698907.shtml]
por Ana Cecília

Faltam 11 dias, Show MUSI(CA)MINHOS de Pachelly Jamacaru

Contagem regressiva, será dia: 30 Abril no Centro Cultural BNB em Juazeiro do Norte,às 19.15h. Participaçãoes Especiais: Abidoral Jamacaru, Luis Carlos Salatiel, João do Crato, Dihelson Mendonça, Nivando Ulisses, acompanhados por: Aminadaber, Danilo, Isaias do(Trio Cariri) e o Mestre Jairo Starqey Convidamos a todos, marquem presenças!

Trabalhadores do Brasil ! - por Norma Hauer

Hoje seria aniversário de Getúlio Vargas e os "puxa-sacos" de sua época, estariam "rendendo-lhe" homenagens como "Chefe da Nação".

Mas tudo isso ficou para trás, porém será recordado enquanto existirem contemporâneos vivos que ainda guardam na memória aqueles tempos.

A grande maioria hoje só o conhece como um vulto histórico que governou o Brasil.

Talvez nem saiba como. "Viver" uma época é uma coisa, conhecê--la através de compêndios é outra.

Aproveito para colocar aqui a letra de um samba composto por Assis Valente em 1932, quando, em São Paulo fez-se uma "revolução constitucionalista" exigindo de Getúlio (então "presidente provisório") uma nova Constituição.

Em 1934 foi promulgada a primeira Constituição da República, mas a que Getúlio queria mesmo foi a criada, por ele e seus "bajuladores" em 1937.

Mas vamos à letra de

PARA ONDE IRÁ O BRASIL?"
Samba de Assis Valente, que foi a segunda gravação de Carlos Galhardo.
Ne época ambos estavam iniciando a carreira, que quase foi "cortada" pelos "inteligentes" censores de então, ao deterem Assis Valente para que explicasse o que queria dizer com aquela pergunta:

PARA ONDE IRÁ O BRASIL?

Brasil,
O rei Momo desta vez é quem manda perguntar
Onde estão as fantasias, de ouro e pedraria
que fizeram p'ra te dar?

Tomaram teu chapéu de couro
E te deram capacete
Te fizeram guerrear...
Brasil!Brasil! onde é que vais parar?

Já que não te deram nada
que te possa dar vantagem
Trouxe um samba de mascote,
Que nasceu da malandragem.
Dar-te-ei meu violão
Que é de todos invejado,oi,
P'ra cantares , meu Brasil amado
O teu feliz passado.
(ih, que bom")

Não sei qual o objetivo de Assis Valente para perguntar "para onde irá o Brasil"? em 1932, mas hoje ele não veio para muito melhor, embora os tempos sejam, de fato outros. Mas o mundo de Getúlio ainda tem vez na Venezuela, com Hugo Chavez.

Esse Getúlio de 32 já dava uma amostra do que seria a censura depois de 1937.

E em cada 19 de abril...era a vez dos puxa-sacos de plantão.

Norma

Cariri Cangaço - Por Manoel Severo

Recebi por e-mail esta mensagem e creio ser do interesse de todos, sobretudo de nós, caririenses.
.
Tenho a ousadia de enviar esta mensagem para apresentar um evento que coordenamos na região; tem um cunho histórico, científico, cultural, turístico e de integração, que é o Cariri Cangaço; que nasceu com o sentimento de trazer para o cariri, um grande fórum de debates e aprofundamento sobre temas nordestinos; dessa forma a convido para conhecer o Cariri Cangaço.
.
Manoel Severo - Curador e Coordenador Geral do Cariri Cangaço.
.
CONHEÇA O CARIRI CANGAÇO:

Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, evento de cunho turístico-cultural e científico; em sua edição 2010, acontecerá na Região do Cariri, sul do estado do Ceará, tendo como cidades anfitriãs: Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora e Porteiras. Reunirá a partir de uma programação plural, dinâmica e universal, personalidades locais, regionais e nacionais; do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao Cangaço, Tradições e Histórias do Nordeste. Até o presente momento temos a confirmação de 86 personalidades, entre: pesquisadores, escritores, professores de várias áreas, artistas, cineastas, documentaristas, fotografos, jornalistas, enfim.
.
O Evento em sua segunda edição terá um conjunto de 16 conferências, seguidas de debates, abordando temáticas ligadas à historiografia nordestina (sub temas: Coronéis, Beatos e Cangaceiros); distribuídas durante o período de realização do mesmo; 6 dias ; nos 6 municípios anfitriões. Os conferencistas são pesquisadores, estudiosos, escritores e professores, de renome nacional.
.
A partir da Universidade Regional do Cariri – URCA; parceira do evento; o Cariri Cangaço - Coronéis, Beatos e Cangaceiros, estará promovendo também um grande Painel de apresentação de Trabalhos Acadêmicos, de participantes de todo o Brasil, sobre a temática do encontro.

Será apresentada a II Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários, possibilitando aos participantes uma maior interação com a temática a partir dos trabalhos apresentados.
.
Teremos a II Latada do Livro Cariri Cangaço, onde os participantes terão a oportunidade de entrar em contato com as principais obras literárias sobre a temática.
.
Teremos o II Grande Salão Cariri Cangaço, onde serão lançadas 8 novas obras literárias sobre a temática; de autores de todo o Nordeste e também São Paulo.
.
Teremos distribuídas nos seis dias de evento, 17 Apresentações Artísticas, com as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das Artes Cênicas, Música e Cultura Popular.
.
Em sua primeira edição, o Cariri Cangaço-2009, reuniu 79 personalidades do universo da pesquisa e estudo das temáticas ligadas ao nordeste e ao cangaço; recebemos no cariri cearense 197 participantes de 12 estados da federação; Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal; além dos mais 1.500 participantes dos municípios promotores. Durante seis dias no ano de 2009; entre 22 e 27 de setembro, foram realizadas 19 Conferências, seguidas de debates, 21 Visitas Técnicas e 23 Apresentações Artísticas. Foram inauguradas a I Mostra de Cinema e Vídeo Cariri Cangaço, como também foi lançada a I Latada do Livro Cariri Cangaço, tivemos ainda o lançamento de 6 novos livros de escritores dos estados de Pernambuco, Ceará, Distrito Federal e Minas Gerais.
.
O Cariri Cangaço é uma promoção da Cariri do Brasil ,uma realização das prefeituras municipais de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, URCA/PROEX e ainda o apoio da SBEC, do ICC, do Centro Pró Memória, do ICVC, da Fundação Memorial Padre Cícero, da Associação de Cordelista de Crato, do Ponto de Cultura Lira Nordestina, do SEBRAE, do SESC e do Centro Cultural Banco do Nordeste, dentre outros.
.
cariricangaco.blogspot.com
.
Manoel Severo - Curador e Coordenador do Cariri Cangaço

Por Stela Siebra Brito


Socorro, querida amiga:

Tens pensado em tua mãe...e como ela buscado um caminho de harmonia e entendimento da vida, das pequenas e grandes aprendizagens. E te pertuntas: como começar tudo de novo?, como nos cruzaremos? De onde viemos? É tudo tão simples e tão misterioso, mas creio que no final do teu poema encontraste a fórmula certa, deixando que o amor se encarregasse de tudo. Nesse caso vejo o amor como entrega e contemplação, numa atitude mais netuniana, recorrendo aqui aos ensinamentos da astrologia.

Pos é amiga, penso que teu avental também conhece a cor e o cheiro do ovo;tua oração também alcança o ouvido divino;pois que teu céu é boêmio sim, mas é também sagrado, já que as coisas da terra se misturam com as do céu, o profano abraça o sagrado. É essa nossa busca, é isso que alimenta nossa alma: buscar beleza e grandeza nas infinitas coisas pequenas do nosso mundo. A centelha divina está em tudo e em todos.

18 de abril de 2010 09:01

A Semana que Passou - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Qual o resumo dos eventos internacionais da semana passada?

No início da semana

O Presidente dos EUA, antes fazendo alguns acertos com a Rússia, a segunda maior potência nuclear, convocou uma reunião com alguns países importantes do mundo. Para dizer o quê?

Qual seria a sua política nuclear e as repercussões dela em todo o mundo. E qual a do Irã nisso?

Nada, não tem coisa alguma, é apenas o sparring do big boxer do mundo. Dizendo para todo mundo que o Império ainda não caiu e que cada presidente, a seu bel prazer, decide como usar a Bomba sobre os outros. Antes o método Bush de agir, agora o de Obama.

Do meio para o fim

Quatro países com grandes extensões territoriais e grandes populações (o Canadá é apenas um Dândi que faz chá de caridade) se reuniram no Brasil e procuraram definir um plano de ação conjunta. Não caíram no jogo do Big Boxer de falar em armamento, simplesmente demonstraram que não usarão o Irã como sparring e partiram para coisas “piores” que a bomba.

Por exemplo: excluir os dólares das suas transações correntes; criar mecanismos de financiamento de suas trocas comerciais, ajudas estratégicas em vários setores de desenvolvimento.

Realmente a chamada crise está mudando o cenário mundial! Vejamos o que acontecerá nos próximos anos, tanto no calor do cotidiano pleno de reviravoltas, quanto no arco maior das grandes mudanças. Aliás, além de monitorar as reviravoltas, o mais importante é a grande mudança.

E o vulcão da Islândia?

Como tudo que é humano, está sujeito a saber-se onde o evento mais encolhe o sapato já apertado do sujeito com calos. Por exemplo, todo mundo enxerga o caos aéreo (isso é uma invenção da mídia brasileira em luta pela privatização da INFRAERO). Muitos aeroportos europeus amanheceram parados por conta da nuvem de poeira de um vulcão na Islândia. Então é isso o que significa o vulcão, para os viajantes, aviões no pátio e a impossibilidade de ir para determinado lugar. De outra forma já se sabe o que acontece: não saem do lugar. De castigo, ali mesmo.

Mas tem o pessoal do meio ambiente. O gelo da Islândia diminuiu, o solo ficou mais leve e os vulcões estão vomitando o magma da terra. Que dizer não irrompia antes, pois estava arrolhado pelo gelo.

Esta é a verdadeira e principal demonstração da dialética Hegeliano: o gelo e o fogo. O pessoal só não deve criar medo onde o horror já existe, o efeito é outro. Como a propaganda contra as drogas, apenas amedrontando onde existe tanto “barato”, como diria Geraldo Vandré: pelos campos há delírios, em tantos tormentos.

BISAFLOR CHEGOU PRA LER UMA HISTÓRIA

Bisaflor foi convidada para um encontro com professoras de uma escola municipal. Pensando em estimular a leitura de histórias em sala de aula, ela levou seu Baú de Histórias e espalhou o conteúdo na sala. Foi uma festa! No baú estava a primeira edição do Sítio do Pica-pau amarelo e mais outras relíquias.
No final do encontro, Bisaflor fez a leitura do livro

"GALILEU LEU"
Texto de Lia Zatz (Editora Lê, 1992)

Era uma vez um menino que lia.
Mas a professora dizia:
- ERRADO! REPETE!
E o menino sorria. Riso amarelo. E repetia.
Mas era só acabar e lá vinha nova gritaria:
- ERRADO! REPETE!
QUE AGONIA!
E o menino, agora, já não sorria. Nem lia. Inibia.
Tentava, forçava, se debatia,
mas na hora do vamos ver, insistia:
- IVO VÊ A LUVA.
- ERRADO, SEU TONTO! É “I-VO-VÊ-A-U-VA”.
Aí sim é que a estória começava.
Enquanto a professora corrigia, soletrava, dividia, o menino sonhava. Que um dia ia ser goleiro e que no próximo aniversário ia juntar trocado por trocado, o que ganhasse do pai e da mãe, do avô e da bisavó, da tia Maricota e da prima-avó Carlota. Tudo, tudo num saquinho, ia correndo na esquina, na loja do Bola Bolão.
Ficava na ponta do pé, que não alcançava o balcão, e agora ordenava, não mais mendigava, que lhe desse aquela luva, aquela mesma, pendurada no aramado.
Luva profissional.
“Agora vou ser o tal. Chega de dedo quebrado!”
- LÊ MENINO!
E o menino acordava, assustado, e era obrigado a ler o que a professora queria, mas... qual o quê! Só conseguia ver aquilo que sentia.
- ERRADO, MENINO!
REPETE!
O menino estremecia, endurecia e balbuciava:
- A CASA DA BIA É UM LIXO.
E a professora berrava:
- ERRADO! ERRADO! ERRADO!
É “A CASA DE BIA É UM LUXO”.
Mas o menino nem ouvia, divagava. Aquela Bia exibidinha que sentava bem ao seu lado e esfregava na sua cara o reloginho que trocava pulseirinhas, a canetinha cheirosinha e milhões de outras riquezinhas, só podia ser uma fedidinha.
- LÊ, MENINO!
E o menino pulava, se sacudia, acordava e lia:
- A PROFESSORA É BOBA.
- ERRADO! ERRADO! MENINO MAIS DESASTRADO!
É “A PROFESSORA É BOA”.
A classe inteira ria, gargalhava.
A professora quase desmaiava, ameaçava.
O menino, chora não chora, chorava.
E era obrigado a escrever pra aprender, pra não esquecer, 365 vezes
“A PROFESSORA É BOA.
O menino sentiu cansaço. A professora...
Sorte que chegaram as férias: tempo pra brincar, descansar e... pensar.
“Mas pó que sempre eu?”, pensou o menino, quando voltaram as aulas e a professora logo o escolheu.
- Lê, Galileu.
O menino estremeceu, mas nem tanto. Endureceu, mas nem tanto. E leu:
- Teco latiu, pulou e morreu.
O menino encarou. A professora sustentou e com olhar doce perguntou:
- Do que o Teco morreu?
O menino não entendeu. Será que tinha escutado? Será que podia respirar aliviado? E desatou a contar que seu cachorro Teco era levado, mal acostumado, mais do que amado, supercomilão, um cachorrão, muito brincalhão, um amigão...
Um dia saiu apressado, não ouviu o chamado...morreu atropelado.
O menino contou e chorou. Chorou e desafogou.
Foi um tal de ouvir estória de peixe morrido daqui e gato matado dali que, num instante, a classe toda soluçava...
E acalmava.
A professora olhava o menino.
O menino olhou a professora e agora, desestremecido, desendurecido, releu:
- Tico latiu, pulou e mordeu.
A professora aplaudiu, rodopiou e falou:
- Valeu! Sabe, gente, nessas férias andei lendo e relendo a Emília – Eta boneca danada!
Quem aqui conhece a Emília? Quem gosta de estória de fada?
Ninguém respondeu. A classe emudeceu. Era um olhando no olho do outro assim, assim, sem saber se tinha que dizer não ou sim.
Passou um minuto, ou três e a professora começou a tirar de uma sacola xadrez, de cada em cada, um monte de livro de estória, de bruxa e fada
e rei e rainha
e sereia e menininha
e futebol e bonequinha
e gigante e anão
e vampiro e dragão.
Quem quer que eu conte a estória do menino-goleiro-campeão?

Adivinhem quem primeiro levantou a mão?

Luis Melodia - Com Muito Amor e Carinho

19 de Abril - Dia do Índio


"Um provérbio indígena questiona se somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro."
UMA HOMENAGEM A TODOS OS ÍNDIOS DO BRASIL

Somos filhos da terra cor de urucum.
Dos sons do igarapé e da força do jatobá.
Das águas do Araguaia, do Tapajós, do Iguaçu.
Somos filhos do sol de Kuaray, da lua de Jaci.
E da chuva que semeia o guaraná, a pitanga e o aipim.
Somos filhos dos mitos.
Do uirapuru e seu canto, do vento e do pranto.
Guerreiros, fortes, sábios.
Somos Ianomânis, Guaranis, Xavantes, Caiabis.
E o que somos nunca deixaremos de ser.
Autora: Zeli Poa (Jornal Zero Hora)
JOGRAL DIA DO ÍNDIO

HABITANTES DO SOLO BRASILEIRO

Meninos: Ao explorarem a terra, cheia de coisas bonitas.
Meninas: Notaram que era habitada.
Todos: Por pessoas esquisitas!

Meninos: Andavam quase sem roupas. Uns com penas, uns com tangas...
Meninas: Com colares, com enfeites.
Todos: E caras sérias de zanga!

Meninos: Suas armas eram:
Meninas: O tacape, a flecha e o arco
Todos: E com o tronco das árvores, eles faziam o barco!

Meninos: Moravam em casas chamadas ocas.
Meninas: Que juntas formavam a taba.
Todos: Os homens caçavam e as mulheres faziam tapiocas!

Meninos: Adoravam a Lua Jaci.
Meninas: Eram bem supersticiosos.
Todos: Veneravam o Sol Guaraci.

Meninos: Seu chefe era o Cacique.
Meninas: E o Pajé seu curandeiro
Todos: Eram assim os habitantes deste solo brasileiro!
Autor: Não mencionado

O preço de ter duas línguas

O modo como os povos reagiram ao bilinguismo pode revelar curiosas formas de convivência entre as culturas

Aldo Bizzocchi


Um poliglota, alguém que sabe falar línguas, costuma ser alvo de admiração, pois, para muitos, dominar a própria língua já parece um desafio; dominar mais de uma, nem se fala!

No entanto, aprender um idioma é das tarefas que exigem menos Q.I. (quociente intelectual), tanto que todo mundo aprende a falar. O aprendizado de duas ou mais línguas é ainda mais fácil quando se dá na infância: uma criança que aprende dois idiomas terá ambos como maternos e, por consequência, será fluente em ambos.

Isso é mais comum em sociedades que falam mais de uma língua. Muitos países têm mais de uma língua oficial ou têm língua oficial que convive com línguas regionais e dialetos. Na Suíça e na Espanha há quatro oficiais, mais um sem-número de dialetos. A Índia é célebre pela profusão (mais de 400, das quais 23 oficiais).

Em todos esses casos, há uma situação de plurilinguismo, cujo tipo mais comum é o da sociedade que fala duas línguas. Nesse caso, trata-se de bilinguismo ou diglossia.

Alguns autores fazem distinção entre bilinguismo e diglossia, enquanto outros usam os termos como sinônimos. Para quem faz distinção, o bilinguismo é a convivência, numa comunidade, de duas línguas de igual status, ao passo que a diglossia pressupõe que uma tenha status superior ao da outra (um idioma oficial e um dialeto, por exemplo).

Em princípio, todo grupo humano tem sua própria língua. Mas contatos entre grupos desde cedo obrigaram um deles a aprender a língua do outro para que fosse possível a intercomunicação. Quando esse contato é permanente, como quando um povo ocupa um território já habitado por outro, um dos dois povos - às vezes, ambos - deve adotar a língua do outro, embora em geral não renuncie a falar a própria língua.

Distinção
.
As línguas em convívio são chamadas de adstrato. Quando uma é suplantada pela outra em importância, chegando a desaparecer, torna-se língua de substrato. Nossos indígenas conviveram com o português no período colonial. Na época, o português e a língua geral eram adstratos, tendo cada um seu lugar de uso: os bandeirantes usavam a língua geral com os nativos e o português com os membros da Coroa. Quando, por obra do Marquês de Pombal, o português foi tornado idioma oficial do ensino, o dialeto indígena passou a ser substrato do português, deixando marcas em nossos léxico e pronúncia.

Mais tarde, a chegada ao país dos imigrantes europeus e asiáticos fez com que, nas regiões onde eles se estabeleceram, o português apresentasse influências fonéticas e lexicais dos imigrantes. A língua que chegou depois não suplantou a que existia, mas o contrário (os imigrantes é que adotaram o português). Como não falavam bem, natural que se exprimissem misturando ao português sons e palavras de sua língua. Hoje, mesmo quem não descende de imigrantes mas vive em regiões que receberam ondas de imigração, traz resquícios da língua dos colonos. Dizemos que os idiomas dos colonos formam um superstrato linguístico ao português do Brasil.

Mas a situação de bilinguismo pode perdurar séculos numa região. Muitos países bilíngues, como Bélgica e Canadá, não dão mostra de que tendam a abandonar uma das línguas em prol da outra. É que a própria identidade nacional deles se construiu sobre a base da identidade étnica e cultural dos povos que os formaram. Assim, manter viva a sua língua mesmo dominando a do outro alimenta um sentimento de pertencimento, familiaridade e orgulho. Nesses países, a população conhece as duas línguas, mas cada parcela tem só uma nativa - a outra é de intercomunicação. Muitos em que há poliglossia só têm língua oficial; as demais são dialetos, como o cantonês em relação ao mandarim, na China.

Na maioria dos casos, o idioma oficial é o da classe dominante (por exemplo, o colonizador europeu no caso dos países africanos); as línguas nativas, por terem seu uso restrito ao ambiente doméstico e às classes mais baixas da população, são estritamente orais, não produzindo literatura nem comunicação de massa (livros, jornais, rádio, TV, internet). Mas há línguas de cultura - como o occitano, no sul da França, que produziu importante literatura na Idade Média e ainda tem expressão escrita - que nem por isso são reconhecidas como oficiais em seus países.

Poliglotas
.
Para o gramático Evanildo Bechara, temos de ser poliglotas na própria língua. Quis dizer que devemos dominar os vários registros linguísticos (formal, semiformal, informal, popular) para nos comunicar de maneira eficiente em cada lugar e situação. Há uma "língua" portuguesa mais adequada para proferir um discurso, bater papo, e assim por diante. Assim, dominar o português é conhecer as "línguas" da língua e saber usá-las com propriedade, na hora e com a pessoa certa.

Apesar disso, todas essas "línguas" existentes no português (os registros linguísticos, ou níveis de linguagem) nada mais são do que diferentes usos do próprio português. Mas, em muitos países, situações diferentes de comunicação exigem idiomas distintos. Na Índia, usa-se o inglês para tratar de temas formais e falar com autoridades, ao passo que as línguas nativas são reservadas a temas domésticos. No Paraguai, o espanhol é a língua das ruas e o guarani, do lar. O mesmo vale para o inglês e o gaélico na Irlanda.

Koiné
.
Toda língua oficial é koiné, uma mistura de dialetos. Um (em geral, o da classe dominante) serve de base para a constituição do idioma, mas os outros contribuem principalmente com palavras e expressões. Essa é uma das causas da irregularidade fonética de alguns vocábulos.

O português se constituiu como idioma oficial de Portugal e dos demais países lusófonos a partir do dialeto falado em Lisboa. Mas o dialeto foi enriquecido com palavras dos falares do norte e do sul de Portugal. Por isso, embora o grupo pl no início das palavras latinas tenha evoluído no português para ch (lat. plattu, planu > port. chato, chão), há palavras, como "prazer" (do latim placere), que apresentam pr no lugar de ch. É que provêm de outros dialetos ibéricos, nos quais a evolução fonética seguiu outros rumos.

Exemplo clássico de koiné é o alemão moderno, criado por Lutero no século 16 para a tradução da Bíblia. Tendo por base o dialeto bávaro, então já bastante difundido, Lutero adotou palavras de outras regiões da Alemanha para que todos entendessem o texto bíblico, não importa qual fosse o seu dialeto nativo.

Aldo Bizzocchi é doutor em linguística pela USP, autor de Léxico e Ideologia na Europa Ocidental (Annablume)

domingo, 18 de abril de 2010

Correio Musical

Vicente Paiva - por Norma Hauer

MAMÃE EU QUERO

Ele nasceu em São Paulo no dia 18 de abril de 1908. E parece que naquela época pegou a chupeta e cantou:
Quem não chora, não mama
Segura meu bem a chupeta.
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta"...

Quem não conhece o mais famoso e antigo cordão carnavalesco do Rio? Pois seu estribilho foi composto por VICENTE PAIVA.
E quem foi Vicente Paiva?

Foi pianista, trabalhou no Cassino da Urca entre 1934 e 1945, deixando-o nesse ano para passar a compor para o teatro de revista, com Walter Pinto à frente, até 1962.
Nesses períodos não deixou de compor também para o carnaval, sendo co-autor de um dos maiores sucessos do antigo "tríduo de Momo":

"Mamãe eu quero,
Mamãe eu quero
Mamãe eu quero mamar.
Dá a chupeta,
Dá a chupeta.
Dá a chupeta
P'ro bebê não chorar".

É, parece que ele gostava mesmo da chupeta.

Quando Carmen Miranda, após sua primeira temporada nos Estados Unidos, esteve aqui no Rio, Vicente Paiva compôs para ela gravar os sambas:"Voltei p'ro Morro"; "Ela diz que Tem;" e "Disseram que Voltei Americanizada", este em parceria com Luiz Peixoto. Isso porque o povo não a recebeu bem dizendo-a "americanizada".

Heleninha Costa gravou outro grande samba de Vicente Paiva:" Exaltação à Bahia".

Duas grandes composições abrilhantaram, como poucas, a voz de Dalva de Oliveira:"Ave Maria" e "Olhos Verdes". Nestas músicas, Dalva mostrou toda a grandeza de sua voz.

Conhecido além fronteiras, foi convidado, em 1961, a tomar parte no Festival de Berlim.
Regressando ao Brasil, faleceu em 1964, aqui no Rio,aos 56 anos..

Norma

Frazão por Norma Hauer


NÓS QUEREMOS UMA VALSA
No dia 17 de abril de 1977, faleceu, aqui no Rio, ERASTÓTENES FRAZÃO, ou simplesmente FRAZÃO.

E quem foi Frazão? Foi, principalmente, um compositor, mas antes teve uma passagem, como radialista, pelo famoso Programa Casé e atuou.também, em outras emissoras.

Mas seu "forte" foram suas composições.

Obteve inúmeros sucessos, como as que fez com Roberto Martins:"Cordão dos Puxa-Sacos" e "Marcha dos Gafanhotos", ou com Benedito Lacerda "Lero-Lero",

Mas seu parceiro mais constante foi Antônio Nássara, com que compôs a marchinha
"Acredite quem Quiser", gravação de Dircinha Batista

"Acredite quem quiser.
Não existe invenção mais bela.
O homem fala, fala, da mulher
Mas não pode passar sem ela..."

Ou "A Mulher que Mais Amou";"Coração Ingrato"; "Dono de Meu afeto", "A.M.E.I."; ""Florisbela" ...

Ou uma valsa composta para o carnaval de 1941:

"NÓS QUEREMOS UMA VALSA”

Antigamente uma valsa de roda
Era de fato requinte da moda...
Já não se dança uma valsa hoje em dia
Com o mesmo gosto ou com tanta alegria
Mas se a valsa morrer
Que saudade que a gente vai ter.

Nós queremos uma valsa
Uma valsa para dançar .
Uma valsa que fale de amores
Como aquela dos Patinadores.
“Vem meu amor,
Vem meu Amor”
Num passinho de valsa
Que vem e que vai.
Mamãe quer dançar com papai.

Uma valsa e um grande sucesso do carnaval de 1941, que só poderia ser gravada por aquele que seria considerado o "Rei da Valsa": CARLOS GALHARDO.

Norma

Por Manuel Bandeira




Enquanto a chuva cai


A chuva cai. O ar fica mole . . .
Indistinto . . . ambarino . . . gris . . .
E no monótono matiz
Da névoa enovelada bole
A folhagem como o bailar.


Torvelinhai, torrentes do ar!


Cantai, ó bátega chorosa,
As velhas árias funerais.
Minh'alma sofre e sonha e goza
À cantilena dos beirais.


Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.


Volúpia dos abandonados . . .
Dos sós . . . — ouvir a água escorrer,
Lavando o tédio dos telhados
Que se sentem envelhecer . . .


Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor!


A chuva cai. A chuva aumenta.
Cai, benfazeja, a bom cair!
Contenta as árvores! Contenta
As sementes que vão abrir!


Eu te bendigo, água que inundas!
Ó água amiga das raízes,
Que na mudez das terras fundas
Às vezes são tão infelizes!


E eu te amo! Quer quando fustigas
Ao sopro mau dos vendavais
As grandes árvores antigas,
Quer quando mansamente cais.


É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d'água!

Lygia Facundes Teles



(...) "Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando
sob a polpa. Varei-a. O sumo ácido inundou-me a boca. Cuspi
a semente: assim queria escrever, indo ao âmago do âmago
até atingir a semente resguardada lá no fundo como um feto".

(Verde lagarto amarelo)

Quarta filha do casal Durval de Azevedo Fagundes e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, nasce na capital paulista, em 19 de abril de 1923, Lygia de Azevedo Fagundes, na rua Barão de Tatuí. Seu pai, advogado, exerceu os cargos de delegado e promotor público em diversas cidades do interior paulista (Sertãozinho, Apiaí, Descalvado, Areias e Itatinga), razão porque a escritora passa seus primeiros anos da infância mudando-se constantemente. Acostuma-se a ouvir histórias contadas pelas pajens e por outras crianças. Em pouco tempo, começa a criar seus próprios contos e, em 1931, já alfabetizada, escreve nas últimas páginas de seus cadernos escolares as histórias que irá contar nas rodas domésticas. Como ocorreu com todos nós, as primeiras narrativas que ouviu falavam de temas aterrorizantes, com mulas-sem-cabeça, lobisomens e tempestades.


Porão e sobrado é o primeiro livro de contos publicado pela autora, em 138, com a edição paga por seu pai. Assina apenas como Lygia Fagundes.

Inicia o curso de Direito em 1941, freqüentando as rodas literárias que se reuniam em restaurantes, cafés e livrarias próximas à faculdade. Ali conhece Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Sales Gomes, entre outros, e integra a Academia de Letras da Faculdade e colabora com os jornais Arcádia e A Balança. Para se sustentar, trabalha como assistente do Departamento Agrícola do Estado de São Paulo. Nesse ano conclui o curso de Educação Física.

Praia viva, sua segunda coletânea de contos, é editada em 1944 pela Martins, de São Paulo. O ano de 1945 marca o ano de falecimento de seu pai. Atenta aos acontecimentos políticos, Lygia participa, com colegas da Faculdade, de uma passeata contra o Estado Novo.

Terminado o curso de Direito, em 1946, só três anos depois a escritora publica, pela editora Mérito, seu terceiro livro de contos, O cacto vermelho. O volume recebe o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras.

Casa-se com o jurista Goffredo da Silva Telles Jr., seu professor na Faculdade de Direito que, na ocasião,1950, era deputado federal. Muda-se, em virtude desse fato, para o Rio de Janeiro, onde funcionava a Câmara Federal.

Com seu retorno à capital paulista, em 1952, começa a escrever seu primeiro romance, Ciranda de pedra. Na fazenda Santo Antônio, em Araras - SP, de propriedade da avó de seu marido, para onde viaja constantemente, escreve várias partes desse romance. Essa fazenda ficou famosa na década de 20, pois lá reuniam-se os escritores e artistas que participaram do movimento modernista, tais como Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Mafaldi e Heitor Villa-Lobos.
Seu livro de contos Antes do baile, publicado pela Bloch, do Rio de Janeiro, em 1970, recebe o Grande Prêmio Internacional Feminino para Estrangeiros, na França.

Em 1982 é eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras e, em 1985, por 32 votos a 7, é eleita, em 24 de outubro, para ocupar a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, fundada por Gregório de Mattos, na vaga deixada por Pedro Calmon. Sua posse só ocorre em 12 de maio de 1987. Ainda em 1985 é agraciada com a medalha da Ordem do Rio Branco.

wikipédia

Manuel Bandeira





"...o sol tão claro lá fora,
o sol tão claro, Esmeralda,
e em minhalma — anoitecendo."

Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu no Recife no dia 19 de abril de 1886, na Rua da Ventura, atual Joaquim Nabuco, filho de Manuel Carneiro de Souza Bandeira e Francelina Ribeiro de Souza Bandeira. Em 1890 a família se transfere para o Rio de Janeiro e a seguir para Santos - SP e, novamente, para o Rio de Janeiro. Passa dois verões em Petrópolis.

Em 1892 a família volta para Pernambuco. Manuel Bandeira freqüenta o colégio das irmãs Barros Barreto, na Rua da Soledade, e, como semi-interno, o de Virgínio Marques Carneiro Leão, na Rua da Matriz.

A família mais uma vez se muda do Recife para o Rio de Janeiro, em 1896, onde reside na Travessa Piauí, na Rua Senador Furtado e depois em Laranjeiras. Bandeira cursa o Externato do Ginásio Nacional (atual Colégio Pedro II). Tem como professores Silva Ramos, Carlos França, José Veríssimo e João Ribeiro. Entre seus colegas estão Sousa da Silveira e Antenor Nascentes.

Em 1903 a família se muda para São Paulo onde Bandeira se matricula na Escola Politécnica, pretendendo tornar-se arquiteto. Estuda também, à noite, desenho e pintura com o arquiteto Domenico Rossi no Liceu de Artes e Ofícios. Começa ainda a trabalhar nos escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, da qual seu pai era funcionário.

No final do ano de 1904, o autor fica sabendo que está tuberculoso, abandona suas atividades e volta para o Rio de Janeiro. Em busca de melhores climas para sua saúde, passa temporadas em diversas cidades: Campanha, Teresópolis, Maranguape, Uruquê, Quixeramobim.

"... - O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

- Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."


Inicia então, em 1922, a se corresponder com Mário de Andrade. Bandeira não participa da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro em são Paulo, no Teatro Municipal. Na ocasião, porém, Ronald de Carvalho lê o poema "Os Sapos", de "Carnaval". Meses depois Bandeira vai a São Paulo e conhece Paulo Prado, Couto de Barros, Tácito de Almeida, Menotti del Picchia, Luís Aranha, Rubens Borba de Morais, Yan de Almeida Prado. No Rio de Janeiro, passa a conviver com Jaime Ovalle, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Prudente de Morais, neto, Dante Milano. Colabora em Klaxon. Ainda nesse ano morre seu irmão, Antônio Ribeiro de Souza Bandeira.

Em 1924 publica, às suas expensas, Poesias, que reúne A Cinza das Horas, Carnaval e um novo livro, O Ritmo Dissoluto. Colabora no "Mês Modernista", série de trabalhos de modernistas publicado pelo jornal A Noite, em 1925. Escreve crítica musical para a revista A Idéia Ilustrada. Escreve também sobre música para Ariel, de São Paulo.

1930 marca a publicação de Libertinagem, em edição como sempre custeada pelo autor. Muda-se, em 1933, da Rua do Curvelo para a Rua Morais e Vale, na Lapa. É nomeado, no ano de 1935, pelo Ministro Gustavo Capanema, inspetor de ensino secundário.

Grandes comemorações marcam os cinqüenta anos do poeta, em 1936, entre as quais a publicação de Homenagem a Manuel Bandeira, livro com poemas, estudos críticos e comentários, de autoria dos principais escritores brasileiros. Publica Estrela da Manhã (com papel presenteado por Luís Camilo de Oliveira Neto e contribuição de subscritores) e Crônicas da Província do Brasil.

Recebe o prêmio da Sociedade Filipe de Oliveira por conjunto de obra, em 1937, e publica Poesias Escolhidas e Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Romântica.

No ano seguinte é nomeado professor de literatura do Colégio Pedro II e membro do Conselho Consultivo do Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Publica Antologia dos Poetas Brasileiros da Fase Parnasiana e Guia de Ouro Preto.

Em 1940 é eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga de Luís Guimarães Filho. Toma posse em 30 de novembro, sendo saudado por Ribeiro Couto. Publica Poesias Completas, com a inclusão da Lira dos Cinqüent'Anos (também esta edição foi custeada pelo autor). Publica ainda Noções de História das Literaturas e, em separata da Revista do Brasil, A Autoria das Cartas Chilenas.

Nomeado professor de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia, em 1943, deixa o Colégio Pedro II. Muda-se, em 1944, para o Edifício São Miguel, na Avenida Beira-Mar, apartamento 409. Publica Obras Poéticas de Gonçalves Dias, edição crítica e comentada. No ano seguinte publica Poemas Traduzidos, com ilustrações de Guignard.

Recebe o prêmio de poesia do IBEC por conjunto de obra, em 1946. Publica Apresentação da Poesia Brasileira e Antologia dos Poetas Brasileiros Bissextos Contemporâneos.

Em 1948 são reeditados três de seus livros: Poesias Completas, com acréscimo de Belo Belo; Poesias Escolhidas e Poemas Traduzidos. Publica Mafuá do Malungo (impresso em Barcelona por João Cabral de Melo Neto) e organiza uma edição crítica das Rimas de João Albano. No ano seguinte publica Literatura Hispano-Americana e traduz O Auto Sacramental do Divino Narciso de Sóror Juana Inés de la Cruz.

A pedido de amigos, apenas para compor a chapa, candidata-se a deputado pelo Partido Socialista Brasileiro, em 1950, sabendo que não tem quaisquer chances de eleger-se. No ano seguinte publica Opus 10 e a biografia de Gonçalves Dias. É operado de cálculos no ureter. Muda-se, em 1953, para o apartamento 806 do mesmo edifício da Avenida Beira-Mar.

No ano de 1954 publica Itinerário de Pasárgada e De Poetas e de Poesia. Faz conferência no Teatro Municipal do Rio de Janeiro sobre Mário de Andrade. Publica 50 Poemas Escolhidos pelo Autor, em 1955. Traduz Maria Stuart, de Schiler, encenado no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em junho, inicia colaboração como cronista no Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, e na Folha da Manhã, de São Paulo. Faz conferência sobre Francisco Mignone no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Traduz Macbeth, de Shakespeare, e La Machine Infernale, de Jean Cocteau, em 1956. É aposentado compulsoriamente, por motivos da idade, como professor de literatura hispano-americana da Faculdade Nacional de Filosofia.

Comemora 80 anos, em 1966, recebendo muitas homenagens. A Editora José Olympio realiza em sua sede uma festa de que participam mais de mil pessoas e lança os volumes Estrela da Vida Inteira (poesias completas e traduções de poesia) e Andorinha Andorinha (seleção de textos em prosa, organizada por Carlos Drummond de Andrade). Compra uma casa em Teresópolis, a única de sua propriedade ao longo de toda sua vida.

Com problemas de saúde, Manuel Bandeira deixa seu apartamento da Avenida Beira-Mar e se transfere para o apartamento da Rua Aires Saldanha, em Copacabana, de Maria de Lourdes Heitor de Souza, sua companheira dos últimos anos.

No dia 13 de outubro de 1968, às 12 horas e 50 minutos, morre o poeta Manuel Bandeira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, sendo sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras, no Cemitério São João Batista.

© 1996—2008 PROJETO RELEITURAS —

Roberto Carlos




Roberto Carlos Braga (Cachoeiro de Itapemirim, 19 de abril de 1941), conhecido simplesmente por Roberto Carlos ou ainda Rei Roberto Carlos, é um cantor e compositor brasileiro, sendo um dos principais representantes da Jovem Guarda e o cantor brasileiro que mais vendeu discos, mais de 120 milhões de cópias no mundo inteiro. É freqüentemente referenciado no Brasil como "rei", notório ainda por seus grandiosos shows de final de ano e sua aversão pela cor marrom.




Santo Expedito é um santo da Igreja Católica Apostólica Romana. Popularmente considerado o Santo das causas justas e urgentes.

Foi comandante-chefe da XII Legião Romana, cognominada "Fulminante" - nome dado em memória de uma façanha que se tornou célebre - e aquartelada no distrito de Melitene, na Capadócia, sede de uma das províncias romanas da Armênia, no final do século III. Hoje uma pequena localidade chamada Melatia. A legião era formanda em sua maioria por soldados cristãos, sendo sua função primordial defender as fronteiras orientais contra os ataques dos bárbaros asiáticos. Santo Expedito destacou-se no comando dessa legião por suas virtudes de cristão e de chefe ligado a sua religião, a seu dever, à ordem e à disciplina.

Antes de sua conversão ao Cristianismo, tinha uma vida devassa e, quando prestes a converter-se, apareceu-lhe um espírito do mal, na forma de um corvo, grasnando "cras" - que em latim significa "amanhã" - mas esse grande santo pisoteou o corvo, bradando "hodie", que significa "hoje", confirmando sua urgente conversão.
[editar] Mudança de Vida

Convertido, assim como toda a sua tropa, foi vítima da ira do imperador Diocleciano. A importância de seu posto fazia dele um alvo especial do ódio do imperador. Foi flagelado até sangrar e depois decapitado com espada, em 19 de abril de 303 d.c.
[editar] Devoção

A devoção à memória de Santo Expedito começou em sua pátria, tomando proporção maior e atingindo o Oriente, depois o Ocidente, especialmente a Alemanha. Seu nome espalhou-se pela Itália, Espanha, França e Bélgica. Em 1894, teve um altar dedicado a ele na Capela das Religiosas Mínimas com sua estátua.

Crê-se que Santo Expedito ajuda pessoas com problemas urgentes e de difícil solução. O Santo é também protetor dos militares, estudantes, jovens e viajantes.
[editar] Imagem

As imagens de Santo Expedito apresentam-no com traje de legionário, vestido de túnica curta e de manto jogado militarmente atrás das espáduas com postura marcial. Em uma mão sustenta uma palma e na outra uma cruz que ostenta em letras visíveis a palavra "Hodie", em referência ao episódio do espírito do mal, que surge para adiar sua conversão. Calca com o pé vitorioso um corvo que se consome lançando seu grito habitual "Cras".
[editar] A fé a Santo Expedito no Brasil

No Brasil, os pagamentos de promessa a Santo Expedito estão profusamente associados ao mando de impressão e distribuição de milheiros, panfletos ou santinhos. A esta prática, associa-se a difusão da fé como argumento válido, além do custeio da impressão como uma forma de prova de despojamento material.

Wikimedia

Pensamento para o Dia 18/04/2010



“O trabalho feito sem interesse ou desejo pelo seu lucro, puramente a partir do amor ou de um sentido de dever, é Yoga. Tal trabalho destrói sua natureza animal e o transformará em um Ser Divino. Sirva a outros visualizando-os como Almas Divinas. Isso ajudará seu progresso e o salvará de cair do estágio espiritual que você alcançou. O serviço é muito mais salutar que votos e adoração. O serviço desintegra o egoísmo latente em você e alarga seu coração. Ele faz seu coração desabrochar.”
Sathya Sai Baba

Pomenta"s: Pedrinho em plena campanha política !- Foto de Heládio Teles Duarte



Nem o Major Hermann, escapou do assédio eleitoral!‏

Txai- Milton Nascimento e Lô Borges



Txai é fortaleza que não cai.
Mesmo se um dia a gente sai,
fica no peito essa dor.

Txai, este pedaço em meu ser.
Tua presença vai bater
e vamos ser um só.

Lá onde tudo é e apareceu
como a beleza que o sol te deu
é tarde longe também sou eu.

Txai, a tua seta viajou,
chamou o tempo e parou
dentro de todos nós.

Já vai ia levando o meu amor
para molhar teus olhos
e fazer tudo bem,
te desejar como o vento,
porque a tarde cai.

Txai é quando sou o teu igual,
dou o que tenho de melhor
e guardo teu sinal.

Lá onde a saudade vem contar
tantas lembranças numa só,
todas metadesm, todos inteiros,
todos se chamam txai.

Txai, tudo se chama nuvem,
tudo se chama rio,
tudo que vai nascer.

Txai, onde achei coragem
de ser metade todo teu,
outra metade eu
porque a tarde cai
e dona lua vai chegar
com sua noite longa,
ser para sempre txai.
Responder Responder com bate-papo
Feito! Sua mensagem foi env

No Metrô do Cariri - Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Em 1977, em Reunião do Rotary Clube do Crato, um grupo de rotarianos defendia a retirada da Estação Ferroviária do centro da cidade, para instalá-la no Muriti. Esse grupo alegava que a ferrovia fechava sete ruas do centro da cidade. Opus-me a essa idéia porque em todas as grandes cidades brasileiras, as estações ferroviárias situavam-se no centro e os trilhos poderiam servir futuramente à implantação de um metrô de superfície ligando o Crato ao Juazeiro do Norte. No dia seguinte, um colega engenheiro da Coelce ouvia no noticiário do radialista Antônio Vicelmo, um resumo do que fora discutido na reunião do Rotary Clube do Crato do dia anterior. Então ele espalhou entre os demais colegas de trabalho que eu havia apresentado um projeto para instalação de um metrô no Crato. Por isso, fui vítima de muitas chacotas dos demais colegas da Coelce de Fortaleza.
Hoje faço esse registro. Eu andei no metrô do Cariri! Uma realidade que estaria ainda distante, ou possivelmente inviável se aquela idéia dos rotarianos cratenses tivesse sido posta em prática.
Espero que aquele meu colega da Coelce, a quem convidarei para ler este texto, tome conhecimento da realidade em que se tornou aquele meu palpite.
E que retorne o trem de passageiros de Fortaleza ao Crato.
Estação do São José, onde eu e Magali descemos procedentes do Crato!
(Aqui os trens em sentidos opostos se encontram na metade do percurso)

Fotos: Magali
Por Carlos Eduardo Esmeraldo.

vento e areia

Estes versos
para você
que acredita
nas fisionomias
das nuvens
e no místico caminho
das formiguinhas.

Você que é simples
portanto sábia
sorri feito criança
e logo mergulha
nos mistérios naturais
da alma.

Você acostumada
com sua sabedoria
talvez não entenda
por que as coisas boas
da terra e dos céus
caem aos seus pés
antes pousam
sobre sua cabeça.

Você é muito linda
sem um pingo de vaidade
alcança estrelas
ainda recém-nascidas
abre janelas invisíveis
e nada diz e por nada confessa
os seus mágicos atributos.

Você é rara.
Uma preciosidade.
Uma tábua de madeira antiga.
Um pedaço de escrita reveladora.

Ao seu redor as flechas cruzam
mas ao longe nunca lhe tocam.
Acima do seu corpo brilha uma luz.
Debaixo das suas sandálias a terra canta.

Você é uma mulher encantada.
Não se aprisiona pelas unhas.
Tampouco pelos cabelos.

Ao acordar e ao dormir
seus sentimentos apurados
seus sonhos resguardados
abençoam-lhe o dia
e lhe benzem a noite.

Você é inacreditável.
Altíssima.

Não se deixa sofrer pelas mágoas
dos vizinhos da miséria
tampouco pelas ofensas
dos soberbos.

Contemplo suas mãos estendidas.
Abertas.

Um naco de rapadura.
Uma fruta.
Um conselho
e um puxão de orelha.

Bela. Humilde.
Sensata. Esotérica.

O seu sorriso vejo agora
em cada verso.

Não se engane:
você é palpável.

Afago-lhe o rosto.
Outro sorriso.

Não choverá nem fará sol.
Assim a manhã sem tempo formal.

Uma manhã que lhe pertence
muito mais que ao poeta
ou aos pássaros.

Uma manhã que é o seu silêncio.
O seu silêncio.

haste de bambu

Meu estado de plenitude
dura enquanto o corpo
não sente.

Se percebe,
pronto:
é o fim da graça.

Ânsia de vômito.
Dores de cabeça.

Mesmo sóbrio
(sobretudo sóbrio)
os sentidos renegam
o milagre.

Fica na língua
aquela vontade
aquela nódoa

uma tosse
que não passa
nem sai dos pulmões.

Por isso nunca
penso além dos sonhos
ou digo que conheço a felicidade.

Os sonhos, couro de sapo.
A felicidade, o sal lançado sobre.

Meu estado de plenitude
existe enquanto o corpo
dorme.

A alma desperta é a única presença.
Mas basta que sua forma se reflita,
pronto: é o fim da graça.

Faltam 12 dias, Show MUSI(CA)MINHOS de Pachelly Jamacaru

Contagem regressiva, será dia: 30 Abril no Centro Cultural BNB
em Juazeiro do Norte,às 19.15h.
Participaçãoes Especiais: Abidoral Jamacaru, Luis Carlos Salatiel, João do Crato, Dihelson Mendonça, Nivando Ulisses, acompanhados por: Aminadaber, Danilo, Isaias do(Trio Cariri) e o Mestre Jairo Starqey
Convidamos a todos, marquem presenças!

BONITO PRA CHOVER




Olhei pro céu e me deu uma saudade danada do meu pai.

É que estava bonito pra chover...

Eh, sertão!

(Stela Siebra Brito)

LEMBRANÇAS DO DIA DA PRIMEIRA COMUNHÃO

A postagem que Socorro fez com a foto da primeira comunhão de Magali me fez lembrar da minha primeira comunhão: eu tinha oito anos e morávamos no Alto da Independência (não sei se tem esse nome ainda, era no caminho para o Brejo, que acho que nem existe mais...)
Bom, fomos a pé para o Seminário Sagrada Família (onde hoje é o Hospital Manuel de Abreu), eu toda vestida com aquele vestido branco comprido, véu, grinalda e terço na mão. Não me lembro da cerimônia, só da caminhada até lá: tudo tão simples, tão natural, que hoje vejo como poético e, portanto, belo.
Outro detalhe que lembro é do dia que fui com minhas irmãs Maricelli e Rosa tirar a foto: lá vou eu mais uma vez paramentada com o vestido da 1ª comunhão descendo a ladeira da Independência... quando íamos chegando na calçada da casa de Dr. Adegundes, ele acelerou o jeep na garagem e eu me assustei de uma forma tão desproposital que voltei correndo ladeira a cima. Bem, tivemos que voltar outro dia para a foto.
Mas o fato é que essa história de eu ter me assustado e gritado caiu no gosto da mangação da família, até hoje. E eu também ri, e ainda rio lembrando a cena, mas sempre quis entender meus estabanados sustos. É que teve outros... hilários mesmo, nem vou contar agora...
(Stela Siebra Brito)