Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Noite de domingo - Emerson Monteiro

Menos um final de semana para encontrar o tal tesouro. Roupas servidas durante a missão ficaram jogadas ao cesto de cheiro característico do suor das pessoas, dias compassados. Dentes escovados. Olhos ainda ardidos na busca perdida revivem o silêncio das necessidades urgentes apenas naquele momento. Só restam, pois, fiapos de música girando desafinados pelo ar do quarto vazio. Saudades surdas, insistentes, mordem por dentro, na noite calada, fervilhante, artesanal, as entranhas impacientes.
Lá fora, lua aberta no céu, enquanto portas fechadas escondem a SOLIDÃO dos pavimentos adormecidos de grandes blocos gelados. Dimensões no entanto proporcionais à ansiedade devassam o mistério desses rastros luminosos de holofotes poderosos a varrer o céu com longos riscos, à procura de naves extraviadas que alimentariam os sonhos, desde as velhas jornadas noturnas anteriores.
Métodos de cura e drama igualitário querem superar o desânimo perante a repetição intermitente do nível médio da ambição. Talvez aceitações produzam efeitos brilhantes de lesmas que deslizaram na véspera pelas paredes do teto, em termos de convencimento de quanto o poder de mudar os trilhos do vento significaria respostas inteligentes ao sol do dia seguinte. Nisso tudo, um mastro de navio encalhado indicava nas sombras desenho escuro dos mapas eternos.
Pele enrijecida, ainda quente do verão, representa limite extremo do chão de si próprio, fogueira inevitável do existir. Tatuagem solta em ritmos eletrizantes, recordações iguais de experiências como resultado semelhante da velha impossibilidade, idêntica, de romper as muralhas do fosso individual alvacento. As ilustrações do piso escorrem de volta pelas paredes enegrecidas do firmamento. Tintas fosforescentes contornadas de garras dos animais que vigiavam as frestas da trincheira cobertas de bruma em lânguidos volteios; quase nenhum sobrevivente, nas tentativas abortadas de vencer o isolamento.
Aquém, um pretérito se dilui e encharca o solo pegajoso das conquistas guardadas nos trastes e monturos abandonados. As esperas e atitudes esconderam as fórmulas impróprias de exercer o direito de vasculhar estantes mofadas, gesto instintivo de prevalecer a qualquer preço ao sumir incontido.
Notas pelos cantos, e os insetos cortantes invadem o ventre das cordilheiras. Monstros em figuras de gente. Guerrilheiros de outras facções mercenárias, adversários de modos exaustos, músculos flácidos de cobaias mecânicas. Luzes que incendeiam os sonhos, enredos apaixonantes e prováveis. Vida bem próxima da realidade inevitável. Angústias justificadas, presentes, espertas.
O cerco se fecha qual punho metálico, a comprimir artérias e veias, retendo a circulação na área dos dedos maiores. Árvores imensas crescem ramagens gigantescas. As pontes levadiças abrem suas bocas transcendentais ao espaço descomunal do continente, na tela. Nisso, as primeiras levas escapam sorrateiras, na superfície do mundo invisível das cadeias atômicas, contato permanente dos outros iguais e suas cólicas que se perdem lentamente ao furor das novas conquistas. Sim, há espécie de claridade insuspeita no extremo oeste da razão, através dos laços do sentimento retorna esplendorosa...

O céu da cidade - por José do Vale Pinheiro Feitosa



Quando a cidade ainda era criança ouvia histórias de Trancoso ao luar ou em noites estreladas. Foi nesta era que aprendeu a mais improvável das idéias. O tempo e o espaço não existiriam por eles, dependiam dos astros no universo.
E então ela compreendeu, mesmo uma menina ainda aprendiz, entre o alto do Seminário e de São Francisco, que o céu era invenção de seus próprios corpos celestes.
Por isso na parte do seu umbigo, a qual brincava chamando-o Siqueira Campos, ela imaginava que ali se reuniriam os astros do céu para longas noites de brincadeira.
E como uma criança de sentido na vida, todas as noites ela punha as estrelas, os satélites, os cometas, asteróides, corpos cadentes, pulsares e quasares para animada conversa.
A criança entendia que todos deveriam nas noites se encontrar. Sem qualquer censura a quem quer que fosse. Sem dimensões, hierarquias ou primazias, apenas a reunião para que assim o céu surgisse em sua natureza dependente dos corpos reunidos.
De vez em quando o sol queria mediar alguma coisa, dizer que ele era o principal, pois ocupava com seu brilho metade do tempo.
Mas a criança dizia-lhe: o tempo é matéria de todos os corpos celestes. Não adiantava o sol querer censurar, se vingar com seus raios candentes, se aborrecer com os outros astros, ele apenas o era em face dos demais.Pois naquele céu da cidade a estrela mais amorosa, doce com estas luzes matutinas e vespertinas, canto das ladainhas com cheiro de vela iluminada, era uma necessidade inarredável.
A estrelinha com algumas sombras enrugadas, uma cicatriz da eventualidade, não era imagem dos espelhos côncavos, era um astro mantenedor do céu da cidade.
Feito aquelas estrelas da constelação de câncer, que dizem do incontrolável em multiplicação, mas são tímidas e misteriosas, ligadas às tradições. Mesmo que lhe digam abismo, é o signo do sonho, da ternura, imaginação e da memória tenaz que fixa e idealiza as recordações, acontecimentos e sentimentos do passado para se proteger contra as incertezas do futuro. Sedutor e sensual. Com seus textos e figuras retiradas dos jardins do mundo.
E sempre lá as estrelas do Cruzeiro do Sul, no traço do caminho da via láctea, a rota que do litoral aponta para a origem. Como é para sul, se veste de outras possibilidades que não apenas as mesmas normas assim do modo costumeiro, o seu contrário que até se diz que norteia. Os astros constelares destes céus que se dizem luzes.
O céu necessita dos pulsares que não cessam, mesmo quando despido de suas lagartixas ou das formas continentes do cotidiano. Os pulsares são tantos e dispersos no planisfério da praça que em cada canto vem a narrativa de um tipo da cidade, uma voz das correntezas franciscanas; mais adiante uma voz feminina em dupla com o outro gênero.
Quasares como sugestão do indecifrável, na fronteira do universo, quase a cabeça luminosa de toda uma galáxia. Cometas anunciando os velhos tempos, puxando uma cauda luminosa entre o medievo e a modernidade.
Alguma estrela polar essencialmente traduzindo o espaço como uma forma determinada pela intensa luminosidade de tal astro. E são todos, a cidade sabe que nenhum pode ausentar-se sob pena que o céu não se mostre.Mesmo o buraco negro é necessário como parte positiva de tamanha conjugação.
Certo que a palavra fala em negativo, no sumidouro de todas as partículas, mas também de uma força que tende a resolver tudo por origem.
Aquele antes em que o horizonte de tantos eventos nem promessa seria. Apenas o irrealizado.
A cidade sabe a importância do céu, sem ele jamais chegaria à vida adulta.

por José do Vale Pinheiro Feitosa

Bala de café




Ingredientes:
3 copos (americanos) de açúcar cristal
1 copo de café bem forte
1 copo de leite
1 colher (sopa) de manteiga
1 gema
1 colher (sopa) de mel
1 e 1/2 colher (sopa) de farinha de trigo



Modo de Preparo:

Misture tudo com o fogo apagado.
Primeiro, o café. Em seguida, o leite, o trigo, a gema de ovo, o mel, a manteiga e o açúcar.
Mexa até conseguir uma mistura homogênea e, só então, acenda o fogo.
Tenha paciência para ficar meia-hora mexendo a mistura.
Depois, despeje o caramelo, de preferência num tampo de granito para esfriar mais rápido.
Unte para não grudar.
Depois que a bala estiver morna, comece a soltá-la e, com carinho, corte em pequenos pedaços.
Se quiser mais capricho, embale em papel transparente.

COMPOSITORES DO BRASIL


“Vem que passa teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver”
(Chico Buarque, Tem mais Samba, 1964).

CHICO BUARQUE
Parte I

Por Zé Nilton

Guardadas as devidas proporções musicais, mas não sentimentais, talvez o meu espanto ao ouvir o Chico pela primeira vez, quando subia a rua Mons. Assis Feitosa rumo à Praça Siqueira campos, numa tarde qualquer do ano de 1966, assemelhe-se ao que foi acometido por Caetano, Gil, Chico, Nelson Motta e outros, quando ouviram o inusitado João Gilberto tirando a clássica “Chega de Saudade”, de Tom e Vinícius, com a desconcertante batida de seu violão, em 1959.

O veículo do meu deleite foi o mesmo de alguns dos citados: a amplificadora. No centro da Praça, e espalhada pelos bairros de então, a famosa Amplificadora Cratense sonorizava a música de um tempo que ficou marcado no imaginário de toda uma geração, e contribui para forjar a identidade de nosso povo.

Chico é considerado um divisor de águas entre a bossa nova e a nova música popular brasileira em que o talento dele e de muitos imprimiram uma diversificação rítmica, principalmente na música urbana. O próprio Chico produziu samba, fox - trote, marchinha, bolero, valsa, rock, baião, blues, e vai por aí...

A história da produção artística do compositor, cantor, escritor, teatrólogo e amante do futebol, esse carioca nascido em 04 de junho de 1944, está escrita, reescrita em livros, jornais, teses acadêmicas, e no seu site www.chicobuarque.com.br.

Portanto, não temos nada de novo a dizer, a não ser que sempre percebemos algo de novo toda vez que o escutamos, com frequencia.

Queremos tão-somente homenageá-lo no mês de seu aniversário, e o faremos editando e apresentando uma sequencia de três programas no Compositores do Brasil.

Seguiremos a linha do tempo para que o ouvinte possa acompanhar a evolução musical desse gênio de nossa música, ao tempo em que vamos contextualizando a sua obra no interior dos principais acontecimentos históricos do Brasil recente.

Como suporte, lançamos mão da bela escrita de Wagner Homem no seu livro: Histórias de canções, Chico Buarque, São Paulo, Editora Leya, 2009.

Na sequencia algumas músicas de 1964 a 1966.

TEM MAIS SAMBA (“considerado pelo Chico como marco zero de sua carreira profissional”)
JUCA
LUA CHEIA, de Chico e Toquinho
SONHO DE UM CARNAVAL
PEDRO PEDREIRO
OLÊ, OLÀ
MEU REFRÃO
NOITE DOS MASCARADOS
COM AÇUCAR E COM AFETO
MORENA DOS OLHOS D´ÁGUA
A BANDA
QUEM TI VIU, QUEM TE VÊ

Quem ouvir verá!

Informações:
Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Sempre às quintas-feiras, de 14 as 15 horas
Rádio Educadora do Cariri – 1020 kz.
Apoio: CCBN.
Retransmitido pela www.cratinho.blogspot.com

Receita de Carne do sol com abóbora


Ingredientes


1/2 kg de carne seca (jaba, carne de sol)

1 abobora cambotiã média

1 cebola grande picadinha

3 dentes de alho picadinhos

1 copo de requeijão cremoso

1 caixinha de creme de leite

50 g de azeitonas pretas

1 sache de tempero para legumes

2 colheres de margarina (com sal)

1 folha de louroSa

lPimenta do reino

Azeite


Modo de Preparo


Deixe a carne de molho para retirar o sal
Corte-a e cozinhe na pressão até o ponto de desfiar (de 40 minutos à 1 hora)
Desfie a carne e reserve
Descasque e limpe a abóbora, corte-a em pedaços pequenos (mais ou menos 1 cm)
Em uma panela doure o alho na manteiga com um fio de azeite, junte a abóbora e o tempero para legumes e refoge até que fique macia (não pode desmanchar), se precisar vai adicionando água aos poucos
Em outra panela doure a cebola no azeite, acrescente a folha de louro, a carne desfiada, uma pitada de pimenta do reino e a azeitona
Refogue por cerca de 20 minutos, junte a abóbora refogada e adicione o requeijão e o creme de leite sem o soro
Deixe no fogo até ficar homogêneo (mais ou menos 5 minutos)

O “Pé de Valsa” – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Com quase dois metros de altura, atlético, retilíneo, educado, falante, risonho e de olhos azuis penetrantes, o distinto General, mesmo casado, logo caiu nas graças das mulheres autodenominadas “independentes” (divorciadas, viúvas, desquitadas, balzaquianas e até as casadas mal-amadas) que, tal qual o nosso eterno rei Roberto Carlos, vivem incansavelmente à procura de novas e fortes emoções; de outra parte, também viu-se paparicado por um certo segmento da imprensa fortalezense (a turma da “fofocagem”, da “babação”, do “puxa-saquismo”), responsável pelas colunas sociais dos jornais tupiniquins. O certo é que o imponente General, recém aposentado do exército brasileiro, e que fora rebocado lá do belo, frio e longínquo Rio Grande do Sul para atuar na área de segurança do governo estadual, já chegou causando boa impressão, um “frisson” danado.
E nos dias subseqüentes ao seu desembarque, isso só se confirmaria: é que, convidado quase que diariamente para festas e mais festas da alta sociedade, o esbelto General não só se fazia presente como - e principalmente - se destacava pela disposição irrefreada de rodopiar com desenvoltura pelos salões da vida (com a distinta esposa, evidentemente), fosse qual fosse o ritmo tocado (bolero, samba, pagode, mambo, rock, o escambau), para deleite e admiração dos presentes; aos primeiros acordes de um som qualquer, o distinto casal era o primeiro a adentrar a arena de dança e o último a sair; dizia-se, à boca pequena (para não parecer desrespeito), que era um autêntico “pé-de-valsa”, já que além de gostar realmente de bailar, parecia flutuar, com autoridade, leveza e elegância, acima dos mortais comuns. Um autêntico expert na nobre arte da dança.
Dia seguinte, no caderno do jornal destinado à fofocagem, os colunistas sociais eram pródigos, fartos e magnânimos com o General, ao realçarem sua forma física, sua desenvoltura, seu pique e sua simpatia nos salões, ao mesmo tempo em que recorrentemente teciam loas à tranqüilidade do evento, porquanto a segurança teria sido feita pelos... “soldados do General”. Enquanto isso, a manchete da primeira página do mesmo jornal, no mesmo dia, nos informava de mais um assalto que houvera sido praticado na cidade na mesma noite em que se realizara o evento, de mais um crime que houvera sido perpetrado na madrugada, de mais um acidente com vítimas, sem que o policiamento tivesse conseguido chegar a tempo de obstaculá-los. E o nosso nobre e distinto General, livre, leve e risonho a incansavelmente rodopiar, rodopiar e rodopiar pelos salões da vida; e a segurança dos salões sempre, sempre e sempre entregue aos “...soldados do General”.
Inconformados, redigimos um texto apropriadamente intitulado “Os soldados do General”, onde questionávamos se era correto, se era adequado, se constitucionalmente seria permitido que referidos militares se prestassem a “pastorar” festinhas particulares, enquanto a cidade de Fortaleza literalmente entregue estava não às baratas, mas a marginais de alta periculosidade que, acintosamente, pintavam e bordavam, faziam e desfaziam, casavam e descasavam, impunemente. O momento era tão crítico, no tocante à (in) segurança reinante em Fortaleza, e a argumentação que usamos para abordá-la de uma consistência tal, que a nossa carta foi aprovada e publicada completa, na seção destinada à manifestação dos leitores.
À noite do mesmo dia, aí pelas 23 horas, quando já nos havíamos recolhido, eis que o telefone toca insistentemente: uma, duas, três... até que no quarto “tilintar” o atendemos, ainda um tanto quanto sonolentos; não sabemos se devido ao silencio sepulcral da madrugada ou em razão da absoluta tranqüilidade reinante àquele momento, mas o certo é que “trememos nas bases” quando, do outro lado, ouvimos aquela voz cavernosa, autoritária, soturna e metálica perguntar se o senhor José Nilton Mariano estava; ao indagarmos quem queria falar com ele, a desagradável surpresa: "aqui é o Major Fulano, Chefe de Gabinete do General Beltrano” (do próprio).
Após a confirmação de sermos quem ele procurava, o “pedido” um tanto quanto inusitado (ou seria uma ameaça, não tão velada assim?): o “General Beltrano” MANDA LHE AVISAR que leu sua carta, publicada hoje no jornal tal; ele pede, no entanto, que o senhor procure ver o que vem sendo feito na área de segurança, que procure entender que se trata de uma área muito problemática, muito difícil, muito delicada, muito critica; que, enfim, tenha mais paciência e procure divulgar coisas boas e favoráveis, a respeito. Sensibilizados, agradecemos a deferência da insistente ligação àquela hora e aproveitamos para pedir ao distinto Major que, por favor, comunicasse ao nobre General que não se preocupasse, que quando houvesse necessidade, quando se fizesse preciso, quando ele merecesse, assim como havíamos tecido críticas, também estaríamos aptos a fazer elogios. Votos de boa noite, lado a lado. Estranhamente, dormimos sonhando com o General.
Meses depois, interstício durante o qual ainda conseguimos fazer publicar duas cartas (com teor similar), ironicamente o “pé-de-valsa” dançou solenemente, ao ser recambiado às pressas às suas origens (o Rio Grande do Sul), antes da data prevista; para manter as aparências (lembremo-nos que o homem era General do Exército aposentado) e não pintar sujeira no pedaço (na verdade, para esconder a inoperância ou inaptidão do dito-cujo para a função), convencionou-se, parte a parte, pela divulgação de uma nota oficial do governo onde, ao tempo em que lhe agradecia pelos “relevantes serviços prestados ao Estado do Ceará”, informava que o General partira de volta às origens por “...motivos particulares, de força maior” .
Em particular, ao tempo em que lamentamos profundamente, fomos tomados de uma grande frustração, certo constrangimento e decepção, uma preocupante tristeza, por não termos tido a oportunidade de cobrir o General de elogios, de mimos, de lantejoulas, de agrados mil, como ele, através do Major, tal expressara na fase crepuscular daquela noite.
Mas, a partir de então, quando dos badalados e recorrentes eventos sociais realizados em Fortaleza (e como os há em profusão), uma dúvida atroz teima em nos azucrinar a cachola: foi-se o distinto “pé-de-valsa”, é certo, mas será que os truculentos “soldados do General” (que permaneceram), continuam a se prestar ao “pastoreio” de eventos particulares ???
Será ??? A troco de quê ???
Ei
- Claude Bloc -


Você mesmo! foge não!
Vem ver os versos
Que fiz pra você
Leia as palavras
As letras...
Veja as fotos
As cores...
O universo que se encerra
em nós.
Nós: uni-verso.
.
- Fotos e Texto: Claude Bloc -
Verde Novo
- Claude Bloc -





Queria ver de novo
o verde novo
dessa mata.

Queria
estar contente com tudo...
Contudo não acho
a fôrma nem a forma
que nos informa
e nos enforma
em verso e prosa
rosa glosa,
verde prosa.

.

Claude Bloc

Fotos (aquareladas): Claude Bloc
.

Grata recordação

Pedro Esmeraldo

No inicio dos anos 30, meu pai iniciou o plantio da cana-de açúcar no sítio São José. Considero-me uma pessoa privilegiada, pois tive a sorte de conviver no meio da bagaceira, já que meu pai possuía dois engenhos, um em Crato e outro no município de Barro – CE.

Deixou-me como legado um patrimônio auspicioso que foi a educação. Esse engenho teve início em 1930; a principio, de forma rudimentar, movido a tração de bois. No meio da década de 30, mudou para engenho a vapor que perdurou até a vinda da energia elétrica de Paulo Afonso, no ano de 1970, quando desapareceu o predomínio da rapadura, visto que foi substituído pelos alimentos sofisticados dos tempos modernos.

Quando passo pelas ruínas do antigo engenho, no sítio Pau Seco, neste município, tenho grandes recordações daqueles tempos áureos de minha infância. Há mais ou menos 50 anos era um lugar aprazível, aconchegante e que favorecia uma relação harmoniosa de paz de espírito.

Convivi naquele local no meio de pessoas humildes, com comportamentos inusitados, constituídos de várias naturezas, com semblante rústico, precisando de muito sutileza no equilíbrio emocional, decorrente da fadiga pela luta árdua e das canseiras diárias.

Meu pai, um cidadão sério, agricultor arrojado, praticava as atividades agrícolas por vocação. Sabia projetar com equilíbrio o trabalho agrícola. Conduzia com perfeição as manhas dos trabalhadores, mas manejava com altivez e bom senso crítico. Livrava-se dos perigos, utilizando palavras hábeis. Fugia com muita tranquilidade das pessoas ardilosas que o obrigavam a se comportar com o máximo grau de bondade que o respeitavam e obedeciam com sinceridade as suas ordens.

Como já relatei acima, meu pai, homem destemido e hábil, tinha o cuidado de colocar trabalhadores certos nos lugares certos.

Autodidata por natureza, dirigia com perfeição e conhecimento todos os trabalhos inerentes ao campo agrícola, saindo-se muito bem nessa atividade espinhosa, levando com brilhantismo e com direção arejada a luta do campo; sempre acompanhado de trabalhadores experientes, afim de adquirir melhoria de produtividade, já que desejava aumentar o seu patrimônio dentro da tecnologia aperfeiçoada.

Seus trabalhadores tinham uma conduta séria e de comportamento exemplar, por isso granjeou muitas amizades, projetando bom desempenho, mostrando que com trabalho sério e honestidade o homem chega a ter sucesso em seu serviço.

Esses trabalhadores rudes, que mais guardo na recordação da minha memória, vistos pelo seu comportamento zombeteiro, foram indubitavelmente os cambiteiros: eram irrelevantes, com procedimentos duvidosos, senhores absolutos e anarquistas, visto que desrespeitavam a pessoa humana. Tornavam-se figuras intolerantes em seus trabalhos com a posição de homens irregulares no campo de transporte de cana do brejo para o engenho. Nem tudo era desprezo para essa classe de trabalhadores rudes já que desempenhavam com muita satisfação a sua tarefa.

Trabalhavam sem cessar, como prestadores de serviço, pois tinham por obrigação conduzir com 5 (cinco) animais atrelados com arreios rústicos: como a cangalha (peça de madeira artesanal colocada no lombo do animal, revestida de forro e pano de algodão e coro de gado e embutida com produto cactáceo existente nas catingas do nordeste), a cilha (fita de couro que prendia a cangalha na barriga do animal), a focinheira (espécie de cabresto para facilitar o manejo dos animais), a rabichola (que prendia a cauda do animal à cangalha), e o cambito (peça de madeira que facilitava o transporte da cana).

Devido à rusticidade do trabalho, os cambiteiros se tornavam intolerantes aod habitantes aos arredores dos engenhos. Ninguém gostava de sua conduta. Possuidores de comportamento repreensível, tornavam-se intolerantes comprovadamente pela anarquia que, por natureza, ninguém suportava de bom grado, Eram, pois, zombeteiros e intrigantes quando iam pela estrada e não queriam saber quem viesse pela frente. Se a pessoa não se submetesse ao seu comportamento caiam no ridículo.
Certa vez, observei uma cena que me deixou intrigado, preservando-a na memória: um comportamento desses anarquistas que vou relatar neste artigo.
Um dia chegava ao engenho um senhor de tez branca, querendo conhecer o movimento do engenho, mas pelo seu jeito afeminado foi logo observado pelos cambiteiros a partir do seu andar duvidoso. Foi quando, sob gritos, o pobre homem saiu desesperado sem nunca mais pisar em bagaceira nenhuma.
Apenas desejei lembrar e repassar para os amigos como era o regime de cambiteiros e como ainda hoje sinto saudades dos velhos tempos de outrora que não voltam mais e jamais poderão ser substituídos por este modernismo desequilibrado e algumas vezes intolerante.

Foto by Nívia Uchôa


Tony Curtis



Tony Curtis, nome artístico de Bernard Schwartz, (Bronx, 3 de junho de 1925) é um ator estadunidense, popular desde os anos 50 e 60 por seu trabalho no cinema tendo participado de mais de cem filmes desde 1949.

Filho de um alfaiate húngaro imigrante, ele teve uma infância bastante difícil no bairro do Bronx, Nova York, onde a família morava nos fundos da alfaiataria. Sua mãe e um dos seus dois irmãos eram esquizofrênicos, o que fez com que ele e o outro irmão fossem internados num orfanato aos oito anos de idade, por impossibilidade do pai de tomar conta de todos.

Curtis serviu na marinha durante a Segunda Guerra Mundial e foi um espectador privilegiado da rendição japonesa na Baía de Tóquio em 1945. De volta aos Estados Unidos, passou a estudar teatro, e em 1948, devido à bela aparência e aos olhos marcantes que o tornariam ídolo do público feminino nos anos seguintes, foi contratado pelo estúdio Universal de Hollywood, que lhe colocou em aulas de esgrima e montaria e trocou seu nome de batismo para Tony Curtis.

Apesar de parecer ser apenas mais um "menino bonito" a chegar ao cinema, Tony provaria o seu talento em filmes como A Embriaguez do Sucesso com Burt Lancaster, Acorrentados com Sidney Poitier - que lhe renderia uma indicação ao Oscar - , O Estrangulador de Boston ou O Homem Que Odiava as Mulheres, em que interpretava um psicopata real e aquele que seria o seu mais duradouro trabalho na lembrança dos cinéfilos: o clássico de Billy Wilder, Quanto Mais Quente Melhor, com Marilyn Monroe e Jack Lemmon.

Ele também fez diversos trabalhos na televisão, o mais bem sucedido deles na série The Persuaders, com Roger Moore, bastante popular no início dos anos 70, que terminou porque Moore foi escolhido para fazer James Bond no cinema.

Tony tornou-se pintor nos anos 80 e conseguiu grande sucesso nesta segunda atividade, que segundo ele é o seu principal interesse há anos, com seus quadros sendo vendidos por até U$50.000 e um deles exposto no Metropolitan Museum of Art de Nova York.

Curtis lamenta nunca ter ganho um Oscar e considera que o mundo do cinema jamais reconheceu verdadeiramente seu trabalho, mas conquistou diversas honrarias e tem uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

Mora hoje no estado de Nevada e considera Cary Grant (com quem filmou em 1959 a ótima comédia Operation Petticoat) o seu ator favorito de todos os tempos.

Tony Curtis foi casado seis vezes. Em duas delas com as atrizes Janet Leigh, seu mais famoso relacionamento e com quem teve duas filhas, Kelly e a também atriz Jamie Lee Curtis; com a austríaca Christine Kaufmann, com quem também teve 2 filhas, Alexandra(1964) e Allegra(1966), nos anos 50 e 60 respectivamente; casou-se com Leslie Allen e também teve dois filhos: Nicholas(nascido em 1971, morreu em 1994 de overdose de heroína), e Benjamin(1973). Ele revelou que ja engravidou Marilyn Monroe. Um dos mais conhecidos e picantes fatos dos bastidores do cinema envolvendo Tony Curtis se deu em 1959 durante as filmagens de Quanto Mais Quente Melhor. O estilista do filme, ao comentar com Marilyn Monroe durante provas de roupas (Tony e Jack Lemmon atuam quase o tempo todo travestidos de mulher) que Tony tinha nádegas mais bonitas que ela, fez Marilyn retrucar na hora, abrindo a blusa, "é, mas ele não tem isso!", mostrando os seios. A grande tragédia de sua vida, depois da dramática infância que passou, foi a morte de seu filho Nicholas aos 23 anos, em 1994, por overdose de heroína. Atualmente é casado com Jill Vandenbergh Curtis, 42 anos mais nova. Tony diz que ele e a mulher se divertem muito quando fazem comentários sobre a grande diferença de idade, ele jura que está perfeitamente em atividade e nunca tomou Viagra.

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Tony_Curtis"

CLIQUE - Por Edilma Rocha



Foto by Edilma Rocha

Equação - por Ana Cecília S.Bastos

O poema e seu mistério.

Paralaxe.

Palavra que me atrravessa o fim do ano.
Acordo com ela,
não sei o que significa, embora.

Paralaxe.

Esse movimento, contudo.

Sinais da Guerra - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Os brasileiros ainda não sentiram na pele, mas o centro do sistema capitalista mundial está em crise: EUA e Europa. Estamos apegados ao crescimento da China e a certo protagonismo dos emergentes incluindo os chamados BRICs. Diante de mudanças de fundo enormes, inclusive se tomarmos os dados recentes, com o surgimento, por exemplo, da Turquia nos eventos destes últimos 20 dias, relembrando o velho Império Otomano. Aliás, os brasileiros estão ávidos por turismo na Turquia, inclusive aquele religioso. Tudo isso reflete enormes mudanças em curso.

O pensador português Boaventura de Sousa Santos analisando a situação da Europa identifica o ressurgimento das lutas de classe que haviam se reduzido no continente em razão da social-democracia. Finalmente, nos últimos 60 anos a antiga luta de classe entre o operariado e a burguesia capitalista havia chegado a acordo mutuamente vantajoso para os dois lados: “o capital consentiria em altos níveis de tributação e de intervenção do Estado em troca de não ver a sua prosperidade ameaçada; os trabalhadores conquistariam importantes direitos sociais em troca de desistirem de uma alternativa socialista. Assim surgiram a concertação social e seus mais invejáveis resultados: altos níveis de competitividade indexados a altos níveis de proteção social; o modelo social europeu e o Estado Providência; a possibilidade, sem precedentes na história, de os trabalhadores e suas famílias poderem fazer planos de futuro a médio prazo (educação dos filhos, compra de casa); a paz social; o continente com os mais baixos níveis de desigualdade social.”

Agora com as reformas neoliberais sustentadas pelo capitalismo financeiro, levando ao corte nos benefícios sociais (só este ano Portugal fechará 900 pequenas escolas), redução da proteção aos desempregados e estiolamento dos direitos trabalhistas a luta de classe ressurge, a revolta operária toma as ruas e certamente evoluirá para novas formas de violência. Neste ponto o pensador pondera, ou a classe operária, atualmente fragmentada, se junta aos diversos movimentos da sociedade, faz um articulação continental, pois os Estados Nacionais europeus não mais se sustentam, inclusive desvinculando o capital produtivo do especulativo, ou a saída neste clima é o fascismo.

Robert Fisk, célebre jornalista inglês, em artigo de ontem, analisa a tibieza dos governos e aponta o poder popular de volta à cena política ao comentar a ação de ativistas confrontando o bloqueio de Israel à faixa de Gaza. Isso tudo remete para aquele clima de luta de classes e de grandes articulações na luta popular. Por outro lado a situação dos governos e da política mundial é assustadora e os sinais da guerra estão todos à mostra.

Façamos um paralelo entre o cerco Israelense à Faixa de Gaza e aquele dos exércitos nazistas à cidade de Leningrado que não exageramos. Façamos o mesmo, no reverso, do cerco dos russos a Berlim no final da guerra, quando EUA e Inglaterra tentaram furar o bloqueio para que alemães não fosse igualmente vitimados como haviam sido os russos de Leningrado. Isso é o que se encontra por trás desta questão de gaza.

Agora vejam os sinais de guerra: os EUA, que protegem Israel como uma parte de si mesmo - Israel é cada vez mais algo como um Havai que apenas não vota diretamente nas eleições americanas, mas têm uma enorme influencia recíproca – se comportam do modo mais vil possível. Menos de dez dias após querer sangrar o Brasil e a Turquia por uma missão de paz, humilha a inteligência mundial com seus argumentos diante deste ataque de Israel à flotilha que pretendia furar o bloqueio e realizar ajuda humanitária diretamente. Hillary Clinton anunciou, ontem, a mais incrível das idéias: ela quer uma investigação isenta e clara dos acontecimentos sobre o comando de Israel. Israel é quem deve realizar as investigações e apresentar as conclusões.

Qualquer um que leia os embates diplomáticos do início da segunda grande guerra vai encontrar este mesmo cinismo com a finalidade única de confrontar o inimigo. Israel irá camuflar sua ação de bloqueio com a análise do que deu errado na operação. Mas calma, não é o que deu errado por existir o bloqueio ou ter realizado uma operação ilegal em águas internacionais. O errado que apontarão: são aqueles táticos e a suficiência da força necessária para sufocar, num primeiro momento, a reação dos ativistas. Eles não querem saber do principal, mas apenas apagar os assassinatos cometidos contra bolinhas de gude e estilingues.

Como sempre há vida no lado do povo. O simbolismo que representa a cineasta brasileira Iara Lee (antes que alguém diga, ela tem dupla nacionalidade é, também, americana) nesta frente internacional é importantíssimo para o nosso próprio juízo. Além do mais a carta que o cineasta Silvio Tendler, ele um orgulhoso judeu, fez ao governo de Israel mostrando o dissabor com suas práticas diz bem da capacidade que supera o cinismo e a truculência.

O maior símbolo de todos: é Hedy Epstein, judia, de 85 anos, radicada nos EUA desde 1948, que fugiu da Alemanha Nazista e teve a família trucidada no campo de concentração de Auschwitz. Ela já tentou furar o bloqueio à faixa de gaza três vezes antes. No dia do embarque foi proibida de entrar num dos barcos da flotilha pelas autoridades Cipriotas. Agora tentará tomar um barco Irlandês que ficou para trás por questões mecânicas e rumará para a faixa de Gaza, mais uma vez em desafio.

Os ativistas mundiais estão cada vez mais parecidos que os judeus que resistiram à opressão na segunda guerra mundial.

Love Me Tender, como antigamente... - por Socorro Moreira


Depois de alguns meses de flerte incerto, ora olha, ora não olha, ora o cruzar do olhar, naquela noite de domingo, enquanto rodava na praça Siqueira Campos de braços dados com a vida e as amigas, Clara escutou o boa noite de Paulo. Todas se entreolharam, mas foi o coração de Clara que fez zoada, no descompasso !

Parou, e as amigas entre sorrisos assustados, se afastaram.

Paulo arranjou coragem, num cigarro "Capri"?

Ou foi a música da Frigidaire , que detonou o avanço ?
" Coruja, o nome que eu dei a um certo alguém, que passa e nem sequer olha ninguém, pensando só tá ela , no lugar..."

Olhos nos olhos, e a pergunta clássica , entrecortada : " quer namorar comigo"?
Uma resposta evasiva . Um sim decisivo por dentro, e um talvez cheio de pudores , na voz do momento.
- Sou nova, 13 anos incompletos... meus pais não vão aprovar. Morro de medo de uma surra; morro de medo de me apaixonar... Mas os olhos disseram sim , e o romance começou a se encaixar. Conversas doces, nervosas, palpitantes. Clara pela primeira vez, anrranjara um namorado.
Naquela noite , antes de dormir, escreveu no seu diário :
Ele encostou. Estamos namorando, e marcamos novo encontro, no Cine Moderno , sessão das 4 h, para assistir Elvis Presley !
Ao som de "love me tender " , o primeiro momento de intimidade : um simples roçar de braços ! E começou o mundo de encantos, lágrimas, prazer, e o cheiro das saudades !
-Era o dia 2 de Junho de 1964 !

terça-feira, 1 de junho de 2010

Armadilhas perdidas - por Socorro Moreira

Sexo, droga, dinheiro
são iscas?
eu sei fugir das armadilhas?!
aprendemos sempre,
e tardiamente...
que o que conta pra gente
é o poema !
por favor não esgotem
a beleza do tempo
deixem o perfume na rosa
esperem o por-do-sol
nesta tarde única,
e rezem olhando a lua,
nesta noite de junho !

Por Ana Cristina César


Quando entre nós só havia
uma carta certa
a correspondência
completa
o trem os trilhos
a janela aberta
uma certa paisagem
sem pedras ou
sobressaltos
meu salto alto
em equilíbrio
o copo d’água
a espera do café



"olho muito tempo o corpo de um poema"

Ana Cristina Cesar



olho muito tempo o corpo de um poema
até perder de vista o que não seja corpo
e sentir separado dentre os dentes
um filete de sangue
nas gengivas


Ausência

Por muito tempo achei que ausência é falta

E lastimava, ignorante, a falta..

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

Ausência é um estar em mim.

E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços

Que rio e danço e invento exclamações alegres.

Porque a ausência, esta ausência assimilada,

Ninguém a rouba mais de mim.

(Carlos Drummond de Andrade – Com o pensamento em Ana Cristina)


Ana Cristina César


Ana Cristina Cruz Cesar (Rio de Janeiro, 2 de junho de 1952 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1983) foi uma poetisa e tradutora brasileira. É considerada um dos principais nomes da geração mimeógrafo (ou poesia marginal) da década de 1970.
Filha do sociólogo e jornalista Waldo Aranha Lenz Cesar e de Maria Luiza Cruz, Ana Cristina nasceu em uma família culta e protestante de classe média. Tinha dois irmãos, Flávio e Filipe.

Antes mesmo de ser alfabetizada, aos quatro anos de idade, ela ditava poemas para sua mãe. Em 1969, Ana Cristina Cesar viajou à Inglaterra em intercâmbio e passou um período em Londres, onde travou contato com a literatura em língua inglesa. Quando regressou ao Brasil, com livros de Emily Dickinson, Sylvia Plath e Katherine Mansfield nas malas, dedicou-se a escrever e a traduzir, entrando para a Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), aos dezenove anos.

Cesar começou a publicar poemas e textos de prosa poética na década de 1970 em coletâneas, revistas e jornais alternativos. Seus primeiros livros, Cenas de Abril e Correspondência Completa, foram lançados em edições independentes. As atividades de Ana Cristina não pararam: pesquisa literária, um mestrado em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra temporada na Inglaterra para um mestrado em tradução literária (na Universidade de Essex), em 1980, e a volta ao Rio, onde publicou Luvas de Pelica, escrito na Inglaterra. Em suas obras, Ana Cristina Cesar mantém uma fina linha entre o ficcional e o autobiográfico.

Cometeu suicídio aos trinta e um anos, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no décimo terceiro andar de um edifício da rua Tonelero.

Wikipédia

O BALÃO QUE NÃO SUBIU ....por Rosa Guerrera


“ Toca fogo na fogueira”!!!
“Viva, viva São João” !!!

E a meninada feliz aos gritos de alegria
Acendem uma fogueira, assam milhos na folia .
Felicitando o Santo , aos gritos:” Viva São João”

“A canjica ta é boa . Queres Tonico um pedaço?”
“Me dá esse busca-pé ......”
“Deixa Joaninha que eu faço...
Faço um balão colorido com um papel enfeitado,
Um balão que suba muito, e que chegue lá no alto”

Mas, as horas vão passando e os garotos travessos
São levados para a cama ! Vão dormir ... estão cansados .
Já esqueceram o balão. Ficou num canto deixado.
Nem chegou a subir ! Mal chegou a ser feito,
E foi logo desprezado.

Ah São João eu me recordo de quando era criança
E fiz também um balão. Bonito ! Todo vermelho...
Que também não terminei... fui dormir sonolenta .
Lembro os folguedos felizes ...
A minha babá Maria ,
A pamonha , o milho assado ...
É ... São João , quando menina fiz também o meu balão.

Hoje vai longe o tempo.Agora tudo é diverso!
E me sinto arrependida de ter sido tão ingrata
Desprezando o meu balão.
Pois talvez fosse um dos sonhos que quiçá subisse mais
Do que esses atuais que tenho e são tão vãos.

Desprezei o meu balão. Não subiu minha alegria .
E sonhos se desfizeram , um a um na agonia
E hoje na solidão contemplando a meninada
Que alegre em disparada soltam fogos à São João,
Acabrunhada me deito e num sonho mui desfeito
Sinto forte no meu peito a pungir meu coração
Meu passado ..... uma lembrança !
História que hoje resta de um balão no meu São João !

Sombras da ilusão - Emerson Monteiro

A força de seres humanos justificarem seus desejos beira os limites do infinito. No afã de motivar suas ações, pessoas estabelecem objetivos inalcançáveis e enormes sacrifícios individuais e coletivos, a ponto de ocasionar equívocos, atrasos e destruições, invés do progresso. Nisso, os chefes transferem às massas o peso maior das responsabilidades, rápidos mergulhos nas páginas da história bem demonstram com enorme facilidade.
Não fossem os riscos grosseiros lançados às multidões, caso apenas seus autores respondessem pelas ações irrefletidas na própria pele, e seria a conta pela receita, sem queixumes ou críticas, bater a poeira e começar de novo.
Entretanto, os frutos da fome dos dominadores nunca se restringem apenas aos botões que carregam no âmbito da autoridade. Derramam pelos oceanos, confrangem populações distantes, aquecem temperaturas, danificam a saúde pública, aumentam o desconforto das famílias, invadem a paz, sacrificam até a natureza-mãe e atrasam o desenvolvimento social. Eles ocupam os lugares, erram, ou nada produzem do esperado e necessário.
Nessas experiências inúteis e aventuras vaidosas, líderes ocasionais se aboletam nos tronos e esbanjam os recursos de suor e sustento da grande população, juntados, a duras penas, de impostos e taxas.
O sistema democrático virou moeda de troca do jogo político de séculos, nível mais alto da tradição coletiva de todo mundo. Equivaleria àquela coisa que alguns dizem do casamento: ruim com ele, pior sem ele. Ruim com ela, pior sem ela. A democracia, governo do povo, pelo povo, para o povo, mantém os seus caminhos abertos e livres ao acesso de milhões. Diante de um aparato legal, partidos políticos se organizam e a cidadania prevalece.
Porém o governo ideal insiste habitar a casa do sonho. Enquanto a matéria prima humana precisar de aprimoramento, e a moral insistir morar longe da Ética, a pisada é trocar seis por meia dúzia.
Turnos eleitorais, que significariam festas da democracia, viram palcos de negociações interesseiras entre pessoas e grupos, e custam elevadas somas em termos de propaganda, favores, telhas, tijolos, sacos de cimento, dentaduras, varas de cano, bicadas de cachaça, cervejadas, churrascos, naquele império capenga da torpe demagogia, do aviltamento da dignidade e da ausência do decoro, pois viciaram as massas.
Quando, nessas datas, o drama popular ganha ruas e praças; armam-se picadeiros e palhaços sobem nas pernas de pau do marketing político para gritar frases de efeito, no circo da ilusão. Nada justificaria, contudo, fugir dos princípios democráticos. O ânimo de achar o caminho da transparência reclama, outra vez, eleitores conscientes e sempre escolha de melhores representantes e administradores públicos, em nova e rica oportunidade.

MARCAS DE UM SAPATO USADO - Por Jacques Bloc Boris

Quem já não teve um Vulcabrás?
Pois é, quem é do meu tempo sabe muito bem do que eu estou falando.
Do velho sapado Vulcabrás. Daí vem este meu conto.

Quando estudava no Grupo Escolar Teodorico Teles de Quental, que ficava em frente à minha casa, na Dr. Irineu Pinheiro, os nossos sapatos eram o velho Conga azul - É o Novo! – (dá para sair no programa do Neno).

Quando terminei o ano, fiquei sabendo que ia estudar no Pitágoras, que ficava bem em frente à Praça da Sé, e que era da minha querida professora Juraci Batista. Fiquei satisfeito porque ia começar a andar em outro bairro, além do Pimenta e ia sair do velho Conga, já que meu irmão Bertrand ia para o Colégio Diocesano de sapatos pretos e brilhosos.

Fiquei mais satisfeito ainda porque ia finalmente receber o meu. Mas que nada! Quando se deu o início das aulas, recebi o, também velho, Kichute preto (pessoal, não vão pensar que eu sou do tempo de Noé).

Bem, fui para o Pitágoras cabisbaixo, meio triste, e, no entanto, meus irmãos mais novos, François e Antoine (Tony) iam pra escola mortos de satisfeitos.

Passaram-se dois anos e chegou a vez de ir ao “majestoso” Diocesano. Não pensava em nada, a não ser num sapato preto e brilhoso Vulcabrás. Ah, meus amigos, que decepção: recebi o sapato já usado, mas conservado do meu irmão Bertrand.

Não disse nada, mas chorei como as carpideiras, fiquei irado, fulo da vida e disse para mim mesmo que ia dar cabo daquele sapato usado. Agora vejam só: o Bertrand de sapato novo, os meninos, François e Tony também de sapatos novos e eu com o sapato usado do Bertrand!

Então, fomos os quatro para o colégio. Eu ia de cabeça baixa, mas não era de vergonha nem nada, era só olhando os sapatos novos dos meninos. A raiva, acho que seria se um deles falasse qualquer coisa a respeito dos meus sapatos, ia sobrar mão de peia pra qualquer um.
.
Fixei na mente o fim do sapato. Quando voltava do colégio, os meus irmãos ficavam na Praça da Sé debaixo de um pé de oiti para pegar um “bigu” (carona) com seu Orestes do Café Ytaitera, que nessa época morava no Pimenta. Eu aproveitava e ia a pé, chutando pedras, latas e quando chovia, fazia questão de ir pela coxia da rua por dentro das levadas de água para ver se o sapato se acabava ou despregava... Mas que nada! O sapato ficava igual a um cururu inchado, e quando secava estava novo de novo.

Foi daí que resolvi nas minhas subidas para casa, ir arrastando e arranhando o danado do sapato nas laterais dos paralelepípedos da calçada. Cheguei em casa feliz e satisfeito com o meu feito. Corri para mostrar a minha saudosa mãe(Jeannine) os arranhões brancos nas laterais do sapato. Xiiiiii! outra decepção. Além de ficar uma semana de castigo, ela mandou engraxar o peste do sapato e ele ficou novo de novo. Não se fazem mais sapatos como antigamente, mas, para mim, Vulcabrás nunca mais.

Daniel Hubert Bloc Boris (Jacques)

O Boi Zebu e as Formiga - Patativa do Assaré

Um boi zebu certa vez
Moiadinho de suó,
Querem saber o que fez?
Temendo o calô do só
Entendeu de demorá
E uns minutos cuchilá
Na sombra de um juazêro
Que havia dentro da mata
E firmou as quatro pata
Em riba de um formiguêro.

Já se sabe que a formiga
Cumpre a sua obrigação
Uma com a outra não briga
Veve em perfeita união
Paciente trabaiando
Suas fôia carregando
Um grande inzempro revela
Naquele seu vai e vem
E não mexe com ninguém
Sem ninguém mexê com ela.

Por isto com a chegada
Daquele grande anima
Todas ficaro zangada,
Começaro a se acanha
E fôro se reunindo
Nas perna do boi subindo,
Constantemente a subi,
Mas tão devagar andava
Que no começo não dava
Pra ele nada senti.

Mas porém como a formiga
Em todo canto se soca,
Dos casco até a barriga
Começou a frivioca
E no corpo se espaiando
O zebu foi se zangando
E os casco no chão batia
Ms porém não miorava,
Quanto mais coice ele dava
Mas formiga aparecia.



Com esta formigaria
Tudo picando sem dó,
O lombo do boi ardia
Mais do que na luz do só
E ele zangado as patada,
Mais a força encorporada
O valentão não agüenta,
O zebu não tava bem,
Quando ele matava cem
Chegava mais de quinhenta.

Com a feição de guerrêra
Uma formiga animada
Gritou para as companhêra:
- Vamo minhas camarada
Acabá com o capricho
Deste ingnorante bicho
Com nossa força comum
Defendendo o formiguêro
Nois samo muito miêro
E este zebu é um só.

Tanta formiga chegô
Que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cor
Preta, amarela e vremêa
No boi zebu se espaiando
Cutucando e pinicando
Aqui e ali tinha um móio
E ele com grande fadiga
Pruqué já tinha formiga
Até por dentro dos óio.

Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
O zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiguinha inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Cronta a farta de respeito
Cada um tem seu dereito
Até nas lei naturá.



As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nesta lição
Quando pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu quer dizê
Que é os mandão do pudê,
E estas formiga é o povo.

Entre tapas e beijos – Por: José Nilton Mariano Saraiva

Vejam só o que é capaz de nos propiciar o tabuleiro político, mormente quando relações internacionais estão em evidencia: sabe-se que, semanas atrás, Barack Obama, o jovem presidente americano, de próprio punho escrevera e enviara carta ao presidente do Brasil, Lula da Silva, incentivando-o e estimulando-o a investir firmemente nas tratativas objetivando um acordo sobre a produção de urânio, enriquecido para fins pacíficos, por parte do Irã (até mesmo porque o Brasil também pretende fazer o mesmo, num futuro já bem próximo). Intermediando o acordo e até para que houvesse uma testemunha qualificada quando do encontro dos chefes de estado dos dois países, fez-se presente um ministro turco, futuro depositário do mineral iraniano.
Em tempo recorde, o prego foi batido, a ponta virada, o acordo sacramentado (após diuturnas reuniões, olho-no-olho, dos dois presidentes), e a repercussão imediata: jornais, rádios, revistas, televisões e blogs de todo o mundo anunciaram, em primeira chamada, que o Brasil – a bola da vez, por tudo que tem realizado, em várias frentes - houvera conseguido o tão almejado acordo, na base do diálogo, da boa vontade, da compreensão e do respeito mútuos, coisa que as nações desenvolvidas jamais o fizeram usando a força, a intimidação, a forçação de barra.
Foi a “gota d’agua” que fez transbordar o copo, o “cisco” perturbador no olho do gigante ferido. Enciumados, os “xerifes” do mundo (americanos), à frente a fria, antipática e indeglutível secretária-de-estado Hillary Clinton, certamente que instruída pelo “chefe”, botou a boca no mundo tentando descredenciar e desqualificar o feito brasileiro. E para tanto, a fim de mostrar “quem manda e desmanda em quem” na aldeia global, as potencias Rússia, China, França e Inglaterra, que inicialmente haviam aplaudido e tecido loas à iniciativa brasileira, coagidas e obrigadas foram a desdizer o que haviam afirmado, mesmo que para isso tenham recebido (evidentemente que por baixo dos panos), mimos e favores outros.
Assim, a tendência é que os termos do acordo firmado entre Brasil e Irã (com intermediação da Turquia), sejam vergonhosa e solenemente ignorados, ao tempo em que já se anunciam novas e pesadíssimas sanções contra o regime dos “rebeldes aiatolás” iranianos. A razão disso tudo ??? Memorizem, recortem, guardem e nos cobrem depois: o longínquo Irã, mais cedo ou mais tarde, receberá a indesejável visita-surpresa do monumental poderio bélico americano, objetivando a tomada e a “posse” das suas fabulosas reservas petrolíferas. Ou não fizeram o mesmo com o Iraque, meses atrás, mesmo que para tanto hajam difundido mentiras deslavadas e executado o seu presidente, com transmissão ao vivo e a cores, para aterrorizar todo o mundo ???
A se lamentar, aqui na nossa província, a postura de subserviência, de babação, de obediência cega aos ditames americanos, por parte de publicações e “formadores de opinião” (???) devidamente enquadrados, já que orquestradamente defensores da idéia de que devamos nos contentar com a humilhante condição de errante satélite a orbitar passiva e “ad extremum” ao redor do astro rei, primeiro e único – a nação americana.
É o tal do “complexo de vira-latas”, preconizado há décadas por Nelson Rodrigues, um dos ícones da nossa literatura, que a essa altura deve está a remexer-se ensandecido no túmulo, contemplando a facilidade com que Barack Obama bate e assopra, cultua e renega, agride e beija.

Para os cancerianos...


Junho é mês de mudanças importantes para os cancerianos. O cenário astral traz decisões inadiáveis que terão de ser tomadas na primeira quinzena. Alguns cancerianos terão um estalo mental perceberão que basta ocupar um espaço vazio para iniciar algo estimulante e, ao mesmo tempo, prestigioso. Isso pode se refletir na maneira como lida com a vida privada e com seus compromissos externos, profissionais ou sociais. Para cada canceriano, haverá uma maneira particular de manifestar essa ruptura com o passado e a abertura para algo novo. Trata-se de agir e não mais de pensar em se mexer.

Trata-se de uma mudança ampla, talvez sem precedentes para a maioria dos cancerianos, já que é fruto de uma somatória de fatores rara de se encontrar. Em linguagem astrológica, é a conjunção entre os planetas Júpiter e Urano no signo de Áries que se torna tecnicamente ativa no dia 8 de junho e que indica essas verdadeiras mudanças de visão de mundo, ambição, direcionamento e até sentido e propósito. Por isso, não é possível dizer em detalhes como cada canceriano irá manifestar essa tremenda oportunidade de mudar.

Esse processo não se dará apenas em um mês, mas se inicia agora e ganha fôlego nos próximos meses, incluindo quase todo o ano de 2011. Dá para saber o que pode estar incluído nessa mudança, o que pode detonar ou contribuir para isso. Alterações no mundo social e profissional serão determinantes, em alguns casos. Para outros cancerianos, a mudança pode vir indiretamente, como um efeito de mudanças e ajustamentos de seu parceiro, cônjuge etc.

O mais importante durante todo este longo período que começa em junho é saber que você está indo rumo a um estado de mais liberdade e assumindo quem você é hoje em dia, quais são suas necessidades prementes, suas metas atuais, algumas radicalmente diversas de tudo o que você já expressou em outros momentos de sua vida. Essa consciência e coragem virão mais fortes após a entrada do Sol em Câncer, em 21 de junho.

Além disso, você também estará mais sensível para captar o que é importante de verdade em seu presente. A imagem que você passa para as pessoas pode ficar abalada, mas seu coração estará livre e tranqüilo. Afinal, isso importa muito. Nos dias próximos ao eclipse lunar em Capricórnio, terá chegado o momento de se despedir de um passado – talvez de pessoas que não queiram ou não possam seguir ao seu lado daqui em diante.

Esteja preparado para grandes percepções e fortes pressões contrárias. Mas elas chegam nos próximos meses, não em junho.

Saúde
Ponto delicado do cenário astral deste mês, saúde requer cuidados com excesso de trabalho e nervosismo. Não vai dar para você abraçar o mundo, entenda isso. Um toque de relaxamento diário fará muito por você a cada dia deste mês. Aproveite para relaxar também durante os jogos da Copa. Um eclipse lunar em seu signo, que ocorre em 26 de junho, denota sensibilidade orgânica; cerque-se de apoio e amparo nesses dias e evite situações de solidão e estresse que possa abalar sua saúde.

Amor
Vênus em seu signo até 15 de junho torna seu encanto ainda mais atraente e cativante. O que é ótimo para quem estiver afim de estreitar relacionamentos, atraindo pela empatia e simpatia. Seu poder de se sintonizar com as necessidades das pessoas queridas será essencial, mas tome cuidado com enganos e distorções de que pode ser vitima nos dias 11 a 14 de junho.

Os cancerianos solitários estarão atraentes, mas sem muita chance de estabilizar a vida afetiva por conta de eventos em outras áreas. No entanto, um amor do passado pode voltar com tudo e mexer com sua cabeça na primeira quinzena.

Como você quer mais da vida do que experimentou até hoje, essa vontade também se manifesta no amor e na vida social. Tenha cuidado para não tomar decisões muito entusiasmadas, mas altamente voláteis na primeira quinzena. Algumas paixões podem ser fogo de palha e, se você não está comprometido, o peso dela vai ser diferente do que se tiver que desmantelar toda uma estrutura anterior. No entanto, há que pesar a profundidade e a responsabilidade dos compromissos assumidos, algo que você fará superbem entre 10 e 18 de junho.

Festas e eventos com amigos são as boas pedidas para os dias 15 a 18 de junho, quando você estará mais sociável e cheio de ideias boas para armar programas interessantes com seus queridos. Apesar deste ser um período em que a companhia das pessoas conhecidas é mais indicada, nada impede que você conheça gente nova. Apenas reforce a convivência com as pessoas conhecidas, pois será mais gostoso estar com elas.

Na segunda quinzena, é possível tomar direções mais firmes no campo afetivo. Vênus em Leão e Marte em Virgem acentuam o lado sensual da sua natureza romântica. Você quer que o amor faça seus olhos brilharem e parece que é isso que vai acontecer na segunda e terceira semanas.

Casamento e vida afetiva reconfortante são temas em destaque no fim de junho. Um passo mais decisivo - e que vai modificar sua vida de um modo positivo - pode ser tomado em junho. Será preciso dizer adeus ao conhecido, porém. Mesmo que você seja alguém que prefere o familiar e o conhecido, tenha coragem. Isso se aplica mais aos cancerianos nascidos no comecinho do signo, mas todos estarão sensíveis às vibrações libertadoras de Urano.

Finanças
Parece que você está acordando para novas realidades? Pode ser que essa seja a melhor tradução de algo que o mobilizará nos próximos meses – muitos atrativos novos chegam na área profissional em junho. O cenário astral dinamiza suas ambições em larga escala. Agora, você verá além de uma promoção. Pode aspirar novas honrarias advindas de uma responsabilidade de destaque, pioneira e original. Disso vai depender sua capacidade de ser criativo e apresentar algo realmente novo. Assim, e somente assim, poderá conquistar um lugar ao Sol mais expressivo; a atenção dos seus chefes e superiores também será estratégica para isso se efetivar. Pode ser um processo longo, mas ele começa agora.

Tanto no âmbito profissional quanto social, pode receber um convite ou ficar tentado a iniciar uma nova carreira na primeira quinzena. Se tiver nascido nos primeiros dias deste signo, a tendência para reformular a carreira e a vida profissional é mais forte ainda.

Vênus em Leão anima a cena financeira de 15 a 26 de junho, quando você poderá receber prêmios, ganhar concursos, obter uma preferência rara, ser convidado para ocupar uma posição de prestígio. Tudo se encaminhando conforme seus valores. No mínimo, peça aumentos e terá pelo menos mais chance de ser levado a sério nesse período.

Se você conta com ajuda e sorte no campo financeiro, também há pendências para resolver na última semana. Mercúrio em seu signo a partir de 16 de junho pede atenção e cuidado para não se envolver em gastos por pressão de outras pessoas. Especialmente entre 27 e 28 de junho, será melhor evitar transações financeiras com quem você não conhece bem


Fonte: UOL
http://horoscopo.uol.com.br/mensais/cancer/horoscopo-de-junho-de-2010.jhtm


Elmano Rodrigues disse :


Quando ouvia Normando falar no Lupeu, sentia uma sonoridade mágica em sua voz.
Como é importante essa virtuosidade no tratamento das relações de querência e amizade.
Socorro, Geraldo Urano, Salatiel, Lupeu, Bola, Carlos Rafael,Nico, Jackie,Fernando e quantos e quantos outros grandes mestres e divas, que flutuavam em um mundo, onde o ser humano era a estrela maior.
E eu respondo :
Normando nunca sairá da gente. Ele como ser humano era uma grande estrela, e continua sendo !
Muito bom esse contato virtualmente real ,conosco , Elmano !
Abraços meus e do Cariricaturas