Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A poesia de Geraldo Urano

áfrica na minha cabeça
áfrica na tua cabeça
áfrica nos cabelos do brasil
na nossa cabeça de brasil
áfrica nos lábios teus
no meu nariz
áfrica para me coraçãnizar
me coraçãnizar
áfrica
meu coração
meu coração
áfrica
------------------------------------------
azul cobalto
do céu de teerã do meu terraço
nada que faço é muito
mas não é nada fácil apagar
a natureza
que dá força ao jatobá
e faz em pleno canto
o pássaro voar

Cyro Monteiro

Cyro Monteiro nasceu no Rio de Janeiro, em 28.5.1913, na Estação do Rocha, sendo o quarto de nove irmãos, todos com nomes começados com "C". Era sobrinho do grande pianista de samba Nonô (Romualdo Peixoto) e tio de Cauby Peixoto. Passou a infância e a juventude em Niterói. Cantava em festas e rodas de amigos. Fazia dueto com seu irmão Careno, inspirados na dupla Sylvio Caldas-Luiz Barbosa. Numa emergência, já que conhecia todo o repertório deles, a pedido do próprio Sylvio, foi substituir Luiz Barbosa num programa da Rádio Educadora. Isso em 1933. Preferiu, porém, voltar a Niterói, não desfazer a dupla com o irmão e não deixar seu ambiente!

No ano seguinte, foi levado para um teste na Rádio Mayrink Veiga. Aprovado, foi escalado para um programa diurno, mas logo subiria para os noturnos, com Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis, Custódio Mesquita, Noel Rosa, Gastão Formenti e outros cartazes. Se Luiz Barbosa marcava o ritmo no chapéu de palha, e Joel de Almeida foi seu seguidor, Cyro descobriu na caixa de fósforo sua característica "instrumental".

Grava seu primeiro disco na Odeon, para o carnaval de 1936, com sambas Vê Se Desguia e Perdoa, sem maior repercussão, mesmo porque o ano foi concorridíssimo. Em 1937, por encomenda, para promoção da festa da Uva de Jundiaí, grava dois discos particulares na R.C.A. Victor. Finalmente, em meados de 1938, grava o samba Se Acaso Você Chegasse (Lupicínio Rodrigues-Felisberto Martins), que abre o caminho para ele e Lupicínio. Era seu primeiro disco na R.C.A. Victor. Cyro tinha voz, ritmo, sabia modular e improvisar. Notável também era sua capacidade de fazer amigos, mercê do seu calor humano e infinita bondade.

"Uma criatura de qualidades tão raras que eu acho deplorável qualquer de seus amigos não se haver dito, num dia de humildade, que gostaria de ser Cyro Monteiro. Pois Cyro, pra lá do cantor e do homem excepcional, é um grande abraço em toda a humanidade. "(Vinícius de Moraes, contracapa de Senhor Samba, Colúmbia Lp. 37.190, 1961).

"Formigão" para os amigos, e "O Cantor das Mil e uma Fãs", para todos os seus admiradores, torcedor do Flamengo, mas um flamenguista de que até os "adversários" gostavam, faleceu no Rio, em 13.7.1973, com 60 anos. Foi sepultado, com grande acompanhamento, no São João Batista, "ao som da marcha do Flamengo, cantada por integrantes da torcida jovem, coberto com a bandeira do clube e da Estação Primeira de Mangueira".

"Um desfalque que a bossa de nenhum outro cantor poderia jamais preencher. (...) O sobrinho de Nonô, de quem Vinícius pedia a bênção, demonstrou, ao longo de toda a sua carreira artística, fidelidade absoluta à espécie de música que abraçou, desde o princípio." (Mário Leônidas Casanova).



Esta biografia foi publicada inicialmente
no site de um dos mais importantes projetos culturais
de preservação de nossa memória, o
Selo Revivendo

João Bosco

Página oficial http://www.joaobosco.com.br

João Bosco de Freitas Mucci, mais conhecido como João Bosco, (Ponte Nova, 13 de julho de 1946) é um cantor, violonista e compositor brasileiro.

Começou a tocar violão aos doze anos, incentivado por uma família repleta de músicos. Alguns anos depois, iniciou a Faculdade de Metalurgia em Ouro Preto. Apesar de não deixar de lado os estudos, dedicava-se sobremaneira à carreira musical, influenciado principalmente por gêneros como jazz e bossa nova e pelo tropicalismo.

A primeira gravação saiu no disco de bolso do jornal O Pasquim: Agnus Dei (1972). No ano seguinte, selou contrato com a gravadora RCA, lançando o primeiro disco, que levava apenas seu nome. Em 1967 conheceu Vinicius de Moraes, com o qual compôs as seguintes canções: rosa-dos-ventos, Samba do Pouso e O mergulhador - dentre outras.

Em 1970 conheceu aquele que viria a ser o mais freqüente parceiro, com quem compôs mais de uma centena de canções: Aldir Blanc, O mestre sala dos mares, O bêbado e a equilibrista, Bala com bala, Kid cavaquinho, Caça à raposa, Falso brilhante, O rancho da goiabada, De frente pro crime, Fantasia, Bodas de prata, Latin Lover, O ronco da cuíca, Corsário, dentre muitas outras.

Em 1972 conheceu Elis Regina, que gravou uma parceria sua com Blanc: Bala com Bala; a carreira deslanchou quando da interpretação da cantora para o bolero Dois pra lá, dois pra cá.

É torcedor do Clube de Regatas Flamengo.

João Bosco é um dos mais rebuscados violonistas da MPB com arranjos complexos e execuções magistrais

CLIQUE - Por Edilma Rocha






Esculturas com cascas do Crato !

Um trabalho extraordinário da artista plástica Sônia Lessa Norões.

Amostra da Exposição, Dia 22.07.2010, no Teatro Raquel de Queiroz , abrilhantando a noite de lançamento do livro "Poeiras na Réstia" do escritor cratense Everardo Norões.
Como parte da programação , lembramos a participação especial do músico e compositor Dihelson Mendonça, num recital de piano.

Vejam as imagens !






Esperamos a presença de todos !


Cariricaturas, agradece !

FORA DO SEU REINO - Por Edilma Rocha

Era uma princesa rodeada de cuidados e paparicos pelos irmãos e frequentava a pequena praça aos domingos de braços dados com as amigas. Aquela vidinha era tudo de bom no seu pequeno mundo que continha a cidade, a praça, os cinemas, os clubes, a escola, a família e os amigos. Ela tinha por lá o seu valor e se orgulhava disso. Desfilava com desenvoltura, jogava futebol de salão, nadava nos torneios da AABB e Ténis Clube, organizava eventos e era sempre requisitada para alguma coisa difenciada. Mas no seu íntimo queria ir em busca de um sonho, de uma carreira e de um espaço maior que desenvolvesse a energia e o potencial que sabia possuir. E chegou a hora de deixar para trás o conforto e os cuidados da família para caminhar com suas próprias pernas. O seu sonho dependia de um longo caminho que se fez em 3 dias e 3 noites a percorrer muitas estradas passando rapidamente por alguns Estados.
A cidade maravilhosa estava ali cheia de belezas naturais a se oferecer como um desafio assustador. Seria só, pela primeira vez na vida e não teria mais a protecção de que era acostumada. No pensionato das irmãs Carmelitanas o seu quarto não era exclusivo com móveis estufados em vermelho e dourados e sim uma cama comum entre outras com um pequeno armário que não coube tantos vestidos e sapatos da sua bagagem. Tinha horário para tudo e até passar e lavar suas próprias roupas, havia terminado o tempo das mordomias, mas precisava fazer valer todos os sacrifícios por um ideal. Ser uma artista. Morava em Niteroi e todos os dias da semana atravessava a Baía da Guanabara para conviver no Rio de Janeiro com os artistas e intelectuais da Sociedade Brasileira de Belas Artes. Aulas de desenho, pintura à óleo e aquarela, história e a minuciosa restauração das obras de arte. E o tempo seguiu seu curso de aprendizado e diplomas exibidos com orgulho. Foi aos poucos fazendo amigos, visitando exposições e encontrando o seu espaço por ali.
Sempre que retornava em férias, somente uma vez no ano, reencontrava o azul da Chapada do Araripe que protegia o Vale do Cariri contendo seus maiores tesouros, a família, os amigos e a pequena cidade do interior. Foi aos poucos dando por falta de muitos amigos que também seguiram por um tempo o caminho do futuro como ela, mas que certamente um dia voltariam. A princesa se tornou mulher, vaidosa e cheia de truques para realçar a pouca beleza que possuía e o tempo em que viveu na Cidade Maravilhosa já se revelava nas roupas, cabelos, maqueagem numa bossa carioca, mas se orgulhava de ser cearense e era admirada por isso. A vida lhe ensinou o valor das coisas mais simples como uma praça guardada na lembrança que ficou no tempo, mas que tinha a certeza que ao voltar estaria sempre ali a lhe esperar como um carinho materno.
Esta é mais uma historia comum vivida por uma jovem em busca de um ideal igual a tantas outras dos seus conterrâneos da terra querida que um dia se foram para depois voltar. Voltar para a Chapada, a cidade, a família e os amigos... A princesa foi gata borralheira na luta para viver o seu ideal as custas de muito sacrifício, mas soube ganhar medalhas e troféus no seu palácio de sonhos... ficou rica de predicados e saberes que levou para sempre mas nunca deixou de ser a filha da terra das tribos Cariris. E em breve há de chegar o momento tão esperado do grande reencontro depois de tantos anos com amigos e professores no lançamento do livro Cariricauras. Este livro repesenta nossas caras e nossas criaturas do Cariri e no seu conteúdo nossas vidas em versos e prosas.

Edilma Rocha

Newton Bastos - por Norma Hauer


NEWTON BASTOS, cantor e compositor nasceu no bairro de São Cristóvão em 12 de julho de 1899 e viveu a maior parte de sua vida curtíssima (faleceu aos 32 anos, em 8 de setembro de 1931) no Estácio, onde se juntou a Ismael Silva, "bamba" do local.
Mas chegou a compor vários sambas, em uma época em que o samba não era bem visto pela sociedade hipócrita de então. O rádio, que passou a ser o grande divulgador da música popular, ainda não divulgava essa espécie de música, e muito menos se fosse de morro.
Quando Roquette Pinto, em1923, fundou a primeira emissora (Rádio Sociedade do Rio de Janeiro) era "para a cultura dos que vivem em nossa Pátria, pelo progresso do Brasil". Assim, obviamente, música de gente do morro não era bem-vinda.

Em 1932, decreto do então Presidente "provisório" Getúlio Vargas (que ficou, "provisoriamente" 15 anos) permitiu que o rádio transmitisse propaganda.
A partir daí ele cresceu.
Mas Newton Bastos já havia falecido.
No final dos anos 20, Francisco Alves conheceu Ismael Silva, do Estácio e fez com ele um contrato estipulando que gravaria músicas de Ismael, se este lhe desse parceria.
Na época foi um bom negócio porque Chico Alves já era um nome famoso e suas gravações faziam sucesso.
Foi assim que NEWTON BASTOS e Ismael Silva compuseram o samba "Se Você Jurar", gravado por Mário Reis e Francisco Alves, constando do selo o nome de Chico também como compositor. Em seguida gravaram, no mesmo sistema, "O Que será de Mim", composição somente de NEWTON BASTOS, mas que consta o nome dos três . Na mesma época Mário Reis gravou "O Destino Deus é quem dá".

Interessante foi uma música, também citada como dos três, em que o final da segunda estrofe tinha um verso assim:
"se não eu acabo dando p'ra gritar na rua..
.Oh, eu quero uma mulher bem nua."
Chico apresentou esse samba na Rádio Sociedade e foi ouvido por Roquette`Pinto, que, por telefone, mandou que a emissora fosse retirada do ar e chamou Francisco Alves dizendo-lhe:
"Seu Chico, o senhor quer uma mulher nua, eu também quero, só que o rádio não é lugar para isso".
Mas a música foi gravada com esse final.

Era criança quando meu pai adquiriu esse disco e o colocava em nossa vitrola.
Eu achava tão esquisito ele dizer que queria uma mulher bem nua, naquela época em que tudo era tabu.
O mais intrigante é que anos depois, após o falecimento de Chico Alves (em 27 de setembro de 1952), Mário Reis regravou o samba com a seguinte modificação:
"se não eu acabo dando p'ra gritar na rua :
Oh,eu quero só ficar na sua".

Mais tarde ainda, parece que nos anos 70, o próprio Ismael regravou o samba, misturando as 2ª e 3ª estrofes e terminou assim
"por falares tanto, a polícia quer saber...
Oh, que eu dou meu dinheiro todo a você."

Versos finais da última estrofe
.
Que é gozado, é.

No final dos anos 20 era cantado com a "mulher nua"; nos anos 70, de mais liberdade, o próprio co-autor "enterrou" a mulher nua, misturando os finais de duas estrofes.
Será que Freud explica?

Saudades do Matão - por Norma Hauer


RAUL TORRES nasceu em Botucartu em 11 de julho de 1906 e faleceu em São Paulo no dia 12 de julho de 1970, exatamente com 64 anos.

Inciou sua vida artística ainda nos anos 20, seguindo o estilo dos "Turunas da Mauricéia", grupo de música nordestina, do qual Augusto Calheiros era um dos fundadores.

Exercendo atividades nas Rádios Educadora Paulista e Cruzeiro do Sul, passou a compor com vários parceiros, sendo João Pacífico e Florêncio Batista (com quem compôs mais de 100 músicas) os mais presentes.
Além de compositor, cantava suas próprias músicas em programas radiofônicos como na "Série Caipira de Cornélio Pires".

Posteriormente, criou o conjunto "Turunas Paulistas" com quem gravou, de sua autoria, "Sereno Cai", "Sururu no Galinheiro", "Cabocla Teresa" e várias outras.

Uma de suas composições, "Saudades do Matão", foi gravada por Carlos Galhardo.
Na etiqueta do respectivo disco consta como autores Raul Torres e Jorge Galatti. Esse fato causou uma polêmica nunca bem esclarecida; isso porque Antenógenes Silva, compositor e acordeonista, afirmou que essa música era de sua autoria e que ele a compusera em 1920, apresentando-a, ao acordeão (sem letra) em espetáculos da época.
Na gravação de Galhardo aparece o nome de Jorge Galatti ( desconhecido) e não o de Antenógenes. Isso era comum: compositores ouviam determinada música, e, passado algum tempo, a apresentavam como de sua autoria. Chegavam, mesmo a dizer:"música é como passarinho, está no ar, apanha-se".

Antenógenes ficava aborrecido com o fato de seu nome não constar da etiqueta do disco.

Uma das composições de Raul Torres que mais sucesso obteve foi "Moda da Mula Preta" gravada por Inezita Barroso, Luiz Gonzaga e, por vários outros depois, inclusive Rolando Boldrin.

Raul Torres faleceu no dia seguinte ao de seu aniversário de 64 anos, logo após gravar um LP com o nome de "O Maior Patrimônio da Música Sertaneja".

Suas músicas eram, de fato, sertanejas e não "country".

QUEM SABE...

Quem sabe surgiu de um único olhar
entre um breve sorriso...
Quem sabe por algumas palavras
escritas no guardanapo de um bar...
Quem sabe aconteceu...
quando colados a dançar
sob a luz do luar
um beijo aconteceu
entre você e eu...
Quem sabe o destino
brincou de ilusão...
e me fez levar pelo calor da sua mão.
Quem sabe no céu
entre nuvens de algodão
asa no peito
escalada na subida do avião...
Quem sabe me apaixonei pelo perigo
e me deixei levar por um amor bandido...
Quem sabe um dia
tudo será esquecido...
lembrando apenas o tempo de um amor perdido.
Quem sabe te amo quando estou longe de ti...
Quem sabe te odeio quando estais perto de mim...
Quem sabe...
Autor desconhecido

Do poeta Domingos Barroso


Quando aquele bicho papão
cheio de gracinhas e maldade
tentar te seduzir com tristeza

por vez, espanta o nefasto:
és uma sacerdotisa
e tens força pra isso.

Mas se o bicho danado
ainda permanecer te roendo
a alma

ameaça-o com o dedo em riste
e urra bem forte:
" sou uma sacerdotisa,
não vem!"

Se o maldito fizer pilhéria
a sorrir e te encabular

então não terás outro jeito
senão pegar na minha mão

e juntos disparar um ramalhete
de versos (deixa que os meus
são de pólvora e aço)

enquanto os teus
(como assim deve ser)
de branda serenidade.

Aprende apenas,
minha doce sacerdotisa,
que essas tristezas

que nos abatem a alma
por um ou outro motivo

devem passar
nem que seja na marra.




Do poeta

Festa do cariricaturas ! ( Faltam 10 dias !)


Colaboradores, leitores e amigos , Cariricaturas, convida!

Dia 22.07 - Lançamento do livro " Poeiras na Réstia" de Everardo Norões- às 19 h, no Teatro Raquel de Queiroz.

20h.- Recital do músico Dihelson Mendonça.
Prévia de lançamento do CD "Em busca da Perfeição"

Entrada franca.

Dia 23.07- almoço literário no 4 Estações- a partir das 12 h
(12,00 por pessoa).


Dia 24.07 - festa de lançamento do livro "Cariricaturas em verso e prosa", no Crato Tênis Clube - a partir das 20 h.
(40,00 a mesa)
Últimas unidades.
Confirmem reservas pelo fone : 35232867 ( socorro moreira)



Contamos com a presença de todos!
Coordenadores dos eventos :
Claude, Socorro, Edilma e Emerson

domingo, 11 de julho de 2010

Coisas de avó - por Socorro Moreira

temos a testa em comum
a mania de comer o que não pode
a gula de chupar duas bolas de sorvete

o pique de viver cantando e dançando,
eu perdi...
-ela só está começando!

ainda aproveito, pouco , o tempo
deixo  a oportunidade escapar
perdendo pela terceira vez
a leveza da infância:
a minha, a dele, a dela !

Quero o sorriso das meninas
antes que o meu se perca na terra
e o pó se espalhe na trsiteza
da falta de chuva.

nem demais, nem de menos...
tenho nenhum tempo
e estico o que fazer
pra ganhar sinergia
nas  possíveis alegrias.

Alegria certeira
é olhar Bianca e Sofia,
brincando com as bonecas ...

O dia em que vi o Marechal Lott e não estav ano Crato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Este Cratinho de açúcar, com sabor de buriti, digestão de piqui, sempre foi e ainda continua sendo udenista. Um dos grandes líderes udenistas da cidade foi Ossian Araripe pai do atual prefeito que é do PSDB, que dizem é a revisita da UDN.

A família Alencar, tomando por tradição Dona Bárbara, José Martiniano e Tristão, do qual Ossian é descendente, acho que estaria melhor representada, em Ideologia, pela gestão de um Alexandre Arraes. Que, aliás, era Alencar, getulista e, portanto, muito mais progressista: o sobrinho se tornou uma referência popular no nordeste – Miguel Arraes.

Acontece que a matriz do poder da UDN no Crato estava noutras famílias antigas na cidade, entre as quais: Teles de Quental e Pinheiro. A considerar Dr. Décio e Filemon Teles. Por isso mesmo é que a primeira eleição do PSD na cidade, apenas aconteceu quando nem PSD mais existia: foi com a eleição de Pedro Felício e decorreu da ruptura dentro da família central na UDN.

O primeiro episódio de ruptura, narrado nos blogs daqui por Carlos Esmeraldo, foi quando José Esmeraldo rompeu com a UDN e se tornou uma força política essencial para derrotar eleitoralmente o Dr. Derval Peixoto. O outro episódio, não tão estratégico foi o papel de Expedito Pinheiro na denúncia da manipulação de cédulas eleitorais.

Uma das surras clássicas do PSD para a UDN, aqui na cidade, foi na campanha presidencial quando se elegeu Jânio Quadros. Isso foi maior, pois foi a primeira e única vez em que a UDN chegou, pelo voto, perto do palácio presidencial. Das outras vezes ela tentou, mas, por golpes políticos.

O derrotado foi o Marechal Henrique Dufles Baptista Teixeira Lott grande vulto das Forças Armadas brasileiras. Independente, nacionalista, não se subordinava a Washington como boa parte dos seus colegas e tampouco tinha aversão ao processo democrático. Ao contrário. Impediu em 11 de novembro de 1955 um golpe dos “patriotas” contra a legalidade.

Nas eleições dois símbolos marcaram a campanha: a vassoura (para varrer a corrupção em Brasília) e a espada (da legalidade). Uma vez o Marechal estava em campanha no interior de Minas, num automóvel do aeroporto para o centro da cidade quando um eleitor de Jânio enfiou uma vassoura dentro do carro, pela janela e tentou atingi-lo. Lott mandou o carro parar e saiu no meio das facções em disputa, foi até o sujeito, tomou-lhe a vassoura, jogou-a no chão e disse com o dedo em riste: –“O senhor pode votar em quem quiser, é um direito que eu assegurei quando garanti a posse do presidente Juscelino. Mas o senhor respeite a mim e a democracia. Proceda como homem de caráter”. Voltou ao automóvel sob aplausos dos seus e silêncio dos udenistas. Jânio perdeu as eleições nessa cidade.

Logo que vim morar no Rio de Janeiro, vinha andando pela Rua Constante Ramos em Copacabana, quando na esquina da Nossa Senhora de Copacabana, cruzei com o Marechal Lott, já velhinho, ele e a esposa, andando no anonimato, vindo de uma igreja perto. Era um dia de domingo. E imediatamente não me lembrei daquela campanha que vivera menino ainda no Crato.

Lembrei-me do avô ferido em seus brios. De saber que o neto havia sido preso ilegalmente pelos cães da ditadura no período mais cruel dela, entre 1969 e 1970. Que o neto tinha sido torturado num quartel do seu exército até os limites da vida. Ele vestiu seu uniforme, armou-se, foi até o comandante e, consta, que disparou sua dignidade sobre o autor das torturas.

Tarcisio Pinheiro - José do Vale PInheiro Feitosa

Das coisas que não gosto de fazer, apenas dizem de mim. Nada tem com quem goste. Pois o que eu gosto não tem escala de valor alguma. Apenas uma referência pessoal que se construiu por muitos motivos.

Por isso vou fazer uma coisa que não gosto. Falar de alguém só por que tenha parentesco comigo. Mas o faço por um motivo secundário: quando ele saiu do Crato para fazer faculdade eu era muito novo para lembrar-me dele. Quando retornou, era minha vez de sair.

Mas ele o tinha por uma curiosidade, mesmo naqueles tempos idos, uma singularidade: minha mãe e o pai dele eram primos carnais. O que vem a ser isso? O pai da minha mãe era irmão do pai dele e assim como as respectivas esposas eram igualmente irmãs. Joaquim e Hermógenes por um lado e Amélia e Raimunda pelo outro.

Gisélia Pinheiro, minha mãe e Expedito Pinheiro, pai de Tarcísio Pinheiro eram primos carnais. E vi Tarcísio sempre de passagem em raras visitas. Era muito presente na memória da casa do meu Pai e da Maria do Carmo Feitosa, minha madrasta e mãe dos irmãos caçulas que me dão uma sensação de juventude prolongada.

O motivo principal para falar de Tarcísio Pinheiro é que Maria do Carmo estava procurando algo transcendental para agradecer a Tarcísio pelo que ele foi, em carisma, tolerância e, sobretudo, adivinhação para ela. Tarcísio Pinheiro tinha uma coisa essencial em ser médico ou profissional de saúde de um modo em geral.

Este essencial é gostar de gente. Se preocupar com a pessoa e está sempre ao seu lado quando uma das maiores angústia peal qua se pode passar acontece que é a doença. Por isso este é o dom essencial ao médico, gostar de gente, saber falar com o corpo dela e seu psiquismo individual. Antecipar-se, ou mesmo, atalhar forças que podem piorar a situação de qualquer pessoa.

Sabe quando alguém se encontra perdido? A palavra diz tudo: não encontra seu destino e nem a si. E quando no meio daquele ermo, aparecia Tarcísio Pinheiro, com seu gesto humilde, sua voz doce, mas de comando, convicta, contundente, dirigia alguém ao rumo delas mesmas.

Tarcísio Pinheiro deve ter tido desafetos, um colega que sentiu algo com a prática dele. Uma paciente que não avaliou a verdadeira dimensão do seu empenho. Mas isso eu só especulo por que reconheço Tarcísio na espécie humana e todos os humanos têm seus contraditórios.

A rigor nos raros momentos em que estive com Tarcísio, pude sentir aquele espelho suave da lâmina de água de um açude após as três horas da tarde. Querendo defini-lo com mais precisão vou direto ao que conheço: era o reverso da personalidade exuberante e barulhenta de Expedito Pinheiro.

Tarcísio Pinheiro nem precisa de averiguação para ultrapassar o umbral das pessoas queridas. Ele já nasceu com seu ingresso no umbigo.

As portas do abismo - Emerson Monteiro

O ser humano vive para responder a desafios, sendo esses ainda mais variados nos dias atuais, desde doenças transmitidas nas relações íntimas até as desigualdades sociais expressas nos da violência urbana que predomina, sobretudo nas cidades maiores, sem no entanto isentar dos crimes bárbaros as menores comunidades, em sua grande parte originados da falta de formação moral, do índice de agressividade crescente dos tempos ditos modernos e da utilização indiscriminada de substâncias bloqueadoras das funções da racionalidade.
Neste ponto histórico da nossa espécie, os exageros se apresentam com tamanha dominação que muitos se deixam abandonar sob o impacto desses desafios, quais meros escravos das avassaladoras ondas de uma destruição perversa.
O senso crítico bem que pode prevenir a vacilação comprometedora. Já partir da infância, os jovens devem dispor de estrutura para superar o sugadouro em que se transformou a cultura de massa, tendo ao comando a televisão, espécie de tóxico permissivo, de poderes inimagináveis, máquina do desequilíbrio, outro tipo de droga, quase sempre usada de modo equivocado para vender sensacionalismo, tolerada acima de qualquer avaliação prévia.
Assim, dizíamos, os jovens têm de descobrir desde cedo como criar firmeza para atravessar a longa jornada no planeta, independente da opinião de terceiros, pois a vida é, na verdade, uma missão individual, fora do juízo dos outros, considerando-se a saúde mental como a peça chave do equilíbrio naquilo que iremos cumprir no rumo da felicidade perene.
Quando detêm consciência do que fazem, os moços procuram agir com superioridade em relação a todos esses fatores adversos. Põem-se a par do valor das coisas simples, dentre elas a lucidez, construindo em si um sonho novo no coração, dentro da realização futura, a esperança dos tempos.
O jovem de hoje nem sempre possui condições de vencer o mar tormentoso da droga, porém deve fazê-lo, custe o que custar de sacrifício das vaidades e afoiteza, em nome de sua própria sobrevivência, porque traz consigo a semente do amor e da paz, respostas plenas de renovação de nossa espécie.
Avalie com carinho essa perspectiva: mantenha sua sobriedade no decorre da vida e verá como as reservas serão suficientes para vencer a todos os desafios. Só então perceberá o quanto há de sapiência nos mistérios da Natureza.

Mensagem enviada por Nívia Uchôa

  1. Grandes atrações da Expocrato estarão no Palco Sonoro URCA/BNB

Começa nesta segunda-feira e prossegue até sábado o Palco dos Artistas do Cariri na Expocrato. Alguns artistas chamam de Palco da Resistência por ser um dos poucos espaços que eles tem para se apresentarem.

O Palco Sonoro da Universidade Regional do Cariri – URCA e do Banco do Nordeste trarão mais de 20 atrações musicais e teatrais. O Palco é um dos poucos espaços destinados aos artistas regionais numa das mais antigas e maiores festas do interior do Estado.

Esse ano a reitoria da Universidade teve que recorrer a Comissão Gestora da Expocrato para pedir autorização na realização do palco. Tendo em vista que a Comissão tinha proibido o uso de aparelhos sonoros em algumas partes do Parque de Exposição.

A intenção do Palco é garantir não só a participação dos artistas regionais, mas a diversidade e a pluralidade musical do Cariri. Com o tema “A tradução contemporânea de nossas tradições” será apresentado no Palco Sonoro: música instrumental, forró pé-de-serra, hip-hop, jazz, reggae, pop-rock, maracatu e outras sonoridades e misturas musicais.

O Palco é uma realização da Universidade Regional do Cariri, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico Cultural Martins Filho – IEC e conta com a parceria do Centro Cultural do Banco do Nordeste. A produção é da Oca-Officinas de Cultura Artes & produtos derivados e o Coletivo Camaradas.


--
Prof. Alexandre Lucas
(88)9248-5255
(88) 88476946
(88) 99772082

Ampliada a programação festiva do Cariricaturas !

Colaboradores, leitores e amigos , Cariricaturas, convida!

Dia 22.07 - Lançamento do livro " Poeiras na Réstia" de Everardo Norões- às 19 h, no Teatro Raquel de Queiroz (local a ser confirmado).

20h.- Recital do músico Dihelson Mendonça. Entrada franca.

Dia 23.07- almoço literário no 4 Estações- a partir das 12 h
(12,00 por pessoa).


Dia 24.07 - festa de lançamento do livro "Cariricaturas em verso e prosa", no Crato Tênis Clube - a partir das 20 h.
(40,00 a mesa)

Ingressos individuais : 10,00

Contamos com a presença de todos!

é preciso





















é preciso esperar
que as palmeiras sequem
que os outros se levantem
da escada
e os prédios
se cansem de envelhecer

é preciso que
os que passeiam
levantem os olhos
e em pensamento
pelo menos
ergam a mão
até que o façam
de fato

e a tragédia
não triunfe todo dia
como tem feito
diante das portas
da casa de orações


Foto: Chagas. Homem sentado na porta da Catedral da Sé em São Paulo. Jan. 2010.

Nosso amigo, Dr. Tarcíso Pinheiro.

Agradeço a Deus por todos os dias da minha vida, principalmente pelos mais difíceis. É minha a vida. Ele deu-ma.São uma benção os sentidos. O mínimo que devemos fazer é dar sentido também ao coração, maestro da alma, e bater no peito, dizer que esta bomba de sangue sempre identificou você, Tarciso, como a um bom amigo, colega exemplar, esposo apaixonado e pai bondoso. Filho e irmão querido, homem reto, urbano, amigo disputado por todos. Somos gratos por você em nossas vidas tal e qual um sol, uma lua, as estações e as mais lindas canções já concebidas. Creia, meu caro, que Deus se ocupa agora somente de você. Afinal, é no sofrimento que atingimos a excelência e vencemos o medo. Obrigado. Vamos procurar um rio ainda sem nome e batizá-lo com o seu, e iremos identificar seus olhos nas estrelas.

Nota de falecimento

Com pesar,  notificamos o falecimento de Dr. Tarciso Pinheiro.

Abraços  solidários aos seus familiares e amigos.

Outros Tambores

Amor dos meus sonhos
quero dançar esta música
contigo

os olhos fechados
ouvindo o rádio.

Rodopio,
invento passos
e dá certo.

Tu tens vergonha
e ficas filmando
meu jeito malandro
e místico

de flertar aquela música
da mocidade.

Amor dos meus delírios
vem logo dançar comigo
todo este meu arroubo

enquanto o mundo é quimera
e os meus pulmões não ardem.

Vê que agora pulo
sobre o vento

e o meu jeans estica
e a minha camisa branca se agita.

Vem, amor dos meus espasmos
aproveitar este milagre

pois tudo que toca no rádio
é a nossa canção.

Dia 30 de Julho, Show Musical

De “ídolo” a “monstro” - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Não deveria constituir-se nenhuma surpresa para o mortal-comum o desabafo, por parte de um dos seus protagonistas, da existência no promíscuo meio futebolístico de verdadeiras orgias em ambientes privados, onde rola à vontade e em profusão o álcool, a droga, o sexo e, enfim, a devassidão.
Desprovidos de educação formal, analfabetos de pai e mãe a ponto da maioria apenas “ferrar” o nome com dificuldade, normalmente pra lá de complexados em razão da origem humilde e vida paupérrima que vivenciaram num passado que teima em se fazer sempre presente e incomodar, a maioria dos nossos jogadores de futebol (especialmente dos grandes times) não tem a estrutura psicológica para a abrupta metamorfose comportamental e do padrão de vida.
Com uma rechonchuda conta bancária abastecida preferencialmente de dólares ou euros, cercados das mil facilidades propiciadas por neo-amigos que lhes prometem irrestrita e canina fidelidade e – aqui é onde mora o perigo - implacavelmente cercados, assediados e perseguidos pelas plantonistas “marias-chuteiras” da vida (normalmente garotas de programa bem nutridas, interesseiras e... bandoleiras), os “heróis” de uma mídia corrupta (que lhes insuflam o ego) findam por sucumbir ao cerco. E aí, haja excessos.
Quem não lembra que o jogador Ronaldo Nazário “ficou” apenas uma única e solitária noite com a enjoada (e então conhecida como “rainha das embaixadinhas”), Milene Domingues que, esperta e providencialmente, tratou de “se garantir” ao engravidar, botar a boca no trombone e exigir seus “direitos” ??? Hoje, a ex-suburbana “senhora Nazário” se dá ao luxo de escolher os parceiros de programas (inclusive internacionais) e não tem nenhuma preocupação com o futuro, em razão da polpuda pensão alimentícia que recebe, legalmente autorizada pela justiça.
Quem há de esquecer que uma das nossas principais promessas para a Copa do Mundo, Ronaldo Gaúcho, paulatinamente ofuscado pelas luzes do sucesso, entrou em letal e corrosivo processo de decadência técnica e física ao patrocinar e participar de diuturnas e monumentais orgias em terras italianas, literalmente jogando fora a própria carreira (sem que antes, numa de suas estadas no Brasil, tenha experimentado também das agruras do “conto da gravidez”, resultando na obrigação de destinar uma gorda mesada mensal para uma daquelas vistosas dançarinas do Faustão, presumivelmente mãe de um seu filho).
Quem não recorda que o jogador Adriano (assim como no passado o fora o ídolo argentino Diego Maradona) foi literalmente “escorraçado” da Itália, em razão da sua incursão no sempre perigoso mundo das drogas pesadas e que, em chegando ao Brasil pra “viver a vida”, foi paparicado e convencido por dirigentes do Flamengo a “retomar a carreira” no clube, onde pintou e bordou, fez e desfez, casou e batizou (impunemente), já que continuou com a mesma vida desregrada e mafiosa, agora com contemporâneos de infância da favela onde nasceu, sem que os seus “padrinhos” tivessem moral pra tomar qualquer atitude.
A bola da vez, no momento, coincidentemente também ídolo da torcida do Flamengo, é o jogador Bruno Fernandes de Souza que, enrascado até a medula no “desaparecimento” da ex-amante Eliza Samudio, recusa-se a admitir ter participado ou se achar envolvido no seu seqüestro, prisão e morte, embora todas as evidências apontem nessa direção (e como são fortes e contundentes tais suposições).
O diferencial, aqui, é que o crime deixou evidentes pistas e acusações formais (inclusive um vídeo gravado pela própria), e foi executado com requintes de tremenda crueldade e hediondez, tudo levando a crer ter sido planejado e perpetrado por experientes e reconhecidos marginais (contratados e pagos pelo jogador), em razão, principalmente, do assédio para assumir uma indesejada paternidade extraconjugal (com o conseqüente pagamento da pensão respectiva).
Democrático por natureza e praticando onde haja um terreno baldio qualquer, acessível às pessoas de diferenciados segmentos sociais, o futebol constitui-se no sonhado passaporte condutor da fama, prestígio e independência financeira, especialmente para aqueles que, por falta de oportunidade ou por não quererem mesmo nada com a vida, em termos de estudo, educação e conhecimento, mas que possuidores do dom ou “talento” no trato da bola, nele desembarcam.
Uns, mais expeditos, souberam aproveitar o cavalo selado à sua porta, o montaram e seguem em frente, firmes e fortes, já que sem maiores preocupações futuras em relação ao vil metal; outros, atabalhoadamente, meteram os pés pelas mãos, se deixaram possuir pela soberba e arrogância, se danaram a praticar as mais estapafúrdias tolices e tendem a voltar ao limbo, à sarjeta, às origens marginais.
No caso do relativamente jovem e arrogante Bruno (26 anos), que em pleno clímax do imbróglio (aparentemente sem se dá conta da dimensão da monstruosidade em que se meteu) revelou seu sonho de envergar a jaqueta da seleção nacional bem como transferir-se para um grande clube do exterior (e até que tinha certo potencial), as perspectivas são as mais sombrias e apavorantes possíveis: 40 anos de reclusão e uma troca inusitada e não lá muito honrosa do gol do Flamengo pelo do esquadrão Bangu II, nos subúrbios cariocas.
Como, entretanto, há males que vêm para o bem, pode ser que num ambiente recluso, propício à reflexão e meditação, amazonicamente distante das massas que o ovacionavam a plenos pulmões nos mais diversos estádios do Brasil, o “evangélico” Bruno (e como tem “evangélico” no meio futebolístico) tenha bastante tempo para refletir sobre a apocalíptica reviravolta em sua vida, quando de “ídolo” transmutou-se à condição de “monstro”, num abrir e fechar d’olhos.
Estará preparado para isso ??? Difícil acreditar.

CLIQUE - Por Edilma Rocha


Tito Madi


Chauki Maddi, de nome artístico Tito Madi (Pirajuí, 12 de julho de 1929) foi um cantor e compositor brasileiro descendente de libaneses, seu pai e irmãos eram músicos e tocavam violão, alaúde e bandolim. Essa influência fez com que aos dez anos Tito já cantasse em festas da escola.

Nascido em Pirajuí, região Noroeste do Estado de São Paulo, é o filho mais ilustre do município, do qual recebe constantes homenagens e ainda é colunista no semanário local, O Alfinete.

Sua fase de compositor começou no final da década de 40. Dedicava-se, também, a organizar shows e eventos. Em 1952 mudou-se para São Paulo, indo trabalhar em rádio e televisão, onde permaneceu até 1954, quando veio para o Rio de Janeiro.

No Rio continuou compondo e cantando em boates e rádios. Em 1957 teve, finalmente, seu trabalho reconhecido: "Chove lá fora" seu grande sucesso, foi gravado em 1957 e lhe rendeu vários prêmios de composição. A música teve uma versão em inglês, com o nome "It's Raining Outside", gravada por Della Reese e The Platters. O conjunto vocal norte-americano gravou outras versões de músicas de Madi. O cantor e compositor passou por diversas gravadoras, lançou discos seus e fez participações especiais, apresentando-se em shows no Brasil e no exterior, principalmente Estados Unidos. Foi um compositor da geração pré-bossa nova, que teve influência sobre o movimento, com sambas-canções de harmonização moderna como "Cansei de Ilusões", "Sonho e Saudade", "Carinho e Amor" e "Não Diga Não". Outros sucessos, "Fracassos de Amor", "Gauchinha Bem Querer", "Balanço Zona Sul".

Vendeu mais de 100 mil cópias e foi destaque na programação das rádios de todo o país. Ganhou os prêmios mais importantes da época, como os troféus Guarani e Chico Viola. Teve músicas gravadas por grandes nomes da MPB. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, há uma rua batizada com o seu nome.

wikipédia

A poesia de Pablo Neruda

Pablo Neruda

Para meu coração teu peito basta,
para que sejas livre, minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que era adormecido na tua alma.
Mora em ti a ilusão de cada dia
e chegas como o aljôfar às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência,
eternamente em fuga como as ondas.
Eu disse que cantavas entre vento
como os pinheiros cantam, e os mastros
Tu és como eles alta e taciturna.
Tens a pronta tristeza de uma viagem.
Acolhedora como um caminho antigo,
povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Despertei e por vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.