Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Hoje - por Aloísio


Hoje

Hoje é o agora, já
Hoje não é futuro
Hoje eu quero viver
Em um lugar seguro

Hoje não é achado
Hoje estamos aí
Hoje não se passa
É viver a vida sim

Hoje não se confunde
Hoje é bom que seja
Hoje está definido
Como uma luz acesa

Hoje é dia de luz
Hoje é tempo presente
Hoje a todos conduz
Unindo todos os entes

Hoje eu quero a rosa (1)
Hoje eu quero o jasmim
Hoje eu quero as flores
Plantadas no meu jardim

Hoje falo das flores
Hoje eu falo do pomar
Hoje para colher os frutos
Ontem foi preciso plantar

Hoje é isso ou é aquilo
Hoje você que confirme
Hoje é véspera do futuro
Vá em frente, seja firme.

(1) “A Noite do Meu Bem” (Dolores Duran)
Foto: Aloísio

Recado Musical - Pérola da MPB




A Coisa Mais Linda Que Existe
Gal Costa
Composição: Gilberto Gil/ Torquato Neto

Coisa linda nesse mundo
É sair por um segundo
E te encontrar por aí
E ficar sem compromisso
Pra fazer festa ou comício
Com você perto de mim

Na cidade em que me perco
Na praça em que me resolvo
Na noite da noite escura
É lindo ter junto ao corpo
Ternura de um corpo manso
Na noite da noite escura

A coisa mais linda que existe
É ter você perto de mim
A coisa mais linda que existe
É ter você perto de mim

O apartamento, o jornal
O pensamento, a navalha
A sorte que o vento espalha
Essa alegria, o perigo
Eu quero tudo contigo
Com você perto de mim


Quem diz anonimato, balbucia nomes - José do Vale Pinheiro Feitosa

Uma grande cidade é a moradia do anonimato. Os carros como trens intermináveis nas curvas das ruas. Andam tão colocados uns aos outros que nem brecha existe para um simples corpo humano esgueirar-se. Com uma individualidade móvel, sopram veneno pelos canos de escapamento um atrás do outro, mas não existe um início da fila. Todos parecem se encontrar bem no meio dela.

Você cruza pelo outro que é o mais exacerbado outro que jamais se pensou existir. Nem estrangeiro é, parecem-se como elementos das ruas, algo para substantivar as calçadas. E você até reconhece rostos já anteriormente vistos. Não sabe nada sobre ele. Cruza ao seu lado, toma junto a si um cafezinho no balcão do botequim e se estiver atropelado no meio da rua é o mesmo exacerbado outro.

Se o sol domina a cena, não apenas abaixo dele estarão as pessoas. Milhões se enfurnaram, como na idade da pedra, em suas locas de compras, de alimentação, seja para dormir e quem sabe até para fazer sexo e garantir a espécie. Tudo no climatizado ambiente de catacumbas escuras, iluminadas pelo artifício.

A noite não muda a essência das ruas, mas as luzes geradas a milhares de quilômetros iluminam com cores para despertar o desejo difuso de consumir. O desejo da felicidade de prateleira, que tão logo se substitui com o próximo embrulho. As luzes da cidade dizem mais uma vez do anonimato humano.

Chega-se a esta conclusão e o triste panorama parece obturar a luz do olhar. Aí é que o fator humano surpreende, como uma aurora boreal, metamórfica, bruxuleante e plena de pinceladas se diluindo na periferia. O fator humano é incrivelmente mutante, arrasa as estruturas que parecem solidificar conceitos e visões como verdade do último segundo.

Ao dobrar a curva do Calombo, ali na Lagoa Rodrigo de Freitas, a mais perfeita cena de uma identificação especial do homem com história e identidade. Sentado na posição de motorista, esperando alguém, com o carro sobre a calçada. O mundo todo no seu anônimo movimento e ele ali por inteiro.

Com um jornal nas mãos, os braços para fora do carro, tentando achar um ponto mais iluminado daquela área apenumbrada. Busca as histórias de vida nas linhas do jornal.

Humberto Mauro, considerado o Pai do Cinema Brasileiro !



Humberto Mauro (Volta Grande, 30 de abril de 1897 - 5 de novembro de 1983) foi um dos pioneiros do cinema brasileiro. Fez filmes entre 1925 e 1974 sempre com temas brasileiros.

Filho de Gaetano Mauro, imigrante italiano, e de Teresa Duarte, mineira culta e poliglota, ele nasceu na Zona da Mata mineira dois anos depois da histórica sessão cinematográfica promovida pelos irmãos Lumière, em Paris. Quando criança, mudou-se com a família para Cataguases.

Caldeirão das Artes, convida !

Mundo Livre S/A com Devassa amanhã, dia 05/11 na Farra do Amicis!
Caldeirão das Artes

Pegue uma das bandas mais expressivas desde a década de 90, misture com Devassa no preço, caipirinha liberada até as 23 hs e festinha dos designers do Baião Ilustrado. Isto é Farra na Casa Alheia, nesta sexta no Amicis!

Compre seu ingresso antecipado no Amicis e boa diversão!

Antes e depois do show, os mangueboys, Djs Fuser e Guga de Castro sacodem a poeira!

Divulguem e compareçam!




Show Mundo Livre S/A na Farra da Casa Alheia
Data: 05/11 sexta
Horário: a partir das 22h
Local: Buoni Amici's Sport Bar
Endereço: Rua Dragão do Mar, 80 - Praia de Iracema, Fortaleza-CE
Ingressos: R$ 25,00 segundo lote e R$ 30,00 terceiro lote

Essas nossas crianças... - José Nilton Mariano Saraiva

Há quem resista à candura de um pedido infantil ??? Você, que é mãe, literalmente não se “derrete” a fim de atender ao pedido de sua “pixuxutinha” ou do seu “homemzinho” ??? E o paizão-herói, durão que só, madeira de dá em doido, faixa preta no karatê, inflexível em seus conceitos, não será capaz de transformar-se em autentico "super-homem" para satisfazer sua princesinha, mesmo que para tanto seja preciso remover montanhas ou trazer-lhe a Lua, se assim for determinado ??? Claro que sim. E por isso mesmo, não nos importamos em se transformar em autênticos bobocas, simplórias marionetes daquelas frágeis (aparentemente) criaturas.
De olho nesse filão, os marqueteiros de há muito investem no segmento crianças e adolescentes, com o objetivo precípuo de, em "abalando a estrutura" ou “amolecendo” o coração dos “velhos-babacas”, alavancar as vendas de um determinado produto. Quem não lembra, por exemplo, da antológica campanha do “primeiro sutiã”, onde uma "menina-moça" se extasia ante o espelho, provando aquela simplória peça que terá o condão de transformá-la repentinamente numa "mulher-fatal' ??? Resultado ??? Nunca se vendeu tanto sutiã na vida e ainda hoje a empresa fabricante náda em dinheiro.
Pois bem, na campanha presidencial recém-finda, os marqueteiros de um dos lados bolaram uma pequena frase com o condão de carregar uma mensagem sublinear poderosíssima, capaz, sim, de fazer um estrago danado nas hostes adversárias.
Curta... mas abrangente, singela... mas eficiente, aparentemente inocente... mas incisiva e demolidora em sua essência, a mensagem, ou o pedido de uma criança à mãe-eleitora, conseguiu, sim, carrear um caminhão de votos para um dos lados, usando apenas três palavras mágicas: "SERRA NÃO, MAMÃE".
Deu no que deu...nocaute demolidor !!!
Cura pela Natureza

"FAZEI DE VOSSO ALIMENTO O VOSSO REMÉDIO."(Hipócrates)


Tratamento natural da hiperatividade e do DDA
A hiperatividade e o distúrbio de déficit de atenção (DDA) são transtornos mentais muito frequentes nas crianças em idade escolar, atingindo 3% a 5% delas. Para tratá-los de forma natural, siga os passos a seguir.

*
Elimine o açúcar branco da dieta - Muitos estudos sugerem que crianças hiperativas apresentam intolerância à glicose. A tendência à hipoglicemia em crianças hiperativas também apoia os efeitos negativos que o açúcar pode provocar. Alguns estudos de universidades revelam que um café da manhã rico em açúcar e em carboidratos pode acentuar o comportamento hiperativo. Quando se ingeria proteína no café da manhã, a hiperatividade era muito diminuída.
*
Elimine os aditivos alimentares e possíveis alérgenos alimentares - São aditivos alimentares (você encontra esses nomes nos rótulos dos produtos industrializados que seguem as normas vigentes): BHA, BHT, corante vermelho, amarelo, azul e os conservantes. Podemos observar alergia ou intolerância a leite de vaca, chocolate, aromatizante de uva, aromatizante de laranja, cana-de-açúcar, tomate, produtos de trigo, ovos, derivados do leite, nozes, peixe, etc. Os alérgenos alimentares podem causar mudanças de humor, depressão e até alucinações.
*
Elimine sal, refrigerante (altos níveis de fosfato), catchup, mostarda, molho de soja, vinagre de maçã, queijos coloridos, jantares delivery, carnes no lanche, cachorro-quente, carnes defumadas, presunto, trigo, milho, manteiga com corante, margarina, sorvete, doces e perfumes.
*
Não use alimentos com salicilatos: amêndoa, maçã, damasco, cereja, uva-passa, amora, pêssego, ameixa, ameixa seca, tomate, pepino e laranja.
*
Enfatize frutas e vegetais que não estejam na lista de eliminação; cereais, pães, biscoitos que só contenham arroz, aveia ou painço. Faça um quadro de anotações de sintomas todas as semanas com os alimentos consumidos e qualquer reação emocional que possa estar relacionada com aqueles alimentos. Teste e reteste para não culpar alimentos inocentes. O exame de biorressonância testa os 140 alimentos mais frequentemente consumidos, de uma maneira rápida e confiável. Os fosfatos tipicamente encontrados nos refrigerantes foram relacionados com a hiperatividade muscular.


Nutrientes Primários

Suplementos minerais: Crianças com ADD podem apresentar uma série de deficiências minerais. Procure um suplemento bom e potente com base orgânica e minerais quelados.

Cálcio e magnésio: Ajudam a acalmar o sistema nervoso e são vitais para a função cerebral normal. Cento e sessenta e cinco meninos com distúrbios mentais e de aprendizado estavam deficientes em magnésio. Dose sugerida: 1.000mg de cada por dia. Use variedades queladas e procure por citrato de cálcio ou gluconato. O ideal é obter tais minerais na dieta diária.

Ácido gama amino butírico (Gaba): Alguns estudos mostram que o uso de Gaba pode reduzir a hiperatividade e beneficiar crianças com distúrbios de aprendizagem.

Vitamina B6: Uma vitamina extremamente importante para a função mental normal. Indivíduos com dificuldades de aprendizado, esquizofrenia e outros distúrbios mentais frequentemente apresentam deficiência de vitamina B6. Um estudo confirma alguma melhora em indivíduos esquizofrênicos que não respondiam à terapia com drogas psicotrópicas. Dose sugerida: 50 mg em cada refeição. O importante é repor os 45 nutrientes essenciais e retirar os metais tóxicos.

Centella asiática: Pode melhorar a habilidade mental de crianças inaptas, dada sua propriedade antiansiedade. Após a terapia com a centella asiática, 30 crianças que eram consideradas inaptas foram capazes de focar suas tarefas e concentrar-se mais.

Raiz de valeriana: Na Alemanha, essa erva tem sido usada com sucesso para tratar distúrbios do comportamento da infância.

Ácidos graxos ômega-3: Alguns levantamentos mostram que, para algumas crianças com ADD, a suplementação com lipídeos marinhos parece proporcionar alguma melhora. Os mecanismos exatos envolvidos ainda permanecem desconhecidos. O importante é manter uma relação ômega-6 / ômega-3 de 4 para 1. Atualmente a alimentação moderna proporciona elevadas quantidades de ácido linoleico, ômega-6, que é pró-inflamatório e diminui a concentração. O suplemento de óleos marinhos ou mesmo do óleo de linhaça, rico em ácido linoleico, melhora a memória e a concentração em alguns estudos. Ingerir como recomendado e usar um suplemento de vitamina E com óleo de peixe ou óleo de linhaça.

Nutrientes Secundários

Vitamina C com bioflavonoides: Considerada um bom antioxidante, essa vitamina também ajuda a atacar os efeitos do estresse.

Tirosina: Ajuda a aumentar os níveis de dopamina, promovendo uma melhora na "vigilância" mental. Ingerir como recomendado com o estômago vazio e com suco de frutas.


Outras Terapias de Apoio

Terapia para resposta dos pais

Isso impõe que nenhuma atenção seja dada ao comportamento negativo de qualquer tipo e esbanje elogios ao comportamento positivo. Isto requer um ambiente controlado, onde a criança não possa machucar outras crianças ou mesmo a si própria, e necessita de dedicação especial para obter sucesso. Os resultados de programas que utilizam esta forma de terapia são muito promissores.

Terapia com artes

Saídas criativas com pintura a dedo ou escultura podem ser uma grande ajuda para canalizar a energia e encorajar a satisfação pessoal.


Fonte de pesquisa:
http://www.medicinacomplementar.com.br/biblioteca_doencas_defatehiperatividade.asp
Share |

Na sombra da tarde - por Socorro Moreira

Acabo de chegar de uma casa iluminada pela presença da minha mãe. Ela já não faz perguntas, não censura, não questiona. Sua luz  é sua nova escola. Todos arrodeados, em sua volta . Ela escuta com a serenidade de quem já passou por tudo, e está pronta para um tempo que virá... Em breve, ou não sei quando.
Estive com Edilma Saraiva, cansada mais feliz com a repercussão do Salão de Outubro. Disse-me que o número de visitas vem ultrapassando as suas expectativas.Incansável do jeito que é, em breve traçará novos planos, e os efetivará com a sua força de trabalho e talento natural.
Queremos construir uma pauta para entrevistar alguns artistas ligados  ao processo. Nos aguardem !
Nessa caminhada diurna, encontrei a figura amada e admirada por todos : Dr. Zé Flávio. Estávamos com os nossos carrinhos, escolhendo alimentos diets... Castigo!
Combinamos novos encontros  pela introjeção de assuntos que nos faça conservar a lucidez e o bom humor.
No mais tudo é tarde, querendo que a noite chegue pra vigiar o mundo, ou deixar que o luar banhe de poesia a cidade mais charmosa do Ceará : o Crato !

A solidão vive no interior - Emerson Monteiro

Encontrar o jeito de viver chega às raias da impertinência, por causa da agitação de carros e multidões que lotam as capitais e cidades maiores, trazendo essa alternativa de permanecer no interior um jeito novo de organizar o mundo e encontrar a forma de sobreviver nos matos do sertão.
A década de 50 do século que passou existia no modelo econômico brasileiro que representava maior quantia habitando a zona rural. Depois, com a urbanização e a industrialização galopantes das duas décadas posteriores, 60 e 70, o bucolismo do interior para muitos perdeu o charme e o pêndulo trocou de lado, enchendo de gente as metrópoles que agora lutam sobrecarregadas e gritam por socorro a qualquer custo.
Os moradores dos lugares maiores, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, rezam pelas saídas honrosas de não largar a história de suas famílias e seus portos de fixação, sabendo, no entanto, que iniciar noutros cantos significaria espécie de exílio territorial.
Há um surto de apreensão nesse sentido. Os governos penam ocupados diante dos graves problemas das megalópoles, cercados de argumentos do quanto o enigma urbanos supera a capacidade imediata das soluções. O trânsito reduziu-se a níveis aterrorizadores de velocidade, com horas e horas de retenção nas filas intermináveis de automóveis, observados pelos marginalizados do sistema e seus olhos de lince, com a segurança e os vícios pecaminosos além da monotonia das paisagens fumarentas e mórbidas. Quando há praias, os finais de semana ainda alimentam o sonho do infinito, na linha do horizonte e sóis monumentais, a falar esperança nos dias melhores que virão nas abas da natureza. Poetas de plantão, sonhadores, mergulham nas telas incendiadas dos televisores, da mídia e fnos computadores maternais, nas horas domésticas enclausuradas.
O interior dispõe, quem sabe até quando?, do sossego entre descampado e paredes, porém parecidos nos termos humanos e suas limitações de qualidade, ainda diante dos fluxos migratórios que despejam cultura industrial nos cérebros assustados.
Quer-se, no entanto, contar da solidão silenciosa possível quando inexistem vizinhos neuróticos e sons malucos a toda altura, nos bares, fundos de carros abertos, porres medievais das tardes vazias, impaciência das ruas que invade as horas nos becos escuros da velha saudade social.
Falar nisso enquanto é tempo, dos outros modelos permitidos pela criatividade. Espécies de retorno ao campo, vez que antenas existirão mesmo assim nos distantes lugares, telefones, transportes, escolas, energia elétrica, saúde. Estudar meios diferentes de fugir das cidades sem precisar viver os pesadelos de fora, nisso acham-se os caminhos administrativos da saída, já que se experimentaram os dois lados da moeda e sabe o peso de cada um.

Poemas de Quintana



Amor
Quando duas pessoas fazem amor
Não estão apenas fazendo amor
Estão dando corda ao relógio do mundo
Mário Quintana


Melancolia
Maneira romântica de ficar triste.
Mário Quintana

Quiseste expor teu coração a nu.
E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio.
Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
Como é ridículo o amor... alheio!
Mário Quintana

POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.
Mario Quintana

Ponto final ! - Por Socorro Moreira

Remover  é evitar maiores estragos
é desentortar os caminhos tortuosos
é cortar o mal pela raiz,
mesmo tardiamente....
Casa de poesia
de livres pensadores,
de pessoas afetivas, sensíveis,
não merece a leitura dos dissabores.
Pediria desculpas ao Zé do Vale,
mal e injustamente interpretado.
Pediria desculpas ao Dr, José Begrini  que
ao externar o pensamento,
levou patadas,
numa linguagem contundente,
desarmoniosa e imerecida.
Pediria desculpas aos nossos leitores 
pelo vexame de leituras 
que transgridem o nosso propósito 
do entendimento amigável, humano, inteligente, 
e criativo.
Desse tipo de conflito só restam os arranhões e a expeiência 
de um melhor conhecimento humano.
A contribuição  dos muitos dos nossos amigos continua sendo preciosa. 
Respeitamos qualquer facção política , ideológica e religiosa.

Primamos apenas pelo respeito, e repudiamos os destempero.
Estou tranquila !

Os altos e baixos, os descontentamentos, as perdas de colaboradores , aleatórias ou não, são ressentidas. Mas isso acontece, e precisamos aprender a lidar com elas., sem deixar o trem sair dos trilhos.
Abraços em nossos leitores . A compreensão geral é impossível. Mas o entendimento  é discutível, mesmo que demore um pouco.

Alguma poesia - Por Artur Gomes




lguma poesia

I

não. não bastaria a poesia
deste bonde
que despenca lua
nos meus cílios.
num trapézio de pingentes
onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

II

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo
estão muitas meninas
tentando a sorte
em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

III

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

IV

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando
um charme gay
e um cheiro de fêmea
no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo
que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor
no posto seis.
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas
de mistérios que são vossos.

V

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma
um tanto porca,
este postal com uma imagem
meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água
em meus destroços

pois se o cristo redentor
deixasse a pedra
na certa nunca mais
rezaria padre-nossos
e na certa só faria
poesia com os meus ossos.



Artur Gomes é um renomado poeta de Campos-RJ, seguidor há muito tempo do Cariricaturas.

As Reinações da Imprensa Brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa

Algemando Felipe Massa

Esta é boa para a escrita do Emerson Monteiro. A colunista Mônica Bergamo na Folha de São Paulo informa que o Promotor Paulo Castilho do Juizado Especial Criminal, com base no Estatuto do Torcedor, diz que se Felipe Massa der passagem para o seu companheiro de equipe Fernando Alonso, sairá preso de Interlagos.

Tirando a questão de uma autoridade querendo fama na imprensa, este assunto é um bom tema no direito. Seja no contraponto entre o Direito Brasileiro e o Direito Internacional, uma vez que se trata de uma competição internacional. Seja no realce surpreendente de que as leis são territoriais, próprias do território brasileiro e que elas não se subordinam às práticas de eventos multinacionais. O Estatuto do Torcedor que protege o direito deles estaria, neste caso, acima de uma prática de todos os circuitos automobilísticos.

Se isso é verdade, muitas coisas mais poderão ser questionadas no futuro nos termos desta levantada pelo Promotor.

Censurando o Sítio do Picapau Amarelo.

O Globo disse que o Conselho Nacional de Educação iria censurar a distribuição de alguns livros de Pedrinho por emitirem opiniões e quadros racistas. O assunto caiu bem na mídia e guarda relação estreita com a questão do controle social das comunicações, especialmente vindo de um Conselho e do Governo Federal.

Eis as manchetes de alguns jornais do eixo sudeste: As Caçadas de Pedrinho censuradas pelo MEC no O Globo. Livro de Lobato pode ser banido por racismo O Dia OnlineRio. Caçadas de Pedrinho na Mira, Gazeta do Povo. Reinações do CNE Folha de São Paulo.

É tanto que numa das entrevistas após as eleições alguém perguntou isso ao Lula e se não me engano à Dilma. Eles, claro, não tinham conhecimento do assunto e não tinham como opinar. Pois bem logo nos blogs o assunto tomou ares de censura e se ampliou num debate que é sempre saudável.

A questão afinal qual é mesmo? Sempre a lei e a regra. A discriminação racial é crime, o MEC distribui livros para as escolas de todo Brasil. O MEC estabeleceu parâmetros para a literatura recomendando que não se distribuam livros racistas, que estimulem a destruição da natureza, que estimulem a discriminação de gênero e mais alguns itens. Acontece que a literatura clássica está cheia destes parâmetros de acordo com o pensamento da época.

Agora é outro tempo. Qual foi, de fato, a recomendação em relação aos livros do Monteiro Lobato? Os governos deverão exigir da editora responsável pela publicação a inserção no texto de apresentação de uma nota explicativa e de esclarecimentos ao leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura Esta providência deverá ser solicitada em relação ao livro Caçadas de Pedrinho e deverá ser extensiva a todas as obras literárias que se encontrem em situação semelhante.

Seria uma grande besteira fazer como fez o Ruy Barbosa mandando queimar a memória da origem dos escravos e seu histórico, dizem para os fazendeiros não cobrarem indenizações ao governo. Isso apaga a história e o debate de como o preconceito funcionava e era formado é essencial para a formação de um alunado crítico, com capacidade de análise e que sabe as razões da lei e das regras.

Esclarecendo os comentários do Dihelson Mendonça - José do Vale Pinheiro Feitosa

Repito aqui no Cariricaturas a mesma nota que postei no Cariri Agora:

O Dihelson Mendonça tem toda a razão quando diz que foi desligado do blog Cariricaturas por um dos administradores ao contrário do que afirmei lá num comentário à uma postagem do Carlos Rafael.

Em nota no final do dia de ontem, Socorro Moreira esclarece os fatos e que não estão em acordo com o que afirmei ter ele se auto-expulsado.

Não me movou nenhum sentido de mentira, no entanto, como interpretou o Dihelnson Mendonça, no sentido em que verbo tem no dicionário: afirmar ser verdadeiro aquilo que se sabe falso ou afirmar afim de induzir o erro.

Embora o erro da minha afirmativa esteja claro não há nele mais que um erro temporário dos fatos a que tinha conhecimento até então. Agora os fatos estão esclarecidos e motiva o meu esclarecimento.

Não me move nenhum razão mais do que dialogar com os meus conterrâneos, em amplo sentido e nos mais variados assuntos. Me estimula ter contato, mesmo que em textos à distância, com as novas gerações após a minha e que considero uma evolução positiva no tempo como o prório Dihelson, o Carlos, Liduína, Lupeu, Leonel, Zé Flávio, Lupin, Darlan e todos que fazem os blogs coletivos que considero uma das melhores coisas já inventadas e experimentadas na região.

Me sinto muito satisfeito de reencontrar Socorro Moreira, Edilma, Claude, Everardo, Joaquim, Armando, entre tantos da minha geração.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Twitteira que estimulou o "afogamento" de nordestinos foi denunciada à justiça - José do Vale Pinheiro Feitosa

A OAB de Pernambuco solicitou ao Ministério Público a abertura de processo criminal contra a estudante de direito Mayara Petruso, que abriu campanha no Twitter contra nordestinos em razão da derrota do candidato do PSDB. Ela é a primeira nota entre aquelas que postei ontem aqui. Ao mesmo tempo uma procuradora paulista também pediu a a mesma abertura de processo.

Como o caso se tornou público, a meninada rica paulistana deu uma de barata voa apagando seus perfis preconceituosos na internet.

O Blog do Rovai e a Revista Fórum publicaram um post em que identifica muito bem o perfil social e o comportamento ideológico da estudante. Espanta o quanto isso é profundo nela e o quanto isso foi politizado pela atual sucessão:

"Fui ao orkut de Mayara para checar minhas desconfianças. E confirmei tudo que imaginava. Ela deve morar na região Oeste de São Paulo, onde vive este blogueiro há muito tempo e onde este preconceito é ainda mais latente do que em outras bandas da cidade. Digo isto porque uma de suas comunidades é a do “Parque Villa Lobos”. Se morasse na Mooca provavelmente nem se lembraria de tal parque. Se vivesse nos Jardins, citaria o do Ibirapuera.

Mas há outras comunidades que revelam mais profundamente a alma da “artista” que escreveu o post mais famoso do pós-campanha. Um post que levou o debate sobre a questão do preconceito ao Nordeste ao TT mundial no tuiter.

A elas: “Perfume Hugo Boss, Eu acho sexy homens de terno, Rede Globo, CQC, MTV, Magoar te dá Tesão? e FMU Oficial”.

Não vou comentar suas comunidades “Eu acho sexy homens de terno” e nem “Magoar te dá tesão?” por considerar tais opções muito particulares. Mas em relação ao fato da moça estudar na FMU, a Faculdade Metropolitanas Unidas, queria fazer algumas considerações. Nada contra a instituição ou aos que nela estudam, mas pela situação social da garota, ela deve ter estudado em escola particular a vida inteira e se fosse um pouco mais esforçada teria entrado numa faculdade onde a relação candidato/vaga é um pouco mais dura.

Ou seja, como boa parte dessa classe média alta paulistana, Mayara é arrogante, mas não se garante. Muita garota da periferia, sem as mesmas condições econômicas que ela deve ter conseguido vôos mais altos, deve já ter obtido mais conquistas do que a de poder consumir o que bem entende por conta da boa situação financeira da família.

Ontem, Mayara pediu desculpas pelo “erro”. Disse que afinal de contas “errar é humano” e que “era algo pra atingir outro foco” e que “não tem problema com essas pessoas”. Não desceu do salto alto nem pra se penitenciar. Preferiu fazer de conta que era uma coisa menor, ao invés de pedir perdão, afirmar que era um erro injustificável e que entendia toda a revolta que seu post produzira.

“MINHAS SINCERAS DESCULPAS AO POST COLOCADO NO AR, O QUE ERA ALGO PRA ATINGIR OUTRO FOCO, ACABOU SAINDO FORA DE CONTROLE. NÃO TENHO PROBLEMAS COM ESSAS PESSOAS, PELO CONTRARIO, ERRAR É HUMANO, DESCULPA MAIS UMA VEZ.”

Ela foi criada para isso. Para dispensar esse tipo de tratamento a nordestinos e pobres e por isso a dificuldade de ser mais humilde. É difícil para esse grupo social entender que preconceito é crime por ensejar um tipo de xenofobia que coloca quem o pratica no mesmo patamar de um tipo como Hitler. Ela odeia nordestinos. Ele odiava judeus. A diferença é que ela não pode afogar de fato aqueles que vivem na parte de cima do mapa. Já o alemão pôde fazer o que bem entendia com aqueles que julgava ser um estorvo na sociedade que governava."

Monsueto



Monsueto Campos de Menezes (Rio de Janeiro, 4 de novembro de 1924 — Rio de Janeiro, 17 de março de 1973) foi um sambista, cantor, compositor, instrumentista, pintor e ator brasileiro




Sambista que transitava por todas as escolas de samba sem ser diretamente vinculado a nenhuma, é o autor de sambas clássicos como "Mora na Filosofia" e "Me Deixa em Paz". Nascido no morro do Pinto, tocou como baterista em alguns conjuntos, inclusive no Copacabana Palace. Seu primeiro grande sucesso foi "Me Deixa em Paz" (com Airton Amorim), gravado em 1952 por Marília Batista. Em seguida outros intérpretes gravaram outras composições de sua autoria. Atuou também em cinema e na televisão, onde interpretava o popular personagem Comandante, na TV Rio. No fim da década de 1960 passou a dedicar-se mais à pintura primitivista, participando de exposições e recebendo prêmios. Em 1970 participou da gravação de "Tonga da Mironga do Kabuletê", que marcou o início do êxito da dupla Toquinho/ Vinicius de Moraes. Depois de sua morte outros cantores e compositores regravaram suas músicas, dando a Monsueto o merecido destaque. Alaíde Costa gravou "Me Deixa em Paz" no disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento, Caetano Veloso gravou "Mora na Filosofia" no disco Transa e muitos outros.



"Cego em titoteio" - José Nilton Mariano Saraiva

Por motivos óbvios, de todas as deficiências a que se acha sujeito o ser humano, a cegueira deve ser a mais tenebrosa, a mais sofrida, aquela que mais marca, que deixa cicatrizes na própria alma, já que impeditiva ao seu portador de conhecer as cores, as formas, os animais, as pessoas, o mundo, enfim; agora, imaginemos um cego (sem guia), ter o azar de, repentinamente, se encontrar no lugar errado, na hora errada, em meio a um infernal e cerrado tiroteio entre quadrilhas rivais. O aperreio deve ser grande e a aflição maior ainda. Fazer o quê ??? Ir prá onde ??? Correr pra qual lado ??? Pra quem apelar ???
Pois bem, algo parecido deve ter se apossado da “tucanada”, outrora deslumbrada e hoje depenada, durante e após o resultado das eleições recém-findas, deixando-a perdida que nem cego em tiroteio, sem eira nem beira, rumo ou prumo. Ou vocês não lembram que às vésperas e até o início da campanha, o mote preferido “deles” era denegrir, achincalhar, cair de pau em cima do programa Bolsa Família, tachando-a de bolsa-esmola, bolsa-marginal, bolsa-vagabundagem e por aí vai ???
Um pouco mais tarde, como os estudiosos e economistas do próprio partido reconheceram que o Bolsa Família, em sua essência, era, sim, um efetivo e eficiente meio de redistribuição de renda e reinserção social de milhões de seres humanos (até então excluídos do processo de “cidadania”), e capaz até de alavancar em alguns pontos percentuais o próprio PIB do país e, conseqüentemente, contribuir para o seu crescimento econômico e social, repentinamente a coisa mudou, transfigurou-se e o “Bolsa” passou a ser a “menina dos olhos” de todos eles.
Assim sendo, de uma hora pra outra, não mais que de repente, figuras tétricas e desprovidas de quaisquer resquícios de sensibilidade social (Tasso Jereissati, José Serra e FHC dentre outros) “descobriram a margarida”; e tome Bolsa Família prá cá, Bolsa Família pra lá, porque o Bolsa Família vai ser fortalecido, vai ser ampliado, vai ser reajustado, o escambau.
Como o povo não foi na onda, não se deixou iludir pelo canto da sereia, impingindo-lhes uma tonitruante derrota nas urnas (foram mais de 12 milhões de votos de maioria), o mote voltou às suas origens, após as eleições, agora com força e características nazistas: Dilma Rousseff, a candidata do governo, só teria sido eleita por conta da avalanche, verdadeiro dilúvio de votos da “sub-raça miserável e analfabeta” residente no Norte e Nordeste e beneficiária do Bolsa-Esmola, do Bolsa-vagabundagem.
Perdidos que nem “cego em tiroteio” esqueceram que Dilma Rousseff teve expressiva votação em todos os estados da federação, que ganhou com folgas em Minas Gerais e Rio de Janeiro, dois dos maiores colégios eleitorais do país, além de ter conseguido excelente votação na cidade de São Paulo, reduto maior da “tucanalhada”. E mais: que ela governaria o Brasil, sim, mesmo que lhe suprimissem ou fossem “abortados” todos os votos do norte, nordeste s sudeste.
Como ainda estão aturdidos e grogues com a “pisa” que levaram, as desavenças proliferam entre seus membros e o revoar de penas tornou-se uma constante entre os tucanos de bico mole e os de bico duro.
Ô bicho esquisito é esse tal de tucano; haja saco para agüentá-los.

Vocês lembram de Lia Chaves?

A verdade é mais simples do que pensa. .Ela é única ! - por Socorro Moreira

Em todas as etapas da minha vida convivi com as diferenças humanas. Na infância sentia-me  à margem , nas brincadeiras, porque preferia me deliciar com um livro de história. Na adolescência  fui muito policiada pela minha mãe, e compensava-me , estudando, e vivendo os meus sonhos românticos. Tinha diário, passava férias, nas cidades do interior, e tinha um namoradinho. Era feliz !
Na vida profissional, vivi todos os climas de competição , naturais, no meio daqueles que  precisavamm estar sentados , na cadeira do poder. Desisti de ter.,Optei em ser..
Escolhi com o coração meus envolvimentos afetivos, mas até chegar na maturidade, embora de uma forma um tanto lerda, fui fazendo reescolhas , nas convivências mais estreitas. A resultante é uma vida quase eremita. Mas o preço que se apaga, merece conviver  com o que existe de mais encantador e pacífico : a arte. A arte sem fronteiras, sem preconceitos, e de pensamento livre.
Não espero num grupo que se alastra, a unanimidade, e afinidade irrestrita. Mas a tendência  é que os afins, nas boas intenções  acabem se entendendo, e não se degladiando.
Os ares do Blog Cariricaturas precisam permanecer despoluídos. E nem precisa papel mediador.Os posicionamentos implícitos ou explícitos, se revelam, e definem os impasses.
Um Blog tão singelo, não pode ter o poder de incomodar os grandes comunicadores virtuais. Estamos aqui, num processo de trocas felizes. Longe dessa proposta, nosso trabalho de voluntários do intercâmbio cultural, perderia o sentido.
Não apaguei comentários, embora  como administradora pudesse tê-lo feito.
Removi o nome do Dihelson , como autor, pelo direcionamento de colocações e comentários, contrários à harmonia  do nosso Blog. 
Assim como não tenho perfil  para ser colaboradora do Blog do Crato, a recíproca ( com relação ao Dihelson) é deveras verdadeira.
Admiro o Dihelson com músico, e intelig\ência humana. Não serei jamais inimiga dele ou de alguém. 
Prefiro cultivar a amizade das pessoas que me fazem bem, ou daquelas que precisam dos meus cuidados. Também preciso da amizade e carinho de muitos. Mas antes, tenho que merecê-los !
Desejo crescimento evolutivo a todos os blogues da nossa região.  Afora as dissidências temos um ponto em comum: o amor ao Cariri, e a vontade de contribuir  para a  valorização da cultura regional e universal.

Abraço fraterno nos amigos autores e colaboradores.

Poema do Nicodemos- (Pérola nos bastidores)


Traduzir uma na outra
vida & morte
é vida...
é arte...

...

tudo é Um
cada verso
cada pedra
cada dente...


mas
como
dói.

Espaço Místico

http://mysticarea.blogspot.com/

O Lobisomem da Batateira - José do Vale Pinheiro Feitosa

Não é um bom título? O homem que se transforma em lobo num lugar com nome de plantação? Mas acontece. De dia é homem e de noite lobo, a estraçalhar a integridade dos crentes que ousem transitar à noite. Uma fera tenebrosa que leva as pessoas a se esconderem na escuridão da noite em seus quartos sem lamparinas acesas. Atrás de portas fornidas e janelas com tramelas redobradas.

Na luz do sol luta pela sobrevivência como qualquer ser neste mundo de obrigações. Na luz da lua cheia uiva amedrontando aqueles que paz deveriam ter em seus lares após a longa jornada dos afazeres. Igual ao homem que de dia é homem desgastado de trabalho e à noite não descansa em sua volúpia por carnes e medos.

O lobisomem da batateira, se diga em perfeito juízo, não é bem um lobo. Isso é coisa lá do hemisfério norte. Na verdade é um guaxinim de brejo, do canavial, a cruzar veloz as touceiras de cana, passando como um raio por baixo das copas das mangueiras. Enfim, o lobisomem da batateira, é um guaxinomem.

E para azar do guaxinomem ele vive num país tropical, abençoado por deus, o resto já sabem e ali onde tem calazar e o coitado sofre muito com o problema. Ficou com o pelo arrepiado, as pernas bambas, triste como uma cachimbeira em final de vida. O coitado deu para cair dos quartos, marcar um rumo e sair no outro que não queria.

Isso também se expressa no corpo físico do homem que apresenta até hoje, apesar das doses cavalares de glucantime, grandes seqüelas. Mas o problema do guaxinomem não era só o calazar, o seu principal era o ódio de um coronel vingativo, ruim como fel, lá da Caixa Prego.

O coronel achava que o guaxinomem tinha desonrado sua filha. Ele errava de avaliação, o próprio numa confusão de carinho preciso e impreciso provocara a ruptura que anteciparia o himeneu da menina. São histórias tristes, mas acontecem, como dizem é da cultura.

Coronel não tem culpa. Ela é dos outros, dos agregados, destes sujeitos fedorentos, escória da humanidade. Coronel sem culpa, culpa os outros. E partiu para uma feroz caçada ao guaxinomem. Era mais fácil, já era desgraçado por força do mito. Assim como atacar alguém por bruxa na idade média.

Ninguém sabe se ele consegue. Por enquanto anda pelas estradas com uma cruz, de olhos esbugalhados, rosto desfeito, cabelos desalinhados, gestos ameaçadores a arrebanhar forças para o combate santo ao demônio que explica os próprios demônios do coronel.

Coitado do guaxinomem: ainda do mais necessitando mais doses de glucantime.

E quando terminava esta narrativa alguém me disse: guaxinomem é coisa do mundo, mas coronel é da história, um fica e o outro se desmancha no ar.

Intuição do Direito - Emerson Monteiro

No próximo dia 11 de novembro, às 20h, no Auditório da RFFSA, em Crato, dar-se-á o lançamento do livro Intuição do Direito, de autoria de Jorge Emicles Pinheiro Paes Barreto, advogado que milita com êxito na região do Cariri.
Trabalho elaborado com dedicação, traz conteúdo voltado à filosofia do direito sob o prisma da origem das suas primeiras instituições, com ênfase para o espírito da conformação das pessoas ao mundo social em que vivem e ampliam as normas e suas aplicações.
Sabe-se que o direito advém dos costumes, da jurisprudência, da lei, dos atos jurídicos, dentre outras fontes primárias, porém antes de tais fatores existe a pessoa humana e suas manifestações internas, fonte originária da consciência subjetiva dos acontecimentos e negócios. Com o propósito de avaliar esta área das causas antecedentes do direito, Jorge Emicles produziu uma obra digna dos melhores tratadistas, posto a público neste universo regional palco do lançamento deste seu primeiro trabalho editorial, publicado pela BSG Bureau de Serviços Gráficos.
Capítulo a capítulo, acercando-se das representações essenciais e inseparáveis do pensamento jurídico, em cada momento da epopéia investigativa do direito, o autor firma bases estruturadas de encaminhamento das suas ideias, em sólidas passadas investigativas. Revela consistência nos traços que soma ao quadro do pensamento contemporâneo, em linguagem fluente e dinâmica. Seguro na faina a que se propõe, considera as instituições, os valores, a norma, conceitos, métodos de produção, interpretações, sempre de olhos postos no desenvolvimento da doutrina que abraça e converte numa atitude digna dos mais experientes escritores, sem ficar a dever no gesto inovador.
Seu dizer por si só cativa, sobretudo comparado ao dos compêndios vistos nas ocasiões áridas de escritórios e gabinetes, no ritual fechado da linguagem técnica. Bom estilista, cuidadoso e econômico no uso da terminologia desses redutos fechados, se joga de corpo inteiro na seara dadivosa que lhe afeiçoou e onde instala seus novos predicados.
Numa feliz demonstração do quanto a comunidade acadêmica regional possui de valores e potencialidades, este o livro é ponto inicial para deflagrar o surgimento de novos autores e atualizar estudos profundos do direito, pródigo em avanços e aberto às revelações do saber universal, com amplas possibilidades para aproveitamento da matéria-prima de que dispõe.

Fotio por Nívia Uchôa

Viver é desenhar sem borracha 


(Millor Fernandes)

A poesia de Lupeu Lacerda



A fuga no fusca.
As carreiras.
Tem gente na gira desde os tempos que
nasce. E não sai da
gira nunca. Esse é o giro
da gira. A pomba que gira no
giro da azagaia.
E cai a onça o boi
a puta. A ponta da azagaia
aponta. É coisa de desafio, sem
medo. Se encara tem que botar
cara de homem, e não tem essa de
pedir arrego. Quer levar um sacode,
fala.
Na minha área só para
quem pode. Aí digo: fuja comigo.
Quando se sai pra atirar tem que
atirar até nos jardins de plástico.

por lupeu lacerda

Recebido por e-mail

Página Inicial da Previdência Social


Auxílio-reclusão
O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em regime aberto.

Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava, nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

PERÍODO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR MENSAL
De 1º/6/2003 a 31/4/2004 R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
De 1º/5/2004 a 30/4/2005 R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
De 1º/5/2005 a 31/3/2006 R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
De 1º/4/2006 a 31/3/2007 R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
De 1º/4/2007 a 29/2/2008 R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
De 1º/3/2008 a 31/1/2009 R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
De 1º/2/2009 a 31/12/2009 R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009*
A partir de 1º/1/2010 R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010
* revogada pela Portaria nº 333, de 29/6/2010, com efeitos retroativos a 01/01/2010.

Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e 18 anos que tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância e da Juventude.

Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão .

O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:
- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em regime aberto;
- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
- ao dependente que perder a qualidade (ex.: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
- com o fim da invalidez ou morte do dependente.

Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes.

* Como requerer o auxílio-reclusão

O benefício pode ser solicitado por meio de agendamento prévio, pelo portal da Previdência Social na Internet, pelo telefone 135 ou nas Agências da Previdência Social, mediante o cumprimento das exigências legais.

Importante: Se foi exercida atividade em mais de uma categoria, consulte a relação de documentos de cada categoria exercida, prepare a documentação, verifique as exigências cumulativas e solicite seu benefício.

* Valor do benefício

O valor do auxílio-reclusão corresponderá ao equivalente a 100% do salário-de-benefício.

Na situação acima, o salário-de-benefício corresponderá à média dos 80% maiores salários-de-contribuição do período contributivo, a contar de julho de 1994.

Para o segurado especial (trabalhador rural), o valor do auxílio-reclusão será de um salário-mínimo, se o mesmo não contribuiu facultativamente.

* Legislação específica
o Lei nº 8.213, de 24/07/1991 e alterações posteriores;
o Decreto nº 3.048, de 06/05/1999 e alterações posteriores;
o Instrução Normativa INSS/PRES nº 45, de 06 de agosto de 2010 e alterações posteriores.


Serviço nas agências da Previdência Social:

Preconceito contra nordestinos

http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/declaracao-de-estudante-de-direito-paulista-contra-nordestinos-causa-polemica-em-redes-sociais/?utm_source=direct&utm_medium=iFrame&utm_campaign=iBahia-mashup&cHash=ea9e4890061b3f4c8f5a46

Declaração de estudante de Direito paulista contra nordestinos causa polêmica em redes sociais.

Leia!

Sinais - Por Vera Barbosa




Dor rima com amor,

mas não combina.

Só cabe no poema a rima.

E o poema cabe na canção,

que tem a sua voz

e renova os meus sentidos.

E eu, sem pretensão,

vou seguindo os seus sinais,

com minhas imperfeições humanas

e meus desejos carnais.

Você renova o meu olhar

e toca fundo no que sinto.

Saiba: eu não minto!

Apenas sigo os seus sinais...