Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O QUE ACHA DISTO, CARLOS?

Aula de matemática - : 7 x 13 = 28

FRASES...



"Minha obra favorita é sempre aquela que se permite misturar de maneira imaginativa com o seu texto de origem para, de alguma forma, corresponder, canalizar ou negar o texto que a inspirou"

Sam Anderson
(Crítico literério da New York Magazine)

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"A expressão começa onde o pensamento acaba."

Albert Camus
(1913-1930) escritor francês, em "O mito de Sísifo" 
 - Editora Record -

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"Para ser original é necessário ter a coragem de ser um amador."

Wallace Stevens
(1879-1955) poeta norte-americano

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"Reconhecemos o poder criativo por sua capacidade de conquistar o distanciamento."

Marianne Moore
(1887-1972) poeta norte-americana

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"O segredo da criatividade é saber esconder as fontes."

Albert Einstein
(1879-1955) físico alemão radicado nos EUA.

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Ave Maria - Dedicado a Magali e Carlos Eduardo

Uma raridade - Ave Maria por Mário Lanza
e...uma criança chamada Luciano Pavarotti!



Colaboração enviada por e-mail por Marcelo Mourão 
- colaborador do Cariricaturas -

Farra com o dinheiro público ??? - José Nilton Mariano Saraiva

A SAAEC (Sociedade Anônima de Água e Esgotos do Crato) foi estruturada e passou a funcionar em meados da década 1960, quando a cidade foi administrada pelo circunspeto e austero prefeito Pedro Felício Cavalcante, tendo tido como seu primeiro diretor-presidente o Brigadeiro José Sampaio de Macedo (dois homens lendários, paradigmas de seriedade, que honraram e dignificaram o Crato, mercê das suas qualidades morais, intelectuais e técnicas).
Hoje, lamentavelmente (e como é dolorida tal constatação), aquela autarquia municipal funciona como moeda de troca na bacia das almas de políticos alienígenas, sem maiores compromissos com a cidade e o seu povo. Tanto é que, presumivelmente recomendado e imposto (de cima pra baixo), ao atual prefeito do Crato (Samuel Araripe) pelo então manda-chuva do PSDB cearense Tasso Jereissati (à época Senador da República), o amazonense José Procópio da Silveira (ex-jogador de futebol) foi designado e assumiu a presidência da SAAEC, aonde já chegou pregando e difundindo o terrorismo explícito, via ameaça de demissões indiscriminadas.
Arrogante e prepotente (tal qual o padrinho político), se indispôs com muita gente (inclusive vereadores da base de sustentação do prefeito), até bater de frente e ser, corajosa e publicamente, denunciado formalmente pelo cratense Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes de ter infligido o Código de Defesa do Consumidor, atropelado o Estatuto do Idoso e ter sido, no mínimo, mal-educado e desrespeitoso ao destratar e humilhar a senhora Almina Arraes de Alencar Pinheiro (sua genitora, de quase 90 anos de idade), em pleno recinto daquela repartição pública, pela simples razão desta ter procurado explicações para um aumento abusivo do valor da sua conta mensal do consumo d’agua.
Como a repercussão de tal grosseria se fez sentir não só na cidade, mas além fronteiras (em razão de tratar-se de uma família tradicional e muito benquista por todos, aqui e alhures), se esperava, do chefe do executivo cratense, a humildade e reconhecimento devidos para algum pedido formal-oficial de desculpas à família ofendida (não concretizado, segundo Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes), de par com alguma providência efetiva em termos operacional-administrativa, em relação à inabilidade, arrogância, falta de educação e despreparo demonstrados por aquele seu subordinado no exercício da atividade pública.
Debalde.
Navegando na contramão da responsabilidade, do bom senso e da razoabilidade, o chefe do executivo cratense tratou foi de passar a mão na cabeça do subordinado abusado e destemperado e até (certamente que numa tentativa de “abafar” a repercussão por demais negativa e desfavorável do imbróglio), premiou a SAAEC com uma intensa e maciça propaganda nos meios de comunicação (principalmente na Internet), com especial destaque para o seu megalômano presidente (que nos foi apresentado como se fora uma espécie de “novo Messias”, responsável pela salvação de toda a população cratense de uma terrível e letal epidemia).
O que não se sabe e, aí, sim, deveria ser explicitado “tim-tim-por-tim-tim” e didaticamente à população (alô, atuais integrantes da Câmara de Vereadores da cidade) é o seguinte: vale à pena, numa cidade mediana do porte do Crato, reconhecidamente carente de recursos, manter na presidência daquela autarquia pública, alguém que custa tão caro ao erário municipal (uma pequena fortuna mensal) ??? Explica-se: como a família reside em Fortaleza, desde que chegou ao Crato o senhor José Procópio da Silveira, depois de se acomodar num dos bons hotéis do centro da cidade, “morou” também por um bom período no Hotel Encosta da Serra e, hoje, se acha confortavelmente instalado no agradável, chique e luxuoso Pasárgada Parque Hotel (o nosso cinco estrelas), evidentemente que às expensas da prefeitura; tem à sua disposição um veículo particular, nas 24 horas do dia, com motorista e combustível pagos pela municipalidade e, como viaja frequentemente para Fortaleza, pressupõe-se que as passagens aéreas sejam, também, debitadas ao erário público municipal; além, é claro, das diárias remuneradas (quando de viagens “a serviço”, que sempre aparecem), e de receber uma remuneração mensal que não deve ser nada desprezível. Quanto custará tudo isso, atualmente ??? É verdade que o gasto bruto com as mordomias dispensadas ao Presidente da SAAEC, ultrapassa a remuneração individual do próprio prefeito da cidade e secretários ??? Será que não vale a pena conferir, auditar, saber o “porque” de tamanho privilégio ???
Alfim, perguntas que não querem calar: não é algo um tanto quanto vexatório e injustificável, que numa cidade como o Crato (que se vangloria de ser a “capital da cultura”), não exista nenhum executivo (filho da terra, radicado e morador do município), com preparo educacional, técnico e profissional suficiente, em condições de assumir a presidência da SAAEC, evitando assim salgadas e desnecessárias despesas com estadia, transporte, motorista, diárias, passagem aérea e por aí vai, para um presidente-viajante, rebocado de tão longe ??? Será que na quadra atual, onde o fator “custos” é variável preponderante para se levar uma empreitada avante numa autarquia pública (em termos de priorização dos investimentos), a relação “custo X benefício” propiciada pelas “regalias-mordomias” ofertadas pela administração municipal ao senhor presidente da SAAEC, não é por demais onerosa para o município ??? Qual o retorno, efetivo e concreto, que a manutenção do senhor José Procópio da Silveira, à frente da SAAEC, propicia à cidade do Crato ???
Se as interrogações acima são de difíceis respostas, de uma coisa podemos ter certeza: a essa altura, na quietude e silêncio sepulcral dos respectivos jazigos, o ex-prefeito Pedro Felício Cavalcante e o Brigadeiro José Sampaio de Macedo, que tanto rigor, desvelo e cuidado tiveram com os recursos públicos, devem estar a se retorcer e contorcer de preocupados, a questionarem: qual a razão de tamanha “farra com o dinheiro público”, propiciada via recursos da SAAEC ???

SHOW-BAILE SOLIDARIEDADE SOS BATISTA

Com Batista e Banda (Participação de artistas convidados)


DIA 12 DE FEVEREIRO (SÁBADO), A partir das 20 horas
Local: Crato Tênis Clube
Promoção: Professores e funcionários da URCA, artistas amigos de Batista
Venda antecipada de ingresso na Farmácia Gentil (Rua Senador Pompeu)
Preço: R$ 10,00

Embrulho - Por Alexandre Lucas


Embrulho-me nos teus olhos
Rutilante como as estrelas
Foice de desejo
Martelo de firmamento
Tuas mãos leves
Como vento me dá brisa
Brasa e faísca,
Os teus encantos
Tá aqui no nosso mar
No balanço tímido das águas
Que como rede nos faz sonhar.

Alexandre Lucas


QUEBRA CABEÇA DO NORDESTINO

Pedro Esmeraldo

O cidadão nordestino observa com ansiedade a natureza. De vez em quando, principalmente no final do ano, ou mesmo durante os meses de janeiro a março, vive com os olhos fixos no firmamento examinando-o com minúcias o conjunto de seres que formam o universo. Apodera-se atentamente, observando se há algum sinal favorável que forma as ocorrências de chuva.

Constantemente, no fim do ano, apresenta um olhar perspicaz que enche de alegria e às vezes de tristeza, quando o tempo lhe for favorável ou não. Há uma ação simultânea em seu pensamento duvidoso, tentando adivinhar se lhe aparece algum sinal que lhe traga alegria com chuvas para o ano seguinte.

Para isto, costuma-se fazer pesquisas meteorológicas com o chamado projeto referente a natureza, que examina com atenção a posição dos astros que vêm refletir na sua inteligência miraculosa dependendo da situação, formando fantasia em cada rosto do homem agricultor nordestino. Isto vem provar a perspicácia da filosofia matuta que muitas vezes acerta com naturalidade os acontecimentos pluviais e as ocorrências d as chuvas abundantes.

Crê-se que esses homens, de aspecto rude, baseado na adivinhação, hoje em dia, nos tempos modernos, tornam-se obsoletos provocados pelo nordestino fica difícil prever o comportamento da natureza, pois devido à mudança climática, não há mais aviso dos sinais meteorológicos e o homem tem que se contentar com serviços de meteorologia técnica que através de aparelhos vem confirmando as previsões de chuvas ou de seca. Por esse motivo, é difícil o homem acertar o comportamento da natureza que não lhe dá mais aviso.

A situação do nordestino é precária e áspera, visto que sempre se baseia na agricultura rudimentar, sem meios de possuir lucros para sua subsistência, visto que permanece desde épocas imemoriais trabalhando para o atraso, sem consistência de possuir uma agricultura de qualidade que mal dá para servir e transpor o ano com mantimentos agrícolas que poderiam minorar o seu comportamento de pessoa levada de sobriedade e tenacidade no seu trabalho.

É preciso mudar o comportamento do homem, mas só muda através da educação e da tecnologia. Há necessidade de criar escolas (e nunca fechá-las) estimulando o aluno para adquirir uma boa aprendizagem. Pedimos a todos que olham para o campo e portam-se com dignidade, tragam luz a fim de abrir a mente do nosso homem, estimulando-o para enfrentar o trabalho, evitando sair de suas raízes, que é a sua terra.

Crato, 09 de fevereiro de 2011.

De malas prontas - Por Claude Bloc

Meus olhos e sonhos já estão de malas prontas. Embarcam em breve, na calada da noite.
É incerto o itinerário, o caminho é longo e se houver chuva nem mesmo sei qual será a duração da viagem. Mas o destino é certo: outro desejo em alto-relevo, a chapada, a serra, outra paisagem.
Meu olhos e minha alma nômades, vivem em constante busca...procuram a fertilidade da terra, das águas. Meus sentimentos, então, semeiam, chovem e colhem a serenidade.

A vida não é fácil, sei. Mas mesmo quando parece ser, a gente se sente sozinho/a, parece que está sozinho/a. Porque os sentimentos doem quando os amigos somem ou nos reconfortam, quando entre sorrisos aparecem.

Por isso, já estou de malas prontas, logo mais estou chegando... Pois até agora estive só de passagem.

Claude Bloc


Poema de Marie-Clotilde (Roose)




Um círculo se expande
gira sobre si mesmo
espiral sedosa
e perfumada

uma haste lhe transmite
um novo vigor
o cálice dança
sobre a ponta sonora

essências suaves
se misturam
até que se irrompa
do círculo a flor:

ó oitava perfeita!


*

Un cercle s’agrandit
il tourne sur lui-même
spirale soyeuse et
odoriférante

une tige le porte
d’une vigueur neuve
danse le calice
sur la pointe chantante

les parfums suaves
jouent entre eux
jusqu’à ce que jaillisse
du cercle la fleur:

ô l’octave parfaite!

 
(Traduções de Henrique Pimenta)

Fonte: http://poemadia.blogspot.com/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TODOS NO CRATO FÊNIX CLUBE - por Ulisses Germano

              Meus amigos são meus abrigos! Batista é um ser supimpa! É uma pessoa e um músico talentoso que vive plenamente sua simplicidade. Certamente estarei presente a esta festa que poderá ser o início de uma corrente de solidariedade entre nós, pessoas da provincia cratense. Escusado dizer que a divulgação é fundamental para o sucesso de qualquer evento. Estarei presente participando e vibrando para que a grana seja de grande serventia para o recomeço de sua família que no meu modo de sentir e pensar é exemplar. Deixo aqui um trecho do meu cordel dedicado a Amizade:





Toda solidariedade
Vem do amigo verdadeiro
Quem possuir maturidade
Saberá dizer ligeiro
Que a amizade é a quintessência
De toda nossa existência
Nesse mundo passageiro.
(trecho do folheto A QUINTESSENCIA DA AMIZADE - Ulisses Germano)

Show Baile SOS BATISTA

Acontecerá no próximo dia 12 de fevereiro, sábado, a partir das 20 horas, no salão nobre do Crato Tênis Clube, o Baile Show Beneficente SOS BATISTA - uma iniciativa de companheiros da URCA e amigos do artista, com o apoio do Crato Tênis Clube, Universidade Regional do Cariri -URCA, Francy Cópias, Rádio Educadora do Cariri, Farmácias Gentil, Mairton e OK Produções e revista virtual CaririCult. A produção é da OCA (Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados).

O Baile é dançante com a banda do Batista e a participação de muitos artistas para apresentações avulsas que abrilhantarão a festa e manifestarão através da arte a sua solidariedade ao artista. Todo o "apurado" será doado ao Batista que, no momento, precisa recuperar as perdas materiais provocadas pelo “dilúvio” experimentado pelo Cariri nos últimos dias do mês de janeiro.

O ingresso, com venda antecipada na Farmácia Gentil da rua Senador Pompeu (esquina com a agência do Banco do Brasil de Crato) custa R$ 10,00.

DIVULGUEM E/OU MANIFESTEM AQUI O SEU DESEJO DE PARTICIPAR DO EVENTO!

Luiz Carlos Salatiel

Um momento com Cecília Meireles



"O Amor...

É difícil para os indecisos.
É assustador para os medrosos.
Avassalador para os apaixonados!
Mas, os vencedores no amor são os
fortes.
Os que sabem o que querem e querem o que têm!
Sonhar um sonho a dois,
e nunca desistir da busca de ser feliz,
é para poucos!!"

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Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...

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LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

 
===========================
Despedida

Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens.
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.

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CANÇÃO DE OUTONO

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando áqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...


Cecília Meireles
.

CRATO INUNDADA PELAS ÁGUAS. CADÊ OS PARAQUEDISTAS?

Pedro Esmeraldo

Crato sofreu grande comoção interna motivada pela forte chuva caída durante a madrugada do dia 28/01/2011. As águas que desceram do Rio Grangeiro que banha a cidade causaram inundações, cometendo os maiores estragos nas residências e no comércio local. Grande parte da população ficou apavorada e deslumbrada com a avalanche das águas.

Todas as pessoas que sofreram perdas de bens suportaram o prejuízo com dignidade.

A população cratense ficou desanimada com o desprezo de alguns deputados paraquedistas que vieram buscar votos na última eleição, a fim de se completarem eleitoralmente, para depois esquecerem a cidade na hora de sua precisão, tornando-se indiferentes ao problema da terra.

Nota-se que, de vez em quando há conflitos com essas pessoas maldosas, buscando votos e que vieram abocanhar esses votos aqui, e tornam-se indiferentes aos problemas cotidianos.

Também culpamos o próprio povo, já que não obedece aos critérios da natureza, pois destroe-na com o fito de abandonar os rios, dando desprezo total, atirando lixo e entulho no leito desses rios. A natureza responde com dureza (mostrando que os seus rigores têm que ser obedecidos).

Criticamos ainda a falta de apoio das autoridades do estado, que isolam o Crato e não olham pra esses contratempos que sempre aparecem nos tempos certos, nas ocasiões incertas.

Afirmamos também que o problema é proveniente da falta de educação do povo, visto que as autoridades não estimulam o homem para seguir o caminho prático da aprendizagem, com o trabalho envolvido e sem contratempo, mostrando que para desenvolver uma comunidade, é preciso educar, a fim de melhorar os métodos de trabalho e o aperfeiçoamento da tecnologia, com investimento de infra-estrutura, já que facilitaria a obtenção de riquezas que lhes sejam o caminho da prosperidade e da satisfação e da obtenção do equilíbrio moral e social.

Por isso, mais uma vez estamos lutando, tentando acertar os passos pra que o homem saiba dirigir os destinos de sua cidade. Dê o Crato para os cratenses, não entregue o Crato aos forasteiros inimigos que só vêm atrás de votos sem nenhum compromisso e confirmamos: “os cratenses (legítimos e adotivos) devem dirigir a cidade, visto que trabalham com mais afinco e mais amor à terra comum.

Precisamos permanecer de sobreaviso, e ao mesmo tempo, alertar os seguidores dos políticos paraquedistas que o desejo de cobrar com gritos ensurdecedores reclamando a falta de apoio que eles nos prometeram durante a campanha eleitoral e até agora, ainda não caminharam com as promessas, pois com toda certeza, não vieram solidarizar-se com sua presença diante da catástrofe meteorológica que desenganou seus habitantes.

Ontem mesmo, estávamos pensando: por que não procuramos cobrar o apoio desses políticos que se lembram do Crato durante o período eleitoral?

Por que esquecem o Crato e não se lembram das promessas, não se dedicam com interesse de resolver os problemas desta cidade, que lhe deu apoio eleitoral? Por que o Crato permanece no anonimato, sem notícias na imprensa do sul do país e quando acabar ninguém se movimenta para divulgar o nome do Crato por esse Brasil afora?

Por isso somos insistentes. Vamos cobrar mais luta e empenho em defesa do Crato.

Se não se movimentarem a favor do Crato, devemos dar o troco com chutes e safanões. É o que eles merecem e nada mais.

04 de fevereiro de 2010.

Uma história que não acaba - Por: Gabriella Federico


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjwBKmiIh8RzFe33BvmAgy2onQ3iYiXQxH3cHrpwmM86PDah5xhdSEFw5LvReXvhmhgDxVIpx1n-ObUCDy6ttbKQLUFpR3ZnRrb2AuWLRTK2s4_mvJZuf17EfVajFsXeolv1b71EdBB1qMS/s1600/gabi+01.jpg


"Primeiro me surpreendi com a atração, depois fiquei encantada ouvindo, descobri a cada passo o que estava há tempo procurando e não acreditei.
A um trato fiquei com medo de perder o que não tinha.
Comecei a afogar e me lembrei que sabia nadar.
Comecei um trabalho organizado, com a paciência em primeiro lugar.
De dentro para fora, antes de qualquer coisa, a cura.
Cada um fique aonde está, vamos agora crescer, vencer, mudar.
O tempo não conta quando se encontra o que estava faltando nas voltas.
Superação de espera, imobilidade, harmonia e tristeza da solidão e a escolha da delicadeza ou da força das palavras para acordar cada sentimento escondido e mal-entendido.
Restauração recíproca, responsabilidade única.
Superar a dor, treinei a vida inteira... é brincadeira!
Essa é a prova final, no final da vida, se vencer ou não vencer, se morre, às vezes, por amor."


Gabriella Federico

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

POEMAS DE NICODEMOS

Forma & Forma

Abobrinha, macaxeira, açafrão,
Cebolinha, manjerona e jerimum,
Berinjela com alface e almeirão,
Alcachofra com farofa e guaiamum

Escarola, mandioca e pimentão
Batatinha, rabanete com ervilha
Beterraba, acelga, manjericão
Couveflor cambuquira com lentilha

Na forma de pão faço tijolo (^)
Na forma de tijolo faço pão (^)
Se na forma sem beleza, sem consolo (´)

Faço tudo que quiser minha intenção
Pois na forma e na forma cabe tudo (^), (´)
Mas nem sempre sentimento e emoção.


 João Nicodemos
Nicodemos apresenta seus trabalhos nos blogs:


*Poema publicado com autorização do autor

Caminhos

- Claude Bloc - 

Sigo caminhos
que seguem feito um rio
e acabam onde não sei

Caminhos que se encontram,
ou simplesmente se veem
em alguma estação
nas  sendas que escolherei...

Caminhos que eu faço
Caminhos por onde andei
E ainda me pergunto:
Por onde eu passarei?

Claude Bloc

Talvez
- Claude Bloc  -
Talvez eu nem possa
Talvez eu nem queira
Talvez não entenda
A intenção primeira.

Talvez eu nem saiba
Talvez eu nem queira
Talvez não entenda
A razão verdadeira

Vivo o momento
Vida bem ligeira
Talvez eu nem possa
Sair dessa inteira

Sei que é tão difícil
O ofício do dever
Será que eu devo
De tudo esquecer?

Claude Bloc

De profundis




                   DE PROFUNDIS


Um pequeno poema sobre o fim do mundo
com imagens a Crusoé, a terra desolada
e o claro enigma da máquina do mundo.

E agora, José? Você marcha, para onde?
Assassinado pelo céu, sob o tamarindeiro,
no poente como um paciente anestesiado.

A educação pela pedra no mar-canavial,
A estrela tão alta na minha vida vazia
e o seu grande coração transverberado.

Toca essa música de seda nessa noite,
noite, noite após noite, uma outra noite,
oh, lá onde o belo devora e gera o belo.

O dono da tabacaria sai à porta e boceja,
nós somos os homens ocos, empalhados,
mas que coisa, que fome é um homem?

Os cavalos da aurora derrubando pianos,
mas tudo é eterno quando nós o vemos
e sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.

(Flui entre as pedras o silêncio de Deus.)

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Homenagem a Georg Trakl, Paul Celan, Czeslaw Milosz, Saint-John Perse, T.S. Eliot, García Lorca, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, João Cabral de Melo Neto, Augusto dos Anjos, Cecília Meireles, Mário Faustino, Fernando Pessoa, Murilo Mendes, Alberto da Costa e Silva, e mesmo aos não citados diretamente como Jorge de Lima e Raul Bopp (além dos inevitáveis esquecimentos), que participam de uma forma ou de outra da minha poética.

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CONVERSA NA BEIRA DO RIO - Por Cacá Araújo



Um grupo de pessoas discutia à beira de uma das enormes crateras abertas pela força das águas do Rio Grangeiro, no centro da cidade do Crato. 

O religioso atribuía o caos aos castigos divinos em virtude dos pecados humanos nesta parte do mundo. Um político que se opunha ao prefeito, vendo que muitos circunstantes os ouviam, soltou, com aquela característica empolgação de palanque, depois de pigarrear ridículo de canastrão, um discurso em que se comprometia a honrar suas responsabilidades de homem público buscando soluções junto a seus aliados nos governos do estado e do país. 

Já um bêbado, ainda segurando um pedaço de casca de laranja na ponta dos dedos, disse que não acreditava nessa cambada de vereadores, deputados, senadores e nem no governador, pois se eles gastassem a metade do que investiram comprando votos daria para amenizar ou quem sabe resolver o problema. 

Depois de mais uma golada de cachaça, olhou em volta e perguntou pelo governador. Veio um desses aduladores de plantão e informou que sua excelência estava de férias no exterior, mas que havia mandado seu vice visitar a cidade, e, inclusive, ordenando que despachasse cem mil reais para ajudar no prejuízo catastrófico sofrido pelas famílias e comerciantes. 

Um estudante ia passando e de imediato protestou alegando que o governador não tinha contrato de trabalhador, mas função de gestor público e que esse negócio de férias não estava correto. Alfinetou, ainda, dizendo ser uma piada, insuficiente e humilhante o valor que o governo havia liberado. 

Com lágrimas nos olhos, uma professora alertou para a situação das famílias desabrigadas, das crianças e velhos sem agasalho e comida, e conclamou todos a se unirem numa campanha de solidariedade, até que os que se acham donos do poder resolvam ouvir o clamor da sociedade que agoniza e espera. 

Convicto, o ambientalista afirmou que eram necessárias a completa desocupação e revitalização das áreas onde outrora fora o leito original do rio, construção de moradias em localidades seguras para as famílias removidas, e urgente o combate ao desmatamento da Floresta Nacional do Araripe, proteção de morros e eficiente educação ambiental. Refeito um pouco de sua embriaguez, o bêbado gritou de seu canto afirmando que dinheiro para fazer tudo isso existe, sai do Cariri em forma de vil arrecadação para os cofres estaduais e federais e para retornar em benefício do povo é uma novela sem fim. 

A prefeitura não tem recursos e eles só liberam considerando a filiação partidária do administrador municipal, somou o nosso ébrio questionador. 

Um poeta que a tudo assistia tomou a palavra e deu o mote para a conquista do merecido respeito e do atendimento às reivindicações populares: o povo tem que sair às ruas, protestar, exigir a execução de medidas corretas para a reconstrução da cidade e prevenção de novos desastres. 

Ao redor dos debatedores já estava se reunindo uma multidão de populares, quando recomeçou a chuva e todos se dispersaram temendo a fúria das águas. 

O religioso se benzeu, segurou forte seu terço, correu e se trancou na igreja ao som de trovoadas retumbantes.

Cacá Araújo

Em comentário ao texto de Dihelson Mendonça: "  De quem é a culpa?"