Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sábado, 7 de maio de 2011

BIN LADEN - Uma vida dedicada a fazer o Bem à Humanidade !


Companheiros e Camaradas,

Mais uma vez o imperialismo norte-americano empunhou a sua clássica bandeira odiosa, desferindo um golpe brutal, e assassinando a sangue-frio uma pessoa totalmente indefêsa. Um homem verdadeiramente do bem, cujo único pecado foi se opor aos ditames da nação mais poderosa do planeta. Um homem que teve a sua sentença de morte decretada e anunciada com anos de antecedência nas dependências do pentágono.

Finalmente cumpriram o veredito, e mataram Osama Bin Laden, um santo defensor das causas dos pobres do terceiro mundo. Poderíamos até fazer um paralelo a São Francisco de Assis, ou a um "Robin Hood" dos tempos modernos, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Entristece-me a alma ver um ente cujo único defeito foi ser fiel à sua religião e ao seu povo ter seu corpo lançado aos tubarões na maior das frialdades. Afinal, só porque em 11 de setembro de 2001, sob seu comando, realizou-se um ataquezinho "besta", lançando aviões sequestrados contra as torres gêmeas em Nova York e contra o Pentágono, na capital estadunidense, provocando a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos. Só porque em Em 7 de agosto de 1998 o seu pequeno séquito só de gente bem-intencionada, a Al-Qaeda, utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas dos Estados Unidos, uma no Quênia e outra na Tanzânia, matando no total 256 pessoas e ferindo 510 pessoas. Só porque em 12 de outubro de 2000 a Al-Qaeda fez outro ataque contra o navio da marinha estadunidense USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de Aden, no Iêmen, o queprovocou a morte de 17 militares estadunidense.

Ora, isso é trivial! Acima de tudo, Bin Laden é um príncipe da fé, um abnegado das grandes causas, doravante, um mártir, barbaramente hostilizado por aqueles que só defendem esse regime odioso chamado capitalismo, que representa não mais que a exploração do homem pelo homem. Camaradas vermelhos, a luta continua contra o imperialismo americano. Nosso irmão Bin laden se foi, mas temos muitos outros que darão o seu sangue pelas justas causas.

Bin Laden foi um cidadão do bem. Só trouxe a PAZ à humanidade. Um ser iluminado, concebido sem pecado, para libertar o planeta de toda a tirania. Agora, com essa morte fatídica, será certamente recebido no Céu dos islamitas, por 72 das mais lindas vírgens, e nós aqui saudamos esse "São Jorge" guerreiro e sua espada flamejante, que lutou bravamente contra os dragões da maldade.

Avante, companheiros!
Viva a juventude socialista!
Viva Lenin, Viva Che Guevara, Fidel e todos que lutaram contra o mesmo regime !
Bin Laden é hoje um símbolo do nosso idealismo, mais um mártir nessa luta contra o odioso imperialismo norte-americano, pois afinal de contas, em toda a sua vida o seu legado para a humanidade foi um so: Fazer o BEM e promover a PAZ.

( Inversão de valores )
Por: Dihelson Mendonça

De um Leitor para as Mães Colaboradoras do Blog do Sanharol, Magnolia e Claude

Sai a passeio - Olavo Bilac

Sai a passeio, mal o dia nasce,
Bela, nas simples roupas vaporosas;
E mostra às rosas do jardim as rosas
Frescas e puras que possui na face.

Passa. E todo o jardim, por que ela passe,
Atavia-se. Há falas misteriosas
Pelas moitas, saudando-a respeitosas...
É como se uma sílfide passasse!

E a luz cerca-a, beijando-a. O vento é um choro
Curvam-se as flores trêmulas ... O bando
Das aves todas vem saudá-la em coro ...

E ela vai, dando ao sol o rosto brendo.
Às aves dando o olhar, ao vento o louro
Cabelo, e às flores os sorrisos dando...


Essa foi a maneira que achei melhor para homenagear as duas mães colaboradoras do Blog Sanharol.(Leitor)
(Recebido por e-mail)

NO TAPETE DE SÓCRATES



                                   
MATÉRIA DE POESIA

Faço de pedra o meu poema
de terra
e água.

Faço de sangue o meu poema
de suor
e dor.

Faço do tempo o meu poema
de memória
e esquecimento.

Faço da morte o meu poema
de perda
e permanência.



JUSTIFICATIVA

Sócrates, quando estava para morrer, quis aprender a tocar cítara.
 – Mas para quê? – disseram. – Você está para morrer.
– Ao menos terei tocado a minha cítara – respondeu.
Como Sócrates, eu escrevo os meus poemas.



sexta-feira, 6 de maio de 2011

Teologia do espetáculo (transcrição)

Ao beatificar João Paulo II em tempo recorde, o sucessor Ratzinger apela ao show e à nostalgia para tentar frear a decadência e o esvaziamento da Igreja.
Foi “política” a decisão de não esperar os habituais cinco anos para iniciar o processo, apoiar-se num “milagre” arrancado a fórceps e ignorar as “objeções”, em especial as fundadas nas obscuras manobras financeiras do Vaticano em sua gestão e a negativa do papa polonês a investigar e punir padres e bispos pedófilos. Principalmente o corrupto padre mexicano Marcial Maciel, líder da Legião de Cristo, que abusou de menores (inclusive dois de seus próprios filhos ilegítimos), mas manteve a boa vontade da Igreja arrecadando rios de dinheiro de milionários mexicanos, boa parte dos quais fluiu para os bolsos da Cúria Romana. O papa polonês protegeu-o até o fim e o próprio Ratzinger teve de esperar subir ao trono papal para discipliná-lo.
Trata-se de santificar não a duvidosa virtude de Karol Wojtyla, mas a virada conservadora que promoveu. João XXIII e Paulo VI haviam conduzido a Igreja à modernização e reaproximação com a sociedade laica e com outras igrejas e religiões, processo subitamente freado após a morte nunca devidamente esclarecida do efêmero João Paulo I e a eleição do polonês identificado com a luta contra o comunismo. FORAM CONGELADOS OS DEBATES SOBRE CONTRACEPÇÃO E O PAPEL DA MULHER NA IGREJA. Quando o cardeal de Sevilha, José María Bueno, reuniu-se com ele e insistiu em que sua consciência lhe impunha insistir na questão do celibato e da escassez de sacerdotes, Wojtyla foi brutal: “E minha consciência de papa me impõe expulsar sua eminência de meu escritório”.
Fora dos corredores estagnados do Vaticano, porém, os ventos continuaram a soprar. Abriu-se ainda mais o abismo entre uma Igreja cada vez mais conservadora e exigente e a sociedade civil dos países católicos, cada vez mais laica e menos interessada nas opiniões do papa sobre moral e pecado.
O Vaticano é hostil aos exorcismos das igrejas carismáticas populares, mas sente a mesma necessidade de “espetacularização”. A apressada multiplicação de beatificações e canonizações tenta suprir o déficit de interesse, distribuindo santos a comunidades e grupos de interesse que não os tinham. Paulo VI fez 11 canonizações em 15 anos; João Paulo II estabeleceu um recorde histórico com 113 em 25 anos, inclusive o controvertido fundador da Opus Dei e a canonização coletiva de 25 fanáticos cristeros que lutaram contra o governo laico do México nos anos 1920 e 1930. Bento XVI fez nada menos de 34 nos primeiros seis anos.
Não são tempos fáceis para a Igreja Católica. Foi deixada por 50 mil alemães e 53 mil austríacos em 2009 e por 180 mil alemães e 87 mil austríacos no ano seguinte. Não se trata do abandono tácito de quem simplesmente deixa de comparecer às missas, mas de pedido formal de baixa, enviado a autoridades civis de forma a encerrar o pagamento de contribuições à Igreja (1,1% da renda, até o limite de 200 euros anuais) e pesa de fato nos bolsos das paróquias e dioceses. Desde 1990, 1,78 milhão de alemães formalizaram sua apostasia, mas o salto recente nos números está relacionado aos escândalos de pedofilia: é nas dioceses mais afetadas que o êxodo é maior. Na Bélgica, foram 66 casos em 2008, 380 em 2009 e 1,7 mil em 2010. Mesmo na arquicatólica Polônia, a frequência à Igreja caiu de 60% nos últimos dias do regime comunista para 45% nos dias de hoje. Na Inglaterra e em Gales, 61% dizem que têm uma religião, mas apenas 29% se dizem religiosos. Só 48% dos 53,5% que se dizem cristãos (ou seja, 25,7% dos ingleses) acreditam que Jesus foi de fato o filho de Deus e ressuscitou dos mortos.
A aposta do Vaticano de Joseph Ratzinger parece ser em uma Igreja capaz de manter “influência política” (e arrecadar recursos financeiros) por meio de um rebanho pequeno, mas monolítico e militante.
Assim, a Igreja se recolhe e a instituição que moldou a civilização ocidental pouco a pouco se transforma em uma entre muitas seitas reacionárias e intolerantes.

Fonte: Carta Capital
POEMA PARA AS MÃES

O Bebê, quando nasce é miudinho
Não caminha, não conversa, não tem dente
O seu corpo é pequeno e fraquinho...
Da mamãe, em quase tudo é dependente.

Tem a pele tão fina e delicada,
Tem carência de amor e alimento
Sua Mãe, atenciosa e dedicada
Cuida e trata do Bebê todo momento.

Engatinha, se levanta e logo corre,
pula e grita, não rejeita diversão.
Se machuca, vem a Mãe e lhe socorre
Sempre pronta, dá conforto e atenção.

O mundo todo serena, se adormece:
Pois dormindo, é sinônimo de Paz.
Quem tem Mãe, neste mundo não padece:
Seu amor, do sofrimento nos refaz.

Quando à noite, já bem tarde, ele desperta
Com seu choro acordando os vizinhos,
Sua Mãe corre pronta e sempre alerta,
alimenta e logo troca os seus paninhos.

Quando vive em ambiente de harmonia
O amor em seu peito resplandece
Brinca e cresce transmitindo alegria
Quem tem Mãe neste mundo, não padece.

A criança é banhada de carinho,
de amor, de ternura e atenção.
A mamãe lhe ensinando direitinho
como ser um bom filho e bom irmão.

Quando chega a idade de escola
Diminui o tempo de brincadeira,
De correr, de boneca ou de bola,
De gritar e pular a tarde inteira.

Sendo jovem, já é Mãe experiente,
Logo aprende como deve proceder...
A Natureza lhe ensina o expediente:
Com sua vida, a da criança defender.

Independe da idade que ela tenha
Mãe é Mãe, seja qual for sua idade,
Não há força neste mundo que a detenha
Quando busca, pros filhos, felicidade...

Se um filho se desgarra, se desvia,
É pra ela, grande dor e sofrimento:
Vive sempre na esperança que um dia
Ele volte, pelo arrependimento.

Quando um dia ele voltar arrependido
Pelas dores e tormentos que sofreu
Dessa Mãe, no seu colo, tem abrigo,
Pois o Amor em seu peito não morreu.

A minha Mãe também quero enaltecer:
É um presente que dos céus eu recebi:
Em minha vida sempre hei de agradecer
Os valores que com ela aprendi:

Ser bom filho,bom amigo e bom cristão,
Ser honesto, ser leal, ser caridoso,
ser correto, ser fiel no coração,
prestativo, conpreensivo e carinhoso.

Meu respeito e minha admiração
Neste canto de amor, fé e franqueza,
Canto agora em formato de oração,
Louvo a obra da Divina Natureza:

Bela Mãe que a todos nós nos deu à Luz...
E com amor, com ternura nos ensina,
Orienta, nos guarnece e nos conduz
Ao amor da Natureza Divina.

Bin Laden Ressuscitou - José do Vale Pinheiro Feitosa

O mundo acordou chocado. Acordou de uma grande dúvida de ciência: a ressurreição. A grande dúvida a respeito do movimento contrário da morte à vida, hoje se mostrou comprovado. Bin Laden ressuscitou.

O problema da ressurreição se mostrou mais claro. Não adiantava buscar aparências; a verdadeira vida é conceitual. Era o conceito ameaçador da segurança dos EUA e da política de seus governos que corporificava Bin Laden.

E foi assim que o mundo viu o poderoso destruidor do futuro das pessoas, o arrasador do patrimônio das famílias, aquele que, pelo terror, leva as famílias ao desespero e ao abandono de seus estilos de vida. Bin Laden o grande terrorista ressurreto anda incólume no território atacado dos EUA.

A gasolina subiu estupidamente. O desemprego nos EUA atinge 14 milhões de pessoas. “O número de norte-americanos que pediram auxílio-desemprego atingiu o maior nível em oito meses na semana passada e o crescimento da produtividade dos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, abatendo as perspectivas em uma economia que tem dificuldades para ganhar velocidade. O aumento na quantidade de pedidos de auxílio-desemprego foi de 43 mil, totalizando 474 mil com ajuste sazonal, informou o Departamento de Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. É o maior patamar desde meados de agosto de 2010.”

O número de telefones celulares e de pontos de TV a cabo vem despencando no país e não é causado por enjôo com a tecnologia. É falta de renda familiar para honrar os compromissos com as assinaturas destes serviços. Esperem mais desassossego provocado pelo terrorismo Bin Ladista com massas feito zumbi entre um lugar e outro em busca de esperança.

O pior de tudo é que gastaram um dinheirão para assassinar um corpo, enquanto o conceito andava solto no território americano. O Obama tudo dia oferece um circo pela morte de Bin Laden: jantares, visita ao marco zero, hoje mais algumas lantejoulas, e o terrorista anda solto.

Um monstro devastador - Emerson Monteiro

Outra vez falar das drogas, da fera que tomou para refém a sociedade, inoculando seu veneno sobre a doce flor da melhor juventude dos nossos tempos. Recentes notícias falam de um filme documentário na fase de conclusão denominado “Quebrando o tabu”, do cineasta brasileiro Fernando Grostein Andrade, que trata do assunto de modo a repensar aquilo o que Estado pode oferecer como alternativas para o fracasso na guerra às drogas.
Numa sequência de entrevistas com personalidades importantes; políticos, intelectuais e cientistas; Bill Clinton, Jimmy Carter, Dráuzio Varella, Gael Garcia Bernal, Paulo Coelho, etc.; esse trabalho quer indicar maneiras novas de abordar o grave problema, considerado muito mais uma questão de saúde pública do que, apenas, fator e origem da criminalidade. A dependência das drogas ocasiona males inimagináveis à família e à sociedade, deixando cicatrizes profundas na história, desde as remotas eras.
O maior perigo das substâncias estupefacientes é que prendem pelo prazer físico imediato, motivando a ânsia da repetição e estabelecendo a sujeição química dos seus usuários.
No filme, no meio de outros depoimentos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton declara haver conhecido as drogas através da dependência de um seu irmão que se tornara dependente de cocaína, levando-o saber, na própria pele, os males da trágica matéria.
Flagelo avassalador, as drogas chegam inclusive às penitenciárias de segurança máxima, conforme analisa um dos entrevistados. Indiscriminadamente, vitimam todas as classes sociais, todas as idades, todos os países, raças e credos. Ninguém se dirá livre da infelicidade das drogas, que aparecem na gênese dos piores delitos e maldades humanas.
No filme, também o escritor Paulo Coelho observa os riscos a que incorrem pessoas quando assumem o ônus de conhecer as drogas, a partir de quando nada mais poderão decidir com liberdade. Uma viagem sinistra, as drogas impõem condições irreversíveis, da doença à morte, no confronto de situações extremas e destruidoras.
A fatalidade das perversas substâncias rasga os olhos desta civilização, limitando as providências dos governos, que ainda ignoram as proporções reais do terrível inimigo em termos de consequências atuais e futuras. Deste modo, sombras de medo percorrem ruas e palácios, numa escalada jamais vista admitida em tempo algum.
A ciência e os órgãos de segurança, só por si, enfrentam a crise na esperança dos meios ideais de, pelo menos, reduzir o prejuízo comum, enquanto a responsabilidade do problema pesa nas costas de gregos e troianos, pais, irmãos, filhos, amigos e desconhecidos, numa luta surda para conter os números da triste servidão.

E por falar em São Francisco, Santa Clara a padroeira dos aviadores um poema de Manoel Bandeira

Oração para Aviadores

Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.

Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.

Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.

Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.

Santa Clara, clareai.

Louvação



Louvado sejas, meu Senhor
Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.

(São Francisco de Assis)

II Festa das Mães

Animada pela Banda Originais da Terra

Local: Crato Tênis Clube
Data: 6 de maio de 2011- 22 horas


Ingresso casal: R$ 30,00


Realização: Rotary Club de Crato e Casa da Amizade

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meu mundo por um cheiro - José do Vale Pinheiro Feitosa

Eu já andei me queixando do uso indiscriminado do “beijo” em relação ao nosso tradicional “cheiro”. Especialmente no nosso Ceará, as novas classes urbanas abandonaram o cheiro pelo beijo. Antigamente se despedia em tom amável com cheiros, mas hoje são beijos. Ninguém pegava uma criança para beijar, era para cheirar.

O quê nos fez mudar de sentido é um estudo antropológico que apenas especulo. Sem fundamentos. Mas não deixa de haver certo estímulo do cinema e da telenovela. O beijo é a multinacional do carinho entre duas pessoas e as imagens estimulantes vieram daquele meio.

Foi assim que sentir o odor do outro foi substituído pelo sabor de pele, cabelos e mucosas. Mas é verdade que o beijo também aspira algo olfativo que do outro evola-se. Mas o sentido central do cheiro foi para as margens da cultura.

Nem tanto. Não dar para ir com a antropologia tão longe assim. O senhor mercado mostra um promontório muito elevado. O Brasil hoje é o maior mercado de perfumes do mundo. Ganha até mesmo dos EUA, enquanto consumimos U$ 6 bilhões em perfume, os EUA consumiram U$ 5,3 bilhões.

O título de mais cheiroso ganhamos de lambuja dos gringos, além de gastarmos mais na conta total, aplicamos mais por pessoa. Eles têm uma população de 308.745.538, enquanto o Brasil tem 190.732.694 isso nas contas dos censos de 2010. Sendo os mais cheirosos, resta saber quem são os mais cheirosos entre nós.

Já adivinhou né? Claro que não falaria em perfume se a vantagem nordestina não fosse de humilhar o sul maravilha. Enquanto 90% das famílias nordestinas gastam com perfume, apenas 40% da prole familiar o faz no sul do país.

E sabem mais? Os nordestinos tomam vários banhos ao dia e por isso gostam mais das colônias tipo splash que duram menos tempo na pele. Os nordestinos não precisam que os perfumes se fixem muito tempo entre 12 e 24 horas, pois antes disto já haverá um novo banho.
E como gostamos mais de perfumes e sempre estamos retirando algum das prateleiras dos mercados para as nossas bolsas de compra, resulta que as companhias que fabricam perfume não façam tantas promoções na região. Isso é coisa lá para o sul, que precisam ser convencidos a se perfumar. Os nordestinos já o fazem mesmo.

E ainda vieram uns cabras fedorentos querendo amolecer Lampião só por que o sujeito usava perfume. Homem em baile é ambiente perfumado. É dançar para sentir o cheiro.

Eu quero um cheiro.
Um cheiro de você.
Uma fragrância do quarto em que tu nascestes.
Vertente dos aromas que destilam os mistérios da vida.

Arco do Tempo - Paulo César Pinheiro

Arco do Tempo
(Paulo César Pinheiro)

Eu tenho um barco por dentro
Seu rumo é a curva de um arco
Seguindo o arco do tempo
Que puxa a corda do barco

O barco é o meu sentimento
No mar do peito eu me encharco
Em qualquer ponto do tempo
Eu passo e finco meu marco

Meu rastro é o verso que eu deixo
Formando um mar de sargaço
E quanto mais mar eu vejo
É mais um canto que eu faço

Já fiz um círculo e tanto
Cruzei um século inteiro
Morrer eu vou, mas meu canto
Jamais vai ter paradeiro


P.S. Esta música dá título ao CD de Soraya Ravenle, lançado neste ano.

Traduções & Tradições


“O fim da arte inferior é agradar,

o fim da arte média é elevar,

o fim da arte superior é libertar”

Fernando Pessoa


O Centro Cultural Banco do Nordeste, no seu aniversário de cinco anos, tem muitas razões para comemorar o apagar das velinhas e o talho do bolo. O Centro trouxe a força gravitacional necessária para atrair as mais diversas formas de arte e a caixa amplificadora para dar ressonância às mais diversas expressões artísticas de que o Cariri é reconhecidamente um celeiro. O Centro Cultural somou suas forças ao trabalho já encetado há muitos anos pelo SESC e hoje é possível dizer que a os rumos da Cultura aqui na nossa região dividem-se em aC e dC ( antes e depois do Centro).

No último dia 29 de Abril, subiu ao palco, num memorável show de aniversário, uma plêiade de artistas representativos daquilo que se vem fazendo de melhor em música contemporânea no Ceará. De um lado a TRADIÇÃO configurada na batida inconfundível e telúrica dos “Zabumbeiros Cariris”, com seu canto úmido de misticismo , grávido de húmus. O canto que teve a participação especial de Luciano Bryner e que nos aviva na alma nossas profundas raízes pernambucanas que saltam do Maracatu de Baque Virado, dos Caboclinhos, do Coco de Praia.Na outra extremidade os músicos caririenses mais representativos, no seu trabalho autoral, e que digeriram toda nossa cultura popular mas temperada com as mais diversas influências da música/poesia universais . Trazendo-nos o contraponto imprescindível das “TRADUÇÕES”. Todos eles , incrivelmente, com mais de quarenta anos de estrada, mas provando-nos ,a todo instante do Show, que a boa arte é libertária e atemporal.

Abidoral Jamacaru , Luiz Carlos Salatiel, João do Crato esmeraram-se em trazer à ribalta o que existe de mais clássico no repertório da música caririense: “Lua de Oslo”, Prá ninar o Cariri”, “Lá de Dentro”, “Limite”, “Oriente”, “Vida”, “Cuba”, “Coco pra Azuleika e Asa Branca” e tantas outras. A poesia icônica de Geraldo Urano brilhou como se saísse dos refletores, junto com um universo de compositores cearenses: Pachelly Jamacaru, Ermano Morais, Eugênio Leandro, Amélia Coelho, Cleivan Paiva, Luiz Gonzaga... A banda trazia a competentíssima batuta de Ibbertson Nobre nos teclados /Sanfona, Rodrigo(Bateria) , a percussiva presença dos Zabumbeiros, além dos inconfundíveis baixo/violão de João Neto.

A casa estava cheia de uma platéia entusiasmada e participativa e que em voz uníssona confirmava: Um Show para se ver e rever! Um show que precisa sair do casulo e ganhar os palcos do Ceará e do Brasil !

Esta é a nossa Arte: a expressão maior de que aqui estamos vívidos e vivos. Mídia do Brasil, nem só Traições vive o Show Business! Que tal Tradições & Traduções ?

J. Flávio Vieira

Entre o "S" e o "B"


Nesta semana os Estados Unidos anunciaram, com estardalhaço, a morte de Osama Bin Laden. Nova York comemorou na Time Square como se tratasse do Dia de Ação de Graças. Uma alegria não muito diferente daquela que invadiu o Iraque , nove anos atrás, quando ruíram as Torres Gêmeas. A mídia internacional elogiou seguidamente a ação militar , transparecendo , claramente, que o terrorismo mundial findava com o extermínio puro e simples do inimigo público número 1. Os britânicos estamparam manchetes: “Covarde até na morte”, interpretando informação , depois desmentida, de que Osama teria usado a mulher como escudo, no ato final da sua vida. Como se um fanático fundamentalista temesse a morte ou qualquer uma outra coisa além do afastar-se de seus rígidos e pétreos princípios Os europeus, mais sensatos, perceberam que haviam ganho comido um pequeno peão no imenso jogo de xadrez da política do internacional. O presidente Obama, em plena campanha de reeleição, posou de John Weyne, após o pretenso duelo final deste faroeste de longuíssima metragem.

Pois bem, aqui deste nosso fim de mundo, junto às botas que Judas perdeu, vamos refletir um pouco sobre esta Paixão profana: cheia de muitos Pilatos, tantos beijos falsos, vários Caifás, muitas crucificações ,poucos anjos e nenhum Messias. Não é por mera coincidência que apenas uma mera consoante separa Obama de Osama. Nesta sintaxe é impossível saber se o “B” que existe em um é o de bonzinho, boçal ou de besta-fera , bem como o “S” que o outro ostenta representa o sabido, sacana ou satanás. Obama não é o que ele é, mas o que ele representa. Terrorista ,cada um a seu modo, eles são extremidades que se tocam e soltam faíscas. Porque, amigos, terrorismo é sempre uma estrada de mão dupla e, no final, é sempre a população civil que paga diretamente pelos erros cometidos lado a lado. Tão injustificável quanto as mais de 3000 mortes do World Trade Center, são as incontáveis perdas causadas pelo imperialismo capitalista no Terceiro Mundo, com sua política colonialista e predatória. Basta lembrar que só na invasão do Iraque, segundo a Opinion Research Business (ORB), mais de um milhão e duzentas mil vidas foram sacrificadas de forma violenta. Buscava o que o bravo exército norte-americano ? Uma arma de destruição em massa que só depois se percebeu chamava-se : Petróleo.

Há um outro ponto que precisa ser lembrado. A cavalaria perseguiu Bin Laden por quase dez anos. Com toda tecnologia quase não consegue encontrá-lo. Ele se tornou o campeão mundial de esconde-esconde. Por que a dificuldade? Um dos fatores mais importantes é o fato de que tentavam capturar um mito e que contava com a cumplicidade de todo universo islâmico.

O terrorismo acaba com Bin Laden? De maneira alguma! Do mesmo jeito que a pretensa guerra contra o terror não acabaria com o desaparecimento eventual de Obama . Assim como o Arraial de Canudos não acabou com a morte do conselheiro: apenas se mudou para as favelas. O cangaço não se findou em Angicos, tão-somente subiu os morros e urbanizou-se. A Guerra contra o terrorismo só acabará quando cessar o tráfego nas duas mãos da rodovia. Enquanto isso viveremos um conflito pleno de lágrimas derramadas de lado a lado e alguns enganadores intermezzos em que o povo comemorará uma vitória fictícia, sem perceber que a próxima bomba já se encontra com o estopim chiando.


J. Flávio Vieira

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


MACELA - Anthemis nobilis - RESISTÊNCIA NA DELICADEZA - Uma erva sagrada no antigo Egito, pelos inúmeros benefícios que trazia à saúde. Na Grécia, era sinônimo de coragem e persistência e era também muito empregada com revigorante do corpo e do espírito, por seu aroma agradável e relaxante.
Uma planta muito antiga e, por suas propriedades curativas, uma das ervas preferidas dos egípcios, que a dedicavam ao sol. Na Grécia era receitada para acalmar febres e perturbações femininas. Suave e ao mesmo tempo resistente, a Macela inspirou um antigo provérbio que fala sobre a coragem na adversidade: "É como a Macela, quanto mais a pisam, mais floresce".


Planta aromática, vivaz, rústica, atinge de 20 a 30 cm de altura. Originada do Egito, Europa e América do Sul. Cultivada em solo leve e bem arejado com exposição ao sol. A reprodução é por sementes. Semear na primavera. Cultivar a Macela próximo de outras plantas que estejam enfraquecidas e murchas as fará reviver.


O suave e relaxante aroma da Macela, que nas folhas lembra o da maça, alegra o espírito e favorece a saúde do corpo, por isso era muito usado em inalações ou fumado para aliviar a asma e curar insônia. Tônico e sedativo, o chá de Macela ajuda a descontrair os músculos faciais. Usada na água do banho, tonifica e alivia queimaduras de sol. Folhas e flores podem ser usadas em "potpourris", travesseiros e  almofadas aromatizadas.

Edilma Rocha
Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Um amor para sempre - Emerson Monteiro

Existem infinitas abordagens para o fenômeno da morte entre os seres humanos. O assunto envolve as concepções filosóficas, religiosas, sentimentais, de quem o considere. Impacto extremo, a hora do desaparecimento da vida no corpo ocasiona dores atrozes, abalos devastadores, a exigir firmeza e renúncia dos que passam por isso, que são todos, sem nenhuma exceção. Sendo, pois, a morte o ponto final do processo vida e limite da pesquisa científica, nela se interrompem as avaliações do método e seus estudos matemáticos. Quando cessa a vida na carne, também cessa o objeto da cultura como instrumento de respostas para as ações da natureza. Nessa hora, entrem em campo os valores da metafísica, ramo da filosofia que cuida dos fenômenos depois da morte. Será o momento da religião, tendo a transcendência por sua principal abordagem do Universo.
Os credos religiosos trazem considerações a propósito do que resta quando as pessoas deixam de existir no mundo visível. Há hipóteses desde as religiões mais remotas, o hinduismo, o taoísmo, o zoroastrismo, até as escolas da atualidade. As respostas indicam aspectos tratados como matéria de fé. A formação adquirida pelos devotos significará, nesta hora, o valioso instrumento de superar a crise das perdas dos entes queridos. A aceitação inquestionável da existência de um Ser Superior, por exemplo, definirá, sobremodo, o quanto de sabedoria comanda tudo na Vida. Esse é o dado principal: Aceitar a existência de Deus, pai e criador do quanto existir.
A seguir, sustentar a permanência da vida após a morte, ali quando, um dia, se reencontrarão os que se amam, porquanto consciências individuais não morrem com o desaparecimento do corpo material.
E compreender que a força suprema do Amor organiza as existências, energia poderosa e permanente, justa e acessível, fruto maior das compreensões elevadas e motivo do que as criaturas realizam durante o tempo, neste pedaço de galáxia girando no grande Cosmo, no sentido de um dia seres perfeitas.
Nisso, os laços eternos jamais se desprenderão, pouco importando as justificativas apenas intelectuais para minorar as dores pungentes da distância física. No entanto, a linguagem que os corações desenvolvem entre si oferece consistência nas respostas às marcas da saudade que machuca. Essa linguagem estabelece o contato dos seres que, de verdade, se amam. Nesse contanto amoroso, por isso, acham-se as soluções para a dor da separação, porta aberta da Eternidade. No isolamento das horas amarguradas, transes só conhecido pelos que vivenciam, a voz de Deus e do seu amor tocará o íntimo profundo de pais que perdem seus filhos, ocasião própria de ouvir com bem clareza os que saem de cena, mas continuam vivendo tão perto de nós.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

JOÃO PAULO SEGUNDO BEATIFICADO DIA 02 PELA IGREJA CATÓLICA EM ROMA




Em cerimônia litúrgica presidida dia 2 de maio pelo Papa Bento XVI, na Praça de São Pedro do Vaticano, a Igreja Católica beatificou o saudoso papa João Paulo Segundo, falecido em 2  de maio de 2005, aos 85 anos de idade.

A  solenidade contou com a presença de cardeais, arcebispos, bispos, sacerdotes e milhares de fiéis e peregrinos. A Diocese de Crato foi representada pelo Bispo Diocesano, Dom Fernando Panico e pelos Padres Diocesanos que estão fazendo cursos especializados na Europa.

O Crato e sua Diocese mantiveram um bom relacionamento com o saudoso Papa Paulo II, conforme podemos observar:

1- João Paulo II recebeu, em audiência no Vaticano, Dom Vicente Matos, Dom Newton Holanda Gurgel e Dom Fernando Panico, Bispos Diocesanos do Crato.

2 – Ordenou Bispo Dom Newton Holanda Gurgel em 1979, juntamente com outros 30 Bispos das Américas e da  Europa, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

3 – Nomeou seis novos Monsenhores para a Diocese do Crato, em dezembro de 2002, por indicação de Dom Fernando Panico.

4 – Recebeu e abençoou no Vaticano o Padre José Almeida, então vigário de Caririaçu, representante da Irmandade do Carmo e do Congresso Internacional, em homenagem a Nossa Senhora do Carmo, em Roma.

5 – João Paulo segundo enviou, por intermédio do Núncio Apostólico da Santa Sé, no Brasil, uma mensagem com uma bênção especial para a Diocese do Crato, por ocasião dos seus 75 anos de criação (Jubileu de Diamante), em 20 de outubro de 1989.

6 – A Diocese de Crato participou da visita do Papa João Paulo II em julho de 1980 a Fortaleza, representada por Dom Vicente Matos, Bispo Diocesano, Dom Newton Holanda Gurgel, Bispo Auxiliar, além sacerdotes, religiosas e centenas de diocesanos.

7 – No Estádio Castelão, palco do Congresso Eucarístico Nacional, João Paulo II foi homenageado pela Orquestra Padre David Moreira da Solibel e pelo cantor Luiz Gonzaga, Rei do Baião, que cantou a música: “Obrigado, João Paulo”, de autoria do Padre Gotardo Peixoto e colocou seu chapéu de couro sobre a cabeça do Papa, numa homenagem dos Nordestinos.

8 – Na mesma ocasião, Dr. Jefferson de Albuquerque deu de presente ao Papa um fóssil da Chapada do Araripe, em nome do Rotary e do Crato.

9 – Quando se preparou para visitar o Brasil, pela primeira vez em 1980, o Papa João Paulo II aprendeu Português, através do livro “Português para Estrangeiro”, de autoria do Professor cratense catedrático em Linguística, Francisco Gomes de Matos, da Universidade Federal de Pernambuco, por indicação da Nunciatura Apostólica no Brasil.

10 – O Professor polonês, Maestro Arnaldo Salpéter, um dos fundadores da Sociedade da Cultura Artística do Crato – SCAC – e seu primeiro diretor-artístico, era conterrâneo do Papa João Paulo II.

Na manhã do dia 2 de maio de 2011, Padre Edmilson Neves celebrou missa de Ação de Graças pela beatificação do Papa João II e colocou um grande banner de João Paulo II na janela da Catedral de Nossa Senhora da Penha.

João Paulo II tem uma foto oficial colorida na galeria dos papas e dos bispos na Sacristia da Sé Catedral. É ainda Patrono de uma Rua e de uma Clínica Odontológica em Crato.

Com sua beatificação, o mundo católico aguarda, agora, sua canonização pela Santa Sé.

Crato (CE), 2 de maio de 2011.



Documento cedido pelo autor, Huberto Cabral

Fotos: Google Imagens