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Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
MATEMÁTICA DE MENDIGO...
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Um celular de estimação - Emerson Monteiro
O noticiário da semana passada, por exemplo, falou dos riscos e prejuízos à saúde do alienígena, quando usado com regularidade e maior intensidade, estudos ora desenvolvidos a confirmar, em face das ondas que emite e recebe. Maquininha familiar, depois dele mudaram costumes e medidas. Poucos passam impunes diante das artimanhas do monstrinho, que hoje, no Brasil, já ultrapassa o número de habitantes. Quanto crime sujeita incentivar. Quanta vida salvará, antes do pôr do sol. Misto de brinquedo traquina e lâmpada maravilhosa, o propulsor da civilização contemporânea desmancha os obstáculos ao progresso, artefato nunca visto com tamanha força de vulgarização nas classes sociais; e, máquina de tais proporções transformadoras, pois facilita que é uma beleza tudo em volta, conquanto demonstração do engenho humano às raias do infinitamente pequeno, sem fugir aos encantos que proporciona, estreitando amores apaixonados, monitorando filhos e sequenciando negócios. Aonde chegar ser humano, alguém buscará sinais abençoados dos equipamentos digitais.
Traçado que democratizou o poder da ciência, o celular serve de símbolo do quanto andaram os circuitos eletrônicos a serviço da sociedade, agora desenvolvida através de novos aparelhos dotados das inúmeras funções, espécies de computadores populares transpostos de mão em mão.
Daí a pergunta crítica de saber quem manda, se o homem ou a máquina, tabu da Era Industrial. Tipo fertilizador das emoções, pouco pesa saber a resposta do invasor que criou dependência e raros dele escapam.
No entanto armam-se paralelos. As recargas todo dia que humanos também necessitam, e no dormir carregamos a bateria. No sonho, na oração, na esperança, alimentamos a viva vontade dos sentimentos, neste frio das relações mecânicas para vencer as interrogações da existência, apesar dos muitos meios que o homem desenvolveu e quase nada melhorou em termos da própria fraternidade.
"Raridades" - José Nilton Mariano Saraiva
Ao razoável preço de R$ 10,00 a unidade, os CD/DVDs são entregues em sua própria casa e possuem uma qualidade muito boa (com alguns guardando as características originais, evidentemente, como a projeção em preto e branco), permitindo-nos empreender uma inolvidável “viagem de retorno” às origens (meninice/adolescência) e reviver momentos mágicos, via agradáveis “sessões nostálgicas”... e solitárias (os meninos e a mulher acham tudo isso muito “cafona”).
Fato é que, de posse de autênticas “raridades” (abaixo), adquirimos a propriedade de nos autotransportar às salas do Moderno, Cassino e Educadora, aí do Crato, onde tudo começou: No Tempo da Diligências (John Waine), Uma Rua Chamada Pecado (Marlon Brando), Gata em Teto de Zinco Quente (Paul Newman), Candelabro Italiano (Troy Donahue), A Bela da Tarde (Catherine Deneuve), A Piscina (Alain Delon), Crepúsculo dos Deuses (William Holden), Os Desajustados (Clark Gable), Bem Hur (Charlton Heston), A Face Oculta (Marlon Brando), Os Imperdoáveis (Clint Eastwood), Juventude Transviada (James Dean), Paixão de Fortes (Henry Fonda), Flechas de Fogo (James Stewart), Os Girassóis da Rússia (Sophia Loren), Doutor Jivago (Omar Sharif), Os Canhões de Navarone (Gregory Peck), Cidadão Kane (Orson Welles), A Ponte do Rio Hway (Willian Holden), A Escolha de Sofia (Meryl Streep), Fugindo do Inferno (Steve McQueen), Guerra e Paz (Audrey Hepburn), Casablanca (Ingrid Bergman), dentre outros.
Apesar de todas serem “jóias raras”, particularmente torcíamos e tínhamos uma verdadeira obsessão por rever dois “filmaços” que assistimos no Moderno e que ficaram como que “encastelados” em nossa mente: Sayonara (Marlon Brando) e 36 Horas (James Garner), aos quais teremos oportunidade de nos referir, a posteriori.
Acreditamos que tal tipo de resgate expressa com fidedignidade o “IR LONGE PRA FICAR MAIS PERTO”, porquanto, ao forçar a memória a ir procurar lá na sua parte mais recôndita (longe) a lembrança de momentos inolvidáveis, implicitamente estamos a querer manifestar o nosso desejo de ficar “mais perto” do Crato de outrora (de imorredouras recordações).
Haja coração !!!
Com essa discórdia não acreditamos em paz
Não podemos suportar as intrigas palacianas provocadas pela mídia inimiga.
Não acreditamos mais que haja uma suspensão permanente de paz harmônica, pois esses inimigos são semelhantes a uma cobra cascavel que desejam dar o bote em seus adversários a fim de esperar ocasião satisfatória na presa desmerecida de seus conterrâneos vizinhos que não possuem prestigio e são sempre desmerecidos por esses políticos que desejam aparecer com o intuito de retirar desta cidade seu patrimônio histórico administrativo e cultural. O pior é que esses inimigos Cratenses, a maioria é filho legítimo da cidade que quer aparecer na surdina, entregando os pontos,dizendo amem e ainda se considera que faz bem a terra.
Não suportamos mais tanto desprezo que nos vem atormentar com idéias fantasiosas e desrespeitosas.
Há anos esses políticos cratenses desavergonhados querem entregar o Crato sem dó e piedade, ansiando o menosprezo total, sem valentia, deixando tudo entregue à própria sorte.
Às vezes, pensamos que o Crato não tem mais aqueles homens vibradores e lutadores, a não ser com raríssimas exceções. Não sabemos o que pensam esses ditos homens, mas repugnamos suas idéias estapafúrdias que vem assolar a mente alquebrada dos filhos ilustres do Crato.
Não queremos permanecer nesse estado de coisa, com pensamento absurdo e de idéias estarrecedoras que nos levam ao desequilíbrio econômico , já que lutamos com forças totais sem precisar utilizar a pieguice que acompanha esses homens malditos que desejam destruir o Crato.
Queremos lembrar que não usamos de artimanhas embusteiras, lutamos com forças equilibradas, mas tudo que vem é a custa do nosso suor e não solapamos o patrimônio alheio.
Observando o comportamento de alguns políticos cratenses que andam em marcha a ré, permanecem alheios aos problemas da cidade.
Não reagem perante o desprezo das autoridades da capital. Não prevalecem o direito de reação. São submissos aos tênues gritos dos chefões políticos e ficam cabisbaixos quando surgem os problemas sérios.
Assim pedimos a esses políticos cheios de medo, afastem-se desse caminho e entreguem o barco a outros que tenham vontade de trabalhar.
Por isso admiramos os cratenses que dizem: para crescer é preciso que haja vozes autênticas a fim de reagir os insultos desses megalomaníacos e que vivem usurpando o patrimônio alheio dizendo lorotas, intrigando os outros porque querem tudo para si.
Com o fito de fugirmos dessa discórdia é necessário que haja preparo de pessoas valentes e que possam assumir com coragem as rédeas do poder cratense. Se por acaso, não reconquistarmos nosso poder de equilíbrio de forças igualitárias, somos favoráveis a uma campanha plebicitária com o desejo de passar o Crato ao vizinho estado de Pernambuco. Só assim fugiremos da desigualdade dos desmerecimentos trazidos por esse povo aventureiro que só deseja tudo para si.
Crato-CE, 07/06/2011
Esquerda, direita e ideologia - José do Vale Pinheiro Feitosa
Coisas nossas, por Zé Nilton

Para o professor Carlos Rafael Dias.
Este é o famoso Pedro Honório Carlos de Melo, ou só Pedro Honório, conhecido por todas as gentes espalhadas pelos quadrantes da Chapada do Araripe.
Sua família chegou ao Juazeiro quando ainda estavam bem quentes os acontecimentos turbulentos originados pelo fato de a beata Maria de Araújo derramar sangue da boca, enquanto tomava a comunhão. O acontecimento calou fundo nos corações e mentes dos nordestinos, e eles acorreram para o Juazeiro, a terra santificada. Era o começo do Século XX, e o início da inventiva engenharia de Juazeiro como cidade destino das almas em busca de salvação.
Pe. Cícero, segundo a História, procurou acomodá-los pelas terras da Serra de S. Pedro e, em seguida, pelas terras devolutas da Chapada do Araripe. Não teria sido fácil. Romeiros relutaram ao enfrentar matas virgens cheias de onças, de cobras e de caça.
Os avoengos de Pedro Honório, vindos do Rio Grande do Norte, acreditaram no padrinho, e subiram a serra. Ocuparam grandes porções de terras. Ali se reproduziram social e economicamente. Fundaram uma grande família – os Honório – que ainda hoje estão por lá, embora muitos tenham arribados rumo ao Brasil de cima, à procura de dias melhores.
Pedro Honório ficou, e fincou raízes. Homem muito disposto, empreendedor e pessoa de rara sabedoria. Tem posições próprias sobre a vida, a natureza, a política e tudo o mais. Discute com o interlocutor sobre qualquer assunto, e rebate, e debate à sua maneira. E quando se pensa que ele não entendeu, engoliu a isca dos “homens da cidade”, ou foi vencido pelos argumentos, qual o quê; nada disso. Ele fica certo tempo a matutar – olha que verbo adequadíssimo para o caso de Pedro Honório. E o homem matuta mesmo, sem matutagem, porque ele não é matuto.
Mas tudo o que está escrito atrás é para falar também do desmoronamento do mundo rural. A cada dia os tentáculos do capitalismo, através de seu maior e eficiente instrumento – o Estado -, adentram a vida campesina, e ela vai se transformando, ou tomando um jeito meio “esquizóide”, entre ser ou não ser camponesa.
E o velho Pedro Honório, quase noventão, faz tempo vem cismando sobre isto. E quando fala do passado, diz de um tempo de abundância, de sua condição de camponês “forte”, de um mundus criado e vivido por todos sob a cultura do dar, receber e retribuir.
Hoje, só lembranças, em meio as perdas de quase tudo o que fora no passado.
Ele faz seu lamento em forma de poesia, forma detestada pela “besta fera”, onde tudo é dissolução.
Eu tinha muita mandioca
Fazia muita farinha
Possuía muita besta
Um cavalo e uma poltrinha
Também tinha muito gado
Tinha vaca, bezerrinha
Também tinha muito porco
Criava muita galinha
Também tinha muito negro
Muitos negros e negrinhas
Deu um morfo na mandioca
E a crueira na farinha
Deu uma roda no cavalo
E um escancho na poltrinha
Deu um mal triste na vaca
Caruá na bezerrinha
E deu um ronco nos porcos
Um incruge nas galinhas
E deu sarampo nos negros
Catapora nas negrinhas
Baixou a desgraça em riba
E acabou tudo que eu tinha...(Pedro Honório).
Coisas nossas falar do passado e das pessoas que encontramos pela vida. O mundo rural agoniza e pode mudar, e como anda mudando depressa, mas as pessoas que nos tocam, em qualquer dos mundos, continuam as mesmas em nossas recordações...
Mudando de assunto, hoje, no programa Compositores do Brasil, começando às 14 horas, na Rádio Educadora do Cariri: www.radioeducadora1020.com.br, diremos um pouco de Aldir Blanc e de suas letras musicadas por grandes compositores.
Um bom final de semana.
Lançado o site "A História do Cariri"
Inicialmente, adicionei como escritores, diversos professores e cronistas do Cariri, que têm intimidade com a nossa história, a saber: Armando Lopes Rafael, Carlos Rafael, Wilton Dedê, Cacá Araújo, Claude Bloc, Emerson Monteiro, Antonio Correia Lima, Edilma Rocha, José Cícero, Roberto jamacaru, Pachelly Jamacaru, e Manoel Severo ( dentre outros que me falha a memória no momento ). Outros escritores virão depois, mas nesse site, prezamos muito a seriedade e o conteúdo. Não é um site de bate-papos nem de variedades, e os escritores precisam ter uma história de vida relacionada ao ensino ou ao estudo da História do Cariri, além de já haverem escrito vários artigos sobre o assunto em sites ou revistas do Cariri.
O site já está no ar e com domínio próprio definitivo:
Espero poder contribuir para enriquecer o seu conteúdo, trazendo aos poucos, as centenas de artigos que nossos outros escritores já postaram acerca da História do Cariri nos outros Blogs e sites. O trabalho, certamente servirá para enaltecer e manter sempre acesa a chama da nossa história, das tradições e da cultura caririense.
Artigos sobre a História do Cariri por outros escritores renomados serão sempre bem-vindos, e quem tiver algum artigo que julgue útil para enriquecer o conteúdo, estamos à disposição no e-mail: blogdocrato@hotmail.com
Dihelson Mendonça
Programação Oficial da I Mostra de Cinema & Video de Crato

| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
|
19h
| Abertura Oficial · Leitura Dramática “Os Primórdios do Cinema no Crato” - com Luiz Carlos Salatiel e Kelvya Maia” · Homenageados com o Selo Cultural do Araripe – Troféu Vittorio di Mayo; 1. AVANT PREMIÈRE do tele-conto “O Cinematografo Herege” - de Jefferson de Albuquerque Jr, numa livre adaptação do conto homônimo de José Flavio Vieira; · Coquetel |
28´ |
14/06, Terça-feira
| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
|
19h
|
2. Exibição do curta: “As Sete Almas Santas Vaqueiras”- de Jackson Bantim 3. Exibição do Longa:“Ave Poesia”- de Rosemberg Cariry” | 30’
82’ |
15/06, Quarta-feira
| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
|
9h
| 4. Exibição do Curta: “Dona Cíça do Barro Cru” – de Jefferson de Albuquerque Jr.; 5. Exibição do Curta: “A ordem dos Penitentes”- de Petrus Cariry; 6. Exibição do Curta: “Também sou teu Povo”- de Franklin Lacerda e Orlando Pereira; 7. Exibição do Curta: “Água pra que te quero?”- de Nívea Uchoa; |
12’
25’
15’
16’ |
|
14h | 8. Exibição do Curta: “Os Olhos da Chapada”- de Franciolli Luciano; 9. Exibição do Curta: “ Drama”- de Franklin Lacerda, Ana Rosa Borges (Roteiro); 10. Exibição do Curta: “DZU´NHURAE- O Filho das Águas ‘, de Pachelly Jamacaru; 11. Exibição do Curta: “Crato” – de Virgínia Soares – Produção IMAGO (URCA) | 15’
20’
28’
50’ |
|
19h | 12. Exibição do Curta: “O Auto de Leidiana”- de Rosemberg Cariry; 13. Exibição do Longa: “Fronteira das Almas” - de Hermano Penna; | 26’
90’ |
16/06, Quinta-feira
| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
| 9h | 14. Curta da ONG ” VERDE VIDA” I – Mestres da Cultura de Genivan Brasil e Paulo Fuísca 15. Curta da ONG ” VERDE VIDA” II – Box de Vídeos do Verde Vida |
|
| 14h
´ 15h10
| 16. Exibição do Curta: “Matando a Fome”, de Franciolli Luciano; 17. Exibição do Curta: “Músicos Camponses”- de Jefferson de Albuquerque Jr.; 18. Exibição do Curta: “Chapada do Araripe - Como foi, como será? (parte III)”, de Jefferson de Albuquerque Jr.; 19. Exibição de Curta: “Seu Mundô – O Guardião da Floresta” – de Laerto Xenofonte; Roda de Conversa: “Estórias de Cinema- Colóquio com cineastas, produtores, atores e cinéfilos. Reativação do Cine-clube Crato”; | 5’
12’
30’
16´
|
| 19h | 20. Exibição do Média: “Formação Romualdo, o Milagre Paleontológico”- Documentário de Jackson Bantim e Álamo Feitosa; 21. Exibição do Longa: “Corisco e Dadá” -de Rosemberg Cariry; | 22’’
90’ |
17/06, Sexta-feira
| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
| 9h | 22. Exibição de Curta: “Caldeirão do Beato Zé Lourenço” – de Catulo Teles e Franciolli Luciano; 23. Exibição de Curta: “Cerca” – de Glauco Vieira; 24. Exibição de Média: “A Enchente do Crato”- de Joaquim dos Bombons; | 15´
15´
1h |
|
14h | 25. Exibição de Média: “Lua Cambará” – de Ronaldo Correia de Brito; 26. Exibição de Curta:“Cabaré-Memória de Uma Vida”- Alexandre Lucas / Coletivo Camaradas; 27. Exibição de Curta:“Catadores de Pequi”- de Zuiglio Brito e LaislaYanael; | 1h
15´
12´
|
|
19h | 28. Exibição do Curta: Dez anos do Chá de Flor “- de Cristina Diogo e Maria Dias/Juriti Produções; 29. Exibição de Longa: “O Grão”, de Petrus Cariri; | 15’
90´ |
18/06, Sábado
| HORA | DESCRIÇÃO | Duração |
| 17h | 30. Exibição de Longa: “Sargento Getúlio“- de Hermano Penna; | 90´ |
| 19h | 31. Exibição de Longa: “Padre Cícero” – de Helder Martins; | 90´ |
| 20h30 | Encerramento |
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quarta-feira, 8 de junho de 2011
Blaue Nacht am Hafen - José do Vale Pinheiro Feitosa
Só de passagem...
Pensamento para o Dia 08/06/2011

“Educação significa Vidya, que é o conhecimento do Eu Superior. Esse é o fundamento da educação. Os alunos devem adquirir uma educação sagrada, começando com pensamentos sobre Deus. Mesmo um motorista analfabeto na Índia reverencia o volante antes de ligar o veículo. Da mesma forma, um músico oferece saudação ao instrumento musical antes de tocá-lo. Assim, todo tipo de aprendizagem deve começar com o nome de Deus e da oração a Ele, e cada atividade deve ser realizada como uma oferenda a Deus, sem nenhuma artificialidade e ostentação. Graus adquiridos sem a essência da educação são apenas pedaços de papel. Os estudantes devem ter um coração puro e sagrado e a bondade da educação deve ser refletida em seus rostos. Na verdade, cada indivíduo deve estar imbuído de sentimentos divinos.”
Sathya Sai Baba
"Sayonara" - José Nilton Mariano Saraiva
No filme, Marlon Brando (numa atuação soberba), interpreta o Major Lloyd Gruver, herói da Força Aérea americana, envolvido na guerra com a Coréia, e que repentinamente, após pousar, vindo de mais uma batalha aérea, toma conhecimento da sua transferência para a Base Militar Americana, no Japão; é que o futuro sogro (General Webster, comandante da base) já lá se encontra com toda a família e, temendo pela vida do futuro genro, parece pretender “agilizar” a união da filha com o “Major-herói”. Como os militares americanos eram terminantemente proibidos de se relacionar com as mulheres orientais, e o Major Gruver um dos mais ardorosos defensores de tal (pre)conceito, o caminho praticamente estava pavimentado.
As coisas começam a mudar quando o Major é convidado pelo amicíssimo recruta Joe Kelly (seu subordinado e a quem não podia faltar), pra ser padrinho do seu casamento... com uma japonesa, numa cerimônia simples em pleno recinto da Embaixada americana, lá no Japão (por tal atitude, posteriormente foi advertido pelo futuro sogro).
Enquanto no convívio diário com a noiva as coisas começam a “azedar” em razão das diferenças só agora descobertas, a função burocrática, à qual não estava acostumado, começa a lhe “encher o saco” (e a paciência). Pra espairecer, e como não tinha mesmo nada pra fazer, ele aceita o convite de um colega pra visitar na cidade vizinha a cerimônia de “passagem” por uma trilha, rumo ao teatro, das jovens mulheres componentes do balé feminino mais famoso do Japão, o Matsubayashi. E foi aí que o “cupido o flechou”, ao colocá-lo à frente da beleza suave e ao mesmo tempo estonteante de Hana-Ogi, a principal estrela da companhia. Tentou chamar-lhe a atenção, sem sucesso, mesmo envergando a vistosa e bela farda militar (as mulheres japonesas eram também proibidas de se relacionar com os americanos). Assistiu ao espetáculo no teatro, voltou nos dias seguintes e, sempre do mesmo posto de observação, tentava pelo menos conseguir algum olhar piedoso de Hana-Ogi. Nadica de nada. Já cansado e desestimulado com tanto desprezo, resolve observa-la de um outro ponto. E aí, a surpresa. Enquanto dava autógrafos aos fãs, Hana-Ogi timidamente levanta a vista e dirige seu olhar para onde ele sempre ficava; não o encontrando, permite-se um giro de 180 graus com a cabeça, à sua procura.
Xeque-mate (sim, havia esperança).
Através da esposa japonesa do amigo Joe Kelly, consegue marcar um encontro secreto com Hana-Ogi (na casa do recruta); na oportunidade, fala, fala, fala e ela, bela e angelical, sem pronunciar um pio, uma única palavra. Visivelmente encabulado, ele lhe diz que não sabe mais o que fazer e, só então, ela “abre o verbo”: que seus pais foram mortos pelos americanos, que ela mesma fora criada com a quase obrigação de detestar os americanos, mas que, agora... estava apaixonada por ele, um americano. E a partir de então passam a se encontrar às escondidas e viver intensamente aquela paixão explosiva.
Com o suicídio do recruta Joe Kelly e a esposa (grávida), em razão da sua remoção ex-offício para os Estados Unidos (desacompanhado da mulher), o Major Gruver “chuta o pau da barraca”: acaba o noivado com a filha do General, lhe diz da sua intenção de também casar com uma japonesa e recrimina aquele preconceito absurdo (do qual ele era um dos defensores, lembremo-nos); de pronto é ameaçado de expulsão da Aeronáutica pelo ex-quase futuro sogro (que ainda teve o dissabor de ver a filha, ex-noiva do Major, sair de casa anunciando que iria viver com o principal dançarino de um dos balés do Japão).
Para não prejudica-lo, Hana-Ogi foge para uma outra cidade, sem comunicar-lhe, deixando-o ensandecido. Ao descobrir onde ela se acha, vai ao seu encontro e, após o espetáculo, no camarim, lhe diz que renuncia a tudo por ela e, principalmente, que está pra ser aprovada uma Lei americana acabando com tudo aquilo; lhe dá um prazo de alguns minutos para que decida se topa ou não ir com ele para a América, naquele mesmo dia. Retira-se e, do lado de fora, cercado pelos principais integrantes da mídia nipônica, aguarda ansioso que ela apareça. Tensão, expectativa...
No último segundo, Hana-Ogi surge risonha, belíssima e esplendorosa e corre para os seus braços; quando os repórteres e jornalistas pedem pra o Major Gruver deixar alguma mensagem ao povo japonês, sucintamente ele responde: “diga-lhes que eu lhes disse... SAYONARA”. The End.
Nota 1000. Um "filmaço".
VEM AÍ a nossa I MOSTRA DE CINEMA E VÍDEO!
terça-feira, 7 de junho de 2011
A nova ministra da casa civil num filme de 1937
Eu, tu, eles - José do Vale Pinheiro Feitosa
As cenas iniciais deste filme foram tomadas no que era um distrito rural de Juazeiro da Bahia. O nome do distrito é Salitre e num raio de alguns quilômetros se tem de terra irrigada produtora de frutas e cana até o semi-árido como tais cenas vistas neste vídeo. Foi na foz do rio Salitre nos idos do século XVII que uma excursão da família D´Ávila, da Casa da Torre, dizimou quase quinhentos índios aldeados.
Tudo que já é ruim, pode piorar - Vejam a Bela Cultura musical Cearense de que eu falo:
É disso que eu falo. É o que rola 24Hs nas rádios do Ceará. Veja e caia de costas:
O.B.S - As gatinhas são lindas, mas a música...
Palavras São Milagres Migratórios...Um Poema-Wilson Bernardo.
mas depois da benevolência
o homem reinventou
os pregos em forma de parafusos.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)
Sobre a "aposentadoria" - José Nilton Mariano Saraiva
Há, no entanto, óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; 3) por conseqüência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranqüila e sem problemas, como mereceria (e aqui os gozadores de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).
Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a questão da “Previdência Complementar” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma idéia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).
A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de estimular a adesão aos Fundos de Pensão (nas empresas estatais a adesão é compulsória), principalmente tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).
Só que, apesar de tal estímulo governamental, lamentavelmente, no Brasil como um todo, os números ainda não são lá tão animadores: apenas e tão-somente 2,3 milhões de pessoas, das 92,3 milhões que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) se encontram ao abrigo da Previdência Complementar (posição de maio/2010), numa demonstração inequívoca do pouco caso ou desconhecimento da sua necessidade por parte daqueles que deveriam ser os seus maiores interessados: os empregados.
E a demonstração de que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica pode ser facilmente constatada quando observamos a frieza dos números, em relação aos países desenvolvidos: enquanto aqui a aplicação no setor contempla pífios R$ 510 bilhões, correspondente a 16,0% do PIB (posição de maio/2010), na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.
No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre o tema surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a Previdência Complementar cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se a governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.

