Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Concepção de Deus - Emerson Monteiro


De acordo com o Blog Boa Saúde nesta segunda semana de agosto de 2011, resultados de uma pesquisa promovida pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, dão conta de que doentes que guardam sua fé em um Deus benevolente possuem tendência natural para diminuir as preocupações e tolerar melhor as dificuldades do que outros que acreditam em um Deus punitivo ou indiferente.

Por isso, os estudiosos admitem que os profissionais da saúde mental devem passar a integrar as crenças espirituais de seus pacientes na formulação dos tratamentos. Este zelo para com as crenças dos que procuram tratamento médico psiquiátrico favorece sobremodo o encaminhamento da cura.

A força psicológica que advém da fé religiosa estabelece, pois, segundo esse trabalho universitário, bases pessoais a fim de auxiliar os encaminhamentos clínicos.

Tais constatações guardam estreita relação com a interpretação da existência pelas escolas religiosas, esclarecendo, aos olhos da ciência oficial, os motivos que conduzam a Humanidade aos valores íntimos do espírito no conceito das criaturas e na formação das suas tradições.

Isto reforça o quanto a constituição humana dispõe dentro de si própria dos mistérios e poderes renovadores da vida. Os pensamentos e sentimentos trabalham silenciosamente para restabelecer o equilíbrio da Natureza nos organismos.

As implicações desta pesquisa para o campo da psiquiatria é que nós temos que levar mais a sério a espiritualidade dos pacientes do que nós fazemos hoje, assegura David Rosmarin, um dos autores da investigação científica. A maioria dos psiquiatras está despreparada para conceitualizar como as crenças espirituais podem contribuir para o estado afetivo e, assim, muitos teimam em não integrar esse tema no tratamento de uma forma que seja espiritualmente sensível, conclui o estudioso.

O Detran na contramão - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há pouco menos de um mês, a Petrobrás anunciou que terá de importar gasolina, pois o consumo sofreu um aumento que superou a produção interna desse combustível. Por outro lado, há também problemas com o fornecimento de álcool, de modo que aquela companhia petrolífera solicita a redução do consumo interno, via aumento de preços, como se era de esperar.

Mas, surpreendentemente, o Detran-Ce encontra-se executando um programa de fechamento dos retornos na Avenida Juazeiro–Crato, deixando apenas alguns poucos. Somente no município do Crato já foram fechados três retornos que dão acesso aos bairros Muriti e São José. Para esses acessos, os motoristas deverão se deslocar cerca de três a quatro quilômetros a mais no percurso. No município de Juazeiro do Norte, em alguns retornos estão sendo implantados sinais luminosos, obrigando aos motoristas que necessitarem executar retorno, a um longo deslocamento por ruas secundárias, mal pavimentadas e sem iluminação. Assim sendo, o percurso terá seu tempo de deslocamento e o consumo de combustível sensivelmente aumentados. Além do mais, certamente haverá a possibilidade de freqüentes engarrafamentos do trânsito, e o estresse a que serão submetidos os motoristas.

Sem nenhum prejuízo à segurança do trânsito, se poderia criar faixas exclusivas para o retorno, com alargamento das faixas de deslocamento laterais e a criação de uma faixa interna, ao lado do canteiro central, conforme o retorno existente no acesso à Petrobrás.

Com um pouco mais de inteligência o DETRAN poderia, juntamente com o DERT realizar um serviço mais seguro com custo que seria compensado pelo não aumento do consumo, melhoria da fluidez do trânsito e maior conforto aos usuários.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Táxi Lunar

A convivência próxima do homem com as drogas remonta às mais priscas eras. Há relatos históricos do uso do haxixe há mais de 4500 anos. Elas acompanharam praticamente, pari passu, a caminhada da humanidade e a habitualidade do seu uso tem se tornado mais corriqueira com os novos tempos, nada levando a crer que um dia estaremos livres delas. Utilizada inicialmente de forma ritualística, os estupefacientes grassaram para as mais diversas classes sociais, a partir do Século passado, com um salto gigantesco a partir dos anos 50-60, junto aos movimentos Beat, Hippy , o Jazz e o Rock. A aura cult e chique ,que inicialmente mascarou a disseminação das drogas, foi sendo pouco a pouco apagada pelas constantes baixas acontecidas entre os usuários e o terror da dependência que arrastava levas e levas de pessoas aos mais baixos umbrais da condição humana. Junto à nova moda, organizou-se uma indústria poderosíssima de tráfico que se calcula movimenta mais de U$ 500 bilhões todo ano. Utilizando as modernas regras do consumo, lançam-se diuturnamente novidades no mercado. À medida que a letalidade de drogas recém-lançadas vai ficando mais visível, outras são imediatamente apresentadas, trazendo o perfil do novo e do inócuo. A geração perdida desmoronou com o ópio, a do Jazz foi destroçada pela heroína, a dos pioneiros do Rock pela cocaína e pelo LSD, a dos anos 80-90 pelo Ectasy e pela Cola e a do Século XXI pelo Crack e pelo Oxy. Embora todas as demais, junto com a Marijuana, o Álcool e o Tabaco continuassem em plena circulação. Apenas uma ou outra droga foi caindo de moda assim como a roupa ou o sapato da mocinha do shopping.

Uma questão inequívoca é que até o momento o mundo não encontrou uma maneira de solucionar o grave problema. A simples repressão não só tem se mostrado inócua, mas levou ao agravamento e ao aumento do consumo. A criminalização tem abarrotado os presídios de usuários, já superpovoados de toda a sorte de adversidades. Por outro lado, a legalização como tem procedido Hamburgo e Amsterdam, não tem aparentemente trazido uma resposta adequada à grave enfermidade que tem tomado conta de todos os segmentos da sociedade, nos dias atuais. Recentemente, sentindo a insuportável visão da Cracolândia, o Rio de Janeiro, através da sua Secretaria de Assistência Social, partiu para uma medida extrema: internar à força os usuários do Crack, imaginando que assim lhes dariam uma oportunidade de livrar-se da atroz dependência. São Paulo, inspirada na ação carioca, pretende agir da mesma forma. Numa área em que as ações governamentais, mundialmente, são tão plenas de equívocos, surge a pergunta inevitável : “Internar à força os usuários de drogas ilícitas, resolve?” É sobre esta interrogação enigmática que pretendo tomar o tempo de vocês nesta manhã de sábado.

A meu ver, a resolução da Secretaria de Ação Social se compara ao desespero de um paciente desenganado que, fora de possibilidade terapêutica, recorre a encantamentos e benzeduras. Uma espécie de “Perdido por um, perdido por mil!”. Historicamente , a experiência tem demonstrado que todo tratamento de dependência que não parta da vontade própria e inalienável do próprio paciente tem imensas possibilidades de estar fadada ao fracasso. Além de tudo, a atitude carioca fere gravemente o princípio da Autonomia na Bioética. Só temos o direito de realizar qualquer tratamento ou procedimento que envolva a saúde de uma pessoa, com sua plena aceitação. Os profissionais têm a sagrada missão de promover o Bem da pessoa humana, mas este bem não é o profissional que determina qual é, mas o próprio paciente. O ouvinte pode até argüir que um dependente pesado não tem nenhuma possibilidade de exercer sua Autonomia e que aí a decisão teria que ser do seu responsável legal : a Família ou, na ausência dessa, o próprio Estado. Aí recaímos num outro pântano: o risco do responsável legal, por interesses vários: econômicos, políticos, sociais, decidir não pelo bem do dependente, mas pelos interesses pessoais . Os manicômios e os asilos estão repletos de pessoas excluídas do convívio da família por meros interesses dos seus descendentes. Acredito no princípio do utilitarista Stuart Mill: “A única razão da existência de uma lei é para fazer com que não se firam interesses de terceiros”. Ou seja, cada um é senhor da sua própria vida e pode usá-la como assim lhe convier, desde que respeite a liberdade dos outros. O homem é livre para viver ou para matar-se seja a crédito ou a vista. A dependência só passa a ser um problema médico ou governamental, quando o paciente pede ajuda: “Preciso sair disso e não sei como!”. Aí, sim, o Estado tem que prover todos os instrumentos possíveis para reabilitá-lo e trazê-lo à nova vida. E nisso, é preciso reconhecer, o Estado brasileiro é de uma incapacidade terrível. A reabilitação está nas mãos de algumas poucas instituições religiosas que buscam com unhas e dentes obrar milagres, muitas vezes sem qualquer embasamento científico.

Para se ajudar os usuários de drogas, antes de levá-los à força às clínicas, é preciso responder a uma pergunta básica: “Por que tantos precisam se anestesiar para suportar a vida que levam ?” Não temos o direito de arrancar a latinha de cola do menino que vive na rua e que a utiliza para passar a fome e transportar-se para um outro universo mais colorido , se não for para proporcionar-lhe um Mundo melhor e mais justo. Os ansiosos, os infelizes, os abandonados, os frustrados , os desiludidos precisam , primeiramente, ter solucionadas sua agruras existenciais, antes de terem os anestésicos suspensos. O uso indiscriminado dos alucinógenos, dos entorpecentes é uma prova clara de que este mundo em que vivemos está cada vez mais triste e sem esperança. Talvez seja por isso mesmo, por fuga, que tantos têm tomado o “Táxi para Estação Lunar”. Para trazê-los de volta é necessário antes mudar o planeta, torná-lo mais justo, mais palatável, mais fraterno e respirável. Que valha a pena ao menos a cansativa viagem de volta.

J. Flávio Vieira

PENSAMENTOS - Por Edilma Rocha


" Em nossa vida, muitas vezes tentamos criar todo tipo de resistência, evitando as emoções que possam causar dor. Então, aos poucos, entorpecemos nossos sentimentos e a vida acaba ficando sem sabor, sem sentido. O medo do desconhecido é o que geralmente nos impede de enxergar as oportunidades"

DESENHO - Por Edilma Rocha

O lápis é um instrumento da escrita, mas para os artistas e estudantes de arte consiste também num recurso muito familiar de desenho.
Tudo o que você precisa para começar a desenhar é de uma folha de papel, lápis e talento.
O lápis pode ser usado de inúmeras maneiras. Dependendo do formato que se dá a ponta, você fará diversos tipos de linhas.
Há também diferentes grafites, das mais duras às mais macias, o que acrescenta versatilidade a este material.
Você pode desenhar a lápis usando apenas linhas, ou apenas tons, ou ainda combinações entre linhas e tons e inúmeras outras técnicas. É possível variar a superfície do papel, das mais lisas e brilhantes às mais rugosas. Os  diversos tipos de papel aumentam as possibilidades de desenho, pois cada superfície reage de um modo ao lápis. Lápis e artistas são inseparáveis porque a maioria dos trabalhos como pintura, desenho e escultura, começam a partir de um esboço a lápis. Além de servir para esboços, com ele você terá também desenhos muito bem acabados.
A obtenção  de um bom resultado no desenho  depende muito da habilidade na organização dos tons, criando os efeitos de luz e sombra combinando áreas em branco e sombras mais profundas. O uso de  várias tonalidades num desenho a lápis permite criar trabalhos muito interessantes. Seu domínio abre as portas para uma série de técnicas expressivas.
Para produzir os tons, você tem, primeiro que  visualizá-los. Cada motivo apresenta seu próprio tom local, que indica o quanto ele é claro ou escuro em relação às coisas que o cercam. Mas o tom é quase  sempre modificado pelos efeitos de luz e sombra. E são estas modificações que resultam na  descrição da forma do objeto.
Bons resultados ao desenhar com tons dependem basicamente de sua capacidade de identificar  a variação tonal completa do motivo, o que lhe permitirá trabalhar de maneira organizada. Em geral, isso significa evoluir do claro para o escuro. 
E então ? Vamos começar a desenhar ?

Do alcoolismo à santidade




(Matéria publicada no Jornal de Dublin – Irlanda – 8 de julho de 1975)

No ano de 1925 em Dublin um jornal publicou a seguinte notícia: "Um homem idoso perdeu os sentidos na Gramby Lane. No hospital descobriram que estava morto; não trazia consigo nenhum documento."
Tratava-se de Matt Talbot, que de alcoólico inveterado, se tornou um verdadeiro santo.

Era o segundo de 12 irmãos, e nasceu numa família pobre de Dublin (Irlanda) em 1856. Terminada a instrução primária, Matt Talbot empregou-se na casa de um negociante de vinhos, como moço de recados, aos doze anos de idade

Aí aprendeu a beber, infelizmente. E passados dois anos, era um miserável alcoólico.
Os pais pensavam que mudando de emprego, o rapaz deixasse a bebida, e puseram-no a trabalhar como ajudante de pedreiro.
Continuou, porém, preso ao álcool. No fim de cada semana gastava quase todo o ordenado nas tabernas.

Quando não bebia, Matt era amável, serviçal, simpático e acolhedor. Mas quando ficava embriagado, fazia-se valentão e metia-se em brigas.
Durante 14 anos, Matt não passou de um pobre bêbado e jogador viciado.
O jogo hipnotizava-o e a bebida atraía-o irresistivelmente.
Aos sábados, dia de pagamento, ele ia esperar diante do portão da fábrica os companheiros que deixavam o trabalho com o ordenado da semana, esperando que o convidassem para beber um copo. Quase ninguém parava para falar com ele. Não era bem visto, obviamente.

Numa tarde caiu em terrível abatimento físico e moral, como não lhe havia acontecido até então. Sentia asco, nojo de si mesmo e do seu vício degradante. Como se sucedessem esses estados com tanta frequência, um dia disse à mãe, para surpresa dela:
-- Hoje fiz um voto a Deus!
-- Que voto meu filho?
-- O voto de não beber durante três meses!

No dia seguinte foi trabalhar normalmente na fábrica. Passou bem a semana inteira. No sábado imediato, os companheiros convidaram-no para ir beber um copo, o que raramente acontecia.
Por delicadeza, aceitou o convite. Mas os companheiros, arregalando os olhos e sacudindo a cabeça, ficaram admirados quando o viram beber apenas água mineral!
Entretanto, a luta para cumprir o voto durante aqueles três meses foi para ele um terrível tormento. E dizia à sua mãe como forma de desabafo:
-- Já não aguento mais, minha mãe! Tenho de voltar a beber!

Mas resistia, e as lágrimas corriam-lhe pela face. Mais tarde confessou: "Foi então que me pareceu ouvir uma voz interior que dizia: -- A sobriedade é uma tolice. Você é totalmente incapaz de viver sem bebida. Nenhum homem viciado consegue viver sem álcool!
Matt reconheceu então que era um aviso do Céu a explicar-lhe que por suas próprias forças seria incapaz de abandonar para sempre o vício da bebida. Era preciso pedir essa graça a Deus Nosso Senhor.

De seguida humilhou-se e suplicou a Deus que lhe concedesse forças para dominar e largar esse vício da embriaguez.
A partir de então, dirigia-se toda manhã à Igreja dos Franciscanos para assistir Missa e receber humilde e devotamente a Sagrada Comunhão.
Passados os três meses, Matt renovou o voto por um ano. Aos poucos se foi livrando da bebida até se tornar um homem livre dessa prisão alcoólica, embora de quando em quando tivesse que lutar contra a tentação de beber. Foi ele mesmo quem o disse:
"Quando em certa manhã ia para a Igreja dos Franciscanos, assaltou-me um terrível desejo de tomar álcool. Não sabia como havia de resistir. Durante duas horas andei sem rumo pela cidade e parei diante de uma igreja. Entrei, coloquei-me de joelhos diante do altar, e de todo o coração supliquei a Deus:
-- Senhor, não me deixeis cair novamente no vício da embriaguez, que desejo vencer com o vosso amparo e ajuda!" Fiquei ali não sei quanto tempo.

Ao longo dos meses e anos, pouco a pouco Matt tornou-se outro homem. Sentiu-se completamente livre da tentação da bebida.
De vez em quando era visto entrar numa e outra taberna com um envelope na mão. Levava o dinheiro para pagar as bebidas que no passado bebeu fiado.
Daí por diante, entregou-se a uma rotina de muita oração e impressionante penitência, durante seus últimos 40 anos de vida.

Levantava-se às 5 da manhã para assistir à Missa antes do trabalho e dava à oração todos os momentos livres de que dispunha.
Quando caiu desmaiado ao dirigir-se para a Missa, e levado para o hospital, encontraram-lhe o corpo cingido por áspero cilício de pontas de arame mordentes, sinal da intensidade da mortificação que praticava.

Introduzindo o processo de beatificação em 1947, foi declarado Venerável em 1975. A sua conversão foi tão sincera que dificilmente se encontrará nestas terras um exemplo de tanta oração e penitência como a deste carregador das docas de Dublin.
Matt Talbot morreu a caminho da Missa na Igreja dos Franciscanos, depois de ter completado 69 anos de idade.

PARA DESCONTRAIR E REFLETIR SOBRE A NOSSA LÍNGUA

Eita, nós!!!
Será que por aí nas "oropas" a gente vê essas coisas???
Prestenção!!

Kill em Inglês é matar. Quem vai matar a Barbie?
Você quer ser "criente" dessa loja?
Nunca passe por esse "desvil", senão você nunca chegará ao seu destino...
Desse "absolvente", jamais!!! De quem é a culpa?
Alguém comeu o D da DESCARGA
Você está sem "inelgia"? Tome "inelgético"
Com essas facas você consegue um ótimo "monstruário" e haja monstro !!!
Que dia você vai comprar uma "sexta" dessas?? No Sábado?



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mais Tarde, Mais Forte - Geraldo Junior e Dudé Casado

Dudé Casado e Geraldo Junior tocarão juntos novamente no mesmo palco. Os ex-integrantes do grupo Dr.Raiz mostrarão suas novas canções no Show Mais Tarde, Mais Forte, um só espetáculo com diferentes ritmos que também contará com a presença de novos grandes músicos da região. 

Geraldo Júnior


O trabalho do cantor e compositor desenvolve-se nesse contexto como um aglutinador das artes populares, utilizando elementos tradicionais como ferramenta para fundir e resignificar todas essas linguagens através de uma leitura contemporânea.


Dudé Casado

Com um gosto eclético, sempre absorveu naturalmente várias influências de universos musicais distintos, desde a música de raiz, provinda dos grupos de cultura popular da região, até bandas como The Beatles, The Doors, Pink Floyd, Black Sabbath, Sepultura...




Sexta-feira, dia 19 de Agosto
Sesc Juazeiro do Norte às 20h
Terreiro da Mestra Margarida

Nas voltas que o mundo dá - Aloísio

Nas voltas que o mundo dá


Meu pai foi agricultor
Com ele aprendi a lavrar
Mas mudanças sucederam
Nas voltas que o mundo dá

Eu nasci pra ser vaqueiro
Ou para a terra cultivar
Mas mudei para cidade
Nas voltas que o mundo dá

Sempre me distanciando
Daquele torrão “natá”
Fui mandado pra escola
Nas voltas que o mundo dá

Sempre estudando mais
Me mudei pra “capitá”
Mais longe do meu torrão
Nas voltas que o mundo dá

Já corri outros lugares
Num eterno caminhar
E faço a viagem de volta
Nas voltas que o mundo dá

Sempre bate a saudade
Quando eu escuto falar
Das coisas boas do mato
Nas voltas que o mundo dá

Pedra que não cria limo
Sem lugar pra sustentar
Assim levo minha vida
Nas voltas que o mundo dá

Espero o mundo dá voltas
Pr’eu voltar pro meu lugar
Esperando vou alcançar
Nas voltas que o mundo dá

“Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar...”
(Sabiá – Chico Buarque / Tom Jobim)

Aloísio

A ARTE MODERNA E CONTEMPORÃNEA - Por Edilma Rocha

Se observarmos a história da pintura moderna  vamos comprovar que todos os grandes movimentos artísticos foram realizados pela juventude. Sendo assim, Picasso não teria criado o "Cubismo" aos seus 80 anos. A intenção de devolver à pintura o seu valor reativo, também se deu aos jovens. O que se sabe é que embora muitos tenham sido chamados a esta intenção, somente os mais fortes e perseverantes deixaram o seu nome escrito na história da arte mundial, como; Marcel Duchamp, Kandinsky, Picasso, Paul Klee, Miró, Max Ernest, Dalí ou Pollock. Traduziram o seu caráter e distinção através de imagens. Pintaram a própria intimidade, desenharam nos papeis e gravaram nas telas as suas próprias imagens. Não importava qual tema fosse escolhido,  pois recriaram as suas obras de maneira que deixaram a mostra, as inquietudes que as fizeram nascer.
Para saber julgar uma obra de arte é necessário muitas vezes até desconfiar do que já foi dito ou feito antes. Como poderemos saber em que circunstâncias se achavam os artistas no momento da criação? Daí a observação minuciosa para dentro de nós mesmos, fugindo das pretensões do artista. A arte pode ser tudo aquilo que os distingue dos demais, mas a facilidade de representar o que já existe de forma diferenciada reforça o poder da criação. A arte pode  ser o que distancia ou aproxima  com força e perseverança na idealização de um tema  como um objeto desejado.
A arte pode ser de uma época em foi criada ou a que virá posteriormente, testemunho de um tempo, representando o comportamento coletivo dos artistas. As vezes nem saõ compreendidas pelo poder  emotivo de cada expectador. Mas, os movimentos, os matizes, causam uma hipnose agradável aos olhos
de quem vê, gerando uma intenção de posse do objeto apresentado.
A arte  será sempre uma realidade e novidade.  A arte impõe-se em nossas vidas.

Edilma Rocha

Pintura de autoria de George Macário
Título - Presal

PENSAMENTOS - Por Edilma Rocha


" As outras pessoas têm sentimentos como você, e ideias que podem ser tão valiosas quanto as suas. 
Ame suas diferenças e respeite às dos outros "

Crato desrespeitado

Pedro Esmeraldo

Desde a semana passada Crato sofreu desrespeito praticado por certo comerciante que após estabelecer-se aqui achou com direito de colocar o endereço como sendo de outra cidade. O dito comerciante desculpou-se dizendo que houve erro da gráfica na hora exata de imprimir os convites.
Aceitamos as desculpas desses ardis comerciantes, mas o que queremos protestar é contra a fraqueza de nossas autoridades que fazem vista grossa e não procuram reagir com os pequenos erros que há constantemente, sempre solapando o património do Crato e quando acabam dizem que querem bem ao município do Crato e ainda confirmam amor a cidade na hora de vir buscar os votos. Queremos avisar às autoridades que só há paz quando há união, bem estar e compreensão mútua.
Não podemos deixar tudo correr frouxo, pois dentro do pequeno reino só queremos que haja igualdade e solidariedade entre todos. Ao contrário, devemos partir para a luta.
Avisamos a essas autoridades que nós escolhemos para defender o Crato e não para deixar tudo na corrente submissa que por vários anos esses homens vem solapando o património do município cratense, praticando a discórdia e o desequilíbrio social, semeando o ódio e deixando o povo praticamente inconformado com as suas astúcias desenfreadas e ardilosas.É preciso que aja compreensão dessas autoridades inimigas do Crato, caso contrário o povo cratense devera praticar medidas abusivas contra esses malefícios que há no seio desse povo intrigueiro e cujo o objetivo é transformar o Crato numa cidade dormitório.
Há uma grande parte da população cratense que almeja igualdade de tratamento mútuo e bom amparo social, com o mérito e comportamento de homem sério.
Não queremos que nos surrupiem nada. Deixem o Crato em paz. Que venham com força para vencer com retidão, sem procurar destruir este município que há tanto tem trabalha com honestidade a fim de alcançar o seu apogeu constituiído por homens civilizados.
Vejamos bem: Crato sofre pela falta de apoio sistemático do povo. Há quem diga que o Crato paga pelos erros de alguns administradores do passado que causaram erros absurdos e com muita fluência desrespeitam seus munícipes. Enfim, sempre temos dito e tornaremos a repetir: uma horda de bocós invadiu o meio político do Crato. Vejam que o Crato está sangrando, esvaindo-se em sangue e não há nenhum médico administrador que salve o nosso direito de reagir e luta em defesa da terra.
Por isso pedimos a Deus que nos dê força para escolhermos um grande administrador esforçado, vibrador, que venha contribuir com bom desempenho e tenha coragem de partir para a luta.
Olhem para o Crato de amanhã, não deixem a cidade cair no esquecimento, Marchem para a luta, olhem que posição deveremos tomar. Se por acaso nada nos for favorável, não fujam da luta, vamos partir para enfrentar uma campanha plebiscitária a fim de enquadrar a Crato ao vizinho Estado de Pernabuco, pois se não somos bem favorecidos aqui, nós, os cratenses, temos que tomar medidas arbitrárias para que sejamos ardentemente reconhecidos.

Maiô de Tule - por José Henrique Cruz

Jose Henrique Cruz
Jose Henrique Cruz
  • Melhores são as aventuras nos balcões das As Pernambucanas. Saía cada uma! Pra Você ver onde fui criado. Lá tinha apenas 22 funcionários. Todos brincalhões. Eu já tinha queda pra humorista e nesta escola me esbaldei. Vou lhe contar uma delas:
    .
    Chegaram duas mocinhas, eram mais ou menos 16:30h e nesse horário até as cinco, quase não entrava cliente. Nós ficávamos na quina do balcão, quase todos, contando piadas. Quando entrava algum freguês, eles olhavam logo pra mim, como se quisessem dizer " vai lá"!. 
    .
    Nesse dia o papo estava fora de série e fui atender as meninas. Uma delas perguntou-me: "Vocês têm tecido pra maiô?"Peguei uma peça de tule, que serve para véu e mostrei.
    .
    Ela disse: " Por que você não faz um pra sua mãe usar?"
    .
    E respondi na bucha: "Papai não deixa ela usar não, minha filha. 
    .
    Depois levamos na brincadeira. E o melhor: se tornaram minhas clientes...
    ...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O valioso tempo dos maduros – por Rubem Alves




Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridade.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçam seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer à pena e, para mim, basta o essencial!

- Fragmentos -
Claude Bloc

Foto nas proximidades de Ponta Serra - CE

O silêncio se impõe certas horas. Silêncio-essência, onde todos os sons se apagam. Sinto-o quando me calo. Quando os sentimentos em mim são apenas essa melodia que se coreografa na pauta silenciosa dos meus dias. É lá onde encontro o refúgio necessário, onde sou esse ser em exílio, bebendo dessa ausência, na entressafra da alegria.

Sinto-o quando me calo. Quando preciso curar a saudade... Quando mergulho nesse pedaço de mim, silente e morno, num exercício mental que me isola dos sons, numa concha hermética de insulamento terapêutico.

Então, no silêncio fujo do dia estressante, do martelar da artilharia das obras e das ruas, das buzinas, daquilo que me machuca. Nesse instante, sinto-o como se, subitamente, o mundo emudecesse em areais que se perdem da vista, nos campos verdejantes do meu sertão, com a unção do sol e do céu.

 E lá me deixo ficar - onde não haja vestígios de vida humana. Onde nem sequer se faça notar o vento ou o distante borbulhar das águas. Onde os meus passos silenciosos apurem  meu tato com o segredo de todos os encantos.

É só então regresso à casa de onde parti, para começar outra vez a escrever a nova melodia. Ainda que mais adiante se faça sentir novamente o apelo do silêncio, branqueando os sonhos perfumados de alegria.

Silêncio que faz a peregrinação pelo meu degredo. Refúgio onde se detém a chave da felicidade e onde seus fragmentos hão de depurar todo o meu pensamento. Silêncio musical que acompanha a vida como uma profilaxia. A ávida sede, a eterna busca, a infinita sinfonia – silêncio!

Claude Bloc

O tônico da alegria - Emerson Monteiro


As dificuldades importam pouco quando existe ânimo bom de olhar o mundo através das lentes do humor positivo. Revogar as tristezas e formar nuvens de tranquilidade significa doses de saúde em forma de causar sentido novo aos velhos desesperos das ausências de controle. Esse o jeito de dominar os sentimentos por meio dos pensamentos, que representa tudo nos momentos difíceis das estradas.

Ao pensar se abre a porta de receber os impulsos que vêm de fora. O sentimento mora na casa vizinha dos pensamentos. Antes de chegar ao sentimento, os impulsos primeiro batem na porta dos pensamentos.

Quando pisam os nossos pés, olhamos quem pisou, e o motivo. Em sendo nosso filho menor, por mero acidente, logo relevamos e até sorrimos em troca. Porém havendo as segundas intenções de um desafeto para nos provocar, sobe o fogo das respostas, o que haverá de se dominar a qualquer custo, para evitar desgostos e traumas.

Sim, isto para falar na alegria. Antes das risadas, queremos motivos. Raros, raríssimos, são os bons humoristas neste mundo. Programas ditos de humor, na televisão brasileira desta fase, por exemplo, causam mais contrariedades do que alegria. Filmes e atores que fazem rir custam a surgir. Marcaram época, Carlitos, Cantinflas, Oscarito, Chico Anísio, ligeiro desaparecem e deles poucos nascem.

Saber rir... que rara qualidade nos seres humanos. Dados à fria competição, perderam a virtude das boas risadas, do sorriso nos lábios, da gentileza e da esportividade. Meio que imitando as máquinas que fabricam com tanto gosto nas indústrias, os habitantes das cidades cavam um pezinho para xingar, agredir e soltar o instinto agressivo de suas máquinas individuais. Enquanto isso, estudos revelam o papel principal da alegria na manutenção da saúde. Querem paz no coração, no fígado, nos intestinos; horas agradáveis de sono; boa digestão; bons relacionamentos com os nervos; recebam de bom grado as circunstâncias felizes dos dias.

Este tônico vale ouro, o senso de humor que amacia as crises, desavenças e notícias desagradáveis, assim como o Sol clareia as sombras da noite e abastece de esperança a riqueza de todo dia.

Convite Missa de Sétimo Dia

A família Figueiredo convida parentes e amigos para celebração da Missa da Esperança em sufrágio da alma de Emília Figueiredo Pimentel, ao sétimo dia do seu falecimento a se realizar na Catedral de Nossa Senhora da Penha, ás 17 horas desta quarta-feira, dia 10 de agosto de 2011. Antecipadamente agradece a solidariedade de todos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rádio Princesa FM promove Campanha Difamatória contra Vereadores da base de apoio ao prefeito Samuel Araripe - Por: George Macário de Brito


"Comigo é diferente !"


George Macário de Brito

Nota do Editor: Mal chegou à câmara de vereadores, e o novo vereador George Macário de Brito esbarrou num problema grave que vem se arrastando há anos na cidade de Crato. Por conta de "interesses particulares contrariados ainda na última campanha eleitoral e querendo que o atual prefeito pague dívidas contraídas durante a sua própria administração" ( Segundo declarou em várias entrevistas e coletivas de imprensa o atual Prefeito Samuel Araripe ), o diretor da Rádio princesa FM, Zé Adega, vem se utilizando da estação para atacar todos os dias o trabalho e a honra das pessoas que fazem parte da administração municipal atual. Além de promoverem uma verdadeira baixaria no ar, ao vivo e à cores para disseminar o embuste e a mentira, em que a cada dia é escolhido um novo alvo, seja secretários de governo, vereadores da base governista e inclusive pessoas comuns que possam defender a administração, - SEM DIREITO DE RESPOSTA - a estação de Rádio vive a insuflar a população da periferia da cidade contra o atual prefeito e seus secretários. É comum aos seus repórteres fazerem visitas aos bairros pobres e a periferia, procurando alguma coisa, alguma rua suja, um cano estourado, etc, algo que possa ser usado como arma para atacar de forma covarde a administração municipal no seu programa "jornal da princesa".

Descontente com essa situação, o vereador George Macário de Brito declarou à nossa reportagem que "Com ele é diferente". George já está entrando na justiça com mais um processo ( dos muitos ) contra a Rádio Princesa FM junto ao Ministério Público, por deturpações e manipulações dos discursos e entrevistas proferidos pelos vereadores à aquela estação. Na última Segunda-Feira, George Macário falou extensamente na câmara sobre o problema, e frisa que vai levar ao ministério público as gravações que são realizadas dentro da própria câmara e o que é veiculado de forma distorcida e interesseira pela emissora de rádio. George também está publicando em vários veículos da internet, um artigo que revela bem o que está acontecendo, e diz que muitos vereadores se sentem intimidados para falar, porque aquilo que disserem, pode ser distorcido e usado no outro dia de forma desastrosa contra a honra dessas pessoas.

O.B.S - É bom que se ressalte que esta estação de rádio não poupa ninguém . Este repórter e o Blog do Crato já foram também alvos das maquinações da referida estação.

"A FM MARRON" - EMISSORA DE RÁDIO INTERFERE NO PODER LEGISLATIVO CRATENSE ( por George Macário de Brito )

Por conta de divergências políticas entre o Prefeito Samuel Araripe e o Ex-prefeito Zé Adega, alguns Vereadores, da base de apoio ao atual gestor, sofrem campanha difamatória empreendida pela Rádio Princesa FM.

Indignados com a distorção de suas falas, por ocasião dos seus pronunciamentos em Plenário, os Vereadores George Macário, Guer e Luiz Cory, estão sendo vítimas de campanha difamatória deflagrada pela FM PRINCESA, de propriedade do ex-prefeito José Aldegundes Muniz Gomes de Matos, que trava uma verdadeira "guerra" com o atual prefeito, por conhecidos interesses particulares contrariados.

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NE - Sorria! Você está sendo gravado! ( há 3 anos )

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Como é bom ao cidadão ficar por dentro do que acontece...

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O vereador George Macário municiado de provas vai para a Justiça

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Zé Adega quer vingança a qualquer preço e seja como for! Sua sede é tão grande que já chega a interferir no trabalho dos vereadores acima citados que, nos últimos dias, vêm sendo alvo de notícias difamatórias veiculadas pelo programa jornalístico JORNAL DA PRINCESA, que vai ao ar todas as manhãs.

Há pouco mais de uma semana no Parlamento, o Vereador George Macário, por ser o Líder do Governo Municipal na Câmara, já está sendo vítima desta campanha que, segundo ele, é um flagrante de interferência nos trabalhos do Poder Legislativo Municipal. O que é dito em Plenário, no outro dia chega aos ouvintes, em forma de notícia ou em parte dos nossos pronunciamentos, que são editados de forma completamente distorcida, com único objetivo de jogar a população contra os vereadores.

Este é o que se pode chamar de desrespeito com aqueles que se dispõem a melhorar o nível de atuação parlamentar. E, o que pior, além de distorcer o que realmente é discutido e afirmado em Plenário, acaba por inibir a ação dos legisladores que, com toda razão, se acautelam diante de reações da opinião pública que, lamentavelmente, passa a ser manipulada e informada de forma absolutamente tendenciosa.

A prova que confirma a campanha difamatória é bastante clara e robusta! Basta o confronto das gravações em Plenário, com as que estão a ser publicadas pela emissora. Já requeri, juntamente com o colega Guer, as gravações de todas as minhas falas e vamos nos valer dos meios legais para estancar este Abuso de Poder Midiático! A justiça é a única opção, aliada ao Ministério Público, para punir quem usa e abusa da cor "marron" nos meios de comunicação, como quem atira "lama no ventilador", turvando a honra dos cidadãos".

A VERDADE, além de ser o caminho trilhado por todos os veículos de imprensa que se julgam sérios, é um compromisso social. Isto é o que está faltando à Rádio em destaque!

George Macário de Brito
Editor, Vereador, Vítima e ADVOGADO.

Pensando como Shakespeare...

 
"  Eu aprendi que a vida é dura, mas eu sou mais ainda...
Eu aprendi que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito."
 
[William Shakespeare]

A Feira do Crato ll: O Kariri e Nossas Tradições na Alma do Povo-Wilson Bernardo.

Nenhuma feira é igual em sua totalidade humana,ao qual ela se modifica e se destaca justamente pelas condições Geo-humanas de um povo concebido e enraizado em suas tradições.O Crato a mais ou menos dezenas de décadas vem construindo e desconstruindo suas tradições seculares,ao ponto de que a feira do Crato na tradicional rua do comercio,se transferiu para a beira do canal.Mudou sim,mas no mesmo instante se reconstituiu em novas concepções humanas,já que quem faz a feira é na verdade o seu povo,e suas tradições,em que lugares como a feira impera o verdadeiro sentido da democracia e a qualidade de vida.O Crato resiste e o Kariri sob resiste a velocidade da tecnologia e nossa feira explode em cores e no sorriso fossilizado pelo tempo de um povo remanescente de seus ancestrais das tribos kariris.
Na banca de doces,a guloseima sem a preocupação do gluten
e de gole em gole a sede se anima par o escaldante calor da feira
sombra e água fresca,o que nem sempre gato de hotel gosta de sofás
cores de um povo sempre a espera de dias melhores em busca de grãos
cachimbos a perder de vista e pitar o fumo de sabor de miguiriba
peças intimas se testa na hora em vivas cores a preço de bananas e enlatados
Viva a feira ! carnavais fora de época,de uma capitania pernanbucana de frevos e serpentinas Kariri's
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

PENSAMENTOS - Por Edilma Rocha



"Quando surgem a impaciência e a ansiedade, é o momento de acalmar os sentimentos e deixar a sabedoria superior apresentar o caminho, a solução. Confie em Deus."

Crato: também a Diocese ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Você, aí do outro lado da telinha, ainda tá lembrado de que alertávamos a quem de direito, aqui mesmo neste espaço, da possibilidade de que, mais cedo ou mais tarde, também a sede do Bispado (Diocese) possa vir a ser transferida, “vapt-vupt”, de Crato pra Juazeiro ??? E que por trás disso tudo se acha o alienígena italiano que se fez “bispo”, presumivelmente trabalhando nessa direção visando benefícios próprios ???
Pois é, agora, através da última edição da Revista Província (nº 29, de julho/11), seu Diretor, o conceituado professor universitário e jornalista Jurandy Temóteo, com a autoridade moral e bagagem intelectual de todos conhecida, nos mostra que tão sórdida trama, envolvendo a possível transferência não só da Diocese, mas também do seminário, teve origem lá atrás (há exatos 97 anos), arquitetada pelo próprio Cícero Romão Batista (a quem rotula de “...dissimulado, arrogante, ambicioso e vaidoso”) contando com o auxílio dos senhores “...Leandro Bezerra, Floro, Sá e mais amigos”, conforme telegrama enviado ao senhor Nogueira Acióli (vide transcrição abaixo, ipsis litteris), convidando-o a engajar-se em tal projeto.
Convém atentar para a sutileza escondida nas entrelinhas do citado documento, quando Cícero Romão Batista, mostrando toda a sua prepotência, arrogância e vaidade, maquiavelicamente chega a insinuar (ou sugerir) o seu próprio nome pra Bispo (“...MOSTRANDO DIREITO MEU”), nem que para tanto tivesse que PAGAR um certo preço: “...aqui aonde OFEREÇO duas propriedades, valor suficiente patrimônio, casa própria para palácio, terreno seminário, facilidade construção”. E que, para conseguir seu desiderato, chega a “sofismar”, ao peremptoriamente declarar que Juazeiro (ainda nos seus primórdios), seria uma “...cidade maior população” (mentira cabeludérrima, como se vê).
Veja, leia, recorte, guarde, coloque numa moldura ou... rebole no lixo:
“Juazeiro, 21-12-1914. Dr. Nogueira Acioli, Rua Matriz, 63, Rio.
Com Floro, Sá, mais amigos peço irem em comissão ao Núncio. Apresentem EM MEU NOME transferência sede Bispado Cariri para aqui Juazeiro, MOSTRANDO DIREITO MEU, por ter sido empreendedor desde Roma 1898 continuando esforços auxiliado Dr. Leandro Bezerra perante Núncios Apostólicos monsenhores Tonti, Bavona ficando aceito pela Santa Sé e combinação Sr. Bispo D. Joaquim. Reunião Bispo Norte em Pernambuco foi aceita proposta, juntamente outros Bispados. Faça ver DIREITO SEDE AQUI, AONDE OFEREÇO duas propriedades, valor suficiente patrimônio, casa própria para palácio, terreno seminário, facilidade construção. CIDADE MAIOR POPULAÇÃO. Floro diga como bem conhece se esforçando Núncio obter Santa Sé. Sinceras saudações, Padre Cícero”.
Um outro aspecto que merece ser realçado, ali abordado didaticamente e com muita propriedade pelo professor e jornalista Jurandy Temóteo, diz respeito à portentosa riqueza, repentina e inexplicável, de Cícero Romão Batista (à qual também nos havíamos referido anteriormente), ao transcrever as citações abaixo:
De Mons. Antônio Feitosa: “O próprio Padre Cícero põe as armas nas mãos dos que o acusam de ter se tornado excessivamente rico. Diversos autores colheram nos TESTAMENTOS FIRMADOS PELO PADRE CÍCERO EM NOME DE DEUS, alguns dados expressivos e sintomáticos. Diz Morel: “Seu testamento datado de 04 de outubro de 1923 dá notícia de 30 sítios, 16 prédios, um quarteirão e uma avenida de casas, cinco fazendas com gado e benfeitorias e uma mina de cobre””.
De Carlos Chagas: “... dizem com malícia que O ÚNICO MILAGRE REAL DE SUA VIDA foi começá-la pobre e morrer deixando em testamento 31 sítios, vários terrenos, cinco fazendas de gado e benfeitorias, 17 prédios, 04 quarteirões de casas e uma mina de cobre”.
Como se observa, o pseudo-santo tinha “pés-de-barro”, sim senhor, nenhuma humildade, além de reconhecido “bloqueio intelectual”, conforme a Revista Província nos cientifica, a saber: “... Na realidade, o Pe. Cícero era portador de forte preguiça intelectual, pois viveu alheio ao movimento literário do seu tempo, sem livros, ignorando escritores, filósofos e sociólogos, antigos e modernos. Daí a sua incultura, que nunca permitiu escrever um artigo, pronunciar um discurso ou realizar uma conferência – vide Otacílio Anselmo, “Padre Cícero – mito e realidade”, p. 43, Civ. Brasileira, Rio, 1968)”.
Ante o exposto e face o agora publicado pela Revista Província, entendemos que convém lembrar os questionamentos que levantamos a respeito da grotesca farsa conhecida como “o milagre da hóstia” - oportunidade em que a própria Igreja Católica “carimbou” Cícero Romão Batista como “charlatão” - a saber:
1) objetivamente, qual foi mesmo a “causa mortis” que vitimou a beata Maria de Araújo ???; 2) por qual razão os famosos “paninhos”, depositários do seu sangue (exaustiva e recorrentemente usados e difundidos como uma das “provas” do milagre), providencialmente sumiram (ou queimados foram), como se houvesse o temor de que, num futuro não tão distante, com o vasto instrumental que certamente surgiria, um simplório exame laboratorial mais detalhado pudesse diagnosticar alguma comprometedora e letal moléstia (tuberculose ???), determinante e capaz de “demolir” de vez com o tal “milagre da hóstia” ???; e, 3) qual a “ORIGEM-FONTE” dos expressivos recursos que permitiram que alguém, originário de família paupérrima e sem uma remuneração compatível, de repente tenha se tornado “podre de rico” ???
Quaisquer dúvidas poderão ser elucidadas através de consulta à “Revista Província”, edição número 29, de Julho/2011, páginas 153 a 157, artigo “Padre Cícero, um homem de bens”, de Jurandy Temóteo.
Alfim, não custa lembrar e é sempre bom termos em mente o sábio ensinamento do nosso Zé do Vale: “No dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas.(...) Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem”.