Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Para Reflexão - COMPARAÇÕES E TENTATIVA DE HUMILHAÇÃO... - Por: George Macário de Brito



"DAVI TIRANDO ONDA COM GOLIAS"
O reflexo da realidade regional


Este diálogo, no momento, é um dos que servem de consolo para nós cratenses, principalmente, para quem já está cansado de tantas disputas perdidas. Certo dia, um desses "desterrados", que não tem onde viver e nem o que fazer da própria vida, chegou para um cratense, que esperava um transporte de volta, e disse:

- É! O Crato ficou para trás! Não chega nem aos pés de Juazeiro do Norte! Perderam tudo! Estão ficando com o que não nos interessa, só a sobra! O Cariri é o Juazeiro e, por si só, já é o bastante!

O cratense, sem muitos argumentos, apenas comentou:

- O Juazeiro foi, é, e ainda continuará sendo o produto da mente criativa de um cratense! Tão inteligente que se passou por Santo, se fez Santo, é Santo e vocês acreditaram nele, até hoje!

- Respeite Meu Padim! Resmungou o devoto que continuou com a tentativa de humilhação.
- O Crato não possui mais, nem um edifício com mais de quatro andares!

Novamente,"sem querer querendo" a refrega, o cratense responde em cima da bucha:

- Taí! o Senhor está enganado! Possui um maior, mais alto e mais comprido do que os prédios de Juazeiro todos em fila e empilhados, um em cima do outro!

O desafiante ficou meio sem rumo e sem prosa. Coçou a cabeça como quem estava a procura de algo, puxando pela memória ou por outro meio de avivar as recordações visuais, tentando achar a tal edificação no Crato e respondeu:

- Olha meu camarada, isto é mentira sua! No Crato não tem este prédio não Senhor! Quando foi feito? Quem foi o arquiteto? Qual foi o Governo?Qual foi a construtora que construiu um "estrupício" de prédio desse tamanho? E como eu nunca vi ele? Que cor ele é?

Vendo que se tratava de mais um "flutuante", assim como a maior parte do todo, o "roedor de pequi", nascido e criado nestes verdes pés de serra, acostumado a tomar banho de cascata com águas cristalinas, respondeu-lhe, após uma profunda inspiração:

- Olha, meu amigo, já vi que você não conhece o Cariri! Você precisa sair daqui e conhecer melhor o Crato, Barbalha, Missão Velha, Caririaçu, Nova Olinda, Santana do Cariri e os outros municípios que fazem parte desta região. O Cariri não se resume a um só município, por mais rico e forte que ele seja! O que seria do comércio e da indústria de Juazeiro se o povo dos demais municípios decidissem não fazer mais compras aqui? É ilusão sua querer dizer que nós, das outras cidades, é que somos dependentes de Juazeiro! Não é verdade! São vocês que dependem dos outros, inclusive, de mais alguns pequenos do Pernambuco, Piauí, Paraíba e de outros Estados.

E continuou:

- Para que você fique convencido, de uma vez por todas, de que é o Juazeiro que depende dos outros, dos pequenos municípios, dos próximos e dos distantes, depende do Cariri Cearense e até do Cariri Paraibano... Pergunto-lhe: De onde você acha que vem a grande e esmagadora parte destes Romeiros do Padre Cícero, quatro vezes por ano? Já pensou se houvesse deles uma greve de FÉ? Quem perderia com isso?

Com as feições bem apróximadas com as de um "jagunço de 14" - reencarnado - o sujeito, para não perder a pisada, indagou:

- E o tal edifício? Não mude de conversa não! Aquele que você disse que é um "alôpro" de grande! Que é muito mais maior dos que aqueles que a WR já levantou aqui? Conversa fiada rapaz! Não tem não!

- Pois não é que eu já ia me esquecendo da maior obra já construída no Cariri!!! Respondeu o cratense bairrista.

- E qual é esta obra? Perguntou novamente o Romeiro, mais irritado e ainda mais curioso:

- O "edifício" que o Crato tem é Verde! Tão grande e tão alto que faz sombra até no Juazeiro quando o sol se esconde por trás dele! O Bicho é tão elevado que não precisa nem de elevador! Agente sobe nele até de carro! Até faz mudar de temperatura a medida que vai subindo. Lá de cima, dá pra vê o Cariri bem miudinho de tão alto. O Ar condicionado é natural! O "Jardim" é tão grande e tão viçoso que até o Governo, há anos, já tem um pedaço lá e o transformou no primeiro do Brasil. Lá, criamos os animais soltos, até onça tem! Sim! a Construtora responsável pela execução da obra é a maior do mundo, atua em todos os países do Planeta. E o que dizer do arquiteto? Este é magnífico! Ele é perfeito em tudo que faz! Pois, meu amigo, para elaborar um projeto desses, sem passar por licitação, totalmente gratuito e se chegar ao término da obra...Só tendo tido sorte antiga, há milhões de anos, muita sorte e muito merecimento! E, o que é melhor, não somos egoístas como vocês não! Ainda dividimos, em total harmonia, o "condomínio" com Barbalha, Nova Olinda, Araripe, Jardim, parte do Pernambuco, Piauí, abraçando o terreiro de muitos outros lugares. É meu caro, a NATUREZA construiu e DEUS arquitetou a mais bonita obra do Cariri, em todos os tempos, que é a nossa CHAPADA DO ARARIPE. Esta jamais será transportada para cá, nem pelo dinheiro e nem pela politicagem.

Olhá lá ela! Linda e Majestosa! Tenho muito orgulho de ter nascido aos seus pés e aos seus pés morrerei. Mas, antes deste fim, quero viver para ver o Povo do Crato acordar para enxergar tanta beleza!

ACORDA CRATO!!!
George Macário de Brito - Vereador - Artista Plástico - Editor

Por que mudou ??? Mudou por que ??? - Jósé Nilton Mariano Saraiva

“Há tempos o Crato batalha para que o aterro sanitário consorciado da Região Metropolitana do Cariri fique em nosso município, o que traria inúmeros benefícios”.
Este, um dos trechos da matéria divulgada meses atrás num dos blogs da Região do Cariri, tratando de “aterros sanitários” (com o aval positivo do prefeito do Crato), conforme depreende-se da leitura abaixo; num segundo momento, o vice-prefeito do Crato andou pelo sul-sudeste do país, conferindo in loco os “benefícios” que adviriam da implantação de tal instrumento na cidade (também objeto de reportagem do blog, inclusive com fotos).
Hoje, estranhamente, e desdizendo o que dissera antes, a grita é generalizada, todo mundo diz ser do contra, armou-se um verdadeiro circo pra tratar do tema e os cratenses se perguntam atônitos: por que mudou ??? mudou por que ???
No mais, permitimo-nos, ao final, relacionar os “benefícios” (???) que o Crato receberá se aceitar receber tal “presente” (os grifos são por nossa conta).

******************************

(Transcrição – ipsis litteris - de trechos da matéria do blog):

“NE - Os aterros sanitários consorciados são a última palavra em tecnologia de reciclagem de lixo, pois evitam poluir o meio-ambiente. O lixo é colocado em locais onde atravessa inúmeras camadas de diferentes materiais, até ser completamente transformado em substâncias inertes e não nocivas às populações. HÁ TEMPOS O CRATO BATALHA PARA QUE O ATERRO SANITÁRIO CONSORCIADO DO DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI FIQUE EM NOSSO MUNICÍPIO, O QUE TRARIA INÚMEROS BENEFICIOS. O investimento é da ordem de 12 milhões de reais, e tem como parceiros o Banco Mundial e o Governo do Estado do Ceará”.
“O presidente do aterro consorciado, Samuel Araripe, prefeito do Crato, afirma que já houve avanços representativos em relação ao aterro consorciado. A parte de legislação do consórcio já está pronta, diretoria constituída, e a parte de legislação já passou pelo Poder Legislativo. O prefeito destacou a dificuldade de escolha do terreno, por conta da legislação, que impede que o aterro seja construído a menos de 20 quilômetros do aeroporto. "Isso dificulta a construção do aterro em Juazeiro e parte do Crato", explica”.
”Segundo o prefeito, a maioria das pessoas ainda tem uma idéia equivocada em relação ao aterro. Ele destaca ASPECTOS POSITIVOS COMO A ECONOMIA DE TRANSPORTE PARA A CIDADE QUE SEDIAR O PROJETO, AUMENTO NA ARRECADAÇÃO DO ICMS ECOLÓGICO E PERSPECTIVA DE CONSTRUÇÃO DE UMA USINA DE GERAÇÃO DE ENERGIA, O QUE JÁ SE TORNA FACILITADO”.
Samuel Araripe define como um grande negócio para um Município sediar: "Espero de fato que saia do discurso para a prática, porque o consórcio foi constituído há dois anos", ressalta. Segundo Samuel Araripe, a filosofia de implantação do aterro é perfeita, mas é importante definir a responsabilidade direta de cada integrante. Há três propostas de gerenciamento: na primeira, os próprios Municípios gerenciam; na segunda, a atribuição fica para o Estado; na terceira, entra o setor privado. "Em última instância, como consorciado, afirmo que O CONSÓRCIO DEVE SER ADMINISTRADO PELOS MUNICÍPIOS”, defende êle.

****************************

Aqui, ALGUMAS VERDADES SOBRE OS ATERROS SANITÁRIOS

01) Há necessidade de um grande investimento para sua implantação e manutenção; 02) A fermentação e digestão da matéria orgânica pelos micro-organismos anaeróbios geram gases altamente nocivos à atmosfera, além do chorume, líquido poluente e mal cheiroso. 03) O material plástico, contido no lixo do aterro, que não é biodegradável, permanece incólume, criando bolsões de gases e condições de deslizamento das camadas componentes do aterro; 04) Inutilização de grandes áreas em locais valorizados próximos às cidades que nunca mais poderão ser utilizados, senão para cobertura verde; 05) Necessidade de investimento em equipamentos pesados como tratores, caminhões e retro escavadeiras para operar o aterro; 06) Elevado custo operacional para cumprir as condições operacionais mínimas obrigatórias; 07) Tempo de uso limitado, obrigando a busca permanente de outras áreas para novos aterros; 08) Poluição da atmosfera pela exalação de odores fétidos num raio de vários quilômetros; 09) Riscos permanentes de poluição dos mananciais subterrâneos; 10) Necessidade de permanente incineração dos gases emanados pelos drenos constituídos principalmente pelo gás metano, vinte e uma vezes mais poluente que o gás carbônico.
Outrossim, há que se atentar que a impermeabilização permanente de um aterro sanitário é uma tarefa de engenharia impossível porque, até a presente data, nenhuma tecnologia criou uma superfície capaz de conter a infiltração de forma permanente. A argila forma uma superfície filtrante, deixa passar água e quem nos garante que o lençol de material, através da ação química ou bioquímica provocada pelo contato com o chorume, escorra ? Um determinado material poderá conter a infiltração da água por algum tempo, porém, mais cedo ou mais tarde esta camada de proteção irá ceder, permitindo a passagem da água que irá transportar os metais pesados contidos no lixo do aterro para os lençóis freáticos. Regiões pobres e carentes em recursos hídricos não podem e não devem correr o risco de contaminar, de forma irreversível, os seus já escassos recursos. Assim, os aterros sanitários são soluções paliativas. Visam apenas camuflar o grande problema do lixo, empurrando-o para as gerações futuras, que terão de enfrentar verdadeiras bombas de retardo, detonáveis a qualquer momento.

Boff(e)

Quinca de Liliosa é um jornalista nato sem nunca ter esquentado nenhum banco de escola. Como bom profissional, corre atrás da notícia e tem uma sincronia enorme com os fatos que narra. Invariavelmente – sabe-se lá como --- esteve presente nos acontecimentos de que faz as reportagens, talvez para que isso dê uma confiabilidade maior às matérias. Não foi coisa de ouvir dizer, vi com esses olhos que a catarata ainda há de cegar ! Por mais de uma vez foi pego no contrapé, constatando-se o incrível dom da onipresença: estava em dois lugares diferentes , no mesmo instante, em que teriam havido dois acontecidos diversos. Claro que, como bom jornalista, Quinca punha tempero na reportagem : aumentava um pouco dali, esticava um tanto dacolá, acrescentava tramas paralelas, sabia perfeitamente que sem um pouco de ficção o jornalismo não é possível.

Semana passada , na praça Siqueira Campos – a difusora de Liliosa – ele me chegou com os olhos brilhando. Trazia uma notícia quentíssima. Controlou um pouco a ansiedade, enquanto esperava que a platéia se formasse ao derredor. Depois, quando já havia córum regulamentar, iniciou a narração. Primeiro, como sempre, fez ar de mistério: “ Sei não ! A coisa é séria, amigos, acho que é melhor não contar! Isso pode trazer problemas para mim!” Acostumados com o prefixo de Liliosa, os circunstantes nem tremeram, sabiam do que era preciso e aí começaram a insistir um pouco. Finalmente o nosso jornalista acedeu, não antes que todos jurassem, de pés juntos, que aquela história não ia sair dali: era segredo de estado. Preenchido o contrato que tinha muitas cláusulas leoninas, Quinca respirou fundo e, após um estudado silêncio perfeitamente teatral, desfiou o segredo, guardado a sete chaves como os dos meninos de Lurdes.

--- O Hospital Regional do Juazeiro está abarrotado de acidentados !

A platéia , imediatamente, armou um ar de incredulidade! Já? E o hospital foi feito num foi prá bater retrato, não? Eles atendem gente , lá? É? Pensei que fosse só um estúdio fotográfico! -- Saltou, ironicamente, o velho Zé Idéia de lá do seu canto!

--- Está cheinho, minha gente, foi um acidente terrível. Pernas quebradas, braços retorcidos, cílios arrancados, silicones pelo chão, perucas prá tudo quanto é lado! Só de plumas, paetês e purpurinas retiraram da porta do Regional mais de três caminhões.Sem falar em 2855 plataformas que os carroceiros carregaram. E os gritos de dor são de dar pena. É ver umas dez ambulâncias com os alarmes ligados! UEMMMMMMMMM!

O que teria acontecido? Perguntaram-se todos. Desfile de carnaval não existe nessa época. Alguma confusão em baile de gala? Mas baile durante o dia, com todas aquelas roupas de noite e logo onde? No Juazeiro? Liliosa mantinha o segredo estrategicamente. De onde teriam saído tantas senhoras prontas, em pleno dia e como fora possível um acidente daquele porte, com tanta gente fina e importante junta no mesmo momento? Aos poucos, Quinca foi revelando o resto da história, como se se tratasse de um strip-tease.

Não, não se tratavam de senhoras em stricto sensum. O acidente, na verdade, acometera um incontável número de rapazes alegres. A platéia, imediatamente, associou à Parada Gay do Juazeiro que iria acontecer naqueles dias. Caíra um carro alegórico? A estátua de São Sebastião despencara de um dos carros no meio das moças donzelas? Teria sido mais um ataque da desprezível homofobia ainda tão presente na nossa sociedade? Liliosa, no entanto, mais uma vez, desfez a interpretação rápida da platéia.

--- A Parada Gay de Juazeiro, amigos, só vai se realizar amanhã, fiquem tranqüilos que todos vocês não perderam , não! Ainda vai ser possível desfilar, viu?

O que teria, então, ocorrido? Como teria sido possível tamanho acidente, nas vésperas do evento? As bichinhas aos berros, chorosas, lacrimosas, cheias de escoriações e hematomas? As roupas de gala aos farrapos? Foi no aeroporto que ocorreu o pavoroso desastre! ---esclareceu nosso jornalista. Um acidente aéreo com os GLTS que vinham para a Parada, imaginaram todos.

Quinca, após um breve silêncio, mais uma vez dissuadiu-os. Não, não tinha sido isso! Depois de um silêncio cientificamente programado, Liliosa, por fim esclareceu a causa da calamidade. Estava mais de um milhão de rapazes alegres no aeroporto regional do Cariri esperando os companheiros que chegariam para a Parada Gay do dia seguinte. Todos foram a rigor e se espremiam , num calor infernal, só aplacado pelos incontáveis leques que ritmicamente flanavam. Junto, havia um pequeno grupo de professores que aguardava a chegada do grande Leonardo Boff que vinha, naquele dia, proferir uma memorável e concorridíssima palestra no Ginásio Poliesportivo. Arapuca estava armada, amigos. Sem ter conhecimento da vinda do teólogo, no mesmo vôo, de repente deu-se o estouro da boiada. As bichinhas saíram em desabalada carreira em busca da sala de embarque e foi um pisoteado só: cílios pelo chão, penas de pavão, silicones, perucas, plumas e paetês. É que , inadvertidamente, uma professora ao avistar o Leonardo que já havia desembarcado e se dirigia à sala de embarque, caiu na besteira de gritar:

--- Vejam, o Boff já vem ali, meu povo ! Ele é lindo !

J. Flávio Vieira

O Pensamento do Dia - A Imprensa Golpista - Por: Dihelson Mendonça




"É preciso que o PT comece logo esse negócio de regulação da Mídia, senão não vai sobrar nenhum ministro, porque a Imprensa Golpista está descobrindo todas as falcatruas desse governo. Hoje caiu o quinto ministro do Governo Dilma. Quer mais ? "

Dihelson Mendonça

“Lições de Vida” (Frei Betto)

01) Deixe-me dizer, mesmo com o risco de parecer ridículo, que O VERDADEIRO REVOLUCIONÁRIO É GUIADO POR GRANDES SENTIMENTOS DE AMOR. É impossível pensar num revolucionário autentico sem esta qualidade. É preciso ter uma grande dose de humanismo, no sentido de justiça e de verdade para não cair em extremismos dogmáticos, em escolasticismos frios, em isolamentos das massas. É preciso lutar todos os dias para que esse amor à humanidade viva se transforme em atos concretos que sirvam de exemplo e mobilizem.

02) Quem se deixa dominar pelo medo de pensar, evitando contradições e opiniões divergentes, assimila o pensamento de quem o proíbe de pensar e se alheia da busca da verdade, confundindo-a com a autoridade. Ou pior: julga o seu pobre pensar refletir a verdade lapidar e olvida que HÁ A SUA VERDADE, A MINHA VERDADE E A VERDADE VERDADEIRA. O desafio é buscarmos, juntos, a verdade verdadeira.

03) MINHA GERAÇÃO – A DOS IDOS DE 68 – VIVE AGORA EM DESCONFORTO. Tantos sonhos e sacrifícios, cantos e passeatas, e o olhar altivo de “Che” iluminando nossos ideais, para resultar em filhos que se drogam, detestam política e, de academia, só conhecem as de ginástica. PARA ALGUNS, O CULTO DO CORPO COMPENSA A ATROFIA DO CÉREBRO.

04) ASSIM É A POLÍTICA: horizonte de sonhos para o qual se caminha ao peso de bolas de ferro presas ao tornozelo. Não há rotas lineares; são todas labirínticas, acidentadas. Em cada curva, uma surpresa, obrigando o viajante a mudar de ritmo e refazer o mapa. Nas costas, a sacola atulhada de vaidades intransponíveis, maledicências, frituras e bajulações desmedidas. NELA SE INGRESSA SEM PASSAR PELA PROVA DA COMPETÊNCIA, NEM SE EXIGE ATESTADO DE IDONEIDADE MORAL.

05) HÁ MUITOS MODOS DE ADMINISTRAR A LOUCURA, PORQUE DELA NÃO SE PRESCINDE INTEIRAMENTE. A minha é a arte de tecer letras, combinar vocábulos, consubstanciá-los, garimpar-lhes o significado, aprimorar sintaxes. As palavras me salvam, tornam terrivelmente lúcida a minha demência e dissipam-me as sombras da alma. Tenho com elas uma relação passional, promíscua, lexicofágica. Como-as, bebo-as, respiro-as, são elas que me povoam os meus sonhos. Ao longo de quatro anos de prisão (1969-1973), escrevi a parentes, amigos, confrades, para sublimar o medo, exorcizar demônios, revitalizar a fé. REAJARDINEI MINHA ESPERANÇA ATRAVÉS DA ESCRITA e, sobretudo, emiti meu pálido clamor em meio a tanta atrocidade”.

SOMOS OS NOSSOS ATOS. Na vida, temos a liberdade de apenas escolher as sementes. Depois, haveremos de, inelutavelmente, colher o que plantamos. Isso vale para a vida pessoal, social e política. Por isso, as nossas opções fundamentais são tão importantes. São elas o nosso verdadeiro retrato. Nem ovo, nem galinha. Os dois juntos. O ovo contém a galinha, a galinha bota o ovo. AS PESSOAS MUDAM MUDANDO O MUNDO. MUDADO, O MUNDO MUDA AS PESSOAS.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Para Carlos Eduardo e Magali


Para que os dias especiais nunca sejam esquecidos

Nosso abraço,

*** Claude e Edilma ***

HOJE É DIA DE FESTA! PARABÉNS, CARLOS EDUARDO !



Carlos Eduardo



Um dia, a gente nasce... povoa o mundo. Deus nos olha e sorri, nos abençoa e nos entrega o mundo para escolhermos e trilharmos um bom caminho. 

Carlos Eduardo é uma dessas pessoas abençoadas por Deus. Trabalhou pela PAZ que hoje carrega consigo e pela harmonia com que vive entre seus familiares.

Parabéns, Carlos, por mais esta data  feliz. A data é só sua, mas a festa é de todos os que compõem seu círculo de amizade.

 O ... CARIRICATURAS ... te abraça.

DIÁRIO DA CORRUPÇÃO - Cai o quinto ministro na Era Dilma - "Efeito Dominó" ?


NE - É preciso que o PT comece logo esse negócio de regulação da Mídia, senão não vai sobrar nenhum ministro, porque a Imprensa Golpista está descobrindo todas as falcatruas desse governo.

Sem apoio do seu partido, o PMDB, o ministro do Turismo, Pedro Novais, 81, pediu demissão do cargo ontem, depois da revelação de que ele usava funcionários pagos com dinheiro público para fins particulares. Novais remunerou a governanta de sua casa durante sete anos com verbas de seu gabinete na Câmara dos Deputados, quando era deputado. Sua mulher usava funcionário da Câmara como motorista particular. Novais é o quinto ministro nomeado pela presidente Dilma Rousseff a deixar o posto em pouco mais de oito meses de governo, sendo o quarto a sair envolvido em suspeitas de irregularidades.

Novais entregou sua carta de demissão a Dilma numa reunião que durou cinco minutos, na noite de ontem. A carta tem apenas duas frases. “Cumpro o dever de pedir-lhe minha exoneração do cargo”, escreveu Novais. Desde o início de governo, Novais só tivera um encontro a sós com Dilma.

Os sinais de que o titular do Turismo estava fora do jogo começaram a aparecer ontem, dia em que o jornal Folha de S.Paulo revelou que sua governanta era paga com dinheiro público. Naquele momento, a disposição no Palácio do Planalto em preservar o peemedebista era praticamente nula. Dilma disse a interlocutores que preferia esperar um pedido de demissão, para não melindrar o PMDB, há tempos insatisfeito com o ritmo e os critérios de nomeações para cargos do Executivo.

Breve conversa de Dilma com sua equipe selou o destino do peemedebista: o Planalto acionaria o vice-presidente Michel Temer, naquele dia hospitalizado em São Paulo, para articular a exoneração “a pedido”. Novais até ensaiou resistir nas últimas horas, mas desistiu ao ver que perdera o apoio interno do PMDB. No momento em que tentava reunir forças para seguir no cargo, tomou conhecimento da declaração do presidente do partido, Valdir Raupp (PMDB-RO): “Não se pode comprometer uma legenda por causa de uma pessoa”. Àquela altura, nem mesmo seu padrinho político, o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), queria mantê-lo. Alves foi o primeiro a se reunir com o então ministro, ontem pela manhã. Temer viajou às pressas de São Paulo e se reuniu com Alves e Novais, no fim da tarde.

Em dezembro, quando Novais já estava escolhido para o cargo, descobriu-se que ele fez uso da verba do gabinete de deputado federal para pagar uma festa num motel no Maranhão. Novais devolveu o dinheiro antes de assumir o ministério. Mas começou a balançar no cargo em agosto, quando a Polícia Federal deflagrou a operação que revelou fraudes em convênios do ministério e prendeu integrantes da cúpula do Turismo.

Novo ministro

O substituto de Novais será indicado pelo PMDB. Entre as opções em estudo hoje estão os deputados Manoel Júnior (PB), Marcelo de Castro (PI), Leonardo Quintão (MG) e Gastão Vieira (MA). Temer comunicou seu partido que o Palácio do Planalto fará uma análise criteriosa da ficha dos candidatos.

Folhapress

POEMA...Wilson Bernardo.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

QUEREMOS PAZ, UNIÃO, FORÇA E TRABALHO

Pedro Esmeraldo

Notamos que somos diluídos por uma massa ignorante que provém de outra localidade em um município pequeno e sem valor. Constantemente somos obrigados a vaticinar com grandes melhoramentos, trazendo idéias fabulosas a fim de estimular e animar o povo cratense.
Às vezes, somos obrigados a gritar com muito amor em defesa desse município, pois vimos um povo atoleimado entregando facilmente, sem reagir os nossos bens adquiridos há anos.
Fomos advertidos por certas pessoas fracas, dizendo que estamos lutando sozinhos, mas o que ocorre é que não desejamos alterar o nosso pensamento com equilíbrio de força e perseverança.
Muitos desses homens que falam à toa não teem a idéia de luta e desejam permanecer na imobilidade duradoura, facilitando a entrega do prestígio do Crato a outros municípios sem luta e sem trabalho.
Por isso, com palavras ululantes a fim de reconquistar com força o nosso patrimônio perdido pelo interesse de pessoas desavergonhadas que querem tudo para si, e deixando os outros municípios no abandono, dizendo que são os maiorais e Crato fica submisso à sua força maligna e sem coragem de reagir aos insultos desses piegas, totalmente esmorecidos e sem capacidade para a luta.
Por essa razão, apelamos para o nosso povo que não esmoreça e enfrente com galhardia, lutando em defesa de nossa terra. Para isto é preciso de força e união, fugindo da discórdia política, visto que com forças iguais poderemos arrebatar o nosso patrimônio perdido.
Daí por diante, deveremos permanecer com garra e perseverança, procurando chutar os políticos desse município, e incorporá-los como sendo personas não gratas, certamente são pessoas de má índole e aventureiras. Devemos empurrar o barco para o lado da decência, caindo para o seu covil de piegas que não sabem utilizar outra palavra se não a pieguice.
Não aceitaremos jamais essa discórdia que eles (os piegas) querem nos trazer dando-nos abraços de tamanduá, que vem enfraquecer o povo, dizendo que é bom pra lá é bom para o Cariri.
Não seremos trouxas para acreditar nessas conversas destoantes, não queremos desmerecer a ninguém, mas advertimos a esses piegas, avisando que também temos direito de admitir o progresso com dignidade e por isso vamos advertir dando o troco de homens corajosos, não nos desmereçam e não venham nos abraçar com fingimento.
Estamos aqui revoltados e provocados por uma série de desigualdades desses piegas, que querem ter o direito de agir sozinhos, puxando para si a Universidade Federal.
Queremos protestar contra a atitude da Câmara Municipal que soube homenagear esses piegas, inimigos nossos, dizendo essa massa desrespeitadora do Crato, que venham com menos arrogância e não nos provoquem com palavras mansinhas, dizendo asnices, que querem bem ao Crato.
Agora expressamos o código de Hamurabi, que estimula a vingança simultânea, isto é, dizendo para esses algozes que somos capazes de praticar esse mesmo código – dente por dente, olho por olho.
Queremos dizer aos nobres vereadores: a festa era nossa, quem deveria ser homenageado era o nosso povo.
Crato-CE, 13/09/2011

Números especulativos - Emerson Monteiro


Vimos outro dia, em comentário circunstancial, que os atuais países gastaram só durante o ano de 2010 a bagatela de trilhão e meio de dólares nos gastos de armamentos. E que dita quantia corresponde a 16 vezes todo o meio circulante da moeda do Brasil, esbanjamento de não ter tamanho daquilo que a natureza forneceu para alimentar o ecossistema do planeta Terra, jogado fora assim à toa, prática por demais escandalosa, imbecil, para custear a fome da cólera dos que comandam a farra do poder ao preço da brutal violência.

Pois bem, cresce nos mercados mundiais, desde o ano de 2008, das piores crises econômicas que há notícia, ameaçando, inclusive, as nações ricas da Europa, motivo de apreensão dos que querem enxergar na história solução de curto prazo.

Contudo, ato contínuo, os líderes ocidentais notaram detalhe que lhes chamou a atenção... A China conseguiu, nesses tempos depois da Revolução de Mao-tsé-tung, amealhar reservas monetárias em torno de três trilhões de dólares, o suficiente para cobrir a fome ocidental pelo período de dois longos anos das suas guerras de conquista.

Chineses, no entanto, parecem avaliar se querem mesmo investir capitais longe de seu território, pois sabem o risco que correrão nos braços incertos dos estrangeiros prepotentes. Estudam calados o sacrifício, hora crítica de muitos interessados naquilo que obtiveram ao correr do trabalho de tantos.

O prejuízo acumulado de italianos, por exemplo, chega além de um trilhão de dólares, a imaginar os outros envolvidos na situação coletiva; Espanha, Portugal, Grécia, economias antes seguras, também cruzam tempos difíceis. Quanta fortuna e sucesso desapareceram através dos números vazios das ilusões perdidas...

Os chineses que se cuidem, pois, diante da pressa de quem subira na riqueza destruindo a paz com políticas armadas e destruidoras. Ao bom senso caberá, o quanto jamais aconteceu, lugar das atitudes coerentes, no nome da continuação da existência e da fraternidade entre as pessoas... Que alimentem, senhores chefões, a boa vontade à luz da razão, em benefício de todos nós seres humanos.
Verso desgarrado

- Claude Bloc - 
Por do sol em Sobral - UVA
O silêncio não impede a poesia,
não espanta as cores
nem se embrenha nas matas
sem dar aviso.
O silêncio
essa pausa, essa ausência
esse vão, esse vácuo
essa essência que perfuma os sonhos,
essa mistura que  chora as mágoas...
é o silêncio
que a poesia não mostra
que se esconde inteiro
em algum verso desgarrado .

O silêncio carrega a rima,
 rua abaixo, rua acima
Amanhece e dorme
e, à noite, tarda
anoitece com a lua.
entre a luz e as estrelas
e se torna gigante
e se torna encanto
nesse mesmo momento
 em que todos os versos
passeiam num poema.

Claude Bloc

Lua cheia de setembro - Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Bloguinho "Proibido Para Maiores"


Vulcão no Parque


Estrelando: Rafaella Fiuza, Sabrina Menezes e Isabella Fiuza

Reporte - Sabrina Menezes
Cãmera - Isabella Fiuza
Sobrevivente - Rafaela Fiuza
Nota: As três meninas são minhas sobrinhas
Magnolia Fiuza Menezes

Madre Feitosa: A Dignidade Humana - José do Vale Pinheiro Feitosa

Em treze de setembro de 1921 nascia no coração dos Inhamuns uma das figuras mais ilustres que o Cariri teve no século XX e princípio do atual século. Falamos de Madre Feitosa, ou Maria Carmelina Feitosa, nascida em Tauá e criada em Arneirós. Filha de Crispim Morais e Maria Josina Feitosa, Madre Feitosa teve a sua terceira morada em Crato onde a encontramos até hoje cercada de festas pelo seu aniversário.

Não pelos laços de parentescos ou apenas pela grande amizade que minha família tem por ela, a verdade é que não teria oportunidade melhor para retornar a escrever nos blogs do Cariri que não os 90 anos de Madre Feitosa. Estive ausente do Rio desde a metade do julho passado e marco minha reestréia em companhia de uma grande figura.

São memórias, mas daquelas memórias que ficam mesmo quando o mais extremado esquecimento nos acontece. Era no quarto final dos anos 50 e fomos eu, minha irmã e minha mãe passar uns dias em Icó na companhia de uma tia que na ocasião morava ali. E o Icó causa impressão em qualquer um.

Foi ali que vi Madre Feitosa pela primeira vez, numa casa das irmãs de Santa Teresa, já guardando uma doçura que imaginei apenas efeito de sua religiosidade. Ela continua assim, uma fala mansa, gestual econômico e recatado e todos nós somos tomados de surpresa com a grande executiva da educação que ela é.

Madre Feitosa, pela duração de sua obra e pela grandeza das instituições que dirigiu, talvez seja uma das mais longevas dirigentes de ensino do Ceará. Não apenas no Crato ou somente no Cariri. E arrisco mais, talvez seja uma das dirigentes mais antigas em atuação no Estado, com escolas financeiramente equilibradas e que não cessam suas atividades.

Posso está enganado, mas Madre Feitosa, deva ser o dirigente em escola religiosa que mais tempo está em atividade, por estimativas não checadas, é possível que nenhum reitor do Seminário, diretor dos colégios religiosos, particulares ou públicos tenham superado a marca desta suave mulher construtora do futuro das gentes.

Madre Feitosa já tem “bisnetos” de seus alunos, e pensar que a longevidade e a dedicação desta mulher quebram o princípio básico da vida burguesa e capitalista. Quem imagina um “executivo” do ensino que não viva no luxo e com excedente de consumo. Aliás, se tornam educadores com este fito. Mas Madre Feitosa não. É uma questão religiosa por certo que é, mas é uma questão essencialmente humana, de caráter e ética que é devido a ela mesma.

Talvez que pelos pais e sua família esta personalidade tenha sido estimulada. Estive recentemente nas duas terras inhamunzeiras em que Madre Feitosa nasceu e passou a infância. Ali ainda percebi uma dignidade, uma postura educada como uma era de cavalheiros. Pessoas com pouca educação, mas com um trato humano tão respeitoso que dão engulhos quando os comparamos aos novos ricos em suas Hilux e a grosseria de um som rompendo a calma da vida.

Madre Feitosa, aceite minhas lembranças por este dia. Espero que leia este texto, embora sabendo da volumosa homenagem a que é centro no dia de hoje.

O Céu do Kariri é Mágico e Intrigante...Wilson Bernardo.

A despretensão da fotografia no primeiro momento, é você guardar e depois refletir sobre o que fotografar e o fotografado.Essas imagens no primeiro momento eu quis apagar,mas como sempre eu guardo tudo,o que é arte ou possivelmente o que poderá ser transformado.Tempos depois você reencontra o inesperado,e se encontra novamente com o lúdico da arte de fotografar.Assim como a poesia,que poema ruim é aquele que não se fez,mas ao fazer é bom pra uns e outros tantos não,mas o que importa é sua intima sedução com o fazer,então arte é antes de tudo uma intimidade sua com o que te revela como essencial:A beleza de congelar as decimais frações de cores e movimentos.
Não existe um céu igual ao nosso Kariri...Coisas de luz e encantamentos das águas nascentes.
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

A dor e o menestrel - Emerson Monteiro


Lemos em algum lugar a história de um palhaço que perdeu a esposa e viu-se na condição de comparecer, no mesmo dia, ao picadeiro do circo e fazer rir a platéia que lotava o espetáculo onde tantas outras apresentações ali levara a efeito em condições satisfatórias.

No momento em que todos gargalhavam com desempenho magistral nunca antes presenciado pelo distinto público, dentro dele fervilhava a mais pungente amargura e desciam lavas amargas de dor, disfarçadas com maestria pela máscara que lhe cobria o rosto banhado de lágrimas.

Naquela hora, enquanto alegria sem igual contagiava os espectadores, no peito do homem ardia crise sem precedentes, propósito de quem conduz a vida aonde quase nada pode exprimir da veraz realidade que na alma impera, por força de produzir emoções nos outros humanos universos lá de fora.

A situação descrita, mudando o que merece ser mudado, caberia feita luva numa circunstância que se verificou em Crato, na madrugada de 28 de abril de 2001, quando, no Espaço Navegarte, assistíamos a uma apresentação musical.

No palco, o cantor pernambucano Geraldo Azevedo, voz e violão, que oferecia à numerosa platéia a bela música do seu repertório, boa parte de própria autoria. Aplausos efusivos animavam o clima ameno do lugar, evidenciado nos flashs constantes dos fotógrafos que registravam o acontecimento, entremeados de relâmpagos insistentes que clareavam o céu escuro, à distância, cenário detrás do palco para as bandas da Ponta da Serra.

Isso se manteve ao ritmo das letras e cordas afiadas do instrumento bem praticado daquele artista popular, nas sombras chuvosas da noite caririense.

Duas ou três canções antes do término da cena, porém, numa das falas com que ilustrava os intervalos das canções, o músico comunicou aos presentes que, na véspera daquela data, ocorrera a passagem de sua genitora desta vida para a outra, pondo-se, logo depois, a interpretar uma composição de autoria dela, refletindo na voz o sentimento que se pode imaginar de um filho em situação semelhante.

Ao lembrar os detalhes disso que contamos, vemo-nos também emocionado, a refletir quanto à condição de vida dos artistas e sua proximidade com as multidões, vínculos que se estabelecem no decorrer da existência do trabalho. Enquanto dentro de si lhes sacodem o peito um coração quantas vezes macerado pelas guantes imprevistas do destino, repassam, igualmente, a imagem de quem habita os condomínios da mais pura felicidade.

Missão semelhante, o exemplo do palhaço de que falamos no início. Uns dançam, riem, se divertem. Outros padecem, representam, dissimulam. De íntimo transtornado pelos ardores do sofrimento de perder a mãe querida, o músico prosseguiu com a função até o fim, desfolhando versos e notas, solitário, ausente das convenções deste mundo; isso tudo em nome do amor ao sonho da arte, herói sobranceiro da magna inspiração, porquanto o show haverá sempre, de manter seu curso ininterrupto para o centro dos corações em festa.

Uma ode para os cratenses! - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Hoje eu acordei com versos fervilhando em minha cabeça. Um poema que o russo Vladimir Maiakovski bem poderia ter escrito especialmente para nós cratenses. Mas em muita boa hora, Eduardo Alves Costa, um poeta fluminense radicado em São Paulo foi o autor dos versos que muitos erroneamente atribuem a Maiakovski, mas que provavelmente foram escritos diretamente para nós, simples mortais cratenses. Um povo escondido nessa mais que perdida cidadezinha envolvida pelas fraldas da bela Chapada do Araripe, único bem que nos resta e que talvez os donos do poder não poderão jamais nos subtrair.

"Na primeira noite eles se aproximam.
Roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
Pisam as flores, matam nosso cão,
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a luz,
E conhecendo o nosso medo
Arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada!
Já não poderemos dizer mais nada!"

Todas as flores dos nossos jardins foram despetaladas ao longo dos anos em que nossas lideranças foram sepultadas pelo voto que destinamos a candidatos de outras terras. De que adiantou aos cratense ajudar a eleger tantos deputados sem nenhuma preocupação com o Crato?
Somente sabemos choramingar quando perdemos melhorias ou entidades que poderiam vir para o Crato. Mas precisamos reconhecer que existe em cada um de nós cratenses, um comodismo sem igual. Ou uma alienação geral. Como que, esperamos que os benefícios caiam do céu como a chuva que molha toda uma região, indistintamente. Se nada vem para o Crato, nada também pleiteamos porque não escolhemos pessoas comprometidas com a terra, que nos representem e lutem pelo Crato junto aos governos federal e estadual.
Choramos porque os benefícios vão para o Juazeiro. Mas lá não há acomodação, o povo trabalha. Há mais de dez anos que ouvíamos notícias de que os deputados federais daquela terra lutavam para conseguirem uma Universidade Federal.
Quando prestei meus serviços ao governo estadual, fui testemunha de um fato que poderia servir de exemplo aos cratenses. Vi uma comitiva de lideranças juazeirenses: todos os deputados federais e estaduais daquela terra, lideres comerciais e representantes da sociedade nas pessoas dos dirigentes de clubes de serviços, todos juntos saindo do gabinete do Secretário de Estado para reverterem para cidade do Juazeiro a sede regional do DETRAN que estava prometida ao Crato.
Se não houver uma conscientização do eleitor cratense, principalmente daqueles que trocam seu voto por favores, continuaremos sendo fim de linha. Dentro de breve tempo, nem quem tem negócios a fazer com o Crato, porá os pés nessa cidade, pois os retornos já se encontram fechados.
Por Carlos Eduardo Esmeraldo

"Leite derramado" - José Nilton Mariano Saraiva

Se, enquanto teoria, a criação e implantação da Região Metropolitana do Cariri conseguiu ludibriar muita gente, através da propagação de mentiras e devaneios mil, na prática, a partir do momento em que passou a ser operacionalizada, converteu-se em um colossal embuste, uma farsa sem tamanho, uma nua, crua e indigesta realidade, principalmente para os cratenses.
Fato é que, para camuflar a escolha de uma única cidade (Juazeiro do Norte) como receptora preferencial dos investimentos governamentais ao sul do Ceará (assim como o fizera com Sobral, ao norte), o Governo do Estado contou com uma legião de treinados e amestrados “multiplicadores” (deputados estaduais da sua base de sustentação, secretários de Estado e meia dúzia de cratenses (???) escorregadios e cooptados) que, hipócrita e irresponsavelmente, saíram às ruas a dourar a pílula, alardeando, difundindo e propagando as futuras benesses advindas da criação da Região Metropolitana do Cariri; só que, internamente, entre quatro paredes, já havia a determinação política em se evitar a pulverização dos investimentos governamentais entre as diversas cidades da Região do Cariri (desprovidas do “componente político”), centrando-os em uma só urbe, na mafiosa perspectiva que os benefícios fluiriam e se espraiariam entre as demais comunidades (e naquela ocasião, alertamos aqui sobre o perigo da passividade com que aquela conversa mole passara a ser digerida).
Mas foi assim, verbalizando tão incrível lorota diuturnamente (em alto e bom som), e valendo-se de um pseudo “regionalismo” alavancador do progresso, que foram criados e passaram a operar em Juazeiro do Norte (e só em Juazeiro, pt saudações) o Aeroporto Regional de Cariri, o Hospital Regional do Cariri, a sede regional da Receita Federal, o campus regional da UFC/Cariri, a delegacia regional da Polícia Federal, a unidade regional da Receita Federal e tudo o mais que pudesse ser rotulado de “regional”. Castrando e obstaculando qualquer tentativa de descentralização, tudo tinha obrigatoriamente que ser em Juazeiro (posteriormente, na esteira do prestígio chancelado pela preferência governamental, a instalação de empreendimentos privados foi apenas conseqüência). Quanto às demais cidades da região (inclusive e principalmente o Crato), ficaram a ver navios, a esperar por quem não ficou de vir, e tendem à estagnação absoluta, à involução, a virarem meros satélites errantes a vagar sem rumo e sem norte na órbita juazeirense.
O mais estapafúrdio nisso tudo é que, à época da criação da tal Região Metropolitana do Cariri, por deslavada conveniência política, falta de justificativa consistente para esconder o marasmo administrativo, ou mesmo na vã tentativa de justificar o injustificável, os (maus) cratenses, inclusive e principalmente suas atuais autoridades constituídas (que deveriam, sim, ser responsabilizadas pelo estágio a que chegamos), convencionaram e passaram a adotar o cretino bordão de que, como éramos “UM SÓ POVO, UMA SÓ NAÇÃO CARIRI”, o progresso e a aura desenvolvimentista viriam de forma equânime, igualitária, simétrica (e ai de quem ousasse pensar diferente). Tanto é que o prefeito do Crato e seus áulicos sempre se fizeram presentes e nunca deixaram de bater palmas e tecer fartos elogios a tudo que era inaugurado em Juazeiro. Não podem, agora, chorar o leite derramado.
Deu no que deu. E como o esvaziamento do Crato é notório e acachapante, hoje, hipocritamente, as mesmas autoridades e formadores de opinião que engoliram o bolo sem mastigar, que teceram loas àquela criminosa ação governamental, que se deixaram bovinamente estuprar intelectualmente, que se extasiaram com o canto da sereia, e que covardemente, sim, se omitiram em questões cruciais, posam de indignados, choram ante as câmeras, manifestam surpresa sobre os rumos da Região Metropolitana do Cariri, reclamam do tratamento “desigual” a que foram submetidos Crato e as demais cidades da região.
Pois bem, o mote da vez, agora, é reclamar contra a perspectiva (sombria, triste e desmoralizante) de que o tal “lixão do Cariri” seja instalado em Crato (com todas as mazelas daí advindas), omitindo o fato de que o próprio vice-prefeito Raimundo Bezerra (certamente que com o aval do prefeito do Crato), num passado não tão distante empreendeu viagem ao sul/sudeste do país a fim de conhecer as tais usinas de processamento de lixo e os “benefícios” e “maravilhas” que adviriam da sua fixação em nossa cidade, objeto de ampla reportagem num dos blogs da região (e é bom não esquecer que, à época, como nos posicionamos peremptoriamente contrários, bem como mostramos que a criação da tal Região Metropolitana do Cariri não passava de mais uma grotesca farsa do governo do Estado objetivando privilegiar uma única cidade da região, os “puxa-sacos”, os “ensaboados” e os “escorregadios” da vida trataram de tentar nos desqualificar, de nos acusar de bairrista, retrógrado, conservador e coisas tais) porquanto – na míope e caolha visão deles – os benefícios se espraiariam por todo o Vale do Cariri, dentro daquela cachordice de que somos “um só povo, uma só nação Cariri”). Pura hipocrisia, deplorável jogo de cena, falsidade em estado absoluto e latente.
E Juazeiro do Norte, que nasceu, cresceu e marombou-se à sombra de um grande embuste, uma farsa grotesca (o tal do “milagre da hóstia”), continua adotando e valendo-se do mesmo heterodoxo “modus operandi”, da mesma estratégia suspeita de tramar na calada da noite, que o catapultou à condição de centro receptor de tudo que provém do poder central estadual (com a inestimável colaboração do “componente político”).
Ou alguém não lembra da séria denúncia do professor Cacá Araújo, veiculada aqui mesmo, segundo a qual um dos “graduados” de Juazeiro (de nome Celestino) teria verbalizado de forma irônica, em alto e bom som, numa das emissoras da região, todo o seu desprezo para com a nossa cidade, ao indagar “quem o Crato pensa que é pra tomar alguma coisa de Juazeiro” ???
Alfim, simplórias indagações: qual o problema da prefeitura do Crato se manifestar de forma contundente, incisiva e oficial sobre a não aceitaçao do tal "lixão" na cidade ??? Quem manda na cidade: seu prefeito ou o governador do Estado ??? Já não estaria na hora de dá um murro na mesa e se impor ??? Pra que toda essa "rasgação de seda" na tentativa de promover um determinado "vereador-suplente" ???

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Meu Cunhado Maurilo por João Marni


Meu Cunhado Maurílo

A “menina dos olhos” de papai, como a considerava, encontrava-se numa tristeza de fazer dó! Vovó Olga, devagar e cuidadosa como quem caça onça, sussurrou muito próximo às lágrimas da neta Lôra: _ Chore não, minha filha, o namoro acabou, mas acho que você tem é sorte, pois êle, não lhe merece; parece um pirata velho, tal qual o Barba Azul! Depois de alguns meses o namoro reatou. E vovó: _ É isso! Não sei como você não notou direito nesse rapaz maravilhoso, maduro, já feito na vida! Voltou Maurílo para ficar. Casou-se por amor, até porque à época, o sogro não era mais da moda na gangorra social, a ponto do futuro casal relacionar os convidados à luz de velas, na casa da noiva. Poucos dias depois, veio a cerimônia, e ouvi, num breve discurso, nosso pai dizer: _ Maurílo, cuida bem de Lôra, pois ela é a “menina dos meus olhos”!
Como tudo que é sensato, providencial e bonito vem mesmo é de Deus, ganhamos, a partir de então, mais um luzeiro em nossas vidas. Embora parecesse irascível, Maurílo foi um apaixonado, dedicado à esposa e aos filhos. Homem livre, bem sucedido, mostrava-se genuinamente irreverente, às vezes contundente; dono de humor fino, inteligente, com tiradas incomuns, hilariantes. Simpático, sempre verdadeiro, amealhou amigos, raros não simpatizantes, mas nenhum inimigo. Foi doce e brincalhão tal uma criança e, enquanto adulto, nos fez desejar sempre a sua presença, pois era estimulante, justo e, sobretudo, fiel às suas paixões: família e amigos. Acho que posso transcrever um aforismo do poeta escocês David Hume que cai como uma premonição antiga sobre o homem Maurílo: “Nós somos livres quando não estamos impedidos de fazer o que queremos, e quando não somos compelidos a fazer algo que não desejamos”.
Agora, na velhice jovem da terceira idade, voltou à doçura da infância, brincando muito com a sobrinha neta Maria Alice e passou a buscar a companhia de Jesus, sem saber-se doente, retornando a frequentar seus altares, inclusive convencendo e estimulando a seus amigos mais próximos que assim também procedessem, semanalmente fazendo passear entre suas mãos as pérolas de Nossa Senhora, no Terço dos Homens.
Corajoso, amante da vida, bagunçou a sequencia da reação humana diante da inexorabilidade do fim da carne ante o veredicto médico, não negando sua condição de doente, não barganhando histericamente, aceitando este peso com uma serenidade admirável e entregando-se ao Criador, cheio de confiança!
Atitudes que desmoralizam a muitos de nós, afeitos que somos a coisas do chão! Não é bom o apego a sonhos e projetos difíceis de execução. Todos são escritos na praia e a maré sempre vem... A dor é mesmo um território santo, onde pisam apenas os que amam de verdade. Creiam, Lôra, Maria Fernanda, Rodrigo e Maria Teresa, que todos nós do círculo familiar e demais amigos à nossa volta, comungamos do sofrimento da perda, mas nos encontramos unidos na fé, o que nos alegra muito. Não é que a vida seja breve. Maurílo viveu o suficiente, o seu momento, e marcou a todos nós de forma positiva. É que Deus ora espera, espera, e outras vezes revela-Se apressado em recolher o que é D’êle.

João Marni de Figueiredo
Crato, 10.09.2011

Os "sem religião"

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou recentemente estudo sobre a distribuição das religiões no Brasil, feita a partir da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do IBGE. As conclusões são interessantes em mais de um aspecto. Primeiro, entre 2003 e 2009, os brasileiros que se dizem católicos passaram de 74% para 68%, queda atingindo todas as classes sociais.
Nota-se, no entanto, diminuição no ritmo de crescimento dos evangélicos pentecostais. O aumento na renda dos mais pobres no período pode talvez explicar essa diminuição. Segundo, os pentecostais estão mais concentrados nas classes C, D, E; nas classes A e B a proporção desse grupo religioso cai para 6%. Terceiro, constatou-se o avanço dos sem religião já que somavam 5,1% em 2003 e 6,7% em 2009, quase 13 milhões de pessoas.
O avanço das religiões pentecostais e a diminuição dos católicos eram conhecidos, bem como o fato de as religiões pentecostais recrutarem-se principalmente entre os mais pobres. Surpresa é a diminuição no ritmo de passagem de católicos para igrejas pentecostais. TAMBÉM NÃO SURPREENDE QUE O NÚMERO DE PESSOAS QUE SE DIZEM SEM RELIGIÃO AUMENTE ENTRE AS COM 12 OU MAIS ANOS DE ESCOLARIDADE (7,5%) E ENTRE MESTRES E DOUTORES (17,4%). NISSO O PAÍS SEGUE TENDÊNCIA MUNDIAL: EM TORNO DE 15% NOS EUA E 40% OU MAIS NA EUROPA OCIDENTAL.
Constata-se um duplo movimento: entre os pobres, uma migração para igrejas pentecostais, e entre os mais escolarizados, uma crescente desvinculação de instituições de fé, o que ratifica a antiga contenda entre razão e fé em Deus e pertencimento a instituições de salvação.
Embora alguém possa acreditar em Deus e ter um altíssimo grau de escolaridade, é fato que quanto maior o grau de escolaridade maior é o número daqueles que deixam as igrejas e abandonam a fé em Deus. A explicação há de ser procurada na lógica intrínseca tanto da religião quanto do saber, isto é, da ciência.
Max Weber escreveu que “não há, absolutamente, nenhuma religião “coerente”, funcionando como uma força vital que não é compelida, em algum ponto, a exigir o credo non quod, sed quia absurdum (creio não no absurdo, mas porque é absurdo) – o “sacrifico do intelecto”. É que a fé exige um salto além da razão, complementando-a no que ela não pode (ainda?) explicar. Pascal dizia: “o coração tem as suas razões que a razão desconhece”, abrindo espaço para um além da ciência. A ciência visa desvendar racionalmente os enigmas da natureza, da vida em sociedade e do próprio homem, provocando um verdadeiro desencantamento do mundo, já que não precisa postular nenhum espírito para explicar o mundo.
O homem moderno está atado a um processo de racionalização que tende a eliminar todas as crenças e crendices, todas as potências extraterrestres para explicar o mundo. Ele há de crer na razão e na ciência para resolver seus problemas. Nisso torna-se um sem religião, talvez esquecendo de que a ciência não está instrumentalizada para explicar os significados que lhe permitem viver. É o preço que ele paga por não querer (poder) fazer o sacrifício do intelecto, da razão.

André Haguette - Sociólogo

Pensamento para o Dia 12/09/2011


“Nesta era de tecnologia está se tornando cada vez mais difícil levar uma vida pacífica; as pessoas são vítimas de várias doenças físicas e mentais. Muitas pessoas nas cidades, que estão na linha de frente da civilização, perderam o prazer do sono natural. Eles experimentam apenas o sono artificial induzido por comprimidos. Devido ao uso excessivo de medicamentos, problemas cardíacos e pressão arterial estão em ascensão. As pessoas estão se tornando insalubres destroços que estão perdidos no medo e na ansiedade. Drogas e pílulas são produzidas aos milhões, mas o estado geral da saúde não melhorou. De fato, novas variedades de doenças surgiram e estão se desenvolvendo rapidamente. Apenas poucas pessoas inteligentes já perceberam a eficácia da yoga e de outras práticas espirituais. Eles têm confirmado isso através de sua própria experiência.”
------------------------------------------
“O apego faz a mente apoiar-se nas coisas do mundo. Quando a mente está livre de apego, ela não se afeta pelo mundo objetivo. A mente é como um pano e há três diferentes impulsos que a colorem: sátvico, impulsos puros que a tornam branca; rajásico, tendências inquietas que a tornam vermelha e tamásico, impulsos preguiçosos que lhe conferem uma cor preta. Algumas pessoas acham esses impulsos muito difíceis de controlar, mesmo depois de muitos anos de prática. Se você é perturbado por essas inclinações, você deve fortalecer-se pela fé e agir para conquistá-las através da força de vontade. Meditação e concentração podem ajudá-lo a superar esses impulsos.”
Sathya Sai Baba
---------------------------------------------------------
“Lembre-se, aquele que é escravo de impulsos e tendências (Vasanas) é desprovido de sabedoria (Jnana). Na verdade, ele ou ela é uma pessoa fraca! No entanto, tão logo os impulsos sejam extirpados, você pode conseguir de volta a natureza divina que foi perdida por negligência. Os impulsos invadem o reino do coração; eles causam problemas intermináveis. Eles o lembram dos prazeres, agitando a memória com experiências passadas e você começa a ansiar por elas novamente. Os desejos fazem os sentidos e a mente participarem de atividades frenéticas. Então, você tenta recolher e desfrutar das coisas que deseja. Tudo isso acontece em um piscar de olhos, por assim dizer. Os impulsos operam de modo sutil e poderoso. Os impulsos são a causa de toda felicidade mundana. Se eles estiverem presentes, toda a pureza é arruinada; se eles estão ausentes, a mente é transparente e pura.”
Sathya Sai Baba