Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
O Micróbio - José do Vale Pinheiro Feitosa
Senhores, Porquê não Revitalizar o Largo da RFFSA em Crato ?? - Por: Dihelson Mendonça
Tem coisas que custam muito caro. Concordamos que o município não tenha verbas para refazer todo o asfalto da cidade, não possa refazer as pontes nos distritos, a Estrada de Santa Fé, etc, mas há muitas coisas no Crato que só precisa mesmo de BOA VONTADE; DE INICIATIVAS. Será que faltam idéias ou será falta de criatividade ?Por exemplo: Eu não consigo entender porque a prefeitura ainda não revitalizou há 2 anos, aquele espaço do Largo da RFFSA. Eu não me conformo em ver um grande espaço daqueles entregue às traças, ou melhor, aos traficantes, aos delinquentes, ao nada!
Ali bem que poderia funcionar restaurantes de comidas típicas, dezenas ou centenas de barracas com vendas de artesanato, lembranças, atrações musicais, shows, espetáculos, um espaço aonde o povo do Crato pudesse frequentar e se divertir. Eu imagino aquilo ali cheio de crianças sorrindo, de velhos, de pessoas de todas a idades conversando, trocando idéias...Um espaço aonde os turistas poderiam frequentar, sabe ? Pra que lugar mais aprazível do que o Largo da RFFSA e o Centro Cultural do Araripe ? Aliás, eu não entendo porque o próprio Centro Cultural do Araripe que leva o nome de ARARIPE, símbolo maior da nossa cidade vive parado.
Já imaginou que coisa boa seria, um local que faz bem à alma da gente, que traz paz ao interior das pessoas ? Quando existiu lá o "Café Estação", eu até imaginei que a coisa fosse melhorar, pois era o ponto de encontro da cidade. Ou ruim ou bom, o "Café Estação" era o que havia na cidade. Agora não tem mais nada! Nem café, nem estação e nem nada!
Volto a dizer: Ali é uma grande área que está desprezada, uma área nobre que poderia ser usada como na cidade de GUARAMIRANGA, para barracas com artesanato do Crato, do Cariri. É fomentar o turismo, atrair pessoas, parar com esse marasmo que existe no Crato de toda noite depois das 20 horas não existir mais pessoas no centro. Isso é um absurdo! Vamos revitalizar a nossa cidade, gente!
Agora: Custa caro fazer isso ? Será que custa caro trazer as banquinhas de artesanato ? Não!
Parece que o que é mais caro na cidade, é ter visão das coisas; É ter idéias boas e que não precisam de muita verba para por em prática. É desta auto-crítica que estamos precisando. Perdemos muitos projetos grandiosos, monumentais para a vizinha cidade de Juazeiro, mas não podemos jamais perder a nossa inteligência, a nossa capacidae em descobrir novos caminhos para tornar muito melhor a vida de todos os Cratenses!
Senhores, eu tiro o meu chapéu para tanto Marasmo!
Sempre existem shows, e quando não tem, a própria população faz o seu show, aqui um grupo tocando chorinho numa mesa enquanto espera a refeição. Muito aprazível!
Por: Dihelson Mendonça
Pensamento para o Dia 21/09/2011

“A mente concebe um objeto e brinca com ele um pouco, mas logo o descarta e corre atrás de outro que acha mais atraente! O Sadhaka (aspirante espiritual) tem que estar sempre atento a essa tendência da mente. Quando a mente pula de um lado para o outro, ela deve ser trazida de volta para o caminho e objeto corretos através da concentração e meditação. Essa é a prática espiritual correta. Se o aspirante não se esforça para alcançar esta unidirecionalidade e permite que a mente siga seus caprichos, esta prática merece ser chamada de "meditação macaco", um tipo de meditação que é realmente muito prejudicial ao progresso espiritual. Você deve redirecionar a mente para se concentrar, focar e ser unidirecionada. Concentração lhe confere alegria divina, sabedoria além da medida, visão interior, introspecção às verdades mais profundas, compreensão mais clara e união com Deus.”
Sathya Sai Baba
Vale conferir - José Nilton Mariano Saraiva
Tendo por protagonistas a jovem, belíssima e exuberante italiana Cláudia Cardinale (exalando beleza por todos os poros, embora que discretamente), Charles Bronson (como o mocinho durão, esbelto e praticamente em começo de carreira) e Henry Fonda (como o vilão da trama e numa atuação soberba, com o seu olhar frio e implacável), o filme ERA UMA VEZ NO OESTE é algo de magistral e digno de ser visto por quem aprecia um “faroeste” diferente de tudo que você imagina - inclusive e principalmente o “duelo final” entre os personagens Bronson X Fonda é de arrepiar - quando finalmente Fonda tem a resposta que o incomoda e o persegue durante toda a trama: quem na realidade era Bronson (na realidade, testemunha ocular do assassinato de um irmão, perpetrado por Fonda, lá atrás). De quebra, num segundo DVD, a opinião de consagrados diretores sobre o filme e a história/bibliografia de todos os principais personagens. Vale conferir.
Adendo:
O ator norte-americano Charles Bronson foi uma das vítimas do Mal de Alzheimer. Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de ERA UMA VEZ NO OESTE praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Linguajar e Sotaques - Por A. Morais
E não sei, não sei, nem suponho
O poema traga a memória
As palavras, janelas e portas...
O poema retorna ao giz, ao lápis, à cor
Retoma a arte de ser aprendiz
Um rio em sua vertente
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Brasil em alta
Chamada de 'Dilma dinamite', presidente estampa capa da prestigiada revista norte-americana
A presidente Dilma Rousseff é capa da próxima edição da revista ‘Newsweek’ internacional e da edição nacional americana. É a primeira vez que há destaque em mais edições da publicação para uma capa sobre o Brasil. A revista deve chegar às bancas nesta semana.
Com o título ‘Don’t mess with Dilma’ (em tradução literal ‘Não mexa com a Dilma’), a reportagem principal aborda o governo, a história política e também a vida pessoal da presidente.
A revista cita detalhadamente o crescimento econômico do Brasil e a participação de Dilma nesse processo de mudanças, iniciado com a gestão Lula. O assunto é endossado pela frase do presidente dos EUA, Barack Obama, quando esteve no Rio de Janeiro em março deste ano, dizendo que o Brasil era o país do futuro. Dilma será a primeira mulher a abrir uma Assembleia Geral da ONU, fato descrito como positivo e influente.
Na matéria, a presidente afirma saber do potencial brasileiro e pergunta ao repórter da ‘Newsweek’ se ele sabe qual é a diferença entre o Brasil e o resto do mundo. A própria Dilma responde dizendo que, em nosso País, os instrumentos de controle políticos existentes são fortes o bastante para combater um crescimento mais lento ou até a estagnação da economia mundial – diferente de outros países. Segundo Dilma, o Brasil pode cortar as taxas de juros porque fez um empréstimo cauteloso e tem um Banco Central rígido.
Na entrevista, Dilma confessa que, quando criança, queria ser bailarina ou bombeira. Para ela, uma menina querer ser presidente é um sinal de progresso. Dima também fala sobre sua passagem pela prisão, época em que fazia parte de um grupo revolucionário político, e que, por conta disso, aprendeu a ter esperança e paciência.
A presidente Dilma Rousseff vai receber o prêmio Woodrow Wilson Public Service Award, na próxima terça-feira, 20, em jantar no Hotel Pierre, em Nova York. A premiação também já foi concedida a Lula, em 2009.
OBJETO SUJEITO - PAULO LEMINSKY
quanto custa uma saudade
o peso agudo no peito
de carregar uma cidade
pelo lado de dentro
como fazer de um verso
um objeto sujeito
como passar do presente
para o pretérito perfeito
nunca saber direito
você nunca vai saber
o que vem depois de sábado
quem sabe um século
muito mais lindo e mais sábio
quem sabe apenas
mais um domingo
você nunca vai saber
e isso é sabedoria
nada que valha a pena
a passagem para pasárgada
xanadu ou shangrilá
quem sabe a chave
de um poema
e olhe lá
PAULO LEMINSKY
PARABÉNS, ARMANDO RAFAEL!
Parabéns Armando Rafael - Blog do Sanharol
Ciência da alimentação ideal - Emerson Monteiro

Em face dos excessos gerados pela indústria, que só prioriza os lucros em detrimento da qualidade de vida e da saúde, mais que antes o cidadão médio precisa desenvolver o conhecimento daquilo que utiliza para se alimentar. Isto, quando bem respeitado, possibilitará tipo saudável e maior aproveitamento da existência. Caso contrário, viver se transforma em um calvário constante à medida que passa o tempo e os resultados, no corpo, do que utilizamos de alimento mostra os seus reais efeitos.
Um tanto dos produtos vendidos em lojas e supermercados não estão próprios para o consumo humano, apesar dos órgãos oficiais assim atestarem. Na verdade, essa propriedade para consumo é relativa ao que a febre do lucro ditar, pois esses cuidados para com os valores da saúde andam afastados de qualquer conceito ideal de alimentação adequada.
Primeiro de tudo, os conceitos alimentares do Ocidente guardam pouca ou nenhuma identificação com a natureza original da vida. Vender sempre foi a lei da tradição alimentar ocidental. Tudo começou quando traziam das Índias as famosas especiarias para comerciar nos mercados europeus, dentro das leis da oferta e da procura do Mercantilismo dominante. A regra básica, pois, seria lucrar a todo custo.
Mudadas as rotas do Caminho das Índias, os impérios chegaram às Américas, e o que trataram de desenvolver, as usinas de açúcar, elaborando substância hoje considerada o principal agente cancerígeno utilizado pelas pessoas humanas, o açúcar refinado, destruidor do equilíbrio orgânico. Enquanto dizimaram as populações nativas, incorporando poucos ou nenhum dos conceitos de uma culinária trazidos no correr dos tempos de uma tradição do uso correto dos elementos naturais, acumulada pelos séculos.
Por isso, os orientais vivem em mais harmonia com a saúde. Buscaram aprender dos antigos o bom uso dos alimentos. Melancólico se entregar aos braços dos industriais e comerciantes sem usar a consciência da boa alimentação, o que evitaria milhares dos males físicos que enchem hospitais e destroem vidas desde o nascedouro.
O Pensamento do Dia - Como dominar um Idiota !

Rudyard Kipling
domingo, 18 de setembro de 2011
A Carmem e a Acrofobia - José do Vale Pinheiro Feitosa
(re)vejo-me em casa
e tudo volta ao princípio.
em que meu olhar corre o asfalto sem pauta...
e levou consigo a festa das flores,
a imagem dos dias em que sorri
As ruas dormem neste domingo
Dormem também as horas,
Nascem flores no pântano – por Gaudêncio Torquato (*)
(*) Gaudêncio Torquato é jornalista. Professor titular da USP e consultor político e de comunicação
sábado, 17 de setembro de 2011
O Pensamento do Dia - "Deus está no Comando..."
Soldadinho a perigo
16/09/2011 17h56 - Atualizado em 16/09/2011 18h03
Plano nacional tenta evitar extinção de ave que existe apenas no Ceará
Soldadinho-do-Araripe vive em pequena área de Mata Atlântica no estado.
Estima-se que há apenas 800 exemplares do pássaro endêmico.
Eduardo CarvalhoDo Globo Natureza, em São Paulo
O risco de desaparecimento do soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermani), um pássaro endêmico do Ceará e que vive em uma região conservada de Mata Atlântica encravada no semi-árido do estado, movimenta ambientalistas e instituições federais de preservação.
Eles estão envolvidos na revisão do Plano de Ação Nacional, liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que tem como meta a criação de uma Unidade de Conservação (UC). A reserva vai proteger os animais, os rios e ajudar no combate ao desmatamento.
Segundo Weber Girão, um dos responsáveis pela descoberta da espécie de ave há 15 anos e coordenador do projeto de proteção, existem aproximadamente 800 exemplares do soldadinho-do-Araripe nas proximidades da cidade de Crato.
“Esses exemplares vivem na Chapada do Araripe, região onde existem cerca de 300 nascentes de água, habitat dessas aves e onde são feitos os ninhos. Entretanto, devido ao mau uso dos recursos hídricos, tais fontes estão sumindo, prejudicando o soldadinho-do-Araripe”, afirma.
Girão complementa que uma em cada quatro aves desta espécie desapareceu da natureza devido ao desmatamento e a canalização das nascentes. “Eles perderam o habitat e sua classificação está no nível criticamente em perigo”, disse.
Plano
Original de 2006, o plano nacional foi revisado e tenta envolver a sociedade para conservar uma área de 31 km² de Mata Atlântica existente entre as cidades de Crato, Barbalha e Missão Velha. “A criação da unidade de conservação integral preservaria o pássaro e auxiliaria na recuperação de seu habitat”, afirma Girão.
De acordo com Eliana Maria Corbucci, analista ambiental do ICMBio e coordenadora da área de criação das unidades de conservação, processos como o estudo fundiário da região, consulta pública à população e a órgãos federais precisam serão concluídos em um prazo de dois anos. “A partir deste ponto, o documento de criação da UC passará por análise na Casa Civil, onde terá mais um tempo para análise”, disse Eliana.
Para Weber Girão, se as metas programadas não forem cumpridas em cinco anos, o risco de extinção se torna real. “Esse período será decisivo”, disse.











