Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A cólera, um shopping sobre gás explosivo e a indústria têxtil com lixo hospitalar - José do Vale Pinheiro Feitosa

Por volta de 1991 entrou pela calha do Amazonas, vinda do Peru, uma epidemia de cólera que, rapidamente, atingiu o nordeste e aí provocou enormes prejuízos e ceifou vidas. Uma das grandes tragédias da epidemia foi uma trombada da notícia sobre o turismo nordestino. Que era uma das principais fontes econômicas da região.

A trombada da notícia foi pior do que os fatos tipicamente epidêmicos. De alguma forma o país estava despreparado para a epidemia. Há anos que não se verificava ocorrência do vibrião colérico em nosso meio. As autoridades não tinham medidas imediatas e, claro, a mídia também estava perplexa em como tratar a notícia. Além de tudo havia e ainda há um enorme problema de saneamento básico no país, especialmente no nordeste, sobretudo por precária oferta de água tratada. A epidemia jamais atingiu o Sudeste e o Sul e a diferença foi a água tratada. Lembro daquela tragédia em Fortaleza num ano de seca e quando foi aberto o Canal do Trabalhador. Sem os olhos dos eleitores os políticos dançavam para botar a culpa no outro: se no Ciro Governador ou no Juraci Magalhães Prefeito (com agente federal tive que chegar junto do nosso Raimundo Bezerra então Secretário Municipal).

Mas certamente algo além do desconhecimento acontecia para promover a trombada noticiosa em rede nacional. A notícia que tirava dos nordestinos sua fonte: os peixes e as praias. Foi um Deus nos acuda, mas o pior sobre bases falsas do comportamento do agente infeccioso da cólera. A mídia começava a sangrar o Collor de Mello e a epidemia era um bom extravasamento de energia governamental

Aconteceu que as autoridades locais, especialmente no Maranhão e em Pernambuco tomaram providências exageradas que atingia o turismo irreversivelmente. A epidemia pulou (por um fato que tem paralelo com hoje que é Santa Rita do Capibaribe) do norte para o nordeste na rota do pólo de roupas pernambucano, Foi aí que fui testemunho do que ocorreu. Adib Jatene acabara de assumir o Ministério da Saúde e eu fazia parte Comissão Nacional Contra a Cólera, presidida por Dr. Claudio Amaral quando foi estancada a hemorragia no turismo nordestino.

Não tinha sentido algum proibir o banho de mar e nem pedir para a população não comer peixe. Fizemos tudo para reverter a situação, inclusive após uma reunião com o Ex-Governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, que inclusive comeu peixe e tomou um belo banho de mar em Boa Viagem. O Ministério da Saúde começava a desmontar a trombada na notícia. Um adendo: em guerras comerciais as agressões são o móvel da interpretação e não os fatos que analisem o embate. Pois foi aí que vi gente comemorando a cólera na praia dos outros e estava na Paraíba quando comemoraram um assalto a um ônibus de turistas no Rio de Janeiro. Imaginem só: logo o Rio de Janeiro que era a porta de entrada, então, para o turismo estrangeiro no país.

Vou aproveitar para ponderar sobre duas possíveis trombadas da notícia em guerras comerciais. Em primeiro lugar foi o episódio do fechamento daquele shopping em São Paulo. Aquilo queimou a imagem do pólo comercial, causou prejuízo direto sobre centenas de lojistas. E agora vem a evidência da trombada: igualmente não retiraram a população do Conjunto Cingapura (feito por Maluf e Pitta) que se encontra em risco maior e após poucas horas a interdição do shopping acabou com medidas tão rápidas que não justificariam os anos em que ele funcionou sem tais medidas aos olhos das autoridades municipais e estaduais.

A outra trombada é desta semana: os tais tecidos hospitalares que alimentam os negócios sujos de uma empresa de confecção de roupas. Isso virou uma denúncia geral que vai atingir em cheio o pólo de roupas Pernambucano. Existe um crime evidente de uma empresa e todas em conjunto pagarão como se os lençóis e jalecos dos hospitais americanos fossem a base da indústria de confecção pernambucana.




Sindicato dos Bancários do Cariri convoca categoria para deliberar sobre proposta de Acordo dos bancos

O Sindicato dos Bancários do Cariri convoca todos os bancários para a Assembleia Geral Extraordinária com fins de avaliar a proposta de Acordo apresentada pela FENABAN, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal, a ser realizada hoje, segunda-feira, dia 17 de outubro, as 19:30h, na sede do Sindicato, situada na Rua Glicério Benicio Pinheiro, 141, Bairro Pimenta - Crato-CE.

13ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura acontece de 11 a 16 de novembro

Um diversificado palco das mais variadas manifestações artísticas e culturais, contendo espetáculos de teatro, dança, exposições, shows, instalações, rodas literárias, performances poéticas e mostras de cinema e vídeo é o panorama da 13ª edição da Mostra SESC Cariri de Cultura. O circuito está programado para acontecer de 11 a 16 de novembro na região do Cariri, passando por Juazeiro, Crato, Nova Olinda e Barbalha. Realizado pelo Departamento Nacional do SESC e pelo SESC Ceará, a mostra se espalha por teatros, galerias de arte, galpões e clubes, em ruas e praças.

Na 12ª edição a Mostra reuniu desde grupos tradicionais, que representaram a memória cultural da região - como reisados, bandas cabaçais, maneiro pau, lapinhas, pastoris, guerreiros e congadas – até produções experimentais de arte contemporânea, abrangendo tendas literárias, ações formativas, mostras de ruas, e outros infindáveis acontecimentos. Durante os dias do evento, cerca de 430 mil pessoas conferiram as apresentações.

Fonte: SESC Ceará

domingo, 16 de outubro de 2011

CULTURA DO CARIRI - I





Lá vem os guerreiros Cariris.
Eles vêem com seus laços de fitas, com suas espadas de ponta, coroas brilhantes e seus aventais de espelhos.
Eles cantam uma musica alegre. Dançante. Eles brilham como o sol. Reluzem quando a luz bate nos espelhos dos seus aventais. Eles chegam trazendo alegria.

Como pergunta o sociólogo Oswald Barroso: QUEM SÃO ESSES GUERREIROS?

São guerreiros e defensores da nossa cultura. São guardiões da nossa história. São os nossos mestres; delatores do que fomos e do que somos. São os nossos espelhos duplamente reais, porque nos enxergamos e nos vemos literalmente internalizados nos espelhos colados em seus coloridos e brilhantes aventais.

Mas o que é o Reisado?

Trata-se de um Auto Popular, que passeia entre no profano e o religioso, O reisado é formado por grupos de brincantes dançarinos, acompanhados por músicos e cantores, que saem, geralmente à noite, de porta em porta, no período que vai entre o dia 24 de dezembro até o dia 6 de janeiro(quando o catolicismo comemora o Dia de Reis), anunciando a Chegada do Salvador, em algumas regiões é tratada como “A Chegada do Messias”, para homenagear os Três Reis Magos, Belchior, Baltazar e Gaspar, e louvar os donos das casas onde eles dançam.

“A tradição é portuguesa. Em Portugal era costume os grupos de Janereiros e Reiseiros saírem pelas ruas pedindo que lhes abrissem as portas e recebessem a nova do Nascimento de Cristo. Os donos das casas recebiam os grupos e a eles ofereciam alimentos e dinheiro. Os personagens eram Rei, Rainha, Mestre ou Secretário de Sala, Contra-mestre, Mateus e Palhaços e o figurá. Em outros grupos são: Rei, Rainha, Mestre ou Secretário de Sala, Contra-Mestre ou Vassalo, dois Embaixadores, Contra-Guia, Contra-Passo, Moçambiques, Bandeirinhas, Palhaços e Mateus.
Com vestimenta composta por Saiote de cetim colorido, adornado de gregas douradas ou prateadas. Chapéu de abas largas, guarnecidas de espelhos redondos, flores artificiais e fitas variadas. Tocam peças como: Marchas de Rua, Pedido de Abrição de Porta, Marchas de Entrada de Sala, Louvação aos donos da casa, Louvação ao Divino, Guerra e Retirada. O auto é entremeado com danças dramáticas como a Guerra e Totêmicas*, como a Farsa do Boi com a Característica: morte, repartição e ressurreição. Farsa do Jaraguá, do Diabo e da Alma, além de outros. Existem ainda as peças (danças cantadas) com motivos românticos e circunstânciais e as Embaixadas, que são partes declamadas. (* Crença no parentesco entre o homem e certos animais e plantas) (http://apotheka.wordpress.com).

“Dia de Reis, Festa de Reis ou "Epifania do Senhor", significa o dia em que Jesus se manifesta para outros povos. Infelizmente aqui no Brasil esse dia perdeu seu significado religioso sendo mais lembrado com o dia em que se desmonta a árvore de Natal. Segundo a tradição, foi nesse dia que os três reis Magos foram orientados pela "Estrela de Belém",até a gruta onde Jesus havia nascido para presenteá-lo com ouro, incenso e mirra”( http://wikipédia).

Belchior, Baltazar e Gaspar, segundo a historia cristã, foram três os três Reis que atravessaram terras e terras, impulsionados por uma visão, para presenciar o nascimento do Messias. Os três levavam presentes para o Salvador.

"A simbologia religiosa tem o ouro como representação da nobreza, tendo sido presenteada pelo Rei Belchior. O incenso representava a divindade de Jesus, sendo presenteada por Gaspar. A mirra, sendo uma erva muito amarga, simbolizava o sofrimento que Jesus enfrentaria na Terra enquanto Salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus quando homem e foi presenteado por Baltazar".(http://apotheka.wordpress.com

"Segundo a tradição, um era negro (africano), outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época. Quanto ao nome dos três, quem deu nome aos magos foi Beda, um cronista inglês que viveu entre 673 a 735 d.C. Em outros países, principalmente na Europa, essa data tem um significado tão importante quanto a do Natal, sendo feriado em todo o continente". (idem)

O Brasil, pela sua resultante missigenada, tem em suas festas nmatalinas uma representação da sua particular mistura de raças (Indígena, Africana e Européia). Nos Reisados ou Folias de Reis, clarifica-se todas as influência recebidas das tres raças que formaram a raça Brasil. As celebrações natalinas em muito assumem formas, significados, brilhos, cores e sons particulares e próprios do povo brasileiro. São exemplos de folguedos natalinos os Reisados, Moçambiques, Congos, Cavalhada, Chegança, Fandango, Guerreiro, Maracatu, Pastoril, etc.

’Os Reisados brasileiros envolvem música, dança, celebração religiosa, orações, com elementos específicos mais marcantes dependendo da região do país, e acrescenta a tradição de que aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (na realidade, o simbolismo representa a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer graciosamente comida a seus integrantes, que realizam toda sua performance de tradição folclórica-religiosa local, enaltecem o hospedeiro, agradecem pela comida e seguem para o próximo destino’.( http://www.velhosamigos.com.br)

IMAGENS DA INTERNET

Para que servem os desafios - Emerson Monteiro


Nas condições dos momentos, à frente das portas de sempre, em qualquer lugar, ou diante das ordens do espaço de viver, ninguém passa pela vida longe de enfrentar limites e desafios. Porteiras abertas da criatividade, transações de aproveitar o tempo, cabe aos indivíduos a epopéia das horas ligeiras de experimentar as oportunidades e conhecer os meandros da natureza mãe que morar em si.

O que parece filosofia, na realidade anda um pouco mais. Mostra, sim, que encarar a viagem através das pedras do desconhecido servirá de orientação a fim de observar o mistério espalhado na paisagem da chamada existência. Ninguém representa só passageiro inútil desfilando nas malhas de impunidade... Os mínimos aspectos dessa estrada abrem-se aos seres fantásticos que habitam nossa espécie, desde mulas sem cabeça a sacis impertinentes, a título da imaginação inesgotável e aos pedidos de compreender o enigma dessas ocasiões sucessivas.

Um olhar fixo dentro da gente, a luz da Consciência, demonstra responsabilidades imensas diante dos caminhos da salvação trazidos nesse território. Há sentido nas visões da janela do trem, que desenvolve velocidade quase acima das nossas forças, enquanto o conhecimento de aproveitar ao máximo o percurso desliza no vento. Invés de querer definir para dominar, deixar entrar, nos cômodos da alma, o hálito rico do inesperado, das boas práticas da liberdade, no sonho intenso de manter abertos os olhos de enxergar as maravilhas.

Isto com a paciência das crianças e dos santos... Saber suportar o calor de lutas, às algumas vezes inglórias, no furor das tempestades, lições necessárias ao desapego de valores inúteis, na poeira que esvoaça e dobra nas curvas do destino.

Bom, falar de paciência e infinitude jamais esgota o assunto, senão perder-se-ia dos próprios nomes. Saber ler nas entrelinhas das palavras que querem dizer coragem. Paciência inesgotável, pois.

E, nisso, amar acima de tudo... Amar todos, independente de credo ou cor... Amar, na simplicidade incondicional dos sábios, ao Sol das religiões e das vivências da esperança.

Para, depois, lembrar com alegria os instantes do roteiro quando assistíamos aos melhores filmes na sala surpreendente das histórias coletivas, ao sabor do eterno. Aceitar as imposições e os bloqueios quais respostas às ações do que produziu em face desses desafios. Preparar, no instante atual, o que as leis do bem querer ofertam logo em seguida aos praticados. A quem quer bondade, que plante a semente no coração das pessoas que, juntas de nós, andam na perene estrada do Infinito, nisto se acha o resumo das escolas do saber.

CULTURA DO CARIRI - II



O Cariri cearense, pela sua localização geográfica, durante o período que se conhece como Idade do Couro, sofre o processo de povoamento com a chegada de novos moradores e a expulsão de parte do contingente indígena da região, época em que a a coroa portuguesa promove uma verdadeira entrada sertões adentro, à custa da vida daqueles que até então detinham o domínio das terras da região do pajé Araripe.

A mistura de culturas foi inevitável. Indios que permaneceram, negros e brancos que chegaram promoveram a mistura cultural que hoje da vida ao perfil da região. Hoje rica em expressões culturais herdadas de três raças (indígena, negra e branca), o cultural Cariri guarda na sua teia de festejos uma das mais ricas, senão a mais rica lista de expressões culturais/folclóricas que se conhece no Nordeste brasileiro. Importante registrar que o Cariri é o centro matemático do Nordeste. Ou seja, é eqüidistante aos principais centos urbanos da região Nordeste.

Por conta disso recebemos influencias culturais desde a Bahia até o Pará. Como se tentassem desde os tempos do império estabelecer ligação urbana numa travessia retilínea da Bahia ao Maranhão, coincidentemente dois dos maiores portos do Nordeste. Registre-se a importância dada pela Coroa Portuguesa ao desenvolvimento do interior do território brasileiro pelo estabelecimento das fazendas de gado.

Assim é que, em meio ao nosso Reisado, vemos elementos de outras danças ou manifestações folclóricas como é o caso da figura do Boi, típico do Bumba Meu Boi do Maranhão e do Estado do Pará, passos de dança de roda como os Reisados e cirandas, congos e danças de roda pernambucanas e reisados sergipanos, e elementos muito presentes da dança dos guerreiros alagoanos. Ressalte-se que existe um grupo de Congos na cidade de Milagres. É uma junção de elementos dos pastoris, cheganças, quilombos, caboclinhos, entre outras danças.

De toda forma, o Reisado, ou a Dança do Reisado, também conhecida como Folia de Reis presentes no Cariri, apesar de toda a influencia externa, e sem dispensar o respeito a todas as outras influencias que o lapidaram, tem hoje a sua identidade própria, tem a sua cor, a sua musica, o seu brilho e a sua historia, e refletem a miscigenação, a mistura provocada pelo jeito brasileiro de se formar enquanto gente brasileira. O Reisado do Cariri tem os seus próprios mestres, todos merecedores de toda a nossa reverencia e de todo o nosso respeito.

O Reisado do Cariri, como os outros reisados, se compõem de várias partes e tem no seu contingente de brincantes diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques(Mateus). Os instrumentos que acompanham o grupo são geralmente utilizados por grupos independentes que se propõem a acompanhar-los. violão, sanfona, ganzá, zabumba, triângulo e pandeiro. Mas, muitos reisados tem os seus músicos próprios.

No Cariri Cearense são muitos os grupos e os mestres que se revezam sustentando a muito custo a vida dos grupos de reisados na Região. Na cidade do Crato, destacamos os grupos formados pelo grande Mestre Dedé de Luna, hoje sob o comando de suas filhas, e os grupos comandados pelo Mestre Aldemir Calou reunindo grande contingente de filhos e netos. No Juazeiro destaca-se todos os seguidores da grande mestra Margarida, entre outros mestres.

Presente, ainda, no Cariri cearense, um vasto contingente de reisados conhecidos como CARETAS, assim conhecidos um tipo de reisado onde os figurantes se apresentam mascarados(daí o nome caretas) ou REISADOS DE COURO(quando os mascaras são feitas de couro). Estes geralmente se apresentam munidos de chicotes a infernizarem a vida daqueles que se deparam com aquele grupo de brincantes. Eles saem a procura de doações que depois da coleta é dividido entre a comunidade.

No Cariri cearense a indumentária dos caretas assemelha-se em muito aos calungas pernambucanos, que são representações carnavalescas presentes nos carnavais das cidades canavieiras. (CALUNGA: Divindade secundária de culto banto; a imagem ou fetiche dessa divindade). Destaque aos grupos de caretas de Potengí e Jardim. Ressalte-se que em Jardim-CE, os caretas utilizam um tipo de chocalho usado pelos figurantes de um segmento de maracatus pernambucanos conhecidos como “MARACATU DE BAQUE SOLTO, que eram grupos ligados aos folguedos católicos, enquanto que os conhecidos como de BAQUE VIRADO eram ligados aos terreiros de Candomblé.

Ave a esses grandes guerreiros Cariris. São os nossos mestres verdadeiros que, duplamente investidos do painel colorido da nossa cultura, e do alto do panteão que ocupam, bravamente resistem e permanecem firmes, de pé e á ordem, na defesa dos nossos costumes e da nossa identidade, emitindo luzes na medida das suas possibilidades, esperando reconhecimento digno daqueles que enchem o peito quando citam a cidade do Crato como “TERRA DA CULTURA”.

sábado, 15 de outubro de 2011

Mais um Ministro de Dilma acusado de Corrupção - Esse é o Sexto !!! - Cai ou não Cai Também ?



NE - Será mais um Ministro que vai cair por Corrupção ? Mais um ? Até agora já caíram 5

O ministro do Esporte, Orlando Silva, interrompeu sua agenda de trabalho em Guadalajara, cidade mexicana em que são realizados os Jogos Pan-Americanos, para falar durante quase 40 minutos sobre as denúncias publicadas pela revista Veja. O político afirmou que vai processar por calúnia José Dias Ferreira e Célio Soares Pereira, que o acusaram de receber verbas desviadas do programa Segundo Tempo, e que acionou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que as denúncias sejam investigadas pela Polícia Federal (PF). Também afirmou estar disposto a ir ao Congresso para dar explicações sobre o assunto.

"Tem gente na política que acaba banalizando acusações, mas eu não. Estou sereno, diante de tamanha agressividade, e também confiante, porque sei que rapidamente, até mais do que as pessoas imaginam, a verdade virá à tona", disse Silva. "São acusações gravíssimas e vou reagir à altura".

O ministro afirmou que se encontrou com José Dias Ferreira, ex-militante do PC do B, apenas uma vez. "O único momento que encontrei este caluniador foi em uma audiência, no ano de 2004 ou de 2005, por recomendação do então ministro Agnelo Queiroz", explicou. "Ele era presidente de uma entidade relativa ao kung fu em Brasília e queria estabelecer um convênio com o Ministério. Foi a única vez que encontrei essa pessoa. Sobre a segunda pessoa (Célio), o que posso dizer é que não faço a mínima ideia de quem seja. Nunca o encontrei na vida".

Yahoo Notícias

"O Mistério das 13 Portas ..." no CCBN


Memória Fotográfica

Show de Lançamento de:
"O Mistério das 13 Portas no Castelo Encantado da Ponte Fantástica"
de J. Flávio Vieira
Ilustrações de Reginaldo Farias

Produção : Luiz Carlos Salatiel

Centro Cultura Banco do Nordeste
Dia das Crianças



Grand Finale

Cacá Araújo, Orleyna Moura e Isaura Araújo ( Companhia Cearense de Teatro Brincante )



Salatiel e Leninha Linard ( "Vida ")



Fatinha Gomes ( "O Beato Zé Lourenço " )



João Nicodemos ( "O Rei da Serra ") , Jocean ( Banda )



André Saraiva ( "Zé de Matos" ), Ibbertson e João Neto ( Banda )



Zé Nilton ( "Padre Verdeixa" )



Reginaldo Farias ( Ilustrações )



J. Flávio Vieira ( Texto )




Ulisses Germano ( "Zé Bedeu")



Abidoral Jamacaru ( "Noventa " )



Coral Mensageiros de Cristo e Lifanco ( "Príncipe Ribamar" )




Amélia Coelho ( "Maria Caboré " )



L.C. Salatiel ( "Vicente Finim " )



João do Crato ("Capela" )

Pachelly Jamacaru ( "Tandô )



Elisa Moura ( Canena )



Cacá Araújo e Orleyna Moura ( Catirina & Mateu " )


Lifanco ( "Mateu & Catirina" )


Platéia


Fotos : Harrlem Rezende

5ª Feijoada Beneficente em Prol da Escola Rotary (Lameiro - Crato)

O VALOR DE SER EDUCADOR...



Pensamentos para os Dias 14 e 15/10/2011


Pensamento para o Dia 15/10/2011
“Em um jogo de futebol, os jogadores de ambos os lados continuam a chutar a bola até que ela seja enviada ao gol. Eles devem fazer com que a bola não vá além dos dois postes que definem o gol. O objetivo da vida também consiste de dois postes: secular e espiritual. Você nasceu como um ser humano com o objetivo de não nascer de novo. Você deve viver dentro do campo das buscas secular e espiritual. As seis más características - luxúria, ira, ganância, desejo, orgulho e ciúme estão de um lado, e as boas qualidades - verdade, retidão, paz, amor, não violência e sacrifício estão do outro lado. O jogo é entre essas duas equipes. Se você trilhar o caminho divino você pode experimentar paz e também compartilhá-la com os outros. Então você estará liberto.”
Sathya Sai Baba

Pensamento para o Dia 14/10/2011
“A coisa correta a fazer é perceber o Atma (Eu Divino) em todos e sempre ajudar e nunca ferir. Veja a Divindade em todos e realize atividades sagradas. Se você não puder ajudar, pelo menos não faça o mal. Estar ligado ao mundo pelo apego aos objetos mundanos é o caminho errado. Em vez disso, adote a atitude positiva de virar-se para a Divindade. A diferença reside apenas em direcionar sua mente. Vire-a para o mundo e você se prende; vire-a para Deus e você se liberta. Deus é sem nascimento e morte e é uma testemunha eterna; você deve se esforçar muito para conquistar o amor de Deus. Quem recebe o amor de Deus receberá o amor de todos. Se você perceber que o Amor é Deus, você não se apegará às coisas mundanas.”
Sathya Sai Baba

A idade usurpada - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quando as modernas sociedades começam a regulamentar especialmente para certos grupos da população, agem movidas por dois acertos e dois erros inerentes. Os dois acertos seriam: reconhecer que estruturas físicas e sociais modernas não são iguais às sociedades rurais e, portanto, existem diferenças que agridem certos grupos e promover as mudanças físicas e culturais para proteger tais grupos.

Os erros inerentes seriam: fragmentar a ética geral da sociedade em face da especificidade, assim perdendo a grandeza de uma sociedade universal que compreenda naturalmente as diferenças, e o outro erro seria desenvolver contradições entre grupos a partir da especificidade regulamentada de modo a salientar as diferenças ao invés de reduzi-las.

Peguemos o caso do idoso. As cidades, onde vive a maioria da população mundial, se desenvolveram na lógica do processo industrial e capitalista e, portanto, como estruturas para dinâmicas produtivas. As pessoas que vivem nas cidades passam a ter uma “funcionalidade” em razão da performance produtiva, assim como Chaplin apertando parafusos em Tempos Modernos.
Duas coisas são essenciais na performance produtiva: a agilidade muscular e a corrida cerebral por desempenho superior aos demais. As pessoas deixam de ser e passam à categoria de coisa, assim como uma propriedade do sistema produtivo. Nesta ótica falamos de algo azeitado e sem falhas na atividade.

Ora com a idade os músculos perdem agilidade e o cérebro além de ampliar o volume de memória, começa a se “cansar” da concorrência com outros cérebros mais “jovens”. Não tem solução o sistema produtivo retira-o, por inútil, para um ócio absoluto: ausente de todos os demais e confinado a espaços isolados, embora no meio de uma multidão.

A reserva de memória, o aprendizado de processos, a reflexão que consome tempo (e tempo é dinheiro), entre tantas características do idoso, passam a ser estorvo para a dinâmica capitalista e com isso se queima história, sabedoria e conhecimentos. Nesta corrida produtiva, como se trata de corrida, eles só percebem a primeira fila da disparada e a isso chamam inovação.

Como passamos por um fato inusitado no campo da demografia humana, que é o envelhecimento relativo da população, estamos diante de um contingente ocioso sem igual em relação ao conjunto da população. Aí começam as tais políticas específicas para tais grupos. E no que elas estão dando.

Em primeiro lugar podem formar um contingente de miseráveis sem capacidade de renda para viver em sociedade ou um contingente com recursos materiais, mas infantilizado por tais políticas específicas. Não é a toa que as instituições, que se multiplicam para ganhar dinheiro com políticas para este grupo, tratam-no como incapaz e passível de uma direção como se fosse “escoteiro” ou “bandeirante”.

Levam os velhinhos para passear e balançar, ritmicamente, os bracinhos numa simbologia do nada. Os bailes da terceira idade a dar-lhes uma alegria de picadeiro. A ginástica como a dar ordem unidade para os grupamentos formados em torno do sargento e assim por diante. Claro que neste meio existem as adaptações físicas nas ruas, nos prédios e nos transportes isso é o positivo em contradição com o negativo da especificidade dirigida e usurpadora do ser humano que não é uma “coisa”, mas um ser em plenitude como qualquer outro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dom Francisco de Assis Pires -- por Armando Lopes Rafael

   Foi o Cardeal Dom Sebastião Leme, à época, Arcebispo do Rio de Janeiro, quem atribuiu a Dom Francisco de Assis Pires – segundo Bispo de Crato – a designação de “A violeta do episcopado brasileiro”. Desde a Idade Média, a violeta simboliza fidelidade, castidade e humildade. Merecidamente, Dom Francisco ficou conhecido como “A violeta do episcopado brasileiro”.
   
Outros títulos foram-lhe atribuídos. Monsenhor Francisco Holanda Montenegro – no livro “Os quatro Luzeiros da Diocese” – refere-se a Dom Francisco como “O Bom Samaritano”. Já Monsenhor Raimundo Augusto – no opúsculo “Histórico da Diocese de Crato” – escreveu que o segundo bispo de Crato “era a caridade em pessoa.

Desprendido dos bens terrenos, bondoso e manso, veio para servir aos seus diocesanos sem nada receber em troca”. Tudo em consonância com o lema episcopal escolhido por Dom Francisco: Não vim para ser servido, mas para servir.      Monsenhor Raimundo Augusto justificou a sua opinião: “A longa e diuturna convivência com Dom Francisco, na prestação de serviços à Cúria Diocesana, autoriza-me a expressar-me assim. Vi de perto a riqueza de virtudes que ornavam sua alma Angélica, seu coração de ouro”.
    
Nascido no seio de uma rica família da capital baiana, Dom Francisco era, no dizer dos seus biógrafos, um verdadeiro aristocrata. Monsenhor Montenegro é taxativo: “Um rico que se fez pobre a serviço dos mais pobres”.  É voz unânime que o segundo bispo de Crato tinha, realmente, predileção pelos mais pobres e mais sofredores. Por conta disso, possuía centenas de afilhados de batismo ou crisma. Dotado de uma delicadeza impressionante, tratava a todos – de qualquer condição social – com educação esmerada.
     
Entre os afilhados de Dom Francisco, um merece ser citado. No final dos anos 40 veio residir em Crato um casal francês, que sofrera as agruras da Segunda Guerra Mundial: Hubert Bloc Boris e sua esposa Janine. Hubert, em pouco tempo, tornou-se figura estimada na sociedade cratense, mercê seu temperamento extrovertido, facilidade de fazer amizades, além do destaque social adquirido por ser administrador do maior imóvel rural do Sul do Ceará – a Fazenda Serra Verde, localizada em Caririaçu – participar do Rotary Clube de Crato, dentre outros atributos de que era possuidor.
Hubert era judeu de nascimento, o primeiro, talvez, a integrar o rebanho das ovelhas pastoreadas por Dom Francisco. Este, aproximou-se do casal francês e, depois de longas e demoradas conversas, conseguiu a aquiescência de Hubert para batizá-lo na Igreja Católica. Bom lembrar que Janine tinha procedência católica o que facilitou, certamente, a conversão ao catolicismo do saudoso e sempre lembrado “Cidadão Cratense” (título concedido pela Câmara de Vereadores), Hubert Bloc Boris.
     
Dentre as muitas realizações materiais de Dom Francisco destacamos três: a construção do primeiro hospital do Cariri – o São Francisco de Assis – onde havia lugar destinado à indigência, ou seja, aos doentes pobres; o Liceu de Artes e Ofício (hoje extinto) destinado à profissionalização da juventude masculina de baixa renda; o Patronato Padre Ibiapina, também extinto, (cujo prédio é ocupado hoje pela reitoria da Universidade Regional do Cariri) destinado à educação de moças pobres.
     
Numa edição especial do jornal “Folha da Semana”, comemorativa ao centenário da cidade de Crato, com data de 17 de outubro de 1953, foi inserido um artigo da lavra do Padre Neri Feitosa, com o título “A venerável figura de Dom Francisco Pires”. Dali retiramos os seguintes tópicos:
“(...) Ele é eminentemente “Homem de Deus”, com um porte que fala de modo impressionante à piedade. Êmulo e imitador do pobrezinho de Assis, seu onomástico. Dom Francisco de Assis Pires é uma figura muito venerável de asceta contemplativo e cheio de bondade cristã.
“É de ver como se perturba, como se angustia, como sofre o coração do Bispo de Crato, quando se declaram sintomas (dos fenômenos periódicos) da Seca. Indaga sobre o sofrimento do povo, sobre as possibilidades dos poderes (públicos), sobre os migrantes, sobre a produção nas diversas zonas da Diocese. Com a mão trêmula pelos anos e pela aflição, traça as feições abatidas de seus filhos diocesanos, em telegramas a quem possa prestar socorro.
“Aquela face carrancuda não expressa nada aquela bondade compassiva e providente que lhe enche o grande coração de Bom Pastor.
“Por estas e por outras razões, Crato guardará, nos arquivos da justiça e da melhor gratidão, a lembrança perene desta venerável figura que constitui Dom Francisco de Assis Pires”.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Lembrando Madre Esmeraldo

Acima, em foto de Antônio Vicelmo, Madre Esmeraldo aparece entre Telma Saraiva e Madre Feitosa. A foto foi feita em 2005, quando o pintor Edilson Rocha, fez entrega à Casa de Caridade de Crato, de uma tela retratando aquela instituição nos seus primórdios. A Casa de Caridade de Crato foi construída pelo Padre Ibiapina em 1868.

No próximo dia  20 de novembro serão lembrados os 4 anos de falecimento de Madre Esmeraldo, uma pessoa que marcou o Crato por atos de caridade e solidariedade, marcas registradas da sua existência.

Segunda filha do casal José Pinheiro Gonçalves e Maria Santana Esmeraldo Pinheiro, Madre Esmeraldo nasceu aos 10 de março de 1927, em Crato, Ceará. Recebeu o batismo aos 12 de março de 1927, na capela de Santa Teresa, oficiado por seu tio, Monsenhor Pedro Esmeraldo que, juntamente com a sua avó, Amélia Pinheiro Teles, foi seu padrinho. Sob a presidência de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, 1º bispo de Crato, Madre Esmeraldo recebeu o sacramento do Crisma, na catedral de Nossa Senhora da Penha, aos 09 de janeiro de 1928, sendo amadrinhada pela sua tia, Pia Esmeraldo Cabral.

Ingressou na Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, aos 30 de janeiro de 1949. Em 02 de outubro do mesmo ano foi admitida ao noviciado e em 03 de outubro de 1950, emitiu os seus primeiros votos. Em 03 de outubro de 1955, Madre Esmeraldo pronunciou perpetuamente os seus votos de pobreza, obediência e castidade. Segundo o livro de registro da Congregação, Madre Esmeraldo foi o n.º 93 e pertenceu a vigésima quarta turma. Madre Esmeraldo viveu com fidelidade a sua Consagração nas seguintes comunidades e nos diversos trabalhos: Colégio Santa Teresa de Jesus, em Crato, onde exerceu o magistério no ano de 1950.

De 1951 a 1953 esteve em Fortaleza cursando a Faculdade de Filosofia no curso de Letras Neolatinas, oportunidade em que permaneceu no Pensionato Nossa Senhora do Carmo, naquela capital. De 1954 a 1962 esteve novamente no Colégio Santa Teresa de Jesus, quando exerceu o magistério, foi Mestra de Disciplina, assistente da Juventude Estudantil Católica, JEC e Diretora do Colégio. Exerceu a função de ecônomo geral da congregação durante 06 anos.

A partir de 1964 passou a residir na Casa de Caridade do Crato quando assumiu a Caritas diocesana e os trabalhos no bairro Seminário, e no próprio Seminário. Fundou o grupo dos idosos, de casais, adolescentes e pastoral da criança. Foi membro do conselho paroquial das paróquias de São José e do Sagrado Coração de Jesus.

O público alvo de sua missão eram as crianças e os idosos. A disposição para tanto, encontrava no encantamento de sua vocação específica: amar e servir ao mais pobre.
Desde sua infância dedicou-se aos sacerdotes e aos seminaristas, época em que seu pai os acolhia no sítio Belmonte para repouso e recuperação de saúde. Nunca mais deixou de olhar com carinho para estes servos e ou futuros servos do Senhor. Exerceu função de pioneirismo quando o reitor do seminário abriu a Obra das Vocações Sacerdotais em Crato. Seu trabalho profícuo e vitorioso evidenciou-se naquela década de 1950.

Durante a enfermidade, Madre Esmeraldo, demonstrou ter clareza do significado do sofrimento cristão: "participação no sofrimento de Cristo". Compreendeu as palavras de Jesus: "é permanecendo firme que ireis ganhar a vida".

Prefeito Samuel Araripe responde a Leitor e lista Obras que Realizou nos Distritos


Nota do Editor - Ontem recebemos uma carta endereçada ao Sr. Prefeito Municipal cobrando obras para os distritos do Crato. Hoje o prefeito Samuel Araripe já respondeu, encaminahndo um e-mail em que lista obras que foram realizadas durante o seu governo nos distritos:

Caro Sr. Raimundo Antonio,

Primeiramente gostaria de dizer que a estrada de santa fé foi construida na decada de 80 pelo governo do estado e desde aquela época não houve reforma, agora o atual governador do estado decidiu fazer a devida recuperação e para tanto ja está tomando todas as medidas legais cabíveis.

A iluminação que dá acesso ao jocun já foi autorizada, e a empresa responsável pela execução do serviço é a coelce que, infelizmente, não está conseguindo acompanhar a demanda do nosso município, e todos os dias eu cobro agilidade.

No que diz respeito ao tratamento dado por mim à zona rural da nossa cidade eu gostaria de dizer que sempre tive atenção especial para com os moradores dessas áreas, e para tanto o meu primeiro ato quando assumi a direção do Crato foi criar a secretaria de agricultura, pois até então não existia um vinculo permanente entre a prefeitura e os moradores rurículas.

Vale lembrar que até o ano de 2004 não era dada a atenção devida aos pequenos produtores rurais, como prova disso temos o programa “garantia safra” que naquela data contemplava apenas 500 famílias e hoje, após um grande empenho do nosso governo, são mais de 3.500 famílias beneficiadas. Não posso esquecer o programa de gradagem e aração de terras que foi criado em 2005 e hoje atende o produtor rural que não tem condições financeiras de realizar tais serviços por conta própria.

Todos os anos, após o periodo chuvoso, os 700 km de estradas vicinais da nossa zona rural são recuperadas, esse ano ja recuperamos 75% e em breve as maquinas estarão trabalhando no distrito de Santa Fé. Muito foi realizado na sede do municipio do crato, mas também muito foi feito na zona rural e como exemplo cito:

01.PÓLO DE ATENDIMENTO DA PONTA DA SERRA.
02.QUADRA COBERTA DA PONTA DA SERRA.
03.CONSTRUÇÃO DE PRAÇA EM DOM QUINTINO.
04.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO CAMPO ALEGRE.
05.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO JUÁ.
06.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO BAIXIO VERDE.
07.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SÍTIO ALEGRE.
08.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO BELO HORIZONTE.
09.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO SÃO JOSÉ.
10.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA VILA JENIPAPO.
11.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO BAIXIO DE SÃO JOSÉ.
12.ABASTECIMENTO DE ÁGUA DA BOA VISTA.
13.ELETRIFICAÇÃO DO POÇO DANTAS.
14.ELETRIFICAÇÃO DA LAGOA DO FAUSTINO.
15.ELETRIFICAÇÃO DA BEBIDA NOVA.
16.ELETRIFICAÇÃO DO JABURÚ.
17.ELETRIFICAÇÃO DO SÍTIO CIPÓ.
18.ELETRIFICAÇÃO DO GONÇALO.
19.ELETRIFICAÇÃO DO CALDEIRÃO DO GONÇALO.
20.ELETRIFICAÇÃO DA VARZINHA.
21.ELETRIFICAÇÃO DA MINGUIRIBA.
22.ILUMUNAÇÃO NO DISTRITO DE DOM QUINTINO.
23.AMPLIAÇÃO DO CEMITÉRIO DE DOM QUINTINO.
24.ESCOLA DO DISTRITO DE MONTE ALVERNE.
25.CALÇADÃO DA PONTA DA SERRA.
26.PRAÇA NO DISTRITO DA BELA VISTA.
27.PAVIMENTAÇÃO DA RUA SANTA IZABEL ( BELA VISTA )
28.PAVIMENTAÇÃO DA RUA CHIQUINHA VENÂNCIO ( VILA SÃO FRANCISCO )
29.PAVIMENTAÇÃO DA RUA DONA AMÉLIA ( VILA SÃO FRANCISCO )
30.PAVIMENTAÇÃO DA RUA FREI DAMIÃO ( VILA SÃO FRANCISCO )
31.PAVIMENTAÇÃO DA RUA DA PAZ ( VILA SÃO FRANCISCO )
32.PAVIMENTAÇÃO DA RUA SÃO PEDRO ( VILA GUILHERME )
33.PAVIMENTAÇÃO DA VILA SÃO RAIMUNDO ( JUÁ )
34.PAVIMENTAÇÃO DA LADEIRA DA SERRA DA BOA VISTA.
35.PAVIMENTAÇÃO DO SÍTIO MALHADA.
36.PAVIMENTAÇÃO DA PALMERINHA DOS BRITOS.
37.POÇO DA VILA MALHADA.
38.31 KITS SANITÁRIOS NA VILA SÃO FRANCISCO.
39.PAVIMENTAÇÃO DA RUA DO PÓLO NA PONTA DA SERRA.
40.PAVIMENTAÇÃO DA RUA S.D.O. ( PONTA DA SERRA )
41. PRAÇA NO BAIXIO DO MUQUEM
42. QUADRA COBERTA DO BAIXIO DO MUQUEM
43. QUADRA COBERTA NO DISTRITO DE SANTA FÉ
44.REGULARIZAÇÃO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA SEDE DO DISTRITO DE SANTA FÉ.
45. PAVIMENTAÇÃO NA SERRINHA
46. ABULANCIA EXCLUSIVA PARA O DISTRITO DE SANTA FÉ.
47.FARDAMENTO E KIT ESCOLAR PARA TODOS OS ALUNOS DA ZONA RURAL. ( ATÉ 2004 OS ALUNOS DA REDE PÚBLICA NÃO TINHAM FARDA )
48.AMPLIAÇÃO DE VÁRIAS ESCOLAS DA ZONA RURAL.
49.POSTO DE SAUDE DA VILA MALHADA.
50.CONSTRUÇÃO DE UMA PRAÇA NO DISTRITO DE DOM QUINTINO
51.CONSTRUÇÃO DE UM POSTO DE SAÚDE EM DOM QUINTINO.
52.RESTAURAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE EDIFICAÇÕES NO CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO.
53.PAVIMENTAÇÃO DA RUA PEDRO ALVES DUTRA ( DOM QUINTINO )
54.PAVIMENTAÇÃO DA RUA JOSÉ DE SOUSA SOBRINHO ( DOM QUINTINO )
55.PAVIMENTAÇÃO DA RUA ANTONIO ALVES DE SOUSA ( DOM QUINTINO
56.PAVIMENTAÇÃO DA RUA FREI DAMIÃO ( DOM QUINTINO )
57.PAVIMENTAÇÃO DA RUA JOSÉ GONÇALVES ( DOM QUINTINO )
58.AMPLIAÇÃO DO POSTO DE SAUDE NO SÃO JOSÉ.
59.IMPLANTAÇÃO DO PLANTÃO MÉDICO NOTURNO NO DISTRITO DE PONTA DA SERRA
60.ESTÁ EM ANDAMENTO A OBRA DE CONSTRUÇÃO DE UMA QUADRA NA VILA MALHADA.
61.CONSTRUÇÃO DE UM POSTO DE SAÚDE NA SANTA ROSA.
62.PAVIMENTAÇÃO.DA RUA PADRE NOBRE ( SÃO BENTO ) 63.PAVIMENTAÇÃO DA RUA OZANA DE SÁ BARRETO ( SÃO BENTO ) 64.PAVIMENTAÇÃO DA RUA DA GLÓRIA ( SÃO BENTO ) 65.PAVIMENTAÇÃO DA RUA AUGUSTO ALENCAR ( SÃO BENTO 9
66.PAVIMENTAÇÃO NA VILA PADRE CICERO
67.CRECHE NA VILA PADRE CICERO
68.DIVERSAS AMPLIAÇÕES E REFORMAS EM ESCOLAS.
69.DIVERSAR REFORMAS E AMPLIAÇÕES EM POSTOS DE SAÚDE.
70.RECUPERAÇÃO E CONSTRUÇÃO DE VÁRIAS PASSAGENS MOLHADAS.

Estas obras são apenas uma parta do que foi realizado na zona rural, sei que ainda existem muitos problemas e pode ter toda certeza que estou trabalhando diariamente para que sejam sanados, porém, dizer que nada fiz é no mínimo injustiça. Aproveito para convidar o senhor a comparecer ao nosso gabinete para conhecer os nossos projetos destinados a zona rural da cidade.

Um grande abraço.

Samuel Araripe.
PREFEITO MUNICIPAL DO CRATO
Matéria original publicada no Blog do Crato - www.blogdocrato.com

A morte de Steve Jobs, o inimigo número um da colaboração - Rodrigo Savazoni

No dia seguinte à morte de Steve Jobs publiquei aqui uma postagem com a qual fugia da categoria da genialidade dele. O colocava no universo do capitalismo corporativo multinacional dos EUA. Como este está em crise apontava assim a segunda morte dele. Hoje li este texto e ele traduziu muito bem o sentimento que tive já na saída de uma loja super movimentada em São Francisco na Califórnia.

Vale a pena conferir o texto.




Steve Jobs morreu, após anos lutando contra um câncer que nem mesmo todos os bilhões que ele acumulou foram capazes de conter. Desde ontem, após o anúncio de seu falecimento, não se fala em outra coisa. Panegíricos de toda sorte circulam pelos meios massivos e pós-massivos. Adulado em vida por sua genialidade, é alçado ao status de ídolo maior da era digital. É inegável que Jobs foi um grande designer, cujas sacadas levaram sua empresa ao topo do mundo. Mas há outros aspectos a explorar e sobre os quais pensar neste momento de sua morte.

Jobs era o inimigo número um da colaboração, o aspecto político e econômico mais importante da revolução digital. Nesse sentido, não era um revolucionário, mas um contra-revolucionário. O melhor deles.

Com suas traquitanas maravilhosas, trabalhou pelo cercamento do conhecimento livre. Jamais acreditou na partilha. O que ficou particularmente evidente após seu retorno à Apple, em 1997. Acreditava que para fazer grandes inventos era necessário reunir os melhores, em uma sala, e dela sair com o produto perfeito, aquele que mobilizaria o desejo de adultos e crianças em todo o planeta, os quais formam filas para ter um novo Apple a cada lançamento anual.

A questão central, no entanto, é que o design delicioso de seus produtos é apenas a isca para a construção de um mundo controlado de aplicativos e micro-pagamentos que reduz a imensa conversação global de todos para todos em um sala fechada de vendas orientadas.

O que é a Apple Store senão um grande shopping center virtual, em que podemos adquirir a um clique de tela tudo o que precisamos para nos entreter? A distopia Jobiana é a do homem egoísta, circundado de aparelhos perfeitos, em uma troca limpa e “aparentemente residual”, mediada por apenas uma única empresa: a sua. Por isso, devemos nos perguntar: era isso que queríamos? É isso que queremos para o nosso mundo?

Essa pergunta torna-se ainda mais necessária quando sabemos que existem alternativas. Como escreve o economista da USP, Ricardo Abramovay, em resenha sobre o novo livro do professor de Harvard Yochai Benkler The Penguin and the Leviathan, a cooperação é a grande possibilidade deste nosso tempo.

“Longe de um paroquialismo tradicionalista ou de um movimento alternativo confinado a seitas e grupos eternamente minoritários, a cooperação está na origem das formas mais interessantes e promissoras de criação de prosperidade no mundo contemporâneo. E na raiz dessa cooperação (presente com força crescente no mundo privado, nos negócios públicos e na própria relação entre Estado e cidadãos) estão vínculos humanos reais, abrangentes, significativos, dotados do poder de comunicar e criar confiança entre as pessoas.”

Colaboração: essa, e não outra, é a palavra revolucionária. E Jobs não gostava dela.

GABRIEL GARCIA MARQUEZ


"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."...

"A idade não é a realidade salva no mundo físico.
A essência de um ser humano resiste ao passar do tempo.
As nossas vidas são eternas, o que significa que os nossos espíritos continuam a ser tão jovens e vigorosos como quando éramos jovens. Pensa no amor como um estado de graça...não é um meio para nada, mas sim o alfa e o ómega.
Um fim em si mesmo."

GABRIEL GARCIA MARQUEZ

Se Ligue !

Cores - por Aloísio

Cores


Luz sem cor
Pode existir?
Nunca vi

Furta-cor
Revezando
Todas as cores

Espectro de cristais
Cores reunidas
Realçando a vida

De colores
Amostra de
Amores

“Gracias a la vida”

Aloísio

EUA

13/10/2011 22h46 - Atualizado em 13/10/2011 22h54

Fome é a maior arma de destruição em massa, diz Lula nos EUA

Ex-presidente recebeu prêmio dado a pessoas que combateram fome.
'Pobres gostam de comer bem, não gostam de miséria', disse sob aplausos.

Do G1, em Brasília

Lula recebe World Food Prize, em Des Moines (Iowa, EUA) (Foto: Reprodução/Iowa Public Television)Lula recebe World Food Prize, em Des Moines
(Iowa, EUA) (Reprodução/Iowa Public Television)

Após receber, na noite desta quinta-feira (13), o World Food Prize nos Estados Unidos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a fome é "a maior arma de destruição em massa que a humanidade já inventou" e que os governantes, em vez de guerras, devem "lutar pela vida, não pela morte".

"Ela [a fome] não mata inimigos, ela não mata terroristas. Ela mata crianças, e às vezes, no útero da própria mãe, que não teve direito de comer as calorias necessárias ao nascimento de uma criança".

O ex-presidente foi um dos agraciados neste ano pelo prêmio, criado em 1970 para prestigiar personalidades que contribuíram para a diminuição da fome no mundo.

Durante o discurso de agradecimento, que durou cerca de 12 minutos, Lula disse que democracia não é apenas poder "dizer que está com fome... é a gente poder comer, de manhã, de tarde e de noite". Ele mencionou o Bolsa Família e destacou a obrigação de o dinheiro ser entregue à mulher, "mais responsável por levar comida para dentro de casa".

Ele pregou que não basta aos governantes um diploma de universidade para conduzir um país. "É preciso que ele governe com sentimento, como uma mãe", disse. Depois arrancou risos e aplausos ao dizer que "os pobres gostam de comer bem. Pobre não gosta de miséria".

Em seu site, a organização do prêmio disse que Lula, antes mesmo de chegar à Presidência, deixou claro que o combate à fome e à pobreza seria a maior prioridade de seu governo. O texto lembra frase do ex-presidente de que trabalharia para possibilitar que todo brasileiro tivesse três refeições por dia.

Há elogios ao programa Fome Zero e seu desdobramento no Bolsa Família, no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que compra alimentos de pequenos produtores, e do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Na viagem a Des Moines, Lula foi acompanhado do ex-ministro José Graziano, que entre 2003 e 2004, coordenou o Fome Zero. Em junho deste ano, Graziano foi eleito diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). Na fala, Lula disse que dividia o prêmio com o ex-ministro.

Prêmio
O World Food Prize foi criado pelo cientista e prêmio Nobel da Paz de 1970 Norman E. Borlaug, um dos principais responsáveis pela “revolução verde”, com tecnologias e técnicas agrícolas que aumentaram a produção de alimentos no mundo.

Neste ano, Lula dividiu o prêmio com o ex-presidente de Gana, John Agyekum Kufuor. Sob seu governo (2001-2009), a população pobre reduziu de 51,7% para 26,5% do total de habitantes. A fome caiu de 34% para 9%.

Antes de Lula, dois brasileiros já haviam recebido o prêmio. Em 2005, a entidade laureou o agrônomo Edson Lobato e o ex-ministro da Agricultura Alysson Paulinelli, por pesquisas e políticas de desenvolvimento do cultivo no Cerrado.

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