Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DE LEONARDO DA VINCI - Por Edilma Rocha


A National Gallery de Londres acolhe uma exposição histórica de quadros de Leonardo da Vinci do final do século XV.

Está tudo pronto para a abertura de uma exposição sobre obras de Leonardo da Vinci que, de acordo com os organizadores, é a coleção mais compreensiva  de sempre do pintor italiano.

Intitulada " Leonardo da Vinci: pintor na Corte de Milão ". a exposição foca-se no período de 18 anos, entre as décadas de 1480 e 1490, que o pintor passou ao serviço de Ludovico Maria Sforza, Duque de Milão, e onde criou algumas das suas obras mais famosas.

Das 20 pinturas de Leonardo da Vinci, que se sabe terem sobrevivido até os dias de hoje, a National Gallery reuniu nove para a exposição. Em declarações reproduzidas pelo "Financial Times", Luke Syson, curador da exposição, destaca a relevância da coleção.

A coleção foi resultado de negociações entre os responsáveis de museus da Itália, EUA, Rússia, França e Polónia. Além dos quadros, foram cedidos 30 desenhos pela Rainha Isabel II, nunca vistos em público.

Serão vendidos 500 ingressos por dia e a amostra vai até 5 de Fevereiro de 2012.

Fonte - Arte na Atualidade

INSEGURANÇA - Por Edilma Rocha


Fortaleza, a bela Capital do Estado do Ceará, com seus belos prédios, condomínios de luxo e enormes mansões particulares sofre a insegurança nos dias atuais.
A procura dos moradores por proteção acontece de forma diferenciada. Muros altos, imensos portões, cercas elétricas, monitoramentos, câmara de vigilância e a procura por firmas particulares com carros e motos 24 horas, que tentam proteger aqueles que possam pagar. Os assaltos são constantes.
A cidade apresenta uma orla marítima bem cuidada para receber os turistas que chegam de outros Estados Brasileiros e Países estrangeiros. A Fortaleza Bela investe na preparação da cidade para o Natal que vem aí. A Catedral recebeu iluminação especial, as crianças do coral infantil ensaiam a todo vapor para a apresentação natalina no antigo prédio do hotel "Exelsor" na Praça do Ferreira e este ano a decoração das imensas árvores recebem os "fuxicos" coloridos fazendo uma sequência do artesanato popular, depois das velas das jangadas, redes e rendas do Ceará.
O transito virou uma loucura nos horários de pique entre as obras intermináveis do Metro que se arrastam à anos. Vem aí a Copa das Confederações e o Castelão está a todo vapor, sem falar nos túneis e viadutos que preparam a modernidade no caminho entre o Centro de Convenções e o esperado futebol para os cearenses.
Entre a tudo isso estão instaladas as inúmeras favelas onde se abrigam os assaltantes, marginais e viciados junto aos moradores pobres com seus problemas sociais.
Nos bairros elegantes as recomendações da segurança são variadas. Circular em carros fechados, de preferência com vidros escuros; nunca receber panfletos ou  ajuda dos flanelinhas; se chegar em casa e ver algum carro ou moto por perto, dar a volta no quarteirão e jamais acionar o controle eletrônico sem total segurança.
No meio ao transito os arrastões são frequentes nos fechamento dos sinais. Reagir, jamais! Tudo em volta é suspeito. O flanelinha é viciado e está sempre doido e as balas são trocadas entre os traficantes num possível ajuste de contas, que de vez em quando atingem pessoas inocentes. Os acidentes e mortes causadas pela imprudência de motoristas embriagados está cada vez maior. Quando se escuta um estrondo, com certeza é mais um caixa rápido explodido. A quantidade de crianças pedintes assusta, principalmente neste período do ano.
São muitas viaturas do "Ronda", da Polícia Civil e Rodoviária e Ambulâncias que pedem passagem, apressados. Mas os criminosos são maioria. Se assistimos os jornais policiais ficamos impressionados com a quantidade de pessoas assassinadas durante a noite e o dia.  A droga corre com rapidez e os policiais não conseguem dominar as áreas do tráfico que mudam constantemente. Mata-se por qualquer motivo banal, as vidas nada valem. Notícias como a morte a pauladas e pedradas de um menino de 11 anos por dever 30 reais pela compra de um celular usado, causou revolta e dó dos policiais e população. Outro que devia 10 reais a um traficante, pagou a vida em 10 facadas. E o malandro dizia na maior gíria que cada facada era 1 real devido. A que ponto chegou a insegurança. Vidas sem preço...
O que mais revolta é que na maioria dos crimes, o praticante é menor de idade que a polícia prende e o juizado solta. De volta as ruas, matam e assaltam outras vezes. Sem punidade. Não podem ficar presos porque são menores viciados e não respondem por seus atos. São assassinos soltos por aí...
Mas no nosso País, menores com 16 anos podem escolher os nossos governantes através do voto popular.
Quem já sentiu na pele pelos seus filhos que sofreram a assaltos a atentado à vida, como eu, não pode deixar de sentir indignidade pela insegurança nos dias atuais.

Edilma Rocha

A Porta do Desconhecido - Dihelson Mendonça


MONSTROS NÃO EXISTEM !


Era uma vez um grande reino, cujo soberano se tornou famoso pela forma peculiar e impiedosa de tratar seus inimigos; A estes, após prender durante meses nas masmorras do seu suntuoso castelo, mandava buscá-los para uma sessão de tortura física e psicológica, quando mostrava então ao prisioneiro duas possibilidades:

"Se queres, podes escolher. Do meu lado esquerdo está essa fila de arqueiros, que te flecharão, e morrerás instantaneamente. Do meu lado direito está essa imensa porta e ninguém sabe que tipo de coisa tu poderás enfrentar lá. Apenas eu sei."

Todos escolhiam ser mortos pelos arqueiros, com mêdo do que poderia existir por detrás daquela imensa e tenebrosa porta. Afinal, que tipo de monstros tão pavorosos encontrariam ? Quão enormes seriam as dores e sofrimentos ?

Passados alguns anos, o reino entrou num período de paz, quando o vizir perguntou ao Rei:

"Afinal, meu senhor, o que há por detrás daquela porta que todos temiam ?"
O rei lhe respondeu: "Abre, e vê com teus próprios olhos!"

O vizir, tomado de medo, começou a abrir aos poucos a imensa porta, quando raios de luz começaram a entrar, percebendo que esta dava para um lindo e imenso jardim.

O rei então lhe disse:

"Por todos esses anos, eu os ofereci duas chances: A de serem mortos e a de enfrentar o desconhecido. Todo o tempo, lhes ofereci a possibilidade da liberdade, mas eles, com mêdo, preferiram ser mortos pelos arqueiros..."

- Quantas vezes nos defrontamos com imensas portas do desconhecido, e por medo de monstros imaginários, preferimos ir por caminhos já percorridos ? Afinal, monstros e bestas-feras só existem na imaginação dos fracos de espírito. Os dois maiores monstros que podemos encontrar em nosso caminho, são apenas o mêdo e a ignorância.

Dihelson Mendonça
04/07/2008

QUEM FOI O ALMIRANTE ALEXANDRINO..

A família Alencar, deu ao Brasil grandes nomes. Homens que, por seu heroísmo e sentimento patriótico ainda hoje são exemplos de brasilidade. Entre os grandes nomes da historia politica brasileira, destacamos a figura impar do Almirante Alexandrino. Nome de Rua na cidade de Crato, seu nome figura entre os nomes históricos da região sul do Brasil, notadamente São Paulo e Paraná.

Nome completo Alexandrino Faria de Alencar, foi um grande Almirante da Marinha Brasileira, e é um legítimo representante da família Alencar, cuja nascedouro se deu a partir da cidade de Exu, no Pernambuco.

O Almirante Alexandrino era filho do Capitão do Exercito Alexandrino de Melo Alencar e de Ana Ubaldina de Faria, e neto do General Pedro Rodrigues de Melo Labatut e Archangela de Carvalho Alencar, e bisneto de João Pereira de Carvalho e Inácia Pereira de Alencar que era filha de Joaquim Pereira de Alencar e portanto tetraneto de Leonel Pereira de Alencar, pioneiro da família Alencar no Brasil.

Alexandrino de Faria Alencar, nasceu no dia 12 de outubro de 1848, na cidade de Rio Pardo – RS, e faleceu em 18 de abril de 1926. Foi militar, Formado em Engenharia Naval pela Escola Naval do Brasil, e o grande herói da batalha Aquidabán: histórico do combate de 16 de abril de 1894 em aguas de Santa Catarina durante a Gerra do Paraguai. Exerceu os seguintes cargos Públicos: Ministro da Marinha e Ministro do Supremo Tribunal Militar.

Exerceu mandato de Senador da república nos anos de 1906 e 1921 a 1922, tendo recebido as homenagens de Cavaleiro da Ordem de Aviz, a Medalha de Mérito Militar, Medalha da Campanha do Paraguai concedida pelo Brasil, Medalha da Campanha do Paraguai concedida pela Argentina.
Seu filho, Armando de Alencar foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, e o neto Fernando Ramos de Alencar foi embaixador do Brasil

VITROLA VIRTUAL- Benny Goodman - Sing Sing Sing


RÁDIO CHAPADA DO ARARIPE

www.radiochapadadoararipe.com


Acima: Um dos clássicos do Jazz, na interpretação da grande orquestra de Benny Goodman, "Sing Sing Sing" - Participação do baterista Gene Krupa.

Hoje no VITROLA VIRTUAL, trazemos um dos clássicos do Jazz, a música "Sing Sing Sing" de um dos maiores clarinetistas da História, Benny Goodman. Goodman, juntamente com Artie Shaw são considerados os maiores nomes do clarinete no Jazz. Pegue seu par e dance ao som da grande orquestra do Benny Goodman, como se fazia nos anos 40 e 50, ao som de Sing Sing Sing... Ouça essa e outras melodias imortais no programa Noite Cultural da Rádio Chapada do Araripe internet - Sempre a partir da meia-noite. www.radiochapadadoararipe.com

Benjamin David Goodman era filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Começou seus estudos musicais na sinagoga que freqüentava e na Hull House. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos. Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz, vindo de New Orleans. Em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco.

No início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz, entre os quais os de Red Nichols, Joe Venuti-Eddie Lang e Jack Teagarden, até poder formar a sua própria orquestra, em 1934. Um programa de rádio divulgou a orquestra, que se tornou muito popular, sobretudo depois do sucesso obtido na apresentação no Palomar Ballroom de Los Angeles, em 1935, e no Congress Hotel de Chicago, entre 1935e 1936. Goodman, com estilo, precisão e inventividade, foi reconhecido como O Rei do Swing e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Sua fama não demorou a correr o mundo, iniciando a Era do Swing, que se estenderia por dez anos. Sua orquestra foi o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros (Teddy Wilson, Lionel Hampton, Cootie Williams e Charlie Christian). No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

Sua orquestra tornou-se, em 1962, a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. Como não podia deixar de acontecer, sua clarineta e sua orquestra seriam requisitadas pelo cinema, em vários filmes, como "Folia a Bordo" (1937), "Hotel de Hollywood" (1938), "Cavalgada de Melodias" (1941), "Noivas de Tio Sam" (1943), "Música, Maestro" (1946), entre outros, como "Entre a Loura e a Morena" (1943), com Carmem Miranda.

A história de sua vida foi contada no filme "The Benny Goodman Story", com Steve Allen como Goodman, e o clarinetista atuando na trilha sonora. Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista. Por motivo de doença, de 1970 a 1985 faz um intervalo em sua atividade artística. Sua volta se deu no Kool Jazz Festival de Nova York, vindo a falecer pouco depois.

UM TOMBO NO ESCURO - por Pedro Esmeraldo

Hoje pela manhã, ficamos perplexos quando observamos uma fila enorme de jovens tentando conseguir uma vaga através de concurso público para ser funcionário da Prefeitura local. Isso é uma aberração e um atentado ao poder aquisitivo do povo, pois acarretou enorme desperdício do bolso dos seus pais que há tanto vem sendo vilipendiado pelo excesso de cobrança de impostos das autoridades, quer Federal, Estadual ou Municipal, que nada vem contribuir com melhoramentos para reconquistar com obras favoráveis às atividades econômicas do nosso país.

Não é à toa que falamos em prol de defender a juventude a fim de sobressair-se com dignidade enfrentando lutas que a encaminhem para o bem-estar e para uma velhice digna que venha lhe propor reconhecimentos de todas as atividades do passado.

Não queremos desmerecer esses jovens por que todos desejam ter uma segurança no decorrer da vida, visto que apesar dos parcos salários municipais, esses dignos jovens, pertencentes a toda região do Cariri, desejam também um lugar ao sol. Agora, perguntamos a essas próprias autoridades: por que não pensam em trazer melhoramentos satisfatórios para dar ao jovem melhores empregos, quer industriais quer agrícolas, empregando tecnologia que satisfaça aos anseios dessa juventude e que venham adequar toda a população do município dentro de um padrão moderno de vida, com uma educação acentuada para os dias de hoje?

O que mais nos revolta é que alguns políticos de todo o país não se preocupam com o desenvolvimento coletivo, mas comente o próprio bem-estar e, portanto, esquecem que foram eleitos para trabalhar em prol do povo e não para satisfazer a uma minoria que nada traz de bom para o cidadão comum.

Sabemos que a culpa é do próprio povo porque coloca esses homens no estaleiro e na sua vontade de subir ao pícaro da montanha para lá permanecer por vários anos, cuspindo na cara dos contribuintes e rindo à toa das desgraças alheias.

Para isso, é preciso que o povo acorde e venha a cobrar com precisão, avisando que eles estão lá para trabalhar em prol do povo e não para permanecerem alheios ao sofrimento deste povo.

Voltando ao assunto dos jovens, avisamos e ao mesmo tempo pedimos que sejam coerentes e dignos, colocando pessoas de gabarito para elaborarem e corrigirem as provas sem interferência de terceiros, cujo pensamento é só proteger os seus apaniguados, mesmo que sejam cultos ou analfabetos.

Desta sorte, se ouvirem o nosso pedido, estaremos gratos, pois todos torcem por uma melhoria de caráter e seriedade no comportamento do homem.

Para terminar pedimos a esses políticos que não deixem a juventude sozinha, tombando no escuro, mas que acorde para que faça uma carreira digna de respeito.

Autor: Pedro Esmeraldo

Crato-CE, 07/11/2011

Foto: Dihelson Mendonça

Apoio: Firenze Cosméticos

ESPELHO - Mahatma Gandhi



Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:

A Política, sem princípios;
O Prazer, sem compromisso;
A Riqueza, sem trabalho;
A Sabedoria, sem caráter;
Os negócios, sem moral;
A Ciência, sem humanidade;
A Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,

Que as pessoas são tristes, se estou triste,
Que todos me querem, se eu os quero,
Que todos são ruins, se eu os odeio,
Que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
Que há faces amargas, se eu sou amargo,
Que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
Que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
Que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame"

Enviado pelo amigo Raimundo Nonato Rodrigues.

Cantos de sereia após a morte de “Cano”. Por: Eduardo Mackenzie ( Antonio Sávio )


O ocorrido neste 4 de novembro nas selvas do Cauca, entre Suárez e Mondomo, mostra uma vez mais o caráter errado da hipótese acerca do “conflito armado” colombiano. Onde estão os blocos sociais, políticos e militares que reivindicam a legitimidade do campo de Alfonso Cano? Salvo o minúsculo grupo de extremistas de sempre, que saiu a dizer que a morte de Alfonso Cano é algo “insensato” e “incrível”, ninguém mais lamenta a morte em combate desse implacável verdugo comunista.

Pelo contrário, desta vez são muito mais numerosas as vozes dos que pedem que, após a morte de Alfonso Cano o país avance para uma desmobilização real das FARC, do que as que exigem ir à uma “negociação”, leia-se capitulação ante elas. Em outras ocasiões, quando a Força Pública deu morte a altos chefes das FARC, os clamores em favor de uma “saída negociada” com os terroristas chegaram a eclipsar os dos que viam a derrota militar do narco-terrorismo como a única opção razoável. A tendência errada, 24 horas depois da morte do número um das FARC, parece haver perdido terreno.

Digo isto depois de analisar umas vinte declarações de personalidades políticas, intelectuais e religiosas do país. Pela primeira vez, o conceito de “desmobilização das FARC”, ocupa um espaço maior, enquanto que a noção de “saída negociada com as FARC” é deixada para trás. Essa tendência mudará de sentido nos próximos dias? Isso me parece impossível.

Em todo caso, a morte de Alfonso Cano é vista não somente com enorme alívio pelos colombianos e suas autoridades, senão como o começo de um desenlace lógico de uma situação de guerra criada por outros e que sempre careceu de sentido.

A morte do chefe das FARC gera - e isso é apreciável nos meios de informação consultáveis - um forte e vasto sentimento de agradecimento popular que atravessa todas as classes, grupo e camadas sociais, para com as Forças Militares, seus soldados e seus oficiais, para com o Governo de Juan Manuel Santos e, sobretudo, para com o ex-presidente Álvaro Uribe que continua sendo visto, com justa razão, como o forjador de uma linha política de inflexibilidade e combate sem trégua contra o terrorismo, que mostrou ontem de novo sua eficácia.

Entretanto, uns poucos pretendem romper a unanimidade anti-FARC. Carlos Lozano, diretor do semanário comunista Voz, trata de vender a idéia de que a morte de Alfonso Cano não tem nenhuma importância. “Eles [as FARC] têm sua capacidade de adaptar-se a qualquer circunstância trágica”, assegura. Para ele, a morte de Cano “não soluciona o problema da violência na Colômbia” (Radio Caracol, 4 de novembro de 2011). Ao contrário, essa morte, segundo esse chefe do Partido Comunista Colombiano (PCC), “prolongará o conflito de maneira definitiva”. O que deve-se concluir de semelhante cadeia de sofismas? Que as Forças Militares cometeram um crime ao dar baixa ao perigoso chefe terrorista, que melhor era haver-lhe deixado livre.

Cego e impiedoso, Carlos Lozano pretende interromper a onda de deserções que poderia desatar agora e aspira a que os homens e mulheres das FARC continuem matando e se deixando matar por uma causa que não tem futuro. Por isso, desde sua cômoda posição em Bogotá, e embora diga estar trabalhando “pela paz”, Lozano decreta a continuação da guerra. Lozano vai mais longe: pede ao Governo de Juan Manuel Santos que se lance a procurar uma “solução política negociada” com as FARC, como se a sociedade colombiana estivesse à beira do colapso e como se o Exército estivesse a ponto de perder a guerra.
Como esse não é o caso, a proposta do PCC da “solução política negociada” é absurda e seria tremendamente injusta, pois essa “solução” implica chegar a extremos muito ingratos: a deixar sem castigo a chefatura terrorista, a abrir as portas da sociedade, do Governo e do Parlamento aos que destruíram a vida, a paz e a prosperidade durante meio século, deixar na impunidade seus crimes horríveis e, finalmente, planejar com eles uma nova Constituição. O leitor imagina a “Constituição” que poderia sair desse abjeto conchavo? Mas tem algo mais. Essa “saída negociada” inclui dois outros pactos secretos: re-escrever a história desde o ponto de vista fariano e levar à emboscada judicial e ao cárcere os heróis que libertaram o país de gentes como Tirofijo, Martín Caballero, Jojoy e Alfonso Cano, entre outros. Pois o que os do M-19 conseguiram fazer até hoje contra os heróis militares que recuperaram o Palácio da Justiça e frustraram o golpe de Estado narco-terrorista, teria que ter, segundo esse bando, uma continuidade.

Carlos Lozano está só em seu clamor, mas encontrou em Gustavo Petro um aliado de última hora nisso da “saída negociada”, pois não é outra coisa a que está propondo o prefeito eleito de Bogotá. Gustavo Petro disse, com efeito, que “as vias do diálogo são as únicas possíveis na Colômbia” (El Espectador, 4 de dezembro de 2011). Em vez de exigir às FARC, como quase todo o mundo, a desmobilização, ele propõe àquelas e ao Governo insistir no “diálogo”. Sua frase acerca de que “o caminho da guerra só deixou quilômetros de tumbas” é hipócrita: com ela procura culpabilizar o Governo e, secundariamente, as FARC. Petro estima, além disso, que esse “diálogo” poderia culminar em uma nova Constituição: “A paz nos deu a Constituição de 91 e a opção da democracia”. A complementaridade entre a tese de Carlos Lozano e a de Gustavo Petro não pode ser mais evidente.

O governo, os partidos e a sociedade não deveriam permitir que o triunfo contra Alfonso Cano se converta em alavanca para fortalecer o discurso da capitulação ante o terrorismo. Alguns tratam de fazer isso. A agência ANNCOL, porta-voz das FARC, acaba de lançar uma nova impostura: que Alfonso Cano “morreu reivindicando a solução política”. Um refrão idêntico essa gente lançou quando Raúl Reyes foi abatido no Equador. Ele estava, disseram, “a ponto” de negociar a paz e de libertar Ingrid Betancur. O de agora é a mesma receita. Fazem isso pois pretendem que Cano, como os outros chefes das FARC, seja lembrado como um homem “de paz”, não como o imenso criminoso que foi.

Cano nunca fez gestos de paz. Onde estão os sequestrados que libertou? Quando ordenou que não atacassem nem seqüestrassem indígenas nem outros civis? Ninguém lembra de um só ato de boa vontade. Ninguém poderá esquecer sua ameaça de dividir a Colômbia em duas, após o fracasso do diálogos do Caguán, nem seu tenebroso “Plano Renascer”, nem suas ordens para infiltrar a justiça, nem seu costume de plantar minas em caminhos e veredas e até em escolas públicas, nem o traiçoeiro assassinato do major Félix Jaimes Villamil, comandante da Polícia rodoviária de Antioquia. Ninguém esquecerá dos ataques ao poliduto de Petronorte em Teorama, Norte de Santander, nem os dez militares assassinados recentemente em Fortul, Arauca, nem a emboscada em Tumaco onde mataram outros 10 militares em 21 de outubro passado, nem o seqüestro da menina Nhora Valentina Muñoz, de 10 anos, filha do prefeito de Fortul, nem o sinistro plano pistola contra as eleições regionais. Tudo isso é o que ANNCOL chama, na linguagem tarimbada do comunismo, de “reclamar uma saída política ao conflito”.

Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: http://www.heitordepaola.com/
Postado por Antonio Sávio

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CICLO DA VIDA - Por Edilma Rocha


Vejo o ciclo
da vida se fechar,
como uma missão cumprida...

O semblante é de dor
o sorriso sem vida
os olhos sem cor
da vida sofrida...

Quando tudo cala,
a morte chega devagar
sem barulho sem vulto
deita e fica
a espreitar...

Toma seus corpos
adormecidos
e espera sem pressa
suas vidas levar...

Mas,
despertam outra vez e
a morte foge depressa...
Arrastam seus corpos lentos
pelo caminho da casa
sem pressa...

São dois
homem e mulher
com almas tristes e sofridas
a espera de mais um dia
para completar
o ciclo da vida...

E assim seguem
sem forças
a espera de um amanhã
que será curto ou longo
no cochilar do divã...

VELHAS TINTAS

- Claude Bloc -


Meus momentos
São tantos
São muitos
São infinitos "vai-e-vem"
que me conduzem
à velha casa

em que cresci...
 

Guardo em mim
fotos que tenho na memória
ranhuras de um tempo
em seu delicioso deslizar...
E ainda consigo sentir

o cheiro das velhas tintas
no ensejo dos novos tempos.

 

E vez por outra,
de vez em quando,
ouço velhas histórias
que o tempo traz de volta
na velha casa em que cresci.



 Claude Bloc

ARTISTA NA INFANCIA - Por Edilma Rocha


Artista de 4 anos vende quadros a US$ 10 mil em Nova York


Uma menina de quatro anos de idade se tornou a artista profissional mais jovem a assinar uma exposição na "Galeria Agora", em Nova York.


Aelita Andre é autora de nove quadros que, segundo os organizadores, já estão sendo vendidos a preços que alcançam US$ 10 mil.


Filha de pais artistas, a menina desenvolveu desde cedo a veia artística. A diretora da galeria, Angela Di Bello, diz que a artista é " Consistente e desenvolveu um estilo próprio". As pinturas dela têm "equilíbrio", diz, " Acho que é expressionismo abstrato, mas também surrealismo pela forma como ela insere objetos nos seus trabalhos".


O pai da menina, Michael Andre, diz que a filha vê a arte de forma "Inocente", sem a influência e a intimidação dos movimentos artísticos.


Para a menina, a motivação artística é que pintar a faz se sentir "Especial".


Fonte - Notícias artísticas da atualidade


Carta de João Paulo II aos Jovens

Na sua visão de um espírito iluminado, o agora Beato João Paulo II falava dos santos de hoje, o santo de calças jeans e tênis

(Postado por Armando Lopes Rafael)

"Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que  "ralem" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos".

Papa João Paulo II.

ELEGÂNCIA



As atividades cotidianas nos nossos dias estão levando o ser humano a um inexplicável isolamento. Quase a totalidade dos nossos atos estão ligados ao mundo virtual. Nos tornamos pessoas solitárias e talvez, por isso, nos tornamos pessoas frias. O respeito ao ser humano foi relegado à seara das coisas secundarias nas nossas vidas. O homem precisa voltar a ser mais humano, menos solitário, mais social e mais sociável. O texto abaixo trata de uma característica que raramente encontramos nos dias de hoje. A elegância.

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura."

Toulouse Lautrec

do site www.pensador.uol.com.br//pensador.INFO

A Marquesa de Santos -- por Armando Lopes Rafael


Numa viagem que fiz a São Paulo tive oportunidade de conhecer o Pátio do Colégio. Trata-se do lugar histórico mais importante da capital paulista. Naquele local foi reconstruído – em 1954 –  o colégio dos jesuítas, tal como existia no início da cidade de São Paulo. Naquele colégio viveu e lecionou o Beato José de Anchieta.

Lembro-me como se fosse hoje. Passando, por acaso, numa rua atrás do Colégio, vi, surpreso, um bonito casarão(foto acima) e lá uma placa indicando que o mesmo pertencera a Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos. Bom esclarecer que a marquesa é vista, ainda hoje, por seus conterrâneos,  como uma pessoa caritativa para com a pobreza da São Paulo antiga.

O preâmbulo acima foi necessário para transcrever a notícia abaixo, publicada na edição desta terça-feira,  8 de novembro, no jornal “Folha de S.Paulo”. A conferir.

“Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, reabre para visitação
Depois de três anos de obras, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pateo do Collegio, no centro da capital paulista, reabre para visitação no dia 19. Na inauguração, a mostra será sobre a própria marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, célebre amante de Dom Pedro 1º, com exposição de seus objetos pessoais. A marquesa de Santos foi dona do imóvel de 1834 a 1867 e as festas que promovia se tornaram famosas. Depois de sua morte, em 1867, o solar sofreu reformas que mudaram a estrutura original.
Segundo a prefeitura, não foi possível fazer um restauro que reproduzisse características originais de qualquer uma das épocas de ocupação do solar. Por isso, optou-se por preservar elementos importantes de cada uma das modificações mais antigas. O restauro do casarão do século 18 custou R$ 2 milhões e 700 mil reais.”

Parabéns ao governo e ao povo da capital paulista por conservarem o seu patrimônio histórico- arquitetônico. Isso deveria servir de exemplo para as demais cidades brasileiras.

Armando Lopes Rafael

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

IN - ( Sight ... )



Não é interessante que todo mundo que tem bom senso pensa como a gente ?


A FALTA DE EDUCAÇÃO E A BURRICE

EDUCAÇÃO - Ação de desenvolver as faculdades psíquicas, intelectuais e morais...
FALTA - . Deficiência, privação, Ausência, imperfeição...


Posso concluir então que: A Falta de Educação é, portanto, a deficiência, Ausência ou Imperfeição na ação de desenvolver as faculdades psíquicas, intelectuais e morais.
É fato que podemos e devemos evitar cotidianamente. O homem, enquanto um ser racional, tem o poder e a faculdade de decidir qual a forma de tratar os mais próximos. Numa pesquisa sobre este assunto deparei com uma matéria muito rica. Abaixo transcrevo um texto o qual me pareceu super interessante, abordando este tema:

"Têm duas coisas na vida que me deixam cabreira: gente mal educada e gente burra. Tem gente que é grosseira por natureza. Esse é o mal educado nato. Já nasceu assim e a vida não conseguiu burilá-lo. Seu primeiro vagido, com certeza, já foi um xingamento ao médico que o retirou do seu cantinho quente no útero materno. O mal educado joga merda para todos os lados. Sem mira. Acerta no primeiro que atravessar seu caminho. Quando precisa de um serviço, não pede. Manda. Quando ouve uma resposta que não condiz com sua vontade, xinga como se o outro fosse responsável. O mal educado te joga pedras até virtualmente. Vejo gente reclamando de certos comentários ofensivos aqui no Recanto...
Quando falo em gente burra, não estou me referindo a gente estudada ou não. Uma pessoa pode ter apenas o antigo curso primário, como era o caso do meu pai, e ser culta. Meu pai lia muito, conhecia muito, era um homem inteligente. Já outros, apesar de cursos superiores, não têm visão e esses, para mim, são os burros. Têm alcance limitado e não passam de certos limites pré-estabelecidos.
Burrice e falta de educação são inatos ao espírito ou incutidos desde a tenra infância. Talvez venham de berço. E não escolhem classe social. Vemos pessoas economicamente humildes, primorosamente esculpidas no conhecimento e no trato com o semelhante. Enquanto que pessoas nascidas em berço de ouro são pedantes, grosseiras, burras. E não tem estudo que modifique o íntimo. O conhecimento se adquire com a convivência, com a vida, mas inicia no lar. É algo intrínsico no ser, faz parte de uma personalidade que se assemelha ao granito, dura, e não existe instrumento suficientemente capaz de moldá-lo. As obras de arte do
Aleijadinho tiveram as mãos sensíveis do escultor, que conseguiu transformar a pedra em algo divino. A personalidade do homem grosseiro e bronco é mais difícil de esculpir. Não sei se existe formão capaz de furar o bloqueio maciço de uma "pedra interior".
Não quero causar polêmica. Estou sendo sincera e termino como comecei: não consigo conviver com falta de educação e burrice".

Giustina


http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/2348637

Pensamento do Dia - Brasil, mostra a tua Cara ?



"A cada cassado perdoado, a cada negação do óbvio, a cada testemunha, muda, aumenta a sensação de que as idéias não correspondem mais Aos fatos!!!!! Pior: que os fatos não são nada - só valem as versões, as manipulações. No último ano, tivemos um único momento de verdade, louca, operística, grotesca, mas maravilhosa, quando o Roberto Jefferson abriu a cortina do país e deixou-nos ver os intestinos de nossa política. Depois surgiram dois grandes documentos históricos: o relatório da CPI dos Correios e o parecer do procurador-geral da república. São verdades cristalinas, com sol a Pino. E, no entanto, chegam a ter um sabor quase de 'gafe'."

Roberto Martinez
( por ocasião do escândalo do mensalão )

Selvageria contra Lula foi "ensinada" pela imprensa


Por luisnassif, dom, 30/10/2011 - 19:29

Autor: Weden

Não há porque o jornalista Gilberto Dimenstein se espantar com a falta de educação de leitores da Folha em relação à doença de Lula. Nem pode se supreender quando olhar as caixas de comentários dos portais do Estadão, do Globo e da Veja, por exemplo.

A selvageria, que se esconde muitas vezes sob o manto do anonimato, nada mais é do que a continuidade do primitivismo jornalístico praticado por muitos dos seus próprios colegas de trabalho, seja na Folha, seja nos outros veículos acima citados.

O modo como os blogueiros selvagens da Veja - com especial atenção aos dois leões de chácara Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes - se referem ao ex-presidente, e o ódio que eles encarnam, não é muito diferente do modo como alguns representantes de uma classe média deseducada - felizmente, minoritária - se refere àquele que saiu do poder com 80% de aprovação.

Exercícios de falta de educação e decoro jornalístico podem ser encontrados em editoriais - um espaço que, por definição, deveria representar a voz respeitosa dos veículos - do Globo, da Folha e do Estadão, com xingamentos e referências sem escrúpulos a Luis Ignácio da Silva.

Assim como a repulsa mostrada por comentaristas e parajornalistas contra os eleitores de Lula resultou num clima de xenofobia e preconceito jamais observado publicamente neste país, a voz carregada de nojo e ódio de uma Lucia Hipólito - que não conseguiu esconder o júbilo pela doença de Lula - ou de um Arnaldo Jabor, ou ainda de um Merval Pereira, produzem seus ecos no comportamento de leitores que não conheceram a civilidade e as regras de comportamento do espaço público.

Autores desqualificados produzem ou pelo menos atraem leitores desqualificados. Antes de se envergonhar dos leitores, Gilberto Dimenstein deveria se envergonhar de alguns nomes que compartilham com ele o mesmo ambiente midiático.

Foto da Internet.
Texto recebido por email

Janinha Brito, quinta feira, dia 10 de Novembro no Cantinho do pimenta!


Oi pessoal, quinta, véspera da Mostra SESC Cariri de Cultura, estaremos Cidinho e eu no Cantinho do pimenta, fazendo um showzinho com repertorio de samba, mpb, etc. Essa época o Cariri transpira música, teatro, arte e cultura, muita gente interessante circula na região, essa é a minha dica para o começo da Mostra!

Valeu!

Janinha Brito!

Quem me conhece, me defende! - AGRADECIMENTO AO AMIGO DIHELSON MENDONÇA - Por: George Macário de Brito


"No momento em que passamos por turbulências na vida, são raras as pessoas que estão do nosso lado.

Gostaria de agradecer, de público, ao grande jornalista e extraordinário músico Dihelson Mendonça, por ser meu "advogado" nos últimos acontecimentos. Meu caro amigo Dihelson, nunca pensei que eu fosse provocar tanta inquietação. Acho que se eu tivesse sido flagrado estorquindo dinheiro de pessoa idosa, viúva, aposentada, teria causado menos IBOPE.

Já formulei meu pedido de desculpas, no Plenário da Câmara e no Blog do Crato, pela parte que me toca. Não errei sozinho! No entanto, meu caro, "O dedo só é apontado para a minha pessoa"! Por que? A resposta é simples! Por pura POLITICAGEM!

Tem gente querendo ir além! Mas, me manterei sereno! Tranquilo! Tenho certeza de que não cometi nenhum crime! Não me comparo, em nada, aos criminosos da Nação: Aos Dirceus, Paloccis I e II, Delúbios, Valdomiros, Erenices e Jaquelines, com seus dólares em Meias, Sacolas e Cuecões. O que dizer dos Mensalões e Mensalinhos? Entre outros desvios de dinheiro público escandalosos? Não sou eu que recebo verba de Governo Federal, através de ONGs e de Sindicatos! Contudo, esta turma de corruptos jamais foi para a cadeia. São inocentes? Que nada! Inocentes somos nós!

Portanto, meu prezado amigo, não tenho palavras para te agradecer!
O tempo é o Senhor da razão! Vamos seguir em frente!

GRANDE ABRAÇO!
Conte comigo para tudo!
GEORGE MACÁRIO - Editor

Resposta ao George Macário
( Dihelson Mendonça )

Meu prezado George Macário, uma coisa que eu aprendi nesta pequena jornada, é que os amigos ( de verdade ), os companheiros de luta não precisam ficar agradecendo pelo bem que lhes fazem. Mas quando o fazem, externam uma gentileza e uma grandeza que lhes é peculiar.

Por ser inimigo mortal de qualquer injustiça e ainda mais para defender qualquer amigo que tem razão, eu nunca medi esforços. Podem me chamar de burro, de estúpido, de iletrado, ou de qualquer outra coisa. Eu até aceito. Mas nunca me chamarão de FALSO, de covarde, de Mau Caráter, isso é impossível. Não dirão que vi uma injustiça ser cometida na minha frente e eu covardemene não fiz nada para impedir. Isso não é do meu gênero nem do meu signo de Leão.

Sou da opinião de que é melhor a um homem morrer por uma bala lutando por aquilo que acredita do que numa cama, de diarréia, com covardia de enfrentar os maus. Eu sou fiel à verdade. Pela verdade eu sou capaz de defender até um inimigo, se ele for injustiçado.

Eu defenderia e defendo perfeitamente o Zé do Vale, em qualquer ocasião se ele estivesse com razão, e eu visse alguém querer tirar isso dele à força. Eu confesso que entrei naquela discussão porque eu acredito em você, eu vou sempre à câmara de vereadores, eu gravo as sessões, e sei do antro de politicagem que ali reside, além das coisas que saem de lá. Estamos de olho agora no décimo segundo vereador, o fantasma, aquele que deve ter fabricado toda essa celeuma e você sabe mais do que eu quem foi. ...

Também entrei quando vi a mensagem infeliz, ( só posso dizer que foi infeliz ), apressada em julgar e condenar, de conteúdo difamatório, escrito no calor da discussão e que veio atacar terceiros, amigos meus de famílias tradicionais honradas da nossa cidade. Há um ditado que diz: "devemos ser ágeis no elogio e lentos em atacar pessoas".

Mas a vida continua... Espero poder publicar o seu vídeo mais tarde, e lamento profundamente que se tenha chegado a tamanha discussão banal por um assunto tão fútil, tão pequeno, que permita-me aqui dizer a verdade: deveria ter sido resolvido dentro do próprio seio familiar. Há muitos envolvidos, sei que o amigo foi provocado pela vereadora Mara e o Fernando Brasil, vejo isso constantemente, que disseram outras coisas também, mas como você pode ver, os teus inimigos não estão interessados na verdade. Veja que nenhum até agora comentou sobre o que os outros vereadores disseram. A eles não interessa que a verdade prevaleça. Tanto, que divulgaram somente aí de qualquer jeito, um trecho do DVD que a eles interessava. Você acha que se estivessem atrás da verdade não teriam publicado o fato todo ? Parcialidades, meu caro!

Então, George, foi por isso que eu disse que quando as pessoas estão imbuídas de mau-caratismo, esgota-se qualquer possibilidade de argumentação. Porque devemos ver os fatos por todos os ângulos, não apenas um trecho de uma imensa sequência de fatos. Pode estar certo de que se não fosse o componente politiqueiro, essa história ou "estória" nem teria saído da câmara de vereadores.

Veja quem são os orquestradores do embroglio. Quem encampou os ataques e direcionou ao prefeito da cidade, se não são os mesmos de sempre. É óbvio que é apenas politicagem! Está na cara para todo mundo ver.

Creio que a minha parte em defender o amigo eu já cumpri, ou pelo menos entrei em sua defêsa por conhecer fatos "IRREVELÁVEIS" sobre este caso que nem posso publicar, e acho que a essa altura, muita gente na cidade deve saber do segredo, mas quero que saiba que se você estivesse errado, mesmo sendo meu amigo, mesmo com toda a lealdade que eu tenho aos amigos, eu não teria escrito uma só vírgula para te defender. O que eu ganharia em me expor ao escárnio por um desonesto ? Eu teria te repreendido, alertado, mas não sairia em campo para defender um culpado. Acho que eu não sirvo como advogado, porque não sei defender quem eu não acredito, George!

Da minha parte, acho que isso já foi longe demais por tanta bobagem. Esse tipo de coisa é como "merda", quando mais mexe, mais fede. Fica um de cá, outro de lá batendo boca, e cada um achando que o outro tem a mente fechada e está equivocado na argumentação.

Mas eu agradeço por suas ternas palavras. Foi surpresa. Botou até uma foto aí que eu nunca mais tinha visto...Fiz apenas o que qualquer pessoa que não gosta de injustiças também teria feito, mesmo expondo o lombo às chitotadas dos insensatos. Eu não meço esforços para defender as pessoas injustiçadas e aqueles em que acredito.

Um grande abraço,

Dihelson Mendonça

domingo, 6 de novembro de 2011

COMODISMO E DESESPERO - Um olhar sobre o desenvolvimento e a formação do ser humano - Por: Antonio Sávio


O processo de desenvolvimento e formação do ser humano se dá em algum contexto social, não sendo este fatalmente determinante, mas, capaz de influenciar fortemente, restando aí também a possibilidade de agir diferentemente do lugar que está inserido.

O conceito de lugar, tão caro aos geógrafos de hoje, é o que identifica o sujeito a determinados espaços e territórios. É lá onde ele desenvolve suas ações sociais, troca experiências e (re)produz um modo de vida. Como já foi dito, é necessário preservar uma idéia de liberdade, pois é nesse espaço que as mudanças culturais ocorrem. De outro modo, toda e qualquer sociedade estaria estagnada.

Quando desenvolvemos os pressupostos básicos acima, fica mais fácil comentar as categorias subseqüentes, caso tenha a necessidade de deixar claro o que queremos dizer. O que me refiro a partir de agora são às constatações e reclamações tão comuns pelos articulistas deste e de tantos outros blogs da região, além da minha própria. Nesse meio, não podemos nos furtar à percepção advinda do meio acadêmico, que é, talvez, a que tem formado a maior parte das “opiniões”. Tais posicionamentos se referem as mais diversas abordagens sobre a sociedade, desde a perspectiva artística a econômica. Porém, de um modo geral, pode-se dizer que passamos por péssimos momentos em todos eles. Facilmente observamos a cara de espanto como articulistas mais velhos têm em relação à gravidade da degradação intelectual e moral no Brasil nestes últimos cinqüenta anos. A perda de uma perspectiva histórica alienou o brasileiro assim como alienaria qualquer outra sociedade, pois, uma vez que retiramos a possibilidade de análise comparativa de alguém, retiramos “toda” sua possibilidade de evolução.

Uma vez que o processo educativo que vem a produzir o que chamamos de “Alta Cultura” é todo desenvolvido através de uma rigorosa absorção dos clássicos, que vão da filosofia, as artes visuais, da música a sociologia, da literatura a teoria política, que se harmonizam e se reproduzem no ser humano como ação individual (em não em bloco, como os ideólogos disfarçados de educadores fazem hoje), estão totalmente fora das políticas de educação do país, pode-se concluir que a única possibilidade de mudarmos o atual quadro partirá, caso de fato aconteça, por meio de ações individuais. Portanto, é você, o leitor que indigna-se, ao ver que o Brasil tem um dos piores índices de educação do mundo que poderá mudar esse quadro. Normalmente a angústia diante de uma visão aterradora como está nos dá a tentativa de ação em conjunto.

Pensar que o número faz a força é um raciocínio instintivo e demasiadamente primitivo em alguns casos. É o que na Grécia antiga chamaríamos de topoi, lugar comum. Fica claro que nem sempre essa conduta é a melhor a ser adotada em todos os casos. Tem-se que levar a conta que o que se quer desenvolver seja “Alta Cultura” fatalmente não será para todas as pessoas, e, talvez nem para você mesmo. Só que neste caso, você pode arriscar e tentar ver até que ponto estruturante poderá desenvolver em sua alma tal empreendimento, correndo assim os riscos e falhas sujeitas no processo. O que torna-se demasiadamente complicado é quando, ao tentar atuar em conjunto (em favor das causas sociais por exemplo) você arrisca a vida de outras pessoas que teoricamente confiam em sua competência.

A ideia mais clara sobre isso que podemos exemplificar é o meio que a coação do Estado nos faz ter que entregar nossos filhos para alheios, onde supostamente serão educados – nos dando a 53ª posição no ranking, atrás da Colômbia, Trinidad e Tobago e Tailândia, mesmo falsificando todos os dados possíveis a respeito dos índices de aprovação -. A possibilidade de uma educação através da iniciativa privada poderia ser uma solução, porém, esta também, sem nenhuma estrutura moral digna que tenha forças para encarar tamanho desafio prosta-se diante da coação do Estado mais uma vez. Dizem: - As melhores faculdades são públicas (sic)! Eles quem detêm o processo seletivo.

Deste modo, tudo o que seria “educação” fica sujeito a tal processo. Observe bem que, se analisarmos a história do conceito de educação, em nenhuma hipótese, tivemos um estágio tão humilhantes como agora, onde um sujeito ou entrega de imediato sua educação nas mãos abstratas do Estado e sofre suas conseqüências concretas, ou entrega-se para iniciativa privada que, no máximo, lhe deixa apto a submeter-se a um vestibular, controlado para variar, pelo Estado. Essa violência silenciosa tira toda a perspectiva de modificação de um país que só poderá ser modificado pela educação. Os investimentos econômicos assim como a melhoria de seus índices, são sempre vôos de galinha, sem a capacidade de manutenção por um período mais rigoroso, uma vez que a economia cresce, vemos paralelo a isso um péssimo índice de educação, saúde e violência.

Não quero aqui reduzir e simplificar a importância do desenvolvimento econômico e comercial do país, porém, não é através disso que haverá de fato alguma mudança. Dar melhores condições econômicas a um povo sem nenhuma educação não é garantia nenhuma, além da sua subsistência. É aí apenas uma garantia biológica, no sentido mais estrito do termo. A cultura é a base de qualquer sociedade e somente através de mudanças e investimentos nesse aspecto, onde o mesmo detêm elementos como a economia, a religião, a linguagem, entre tantos outros, é que veríamos, daqui a três ou quatro gerações, alguma mudança. Como o leitor pode observar, os investimentos que temos pelo menos nos últimos cinqüenta anos só ocorreu em alguns pontos isolados, não dando a possibilidade de articulação e nem de conjunto. Quando uso a palavra “conjunto”, não me refiro a tentativa comum de pasteurizar as consciências, como é o que já vem ocorrendo, mas sim a tentativa de garantir e restaurar a noção de individualidades, onde a existência das mesmas pode atuar de modo harmônico dando-nos resultados melhores.

Para isso torna-se urgente resgatar e priorizar o que já foi perdido e contabilizar quais os pontos fundamentais que estamos corrompidos. Talvez seja a hora de cortar na carne e acabar com o amadorismo de muitos em salas de aula, acabar com a politização da educação pois nem só de política e de supostas “consciências críticas” viverá o homem. A religião e a linguagem devem ser restauradas urgentemente assim como o vigor dos clássicos da literatura. Sem o estudo rigoroso das artes não se desenvolve o imaginário de uma sociedade. O homem só é homem, não pela sua simples capacidade de raciocínios lógicos, coisa que até um orangotango faz, mas, sobretudo pela sua capacidade de imaginar. Uma sociedade com seu imaginário corrompido pela classe de pseudo-artistas está fortemente comprometida. Não estamos no luxo dos anos 60 quando filósofo Mário Ferreira dos Santos nos anunciou: - “Os bárbaros chegaram aos portões”. Não só chegaram como agora os servimos submissos. Eles tomaram de conta dos governos, escolas, universidades enfim... A pergunta que não quer calar é: Até quando os bárbaros poderão virar diretores de escolas, políticos, professores, “artistas”?

A primeira coisa que me vem à mente a essa altura é a obra do filósofo Louis Lavelle, em seu livro “A Presença Total”, onde o mesmo nos dá a responsabilidade de ter um modo de vida de fato presente nas circunstâncias que de fato vivemos. Encarar a realidade é a única forma de viver dignamente.

Ortega y Gasset nos fala que as únicas ideias de fato verdadeiras são aquelas do náufrago que, uma vez sabendo que nada de resta estando ele agarrado apenas a uma tábua... É nesta precisa hora que nos interessa saber quais pensamentos estão presentes, pois assim, em um ponto crítico da vida, só restarão os pensamentos mais verdadeiros, essenciais, fundamentais para sua existência. Estando nesse ponto crítico onde divido que exista situação cultural pior, qual seria nossa atitude diante da “Presença Total”, qual seriam as “Idéias do Náufrago”?

Pensamentos - 06 de Novembro de 2011


"O homem não é produto das circunstâncias. As circunstâncias é que são produto do homem"

Benjamim Disraelli

"Qualquer mulher, até mesmo uma freira, preferiria perder antes a sua virtude, do que a sua reputação"

Lionel Strachery

"Homem que desmunheca e mulher que pisa duro não enganam nem no escuro."

Stanislaw Ponte Preta

"A suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar."

Sun Tzu

"Um neurótico é um homem que constrói um castelo no ar. Um psicótico é um homem que mora nele. Um psiquiatra é aquele que cobra o aluguel"

Jerome Lawrence

"A coragem é filha da prudência, não da temeridade."

Pedro Barca

Benito di Paula - O homem que trouxe "de volta" o Piano ao Samba


"Mas chegou o carnaval

e ela não desfilou
eu chorei, na avenida eu chorei
não pensei que mentia
a cabrocha que eu tanto amei"

NE - Ele certamente não foi, como alguns pensam, o homem que levou o piano para o samba, pois décadas antes, outros não menos ilustres como Johnny Alf, Dick Farney, ou mesmo Tom Jobim já o haviam feito. Mas em se falando do samba popular, à maneira de um Martinho da Vila, Clara Nunes e Beth Carvalho, podemos dizer que o Benito di Paula trouxe inovações na maneira de tocar, além de um estilo muito peculiar nas suas composições. Adicione-se a isso uma voz afinadíssima, repertório próprio, voz inconfundível e um estilo irreverente, vestindo-se como um "Chacrinha", com roupas espalhafatosas, quase em tom de deboche ao estilo erudito, que influcenciou décadas depois pessoas como Eduardo Dussek.

O "osso duro de roer", garoto levado e talentoso está de volta com um belo DVD, que traz muitas das suas grandes composições. Trago algumas faixas mais conhecidas do grande público. Mas antes uma pergunta: Quem é afinal, Benito di Paula ?





Benito di Paula, nascido Uday Veloso (Nova Friburgo, 28 de novembro de 1941) é um pianista, cantor e compositor brasileiro.

Uday Veloso ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito Di Paula. Nascido em 1941, em Nova Friburgo, RJ, é um dos grandes nomes da canção nacional dos anos 70. Foi crooner de boates do Rio de Janeiro, e depois continuou tocando na noite paulistana. Iniciou carreira pela gravadora Copacabana no início dos anos 70. Seu estilo musical é conhecido como "samba jóia", ao combinar o samba tradicional com piano e arranjos românticos e jazzisticos. Seu primeiro disco "Benito Di Paula" de 1971, foi censurado por trazer a música "Apesar de Você" de Chico Buarque.

Seu segundo LP, "Ela" também não trouxe grande êxito. Mas estourou nas paradas de sucesso com o terceiro, "Um Novo Samba", onde já aparecia na capa com sua longa barba e cabelos, inúmeras correntes, brincos, pulseiras, etc. O grande sucesso desse disco foi a música "Retalhos de Cetim".



Teve inúmeros sucessos ao longo de sua carreira como "Charlie Brown", "Vai Ficar Na Saudade", "Se Não For Amor", "Amigo do Sol, Amigo da Lua", "Mulher Brasileira". Chegou nos anos 70, a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos, tendo composto muitas músicas para este.

Comandou o programa "Benito di Paula e seus convidados - Brasil Som 75" na TV Tupi. Tem mais de 35 discos gravados, tendo parte importante de sua obra relançada em CD, devido ao sucesso de suas músicas. Chegou a fazer sucesso em nível internacional como no México, Japão, Estados Unidos e principalmente na América Latina.




Teve parte de sua história contada no livro "Eu Não Sou Cachorro Não" do historiador, jornalista e escritor baiano Paulo César de Araújo.

Após 10 anos sem gravar, Benito di Paula lançou, em 2009, pela EMI Music seu segundo CD e primeiro DVD ao vivo, gravado no Vivo Rio, e que traz seus maiores sucessos, como Retalhos de Cetim, Sanfona Branca e Charlie Brown.

Discografia

* 1968 - Andança e Canção Para o Nosso Amor
* 1972 - Beleza Que é Você Mulher - (Copacabana)
* 1972 - Ela - (Copacabana)
* 1973 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1973 - Um Novo Samba - (Copacabana)
* 1974 - Gravado Ao Vivo - (Copacabana)
* 1975 - Benito Di Paula e Seus Convidados - Brasil Som 75 - (Copacabana)
* 1975 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1976 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1977 - Benito Di Paula / Assobiar ou Chupar Cana - (Copacabana)
* 1977 - Jesus Papai Noel - Instrumental - (Copacabana)
* 1978 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1978 - Caprichos de La Vida - Copacabana)
* 1979 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1980 - Benito Di Paula - (Copacabana)
* 1981 - Benito Di Paula - (WEA)
* 1982 - Benito Di Paula - (WEA)
* 1983 - Bom Mesmo é o Brasil - (WEA)
* 1984 - Que Brote Enfim o Rouxinol Que Existe Em Mim - (RGE)
* 1985 - Nação - (RGE)
* 1986 - Benito Di Paula / Instrumental
* 1987 - Quando A Festa Acabar - (Copacabana)
* 1990 - Fazendo Paixão - (BMG Ariola)
* 1992 - A Vida Me Faz Viver - (Copacabana)
* 1994 - Pode Acreditar - (RGE)
* 1996 - Baileiro - (Paradoxx Music)
* 1999 - Raízes do Samba
* 2009 - Ao Vivo - (CD e DVD) (EMI Music)

Coletâneas

* 2002 - Perfil - Benito di Paula (Somlivre)

sábado, 5 de novembro de 2011

Aí, gente, Milagres não Existem ? - Deputado reduz o próprio salário em Brasília - Antonio Morais



O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), FOTO, que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600.

Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

“A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.

Quantos Tiriricas, Popós, Romarios, e os outros muitos "parasitas" poderiam seguir este exemplo?

Por: Antonio Morais
Via Blog do Sanharol

Parabéns, George Macário de Brito e todas as famílias tradicionais do Crato !


Quero parabenizar e levar a nossa solidariedade ao amigo George Macário e toda a família Macário de Brito, e estenda-se também à família Alencar Araripe, que nos últimos dias foram aviltadas através de algumas postagens e comentários perniciosos postados aqui no Blog Cariricaturas e outros sites de internet, que tão somente visam tentar denegrir a imagem de duas das maiores famílias de tradição política do Crato, acusando-as de oligárquicas, "filhos de papai político", e outros tipos de deboches que beiram a corriqueira molecagem eleitoreira que se pode encontrar nas paredes de banheiros sujos em época de campanha, e que não condizem com a educação política adequada nem à realidade histórica de quem grandemente escreveu e faz parte da história altiva da cidade do Crato, que desde a sua colonização é notadamente caracterizada pela criação das famílias tradicionais, onde baseando-se nos grandes valores humanos, na Moral, na Educação e na Tradição, estendeu-se para além das Artes e da Cultura, formando um povo pacífico e ordeiro, que diferentemente de outras cidades, soube conviver por séculos em PAZ entre essas famílias, sejam Alencar, Macário, Arraes, Esmeraldo, etc.

Fica aqui o nosso registro de solidariedade ao grito de dor proferido pelo George Macário ao ser atingido covardemente, e em defêsa da honra dessas famílias. A orquestração de cunho pessoal invasivo, com frases de conteúdo contundente e marcadamente politiqueiras tem na essência, o interesse em espalhar a discórdia, e atingir além dos Macário de Brito, em última instância, o prefeito da cidade do Crato, que é da família Alencar Araripe.

É natural na política que haja uma oposição. Em princípio, é preciso que haja uma oposição sadia e responsável para que exista a democracia. Mas oposição e politicagem são coisas distintas. Não convem que alguns se coloquem como donos da verdade, e acima da razão ao proferirem baixarias do tipo: "o estilo debochado e virulento do vereador"... "ou lhe vem à cabeça após alguns graus de álcool na cuca"..."célebre manifesto de oligarquias que se sucedem no poder..." "filho de papai político" e outras em claro tom de deboche.

Com certeza, essa atitude lamentável e impensada não é aprovada pela parcela da polulação educada politicamente, onde se busca o diálogo e o entendimento.

E para encerrar, resta-nos lembrar que o Crato tem sobrevivido incólume às muitas investidas contra a nossa cidade. Muitos tentaram ao longo da história colocá-la de joelhos, atirando nos nossos bens mais preciosos, mas ainda estamos de pé. Certamente que aqueles que hoje tentam fomentar a discórdia, jogando irmão contra irmão, Arraes contra Macário e contra os Alencar Araripe não lograrão êxito, porque a dignidade e a história de conquista dessas famílias vai muito além do vômito arrogante daqueles que de longe os taxam de Oligarcas e tentam manchar a sua dignidade com pilhérias. Muito além dos outros maquinadores que desejam semear a discórdia entre os nossos filhos pelo clássico desejo de se opor a tudo que é escrito sobre o Crato e as suas notícias, em contundentes postagens. De tantos outros que tendo perdidos laços com a nossa cidade há décadas, se arvoram em comentários ardilosos, enveredando por caminhos sombrios e tentando espalhar a mentira e a politicagem.

Certamente o Crato é soberano. A sensatez há de sobreviver a mais esse ataque nocivo, e ao final, as famílias cratenses haverão de compreender que a PAZ é o único caminho possível para a construção de uma sociedade fraterna em que os grandes valores, aqueles apregoados por D. Bárbara de Alencar ( que diga-se de passagem é Alencar Araripe ) e seus filhos alencarinos prevalecerão. Acredito no povo do Crato. Não sou pessimista. Acredito na honra e na altivez das pessoas de bem. E creio sobretudo, que todo o mal que tentam aspergir no seio das fortes famílias cratenses terá tão somente um endereço: As cabeças dos que hoje se investem contra elas.

Parabéns, George Macário por uma vida decente, de muito trabalho e dedicação.
Minha saudação a todas as famílias tradicionais do Crato.

P.S - Meu Prezado George, perdoe-me por não ter publicado ainda na internet o vídeo da câmara de vereadores NA ÍNTEGRA que você me repassou na semana passada, para que a verdade prevaleça. Meu tempo tem sido escasso e meus trabalhos são morosos. Mas asseguro-lhe que diferentemente de alguns que movidos por má intenção cortaram, editaram o vídeo e jogaram ao mundo somente o trecho que lhes interessava desprezando todo o restante e o contexto, para promover a briga entre as famílias, a nossa responsabilidade é com a verdade em publicar os fatos como estes aconteceram e não com fabricações. Nisto, vale sempre a frase do meu amigo Vicelmo: "Sem sofisma e sem fantasia. A informação como ela é. O retrato fiel da realidade".

Dihelson Mendonça