Quem faz Filosofia ou alguma das Ciências Exatas tem que, obrigatoriamente, estudar o pensamento de Blaise Pascal, que viveu no século XVII.
Brilhante desde a infância, Pascal aos 8 anos de idade estudava (com o auxílio do pai, advogado) gramática, latim, espanhol e matemática. Era um garoto excepcionalmente brilhante e, só para se ter uma ideia, com apenas 11 anos, ele reconstituiu as provas da geometria euclidiana até a Proposição 32. Aos 12 anos, compôs sozinho um tratado sobre a comunicação dos sons e, aos 16, um outro sobre as divisões cônicas.
Já adulto, argumentando sobre a existência de Deus, Pascal fez surgir o famoso argumento da aposta.
Dizem que isso aconteceu quando Pascal e seus amigos estavam discutindo pensamentos numa praça da cidade de Paris. Aqueles homens eram pensadores livres e não aceitavam a existência de Deus. Pascal era consciente disso e sabia também que eles apreciavam bastante um jogo de apostas.
Então, ele afirmou: "Aposto com vocês que, matematicamente falando, crer em Deus é mais lucrativo do que descrer dele."
"Como?" perguntou um de seus colegas.
"É simples", respondeu Pascal: "você pode, enquanto ateu, ter tudo o que um cristão possui: família, saúde, cultura, princípios etc. Enquanto ateu, você pode ainda argumentar que ninguém pode provar-lhe, com qualquer questionamento, que Deus existe. Logo, se você e um crente morrem, é possível dizer que a vida de vocês terminou num empate. Tudo o que um teve, o outro também possuía. Assim, se você estiver certo em seu ateísmo, o empate continua, pois ambos terão o mesmo fim. Porém, se o crente estiver certo, então haverá um desempate, pois não será possível que ambos desfrutem da mesma sorte diante do juízo de Deus."
Portanto, concluiu Pascal:
Se eu creio em Deus e Deus existe, eu ganhei tudo.
Se eu creio em Deus e Deus não existe, eu não perdi nada.
Se eu não creio em Deus e Deus não existe, eu não ganhei nada.
Se eu não creio em Deus e Deus existe, então eu perdi tudo.
(Fonte: Livro "Eles criam em Deus - Biografias de cientistas e sua fé criacionista", p. 31/34, editado. Casa Publicadora Brasileira, autor: Rodrigo P. Silva, doutor em arqueologia)
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O Natal – por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Desde a segunda quinzena de novembro que a cidade de Fortaleza está repleta de luzes, com muitas propagandas. O comércio usa todos os artifícios para atrair o consumidor, a fim de que este gaste seu décimo terceiro salário em compras. É bom presentear as pessoas nessa época, pois demonstramos amor àqueles que nos são caros. No sistema capitalista em que vivemos, poucas pessoas acumulam riquezas, gerando exclusão social. É importante que lembremos também dessas vítimas das injustiças, partilhando também do nosso alimento. O ideal seria que todos os brasileiros tivessem o direito a uma vida digna, durante o ano todo. Entretanto, podemos fazer a nossa pequena parte, pondo em prática a virtude da caridade para com os mais necessitados. Caridade é amor e foi para pregar o amor, a fraternidade, a paz e a justiça que Deus, na sua infinita bondade, mandou o seu Filho Jesus Cristo, para salvação da humanidade.O milagre da multiplicação dos pães, que é o milagre da partilha é narrado pelos quatro Evangelistas. Nele Jesus nos mostra que havendo partilha, os alimentos serão suficientes para todos e ainda sobrará. O Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, 14,13-21, relata o seguinte: “Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu, e foi de barca para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões ficaram sabendo disso, saíram das cidades, e o seguiram a pé. Ao sair da barca, Jesus viu grande multidão. Teve compaixão deles, e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto, e a hora já vai adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar alguma coisa para comer.” Mas Jesus lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vocês é que têm de lhes dar de comer.” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes.” Jesus disse: “tragam isso aqui.” Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Depois pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães, e os deu aos discípulos; os discípulos distribuíram às multidões. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. O número dos que comeram era mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.” Jesus, com o milagre da partilha dos pães e dos peixes, quis nos mostrar que essa proposta era para construção de uma nova sociedade, fundamentada na partilha igualitária dos bens da vida, que Deus nos deu. Jesus continua fiel à missão de reunir e servir ao seu povo, principalmente a multidões de sofredores. Com essa atitude, Jesus está realizando os sinais de uma nova maneira de viver e de anunciar o Reino de Deus.
Refletindo esse Evangelho da multiplicação dos pães, chegaremos à conclusão, que nós, seguidores de Jesus não deveremos ficar insensíveis nesse Natal, nem no restante do ano, para os mais necessitados. Assim como Jesus, vamos servir ao nosso irmão carente.
O sentido do Natal foi desvirtuado. Demonstrar o nosso amor na troca de presentes, no espírito voltado para os mais pobres, é muito bom. No entanto, ultimamente a festa natalina foi se afastando do que é mais importante, a nossa preparação para a vinda de Jesus, o nosso Salvador. O Natal é a festa de aniversário de Jesus. Como é nosso costume presentear os aniversariantes, devemos dar a Jesus nosso compromisso de mudança de vida e adesão ao seu projeto. Festas, luzes, compras, encontros com os amigos, nada disso deve ofuscar o verdadeiro sentido do Natal.
Estamos vivendo o advento que é tempo de preparação, de alegria, de expectativa para a chegada de Jesus Cristo. É um momento propício ao arrependimento e a promoção da fraternidade e da paz. O verdadeiro cristão aproveita esse tempo para avaliar o que construiu de bom e de ruim durante o ano e, procurar colocar-se diante de si mesmo e de Deus, assumindo o compromisso de trabalhar não só pelo sucesso material, mas também pelo crescimento espiritual.
O ideal é que todos, cristãos e não cristãos irmanados na mesma fé em Deus, de mãos dadas e de coração aberto ao amor, pratiquemos a fraternidade.
Feliz Natal e um Ano Novo cheio de felicidades e paz é o que eu desejo a todos os leitores.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
domingo, 4 de dezembro de 2011
SITE PUBLICA AS OBRAS DE EDILMA ROCHA
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| Edilma Rocha |
Edilma Rocha
BRAZIL
Fortaleza, Ce.
Natural da cidade do Crato Estado do Ceará.
Neta e filha de artistas, o avô Julio Saraiva fotógrafo, o pai Edilson Rocha exímio desenhista e a mãe Telma Saraiva especialista em fotos-pinturas. Desde criança desenhava, pintava, e se destacava nas escolas.
Adolescente, transfere os estudos para o Rio de Janeiro e ingressa na SBBA, com cursos de desenho, aquarelas, pintura, modelo vivo e especializa-se em Restauração de telas. Cursa Belas Artes na Escola Fluminense em Niterói. Participa de varias exposições coletivas no Rio e Niterói.
Viaja pela Europa estudando os estilos clássicos, modernos e contemporâneos. Paris, Madrid, Verona e Veneza foram os mais concorridos na sua trajetória artística, com exposições em Paris e Verona. Possui trabalhos em New York, Barcelona, Paris, Bassano, Argentina e México.
Leva no seu currículo menções honrosas medalhas e títulos que elevam o seu desempenho artístico.
O seu mais destacado trabalho em restauração é o acervo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, com 73 obras.
Criou a Sociedade dos Amigos do Museu do Crato e atua fortemente neste projeto.
(João Jorge - Artista plástico e curador.)
Resgatou o Salão de Outubro do Cariri como promotora cultural.
Edilma Rocha não se subordina a estilos e nem a modismos, vale-se do emocional dos impressionistas e acentua plasticamente os seus temas. Vale-se também do estilo clássico como restauradora para confirmar o talento da artista, que já nasceu artista.
Depois de algum tempo fora dos eventos Culturais retoma seu trabalho incentivada e apoiada por Jô Oliveira a quem dedica a sua nova fase, pessoa cujo brilho clareou sua mente e seu novo caminho.
Agora Edilma busca o resgate do Salão do Cariri.
Algumas de suas obras recentes que participaram no sul do país e na Europa:
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| A dor do poeta ( MISTA) |
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| Cérebro do Bem - (MISTA) |
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| Cérebro do Mal - (MISTA) |
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| Lírio - (MISTA) |
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| Pavor em Chamas - (MISTA) |
Edilma Rocha em "Revelações e Formas"
Exposição "Revelações e Formas
Edilma Rocha
2011-10-30 >> 2011-12-06
MAM - Museu de Arte de Montenegro, RS.
Das 10 as 19 Horas de terça a domingo
Edilma Rocha
2011-10-30 >> 2011-12-06
MAM - Museu de Arte de Montenegro, RS.
Das 10 as 19 Horas de terça a domingo
Por intermédio de linguagens e materiais específicos, experiências
sensoriais, emocionais e intelectuais numa relação tempo/espaço abrem-se
as portas de uma infinita passarela de liberdade e sinceridade de
expressão acontecendo a exposição coletiva internacional
Em que quadro me enquadro?
... Quadrados ...
- Claude Bloc -
De quadro em quadro
Eu faço um quadrado
De tela em tela
Um quadrado além
Cada foto que faço
Cabe num quadrado
Porque num quadrado
Me enquadro também.
Claude Bloc
sábado, 3 de dezembro de 2011
Forma e Grafia de algumas palavras
Muitas vezes, ao escrevermos textos, corremos o risco de GRAFAR mal as palavras. Quando transportamos isso para o mundo virtual onde a pressa, com frequência, nos põe diante de "saias justas", acabamos por "pecar" por não termos tempo de fazer as devidas correções.
Outras tantas vezes, nos deparamos com outro problema: o de não termos agilidade suficiente na hora de digitarmos textos. Nem todos têm obrigação de transformar seus dedos em máquinas hábeis nessa tarefa repetitiva de tocar as teclas numa produção textual. Daí incorrermos em erros de digitação que muitos confundem com crassos erros de ortografia.
Portanto, para facilitar a tarefa de alguns e a já decantada habilidade de tantos, seguem pequenos "nós" onde nos enovelamos, quando não temos muito tempo disponível para ir além dos corretores ortográficos eletrônicos.
Claude Bloc
====================================================================
Mas/Mais:
Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto:
Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:
Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.
Onde/Aonde:
Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato:
Ex: Onde você foi hoje?
Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):
Ex: Aonde você vai?
Que/Quê
Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva:
Ex: Convém que o assunto seja esquecido rapidamente.
Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.
Ex: Você precisa de quê?
Mal/Mau
Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença, algo prejudicial:
Ex: Ele se comportou muito mal. (advérbio)
Ex: A prostituição infantil é um mal presente em todas as partes do Brasil. (substantivo)
Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)
Ex: Ele não é um mau sujeito.
Ao encontro de/De encontro a
Ao encontro de: significa “ser favorável a”, “aproximar-se de”.
Ex: Quando avistei minha mãe fui correndo ao encontro dela.
De encontro a: indica oposição, colisão.
Ex: Suas idéias sempre vieram de encontro às minhas. Somos mesmo diferentes.
Afim/A fim
Afim: adjetivo que indica igual, semelhante.
Ex: Temos objetivos afins.
A fim: indica finalidade:
Ex: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.
A par/ Ao par
A par: sentido de “bem informado”
Ex: Eu estou a par de todas as fofocas.
Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.
Ex: O real está ao par do dólar.
Demais/De mais
Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.
Ex: Você é chato demais.
Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”.
Ex: Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às orientações.
De mais: opõe-se a de menos.
Ex: Não vejo nada de mais em seu comportamento.
Senão/Se não
Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”.
Ex: não fazia coisa alguma senão conversar.
Se não: sentido de “caso não”.
Ex: Se não houver conscientização, haverá escassez de água.
Na medida em que/ À medida que
Na medida em que: equivale a porque, já que, uma vez que.
Ex: Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram desmotivados.
À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.
Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto:
Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.
Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:
Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.
Onde/Aonde:
Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato:
Ex: Onde você foi hoje?
Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):
Ex: Aonde você vai?
Que/Quê
Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva:
Ex: Convém que o assunto seja esquecido rapidamente.
Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.
Ex: Você precisa de quê?
Mal/Mau
Mal: advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença, algo prejudicial:
Ex: Ele se comportou muito mal. (advérbio)
Ex: A prostituição infantil é um mal presente em todas as partes do Brasil. (substantivo)
Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)
Ex: Ele não é um mau sujeito.
Ao encontro de/De encontro a
Ao encontro de: significa “ser favorável a”, “aproximar-se de”.
Ex: Quando avistei minha mãe fui correndo ao encontro dela.
De encontro a: indica oposição, colisão.
Ex: Suas idéias sempre vieram de encontro às minhas. Somos mesmo diferentes.
Afim/A fim
Afim: adjetivo que indica igual, semelhante.
Ex: Temos objetivos afins.
A fim: indica finalidade:
Ex: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.
A par/ Ao par
A par: sentido de “bem informado”
Ex: Eu estou a par de todas as fofocas.
Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.
Ex: O real está ao par do dólar.
Demais/De mais
Demais: advérbio de intensidade, sentido de “muito”.
Ex: Você é chato demais.
Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”.
Ex: Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às orientações.
De mais: opõe-se a de menos.
Ex: Não vejo nada de mais em seu comportamento.
Senão/Se não
Senão: sentido de “caso contrário”, “a não ser”.
Ex: não fazia coisa alguma senão conversar.
Se não: sentido de “caso não”.
Ex: Se não houver conscientização, haverá escassez de água.
Na medida em que/ À medida que
Na medida em que: equivale a porque, já que, uma vez que.
Ex: Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram desmotivados.
À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.
Ex: A emoção aumentava à medida que o momento da apresentação se aproximava.
Texto produzido por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Onde usar corretamente "estar" ou"está", "dar" ou "dá"?
Está ou estar? Dá ou dar?
Você tem essas dúvidas com frequência?
Não há por quê:
- o infinitivo (dar ou estar)
pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (dá ou está)
não pode.
Vejamos isso na prática:
surgiu a dúvida à
"Ele pode [está]
ou [estar] certo"?
Vamos tentar a substituição por um
infinitivo:
"Ele pode
andar certo".
A substituição por um infinitivo é possível,
logo "Ele
pode estar certo".
Mais um teste:
"Governador [dá] ou [dar] nova função a secretário".
Neste caso, o certo é
"dá",
pois a substituição por outro infinitivo não é possível, não pode ser, por
exemplo, "Governador ofertar nova função a secretário".
Fonte de pesquisa: http://www.portuguesnarede.com/2008/07/est-ou-estar.html
Vivências do coração - Emerson Monteiro

Transitar nos setores do sentimento importa, pois, olhar os horizontes da paz no silêncio dos momentos eternos. Observar com imparcialidade os termos da experiência que todos carregam, resultado das inúmeras situações vividas e aprendidas pelo caminhar do tempo, estradas longas das oportunidades permanentes. Andar sabendo haver aqui do lado outros exemplares da mesma consciência dotados de iguais instrumentos de percepção face ao Universo maravilhoso. Nisso evitar preconceitos e chamas de egoísmo que sujeitam cedo queimar a esperança dos bons relacionamentos. Respeitar contradições que impedem reconhecimento de tudo de agradável que possuem as pessoas, vozes acesas nas companhias agradáveis a bordo, no longo percurso das jornadas individuais.
O gosto especial do alimento emocional demonstra o tempero da alma de quem deles usufruem. Os movimentos das ondas no lombo dos barcos, que explicam a melodia das águas nos hinos das celebrações, histórias, alegrias em forma de versos e perfumes, nutrição da tranquilidade dos que compreendem sonhar e caminhar próximos sem timidez.
Enquanto uns falam dos deuses, outras agem com as manias da flor da pele, impaciências, contrições e abraços rústicos, quais quem pretende dominar os minutos da força poderosa nas eras indomáveis. Querer, na marra, usufruir o prazer da perfeição nas formas físicas que fogem feito fumaças e pó. Acham aqueles motivos de satisfação em avançar os limites de seus direitos e arrancar os mistérios alheios por capricho e violência. Contudo há uma ordem maior em tudo. Tristes dos que imaginarem recriar a natureza por mérito particular quando saem quebrando as determinações do destino, qual possível fosse assim obter e escapar da justiça sagrada abrangente.
Amar pede, no íntimo, harmonia e habilidade extremas; sabedoria e valores sólidos. Exercitar práticas de virtude com a grandeza dos planaltos virgens, dimensões abertas ao sol dos dias da felicidade; isto oferece ao ritmado coração das pessoas, a cada instante, oficina de carinho e sala de aula de gentilezas. Querer bem permite aos demais também o que se deseja a si próprio. Estender mãos e colher as pérolas do presente nas bênçãos aos próximos de nós, espírito de bom humor e satisfação comum, moldes melhor da pura tranquilidade. Sabor doce vem à tona, leve nas asas dos acontecimentos, água viva que nasce das fontes da dedicação num mosteiro de luz e pavilhões, mais sadias aproximações.
SHOW: Dihelson Mendonça Trio - Dia 10 de Dezembro - SESC - Projeto Música ao Pôr-do-Sol
Show "EQUINÓCIO"

Com:
Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.
Serviço
Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO

Com:
Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.
Serviço
Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
2 de dezembro -- 186 Anos do nascimento de Dom Pedro II
Nasceu em 2 de dezembro de 1825, no Rio de Janeiro
Faleceu em 5 de dezembro de 1891,em Paris.
Acima, foto de Dom Pedro II morto
(Transcrevemos abaixo um soneto feito pelo imperador brasileiro, no seu exílio na França, pouco tempo antes de morrer)
Terra do Brasil
Espavorida agita-se a criança,
De noturnos fantasmas com receio,
Mas se abrigo lhe dá materno seio,
Fecha os doridos olhos e descansa.
Perdida é para mim toda a esperança
De volver ao Brasil; de lá me veio
Um pugilo de terra; e neste creio
Brando será meu sono e sem tardança...
Qual o infante a dormir em peito amigo,
Tristes sombras varrendo da memória,
ó doce Pátria, sonharei contigo!
E entre visões de paz, de luz, de glória,
Sereno aguardarei no meu jazigo
A justiça de Deus na voz da história!
(Dom Pedro II )
IFCE--Juazeiro do Norte homenageia Imperador Pedro II
(transcrito de Blog do Juaonline – Juazeiro do Norte)
“Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”
A frase proferida por Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, ou, como é mais conhecido, D. Pedro II, Imperador do Brasil, reflete bem o espírito culto do homem que nasceu no Palácio de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista), Rio de Janeiro, RJ, em 02 de dezembro de 1825.
Sua paixão pela maior das ciências, a Astronomia, levou a comunidade astronômica nacional a conferir-lhe o titulo de Patrono da Astronomia Brasileira e a data do seu nascimento inspirou instituições científicas, pesquisadores e admiradores do céu a comemoram em todo o país, o Dia Nacional da Astronomia, ou Dia do Astrônomo.
Comemorações em Juazeiro do Norte
Para festejar a data em Juazeiro do Norte, nesta sexta-feira, dia 2, a partir das 18h30, a equipe do Núcleo de Astronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, com a total colaboração da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, promoverá sessão pública de observação do céu com telescópios defronte ao Auditório dos Kariris no Campus Juazeiro do IFCE.
Dois telescópios refletores serão colocados a disposição da população para a observação da nossa Lua , do planeta Júpiter e de seus principais satélites.
Nessa noite de comemoração, também serão sorteados entre o público presente, exemplares do livro “O Fascínio do Universo” - organizado pelos professores da USP Augusto Damineli e João Steiner e editado pela Odysseus Editora, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Sociedade Astronômica Brasileira.
"O livro busca dar um panorama geral da astronomia, incluindo um capítulo dedicado à produção astronômica no Brasil. São textos sobre pesquisas atuais em astronomia, escritos por pesquisadores da área, refraseados em linguagem jornalística e dirigidos ao público leigo ou a quem está tendo os primeiros contatos com a astronomia."
Venha esta noite para o IFCE!
Participe das comemorações do Dia da Astronomia!
(*) Valmir Martins de Morais - valmirmmorais@yahoo.com.br
N-ASTRO Núcleo de Astronomia
- http://www.juazeiro.ifce.edu.br/astronomia/index.php
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Juazeiro do Norte
Homenagem ocorre no dia do nascimento do Patrono da Astronomia Brasileira
“Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro.”
A frase proferida por Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, ou, como é mais conhecido, D. Pedro II, Imperador do Brasil, reflete bem o espírito culto do homem que nasceu no Palácio de São Cristóvão (Quinta da Boa Vista), Rio de Janeiro, RJ, em 02 de dezembro de 1825.
Sua paixão pela maior das ciências, a Astronomia, levou a comunidade astronômica nacional a conferir-lhe o titulo de Patrono da Astronomia Brasileira e a data do seu nascimento inspirou instituições científicas, pesquisadores e admiradores do céu a comemoram em todo o país, o Dia Nacional da Astronomia, ou Dia do Astrônomo.
Comemorações em Juazeiro do Norte
Para festejar a data em Juazeiro do Norte, nesta sexta-feira, dia 2, a partir das 18h30, a equipe do Núcleo de Astronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, com a total colaboração da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, promoverá sessão pública de observação do céu com telescópios defronte ao Auditório dos Kariris no Campus Juazeiro do IFCE.
Dois telescópios refletores serão colocados a disposição da população para a observação da nossa Lua , do planeta Júpiter e de seus principais satélites.
Além de desfrutarem da bela visão do gigantesco planeta gasoso, de suas nuvens e de 4 de suas 64 luas, de deslumbrarem-se com as imensas crateras, mares secos e escuros de lavas e canyons lunares, os visitantes que comparecerem ao IFCE também poderão apreciar os belos painéis fotográficos da Exposição “Paisagens Cósmicas” que juntar-se-ão aos instrumentos astronômicos, cercando-os, para serem melhor contemplados.
Nessa noite de comemoração, também serão sorteados entre o público presente, exemplares do livro “O Fascínio do Universo” - organizado pelos professores da USP Augusto Damineli e João Steiner e editado pela Odysseus Editora, com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, CNPq e Sociedade Astronômica Brasileira.
"O livro busca dar um panorama geral da astronomia, incluindo um capítulo dedicado à produção astronômica no Brasil. São textos sobre pesquisas atuais em astronomia, escritos por pesquisadores da área, refraseados em linguagem jornalística e dirigidos ao público leigo ou a quem está tendo os primeiros contatos com a astronomia."
Venha esta noite para o IFCE!
Participe das comemorações do Dia da Astronomia!
IMPORTANTE: A sessão de observação do céu dependerá das boas condições atmosféricas. O evento será cancelado em caso de ocorrência de chuva, mau tempo ou céu totalmente nublado.
(*) Valmir Martins de Morais - valmirmmorais@yahoo.com.br
N-ASTRO Núcleo de Astronomia
- http://www.juazeiro.ifce.edu.br/astronomia/index.php
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Juazeiro do Norte
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
CHEGOU DEZEMBRO...
ENCOMENDA PARA SER ENTREGUE
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República: de volta para o futuro? -- por Luís Severiano Soares Rodrigues (*)
Diante das ideias equivocadas que o ex-governador José Serra expôs -- em recente artigo publicado no Estadão -- sou forçado a escrever as observações abaixo para preservar a verdade.
O economista José Serra, ao defender a república como uma “evolução”, cometeu alguns equívocos ao tentar, inutilmente, minimizar os avanços econômicos do Brasil, sob o regime monárquico.
A comparação com os Estados Unidos da América, leva a crer que José Serra esqueceu o custo que os EUA pagaram – com uma guerra civil e milhares de mortes -- para acabar com a escravidão do negro naquele país. E dá bem a medida do tamanho do problema que as instituições políticas do Império brasileiro tiveram de enfrentar para resolver – pacificamente e dentro da lei ¬ - a escravidão aqui. Louve-se a habilidade de dom Pedro II e da Princesa Isabel
Os avanços de que fala Serra com a imposição da república no Brasil, são pura falácia, pois a federação com monarquia tinha, àquela época, vários defensores. Para citar só dois: Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. A imigração europeia, preparando a mudança de regime de trabalho após a inevitável libertação da raça negra, começou e foi intensificada no Império. A infraestrutura de transporte ferroviário no Brasil-Império estava entre as melhores do mundo. E navegação de cabotagem tinha uma estrutura de portos proporcional.
A industrialização – na fase republicana -- de que fala Serra, começou, de fato, com JK, ou seja, até 1956 o Brasil era um país fundamentalmente agrário. Foi preciso 67 anos de “república” para esse fenômeno de industrialização se concretizar. Os mesmos 67 anos que durou o Império e que proporcionou toda a sua gama de progresso e inovações.
A empolgação republicana de que fala Serra, carece de maiores comprovações, dado que a república só foi viável através de um golpe militar, cujo resultado foi nos igualar às republiquetas sul-americanas. Com o Exército se dando o direito de intervir na política – sendo o poder moderador de fato – mas sem qualquer moderação e direito constitucional. Basta citar apenas duas intervenções do Exército: 1930 e 1964. Com as consequências que todos conhecem.
Esquece o respeitável José Serra, que sob a monarquia o Brasil gozava de um alto grau de respeito internacional e interno, justamente porque o trato da “res pública” (coisa pública) era levado a sério. A começar pelo chefe de estado – Imperador Pedro II --, que não permitia deslizes de quem quer que fosse, para terror dos mal intencionados.
Como disse o próprio Rui Barbosa: “quem – durante a Monarquia – tivesse uma nódoa em sua vida, a carreira política lhe estava vedada”. Bem diferente tem sido o trato da “res pública” (coisa pública) na atual república. A realidade republicana que vivemos é a grande prova disso. A república de 1889, ao invés de um avanço, foi na verdade a interrupção da evolução das instituições políticas da monarquia, quando vivíamos sob o regime parlamentarista, indicando que estávamos preparados para o futuro. A atual república mostra que hoje não estamos (preparados para tal).
Nunca antes na história deste país...
A Comissão de Ética Pública, que é presidida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal federal, Sepúlveda Pertence, recomendou à presidenta Dilma a demissão de Carlos Lupi do cargo de ministro do Trabalho.
É a primeira vez – na história da República -- que a comissão faz recomendação tão grave. A decisão foi unânime, durante a reunião da comissão nesta quarta-feira (30). "A comissão entendeu que ele não tinha explicado a base das acusações, que era a série de convênios irregulares firmados com pessoas do seu partido", afirmou Pertence. Lupi é acusado também de utilizar avião particular providenciado pelo dono de ONGs que ganharam contratos de R$ 14 milhões com o Ministério do Trabalho.
Lupi negou a acusação, em depoimento à Câmara dos Deputados, mas fotografias e vídeo demonstraram que ele mentiu. O ministro chegou a afirmar que não deixaria o governo nem a bala...
(Fonte: Coluna Cláudio Humberto)
QUASE UMA TRAGÉDIA - Por Pedro Esmeraldo
O trem vagava silenciosamente sobre os trilhos de ferro quando repentinamente estancou dando apito estridente. Imediatamente, o maquinista abriu as portas dos vagões para que os passageiros observassem melhor o que estaria acontecendo, pois dois indivíduos dormiam sobre os trilhos. Não sei em que estado estavam esses dois indivíduos, mas pareciam completamente embriagados, vez que não atendiam aos apitos estridentes do maquinista, mas poderiam causar mal-estar e se por acaso acontecesse o pior, traria transtorno entre todos os passageiros que andavam no trem. Isto tudo não estava previsto, mas esses homens continuavam silentes sem se movimentar e não tinham forças para se erguer.
Não tive outra idéia senão pensar nesses homens surrupiados pelas canseiras injustas dos dias atuais, vez que a nossa massa governamental não cria escolas de formação profissional para que venha conduzir a juventude desgarrada trazendo melhores conseqüências educacionais no seio da juventude desamparada. Para esses jovens de hoje, não há quase perspectivas. É necessário encaminhar ao bom lado essa juventude esquecida. Haja vista que não há condições de dar emprego a esta juventude inconseqüente e indeterminada deste país.
O maquinista teimava em soar o apito estridente com altura descomunal que ensurdeciam os passageiros que vinham no trem.
Mas o quê? Os homens pareciam querer morrer antes do tempo, visto que não atendiam os apelos do maquinista e faziam ouvido talvez de mercador, ou mesmo quem sabe! Se dizia completamente embriagados com o propósito de chamar atenção das suas peripécias.
Ao mesmo tempo, fiquei pensativo, interrogando silenciosamente por que o Brasil, os homens andam à toa sem serem assistidos pelas autoridades do Poder Central.
Agora é hora de toda a população reagir e cobrar com mais veemência das autoridades, condições favoráveis, empregando a tecnologia moderna, empurrando o homem para ser um cidadão correto, mostrando a todos que devem trabalhar pelo bem de si mesmos e pelo bem desse país.
Crato-CE, 30/11/2011
Autor: Pedro Esmeraldo
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Cais - Paulo Viana
Submerso no esplendor da vida
Dessa ilusão de dores tão reais
Vou navegando em busca de um cais
Em rota cega e desconhecida
Mas a esperança não está perdida
E nem o estímulo para navegar
Mesmo que nunca possa encontrar
Um porto firme para meu navio
Fico à deriva como um desafio
De ter um sonho pra realizar
Paulo Viana
PACIÊNCIA...
Paciência
- Claude Bloc -
Exercitar a paciência não é uma truque nem uma
fórmula mágica. A paciência é nossa hóspede e é inerente à nossa natureza, ao
nosso caráter – ou a temos ou não a temos. Ter paciência é tolerar - sobretudo isso - e
acaba sendo uma prática simples, bonita, límpida, eficaz, quando não nos
deixamos invadir pelas palavras que nos ferem ou nos magoam.
Na verdade, a paciência é um exercício da virtude cristã, são asas que nos permitem voar acima de sentimentos negativos que tentam se impregnar em nossos pensamentos. É o esforço de calar em nós um gesto inadequado. É guardar o silêncio numa prática voluntária e abster-se das ebulições da impaciência.
Ter paciência é o esforço de escutar o outro sem que se apague o sorriso, pois paciência é amor.
Na verdade, a paciência é um exercício da virtude cristã, são asas que nos permitem voar acima de sentimentos negativos que tentam se impregnar em nossos pensamentos. É o esforço de calar em nós um gesto inadequado. É guardar o silêncio numa prática voluntária e abster-se das ebulições da impaciência.
Ter paciência é o esforço de escutar o outro sem que se apague o sorriso, pois paciência é amor.
Um Cariri cinzento - Emerson Monteiro
Neste término de mês, novembro de 2011, após madrugada chuvosa, manhã mostra cara cinza qual quem quer inverno a tornear as encostas lá de longe no horizonte azul balançando orvalhos luminosos nas cercas e folhas de árvores e arbustos. Espécie de paisagem própria para refletir movimentações do lado de fora, os dramas financeiros, as bolsas em constante oscilação que sujeitam envolver gentes e bichos nos motivos eletrônicos do tempo, e querendo ou descontente com o clima que espreme sentimento nas perguntas sem resposta, roupas mofadas no fundo da alma sem jeito de olhar a neblina brejeira de qualquer direção.
Repassassem dizeres dos jornais, achariam nisso um futebol que mexeu com as pessoas que buscaram futebol no final de semana, e alimentavam sonhos de sucesso no esporte coletivo em nosso Cariri. As notas, no entanto, pelos cantos perdidos de páginas apressadas, falavam solteiras que dormiram cedo na solidão a dois das multidões alvoroçadas no estádio. E horas do expediente ganharam só dinheiro de sobrevivência na educação dos filhos, bilhetes de loteria, folhas de pagamento, impostos e taxas, esforçados nas horas do expediente do pão, suor, rosto, etc.
Ando pouco mais e encontro as histórias dos valores nas questões políticas estrangeiras, parlamentos convulsos, praças cheias, câmbios de países europeus atolados nas dívidas ilusórias... O desejo antigo de falar nas flores que iluminam casas e pessoas, belezas de gerações ensaiando gritos de vitória travados no ar. Jovens, ruas e monumentos perto das férias dos oceanos agitados... Alegres janelas iluminadas... Vozes cheias de possibilidades nascidas em forma de viver feliz da multidão de chances, no Céu daqui da Terra.
Bom, isso de admitir clima novo de inverno, corações e presentes... Crer nas letras e nos vocábulos que falam de transformação, e animar o mundo pelas folhas arrancadas dos sempre calendários mil que viajam na eterna Felicidade.
Repassassem dizeres dos jornais, achariam nisso um futebol que mexeu com as pessoas que buscaram futebol no final de semana, e alimentavam sonhos de sucesso no esporte coletivo em nosso Cariri. As notas, no entanto, pelos cantos perdidos de páginas apressadas, falavam solteiras que dormiram cedo na solidão a dois das multidões alvoroçadas no estádio. E horas do expediente ganharam só dinheiro de sobrevivência na educação dos filhos, bilhetes de loteria, folhas de pagamento, impostos e taxas, esforçados nas horas do expediente do pão, suor, rosto, etc.
Ando pouco mais e encontro as histórias dos valores nas questões políticas estrangeiras, parlamentos convulsos, praças cheias, câmbios de países europeus atolados nas dívidas ilusórias... O desejo antigo de falar nas flores que iluminam casas e pessoas, belezas de gerações ensaiando gritos de vitória travados no ar. Jovens, ruas e monumentos perto das férias dos oceanos agitados... Alegres janelas iluminadas... Vozes cheias de possibilidades nascidas em forma de viver feliz da multidão de chances, no Céu daqui da Terra.
Bom, isso de admitir clima novo de inverno, corações e presentes... Crer nas letras e nos vocábulos que falam de transformação, e animar o mundo pelas folhas arrancadas dos sempre calendários mil que viajam na eterna Felicidade.
A PRIMEIRA IMPRESSÃO FICOU PARA SEMPRE - Por Edilma Rocha
Em 8 de dezembro de 1859, seguindo a estrada de Juazeiro até o Crato chega ao Cariri a Comissão Científica do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, vinda do Rio de Janeiro.
Aos poucos o cenário do sertão foi ficando mágico com as vegetações que ladeavam o caminho estreito; Do lado direito por onde passava o rio, verdes plantações de cana de açúcar com seus pendões prateados que tremiam ao vento; Muitos engenhos surgiam enfileirados com suas chaminés que bordavam o céu azul de branco numa fantasia de fumaça feito imaginação de criança, sem deixar de sentir o delicioso aroma das fornadas de rapadura.
Quando chegaram ao alto do morro, avistaram o mais belo panorama feito as aquarelas de José Reis de Carvalho, nos matizes dos verdes das matas e vermelhos dos torrões. Era a Chapada do Araripe que cobria de sombra a pequena cidade do Crato se destacando a torre da Igreja Matriz e alguns casarios caiados de branco.
Depois de percorrerem por tantos meses lugares secos do sertão, aquela visão deslumbrante do Oásis do Cariri era por demais agradável aos olhos e também ao respirar puro dos pulmões. O monte Araripe na sua formação plana e até nivelada, era coberto de uma vegetação exuberante e nos seus lados desciam flancos corroídos pelos jorros de águas puras abençoando o vasto torrão vermelho. Essas águas eram responsáveis pela fertilidade da bacia do Crato recobertas por um rico verde das suas plantações. Os terrenos sombreados, guardavam o frescor que descia da Chapada na garoa fina do inverno, um clima previlegiado para os poucos moradores do lugar.
Ao descerem o morro vagarosamente, avistaram pequenos grupos de pessoas bem vestidas que mais pareciam as damas e os cavalheiros da Corte do Rio de Janeiro, sentiram-se aliviados. Certamente se encaminhavam em direção ao toque do sino da Igreja da Matriz.
A cidade ficava em terreno baixo e plano, mas com 3 morros; o Barro Vermelho ao nascente; o Alto da Miséria a Noroeste; o Alto do Granjeiro a sudoeste; e ao poente o Araripe distante algumas léguas dali.
Percorreram ruas paralelas e largas, a Rua Grande, a Rua do Fogo, a Rua da Vala, a Rua da Boa Vista e a Rua das Laranjeiras, além de algumas travessas e becos. A praça da Matriz era triangular e rodeada de alguns casarões de tijolos e cobertas por telhas,e nos morros casas de taipa e coberta por palhas. Alguns sobrados, e entre eles o do Tenente Coronel Antônio Luiz Alves Pequeno, na Rua do Fogo onde se hospedaram.
Passaram 4 meses na cidade do Crato bebendo a boa água das nascentes, fazendo passeios nos sítios e no alto da Serra. Encontraram criações de porcos, perus, galinhas e patos. Ficaram surpresos que os bois serviam de bestas para carga e que eram governados pelo nariz. Viram pequenas criações de cabras e carneiros. Encontraram pequenas industrias de panos de algodão na confecção de redes brancas e coloridas que enfeitavam as varandas das casas e serviam para a dormida.
Se deliciaram com doce de goiaba, banana, manga, leite, buriti e excelentes geléias. Se encantaram com os engenhos de cana de açúcar no seu manuseio e nas suas produções de rapaduras, alfenins e a forte cachaça dos alambiques. As frutas de variedades exelentes como: atas, bananas, melões, melancias, araçás e cocoda praia. Do pequi descobriram o cheiro forte e que se comia salgado dando um bom azeite e excelente tempero para o arroz. Fruto apreciado pela gente do lugar e que alimentava a classe pobre pela sua abundância. Entre as novidades do lugar estavam a macaúba, araticum. maracujá-suspiro, jenipapo, murici, buriti, babaçu e catolé.
O Crato rico por suas nascentes de águas perenes recebia muitos imigrantes ao Sul do Ceará que fugiam da seca e com isso aumentava a sua população, comércio e agricultura na produção de arroz, feijão, milho, café, algodão e principalmente a cana de açucar.
Os visitantes foram muito bem recebidos e se encantaram com a hospitalidade e a simplicidade dos doutores que destnavam dos Coronéis dos engenhos. E contaram com a companhia do jornalista João Brígido e Gonçalves Dias.
A muralha da Serra do Araripe, as águas minando nas encostas, os brejos, os canaviais, os rios e levadas e as ladeiras cobertas pelas matas verdes sob o cantar doa pássaros, tornou a estadia no Crato momentos maravilhosos. O registro desse cenário aqui descrito ficou registrado na aquarela pintada por José Reis de Carvalho datada de 1860 que se encontra no Museu de Arte Vicente Leite como uma prova do encanto pelo lugar e da hospitalidade do povo da nossa terra que encanta a todos que nos visita.
Edilma Rocha
Fonte - João Brígido, J. de Figueiredo e Waldemar Arraes de Farias
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