Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tudofel: Os Britos da minha infância

Tudofel: Os Britos da minha infância: Ultimamente, tento recobrar a lembrança do momento em que fui tocado pela primeira vez pelos tentáculos da Arte. Nesse exercício de me...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tudofel: Uma doce infância

Tudofel: Uma doce infância: Assim que comecei a enxergar o horizonte mais distante, vi uma serra azulzinha que praticamente acompanhava o giro de 360º que dava e...

Um pouco da igreja de Nossa Senhora do Patrocínio de Aiuaba ( por Armando Rafael)


No Brasil, as vilas começavam geralmente com a construção da capela católica.


Nave central da Igreja-Matriz de Aiuaba (CE)
Imagem de Nossa Senhora do Patrocínio, Rainha e Padroeira de Aiuaba
 Altar-mor da igreja
Altar lateral esquerdo, com as imagens de Nossa Senhora da  Conceição, Sagrado Coraçãode Jesus e Senhora Santana 


Crato presente em Aiuaba. O nosso conhecido Padre Frederico Nierhoff residiu naquela cidade,no início da década 40 do século passado. Foi depois transferido para Crato, quando adquiriu esta imagem de São Vicente Ferrer e a doou a então Vila de Bebedouro, antigo nome de Aiuaba.

Texto e fotos:
Armando Lopes Rafael



Chacal, Na Sala do Sino e GERALDO JUNIOR

Chacal, Na Sala do Sino e GERALDO JUNIOR

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Tudofel: Porque hoje é sábado

Tudofel: Porque hoje é sábado: E ste era um título de um programa que era transmitido pela TV Ceará no início da década de 1970, apresentado por Augusto Borges, uma espé...

Tudofel: Vou embora pro passado

Tudofel: Vou embora pro passado: Vou embora pro passado. Lá, eu sou amigo do rei e, ao mesmo tempo, um condenado ao doce saudosismo das boas lembranças. Assistir, num...

Tudofel: Brasil tricampeão

Tudofel: Brasil tricampeão: C rato, 1970. Rua da Cruz. Copa do Mundo televisionada. Menino eu vi! Havia dois aparelhos de TV na rua. Um na casa de seu Virgílio ...

Revendo Aiuaba, ou Até onde os cactos me levaram -- por Armando Lopes Rafael


Aiuaba (CE) igreja-matriz de Nossa Senhora do Patrocínio


   Há nove anos eu não voltava à Aiuaba, terra de minhas origens paternas. Foi de lá, nos idos de 1939,  que veio para a promissora e adiantada cidade de Crato – trazendo toda a família –,  o meu avô, José Rafael de Oliveira.   Deixaram para trás a  vila do Bebedouro (antigo nome de Aiuaba), encravada no adusto sertão dos Inhamuns, que mais lembra  um mar de pó ornamentado por seus belos cactos xerófilos. Começava no verdejante Cariri uma  nova vida para os Rafaéis, ou Rafaeles, como preferia chamar minha avó.

  Na última quarta-feira, 1º de agosto, revi Aiuaba. Esta já não é mais aquela cidade por mim tantas vezes visitada na busca de um reencontro com minhas origens genealógicas. As ruas centrais de Aiuaba ganharam asfalto e iluminação feérica. Na área citadina vi praças com jardins bem cuidados, aonde convivem flores e grama-esmeralda de coloração verde intensa. A cidade agora se espraia por poucos bairros nascentes, a exemplo do bairro Caiçara, onde um bar oferece uísque escocês, que pode ser sorvido ao som da Rádio Umbuzeiro FM, a única emissora da cidade.

     Sempre me emociono nos meus reencontros com Aiuaba. Lá, genuflexo, rezo no velho cemitério, diante da sepultura de minha avó Doxinha. Esta,  dizem os mais velhos,  era uma professora e uma mulher bonita, falecida com pouco mais de trinta anos. Na sua sepultura faço uma oração por mim e outra  por meu Tio Zezé, residente desde a adolescência no Mato Grosso do Sul, mas visceralmente ligado ao torrão natal. 
     
    A casa do meu bisavô, Raimundo Dias de Oliveira (mais conhecido por Raimundo Rafael) ainda existe. Mas foi remodelada resultando em três casas, -- ver na foto ao lado as casas pintadas nas cores telha,azul e amarela--  localizadas no centro de Aiuaba, numa rua que tem agora o nome dele. Na memória da minha família, também é lembrada a minha bisavó – Francisca – apelidada carinhosamente pelos familiares de “Mãe Gorda”. Ela gostava de ajudar os doentes, indicando e oferecendo  remédios da flora sertaneja, que conhecia bem. Qualidade herdada pelo seu bisneto, meu irmão Osvaldo, que vive a fazer mudas da planta Canarana e as doa para muita gente. “Cura todas as doenças dos rins”, diz ele confiante...


Antes de chegar em Aiuaba passamos pela pitoresca capela de São Nicolau, que tem agora em frente  uma bem cuidada pracinha

Tudofel: Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia

Tudofel: Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia: Em 1986, quando o Bar de Abidoral cerrou suas portas, depois de um curto, mas 'intenso período de noites sequiosas e do mais puro(?...

sábado, 28 de julho de 2012

Marina Silva brilha na abertura das Olimpíadas -- por Armando Rafael




    Confesso que fiquei gratificado ao ver na televisão a ambientalista brasileira e ex-senadora,  Marina Silva, homenageada nesta sexta-feira, durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Marina carregou a bandeira olímpica ao lado do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, do maestro Daniel Baremboin e de pessoas ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz.

      Naquele momento, ela foi vista por metade da população do planeta Terra e teve longos minutos de glória, enquanto – na mesma solenidade –  a presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff, usufruiu apenas de efêmeros segundos sob o foco da televisão.

       Como bem noticiou a mídia, se na ala VIP Dilma Rousseff, ao lado da filha,  teve de ficar de pé para aplaudir os atletas entrando no estádio, e foi mostrada por apenas alguns segundos, Marina Silva ganhou os holofotes mundiais por vários minutos, sendo aplaudida no estádio e  em todas as cidades, vilas e sítios da Terra, enquanto desfilava com a bandeira. 

        Verdade que Marina Silva  militou, durante alguns anos,  no PT. Mas vendo que o núcleo dirigente daquela agremiação partidária visava unicamente a manutenção pura e simples do poder – ainda que tendo para isso utilizado métodos escusos como  o maior escândalo da história política do Brasil– o mensalão, Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente. Alegou falta de apoio e sustentação à agenda que defendia. Retornou ao Senado, deixando o PT e filiando-se ao PV. Em 2010 ela concorreu à presidência da República e com pouca estrutura ainda teve cerca de 20% dos votos – algo em torno de 20 milhões de votos –, ou seja, o número da população de importantes nações do globo.

         Afastada momentaneamente da política,  Marina Silva se consolidou como grande defensora do meio ambiente. Ela foi uma menina paupérrima nos seringais do Estado do Acre. Mas estudou. É historiadora e  pedagoga por formação. Foi ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, no governo Lula. Por seu trabalho, Marina Silva foi condecorada seguidas vezes, como em 2008, quando recebeu o Eco & Peace Global Award durante a conferência ECO 2008. Já foi apontada entre as pessoas mais influentes do Brasil por diversas publicações nacionais e internacionais.

           Ontem, na abertura das Olimpíadas de Londres 2012, Marina Silva teve o reconhecimento do mundo inteiro. São as voltas que o mundo dá...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Empresas em Comunhão 19:54 @ 02/11/2008 Empresas em Comunhão Aliando o princípio espiritual “Que todos sejam Um” à doutrina da Economia de Comunhão, que envolve já oitocentas empresas em todo o mundo, o Movimento dos Focolares reúne hoje mais de quatro milhões de seguidores. Em Portugal, dez empresas trocam a “cultura do Ter” pela “cultura do Dar”, seguindo preceitos éticos de uma gestão responsável 2 comentários | publicado por Riozo CAMINHAR SOBRE A ECONOMIA COM CORAGEM 22:35 @ 24/10/2008 (http://www.grupos.com.br/blog/economiadecomunhao/permalink/27302.html) A reflexão a seguir deseja mostrar a necessidade de se criar um espaço para dar condições de formar as pessoas, particularmente os executivos que participam da Economia de Comunhão. Diante dos grandes desafios que esse Projeto propõe é necessário que o executivo seja formado nesta visão, para que seja ao mesmo tempo conceitual e prático. Que consiga bons resultados, ser excelente técnico e possa desenvolver todos os aspectos da espiritualidade da unidade nos processos humanos de desenvolvimento. Evidencia-se esta falta de formação, quando observamos o uso de frases como estas: “ninguém é perfeito”, “cada um tem o seu estilo”, “todo mundo faz assim”, “não há clima em nossa empresa para falar essas coisas”, “isso é fora da realidade”, “no nosso país não dá...”, “na teoria, tudo parece bonito, mas no chão da fábrica isso não funciona”, e assim por diante. Ou conclusões como esta: “Ele é um gênio técnico, mas é intratável como ser humano”. Tais premissas muitas vezes são usadas como pretexto, para não optarmos pela experimentação dos princípios da EdC, no dia-a-dia do mundo do trabalho; outras vezes servem para justificar falhas de formação e deficiências administrativas. Essas lacunas na formação geram conflitos internos nas pessoas, porque elas acabam vivendo valores diferentes nas várias atividades do ser humano, dificultando assim o desenvolvimento completo da experiência de Economia de Comunhão. Desse modo, acabamos nos acomodando com essas “deficiências normais” que prejudicam o desenvolvimento da experiência da EdC e tambem o nosso, como pessoa. Por isso precisamos descobrir uma maneira de crescer continuadamente, em formação e educação. Essa formação deve ir além da aquisição de conhecimentos técnicos, que são importantes e indispensáveis, mas não é suficiente; devemos formar a “pessoa por completo”, particularmente o “executivo” a fim de que seja competente em todos os aspectos da vida da empresa, que, na realidade, não deixa de ser uma conseqüência da sua vida pessoal. Essa conscientização e formação contínua nos dariam a sabedoria para implantar os aspectos da espiritualidade da unidade no mundo do trabalho, envolvendo todas as dimensões da vida empresarial, das mais simples, que podem parecer inexpressivas, até as mais complexas. Existirão as dúvidas porque estamos à procura da “verdade”. Na vivência do dia-a-dia da EdC, notamos que o grande inimigo para seu desenvolvimento não é a dúvida e sim o medo. Nós nos sentimos pressionados constantemente pelo medo! Medo de perder as coisas que pensamos que podem nos proporcionar a felicidade; medo de errar, medo de perder a imagem que outras pessoas fazem de nós, ou daquilo que pensamos ser, medo de perder nosso capital, nossas idéias e tudo aquilo que sonhamos ter. Lembro-me que quando nós fizemos essa escolha, de viver a fraternidade na nossa empresa, ou seja, quando optamos por fazer a experiência de EdC, senti medo. Medo e angústia, porque, como um alarme, me vinham idéias que haviam ficado registradas em minha memória, idéias de coisas que vivenciei em outra época. Embora esse medo fosse real, ele foi acionado por coisas que não existiam mais, por fatos registrados em minha memória. Então, não foi a nova escolha que me deu insegurança, mas foram lembranças de um passado que não existia mais. E a coragem de fazer essa escolha me fez observar esse fenômeno com clareza e constatar que havíamos escolhido o caminho certo. Isso me libertou de temores repletos de falsas idéias. Uma das grandes virtudes da Economia de Comunhão é a abertura, que trará liberdade para que essa experiência venha a ser renovada como qualquer organismo vivo que evolui. É importante lembrar também que o grande propulsor dessa experiência é a fé, e as dúvidas que surgem, são elementos que irão fortalece-la e criar vida nova, eliminando o passado e nos colocando no momento presente. Questionemo-nos! É necessário que nos questionemos continuamente e nos desapeguemos de todos os conceitos, de todas as coisas e ideologias, para estarmos abertos à verdade contida na essência da Economia de Comunhão, que tem suas raízes na Fraternidade Universal. Um outro ponto importante para a Economia de Comunhão é o acompanhamento daquilo que acontece nas empresas para que não haja um distanciamento entre a vida e a teoria. Devemos lembrar que todos os trabalhos acadêmicos e teóricos, também são importantes porque nos indicam o caminho, e são necessários para provar premissas diferentes das aceitas pela sociedade. Mas tudo o que acontece nas empresas e nos pólos é o grande instrumento que irá mostrar a possibilidade de uma vida econômica nova porque contém o poder de transformação pelo exemplo. Podemos ilustrar isso com o que aconteceu com Galileu Galilei (1564-1642) no início da Idade Moderna. Ele convidou a sociedade da época a olhar pelo telescópio que havia inventado (era uma luneta montada num tripé). Com isso Galileu foi um dos protagonistas na criação de uma nova física, segundo a qual a Terra girava ao redor do Sol e que era a gravidade que nos mantinha presos à Terra. Entretanto, muitos relutaram a olhar pelo telescópio porque tinham medo de colocar em questionamento aquilo que acreditavam, ou seja, na antiga física que afirmava que a Terra era o centro do universo. Relutaram porque a constatação de que a Terra gira em torno do Sol os obrigava a mudar a concepção que tinham do Universo.

domingo, 15 de julho de 2012

A novidade do domingo: católicos do Cariri participam da Missa Tradicional



Capela do Colégio Santa Teresa de Jesus em Crato foi o cenário do ato religioso
O Padre Daniel Pinheiro fez uso do púlpito para proferir o sermão

   Depois de quase 50 anos, os católicos do Cariri tiveram oportunidade de voltar a assistir à  celebração do Santo Sacrifício da Missa no Rito Tridentino, ou seja a missa que era celebrada na Igreja Católica Apostólica Romana até o Concílio Vaticano II. Conhecida também por “Missa Tradicional”,  ela foi  chamada pelo Papa Bento XVI como a "forma extraordinária do Rito Romano”, conforme o Motu Proprio Summorum Pontificum, divulgado recentemente pelo Vaticano.

   A maioria dos presentes à missa era formada por jovens de ambos os sexos. Eles residem na conurbação Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha) e mantêm um blog na Internet (tradicaocariri@yahoo.com.br). Durante a celebração, algumas mulheres portavam uma mantilha, espécie de pequeno véu feminino que cobre a  cabeça e cai sobre os ombros. Já os homens vestiam camisas de mangas compridas. A capela do Colégio Santa Teresa de Jesus, em Crato,  foi o local da celebração.

    O celebrante, o jovem padre Daniel Pereira Pinheiro, (foto ao lado) tem suas origens em tradicionais famílias de Crato. Ele foi ordenado sacerdote no último dia 29 de junho, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em Bordeaux, na França, por Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns (PE). Padre Daniel Pinheiro é o primeiro brasileiro ordenado no Instituto do Bom Pastor–IBP,  e faz parte da primeira geração de seminaristas formados integralmente dentro do instituto, fundado em 2006 com autorização do Santo Padre, o Papa Bento XVI, tendo como suas principais missões a preservação e difusão do uso litúrgico anterior à reforma conciliar.

     Como era de se esperar, a celebração da Santa Missa – rezada em latim e com o padre de costas para o povo – provocou o interesse e curiosidade de muita gente. O jovem professor Giuseppe Mallmann Sampaio, diretor do Colégio Santo Antônio, de Barbalha – que estava acompanhado de sua esposa – acredita que a Missa Tridentina “expressa melhor e de forma mais precisa a fé católica e os dogmas eucarísticos”. Já o Sr. Francisco Tavares, que veio de Juazeiro do Norte para participar da Missa,  disse que esta proporciona “o senso do sagrado, mais riqueza e precisão nas fórmulas das orações, além de nobreza das cerimônias, respeito, beleza, bom gosto, piedade”

sábado, 14 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado)

Clique no link para ver 
Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado): 19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha) 19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato) 2...

Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado)

Clique no link para ver 
Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado): 19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha) 19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato) 2...

quinta-feira, 12 de julho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA 2012: ExpoCrato faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonza...

Palco Sonoro URCA 2012: ExpoCrato faz homenagem aos 100 anos de Luiz Gonza...: Para comemorar o centenário do artista, um espaço foi reservado dentro da exposição agropecuária A inspiração na trajetória do ca...

III Palco Sonoro da URCA reúne artistas caririense...

Rotary Club de Crato - Distrito - 4490: III Palco Sonoro da URCA reúne artistas caririense...: A Universidade Regional do Cariri (URCA) adentra o universo musical de um dos maiores artistas da música popular brasileira, com um...

"Eu não fui herói", disse o cardeal Eugenio Sales sobre ditadura


(Matéria publicada no “Folha de S.Paulo”, desta quarta-feira)


Uma pomba branca pousou sobre o caixão com o corpo de dom Eugênio Sales durante velório na catedral do Rio. A pomba passou mais de uma hora sobre o caixão do cardeal. O fato chamou a atenção de todos, pois o símbolo do Espírito Santo é a pomba...

CRISTINA GRILLO
DO RIO


    A voz estava fraca, pausada; os passos eram lentos e as mãos, um pouco trêmulas. Mas as opiniões continuavam as mesmas que o levaram a ser considerado um dos membros mais tradicionalistas da alta cúpula da Igreja Católica no Brasil. Às vésperas de completar 90 anos, em novembro de 2010, dom Eugenio Sales conversou por pouco mais de três horas com a Folha, uma de suas últimas entrevistas.

Riu --uma raridade-- ao lembrar que durante a ditadura era acusado pela esquerda de se aliar aos militares enquanto ajudava perseguidos e refugiados políticos a saírem do país. Estima-se que de 4.000 a 5.000 pessoas tenham recebido ajuda do então cardeal arcebispo do Rio para fugir.
"Eu não fui um herói. Cumpria o que devia cumprir, era minha obrigação. Era sincero na minha relação com o governo militar, e isso era fundamental naquela situação."

Contou então um caso para exemplificar sua relação com os militares. Um dia telefonou para o então ministro do Exército, general Sylvio Frota (1974-1977) e lhe disse: "Se você for informado que estou recebendo comunistas no Palácio [São Joaquim, sede da arquidiocese], saiba que é verdade".
Mas dom Eugenio sempre se recusou a aplicar a mesma lógica de amparar o diferente quando o tema eram os direitos dos homossexuais.
"Às vezes são irritantes essas passeatas gays. É promover uma coisa que não está correta segundo a natureza."

Até completar 90 anos, dom Eugenio ia todas as tardes para seu escritório, em um prédio da arquidiocese ao lado da Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Uma noite por semana participava de celebração restrita a padres na igreja de Santana. Algumas vezes voltava tarde para casa, no alto do Sumaré, na Floresta da Tijuca. O caminho atravessa áreas dominadas pelo tráfico.

Muitas vezes cruzou com traficantes armados e aprendeu que o mais seguro é acender as luzes internas e apagar os faróis. "Eles conhecem o carro e escondem as armas. Às vezes me deparo com um homem morto. Mais de uma vez mandei parar o carro, desço e rezo por aquela pessoa. Algumas vezes os bandidos estavam perto, mas nunca se aproximaram", contou. "E também nunca tentei bancar o valente e repreendê-los."

terça-feira, 10 de julho de 2012

Uma verdade que os radicais não entendem

“A paz está exatamente na harmonia dos diversos, que assim formam uma sinfonia”, afirma o arcebispo de Porto Alegre


Porto Alegre (Terça-Feira, 10/07/2012, Gaudium Press) A humanidade não se divide, primariamente, em indivíduos, mas em famílias. É assim que Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, inicia um de seus mais recentes artigos, intitulado "As divisões da humanidade". Para ele, o indivíduo humano, por mais real que possa parecer, não é senão uma abstração.

O prelado explica que o ser humano é visto isolado de sua realidade existencial e deste modo não consegue viver. Na verdade, completa o arcebispo, ele é fundamentalmente família, com amplo parentesco, depois é comunidade e por fim sociedade. "No contexto cultural o ser humano vem sendo classificado pelo gênero: masculino e feminino. Homem e mulher. Para distingui-los basta ver a compleição física que caracteriza o homem e a mulher, com funções específicas inconfundíveis", acrescenta.

Ainda em relação à cultura, Dom Dadeus enfatiza que ela elabora as características do homem e da mulher, de modo a não deixar dúvidas, destacando-as pelo vestuário, pelo perfume, pelo corte de cabelo, pelo sapato, pelas atividades domésticas, entre outras coisas. "A distinção masculino-feminina, infelizmente começa a ser questionada: Chegará o dia em que não se distinguirá mais o gênero? Será isto vantagem para a humanidade? Ficará toda ela homogeneizada?"

No entanto, Dom Dadeus acrescenta que não é certamente esta a tendência natural e, muito menos, o plano do Criador, e por isso não é por aí que a pessoa se realiza. Para ele, homem e mulher são relações complementares, criando uma sociedade extremamente diferenciada, rica e multirrelacional: de esposo e esposa; de pai e filha; de mãe e filho; de irmãos e irmãs, de avós e netas; de primos e primas... "Eliminar esta riqueza seria o fim da humanidade", avalia o prelado.

No que diz respeito ao plano ético, o Arcebispo afirma que se costuma dividir os seres humanos em bons e maus, englobando-se os comportamentos. Segundo ele, quem pratica o mal se chama malfeitor e o que faz o bem é benfeitor, e como ninguém é totalmente bom nem totalmente mau, cada um tem algo de um e de outro. "Portanto jamais, aqui na terra, se conseguirá acabar com os maus nem se alcançará uma unanimidade em torno do bem." (FB / DA)

Palco Sonoro URCA/BNB: III Palco Sonoro URCA/BNB 2012 em tributo ao Rei d...

Palco Sonoro URCA/BNB: III Palco Sonoro URCA/BNB 2012 em tributo ao Rei d...: Dia 9/7 - Segunda 18h00 - Cortejo do Pau da Bandeira Mirim (Barbalha) 19h00 - Reisado Menino Deus e Guerreiro Mãe das Dores ...

segunda-feira, 9 de julho de 2012

30 mil católicos louvam Divino Pai Eterno no Crato

(Matéria publicada no "Diário do Nordeste", de 09-07-2012)

A visita da imagem ao Cariri acontece em meio às comemorações dos 100 anos de Diocese de Crato que vão até 2014


Padre Robson exibe o ícone sagrado do Divino Pai Eterno que multidão foi reverenciar ontem no Estádio Mirandão, no Crato fotos: Elizângela Santos

Crato A primeira visita do ícone sagrado do Divino Pai Eterno ao Cariri levou ao Estádio Mirandão, neste Município, um público de 30 mil pessoas, segundo a organização do evento. O final da tarde de ontem foi de emoção e reverência da nação católica. As pessoas disputavam espaços nas arquibancadas do estádio e também no campo, que ficou lotado. A imagem veio à cidade guiada pelo missionário redentorista, padre Robson de Oliveira, reitor do Santuário da Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade, no Estado de Goiás.

A visita da imagem ao Cariri acontece em meio ao triênio de comemoração dos 100 anos de Diocese de Crato, que em 2014 chega ao centenário. O missionário chegou por volta das 17 horas e foi aclamado pela multidão que estava no estádio. O prefeito da cidade, Samuel Araripe, e a primeira-dama, Mônica Araripe, recepcionaram o reitor com uma placa comemorativa pela sua visita ao Município. Desde cedo, peregrinos de cerca de 35 cidades, incluindo o Cariri e interior do Pernambuco e da Paraíba chegavam ao local para garantir o espaço. Uma mega estrutura foi montada pela Diocese, com centenas de voluntários, para garantir a organização, com apoio da segurança dos integrantes do Tiro de Guerra.

O padre Robson destacou a sua emoção em estar pela primeira vez no Cariri e da sua alegria por estar num lugar tão estratégico como o Cariri, num momento de concentração e fé em louvor ao Divino Pai Eterno. Pela segunda vez no Estado, ele destaca a grande devoção ao ícone, que tem se espalhado por todo o Brasil. "Muitos são os que amam o Divino Pai Eterno e têm essa devoção e a responsabilidade nossa é confirmar essa fé, ajudando as pessoas a fazerem uma entrega e um serviço total a Deus", afirma o padre.

O pároco disse da sua admiração pelo Padre Cícero e que não sairia do Cariri, sem antes visitar o monumento no Horto. "Existem muitos exemplos de graças alcançadas e o exemplo que ele foi para todo esse povo sofrido do Nordeste e dessa região do Cariri especialmente", afirma. Muitas pessoas choravam nos momentos de oração, pedindo graças do Divino Pai Eterno.

A agricultora Maria Aparecida de Melo chegou cedo ao estádio. Ela queria ver o padre e poder tocar na imagem. "Para mim é um momento de infinita alegria", diz. Ela veio com o seu marido, o aposentado Agapito Mateus da Silva, de Juazeiro do Norte. Os dois são devotos do Padre Cícero. Logo cedo eles chegaram ao estádio e conseguiram um lugar privilegiado, próximo ao camarim do padre Robson.

A missão era entregar uma carta e pedir uma graça pelo filho, que se afastou da crença e Deus. "A gente queria que o Divino Pai Eterno iluminasse a mente do nosso filho", disse seu Agapito, emocionado com a oportunidade de entregar a carta. O público, que lotou o estádio Mirandão, surpreendeu a organização do evento, que previa em média de 15 mil pessoas.

Esta foi a 112ª visita da imagem em cidades do Brasil, por meio de um trabalho evangelizador que vem sendo realizado desde 2008, pelo reitor. O padre Francisco Edimilson Neves Ferreira, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Penha, a Sé Catedral do Crato, é o responsável pela acolhida da imagem. Ele ressalta que a devoção ao Divino Pai Eterno cresceu bastante nos últimos anos e se espalha por todo o Brasil. "É uma devoção muito paterna", diz ele. A devoção ao Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), é uma história de mais de 170 anos, que motivou esta e outras visitas em todo o Brasil.


A devoção nasceu por volta de 1840, com o casal Constantino e Ana Rosa Xavier, que encontrou, enquanto trabalhava na lavoura, um medalhão de barro de aproximadamente 8cm com a estampa da Santíssima Trindade - Pai, Filho e o Espírito Santo - coroando Nossa Senhora. Beijaram a imagem, levaram-na para casa e a notícia rapidamente se espalhou, juntamente com uma sucessão de milagres. "Uma devoção que começa simples, como são as coisas de Deus", diz o padre. Ele afirma que hoje é uma das maiores devoções do Brasil.

Centenário
Já foi iniciado o triênio, de preparação da festa do Jubileu da Diocese, que será no dia 19 de outubro de 2014, com a presença do embaixador do Papa do Brasil, o Núncio Apostólico, dom Giovanni D´Aniello. Acontece uma articulação para o encerramento ter a presença do embaixador. A programação é dos 100 anos da Diocese do Crato.
A imagem Peregrina percorre este ano cerca de 30 visitas no Brasil. O roteiro começou por Santos (SP), depois Aracaju (SE); Criciúma (SC), Taguatinga (DF), Aparecida de Goiânia (GO), Caçapava (SP), Estância Velha (RS), Ribeirão Preto (SP), São José (SC), Sacramento (MG), e Mossoró (RN). A primeira cidade que recebeu a visita neste ano, encerrando a agenda de 2011, foi Rio Branco (AC). No dia 22 de janeiro, cerca de 30 mil devotos estiveram presentes, marcando a centésima visita da Imagem desde 2008.
ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

Grandes datas da nossa história: 9 de julho -- por Pedro Paulo Penna Trindade (*)

No momento crítico que o País atravessa, quando valores éticos e morais vêm sendo ignorados pela maioria dos nossos políticos, numa afronta à ordem pública e ao devido respeito a todos nós, brasileiros, nada mais oportuno que relembrar a data cívica de 9 de julho, que simboliza a luta dos paulistas pela restauração dos direitos constitucionais.
Ela celebra a maior revolução do Brasil em todos os tempos de sua História e até hoje marca a grandeza, o brio e a dignidade de um povo que se uniu nessa luta, desejando trazer de volta valores como liberdade e democracia, por meio de eleições gerais, além de uma nova Constituição para o Brasil. Por esses objetivos a Revolução de 1932 foi chamada de Constitucionalista.

 Na época, oradores inflamados discursavam em vários pontos da cidade clamando por liberdade, entre eles Ibrahim Nobre, que fazia de sua tribuna uma trincheira cívica. Embora os paulistas tenham sido derrotados nas armas, saíram vencedores pela disseminação do sentimento de democracia. Ademais, essa demonstração de força e brio não foi em vão, pois em 1933 se formou uma Assembleia Constituinte e já em 1934 era promulgada nova Constituição para o País. Para que o heroísmo dos que lutaram em 1932 não caia no esquecimento vale dizer que, embora passados 80 anos de sua eclosão, o feriado deste dia sinaliza a todos, principalmente às novas gerações, o que foram a luta e os ideais desse Movimento. O 9 de julho jamais poderá desaparecer do calendário dos que amam a liberdade!

Pedro Paulo Penna Trindade, diretor da Sociedade Veteranos
de 32 - MMDC, membro titular do IGHSP
e-mail: pennatrindade@gmail.com

sexta-feira, 29 de junho de 2012

URCA lança edital para inscrições de propostas artísticas do III Palco Sonoro da URCA/BNB, na ExpoCrato 2012


A Reitora da Universidade Regional do Cariri (URCA), Professor Otonite Cortez, nomeou Comissão do Stand da Instituição, na ExpoCrato 2012. A URCA torna público edital para inscrições de propostas para seleção de espetáculos artísticos, visando a montagem da Programação do III Palco Sonoro da URCA/BNB, que se realizará das 18 horas às 22 horas, no período de 10 a 14 de julho de 2012. O Espaço, desde que foi criado, passou a ser um dos locais mais atrativos do parque durante a festa, aos que buscam apresentações alternativas e de qualidade artística, com ênfase aos artistas da região.  A coordenação geral da comissão estará a cargo de Marlene Menezes de Sousa, e como coordenador de Palco Interativo, o Professor do Departamento de História da URCA, Carlos Rafael Dias.

Veja abaixo edital na íntegra para seleção dos espetáculos artísticos:

EDITAL DE SELEÇÃO DE ESPETÁCULOS ARTÍSTICOS PARA O III PALCO SONORO URCA/BNB

A Comissão do Stand da Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Coordenadora Geral, MARLENE MENEZES DE SOUSA e o Coordenador de Palco Interativo, CARLOS RAFAEL DIAS, nomeados pela portaria nº 269/GR, torna público o presente Edital que se destina à inscrição de propostas para seleção de espetáculos artísticos visando a montagem de programação do III PALCO SONORA URCA/BNB, que se realizará entre as 18 e 22 horas do período de 10 a 14 de julho de 2012, no Stand da Universidade Regional do Cariri – URCA, durante a realização da Expocrato 2012, em Crato, Ceará.

As normas, critérios e requisitos necessários à participação no Edital são os seguintes:

1. As propostas de espetáculos deverão se coadunar com a temática central do Palco Sonoro URCA/BNB: As múltiplas formas de interpretar a música de Luiz Gonzaga (Tributo ao Centenário de Nascimento do Rei do Baião).

2. As propostas de espetáculos deverão se inscrever no link do III Palco Sonoro URCA/BNB, localizado no site www.urca.br, ou pessoalmente na Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário – PRODUN da URCA, localizada na rua Cel. Antonio Luiz, 1161, Pimenta, Crato, Ceará, no de 28/06 a 3/07 de 2012. As inscrições na PRODUN-URCA deverão ser efetivadas no horário das 8 às 12 horas e de 14 as 17 horas. O resultado da seleção será divulgado no dia 6 de julho de 2012, através do site da URCA e por outros meios disponíveis.

3. As propostas deverão conter material de áudio e/ou vídeo com uma amostra do espetáculo, além de uma fotografia e de um release e/ou currículo do evento. Este material deverá ser enviado para o e-mail palcosonoro@gmail.com ou entregue diretamente no endereço especificado no item 2. Os inscritos que enviarem o material por e-mail deverão assegurar-se do seu efetivo envio. Para tanto, devem checar o recebimento de um e-mail da Coordenação do Palco Sonoro URCA/BNB acusando a recepção do material ou manter contato com a referida Coordenação, através do telefone (88)8813.0213 ou (88)3521.2832.

4. As propostas de espetáculos deverão ter a duração de uma hora, sem tolerância para menor ou maior duração.

5. Os espetáculos selecionados, no máximo de 20 serão programados para horário e dia determinados a critério da Coordenação do Palco Sonora URCA/BNB. Não haverá mudança da programação divulgada, salvo conveniência da Coordenação e com consentimento dos responsáveis dos espetáculos alvos dessa mudança.

6. Os espetáculos selecionados e efetivamente realizados, conforme normas, critérios e requisitos constantes deste Edital receberão uma ajuda de custo no valor de R$ 540,00(quinhentos e quarenta reais), já descontados os encargos e taxas de praxe. O pagamento da ajuda de custo será feita de acordo com previsão divulgada pela Fundação de Desenvolvimento Tecnológico do Cariri – FUNDETEC, situada na rua Teófilo Siqueira, 734, Pimenta, Crato, Ceará.

7. No ato de assinatura de contrato de compromisso para realização dos espetáculos, será divulgado e entregue aos responsáveis dos espetáculos o documento NORMAS DO PALCO, que regulamentará todo o procedimento da apresentação dos eventos artísticos.

Crato (CE), 27 de junho de 2012.

MARLENE MENEZES DE SOUZA                            CARLOS RAFAEL DIAS
COORDENADORA GERAL                      COORDENADOR DE PALCO INTERATIVO

Fonte: Assessoria de Comunicação da URCA

quinta-feira, 28 de junho de 2012

AGENDA CARIRIENSE DE ESPETÁCULOS ARTÍSTICOS – 28/06 a 01/07


Dia 28/06 (Quinta-feira)
Espetáculo Vórtice, com a Allyson Amancio Cia.de Dança e grupo Zabumbeiros Kariris (com coquetel de lançamento do CD com a trilha do espetáculo)
Horário: 20h00
Local: SESC Crato (Rua André Cartaxo)

Cordel no Cariri (60 Anos do Banco do Nordeste), com o poeta  João Bandeira
Local: Largo da Igreja do Rosário (Barbalha - CE).

Dia 29/06 (Sexta-feira)
Tributo a Luiz Gonzaga, com o grupo Zabumbeiros Kariris
Horário: 20h00
Local: SESC Juazeiro (Rua da Matriz, 227)

Rock cordel, com a banda Hostile Inc (Fortaleza)
Horário : 19h30
Local: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, Juazeiro)

Arraial no centro
19h30: Apresentação da Quadrilha Princesa do Cariri (Crato)
20h30 Apresentação da Quadrilha Arraiá do Patativa (Assaré)
21h30 Show com o Grupo Aluizio do Acordeon (Crato - CE). 60 min.
Local: Largo da RFFSA (Crato)

Dia 30/06 (Sábado)
Música vocal com Juliana Roza (Fortaleza)
Horário: 19h30
Local: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, Juazeiro)

Dia 01/07 (Domingo)
Show do Al Capone Tá É Bebo
Horário: 17h00
Local: Antigo Skate Park (Vila Alta, Crato)

quarta-feira, 27 de junho de 2012

O estilo de Miguel Costa Barros:



 A rapadura do Cariri

(Excertos do capítulo “Itaiçaba e Crato” – páginas 38 a 41 do livro “Itaiçaba”
--  publicado em 1995 --  de autoria  do professor Miguel Costa Barros).
 


Dizem: “Quem bebe a água de Crato vem aqui de novo”. Longe de mim afirmar o contrário. Experimentei, na própria pele, a força desta sentença. De modo diferente. Sem vir a Crato, ainda menino, já saboreava a doçura cratense, a inolvidável rapadura do Cariri (...)

No caminhão Chevrolet, seu Joaquim Romão vinha comercializando sal, os produtos de sua padaria e outros negociáveis, de aceitação por aqui (...) Quando estirava a trajetória até Crato, daqui saía com carrada completa de rapadura. Ia negociando-a pelo Médio e Baixo-Jaguaribe. Porém ficava reservada uma partida para Passagem de Pedras. Nós a conhecíamos por rapadura do Cariri. Impunha-se pelo seu peso e dimensões. Grande, larga, alta. Chamava atenção a sua altura de quatro dedos. Não era preta nem loira. Digamos mulata. Sabor e doce ímpares.
hoje os mais velhos perguntam pela rapadura boa do Cariri. Com tristeza, tenho que responder que a Usina Manuel Costa Filho e alguns engenhos usam a cana para açúcar e cachaça. Talvez uns seis engenhos produzam rapadura, misturada com açúcar de má qualidade, prática que descaracterizou a renomada rapadura do Cariri. Que espetáculo de sabor e cheiro que tinha (...).

Faz tempo, por conseguinte, que conheço a rapadura do Cariri. Desde cinco a seis anos de idade”.

domingo, 24 de junho de 2012

São João Batista -- por Mons. Vitaliano Mattioli (*)


CRATO, 24 de junho de 2012 (ZENIT.org) - Como no céu estão muitas estrelas de varios tamanhos e luminosidades, assim entre os santos estão alguns que brilham de uma luz mais intensa. Um destes é São João Batista. Jesus disse falando dele: “Em verdade eu vos digo: entre todos os nascidos das mulheres, não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt., 11, 11).
Ele constitui o fim de uma época e o início duma outra, o ponto de encontro na historia do mundo: é o ultimo profeta do Antigo Testamento e o que iniciou o Novo apresentando o Cristo como o Messias esperado. O mesmo Jesus o chama de limite quando diz: “A lei e os profetas até João Batista” (Lc, 16,16).

A sua existência pode ser dividida em três etapas, que exprimem a sua semelhança com o Cristo. Por primeiro o encontro com Jesus antes de nascer. Duas mulheres se encontram; duas parentes: Maria, jovem, grávida de Jesus; Isabel, sua prima, idosa mas também ela grávida de João. Dois meninos ainda não nascidos que misteriosamente se encontram e se reconhecem. João ainda não fala, mas a sua mãe experimenta no seu corpo o relacionamento dos dois meninos: “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou em seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo” (Lc., I,41). A vocação de João pode-se comparar com a vocação dum outro grande profeta: Jeremias. Ele diz: “Veio a mim a palavra do Senhor: antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já te conhecia; antes de saíres do ventre, eu te consagrei e te fiz profeta para as nações” (Jer., I, 4-5). Nesta visita a presença do menino Jesus santifica o menino João e o elege consagrando-o para monstrar ao mundo o Messias.

A segunda etapa é um outro encontro. Todos dois agora têm 30 anos. Jesus inicia a sua missão e para João chegou o momento de apresentar o Messias esperado: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo., 1, 29). É o ponto mais alto da missão de João, mas tambem o momento da sua eclipse, da sua descida. A sua missão está para terminar. Admiramos a grande humildade junta à verdade. Não ha sedução de poder ou de interesse que tenha força de obscurecer a luz de sua consciência. Quando as pessoas perguntaram : “Quem es tu?”, ele com muita honestidade respondeu: “Eu não sou o Cristo. Eu sou a voz de quem grita no deserto” (Jo. 1, 19-23). Não era ele a luz; ele devia somente testemunhar a luz verdadeira. Diz o evangelista João: “Veio um homem, enviado por Deus, seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz” (João, 1, 6-7).

Ele era uma pessoa muita querida; muitos discipulos escutavam com devoção as suas palavras. Mas agora que Jesus inicia a sua missão ele convida o povo para escutar a palavra de Jesus. Ele era somente uma voz; Jesus ao contrario era a Palavra de Deus. Ele deve ir embora. A sua missão está terminada. Por isso diz: “É necessario que Ele cresça e eu diminua” (Jo. , 3,30).

A voz se faz muda. Em redor dele se faz o silêncio, que se conclue com o silêncio do cárcere.

A terceira etapa. A identificação com Cristo no testemunho e na morte. Jesus em frente a Pilatos disse: “Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade” (Jo., 18,37). Por isso foi condenado a morte. Tambem João chegou no mundo para testemunhar a verdade, que o único Messias é o Cristo. Mas tambem para testemunhar a verdade moral. Ao rei Herodes disse claramente: o teu comportamento não é conforme à moral natural. Por isso foi conduzido na prisão e matado, martire da verdade. Com a sua morte João preanuciou a morte de Jesus, que ofereceu a sua vida para testemunhar a verdade da sua divindade.

A voz de João ressoa até hoje. A sua mensagem tem uma grande atualidade.

O fim da sua vida foi de apresentar o Jesus como o Cristo, o Messias. Tambem hoje o povo deseja conhecer o Cristo. Mas precisa que alguem mostre o Cristo. Como cristãos comprometidos, São João nos convida a ser testemunhos de Cristo; mostrar o Cristo na sua totalidade, sem vergonha. Hoje o mundo precisa de Cristo, da sua pessoa, da sua doutrina, do seu carinho, do seu perdão. Esta é a nossa missão como batizados e como crismados: testemunhar Cristo e a sua doutrina na sua totalidade, sem medo.

Como João na realização desta sua missão encontrou a alegria e a felicidade, assim nós podemos chegar à verdadeira paz do coração somente vivendo integralmente a nossa realidade cristã.
João evitou qualquer compromisso com a verdade, com as exigências morais. Até a morte. Hoje se diz que a mensagem de Cristo, apresentada pela Igreja, é dura, que não é possivel escutá-la e pratica-la. Não devemos cair nesta tentação. Como João, tambem nós devemos ser coerentes e apresentar com a nossa vida a beleza da moral cristã, que não é uma moral de opressão mas de libertação. É a palavra de Cristo que nos liberta. A pertença ao Senhor requer o sentido profundo de referência e reconhecimento. Precisa coragem de fazer rupturas. Devemos recuperar a nossa personalidade e ter a força de monstrar a verdadeira autonomia, isto é viver um cristianismo integral. Sem medo. São João nos ofereceu o exemplo; nós devemos imitar-lo.

São João parece perder enfrente à violência do tirano Herodes. Ele pensava que matando o profeta tinha a capacidade de parar a sua voz. Mas na verdade tambem o tirano faleceu e permanece mudo. Ao contrario a voz e a mensagem de João ressoa tambem hoje e continua para sempre. A violência e a maldade nunca podem vencer. No final a verdade vence sempre. Os cristãos hoje são perseguidos; a Igreja parece morrer. Mas isso não é possivel. São João nos exorta: Não tenhais medo. Cristo é o vencedor. Ficais juntos com Ele e tambem vós como eu, sereis os vencedores.

***
(*) Monsenhor Vitaliano Mattioli, nasceu em Roma em 1938, realizou estudos clássicos, filosóficos e jurídicos. Foi professor na Universidade Urbaniana e no Pontificio Instituto São Apollinare de Roma e Redator da revista "Palestra del Clero". Depois de sua aposentadoria na Itália, fixou residência na cidade de Crato, Brasil onde é missionário Fidei Donum na Diocese de Crato.

Obs- A ZENIT, com sede em New York (EUA) é uma agência de notícias internacional sem fins lucrativos integrada por uma equipe de profissionais e voluntários convencidos da extraordinária riqueza da mensagem da Igreja Católica, em particular de sua Doutrina Social, como luz para compreender a atualidade.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O dia que o Brasil foi consagrado ao Coração de Jesus (por Armando Lopes Rafael)


Pouquíssimas pessoas conhecem este fato, já que na putrefação moral e decadência administrativa a que lançaram o Brasil, ele é propositadamente esquecido. Sequer é eventualmente divulgado. Era o dia 24 de julho de 1955.
Na cidade do Rio de Janeiro, ocorria o encerramento do 36º Congresso Eucarístico Internacional. (foto ao lado) Diferente de hoje, a população brasileira – àquela época -- era quase totalmente católica. E, por iniciativa das nossas autoridades, ocorria na então capital brasileira (só em 1960 a capital seria mudada para Brasília), a solenidade do “Ato de Consagração Cívica Nacional do Brasil ao Sagrado Coração de Jesus”.

Para tanto, um documento, com a assinatura de 58 senadores, 250 deputados federais, 55 ministros (do Supremo Tribunal Federal, do Tribunal Superior do Trabalho, do Tribunal de Recursos, do Superior Tribunal Militar e por 60 vereadores que representavam o povo do Distrito Federal) pedia o reconhecimento da realeza divina de Jesus Cristo e a consagração do Brasil ao seu Sagrado Coração.
Eis os termos desta consagração:

“Coração Eucarístico de Jesus, Coração do Homem-Deus, Coração de Cristo Rei, Salvador da humanidade, Senhor dos senhores, Juiz Supremo dos indivíduos e das Nações. Nós, como legítimos representantes do povo brasileiro, aqui vimos entregar-Vos os destinos da nossa Pátria, que vos foi consagrada pelo episcopado Nacional em presença do Chefe do Governo, no alto do Corcovado.

“Neste momento culminante de nossa história, atendendo ao apelo de milhares de vozes, no mais alto plebiscito de Religião e Patriotismo, vimos ratificar esta consagração ao Vosso Divino Coração.

“A Vós consagramos todos os Estados e Territórios do Brasil com suas riquezas naturais, suas empresas e realizações, suas riquezas materiais, seu patrimônio espiritual e moral.

“Reinai em nossos lares, santificando todas as famílias desde a mais abastada até as mais pobres.
“Reinai em todas as atividades dos homens. Sede a luz dos homens de estudo, a defesa da Pátria pelas Forças Armadas, a sapiência dos Legisladores, a justiça dos Magistrados, a orientação do Governo.

“Agradecemos as Vossas dadivosas bênçãos à nossa Pátria, e, reconhecendo nossos erros e ingratidões, pedimos Vosso perdão e misericórdia.

“Por Maria Santíssima, a Virgem Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, suplicamos Vossas bênçãos para felicidade do nosso Povo agora e sempre. Amém.”