Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009
O que restou dos nossos pensamentos libertários? por José do Vale Pinheiro Feitosa
Num destes programas jornalístico da TV aberta vi uma matéria sobre a nova moda do automobilismo. Falo do GPS: você ainda terá um para o mesmo trajeto de ida e retorno de casa para o trabalho. Aliás, o GPS apenas servia para reforçar outra idéia: a realidade da pirataria e seus riscos. E aí surge o mesmo personagem da frase anterior que até pode ser você.
Era uma senhora, na verdade bem moça, como estas heroínas independentes, que têm “pensamento próprio”, ganham seu dinheiro e têm seu carrinho. Depois de atingir o pico da vida, compram um GPS e assumem aquela fala de uma canção do Billy Blanco: “Não fala com pobre, não dá mão a preto, não carrega embrulho./ Pra que tanta pose doutor?/ Pra que esse orgulho?
Pois falava a senhora sobre os perigosos do “GPS pirata”: poderia me levar para o interior de uma favela. E quem iria pagar o risco dela no meio daquela subumanidade? Qual vampiro que suga a vida das pessoas em suas telas de Cristal Líquido. Jamais perdoaria a possibilidade que os “piratas”, através de um “GPS”, tramassem as vias tortas pelas quais iria chegar bem no meio das ruas de uma favela qualquer. Especialmente destas que derrubam helicópteros.
Os dois casos são a pirataria do pensamento televisivo na mente desta classe média bem posta pelo grande poeta Patativa do Assaré: está no purgatório, entre o céu e o inferno. Quando era para todos crescerem, aprenderem a pensar com liberdade, pois têm a convivência diária com a realidade social, política, cultural e material do mundo. Abdicam de tudo e se tornam ventríloquos de uma mídia efetivamente a serviço da ideologia de classe. A classe dominante, consciente de que é preciso criar ódio contra pobres para que as classes médias jamais os tenham em humanidade e a eles se juntem noutra ordem social, política e material possível.
O assunto é vasto como dizia o poeta: mundo, mundo, vasto mundo, se eu não me chamasse Raimundo, seria uma rima, não seria uma solução. É vasto, mas há tempo de retornar aos termos da primeira frase.
Se ao invés de colocar “bandidos” a dona da frase tivesse dito, “pessoas”, não haveria como enunciar a frase seguinte (nos dois casos são mulheres). Pois é aí mesmo que existe o efeito ideológico: as ruas estão cheias de bandidos à luz do dia. E como estão cheias de bandidos, ou melhor, foram tomadas por eles, existem duas ações complementares: refugiem-se nos shoppings com segurança privada e aparelhem a segurança pública para uma guerra de retomada das ruas. Uma guerra contra quem? Contra pretos, pobres, favelados, prostitutas, gays, comunistas, drogados e todo dia um novo item será acrescido na lista da mídia.
Pensar por si pode ser difícil. Pode até inaugurar outro mundo em que este cubículo chaveado não mais seja necessário. Inclusive pode fazer nascer em a idéia que a vida é algo maior do que este peso consumista que se tornará nada no segundo da morte. Pode até levar para o vasto mundo do pensamento humano e suas tramas milenares para trás e para frente. Conquistar a era, aquela que faz de hoje a revisão do passado e a estimativa do futuro.
E agora ? - Por Socorro Moreira
O retiro que se indefine, encharca-se de uma preguiça nostálgica. As distâncias vão instalando valas ... Os abismos aprofundam-se. Nossas próprias águas avoluma-se , e nos asfixiam.
Olho para o céu ... Esse tempo nublado me deixa careta, e desapaixonada.
Meu amor platônico auto-deletou-se !
Meu amor virtual dorme antes e depois de mim.
Meus afetos reais ocupam-se dos seus dramas pessoais ...Não tocam, se entocam !
A casa de janelas abertas ferrolha a sua porta. A vida consome-se lenta e corrosivamente. O tempo arranca meu velho papel de parede, num vendaval insubmisso. Pesam-me os pensamentos, e essa virada do tempo.
Caras desmotivadas e assaltadas por todas as angústias do mundo, impostam as suas máscaras. Alegria sem eco, tristeza sonora, como um disco arranhado , pinga em gotas , conta gotas ...Lágrimas da Terra.
Sinto que o os mensageiros de todas as novas estão a caminho. As mudanças aleatórias virão ! Esse aperto no peito explodirá um jeito verde de enxergar a vida.
São poucas horas de um novo 23 de Novembro.
Casa silenciosa , abandonada pelas baratas, pessoas e paixão. Meus tamancos zuadam pela escada interna .Passeiam nos recantos selados e desmemoriados. Lá fora a cidade corre. Meus templos são as calçadas ... Empoçadas , espelham um céu e um momento gris.
Vou e volto para os algodões verde - água dos meus lençóis desarrumados pelo tormento dos sonhos. Pernas cruzadas, olhar embaçado ...
Quando a minha energia voltar vou inverter a posição das telas do meu quarto, polir as lembranças, inocentá-las de todas as dores, retirar essa energia senil .
É confortável o silêncio do corpo. O meu silêncio só abre a boca, quando encara a vida , e sente-se feliz !
E agora ?
Sinto a tristeza do mundo espalhada nas diversas fantasias. Ela é única !
Nosso riso quebra a gravidade do assunto.Tudo em ordem, apesar do caos.
Normalmente preciso do tempo , algum dinheiro, umas horas de pensamento , e um mãos à obra com entusiasmo e energia.
Estou sempre reaprontando a vida.Expurgando coisas, substituindo-as.
Ando com vontades de viajar de Várzea Alegre à Portugal. Uma parada no Rio ou São Paulo ...Quem sabe um espetáculo , no teatro Rival ?
Descer em Congonhas, esticar até Guarulhos ... Ou pegar o avião Recife X Lisboa , por um fado , e um pastel de nata.
Um dia será! Um dia próximo, pra costurar meu amor rasgado.
Fase de realocação dos meus mandatos.
Enxugo meu coração, enxugo a casa, e com todas as águas puxadas à rodo , hidrato meus sonhos. Meus amores estão de férias , de licença-prêmio , aposentados .
Solta , corro à toa ...Ninguém me chama !
Bom dia natureza chapante ! Bom dia pé de serra , que o meu olhar eleva e canta !
Chegou Novembro . O mês mais caloroso do ano !
E antes de fechar esta página , faço um último reclame :
- Até dezembro, meu dono !
Invasão do luar - por Socorro Moreira

Minha poesia é pretenciosa
Inventa um Natal em Novembro
Pede emprestado , o olhar de Claude
Mistura-se na argila da estrada,
pisa em folhas brancas da saudade.
Na argamassa das palavras
constrói barracos de papel...
Desarrumada nos cipós e calhas
pede inclusão na paisagem .
No escuro que o luar invade
esconde a timidez ,
ilumina de falas, a casa.
Falta querosene na lamparina da sala
O fogão de lenha queima,
gravetos catados,
na beira da alma .
Meu quintal tem um balanço,
onde brinco com meus sonhos;
minha rede sempre armada,
tem no vento um aliado...
Quando ele chega,
abro a janela da vida ,
e canto uma moda antiga
pra que as estrelas se encantem,
e me apanhem com seu brilho.
Recado de Papai Noel
Sou da Família Cariricaturas. Neto de Walda Arraes, companheira de infância, colega de uma época, e amiga de todos os tempos da tia Socorro Moreira.Pensamento para o Dia 23/11/2009

“Os seres humanos não podem compreender o Absoluto sem forma e sem atributos. Os Avatares (Encarnações Divinas) surgem na forma humana para permitir à humanidade experimentar o Sem Forma em uma forma que seja acessível e útil. Um Avatar assume a forma que seja benéfica e dentro do alcance dos seres humanos. Um esforço deve ser feito para entender a natureza da divindade. É somente quando Deus vem na forma humana que os seres humanos podem ter a completa oportunidade de experimentar e desfrutar do Divino.”
Sathya Sai Baba
Adoniran Barbosa

João, sétimo filho de Fernando e Ema Rubinato, imigrantes italianos de Veneza, que se radicaram em Valinhos. A verdadeira data de nascimento de Adoniran foi 06/07/1912, que foi "maquiada"para que ele pudesse trabalhar ainda menino.
Muda-se para Jundiaí, SP, e começa a trabalhar nos vagões de carga da estrada de ferro, para ajudar a família, já que só conseguia ser convencido a frequentar a escola pela vara de marmelo empunhada por D. Ema. É entregador de marmitas, varredor etc. Em 1924, muda-se para Santo André, SP. Lá é tecelão, pintor, encanador, serralheiro, mascate e garçon. No Liceu de Artes e Ofícios aprende a profissão de ajustador mecânico. Aos 22 anos vai para São paulo, morar em uma pensão e tentar ganhar a vida. O rapaz João Rubinato já compõe algumas músicas. Participa do programa de calouros de Jorge Amaral, na Rádio Cruzeiro do Sul e após muitos gongos, consegue passar com o samba Filosofia, de Noel Rosa. O ano é 1933 e ele ganha um contrato passando a cantar em um programa semanal de 15 minutos, com acompanhamento de regional. Em 1933 passa a usar o nome artístico de Adoniran Barbosa. O prenome incomum era uma homenagem a um amigo de boemia e o Barbosa foi extraído do nome do sambista Luiz Barbosa, ídolo de João Rubinato.
Em 1934 compõe com J. Aimberê, a marchinha Dona Boa que venceu o concurso carnavalesco organizado pela Prefeitura de São Paulo, no ano seguinte. O sucesso dessa música levou-o a decidir casar-se com Olga, uma moça que namorava já há algum tempo. O casamento durou pouco menos de um ano, mas é dele que nasce a única filha de Adoniran: Maria Helena. Em 1941 foi para a Rádio Record, onde fez humorismo e rádio-teatro, e só sairia com a aposentadoria, em 1972. Foi lá que criou tipos inesquecíveis como Pernafina e Jean Rubinet, entre outros. Sua estréia no cinema se dá em 1945 no filme PIF-PAF. Em 1949 casa-se pela 2ª vez com Matilde de Lutiis, que será sua companheira por mais de 30 anos, inclusive parceira de composição em músicas como Pra que chorar? e A Garoa vem Descendo.
Seu melhor desempenho no cinema, acontece no filme O Cangaceiro, de Lima Barreto, na Vera Cruz. Compõe inúmeras músicas de sucesso, quase sempre gravadas pelos Demônios da Garoa. As músicas Malvina e Joga a Chave foram premiadas em concursos carnavalescos de São Paulo. Destacam-se Samba do Ernesto, Tem das Onze, Saudosa Maloca, etc.
Em 1955 estreou o personagem Charutinho, seu maior sucesso no rádio, no programa História das Malocas de Oswaldo Molles. Participou também, como ator, das primeiras telenovelas da TV Tupi, como A pensão de D. Isaura. O reconhecimento, porém, vem somente em 1973, quando grava seu primeiro disco e passa a ser respeitado como grande compositor. Vive com simplicidade e alegria. Nunca perde o bom humor e seu amor por São Paulo, em especial pelo bairro do Bixiga (Bela Vista), que ele, sem dúvida, consegue retratar e cantar em muitas músicas suas. Por isso, Adoniran é considerado o compositor daqueles que nunca tiveram voz na grande metrópole.
A lembrança de Adoniran Barbosa não reside apenas em suas composições: temos em São Paulo o Museu Adoniran Barbosa, localizado na Rua XV de Novembro, 347; há, no Ibirapuera, um albergue para desportistas que leva seu nome; em Itaquera existe a Escola Adoniran Barbosa; no bairro do Bexiga, Adoniran Barbosa é uma rua famosa e na praça Don Orione há um busto do compositor; Adoniran Barbosa é também um bar e uma praça; no Jaçanã existe uma rua chamada "Trem das Onze"...
Adoniran deixou cerca de 90 letras inéditas que, graças a Juvenal Fernandes (um estudioso da MPB e amigo do poeta), foram musicadas por compositores do quilate de Zé Keti, Luiz Vieira, Tom Zé, Paulinho Nogueira, Mário Albanese e outros. Está previsto para o dia 10 de agosto o paulista Passoca (Antonio Vilalba) lançar o CD Passoca Canta Inéditas de Adoniran Barbosa. As 14 inéditas de Adoniran foram zelosamente garimpadas entre as 40 já musicadas. Outra boa notícia é que entre os primeiros 25 CDs da série Ensaio (extraídos do programa de Fernando Faro da TV Cultura) está o de Adoniran em uma aparição de 1972.
A gravadora Kuarup nos brinda com um presente especial: um CD com a gravação de um show de Adoniran Barbosa realizado em março de 1979 no Ópera Cabaré (SP), três anos antes de sua morte. Além do valor histórico, o disco serve também para mostrar música menos conhecidas do compositor, como Uma Simples Margarida (Samba do Metrô), Já Fui uma Brasa e Rua dos Gusmões.
© 2008 SampaArt
Sathya Sai Baba

Baghavan Sri Sathya Sai BabaBaghavan Sri Sathya Sai Baba, pseudônimo de Sathya Narayana Raju é um guru indiano. É considerado por muitos como um Avatar (encarnação numa forma humana de um ser divino). O próprio Sai diz ser a segunda de uma tríplice encarnação: teria sido Shirdi Sai Baba, e futuramente será Prema Sai Baba. Nasceu em 23 de novembro de 1926, numa pequena vila no sul da Índia, chamada Puttaparthi, no estado de Andhra Pradesh. Ele reside lá ainda hoje, recebendo milhares de visitantes do mundo inteiro em sua comunidade espiritual (ashram), chamada Prasanthi Nilayam, que significa "Morada da Paz Suprema" (shanti=paz, pra=suprema, nilayam=morada).
UM OÁSIS NO DESERTO – MARTHA MEDEIROS
...Cheguei do Marrocos há poucos dias, um país encantador, com uma biodiversidade de tirar o fôlego...tudo estupendo, mas seco. Ainda assim, engolindo areia, fui surpreendida várias vezes por alguns oásis que quebravam o jejum.
...Aterrisei de volta ao Brasil e entre notícias de um apagão inexplicável e de um escândalo mais inexplicável ainda por causa de uma reles minissaia que gerou teses sociológicas, preferi me ater a essa história do garoto saxofonista [um garoto aparentando ter uns 19 anos resolveu improvisar um pocket show usando uma esquina da cidade como palco: a cada vez que o semáforo fechava, ele se posicionava na frente dos carros e tocava um saxofone por um minuto] que fazia shows de um minuto no agito das ruas, silenciando os buzinaços com sua música. Pensei: também é um oásis.
O que não falta por aí são pessoas com vidas desérticas, pensamentos viciados, gente presa em calabouços e respirando por aparelhos, sem dedicar um minuto, um minutinho que seja por dia, a criar seu próprio oásis. Os nossos podem ser tão numerosos quanto os que eu encontrei naquelas paisagens marroquinas em tons de terracota, em que já não se distingue o que é cor original ou desbotado, uma estética da solidão que tem sua beleza e força, mas que clama por um pouco de oxigênio.
As pessoas dizem que a tecnologia, que deveria servir para agilizar o nosso trabalho e liberar mais tempo para o lazer, está, ao contrário, produzindo ainda mais trabalho e mais estresse. A culpa não é da tecnologia, que, pelo que sei, ainda não tem cérebro, mas de seus usuários, que deveriam pensar mais em vez de entrarem na paranóia de preencher cada hora do seu dia com atividades produtivas, ignorando a produtividade que também há num encontro entre amigos, num cinema, numa caminhada, na audição de um disco, na meditação, num fim de semana longe da cidade, na leitura de um livro, num passeio de bicicleta, num namoro, no desprezo à lógica e no respeito aos acasos. Esses são os verdadeiros oásis, ao contrário dos oásis fabricados, como, por exemplo, restaurantes da moda onde não se come bem nem se ouve ninguém.
O saxofonista no meio da rua nada mais fez do que ofertar à vida opaca um toque de verde.
Marlene - por Norma Hauer
Foi no dia 22 de novembro de 1922 que ela veio ao mundo,na cidade de São Paulo, recebendo o nome de Vitória Bonaiutti de Martino, mas ficou conhecida em todo o Brasil com o nome de MARLENE, que adotou, lembrando a artista alemã, que brilhou no cinema americano Marlene Dietrich.
Depois de passar vários anos interna no Colégio Batista de São Paulo, aos 13 anos já se apresentava na "Hora do Estudante", na Rádio Bandeirantes daquela cidade. Também ali, estreou na Rádio Tupi (em 1940), vindo depois para o Rio de Janeiro, onde atuou nas Rádios Globo, Mayrink Veiga e, por fim Nacional, onde fez sua estréia no Programa César de Alencar.
Em disco, estreou gravando "Swing no Morro" e "Ginga, Ginga, Moreno", em 1946, mas foi cantando com o conjunto "Vocalistas Tropicais" que conheceu seu primeiro sucesso:"Coitadinho do Papai".
Daí para centenas de gravações foi um passo.
Como um registro do dia a dia do trabalhador carioca, gravou dois grandes sucessos "Lata-D'Água" e "Zé Marmita".
Apesar de haver estreado na Rádio Nacional no Programa César de Alencar", foi no de Manoel Barcelos que se firmou e onde começou a rivalidade entre ela e Emilinha Borba provocada por suas fãs que chegavam a brigar por elas, enquanto as duas
gravaram juntas a música de Peterpan (cunhado de Emilinha) "Eu Já Vi Tudo".
Houve interesse da Rádio em manter a rivalidade, pois isso lotava seu auditório nos dias daqueles programas.
Nas eleições para Rainha do Rádio, promovida pela famosa Revista do Rádio, onde , em anos diferentes as duas foram eleitas, é que a coisa "pegava fogo".
Emilinha , admirada por marinheiros e fuzileiros, foi cognominada "Favorita da Marinha". Marlene não fez por menos: era a "Favorita da Aeronáutica".
Depois que o rádio perdeu sua força, Marlene continuou em atividade, participando da primeira montagem de a "Ópera do Malandro", de Chico Buarque (1979-80),de show na Sala Funarte(1984) de programa na Rádio MEC(entre 1987 e 90) e de "shows" no Canecão(1995), no Teatro Rival(2002) e na Cinelândia (2004). 13:59 (11 horas atrás) Norma
MARLENE -2-
Em 2007 voltou à Rádio Nacional para gravar um DVD com músicas de seu repertório, incluindo "Geni" de Chico Buarque.
Marlene, no início de sua carreira esteve em Paris onde cantou no Olimpia com Edith Piaff, que a apreciou como cantora internacional.
Aqui é só um pequeno resumo para lembrar a carreira de Marlene, que foi e ainda é coberta de louros,tanto que houve haverá várias homenagens a ela pelo seu aniversário.
Ontem (dia 21) foi realizada um exposição de fotos dela e, principalmente, de seu encontro com Edith Piaff, em Paris.
Ainda ontem foi homenageada no programa "Onde canta o sabiá", que Gerdal dos Santos apresenta na Rádio Nacional.
Hoje, ela será homenageada por Jorge Goulart e Roberto Barbosa (neto de Orestes) na Igreja São José e N.Sra.das Dores, no Andaraí..
Hoje não se discute quem é a "maior": Marlene ou Emilinha.
As duas se igualaram no tempo áureo do rádio.
Hoje uma é saudade e a outra está na "terceira idade". Ambas tiveram seu valor e penso que, completando com a Estrela Dalva de Oliveira, as cantoras foram o grande alicerce do rádio.
Exatamente por causa dessas rivalidades.
Villa Lobos - por Norma Hauer
Ele era um gênio..
Esse gênio nasceu aqui no Rio de Janeiro em 5 de março de 1887 e faleceu há exatos 50 anos, no dia 17 de novembro de 1959.
Iniciou seu interesse pela música ao se relacionar com os “chorões” das primeiras décadas do século passado.
Fez parte de um grupo seleto no qual se destacavam Ernesto Nazareth;Eduardo das Neves; Catulo da Paixão Cearense; Anacleto de Medeiros...
Em 1905 fez sua primeira viagem ao Nordeste, de onde trouxe algumas canções folclóricas, interessando-se pelo assunto folclore.
Por sugestão de Ernesto Nazareth compôs alguns batuques.
Seguindo sua carreira como compositor, compôs inúmeras “bachianas”, inspirado nas obras de J.S.Bach.
Sua obra foi muito vasta, compondo Sinfonias; Quartetos; Aves Maria; Suítes (destacando a Suíte Infantil e Suíte Brasileira) e vários outros gêneros musicais.
Sua importância foi capital no movimento da Semana de Arte Moderna, de 1922, em São Paulo.
Há muito o que se falar sobre Villa Lobos, mas quero registrar aqui o que Villa Lobos representou para a juventude de minha geração.
Exigente, as professoras chegavam a temê-lo ; se um aluno errava mesmo um simples compasso, ele perguntava quem ensinara aquilo errado. Era um gênio e não imaginava que existiam pessoas comuns, com erros comuns.
Certa vez em uma apresentação no Estádio do Vasco da Gama, onde eram realizados eventos no dia 7 de setembro, ele, perante a multidão que assistia à apresentação de seu "Canto do Pajé", de longe, percebeu um erro na distribuição dos sons e acusou as professoras, considerando-as incapazes. Elas eram professoras, não eram regentes.
Os espetáculos eram dignos do talento de Villa Lobos e as crianças, apesar de terem medo dele, gostavam de participar.
Nunca me esqueci desses espetáculos, dos quais poucas vezes fiz parte.
Hoje temos, além do Teatro Villa Lobos a Escola de Música Villa Lobos, na qual minha neta estudou violino, fazendo hoje parte de uma pequena orquestra livre.
Como todos os gênios, ele partiu, mas sua obra ficou.
domingo, 22 de novembro de 2009
Eu que nada sei da vidaNada entendo desse caos ao meu redor
Só percebo os versos que pairam aqui perto
E que os colho, entrego-os pela ponta da pena
Assim como quem colhe uma fruta
E oferta ao faminto.
Oferto meus versos, como tegumento
Retirados das câmaras do meu coração.
Estão aí meus versos todos encantados,
O supra-sumo do meu ser
Em formas de versos decantados,
Destilados e suprimidos sob a forma deste pão.
Pintura: The musical contest. Oil on canvas. 62 × 74 cm. Wallace Collection, London.
Jean Honoré Fragonarg (1732(1732)–1806(1806)
Irmã Edeltraut – por Armando Lopes Rafael

Neste 5 de dezembro de 2009, Irmã Edeltraut Lerch chega aos 80 anos de idade. Para perpetuar a sua trajetória – toda ela voltada em fazer o bem – o casal Tadeu e Luisiane Alencar mandou editar este livro que tem o mérito de se constituir na preservação do exemplo dessa admirável religiosa beneditina.
Falar em Madre Edeltraut Lerch é falar de uma pessoa cuja vida parece pertencer aos outros. Nos contatos que temos com ela – nos quais sempre aflora o seu sorriso fácil, todo ele em consonância com um semblante sereno, pleno de benquerença – ficamos com a impressão de que os problemas particulares de Irmã Edeltraut são sempre deixados de lado, já que todo o tempo dessa religiosa é dedicado a resolver os problemas alheios. Fica evidente que a felicidade dela tem como parâmetro a felicidade do seu próximo.
Permita-me retroagir um pouco na profícua vida de Irmã Edeltraut. Era o dia 5 de dezembro de 1929. Naquela data, o casal Gisela e Wenzel Lerch via nascer seu terceiro rebento: uma menina. Deram-lhe o nome de Edeltraut. Depois dela viriam mais quatro filhos. Eram tempos felizes. Modestos fazendeiros, os Lerch tinham sempre batata e pão farto à mesa. Mas os sofrimentos advindos com a Segunda Guerra Mundial atingiram profundamente a vida daquela família que perdeu tudo o que possuía.
Edeltraut não teve adolescência. Nem por isso se deixou vencer pelas dificuldades. Resoluta, certo dia entrou num trem de desabrigados e partiu para a cidade grande procurando resposta para os anseios de sua alma. Passou fome. Trabalhou como empregada doméstica. E aos 20 anos achou a resposta que procurava: sentiu o chamado de Deus para a vida religiosa.
O ano 1950 veio encontrá-la, em Frankfurt, como noviça na Ordem Beneditina. Ora et labora. Reza e trabalha. Nessa ordem. São Bento não disse: trabalha e reza. Ordenou: Reza e trabalha. A famosa Regra dos Beneditinos deixa claro o caminho para se chegar a Deus: Ora et labora. Primeiro a oração. Depois o trabalho pelo bem comum. Ocupar a mente e o corpo. Edeltraut Lerch seguiu à risca essa regra.
Já beneditina se fez enfermeira. A enfermagem é a ciência que cuida da saúde do ser humano prevenindo ou curando as doenças do corpo. Mais do que isso: a enfermeira é aquela que também orienta psicologicamente as pessoas. No caso de Irmã Edeltraut Lerch, acrescente-se a isso a orientação espiritual prestada por ela às pessoas que a procuram.
Cinco anos mais tarde, a Ordem enviou-a para um país diferente e distante: o Brasil. Mais precisamente para o Priorado de Olinda, em Pernambuco. Novo desafio. A freira alemã não dominava ainda o português. Mesmo assim passou a ensinar, às novas freiras, puericultura e higiene no curso de pedagogia. Sem falar que era a enfermeira na Casa Mãe. Ficou ali até 1969, quando lhe confiaram novo desafio: a diretoria de uma recém criada Fundação do Hospital Maternidade São Vicente de Paulo na longínqua e pequenina cidade de Barbalha, no extremo Sul do Ceará.
Estava escrito no destino de Irmã Edeltraut que Barbalha seria o palco de suas maiores lutas e desafios. Naquela cidade – emoldurada pelos verdes canaviais e pela chapada do Araripe – ela conseguiu modificar o meio na área da saúde. E o fez vivenciando um cristianismo autêntico. Entenda-se o adjetivo "autêntico" como "verdadeiro, aprovado, genuíno, resistente, não falsificado, confiável, digno, sincero". Foram lutas sofridas– quantas vezes incompreendidas– somente conhecidas pelo coração de Irmã Edeltraut. Todas colocadas na patena da renovação do sacrifício de Cristo Jesus.
Louvo a iniciativa de Tadeu e Luisiane em propagar a epopéia protagonizada por Irmã Edeltraut Lerch. Ela nos mostra a dignidade de que somos portadores pela filiação divina. E mostra de forma explícita, lembrando que todos nós fomos feitos para viver. Viver é o grito do coração humano. Viver é o grito de toda natureza. Nada é feito para a morte, tudo é feito para a vida.
E de vida poucos a entendem igual a Irmã Edeltraut Lerch...
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael
22 de novembro de 1928 - Estreia do "Bolero" de Ravel

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolero_(Ravel)
http://wiki.educartis.com/wiki/index.php?title=Bolero_de_Ravel
Voltando as páginas do calendário : 9 de Novembro - Aniversário de Stela Siebra- por Socorro Moreira.
Stela, Rosineide, Joaquim, Renata, Nilo e eu.
No aconchego da varanda de Stela , a alegria de um encontro.Mary Ann Evans - George Eliot

George Eliot, pseudônimo de Mary Ann Evans (22 de novembro de 1819 - 22 de dezembro de 1880), novelista inglesa.
"Abençoado o homem que, não tendo nada a dizer, abstém-se de dar provas do fato com palavras.
A paixão torna-se uma força quando encontra saída no trabalho dos nossos braços, na perícia da nossa mão ou na atividade criadora do nosso espírito.
O caráter não é esculpido em mármore, não é algo sólido e inalterável. É algo vivo e mutável, e pode tornar-se doente, como se torna doente o nosso corpo.
O casamento deve ser uma relação de simpatia ou de conquista.
A amizade é o conforto indescritível de nos sentirmos seguros com uma pessoa, sem ser preciso pesar o que se pensa, nem medir o que se diz.
Neste mundo, são aqueles que aproveitam a oportunidade que têm as oportunidades.
Aquilo a que chamamos o nosso desespero é frequentemente a dolorosa avidez de uma esperança insatisfeita.
Os animais são amigos tão agradáveis: não fazem perguntas, não criticam.
Nunca é tarde demais para ser aquilo que sempre se desejou ser.
Se prestares atenção no teu discurso, perceberás que ele é guiado pelos teus propósitos menos conscientes.
Quando chega a morte, não é da nossa ternura que nos arrependemos: é da nossa severidade.
Em cada despedida existe a imagem da morte.
A sorte da mulher depende do amor que aceita.
A responsabilidade da tolerância está com os que têm a visão mais ampla.
Não nego que as mulheres sejam tolas: Deus criou-as para que combinassem com os homens.
Talvez as melhores amizades sejam aquelas em que haja muita discussão, muita disputa e mesmo assim muito afeto.
Ninguém pode ser sábio de estômago vazio.
[No man can be wise on an empty stomach]
Abençoado quem se abstém de falar, nos poupando da evidência de que não tem nada a dizer.
Nada é tão bom como parece à primeira vista. "
George Eliot
Aldous Huxley - Escritor e ensaísta inglês

26/7/1894, Godalming, Inglaterra
22/11/1963, Los Angeles, EUA.
Huxley escreveu Admirável Mundo Novo, que se tornou sua obra mais conhecida
Filho de uma família de classe média alta, Aldous Huxley teve uma educação privilegiada. Devido a um problema na retina, quase ficou cego aos dezesseis anos. Parcialmente recuperado, aprendeu braile. Estudou no Eton College e no Balliol College, em Oxford, graduando-se em inglês em 1916.
Seu primeiro volume de poemas foi publicado em 1916 e em 1920 lançou mais duas obras. Atuou como crítico literário e teatral e escreveu artigos para várias revistas. Em 1919 Huxley casou-se com Maria Nys, com quem teve um filho, Mathew.
Em 1921 publicou seu primeiro livro de crítica social, "Crome Yellow". Durante a década de 1920, Aldous Huxley conviveu com o grupo de Bloomsbury, do qual fazia parte artistas, intelectuais e escritores, como Virginia Woolf, e publicou mais de uma dezena de livros, entre os quais "Contraponto", que obteve grande sucesso.
Por volta de 1930, Aldous Huxley estabeleceu-se na França, onde escreveu sua obra mais conhecida, "Admirável Mundo Novo", com a qual ganharia fama internacional. Através de uma sombria ficção científica, o escritor estabeleceu uma visão pessimista de uma futura sociedade tecnológica.
Em 1937, Huxley mudou-se para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde abandonou a ficção e passou a se dedicar a escrever ensaios e roteiros para cinema. Entre os vários roteiros que elaborou, estão "Orgulho e Preconceito", uma adaptação do romance de Jane Austen, de 1940, e "Jane Eyre", de 1944, com Orson Welles no elenco.
Em 1954 Huxley publicou "As Portas da Percepção", em que relata experiência de ampliação da consciência através do uso da mescalina, um potente alucinógeno. Huxley tornou-se um guru para a comunidade hippie e passou a interessar-se por filosofias orientais. Em 1956, um ano depois da morte da primeira esposa, Huxley casou-se com a psicoterapeuta Laura Archera.
Em 1962 o escritor lançou seu último romance, "A Ilha". Aldous Huxley morreu no dia 22 de novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente John F. Kennedy foi assassinado. Suas cinzas foram enterradas na Inglaterra, no túmulo de sua família.
O Signo de Sagitário- O dom da abundância

Príncipio: Ativo
Dia: Quinta feira
Elemento: Fogo, Mutável
Pedra: Ametista
Parte do corpo: Quadril, coxas, fígado.
Metal: Estanho
Estação do ano: Fim da Primavera (Hemisf. Sul)
Côr: Púrpura, turquesa e verde mar.
Planeta Regente: Júpiter
Incensos: Canela e Rosa
Sagitário: O dom da abundância
Comportamento Geral :
Sagitário cujo símbolo é a flecha que aponta para o céu.
Aponta para a amplidão, para o além da linha do horizonte.
Este é o significado da abundância.
Este desejo do muito que o torna capaz de gerar abundância.
Para Sagitário o que importa é atingir uma meta. Assim como seu animal mitológico, o centauro, meio cavalo, meio homem, ele apresenta uma energia vigorosa e fogosa na busca do metafísico.
Expansivos, fazem o tipo jovial, amantes da vida.
Gostam de se mostrar confiantes e amam a vida ao ar livre, os amplos espaços e, principalmente a sensação da liberdade.
Porém não se enganem, Sagitário oscila entre a euforia e a depressão. Entre o otimismo desmedido ou uma inconsolável descrença.
Isto porque fé e acreditar são palavras chaves do signo.
Esta linha mestre de arqueiro, buscando sempre o que está fora de alcance, faz com que Sagitário esteja sempre procurando ultrapassar limites.
Quando imbuído do sentimento da meta, Sagitário concilia sim, a força animal com a abstração divina.
Depois dizem dêle que é portador de sorte.
Na verdade, creio que é a exuberância que traz sorte .
A sede de viver de Sagitário faz com que ele se volte para o conhecimento, para as questões culturais e filosóficas.
É um questionador.
O signo de Sagitário e a Amizade
Este livre pensador sabe se fazer popular.
Costuma gostar do social, de receber bem.
Busca a harmonia ao grupo onde pertence e irá criar sua micro-comunidade entre os amigos.
Aliás, por vêzes, os amigos importam acima de tudo.
Não se sinta rejeitado, caso o Sagitário prefira passar uma tarde com os amigos em vêz de ficar a sós com a namorada.
Eles são essencialmente coletivos e cultivam profundas alianças com seus amigos.
O signo de Sagitário e o Amor
Se jogam entusiasmadamente no fogo do amor.
Sagitários adoram novidade e são naturalmente sedutores. É do instinto.
Chegam a reclamar depois que não sabem porque apareceu aquele clima ...
Para cortejar, Sagitário é espontâneo e impaciente.
Não vê problema algum em tomar iniciativa, brincar de seduzir e assim, muitas vêzes acaba se queimando também.
O caçador se apaixona pela prêsa.
Sagitários se sentem atraídos por pessoas inteligentes, livres, dinâmicas ... pessoas por vêzes fugazes.
Sorte para Sagitário que inicialmente não se preocupa com compromissos casamenteiros.
Até chegar a hora de desejar assentar num relacionamento.
Neste momento, a(o) companheira(o) que desejar percorrer um longo caminho ao lado de Sagitário deverá fazer com que a relação seja sempre estimulante.
Conversa com Jesus - por Rosa Guerrera
Hoje eu irei à praia , e pouco importa que chova ou que faça sol.
Sentarei na areia e olhando ternamente o verde mar as jangadas e as brancas velas , conversarei bem mais com o meu Senhor.
E Ele virá a mim ( tenho certeza ), descalço , camisa aberta ao peito., cabelos revoltos ao vento e num gesto manso e puro se sentará ao meu lado . E os nossos olhares se cruzarão numa compreensão mútua de carinho e de Fé.
E em nome de todos os homens eu lhe pedirei perdão pelas faltas cometidas , pelas revoltas momentâneas e pela descrença que tantas vezes invade muitos e muitos corações... inclusive o meu.
Nada de velas acesas , orações comuns , repetitivas em pedidos rotineiros.
Nossa conversa será simples como a simplicidade de Seus gestos , e verdadeira como a Verdade que existe nesse homem-Jesus , que sentado ao meu lado , olhará o horizonte espalhando raios de paz nos corações frios e endurecidos.
Ah Senhor! Espera-me na praia !
Vem na vela branca das jangadas ou na espuma alva da calma onda . Vem no sorriso da criança que constroi castelos na areia , ou na aparência tranqüila do ancião que fuma o seu grotesco cachimbo olhando pensativo o encontro céu e mar .
Vem na alegria do vendedor ambulante , na pele morena do pescador, no carinho de dois adolescentes que se abraçam ...
Vem de qualquer maneira ao meu encontro. Vem de calça jeans desbotada, camisa amarrada na cintura , mas ... por favor : VEM .
Vem na figura de todos os homens e de todas as mulheres , para que eu possa cantar bem alto a minha Fé tantas vezes abalada.
E perdoa Senhor , essa conversa sem jeito. Ela é tão comum quanto a minha singularidade ... mas tão sincera e forte quanto o amor que trago por Ti nesse meu tão fraco e pequenino coração.
por rosa guerrera
Bifurcação - Rosa Guerrera

Santa Cecília

Santa Cecília é uma santa cristã, padroeira dos músicos. Não se tem muitas informações sobre a vida de Santa Cecília. É provável que tenha sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. Escavações arqueológicas, não deixam dúvidas sobre a sua existência.
Segundo a Paixão de Santa Cecília, escrita no século V, Cecília seria da nobre família romana dos Metelos, filha de senador romano e cristã desde a infância.
Os pais de Cecília, sem que a filha soubesse, prometeram-na em casamento a um jovem patrício romano, chamado Valeriano. Se bem que tivesse alegado os motivos que a levavam a não aceitar este contrato, a vontade dos pais se impôs de maneira a tornar-lhe inútil qualquer resistência. Assim se marcaria o dia do casamento e tudo estava preparado para a grande cerimônia.
Da alegria geral que estampava nos rostos de todos, só Cecília fazia exceção. A túnica dourada e alvejante peplo que vestia não deixavam adivinhar que por baixo existia o cilício, e no coração lhe reinasse a tristeza.
Estando só com o noivo, disse-lhe Cecília com toda a amabilidade e não menos firmeza: “Valeriano, acho-me sob a proteção direta de um Anjo que me defende e guarda minha virgindade. Não queiras, portanto, fazer coisa alguma contra mim, o que provocaria a ira de Deus contra ti”. A estas palavras, incompreensíveis para um pagão, Cecília fez seguir a declaração de ser cristã e obrigada por um voto que tinha feito a Deus de guardar a pureza virginal.
Santa Cecília, Valériano, e Tiburtius por BotticiniDisse-lhe mais: que a fidelidade ao voto trazia a bênção, a violação, porém, o castigo de Deus. Valeriano vivamente impressionado com as declarações da noiva, respeitou-lhe a virgindade, converteu-se e recebeu o batismo naquela mesma noite. Valeriano relatou ao irmão Tibúrcio o que tinha passado e conseguiu que também este se tornasse cristão.
Turcius Almachius, prefeito de Roma, teve conhecimento da conversão do dois irmãos. Citou-os perante o tribunal e exigiu peremptoriamente que abandonassem, sob pena de morte, a religião que tinham abraçado. Diante da formal recusa, foram condenados à morte e decapitados.
Também Cecília teve de comparecer na presença do irredutível juiz. Antes de mais nada, foi intimada a revelar onde se achavam escondidos os tesouros dos dois sentenciados. Cecília respondeu-lhe que os sabia bem guardados, sem deixar perceber ao tirano que já tinham achado o destino nas mãos dos pobres. Almachius, mais tarde, cientificado deste fato, enfureceu-se extraordinariamente e ordenou que Cecília fosse levada ao templo e obrigada a render homenagens aos deuses.
De fato foi conduzida ao lugar determinado, mas com tanta convicção falou aos soldados da beleza da religião de Cristo, que estes se declararam a seu favor, e prometeram abandonar o culto dos deuses.
Santa Cecília e Santo ValerianoAlmachius vendo novamente frustrado seu estratagema, deu ordem para que Cecília fosse trancada na instalação balneária do seu próprio palacete e asfixiada pelos vapores d’água. Cecília experimentou uma proteção divina extraordinária e, embora a temperatura tivesse sido elevada aponto de tornar-se intolerável, a serva de Cristo nada sofreu. Segundo outros, a Santa foi metida em um banho de água fervente do qual teria saído ilesa.
Almachius recorreu então à pena capital. Três golpes vibrou o algoz sem conseguir separar a cabeça do tronco. Cecília, mortalmente ferida, caiu por terra e ficou três dias nesta posição. Aos cristãos que a vinham visitar dava bons e caridosos conselhos. Ao Papa entregara todos os bens, com o pedido de distribuí-los entre os pobres. Outro pedido fora o de transformar a sua casa em igreja, o que se fez logo depois de sua morte. Foi enterrada na Catacumba de São Calisto.
As diversas invasões dos godos e lombardos fizeram com que os Papas resolvessem a transladação de muitas relíquias de santos para igrejas de Roma. O corpo de Santa Cecília ficou muito tempo escondido, sem que lhe soubessem o jazigo.
Imagem de Santa Cecília no altar-mor da igreja a ela dedicada em Porto AlegreUma aparição da Santa ao Papa Pascoal I (817-824) trouxe luz sobre este ponto. Achou-se o caixão de cipreste que guardava as relíquias. O corpo foi encontrado intacto e na mesma posição em que tinha sido enterrado. O esquife foi achado em um ataúde de mármore e depositado no altar de Santa Cecília. Ao lado da Santa acharam seu repouso os corpos de Valeriano, Tibúrcio e Máximo.
Sono de Santa Cecília.Em 1599, por ordem do Cardeal Sfondrati, foi aberto o túmulo de Santa Cecília e o corpo encontrado ainda na mesma posição descrita pelo papa Pascoal. O escultor Stefano Maderno que assim o viu, reproduziu em finíssimo mármore, em tamanho natural, a sua imagem.
A Igreja ocidental, como a oriental, tem grande veneração pela Mártir, cujo nome figura no cânon da santa Missa. O ofício de sua festa traz como antífona um tópico das atas do martírio de Santa Cecília, as quais afirmam que a Santa, nos festejos do casamento, ouvindo o som dos instrumentos musicais, teria elevado o coração a Deus nestas piedosas aspirações: “Senhor, guardai sem mancha meu corpo e minha alma, para que não seja confundida”.
Desde o século XV, Santa Cecília é considerada padroeira da música sacra. Sua festa é celebrada no dia 22 de Novembro, dia da Música e dos Músicos.
Pensamento para o Dia 22/11/2009

“O propósito da sabedoria é a liberdade. O propósito da cultura é a perfeição. O propósito do conhecimento é o amor. O propósito da educação é o caráter. Há um desejo da parte de todos nós de adquirir essas quatro qualidades, sabedoria, cultura, conhecimento e educação, e atingir seus propósitos, liberdade, perfeição, amor e caráter. Mas os estudantes devem perceber que, se essas qualidades não forem propriamente utilizadas, então eles não podem chamar-se estudantes. Como estudantes e futuros cidadãos,, vocês têm a responsabilidade de formar o futuro deste país. Coloquem seus corações no caminho reto ouvindo atentamente as pessoas de eminência e experiência.”
Sathya Sai Baba
sábado, 21 de novembro de 2009
Dia do Músico - 22 de novembro
( Rio de Janeiro 05.03.1887 - 17.11.1959 Rio de Janeiro )
Bachianas Nº 5
Ária ( Cantilena ) 1º Movimento
A mais popular das melodias villa-lobianas, nitidamente inspirada nas serestas, foi composta em 1938, com texto de Ruth Valadares Correa e dedicada a Arminda Villa-Lobos ( sua segunda esposa ) , ou Mindinha, como era mais conhecida. Ruth Valadares Correa - que era também cantora - foi responsável pela estréia da obra, em 1939, sob a regência de Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Grandes cantoras gravaram a "Ária" (ou "Cantilena") da "Bachianas Brasileiras Nº 5" como Bidu Sayão, Victoria de Los Angeles (ambas sob a regência de Villa-Lobos), Anna Moffo, Arleen Auger, Barbara Hendricks, Eva Marton, Galina Vischnevskaya, Joan Baez, Jill Gómez, Kathleen Battle, Kiri Te Kanawa, Maria Lucia Godoy e Renée Fleming, entre tantas outras. Esta obra possui ainda um 2º movimento, "Dança" (subtitulada "Martelo"), com texto de Manuel Bandeira.
www.museuvillalobos.org.br/

Letra:
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente.
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
Surge no infinito a lua docemente,
Enfeitando a tarde, qual meiga donzela
Que se apresta e a linda sonhadoramente,
Em anseios d'alma para ficar bela
Grita ao céu e a terra toda a Natureza!
Cala a passarada aos seus tristes queixumes
E reflete o mar toda a Sua riqueza...
Suave a luz da lua desperta agora
A cruel saudade que ri e chora!
Tarde uma nuvem rósea lenta e transparente
Sobre o espaço, sonhadora e bela!
letras.azmusica.com.br/...villa_lobos_19555/.../letra_bachianas_brasileiras_no_5_-_Aria_cantilena_1276346.html
2º Movimento : Dança ( Martelo )
Letra - Manoel Bandeira
Irerê meu passarinho do sertão do Cariri,
Irerê meu companheiro,
Cadê viola ? Cadê meu bem ? Cadê Maria ?
Ai triste sorte do violeiro cantadô !
Ah ! Sem a viola em que cantava o seu amô,
Ah ! Seu assobio é tua flauta de Irerê:
Que tua flauta do sertão quando assobia,
Ah ! Agente sofre sem querê !
Ah ! Teu canto chega lá no fundo do sertão,
Ah ! Como uma brisa amolecendo o coração,
Ah ! Ah ! Irerê, solta o teu canto !
Canta mais ! Canta mais ! Prá alembrá o Cariri !
Canta cambaxirra !
Canta juriti ! Canta Irerê !
Canta, canta sofrê
Patativa ! Bem-te-vi !
Maria acorda que é dia
Cantem todos vocês
Passarinhos do sertão !
Bem-te-vi ! Eh ! Sabiá !
La ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !
Eh ! Sabiá da mata cantadô !
Liá ! liá ! liá ! liá ! Lá ! liá ! liá ! liá ! liá ! liá !
Eh ! Sabiá da mata sofredô !
O vosso canto vem do fundo do sertão
Como uma brisa amolecendo o coração
Irerê meu passarinho do sertão do Cariri ...
Ai !
http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0308/0555.html
Imagens
Google - imagens
Youtube
Bachianas Nº 5 de Villa Lobos interpretada por Amel Brahim Djelloul ( soprano ), Gautier Capuçon ( cello ) e a Orquestra do “ Un Violon Sur le Sable” ( Festival de música sinfônica
que se apresenta cada ano,no fim do mês de julho, na Praia da Grande – Conche, em Royan, França, sob a direção do maestro Jerôme Pillement ).
"Stardust" - por Socorro Moreira

AGORA A COR PÚRPURA DO CREPÚSCULO
INVADE FUNDO MEU CORAÇÃO
ALTO NO CÉU ESTRELINHAS VÃO SUBINDO
LEMBRANDO-ME QUE NÃO MAIS ESTAMOS JUNTOS
VOCÊ VAGUEIA SEM RUMO E DISTANTE
DEIXANDO-ME UMA CANÇÃO QUE NUNCA VAI MORRER
O AMOR É AGORA UM DEVANEIO DO PASSADO
A MÚSICA DE ANOS QUE SE FORAM
ÀS VEZES ME PERGUNTO POR QUE EU PERCO
NOITES NA SOLIDÃO
SONHANDO COM UMA CANÇÃO
A MELODIA NÃO SAI DA MINHA CABEÇA
E AQUI ESTOU OUTRA VEZ LEMBRANDO DE VOCÊ
QUANDO NOSSO AMOR COMEÇAVA
E CADA BEIJO ERA UMA IMENSA EMOÇÃO
MAS ISTO FOI HÁ MUITO TEMPO
E AGORA MEU CONSOLO
É DEVANEAR COM UMA CANÇÃO
JUNTO ÀQUELE MURO FLORIDO
QUANDO ESTRELAS BRILHAVAM
VOCÊ ESTAVA EM MEUS BRAÇOS
O ROUXINOL NARRA SEU CONTO DE FADAS
EM UM PARAÍSO ONDE ROSAS FLORESCIAM
E EMBORA EU SONHE EM VÃO
NO MEU CORAÇÃO VAI FICAR PARA SEMPRE
MINHA MELODIA DE RECORDAÇÕES
A LEMBRANÇA DE UM REFRÃO DE AMOR
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Presente !
Uma das artes mais difíceis é, certamente, a de presentear. Não é brincadeira vestir o sonho alheio e pôr-lhe adereços. Mesmo os amigos mais chegados , os companheiros de longas jornadas aumentam as cãs na hora de escolher presentes . Fica sempre o medo de não agradar e, pior, o de que a pessoa agraciada tenha que simular ter gostado e ,muitas vezes, usar a lembrancinha com o fito único de encarnar um personagem pseudofeliz. A coisa é tão séria que nem adianta contar com a ajuda do futuro presenteado. Perguntado , ele , certamente, poderá optar por um objeto mais barato, mais simples, mesmo no íntimo entendendo que merecia uma coisa muito melhor.Se se opta por um artigo muito caro a aniversariante rapidamente poderá concluir que aquilo é consciência pesada e que o marido andou aprontando, se , por outro lado, corre-se para um material mais barato, mais em conta, imediatamente ela pensará : Meu Deus, e eu só valho isto ?“Zé Idéia”, um dos nossos filósofos de praça, talvez não tenha decifrado o enigma, mas, ao menos, criou alguns caminhos que não devem ser trilhados por quem acaso queira se sentir algo seguro nesta dificílima arte. O grande desafio estará sempre no presentear as mulheres , me diz ele, apesar de parecerem românticas e sonhadoras , sempre se deve buscar a estrada do pragmatismo. Lição primeira:nunca dar eletrodomésticos ou outros objetos que lembrem trabalho de casa, ela poderá entender que você só se interessa por uma mulher que esquenta a barriga no fogão e esfria na pia. Também não adianta valer-se de peças íntimas como lingeris , sutiãs, calcinhas sensuais: você poderá estar assinando um atestado de que a quer como objeto sexual. Segunda lição : nada de utensílios para malhação como marombas, esteiras, bicicleta ergométrica : no fundo você estará chamando-a de gorda e balofa. Terceira lição : fugir do terreno escorregadio de roupas e sapatos e de tudo que precise de número para ser adquirido: a probabilidade de acertar nestes casos, segundo cálculos da NASA, é exatamente zero. Se nem elas mesmas sabem o que gostam e querem usar, afirma “Idéia” você vem com esta pretensiosa intenção de descobrir ? Quarta lição : nada de presentes pendidos para o lado artístico como livros, cd´s, dvd´s, quadros , o gosto das mulheres neste setor é não só insondável mas igualmente mutante como o vírus da gripe. Zé conta que um amigo seu mandou fazer um quadro por um artista conhecido, copiado de um retrato da namorada e ela simplesmente odiou, o rapaz devia saber que as mulheres sempre se acham mais bonitas e sensuais que os quadros e retratos que porventura se consiga fazer delas. Quinta lição: Cestas de café da manhã e flores mexem com o coração do sexo feminino, mas têm pouca autonomia de vôo , sempre carecem de um acessório e aí o problema volta à estaca zero. Sexta lição : jamais interrogar sobre o presente preferido, você se mostrará óbvio demais e pouco criativo. Sétima lição: maquiagens, perfumes, shampoos, cremes são produtos extremamente especializados e individuais , nem Helena Rubinstein tem cacife para dar consultorias neste assunto. Conclui Zé Idéia: nada do que você ofertar terá um terço do impacto que você pretende causar, com exceção talvez dos diamantes e carros importados.
No fundo, quem sabe, a grande incógnita reside no timing.Quando namorados e amantes , qualquer mínimo objeto: um papel de bom-bom, um bilhete, uma pipoca são sacralizados num ritual de hierofanização. É que o amor e a paixão se bastam e têm a força de consagrar tudo que lhe é tocado. Com o tempo , esmaecido o sentimento, descolorido o afeto, vamos tentando substituí-los por lembrancinhas, por presentes que talvez merecessem agora o nome de ausentes. É como se tentássemos reavivar uma aquarela que desbotou , mudando o seu lugar na parede da casa. O mesmo sol que um dia fez a aquarela brilhar é o mesmo que lhe roubou a cor e nada, nada neste mundo tem a grandeza e a intensidade daquele sentimento que um dia banhou nosso coração com o doce mel da paixão e a calda quente e viscosa do querer.
Convite - Nívia uchôa
Na primeira fase serão 8 espetáculos distribuidos entre drama, comédia, tragicomédia destinados a públicos infantil, infanto-juvenil e adulto. Dança, teatro e teatro de boneços serão o cardápio.
A partir do dia 26. Venham conferir e se torne um parceiro na divulgação. Traga seus amigos, familiares, conhecidos e visinhos. Utilize todos os meios de comunicação e divulgação. O TEATRO HONROSAMENTE AGRADECE!
Espetáculo da semana: "BR 116" com a Cia Alysson Amancio de Dança - dias 26, 27, 28/11 e 03,04 e 05/12 às 20h - entrada frança.
Teatro: Uma forma inteligente de educar e se educar!
Secretaria da Cultura - Secult / JN
Gerência das Artes Cênicas
GOVERNO DA REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA
Poesia da Luz
Fotografia
Nívia Uchôa
(88) 96127485 / 88488094
SECULT - J. do Norte 3571.5933
www.poesiadaluz.blogspot.com
www.aguapraquetequero.blogspot.com
Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba , em Curitiba, 23/07/08 - Colaboração de Carla Valériaus
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar umdelinquente.
7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora.
E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada.
Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos deproduzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.
11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.
13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca.
18. Muitas são desequilibradas ou mesmo loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele).
19. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.
20. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
22. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.
23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.
Frase: "A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai
buscá-lo na cadeia!"
Na Semana da Música ... "Músicas Inesquecíveis" por Corujinha Baiana

Na “Semana da Música”, vamos relembrar as músicas que marcaram a nossa juventude ? Vou começar com algumas:
As Time Goes By – Johnny Mathis
It's Not For Me to Say - Johnny Mathis
Who's Sorry Now - Connie Francis
Come Te Non C´e Nessuno – Rita Pavone
Love me tender – Elvis Presley
Love Letters in the Sand - Pat Boone
Secret Love – Doris Day
Smoke Gets in Your Eyes - The Platters
Total - Bienvenido Granda
Ansiedad - Nat King Cole
Sabra Diós - Lucho Gatica
Greenfields - The Brothers Four
Caminemos – Trio Los Panchos
I'll Never Fall in Love Again - Johnnie Ray
The Green Leaves Of Summer - The Brothers Four
Al di la – Emilio Pericoli
Donde estará mi vida ? – Joselito
I Can't Stop Loving You - Ray Charles
Se Piangi, Se Ridi - Bobby Solo
Una Lacrima Sul Viso – Bobby Solo
La Violetera - Sarita Montiel
E aí ? De quais você se lembrou ? Faça a sua “Hit Parade” ! Pode repetir e/ou acrescentar .
Escritos Extraídos do Silêncio (II)- por Ana Cecília S. Bastos
Fluxo vivo.
Mas me encouraço neste silêncio.
Ou no limite da minha diferença, que é onde estou.
Lúcida, pronta para a grande viagem do ser.
Nem me fira a fé, como à terra o arado, embora.
E no entanto escrever, ainda, poemas herméticos,
palavras que transcendem os acontecimentos imediatos.
Se escrevo tão somente coisas mínimas, dentro de mim
as palavras se pejam, grávidas,
prontas para o parto.
Bananeira . Foto de MVítor.
por Ana Cecília





