Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Recife em azul e branco - por Rosa Guerrera


Hoje 8 de dezembro , Recife se veste de azul e branco em comemoração ao dia de nossa Senhora da Conceição. Com muitos anos de tradição esse culto a padroeira do morro de Casa Amarela, é uma das maiores festas religiosas de Pernambuco,mobilizando milhares de fiéis que chegam a consagrá-la inclusive como a Padroeira da cidade. É a maior festa popular religiosa de Recife, reunindo milhares de fiéis. O santuário surgiu em 1904 quando o então bispo de Olinda e Recife, Dom Luis Raimundo da Silva Brito, mandou construir no alto de um dos morros que contornam a cidade um monumento em honra à Virgem da Conceição. A imagem de Nossa Senhora da Conceição (em ferro fundido, de 5,5 metros de altura e pesando 1.806 quilos) foi trazida da França. A devoção popular à Imaculada é tão forte que seu santuário, no período das comemorações, supera em fluxo as festas do padroeiro Santo Antônio e da co-padroeira Nossa Senhora do Carmo. São realizadas missas, procissão, pagas de promessas e romarias. Paralelamente, acontecem apresentações folclóricas, são montados parques de diversões, feira de artesanato e barracas com gastronomia típica. Em todos os dias “08 de dezembro” os rituais de fé e amor se repetem... Fiéis anônimos, descalços ou não, vestidos de azul e branco além de turistas , sobem os 800 metros de ladeira a pé, para rezar junto a imagem, que é avistada de longe, no seu pedestal tão significativo.No sentido de garantir a segurança dos frequentadores da Festa da Conceição ,diversas secretarias e serviços da Prefeitura do Recife estão envolvidas em trabalhos de garantia aos fiéis e visitantes..O SAMU, Corpo de Bombeiros e Vigilância Ambiental também marcam presença , além dos trabalhos desenvolvidos pela CTTU no acompanhamento as procissões , fazendo alterações no transito para melhor garantia aos presentes e fluidez no tráfego.Finalizando podemos afirmar que a Festa no Morro da Conceição se constitui na maior ROMARIA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, um exemplo de fé e humildade cristã, que é o elemento necessário à sobrevivência material e espiritual do povo brasileiro.

rosa guerrera

O Livro do Cariricaturas - Edição e Lançamento

Caros amigos do Cariricaturas


O Cariricaturas precisa se eternizar, ser lembrado.

O lançamento em Julho (dia 23) de um livro escrito por muitas mãos: uma coletânea com nossos escritores e artistas.

Detalhes :

. Release com fotografia de cada escritor ( 01 página)
• 4 textos por escritor (máximo de 7 páginas - fonte : garamonest - altura : 12) - Temática livre.
• Os textos serão escolhidos pelos próprios escritores;
• um contingente de 200,00 por escritor
• O pagamento pode ser feito em 4 x 50,00 ( fev-mar-abr-maio)
• Cada colaborador ganhará 20 livros.
• o dinheiro que sobrar ( se sobrar) será aplicado na festa de lançamento, que poderá ser realizada no Crato Tênis Clube.
. O livro será dedicado aos mestres de todos os tempos, representados por Dr. José Newton Alves de Sousa.
- Ilustrações
- A capa será a foto de Pachelly- essa que já caracteriza o Cariricaturas.
- O título é: "Cariricaturas em prosas e versos"
- Edição: Emerson Monteiro ( Editora de Sonhos - Crato-Ce)
- Dedicatória ( Assis Lima e Ana Cecília)
- Prefácio/ Apresentação ( José do Vale e Zé Flávio)

-Já estão confirmadas 30 adesões:

01. Claude Bloc
02. Magali Figueirêdo
03. Carlos Esmeraldo
04. Maria Amélia de Castro
05. Ana Cecília Bastos
06. Assis Lima
07. Socorro Moreira
08. Stela Siebra de Brito
09. Wilton Dedê
10. João Marni
11. Rejane Gonçalves
12. Rosa Guerrera
13. Heladio Teles Duarte
14. Edilma Rocha
15. Emerson Monteiro
16. José Flávio Vieira
17. João Nicodemos
18. José do Vale Feitosa
19. Liduina Vilar
20. Elmano Rodrigues
21. Carlos Rafael
22. Armando Rafael
23. Bernardo Melgaço
24. Domingos Barroso
25. Roberto Jamacaru
26.Dimas de Castro
27.Joaquim Pinheiro

28.Luiz Carlos Salatiel
29.Ceci Monteiro
30.Edmar Lima Cordeiro

Lembrem-se:

O envio dos textos será até 21.01.2010.

Na sequência informaremos as condições de pagamento, e oportunamente faremos as prestações de conta.

Aguardamos pronunciamento dos demais colaboradores do Cariricaturas, bem como sugestões, até o dia 21.12.2009.

Nota :

Zé Flávio já deu o ponta pé inicial, enviando de primeira mão release, fotografia e textos. Agora é a nossa vez.

Abraços,

Claude e Socorro

Pensamento para o Dia 08/12/2009


“Valores morais e espirituais precisam ser honrados com a mesma intensidade, ou mesmo mais, que os valores econômicos e materiais. A vida deve ser uma mistura harmoniosa desses valores, com ênfase na força moral. A honra de uma nação depende de sua moralidade. Uma nação sem moralidade está predestinada ao desastre. A moralidade deve ser cultivada no coração nutrindo-o com amor. Somente então podemos ter segurança, justiça, lei e ordem. Se o amor entre as pessoas diminui, as nações se enfraquecerão e a humanidade perecerá.”
Sathya Sai Baba

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“A gratidão é uma virtude suprema. A ingratidão é um pecado grave. Não há perdão para a pessoa ingrata. Um homem sem essa virtude suprema de gratidão é pior que um animal cruel. Tendo recebido sua riqueza, educação e habilidades da sociedade, se ele não serve à causa da sociedade, sua riqueza, educação e habilidades são apenas puro desperdício. O homem é uma criatura da sociedade e deve tudo à sociedade. Se você deseja salvaguardar o seu futuro, você deve ser grato àqueles que o ajudaram em seus tempos difíceis e permitiram-lhe atender suas necessidades pessoais.”
Sathya Sai Baba

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“O segredo da paz está em servir e amar todos os seres. A melhor forma de serviço é o de promover o crescimento dos sábios e buscadores, que são os praticantes da vida superior. Não fale depreciativamente dos servos de Deus; não obstrua a caridade do generoso; não desencoraje o estudo das escrituras, mesmo que você não possa promover nenhum deles.”

Florbela Espanca

Oito de dezembro de 1894. Nasce em Vila Viçosa (Alentejo), na Rua do Angerino, Florbela d'Alma da Conceição Espanca, em casa de sua mãe, Antônica da Conceição Lobo. O pai, o republicano João Maria Espanca, que era casado com outra mulher, Mariana do Carmo Ingleza, curiosamente fará da esposa a madrinha de batismo da filha. Nos registros da Igreja Nossa Senhora da Conceição de vila Viçosa consta Florbela como "filha ilegítima de pai incógnito". O mesmo acontecendo com seu único irmão, Apeles, nascido em 10 de março de 1897. Em 1899 Florbela já freqüenta o curso primário. Data de 11 de novembro de 1903 o poema A vida e a morte – ao que tudo indica o primeiro de sua autoria. Ingressa, em 1908, no Liceu de Évora, onde permanecerá até 1912. No dia de seu aniversário no ano de 1913, Florbela casa-se, no Registro Civil de Vila Viçosa, com Alberto de Jesus Silva Moutinho que havia sido seu colega de classe desde o curso primário. Em abril de 1916, seleciona, dentre a sua produção poética, cerca de 30 peças produzidas a partir de maio de 1915, com as quais inaugura o projeto Trocando Olhares. Em outubro de 1916, desde setembro vivendo em Lisboa e financiada pelo pai, matricula-se na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que abandonará em meados de 1920: dentre os 347 alunos inscritos, apenas 14 são mulheres. Em junho de 1919 faz publicar o Livro de Mágoas, com as dedicatórias: "A meu pai. Ao meu melhor amigo." e "À querida Alma irmã da minha. Ao meu irmão." Logo depois começa a trabalhar em novo projeto Livro de Soror Saudade, publicado em 1923. No dia 30 de abril de 1921 é assinado o divórcio de Florbela e Moutinho. Dois meses depois se casa com o alferes de artilharia da Guarda Republicana, Antônio José Marques Guimarães. Em 1925 divorcia-se de Antônio Guimarães. Ainda em 1925, em Matosinhos, Florbela casa-se com Mário Pereira Lage, médico. Em 1930, com poemas e contos, inicia a colaboração na recém-fundada revista Portugal Feminino, na Civilização e no Primeiro de Janeiro. Em seu Diário do Último Ano, Florbela expressa o estado de solidão em que se vê mergulhada: "O olhar dum bicho comove-me mais profundamente que um olhar humano... Num grande esforço de compreensão, debruço-me, mergulho os meus olhos nos olhos do meu cão... Ah, ter quatro patas e compreender a súplica humilde, a angustiosa ansiedade daquele olhar!..." E não há de ser por acaso que Florbela se faz acompanhar de tal imagem durante esse derradeiro percurso: não é o cão mitológico o guardião da morte?

Em 2 de dezembro de 1930, encerra-se o seu Diário com a seguinte frase: "e não haver gestos novos nem palavras novas!" Cinco dias depois, no dia de seu aniversário, Florbela d'Alma da Conceição Espanca suicida-se em Matosinhos, ingerindo uma dose excessiva de Veronal.

Biografia tirada da "Coleção a Obra-prima de cada autor", Sonetos - Florbela Espanca (texto integral), Martin Claret editora.

Vagares vadios - Socorro Moreira



Pingos na calçada
Lama no caminho
E agora, destino?
Traça e transforma
a vida, em fados!


Um pingo de gente
Encharca meu coração
.

Nosso amor capotou na curva da incompreensão
Nosso caminho ainda terá chão?


Aquietei-me, numa ausência sem recados!

Tudo é incerto
O novo com cara de velho
O ar com cheiro de rosas!

Anos dourados

Piano abandonado - Por: Rosa Guerrera


Há um piano abandonado no fundo do meu coração !E


nele uma história que não foi contada.


Há um sorriso escondido nas suas teclas outrora brancas e


luzentes, e nos seus bemóis e sustenidos marcas de uma


ilusão.


E há também tatuagens de mãos que partiram para sempre


numa sinfonia que ficou inacabada.


Fantasias que o nosso coração vez por outra faz questão


de vesti-las !


De repente compreendemos que precisamos partir dessa


estação de lembranças.


Fechamos o piano e as múltiplas imagens vão


desaparecendo daquele mundo etéreo onde a saudade nos


transportou em forma hoje de estrela inatingível.


Outra melodia soa no ar, e a imagem do velho piano vai


ficando cada vez mais longe !


É quando compreendemos que igual a esse piano


imaginário, o passado mesmo que o tenhamos vivido com


toda intensidade do nosso ser, não consegue hoje no


presente soar a mesma melodia. Suas teclas não possuem


mais condições de serem afinadas !


(rosa guerrera)

Wave

Estrada Branca - Tom e Vinícius




Estrada branca, Lua branca, Noite alta, Tua falta
Cminhando, Caminhando, Caminhando, Ao lado meu
Uma saudade, Uma vontade, Tao doída, De uma vida,
Vida que morreu
Estrada passarada, Noite clara,
Meu caminho é tao sozinho, Tao sozinho, A percorrer
Que mesmo andando para a frente,
Olhando a lua tristemente
Quanto mais ando, Mais estou perto de você
Se em vez de noite fosse dia,
e o sol brilhasse e a poesia
Em vez de triste fosse alegre de partir
Se em vez de eu ver só minha sombra, Nessa estrada
Eu visse aolongo Dessa estrada, uma outra sombra A me seguir
Mas a verdade, É que a cidade,
Ficou longe, ficou longe
Na cidade, Se deixou meu bem-querer
Eu vou sozinho sem carinho,
Vou caminhando meu caminho
Vou caminhando com vontade de morrer

Tenham medo dos contos de Luiz Arraes - por Everardo Norões




Luiz Arraes é um escritor pernambucano que conseguiu se desvencilhar do demônio do regionalismo. Sem despedir-se de nosso universo diário – pois é dele que desenraíza a matéria-prima de seus contos –, sua narrativa pode mover-se em qualquer espaço onde houver uma fresta para a travessia da luz. Luz que tem o vigor e a precisão de um laser, pois corta como bisturi e escolhe o lugar certo da ferida.
Ele também se livrou da influência de mestres, cuja obra, a cada passo e a cada estação, costuma arrebanhar discípulos entre os escritores mais jovens. Sua admiração por Augusto Monterosso, o contista guatemalteco, nada tem a ver com o tamanho de seus contos, nem com a estratégia de sua narrativa. Nos contos que escreve, Luiz Arraes adota dois elementos que o circunscrevem no rol dos contistas mais modernos: a brevidade de uma leitura que não expurga a forma e “aquela intensidade como acontecimento puro”, de que trata Julio Cortázar no ensaio sobre Poe. Uma intensidade em que cada palavra deve concorrer, segundo o escritor argentino, para fazer do conto “uma verdadeira máquina literária de criar interesse”.
Ao desviar-se daquelas limitações – a infecção regionalista e o estigma de algum antecessor –, Luiz Arraes não receou desbrenhar o caminho solitário da criação e soube permanecer arredio a essa espécie de mímesis tão pouco aristotélica.
Qual a chave do enigma? A decifração pode estar contida numa das frases do conto O tudo e o nada, publicado no livro O remetente (7Letras: Rio de Janeiro, 2003): “Eu, vocês notaram, não tenho medo das grandes palavras nem de lugar-comum”.
Pouco importa se o narrador é, ou não, o alter ego do autor. A linguagem objetiva, quase coloquial, não carece de floreios. As grandes palavras residem, primeiro, nas epígrafes, recorrentes em muitos de seus contos e saídas da pena do filósofo alemão Friedrich Nietzsche ou do escritor anglo-indiano Salman Rushdie, de um dito popular ou do filósofo brasileiro Gustavo Corção. Pouco importa. A grande palavra que serve de mote conduz à tessitura da fábula, à ilustração do preceito. No final de um texto em que o coloquial predomina, o leitor é duplamente surpreendido: tanto pela chave que fecha as portas da narrativa como pelo arremate sentencioso, que se nos afigura como uma frase de Montaigne ou o fecho de uma fábula. Porém, fábula que rompe com todos os cânones. Primeiro, a concepção aristotélica de nela só admitir os animais. Em seguida, a de La Fontaine, que as escrevia para “agradar e instruir”. Talvez seja melhor falar de apólogo, que pode ser definido como uma narrativa curta susceptível de ilustrar uma verdade moral.
Ocorre que nos contos de Luiz Arraes há uma subversão que nos dificulta defini-los de acordo com os preceitos de praxe. A “moral” ou a “verdade” que deles irrompe transtorna e incomoda. Revela a feiúra de nosso cotidiano. A feiúra se inscreve na soleira do que se costuma chamar a “modernidade”. “Pois o importante para a arte não é mais mostrar o que é apenas ‘belo’, escreveu Baudelaire – o poeta francês reconhecido como fundador da “modernidade” –, que não conseguia conceber um tipo de Beleza em que não existisse Infelicidade. E no conhecido ensaio A desumanização da arte, de 1924, Ortega y Gasset já observava, com propriedade, que a arte “obriga o bom burguês a sentir-se tal como ele é: bom burguês, ente incapaz de sacramentos artísticos, cego e surdo a toda beleza pura”.
O conto O remetente, que empresta o título ao livro, pode ser lido como uma alegoria sobre a própria condição do autor: o personagem envia cartas anônimas às pessoas de seu conhecimento, com o objetivo de criar situações incômodas, transtornar aqueles para quem a vida é “mais vazio do que plenitude”. Até que desiste do intento e resolve escrever para si mesmo, ao reconhecer que é melhor recebê-las do que se dar ao trabalho de enviá-las.
Os contos de Luiz Arraes são como essas cartas, incômodas, que gritam dentro de nós. Incômodo e emoção, como no conto O sonho da criança pobre: aquela que sonha com a mãe sem roxo na cara, com o pai sem bafo de álcool, com alguém capaz de lhe passar a mão na cabeça. Aquela que, finalmente, apenas aprendeu a sonhar cheirando cola e, desde então, “sonha acordada e, quando dorme, tem pesadelos”.
Tenham medo das narrativas de Luiz Arraes.
Não são amenas como as narrativas edulcoradas, que tratam de algum passado épico, ou de amores bem-sucedidos.
Tenham medo dos contos de Luiz Arraes.
Sobretudo se quiserem esquecer, no aconchego de vossos quartos congelados de um último andar, que existe uma outra cidade: a que sonha em assaltar nossos sonhos.
Como os colonizados de Frantz Fanon.
__
Ilustração de Francisco Toledo, pintor mexicano
por Everardo Norões

Receita de Panetone




Ingredientes:

- 1 Kg de farinha de trigo

- 100 g de fermento biológico

- 200 g de manteiga

- 200 g de açúcar

- 15 g de mel

- 8 gemas

- 10 g de sal

- 250 g de frutas cristalizadas

- 150 g de uvas passas embebidas no rum

- 1 pitada de vanilina ou aroma de baunilha

- raspas e suco de laranja

- água até dar o ponto

Modo de Preparo

1. Numa vasilha, misture 100 g de farinha, o fermento e um pouco de água

2. Fica com aparência de esponja

3. Deixe descansar por 15 minutos e depois adicione o restante dos ingredientes, colocando as frutas cristalizadas e as uvas sempre por último e faça uma massa bem macia

4. Deixe descansar, coberta por um pano, durante 20 minutos e em seguida, faça os modelos, coloque nas formas e deixe descansar novamente até quase atingir o dobro

5. Leve para assar numa assadeira ou em forma de papel, colocando num forno aquecido a uma temperatura média de 180 graus

sempre tops

Desafinado - João Gilberto interpreta Tom Jobim

Hoje, 8 de Dezembro, 29 anos da morte de Jonh Lennon







John Winston Ono Lennon, MBE (batizado John Winston Lennon; Liverpool, 9 de Outubro de 1940 — Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1980), foi um músico, compositor, escritor e ativista em favor da paz britânico. É considerado um dos maiores ícones do século XX.

John Lennon ganhou notoriedade mundial como um dos integrantes do grupo de rock britânico The Beatles. Na época da existência dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney. Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela se tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John dedicou-se a carreira solo.

Afastado da música desde 1975, por se dedicar mais a família desde o nascimento de seu filho com Yoko Ono, Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Era como um recomeço. Porém em 8 de dezembro do mesmo ano, John foi assassinado em Nova York por Mark David Chapman quando retornava do estúdio de gravação junto com a mulher.

Dentre as composições de destaque de John Lennon estão "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "instant Karma!", "Happy Xmas (War Is Over)", "Woman", "(Just Like) Starting Over" e "Watching the Wheels" em carreira solo.

Em 2002, John Lennon entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos.

wikipédia

Insensatez de Tom Jobim, interpretada por Alaíde Costa-

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Tom Jobim - Grande , Tom Jobim !




Tom Jobim
(Compositor brasileiro)
27/1/1927, Rio de Janeiro (RJ)
8/12/1996, Nova York, EUA


"O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano / Meu maestro soberano / Foi Antonio Brasileiro." Nessa canção de Chico Buarque, Tom Jobim é citado como uma espécie de fundador arquetípico da nacionalidade brasileira.

Antonio Carlos Brasileiro Jobim nasceu na Tijuca, no Rio de Janeiro. Aos quatro anos de idade, mudou-se com os pais para a Zona Sul, passando a morar no bairro de Ipanema e depois em Copacabana.

Atraído pela música, fez estudos de piano com o professor Hans Joachim Koellreuter, no colégio cuja diretora era sua mãe, dona Nilza. Passou no vestibular para arquitetura, mas cursou apenas dois anos.
Em 1949, casou-se com Thereza Hermanny, com quem teve dois filhos, Paulo e Elizabeth.

Arranjou emprego como pianista da Rádio Clube do Brasil e logo passou a tocar em bares. Para garantir a sobrevivência, trabalhava como arranjador para a gravadora Continental.

Suas primeiras composições incluíram parcerias famosas com Newton Mendonça, que seria seu parceiro em "Desafinado", e Billy Blanco, com quem comporia seu primeiro grande sucesso, "Tereza da Praia".

Apresentado a Vinícius de Moraes pelo crítico Lucio Rangel, Tom Jobim foi convidado a compor as melodias de "Orfeu da Conceição", peça que estreou em 1956.

Elisete Cardoso gravou "Canção do Amor Demais" em 1958, que sinalizou uma parceria próspera entre Vinícius e Jobim.

Já reconhecido como um dos maiores compositores brasileiros, Jobim escreveu uma sinfonia dedicada a Brasília.

Em 1959, recebeu a Palma de Ouro, em Cannes, e o Oscar pela trilha sonora do filme "Orfeu Negro", dirigido por Albert Camus, inspirado em "Orfeu da Conceição".

Tom Jobim compôs com Vinícius de Morais, em 1963, a música que o tornaria mundialmente famoso, "Garota de Ipanema", uma espécie de hino brasileiro que recebeu centenas de gravações. Em 1967, compôs "Wave", também uma canção de grande impacto.

Na década de 1970, Tom casou-se pela segunda vez, com a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, na época com apenas 19 anos, com quem teve dois filhos, João Francisco e Maria Luiza.

Com uma bem-sucedida carreira de shows, gravações, entrevistas e homenagens, Tom Jobim dividia-se entre o Brasil e os Estados Unidos.

Em 1993, vários compositores, entre eles Herbie Hancock e Ron Carter, fizeram um tributo a Tom Jobim, no Free Jazz Festival, em São Paulo. Ainda nesse ano, Jobim lançou um novo álbum, "Antonio Brasileiro", com participação de Dorival Caymmi e Sting.

Depois de se apresentar em duas ocasiões no Carnegie Hall, em Nova York, Tom Jobim fez seu último show em Jerusalém, em 1994.

Acometido de problemas circulatórios, realizou uma série de exames, ao fim dos quais foi constatado um câncer na bexiga. Jobim foi operado no Mount Sinai Medical Center, em Nova York, no dia 6 de dezembro de 1994. Dois dias depois, teve uma parada respiratória e faleceu. Seu corpo foi transferido para o Brasil e enterrado no Rio de Janeiro.

netsaber

No "Ano da França no Brasil" ... Daniel Gérard

Amadores - Domingos Barroso

Ouvi dizer que tu vais tomar banho de cachoeira nua.
Até pelo telefone tua voz esbanja pura felicidade.

De fato o inocente fora do cárcere
vê o céu com outros pássaros nos olhos,
abraça árvores apaixonadamente,
tropeça no meio-fio e gargalha.

Enquanto eu o algoz caolho
em meados de dezembro
começa a levantar peso.

Tenho que estar forte:
o leme do meu navio
agora é um leme tosco.

Sabe, desses lemes de pirata;
e as velas, meu deus, enrijecidas
pela banha preguenta de elefante.

Espero que o vento venha mais impetuoso:
leve o barco, quebre o leme, rasgue as velas.

Como sou um algoz caolho
não vejo lágrima alguma.

Mas, lembra-te:
o vento adora dar voltas
em torno dos cílios.




domingos barroso

Para animar a noite que se finda - Mireille Mathieu

Corujinha Baiana deseja ...




Para Claude Bloc - do seu amigo secreto

Biscoitos de Natal - por Socorro Moreira( para Armando Rafael)


Meu natal tinha o cheiro dos biscoitos de Dona Hilda, irmã de Padre Xavier. A gente achava o gosto um tanto exótico ( acho que era o gengibre), mas depois nos acostumamos, e passamos a esperá-los. Eles só aconteciam perto do natal.

Ingredientes

125 g de manteiga gelada
1/3 xi de açúcar mascavo

1 ovo
2 1/2 xi de farinha de trigo
1 colher de canela
1 colher de chá de gengibre e cravo
1 colher de bicarbonato de sódio


Preparo :

Fazer um creme com a manteiga e o açúcar. Misturar os outros ingredientes. Numa supefície lisa e esfarinhada amassar até obter uma consistência firme. Levar à geladeira por 30 min. Abrir a massa. Cortar com forminhas decorativas. Forrar uma assadeira com papel manteiga. Dispor os biscoitos numa distância de 2 cm. Assar em forno pré-aquecido por 30 min. Deixar esfriar , passar no açúcar cristal , e guardar num recipiente fechado.
Dica : Agregar à massa castanhas, nozes , bem picados.

Perfeição - Domingos Barroso

A cruz ao ombro
para que o corpo
permaneça plantado

e a alma não se atreva
além dos céus.

A cruz ao ombro
para que o corpo entenda
da leveza dos sonhos

e a alma não se iluda tanto
com outras verdades.

Não é covardia a mão trêmula,
a companhia enlouquecida dos anjos.

A cruz ao ombro
deixa claro -

é bom viver feito boi
com as patas fincadas

o sol nos olhos
carrapatos na parte de baixo

e muita indiferença.

domingos barroso

Ânsias - por Domingos Barroso

Sinto náuseas
por tanto escrever
bebo refrigerante
como salgadinhos
ontem minha mãe
completou 73 anos
não chego lá sei
tenho o fígado furado
sinto vontade
de pular desse trem
é tanta ventania
nos olhos da gente
bebo refrigerante
como mais um pedaço de bolo
cereja tirada com o dedo
que cor tão vermelha
sangue na brancura do chantily
sinto náuseas por tanta tolice
ontem minha mãe completou 73
aos 44 pressinto só alcanço 62
oxalá meu corpo não seja lançado fora
desse trem bom desse trem beleza.

domingos barroso

Quem será este par sorridente?

Ambos já nos deram adeus, mas deixaram plantada
a amizade entre os seus descendentes.
***
Nos deixaram em seu legado a alegria e a honradez.
Nos legaram os sorrisos e a paz de espírito,
a dignidade e a garra para enfrentar a vida.
***
Que o Natal seja este renascer para as amizades sinceras,
o melhor presente para qualquer ocasião.
***

Revisitando Hannah Arendt - por Márcia Denser



Certa vez Hannah Arendt escreveu que pensar é intrinsecamente uma atividade anti-social e subversiva, porque é um ato que ameaça todas as versões oficiais do direito e da ordem. Por isso, tanto nos sistemas totalitários quanto naquele em que prepondera o Pensamento Único, que impõem a “verdade única”, pensar livremente é crime. Mas como pensar, senão livremente? O pensamento elimina as ficções convenientes que mascaram as deformações de uma ordem social. Um dos feitos de Arendt é conseguir manter a filosofia fora do alcance dos interesses político-partidários, conferindo à sua obra um caráter aberto, muito distante de imposições dogmáticas.

Aliás, sobre autoridade, ela afirma: “Visto que a autoridade sempre exige obediência, normalmente ela é confundida com alguma forma de poder e violência. Contudo, a verdadeira autoridade exclui a utilização de meios externos de coerção, pois onde a força é usada, a autoridade como tal francassou.” Para ela, no domínio da política, onde o sigilo e o embuste deliberado sempre tiveram um papel importante, o auto-embuste (ou auto-engano) é o perigo por excelência, o impostor auto-enganado perde todo o contato não só com sua platéia, mas também com o mundo real, o que aumenta em muito sua periculosidade.”

A “introjeção” da ideologia dominante – a ponto do dominado fazer coincidir suas aspirações com as do dominador é o quê campeia na mídia. A exemplo, vocês leram no UOL, primeira página de 01/06, um artigo com o título “MST tucano”? Uma espécie de obra-prima em matéria de desinformação e vinculação da cartilha tucanodemolóide, sua“ideologia de segundo grau” cada vez mais perversa e burra. Confiram, que não vou citar – afinal, quem dá cartaz para trouxa é lavadeira.

Nesses tempos tão bicudos, tão estéreis, é um alívio revisitar o livre-pensar de Hanna Arendt, cujo tema foi a liberdade e sua tarefa a de iluminar e restaurar a importância do setor público, onde o diálogo permite a emergência da política como uma das grandes dimensões da dignidade humana. Digo isto a propósito da releitura de As origens do totalitarismo: imperialismo, a expansão do poder (Rio, Documentário, 1976), especificamente quando ela trata da emancipação política da burguesia e das ligações desta com o poder.

Segundo Hannah, o imperialismo surgiu quando a classe detentora da produção capitalista rejeitou as fronteiras nacionais como barreira à expansão econômica. A burguesia ingressou na política apenas por necessidade econômica: como não desejava abandonar o sistema capitalista, cuja lei básica é o constante crescimento econômico, a burguesia tinha que impor esta lei aos governos – para que a expansão se tornasse o objetivo final da política externa.

Em meados do século XIX (a partir de 1870), ocorre uma crise econômica em toda Europa devido à superprodução de capital, ao surgimento de dinheiro “supérfluo” causado pelo excesso de poupança, que já não podia ser produtivamente investido dentro das fronteiras nacionais. Pela primeira vez, o investimento de poderio não abria caminho ao investimento de dinheiro, mas a exportação do poder seguia os caminhos do dinheiro exportado, visto que investimentos incontrolados em países distantes ameaçavam transformar vastas camadas da sociedade em meros jogadores, mudar toda a economia capitalista de um sistema de produção para um sistema de especulação financeira, e substituir lucros de produção por lucros de comissão. A época foi marcada por falcatruas, escândalos financeiros e jogatina no mercado de ações!

Mas verificou-se que os acionistas ausentes não queriam correr os tremendos riscos relativos ao aumento de seus lucros, embora estes também fossem tremendos. Só a força material do Estado poderia protegê-los. Então ficou claro que a exportação de dinheiro implicava em exportação da força de governo. E muitos governos viram com apreensão crescente a tendência de fazer dos negócios uma questão política e de identificar os interesses econômicos de grupos com os interesses nacionais. Mas parecia que a única alternativa à exportação do poder era o sacrifício deliberado de grande parte da riqueza nacional. Só a expansão dos instrumentos nacionais de violência poderia racionalizar o movimento de investimentos no estrangeiro e reintegrar na economia da nação as desenfreadas especulações com o capital supérfluo, ou excedente, desviado para um jogo que tornava arriscadas as poupanças.

A primeira conseqüência da exportação do poder foi esta: os instrumentos de violência do Estado, ou seja, a polícia e o exército – que na estrutura da nação existiam ao lado das demais instituições nacionais e eram controlados por estas – foram dele separados e promovidos à posição de representantes nacionais em países fracos e não civilizados. Em regiões atrasadas, sem indústria e sem organização política, onde a violência campeava livremente, as “leis do capitalismo” tinham permissão de criar “novas realidades” (ou seja, pesadelos de ponta) . O segredo do sucesso estava precisamente no fato de terem sido eliminadas as leis econômicas para não barrarem o caminho à cobiça das classes proprietárias. O dinheiro enfim podia gerar dinheiro porque a força, em completo desrespeito às leis, econômicas e éticas, podia apoderar-se das riquezas.

Somente o acúmulo ilimitado do poder podia levar ao acúmulo ilimitado do capital.

Não é profética a pertinência do pensamento de Hannah Arendt aqui e agora, agora e sempre?


Márcia Denser

Para Zélia Moreira presente do amigo secreto


Ailton Esmeraldo, Moreirinha e Maryane Esmeraldo ( 1974)


8 de Dezembro( amanhã) - Dia de Nossa Senhora da Conceição


Nossa Senhora da Conceição, padroeira do Reino.
Nas cortes celebradas em Lisboa no ano de 1646, declarou el-rei D. João IV que tomava a Virgem Nossa Senhora da Conceição por padroeira do Reino de Portugal, prometendo-lhe em seu nome, e dos seus sucessores, o tributo anual de 50 cruzados de ouro.

Ordenou o mesmo soberano que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, jurassem defender a Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Não foi D. João IV o primeiro monarca português que colocou o reino sob a proteção da Virgem; apenas tornou permanente uma devoção, a que os nossos reis se acolheram algumas vezes em momentos críticos para a pátria.

D. João I punha nas portas da capital a inscrição louvando a Virgem, e erigia o convento da Batalha a Nossa Senhora, como o seu esforçado companheiro D. Nuno Alvares Pereira levantava à Santa Maria o convento do Carmo. Foi por provisão de 25 de Março, do referido ano de 1646, que se mandou tomar por padroeira do reino Nossa Senhora da Conceição.

Comemorando este fato cunharam-se umas medalhas de ouro de 22 quilates, com o peso de 12 oitavas, e outras semelhantes, mas de prata, com o peso de uma onça, as quais foram depois admitidas por lei como moedas correntes, as de ouro por 12$000 réis e as de prata por 600 réis.

Segundo diz Lopes Fernandes, na sua "Memória das Medalhas", que António Routier foi mandado vir de França, trazendo um engenho para lavrar as ditas medalhas, as quais se tornaram excessivamente raras, e as que aquele autor numismata viu cunhadas foram as reproduzidas na mesma Casa da Moeda no tempo de D. Pedro II.

Acham-se também estampadas na História Genealógica, tomo IV, tábua EE. A descrição é a seguinte: JOANNES IIII, D. G. PORTUGALIAE ET ALGARBIAE REX – Cruz da ordem de Cristo, e no centro as armas portuguesas. Reverso: TUTELARIS RE­GNI – Imagem de Nossa Senhora da Conceição sobre o globo e a meia-lua, com a data de 1648, e nos lados, o Sol, o espelho, o horto, a casa de ouro, a fonte selada e arca do santuário.

O dogma da Imaculada Conceição foi definido pelo papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, pela bula Ineffabilis. A instituição da ordem militar de Nossa Senhora da Conceição por D. João VI sintetiza o culto que em Portugal sempre teve essa crença antes de ser dogma.

Em 8 de dezembro de 1904, lançou-se em Lisboa solenemente a primeira pedra para um monumento comemorativo do cinqüentenário da definição do dogma. Ao ato, a que assistiram as pessoas reais, patriarca e autoridades, estiveram também representadas muitas irmandades de Nossa Senhora da Conceição, de Lisboa e do país, sendo a mais antiga a da atual freguesia dos Anjos, que foi instituída em 1589.

No Brasil é tradição montar a árvore de Natal e enfeitar a casa no dia 8 de dezembro, dia de N.Sra. da Conceição.

HOMENAGEM DE JOÃO PAULO II À IMACULADA CONCEIÇÃO NA PRAÇA DE ESPANHA EM 8 DE DEZEMBRO DE 2002

Ave Maria, gratia plena!
Virgem Imaculada, eis-me aqui,
mais uma vez aos teus pés
com a alma comovida e reconhecida.

Volto a esta histórica Praça de Espanha
no dia solene da tua festa
para rezar pela dilecta cidade de Roma,
pela Igreja, pelo mundo inteiro.

Em Ti, "a mais humilde e excelsa das criaturas",
a graça divina conseguiu a vitória plena
sobre o mal.

Preservada de toda a mancha de culpa,
Tu és para nós,
peregrinos nos caminhos do mundo,
modelo luminoso de coerência evangélica
e penhor valiosíssimo de esperança segura.

Virgem Mãe, Salus Populi Romani!
Vela, eu Te peço,
sobre a amada Diocese de Roma:
sobre Pastores e fiéis,
sobre paróquias e comunidades religiosas.

Vela especialmente sobre as famílias:
que entre os cônjuges reine sempre
o amor, selado pelo Sacramento,
que os filhos caminhem sobre as sendas do bem
e da verdadeira liberdade,
os anciãos se sintam envolvidos
por atenção e afecto.

Suscita, Maria, em muitos corações jovens
respostas radicais à "chamada para a missão",
tema sobre o qual a Diocese
vem reflectindo nestes anos.

Graças a uma intensa pastoral vocacional,
que Roma seja rica de novas forças jovens,
que se entreguem com entusiasmo
ao anúncio do Evangelho
na Cidade e no mundo.

Virgem Santa, Rainha dos Apóstolos!
Assiste quem, com o estudo e a oração,
se prepara para trabalhar
nas múltiplas fronteiras
da nova evangelização.

Hoje confio-Te, de modo especial,
a comunidade do Pontifício Colégio Urbano,
cuja sede histórica se encontra
mesmo em frente desta Coluna.

Que esta benemérita instituição,
fundada já há 375 anos
pelo Papa Urbano VIII
para a formação dos missionários,
possa continuar eficazmente
o seu serviço eclesial.

Quantos aqui são acolhidos,
seminaristas e sacerdotes,
religiosos, religiosas e leigos,
estejam prontos a pôr as suas energias
à disposição de Cristo no serviço do Evangelho
até aos últimos confins da terra.

Sancta Maria, Mater Dei, ora pro nobis!
Roga, ó Mãe, por todos nós.
Pede pela humanidade
que sofre a miséria e a injustiça,
a violência e o ódio, o terror e as guerras.

Ajuda-nos a contemplar com o Santo Rosário
os mistérios daquele que "é a nossa paz",
a fim de que nos sintamos todos envolvidos
num compromisso preciso de serviço à paz.

Volve um olhar de particular atenção
para a terra em que deste à luz Jesus,
terra que amastes em comum
e que hoje é ainda muito provada.

Reza por nós, Mãe da esperança!
"Dá-nos dias de paz, vela sobre o nosso caminho.

Faz que vejamos o teu Filho,
cheios de glória no céu". Amen!


Webdesigner: Lika Dutra

E por falar em estrelas ...

Homenagem ao meu pai – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo


Quero fazer uma singela homenagem ao meu pai, Aníbal Viana de Figueiredo, que faleceu há três anos e sete meses. Ele foi um cratense de privilegiada inteligência que estudou em Fortaleza, mas como amava muito o Crato, preferiu montar o seu consultório de dentista nesta cidade. Casou com minha mãe, Maria Eneida de Figueiredo em 29 de dezembro de 1945 e viveram juntos sessenta anos. Dessa união nasceram oito filhos. Foi um exemplo de marido e de pai. A saudade é grande, mas fica a certeza de que ele cumpriu a sua missão na terra. E pela minha fé, acredito que está contemplando a face de Deus, pois passou sua vida fazendo o bem aos outros. Um homem digno que plantou nos filhos a semente da honestidade, da responsabilidade, do respeito ao ser humano e do amor ao próximo.

Meu pai era uma pessoa que tinha muito amor e entusiasmo pela vida e valorizava a amizade. Lembro-me com muita gratidão, que recebi dele muito carinho, amor e apoio em todos os momentos da minha vida, tudo que um ser humano precisa para crescer de maneira saudável. Embora sentindo muita falta da sua presença física, ele continuará nos guiando com o exemplo de vida e os ensinamentos que deixou para nós, seus filhos, para vivermos no caminho da retidão. Com a sua profissão, conseguiu formar todos os filhos. Jamais se preocupou em acumular riquezas e ter poder, pois era uma pessoa simples e sem vaidade. Sinto que meu pai nos deixou a melhor herança, os valores “que nem a traça e a ferrugem corroem, nem os ladrões assaltam e roubam.” (Mt, 6-19).

Agradeço a Deus por ter me dado um pai tão maravilhoso, presente em todos os momentos da minha vida. A educação que recebi dele era baseada no seu testemunho de vida. Muitas vezes, eu presenciei cenas importantes para o meu crescimento como pessoa humana nas atitudes de meu pai. Na sua profissão, nunca agiu com egoísmo, sempre tratou bem a todos os seus clientes, sem fazer nenhuma distinção com os que podiam pagar ou com os que não podiam pagar. Era solidário com os novos dentistas que se instalavam na nossa cidade, ajudando-os em tudo que fosse possível, sem nenhum temor de sofrer concorrência. São essas e outras qualidades que admiro no meu pai e foram passadas para todos os filhos ao longo da vida, que me fizeram decidir escrever essas palavras de respeito, amor, orgulho e agradecimento por esse pai que fez tudo que pode para fazer de seus filhos pessoas dignas.

Por: Magali de Figueiredo Esmeraldo

Lembrança teimosa - por Socorro Moreira


Tinha dança nos pés,
olhos e cabelos
Rosto com trejeitos ...
Tudo sedutor !

Cheiro de madeira
perfumando o leito
Virou meu delírio ,
me pegou sem jeito !

Em cada toque ,
um choque ...
Uma tatuagem ,
que a pele grava ,
mesmo envelhecida ...

O amor é toldo
A pessoa parte
O amor é João
que teimoso fica !
.
socorro moreira