Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 12 de dezembro de 2009

UM POEMA PARA MAGALI

UM SALMO
Adélia Prado


Tudo que existe louvará.
Quem tocar vai louvar,
quem cantar vai louvar,
o que pegar a ponta de sua saia
e fizer uma pirueta, vai louvar.
Os meninos, os cachorros,
os gatos desesquivados,
os ressuscitados,
o que sob o céu mover e andar
vai seguir e louvar.
O abano de um rabo, um miado,
u’a mão levantada, louvarão.
Esperai a deflagração da alegria.
A nossa alma deseja,
o nosso corpo anseia
o movimento pleno:
cantar e dançar TE-DEUM.

Parabéns, Amélia Coelho !

" O meu canto é minha prece ! Salve o povo das terras dos Kariris" !

(Amélia Coelho)

És a mulher do dia
De joão, de Chico e de Maria
Até os anjos ela conquista
Tece em citara seu balanço
És mulher que alumia
Universal em todos os planos
Ès mulher da cor do sol
Atemporal em seus encantos

Olha que alumiança
Espia,ela é tão linda
Quando passa o vento dança
Imbalançando a saia comprida


Fatinha Gomes/LIfando/Luciana

Amélia Coelho,

Grande figura do meio artístico caririense. Merece todo nosso apreço !

Abraços do Cariricaturas .

Teresa (Manuel Bandeira)- Colaboração de Vilma Abadie



"A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna
Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse
Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas".


Estes nove versos inspiraram Rejane nesse texto ousado e intrigante. Transcrevo para os curiosos como eu.


Vilma Abadie

Os castelos de Espanha - por José do Vale Pinheiro Feitosa

E são coisas que não se medem com as medidas da vida.
São outras medidas, mais que réguas de várias gerações.
Muito além das manadas de camelo nos desertos da Arábia.
Dimensões que ultrapassam a improvável retomada de Jerusalém.

E tudo que um duque poderia nem chega a um centímetro desta medida.
Pois é nada esta esperança de vida que não vai além dos quarentas anos.
É desprezível, mesmo que fantasia de eterno, o amor por aquela donzela.
As glórias daquele cavalheiro entre dragões, escarpas, e as chagas da lepra.

São coisas muito mais duradouras que a guerra vitoriosa no panteão da memória.
Vai além das trovas pelas trilhas em guitarras que fazem a curva até o amor.
São medidas tão maiores que os falcões não caçam por tanto senso diminuto.
Que as armas, digo armaduras, não sustentam a oxidação mais rápida que elas.

Nem as glórias de Fernando e Isabel a saquearem o ouro dos Astecas.
Pizarro atravessar os Andes e no ar rarefeito drenar a civilização Inca.
Duram muito mais que as ex-colônias libertas ao julgo do imperialismo.
Vão além das fogueiras da inquisição, da rigidez cínica da Opus Dei.

Os tempos de Franco são grãos se comparados àquelas medidas.
Mesmo que alguém fale a língua de Castela seu verbo é mais jovem ainda.
Não tanto quanto o latim, mas esse se vulgarizou nas colinas e desertos da Ibéria.
Mais que Segovia, Granados, Benitez, Falla ou Paco de Lucia da corda dão a nota.

São medidas maiores que a vida: os Castelos de Espanha.
E que vida tão desprezível inventou monumentos milenares?
O que inventavam no tempo e no espaço aqueles senhores de mortalidade precoce?
São os Castelos de Espanha mais duradouros do que o tempo de qualquer dinastia.

Buen Amor, Almodóvar, Ampudia, Olite,
Berzanga Soria, Coca, Manzanares el Real,
Coyanza e Templário, muito mais que os senhores.
Tanto que se espalham pelo mundo numa fugaz apresentação da internet.

Quem deve cuidar do Planeta? - Por Leonardo Boff

Um teólogo famoso, no seu melhor livro – Introdução ao Cristianismo – ampliou a conhecida metáfora do fim do mundo formulada pelo dinamarquês Sören Kirkegaard, já referida nesta coluna. Ele reconta assim a história: num circo ambulante, um pouco fora da vila, instalou-se grave incêndio. O diretor chamou o palhaço que estava pronto para entrar em cena que fosse até à vila para pedir socorro. Foi incontinenti. Gritava pela praça central e pelas ruas, conclamando o povo para que viesse ajudar a apagar o incêndio. Todos achavam graça pois pensavam que era um truque de propaganda para atrair o público. Quanto mais gritava, mais riam todos. O palhaço pôs-se a chorar e então todos riam mais ainda. Ocorre que o fogo se espalhou pelo campo, atingiu a vila e ela e o circo queimaram totalmente. Esse teólogo era Joseph Ratzinger. Ele hoje é Papa e não produz mais teologia mas doutrinas oficiais. Sua metáfora, no entanto, se aplica bem à atual situação da humanidade que tem os olhos voltados para o pais de Kirkegaard e sua capital Copenhague. Os 192 representantes dos povos devem decidir as formas de controlar o fogo ameaçador. Mas a consciência do risco não está à altura da ameaça do incêndio generalizado. O calor crescente se faz sentir e a grande maioria continua indiferente, como nos tempos de Noé que é o “palhaço” bíblico alertando para o dilúvio iminente. Todos se divertiam, comiam e bebiam, como se nada pudesse acontecer. E então veio a catástrofe.

Mas há uma diferença entre Noé e nós. Ele construiu uma arca que salvou a muitos. Nós não estamos dispostos a construir arca nenhuma que salve a nós e a natureza. Isso só é possível se diminuirmos consideravelmente as substâncias que alimentam o aquecimento. Se este ultrapassar dois a três graus Celsius poderá devastar toda a natureza e, eventualmente, eliminar milhões de pessoas. O consenso é difícil e as metas de emissão, insuficientes. Preferimos nos enganar cobrindo o corpo da Mãe Terra com band-aids na ilusão de que estamos tratando de suas feridas.

Há um agravante: não há uma governança global para atuar de forma global. Predominam os estados-nações com seus projetos particulares sem pensarem no todo. Absurdamente dividimos esse todo de forma arbitrária, por continentes, regiões, culturas e etnias. Sabemos hoje que estas diferenciações não possuem base nenhuma. A pesquisa científica deixou claro que todos temos uma origem comum pois que todos viemos da África.

Consequentemente, todos somos coproprietários da única Casa Comum e somos corresponsáveis pela sua saúde. A Terra pertence a todos. Nós a pedimos emprestado das gerações futuras e nos foi entregue em confiança para que cuidássemos dela.

Se olharmos o que estamos fazendo, devemos reconhecer que a estamos traindo. Amamos mais o lucro que a vida, estamos mais empenhados em salvar o sistema econômico-financeiro que a humanidade e a Terra.

Aos humanos como um todo se aplicam as palavras de Einstein: “somente há dois infinitos: o universo e a estupidez; e não estou seguro do primeiro”. Sim, vivemos numa cultura da estupidez e da insensatez. Não é estúpido e insano que 500 milhões sejam responsáveis por 50% de todas as emissões de gases de efeito estufa e que 3,4 bilhões respondam apenas por 7% e sendo as principais vitimas inocentes? É importante dizer que o aquecimento mais que uma crise configura uma irreversibilidade. A Terra já se aqueceu. Apenas nos resta diminuir seus níveis, adaptarmo-nos à nova situação e mitigar seus efeitos perversos para que não sejam catastróficos. Temos que torcer para que em Copenhague entre 7 e 18 de dezembro não prevaleça a estupidez mas o cuidado pelo nosso destino comum.

Leonardo Boff é autor de Opção-Terra. A solução para a Terra não cai do céu, Record 2009.

Outras Visões

Ao longe, no dorso dos desertos onde vagam as idéias errantes
Está o sonho do ser, do homem, do delírio, da idéia
Ao longe, onde a retina não enxerga, onde a voz não lateja
Vibra um círio de vida, uma chama eterna de utopia.

Ao longe, nos sóis sangrentos dos fins de tarde
Estão meus sonhos fitando-me nos horizontes
A minha espera, a ver meus passos em sua direção
Ao ver os ventos sobre as folhas levitando

O orvalho se fazendo em prisma
Minhas retinas fitando-os desde longos anos
Meu passo largo, meus dedos magros
Meu copo cansado e permanente

Uma marcha solitária de passos
Que jamais desistem...
Ao longe, mesmo que incerto
Se que está tão presente,
Quanto às idéias que em minha mente existem

Pensamento para o Dia 12/12/2009


“Tristezas e desastres são as nuvens que voam no céu; elas não podem ferir as profundezas azuis do espaço da fé. Considere alegria e tristeza como professores de coragem e equilíbrio. A tristeza é um lembrete amigável, um bom mestre, até mesmo um professor melhor que a alegria. Não recue diante da dor. Receba com agrado o teste, porque depois o certificado lhe será concedido. É para medir seu progresso que os testes são impostos.”
Sathya Sai Baba

Bolo de Natal para Magali Figueredo


Ingredientes


6 Claras

6 Gemas

2 Xícaras de açúcar

2 colheres de amido de milho

1 Xícara de farinha de trigo

1 Copo de Óleo de soja

200g de uvas passas, ameixas,avelãs nozes e figos.

Óleo de soja para untar e farinha para polvilhar.


Modo de Preparo


Batas as claras em neve, depois as gemas e acrescente o açúcar, o amido de milho, a farinha de trigo e o óleo de soja, batendo bem
Unte e polvilhe a assadeira e coloque a massa e por último as fruta , e é só levar ao forno .

Festa na madrugada de sábado ... !

Efemérides do dia 12 de Dezembro

Nasceram neste dia , entre outros : Wagner Tiso, Fittipaldi, Arnaldo Jabor ,Antunes Filho, Frank Sinatra, Gustave Flaubert, Ná Ozetti , nosso ilustre cineasta GUEL ARRAES , nossa querida amiga escritora Magali Figueredo, ...

Morreram nesta data : José de Alencar, Libertad Lamarque ...

Se alguém desejar comentar sobre um dos personagens , que o faça !
- Hora de homenageá-los !

Para João Marni - do seu amigo secreto

Feliz Aniversário , Magali !

Pra essa menina , que conheço há tantos anos , desejo muitos mais anos do que tantos já passados.


Pra essa menina amiga, esposa , mãe, filha, irmã, avó... Desejo um dia feliz , e um eterno pacto com a felicidade.


Em nome de todos os amigos do Cariricaturas ,

nosso grande abraço !




Sétimo Olho - Domingos Barroso

O polegar da mão esquerda
escondido atrás do braço
do violão seis cordas

é o segredo,
o oráculo,
a artéria -

a alma que treme
o nylon do anzol,
a serpente de Medusa,
o fio do cabelo de Rapunzel.

O polegar da mão esquerda
escondido atrás do braço
do violão seis cordas

é um arranjo,
um artefato,
uma catapulta -

ouro em pó em folhas secas,
estopim aceso cronometrado,
bolas de fogo cruzam os céus.

Sinto como meu
o polegar da mão esquerda

humilde,
trêmulo,
Senhor de si
e dos outros.


domingos barroso

O tempo não passa ... - Colaboração de João Nicodemos



Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Há tempo de adoecer, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
Há tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de jogar fora;
Há tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Há tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.

(Eclesiastes 3:1-8)

'O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

onde tudo é risco

onde estiver
não corra risco
onde ouvir essa guitarra
não! nada disso
não corra risco
traga de volta sua presença
saia de manhã de onde tudo é risco

eu lhe imploro
traga de volta sua presença
traga luz no som dessa guitarra
caminharemos pela praça
no céu uma nuvem
que não sabe quantas vezes
desejamos essa manhã
e nela nossa presença
tudo de novo

onde estiver
não corra risco
faz-se outro muro
com mil nomes escritos
mas não corra risco
traga de volta sua presença

onde tudo é agora
tudo se move lentamente
ao som dessa guitarra
que devolve o brilho
de sua presença

onde tudo naufraga
em querer ser livre
quanta estúpidez!
tudo bem
é tudo risco
mas onde estiver não se esqueça
do som dessa guitarra
onde tudo é risco

versos de bobeira

o meu coração
o teu coração
ninguém pode
mais com as palavras
que desafiam as estrelas
e querem comê-las
misturadas no pão

quem não queria ser poeta?
mas ser poeta
implica em ter olhos
onde cabem as ruas
suas promessas perdidas
seus homens de coração quebrado
viciados em vida

o meu coração
o teu coração
quem pode com as notas de cem?
disse mano brown: em são paulo
deus é uma nota de cem
mano brown é poeta
revolta na língua
enxurrada de ruas
na lâmina dos olhos

enquanto meu coração
meu coração é um minuto
de susto nos quatro cantos
do quadrado do cotidiano
e é por isso que não sou poeta

quem não queria ser poeta?

Para Ediilma Rocha - do amigo secreto

Para Rosa Guerrera - do amigo secreto

HOJE EU SEI - Por: Rosa Guerrera


Que existe uma beleza muito mais marcante no outono da vida !

Hoje eu sei que toda alegria precisa ser prolongada quando o espaço é curto...

Hoje eu sei que em todo coração existe um canteiro vazio

a espera que sejam plantadas sementes de carinho ...

Hoje eu sei que a eternidade pode caber

perfeitamente num terno beijo dado com amor...

Hoje eu sei que só devemos guardar do passado

aquilo que realmente foi vivido e apetecido com verdades brilhantes ...

E mais que qualquer outra coisa .....

HOJE EU SEI ...QUE NÃO IMPORTA AS ESTAÇÕES DA VIDA ,

DESDE QUE O NOSSO CORAÇÃO PULSE

SEMPRE

NUMA ETERNA PRIMAVERA !!!!!


(E me permita o grande Oswaldo Montenegro, que eu conclua esse poema, com a frase mais linda que até hoje definiu a minha vida :

"QUE OS MEUS ERROS SEJAM PERDOADOS ..
POIS METADE DE MIM ...É AMOR !!!! ....
E A OUTRA METADE TAMBÉM ")

Houve um Natal - Por Emerson Monteiro

Não sei precisar com exatidão a época, se aos meus 11 ou 12 anos, quando, na noite de Natal, recebi três livros, presentes de Papai Noel, que vieram no meio da madrugada embrulhados em papéis coloridos, embaixo da rede. Eram parte de uma série para a juventude, da Editora Melhoramentos, exemplares de encadernação azul, ilustrados com o primor de belos desenhos. Dos títulos, lembro bem, “Por mares nunca dantes navegados”, uma adaptação de “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões; “Vinte mil léguas submarinas”, de Júlio Verne; e “As aventuras de Robin Hood”, da lenda inglesa dos tempos heróicos da Inglaterra.
Com tais obras, vivi momentos deliciosos, na casa onde morava com meus pais, no Bairro Pinto Madeira, em Crato. O bangalô, construído ainda na década de 40 por “Seu” Pergentino Silva, denominava-se Vila Daïro; possuía andar térreo e um segundo pavimento rodeado e encimado por lajões de cimento armado. Nessa casa, passei, com a família, 12 anos inesquecíveis. Ao centro de ampla área, cercava-se de mangueiras, sirigueleiras, pinheiras, goiabeiras, etc., e dispunha, em sua fachada principal, da sombra frondosa de enorme timbaúba, que nos agraciava com generosa folhagem e canto dos mais variados pássaros.
No andar superior, quase todo deserto, habitávamos eu e meu irmão mais velho, Everardo, às vezes sequenciados pelos irmãos de minha mãe, Nairton, Neimann e Nirson, que se demoravam algum tempo a estudar em Crato. Ali permanecíamos quase todo o dia, depois das aulas, a ler e escutar rádio.
A propósito desses presentes e de outros que, às vezes, retornam às minhas recordações dos Natais, quando ouço críticas à figura de Papai Noel, que deixaria para tantas mentalidades, durante a fase natalina, em segundo plano a pessoa de Jesus, o Mestre Divino, indago comigo mesmo o que há de errado de alguém existir como o bom velhinho que distribui lembranças, a simbolizar a alegria e a felicidade. Multidões esquecidas no decorrer de todo o ano, quando, por ocasião do Natal, acontece de merecer das suas mãos alguns brindes, em alusão ao aniversário de Jesus.
Quero crer, por isso, na dupla figuração do ícone Papai Noel, que, além de movimentar as vendas nos finais de ano, pela satisfação que pode ocasionar, seja também o espírito da bondade em ação, mais parecido com o sentimento de doação e fraternidade que percorre o mundo nesta doce temporada da humanidade cristã.

Arroz de Natal - compondo a sua ceia ...


Ingredientes


5 xícaras (chá)de arroz cozido com óleo, sal e cebola

1 collher(sopa) margarina

200g de ameixa preta sem caroço picada

2 cenouras picadas

200g de uva passa sem caroço

50g de damasco picado

2 maçãs verde picadas


Em outra panela:

2 colheres(sopa) de óleo 1 cebola ralada

1/2 k(Meio quilo) de tomate sem pele e sem semente

1 vidro de palmito

400 g1 lata de ervilha

100g de azeitonas verde picadas

200g de presunto em tirinhas

cheiro verde a gosto

sal a gosto.


Para cobrir:


250 g de mussarela ou 200 g de provolone.


Modo de Preparo


Cozinhe o arroz de forma convencional só com cebola, sal e óleo (sem utilizar alho),reserve
Refogue na margarina a ameixa, a cenoura, a uva passa, o damasco e a maçã tudo devidamente picado(não utilize sal)
Reserve
Em outra panela refogue no óleo a cebola, os tomates, o palmito, a ervilha, as azeitonas (esses primeiros picados) e o presunto cortado em tiras finas, desligue o fogo e acrescente o cheiro verde
Numa refratária faça camadas iniciando pelo arroz, depois o recheio de frutas, o recheio salgado, o arroz, recheio de frutas e continua até terminar as camadas
Deite o queijo (mussarela ou provolone, ou até os dois misturados) ralado grosso sobre o arroz, leve ao forno para derreter o queijo
Sirva a seguir

Noel Rosa por Norma Hauer


ELE NASCEU COM O COMETA HALLEY
Era o ano de 1910.
Terminara a "Revolta da Chibata", mas chegara o cometa Halley. Podemos imaginar como as´pessoas, temerosas com o "castigo de Deus" deveriam estar apavoradas, enquanto outras admiravam um dos maiores fenômenos naturais do início do século XX.

Mas em uma casa modesta da Rua Teodoro da Silva um casal aguardava ansioso a chegada se seu "rebento".

Era o dia 11 de dezembro de 1910. E quam estava nascendo? Alguém que viveria apenas 26 anos, mas que enriqueceria de tal modo nossa música pópular, que hoje, 99 anos depois é lembrado e amado ´por todas as gerações que vieram depois dele.

Seu nome: NOEL DE MEDEIROS ROSA , ou simplemste NOEL ROSA.

Ele começou a ficar conhecido quando, juntamente com Henrique Fôreis, o Almirante, e o "Bando de Tangarás" fez suas primeiras apresentações em uma das emissoras de rádio pioneiras, a Rádio Clube do Brasil.

Isso em 1929. Apresentou, ao violão, um choro de sua autoria de nome "Baianinha", que nunca foi gravado, mas que lançou seu nome em um tempo que os poucos receptores de rádio existentes ainda eram criadoos de modo artezanal, com cristais de galena.

Nesse mesmo ano, seu nome despontou em uma gravação de um samba que marcou definitivamente sua presença no meio muisical: "Com Que Roupa?". Ali ele mostrou seu talento e sua "charge" que o acompanhou em muitas de suas composições, como "Gago Apaixonado"; "Cordiais Saudações"; "Conversa de Botequim"; "A.E.I.O.U", "Cem Mil Réis"; "De Babado"; "É Bom Parar";
"Tarzan, o Filho do Alfaite", "O Orvalho Vem Caindo" e dezenas de outras.

Noel também foi romântico, como em "P'ra Que Mentir?"; Último Desejo"; Feitio de Oração"; "Não Tem Tradução; "P'ra Esquecer"... e sua única canção "Meu Sofrer", cujo nome depois de sua morte foi mudado para "Queixumes".

E seus sambas, enaltecendo Vila Isabel, o bairro que ainda hoje (e será sempre) o bairro de Noel?
"Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz" são dois que nos vem à lembrança quando se pensa em Vila Isabel.
Em Vila Isabel estão um túnel, uma estátua, uma escola e várias casas comerciais lembrando seu nome, o que nem era preciso porque falar em Vila Isabel é falar em Noel Rosa.

Noel ainda participou dos filme "Alô, Alô Carnaval " e "Cidade Mulher"; neste apresentou um samba exatamente com o nome de "Cidade Mulher", referente ao Rio de Janeiro.

"Cidade de amor e de pecado
Foi juntinho ao Corcovado
Que Jesus Cristo nasceu"

Noel participou também de várias peças teatrais, como "Deixa Essa Mulher Chorar";"Samba, Prontidão e Outras Coisas"; "O Barbeiro de Niterói";"O Poeta da Vila" e Seus Amores"...

Imaginar o que foi Noel Rosa em seus poucos anos de vida, tendo deixado mais de duzentas compósições (a maioria sucesso, como a sempre lembrada "Pastorinhas") é imaginar que tivemos um gênio entre nós que, como todos os gênios, viveu pouco e pouco cuidou de sua saúde.

Recentemente tivemos um filme sobre NOEL ROSA que o apresentou "rodando de bar em bar na Lapa" e nada falou sobre sua participação no rádio, principalmente no Programa Casé , o programa que o tornou conhecido em todo o Brasil.
Um boêmio da Lapa, jamais seria referenciado até hoje se não fosse lançado no rádio, o grande divulgador dos artistas de sua época. Cheguei a acompanhar os improvisos dele e de Marilía Batista com a música de "De Babado", no Programa Casé", na antiga Rádio Phiilips do Brasil (PRC-6).

NOEL ROSA faleceu em 4 de maio de 1937, há "apenas" 72 anos. Hoje é tão popular como se ainda vivesse.

Sobre NOEL existem dois livros que dizem tudo a seu respeito""Noel Rosa-Uma Biografia", de João Máximo e Carlos Didier e "No Tempo de Noel Rosa", de Almirante.

Prefiro este porque Almirante "viveu" NOEL ROSA.
Norma Hauer

Nossas Boas vindas à Indiazinha Cariri ( Ceci Lacerda Monteiro) !

Recebendo com muita honra e alegria, mais uma colaboradora , a poetisa Ceci Lacerda .

Menina Ceci,

Existia no Cariricaturas uma cadeira vazia esperando você , e um abraço querendo ser apertado.

Seja benvinda !

Peru de Natal - Compondo a sua ceia ...



Ingredientes :


.1 peru temperado congelado sadia (cerca de 8,0kg)
• 1 xícara (chá) de champagne ou vinho branco
• 2 colheres (sopa) de margarina
• sal
• 1 maço grande de cheiro verde picado
• 4 xícaras (chá) de farinha de mandioca
• 1 pimenta dedo-de-moça picada
• 1 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
• 1½ xícara (chá) de ameixas pretas picadas
• 300 g de azeitonas verdes picadas
• 3 cebolas grandes
• 1 embalagem (140 g) de bacon em cubos sadia
• 8 colheres (sopa) de azeite
• 3 colheres (sopa) de margarina


Preparo da Receita


Comece descongelando o peru: sem retirar a embalagem, acomode a ave dentro de uma assadeira ou refratário grande e coloque na parte de baixo da geladeira por cerca de 72 horas. Retire o saquinho com os miúdos e cozinhe a moela e o pescoço em água e sal. Corte o fígado, o coração e também a moela cozida. Desfie a carne do pescoço e junte aos miúdos e reserve.

Coloque o peru numa assadeira grande, prenda as asas e as coxas com palitos e fio dental e cubra com papel-alumínio. Leve ao forno médio (200ºC) previamente aquecido por 2 horas. Retire o papel, besunte a ave a cada 30 minutos com a margarina e complete o cozimento até o termômetro pular (cerca de 2 horas e 20 minutos). A assadeira nunca deve ficar totalmente seca %u2013 se necessário, junte 1 xícara (chá) de água.

Enquanto isso, aqueça o azeite e o bacon, até que ele libere toda a sua gordura. Acrescente a cebola, refogue por alguns instantes, junte as azeitonas, as ameixas, o queijo parmesão, a pimenta, a farinha de mandioca, o cheiro-verde picado e o sal. Acrescente os miúdos reservados e misture bem.

Acomode o peru na travessa em que for servir e remova cuidadosamente os palitos e o fio dental.

Prepare o molho: leve a assadeira diretamente ao fogo, acrescente o champanhe e misture bem, raspando o fundo com uma colher de pau. Ferva por aproximadamente 10 minutos, coe, passe para uma molheira e sirva em seguida, acompanhando o peru.



Fonte: Sadia

Cariricaturas , indica !

Mensagem para meus amigos

Seja sempre como um rio que não volta, que segue sempre em frente, até o fim. Desvia-te das barreiras, esquiva-te dos atropelos, avança até teu objetivo.

Que as chuvas ou tempestades não te parem, mas te sirvam como força e te levem ao teu mar.

Continua e segue o ciclo da tua vida e nunca desista de viver.

Chegando ao mar, novos desafios te aguardam e se por acaso o sonho se evaporar, novo começo encontrarás na chuva. O fim do ano é sempre apenas mais um recomeço.
.

FÉ E CIÊNCIA - O Deus de Einstein

(http://www.amebrasil.org.br/portal/?q=node/20)

Como o maior de todos os gênios lidava com as questões metafísicas da humanidade. E o que o seu conceito pessoal do Todo-Poderoso pode ensinar à tropa de choque dos cientistas-ateus do século 21.

Marcelo Damato
Confira a seguir um trecho dessa reportagem que pode ser lida na íntegra na edição da revista Galileu de novembro/2007.

Em meados dos anos 1930, o diplomata e mecenas alemão conde Harry Kessler (1868-1937) chegou para o já renomado Albert Einstein e lançou: "Professor, ouvi dizer que você é profundamente religioso". Sem se alterar, o cientista respondeu: "Sim, você pode dizer isso. Tente penetrar, com os nossos meios limitados, os segredos da natureza. Você vai descobrir que, por trás de todas as concatenações discerníveis, há algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião. Até certo ponto, de fato, eu sou religioso".

Apesar de um tanto escorregadia, a resposta - e outras declarações ao longo da sua vida - não dá muita margem a dúvidas: Einstein acreditava em Deus. Embora seja bem menos complicada de entender do que a Teoria da Relatividade, a idéia que o cientista desenvolveu do Todo-poderoso é cheia de sutilezas e meios-tons. Isso fez com que, assim como suas descobertas científicas, seus conceitos religiosos gerassem controvérsias e discussões que chegam acessíssimas aos dias de hoje.
Fonte: Revista Galileu

Pensamento para o Dia 11/12 - A Alegria Vem de Mansinho.

Em seus poemas, Hilde Domin trabalha com imagens estranhas, é justamente por isso que ela nos ajuda a ver a realidade de maneira nova. Assim acontece em seu poema sobre a alegria.


"A Alegria
O mais modesto de todos os bichinhos
Esse Unicórnio manso
Tão de mansinho
A gente não o escuta
Quando ele vem, quando ele vai
Meu bichinho de estimação
Alegria
Quando ele tem sede
Lambe as lágrimas
Dos sonhos."


Domin chama a alegria de um bichinho modesto, um unicórnio manso. Na simbologia cristã, o unicórnio é uma imagem da força e da pureza. Pode ser capturado e amansado somente por uma virgem pura.Quando é caçado, se refugia no cólo Dela. Por isso Maria é muitas vezes representada como um unicórnio.

CARIRICATURAS , convida !

CARIRICATURAS PROMOVE E CONVIDA VOCÊ PARA

OFICINA DA PALAVRA: LEITURA DE POESIAS E
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS


A oficina destina-se a todos os amantes da palavra – escrita ou falada – e será desenvolvida com dinâmicas e técnicas corporais e vocais. Venha participar!


Dias: 29 e 30 de Dezembro/09 - 06, 07, 08 de Janeiro/10

Horário: 19:00h às 21:00 h

Encerramento: 09 de Janeiro com Recital de Poesias e

Contação de Histórias

Público alvo: todos os amantes da poesia e das histórias

Investimento: R$ 50,00


Deposito identificado, na cta de Stela Siebra de Brito ( a ser informada , na sequência) .

Facilitadora: Stela Siebra Brito

Inscrições: Enviar por email nome e telefone (
sauska_8@hotmail.com. )

OBS.: o local será informado posteriormente


* Stela há tempos nos devia esse presente.
Estamos muito felizes, e aguardamos a confirmação dos participantes.
Vagas limitadas ( no mínimo 10 , e no máximo 25) .
Faça já, a sua inscrição!

Vai ser show !

Abraços,

Claude e Socorro

Alceu Amoroso Lima - defensor dos direitos civis durante a ditadura militar.


Alceu Amoroso Lima nasceu no bairro do Cosme Velho, no Rio de Janeiro. Consta que, ainda criança, era vizinho do escritor Machado de Assis. Em 1913, formou-se em direito pela Faculdade do Rio de Janeiro, viajando em seguida à França, onde continuou seus estudos.

De volta ao Brasil, trabalhou como advogado e passou a colaborar com o jornal "O Crítico", onde adotou o pseudônimo de Tristão de Ataíde. Nos anos 1920, converteu-se ao catolicismo, iniciando ampla militância como expoente do pensamento católico. Foi diretor do Centro Dom Vital, que reunia lideranças da Igreja católica.

Participou ativamente dos movimentos sociais e políticos brasileiros nos anos 1930, tornando-se um dos mais respeitáveis representantes do pensamento conservador católico no Brasil. No ano de 1935, Alceu Amoroso Lima tornou-se diretor da Ação Católica Brasileira e foi eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Trabalhou também como jornalista e crítico literário. Publicou diversas obras em que expôs seu pensamento, como "Introdução à Economia Moderna", "Preparação à Sociologia, "No limiar da Idade Nova" e "Idade, Sexo e Tempo".

Na década de 1940 Alceu Amoroso Limão retomou suas concepções liberais, sem abandonar o catolicismo. Foi professor de literatura brasileira na Faculdade Nacional de Filosofia e ajudou a fundar a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Após o golpe militar em 1964, teve uma postura atuante na defesa dos direitos humanos. Publicou uma série de artigos contra a ditadura, valendo-se de seu prestígio como intelectual.

Alceu Amoroso Lima foi casado durante mais de sessenta anos com Maria Teresa de Faria, com quem teve sete filhos. Morreu aos 90 anos, dois anos depois da morte de sua mulher.
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