Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 25 de março de 2010



Assim Falou Zaratustra (em alemão Also sprach Zarathustra) é um livro escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume.

O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se auto-nomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das idéias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, freqüentemente satirizando o Novo testamento.

O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem". O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Amplamente baseado em episódios, as histórias em Zaratustra podem ser lidas em qualquer ordem. Mas aconselha-se que se leia em ordem, para melhor entendimento.

A razão pela qual o livro possui uma linguagem, por muitos interpretada como difícil, é que o conhecimento é algo que só pode vir de dentro - Por exemplo, no lugar de Zaratustra falar "O homem deve ser superado!", Nietzsche faz com que o leitor em si chege a essa conclusão; Como resultado, é uma forma de escrita, de comunicação mais eficaz do que a tradicional linguagem clara e de facílimo entendimento.

Zaratustra contém a famosa frase "Deus está morto", embora esta também tenha aparecido anteriormente no livro Die fröhliche Wissenschaft (A Gaia Ciência) de Nietszche.

Os dois volumes finais não terminados do livro foram planejados para retratar o trabalho missionário de Zaratustra e sua eventual morte.
Wikimedia

Por Murilo Hildebrand de Abreu

(amar é despertar um sonho, despertar-se sonho, ave só asas, ninho feito de céu

(é preciso não temer o fogo pois a alma é um incêndio

(a manhã nasce como uma pintura (e a cada momento, a cada piscar de olhos, renasce-se como uma nova pintura (e eu continuo sendo, eu com ela renascendo


(e tanto faz se caímos, tropeçamos ou tomamos pontapés: o importante é não esquecer que é por isso que ainda somos os melhores palhaços deste grande circo

(a alma é um silêncio dançarino

(com as cores aprendi a dançar

(embriagar-se de caminhos


Autor: Murilo Hildebrand de Abreu

Simone Signoret




Simone Signoret, pseudônimo de Simone-Henriette-Charlotte Kaminker (Wiesbaden, 25 de Março de 1921 — Paris, 30 de Setembro de 1985) foi uma famosa atriz francesa nascida na Alemanha.

Considerada uma das atrizes mais convincentes do cinema francês, ela começou em 1942 com o filme Bolero, durante a ocupação nazista. Em 40 anos de carreira interpretou uma grande diversidade de personagens.

Em 1944 se casou com o diretor Yves Allegret com quem teve a filha Catherine e de quem se divorciou em 1949. Em 1951 se casou com o cantor e ator Yves Montand. Juntamente com ele militou até o início dos anos 80 no Partido Comunista Francês.

Seu primeiro papel de protagonista foi em Démons de l'aube, em 1946, e pouco depois impôs sua beleza em La ronde de 1950, uma comédia provocadora baseada na obra de Arthur Schnitzler. Atuou sob a direção de Luís Buñuel em La mort en ce jardin, de 1956, e obteve o primeiro Oscar outorgado a uma atriz não-estadunidense por seu papel em Room at the Top, que no Brasil teve o título de Almas em leilão, em 1959.

Simone Signoret formava com Yves Montand um lendário casal. Estavam unidos por uma profunda ternura e por muitas causas e lutas políticas vividas juntos e o longo de um casamento de 35 anos. Eles trabalharam juntos pela primeira vez, já casados, na peça de Arthur Miller, As feiticeiras de Salém, uma alegoria do macartismo. Depois eles fariam juntos cinco filmes, entre eles Paris está em chamas (1966), de René Clement e A confissão (1970) de Costa-Gavras.

Outros desempenhos brilhantes desta atriz foram em O gato, de 1970, em um duelo interpretativo com o grande ator francês Jean Gabin; em A viúva, de 1971, ao lado de Alain Delon; e em Madame Rosa, de 1977.

Sua autobiografia, A nostalgia já não é o que costumava ser, foi publicada em 1977. Ela morreu de câncer em sua residência na localidade de Eure, na zona oeste de Paris.

Wikiquote
"Tudo que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real."

Volta ao mundo em 80 dias (1872)

Neste obra o personagem principal, Phileas Fogg, faz uma aposta com um grupo de cavalheiros, garantindo que conseguiria dar a volta em todo o mundo em 80 dias. Esta tarefa atualmente é bem mais simples. Com a internet podemos dar a volta ao mundo em alguns cliques. Contudo, no final do século XIX era um grande desafio. O balão que você vê na abertura do site foi utilizado por Fogg em uma das etapas de sua viagem.
20 mil léguas submarinas (1870)

Aqui Verne descreve as aventuras de um moderno submarino movido a eletricidade, o Náutilus. Embora esta tecnologia não existísse na época, muitos pesquisadores apontam que o escritor se baseou em conhecimentos concretos sobre física e mecânica para criar este enredo.
Viagem ao centro da Terra (1864)

Uma história cheia de mistérios, em que o personagem principal, Dr. Lidenbrock encontra um manuscrito, escrito em código. Ao decifrá-lo Dr. Lidenbrock percebe que encontrou relatos e instruções sobre uma visita ao centro do planeta Terra.

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Júlio Verne




Júlio Verne, em francês Jules Verne, Nantes, 8 de fevereiro de 1828 — Amiens, 24 de março de 1905) foi um escritor francês.

Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado (avoué), e Sophie Allote de la Fuÿe, esta de um família burguesa de Nantes. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.
Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.

A carreira literária de Júlio Verne começou a se destacar quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.

Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e capacidade de pesquisa.

Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas de suas ideias.

O sucesso de Cinco semanas em um balão lhe rendeu fama e dinheiro. Sua produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua, Robur - o conquistador.

Seu último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado por bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito em um cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.

Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.

Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, sua principal preocupação naquela época. Continuou sua obra até a sua morte em 24 de Março de 1905. O seu filho Michel editou seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que estavam faltando, quando da morte do pai.

wikipédia

Diana Krall - Este teu olhar

quarta-feira, 24 de março de 2010

Convite !


Caros amigos,
Nesta quinta-feira, 25 de Março, estou apresentando meu novo trabalho "GESTO, SOM & PALAVRA"
no SESC de Juazeiro, às 20 horas. Entrada Franca!
Todos estão convidados e sua presença será um
presente para mim e nossos amigos.

Compareça e prestigie!
um grande abraço!
João Nicodemos www.poemasdonicodemos.blogspot.com/ jotanikos@yahoo.com.br
É pouco ou quer mais ?
- Claude Bloc -


Há dias em que todos os astros parecem confabular contra nós ou até mesmo parecem querer desabar sobre nossas cabeças. É coisa demais prá fazer, prá lembrar, pra organizar... Creio até que tudo conflui para um clima denso de estresse e de agonia mental. São dias em que tudo incomoda, tudo cansa e afinal, como humanos que somos, chega a hora em que o corpo pede cama, descanso, alívio...

Estou nessa fase. Numa fase assim como essa: Teresina (Mestrado), Barbalha (concurso) Sobral (ralando 3 expedientes e em período de provas). Loucura!! E tem muito mais coisa. Assim como um dos trabalhos do Mestrado para entregar até dia 04/04. É pouco ou quer mais ?

Enfim, estou assoberbada! E não estou reclamando, mas regulando minha vida e "pondo ordem na casa" . Afinal, estar assoberbada é normal, é um estado natural, pois que aquilo que me desafia ao mesmo instante me instiga e me incentiva a ser producente. Ao mesmo tempo, me traz a sensação de estar acertando o sabor das coisas.

Vivo, então, assim, essa dicotomia. Essa mistura entre o racional e o incoerente. Entre a lógica e a contra-lógica. Mesmo quando estou aos cacos. Precisando dormir.

E quando venço mais uma etapa, encho-me de sorrisos. Alguns tão sinceros que me reviram a alma, outros tão íntimos que nem afloram. Esses ficam mergulhados em mim me fazendo vibrar intensamente.


Claude Bloc

Feliz Aniversário, José Milton Arraes !


Meu Caro José,

Gostaria muito de estar com você para lhe dar um grande abraço, mas como isto é impossível, aproveite este " MARZÂO" , com umas geladinhas.


Saúde e Paz.



Heladio

Vacilão

Simples:
o poeta não sabe amar.

Triste mente coroa de espinhos.

Ilusão que começa com versos
finda-se tristonha.

Os versos mentem
bem mais
que os suspiros.

Simples:
o poeta morrerá com sua dor.

A mente imperiosa
fincou-lhe no peito
um palitinho de churrasco.

COMPOSITORES DO BRASIL


O SAMBA DE BREQUE

Por Zé Nilton

O Samba, ritmo bem brasileiro, cuja origem vem de muitos lugares, talvez por isto mesmo, dele derive vários sub-ritmos, ou várias pegadas de um mesmo compasso.

As culturas locais desse imenso Brasil vão lhe acentuando novos ritmos e terminam por contribuir para a diversidade de nossa música.

O gênero Samba tem essa facilidade de adaptação, e vamos encontrar diversas formas de manifestá-lo sob não poucas alcunhas, como: Samba de batido, Pagode, Samba de Breque, Samba-chulado, Samba-corrido, Samba-enrede, Samba-exaltação, Samba de morro, Partido Alto, Samba-raiado, Samba de roda, Samba de terreiro, Samba pé de serra... Afora os chamados gêneros de fusão, como Bossa Nova, Samba-canção, Samba-choro, Samba-funk, Samba de gafieira, Sambalanço, Samba-jazz, Samba-maxixe, Samba-rap, Samba-reggae, Samba-rock, Samabalada, Sambolero, Samba rumba, e vai por aí.

O Samba Chulado vem lá dos tempos do Império, com Chiquinha Gonzaga fazendo a damas e os cavalheiros perderem a pose e caírem no requebrado, no remelexo, no jogo das cadeiras...

Na década de 1950, cai na moda o Samba de Breque. Moreira da Silva (Antônio Moreira da Silva - Rio de Janeiro, 1 de abril de 1902- Rio de Janeiro, 6 de junho de 2000) resgata o ritmo que vinha se insurgindo dentro da música popular desde os tempos do grande Sinhô (José Barbosa da Silva - 18 de Setembro de 1888 - 4 de Agosto de 1930).

Tornaram-se tão ligados o samba de breque e Moreira da Silva que hoje quando se fala do gênero logo lembramos do grande Kid Morengueira. Alías, Miguel Gustavo construiu verdadeiras histórias fantásticas baseadas nos filmes da época, e criou o nome Kid Morengueira para cantar-falar-cantar suas belas composições.

Diz-se até que, num certo dia, Moreira da Silva ouviu de um músico que não sabia acompanhar conversa. A conversa vem sempre após uma breve parada. É o breque, do inglês Break. Há que chame de sincopado.

Bem, o Samba de Breque, no programa dessa quinta feira – Compositores do Brasil. Vamos falar desse gênero bem coisa nossa, enquanto ouviremos:

Por causa da hora, de Noel Rosa, com Noel Rosa
Acorda, amor, de Leonel Paiva e Julinho da Adelaide, com Chico Buarque
O rei do gatilho, de Miguel Gustavo, com Moreira da Silva
Acertei no milhar, de Wilson Batista e Geraldo Pereira, com Moreira da Silva
Minha Palhoça, de J. Cascata , com Ciro Monteiro
Na Subida do Morro, de Moreira da Silva e Ribeiro da Cunha, com Moreira da Silva
Baile no Elite, de João Nogueira e Nei Lopes, com João Nogueira
Tira os óculos e recolhe o homem, de Jards Macalé, com Macalé
Senhor Delegado, de Antoninho Lopes e Jaú, com Germano Mathias
O Último dos Moicanos, de Miguel Gustavo, com Moreira da Silva
Fenômeno, de Milton Moreira e Joaquim Domingues, com Jorge Veiga
Moreira na Ópera, de Henrique Batista e Marília Batista, com Moreira da Silva

Quem ouvir, verá!

Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN
(Entre)Telas




Por Claude Bloc

MENSAGEM DO DIA - de Luis Carlos Mazzini

Busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros!

Que no dia de hoje, você possa inventar um dia diferente! Afinal, viver é inventar o seu dia, sabia? É ficar livre da arrogância, da tristeza, das coisas ruins. Viver é reconhecer que vale muito a pena fazer da vida um lindo poema de amor!

Acredite que o bem vence o mal! Acredite que o amor é a maior força do universo. Não há outro atalho para a felicidade senão o de amar sempre e cada vez mais, a tudo e a todos.

E enfeite o seu coração com cores fortes e vivas. Viver intensamente, sempre! Seja amigo, sempre! Conquiste o maior número de pessoas leais e fiéis. Você tem todo o poder de transformar a vida das outras pessoas através de seu exemplo, seu carinho, seu perdão e através do seu amor incondicional, viu?

Você consegue transformar a dor em alegria? Claro que consegue. É só continuar vivendo! Isso mesmo: continuar seguindo a vida, o fluxo do amor! É só deixar o amor inundar o seu coração, correndo atrás dos seus sonhos, dos seus projetos, da sua inspiração. Viver é isso, pô! Simplesmente isso!

Busque o entendimento das coisas e dos acontecimentos. E esteja sempre em paz. Seja da Paz! Promova a Paz! Agradeça a Deus pelas dádivas e pelas bênçãos que você tem recebido.

E busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros! Esteja sempre jovem e continue redescobrindo as coisas belas da vida. Permaneça com o espírito jovem! Força! É bom lembrar que o sorriso é o idioma universal e que é bom ouvir músicas que acalmem a alma. Desacelere um pouco mais a sua vida e aproveite mais o tempo que você ainda tem. Viver pode ser simplesmente ver a vida com o coração!

Bom Dia. Bom Divertimento! Fique com Deus!

"Jamais desista de si mesmo"

Ritmos brasileiros em destaque no programa Instrumental & Qual - O Som da Terra nº 5


Programa radiofônico de música instrumental transmitido às quartas-feiras, 14 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e Internet (cratinho.blogspot.com), e retransmitido pela Web-Rádio Chapada do Araripe (http://www.radiochapadadoararipe.com/), às sextas-feiras, 21 horas


No Brasil existem muitas manifestações musicais. Uma linha é especialmente encantadora: a música instrumental brasileira.

A mistura de samba, frevo, maracatu, xote, maxixe, xaxado, forró, baião, com o jazz, se manifestou por aqui com mais flexibilidade na chamada música instrumental brasileira, a vertente que mais comeu desse pasto e bebeu dessa fonte multicultural.

Sendo assim, vale considerar que a vanguarda do mundo no campo da música éramos nós já há 30 ou 40 anos. Isso, quando surgiram grupos como Som 4, Sambrasa Trio e Quarteto Novo. Propositadamente, a citação desses grupos deve-se ao fato de que o magistral músico instrumentista Hermeto Pascoal fez parte deles.

A música instrumental brasileira é revolucionária. Isso se constata ouvindo. Enquanto alguns estilos musicais são tão populares porque grudam logo nas primeiras audições, a improvisação musical tem como mola-mestra um caráter criador do ouvinte.

Ouvir música não deveria ser uma atividade banal. Fazer música menos ainda.

(Excertos adaptados do artigo “A música que poucos ouvem”, de Felipe Obrer).

Roteiro musical
1. Desafinado (Tom Jobim), com Eliane Elias
2. Fragile (Sting), com Freddie Hubbard
3. Forró Brasil (Hermeto Pascoal)
4. You've Got to Hide Your Love Away (Lennon e McCartney), com Rick Wakeman
5. Vira e Mexe (Luiz Gonzaga)
6. Gréia (Jefferson Gonçalves e Kleber Dias), com Jefferson Gonçalves
7. I Have a Dream (Herbie Hancock)
8. Estesia (Dihelson Mendonça)
9. Bebê (Hermeto Pascoal), com Eumir Deodato
10. Honeysuckle Rose (F. Walter e A. Razart), com Toots Thielemans

Ficha Técnica
O programa Instrumental & Qual – O Som da Terra é uma produção das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e revista virtual Cariricult, com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste em parceria com a Rádio Educadora do Cariri AM 1.020.
Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel, Dihelson Mendonça e Carlos Rafael Dias.
Apoio logístico: Guilherme Farade e Amilton Som - CDs, DVs e Acessórios.
Apresentação: Carlos Rafael Dias.
Operador de Áudio: Iderval Silva.
Operador de transmissão: Iran Barreto.
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão.
Direto da Rádio Educadora do Cariri: Geraldo Correia Braga.


Fique ligado!

Ernesto Nazareth - por Norma Hauer

Ele nasceu no dia 20 de março de 1863, aqui no Rio de Janeiro e recebeu o nome de Ernesto Júlio Nazreth, ficando conecido no meio musical como ERNESTO NAZARETH.
Foi pianista e compositor, considerado um dos grandes nomes do "tango brasileiro" ou, simplesmente, choro.

Estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais.
De 1910 a 1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam àquele estabelecimento apenas para ouvi-lo. Foi quando compôs o tango brasileiro “Odeon”,referenciando o cinema em que atuava.
Deixou-nos 211 peças completas para piano.
E suas obras mais conhecidas são: "Apanhei-te, cavaquinho!…", "Ameno Resedá" "Confidências"; "Coração que sente"; "Expansiva"; "Brejeiro", "Odeon" e "Duvidoso", (estes com a denominação de tangos brasileiros).
Suas melodias podem ser interpretadas por por um concertista, como Arthur Moreira Lima (pianista), ou um chorão como Jacob do Bandolim. . E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon".
Em 1931, o compositor começou a manifestar problemas mentais que motivaram sua internação na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.
No dia 1 de fevereiro de 1934, Nazareth fugiu do manicômio e só foi encontrado três dias depois, morto por afogamento em uma cachoeira próxima.
Nunca se soube se foi suicídio ou acidente.Não completou 71 anos.
Mostra de Artes Visuais da Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau
Local SESC Juazeiro do Norte-CE
Horário das 14h às 21h




Poesia da Luz
Fotografia

Nívia Uchôa

(

Feijoada Light



A feijoada tradicional é um alimento rico em gorduras e, por isso, tem elevada quantidade de calorias e pontos. Acompanhamentos fritos como a mandioca frita e a banana à milanesa tornam a refeição um perigo para quem deseja controlar o peso. Para não abusar, o correto é ter a opção de escolher os alimentos que compõem a feijoada separadamente. Assim, opte pela tradicional couve refogada e farinha ao invés dos alimentos fritos e acrescente uma fruta. O valor de calorias e pontos cai pela metade.
Roberta Stella Roberta Stella Nutricionista CRN 39788
Ingredientes

Feijoada
- 500 g de feijão preto
- 130 g de lingüiça defumada light
- 180 g de lombo defumado
- 150 g de lombo salgado
- 180 g de carne seca magra
- 100 g de ricota defumada
- 1 envelope de caldo de carne light
- 1 buquê garn
- 2 litros de água
- 5 ramos de tomilho
- 2 dentes de alho
- 1/2 pimenta dedo-de-moça
- sal a gosto

Couve
- 200 g de couve manteiga
- 1 colher (chá) de caldo de legumes light em pó
- 1 colher (sopa) de alho desidratado

Torresmo de nabo
- 1 nabo
- 1 envelope de caldo de carne light
- 20 gotas de essência de bacon
- 50 ml de água
Modo de Preparo

Feijoada: limpe o lombo salgado e a carne seca e deixe dessalgar por 12 hora em uma panela com água, trocando a água de 2 e 2 horas. Coloque o feijão já lavado em uma panela de pressão, junte o caldo de carne, água, carnes ainda inteiras, buquê garni e leve ao fogo por 30 minutos. Com cuidado retire as carnes, corte-as em cubos e reserve. Em um liquidificador, coloque 3 conchas de feijão cozido com bastante caldo, bata e passe em uma peneira. Em outra panela seque o alho com pimenta picada e tomilho, junte caldo de feijão peneirado, pedaço de ricota e deixe engrossar um pouco. Retire a ricota e pique em pedaços. Junte o feijão cozido, tempere com sal e misture bem. Em uma panela, coloque a ricota e as carnes picadas, despeje um pouco de caldo e aqueça.

Couve: em uma frigideira, junte a couve, o caldo de legumes light e leve ao fogo até secar bem.

Torresmo de nabo: misture água, caldo de carne, essência de bacon e junte o nabo fatiado. Em seguida vá retirando um por um e arrumando em um prato sem sobrepor, leve ao microondas por 3 minutos, retire, passe para uma assadeira e leve ao forno até ficar bem sequinho (cerca de 6 minutos).

Arturo Toscanini




Arturo Toscanini (Parma, 25 de Março de 1867 - 16 de Janeiro de 1957) foi um maestro italiano. Um dos mais aclamados músicos do século XIX e XX, ele foi renomeado pela sua brilhante intensidade, seu inquieto perfeccionimo, sua fenomenal orelha para detalhes e sonoridade da orquestra e sua memória fotográfica. Ele é especialmente considerado um autoritativo intérprete das obras de Giuseppe Verdi, Ludwig van Beethoven, Johannes Brahms e Richard Wagner.


Macarrão al pesto



* Ingredientes
* 1 pacote de macarrão tipo tagliarini (500g)
* 1 xícara (chá) de castanhas do pará (picadas)
* 2 dentes de alho (picados)
* 1 xícara (chá) de folhas de manjericão
* 1/2 xícara (chá) de azeite extra virgem
* 1/2 xícara (chá) de parmesão (ralado)
* 1 colher (chá) de sal


* Modo de Preparo

1. No liqüidificador junte as nozes, o alho, o manjericão e o sal
2. Ligue e acrescente o azeite, aos poucos
3. Por último, coloque o queijo e bata mais um pouco, até formar uma pasta homogênea
4. Cozinhe o macarrão conforme as instruções da embalagem
5. Escorra e sirva em porções individuais regadas com molho

Alguma Poesia - Artur Gomes




ALGUMA POESIA

não. não bastaria a poesia deste bonde que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador

aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.

.
Artur Gomes In Couro Cru & Carne Viva Prêmio Internacional de Poesia – Quebec – Canadá 1987 Poeta, ator, produtor, compositor, agente cultural, inquieto “cachorro doido”. É impossível falar da poesia de Campos dos Goytacazes sem mencionar um de seus principais militantes. Artur é um tipo de poeta sem “papas”, mas com “farpas” na língua. Seu texto é cortante da vertente política à amorosa. Artur é musical, intertextual. Seus poemas pertencem a uma classe específica: a dos que precisam também ser falados em voz alta. Não é um poeta apenas para estantes, mas para o palco, bares, ruas, etc. E assim faz o poeta, que freqüenta várias cidades do Brasil declamando seus textos, participando de mostras e festivais. Em Campos, foram muitos os eventos e as performances produzidos por ele. Desde mostras visuais de poesia brasileira a happening em ônibus e bares. O poema acima apresenta um eu-poético deslizando pelos prazeres e paisagens da urbana Rio de Janeiro dos anos 80. O verso conciso é também carregado de imagens sonoras seqüenciadas em rimas com aliterações e assonâncias como “porca” “Lorca” “Urca”. Esse recurso aparece com freqüência em outros textos do poeta. Será uma das razões de tantas parcerias de Artur Gomes com músicos como Paulo Ciranda e Luiz Ribeiro?

Jura Secreta 104 - Artur Gomes



cachorro doido por ser de agosto
e ter o gosto de morder o ventre/lua
quando nua te desejo praia

lanço a rede em teu olhar
te engravido arraia
e te mergulho mar
Artur Gomes http://juras-secretas.blogspot.com/

Por Ana Cecília S.Bastos


"Bem dentro do coração guardado"


Sou apenas alguém do interior, em contato com coisas simples e essenciais, capaz de comover-se por inteiro com cantorias, com a poesia absoluta de uma canção sobre “o ermo da solidão das estradas”.

E fiel à obsessão pela poesia, no mais universal. Esta canção de Elomar faz parte do que está "bem dentro do coração guardado".

Violeiro


Elomar


Vou cantá no canto de primero

as coisa lá da minha mudernage

qui mi fizero errante e violêro

Eu falo sério e num é vadiage


E pra você qui agora está mi ovino

Juro inté pelo Santo Minino

Vige Maria qui ôve o queu digo

Si for mintira mi manda um castigo


Apois pro cantadô e violero

Só há treis coisa nesse mundo vão

Amô, furria, viola, nunca dinhêro

Viola, furria, amo, dinhêro não


Cantadô di trovas e martelo

De gabinete, lijêra e moirão

Ai cantadô já curri o mundo intero

Já inté cantei nas portas de um castelo

Dum rei qui se chamava de João

Pode acriditá meus companhero

Dispois de tê cantado o dia intero

O rei me disse fique, eu disse não


Se eu tivé de vivê obrigado

um dia iantes dêsse dia eu morro

Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro

já vem iscrito no livro sagrado

qui a vida nessa terra é uma passage

Cada um leva um fardo pesado

é um insinamento qui desde a mudernage

eu trago bem dentro do coração guardado


Tive muita dô de num tê nada

pensano qui êsse mundo é tudo tê

mais só dispois de pená pela istrada

beleza na pobreza é qui vim vê

vim vê na procissão o Louvado-seja

E o malassombro das casa abandonada

côro de cego na porta das igreja

E o êrmo da solidão das istrada


Pispiano tudo do cumêço

eu vô mostrá como faiz um pachola

qui inforca o pescoço da viola

E revira toda moda pelo avêsso

e sem arrepará si é noite ou dia

vai longe cantá o bem da furria

sem um tostão na cuia o cantadô

canta inté morrê o bem do amor.

Ver por Xangai em http://br.youtube.com/watch?v=KtHZVb3qMzI&feature=related Pássaro. Foto de MVítor.

Leila Diniz


Leila Roque Diniz (nasceu dia 25 de março de 1945, em Niterói - RJ, Brasil - faleceu dia 14 de julho de 1972, em Nova Délhi, na Índia).

"Todos os cafajeste que conheci na minha vida eram uns anjos de pessoas.

Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra.

Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente.

Sei que me arrisco a solidão, se é isso que me perguntam. Mas, eu sei viver assim!"

Não sou contra o casamento. Mas, muito mais do que representar ou escrever, ele exige dom.

Nem de amores eu morreria porque eu gosto mesmo é de viver deles.

A mulher brasileira deveria ir menos ao psicanalista e mais ao ginecologista.

Sempre andei sozinha. Me dou bem comigo mesma.

Sobre minha vida, meu modo de viver, não faço o
menor segredo. Sou uma moça livre."
Leila Diniz

Ema D'Avila



Ema D'Ávila (Porto Alegre, 1918 — Rio de Janeiro, 25 de março de 1985) foi uma atriz e comediante brasileira.

Talentosa comediante no teatro, no cinema atuou em filmes do período da chanchada. Na televisão, participou de programas humorísticos e telenovelas.

Era irmã do comediante Walter D'Ávila.

Madrugando - por Socorro Moreira


A cidade adormecida comporta milhares de sonhos.Insone, espero o embalo do silêncio.Emoções escondidas, inanimadas, resistem aos apelos da memória.
Todos os dias , pedaços da minha vida desfilam numa passarela imaginária. O passado resolvido vai abandonado aos poucos , o presente solitário.Deixo para lá todos os mal-entendidos. Espero o que não sonhei, ou simplesmente não espero ! O cansaço já me deixou sem desejos.
Uma brisa tímida me visita. Parece cochichar no meu ouvido : Dorme , amanhã é outro dia !