Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mariah Carey



Mariah Carey (Long Island, 27 de março de 1970) é uma cantora, compositora, produtora musical, e atriz norte-americana.
Mariah Carey é elogiada pela crítica especializada por suas excepcionais habilidades vocais. Em toda a sua carreira, Mariah já recebeu mais de 250 prêmios. Recentemente, Mariah foi incorporada na seleta lista dos "100 melhores cantores de todos os tempos", realizada pela revista Rolling Stone, ocupando a 79ª posição, sendo a artista melhor colocada da atualidade

Diana Ross

Diane Ernestine Ross conhecida como Diana Ross (Detroit, Michigan, 26 de março de 1944) é uma artista americana de soul, R&B e pop, e uma das cantoras mais famosas de seu tempo. Estima-se que as vendas de seus discos e álbuns já ultrapassaram a marca de 100 milhões de cópias.

Tenesse Williams



Tennessee Williams, pseudônimo de Thomas Lanier Williams (Columbus, 26 de março de 1911 — Nova Iorque, 25 de fevereiro de 1983) foi um dramaturgo estadunidense, ganhador de muitos prêmios.

Williams nasceu em Columbus, Mississippi, na casa de seu avô materno, o pastor local. Seu pai, Cornelius Williams, era um vendedor de sapatos viajante, alcoólatra e viciado em jogos de aposta, e que se tornou extremamente abusivo à medida que seus filhos cresciam. O pai favorecia mais seu irmão Dakin, talvez devido ao fato de Tennessee ter sido mais frágil e doente; teve difteria na infância, e ficou um ano fora da escola, tornando-se um menino introspectivo, passando todo o tempo só em volta dos livros. A mãe de Tennessee, Edwina Dakin Williams, tinha o humor instável. Williams buscou inspiração para escrever, mediante os muitos problemas familiares. Segundo ele mesmo declarou em uma entrevista concedida na década de 70: "Descobri na escrita uma fuga de um mundo real no qual me sentia profundamente desconfortável". Para fugir à insensibilidade paterna, Tennessee refugiou-se em seu quarto, que pintou de branco e enfeitou com miniaturas de animais de vidro; tal fato serviu de inspiração para a peça “The Glass Menagerie”, em 1945.

Em 1918,quando Williams tinha 7 anos, a família se mudou para University City, Missouri, e ele frequentou a Soldan High School, fato que usou em sua peça The Glass Menagerie, e depois a University City High School[1]. Em 1927, aos 16 anos, Williams recebeu um prêmio de 5 dólares por um ensaio publicado no Smart Set, intitulado "Can a Good Wife Be a Good Sport?". Um ano depois, publicou "The Vengeance of Nitocris", no Weird Tales.

Nos anos 30, Williams frequentou a University of Missouri, onde se filiou à fraternidade Alpha Tau Omega. Posteriormente transferiu-se para a Washington University, em St. Louis, Missouri por um ano, e finalmente graduou-se, em 1938, na University of Iowa, onde escreveu "Spring Storm". Quando foi recusado pelo exército, sofreu nova ofensiva do pai, que era veterano de guerra; o pai o obrigou a abandonar o jornalismo e a se empregar em uma fábrica de calçados. Começou então a se viciar em bebida alcoólica, e foi internado em um sanatório. Na época, Williams escreveu Cairo, Shanghai, Bombay!, que foi a primeira produção teatral, em 1935, da comunidade de teatro Glenview, em Memphis. Estudou depois na The New School, em Nova York.

Aos 26 anos de idade, escolheu o nome “Tennessee” em função dos dois anos felizes que passou em Nashville.

Posteriormente, participou de um concurso de dramaturgia em Nova Iorque, enviando 4 peças de um ato, sob o nome de American Blues, e foi premiado com 100 dólares, além de ser convidado por uma agente de Holywood que, impressionada com seus textos, o chamou para escrever roteiros de cinema. O único roteiro que conseguiu concluir, porém, foi recusado, e ele perdeu o contrato.

Em 1944, escreve a primeira peça realmente estruturada em termos teatrais, "The Glass Menagerie", que foi encenada com estrondoso êxito de público e crítica, iniciando assim sua carreira de sucesso. Várias de suas peças seguintes alcançaram sucesso: "A Streetcar Named Desire", "Summer and Smoke", entre outras. Williams viveu por um tempo no French Quarter, de New Orleans, Louisiana, mudou-se para lá em 1939, para escrever para a WPA. Inicialmente viveu na Toulouse Street, n. 722, o ambiente de sua peça de 1977 Vieux Carré. O edifício é parte da The Historic New Orleans Collection. Começou a escrever A Streetcar Named Desire (1947) enquanto estava na St. Peter Street, n. 632, e a terminou mais tarde, em Key West, Flórida, para onde se mudou nos anos 40.

A montagem de "The Rose Tatoo", em 1951, trouxe o primeiro fracasso, em especial pelas manifestações da crítica. Seguiram-se outras peças de sucesso, e os prêmios Pulitzer e Critic’s Award, porém a crítica constantemente o repudiava.

Com a morte do pai, em 1956, e do avô, em 1958, Tennessee começou a fazer psicanálise, e a peça “Suddenly, Last Summer” é considerada a primeira peça de sua fase “psiquiátrica” ou “antropofágica”. Após a alta de sua terapia, Tennessee ingressou numa nova etapa, a partir de 1959. Após vários sucessos, a peça de 1968 “The Seven Descendents of Myrtle” foi muito criticada, e apenas em 1970 ele voltou a se expor publicamente, mas com uma linguagem mais fria. Mas “Dragon Country”, sua coletânea de peças da época, não o reconciliou com a crítica.
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Allan Sales - por Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes



CONHECI CRIANÇA NO CRATO. HOJE É ARTISTA DE TALENTO EM RECIFE.


Nos anos 60, início da Rua Dr. João Pessoa, onde hoje funciona o Mercadinho Matos, existiu uma loja especializada em máquinas e implementos agrícolas. Era administrada por “Seu Sales” e D. Francisquinha. O casal tinha dois filhos menores. O mais velho, na época com 4 ou 5 anos, vinha com os pais para a loja, mas ficava pouco tempo. Atravessava a rua e ia para minha casa, onde se divertia no quintal, brincando com meus irmãos mais novos. Meu pai, César Pinheiro Teles, simpatizava com Alan. Quando, eventualmente, os pais não o liberavam para brincar na casa “das Arraes”, meu pai ia buscá-lo. Era muito, irrequieto, inteligente, conversava bastante, sempre fazendo mil e uma perguntas.

No final da década de 60, a empresa fechou e o casal mudou-se do Crato. Não tivemos mais notícias deles. No ano passado, em uma solenidade em homenagem a D. Madalena Arraes, promovida pelo IMIP, reencontrei D. Francisquinha, que trabalha na direção do Instituto. Relembrou os anos do Crato e contou que Alan é artista, cantor, cordelista, compositor e produtor cultural e morava na capital pernambucana.

Comentei o fato com Xico Bizerra, outro artista cratense de sucesso, vivendo em Recife. Ele declarou ser amigo de Alan, fazendo elogios ao seu talento. Para minha surpresa, dias depois desta conversa, Xico Bizerra, autor do clássico “Se tu quiser”, canção recordista em número de gravações em 2004, levou Alan Sales até meu local de trabalho. Foi interessante ouvir os relatos que a memória de uma criança de seis anos guardou do Crato e do ambiente que vivenciou 36 anos antes.
Quem quiser saber mais sobre Allan Sales basta acessar o site http://www.interpoetica.com/allan_sales_gm.htm.

Joaquim Pinheiro

"O destino escolhe quem vamos encontrar na vida, as atitudes decidem quem fica nela..."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Saudade Imprudente - Por Zé Marcolino


Oh que saudade imprudente
No meu peito martelando
Quando estou só me lembrando
Da minha vida na roça

Quando alegre um rouxinol
Cantava pelo arrebol
Quando centelhas de sol
Penetravam na palhoça

Minha casa era de arrasto
Frente virada pro norte
Pra ser feliz, pra dar sorte
Pra não se dá coisa ruim

Parece aquilo eu tá vendo
Pela lembrança, doendo
E a saudade trazendo
Tudo pra perto de mim

Conversa sem protocolo
De fácil vocabulário
Sem precisar calendário
Eu fazia anotação

Na minha imaginação
Eu achava tão comum
Contar mês de trinta e um
Na palma da minha mão


OBS: Esta música é do poeta Paraibano Zé Marcolino e foi gravada por Dominguinhos em 1982, no seu LP SIMPLICIDADE.

Pensamento para o Dia 25/03/2010



“A riqueza adquirida pela graça da Mãe Veda é, por si própria, a sabedoria mais potente. Por essa razão, os antigos videntes oravam a Deus da seguinte forma: “Querido Deus, Tu és a própria personificação de Veda. Preenche-me não com riquezas materiais, mas concede-me a sabedoria que é a fonte do tesouro mais elevado (Paramaishwarya). Que eu me torne plenamente satisfeito com tal riqueza e, uma vez que ela pode ser usada para o Teu serviço, Tu também estarás feliz quando eu a tiver!””
Sathya Sai Baba

Miguel Gustavo por Norma Hauer

ELE COMPÔS JINGLES


Foi no dia 24 de março de 1922 que ele nasceu aqui no Rio de Janeiro, recebendo o nome de Miguel Gustavo Werneck de Souza Martins, mas ficou conhecido com o nome abreviado de MIGUEL GUSTAVO.
Foi jornalista, radialista, compositor,autor de jingles e poeta.
Começou como discotecário da Rádio Vera Cruz em 1941, após largar os estudos aos 19 anos . Mais tarde passou a escrever programas de rádio.
Destacou-se como compositor de jingles, além de ter também feito sucesso como compositor de sambas e marchas.
Quando o cantor Moreira da Silva estava afastado, Miguel Gustavo compôs uma série de sambas de breque que marcaram a volta triunfante do cantor. Todos foram sucessos. São eles: “O conto do Pintor”; “O rei do gatilho”;” O último dos Moicanos”:” O sequestro de Ringo”; “O Rei do Cangaço” e “Morengueira contra 007”.
Foi em 1950 que começou a compor “jingles”, dentre os quais o das Casas da Banha, que criou fama e causou polêmica por utilizar um trecho da melodia "Jesus alegria dos homens" de J. S. Bach. Em 1963 foi a vez do Leite Glória.

A música “A dança da Boneca”, gravada por Chacrinha para o carnaval de 1967 foi depois transformada no prefixo do Programa do Chacrinha, com ligeiras modificações na letra e se popularizou pelo Brasil inteiro.

Quando o Brasil saiu vitorioso da Copa do Mundo de 1970, realizada no México, conseguindo seu tri-campeonato, Miguel Gustavo compôs o hino Pra Frente Brasil ao participar de um concurso organizado pelos patrocinadores das transmissões dos jogos.
Os versos "Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração…" e a melodia tornaram-se símbolo da seleção canarinho, sendo hoje ainda entoado, quando os 90 milhões são o dobro.

E o Carequinha? Quem não se lembra de

“Ela é fã da Emilinha,
Não sai do César de Alencar,
Grita o nome do Cauby (Cauby)...
E depois de desmaiar
Pega a Revita do Rádio
E começa a se abanar"

Miguel Gustavo foi casado com a também radialista Sagramour de Scuvero (uma das primeiras mulheres a ter um programa radiofônico.
Além desse pioneirismo, ela e Lygia Maria Lessa Bastos, foram as primeiras vereadoras eleitas no Rio de Janeiro.

Miguel Gustavo faleceu em 22 de janeiro de 1972, sem completar 50 anos.

Norma Hauer

Por Lupeu lacerda



na faixa de gaza o borba gato é um delírio de um só. um poeta encalacrado em suas veias envelhecidas pela nicotina bela e maldita. vontade de beber vinho. vontade de ser baudelaire e chamar por satanás. vontade de ser ginsberg e vomitar ácido nas paredes da américa. vontade de ser lupeu e ter um microfone psicografando morrison. vontade de explodir o borba gato. e construí-lo em um desenho menos es-tru-tu-ra-do. vontade: essa coisa que é ao mesmo tempo o umbigo, e o fio do impossível. entre o nada e a coisa nenhuma... preccisaria beber uma ayhuasca, ou fumar um do bom pra entender um cara desses. lobo bom em ser mau, come chapeuzinho, nega o filho, exige dna.


um dia a tristeza chegou com suas malas e sua cara triste nas portas do borba gato. ninguém falou com ela. ela tampouco falou com ninguém. em seu ombro direito um urubu metafísico, no esquerdo, uma borboleta de chumbo. abriu uma pequena tenda do lado do jardim. o jardim secou imediatamente. olhou em direção ao vendedor de abanos. e ele começou a cantar uma ópera deprimente e sem fim. todos querem que ela vá embora. ela diz que não tem nada a dizer.


por lupeu lacerda

Móbile- por Ana Cecília S.Bastos






Novos espaços,
e os mesmos labirintos de ocultamento e disfarce.
Perturbação e enleio, desconforto no próprio eu.

O eu está desconfortável.
Como o equilibrista do Cirque du Soleil, confia naquele que segura os fios.
Seu movimento é ilusão, só existe nas mãos daquele.

O equilibrista está desconfortável.
Inventa nós e tranças.
Abismos e angústias nada mais são que disfarces.

O salto no infinito.


[Publicado em A Impossível Transcrição.] O trabalho de Igor Souza, Sem título, está disponível em http://www.fotolog.com.br/igorsouza/


Assim Falou Zaratustra (em alemão Also sprach Zarathustra) é um livro escrito entre 1883 e 1885 pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que influenciou significativamente o mundo moderno. O livro foi escrito originalmente como três volumes separados em um período de vários anos. Depois, Nietzsche decidiu escrever outros três volumes mas apenas conseguiu terminar um, elevando o número total de volumes para quatro. Após a morte de Nietzsche, ele foi impresso em um único volume.

O livro narra as andanças e ensinamentos de um filósofo, que se auto-nomeou Zaratustra após a fundação do Zoroastrismo na antiga Pérsia. Para explorar muitas das idéias de Nietzsche, o livro usa uma forma poética e fictícia, freqüentemente satirizando o Novo testamento.

O centro de Zaratustra é a noção de que os seres humanos são uma forma transicional entre macacos e o que Nietzsche chamou de Übermensch, literalmente "além-do-homem", normalmente traduzido como "super-homem". O nome é um dos muitos trocadilhos no livro e se refere mais claramente à imagem do Sol vindo além do horizonte ao amanhecer como a simples noção de vitória.

Amplamente baseado em episódios, as histórias em Zaratustra podem ser lidas em qualquer ordem. Mas aconselha-se que se leia em ordem, para melhor entendimento.

A razão pela qual o livro possui uma linguagem, por muitos interpretada como difícil, é que o conhecimento é algo que só pode vir de dentro - Por exemplo, no lugar de Zaratustra falar "O homem deve ser superado!", Nietzsche faz com que o leitor em si chege a essa conclusão; Como resultado, é uma forma de escrita, de comunicação mais eficaz do que a tradicional linguagem clara e de facílimo entendimento.

Zaratustra contém a famosa frase "Deus está morto", embora esta também tenha aparecido anteriormente no livro Die fröhliche Wissenschaft (A Gaia Ciência) de Nietszche.

Os dois volumes finais não terminados do livro foram planejados para retratar o trabalho missionário de Zaratustra e sua eventual morte.
Wikimedia

Por Murilo Hildebrand de Abreu

(amar é despertar um sonho, despertar-se sonho, ave só asas, ninho feito de céu

(é preciso não temer o fogo pois a alma é um incêndio

(a manhã nasce como uma pintura (e a cada momento, a cada piscar de olhos, renasce-se como uma nova pintura (e eu continuo sendo, eu com ela renascendo


(e tanto faz se caímos, tropeçamos ou tomamos pontapés: o importante é não esquecer que é por isso que ainda somos os melhores palhaços deste grande circo

(a alma é um silêncio dançarino

(com as cores aprendi a dançar

(embriagar-se de caminhos


Autor: Murilo Hildebrand de Abreu

Simone Signoret




Simone Signoret, pseudônimo de Simone-Henriette-Charlotte Kaminker (Wiesbaden, 25 de Março de 1921 — Paris, 30 de Setembro de 1985) foi uma famosa atriz francesa nascida na Alemanha.

Considerada uma das atrizes mais convincentes do cinema francês, ela começou em 1942 com o filme Bolero, durante a ocupação nazista. Em 40 anos de carreira interpretou uma grande diversidade de personagens.

Em 1944 se casou com o diretor Yves Allegret com quem teve a filha Catherine e de quem se divorciou em 1949. Em 1951 se casou com o cantor e ator Yves Montand. Juntamente com ele militou até o início dos anos 80 no Partido Comunista Francês.

Seu primeiro papel de protagonista foi em Démons de l'aube, em 1946, e pouco depois impôs sua beleza em La ronde de 1950, uma comédia provocadora baseada na obra de Arthur Schnitzler. Atuou sob a direção de Luís Buñuel em La mort en ce jardin, de 1956, e obteve o primeiro Oscar outorgado a uma atriz não-estadunidense por seu papel em Room at the Top, que no Brasil teve o título de Almas em leilão, em 1959.

Simone Signoret formava com Yves Montand um lendário casal. Estavam unidos por uma profunda ternura e por muitas causas e lutas políticas vividas juntos e o longo de um casamento de 35 anos. Eles trabalharam juntos pela primeira vez, já casados, na peça de Arthur Miller, As feiticeiras de Salém, uma alegoria do macartismo. Depois eles fariam juntos cinco filmes, entre eles Paris está em chamas (1966), de René Clement e A confissão (1970) de Costa-Gavras.

Outros desempenhos brilhantes desta atriz foram em O gato, de 1970, em um duelo interpretativo com o grande ator francês Jean Gabin; em A viúva, de 1971, ao lado de Alain Delon; e em Madame Rosa, de 1977.

Sua autobiografia, A nostalgia já não é o que costumava ser, foi publicada em 1977. Ela morreu de câncer em sua residência na localidade de Eure, na zona oeste de Paris.

Wikiquote
"Tudo que uma pessoa pode imaginar, outras podem tornar real."

Volta ao mundo em 80 dias (1872)

Neste obra o personagem principal, Phileas Fogg, faz uma aposta com um grupo de cavalheiros, garantindo que conseguiria dar a volta em todo o mundo em 80 dias. Esta tarefa atualmente é bem mais simples. Com a internet podemos dar a volta ao mundo em alguns cliques. Contudo, no final do século XIX era um grande desafio. O balão que você vê na abertura do site foi utilizado por Fogg em uma das etapas de sua viagem.
20 mil léguas submarinas (1870)

Aqui Verne descreve as aventuras de um moderno submarino movido a eletricidade, o Náutilus. Embora esta tecnologia não existísse na época, muitos pesquisadores apontam que o escritor se baseou em conhecimentos concretos sobre física e mecânica para criar este enredo.
Viagem ao centro da Terra (1864)

Uma história cheia de mistérios, em que o personagem principal, Dr. Lidenbrock encontra um manuscrito, escrito em código. Ao decifrá-lo Dr. Lidenbrock percebe que encontrou relatos e instruções sobre uma visita ao centro do planeta Terra.

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Júlio Verne




Júlio Verne, em francês Jules Verne, Nantes, 8 de fevereiro de 1828 — Amiens, 24 de março de 1905) foi um escritor francês.

Júlio Verne foi o filho mais velho dos cinco filhos de Pierre Verne, advogado (avoué), e Sophie Allote de la Fuÿe, esta de um família burguesa de Nantes. É considerado por críticos literários o precursor do gênero de ficção científica, tendo feito predições em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como os submarinos, máquinas voadoras e viagem à Lua.
Júlio Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou a se interessar mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de ações, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.

A carreira literária de Júlio Verne começou a se destacar quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.

Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Júlio Verne em 1862, o relato de viagem à África em balão, intitulado Cinco semanas em um balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores se perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Júlio Verne nunca havia estado em um balão ou viajado à África. Toda a informação sobre a história veio de sua imaginação e capacidade de pesquisa.

Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas de suas ideias.

O sucesso de Cinco semanas em um balão lhe rendeu fama e dinheiro. Sua produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua, Robur - o conquistador.

Seu último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado por bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu seu conselho e guardou o manuscrito em um cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.

Até hoje Júlio Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.

Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, sua principal preocupação naquela época. Continuou sua obra até a sua morte em 24 de Março de 1905. O seu filho Michel editou seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que estavam faltando, quando da morte do pai.

wikipédia

Diana Krall - Este teu olhar

quarta-feira, 24 de março de 2010

Convite !


Caros amigos,
Nesta quinta-feira, 25 de Março, estou apresentando meu novo trabalho "GESTO, SOM & PALAVRA"
no SESC de Juazeiro, às 20 horas. Entrada Franca!
Todos estão convidados e sua presença será um
presente para mim e nossos amigos.

Compareça e prestigie!
um grande abraço!
João Nicodemos www.poemasdonicodemos.blogspot.com/ jotanikos@yahoo.com.br
É pouco ou quer mais ?
- Claude Bloc -


Há dias em que todos os astros parecem confabular contra nós ou até mesmo parecem querer desabar sobre nossas cabeças. É coisa demais prá fazer, prá lembrar, pra organizar... Creio até que tudo conflui para um clima denso de estresse e de agonia mental. São dias em que tudo incomoda, tudo cansa e afinal, como humanos que somos, chega a hora em que o corpo pede cama, descanso, alívio...

Estou nessa fase. Numa fase assim como essa: Teresina (Mestrado), Barbalha (concurso) Sobral (ralando 3 expedientes e em período de provas). Loucura!! E tem muito mais coisa. Assim como um dos trabalhos do Mestrado para entregar até dia 04/04. É pouco ou quer mais ?

Enfim, estou assoberbada! E não estou reclamando, mas regulando minha vida e "pondo ordem na casa" . Afinal, estar assoberbada é normal, é um estado natural, pois que aquilo que me desafia ao mesmo instante me instiga e me incentiva a ser producente. Ao mesmo tempo, me traz a sensação de estar acertando o sabor das coisas.

Vivo, então, assim, essa dicotomia. Essa mistura entre o racional e o incoerente. Entre a lógica e a contra-lógica. Mesmo quando estou aos cacos. Precisando dormir.

E quando venço mais uma etapa, encho-me de sorrisos. Alguns tão sinceros que me reviram a alma, outros tão íntimos que nem afloram. Esses ficam mergulhados em mim me fazendo vibrar intensamente.


Claude Bloc

Feliz Aniversário, José Milton Arraes !


Meu Caro José,

Gostaria muito de estar com você para lhe dar um grande abraço, mas como isto é impossível, aproveite este " MARZÂO" , com umas geladinhas.


Saúde e Paz.



Heladio

Vacilão

Simples:
o poeta não sabe amar.

Triste mente coroa de espinhos.

Ilusão que começa com versos
finda-se tristonha.

Os versos mentem
bem mais
que os suspiros.

Simples:
o poeta morrerá com sua dor.

A mente imperiosa
fincou-lhe no peito
um palitinho de churrasco.

COMPOSITORES DO BRASIL


O SAMBA DE BREQUE

Por Zé Nilton

O Samba, ritmo bem brasileiro, cuja origem vem de muitos lugares, talvez por isto mesmo, dele derive vários sub-ritmos, ou várias pegadas de um mesmo compasso.

As culturas locais desse imenso Brasil vão lhe acentuando novos ritmos e terminam por contribuir para a diversidade de nossa música.

O gênero Samba tem essa facilidade de adaptação, e vamos encontrar diversas formas de manifestá-lo sob não poucas alcunhas, como: Samba de batido, Pagode, Samba de Breque, Samba-chulado, Samba-corrido, Samba-enrede, Samba-exaltação, Samba de morro, Partido Alto, Samba-raiado, Samba de roda, Samba de terreiro, Samba pé de serra... Afora os chamados gêneros de fusão, como Bossa Nova, Samba-canção, Samba-choro, Samba-funk, Samba de gafieira, Sambalanço, Samba-jazz, Samba-maxixe, Samba-rap, Samba-reggae, Samba-rock, Samabalada, Sambolero, Samba rumba, e vai por aí.

O Samba Chulado vem lá dos tempos do Império, com Chiquinha Gonzaga fazendo a damas e os cavalheiros perderem a pose e caírem no requebrado, no remelexo, no jogo das cadeiras...

Na década de 1950, cai na moda o Samba de Breque. Moreira da Silva (Antônio Moreira da Silva - Rio de Janeiro, 1 de abril de 1902- Rio de Janeiro, 6 de junho de 2000) resgata o ritmo que vinha se insurgindo dentro da música popular desde os tempos do grande Sinhô (José Barbosa da Silva - 18 de Setembro de 1888 - 4 de Agosto de 1930).

Tornaram-se tão ligados o samba de breque e Moreira da Silva que hoje quando se fala do gênero logo lembramos do grande Kid Morengueira. Alías, Miguel Gustavo construiu verdadeiras histórias fantásticas baseadas nos filmes da época, e criou o nome Kid Morengueira para cantar-falar-cantar suas belas composições.

Diz-se até que, num certo dia, Moreira da Silva ouviu de um músico que não sabia acompanhar conversa. A conversa vem sempre após uma breve parada. É o breque, do inglês Break. Há que chame de sincopado.

Bem, o Samba de Breque, no programa dessa quinta feira – Compositores do Brasil. Vamos falar desse gênero bem coisa nossa, enquanto ouviremos:

Por causa da hora, de Noel Rosa, com Noel Rosa
Acorda, amor, de Leonel Paiva e Julinho da Adelaide, com Chico Buarque
O rei do gatilho, de Miguel Gustavo, com Moreira da Silva
Acertei no milhar, de Wilson Batista e Geraldo Pereira, com Moreira da Silva
Minha Palhoça, de J. Cascata , com Ciro Monteiro
Na Subida do Morro, de Moreira da Silva e Ribeiro da Cunha, com Moreira da Silva
Baile no Elite, de João Nogueira e Nei Lopes, com João Nogueira
Tira os óculos e recolhe o homem, de Jards Macalé, com Macalé
Senhor Delegado, de Antoninho Lopes e Jaú, com Germano Mathias
O Último dos Moicanos, de Miguel Gustavo, com Moreira da Silva
Fenômeno, de Milton Moreira e Joaquim Domingues, com Jorge Veiga
Moreira na Ópera, de Henrique Batista e Marília Batista, com Moreira da Silva

Quem ouvir, verá!

Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN
(Entre)Telas




Por Claude Bloc

MENSAGEM DO DIA - de Luis Carlos Mazzini

Busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros!

Que no dia de hoje, você possa inventar um dia diferente! Afinal, viver é inventar o seu dia, sabia? É ficar livre da arrogância, da tristeza, das coisas ruins. Viver é reconhecer que vale muito a pena fazer da vida um lindo poema de amor!

Acredite que o bem vence o mal! Acredite que o amor é a maior força do universo. Não há outro atalho para a felicidade senão o de amar sempre e cada vez mais, a tudo e a todos.

E enfeite o seu coração com cores fortes e vivas. Viver intensamente, sempre! Seja amigo, sempre! Conquiste o maior número de pessoas leais e fiéis. Você tem todo o poder de transformar a vida das outras pessoas através de seu exemplo, seu carinho, seu perdão e através do seu amor incondicional, viu?

Você consegue transformar a dor em alegria? Claro que consegue. É só continuar vivendo! Isso mesmo: continuar seguindo a vida, o fluxo do amor! É só deixar o amor inundar o seu coração, correndo atrás dos seus sonhos, dos seus projetos, da sua inspiração. Viver é isso, pô! Simplesmente isso!

Busque o entendimento das coisas e dos acontecimentos. E esteja sempre em paz. Seja da Paz! Promova a Paz! Agradeça a Deus pelas dádivas e pelas bênçãos que você tem recebido.

E busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros! Esteja sempre jovem e continue redescobrindo as coisas belas da vida. Permaneça com o espírito jovem! Força! É bom lembrar que o sorriso é o idioma universal e que é bom ouvir músicas que acalmem a alma. Desacelere um pouco mais a sua vida e aproveite mais o tempo que você ainda tem. Viver pode ser simplesmente ver a vida com o coração!

Bom Dia. Bom Divertimento! Fique com Deus!

"Jamais desista de si mesmo"

Ritmos brasileiros em destaque no programa Instrumental & Qual - O Som da Terra nº 5


Programa radiofônico de música instrumental transmitido às quartas-feiras, 14 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e Internet (cratinho.blogspot.com), e retransmitido pela Web-Rádio Chapada do Araripe (http://www.radiochapadadoararipe.com/), às sextas-feiras, 21 horas


No Brasil existem muitas manifestações musicais. Uma linha é especialmente encantadora: a música instrumental brasileira.

A mistura de samba, frevo, maracatu, xote, maxixe, xaxado, forró, baião, com o jazz, se manifestou por aqui com mais flexibilidade na chamada música instrumental brasileira, a vertente que mais comeu desse pasto e bebeu dessa fonte multicultural.

Sendo assim, vale considerar que a vanguarda do mundo no campo da música éramos nós já há 30 ou 40 anos. Isso, quando surgiram grupos como Som 4, Sambrasa Trio e Quarteto Novo. Propositadamente, a citação desses grupos deve-se ao fato de que o magistral músico instrumentista Hermeto Pascoal fez parte deles.

A música instrumental brasileira é revolucionária. Isso se constata ouvindo. Enquanto alguns estilos musicais são tão populares porque grudam logo nas primeiras audições, a improvisação musical tem como mola-mestra um caráter criador do ouvinte.

Ouvir música não deveria ser uma atividade banal. Fazer música menos ainda.

(Excertos adaptados do artigo “A música que poucos ouvem”, de Felipe Obrer).

Roteiro musical
1. Desafinado (Tom Jobim), com Eliane Elias
2. Fragile (Sting), com Freddie Hubbard
3. Forró Brasil (Hermeto Pascoal)
4. You've Got to Hide Your Love Away (Lennon e McCartney), com Rick Wakeman
5. Vira e Mexe (Luiz Gonzaga)
6. Gréia (Jefferson Gonçalves e Kleber Dias), com Jefferson Gonçalves
7. I Have a Dream (Herbie Hancock)
8. Estesia (Dihelson Mendonça)
9. Bebê (Hermeto Pascoal), com Eumir Deodato
10. Honeysuckle Rose (F. Walter e A. Razart), com Toots Thielemans

Ficha Técnica
O programa Instrumental & Qual – O Som da Terra é uma produção das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e revista virtual Cariricult, com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste em parceria com a Rádio Educadora do Cariri AM 1.020.
Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel, Dihelson Mendonça e Carlos Rafael Dias.
Apoio logístico: Guilherme Farade e Amilton Som - CDs, DVs e Acessórios.
Apresentação: Carlos Rafael Dias.
Operador de Áudio: Iderval Silva.
Operador de transmissão: Iran Barreto.
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão.
Direto da Rádio Educadora do Cariri: Geraldo Correia Braga.


Fique ligado!

Ernesto Nazareth - por Norma Hauer

Ele nasceu no dia 20 de março de 1863, aqui no Rio de Janeiro e recebeu o nome de Ernesto Júlio Nazreth, ficando conecido no meio musical como ERNESTO NAZARETH.
Foi pianista e compositor, considerado um dos grandes nomes do "tango brasileiro" ou, simplesmente, choro.

Estudou música com os professores Eduardo Madeira e Lucien Lambert. Intérprete constante de suas próprias composições, apresentava-se como "pianista em salas de cinema, bailes, reuniões e cerimônias sociais.
De 1910 a 1913, e de 1917 a 1918, trabalhou na sala de espera do antigo Cinema Odeon (anterior ao da Cinelândia), onde muitas personalidades ilustres iam àquele estabelecimento apenas para ouvi-lo. Foi quando compôs o tango brasileiro “Odeon”,referenciando o cinema em que atuava.
Deixou-nos 211 peças completas para piano.
E suas obras mais conhecidas são: "Apanhei-te, cavaquinho!…", "Ameno Resedá" "Confidências"; "Coração que sente"; "Expansiva"; "Brejeiro", "Odeon" e "Duvidoso", (estes com a denominação de tangos brasileiros).
Suas melodias podem ser interpretadas por por um concertista, como Arthur Moreira Lima (pianista), ou um chorão como Jacob do Bandolim. . E é esse espírito, essa síntese da própria música de choro, que marca a série de seus quase cem tangos-brasileiros, à qual pertence "Odeon".
Em 1931, o compositor começou a manifestar problemas mentais que motivaram sua internação na colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá.
No dia 1 de fevereiro de 1934, Nazareth fugiu do manicômio e só foi encontrado três dias depois, morto por afogamento em uma cachoeira próxima.
Nunca se soube se foi suicídio ou acidente.Não completou 71 anos.