Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 5 de abril de 2010

GAROTA DE IRACEMA - POR XICO BIZERRA

Na segunda, lamentávamos que o domingo próximo estivesse muito distante e torcíamos para que ele fosse tão bom quanto fora o anterior. Toda a turma que frequentava a Praia de Iracema concordava que Vinícius cometera um erro de digitação na letra de sua cantiga, trocando Iracema por Ipanema, em louvor àquela Garota.

A de Iracema, essa sim, ‘era a coisa mais linda, mais cheia de graça’ e, tenho certeza, ria e passava a caminho do mar com muito mais elegância que a sua colega, a de Ipanema. Ainda que de longe, ainda que sem chances, era bom olhá-la, admirá-la, ‘babar’.

Até que o filho da Chevrolet – assim o chamávamos por ser o seu pai o maior revendedor GM da região, à época – com ela casou, privando-nos de sua beleza, desensolarando nossas fantasias. Nossa praia de sonhos não mais se encheu de graça. Nublaram-se os domingos.

Xico Bizerra

LUIZ VIEIRA - MENINO PASSARINHO

Um bom sono para aqueles que ainda crêem no amor .
Com vontade de voar!

Boa Páscoa, boa passagem...


Desejo a todos uma boa passagem,
uma nova vida...
Um renascer a cada dia.
Claude

domingo, 4 de abril de 2010

Feliz Páscoa!

É o que desejo a todos os amigos do Cariricaturas,
Ana Cecília

"O Pequeno Príncipe" para "Buñuel"

Transfigurações

Engasgar-me com o cafezinho quente
é muito raro.

Quando ocorre
meu oráculo pressente:

tantos sonhos enlouquecem
a embuá friorenta.

Não se move da calçada
nem por ameaça
do velocípede.

Deixo a coisinha estátua
passo ante passo
hesitante.

Pequeno Príncipe

Guardo os brinquedos do meu filho
com o cuidado de quem encaixa
um coração transplantado.

Pulseirinhas, carros, ímãs.

Contemplo seu sorriso,
sua candura -

a beleza acordada
lavando o rosto
brilhante.

Meu filho me olha
(nunca vi de outra forma)
com os olhos sorrindo:

nos olhos do meu filho
tem um eterno sorriso
de sábio,
moleque.

Sempre ao se despedir
desse velho pai poeta
meu filho assopra
um código mágico:

"te amo mais que tudo na vida..."

Uma lágrima brinca
na palma do cílio.

O milagre tem o meu sangue
tem a minha carne.

Repito baixinho
várias vezes
até entrar no ônibus.

Raul Longras - por Norma Hauer

GOOOOOOOOOOOOOL !!!
RAUL LONGRAS

Foi no dia 3 de abril de 1988 (ou 1990) que faleceu, em Juiz de Fora, o “inventor” do grito longo de gol, durante as transmissões dos jogos de futebol.
Hoje, todos o usam e nem sabem quem o criou. Seu nome RAUL LONGRAS: radialista, locutor esportivo, animador de programa de TV e compositor.

.. Raul Longras, antes de ser locutor esportivo, que ficou famoso por haver “inventado” o grito longo de “gooooooool”,ainda hoje utilizado no rádio e na TV, foi locutor de um programa de nome “Para Você Recordar”e de outro denominado “Cancioneiros Famosos”, ambos de Januário Ferrari, levados ao ar pela Rádio Educadora do Brasil, que se transformou em Rádio Tamoio.
Esses programas passaram depois para a Rádio Ipanema (depois Mauá) e terminaram na Rádio Rio de Janeiro.
Foi através do programa “Para Você Recordar” que conheci o cantor Carlos Galhardo.
Esse programa, em 1943, era transmitido pela Rádio Ipanema, que funcionava no Leme. Ia ao ar aos sábados às 9 horas da manhã.
O sábado 24 de abril desse ano coincidiu com o sábado de Aleluia. Como era aniversário de Carlos Galhardo, solicitei ao locutor (Raul Longras) que fizesse uma pequena homenagem ao cantor. Para minha surpresa, ele dedicou-lhe completamente o programa .
Na segunda-feira (26) Galhardo foi ao estúdio da emissora, onde tive a oportunidade de conhecê-lo,
Somente depois Raul Longras passou a locutor esportivo e chefe da equipe de esportes da Rádio Mundial..
Ali, ao narrar um gol, lançou uma expressão (pimba) . “É muito mais expressivo gritar "PIMBA" do que dizer: "Zizinho abre caminho, limpa o lance e acerta um petardo", como era comum à época chamar de petardo ao chute forte. "Pimba" sintetizava tudo e era muito mais ameaçador .Igualmente chamar as redes de véu da noiva ou de filó era outro achado de Longras.
Ligar a baliza, a meta, o alvo com a figura da noiva, e o gol como uma espécie de desvirginação não deixa de ser altamente expressivo. Pois "pimba" simboliza tudo isso..."

GOOOOOOOOOOOL!!!
O comentário acima foi feito pelo cronista e Senador Artur da Távola.

Longras esticava o grito de “gooooool” para ganhar tempo e descobrir o autor do lance. Tão importante que foi incorporado pela televisão.

Em televisão foi Raul Longras quem criou o “Casamento na TV”, que foi originário de algo que nada tem a ver: o “Plantão Policial”,inicialmente na TV Rio e depois na TV Globo, isso já na década de 60.

A Raul Longras, nesta data de saudades, mais uma vez agradeço ter-me feito conhecer Carlos Galhardo.

Como compositor, Raul Longras compôs, com Ari Monteiro, o samba "Rua das Ilusões", gravado por Carlos Galhardo

RUA DAS ILUSÕES

Salva-me da tristeza com o teu olhar,
Salva-me da tristeza com o teu amor.
Salva-me da mágoa de viver abandonado
Salva-me querida desta dor.

Salva-me com teu carinho a quem te adora
Salva quem por te amar padece e chora.
Sem o céu do teu amor viver não vale a pena.
Salva quem te adorando te condena.


Rua das Ilusões é aonde moras
Nela é que eu transito horas e horas...
Pelo amor de Deus,
Tenha pena dos meus ais...
Eu já não suporto mais.


Coloquei esta letra para mostrar o lado romântico, desconhecido, de Raul Longras.
Ele não foi apenas locutor, também foi poeta.

Norma
Campanha sobre mudança do nome de Juazeiro?!...
Recebi email sobre a campanha pela mudança do nome de Juazeiro, encabeçada pela ONG “Anjos Solidários”. Assisti na televisão uma matéria a respeito, onde Luís Fidélis, meu amigo, canta música de sua autoria, por sinal, de letra e musicalidade belíssima! Constato, então, que são muitas pessoas que desejam essa mudança. Pessoas sérias, imbuídas de paixão e boa vontade.
Entretanto, modificar o nome de Juazeiro do Norte, para Juazeiro do Padre Cícero, certamente, em minha opinião, em nada acrescentaria, vista que Juazeiro é, naturalmente, conhecida, apropriadamente, como Juazeiro do Meu Padim. Ponto pacífico.
Qualquer esforço na intenção de alterar o que está posto é, sobretudo, perda de tempo, e a discussão tornar-se-á estéril, acredito.
Então, para quê a mudança? Por quê? Homenagem?
Homenagens são, naturalmente, feitas por todos que muito o admiram e conhecem a sua história. Sejam filhos de Juazeiro do Meu Padim, romeiros ou turistas. São homenagens de romeiros que largam as suas casas e cotidianos em várias regiões do país para, amontoados em comboios, viajando sem conforto e segurança, para reverenciar, agradecer e orar para o Meu Padim de Juazeiro do Norte. As homenagens se fazem nas residências, igrejas, ruas, e praças, cantadas em versos e prosa.
O Grande Padre continua cada vez mais forte na mente e no coração das pessoas. Juazeiro é a cidade do nosso Padim, é pedaço de cada morador, e de cada pessoa que ama Juazeiro.
Padre Cícero é, sempre será, o personagem principal de Juazeiro do Norte, não se fazendo necessária a mudança no nome da cidade, apenas para manifestar a importância do Padre Cícero no Juazeiro do Norte, e na vida de cada devoto.
Sabe-se o que ele representa para todos os "filhos e afilhados": a devoção, o respeito, e a admiração do povo, no seu sentido amplo.

por Mara Mara Thiers

Mensagem de Páscoa - por Fátima Figueiredo






Páscoa...
É ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.
É ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
É dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.
É renascimento, é recomeço,
É uma nova chance para melhorarmos
as coisas que não gostamos em nós,
Para sermos mais felizes por conhecermos
a nós mesmos mais um pouquinho.
É vermos que hoje...
somos melhores do que fomos ontem.
Desejo a todos as amigas e amigos uma
Feliz Páscoa, cheia de paz, amor e muita saúde!
Beijinhos com sabor de chocolate!!!

Fátima Figueiredo

O recanto encantado de João Marni e Fátima Figueiredo - por Socorro Moreira

Eu vou quando posso, nas manhãs azuis dos dias de sábado. É um chamado do meu coração. Abro o portão , e me sinto em casa, naquela casa. Olhos azuis nos recebem , beleza e amigos por todos os lados. Fátima mima os convidados, os chegantes , com a delicadeza dos nobres de alma. Ontem ela fez um arranjo de "brinco de princesa" para comemorar a Páscoa. Vermelho -amor, delicadeza e vida ! No cardápio variado, não faltou nem a canjica. João Marni fica perto da churrasqueira , entretendo com a música da melhor qualidade, o papo inteligente e descontraído, quem de lá se avizinha.
Esse programa sabatino, vale a pena repetir de vez em quando ... Provar os quitutes de Luciana, ouvir as conversas engraçadas de Eleonora, brincar um pouquinho com a graça de Maria Alice ,curtir a inteligência sensível de Monalisa , e conhecer novas e boas pessoas.
Meu agradecimento e de Victor a esse casal que vive partilhando o que a vida lhes concedeu pelo trabalho e pela devoção.
Fátima e João Marni , vocês teem a nossa admiração e gratidão !

A POESIA DE JOSÉ AUGUSTO SIEBRA
















OUVINDO ESTRELAS


Noite. O firmamento
Está de estrelas salpicado.
A lua brinca entre elas
Qual um ente enamorado.

Como é lindo à meia-noite
Conversar com as estrelas,
Fitá-las no firmamento
Amá-las, ouvir e vê-las.

Gosto de amar as estrelas,
Elas namoram comigo,
Escuto o que me dizem,
Quanto segredo não digo!

Como é bom ouvir estrelas
Quando a noite está quieta.
Mas as estrelas só amam
Só conversam com poeta.

Foi do seio das estrelas
Que nasceu a poesia
Regada por uma lágrima
De um soluço de Maria.

Quando à noite estou dormindo
Ouço alguém a me chamar
São estrelas que me chamam
Pois me querem namorar.

Levanto-me, abro a porta,
Saio quase na carreira
Passo logo a ouvi-las
Nos amamos a noite inteira.

Quando a noite vai morrendo
Que no céu desponta a aurora
As estrelas se despedem
Num soluço e vão embora.

Passo, pois, o dia triste
Sinto medo de perdê-las
Peço a Deus que a noite venha
Pois desejo ouvir e vê-las.

Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Numa das passagens mais bonita do Evangelho, o evangelista Lucas (Lc 24;12-35) nos revela que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, supostamente um casal, andavam de Jerusalém para Emaús, um povoado distante 11 km, quando Jesus se achegou perto, e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.

Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando.” Os discípulos estavam amedrontados e sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite.

Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como que por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?”

E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.

Que lições nós poderemos tirar dessa mensagem?

Em primeiro lugar, quantas vezes em nossas vidas já nos comportamos como os “Discípulos de Emaús”, cruzando com o Cristo Ressuscitado na pessoa do irmão carente, dos mendigos e excluídos da nossa sociedade, sem reconhecê-los? E o medo que se apodera de nós quando nos colocamos a caminho, ignorando que ao lado de Jesus, nada deveremos temer?

A narrativa do Evangelho nos ensina que o Cristo Ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.

Vivemos numa sociedade de homens e mulheres de corações endurecidos e voltados para os bens materiais; e por isto, profundamente individualista.

Como seguidores de Cristo, deixemos que o Ressuscitado faça sua morada em nossos corações. Portanto, devemos trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.

Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Padre João Carlos. SDB: http://www.youtube.com/watch?v=KWixLUmMWbg&feature=related)

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


FICA COMIGO SENHOR por Rosa Guerrera

A noite é vasta e fria
Segura minha mão até que chegue o dia .
Em Tua companhia é claro o meu caminho.
E eu não quero ficar sempre sozinha.
Não fosse o Teu cuidado
eu por certo estaria abatida
e infeliz numa senda de espinhos.

Fica Senhor comigo!
O coração da gente é fraco e pequenino
e bate fortemente ao menor ruído
dos prenúncios fatais e de rudes temporais .
Faz que eu possa sempre sentir
amparado o meu ser nos Teus braços paternos

Fica Senhor comigo !
A mocidade passa como uma leve fumaça.
E a solidão do velho é triste
sem alento e plena de incertezas
Os meus olhos cansados
insistem em Te ver sempre na estrada
da minha vida
Pois só Tu és meu abrigo
Meu amigo melhor
Meu verdadeiro amigo

Por isso é que Te peço
Eu não quero ficar só.
Fica Senhor comigo! .


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FELIZ PASCOA A TODOS QUE FAZEM O CARIRICATURAS !

sábado, 3 de abril de 2010

Ruas
- Claude Bloc -

Todas as ruas guardam segredos
histórias de tanta gente
memórias que não se perdem
e medos não sei de que...
Dos passos, restam pegadas
réstias e dissabores
dos que passaram por ali...

Palavras soltas, saudades rotas
presas no vento.
Noites de lua
céu e relento
e as fogueiras de mil amores
(amores vãos?)
.
Ruas estreitas guardam segredos
em suas calçadas
e atravessam
impunemente
nosso viver...

Texto e fotos: Claude Bloc

Foto 1: Torre da Igreja da Imaculada Conceição (centro de Fortaleza) // Foto 2: Rua beirando lagoa na estrada velha de Aquiraz

Convite !



Encontro de Artes Visuais

COM A PALAVRA A IMAGEM

Com Nívia Uchôa e Guma

SESC Juazeiro do Norte
Teatro Patativa do Assaré
05 de Abril 2010
Hora 14h

Até lá

Nívia Uchôa


Desaparecido


“SEU SOUZA”
Francisco José de Souza - 60 anos
Desaparecido em 30 de março de 2010
Contatos:

(88) 3523-6615
(88) 8825-9719


Caros Amigos,


Seu Souza é pai da grande atriz cratense Rita Cidade. A família está aflitíssima com seu desaparecimento que já dura a eternidade de 05 Dias. Quem souber de alguma informação que possa ajudar a encontrá-lo, por favor, ligue!


ideias

Quão precioso é o meu cafezinho quente.
Há uma cegueira ritualística:
olhar distraído,
movimentos involuntários,
o choque da colherinha
contra a xícara.

Quão metafísico é o caminho
da cozinha ao quarto

sentindo penetrar por minhas narinas
aquele perfume sempre novo
dilacerante
embriagador.

E eis que me abala o espírito
ao primeiro gole:
sabão neutro.

Mea culpa (incomensurável desleixo)
apaguei a luz antes de enxugar a louça.

Domingo de Páscoa



A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pessach, cujo significado é passagem. E páscoa é muito importante para os cristãos pois celebra a ressurreição de Cristo.

Assis Chateaubriand



Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, mais conhecido como Assis Chateaubriand, ou Chatô (Umbuzeiro, 4 de outubro de 1892 — São Paulo, 4 de abril de 1968) foi um dos homens públicos mais influentes do Brasil nas décadas de 1940 e 1950, se destacando como jornalista, empresário, mecenas e político. Foi também advogado, professor de Direito escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

Chateaubriand foi um magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, conglomerado que em seu auge contou com mais de cem jornais, emissoras de rádio e TV, revistas e agência telegráfica. Também é conhecido como o co-criador e fundador, em 1947, do Museu de Arte de São Paulo (MASP), junto com Pietro Maria Bardi, e ainda como o responsável pela chegada da televisão ao Brasil, inaugurando em 1950 a primeira emissora de TV do país, a TV Tupi. Foi Senador da República entre 1952 e 1957.

Figura polêmica e controversa, odiado e temido, Chateaubriand já foi chamado de Cidadão Kane brasileiro, e acusado de falta de ética por supostamente chantagear empresas que não anunciavam em seus veículos e por insultar empresários com mentiras, como o industrial Francisco Matarazzo Jr. Seu império teria sido construído com base em interesses e compromissos políticos, incluindo uma proximidade tumultuada porém rendosa com o Presidente Getúlio Vargas.

wikipédia

Cazuza


Página oficial www.Cazuza.com.br
Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como Cazuza (Rio de Janeiro, RJ, 4 de abril de 1958 – Rio de Janeiro, RJ, 7 de julho de 1990) foi um cantor e compositor brasileiro, que ganhou fama como poeta da sua geração enquanto vocalista e principal letrista da banda Barão Vermelho. Sua parceria com Roberto Frejat foi criticamente aclamada. Dentre as composições famosas junto ao Barão Vermelho estão "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", "Pro Dia Nascer Feliz", "Maior Abandonado", "Bete Balanço" e "Bilhetinho Azul".

Cazuza tornou-se um dos ícones da música brasileira do final do século XX. Dentre seus sucessos musicais em carreira solo, destacam-se "Exagerado", "Codinome Beija-Flor", "Ideologia", "Brasil", "Faz Parte Do Meu Show", "O Tempo Não Pára" e "O Nosso Amor A Gente Inventa".

Cazuza também ficou conhecido por ser rebelde, boêmio e polêmico, tendo declarado em entrevistas que era bissexual. Em 1989 declarou ser soropositivo e sucumbiu à doença em 1990, no Rio de Janeiro.

Dircinha Batista



Dirce Grandino de Oliveira (São Paulo, 7 de abril de 1922 - 18 de junho de 1999), conhecida como Dircinha Batista, foi uma atriz e cantora brasileira. Era filha de Batista Júnior e irmã de Linda Batista.

Dircinha Batista foi uma cantora de enorme sucesso. Em mais de quarenta anos de carreira, ela gravou mais de trezentos discos em 78rpm, com muitos grandes sucessos, especialemente músicas carnavalescas. Trabalhou em dezesseis filmes. Uma criança prodígio, Dircinha começou a se apresentar em festivais aos seis anos de idade. Ela começou a participar dos shows de seu pai no Rio de Janeiro e em São Paulo a partir daquele ano. Em 1930, aos oito anos, gravou seu primeiro disco, para a Columbia, com duas composições de Batista Júnior, "Borboleta Azul" e "Dircinha". Em 1931, ela se tornou um membro do programa de Francisco Alves na Rádio Cajuti, onde trabalhou até seus dez anos, então se mudou para o Rádio Clube do Brasil. Em 1933, ela gravou "A Órfã" e "Anjo Enfermo", de Cândido das Neves, com acompanhamento do compositor ao violão, junto de Tute. Aos treze anos, participou do filme "Alô, Alô, Brasil" e, no ano seguinte, de "Alô, Alô, Carnaval" (ambos de Wallace Downey). Em 1936, gravou dois discos pela Victor.

Em 1937, Benedito Lacerda convidou-a para gravar seu samba "Não Chora" com ele, como solista (com Darci de Oliveira). Depois da gravação, não sabendo o que usar no outro lado do disco, ele pediu a Nássara (que estava no estúdio) para dar a ela uma de suas canções. Nássara só tinha a primeira parte de uma marchinha, mas logo a finalizou e Batista gravou seu primeiro grande sucesso, "Periquitinho Verde", que estourou no Carnaval do ano seguinte.

Em 1938, Batista trabalhou nos filmes "Futebol em Família" (J. Ruy), "Bombonzinho" e "Banana da Terra", e, em Belo Horizonte, MG, recebeu a faixa de melhor cantora do governador Benedito Valadares. Gravou "Tirolesa" (Oswaldo Santiago e Paulo Barbosa), um dos grandes sucessos do Carnaval de 1939, e venceu um concurso promovido pelo jornal "O Globo" para escolher a cantora preferida da capital federal. No mesmo ano, Batista teve muitos outros sucessos: "Moleque Teimoso" (Jorge Faraj e Roberto Martins), "Era Só o Que Faltava" (Oscar Lavado, Raul Longras e Zé Pretinho), "Mamãe, Eu Vi um Touro" (Jorge Murad e Oswaldo Santiago). Em 1940, teve sucesso no Carnaval com "Katucha" (Georges Moran e Oswaldo Santiago) e participou do filme "Laranja da China". Batista também teve sucesso com "Upa, Upa", "Nunca Mais" (ambas de Ary Barroso), "Acredite Quem Quiser" (Frazão e Nássara) e "Inimigo do Batente" (Germano Augusto e Wilson Batista). No mesmo ano, assinou um contrato milionário com a Rádio Ipanema e fez sua primeira turnê internacional (Argentina). Em 1941, participou do filme "Entra na Farra" e, três anos depois, de "Abacaxi Azul". Em 1945, Batista fez sucesso com "Eu Quero É Sambar" (Alberto Ribeiro e Peterpan). Em 1947, participou do filme "Fogo na Canjica". Em 1948, foi coroada Rainha do Rádio. Em 1952, trabalhando na Rádio Nacional e no Rádio Clube, apresentou o programa "Recepção" no Rádio Clube, o qual era dedicado aos compositores populares brasileiros. Sua atuação neste programa lhe rendeu uma placa de prata na SBACEM e um troféu pela UBC.

Em 1953, atuou no teatro pela segunda e última vez (a primeira foi em 1952) e teve um de seus maiores sucessos com "Se Eu Morresse Amanhã de Manhã" (Antônio Maria). Em 1954, atuou no filme "Carnaval em Caxias", e depois em "Guerra ao Samba" (1955), "Tira a Mão Daí" e "Depois Eu Conto" (1956), "Metido a Bacana" (1957), "É de Chuá" (1958) e "Mulheres à Vista" (1959). No Carnaval de 1958, fez sucesso com "Mamãe, Eu Levei Bomba" (J. Júnior e Oldemar Magalhães). Em 1961, ela foi contratada pela TV Tupi. Ainda fez sucesso em 1964 com "A Índia Vai Ter Neném" (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira).

Desgostosa pela falta de memória nacional e abalada pela morte da mãe para de cantar na década de 1970. Nos anos 1980, conhece o cantor José Ricardo que ampara ela e as irmãs (Odete e Linda), acolhendo-as como membros de sua família. No final dos anos 1980 é lançado o musical ´Somos Irmãs´, estrelado por Nicette Bruno e Suely Franco, que conta a história de vida das cantoras.
wikipédia

Recebido por e-mail

Oração das mulheres resolvidas!


Que o mar vire cerveja e os homens tira gosto,
que a fonte nunca seque,
e que a nossa sogra nunca se chame Esperança,
porque Esperança é a última que morre...
Que os nossos homens nunca morram viúvos,
e que nossos filhos tenham pais ricos e mães gostosas!
Que Deus abençoe os homens bonitos,
e os feios se tiver tempo...
Deus....
Eu vos peço sabedoria para entender um homem,
amor para perdoá-lo e paciência pelos seus atos,
porque ...Deus,
se eu pedir força,
eu bato nele até matá-lo.
Um brinde...
Aos que temos,
aos que tivemos e aos que teremos.
Um brinde também aos namorados que nos conquistaram,
aos trouxas que nos perderam
e aos sortudos que ainda vão nos conhecer!
Que sempre sobre,
que nunca nos falte,
e que a gente dê conta de todos!
Amém.



P.S.: Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia para o jantar.

pele

Guardo noutra alma
a febre dos filhos

órfãos, no quarto
com as pupilas dilatadas.

Meu romantismo é tão carnal
brasa das estrelas,
mão sôfrega

ao alcance da mente
a lúbrica fantasia
da tua tatuagem.

Guardo noutra alma
a veia do sêmen

límpido, pegajoso
nódoas no lençol
em velhas cuecas
na camiseta da farda.

Minha língua
ultimamente secreta

outrora sabia
muito bem como abrir
o portãozinho do jardim

ainda sabe,
apenas anda minha língua
exigente às novas roseiras.

Meu romantismo é tão puro
vinho sagrado dos versos
fermentado pela solidão
atrás dos arbustos.

Correm as águas do riacho.
Já se faz noite.
Enchurradas
- Claude Bloc -

A chuva bateu forte. Trovões, relâmpagos e a euforia infantil passeando na gente. Medos que já passaram. Medos que se apagaram.
.
A gente cresceu. Aprendeu a contar o tempo. A deixar as fagulhas se incendiarem em nossa alma. Saudades queimando em plena chuva.
.
Olhei praquela água caindo em bica. Uma alegria iluminou meu olhar. Vontade louca de um bom banho ali na bica. Correr pelas ruas do Pimenta outra vez, sem nenhum receio do rídículo. Banhar meus pés na enchurrada e descer rua a baixo chacoalhando a correnteza. Fazer açudes na coxia. Pular dentro deles e me borrifar de lama.
.
Revejo os olhares de outrora: Dona Guimar, Dona Marivalda, Dona Joaninha...
- Menina, sai daí, tu vai ficar gripada!
.
E minha teimosia me levando rua a baixo, em plena chuva. Até a bodega de seu Pedro Praieira. Lá, encharcada, me considerava uma heroína. Havia vencido as águas, os trovões e a minha vontade de não sair do canto...
.
Comprava um "Diamante Negro" e voltava quieta.
.
A chuva me molhava insatisfeita. Havia apaziguado minha ansiedade de correr e de brincar. Havia me tornado adulta.
.
Agora eu só sabia me lembrar. Lembrar do meu Pimenta nos dias de enxurrada.



Fotos (casa do mano em Sobral) e texto por Claude Bloc

BLOGHUMOR

Um japonês pega um ônibus na rodoviária e fala ao motorista:
- Olha, amigo, eu preciso descer em Ribeirão Preto, e como não dormi nada a noite passada, acho que eu vou desmaiar assim que eu sentar naquele banco. Será que poderia me acordar quando chegarmos lá?
- Claro, não tem problema!
- Só mais uma coisinha: costumo me acordar extremamente mal humorado. Se eu xingar você, por favor me desculpe.
- Tudo bem!
- Olha, tome esse dinheiro aqui, porque eu sei que vou dar trabalho.
- Obrigado!
- E se eu não quiser descer, pode me colocar para fora do ônibus!
- Tudo bem.
Então o japonês dormiu. Quando acorda, já passou Ribeirão Preto, estar em Franca. Furioso começa a discutir e a xingar o motorista.
Nisso, um dos passageiros cutuca o vizinho e comenta:
- Que japonês bravo, hein?
- Este até que está calmo! - observa o outro. - Você precisava ver um que desceu em Ribeirão Preto!

Autor desconhecido.

Postado por Glória Pinheiro

A Arte de Rejane Gonçalves !


Visitas da irmã gêmea



Quando me cortaram o cordão umbilical assim que eu nasci, ela veio. Na falta da parteira que sempre assistia minha mãe, a aprendiz cometeu um erro ao dar o nó e eu sangrei até molhar a ponta da fita, estirada sobre meu peito que, ao invés de me enfeitar o pescoço num belo laço, se desfizera, vítima também de um nó mal atado. Avisada, aquela que de costume aparava os bebês da família, chegou, estancou-me o sangue e apertou os nós.
Aos oito meses, quando tomei veneno, ela veio. Minha mãe, em lugar do remédio que meu avô fora encarregado de adquirir na capital, deu-me o veneno que o pai comprara para acabar de vez com os roedores dos preciosos torrões de açúcar do seu armazém e deixara os dois – remédio e veneno – num mesmo pacote em cima da cristaleira da sala de jantar. O bom médico da cidadezinha me fez tomar o antídoto correto.
Desde então temos nos encontrado na rua, ela em uma calçada, eu em outra. Chegamos a nos cruzar nas esquinas e de vez em quando me parece sentir-lhe a presença na fila de cadeiras logo atrás da minha, em cinemas e teatros. Não tenho lembranças de suas feições debruçadas sobre mim, devido a pouca idade – na época – mas identifico bem seu cheiro. Um forte aroma floral misturado ao odor de cera que a chama da vela exala, quando um sopro lhe apaga e um delicado fio de fumaça se contorce no ar feito uma serpente naja enfeitiçada pelo encantador. Não chega a ser desagradável esse perfume, também não afirmaria o contrário. O mais próximo da verdade seria dizer que ele é estranho porque único.
Faz alguns anos, eu não estava presente, ela veio. Ao partir, levou minha mãe. Lembro que minha mãe, por um bom tempo, parecia ansiar por essa visita, clamava a céus e terra para que viesse, aparecesse, desse enfim o ar de sua graça. Depois, cansada, resignou-se e parou de invocá-la. Minha mãe não tinha nada escrito na mente quando a acompanhou; uma borracha havia lhe friccionado – durante anos – o cérebro, tornando-o alvo, bem mais alvo que o branco dos cachos dos cabelos a rarear em sua cabeça nua de pensamentos. Minha mãe nunca soube dessa visita e muito menos que foi embora com ela.
Agora, pelos olhares que trocamos quando nos cruzamos nas esquinas, ou nos avistamos em calçadas opostas, tento fazê-la perceber que, ao se decidir me visitar, faça-o enquanto eu ainda estiver em casa e possa recebê-la, possa também ao sair em sua companhia, passar às pessoas à minha porta, a impressão de que somos apenas duas distintas senhoras de meia-idade que, de braços dados, se encaminham – pausadamente – ao passeio, em pleno entardecer.
Eu espero.

* Rejane amiga, acabo de receber "Arte e Letras ", onde constam Estórias de grandes escritores, incluindo você. "Puro Sangue" é um conto espetacular , que reafirma a sua consagração como escritora.
Parabéns, querida, e obrigada por fazer parte da nossa tribo. Temos orgulho de você !


A POESIA DE JOSÉ AUGUSTO SIEBRA

MEU POMAR
(Sítio Malhada, junho de 1938)


Plantei um pé de roseira
Lá dentro do meu pomar
Com muito jeito e carinho
Comecei a cultivar.

A roseira se estendeu
Com galinhos bem frondosos
Em cuja fronde mimosa
Realçaram quatro rodas.

Cada rosa mais formosa
No galinho a balançar
Dava graça, dava encanto,
Dava vida ao meu pomar.

A roseira se movia
Balançando as quatro flores
Vivia de seus encantos
Vivia de seus odores.

Porém como esta vida
É cheia de dissabores
Quando menos se esperava
Lá se foram duas flores.

O pomar é nossa casa
A roseira és tu, Maria
Nossos filhos são as rosas
Jardineiro, quem seria?


O poeta José Augusto Siebra nasceu em Várzea-Alegre no mês de novembro de 1881. Viveu no Cariri e amou o Cariri, assim como amou a Deus, a natureza e a família. Seus sonetos falam de suas devoções. Faleceu no Crato, em 1960.
Stela Siebra Brito

Maturidade espiritual - Colaboração de Edmar Cordeiro

MATURIDADE ESPIRITUAL


Durante a infância, o ser humano experiencia a fase do egocentrismo. Acredita que o mundo gira em torno dele próprio.

A criança espera que tudo seja do jeito que gosta.

Acredita ter direito ao melhor presente, à comida preferida e exige a atenção da família toda para si.

É possível estabelecer uma comparação entre essa fase natural da evolução física e a evolução espiritual.

Afinal, homens são Espíritos que temporariamente vestem um corpo de carne.

Enquanto um homem tem a atenção focada em seus prazeres e necessidades, ele está na infância espiritual.

Por mais antigo que seja, ainda não atingiu a maturidade.

Considera absolutamente necessário defender seu espaço e fazer valer suas prerrogativas.

Como uma criança, entende ser justo o que o beneficia.

Assim é o discurso infantil a respeito da justiça.

Qualquer pequeno dever é injusto.

A mínima contrariedade representa opressão.

Já as vantagens todas, por grandes que sejam, são naturais.

A maturidade espiritual revela-se por uma diferente compreensão do justo.

O olhar já não está todo em vantagens e desejos.

Não há mais a percepção de que o mundo precisa atender todas as suas necessidades.

Gradualmente, o homem compreende que o direito nasce do dever bem cumprido.

Ele também entende que a vida em sociedade pressupõe renúncia.

Não é possível que todos realizem as próprias fantasias.

Se isso ocorresse, haveria o caos.

Há necessidade de limites e de concessões para a harmonia social.

O homem maduro aprende a prestar atenção nos direitos dos outros, pois o ideal do justo já despertou nele.

Sabe que a justiça é uma arte que implica dar a cada um aquilo que é seu.

Por isso, não avança no patrimônio do semelhante.

Não quer vantagens inapropriadas e nem aceita privilégios que os demais não podem ter.

Compreende que a família do próximo é tão respeitável quanto a dele.

Sabe que o patrimônio público é sagrado, pois voltado ao atendimento das necessidades coletivas.

Respeita profundamente a honra e as construções afetivas dos outros.

Seu senso ético não lhe permite baixezas, razão pela qual também tem a própria honra em grande conta.

O espetáculo das misérias humanas revela o quanto ainda são imaturas as criaturas, sob o prisma espiritual.

Entretanto, todas serão conduzidas à maturidade, pelos meios infalíveis de que a vida dispõe.

Cedo ou tarde, compreenderão quão pouco adianta amealhar bens e posições à custa da própria dignidade.

Quem se permite baixezas tem um despertar terrível, após a morte do corpo.

Assimila que, na cata de vantagens, se tornou um mendigo na verdadeira vida.

Percebe que sacrificou o permanente pelo transitório e perdeu tempo, pois terá de recomeçar o aprendizado.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 30.03.2010.

A poesia de Geraldo Urano




Não tente rasgar o meu sexo. Ele é a lâmina de uma bela espada. Você pode se cortar. Vista a minha camisa. Eu olho pros olhos azuis da Guanabara e os olhos azuis da Guanabara estão fixos no Cristo Redentor. Aqui na minha cidade, o Crato, também tem um Cristo Redentor. O Rio de dia é o verão carioca, de noite é o Luar do Sertão. Meu sorriso é a branca lua-cheia. Venceu o leão da tribo de Judá. Adoro bredo de estudante, também açucenas. O lírio e a rosa vicejam além do sol poente.

O tempo foi quebrado. Uma nova porta se abriu entre o corpo e o céu.

Seus filhos serão os meus filhos. Eu mesmo serei você na hora de parí-los. Serão pérolas genéticas de Deus. Personalidades que refletirão o ouro espiritual.

Salve Pai Seta Branca e Mãe Yara! Salve Santa Clara! Salve Deus! Salve você! Salve, salve!


foto do Crato visto da casa de João Marni