Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Purgatório

Poesia
não combina
com trabalho:

escritório,
sala de aula,
vendas.

Mas devo pagar a pensão do filho
e comprar cadernos para os versos.

Então trabalho:
descontente,
amuado,
dolorido.

Para Sônia Lessa

Conversa puxa conversa - por Sônia Lessa

Conversa puxa Conversa (1)

Um violinista no telhado, filme do diretor norte-americano Normam Jewison, realizado em 1971, - baseado no livro "Tevye's Daughters and play Tevye der Milkhiker", de Sholem Aleichem, conta a história de Tevye, um leiteiro que vivia numa comunidade rural de judeus na Rússia, no começo do século XX. É bem provável que o diretor Normam Jewison tenha se inspirado também num quadro intitulado "O Morto", pintado em 1908 por Chagall, artista plástico russo e judeu. A pintura de Chagall contém muitas imagens da vida dos judeus que viviam em pequenas aldeias, chamadas shtetel, tal como o filme retrata. Chagall dizia que quando foi pintar esse quadro queria retratar a rua, olhada a partir de sua janela. Procurou algumas imagens que pudessem dar ao quadro um certo mistério e imaginou um morto estendido no meio da rua, cercado de velas acesas, e um violinista tocando em cima do telhado. O violinista, segundo ele, era uma lembrança que tinha de seu avô, que subia no telhado para tocar, anunciando que assim o fazia para tocar com paz. No filme, o leiteiro Tevye comenta que o violinista no telhado procura o equilíbrio, e o equilíbrio é a tradição. Na verdade, o violino, que também aparece em vários outros quadros de Chagall, é um instrumento musical utilizado tradicionalmente pelos judeus russos. Grandes intérpretes de violino - como Isaac Stern, que executa uma peça musical na trilha sonora do filme - são de origem judaica. Para um povo quase sempre em conflito, é compreensível a preferência pelo violino, instrumento fácil de ser transportado.

O tema do filme são os judeus da Europa Central, chamados de askhenazitas, que falavam o dialeto ídiche, de origem alemã, e durante o século XIX viviam em shtetelech (plural de shtetel, que significa aldeia), comunidades tipicamente judaicas. Apesar do isolamento político e cultural, mantinham relações econômicas com a população nacional e ligações oficiais com o governo. Quando pretenderam a nacionalidade e o tratamento como cidadãos, enfrentaram a resistência dos governos e das populações civis, porque tais reivindicações significavam direitos políticos e a ocupação de postos de trabalho. Principalmente na Rússia, foram criadas leis de exceção e progroms - massacres institucionalizados pela polícia, que provocavam a dizimação das aldeias. O governo czarista justificava o massacre com o argumento de que as reivindicaçoes dos judeus eram uma provocação aos camponeses miséráveis da Russia do começo do século XX.
por Sônia Lessa

Senhora Sant"ana

Virgem e o Menino com Santa Ana
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Leonardo da Vinci
A Virgem, o Menino e Santa Ana
Leonardo da Vinci, 1510
óleo sobre madeira
168 × 112 cm
Museu do Louvre, Paris, França

A Virgem e o Menino com Santa Ana, óleo sobre madeira (168 cm x 112 cm), é obra de Leonardo da Vinci, pintada em Milão entre 1508 e 1513. Leonardo nunca finalizou este painel.

Leonardo havia conquistado total maestria ao modelar o rosto humano. A Virgem e Santa Ana, nesta pintura têm as mesmas características que as mulheres que ele já havia pintado. Os rostos são calmos e serenos. A paisagem é parecida com a do quadro Mona Lisa.

Recentemente, após um exame laboratorial, três desenhos (uma cabeça de cavalo, metade de um crânio humano e de um menino Jesus com um cordeiro) foram descobertos no reverso do quadro do pintor florentino que se encontra exposto no Museu do Louvre.[carece de fontes?]

Tobias Barreto



Tobias Barreto de Meneses (Vila de Campos do Rio Real, 7 de junho de 1839 — Sergipe, 26 de junho de 1889) foi um filósofo, poeta, crítico e jurista brasileiro e fervoroso integrante da Escola do Recife (movimento filosófico de grande força calcado no monismo e evolucionismo europeu). Foi o fundador do condoreirismo brasileiro e patrono da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras.

Evita Perón


María Eva Duarte de Perón, conhecida como Evita, (província de Buenos Aires, 7 de Maio de 1919 — Buenos Aires, 26 de Julho de 1952) foi uma atriz e líder política argentina. Tornou-se primeira-dama da Argentina quando o general Juan Domingo Perón foi eleito presidente.

Dia 26.07.2010 - Festa de Santa Ana - Dia da Avó !


Adivinhem quem somos !

Fotos, festa do Cariricaturas - Eventos dos dias 22,23 e 24..07.2010- acervo de Magali Esmeraldo

O Rebento

Sobre o tanque
de lavar roupa:

a flauta
do meu filho.

É uma flauta doce
do jeito que é doce

seu olhar matreiro
sua voz de criança.

Se nas férias
fizer tatuagem

será seu rosto
tocando flauta.

A flauta doce.

Com a doçura
da bala soft.

Carlos Galhardo - por Norma Hauer


25 DE JULHO DE 1985
Já se passaram 25 anos, daquela data em que ele partiu. E quem é ele?

Seu nome Catelo Carlos Guagliardi, mas foi como CARLOS GALHARDO que ele marcou a música de nossa terra, aquela música bonita, poética, romântica, que regeu sua vida e a de todos que o acompanharam desde que ele apareceu no rádio e nos discos, na fase áurea dos anos 30, 40, 50...

Uma valsa de nome “Destino”, que ele cantou quando pela primeira vez se apresentou em uma emissora (no caso a antiga Rádio Educadora do Brasil) marcou seu destino como o cantor de mais bonita voz de todos os tempos . E nosso destino foi embelezado por aquela voz, quando descobrimos que ele sonhara uns “Sonhos Azuis” e nos trouxera para o “mundo das valsas e canções”, que ele cruzara através de uma “Cortina de Veludo”.

CARLOS GALHARDO foi um cantor eclético. De sua primeira gravação em 78 rotações (um frevo) às valsas que acentuaram sua carreira, cantou todos os ritmos, embelezando-os com sua magistral interpretação.

No final de 1937 ele encontrou seu verdadeiro rumo, quando ingressou na Rádio Mayrink Veiga, então em pleno apogeu. Passou a ser o principal cantor daquela emissora, que com ele subiu ainda mais em nosso conceito Era impossível falar em Rádio Mayrink Veiga, sem lembrar que ali se encontrava alguém que só momentos bons nos trazia mesmo que estivéssemos vivendo horas amargas.
Amargas? Impossível!... com a doçura de sua voz.
Antes de ingressar na Mayrink já era dono de uma bagagem musical riquíssima. Já cantara uma “Lenda Árabe”; já “viajara” pelos “Mares da China” e pelos “bosques de Viena”; já conhecera uma “Madame Pompadour” e uma “Italiana”; já brilhara no carnaval com “O Palhaço o que é?; já navegara com uma “Vela Branca Sobre o Mar” até já “dançara” uma rumba com uma “Crioula”.
Mas foi na Mayrink que ele lançou sucessos que ainda hoje, 25 anos após sua partida, são relembrados, como a valsa internacional “Fascinação”, com sua primeira letra brasileira.
25 jul (17 horas atrás)
Norma
25 DE JULHO DE 1985 -2-
Até uma valsa Carlos Galhardo lançou em pleno carnaval: “Nós Queremos uma Valsa”; somente ele , ao lado de Nássara e Frazão, ousaria cantar uma valsa em pleno carnaval e, o mais importante, conseguir sucesso com ela.

No mesmo ano de “Nós Queremos uma Valsa” Galhardo obteve outro sucesso carnavalesco, ainda hoje fazendo parte dos blocos de rua que estão renascendo: “Alá´-lá´-ô”.

Na dá para falar sobre CARLOS GALHARDO sem colocar algo pessoal , afinal, além de conhecer quase todo seu repertório de cerca de 800 músicas, tive o prazer de fazer parte de seu círculo de amizade.

A data de 25 de julho é uma daquelas que gostaríamos que não tivesse existido. Gostaríamos que neste 25 de julho de 2010, ele aqui ainda se encontrasse para batermos um bom papo como o fizemos inúmeras vezes.
A CARLOS GALHARDO, minha grande e eterna SAUDADE com meu preito de gratidão por tudo de bom que você trouxe a minha vida.

“Estrela que correu no céu em busca de outros mundos
A tua luz se expandiu, perdeu-se na imensidão.
Deixaste entre nós dois abismos tão profundos
Ficaste como eu em plena escuridão;
Pensavas que a tua luz era só tua,
Mas um pouco de mim mesmo nela existia,
De meu carinho, de meu amor, fantasia...”

Estrela que correu no céu, tua luz vive ainda
Cintila no meu coração numa SAUDADE infinda.
Não vês, que tudo escureceu?...
Estrela que correu no céu em busca de outros mundos.”

Norma

Por Norma Hauer

ALCEBÍADES BARCELOS

Ele nasceu em Niterói no dia 25 de julho de 1902 e faleceu em 18 de março de 1975.

Já aos seis anos veio com sua família para o Rio indo residir no Estácio onde viveu a maior parte de sua vida.

Exerceu o ofício de sapateiro até incorporar-se aos sambistas do Estácio, dentre eles Ismael Silva, Brancura, Baiaco e, depois, Benedito Lacerda . À exceção de Benedito, os sambistas do Estácio fundaram, em 1928, a primeira escola de samba,dando-lhe o nome de "Deixa Falar".
Já nesse mesmo ano, teve sua primeira composição ("A Malandragem") gravada por Francisco Alves, que fez constar da etiqueta do disco apenas seu nome como autor, o que ele não era.
Francisco Alves procurava os compositores do morro, como Ismael Silva e, neste caso, Alcebíades Barcelos propondo gravar seus sambas, participando como co-autor. No caso de "A Malandragem" o nome de Alcebíades Barcelos só constou da partitura musical. Eles aceitavam porque Chico Alves já era um nome conhecido, com várias gravações, e o pessoal dos morros não teria oportunidade de gravar naquela época.

Em 1932 a "Deixa Falar" desfilou pela primeira vez no carnaval com suas músicas "O Meu Segredo" e "Rir para não chorar".
Em 1934 já existiam outras escolas e Alcebíades Barcelos passou a desfilar pela "Recreio de Ramos".
Foi nesse ano que sua primeira música com Armando Marçal, formando a dupla Bide-Marçal "estourou" no carnaval e ainda hoje é conhecida, tendo sido regravada por vários intérpretes: 'A GORA É CINZA".

Foi Alcebíades Barcelos quem "descobriu" Ataúlfo Alves, com ele compondo"Você não sabe, Amor", uma das primeiras gravações de Carlos Galhardo.
A dupla Bide e Marçal gravou com todos os cantores da fase de ouro do rádio, como Galhardo, Francisco Alves, Orlando Silva, Sílvio Caldas.
Compondo normalmente até o início dos anos 60, quando se aposentou, afastando-se de suas atividades. Em 1967 deu um depoimento no Museu da Imagem e do Som, registrando sua passagem por nossa música.

Naquele tempo em que o rádio era o maior veículo de comunicação e onde as músicas se espalhavam por todo o país, seus compositores e cantores não enriqueciam, daí o triste fim de Alcebíades Barcelos,um dos grandes compositores da época.

Ele morreu pobre, depois de haver abandonado o Estácio.

Os tempos eram outros e quero registrar a letra do mais famoso samba da dupla Bide e Marçal:

AGORA É CINZA
Autores:Alcebíades Barcelos e Armando Marçal
Gravação original de Mário Reis.

Você partiu, saudade me deixou
Eu chorei.
O nosso amor foi uma chama
Que o sopro do passado desfaz,
Agora é cinza
Tudo acabado e nada mais.

Você partiu de madrugada
E não me disse nada
Isso não se faz.
Me deixou cheio de saudade e paixão
Eu me conformo com a sua ingratidão.

Agora, desfeito o nosso amor
Eu vou chorar de dor
Não posso esquecer.
Vou viver distante de seus olhos, oh querida
Não me deu um adeus por despedida.

Mais uma letra de Alcebíades Barcelos:

O PALHAÇO O QUE É?
Gravação de Carlos Galhardo para o carnaval de 1937

O palhaço está na rua e vem anunciar
Que o Rei Momo já chegou
E é hora de brincar
Este ano vamos ter variedade
Vai ser um barulho na cidade

Hoje tem marmelada?
Tem sim senhor.
Hoje tem goiabada?
Tem sim senhor.
O palhaço o que é?
É ladrão de mulher.

domingo, 25 de julho de 2010

UMA GRANDE FESTA




Quero felicitar aos integrantes do Cariricaturas e, principalmente Socorro Moreira, Edilma Rocha e Claude Bloc que organizaram a grande festa de aniversário do Blog, comemorado em grande estilo com o lançamento do livro "Cariricaturas em verso e prosa". Quem esteve presente pode perceber o esmero com que foi preparada a comemoração. Com dercoração impecável, a cargo de Sonia Jamacaru, a música para dançar sob a batuta do grande Hugo Linardi e sua banda. Uma exposição de foto-pintura de Telma Saraiva e leituras de poemas abrilhantaram ainda mais a festa que contou com a presensa de grandes nomes da literatura e das artes do Cariri.
Tive a alegria de recebê-los todos, ao som de saxofone e pude fazer uma homenagem especial a D. Almina Arraes, tocando exclusivamente para ela "ROSA" de Pixinguinha, o que nos proporcionou uma viagem no tempo.
Penso que os autores associados que participam do livro, escreveram definitivamente seus nomes no panteão do rico panorama literário do Cariri, representando uma parcela considerável da boa literatura contemporânea.
Meu abraço a todos!

João Nicodemos

Fotos do Lançamento do Livro "Cariricaturas em Verso e Prosa" - Dihelson Mendonça

Veja no Blog do Crato a cobertura fotográfica da Festa de lançamento do livro "Cariricaturas em Prosa e Verso", realizada na noite do último dia 24 de Julho no Crato Tênis Clube. Na seção Blog do Crato Sociedade, trazemos 48 fotos do evento.


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Fotos: Dihelson Mendonça
Proibida a Reprodução e Utilização sem a permissão do Autor.
Contatos: blogdocrato@hotmail.com

Edilma Rocha- O Baluarte da Festa , no Crato Tênis Clube !

Sinceridade ? Todos nos empenhamos!
Contatei pessoas, corri nas providências. Claude produziu o vídeo , exibido no salão ...
Edilma chegou de Fortal com uma bagagem de nove pesados pacotes. Trazia  todo material de apoio à  festa:
toalhas, taças decorativas para o coquetel, etc,etc,etc. Com a sua experiência em receber , sabia precisamente das nossas necessidades. Cumpriu com amor e responsabilidade , o compromisso. Tinha-me dito : " pode contar comigo"!
Admiro essa menina , nascida artista, daquele  naipe que não manda...Faz !
Dirigiu o nosso cerimonial, e fugiu à francesa pra descansar , depois do dever cumprido !
Hoje, muito cedo da manhã, já estava no local da festa , guardando os apretechos usados..
Sem Edilma e Sônia Jamacaru e Marcos Jamacaru ( patrocinadores da decoração de bolas) a festa não teria o seu glamour, nem a sua funcionalidade.
Nas paralelas, Nicodemos ensaiava  a música ,e nos ajudava  no transporte de peso  com Marcelo e Diego..
João do Crato, Salete Libório  , Divani Cabral, Salatiel , Dedê , Stela Siebra , Claude, tiveram participações especiais, nas performances poéticas.
Distribuímos , aleatoriamente, livros, revistas, oferecidos por Elmano Rodrigues, Everardo, Jurandir Temóteo, entre os presentes.
Claude também fez seus mimos com as bonecas "caretinhas" e cópia dos vídeos, na noite exibidos.
Em oportunos momentos, recebemos help das amigas Fátima Figueiredo, Stela, Rosineide, Dalva, Dayala, Mônica , Gabi e Rogério, Marisa Sobreira, Danja ( Presidente do CTC).. No mais , reconheço com alegria a receptividade da sociedade cratense , quando aceitaram  os nossos convites  de participação.. O lugar  de localização, fugiu à ordem natural numérica , uma vez que as pessoas decidiram se agregar pelas afinidades mais fortes. E no final da noite o grupo era uno,e explodia alegria !
Huberto Cabral, Heron Aquino, Vicelmo Salatiel, Carlos Rafael, Wellington Costa, Jurandir Temóteo, fizeram  do seu poder de mídia , a nossa divulgação. 
Acho que Vicelmo conquistou em definitivo, mais uma ouvinte de rádio. É que ele trabalha tão bem e espirituosamente com a verdade, que me deixou deveras impressionada !
Atenção especial aos convidados  de outras localidades. Alguns chegaram de muito longe : Edmar Cordeiro, Dr.José Newton,Dona Rute, Assis Lima, Everardo, Sônia, Isabella, Joaquim Pinheiro,  respectivamente do Paranavaí, Salvador, Sampa. e Recife. Revê-los foi motivo de franco reconhecimento , pelo prestígio das suas presenças !
Outros cratenses distantes , num passe de mágica, se fizeram presentes: Marcílio e Tetê , Marilânia Parente, Gilvânia Moreira, Socorro Montoril, Marfísia e Lucineri, Carla e Caio, Fausto, Rosa Catarina, Marlúcia, Zulmira, Nilo e Maria ... Sem contar com os nossos moradores da cidade cultural  do Crato ! Aí, nem dá  pra citar os nomes ...Eram tantos, e todos amigos !

Obrigada Edilma, por você fazer parte do Cariricaturas , na Administração maior , que acontece nos bastidores ! Parabéns pelo seu reconhecido talento  ! 
Somos devedores dos seus  obséquios !
No mais, Hugo atendeu ao meu insistente pedido  , quando lhe disse : "Dá pra começar a noite, tocando Mambo Espanha? Não deu outra... Instintivamente, mesmo fora de forma,, caí no salão pra sentir o ritmo, 
acompanhado do levíssimo João do Crato. Com essa abertura ,quebrei  as amarras que há anos me seguravam.
Foi tudo muito feliz, na resultante .
"Foi bonita a festa pá ... "!
Apoios logísticos :Emerson Monteiro, José do Vale Feitosa, Itiberê, Cláudio, Pachelly,  Hugo Linard, Jayro Starkey, Francisco Peixoto,Leninha, Ana Cecília e família, Neide Barreto, André Barreto, Maria Pia, Huberto Cabral, Wellington Cunha...Todos contribuíram com a produção dos eventos. 


Agradecimentos , em nome da coordenação !





UMBIGADA - Geraldo Junior e Banda e OS CABRAS na pressão + PART. DE DUANI

Extravasar.Por Liduina Belchior.

Ficar sentada em silêncio
nas cadeiras dos autores,
ouvindo cada detalhe.
Depois dançar, pular, cantar,
abraçar os amigos...Explode
alma, explode coração.
Transborda alegria!!!!

Memória... Sítio Fundão. Por Pachelly Jamacaru

HOMENAGEM AO SR. JEFFERSON.
Quando menino, meu pai me levava para o Sítio Fundão. É uma reserva natural, hoje sob a responsabilidade do Governo Estadual. Existe a idéia de transformar esta reserva, num parque ecológico, com visitação. Enquanto isso não acontece, infelizmente a morada e a memória estão ao léo, com sério risco desaparecerem seus últimos vestígios. Fica à aproximadamente a 01 Km da cidade de Crato-Ceará.

Essa área, foi preservada, amada, cuidada pelo Sr. Jefferson, um ancião de muita sabedoria, que contemplava e compreendia que deixar a natureza em paz, era colher os frutos desta atitude, simples, mas de muito conteúdo existencial.

Ah, como me lembro daquele sorriso, daquela barba longa e branca, vestido de branco, sentado em sua cadeira de balanço, antenado com acontecimentos do mundo, mas sem se ausentar do seu recanto.

Sr. Jefferson,
- Bom dia meu filho, como vai seu pai! Pegue umas bananinhas, vá tomar um banho lá no poço fundo... Trouxe algum jornalzin da cidade?

Eu em verdade, banhava-me, era no profundo do coração daquele homem bom!

Entrada do Sítio: Julho 2010


Melhor, é não saberem como está este lar, agora! Estas imagens foram feitas, parte delas, em 2008! É melhor não ver, asseguro. Dói n'alma!



Assim fazia, igualzinho a estes guris, tomava um gostoso banho, na maior paz!



Uma das raridades do sítio, que é rico em biodiversidade.



Fotos: Pachelly Jamacacru
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"Direitos reservados"

Que festa de arromba! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Certa vez eu escrevi que, sempre que voltava ao Crato, procurava por aquela cidade da minha infância e adolescência e não mais a encontrava. Aquele Crato somente existia dentro de mim e não mais em outro qualquer lugar. Mas nestes três últimos dias, como que por encanto ou tocado por alguma varinha mágica, aquele Crato ressurgiu esplendoroso em pleno Crato Tênis Clube, o único sexagenário entre todos os presentes. De repente regredimos há mais de quarenta anos. Todos nós ali voltamos à adolescência. Eu dançava com a garota dos meus sonhos, jurando que após concluir meus estudos voltaria ao Crato para casar com ela. O velho “Conjunto Ases do Ritmo” tocava como antes. Cheguei até a vislumbrar a imagem de seu Irineu por trás do acordeão de Hugo Linard. Tudo era encantamento na festa da primeira velinha do Cariricaturas.

Fadas existem! Elas foram as responsáveis por momentos tão sublimes, que reforçaram a vocação do Crato como centro irradiador da cultura. Milagres também existem! Acreditem.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Numa lua quase cheia de julho - Emerson Monteiro

Sob os efeitos recentes da tempestade de emoções vividas por ocasião do lançamento do livro Cariricaturas em verso e prosa, acontecido na noite de 24 de julho de 2010, nas dependências do Crato Tênis Clube, resolvo escrever algumas palavras neste assunto.
Junto dessa vontade, me veio ao pensamento uma polêmica verificada no auge do jornal O Pasquim, arauto brasileiro da contracultura na década de 60, quando o escritor Luiz Carlos Maciel escrevia artigos analisando o conteúdo existencial das letras de Noel Rosa e, sem intenção deliberada, feriu o espírito realista do célebre Millôr Fernandes. Assim, sem querer, provocou cisão irreparável no grupo de artistas e intelectuais do semanário, abrindo brecha intransponível para a sua continuidade. Tudo por conta do modo romântico de olhar a vida sem meias tintas, com fartura de emoções, aos moldes da avaliação literária.
Na tempestade que invadiu o espaço do tradicional recanto da sociedade cratense, nessa noite de autógrafos repleta de escritores, convidados, falas e música, causou espécie a farta emocionalidade do instante. Cercado de amigos que se reencontravam, vindos alguns de lugares distantes, público feliz desfrutou ocasião pródiga e espontânea. Viu-se de perto o Crato criativo, resistente e culto redimido em ocasião típica dos seus melhores dias de antes experimentados.
A festa produzida por Socorro Moreira, Claude Bloc e Edilma Rocha, animada por Hugo Linard e banda, reavivou bons sentimentos do auge de épocas bem especiais guardadas na memória. O mistério dessa intensidade, desse fulgor, lembra a frase de Saint Exupéry que diz: Quando o mistério é muito impressionante não cabe desobedecer.
Em meio ao sucesso das atividades em movimento, busquei agir como quem anda nos corredores internos de uma loja de porcelanas e vidros finos. Tantas valiosas personalidades vistas de perto, ao gosto por literatura, cultura, arte; figuras marcantes todo tempo, nos vários estágios dos caminhos desse rincão forte do Cariri, formaram painel verdadeiro de histórias e ocasiões, no encontro ao natural. Uma grande nave de cumplicidades circunscreveu sonhos pelo ar, feito o clima imponderável dos filmes geniais de Federico Fellini, decerto.
Daí soube as razões internas da vez em que Luiz Carlos Maciel analisou as letras dos sambas de Noel Rosa com a lente dos sentimentos. Porquanto há dimensões que apenas pelo lado de dentro se pode tocar, independentes dos caprichos horizontais da razão fria, das matemáticas.
Nesse aspecto, foi o professor José Newton Alves de Sousa quem, ao agradecer as homenagens recebidas, melhor definiu a voltagem da festa.
Fez menção a outro discurso e consignou mudança radical que, então, vivenciara na fisiologia de seu corpo, pois diante daquilo todo ele se transformava apenas em um coração.

sábado, 24 de julho de 2010

P.S.

P.S. A festa do Cariricaturas é mesmo uma flor rompendo o asfalto.


(...)
Bela é uma cidade velha 
(...)


Fausto Nilo & Ferreirinha


(...)
O silêncio é uma rua
de janelas fechadas.

Everardo Norões

VERSO E PROSA - Livro ´Cariricaturas´ é lançado hoje


Crato. A evolução tecnológica integra os meios de comunicação e gera prodígios de ampliação das consciências, no tempo e no espaço. Nos dias atuais, mediante a penetração massiva da comunicação, por meio da rede internacional de computadores, a possibilidade de se reunir meios em novos fenômenos propicia reencontro de pessoas e culturas numa perspectiva de resultados múltiplos antes jamais avaliados. Um exemplo dessa transformação de hábitos e costumes é a publicação do livro "Cariricatura em Verso e Prosa". Coordenado por Socorro Moreira, Claude Bloc e Émerson Monteiro, o livro, editado pelo BSG Bureau de Serviços Gráficos, reúne escritores que fazem parte de uma geração de jovens intelectuais que foram sufocados pelo regime militar, ou impossibilitados de extravasar os seus talentos literários pela necessidade de se preparar para o vestibular.

Quarenta anos depois dos chamados "anos de chumbo", estes jovens de ontem, já de cabelos grisalhos, se reencontraram na internet e criaram o blog "Cariricatura", com o objetivo de divulgar às suas ideias de forma democrática, sem patrulhamento político ou ideológico. O reencontro virtual deu origem ao livro que agora está sendo lançado.

São 33 autores, poetas, contistas, ensaístas, cronistas, gravuristas, valores do lugar espalhados pelo Brasil, porém, de pés firmados nas origens caririenses, ou ligados aos seus padrões, pela identificação e vivências, somadas em livro único. A publicação é ilustrada com gravuras do artista plástico Bruno Pedro, que faz parte da geração talentosa. O lançamento será, hoje, no Crato Tênis Club, seguido de festa dançante. A mesa está sendo vendida a R$ 40, com direito a um livro. A professora Socorro Moreira lembra que cada um dos escritores contribuiu com R$ 200,00. O livro, segundo a professora universitária, Claude Bloc, é o renascimento da região após a grande dispersão dos anos 60. O advogado Emerson Monteiro destaca que o livro é a continuidade da vocação libertária e literária do Crato.

Antonio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Um abraço de Roberto Jorge

Assim Roberto,tão sensível poeta, responde à festa do Cariricaturas. Seu sentimento é o mesmo de todos nós, seus irmãos.

Ele escreveu este poema em resposta ao email que enviei para nossa lista pessoal, contando os detalhes da festa, e que tinha por tema:

"O Professor e Dona Ruth no Crato".


...Crato esse que me aparece tão ali depois do teclado
Tão digitais são esses nomes dessas pessoas distantes
Nem o zoom do Pachelly nos pode tornar a vizinhança violada
Tantos passos caminhei em direções contrárias ao rumo da Serra
Tantos "adeuses" na agência da Pernambucana
Te viro as costas e vou andando sem propósito e sem saudades
Mas que Crato que me puxa de volta pelas raízes
Quando a meus pais enche as almas de alegria
No aconchego da amizade sincera e verdadeira
Só quero que o abraço que te mando agora
Se dilua nas águas da nascente
Descendo pelos canos e levando
A cada amigo que tenha um corpo sem vestes
Um banho de afeto e carinho
Que lhe refresque o calor sobre a pele
Sem jamais esfriar o coração.

Aprendo assim os caminhos de volta.
Morei no Crato, hoje o Crato mora em mim.

Almoço comemorativo do lançamento do "Cariricaturas em prosa e verso" -









Noite de Autógrafos...

Apesar das falhas na câmera diigital, o evento não perdeu o brilho. Everardo Norões nos mostrou sua poesia e também a que veio. Seu brilho é inegável e transparece nesse mar translúcido onde seus olhos navegam, onde tudo espiam por trás do azul brilhante.

A noite culmina num momento de autógrafos e se alonga na Exposição de "Cascas do Crato "de Sonia Lessa.

Conversas, Sorrisos reencontros entoam a vontade de fazer a noite eterna.

Claude Bloc

.
Claude Bloc e Everardo Norões

Quem parte leva ou deixa saudades?


Os irmãos: Ledinha e Evaldo Brilhante, prestigiando o amigo Everardo

A dedicatória, no momento dos autógrafos. A espera recompensada.


E os momentos de reencontro com Dr. José Newton Alves de Sousa e Dona Rute.
Mestres inscritos em nossa história

Claude e a artista plástica Sonia Lessa.

**

Obs.: Peço desculpas pela "imposição" de minha imagem. Muitas fotos apresentaram "erros de arquivo"

Aconteceu ontem no teatro Raquel de Queiroz!

***

Lançamento do livro "Réstias na Poeira" de Everardo Norões

Exposição "Cascas do Crato" de Sonia Lessa

Recital "O dom da música" de Dihelson Mendonça

***


Homenagens emocionam,
hipnotizam
atiçam
o casal Everardo Norões e Sonia Lessa

A plateia
se posta em silêncio.
Everardo é essa poesia que retorna à casa.

Na plateia, ícones do nosso tempo
exemplo de vida
retorno sempre esperado:
Dr. José Newton Alves de Sousa e Dona Rute


O aplauso ao escitor Everardo Norões
pelo nosso Mestre Dr José Newton,
sempre atual e bem humorado
sempre adiante de todos os tempos,
surpreendendo com seu brilho e sua luz.


Stela é pura energia, luz que encanta.
Intérprete, intrépida, vibrante...


Dihelson é performance.
Irretocável, etéreo
Sinfonia inacabada
Luz estelar

Claude Bloc



LOGO MAIS, NO CRATO TÊNIS CLUBE: A FESTA DO CARIRICATURAS !

Na programação :

20 h - Cerimonial de lançamento ( sem discursos !)- por Edilma Rocha .
       
Música  ao vivo : o sax de Nicodemos

20:30 h Performances poéticas - participação de Salatiel, Salete Libório, Poliana, João do Crato, Divane, Stela e Nicodemos.
         Apresentação do Livro "Cariricaturas em Prosa e Verso - Projeção de imagens num telão ( produção Claude Bloc)

21 h Coquetel, momento de autógrafos.

Apreciação da galeria de fotos-pintura  da nossa  grande artista : Telma Saraiva
-Sorteios de brindes. Mimos dos amigos : Elmano Rodrigues, Jurandir Temóteo, Everardo Norões e Carlos Esmeraldo.
22 h- Grande baile, animado  por Hugo Linard e banda.  
Agradecimentos  especiais aos amigos Sônia Jamacaru  e Marcos , que nos prestigiarão com toques especiais, na decoração da festa.

Esperamos  o encontro maior para daqui a pouco, amigos, leitores e colaboradores !