Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Adhemar Casé - por Norma Hauer


ADHEMAR CASÉ
Foi em Pernambuco que ele nasceu no dia 9 de novembro de 1902.
Já com 17 anos alistou-se no Exército e veio para o Rio de Janeiro, ficando lotado na Vila Militar. Deu azar. Embora não nascesse para ser soldado e muito menos revolucionário, foi preso em 1922, porque seu batalhão lutou contra a posse de Arthur Bernardes na Presidência da República.
Foi mandado,preso, para São Paulo e não viu "nascer" aquilo que seria sua vida :o rádio, cuja primeira experiência deu-se em 7 de setembro de 1922.

Vários empregos ele tentou depois que deixou a caserna, mas nada dava certo. Regressou a Pernambuco, mas também ali não conseguiu se manter, pois não encontrara, ainda, seu destino.

Seu destino era o Rio de Janeiro, onde, involuntariamente, até 171 ele foi, por trabalhar em uma firma farjuta, que vendia lotes de terrenos inexistentes.

O emprego que lhe abriu as portas foi o de agenciador de anúncios das revistas então na moda:"Careta";" Revista da Semana";"O Malho";"A Cena Muda"...

O rádio, apesar de "nascido" oficialmente em 23 de abril de 1923, durante os anos 20 pouco se desenvolveu. No início dos 30 a fábrica holandesa Philips, acreditando na possível força do veículo, passou a vender rádios importados, de sua marca.

E foi aí que Casé se deu bem.
Com sua experiência como agenciador de anúncios, passou a vender rádios, "bolando" uma idéia genial. Era um tempo em que só os mais abastados possuíam telefone.

Que fez Ademar Casé?

Selecionava possíveis clientes nas listas telefônicas e, com seus endereços, esperava o dono da casa sair. Certo que seria recebido com sua novidade, mostrava um
aparelho para a dona da casa dizendo que seu marido estava interessado nesse
aparelho. Deixava-o com a "madame", como experiência; sintonizava-o na Rádio
Sociedade, que tinha os programas mais variados, e dizia que voltaria depois de uma semana para reaver o aparelho.

Logicamente, a "madame", adorando a novidade, insistia com o marido para que
adquirisse aquele aparelho "misterioso".

Eram outros tempos. Hoje ninguém abriria as portas de suas casas para um desconhecido.

Mas foi dessa forma que Ademar Casé vendeu tantos aparelhos que o representante da Philips no Brasil quis conhecê-lo.

Já nessa época, a empresa holandesa criou a Rádio Philips, para divulgar seus produtos. Mas uma vez Ademar Casé "bolou" algo espetacular. Alugaria um horário na emissora para apresentar um programa variado.

Foi aceito e, no dia 14 de fevereiro de 1932, por sinal domingo de carnaval, entrou no ar o PROGRAMA CASÉ.
Foi um sucesso! Algo diferente fora lançado naquele tempo em que tudo era monótono porque o rádio seguia o "mote" de Roquette Pinto:"para a cultura dos que vivem em nossa pátria, pelo progresso do Brasil".

Nessa época já existia na Rádio Mayrink Veiga o "Esplêndido Programa", bastante movimentado , mas Casé fez algo diferente, apesar de não entender de rádio. Como colaboradores teve um cantor de nome Sílvio Salema, que conhecia Almirante (Henrique Foreis) que se tornaria "a maior patente do rádio".
Ambos levaram para o PROGRAMA CASÉ idéias novas e pessoas que já labutavam no "metiê".

O PROGRAMA CASÉ foi a porta aberta para o rádio moderno.

Na época não eram permitidos anúncios no rádio e este tinha de ser "educativo". Casé então dividiu seu primeiro programa em duas partes: a primeira popular e a segunda clássica. Durante a primeira, o telefone da emissora não parou de tocar: era o público pequeno, mas desejoso de novidades que dava sua opinião a respeito do novo programa. Na segunda parte (a clássica) os telefones emudeceram.

No segundo programa, no domingo seguinte, fortuitamente, ele eliminou a parte clássica com novos "quadrinhos", o que deixou os ouvintes entusiasmados e assim prosseguiu, mas precisava de dinheiro para manter no ar, todos os domingos, um
programa desse teor .

Que fez Casé? Um vencedor não poderia "deixar a peteca cair".

E não deixou! Mais uma idéia veio à cabeça de Casé.

Casé, já então casado, entrou com sua esposa em uma padaria na Rua Voluntários da Pátria e ela adorou o pãozinho vendido ali. Casé, "com a cara e a coragem" imaginou fazer propaganda daquele pão e propôs ao dono da padaria um acordo: faria um anúncio da padaria; se ele gostasse, pagaria, caso contrário não.

É aí que o compositor Antonio Nássara entra no assunto. Casé pediu a Nássara que "bolasse" uma propaganda para tal padaria. Involuntariamente, Nássara compôs o primeiro "jingle" apresentado no rádio.

Era assim:

Oh, padeiro desta rua,
Tenha sempre na lembrança,
Não me traga outro pão,
Que não seja o Pão Bragança"

Foi gravado pelo cantor Jorge Fernandes.

O dono da padaria adorou e Casé faturou algum para dar prosseguimento ao seu já vitorioso programa.

E , como já eram permitidos os anúncios no rádio, chegou a fase de O DRAGÃO, uma loja de artigos domésticos, que existia na Rua Larga .

Muitos foram os "jingles" feitos para o "Dragão". Assim:

Este de Noel Rosa:

No dia que fores minha,
Juro por Deus, coração.
Te darei uma cozinha,
Que vi ali no Dragão.

Este de Marília Batista:

Morros do Pinto e Favela,
São musas do violão.
Louça, cristal e panela,
Só se compra no Dragão.

O Dragão era chamado "a Fera da Rua Larga" e sempre os locutores perguntavam: "A Light fica em frente ao Dragão ou o Dragão fica em frente à Light"?

O PROGRAMA CASÉ foi transmitido por várias emissoras mas seu apogeu foi na Rádio Mayrink Veiga, onde ficou de 1938 a 1948.

Aos domingos todos os rádios ficavam ligados no Programa Casé. Foram ali lançados peças teatrais, pequenos esquetes, teatro de mistérios, quase todos os cantores daquela época, enfim, antes de a Rádio Nacional dominar o meio radiofõnico, o Programa Casé, na Mayrink Veiga era o de maior audiência no rádio.


Com o advento da televisão (em 1950) o rádio começou a perder sua força e, em 1951, Ademar Casé o deixou e foi apresentar seu programa na TV Tupi, com outros nomes, como: "Convite à Música", "Show Cássio Muniz", "Show Regina" e "Tele Semana."

Seu último programa foi na TV Rio, onde lançou, com grande orquestra o "Noite de Gala", já em companhia de seu filho Geraldo Casé.

Depois de tantos anos de luta, Ademar Casé abandonou a TV em 1960 e voltou a trabalhar em publicidade, agora com seu filho Maurício.

ADEMAR CASÉ faleceu em 7 de abril de 1993, aos 89 anos, mas deixou "frutos" no meio artístico.

Seu filho Paulo Casé é arquiteto; seu outro filho, Geraldo trabalhava na TV; seu neto Rafael escreveu um livro com o título "Programa Casé-o Rádio Começou Aqui" e sua neta REGINA CASÉ é aquela maravilhosa artista que todos conhecemos.


Norma

O Ofgício de Everardo Norões - por Ronaldo Correia de Brito


Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)

Pensamos nos poetas como andarilhos solitários em busca da emoção criadora. O romantismo contribuiu para reforçar o imaginário em torno desses exilados sempre à volta com frustrações amorosas, doenças, pobreza e falta de leitores. Manuel Bandeira, que lutou toda vida contra a tuberculose, se queixa do 'mal romântico', como foi chamada a tísica pelos poetas, numa crônica de julho de 1929.

"Na verdade em seus primeiros tempos a doença pode dar aos infelizes uma certa cor e uma certa sensibilidade romântica. Mas é um momento fugaz. O que vem depois é do mais duro e repulsivo realismo. É preciso amor, coragem ou bondade profunda para fraternizar até o contato físico com um tuberculoso em plena miséria orgânica" - escreveu.

Não existe nenhum glamour em adoecer e morrer, mesmo com auréola de artista. Se ainda fosse vivo, Bandeira escreveria sobre uma outra doença que se transformou em metáfora do nosso tempo: a Aids.

Quando lemos o poema de Carlos Drummond sobre a visita que fez Mário de Andrade a Alfonso de Guimarães, um simbolista entre as serras de Mariana, na distante Minas Gerais, sentimos que o jovem e inquieto Mário não fez mais que fraternizar-se com um velho místico, solitário e esquecido.

A chegada do visitante à casa do poeta desencantado, que escreve poesia e esconde nas gavetas, é como uma luz entrando pelas portas e janelas, mesmo que fugazmente, para logo ir embora. A presença que revira papéis sem aparente significado, que lê em voz alta, que exclama e se encanta é semelhante à do anjo da morte, um personagem bem conhecido dos médicos, pois o anjo visitador costuma trazer um último alento aos enfermos, uma esperança antes que eles morram de vez.

Viver de poesia é inconcebível como sobrevivência real ou simbólica. Nem João Cabral, nem Carlos Drummond, nem Manuel Bandeira, nem Jorge de Lima, nem Murilo Mendes, nem Joaquim Cardozo viveram apenas de poesia. Talvez tenham sobrevivido apenas por serem poetas. Manoel de Barros escreve e cria rebanhos de gado. Vinicius de Moraes era pago por ser diplomata. E Cora Coralina, lá no Goiás Velho, entre os muitos ofícios da vida também decidiu ser poeta.

Dizem que na velha China, na dinastia Thang, de 618 a 907 d.C., cada homem era um poeta. E de fato, só os nomes mais famosos chegam a 2300, um número inconcebível para a nossa cultura ocidental. Será mesmo inconcebível? Quantos poetas se escondem pelos gerais do Brasil, por norte de rios, nordeste seco, centro oeste, pampa sul e sudeste populoso? Quantos? Impossível avaliar.

Há poucos dias citei um poeta cearense que já morou na Europa, na África e há bastante tempo reside em Recife. Disse que o achava um dos melhores poetas brasileiros. Imediatamente alguém me perguntou quem eram os poetas contemporâneos que eu conhecia, para fazer tal afirmativa. E citou-me nomes de todas as latitudes, gente que faz poesia por ofício de viver, enquanto labuta noutros ofícios como sempre foi, desde a antigüidade, desde a Grécia onde Sócrates além de pensador era pedreiro.

Corrijo-me. Everardo Norões é um dos melhores poetas que conheço, entre os milhares de poetas brasileiros que apenas imagino. É dele o poema que transcrevo abaixo, do seu mais novo livro publicado pela editora 7 Letras: Retábulo de Jerônimo Bosch.

Desplagiato
(Everardo Norões)

a minha voz de tantos
também tua,
soma de tantos
como agora
rio que resvala
em labirinto
destino solitário de um navio
voz de muito além
de finisterra,
soluço vegetal
pedra marinha
a minha voz
de todos
também minha
Ronaldo Correia de Brito

Cariricaruras- Edição Especial



"Cariricaturas em prosa e verso" (Edição especial), será editado, com o objetivo de compensar os escritores que se sentiram lesados, com justa causa.

Não é justo que as falhas deixem de ser corrigidas.

O livro não implicará em qualquer ónus para os seus escritores.

A REVISÃO SERÁ FEITA CRITERIOSAMENTE PELA NOSSA COLABORADORA STELLA SIEBRA DE BRITO QUE MANTERÁ CONTATO PERMANENTE COM OS ESCRITORES.

FAREMOS OS SEGUINTES ADITAMENTOS, NESSE LIVRO ESPECIAL, A SABER :

Prefácio :José Flávio Vieira ( já enviado p/revisão)

Texto da contra-capa : José do Vale Feitosa

Orelha do editor : Emerson Monteiro

As dedicatórias serão feitas em particular, fazendo parte do release de cada autor.

Com o intuito de uniformizar as postagens , disponibilizaremos espaço para 2 textos de cada autor , mais um folha para release e dedicatória pessoal.

.Ana Cecília S.Bastos
Armando Rafael
.Bernardo Melgaço
Corujinha Baiana
Carlos Esmeraldo
Carlos Rafael
Ceci Monteiro
.Dimas de Castro
.Domingos Barroso( em revisão)
Edilma Rocha -
.Edmar Cordeiro
Everardo Norões
.Izabella Pinheiro
.José Flávio
.João Marni-
.João Nicodemos
Joaquim Pinheiro-
.José do Vale Feitosa( em revisão)
José Neuton Alves de Sousa
José Nilton Mariano
Liduína Vilar
Magali de Figueiredo
Marcos Barreto
Rejane Gonçalves
Socorro Moreira ( em revisão)
Vera Barbosa ( em revisão)
Rosa Guerrera( em revisão)
Jacques Bloc
Wilton Dedê
Nilo Sérgio Duarte
José Carlos Brandão
Sônia Lessa( em revisão)
Lupeu Laceda( em revisão)
Marcos Leonel( em revisão)
Geraldo Urano( em revisão)
Abidoral Jamacaru
Pachelly Jamacaru ( em revisão)
Ronaldo Correia de Brito
Stella Siebra de Brito( em revisão)
Aloísio Paulo
Pedro Esmeraldo
Calazans Callou

* Pronunciaram-se a respeito

Não limitaremos o número de páginas. Solicitamos releases sumários , com fotografia.

A capa terá uma nova foto de Pachelly.

Faremos uma tiragem de 200 exemplares ( 5 para cada autor) ,impressos em papel reciclado.

Qualquer dúvida, peço que se manifestem !

A ausência na relação de alguns autores , se justifica pelo de acordo, na primeira edição,( Emerson, Roberto, Claude, Carlos, Armando, Bruno, Olival ,Assis Lima, ) mesmo assim, se quiserem poderão ser incluídos, neste novo projeto, o que se fará com muito gosto.. Convidamos outros autores, que não participaram da primeira edição, cujos assentimentos nos darão muita honra.


Agradecemos a atenção, e contamos com a compreensão e apoio geral.

stelasiebra@yahoo.com.br

sauska_8@hotmail.com

Os textos deverão ser enviados para o e-mail de Stella até, no máximo, 31 de Dezembro de 2010. A fase de revisão não terá tempo determinado. A partir dessa conclusão , o livro será editrado.


Abraços do Cariricaturas.
.............. CARTA A JOSÉ DO VALE ..............


Caro Zé do Vale,

Li suas palavras todas. Como sempre, vejo nelas a coerência dos sábios, a competência dos justos, a sapiência de quem permite que os sentimentos tomem a vez e o palco da vida.

Não pensei em deixar o Cariricaturas em definitivo. Apenas alguns fatos se precipitaram e me fizeram retrair-me, sentir-me feito aquela plantinha que nos matos chamamos de “melissa” ou “malícia”... aquela que quando tocamos se encolhe e se fecha.

Como você bem expressou, sou uma pessoa de muitos sorrisos, de alegrias fáceis, pois não exijo do outro além do que ele/ela pode oferecer. Abro os braços, perdoo fácil e por essas conseqüências todas, quando me retraio é que não houve o devido equilíbrio nas coisas que considero tão simples de conduzir, enfrentar.

Sou partidária do diálogo, do consenso. Enfrento as lutas com galhardia, sem me debruçar sobre subterfúgios, remédios, paliativos. Encaro-as de frente, mesmo que me machuquem, porque sei que o tempo passa e com ele as mágoas, as tristezas e os dissabores se vão. Portanto, meu amigo Zé do Vale, acima de tudo, acredito na lealdade, na parceria, na verdadeira amizade, na dedicação e acima de tudo na compreensão do outro na sua plenitude (fraquezas e grandezas).É disso que somos feitos, é essa a nossa matéria, nosso arcabouço.

Penso ainda que a transparência nos atos, a clareza nas atitudes são primordiais para um bom entendimento das coisas do mundo. Não gosto de urdir nos recôncavos da obscuridade tecidos rotos sobre a verdade. Não ajo sorrateiramente por trás dessa verdade. Quero sim que ela venha à tona. Limpa e límpida. Sem que a dúvida se torne um parâmetro indesejável.

Quanto à minha poesia, aquela que acalento todo dia e que se espalha pelos blogs seja feita de palavras, seja feita de imagem, é como se eu vertesse meu sangue e minha vida para presentear àqueles a quem quero bem, aqueles que me lêem e que apreciam minha maneira de dedilhar minha alma como se faz com uma música que nos é dileta e cara. Me faz bem ver o resultado. Cuido das minúcias, dos detalhes. Não jogo aqui meus textos por jogar, para encher o tempo e a página... Você sabe disso. Há todo um prazer e um compromisso. Há todo um desvelo e um toque “materno” nessas crias. É assim que ajo como pessoa e como profissional.

Para apascentar minha alma sou hoje andarilha. Minhas viagens me fazem perceber que minhas raízes não podem fomentar a imobilidade. Quero voltar para meu lugar, que não é só meu, mas um celeiro de mãos que trabalham, que conduzem a vida, que produzem a arte, que vibram de amor pela sua terra, que acreditam na amizade, nos seus preceitos e conceitos de vida.

Portanto, nunca quis ser sol. Prefiro ser mesmo parte desse húmus que faz brotar bons sentimentos. Nunca pretendi ofuscar quem quer que seja. Prefiro ficar observando o movimento das coisas e me encaixar no todo como uma porção, um pedaço que compõe sem sobressair.
.
Acredito também na franqueza, na dignidade, sem querer me arvorar em julgar as atitudes das pessoas. Cada um dá o que tem. A ingratidão, por exemplo, não faz parte do meu pleito. Reconheço cada pequeno empenho, cada mínimo gesto feito em meu benefício, mas não posso deixar que águas salobras turvem meu destino e distorçam minha caminhada, resultado de um grande e dolorido esforço.

Fico por aqui, agradecendo sua generosidade quando declina sobre mim. É este o papel dos bons amigos. Levantar o “astral”, ajudar a sacudir a poeira e dar a volta por cima.

Um abraço fraterno e comovido,

Claude Bloc

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José do Vale Pinheiro Feitosa disse...


Tem dias que ficamos maiores. Hoje termino a noite assim. Com uma vantagem em relação a vocês: uma hora na frente. Claude é grande.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Recado de Stella Siebra !

"Cariricaturas- Edição Especial":

Caros colaboradores

Para que o nosso trabalho siga de forma mais facilitada para mim,e com um andamento mais rápido e eficiente, peço-lhes que me enviem os textos, a foto e o release, anexados e não no corpo do email.

Qualquer dúvida ou controvérsia, mandem email pra mim, que conversaremos e resolveremos.

Abraços pra todos
stela

stelasiebra@yahoo.com.br

Essa música é muito linda. Conhecia nessa versão.

De Lovely



Crítica Cineweb

29/11/2004

Embora seja um dos compositores mais importantes do século XX, o real legado de Cole Porter está mais além de suas letras repletas de malícia e genialidade. Ele viveu como um grande vencedor, que graças à sua cultura, inteligência - e também ao dinheiro - soube fazer de uma existência predestinada ao sofrimento, uma das mais belas biografias.

Reinventou a Broadway, conheceu Picasso, Stravinski, foi amigo de Coco Chanel. Teve incontáveis amantes e uma piscina sempre cheia de corpos viris para satisfazê-lo. Casou-se com uma das mulheres mais ricas e belas de sua época, com quem viveu uma peculiar história de amor, já que era homossexual. Seu conselho predileto, "não fale, cante", é o resumo de como conseguiu este sucesso. Acreditava que toda a história tem sempre um revés e que tudo pode ser cantado e contado de diferente forma. Assim, qualquer vida pode ser sedutora para as outras pessoas.

Essa também é uma das maiores virtudes de sua nova biografia musical,De-Lovely. O filme tenta trazer a essência do estilo de vida de Porter, como alguém que provavelmente estaria fadado ao fracasso, mas conseguiu ser umas das figuras mais influentes no cenário musical americano. O diretor e produtor Irwin Winkler, responsável pela produção de sucessos como Os Eleitos e Bons Companheiros, entende essa importância e nos mostra um homem cindido entre seus pesares e uma vida dândi e hedonista.

Como não sente a necessidade de ser documental, o cineasta aproveita a rica obra deixada pelo autor para recriar uma história de amor. E não se trata apenas da paixão pela bela Linda Lee Porter (Ashley Judd), mas o amor de Porter por seu trabalho, personagens e melodias. E é exatamente sobre isso que se trata De-Lovely, ao mostrar um velho Cole Porter, solitário, depressivo e alcoolizado que reconta o seu trágico final e torna tudo belo e emocionante - tal como suas peças.

Cada uma de suas músicas, interpretadas por uma seleção de famosos cantores, entre eles Alanis Morissette, Elvis Costello, Sheryl Crow, Natalie Cole, Mick Hucknall, revelam uma etapa ou estado de espírito de sua vida. As letras que compôs para sua mulher, as metáforas de uma vida homossexual secreta, tudo aparenta ser transparente aos olhos de Winkler, que nos prepara um espetáculo honesto e bem-acabado.

No entanto, não se pode deixar de mencionar que o filme, graças ao grande volume de músicas selecionadas, é longo demais, superando duas horas de sessão. Mesmo assim, para os fãs das letras de Porter, como "Love for Sale", "Ev'ry Time We Say Goodbye" (encantadoramente interpretada por Natalie Cole) ou "It's Delovely", não há razão para qualquer resistência. Mesmo porque Kevin Kline e Ashley Judd nos papéis de protagonistas são mais do que acertados, com uma performance impecável.

De certo, De Lovely, como filme biográfico, é superior ao realizado em 1946 por Michael Curtiz, com Cary Grant - a quem Porter considerava o homem mais atrativo do mundo - no papel principal. Também é superior a parte dos mais de 100 filmes que possuem músicas de Porter na trilha sonora. No entanto, é um filme mais para fãs, realmente. O diretor Woody Allen é um deles, tanto que o homenageou de forma bastante divertida em Hannah e Suas Irmãs, quando seu personagem reprova a mais histriônica das irmãs. "Você não merece escutar Porter. Os seus são aqueles músicos que parecem que acabaram de apunhalar a própria mãe".

Rodrigo Zavala

Sukiaky - ao meu pai na noite em que minha mãe já não estava - José do Vale Pinheiro Feitosa

a poesia não me traduz,
meu sentimento não se eleva,
muito próprio, tão próximo,
caído neste precipício,
que apenas reflete a luz.

e preciso dizer,
o quanto tudo é solidão,
a parcela da vida que se perdeu,
esfumaçou-se como um graveto,

rápido incêndio te vaporizando,
nem acredito nas próprias mãos,
na cena que o olhar revela,
a seta da rosa dos ventos.

mas olhando para o céu,
estrelas poderiam ser pautas,
de uma música universal,
pingos de uma neblina matinal.

quem sabe em alguma estarás,
como fazer para te encontrar?
abrir as portas das percepções?
atravessar as passarelas da via Láctea?

em alguma estrela te perderás?
à poeira do universo retornarás?,
perdido no deserto de ti,
no espaço sem dimensões,
no tempo sem movimentos.

em que estrela me encontrarei?

Lady Jane - Olívia Byington



Um bom texto estilo MPB, daquela MPB dos grandes centros, de sentimentos pós-qualquer coisa, mas quando ainda se pensava noutros patamares acima do cotidiano. Os poemas de Geraldinho Carneiro, com um pouco de psicanálise. Onírico.

Não sei por que gosto desta música. Mas gosto.

Não se Vá - ouvindo Jane e Herondy - José do Vale Pinheiro Feitosa

São momentos transparentes quais as águas dos mares do Caribe. Uma senhora, loura, avolumada pela idade em amigável papo zona sul com Jô Soares. Ela do circuito da TV Rio, Bossa Nova e Classe Média. Saia curta, sentado sobre a perna dobrada, na intimidade do entrevistador falando de cafonice.

Como se tivesse pulado para patamares inferiores, abaixo da MPB. Um salto no brega popular, nas vesperais das TVs paulistanas, nos sabadões, domingueiras e auditórios de calouros, cruzando as estradas empoeiradas do interior. Bailes de debutantes, nos palanques eleitorais.

E quando é melhor rir do que chorar, ela ria solto com Jô. Cada lembrança, cada sucesso rádio do interior. Formar uma dupla que hoje é seu companheiro de filhos, como realidade reduzida.

Jane falava de sua dupla com Herondy
Sorria com o mundo de mau gosto,
E ele de olhar perdido,
Herondy, com o ar preso lá nas alturas da garganta tentava,
Tentava algo mais e dizia: Não se vá,
E Jane respondia: Eu já não posso suportar esta minha vida de amargura,

Mais uma vez Herondy: Não se vá,
Estou partindo porque sei que você já não mais me ama
O ar preso no coração, Herondy tentava outra vez: Não se vá,
O seu ciúme é o culpado desta minha desventura.
Não se vá. Herondy na margem do desespero.
E Jane com precisão:
O nosso amor não é mais o mesmo, é melhor que vá embora.
Herondy grita, a voz treme em cada refrão,
Nega a conclusão.

Aquele homem magro,
dos cabelos encaracolados,
com braços de tocador de viola,
Mas, sinceramente, cafona,
sinceramente, crente que o melhor que podia, fez.
E Jane?
Perdeu a Bossa Nova.

Arthur Rimbaud




Eu escrevia silêncios, noites, anotava o inexprimível. Fixava vertigens.

Arthur Rimbaud



Minha Boêmia
(Fantasia)

Lá ia eu, de mãos nos bolsos descosidos;
Meu paletó também tornava-se ideal;
Sob o céu, Musa! Eu fui teu súdito leal;
Puxa vida! A sonhar amores destemidos!

O meu único par de calças tinha furos.
- Pequeno Polegar do sonho ao meu redor
Rimas espalho. Albergo-me à Ursa Maior.
- Os meus astros nos céus rangem frêmitos puros.

Sentado, eu os ouvia, à beira do caminho,
Nas noites de setembro, onde senti tal vinho
O orvalho a rorejar-me as fronte em comoção;

Onde, rimando em meio à imensidões fantásticas,
Eu tomava, qual lira, as botinas elásticas
E tangia um dos pés junto ao meu coração!

Arthur Rimbaud

O Gênio da Raça- por Ronaldo Correia de Brito


Ronaldo Correia de Brito
Do Recife (PE)



Se você quer ser culto e bem informado, veja novelas - dizia o subtexto de uma campanha publicitária da TV Globo. É o sinal verde para mim. Agora, posso revelar minha verdadeira formação cultural. Confesso que além da fastidiosa literatura romântica brasileira, recebi uma verdadeira lavagem cerebral das novelas de rádio. Não podia ser diferente. Depois de ter lido os poucos livros da Biblioteca Municipal do Crato, quase todos sobre vidas exemplares de santos, sobrou-me o rádio, já que eu era péssimo no futebol e nunca acertei rodar um pião de ponteira.

Meu pai iniciou-me no vício. Ele levou o primeiro rádio para o Sertão dos Inhamuns, onde nasci. Um Philips alimentado à bateria de carro. Vinha gente de toda a redondeza conferir a caixa mágica, falante e cantante. Ninguém se atrevia a dizer mal de meu pai, com medo que as intrigas fossem captadas no nosso aparelho. Eu ouvia e declamava feito um papagaio tudo o que o rádio transmitia. Cheguei a ganhar dinheiro para repetir os reclames do sabonete Palmolive e do comprimido Melhoral.

E as novelas? Viciei-me cedo, quando fomos morar no Crato. Sintonizávamos a Rádio Clube de Pernambuco, a Difusora do Maranhão, a Rádio Nacional. Lembro as músicas de abertura, diálogos inteiros e os títulos mirabolantes: Brumas do passado, Ódio que mata, Ângela - a moreninha de Ânzio, O Xeique de Agadir, Eu compro essa mulher, O direito de nascer, Jerônimo, O herói do sertão, A vingança do infeliz e por aí afora. Só agora descubro que atirei para um baú velho e esquecido o melhor conteúdo da minha formação: as novelas.

No sítio de minha avó, onde eu costumava passar as férias, só existia um rádio. Quando as pilhas estavam fracas, elegiam uma pessoa para escutar a novela, com o ouvido colado à caixa de som. O eleito transmitia para os outros os acontecimentos mais importantes da trama. Minha prima era sempre a escolhida. Talvez ela tivesse as orelhas maiores do que as minhas. Com voz acelerada ela passava o enredo para minha tia, que passava para minha avó, que gritava para mim. Era uma técnica precária. As vozes se misturavam, eu não conseguia compor os cenários, minha avó berrava feito uma louca, o rádio emudecia.

As novelas mal ouvidas e os livros parcialmente comidos pelas traças são o meu esteio cultural. A dramaturgia italiana, a francesa e a inglesa se construíram sobre uma dramaturgia menor, de origem popular, ou melhor dizendo, popularesca. O maior de todos os gênios, Shakespeare, criava seus textos às pressas, colando tramas de domínio público ou reescrevendo peças de vários dramaturgos, esquecidos pela história. Hábito comum, num tempo em que não se falava em plágio e direito autoral. O teatro elisabetano não se encenava apenas para a nobreza e intelectuais. O público que assistia os espetáculos de pé, na platéia, era formado de comerciantes, artesãos e da plebe de Londres. A poesia shakespeariana também foi escrita para o povo.

Goldoni, em Veneza, quebrou os modelos rígidos do teatro de commedia dell'arte, em que o texto é mero pretexto para os improvisos de Pantaleão, Arlequim, Pierrô e Capitão, inaugurando uma escrita que tem como lastro uma dramaturgia tipicamente popular e italiana mais autoral. O mesmo fez Molière na França, partindo de um modelo italiano adaptado pelos franceses.

No Brasil, não tratamos com seriedade a dramaturgia construída no rádio e na televisão. Os intelectuais torcem o nariz para o produto mais popularmente brasileiro: as novelas. Ninguém consegue ser gênio escrevendo trinta laudas diárias, durante nove meses, num esforço sobre-humano e supra-artístico. Os tempos são outros, a linguagem é outra, os meios são outros. Guardadas as proporções, há alguma semelhança entre a feérica produção veneziana, que tinha por único fim o entretenimento de uma burguesia consumidora de teatro, e o que é produzido na televisão brasileira.

O que emergirá do meio dessa torrente de falas e personagens criados para a televisão? Não esperemos um Shakespeare, nem um Goldoni, nem um Molière. Mas será que um dia, ao molde do teatro elisabetano, teremos a reescrita dessa dramaturgia caótica, onde uma cultura brasileira subjacente ameaça insinuar-se? Ou esta já é a nossa dramaturgia final? Será mesmo que Manoel Carlos é o nosso gênio da raça?

Ronaldo Correia de Brito é médico e escritor. Escreveu Faca, Livro dos Homens e Galiléia.

Terra Magazine

Ronaldo Correia de Brito



Ronaldo Correia de Brito (Saboeiro, Ceará, 1950) aos cinco anos mudou-se para o Crato e aos dezoito para Recife, onde estudou medicina. Teatrólogo e ficcionista. Escreveu teatro para crianças: O Baile do Menino Deus, Bandeira de São João, O Pavão Misterioso e Arlequim; teatro para adultos: O Reino Desejado, Retratos de Mãe, Malassombro, Auto das Portas do Céu e Os Desencantos do Diabo. Também roteiros de documentários e filmes para televisão e cinema: Lua Cambará (longa metragem para a TV Cultura), Caboclinhos (documentário para a TV Universitária), Brincadeira de Mateus (documentário para a TV Universitária), Cavaleiro Reisado e Brincadeira de Reisado (documentários para cinema), Maracatus (documentário para a TV BBC); além dos livros de contos: Três Histórias na Noite (Prêmio Governo do Estado de Pernambuco de 1989), As Noites e os Dias (Recife: Ed. Bagaço, 1996), Faca (São Paulo: Ed. Cosac & Naif, 2003) e O Livro dos Homens (São Paulo: Ed. Cosac & Naif, 2005).

Fonte: contosbrasileiros

Exercícios físicos - Emerson Monteiro

Resolvi, desta vez, juntar alguns elementos de atividades físicas, com isto lembrando o gosto necessário pelo viver com saúde e tranquilidade, sem os remorsos da acomodação física sedentária.
Nem só de pensar vive o ser humano. As caminhadas vêm sendo consideradas ideais para pessoas inativas. Caminhar, no entanto, unido a uma alimentação saudável, que pode emagrecer, reduzir calorias e controlar o peso, pondo mais vigor nas pessoas, pois atividade oxigena o cérebro e libera substâncias tóxicas, além de aflorar a endofina, denominada hormônio do bem-estar e das sensações do prazer. Isso traz disposição e maior animação para viver.
Já as corridas cabem em todos lugar, rua, praia, esteira ou parques. Roupas próprias e calçados adequados tornam a atividade física das mais saborosas, trazendo reservas de saúde e satisfação, prevenção e resistência. Um provérbio chinês receita para a vida harmônica “Comer só pela metade, andar o dobro e rir quatro vezes o que se costuma fazer.”
Na simplicidade das caminhadas, no entanto, cabem algumas recomendações. Começar a correr após avaliação médica do estado físico através de consultas com um ortopedista e um cardiologista, revelando a intenção de praticar exercícios regulares. Ser honesto consigo mesmo e com os outros, para evitar surpresas de última hora, o que sujeita precisar de exames complementares que avaliem a disposição e o nível do corpo.
Depois, há outros utilitários da movimentação constante dos órgãos motores. O uso da bicicleta, por exemplo, eis outro esporte completo. Os efeitos de pedalar oferecem resultados positivos, evitam riscos e quase não têm contra-indicações. Os pedais oferecem a frequente queima de calorias, definem o abdômen e os músculos das pernas, panturrilhas, coxas e glúteos.
Ainda existe espaço para falar de outra prática aeróbica de importância, a natação merece classificação de um esporte completo, porquanto aciona a musculatura sem exigir impacto e movimentos bruscos na água. Indicada desde a infância, auxilia o desenvolvimento dos órgãos, aumenta a capacidade respiratória, ocasiona resistência a doenças, alergias, e acrescenta as imunidades. Os seus praticantes chegam a perder até 600 calorias por cada uma das horas trabalhadas, enriquecendo músculos, definindo a silhueta, melhorando respiração e coordenação motora.
Desta forma, o interesse nas ações físicas soma entusiasmo e saúde aos afazeres diários, neutralizando o ritmo mecânico dos tempos atuais.

Cariricaturas- Edição Especial





"Cariricaturas em prosa e verso" (Edição especial), será editado, com o objetivo de compensar os escritores que se sentiram lesados, com justa causa.
Não é justo que as falhas deixem de ser corrigidas.
O livro não implicará em qualquer ónus para os seus escritores.


A REVISÃO SERÁ FEITA CRITERIOSAMENTE PELA NOSSA COLABORADORA STELLA SIEBRA DE BRITO QUE MANTERÁ CONTATO PERMANENTE COM OS ESCRITORES.


FAREMOS OS SEGUINTES ADITAMENTOS, NESSE LIVRO ESPECIAL, A SABER :


Prefácio :José Flávio Vieira ( já enviado p/revisão)
Texto da contra-capa : José do Vale Feitosa
Orelha do editor : Emerson Monteiro
As dedicatórias serão feitas em particular, fazendo parte do release de cada autor.


Com o intuito de uniformizar as postagens , disponibilizaremos espaço para 2 textos de cada autor , mais um folha para release  e dedicatória pessoal.


.Ana Cecília S.Bastos
Armando Rafael
.Bernardo Melgaço
Corujinha Baiana
Carlos Esmeraldo
Carlos Rafael
Ceci Monteiro
.Dimas de Castro
.Domingos Barroso( em revisão)
Edilma Rocha -
.Edmar Cordeiro
Everardo Norões
.Izabella Pinheiro
.José Flávio
.João Marni-
.João Nicodemos
Joaquim Pinheiro-
.José do Vale Feitosa
José Neuton Alves de Sousa
José Nilton Mariano
Liduína Vilar
Magali de Figueiredo
Marcos Barreto
Rejane Gonçalves
Socorro Moreira ( em revisão)
Vera Barbosa ( em revisão)
Rosa Guerrera( em revisão)
Jacques Bloc
Wilton Dedê
Nilo Sérgio Duarte
José Carlos Brandão
Sônia Lessa
Lupeu Laceda( em revisão)
Marcos Leonel( em revisão)
Geraldo Urano( em revisão)
Abidoral Jamacaru
Pachelly Jamacaru
Ronaldo Correia de Brito
Stella Siebra de Brito( em revisão)
Aloísio Paulo
Pedro Esmeraldo

* Pronunciaram-se a respeito


Não limitaremos o número de páginas. Solicitamos releases sumários , com fotografia.
A capa terá uma nova foto de Pachelly.
Faremos uma tiragem de 200 exemplares ( 5 para cada autor) ,impressos em papel reciclado.


Qualquer dúvida, peço que se manifestem !


A ausência na relação de alguns autores , se justifica pelo de acordo, na primeira edição,( Emerson, Roberto, Claude, Carlos, Armando, Bruno, Olival ,Assis Lima, ) mesmo assim, se quiserem poderão ser incluídos, neste novo projeto.. Convidamos outros autores, que não participaram da primeira edição, cujos assentimentos nos darão muita honra.


Agradecemos a atenção, e contamos com a compreensão e apoio geral.


stelasiebra@yahoo.com.br
sauska_8@hotmail.com


Os textos deverão ser enviados para o e-mail de Stella até, no máximo, 31 de Dezembro de 2010. A fase de revisão não terá  tempo determinado. A partir dessa conclusão , o livro será editrado.


Abraços do Cariricaturas.

A voz de Milton - Por Domingos Barroso


A vida é muito mais que uma porta aberta
mas eu queria tanto entrar descansar o corpo
e a alma.

A vida é muito mais que o calor de uma mão
e o milagre de um copo d'água

mas eu estou com tanta sede
e tão sozinho.

Deixa-me entrar descansar o corpo e a alma.

A vida é muito mais que um abismo
ou uma flor.

E eu queria tanto entrar descansar o corpo e a alma.
Beijar tua mão. Beber o copo d'água. Dormir até amanhã.

Não me importa a queda.

(nem o jardim que passa por meus olhos)

por Domingos Barroso

Abidoral Jamacaru - foto de Bola Bantim



Estrelas riscantes
Abidoral Jamacaru / Flávio Paiva

Pensando bem
Bom motivo ninguém tinha
Pra ficar a me esperar
E quem vem da poeira, amarga a soleira
Querendo escapar
E na fuga insensata saíram de mim
Olhares perdidos
No agito das ruas sinistra miragem
Com isca de cores do filme já visto

Estampa o cartaz
Não vira ainda Jornada nas Estrelas
Nem dava notícias dos efeitos Paramount

No cinema mudo, na lente aguçada
De Câmara Cascudo fui ator, fui atriz
Brincante feliz

E imerso no céu de estrelas riscantes
Que não se foi, é bumba-boi, zabumba-boi
É bumda-boi, zabumba-boi, é bumba-boi
Zabumba-boi, é bumba-boi

Estranha é a guerra em nome da paz
Porque tantos ismos e maniqueísmos
Meu coração tem a sã vocação de viver, de viver

Nem que eu viva aqui dez anos...

Por Everardo Norões




De orquídeas

Orquídea (Dendrobium anosmum) medalha de bronze na XXXI mostra de orquídeas da Associação dos Orquidófilos de Pernambuco, realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. A orquídea foi cultivada numa coité (Crescentia cujete), idéia de Sônia Lessa Norões.

Momento musical

Pensamentos do Poeta Geraldo Urano


Deus tem a sua vontade
o eterno feminino é a ternura de Deus

israel é uma bela noiva lindamente ornamentada
a áfrica não é só silêncio mas também sonhos e revelações

as coisas leves vão para a cabeça, as profundas para o coração.
os ventos derrubam ou cheiram, mas nunca enganam.


a aparência é uma primeira dama de segunda categoria
um bom ator nunca é o outro
Via láctea lagoinha branca onde a terra se banha
do céu veio a primeira andorinha. e o céu mandou uma segunda andorinha. o resto é verão.

Deus é mais forte que a américa
a presença de Deus é a alegria das rosas


a sexualidade é o mar e o sexo as ondas
todo medo precisa de uma surra

quem faz o que pode, não faz.

poeta é o bicho mais ambicioso

nessa geração a palavra é como um siri; andando pra trás

não há ladrão mais livre do que o amor
o amor está acima de todos os alimentos

a verdade tem passagem livre nas religiões
a beleza antiga olha com respeito a beleza do futuro

(Geraldo Urano)

Um anjo guia nossa vida - por Socorro Moreira



Existem dias em   que a gente dá muito trabalho ao nosso anjo de guarda. Hoje foi um deles. Agora é quase noite, escuto Wanda Sá e Menescal, e sinto que a beleza da música  consagrou um final feliz.
Andei sem parar pelas ruas do Crato, e senti que os meus reflexos estão ativos. Pensei nas questões pendentes da minha vida, e senti energia vital pra resolvê-las uma por uma , com uma solução possível, nas paralelas. 
Gosto de passar a mensagem do sempre superar-se !
Fiquei feliz com a volta dos textos da Rosa Guerrera, uma escritora madura, que dedicou sua vida á profissão de Jornalismo, e muito contribui , no nosso Cariricaturas. Que voltem os autores  afastados, adormecidos. A casa é nossa , precisa ser povoada  pela troca pacífica de ideias , que tanto nos enriquecem, mesmo quando divergem..
Meu Jardim está florido. Uma forma que achei de cultivar o carinho que tenho pelos meus amigos.
A vida é noite e dia... Um dia a gente não dorme em casa, dorme numa morada nova., e não existem alternativas. Enquanto isso ,buscar e viver a  alegria é a palavra de ordem.O Hoje é que importa ! .

Por Rosa Guerrera


UMA HISTORINHA PARA REFLETIR ...

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu local de trabalho .
O cientista, nervoso pela interrupção, tentou fazer com que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível removê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.
De repente deparou-se com o mapa do mundo, num velho jornal! Com auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços, e junto com um rolo de fita adesiva, o entregou ao filho dizendo:
-Você gosta de quebra cabeça? Então vou lhe dar o mundo para consretar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias para rcompor o mapa.
Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
-Pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho.
No princípio o pai não deu crédito às palavras do filho.
Seria possível na sua idade ter conseguido recompor o mapa que jamais tinha visto ? Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, e para sua surpresa o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colados nos devidos lugares.
Como seria possível? Como o menino havia sido capaz? –
Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
“-Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel do jornal para recortar, eu vi que do outro lado havia uma figura de um homem. Quando voce me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.”
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(QUE BOM SERIA SE NÓS ADULTOS TIVESSEMOS A INTELIGÊNCIA DESSE GAROTINHO !- PENSO EU .)
 por rosa guerrera