Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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domingo, 21 de novembro de 2010
Pensamentos meus ... - Por Rosa Guerrera
Encontros - Por Rosa Guerrera
rosa guerrera
50 dicas de Português - Colaboração de Francisco Babo
O “eclético” Kevin Costner – José Nilton Mariano Saraiva
Grande parte do público presente no show era formada por jovens, mas havia também expectadores de cabelos grisalhos, igualmente animados e surpresos. Para os que tiveram o privilégio de o assistirem ao vivo, Kevin Costner cantando foi uma experiência inédita e gratificante.
A pergunta que fica: será que aqui no Brasil alguma personalidade consagrada e famosa (como o é indubitavelmente o Kevin Costner) teria a coragem ou disposição pra se apresentar em cima de um palco e, de quebra, numa cidade interiorana ???
Duvidamos.
O que posso fazer? – por Pedro Esmeraldo
Reafirmo, categoricamente, que sou uma pessoa imbuída no desejo de servir a causa pública, com honradez e sem esmorecer neste meu trabalho. Permitam-me confirmar que os descendentes do doador do terreno à Prefeitura do Crato, para no local ser construída a Escolinha Maria Amélia Esmeraldo, fato ocorrido no início da década de 1970, dilaceraram aquele prédio, como se aquele terreno ainda fosse deles, num gesto nocivo, destruindo um patrimônio público, num comportamento reprovável. Esta atitude abominável só pode ter como propósito o de readquirir o terreno anteriormente doado. Julgam-se, esses destruidores, com o direito de depredar a referida escola, causando prejuízo aos os habitantes daquela comunidade que querem um estabelecimento de ensino para as crianças pobres ali residentes.
É vergonhoso, é infamante aquele que fez a doação de um bem, querer depois reaver o terreno doado. Qualquer cidadão sensato, que se preocupa com o desenvolvimento da educação rural, fica satisfeito em ver uma escola funcionando. Por isso, a título de sugestão, peço – mais uma vez – a essas autoridades que mandem reconstruir a Escola Maria Amélia Esmeraldo, transformando-a no estabelecimento de ensino de iniciação infantil com todos os requisitos favoráveis ao desenvolvimento da aprendizagem escolar.
Senhores: pensem no povo que sempre lhes deu apoio. Favoreçam o bom desempenho de uma unidade escolar. Retribuam com melhoramentos os impostos pagos pela sociedade. E mais: usem suas autoridades para cobrar aos que destruíram o patrimônio público, obrigando-os a pagarem do seu bolso a reconstrução de uma, deixando-a do jeito de como ela existia tempos atrás...
APOCALIPSE DE DRUMMOND E MEU PAI

APOCALIPSE DE DRUMMOND E MEU PAI
Meu pai morreu no mesmo ano
que o poeta Carlos Drummond de Andrade.
Era fevereiro e o mar rugia nos meus olhos,
mas ele morreu longe do mar.
(Drummond morreu olhando o mar? Umas
duas ou três gaivotas e o vai-e-vem das ondas).
As folhas caíam (não era outono) molhadas
do orvalho da noite, ao vento e ao sol.
Meu pai montava a cavalo e gritava
como um deus para a vida.
Drummond
lembrava o pai a cavalo como se pedisse perdão
do silêncio.
O meu pai e o poeta Drummond morreram
porque era hora.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
Sinto uma súbita alegria
ao me lembrar de meu pai
ao lado de Drummond
na eternidade.
A minha boca está seca, qualquer palavra
se quebraria.
O dia,
como a morte,
é uma fatalidade.
As crianças gritam
e não acordam meu pai,
que gostava de crianças dormindo.
Venta
neste momento
e em 1987.
Imagino o poeta sorrindo,
mesmo na morte, imóvel.
O morto é uma estátua
fria
na praia,
em qualquer lugar.
(Não deveriam fazer estátuas para os mortos.)
O poeta Drummond teve uma morte pública,
ônibus passam, a fumaça passa, os jornais anunciam
o feito histórico (o poeta morto como uma estátua).
O meu pai pediu um último cigarro, olhou a vela bruxuleante
(haveria vento no quarto? O vento do eterno
não se move).
O meu pai disse adeus,
e partiu a cavalo
sem se levantar do leito.
A cidade pequena
e os parentes sorriram contemplando o seu morto
particular.
O poeta e meu pai
(anônimos)
sorriem na eternidade
satisfeitos
com a poesia do fim dos tempos.
__________
sábado, 20 de novembro de 2010
Saudade desgovernada - Por Socorro Moreira- (Inspirada num poema de Aloísio)
Saudade - Aloísio
SaudadeSaudade enjoada que chegou agora
Abriu um espaço em meu peito
Saudade que quero mandar embora
Não se instale assim desse jeito!
Com sua maneira de ser indiscreta
Atacando o calo dos meus sentimentos
Eu busco saída nas brancas e pretas
Num jogo inventado pra esses momentos
Jogo tudo pra cima pra curar minha dor
Mergulho num mar de imensa amplidão
Saio de lá enxugando minha alma
Curando as feridas do meu coração
Aloísio
Tárrega
wikipédia
AQUARELANDO FLORES...
Que nossa raça seja una,
.
Perfil de amigos - Por Socorro Moreira
PROGRAMAÇÃO DESTE SÁBADO, DIA 20.NOV.2010
19h00min: PÁSSARO DE VOO CURTO (Livre, 60min), Cia. Entremeios de Teatro
20h30min: BODAS DE SANGUE (12 anos, 50min), Grupo Centauro de Teatro
LOCAL:
Teatro Rachel de Queiroz
Rua Dom Quintino, 913 - Crato-CE
(88) 3523.2168 / (88) 8801.0897
Maria Alice !
Subterrâneo
se meu olho esquerdo
quando durmo
é traiçoeiro?
Quem enfeitiça meu olho esquerdo
anda por aí de bolsa vermelha
(claro que não rejeita
a parte mais secreta
da minha velhice) .
Sorri, abre a bolsa,
guarda o olho desleal
com tanta ternura
que até eu vacilo
imaginando que seria
fabuloso presenteá-la
o outro olho santinho.
Quando durmo
o meu olho esquerdo
tem livre-arbítrio
e o diabo adora
(com sua bolsa vermelha)
abre um sorriso leve
como quem diz "mocinho, não sabe
os segredos dentro da minha alma"
Rezo um pai nosso
ao dormir para que
o olho esquerdo
(na volta)
revele-me as maravilhas
e truques dentro da bolsa
da mulher.
Nao espero que o último poema
ainda esteja junto ao batom dela
(mas se quisesse o olho amigo
fazer-me feliz bastaria mentir) .
Mente (olho bendito)
diz que meu último poema
não serviu apenas para limpar-lhe
os lábios sujos de vinho e queijo.
Mata-me do coração (olho vistoso)
sussurra aos meus ouvidos que ela
ainda pensa no meu perfume
e às vezes suspira
pelo boticário daquela manhã
o patchouli da noite chuvosa
o men's club do primeiro beijo.
Acorda (olho bacana)
não fiques parado.
Pula do meu rosto.
Corre pra bolsa da mulher.
Ou do diabo (que seja) .
Mas corre,
chispa!
Perfil de amigos - Por Socorro Moreira
Edição Especial do Cariricaturas
Autores e/ou Colaboradores
* Tiago Araripe
* Bernardo Melgaco
* Pedro Esmeraldo
* Poesia da Luz
* Phelipe Bezerra Braga
* Zélia Moreira
* Maria Amélia Castro
jose nilton mariano saraiva
* Geraldo Junior
* elmano rodrigues pinheiro
* José de Arimatéa dos Santos
* Zé NIlton Figueirêdo
* Marcelo Mourão
*Jacques Bloc
*Ronaldo Correia de Brito
*Rosa Catarina
*Armando Rafael
*Bruno Pedrosa
*Jorge de Carvalho
*Olival Honor
* Aguardando confirmação
Abraços do Cariricaturas
(José do Vale, Claude, Edilma, Socorro e João Nicodemos : Administradores)
Coisas da vida... - José Nilton Mariano Saraiva
A cólera no Haiti e nos Haitianos - José do Vale Pinheiro Feitosa
Pela calha do Amazonas ela desceu, logo atingiu São Luis do Maranhão e nos caminhões de compradores de roupa da malha costureira de Pernambuco se espalhou no Nordeste. Aí vimos a expressão clara de que uma epidemia não é um fenômeno de um micróbio, ela é um fenômeno histórico, cultural, econômico e profundamente social.
Naquela época estava na Comissão Nacional que cuidava do assunto e conversei com muitos governadores da região. Joaquim Francisco de Pernambuco havia proibido comer peixe e tomar banho de mar. Resultado, matou uma das fontes de renda do Estado: o turismo. Fomos lá e mostramos que aquilo não tinha fundamento científico, que para pegar cólera num mar diluído, era preciso beber tanta água salgada que adoecia do volume e não da cólera. Que o peixe era apenas questão de higiene. Joaquim tomou banho em Boa Viagem para a imprensa filmar e fotografar e comeu uma boa peixada pernambucana.
Na Paraíba Cunha Lima passava por algo igual. Fizemos um plano para recuperar não apenas a cólera, mas a cólera que atacava o turismo da Paraíba. E mais ainda, não adiantaria se vangloriar que meu Estado não tem cólera para atrair os turistas amedrontados, o problema era de todos. Enfim a cólera é um problema de todos.
Esta situação do Haiti é muito mais do que um Terremoto, a desgraça política de um povo e a miséria de suas vidas. A cólera no Haiti é um crime da humanidade nestes tempos de salve-se quem puder. Tanto tempo e as verbas não chegam. Tanta desgraça e não tem efetivamente uma grande mobilização para ajudar o país. Tanta gente desempregada e os governos não têm a capacidade de estimular a esperança. Deixaram tudo abaixo da mão pesada e morta e dizem que invisível do mercado.
Olhem que a maior desgraça da cólera no Brasil, ali onde se viu a face terrível, igual a esta do Haiti, ocorreu em Fortaleza. Aliás, esta capital entre os anos 90 e esta primeira dezena dos anos dois mil, já sofreu dois grandes dramas inigualáveis: uma Epidemia de Cólera e uma de Dengue. Ambas sob a égide de Tasso Jereissati e sua grei. A Epidemia de Cólera apenas cessou quando os susceptíveis à doença se esgotaram, ou seja, quando todos os expostos à falta de água adquiriram a doença. O canal do trabalhador talvez tenha salvo o futuro da cidade e o Ceará tem uma proteção.
Só para se ter uma idéia: a cólera não atingiu o sudeste e o sul e a diferença foi água limpa para beber. O mundo é incapaz de dar água boa aos haitianos. Os haitianos têm razão de atacar o mundo. Dirão que é terrorismo, e alguém, com razão dirá: um terrorismo limitado e o outro, do resto da humanidade, provoca um genocídio em larga escala. E este genocídio no Mar do Caribe, tem o dedo infectados do EUA e ainda tem gente com antolhos e um espelho retrovisor olhando para as desgraças do comunismo soviético.
Não Importa ... - Por Rosa Guerrera
rosa guerrera












