Água e riso
eu rio.
tu deságuas.
nos afogamos no riso
do nosso amor
é bom a harmonia no riso
a alegria compartilhada
uma coisa assim brincante
sapeca
meninices...
de quem já tem água prateada
nos cabelos.
(Stela Siebra Brito)
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
DIALOGANDO COM CHAGAS
* CHAGAS
* CLAUDE
esperarei o dia enfim terminar
diga então pra onde foram
aqueles sonhos
esperei a noite celebrar
os sonhos que ainda estão aqui,
latentes,
imersos em espelhos orvalhados...
tomei todos os trens possíveis
sempre na certeza
de falar com alguém
que dissesse que tudo
é tão simples
de onde eu vinha
onde as águas e o ar
estavam sempre quentes
e a cidade era toda minha
corri pelas linhas
paralelas, intermináveis
e tudo o que queria
era apenas ouvir o som das águas
o harpejo dos anjos
o respingar da noite
nas frestas da minha janela
na cidade toda minha
besteira dizer que o amor
é maior do que as estrelas
as nuvens se espalhando
sobre os telhados
o céu ao alcance da mão
nesse verão
tolice afirmar
que o sentimento é maior
que a minha estrada
que a noite estrelada
num céu impregnado da luz (da lua)
ao alcance de um gesto
ao alcance mão
nesta estação
o amor
arte de fazer sofrer
depois que a locomotiva
dos desejos descarrilha
e desce escada a baixo
e tudo enfim se consome
e se perde
e os sonhos se desfazem
no acaso
vamos
qualquer canção daquele tempo
cabe nesse momento
FÉRIAS DO CARIRI NO PINK FLOYD BAR
Horário: 22 janeiro 2011 às 17:00 a 23 janeiro 2011 às 1:00Local: Pink Floyd Bar
Organizado por: Kaika Luiz
Descrição do evento:
A Sertão Pop Produções e o Pink Floyd Bar estão realizando nesse próximo sábado, dia 22, a partir das 17h, um evento com as duas bandas rock-pop e blues de maior expressividade da região do Cariri. A Nightlife e a Los The Os, bandas que imprimem a sua marca pessoal às canções das décadas de 70/80 e 90 e que tem levado um público jovem e de muito bom gosto do triângulo CRAJUBAR.
ServiçoFÉRIAS DO CARIRI - No Pink Floyd Bar com as banda Nightlife e Los The OSDia 22 de janeiro, a partir das 17h.Sítio Romualdo - há 9 km do centro do Crato (Entre Crato e Arajara)
INGRESSOS: Inteira: R$ 10,00 e meia R$ 5,00 (com apresentação da carteira de estudante)Informações: 088 - 9931.2138 ou 8819.2950.
Agradecemos aos nossos patrocinadores por tornar possível este evento. São eles:
- O Boticário
- Cevema
- Cajuina São Geraldo
- 1000 peças
- CP Pneus
- Fort Vigas Juazeiro do Norte
- Martins Representações Empresariais
A Sertão Pop Produções e o Pink Floyd Bar estão realizando nesse próximo sábado, dia 22, a partir das 17h, um evento com as duas bandas rock-pop e blues de maior expressividade da região do Cariri. A Nightlife e a Los The Os, bandas que imprimem a sua marca pessoal às canções das décadas de 70/80 e 90 e que tem levado um público jovem e de muito bom gosto do triângulo CRAJUBAR.
ServiçoFÉRIAS DO CARIRI - No Pink Floyd Bar com as banda Nightlife e Los The OSDia 22 de janeiro, a partir das 17h.Sítio Romualdo - há 9 km do centro do Crato (Entre Crato e Arajara)
INGRESSOS: Inteira: R$ 10,00 e meia R$ 5,00 (com apresentação da carteira de estudante)Informações: 088 - 9931.2138 ou 8819.2950.
Agradecemos aos nossos patrocinadores por tornar possível este evento. São eles:
- O Boticário
- Cevema
- Cajuina São Geraldo
- 1000 peças
- CP Pneus
- Fort Vigas Juazeiro do Norte
- Martins Representações Empresariais
Ver mais detalhes e RSVP em CULTURA & HUMANISMO:
http://culturahumana.ning.com/UM CAUSO - Por Claude Bloc
Seu Mané Danta
(Dedico a Edilma)
Não é só em Rajalegre que as coisas acontecem... na Serra Verde também havia muita gente engraçada e cheia de lorotas. Não sei se Morais (do BLOG SANHAROL) chegou a conhecer, mas um dos personagens mais engraçados da Fazenda era seu Mané Danta. Ele morou por um tempo na Serra dos Cavalos, (encostadinho a Rajalegre) depois em Lagoa do São Bento e finalmente em cima da Serra, perto da casa da gente.
Neste final de semana que passei em D. Quintino, fiquei hospedada exatamente na casa de Toim, filho dele, que é outro bom contador de causos.
Neste final de semana que passei em D. Quintino, fiquei hospedada exatamente na casa de Toim, filho dele, que é outro bom contador de causos.
Conversa vai, conversa vem, como não tenho o dom de Mundim do Vale (do BLOG SANHAROL)pra escrever essas histórias, gravei uma das presepadas de seu Mané e vou dividir esse causo aqui com vocês. Mas este é apenas um deles.
Ao ficar com a idade mais avançada seu Mané Danta aprontou algumas. Desde novo, foi muito ligado em dinheiro e era sovina que só o cão. Pra ninguém saber o que ele “pissuia”, guardava escondido tudo o que ganhava nos tubos (silos) de feijão, tudo amarradinho num bisaco. Isso só descobriram depois que ele morreu, mas o que lá existia era apenas um monte de dinheiro antigo e sem mais valor.
Quando conseguiu ser aposentado, Seu Mané ia ao banco fantasiado de “quase inválido”. Tirava a dentadura (guardava no bolso) e ficava batendo “os queixo”, pegava um bordão feito com vara linheira e saia se fingindo de corcunda, caminhando com as mãos trêmulas para conseguir furar a fila. Nesse tempo não havia ainda a fila dos idosos e ele usava esse pretexto pra se ver livre bem ligeirinho da maçada. Pensando bem,, creio que foi bem ele que deu essa idéia dos direitos dos idosos pro Governo conceder esse “privilégio” .
Numa dessas saídas do banco, onde ia receber os “apusento”, seu Mané encontrou-se com seu “cumpade” Mané Nune. Este, muito matreiro, encostou em Mané Danta e “dixe”:
-Cumpade Mané, sabe cuma é que tá a vida, né cumpade? Minha roça num deu quais nada, meus animá tão tudo só os lóro, eu intão quiria pidir pro cumpade me imprestá 500 conto...
Mané Danta, fechou a mão imitando uma concha e a encostou na orelha direita falando:
- Oxente cumpade, o que é que tu tá babujando aí? Só vejo tua boca se mexendo e num oiço nada. Tu tá falando cum eu?
Mané Nune, sabido que nem raposa foi logo remendando:
-Cumpade, eu só tava preguntando se o cumpade pudia me imprestá 1000 reais.
Mané Danta olhou pra cara do seu compadre e lascou a resposta:
- Oxente homi, e nestante tu num tava pedindo só 500?
Bom, foi Toim que contou tudo isso. Se é verdade só Deus sabe.
Este texto foi publicado no BLOG SANHAROL. Recomendo uma visita.
Claude Bloc
Este texto foi publicado no BLOG SANHAROL. Recomendo uma visita.
Homenagem a Bruno Pedrosa por Edilma Rocha no "Artes 100 Fronteiras "
Uma boa notícia corre o mundo da arte.
O Blog Artes 100 Fronteiras divulgou um artigo de Edilma Rocha no qual ela descreve a trajetória artística de Bruno Pedrosa.
No Cariri a história continua: o artista deverá estar em Crato no final de janeiro onde será homenageado.
Conforme foi publicado:
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Trajetória de um artista - Bruno Pedrosa - Por: Edilma Rocha
Não poderíamos deixar passar este encontro e este evento tão importante sem comentarmos e dividir com todos o valioso trabalho de Edilma Rocha e a ilustre presença de Bruno Pedrosa.
Artista plástica e restauradora Edilma Rocha abre as portas para a Exposição dos 73 trabalhos que fazem parte do acêrvo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, acompanhada do artista plástico Bruno Pedrosa,
Natural da cidade do Crato Estado do Ceará.
Neta e filha de artistas, o avô Julio Saraiva fotógrafo, o pai Edilson Rocha exímio desenhista e a mãe Telma Saraiva especialista em fotos pinturas. Desde criança desenhava, pintava, e se destacava nas escolas. Adolescente, transfere os estudos para o Rio de Janeiro e ingressa na SBBA, com cursos de desenho, aquarelas, pintura, modelo vivo e especializa-se em Restauração de telas. Cursou Belas Artes na Escola Fluminense em Niterói. Participa de varias exposições coletivas no Rio e Niterói.
Viaja pela Europa estudando os estilos clássicos, modernos e contemporâneos. Paris, Madrid, Verona e Veneza foram os mais concorridos na sua trajetória artística, com exposições em Paris e Verona. Possui trabalhos em New York, Barcelona, Paris, Bassano, Argentina e México.
Leva no seu currículo missões honrosas medalhas e títulos que elevam o seu desempenho artístico.
O seu mais destacado trabalho em restauração é o acervo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, com 73 obras
Edilma Rocha não se subordina a estilos e nem modismos, vale-se do emocional dos impressionistas e acentua plasticamente os seus temas. Vale-se também do estilo clássico como restauradora para confirmar o talento da artista, que já nasceu artista.
Por Artes 100 Fronteiras
Bruno Pedrosa Nasceu no interior do Ceará, descendente de família tradicional portuguesa que chegou ao Brasil no tempo das sesmarias. Aos seis anos foi estudar em Crato (Ceará) e só retornava para a casa do pai e avós nas férias escolares. Concluiu a sua formação educacional básica na capital do estado, Fortaleza, em 1967.
Em 1968, foi morar no Rio de Janeiro, para cursar a Escola Fluminense de Belas Artes. Participou de exposições coletivas e individuais e tomou parte ativamente do movimento estudantil contra o regime militar.
No ano seguinte matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes e fez viagens pelo interior do Brasil e países da América do Sul. Ganhou a medalha de prata, com desenho, por sua participação no Salão Nacional de Belas Artes. Passou a freqüentar, ao mesmo tempo, as faculdades de Arqueologia e Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Após um período de estudos do barroco brasileiro e sua arquitetura, publicou, em 1972, o seu primeiro álbum de desenhos, tendo por tema a cidade mineira de Ouro Preto. Nos anos seguintes ampliou seus conhecimentos em arqueologia visitando a Bolívia, o Peru e o Equador, estudando principalmente a história do povo Inca. Estabeleceu contato com muralistas mexicanos, como David Alfaro Siqueiros e realizou exposições individuais de seus desenhos em Buenos Aires, Nova Iorque e Cidade do México.
Bruno Pedrosa entrou, em 1976, para a comunidade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, onde permanece até 1980.
É desse período o seu painel a óleo (atualmente no Mosteiro Beneditino de Juiz de Fora), uma série de retratos a óleo (incluindo o retrato do Papa João Paulo II, no acervo do Vaticano) e desenhos do Mosteiro de São Bento que formaram um álbum publicado em 1979, por ocasião das comemorações do aniversário de 1400 anos do nascimento de São Bento.
Dois anos após deixar o mosteiro, casou-se com Elinor Perlingeiro Garnero. Após morar novamente no Rio de Janeiro, e de realizar viagens pela Europa, estabeleceu-se com a família na Itália, em março de 1990.
Inicialmente morou em Cuneo, na região do Piemonte, onde nasceu seu sogro, o tenor Giovanni Garnero. Em 1991 se transferiu para Bassano del Grappa, cidade medieval vizinha a Veneza.
Em 1994, iniciou o trabalho com esculturas em cristal de Murano, que o levou a estar presente no Corning Museum de Nova Iorque, no Museu de Arte en Vidrio de Alcorcón (MAVA) em Madri, e no Ebeltoftmuseet na Dinamarca.
Vende seus trabalhos para todos os países da Europa, Estados Unidos da América e Japão.
Por: Edilma Rocha
http://artessemfronteiras.blogspot.com/2011/01/museu-naval-rio-de-janeiro.html
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
esperarei o dia
esperarei o dia enfim terminar
diga então pra onde foram
aqueles sonhos
tomei todos os trens possíveis
sempre na certeza
de falar com alguém
que dissesse que tudo
é tão simples
de onde eu vinha
onde as águas e o ar
estavam sempre quentes
e a cidade era toda minha
besteira dizer que o amor
é maior do que as estrelas
as nuvens se espalhando
sobre os telhados
o céu ao alcance da mão
nesse verão
o amor
arte de fazer sofrer
depois que a locomotiva
dos desejos descarrilha
e desce escada a baixo
vamos
qualquer canção daquele tempo
cabe nesse momento
SOB O CÉU DO DESERTO por João Marni

Necessário é que nos recolhamos e que fiquemos frente a frente com nós mesmos, não de um espelho, pois a imagem seria invertida.
Falo do mergulho ao nosso interior, buscando nossos motivos, com a alma nua e em silêncio, capaz então de perceber nossos ruídos, nossas dores, nossas culpas e os aplausos pelos nossos acertos.
Não será uma balança, posto que gramas do que fazemos pelo próximo pesam muito mais do que quilos por nós mesmos, quando no nosso prato só a vaidade, o egoísmo, a insensatez, a grosseria, a ingratidão e a cegueira - apesar de tanta luz -, e a mudez quando não gritamos pelo outro diante de uma injustiça!
Isso tudo deveria dar dó na gente!... Mas a percepção de que somos capazes de gestos bonitos, como perdoar ou “fazer o bem sem olhar a quem”, e saber que aquele sorriso que nem é para nós ficarmos felizes à distância, dá-nos esperança. É gratificante!
Entregar-se, doar-se, arriscar-se, não pensar mais em si.
No silêncio, olhar para cima e maravilhar-se com as constelações, tendo a convicção de nossa pequenez e que fizemos o que deveríamos ter sido feito!...Se assim for, ao amanhecer e durante todo o dia, o calor não nos incomodará e á noite o frio cederá lugar á beleza!
De quem temos que lembrar?
ENCONTREI NUMA CAIXA DE RETRATOS - Por Edilma Rocha
Encontrei esta foto em uma caixa de retratos guardados há um tempo. Fiquei feliz em rever este meu sorriso infantil ao lado de duas mulheres maravilhosas. Telma Saraiva, minha mãe e Sra. Janine Bloc, mãe de Claude. Lembro que foi tirada pelo meu pai, Edilson, e o local: França Alegre, título dado a residência dos Bloc Boris no bairro Pimenta, na cidade do Crato. Acho que eu devia ter uns 6 anos pois estava mudando a dentição. Este vestidinho era de cor azul, de tule, cheio de babadinhos e eu o chamava de carrapicho, pois me espinhava toda. A Sra. Janine, na flor da idade, bela e serena, com quem aprendi o francês e a me alimentar nos costumes da França. Que me ensinou o verdadeiro valor da vida e o respeito a pessoas , não importando a sua raça ou posição social. Telma Saraiva um grande exemplo de filha, esposa, mãe e uma batalhadora no dia a dia da sua vida cheia de afazeres com os trabalhos em fotografias. Fiel as suas amizades, o que me passou muito bem, ser o verdadeiro amor pelos amigos. Este local, lembro que era a varanda da casa que dava pro jardim da frente e por trás de nós um painel em ladrilhos com figuras em estilo moderno, projetado pelo Sr. Jéferson Albuquerque, grande amigo do papai e Sr. Hubert. E assim ficou registrado mais um momento da minha infância ao lado de duas grandes mães que aprendi a amar e a respeitar.Edilma Rocha
QUER VENCER?
TEXTO RECEBIDO PELA INTERNET
QUER VENCER?
Quer vencer os desafios?- confie em DEUS!
Quer ser bom no que faz?- Pratique!
Quer alcançar o objetivo?- Jamais desista!
Quer crescer?- tenha raízes.
Quer ver resultados? Persevere.
Quer ser feliz?- esqueça o passado
Quer falar bem?- Escute melhor.
Quer aprender?-Persista em ler.
Quer realização pessoal?- Sirva!
Quer fazer diferença?-Pague o preço.
Aqueles que nada fazem e esperam algum tipo de vitória estão enganados.
A vitória é dos que lutam, dos que agem, dos que "saem do porto".
A vitória é dos que se arriscam para alcançar o alto da montanha.
QUER VENCER?
Quer vencer os desafios?- confie em DEUS!
Quer ser bom no que faz?- Pratique!
Quer alcançar o objetivo?- Jamais desista!
Quer crescer?- tenha raízes.
Quer ver resultados? Persevere.
Quer ser feliz?- esqueça o passado
Quer falar bem?- Escute melhor.
Quer aprender?-Persista em ler.
Quer realização pessoal?- Sirva!
Quer fazer diferença?-Pague o preço.
Aqueles que nada fazem e esperam algum tipo de vitória estão enganados.
A vitória é dos que lutam, dos que agem, dos que "saem do porto".
A vitória é dos que se arriscam para alcançar o alto da montanha.
com versos de claude
claude
chagas
todas as sendas dos teus sonhos
toda tua sede infinita
formam o mesmo e único sonho
que em mim habita
dedos fincados nas nuvens
olhos abertos pra lua
lábio por sobre as lanugens
que recobrem a alma tua
dobraria as mágoas
retornaria ao começo de tudo
me banharia nas últimas águas
desse mar aberto em que me iludo
me entregaria ao veludo dos teus sonhos
quando a estiagem me fechasse as portas
para esses dias enfim tão medonhos
feitos de esperanças mortas
chagas
todas as sendas dos teus sonhos
toda tua sede infinita
formam o mesmo e único sonho
que em mim habita
dedos fincados nas nuvens
olhos abertos pra lua
lábio por sobre as lanugens
que recobrem a alma tua
dobraria as mágoas
retornaria ao começo de tudo
me banharia nas últimas águas
desse mar aberto em que me iludo
me entregaria ao veludo dos teus sonhos
quando a estiagem me fechasse as portas
para esses dias enfim tão medonhos
feitos de esperanças mortas
Pensamento para o Dia 19/01/2011

“A mente não deve ficar vagando em todas as direções indiscriminadamente como uma mosca. A mosca vive na loja de doces e corre atrás dos carros de lixo; a mosca (mente) deve ser ensinada a perceber a doçura do primeiro lugar e a presença de impurezas no segundo lugar, de modo que não abandone a loja de doces e siga o caminhão de lixo. Quando tal ensinamento é transmitido para a mente, ele é chamado de meditação. Por outro lado, veja a abelha! Ela tem contato apenas com a doçura; ela se aproxima apenas das flores que possuem néctar; não é atraída por outros lugares; nunca vai até lá. Da mesma forma, você deve abandonar todos os apegos pela atração sensorial.”
Sathya Sai Baba
---------------------------
“As principais coisas a serem consideradas não são a que custo tem-se orado ao Senhor, ou o número de anos que se tem empenhado nisso, ou as regras e regulamentos que se segue, ou mesmo o número de vezes que se tem orado. As principais considerações são: com que disposição tem-se orado, com que grau de paciência tem-se esperado pelo resultado e com que disposição unificada tem-se implorado pela bem-aventurança Divina, independentemente da felicidade mundana e dos atrasos, sem cansaço e com uma atenção constante em si mesmo, em sua meditação e em suas tarefas atuais. Na medida do possível é necessário direcionar a mente para todas as coisas sagradas que produzem doçura e alegria associadas ao Senhor.”
Sathya Sai Baba
O PODER DO OTIMISMO – Por Pedro Esmeraldo
Refletimos constantemente sobre a situação do Crato, já que não acompanha o progresso acelerado, semelhante a outro município.
Com certeza, ficamos alheios sem esperança, sem vibrações, fugindo do destempero melancólico, porque não temos aptidões compatíveis para exercer a profissão política.
Esperamos que um dia apareça um homem que satisfaça os desejos do povo, utilizando trabalho com arrojo e lutas, com mão de ferro e persistência a fim de corresponder a confiança do povo que lhe deu apoio eleitoral. Ao mesmo tempo, desejamos que esse digno povo volte a recuperar e acreditar em alguns políticos, (aqueles que não têm acordo escuso), com terceiros e venha provar com desafio que somos capazes de praticar mudanças “políticas” e de que há muito tempo o povo deseja.
Nos dias atuais, o cratense anda desestimulado de alguns políticos e por isso espera palmilhar num caminho reto e que haja pessoas interessadas em assumir o comando e que produzam trabalho de qualidade inerente ao bom desempenho de pessoas dignas e capacitadas para exercer qualquer trabalho de cargo eletivo.
Aqui, há uma série deles que se dizem políticos, mas só pensam neles mesmos e não são políticos, são uns aventureiros que querem aparecer e seu objetivo é transformar a prefeitura num antro do Crato. Só marcham para o lado errado e andam de marcha a ré.
Por esse motivo, o povo tolerante e sem saber dirigir-se, permanece incoerente com alguns desses políticos, e não comunga com eles (os políticos), diante desse quadro de desavença política e social, mas apesar desse descaso, esse povo não procura afastar-se desses homens hostis e entregam os pontos facilmente, impedindo a cidade de avançar e acelerar no caminho certo do desenvolvimento equilibrado.
Se houvesse orientação, poderíamos seguir outros patamares, subindo em escadas menores que viriam a produzir forças para reagir. Com pensamento elevado, daremos conhecimento a todas as pessoas que amam o Crato, mostrando aos empresários que há lugar para instalar aqui as suas firmas e com certeza serão bem sucedidas.
Por isso, não admitimos ouvir essa idéia estapafúrdia e respondemos: pode vir naturalmente, mas com muito esforço e lutas. Devemos evitar o comodismo, esboçando movimento, ouvindo opiniões diversas, dizendo que o progresso se obtém com trabalho, investimento planejado, transformando tudo isto em um conjunto de forças de caráter político, enquadrando a cidade no poder de equilíbrio, educando o povo a enquadrar-se com novos métodos de serviços.
Também afirmamos; aqui tem uma imprensa fraca, dependente, sem suporte de sobrevivência. Busca apoio financeiro entregando os pontos, conservando-se ao seu dispor em todas as ocasiões necessárias, ficando cabisbaixo, esperando as ordens sempre atrelado do seu poder em todos os momentos.
Com certeza, ficamos alheios sem esperança, sem vibrações, fugindo do destempero melancólico, porque não temos aptidões compatíveis para exercer a profissão política.
Esperamos que um dia apareça um homem que satisfaça os desejos do povo, utilizando trabalho com arrojo e lutas, com mão de ferro e persistência a fim de corresponder a confiança do povo que lhe deu apoio eleitoral. Ao mesmo tempo, desejamos que esse digno povo volte a recuperar e acreditar em alguns políticos, (aqueles que não têm acordo escuso), com terceiros e venha provar com desafio que somos capazes de praticar mudanças “políticas” e de que há muito tempo o povo deseja.
Nos dias atuais, o cratense anda desestimulado de alguns políticos e por isso espera palmilhar num caminho reto e que haja pessoas interessadas em assumir o comando e que produzam trabalho de qualidade inerente ao bom desempenho de pessoas dignas e capacitadas para exercer qualquer trabalho de cargo eletivo.
Aqui, há uma série deles que se dizem políticos, mas só pensam neles mesmos e não são políticos, são uns aventureiros que querem aparecer e seu objetivo é transformar a prefeitura num antro do Crato. Só marcham para o lado errado e andam de marcha a ré.
Por esse motivo, o povo tolerante e sem saber dirigir-se, permanece incoerente com alguns desses políticos, e não comunga com eles (os políticos), diante desse quadro de desavença política e social, mas apesar desse descaso, esse povo não procura afastar-se desses homens hostis e entregam os pontos facilmente, impedindo a cidade de avançar e acelerar no caminho certo do desenvolvimento equilibrado.
Se houvesse orientação, poderíamos seguir outros patamares, subindo em escadas menores que viriam a produzir forças para reagir. Com pensamento elevado, daremos conhecimento a todas as pessoas que amam o Crato, mostrando aos empresários que há lugar para instalar aqui as suas firmas e com certeza serão bem sucedidas.
Por isso, não admitimos ouvir essa idéia estapafúrdia e respondemos: pode vir naturalmente, mas com muito esforço e lutas. Devemos evitar o comodismo, esboçando movimento, ouvindo opiniões diversas, dizendo que o progresso se obtém com trabalho, investimento planejado, transformando tudo isto em um conjunto de forças de caráter político, enquadrando a cidade no poder de equilíbrio, educando o povo a enquadrar-se com novos métodos de serviços.
Também afirmamos; aqui tem uma imprensa fraca, dependente, sem suporte de sobrevivência. Busca apoio financeiro entregando os pontos, conservando-se ao seu dispor em todas as ocasiões necessárias, ficando cabisbaixo, esperando as ordens sempre atrelado do seu poder em todos os momentos.
Chove, chuva... - José Nilton Mariano Saraiva
Chove forte em Fortaleza (com direito a raios e trovões), desde a madrugada.
O tempo tá fechado.
Deveremos ter um dia daqueles, principalmente no tocante ao trânsito caótico, com semáforos quebrados, ruas alagadas, buracos que não acabam mais e guiadores irresponsáveis (acompanhem mais tarde pela TV).
Melhor ficar no "berço".
O tempo tá fechado.
Deveremos ter um dia daqueles, principalmente no tocante ao trânsito caótico, com semáforos quebrados, ruas alagadas, buracos que não acabam mais e guiadores irresponsáveis (acompanhem mais tarde pela TV).
Melhor ficar no "berço".
VERSEJANDO COM CHAGAS
* CHAGAS
* CLAUDE
eu percorreria
todas as estradas desse mundo
mergulharia no escuro mais profundo
que o mar tivesse pra oferecer:
tudo eu faria
percorreria todas as dobras da chapada
todas as sendas dos teus sonhos
toda tua sede infinita
tudo o que eu pudesse te render:
tudo eu faria
me perderia por todas as ruas
esqueceria o meu nome até que
me voltassem as palavras suas
e no silêncio sempre sem saber
onde estaria o fim da saudade
nada mais teria pra dizer:
tudo eu faria
me perderia pelas estradas
dedos fincados nas nuvens
olhos abertos pra lua
e no silêncio de sempre saber
onde começa a alegria
eu queria te dizer:
tudo eu faria
dobraria o tempo
retornaria ao começo de tudo
recolheria as pedras do templo
se um templo existiu num tempo de absurdo
sem que ninguém viesse a saber
tudo eu faria
dobraria as mágoas
retornaria ao começo de tudo
recolheria as sombras do tempo
e as devolveria
sem que ninguém viesse a entender
tudo eu faria
me jogaria na calma dos desertos
o vento roçando na forma da areia
something vibrando em meus ouvidos
meu coração preso em sua teia
reduzido a nada o meu querer:
tudo eu faria
me jogaria no frescor dos rios
sono roçando minhas pálpebras
here comes the Sun em sol, em si
meu coração preso em véus
reduzido a nada o meu ser
tudo eu faria
me entragaria às lâminas do frio
que castiga a cidade no outono
quando o meu copo então está vazio
porque bebi o dia que é sem dono
de cujas horas se faz a solidão
porque é meu o dom de não esquecer:
tudo eu faria
me entregaria ao veludo dos teus sonhos
quando a estiagem me fechasse as portas
quando a solidão me tocasse as horas
porque então, eu já bebi a noite
e o fogo já não queima ao amanhecer
porque é meu dom de não te esquecer
tudo eu faria
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
PÉROLA NOS BASTIDORES - Por José Carlos Brandão

José Carlos Brandão disse...
E agora, Claude?
A noite canta
nos dedos líricos
pelo teclado
ou pelas cordas
do violão.
Não cessa a música
com a poesia,
com a palavra
ou seu silêncio
encanta a dor.
E agora, Claude?
A intimidade
no coração
das suas palavras
e algum despeito
dentro do peito.
E agora, (v)ocê?
Eu sou qualquer
José da vida,
você é Claude
com o seu sonho
como eu ou nós.
Eu sou poeta
como você.
Sou no poema,
o meu espelho.
Você me lê,
você me vê
tal como sou:
uma palavra
ou uma imagem.
E agora, Claude?
Hora do fim
deste poema
jogado ao léu
na tela fria
para dizer
o que não pode:
vou a galope
nos cascos e asas
da criação.
E deixo aqui
o meu abraço
de poeta-irmão.
A noite canta
nos dedos líricos
pelo teclado
ou pelas cordas
do violão.
Não cessa a música
com a poesia,
com a palavra
ou seu silêncio
encanta a dor.
E agora, Claude?
A intimidade
no coração
das suas palavras
e algum despeito
dentro do peito.
E agora, (v)ocê?
Eu sou qualquer
José da vida,
você é Claude
com o seu sonho
como eu ou nós.
Eu sou poeta
como você.
Sou no poema,
o meu espelho.
Você me lê,
você me vê
tal como sou:
uma palavra
ou uma imagem.
E agora, Claude?
Hora do fim
deste poema
jogado ao léu
na tela fria
para dizer
o que não pode:
vou a galope
nos cascos e asas
da criação.
E deixo aqui
o meu abraço
de poeta-irmão.
José Carlos Brandão
tudo eu faria
eu percorreria
todas as estradas desse mundo
mergulharia no escuro mais profundo
que o mar tivesse pra oferecer:
tudo eu faria
me perderia por todas as ruas
esqueceria o meu nome até que
me voltassem as palavras suas
e no silêncio sempre sem saber
onde estaria o fim da saudade
nada mais teria pra dizer:
tudo eu faria
dobraria o tempo
retornaria ao começo de tudo
recolheria as pedras do templo
se um templo existiu num tempo de absurdo
sem que ninguém viesse a saber
tudo eu faria
me jogaria na calma dos desertos
o vento roçando na forma da areia
something vibrando em meus ouvidos
meu coração preso em sua teia
reduzido a nada o meu querer:
tudo eu faria
me entragaria às lâminas do frio
que castiga a cidade no outono
quando o meu copo então está vazio
porque bebi o dia que é sem dono
de cujas horas se faz a solidão
porque é meu o dom de não esquecer:
tudo eu faria
Solidão... - José Nilton Mariano Saraiva
É quando a agente se retira da multidão e se faz companhia. Quando a gente se livra da engrenagem e troca o medo de “ser só” pela coragem de “estar só”.
Seja amigo da solidão. Aceite seus convites, passeie com ela. Desmistifique-a.
Não fuja dela, não tenha medo. Desassombre-se. Ouse a solidão e fique em boa companhia.
Solidão é exercício, é visitação, pausa, contemplação. È inspiração e conhecimento. È pouso e também vôo. Marque encontros com você mesma. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se.
Num mundo tão leviano e vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões, turbinados e boçais, a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso e consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso.
Existem curas, recordações, idéias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para aprender tudo que apenas a nós mesmos revelará e tocará.
Existe uma pessoa que só conheceremos se conseguirmos ficar sós: nós mesmos.
Solidão é requisito para nascer e para morrer. Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para se viver.
Autor: desconhecido
Seja amigo da solidão. Aceite seus convites, passeie com ela. Desmistifique-a.
Não fuja dela, não tenha medo. Desassombre-se. Ouse a solidão e fique em boa companhia.
Solidão é exercício, é visitação, pausa, contemplação. È inspiração e conhecimento. È pouso e também vôo. Marque encontros com você mesma. Experimente. Dê-se um tempo. Surpreenda-se.
Num mundo tão leviano e vulgar, que julga pelas aparências e endeusa espertalhões, turbinados e boçais, a solidão pode ser proteção e não contágio. Num mundo obcecado por juventude, sucesso e consumo, a solidão pode ser liberdade e não fracasso.
Existem curas, recordações, idéias, lembranças que só podem vir à tona quando estamos sós. Mesmo os momentos compartilhados só serão inesquecíveis se uma parte nossa estiver inteiramente só para aprender tudo que apenas a nós mesmos revelará e tocará.
Existe uma pessoa que só conheceremos se conseguirmos ficar sós: nós mesmos.
Solidão é requisito para nascer e para morrer. Que me desculpem os desesperados, mas solidão é fundamental para se viver.
Autor: desconhecido
São Gonçalo do Amarante - Emerson Monteiro
Consta da tradição popular que, certa feita, vindo Jesus por uma estrada deserta, deparou-se com Gonçalo, músico da cidade portuguesa de Amarante.
- Mestre, em que lhe posso ser útil para diminuir a tristeza deste mundo? - quis saber o artista e nisso foi perguntando.
- Ora, Gonçalo, por mais que faças, não conseguirás dominar o espírito rebelde dessa gente, mais ainda desses que se divertem no prostíbulo da vila - respondeu Jesus. - Estive lá e eles se mostraram surdos aos meus ensinos, igual a muitos, que preferem continuar na trilha da perdição.
- Senhor, haverá, por certo, outros meios de educar. Quem sabe a música possa tocar os seus corações? - falou Gonçalo, disposto a colaborar na divulgação do bom caminho.
- Tudo pode acontecer. Já que é violeiro, queres experimentar esse recurso? - acrescentou o divino Mestre. Seguiram prosando no assunto. Depois desse diálogo, os dois combinaram que, na hipótese de o músico realizar a proeza da transformação dos pecadores do prostíbulo da vila de Amarante, receberia em dobro as bênçãos de curador.
Gonçalo seguiu na missão. Quando chegou à comunidade, tratou de acertar que, naquela mesma noite, realizaria uma festa em que tocaria para quem viesse ao salão de dança. Os freqüentadores do lugar aceitaram de bom grado o convite, animados perante aquela rara oportunidade.
Festejaram a noite toda até de manhã cedo. No cantar do galo, ainda se ouvia o pinicado da viola do músico. Era chegada a hora de trabalhar. Todos tiveram de procurar suas obrigações, sabedores, no entanto, de que, mais tarde, de noite, se repetiria a mesma função. Mulheres e homens aceitaram bem a chance de, outra vez, se alegrarem com a música de Gonçalo.
Enquanto isso, a notícia se espalhou das cercanias aos lugares mais afastados, quando escureceu, se apresentaram as pessoas interessadas no folguedo que invadiu a madrugada. Antes do fim de cada festa, Gonçalo repetia o convite para a noite seguinte. Não deixava arrefecer os ânimos dos frequentadores, e dessa forma continuou nos dias que se seguiram. À noite, os bailes de rara animação; de dia, os duros afazeres do trabalho de cada um dos convivas para manter a sobrevivência.
À maneira de Gonçalo, todos, sem exceção, tanto as mulheres quanto os seus amantes, se viram na contingência de abandonar os vícios e a fornicação, por meio da música animada e da exaustão das numerosas festas.
Passados mais alguns dias, concluiu a tarefa e se apresentou a Jesus, levando consigo a fieira de almas que havia catequizado. Conta mestre Joaquim Pedro da Silva, o responsável pelo grupo da dança de São Gonçalo que existe na subida do Horto, em Juazeiro do Norte, que Gonçalo, fazendo assim, adquiriu o merecimento de poder socorrer, por si só, aqueles que lhe procuram, sem carecer de intermediação, chegando até Deus com a sua força espiritual, pois dispõe da ciência que recebeu de Jesus quando atendeu a esse ofício que Ele determinou.
- Mestre, em que lhe posso ser útil para diminuir a tristeza deste mundo? - quis saber o artista e nisso foi perguntando.
- Ora, Gonçalo, por mais que faças, não conseguirás dominar o espírito rebelde dessa gente, mais ainda desses que se divertem no prostíbulo da vila - respondeu Jesus. - Estive lá e eles se mostraram surdos aos meus ensinos, igual a muitos, que preferem continuar na trilha da perdição.
- Senhor, haverá, por certo, outros meios de educar. Quem sabe a música possa tocar os seus corações? - falou Gonçalo, disposto a colaborar na divulgação do bom caminho.
- Tudo pode acontecer. Já que é violeiro, queres experimentar esse recurso? - acrescentou o divino Mestre. Seguiram prosando no assunto. Depois desse diálogo, os dois combinaram que, na hipótese de o músico realizar a proeza da transformação dos pecadores do prostíbulo da vila de Amarante, receberia em dobro as bênçãos de curador.
Gonçalo seguiu na missão. Quando chegou à comunidade, tratou de acertar que, naquela mesma noite, realizaria uma festa em que tocaria para quem viesse ao salão de dança. Os freqüentadores do lugar aceitaram de bom grado o convite, animados perante aquela rara oportunidade.
Festejaram a noite toda até de manhã cedo. No cantar do galo, ainda se ouvia o pinicado da viola do músico. Era chegada a hora de trabalhar. Todos tiveram de procurar suas obrigações, sabedores, no entanto, de que, mais tarde, de noite, se repetiria a mesma função. Mulheres e homens aceitaram bem a chance de, outra vez, se alegrarem com a música de Gonçalo.
Enquanto isso, a notícia se espalhou das cercanias aos lugares mais afastados, quando escureceu, se apresentaram as pessoas interessadas no folguedo que invadiu a madrugada. Antes do fim de cada festa, Gonçalo repetia o convite para a noite seguinte. Não deixava arrefecer os ânimos dos frequentadores, e dessa forma continuou nos dias que se seguiram. À noite, os bailes de rara animação; de dia, os duros afazeres do trabalho de cada um dos convivas para manter a sobrevivência.
À maneira de Gonçalo, todos, sem exceção, tanto as mulheres quanto os seus amantes, se viram na contingência de abandonar os vícios e a fornicação, por meio da música animada e da exaustão das numerosas festas.
Passados mais alguns dias, concluiu a tarefa e se apresentou a Jesus, levando consigo a fieira de almas que havia catequizado. Conta mestre Joaquim Pedro da Silva, o responsável pelo grupo da dança de São Gonçalo que existe na subida do Horto, em Juazeiro do Norte, que Gonçalo, fazendo assim, adquiriu o merecimento de poder socorrer, por si só, aqueles que lhe procuram, sem carecer de intermediação, chegando até Deus com a sua força espiritual, pois dispõe da ciência que recebeu de Jesus quando atendeu a esse ofício que Ele determinou.
POR DO SOL - Por Edilma Rocha
Vermelho que queima como fogo
as mentiras injustas e falsas...
Amarelo pálido dos disfarces ocultos...
O negro cobre o céu azul
e revela os demônios escondidos
da inveja, do labirinto
da mentira...
Com um novo amanhecer,
anjos passeiam
por entre sorrisos inocentes...
Abrindo o coração para o perdão !
Despedida Dramática do Trema - Anônimo
Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que seu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. saio da língua para entrar na história.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!...
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio... A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que seu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?... A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W "Kkk" pra cá, "www" pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou "tremendo" de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!...
Nós nos veremos nos livros antigos. saio da língua para entrar na história.
Adeus,
Trema.
Recebido por e-mail
O espelho de bronze
O CANÁRIO
O canário de ouro
entre as folhas da árvore
e os meus olhos.
A SOMBRA DAS NUVENS
Somente as nuvens fazem sombra
sobre as pedras e a areia do deserto.
O ESPELHO E O PÓ
O espelho reflete o pó sobre o relógio.
O pêndulo, pesado de sombra, não para.
VIRGÍLIO
Virgílio escreve o poema
do mar, dos deuses e dos homens.
Aos poucos a sua coroa de louros
transforma-se em bronze e ouro.
EVA
Eva recebe da serpente
uma maçã
e a minuciosa arte de amar.
O GIRASSOL
Senão em si mesmo,
onde o ser do girassol?
O ESPELHO DE BRONZE
Eu sou aquele que esquece.
Eu sou o esquecimento.
ESCREVO PARA NÃO ESQUECER
A poesia é filha da memória.
As imagens no espelho se iluminam
sob as águas do esquecimento.
A ROCA
O fio segue-se a outro fio
e a meada se completa.
E a roca a fiar, a roca a fiar.
O HIBISCO
O hibisco estende o pecíolo
à frente de suas largas pétalas.
Ofertório à beleza vermelha.
PÉROLA NOS BASTIDORES - Por Aluísio
Aloísio disse...
Como não se emocionar lendo este poema?
O barulho do teclado
Acompanhando o ritmo do violão
A água da chuva correndo
que ao mar chegarão
desmanchando as saudades
num sonho ou alucinação.
Aloísio
E agora?
- Claude Bloc -
E agora, José?
Como descrever cada sussurro da noite?
Como conter o barulho (in)discreto
dos dedos pelo teclado
ou
pelas plangentes cordas de um violão
como se um e o outro
fossem o mesmo e único instrumento singular?
Como descrever as palavras desgarradas
ou a quase perfeita intimidade
entre os silêncios rasgados e o desapontamento?
E agora, João?
como em meio às marés
poder escorregar para outra dimensão
devagarinho,
como as gotas de chuva
e esquecer a doçura
e esquecer a saudade
e ainda
desmedidamente
poder sonhar?
Claude Bloc
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O resto não importa
- Claude Bloc -
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Senti-me em casa novamente. Observei os pequenos trejeitos das pessoas me acolhendo, as pequenas imperfeições nas paredes toscas, percebi quase todas as minhas hesitações e o sentido dos olhares amigos e afáveis que velavam minha presença ali.
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Eu tinha razão: o espaço estava envelhecido e de repente me pareceu demasiadamente abandonado para receber minha música, minha presença que deveria ser tão envolvente quanto a emoção que eu sentia. O chão de taco, a cortina que não abria mais, as letras lá no alto: FrançAlegre, tudo parecia olhar-me com uma grande saudade. Como se eu ou aquela música que íamos ouvir – aquele estilo de vida que hoje eu transportava – fosse uma espécie de profanação de um local onde a vida fora tão exuberante e plena. E eu me postava tão séria, naquele momento. Tão consciente que me doíam as têmporas. Como se o coração pulasse dentro de mim sem trégua e eu deixasse vazar minha emoção por todo o ambiente.
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Eu tinha razão: o espaço estava envelhecido e de repente me pareceu demasiadamente abandonado para receber minha música, minha presença que deveria ser tão envolvente quanto a emoção que eu sentia. O chão de taco, a cortina que não abria mais, as letras lá no alto: FrançAlegre, tudo parecia olhar-me com uma grande saudade. Como se eu ou aquela música que íamos ouvir – aquele estilo de vida que hoje eu transportava – fosse uma espécie de profanação de um local onde a vida fora tão exuberante e plena. E eu me postava tão séria, naquele momento. Tão consciente que me doíam as têmporas. Como se o coração pulasse dentro de mim sem trégua e eu deixasse vazar minha emoção por todo o ambiente.
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Encostei-me para trás e pousei as mãos no parapeito, naquela posição de espera tão tipicamente minha, embaralhando os sonhos pela bainha da chapada. Da janela. avistei o alto da serra, altiva em seus tons celestes. O azul se espalhou pelo recinto. Mas tudo já entrava em palco. A cena. O cenário.
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O resto não importa. Voltei!
Claude Bloc
Como explicar ??? - José Nilton Mariano Saraiva
Na horripilante e pavorosa tragédia que se abateu sobre a decantada cidade do Rio de Janeiro (sem favor nenhum, uma das mais belas do mundo), pela recorrência um detalhe chamou a atenção: quando algum sobrevivente ou membro da família envolvida tinha a oportunidade de manifestar-se ante as câmeras televisivas, não perdia a chance de louvar a Deus, de garantir ter sido a “mão de Deus” responsável por retirá-lo do meio do furacão, de reafirmar que somente a “intervenção divina” explicaria sua sobrevivência.
Enfim, o “homem lá de cima” (como citou um deles) era merecedor de todos os créditos e honrarias, em razão da sua benevolência e magnanimidade.
Mas...
Como explicar, então, às famílias enlutadas, o destino fatídico e cruel de mais de seiscentas pessoas (por enquanto), dentre as quais crianças inocentes e idosos saudáveis, pavorosamente SOTERRADAS VIVAS pelos deslizamentos ou levadas de roldão, ribanceira abaixo, pela descomunal força das águas ??? Como justificar que a “mão de Deus” não haja guiado essas centenas de pessoas, em meio ao turbilhão, a um porto seguro, salvador e de águas plácidas ??? Como explicar que a benevolência e magnanimidade do “homem lá de cima” hajam contemplado somente alguns, enquanto, desafortunadamente, famílias inteiras (pais, mães e filhos) desciam na enxurrada, evidentemente que aterrorizados, sem vislumbrar qualquer perspectiva ??? Que Deus “elitista” é este que, ao tempo em que concede a “graça e salvação” a alguns, despreza ou esquece de tantos outros adeptos ??? Ou a “graça e salvação” estariam no desaparecer prematuro, no ir-se mais cedo desse mundo conturbado ??? Quais os critérios determinantes de quem deve ou não deve ser salvo pela “intervenção divina”, numa tragédia de tamanhas proporções ???
Existirá um “DEUS” magnânimo e benevolente e um outro cruel e maldoso ???
Difícil acreditar.
Enfim, o “homem lá de cima” (como citou um deles) era merecedor de todos os créditos e honrarias, em razão da sua benevolência e magnanimidade.
Mas...
Como explicar, então, às famílias enlutadas, o destino fatídico e cruel de mais de seiscentas pessoas (por enquanto), dentre as quais crianças inocentes e idosos saudáveis, pavorosamente SOTERRADAS VIVAS pelos deslizamentos ou levadas de roldão, ribanceira abaixo, pela descomunal força das águas ??? Como justificar que a “mão de Deus” não haja guiado essas centenas de pessoas, em meio ao turbilhão, a um porto seguro, salvador e de águas plácidas ??? Como explicar que a benevolência e magnanimidade do “homem lá de cima” hajam contemplado somente alguns, enquanto, desafortunadamente, famílias inteiras (pais, mães e filhos) desciam na enxurrada, evidentemente que aterrorizados, sem vislumbrar qualquer perspectiva ??? Que Deus “elitista” é este que, ao tempo em que concede a “graça e salvação” a alguns, despreza ou esquece de tantos outros adeptos ??? Ou a “graça e salvação” estariam no desaparecer prematuro, no ir-se mais cedo desse mundo conturbado ??? Quais os critérios determinantes de quem deve ou não deve ser salvo pela “intervenção divina”, numa tragédia de tamanhas proporções ???
Existirá um “DEUS” magnânimo e benevolente e um outro cruel e maldoso ???
Difícil acreditar.
Carta aberta ao Prefeito do Crato
Exmo. Sr.
Dr. Samuel Alencar Araripe
MD. Prefeito do Crato
Senhor Prefeito,
Em novembro próximo passado escrevi-lhe uma carta que gostaria de nunca ter tido motivo para enviá-la. Nela levei ao seu conhecimento o tratamento descabido, grosseiro, mal educado e sem sentido dispensado à minha mãe, Almina Arraes de Alencar Pinheiro, por parte do Presidente da SAAEC.
Hoje, por questão de justiça, volto à presença de V. Exa, mas por motivo diametralmente oposto. Acompanhei minha mãe até a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato para esclarecer dúvidas quanto a um processo de regularização de terreno nesta cidade. Fomos recebidos com muita cordialidade, D. Almina foi alvo de gentileza por parte dos funcionários encarregados do expediente, que providenciaram cadeira para ela não esperar em pé, ofereceram água, indagaram se poderiam ajudar, etc.
Em seguida, de forma atenciosa e educada, a Sra. Lívia França Aguiar, deu as primeiras explicações e nos encaminhou até o Titular da Secretaria. O Dr. Nivaldo Soares ouviu pacientemente os questionamentos levantados, esclareceu todos os tópicos com segurança, mostrando documentos e mapas e explicando a razão de cada passo adotado.
Acredito que a população do Crato muito ganharia se o procedimento da SEMAC fosse adotado como padrão para todos os órgãos municipais.
Atenciosamente
Joaquim Pinheiro B. de Menezes
Dr. Samuel Alencar Araripe
MD. Prefeito do Crato
Senhor Prefeito,
Em novembro próximo passado escrevi-lhe uma carta que gostaria de nunca ter tido motivo para enviá-la. Nela levei ao seu conhecimento o tratamento descabido, grosseiro, mal educado e sem sentido dispensado à minha mãe, Almina Arraes de Alencar Pinheiro, por parte do Presidente da SAAEC.
Hoje, por questão de justiça, volto à presença de V. Exa, mas por motivo diametralmente oposto. Acompanhei minha mãe até a Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano de Crato para esclarecer dúvidas quanto a um processo de regularização de terreno nesta cidade. Fomos recebidos com muita cordialidade, D. Almina foi alvo de gentileza por parte dos funcionários encarregados do expediente, que providenciaram cadeira para ela não esperar em pé, ofereceram água, indagaram se poderiam ajudar, etc.
Em seguida, de forma atenciosa e educada, a Sra. Lívia França Aguiar, deu as primeiras explicações e nos encaminhou até o Titular da Secretaria. O Dr. Nivaldo Soares ouviu pacientemente os questionamentos levantados, esclareceu todos os tópicos com segurança, mostrando documentos e mapas e explicando a razão de cada passo adotado.
Acredito que a população do Crato muito ganharia se o procedimento da SEMAC fosse adotado como padrão para todos os órgãos municipais.
Atenciosamente
Joaquim Pinheiro B. de Menezes
domingo, 16 de janeiro de 2011
Recomeço. Liduina Belchior.
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