Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 18 de abril de 2011
PARABÉNS, LUÍ - Por Daniel Boris
O MENINO AZUL
Histórias de vida, um livro - Emerson Monteiro
Obra de cunho etnográfico e memorialista, reúne vivências do escritor durante uma trajetória rica de ocasiões dignas e saborosas, através de estilo espontâneo e correto. Em textos claros, mosaicos de estudos, viagens, rotinas profissionais, amizades adquiridas pelo mundo, lugares, travessuras, instantes familiares, esse autor contextualiza páginas que o Pe. Raimundo Elias Filho avalia qual um legado que fica não somente para os seus filhos e netos, mas, igualmente, à disposição de todo e qualquer ser humano de boa vontade, capaz de aprender com outro ser humano.
A força da escrita sempre condicionará as melhores tradições pessoais nas mãos dos que nutrem essa verve de proporção infinita da literatura. Cantar os valores eternos da vida, os dotes do aprendizado, as riquezas do inesperado e das conquistas individuais, pela mágica das palavras a formularem sentidos e montar circunstâncias na transmissão dos conceitos e pensamentos naturais dos indivíduos.
Vanderlei Landim resolveu, pois, partilhar sua herança intelectual no tanto que arrecadou das tantas estradas percorridas, e trabalhou, no livro, os painéis interioranos e heróicos de um sertanejo a braços com a civilização urbano-industrial, indo longe nas suas disposições. Saído de Brejo Santo, Ceará, ligado às histórias do interior desconhecido, estendeu redes às plagas europeias, de onde colheu jóias que transportou ao belo trabalho gráfico editado pela Diz Editoração e confeccionado pelas oficinas da Expressão Gráfica, da Capital cearense.
Landim esquadrinhou planos diversos até consolidar o saber que ora repassa aos seus contemporâneos. Estudou em Triunfo, Pernambuco, com frades franciscanos; depois no Seminário Santo Antônio, Ipuarana, Campina Grande, na Paraíba; e em Fortaleza, até se bacharelar em Direito pela Universidade Federal do Ceará, em que fez ainda curso de Desenvolvimento Econômico. Seguiu à Europa, e na França estudou na Escola Prática de Altos Estudos, Sorbonne, Universidade de Paris. Além de outras funções, foi professor do curso de Direito da Universidade Regional do Cariri e Juiz Federal do Trabalho, em Sergipe.
José Vanderlei Landim repassará o produto da venda deste seu trabalho literário à Sociedade Lírica do Belmonte, SOLIBEL, instituição criada pelo Pe. Ágio Augusto Moreira para propagar a boa música entre os habitantes do sopé da Serra do Araripe, no município cratense.
Todos os apreciadores da arte e da cultura acham-se, pois, convidados a esta solenidade, quando ocorrerá a noite de autógrafo de O voo do zabelê.
Lançamento do livro de José Vanderley Landim será neste dia 19/04 no Rotary Club de Crato
"Amor e Revolução" - José Nilton Mariano Saraiva
Baseada em fatos reais (e os historiadores estão aí mesmo para confirmá-los), trata-se, sem favor nenhum, do retrato emblemático daquela longa noite de horrores da história brasileira (povoada de fatos degradantes e abomináveis), quando milhares de jovens idealistas (homens e mulheres) foram exaustivamente perseguidos, torturados e, posteriormente, sumariamente eliminados (e suas famílias destroçadas), sob o pretexto de atuarem como emissários responsáveis por implantar o regime “comunista/socialista” por essas bandas.
Apesar de exibida em horário um tanto quanto inconveniente (22:30 horas), vale a pena conferir a produção do SBT, a fim de se constatar a inaceitável hediondez e bestial “desumanidade” da tortura (cavalo-de-pau, afogamento, choque elétrico, sufocamento, abuso sexual e por aí vai).
Que a novela do canal do Sílvio Santos está incomodando muita gente, disso não tenham quaisquer resquício de dúvidas. Tanto é verdade que alguns saudosistas “generais-de-pijama” já acionaram recorrentemente os Tribunais Judiciários visando sustar sua veiculação.
Como, entretanto, os tempos definitivamente são outros, vamos esperar que não haja solução de continuidade, a fim de que todos possam – principalmente a jovem geração “shopping center” – pesar e aquilatar o caro preço pago para que hoje possamos nos manifestar democraticamente (e que culminou com a outrora impensável eleição de um “trabalhador” para a Presidência da República, posteriormente sucedido por uma mulher, fato nunca dantes experimentado neste país continental).
Convém ainda não esquecer, que também se acha em curso (estimulada, sim, pelo atual governo), a instalação da “Comissão da Verdade” e uma possível revisão da Lei da Anistia (claramente beneficiária dos torturadores), contemplando aquele negro período. Como o SBT (canal 12) se acha a apenas um simplório click da Globo, que tal mudar sua frequência ??? Vá lá, experimente. Você só tem a ganhar.
QUINTA DA PAIXÃO - no Pink Floyd Bar

da música e do encontro. Com a alegria de podermos viver esse momento
na sua plenitude. Essa é a proposta que a produtora Sertão Pop criou, em
parceria com o Pink Floyd Bar, para unir as pessoas em um evento também
de união da região do Cariri através da música, com profissionais das
cidades de Crato, Juazeiro e Barbalha. O evento terá a participação
especial das bandas: Suzane & Lucas (POP-ROCK de Barbalha), Banda
Hollywood (toca sucessos das propagandas dos cigarros Hollywood) e a
Nightlife (ROCK-POP, anos 79, 80 e 90).
domingo, 17 de abril de 2011
As portas do abismo - Emerson Monteiro
Neste ponto histórico da raça humana, exageros se apresentam com tamanha dominação que muitos se deixam abandonar ao impacto desses desafios, quais meros escravos das destruições em série; o crack, a cocaína, a maconha, a nicotina e o álcool.
O senso crítico bem que pode prevenir a vacilação comprometedora. Já desde a infância que os jovens devem dispor de estrutura para superar o sugadouro em que se transformou a vida mundana, tendo no comando das instituições do entretenimento os meios de comunicação de massa, por vezes inconscientes do seu poder destruidor, espécie de tóxico permitido à luz do dia, com força inimaginável, instrumentos do desequilíbrio, outro tipo de droga quase sempre usada de modo equivocado para vender o sensacionalismo e tolerada acima de qualquer suspeita.
Assim, dizíamos, os jovens têm de descobrir desde cedo como criar a firmeza de atravessar o largo pântano do Planeta em chamas, independente da opinião de terceiros, pois a peleja é, na verdade, uma missão individual fora do juízo alheio dos demais, considerando-se saúde mental como a peça chave desse equilíbrio naquilo que irá cumprir, no rumo da realização pessoal.
Quando sabem como agir, fruta rara, os moços exercitam a superioridade no embalo de todos esses fatores adversos. Põem-se a par do valor das coisas simples, dentre elas a lucidez de construir um sonho novo dentro do coração, a esperança dos tempos futuros.
O jovem, contudo, nem sempre possui as condições de vencer o mar tormentoso das tentações, porém deve fazê-lo, custe o que custar de sacrifício e vaidades, em favor da própria sobrevivência, porque assim trará consigo respostas plenas à Humanidade. Avalie com carinho essa perspectiva de manter a sobriedade no decorre da vida e verá como as reservas obtidas serão suficientes para vencer todos os obstáculos. Só então perceberá o quanto de sabedoria existe nos infindáveis mistérios da natureza interior das criaturas humanas.
sábado, 16 de abril de 2011
16 de Abril - DIA NACIONAL DA VOZ
Dicas do Comitê de Voz da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia para Pais e Professores
Fonte: Sóleis, Portal São Francisco
Antônio Marcos - Emerson Monteiro

Por volta de 1968, quando os primeiros sinais de televisão chegaram ao interior cearense pelas ondas da TV Tupi, estação líder em audiência e carro-chefe dos Diários Associados, me achava trabalhando na agência do Banco do Brasil em Brejo Santo, onde permaneceria até 1971. Nesse período, Flávio Cavalcanti apresentava dois programas de sucesso na emissora, “Um Instante Maestro” e “Esta Noite Se Improvisa”.
Em “Um Instante Maestro”, vi pela primeira vez Antônio Marcos. Mostrava composições suas sob a égide daquele famoso apresentador. Magro, de cabeça raspada, expressão agressiva, originava-se do Movimento Artístico Universitário – MAU, grupo teatral que sofrera consequências repressoras do desmonte cultural de anos anteriores.
Feições ainda adolescentes, cantava e se acompanhava ao violão, inspiração talentosa e letras sentimentais, com personalidade deixava notar o êxito que conseguira no mercado fonográfico, conquistando a Jovem Guarda, junto de Roberto e Erasmo Carlos.
Suas aparições se repetiriam nos programas da Tupi, enquanto sua produção ganhava o rádio no País inteiro, levando-o ao estrelado, um dos símbolos da juventude, na década de 70. Quem viveu nesse tempo lembra de “Meninas de Trança”, “Porque Chora a Tarde”, “Sempre no Meu Coração”, “Seu Eu Pudesse Conversar com Deus”, “Como Vai Você”, “Namorada”, “Sonhos de um Palhaço”, “Sou Eu”, “Última Canção”, “Vamos Dar as Mãos e Cantar”, “O Homem de Nazaré”, “Tenho um Amor Melhor do que o Seu” e outras mais.
Em 1969, Marcos deixaria o grupo “Os Iguais”, com quem gravara compactos e um lp de canções estrangeiras (“Yesterday”, “Califórnia Dreaming” e “Yellow Submarine”, dentre outras), para começar carreira solo no disco “Antônio Marcos”, responsável por vender mais de 300 mil cópias.
Depois, faria cinema como ator (“Pais Quadrados, Filhos Avançados”, de J. B. Tanko) e teatro (“Hair”, peça dirigida por Altair Lima), em 1970.
Uniões amorosas intensas caracterizariam a imagem do artista. Casaria com Débora Duarte, atriz de reconhecida fama e, após tempestuoso romance desfeito, seria o marido da cantora Vanusa, e, por fim, de uma filha do rei Roberto Carlos, Ana Paula.
Nos inícios da década de 80, eu retornara ao Crato, e vim a conhecer Antônio Marcos, no Hotel Municipal de Juazeiro do Norte, apresentado por Francis Vale. Realizara um “show” no Cariri e conversamos longamente à beira de uma piscina numa residência situada na Lagoa Seca, enquanto ele bebia e cantava.
Na oportunidade ouvi dele algumas revelações pessoais, ao revelar que usara cocaína durante 17 anos. E seus amigos lhe diziam: - Tu és um verdadeiro cavalo, cheirar coca todo esse tempo e ainda estar aqui para contar a história.
Já havia vencido a batalha contra aquela droga terrível, porém cairia sob as garras do álcool, de quem se tornaria vítima, alguns anos depois. Antes disso, ainda visitaria o Cariri, dando vexame, cantando embriagado e fora de si na Iguatemi Shows, no Triângulo Crajubar, aonde planejei comparecer, mas que não pude fazê-lo, a fim de rever o ídolo popular de tão notória consagração.
Eram os meses finais e melancólicos da brilhante carreira artístico-musical do “moço triste”, que eu conhecera através do vídeo menos de um quarto de século atrás. Em 05 de abril de 1992, vítima de parada cardíaca em função de uma “insuficiência hepática fulminante”, morreria em São Paulo, com apenas 47 anos de idade.
Pedro Cabeção – por Manoel Patrício de Aquino (*)
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
Rasga-Mortalha

--- D. Betilde , de novo ?
A velhinha , ao ouvir aquelas palavras insidiosas e enigmáticas, ficou amuada pelos cantos da casa. Tinha plena consciência : o destino é que havia traçado aquelas linhas sinuosas da sua vida. Mas, que jeito? Por outro lado, também, carregava consigo a certeza de que o temor da solidão a havia impelido a tantas reincidências, além, claro do charme pessoal e de um estranho fogo que ainda teimava em lhe arder pelas veias, mesmo sob o gelo inexorável do tempo. O certo é que os casamentos se foram sucedendo. O primeiro marido, Afonso, caixeiro-viajante, dormiu na direção do carro e despertou no paraíso. Deixou-a viúva nova e sem filhos. Botelho, homem sisudo, coletor de impostos, engraçou-se de uma Betilde fogosa, na flor dos anos, e arriou por ela os quatro pneus. Casou-se, viveu com a esposa uma felicidade fulminante de cinco anos, tão fulminante que acabou o fulminando, de um enfarte, nas portas dos quarenta. Betilde balzaquiana, novamente solteira, passados dois anos de luto oficial, começou a sofrer assédio de um tal de Leontino. O homem era dono de um pequeno armarinho e também enviuvara há poucos meses. Betilde achou o assédio precipitado, mas entendeu o pretendente: já se encaminhando para os setenta, era material perecível e que não podia ficar exposto às intempéries da solteirice por muito tempo. Terminaram no altar. Leontino, por incrível que possa parecer, foi um marido exemplar e resistente: manteve-se vivo, nas garras da mulher, por uns vinte anos, até que um belo dia dormiu na terra e acordou no firmamento. A partir desse velório, a fama de Betilde como rasga-mortalha começou definitivamente a se firmar. Fama que, se diga de passagem, os anos mostraram nada ter de exagero.
A partir da viagem celestial de Leontino, os casamentos de Betilde se sucederam. Com ela já beirando os sessenta, os novos pretendentes já não pagavam IPVA. Homem maduro só cata mulher nova. O que lhe ia sobrando eram aqueles já idosos, passados na casca do alho e que temiam as mocinhas com medo de não se refestelarem sozinhos, mas num banquete coletivo. Zivaldo, Geronildo e Marcelino seguiram a mesma sina dos seus antecessores, apenas desfrutaram dos prazeres e achaques matrimoniais por pouco tempo. A famosa frase : --- D. Betilde, de novo ? Foi pronunciada justamente por Salustiano, um antigo conhecido da rasga-mortalha, ante o caixão do sexto marido da nossa serial-killer: o tabelião aposentado Marcelino Florentino Parahyba, homem versado em almofadas, carimbos e reconhecimentos de firmas. Betilde, oitentona, já parecia não ter mais lágrimas para derramar: secara o veio . Talvez, por isso mesmo, tenha se amuado ante a insinuação algo maldosa de Salustiano: faltava-lhe água para lavar tantas máguas. De tantos enlaces, restara-lhe, no entanto, apenas um filho, nascido da mira certeira de Leontino , o menino carregava oficialmente o nome viril do pai, mas era chamado carinhosamente de Júnior.
Betilde decidiu baixar o facho após a partida do sexto esposo. Já era tempo ! E mais: quem diabo iria querer uma oitentona e ainda pior: com um cartel terrível de nocautes ? Aquietou-se, fez-se beata, botou para debulhar terços e mais terços: alma no purgatório para sua intercessão é o que não faltava! A multi-viúva esqueceu apenas um detalhe. Os tempos tinham passado e a modernidade viera com seus milagres. Fora-se o tempo em que homens maduros pronunciavam aquela frase famosa : “Enquanto houver língua e dedo, mulher não me mete medo!” Pois bem, a modernidade havia trazido consigo o viagra e o adiamento da morte viril. Imaginem, pois, impulsionado pelo novo espinafre do Popeye, quem começou a arriar uma asa para Betilde ? Nada mais nada menos que o fofoqueiro do Salustiano. Entre dentes, ele prometeu aos amigos que mandaria a serial killer desta para melhor. Vingaria seus seis antecessores. Betilde refugou no primeiro momento: Vade retro satanás! Não esquecia a frase famosa dele diante do esquife do pobre do Marcelino. Mas o assédio perdurou, a solidão falou mais alto ( Júnior fora tentar a sorte em São Paulo) e a matrimoniomania de Betilde reacendeu. Depois de uns seis meses, voltou ao altar agora ao lado de um grande e turbinado Salustiano.
Seis meses depois, os amigos choravam o passamento do amigo. O vingador batera catolé. Qual a causa mortis de Salustiano ? Ninguém sabe ao certo, mas existem algumas evidências. À noite, no velório todos notaram um volume excessivo elevando a mortalha na altura dos países baixos do noivo. Parecia o mastro central de um circo forçando a lona para cima, em direção aos céus. Vendo a mortalha prestes a se romper no meio, enquanto uma Betilde chorosa fungava num canto, um amigo comentou:
--- Menino, pelo visto, não é só D. Betilde que merece o apelido de Rasga-Mortalha, não ! Salustiano, também, manda ver !
J. Flávio Vieira
Círculo - Aloísio
O MASSACRE DE REALENGO
quinta-feira, 14 de abril de 2011
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
CONFREI - Sob a proteção de Saturno, o Confrei apresenta folhas que crescem sem hastes, diretamente do caule, como se não pudessem existir de outra maneira. Suas flores se voltam para a terra, numa atitude fechada e introvertida. - Symphytun officinale- O nome- Symphytun, tem origem grega (symphei- coalescer), significa "crescer junto" e se refere á propriedade da raiz mucilaginosa que une e cicatriza a carne e os ossos. Segundo Culpepper, médico e astrólogo do século XVII, seu poder de unir e consolidar é tanto que, se fervido junto com carne picada, juntará os pedaços novamente.

Planta herbácea perene, alcança 1 metro de altura. Encontrada em praticamente todas as regiões do planeta. Suas folhas chegam a ter 30 cm de largura e suas flores são brancas, amarelas e violáceas.
Cultivada em solo rico em matéria orgânica, bem drenado e pouco ácido. Luz plena. O Confrei é uma planta de difícil cultivo, pois prefere os terrenos húmidos às margens de rios e lagos e lugares frescos.
Nem tudo a um simples click - Emerson Monteiro
O aperfeiçoamento tecnológico causa espanto às gerações que agora buscam apressadas novidades do progresso em passeios de fim de tarde. Automóveis falam. Deficientes dirigem. Casas obedecem. Palestrantes ensinam à distância. Médicos operam na tela do computador. Crianças brincam de engenharia antes mesmo de falar. Pais recorrem aos filhos na compra de seus instrumentos de consumo quais clientes procuram monitores para tirar quantias financeiras. Aviões desbravam estratosferas como rotineira pesquisa. Resultado das mudanças, por debaixo da aparência, norteando o futuro, corre todo tempo um rio de fenômenos inimagináveis pelas artérias da sociedade.
Ninguém alimenta desejos de retornar ao período em que não existiam as facilidades modernas. Banho quente no inverno era de cuia, e lembrar que os imperadores, na Idade Média, por exemplo, nada sabiam do que revelou a ciência desta fase atual. Visões do paraíso nunca chegaram tão perto, prazerosas, quanto nestes dias dos circuitos elétricos utilizados.
No andar do comentário, bem aqui, afloram as conclusões dos argumentos em duas alternativas. Ou querer interpretar a ingratidão das pessoas que dispõem de tudo e ainda reclamam de barriga cheia. Ou agir qual criança a quem o triste vira festa, no açúcar do presente.
Corretos da política, no entanto, veem poucos motivos de euforia nos aparelhos carregados nos fios da parede, porquanto exigem melhoria no sistema geral. A saúde pública precisa cumprir o seu papel e servir melhor a população. As ruas andam carcomidas de buracos e valas arriscadas. Uma injustiça social crônica insiste divide as populações, também nos países ditos ricos. O ensino discrimina e realimenta exclusões sociais, invés de resolver o vazio da conscientização das massas. Poucos têm muito e muitos têm quase nada. Violência, drogas, prostituição infantil, trânsito caótico, angústia, eis algumas das mazelas de solução precária por parte da técnica, a depender do desenvolvimento da mentalidade dos seus usuários, sinal do quanto resta para realizar neste chão comum, tarefa que cabe a todos nós, sem nenhuma exceção.
"...DO CARIRI" - José Nilton Mariano Saraiva
Na oportunidade, registramos aqui mesmo o nosso protesto, e profetizamos que, em razão do “componente político”, na prática a teoria seria outra, já que havia e estava clara a predisposição governamental de privilegiar as cidades de Sobral, ao norte, e Juazeiro do Norte, ao Sul, em termos de interiorização desenvolvimentista do interland alencarino; às demais cidades seriam destinadas as sobras, os refugos, as migalhas, aquilo que não fosse de interesse da “metrópole” (o lixão, por exemplo), já que meros satélites a vagarem na órbita das urbes acima citadas. O tempo literalmente “fechou”, já que fomos “premiados” com alguns adjetivos de cunho eminentemente preconceituosos e depreciativos, tais quais: conservador, bairrista, ultrapassado, anacrônico e por aí vai.
Fato é que, de lá pra cá (e lamentavelmente), o que houvéramos previsto se tornou uma dolorida realidade (principalmente para os cratenses), além do que revestido e acompanhado de um componente sarcástico e provocativo: em todos os grandes principais investimentos implementados em Juazeiro do Norte (principalmente na esfera governamental), há de se expressar e constar em “caixa alta e cores diferenciadas”, tanto na fachada da obra civil como em documentos atinentes, a denominação complementar “...DO CARIRI” (assim, temos o Aeroporto Regional do Cariri, o Hospital Regional do Cariri e por aí vai), como se, a partir de então, nenhuma obra similar ou de características idênticas se torne necessária (Juazeiro do Norte deterá o privilégio de ser o primeiro e único em termos de Cariri, ad eternum).
E, só pra chatear (ou jogar a última pá de cal num corpo insepulto e putrefato), maus cratenses (adeptos do puxasaquismo e de conveniências momentâneas) trataram de difundir um slogan tão cretino quanto derrotista - “somos um só povo, uma só nação Cariri” - que apenas denota a falta de compromisso, o desamor ao Crato, o pouco caso com o futuro da cidade, o conformismo com o catastrófico status atual, a impotência de se conseguir algum projeto de porte gerador de emprego e renda, a inapetência política caracterizada pela falta de parcerias capaz de alavancar o desenvolvimento da urbe; e o pior é que tão estapafúrdio conceito foi imediatamente absorvido e difundido, inclusive e principalmente pelas autoridades do município, numa clara sinalização de que não devemos nos preocupar se nada vem para o Crato, não devemos reclamar se nos falta emprego e renda, não devemos se importar se a nossa cidade dia-a-dia se degrada, afunda e se transforma numa cidade fantasma, porque, afinal de contas... “Juazeiro é bem ali” (assim, até um simples BO policial terá que ser obtido lá).
Também, esperar o que de um prefeito que publicamente proclamou que “...o Crato é final de linha, só vai ao Crato quem tem negócios lá” ??? O que esperar de um prefeito que é tão “afinado” com o Governador do Estado que este, em visita à cidade, fez questão de ignorá-lo solenemente e às claras ???
Ta na hora, pois, do povo do Crato encarar com mais seriedade e responsabilidade uma eleição, colocando à frente do município pessoas que tenham compromissos com a cidade, que se disponham a catapulta-la do pântano movediço em que a meteram (já há décadas).
Rua Imperador Dom Pedro I – por Armando Lopes Rafael

Dom Pedro I, na opinião de João de Scantiburgo, foi “O maior clarão do Novo Mundo”! Já o historiador Pedro Calmon escreveu que o primeiro imperador brasileiro foi “O maior príncipe do mundo no século XIX”. São opiniões modestas sobre Dom Pedro I! Este, (que aos 25 anos de idade garantiu lugar na história como o homem que fez a Independência do Brasil), por sete vezes recusou outras coroas que lhe foram oferecidas por três países: Grécia (1822 e 1830); Portugal (1826 e 1834) e Espanha (1826, 1829 e 1830). Nessas ocasiões optou por continuar no que ele chamava “Meu amado Brasil”...
Na vida privada Dom Pedro I foi militar autodidata, poeta, músico, jornalista, geopolítico, abolicionista, liberal, legislador, marceneiro, domador de cavalos, um espírito versátil e intuitivo, leal aos amigos, franco e sincero para com todos. Hoje só fala nas suas conquistas amorosas, como se isso fosse um desdouro para um homem viril, do porte de Dom Pedro de Alcântara.
Deve-se a Dom Pedro I, dentre tantas e tantas coisas que ainda hoje marcam o Brasil, o Hino da Independência (de sua autoria) a Bandeira do Brasil Império (a qual, com algumas medíocres adaptações, é a mesma da atual República), as cores nacionais: o verde (da Casa de Bragança) e o amarelo (da casa de Habsburgo da Imperatriz Leopoldina); a Constituição de 1824 (a que mais durou – 67 anos – dentre as sete que já tivemos) e o início das nossas poderosas Forças Armadas. Graças a tudo isso o Brasil não se fragmentou em dezenas de republiquetas insignificantes como ocorreu na América Espanhola.
Sobre a Constituição Imperial de 1824 os mais desavisados dizem que ela foi “outorgada”. Desconhecem que a mesma foi submetida à aprovação de todas as Câmaras Municipais do Brasil, incluindo a de Crato, cidade que – graças ao vereador Emerson Monteiro – denominou uma rua, no arrabalde do Mutirão (antigo Cafundó), de Imperador Dom Pedro I...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
quarta-feira, 13 de abril de 2011
BEM TE VI - Teresa Barreto de Melo Peretti

Bem-te-vi, pássaro do meu bem querer.
Bem quem te vê.
Bem que te quero
povoando o jardim do meu Recanto,
regando os arvoredos de alegria,
bebendo do orvalho e do perfume da natureza,
adoçando a vida com o mel das flores.
De papo amarelo, bico longo e forte, agudo é o teu canto.
Bem- te- vi, bem - te- vi, o teu canto soa o teu nome.
O teu cantar embala os meus sonhos.
O teu cantar me traz felicidade e recordações de tempos de outrora,
onde esse cantar soava em outros jardins; no jardim da minha infância.
A saltitar entre as árvores do meu jardim,
um canto escolheste para construir o teu refúgio. Sabiamente, entre as folhagens secas e pequenos cipós, arquitetaste o teu ninho, para, comodamente, abrigar a sua cria.
Atento, acalenta e alimenta os seus filhotes, protegendo-os dos predadores, até o momento de libertá-los para o mundo.
E, assim, a tua vida continua. Voando, suavemente, entre campos e campinas, entrando e saindo dos quintais e jardins, sem pedir licença, tão grande é a tua liberdade.
No meu Recanto, fico a imaginar quantas belezas tu avistas
e o quanto tu encantas o meu coração.
Na leveza de tuas asas, sentimentos de paz.
Voa, voa, bem-te-vi.
Voa na velocidade dos meus pensamentos.
Com os teus vôos rasantes, povoas outros jardins, levando a tua pureza e o teu encantamento,
mas, não esqueças que o jardim do Recanto do meu peito é o canto do teu cantar.
Bem-te-vi , pássaro do meu querer.
Fica feliz quem bem te vê, oh, pássaro feliz!
Maria Teresa Barreto de M. Peretti – (Tetê)
Hoje é aniversário de Rosa Passos, uma das maiores cantoras Brasileiras da atualidade !
Hoje, dia 13 de Abril, é o aniversário de uma das maiores cantoras Brasileira da atualidade, a baianíssima Rosa Passos, que tem 15 CDs autorais de mais de 20 participações em inúmeros trabalhos que variam desde Chico Buarque de Hollanda, a Edu Lobo.Dona de um swing extraordinário, Rosa Maria Faria Passos (Salvador, 13 de abril de 1952), mais conhecida como Rosa Passos, é uma cantora, violonista e compositora brasileira. A fama de Rosa Passos cresceu a partir do CD Curare (1991), quando se aproxima definitivamente do repertório de Bossa Nova, gravando temas de Tom Jobim como "Dindi", "A felicidade" e "Só danço samba".
Desde então vem realizando turnês pelos Estados Unidos, Europa e Japão com um extenso repertório de temas próprios e interpretações de clássicos como Gilberto Gil, Djavan, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Edu Lobo, etc. Em suas gravações e shows conta com a participação de músicos como Ivan Lins, Chico Buarque, Yo-Yo Ma e Ron Carter. Seu último CD, Amorosa (Sony Classical/2004, é uma homenagem a João Gilberto, com participações de Henri Salvador e Paquito D'Rivera.
Estreou com o disco "Recriação".
Mais tarde lançou Curare, onde gravou clássicos da música popular brasileira, em 1993 o CD "Festa", interpretando parcerias com Fernando de Oliveira e Aldir Blanc, entre outros, e três anos depois, gravou o CD "Pano pra manga", predominantemente autoral. Em 2002, lançou somente para o mercado americano o CD "Me and my heart" com Paulo Paulelli(baixo acústico e percussão de boca) e participou de diversos festivais de Jazz, acompanhada por vários músicos de renome internacional, como Toots Thielemans e Paquito D'Rivera.
Com informações do site: letras.com.br
Cariri Cangaço anuncia: O Círculo da Mãe de Deus
Quem está ansioso pela espetacular película que será A Sedição de Juazeiro; com as filmagens em estágio final; não perde por esparar outra grande super produção da FGF, JLS, Laser Video e Vide Cine, o longa metragem ficção "O Círculo da Mãe de Deus" um filme sensacional de Daniel Abreu...
Veja o Teaser e muito mais no seu blog:
www.cariricangaco.com
Grande abraço,
Manoel Severo
terça-feira, 12 de abril de 2011
A cultura dos atentados - Emerson Monteiro
Disso conclusão pode tirar, na mania de racionalizar a que pessoas se acostumaram em frente das telas acesas. Quer participar dos destemperos e das indigestões cotidianas. Participar de qualquer modo. Participar, nem que pronunciando palavras de efeito retardado, tipo: - Horrível isto; ah, meu Deus, quanta barbárie; monstro à solta; vamos rezar; fazer um minuto de silêncio às vítimas; etc.
Espécie de passividade crônica invade a consciência e prende as atenções, num bloco frágil de dores e traumas, distância e impotência. Detrás disso, lá estão os velhos códigos da continuidade. Tanger adiante o rebanho, produzir para viver, ouvir e esquecer.
Os efeitos do comportamento nos quadrantes da grande humanidade geraram, pois, espécie de monstro coletivo nunca previsto nos manuais políticos. O poderoso mercado econômico, contudo, sobreviverá e retrabalha, grosso modo, seus materiais recolhidos nas fezes da besta sagrada que domina os esquadrões da morte e funcionam às escondidas, nas horas caladas dos aparelhos administrativos. O menor existiria em função do maior, o que virou a lei de prosseguimento da história, sem mais questionamentos. O indivíduo anônimo e o grande Estado que busquem conciliar seus interesses nos poucos lugares ao sol de prolongar a vida na face do Planeta através das conferências ecológicas.
Nessas trágicas e dolorosas explosões do inesperado, nos endereços lotéricos das ocasiões, seguem os elementos da discórdia e da concórdia, agarrados entre si, no romance do sadomasoquismo, vistas motivações das forças maiores. Por isso, nada de a quem reclamar pela sorte desses tempos cinzentos. Baixar a cabeça e supor que o vexame das notícias amargas diz respeito aos outros somente, noutros filmes afastados, montados em painéis estranhos, à margem das rodovias marcianas, longe das tintas fortes dos monitores a invadir as casas de porta com o sangue limpo do cordeiro pascal.




