Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

DNC, API, SBC, CX2, DÇV ??? - José Nilton Mariano Saraiva

A priori, esclarecemos: a) os conceitos adiante expostos são da nossa exclusiva responsabilidade; b) trata-se, tão somente, da nossa (particularíssima) “busca de compreensão do mundo”, resultante da leitura e análise dos fatos históricos (de conhecimento público); e, c) não objetivam agredir ou ferir suscetibilidades.
Temos consciência, no entanto, que por não guardar similitude com as atitudes
“politicamente corretas” tão em voga nos dias atuais, escancarar-se-á o dique para o surgimento de incompreensões e até certo radicalismo, de outrem. Lamentamos, até porque não temos nenhuma vocação pra “murista”,
pra guardar “conveniências”, ou pra “escorregar” pelas rampas da vida.
Afinal, como tão bem nos ensina Zé do Vale, “... no dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas. (...) Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem”.
Portanto, serão relevadas possíveis provocações, a posteriori.

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Independentemente da formalização oficial e solene de qualquer ato de vinculação partidária (aqui, sim, um mero detalhe, principalmente nos atribulados dias correntes), o adentrar na arena política compreende, dentre outros: a) a almejada ascensão social; b) o adquirir status; c) a materialização de um bom emprego; d) a obtenção de um rentável meio de vida; e) uma maneira de “se fazer” dentro de um tempo relativamente curto; f) o beneficiar-se de informações privilegiadas; g) o descobrir o caminho das pedras; e, h) o aposentar-se prematuramente.
Tanto que as vagas postas á disposição pelos partidos a cada pleito são disputadas praticamente “no grito” (sopapos e pontapés só por trás das cortinas), ou mesmo via acordos não tão edificantes ou dignos de respeito (entre quatro paredes), a envolver empresários bem sucedidos, grupos religiosos, ruralistas, empresários falidos, desempregados, empresários de araque, profissionais liberais, sindicalistas, latifundiários e por aí vai (há que se reconhecer, entretanto, que existem, sim, no universo político, homens sérios e vocacionados para o exercício da causa pública, para a prática de políticas beneficiadora dos mais necessitados e, enfim, que se preocupam com o social, tal qual nos mostrou – praticando - o ex-presidente Lula da Silva, por exemplo).
Sob essa ótica, não deveria constituir-se nenhuma surpresa a divulgação da notícia de que quase uma centena de prefeituras do Ceará (a maioria do PSDB e PMDB) esteja na mira do Ministério Público, porquanto os respectivos gestores sob suspeição de envolvimento em portentosas falcatruas em processos licitatórios diversos.
E, no entanto, uma visão retrospectiva da história nos mostra que essa condenável e nefasta prática não é nenhuma novidade no Brasil, vez que alguns cidadãos tidos e havidos como respeitáveis, íntegros e austeros, não se negaram, quando tiveram oportunidade de exercer um cargo público, de se locupletar, furtiva ou descaradamente (seria uma questão cultural, a desafiar gerações ???).
Aos fatos.
Quem não lembra do herói da infância de todos nós, do intelectual brasileiro respeitado em todo o mundo, do brilhante e inconteste tribuno capaz de nos deixar boquiaberto e de queixo caído, do autor de edificantes e memoráveis peças e discursos versando sobre a ética, a moralidade, o apego à nacionalidade, o bem querer, o respeito, a honestidade, o ser digno e outros predicados – o nosso Rui Barbosa, o “Águia de Haia” ???
Pois bem, a “face oculta” do Rui Barbosa, o lado obscuro da sua personalidade, a nódoa que manchou definitivamente o seu currículo deu-se exatamente quando, convidado por Deodoro da Fonseca pra ser o seu homem de confiança, o guardião da chave do cofre, o responsável operacional do governo, a figura que moralizaria sua administração (espécie de Primeiro Ministro e Ministro da Fazenda a um só tempo), Rui Barbosa, simplesmente, meteu os pés pelas mãos, apropriou-se do dinheiro público, traficou influência até não mais poder, roubou descaradamente o erário, beneficiou amigos com os quais mantinha negócios particulares, corrompeu tantos outros e, enfim, saiu do governo “podre de rico” (e nada disso consta nos livros de história, obviamente). Em suma: se no setor privado RECONHECIDAMENTE tivemo-lo como um dos nossos grandes intelectuais, uma figura da qual só temos é que nos orgulhar, na vida pública Rui Barbosa revelou-se um “pilantra” de marca maior, um “desonesto” até a medula, um “surrupiador” em potencial do que não era seu. Tivéssemos àquela época uma mídia “fuçadora” e expedita como o é a de hoje, bem como uma Polícia Federal diligente e objetiva como a atual, certamente a história seria contada de uma outra forma, uma outra versão.
Já em termos de Ceará, especificamente, uma figura que “puxou a brasa pra sua sardinha”, beneficiou-se de um engodo previamente arquitetado, tentou comprar privilégios, traficou influência, corrompeu e tornou-se rico sem que se saiba a origem ou procedência dos recursos (relações promíscuas entre o público e o privado ???), responde pelo nome de Cícero Romão Batista.
Descredenciado e sumariamente expulso dos quadros da Igreja Católica ("que ao reverendo Cícero não seja mais admitido à pregação da palavra de Deus, a ouvir confissões das almas sem especial licença do Santo Oficio"), Cícero Romão Batista foi dura e formalmente acusado de charlatanismo, já que MENTOR, ATOR E SOLITÁRIO BENEFICIÁRIO da grotesca farsa conhecida como o “milagre da hóstia”, engodo executado tendo por “instrumento” a beata Maria de Araújo (que findou por não “agüentar o tranco”, tantas vezes teve que, publicamente, “atuar” no derramamento de sangue, a fim de “viabilizar” o tal milagre).
Aliás, e por questão de justiça, merece ser destacado o sepulcral silêncio que se abateu sobre a coitada da beata (que padecia de gravíssima enfermidade, a ponto de expelir sangue pela boca recorrentemente, muito antes do tal “milagre da hóstia”) já que, de partícipe determinante do tal “milagre”, acabou relegada à condição de relés figurante, a um ostracismo conveniente a uma das partes, a uma posição secundária em todo o processo, a ponto de não haver, na vasta literatura pertinente, qualquer indicação ou referência sobre a sua “causa mortis”.
Fato é que, desempregado, Cícero Romão Batista, perspicaz e antenado, numa “jogada de mestre” resolveu por entrar oficialmente pra política (já o fazia oficiosamente, como sacerdote). E, aí sim, deu-se o “verdadeiro milagre”, o milagre da fé (???), já que: 1) originário de família humilde e pobre, evidentemente não lhe coube nenhuma herança dos pais; 2) desconhece-se que tenha sido premiado em algum jogo lotérico acumulado; e, 3) a remuneração que recebia como sacerdote certamente não teria sido suficiente para que acumulasse qualquer poupança; como, então, compreender a extraordinária “evolução patrimonial" que fez com que de repente Cícero Romão Batista haja se tornado um grande latifundiário e promissor fazendeiro, porquanto “proprietário de vastas extensões de terras e milhares de cabeça de gado”, além de dono de diversos imóveis urbanos, em diversas localidades ???
Será que, tal qual acontece nos agitados dias atuais, teríamos tido alí “dinheiro não contabilizado” (DNC) ??? Ou teria havido alguma “apropriação indébita” (API) dos bens dos pobres seguidores ??? Quem sabe, o dinheiro arrecadado teria sido tanto e de tal monta, dando origem ao que hoje denominamos de “sobras de campanha” (SBC) ??? Ou será que o famoso “caixa dois” (CX2) materializou-se já àquela época, por baixo dos panos ??? Se bem que os seus simpatizantes acreditam e sustentam que o portentoso patrimônio, por ele amealhado num curto espaço de tempo, teria sido unicamente fruto de “doações voluntárias” (DÇV) dos fiéis adeptos - muito embora hoje sejam ácidos críticos do bispo Edir Macêdo (Igreja Universal do Reino de Deus), praticante de idêntico descalabro, de igual “modus operandi”, do mesmo know how (qual seja, você é “convidado” a doar à Igreja desde o salário e até a moradia, condição “sine quo non” a alcançar o céu, após "bater as botas).
Além do que, Cícero Romão Batista era useiro e vezeiro em “traficar influência”, a saber: 1) em 1911, no intuito de obter vantagens para o seu grupo político, reuniu-se em Juazeiro a outros dezesseis líderes da região e firmaram um acordo de cooperação mútua, visando apoiar o sanguinário e corrupto governador Nogueira Accioli (ocorrência conhecida como o “Pacto dos Coronéis”); 2) em 1926, Cícero Romão Batista foi mais longe quando, sem que tivesse procuração ou autoridade institucional para tal, “corrompeu” o cangaceiro Virgulino Ferreira (Lampião), ao prometer-lhe, em troca dos seus “serviços” num possível enfrentamento com a “coluna Prestes”, condecorá-lo com a patente (fajuta) de “capitão do exército brasileiro”, além de anistiar todos os crimes cometidos por ele e seu bando (o que foi feito oficiosamente, embora depois Lampião tenha descoberto que tal honraria “não valia um vintém furado”).
Como se observa, há muito obscurantismo e interrogações (convenientemente olvidadas e mantidas à distância pelos onerosos, ilustres e renomados conferencistas “experts” no tema) em alguns dos caminhos sinuosos percorridos por Cícero Romão Batista, que mereceriam maiores esclarecimentos, mas que jamais se concretizarão, em razão de interesses (inconfessos) por parte do Vaticano, dentre os quais: 1) face a agressiva incursão dos cultos evangélicos sobre as massas, que resulta na atual debandada dos outrora fiéis católicos às suas hostes, a Igreja Católica há que arranjar uma maneira de obstar tal périplo, nem que para tanto seja necessário “perdoar” e “santificar” um antigo renegado); 2) o incrível poder mercantil do agora “mito” Cícero Romão Batista, responsável pelo enriquecimento de muitos (através da exploração desumana dos romeiros), mas que essa mesma Igreja tende a disso tirar proveito, nem que para tanto seja necessário não só reabilitá-lo publicamente, como, também santificá-lo e beatificá-lo, mais adiante (e isso será feito, mais cedo ou mais tarde, dúvidas não tenham).
Perguntas que ficam, a clamar por esclarecimentos: 1) objetivamente, qual foi mesmo a “causa mortis” que vitimou a beata Maria de Araújo ???; 2) por qual razão os famosos “paninhos”, depositários do seu sangue (exaustiva e recorrentemente usados e difundidos como uma das “provas” do milagre), providencialmente sumiram (ou queimados foram), como se houvesse o temor de que, num futuro não tão distante, com o vasto instrumental que certamente surgiria, um simplório exame laboratorial mais detalhado pudesse diagnosticar alguma comprometedora e letal moléstia (tuberculose ???), determinante e capaz de “demolir” de vez com o tal “milagre da hóstia” ???; e, 3) qual a “ORIGEM-FONTE” dos expressivos recursos que permitiram que alguém, originário de família paupérrima e sem uma remuneração compatível, de repente tenha se tornado “podre de rico” ???
No mais, já está na hora de se acabar com essa “lenda” de que angular de forma contundente e inusual determinadas “divindades” se constitua agressividade, falta de respeito ou pecado mortal. Afinal, o direito de qualquer cidadão livremente expressar-se lhe é garantido pela própria Constituição Federal.

A CARA DO SERTÃO - Por Mundim do Vale.

Meu nome é Mundim do Vale
Do vale da precisão,
Nesse verso eu vou fazer
Pequena comparação.
Uma casa abandonada,
Um mendigo na estrada
É A CARA DO SERTÃO.

Uma galinha caipira
Catando pedras no chão,
Um couro velho espichado
Na parede de um oitão.
Um jegue atrás da jumenta,
Levando coice na venta
É A CARA DO SERTÃO.

Político botar no bolso
Dinheiro da educação,
Estudante pendurado
Em grade de caminhão.
Os mais pobres sem escola,
E os pais pedindo esmola,
É A CARA DO SERTÃO.

Um menino barrigudo
Comendo um taco de pão,
Um punhado de gorgulho
Na panela do feijão.
Uma casa de reboco,
E um doido dando cotôco
É A CARA DO SERTÃO.

Matuto vender o voto
No dia da eleição,
Candidato prometer
E depois dizer que não.
Um bando de periquito,
Bicho do nome esquisito
É A CARA DO SERTÃO.

Uma cigana sabida
Numa casa lendo mão,
Um cigano amigo dela
Fugindo com um capão.
Uma cachorra enganchada,
Menino dando pedrada
È A CARA DO SERTÃO.

Um cabra desesperado
Procurando confusão,
Dizendo que foi traído
Pelo filho do patrão,
Depois de tomar cachaça,
Fazer uma arruaça
É A CARA DO SERTÃO.

Uma ninhada de pinto
Arrodeando um pilão,
Uma panela de barro
Preta da cor de carvão.
Uma cuia de fubá,
E um prato de mungunzá
É A CARA DO SERTÃO.

Um velho contando histórias
Do tempo de Lampião,
Um buguelo beliscando
Rapadura num caixão.
Uma cabocla fiando,
E a meninada brexando
É A CARA DO SERTÃO.

Uma rabada de boi
Para fazer um pirão,
Um vidro de magnésia
Pra menino do buchão.
Uma velha fuxiqueira,
Num banco de aroeira
É A CARA DO SERTÃO.

Um retirante passando
Com destino ao Maranhão,
Um defunto transportado
Numa rede de algodão.
Uma porta com tramela,
Papagaio na janela
É A CARA DO SERTÃO.

Batizado de fogueira
Numa noite de São João,
Uma touceira de cana
Encostada a um cacimbão.
Os versos de um violeiro,
Tipo Expedito Pinheiro
É A CARA DO SERTÃO.

Um cachimbo sendo aceso
Na brasa de um tição,
Uma menina com frio
Se aquecendo no fogão.
Um garoto desnutrido,
Com o pescoço encardido
É A CARA DO SERTÃO.

Menino se esgoelando
Porque perdeu um peão,
Cachorro dentro do forno
Assustado com trovão.
Moça atrás de matrimônio,
Com o pau de Santo Antônio
É A CARA DO SERTÃO.

Um maluco perturbando
O vigário no sermão,
Um filho deixando o pai
Pra seguir Frei Damião.
Um Judas sendo furtado,
Pra depois ser enforcado
É A CARA DO SERTÃO.

Um curador de bicheiras
Querendo ser valentão,
Uma velha rezadeira
Curando com oração.
Crianças brincando à toa,
Tibungando na lagoa
É A CARA DO SERTÃO

Um folheto de João Grilo
Pendurado num cordão,
Cambista fazendo pouco
Do tamanho de um anão.
Um jogador de baralho,
Vendendo trança de alho
É A CARA DO SERTÃO.

Uma teima no roçado
Por conta duma questão,
Terminar depois em briga
De roçadeira e facão.
Como ninguém fica vivo,
O enterro coletivo
É A CARA DO SERTÃO.

Uma venda na ribeira
De querosene, sabão,
Bolacha, bombom, macaxeira,
Agulha, linha, botão,
Fumo, biscoito, rapé,
Imagem de São José
É A CARA DO SERTÃO.

Colocar pedra na cruz
Para pedir proteção,
Um menino na corcunda
De um pai de criação.
Uma cabocla faceira,
Descascando macaxeira
É A CARA DO SERTÃO.

Um cabra na roça alheia
Fazendo malinação,
Uma novia de porca
Assediando um barrão.
Um andarilho sem rumo,
Danado mascando fumo
É A CARA DO SERTÃO

Um arrancador de dentes
Que não cobra a extração,
Mas entrega ao paciente
Um santinho de eleição.
Faz ali uma costura,
Depois traz a dentadura
É A CARA DO SERTÃO.

Um surdo dançando valsa
Cego pedindo um tostão,
Uma gata no telhado
Aumentando a criação.
E um barbeiro gozador,
Dizer que aquilo é amor
É A CARA DO SERTÃO.

Um soldado de polícia
Discutindo com um ladrão,
As pastorinhas cantando
Na hora da comunhão.
O padre bem caladinho,
Danado tomando vinho
É A CARA DO SERTÂO.

Aluno na palmatória
Porque não deu a lição,
Um parque tocando xote
De Luís rei do baião.
E a moçada na varanda,
Esperando pela banda
É A CARA DO SERTÃO.
Mundim do Vale

Prefeito do Crato quer construir avenidas para desobstruir o trânsito caótico do centro da cidade


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- Na verdade, só quem mora no Crato sabe que a frota de veículos automotivos cresceu de tal maneira nos últimos anos, que durante certos horários, já acontecem vários congestionamentos, além de praticamente não haver mais espaços para estacionamento no centro. O projeto da construção de avenidas faz parte do projeto de ampliação do atual parque de exposições e consta no PRU - Plano de Requalificação Urbana do município, elaborado por esta administração.


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Durante a reunião ocorrida ontem ( 06 ) na Prefeitura municipal, o prefeito Samuel Araripe disse que vai reunir uma comissão e levar mais uma vez o seu projeto de construção de novas avenidas no Crato ao governador Cid Gomes. Samuel disse que a abertura dessas avenidas é essencial para desafogar o tráfego caótico do centro da cidade. A reunião durou cerca de 3 horas e contou com a participação de diversos segmentos da sociedade em torno da discussão da ampliação do atual parque de exposições, ou a criação de um outro parque em outro local da cidade. Haverão outras reuniões antes que o projeto seja entregue.

O prefeito disse ainda que conta com a sensibilidade do governador Cid Gomes, que com certeza não vai negar esse benefício ao Crato, quando estiver a par de todo o projeto. O prefeito frisou ainda que a construção das avenidas talvez seja até mais importante do que o do próprio parque de exposições, já que elas trariam inúmeros benefícios à população o ano todo. Uma das avenidas partiria do Grangeiro e Lameiro, passando pelo Parque de exposições, Vila Lobo, Estátua N.S de Fátima e seguindo "por dentro" até o Centro de convenções, o que criaria novos bairros na cidade entre as avenidas, desafogaria o tráfego que vai para o parque Grangeiro, Grangeiro e Lameiro vindo de juazeiro, além da valorização de espaços urbanos próximos às avenidas. Segundo Samuel Araripe, o Crato precisa se desenvolver para estas áreas que ficam entre o Grangeiro e a Vila lobo, e a reformulação da malha viária da cidade é a pedra fundamental para o cresciemnto do Crato nos próximos 20 ou 30 anos.

Novas avenidas precisam ser construídas no Crato a fim de desobstruir o trânsito do Centro da cidade, e criando novos bairros.

Na reunião, o projeto completo foi apresentado em Datashow

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A reunião durou cerca de 3 horas. Estes são apenas alguns slides das dezenas apresentadas, juntamente com a explanação de várias pessoas da administração.

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Aqui, uma visão de como ficaria o parque de exposições com as novas avenidas de entorno:

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Após a reunião, o prefeito Samuel Araripe convidou repórteres para mostrar alguns locais aonde seriam construídas as avenidas.

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As avenidas criariam novos bairros na cidade, e valorizariam espaços.


Prefeito visita o Mirante 01

Samuel Araripe diz que esse projeto das avenidas é um dos principais do seu governo, mas aplaude qualquer um que o encampar, mesmo que de oposição. Ao final, acrescentou: "Eu só gostaria que o governador Cid Gomes me escutasse e percebesse a grandiosidade e a importância que esse projeto tem para o desenvolvimento do Crato. Com certeza, ele não iria negar isso aos Cratenses".

Samuel olha local das novas avenidas no Crato

Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça
Agradecimentos a Christiano Siebra pelo envio dos gráficos.

Coisas nossas, por Zé Nilton


Por onde andarão?
(Dalmir em primeiro plano)

Para Vicente Almeida, um destemido pequeno-grande homem.

Coisas bem nossas lembrar-se de tempos e pessoas que povoaram nosso universo, e deixaram marcas profundas feito ondas, vagueando ao léu do tempo dentro de nós, e captadas a qualquer momento, quando nos lembramos de felicidade. Bom demais.

Três rapazinhos varzealegrenses conheci-os, numa fase difícil de nossas vidas, quando por aqui tudo era muito desolado. Costumava olhar ao longo da Rua João Pessoa, e contar nos dedos quantos transeuntes, carroças, carros e bicicletas circulavam, morosamente, pela rua grande, ainda sombreada por benjamins de copa redonda. De tempos em tempos a rua era sacudida, por ocasião dos “queimas” das lojas Romcy e Asteca. Seu Almir, de um lado da rua, e o grande Modesto Tavares, do outro, atraiam pessoas que vinham para este fim, por que calendarizado no ciclo de festividades da cidade.

Francisco Dalmir de Freitas, Darlan e o menino Demontieu. Três irmãos, três amigos dos tempos das vacas magras.

Corria o ano de 1968 quando nos conhecemos. Primeiro Dalmir, depois Demontieu. Estivemos os dois por alguns anos no mesmo local de trabalho. Dalmir, muito romântico, sonhador e louco por música; Demontieu, circunspecto, caladão e sempre preocupado com a vida, apesar de seus 14 anos.

Por questões de idade e de estado d´alma tornei-me mais afeiçoado a Dalmir. Invejava sua caligrafia, sua tranqüilidade e sua beleza. Sua presença enchia-nos de alegria, ao tempo em que nos esquecíamos de nossas agruras, agudizadas pelos baixos salários e pela falta de perspectiva.


Muito esticada ainda era a linha divisória do rural e do urbano. De um lado e do outro as marcas da riqueza e da pobreza eram perversamente expostas. Em cada esquina homens, mulheres e crianças tinham nome - esmoler.

Dos entornos da cidade os doidos apareciam para fazer morrer de rir o “hitch society” da época formada de abastados comerciantes, decadentes agropecuaristas e promissores servidores públicos.

Mas, voltemos a Dalmir.

Nossas almas se cruzavam à medida que nos descobríamos reciprocamente. Logo notei nele um estro gracioso e uma inclinação para a arte da música, mercê de sua afinação e ritmo. Tinha mesmo uma queda para a música e para cantar. Só não tinha jeito para tocar instrumentos. Ainda tentei.

Certa vez, num domingo, olhando na televisão que ficava na parte de exposição das Lojas Stuart, na Siqueira Campos, vidrei no quarteto MPB4. Miltinho, Magro, Aquiles e Ruy, num uníssono, interpretavam “Derramaro o Gás”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Fui atraído por aquela idéia de ecletismo musical, e nunca mais o deixei.

Não deu outra, num dado fim de semana, lá estávamos nós: eu, Dalmir, e dois outros que não me lembro, usando os mesmos instrumentos do famoso quarteto: violão, bongô, tambô, triângulo e voz, se metendo a imitar logo quem... o MPB4, pode ?

Tiramos algumas músicas, mas o fracasso se deu pela desafinação das vozes. Não se junta pessoas para cantar de uma hora para outra. O canto exige técnica, e bota técnica nisso.

Terminamos mesmo embalando as músicas de iê, iê, iê, tipo Renato e Seus Blues Caps, Deno e Dino, Os Vips, Os Jovens e, claro, o grande Roberto Carlos. Fizemos uma apresentação na casa das Irmãs de Santa Terezinha. As freiras gostaram, sem antes nos pedir, baixinho, para ali não se cantar “Quero que vá tudo pro inferno”, obviamente.

Por onde andarão Dalmir, Darlan e Demontieu ?

Certo dia recebi um CD de Dalmir contando piadas. Surpresa. Guardei uma que conto para vocês:

No tempo em que as rádios usavam aparelho para realçar o eco, imitando a Rádio Globo, certo jovem foi fazer um teste para locutor, numa rádio local.

Ao começar a ler o texto, falou uma palavra esdrúxula, uma coisa que ninguém entendeu a que o eco teria dito: Como é, homem?”

Gostaria muito de encontrá-los porque tenho os três irmãos dentro de meus sonhos, esperanças e crença na natureza humana, virtudes que as mantenho desde menino-moço.

Saibam todos: esses três pobres moços do passado ficaram marcados em minhas lembranças em colorido e cinemascope. Hoje cada um desfruta do gozo de terem vencido na vida pelo trabalho.

E para quem gosta, hoje, no programa Compositores do Brasil, na Rádio Educadora, (www.radioeducadora1020.com.br), às 14 horas, o excelente Eduardo Gudin e suas músicas bem elaboradas e inteligentes.

Agradeço à Magnólia Fiuza pela foto.

Bom fim de semana

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - GARBO" - de Caririaçu

Serra Verde. Domingo. Depois da missa, um momento de encontro. Na comitiva do Padre veio um grupo que faz parte de uma associação que se denomina: "Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - GARBO" (um "clube do bolinha" - risos).

O objetivo era expor a finalidade dessa associação e tentar marcar eventos futuros - quem sabe - na Serra Verde.


Os irmãos Bloc-Boris foram convidados a ouvir o projeto o que os levou a declarar a vontade de realizar eventos futuros na Fazenda. 


Alguns membros do grupo eram filhos de amigos de Hubert Bloc (Mundeza e Raimundo Caboclo) e detalharam os objetivos da associação, diante da vontade e da necessidade de se preservar a cultura nordestina - tendo como foco a música. Escolheram, para isso, Luiz Gonzaga como símbolo desse resgate à boa música de forró de pé de serra - e a esse engajamento acrescentaram a promoção de eventos voltados para a divulgação da cultura popular tradicional do Nordeste (como: encontros informais, missa campal, cavalgadas, forrós tradicionais, dentre outros).
.

Alguns membros do grupo expuseram seus pontos de vista sobre a situação atual do Nordeste sobretudo em relação à música popular e também deixaram clara sua ligação com a Serra Verde no período de sua infância, quando Hubert Bloc ainda gerenciava a Fazenda.

Foram apresentadas as atas dos encontros anteriores do grupo e o registro demonstrando que a associação é legalizada.


Depois, foi só confraternizar, (baião com churrasco de carne de criação, galinha de capoeira, farofa e salada) com a promessa de novos encontros, dessa vez, mais abragentes e animados.

Ao som da música de Luiz Gonzaga, Dominique e Zé Carlos não resistiram e foram relembrar os tempos em que Seu Hubert promovia com Manuel Dantas as grandes festas da Fazenda.

O Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - Garbo

Waldey
Zé Alves
Vicente
Felipe
Pedro Jorge
Gragório Jr.
Valdênio
Rinaldo
David
Roberto
João Marcos. 

Todos de Caririaçu.

VISITE:

http://admiradoresdoreidobaiao.blogspot.com/

Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil -- por Armando Lopes Rafael



“José de Anchieta, o Santo que amou o Brasil” é o que se pode chamar um pequeno grande livro! O opúsculo – coordenado pelo padre Lourenço Ferronatto e com texto de Alexandre Teixeira Varela – resgata eventos relevantes na vida do Beato José de Anchieta, conhecido como o Apóstolo do Brasil.

Segundo frases retiradas do livrinho, (no início da colonização do Brasil, foi o padre José de Anchieta) “Missionário incansável, consumiu toda a sua vida dedicando-se a anunciar a Boa-Nova ao povo do Brasil. Por amor a Cristo e ao próximo, expôs-se muitas vezes à morte, passou fome e frio, além de tantas outras privações”.

“José de Anchieta nunca escondeu a sua predileção pelos índios. Junto a eles, atuou como professor, médico e sacerdote. No período em que viveu em Piratininga (hoje a cidade de São Paulo) ele percebeu que os diversos idiomas falados pelos selvagens no Brasil compartilhavam uma mesma base linguística. Assim, ele unificou todos esses idiomas em um dialeto único, o “tupi”, e elaborou uma gramática com seus princípios e regras. A partir de então, a comunicação entre os missionários europeus e os nativos se tornou mais fácil.

“Seu amor pelos índios o levou a aprender rapidamente a língua destes e a compreender os seus costumes. Assim, encontrou meios de lhes comunicar a mensagem cristã de forma adaptada à sua cultura, em vez de simplesmente reproduzir o modelo de catequese aplicado na Europa.

“Seus pés descalços percorreram boa parte do território brasileiro, em incontáveis idas e vindas pela costa e pelo sertão. Usando ervas medicinais ou – quando Deus assim o permitia – operando milagres, serviu e curou os doentes. Com seus diálogos de catequese, sua cantiga, peças de teatro ou autos, mostrou ao povo simples os caminhos de Deus.

“Sendo puro de coração, submeteu desde as mais dóceis criaturas até as mais ferozes: pássaros, peixes, onças e cobras ouviam a sua voz e obedeciam ao seu comando.

“Ao fim de 44 anos de intensos trabalhos e fadigas sobre o solo do Brasil (...) Prostrado sobre a cama e flagelado pelas dores (desde a juventude sofria de tuberculose óssea), aos 63 anos de idade, inteiramente lúcido, recebeu os últimos sacramentos e entregou a sua alma, no dia 9 de junho de 1597.

Proclamado Bem-Aventurado, pelo Papa Beato João Paulo II, em 1980, o povo brasileiro aguarda com ansiedade a canonização do Padre José de Anchieta. Falta somente a comprovação de novo milagre desse padre-jesuíta, o Apóstolo do Brasil, para que ele possa ser venerado como santo pela Igreja Católica Apostólica Romana.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades – 06/07/2011

J. Flávio Vieira: Mistério e Encantamento na Literatura Infantil Regional

O conhecido escritor, que também é renomado médico, J. Flávio Vieira, ou simplesmente Zé Flávio, é um velho guerreiro da contemporânea Tribo Kariri. E como membro antigo desta neo-tribo, José Flávio é uma espécie de xamã, pois faz o papel de repositório do saber, da tradição e da memória locais. Desta forma, Zé Flávio vem, de longo tempo, escrevinhando uma profícua e interessante obra relacionada com estas temáticas culturais.

Ele iniciou-se na carreira de escriba no jornal “Vanguarda”, já nos anos de 1960; passando pelos jornais “A Ação” e Folha de Piqui e pelas revistas “A Província” e “Itaytera”, todos do Crato, até se firmar como um assíduo colaborador da Rádio Educadora do Cariri, para onde escreve, aos sábados, desde 1997.

Sua biografia relacionada à produção cultural e artística é extensa, com destaque para sua participação nos festivais regionais da canção do Cariri, na década de 1970, como autor de poemas musicados, e pela sua incursão na dramaturgia, como autor da peça “A terrível peleja de Zé Matos com o bicho babau nas ruas do Crato”. Além do mais, Zé Flávio lançou o elogiado livro de crônicas “Matosinho vai à guerra”.

Agora, Zé Flávio “aprontou” mais uma (numa boa). Contemplado com o Prêmio Rachel de Queiroz de Literatura Infantil, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Zé Flávio produziu e publicou um arrojado projeto lítero-musical que vai ser lançado amanhã, quinta-feira, às 19 horas, no Teatro Municipal Salviano Saraiva Arraes. Trata-se do livro infantil “O mistério das treze portas no castelo encantado da ponte fantástica” que vem acompanhado de dois Cds: um disco contendo a versão musical do livro, trazendo poemas de Zé Flávio musicados por compositores da região; e outro, um áudio livro, com a narração interpretada da estória.

O programa Cariri Encantado Sonoridades desta quarta, 6 de julho de 2011, antecipará para os ouvintes uma seleção das músicas que integram o projeto musical do livro, com destaque para a participação de compositores, músicos e intérpretes da região do Cariri, a exemplo de Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Leninha Linard, Pachelly Jamacaru, João do Crato, Ibbertson Nobre, Ermano Moraes, Maestro Bonifácio Salvador, João Neto, Fatinha Gomes, Luis Fidélis, Zé Nilton Figueiredo, André Saraiva, Amélia Coelho, João Nicodemos, Elisa Moura, Ulisses Germano e mais alguns.

Onde ouvir
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com

Humor...leve

O “OVIGOPÓLIO” (De: Luis Fernando Veríssimo)

O ladrão(L) foi flagrado roubando galinhas do vizinho e o levaram para a delegacia, onde se deu o seguinte papo com o Delegado(D):
D- Que vida mansa, hein, vagabundo sem vergonha? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai ficar um bom tempo enjaulado, seu escroque!
L- Não era pra mim não, doutor. Era pra vender.
D- Pior, muito pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha, fdp !
L- Mas eu vendia mais caro.
D- Mais caro, como ?
L– É que eu espalhei o boato que as galinhas do vizinho eram bichadas e as minhas galinhas, não. E que as do galinheiro dele botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D- Mas eram as mesmas galinhas, seu marginal ordinário.
L- É que os ovos das minhas eu pintava.
D- Que grandessíssimo pilantra. Ainda bem que te capturamos. Já pensou se o dono do galinheiro te pega ???
L- Já me pegou, já me pegou, doutor. Fiz um acerto com ele. Comprometi-me a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um “ovigopólio”.....
D- E o que você faz com o lucro do seu negócio, mestre ? (olha só a mudança no tratamento).
L- Bem, doutor, eu especulo com dólar, euro e libra. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas e também comprei alguns deputados e uns oito ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação escolar do governo e, claro, superfaturo os preços.
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Nisso, deu-se a guinada definitiva: intrigado, o delegado mandou pedir um cafezinho para o preso, perguntou-lhe se estava bom de açúcar, se a cadeira em que ele estava sentado tava confortável, se ele não queria uma almofada e tal, e depois indagou:
D- “Doutor” (olha a reversão na mudança de tratamento), não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L- Trilionário, doutor, trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D- E com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L- Às vezes. Sabe como é...
D- Não sei não, excelência. Por favor, se não for incômodo, explique-me.
L- É que em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, doutor, daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. E só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão de verdade, atuante; e isso é excitante, indescritível. Mas, como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia, ver o sol nascer quadrado. Vai ser uma experiência nova.
D- O que é isso, excelência? Que conversa sinistra é essa ??? O doutor não vai ser preso, não. Só se for por cima do meu cadáver.
L- Mas eu fui pego em flagrante, pulando a cerca do galinheiro!
D- Sim, sim, tudo bem. Mas o “Doutor” é primário. E com esses antecedentes, então...
Aceita um cigarrinho, uma cervejinha gelada, um wyskie ???

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CLASSIFICADOS DOS “CASADOS”

01) Um homem anunciou nos classificados; Procura-se esposa.
Dia seguinte recebeu centenas de cartas, num mesmo teor: Pode ficar com a minha.
02) Filho: Pai, quanto custa para casar??? Pai: Não sei, filho, ainda estou pagando.
03) Filho: Pai, é verdade que na Arábia o homem não conhece sua esposa antes de casar? Pai: Aqui também é assim filho.
04) Marido: Se não fosse pelo meu dinheiro, essa casa não estaria aqui. Esposa: Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui.
05) Judite: Fui eu que fiz o meu marido milionário. Clarice: E o que seu marido era antes ? Judite: Bilionário.
06) Alberto: Eu tinha tudo – dinheiro, casa bonita, carro esporte, o amor de uma linda mulher e, então...tudo acabou. Joaquim: O que aconteceu ? Alberto: Minha mulher descobriu.
07) Sérgio entra em casa correndo e grita: Marta arrume suas coisas. Acabei de ganhar na loteria. Marta: Você acha melhor que eu leve roupas para frio ou calor ? Sérgio: Leve tudo, você vai embora.
08) Pense bem: se não fosse pelo casamento os homens viveriam pensando que nunca erram. Pessoalmente, acho que uma das melhores coisas do casamento é que, como pai e marido, posso dizer o quer quiser lá em casa. Ninguém liga mesmo...
09) Um homem disse que o seu cartão de crédito havia sido roubado, mas que ele havia decidido não avisar à polícia; é que o ladrão gastava menos que a mulher.
10) Valter: Minha mulher é um anjo. Gonzaga: Você tem sorte; a minha ainda está viva.
11) Qual a semelhança entre a Av. Paulista e o casamento ? É que ambos começam no Paraíso e terminam na Consolação.
12) Dois tipos de pessoas felizes: homens solteiros e mulheres... casadas.
13) Semelhança entre um casamento e um submarino: ambos bóiam, bóiam, mas foram feitos mesmo pra afundar.
14) Casamento: o dobro da despesa com a metade da diversão.

Lua e Vênus, a conjunção cósmica do AMOR – Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

SERRA VERDE - MISSA DE DOMINGO.

Local: Serra Verde.

Nada é mais como nos tempos áureos. O movimento cessou, o turbilhão movido a trabalho entrou em colapso, mas nossa alma se enche ainda de emoções e de alegria quando nos reunimos nessa terrinha abençoada. Parece até que conseguimos captar aqui e ali as palavras de Hubert e Janine Bloc Boris - nossos pais - fazendo delas um eco e com elas nos (re)vestindo de uma energia forte e transbordante. Tony Bloc falou uma coisa séria e que nos faz refletir: "Depois que esta nossa geração Bloc-Boris se for, a Serra Verde se perderá." Nossos descendentes não mais se ligam à terra, não têm amor àquilo ali. Então, vai ficar sem jeito. 

E hoje a Serra Verde continua lá sofrendo o abandono e as ranhuras do tempo. Mas somos conscientes de que no momento em que pisamos lá, é lá que queremos estar para absorver a sinfonia serena do nosso passado e para entender as dificuldades que nos vêm com a chegada destes dias de hoje.

A cada vez que atravessamos o portal da Fazenda, voltamos um pouco a ser crianças, e nos pomos a recordar os bons momentos que lá vivemos e a fazer da saudade apenas um alento.

Domingo foi dia de missa. A capela da Serra Verde foi doada à diocese de Caririaçu há algum tempo para que fosse cuidada e não caísse no abandono total. Tony cobrou a atenção a esse acordo tácito: a celebração da missa. A capela idealizada por Hubert Bloc - inclusive as imagens desenhadas e projetadas por ele - foi devidamente cuidada e os maribondos que povoavam o seu interior foram enxotados devidamente.
.
Para assistir à missa, vieram pessoas do Sítio Jardim (da família Botelho), de Caririaçu e da própria Serra Verde. Tony veio com Dominique de Sobral, Francois, Regina e eu (Claude Bloc) fomos de Crato.

Atenções à palavra de Cristo. Reflexão e paz de espírito.

Flagrante. Contrição. Sorriso contido.
Momento íntimo de encontro com Deus. Lembrança presente dos ausentes.

Unidos num só pensamento. Serra Verde acolhe a todos.


Claude Bloc

O conflito das duas naturezas - Emerson Monteiro

Vezes outras e imaginava o que aconteceria no íntimo dos que escolhem trilhar a vida religiosa. Deixar de lado o glamour desse filão do corpo e da carne, e entrar nos universos do imponderável absoluto. Largar as paixões, as imprevisões saborosas dos sentidos, os devaneios da satisfação imediata, e mergulhar, sem retorno, sob o manto desconhecido das aspirações profundas, inescrutáveis, do mistério divino.

Poucos dias atrás, numa folhinha de calendário li citação do jornalista e político Artur da Távola de que opção não é escolha, é renúncia. Dada tal veracidade, repito a frase, pois noto quanta renúncia existirá nas opções que se fazem no decorrer das jornadas deste chão. Ninguém trocará de lugar que não tenha de largar o sonho dos lugares antigos, pois optar implica abandonar as outras possibilidades deixadas para trás.

Ao resolver seguir o percurso da renúncia, há méritos. A prática do casamento, por exemplo, define bem tais avaliações. Ali nubentes fecham as portas das histórias individuais do que poderiam ser e abrem as portas do que acontecerá, viagem só de ida, conquanto zerem o passado a fim de começar outro presente.

Nisso, as duas naturezas, de voltar os olhos para as virtudes, que significará desistir das ilusões e dos vícios, e decidir andar certo; adeus às torturas. Eis o motivo da afirmação bíblica que ninguém servirá a dois senhores.

A alegria da carne cumpre apetites físicos fugazes, charmes da juventude, nas altas voltagens dos fliperamas das festas. Ao passo que a alegria do religioso traz o pouso das luzes suaves nas afastadas capelas, longe do burburinho de multidões infebrecidas.

Parte-se do princípio de que a virtude cruzará portas estreitas, ao tempo em que largas são as portas da perdição... Perdição face ao panorama espiritual fervoroso do outro aspecto. Duas alegrias distintas, o preço da vida física e suas emoções fantasiosas e velozes, e o custo sacrificante da imaterialidade, nos propósitos ideais da perfeição, desistência de tudo o que alimentava as saudades vencidas, escolha em si dos termos físicos rejeitados. Assunto semelhante a depositar tesouro onde a traça e a ferrugem não possam destruir, das orientações de Jesus.

A fronteira destas duas alegrias estabelece de modo particular as leis dos dois países vizinhos no campo das batalhas individuais. Padrões diferentes de práticas exigem, pois, autenticidade nos momento da grave decisão de seguir. E após o passo definitivo, a sorte resta lançada. Ainda lembro, para concluir, destas palavras: O castigo do vício é o próprio vício; o mérito da virtude é a própria virtude. Adeus às ilusões, em nome da Luz superior.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pôr-do-sol




O sangue e o leite alimentam a noite.
Bois e vacas mugem no alto do monte.
Eu contemplo a primeira estrela.
Tenho uma vela
na mão
e a face iluminada.
O meu coração bate devagar.
Uma mulher abre a janela
e grita o nome do marido.
Por mais claro que tenha sido o grito
só se ouve o eco: “ido, ido, ido”.
Depois, o silêncio.
Poderia se ouvir a queda de um lágrima.
Por que estou tão aflito?
O que me angustia?
As luzes da terra bebem as luzes do céu.
O mundo está em paz,
as coisas bocejam com sono.
O dia se põe como um cão.



Qual o melhor caminho? - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

As histórias de contos de fada que ouvimos de nossos pais e professores na nossa infância foram de grande importância para a nossa formação. Os contos de fadas além de despertarem a criatividade e a imaginação, transmitem os valores morais, além de incentivar o hábito da leitura. A convivência da criança com fadas e bruxas, com a bondade e a maldade e recebendo mensagens que lhes dão toda a esperança de que o bem sempre triunfa sobre o mal. Quando éramos crianças não percebíamos o verdadeiro sentido dessas histórias. Entendíamos como diversão, passa tempo ou brincadeira. Depois de adultos, é que descobrimos qual o verdadeiro objetivo dessas interessantes histórias. Através delas compreendemos que no mundo existe a bondade e a maldade.

Quando ouvíamos aquelas histórias, absorvíamos a verdadeira mensagem que os contos de fadas nos passavam. Esses contos ajudam a formar pessoas com valores morais e a transmitir para cada criança que ler ou escuta, a existência do bem e do mal. O melhor é escolher o caminho da bondade e, combater a maldade.

É triste saber que o mundo está cheio de pessoas que preferem trilhar pelo caminho da maldade e se afastam de Deus para fazer o mal aos outros e ao mundo. O egoísmo humano e a ambição distanciam o ser humano de Deus e o leva a praticar todo tipo de maldade contra o seu próximo: calúnias, fofocas, discriminação, preconceito e as maiores injustiças com quem não merece.

Quem deixa o coração disponível à Graça de Deus, esse sim, escolherá o caminho da bondade. Abrindo a Bíblia no Livro do Eclesiástico (27,25-27) encontraremos a seguinte mensagem “Jogue uma pedra para o alto, e ela cairá em sua própria cabeça; dê um golpe por traição, e você receberá o golpe de volta. Quem cava um buraco, nele cairá; quem prepara uma armadilha ficará preso nela. O mal se volta contra quem o pratica, e sem que a pessoa saiba de onde ele vem.” Através desse precioso ensinamento poderemos concluir que Deus nos julga de acordo com os nossos atos na vida e na história. E que a justiça é a presença do próprio Deus entre nós. Nesse caso é muito melhor seguir o caminho da bondade e nos aproximarmos de Deus. Promover a paz, a harmonia e o bem entre as pessoas, nos dará a certeza que encontraremos a felicidade.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A República proclamada por acaso -- Por Carlos Chagas (*)




O saudoso e incomparável Hélio Silva, dos maiores historiadores brasileiros, titulou um de seus múltiplos livros de "A República não viu o amanhecer". Contou em detalhes, fruto de muita pesquisa, que a República foi proclamada por acaso. As lições daquele episódio não devem ser esquecidas. Vale lembrá-las com outras palavras e um pouquinho de adendos que a gente colhe com o passar do tempo, junto a outros historiadores e, em especial, pela leitura dos jornais da época.

Desde junho que o primeiro-ministro do Império era o Visconde de Ouro Preto. Vetusto, turrão, exprimia os estertores do chamado "poder civil" da época, muito mais poder do que civil, porque concentrado nas mãos da nobreza e dos barões do café, com limitadíssimas relações com o cidadão comum. O Brasil havia saído da Guerra do Paraguai com cicatrizes profundas, a começar pela dívida com a Inglaterra, mas com novos personagens no palco. O principal era o Exército, composto em maioria por cidadãos da classe média, com ênfase para os menos favorecidos. Escravos aos montes também haviam sido libertados para lutar nos pântanos e charcos paraguaios. Nobres lutaram, como Caxias e Osório, mas a maioria era composta daquilo que se formava como o brasileiro médio.

Ouro Preto, como a maior parte da nobreza, ressentia-se daqueles patrícios fardados que começavam a opinar e a participar da vida política. Haviam sido peça fundamental na abolição da escravatura, em 1888. Assim, com o Imperador já pouco interessado no futuro, o governo imperial tratou de limitar os militares. Foram proibidos de manifestações políticas, humilhados e punidos, como Sena Madureira e tantos outros.

Havia, nos quartéis e em certos círculos políticos, um anseio por mudanças. Até o Partido Republicano tinha sido criado no Rio e depois em São Paulo, mas seus integrantes estavam unidos por um denominador comum: República, só depois que o "velho" morresse, pois era queridíssimo pela população. E quem passaria a mandar no Brasil seria um estrangeiro, o Conde d'Eu, francês, marido da sucessora, a princesa Isabel.

Cogitava, aquele poder civil elitista, de dissolver o Exército, restabelecendo o primado da Guarda Nacional, onde os coronéis e altos oficiais careciam de formação militar. Eram fazendeiros, em maioria. Os boatos ganhavam a rua do Ouvidor, no Rio, onde localizavam-se as redações de jornal.

Na tarde de 14 de novembro movimentam-se um regimento e dois batalhões sediados em São Cristóvão. Com canhões e alguma metralha, ocupam o Campo de Santana, defronte ao prédio onde se localizava o ministério da Guerra, na região da hoje Central do Brasil. Declararam-se rebelados e exigiam a substituição do primeiro-ministro, que lá se encontrava com seus companheiros. Comandados por majores, estava criado o impasse: não tinham como invadir o prédio, por falta de um chefe de prestígio, mas não podiam ser expulsos, já que as tropas imperiais postadas nos fundos do ministério não se dispunham a atacá-los. O Secretário-Geral do ministério da Guerra era o marechal Floriano Peixoto, que quando exortado por Ouro Preto a investir à baioneta contra os revoltosos, pois no Paraguai haviam praticado feitos muito mais heróicos, saiu-se com frase que ficou para a História: "Mas no Paraguai, senhor primeiro-ministro, lutávamos contra paraguaios..."

Madrugada do dia 15 e os majores, acampados com a tropa revoltada, lembram-se de que ali perto, numa casinha modesta, morava o marechal Deodoro da Fonseca, há meses perseguido pelo governo imperial, sem comissão e doente. Dias atrás o próprio Deodoro recebera um grupo de republicanos, com Benjamim Constant, Aristides Lobo e outros, aos quais repetira que não contassem com ele para derrubar o Imperador, seu amigo.

Acordado, Deodoro ouve que dali a poucas horas Ouro Preto assinaria decreto dissolvendo o Exército. Não era verdade, mas irrita-se, veste a farda e dispõe-se a liderar a tropa. Não consegue montar a cavalo, tão fraco estava. Entra numa carruagem e acaba no pátio fronteiriço ao ministério da Guerra. Lá, monta um cavalo baio e invade o prédio, com os soldados ao lado, todos gritando "Viva Deodoro! Viva Deodoro!" Saudando-os com o agitar o boné na mão direita, grita "Viva o Imperador! Viva o Imperador!". Apeia e sobe as escadarias, para considerar Ouro Preto deposto. Repete diversas vezes : "Nós que nos sacrificamos nos pântanos do Paraguai rejeitamos a dissolução do Exército." Estava com febre de 40 graus. O Visconde, corajoso e cruel, retruca que "maior sacrifício estava fazendo ele ouvindo as baboseiras de Vossa Excelência!" Foi o limite para Deodoro dizer que estava todo mundo preso.

O marechal já ia voltando, o sol ainda não tinha nascido e os republicanos, a seu lado, insistem para que aproveite a oportunidade e determine o fim do Império. Ele reluta. Benjamin Constant lembra que se a República fosse proclamada naquela hora, seria governada por um ditador. E o ditador seria ele, Deodoro. Conta a lenda que os olhos do velho militar se arregalaram, a febre passou e ele desceu ao andar térreo, onde montou outra vez o cavalo baio. A tropa recrudesceu com o "Viva Deodoro! Viva Deodoro!" e ele agradeceu com os gritos de "Viva a República! Viva a República!"

Não havia populares nas proximidades, muito menos operários. Aristides Lobo escreverá depois em suas memórias que "o povo assistiu bestificado a proclamação da República."
Preso no Paço da Quinta da Boa Vista, com a família, o Imperador teve 48 horas para deixar o Brasil. Deodoro quis votar uma dotação orçamentária para que subsistissem no exílio. D. Pedro II recusou, levando apenas pertences pessoais. A República estava proclamada.
A História do Brasil é feita de episódios como esse...
(*) Carlos Chagas é jornalista

domingo, 3 de julho de 2011

A terapia do sentido - Emerson Monteiro

Viver precisa de sentido, caso contrário a jornada terrena exigirá bem maior disposição e esforços, transformada quase numa desistência permanente. A esta conclusão chegou, como matéria científica, o psiquiatra austríaco Viktor E. Frankl, judeu que fora prisioneiro em três dos tantos campos de concentração nazistas durante a Segunda Grande Guerra.

Esse sentido para viver alimenta o ânimo qual nutriente de extrema necessidade. Isso que deverá vir das aspirações inúmeras. Do gosto de aguardar alguém que se ama. Adorar a Deus com os vigores da alma. Empregar a esperança na realização dos sonhos vários. A viabilização de projetos pessoais. Uma obra social. Concretização das ideias vitalizadoras do desejo de seguir em frente, ainda que perante vultosos desafios. Reencontrar entes queridos. Rever amores inesquecíveis. Criar condições de sentir a presença dessa potencialidade, mesmo enquanto permanecer sob pressões, insalubridades e limitações.

Dr. Frankl experimentou de perto tais restrições de sobrevivência, ele e os outros companheiros de campos, nas atrocidades nazistas. Em seu papel de observador perspicaz, analisava sistematicamente o comportamento manifesto dos milhares de prisioneiros, configurando a tese do sentido qual motivo justo de continuar a vida. Eram temperaturas abaixo de zero, péssimos agasalhos, fome, maus tratos, estados psicológicos deprimentes, expostos às surpresas da patologia gratuita da guerra; e resistiam desde que houvesse uma razão para isto em cada qualquer deles.

Quando alguém sabia das notícias da morte dos familiares que aguardava de novo encontrar, logo perdia as forças. O cientista notava que aquele se entregava ao desânimo. Desistia de sair para trabalhar. Permanecia estirado no alojamento em que dormia. E dentro de pouco tempo sucumbia às misérias das circunstâncias que até ali suportara.

Perante os quadros que estudou, Viktor Frankl reuniu elementos suficientes de avaliação do contexto radical extremo para a existência humana sadia, os quais lhe forneceram meios de criar a Terapia do Sentido, ou Logoterapia, conforme denominou. Logos, termo grego que significa razão, sentido.

O fruto dessas vivências de um psiquiatra em um campo de concentração durante a Segunda Guerra hoje possui ampla divulgação em muitos países do mundo, e forma escola de importante valor no tratamento das dificuldades mentais de grandes contingentes que a ele recorrem.

Há um livro de sua autoria, editado no Brasil com o título de Em busca de sentido, publicação da Editora Vozes, ora na 20ª. Edição, que permite conhecer mais de perto informações a respeito desse importante instrumento de ampla utilidade a quem pretende aprofundar o assunto.

Ainda existem políticos honestos no Brasil – por Armando Lopes Rafael




Dias atrás o escritor e cronista Emerson Monteiro publicou um artigo com o título: “Ainda existem juízes em Berlim”. Pois hoje, fazendo uma analogia ao escrito de Emerson, eu escrevo: Ainda existem políticos honestos no Brasil.
O ex-presidente da República, senador Itamar Franco, era um deles...

E tal era a irradiação da sua honestidade pessoal, que sua família recusou a oferta do Palácio do Planalto de disponibilizar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para trasladar o corpo do ex-presidente da capital paulista, onde morreu, até a cidade de Juiz de Fora, onde está sendo velado. Neste domingo, o corpo de Itamar Franco foi transportado em voo comercial, com as despesas desse transporte pagas por sua família, que também recusou o velório no Palácio do Planalto, em Brasília.

Itamar Franco foi Presidente da República por apenas dois anos, em face do impeachment de Collor de Melo. Mesmo assim deixou duas marcas profundas quando de sua curta passagem como titular do Palácio do Planalto. Primeiro, foi sua coragem de implantar – em 1994 – o Plano Real, o qual acabou com inflação brasileira, que vinha se arrastando desde a Proclamação da República, esta feita através do golpe militar de 15 de novembro de 1889. Segundo, foi o fato de não só no exercício da Presidência da República, mas em todos os cargos que exerceu ao longo de sua vida pública, nunca se envolveu em roubalheiras nem foi acusado de corrupção.

Foi isto que levou a Associação Mineira de Imprensa a inserir na sua nota de pesar pelo falecimento do ex-presidente, a seguinte frase: “Itamar Franco foi um homem público possuidor de uma trajetória honrada, pautada na ética e honestidade, com relevantes serviços prestados ao Brasil, onde destacamos a sua idealização do Plano Real, importante legado para o país. O Brasil e Minas Gerais sentirão a sua falta, mas sempre vamos tê-lo na lembrança como exemplo de homem público ideal”.

Como presidente, Itamar Franco criou o Programa de Combate à Fome, que foi entregue ao sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e ao bispo dom Mauro Morelli. E fez isso sem demagogia e sem utilizar a medida como troco de moeda eleitoral, como fizeram outros que o sucederam na Presidência da República.
O falecido ex-presidente era, enfim, um homem sério, simples e honesto. Um paradigma nesses tempos tristes e caóticos, assinalados por denúncias diárias de roubalheiras, falta de espírito público e deslavada corrupção.
Descanse em paz, honrado e digno senador Itamar Franco!
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

A "mulher" manda - José Nilton Mariano Saraiva

Pelos dados abaixo (do censo de 2010), observa-se que a MULHER ta com tudo: nos 27 estados da federação, ela já é maioria em 19 (os homens só mandam lá pras bandas da Região Norte do país). Totalizando, no Brasil tem hoje 3.951.630 mulheres a mais que homens (no Crato, especificamente - atenção marmanjos - temos 63.830 mulheres e 57.632 homens - ou 6.198 mulheres “sobrando”).

Acre: (H) 367.864 (50,20%) – (M) 364.929 (49,80%)
Alagoas: (H) 1.511.947 ( 48,45%) – (M) 1.608.975 (51,55%)
Amazonas: (H) 1.751.328 (50,31%) – (M) 1.729.609 (49,69%)
Amapá: (H) 334.674 (50,05%) – (M) 334.015 (49,95%)
Bahia: (H) 6.880.368 (49,07%) – (M) 7.141.064 (50,93%)
Ceará: (H) 4.118.066 (48,75%) – (M) 4.329.989 (51,25%)
Distrito Federal: (H) 1.225.237 (47,81%) – (M) 1.337.726 (52,19%)
Espírito Santo: (H) 1.729.670 (49,24%) – (M) 1.783.002 (50,76%)
Goiás: (H) 2.981.542 (49,66%) – (M) 3.022.503 (50,34%)
Maranhão: (H) 3.258.860 (49,60%) – (M) 3.310.823 (50,40%)
Minas Gerais: (H) 9.640.695 (49,20%) – (M) 9.954.614 (50,80%)
Mato Grosso Sul: (H) 1.220.175 (49,82%) – (M) 1.229.166 (50,18%)
Mato Grosso: (H) 1.548.894 (51,05%) – (M) 1.485.097 (48,95%)
Para: (H) 3.825.245 (50,41%) – (M) 3.762.833 (49,59%)
Paraíba: (H) 1.824.495 (48,44%) – (M) 1.942.339 (51,56%)
Pernambuco: (H) 4.229.897 (48,09%) – (M) 4.566.135 (51,91%)
Piauí: (H) 1.528.796 (49,02%) – (M) 1.590.219 (50,98%)
Paraná: (H) 5.128.503 (49,13%) – (M) 5.311.098 (50,87%)
Rio: (H) 7.626.920 (47,69%) – (M) 8.366.663 (52,31%)
R.G.Norte: (H) 1.548.731 (48,88%) – (M) 1.619.402 (51,12%)
Roraima: (H) 793.224 (50,83%) – (M) 767.277 (49,17%)
Rondônia: (H) 229.343 (50,83%) – (M) 221.884 (49,17%)
R.G.Sul: (H) 5.205.705 (48,67%) – (M) 5.489.827 (51,33%)
Santa Catarina: (H) 3.101.087 (49,62%) – (M) 3.148.595 (50,38%)
Sergipe: (H) 1.005.049 (48,60%) – (M) 1.062.982 (51,40%)
São Paulo: (H) 20.071.766 (48,66%) – (M) 21.180.394 (51,34%)
Tocantins: 702.451 (50,78%) – (M) 681.002 (49,22%).

TOTALIZANDO NO PAÍS:
Mulheres (M): 97.342.162 (51,0%)
Homens (H): 93.390.532 (49,0%).
Prezado Leitor,

Não deveria, como de praxe, parabenizá-los pela ausência de novos textos meus nos próximos três meses. Estarei ausente desta tela no período referido o que explica tudo e nada mais se poderia acrescentar por explicação.

Não tenho figuras de linguagem suficientemente fortes para expressar o prazer que tive nos últimos dois meses em bombardear diariamente as vossas telas nestes três blogs: Cariricult, Cariricaturas e Sonho Azul. Nem sempre manifesto em comentários o interesse no que escrevo, mas com a certeza que a proximidade que tenho de vocês, mesmo quando não lido, está na lista de presença quase diária nas postagens destes blogs.

Não pedirei desculpas por eventuais tédios, por certas prolixidades, especialmente por dizer coisas que se contrapõem ao que pensa o leitor. Se fosse apenas para resguardar incômodos ao leitor, não haveria motivo para se escrever: apenas se deixasse o papel em branco. O nada do branco não aluía nada. Zera o próprio fluxo das idéias.

Por estes meses quero dizer que tive muito prazer em conversar com algumas pessoas de modo direto, provocativo e outras que reativamente me respondera. E um terceiro grupo com um diálogo próximo dos poemas. No primeiro grupo lembro-me do Armando Rafael e do Zé Nilton Figueiredo. No segundo grupo incluiria o Darlan Reis, o Dihelson Mendonça e o próprio Armando Rafael. No terceiro grupo incluiria o Pachelly Jamacaru, o Zé Flávio, a Socorro Moreira, a Claude Bloc, a Stela Siebra e Lupin.

Na verdade a separação que fiz em grupos é muito mais uma tomada de memória, pois a rigor não existe tal compartimentação, afinal é para pessoas como estas que escolhemos o assunto e fazemos um esforço em desenvolvê-lo. Mas fique claro que estas pessoas nos instruem a falar, mas a fala mesmo é para algumas dezenas de leitores que diariamente lêem os referidos blogs e que não fazem comentários.

Agora fica a aliança no tempo a ser inventado, ali pelo final da primeira quinzena de setembro para novamente entrar na roda. O que não exclui eventuais postagens, em face de grandezas de assuntos, pelo menos para mim, que deseje expressar. Mas não nesta modalidade diária com que vinha nos últimos tempos.

Não sei se para alegria ou tristeza,

Logo estarei de volta.

José do Vale Pinheiro Feitosa

sábado, 2 de julho de 2011

Vida Simples‏ - Paulo Viana

É simples e agradável caminhar por entre as árvores, respirando um ar quase sem monóxido de carbono, ouvindo as melodias esparsas dos cânticos dos passarinhos, com o vento roçando nas folhas e trazendo a atmosfera do inverno. É bom sentir os primeiros raios do sol, sob um céu infinitamente azul e nuvens branquíssimas em contornos fugidios, adornando a nossa imaginação.

Aqui, nestas montanhas, onde a exuberância do verde resiste à avidez inesgotável dos homens de apropriar-se da natureza, há sinais inconfundíveis de vida legítima, sem os atropelos estressantes das metrópoles, sem os incompreensíveis anseios hedonistas e o desejo incomensurável de destacar-se pelo acúmulo de propriedades. Apenas a vida, simples e profundamente envolta na sabedoria do pensar em estratégias de exercer a destreza, a inteligência, a capacidade de construir, sem, no entanto, destruir as condições de existência.

Nestas terras, onde vivem plantas e aves, que tão belamente nos acompanham nessa maravilhosa experiência que é viver, sinto-me sob um encanto que, ao contrário de parecer primitivo, nos remetem à última aventura dos seres humanos que é idealizar um paraíso para edificar a sua morada.

Neste esplendoroso oásis de esperança, onde espécies ameaçadas se escondem bravamente, com receio de enfrentar a psicopatia da nossa espécie, tão paradoxalmente marcada pela engenhosidade, inteligência e acúmulo de conhecimentos, confrontados com a falta de critério e o desmando na condução do seu processo evolutivo, causando males irreversíveis à sua morada, ainda percebo o quanto é belo o mundo e a vida.

Salve a arte e a ciência que cura, porque elas evitaram que a civilização humana se transformasse em um fracasso total.

Seria bom se pudéssemos recomeçar, conscientes dos males que a revolução industrial causou, que o desmatamento generalizado provocou e as consequência da ganância pelo lucro e pelo prazer imediato. Talvez, com toda a nossa criatividade, conseguíssemos viver respeitando o mundo natural e construindo uma civilização menos irracional. Descobrindo, principalmente, que a Natureza tem as resposta para todos os problemas que ela mesma causa.

Infelizmente não é possível recomeçar, mas é possível viver de forma simples, em montanhas que ainda preservam as condições mais favoráveis para a vida. Por isso viverei até o fim dos meus dias nestas montanhas maravilhosas, convivendo com o mais prazeroso e pacífico anonimato.

CONVITE... Inauguração e Exposição...

O HOTEL ENCOSTA DA SERRA convida para a inauguração do SALÃO IRMÃOS ANICETO e EXPOSIÇÃO DE QUADROS DECORATIVOS, Artes & fotografias de: Pachelly Jamacaru. Esta brilhante iniciativa, faz parte de uma nova visão da atual administração do hotel, onde os valores culturais em seus diversos segmentos são reconhecidos e valorizados.

Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs


Presença dos Irmãos Aniceto

Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.

UM FUXIQUEIRO DA CORTE

Pedro Esmeraldo

Nesses últimos meses, apareceu no bloco de pessoas amigas, um cidadão de estatura mediana, gordinho, bisbilhoteiro, inconsequente, asqueroso, provocador de intrigas, causa mal-estar a sua presença no seio dos amigos.
Diz pertencer à corte dos fuxiqueiros, em sua terra natal. É um senhor qualquer, abominável, discordante e tem por finalidade provocar desordem familiar. “Possuidor de uma provocação pífia, mantém conversas destoantes a fim de vasculhar a vida alheia”.
Esse senhor horripilante causa nojo quando permanece na presença de amigos. Mantém conversações desagradáveis, pois quando deseja saber da vida de alguém é só para distorcer e humilhar seu semelhante.
Não teremos palavra alguma para favorecer esse cidadão que mete apreensão e anda às turras. Às vezes associa-se a outras pessoas da mesma estirpe com o intuito de espetar e vassourar a nossa respeitabilidade moral.
Utiliza sempre a má fé e anda bisbilhotando com palavras inócuas, contando histórias mentirosas e espantando como sempre a boa amizade.
É um ignóbil, um espantalho da natureza, traçado exclusivamente para fazer o mal.

Encontro Regional dos Bancários do Cariri acontecerá neste domingo, 3/07

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Cariri – SEEB Cariri convida todos os bancários dos bancos públicos e privados de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha para o Encontro Regional dos Bancários do Cariri que será realizado no dia 3 de julho de 2011, com início a partir das 09:00 horas, em local ainda a ser definido, com a finalidade de discutir subsídios para discussão nas conferências regionais para o emprego bancário no Brasil, como parte da pauta da Campanha Nacional dos Bancários 2011.

Participem! O sucesso da Campanha Nacional dos Bancários 2011 depende do envolvimento de todos os bancários!

Programação
08h30m: Coffee Break
09h40: Palestra sobra Conjuntura Nacional (palestrante a confirmar)
10h15m: Palestra da Dra. Sylvia Guterres (Dieese) sobre a Campanha Salarial 2011
10h55: Debate
12h30m: Encerramento com Almoço

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gilberto Gil em Juazeiro do Norte - Emerson Monteiro

E outra vastidão de planícies oferece o tabuleiro das saudades vivas em forma de sinais acesos por dentro do peito. As portas do céu se abriram de par em par apresentando a cara dos milhões de pontos de luz que mergulharam as poças dos sabores. Frutos, flores, dores, tantos valores que as marcas do tempo fixaram quais riscos de tatuagem colorida no teto das cores, no vento que insistiu percorrer de frio morno os mesmos caminhos de si mesmo do compositor.

Houve novas alternativas de reviver e percorrera os caminhos andados, repetidos feitos de ardorosos cavaleiros dadivosos de amores e sonhos. Quantos amores extintos e nascidos outras vezes entre árvores de jardins eternos, paisagens fiel da solidão que sobrou.

Acordes e fiapos de bênçãos a percorrer o espaço azul do firmamento deram, pois, o tom das melodias. Enquanto desfilavam fantasiosos artistas de outras cenas por sobre a pele ressequida do eterno Cariri.

No palco, os músicos e seus acordes zoadeiros. O menestrel sacoleja as bases do público entregue às guitarradas que ele no passado trouxera à música popular brasileira. Gilberto Gil em Juazeiro do Norte na noite do dia final de junho de 2011 e seus retados baiões de Luiz Gonzaga, retorno aos cursos da história de quando o sertão sobrevivia só das esperanças de chuvas e poucos andavam aqui que não fosse à procura de inspiração às avessas. Poucas passagens desta fase do poeta cantor tropicalista vieram, no entanto. Ritmos, ritmos em profusão, com esmerados profissionais dos instrumentos. Isso bem no território dos romeiros, agora na fase dos melhoramento da parte do governo. O espetáculo aconteceu e agradou, porquanto a alegria envolveu todos. Festa mil das dimensões elevadas do som eletrônico de agora, força elétrica que preenche e sufoca sem deixar margem repouso ao silêncio intermediário, mania dos tempos atuais, cheio de tantas manias eletrônicas possantes.

Buscar no ele de hoje o Gil dos anos 60, tarefa quase impossível de obter sucesso. Aquele de antes, político, revolucionário, resistente, nem ele saberá dizer que mundos ou estrelas habita nos dias que chegaram no ido das suas 70 primaveras. Porém vital, coerente da própria maestria. Feliz de se saber cantado, lembrado das multidões que dançam fácil as suas composições de variação e riqueza criativa.

Mas, é isso, trazia pouca novidade posterior ao período em que ocupou o Ministério da Cultura, talvez até na época da adaptação profissional doutro momento.

Ícone, portanto, de um povo, Gilberto Gil canta no trecho intermediário do Norte ao Sul, neste Brasil de luminosidade sonora e praças abertas aos fulgores do artista popular consagrado.

Sindicato dos Bancários do Cariri convida para o Encontro Regional dos Bancários que acontecerá neste próximo domingo, 3/07

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Cariri – SEEB Cariri convida todos os bancários dos bancos públicos e privados de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha para o Encontro Regional dos Bancários do Cariri que será realizado no dia 3 de julho de 2011, com início a partir das 09:00 horas, em local ainda a ser definido, com a finalidade de discutir subsídios para discussão nas conferências regionais para o emprego bancário no Brasil, como parte da pauta da Campanha Nacional dos Bancários 2011.

Para maiores informações mantenha contato com o Sindicato através do fone 3521-2466 ou pelo E-mail seebcariri@veloxmail. com.br.

Participem! Façam as suas sugestões. O sucesso da Campanha Nacional dos Bancários 2011 depende do envolvimento de todos os bancários!

Programação

08h30m: Coffee Break
09h40: Palestra sobra Conjuntura Nacional (Palestrante a confirmar)
10h15m: Palestra da Dra. Sylvia Guterres (Dieese) sobre a Campanha Salarial 2011
10h55: Debate
12h30m: Encerramento c/Almoço

Promoção: SEEB Cariri
Data: 3 de julho de 2011 (domingo)
Local: Hotel Encosta da Serra (Av. Pedro Felício Cavalcante, 1898 – Grangeiro Crato-CE)
Fonte: Blog dos Bancários do Cariri

Pensamento para o Dia 01/07/2011


“A fé é como um vulcão em atividade. Dúvidas são como sementes. Nenhuma semente brotará em um vulcão ativo. Se suas dúvidas estão se multiplicando, significa que sua fé é fraca e instável, semelhante a um vulcão extinto. Onde há dúvidas, não pode haver fé. Suas dúvidas surgem ou desaparecem por causa de seu karma (ação) passado. Se sua fé é forte, nenhuma dúvida surgirá. Para realizar a Divindade, primeiro você deve se livrar de todas as suas dúvidas. De tempos em tempos, Deus sujeita você a vários testes. Esses não se destinam a puni-lo como você pode imaginar, mas para fortalecer a sua fé. Lembre-se sempre que o Divino age como testemunha. O Divino mostra o caminho para a auto-realização.”
Sathya Sai Baba

População quer melhorias nos serviços dos Correios




Já chegou à Internet (http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9574), o abaixo-assinado de protesto contra a queda do padrão de serviços prestados pelos Correios. Ao final, o abaixo-assinado será enviado à presidência dos Correios, Procon e Ministério Público Federal. Abaixo o teor do documento.

Nós, abaixo assinados, usuários dos serviços dos Correios, inconformados com o nível dos serviços prestados atualmente, vimos pelo presente manifestar nossa contrariedade e exigir que sejam tomadas as medidas necessárias para que o padrão dos serviços seja elevado a níveis minimamente aceitáveis, conclamando desde já os órgãos e autoridades competentes a tomarem as providências cabíveis.

Correspondências e produtos entregues com atraso, absolutamente fora dos prazos prometidos e contratados com os Correios; extravio das postagens; não entrega efetiva; roubo de mercadorias; não satisfação ou atendimento aos usuários que façam reclamações; não pagamento dos reembolsos devidos por atrasos verificados; não resposta às reclamações quer sejam elas feitas particular ou publicamente; absoluta insensibilidade quanto à responsabilidade dos serviços que deveriam prestar, uma vez que hoje uma quantidade enorme de pessoas depende do bom funcionamento dos Correios em seus trabalhos e forma de obtenção de renda (como os artesãos e e-commerce, em geral), são apenas alguns dos problemas com os quais os usuários têm se defrontado hoje em dia.

Outro grave problema está na elevação absurda e abusiva dos valores das tarifas, especialmente no que se refere ao PAC e ao SEDEX.
Sob a desculpa de estarem criando uma nova metodologia de cálculo de postagem, os Correios elevaram os preços de postagem em mais de 100%, havendo casos de elevação superior a 300%, o que por si só já é um disparate.

Além disso, a nova metodologia, que pressupõe a necessidade de medição do pacote a ser despachado, implica em novas e extensas filas nas agências uma vez que os funcionários tiveram seus serviços enormemente aumentados, envolvidos agora com fitas métricas e cálculos matemáticos, medições e verificações, além de análises e pesquisas constantes.
Inúmeros são os relatos de usuários na internet dando conta da insatisfação e prejuízos que têm acometido a todos.

Importante dizer que esta insatisfação abrange também os próprios funcionários dos Correios, igualmente penalizados pela péssima gestão da empresa.
O presente abaixo-assinado será encaminhado à direção dos Correios, ao Ministério Público e ao Procon solicitando as providências cabíveis no âmbito da competência de cada um.
Se você estiver de acordo com os termos do presente, assine abaixo, identificando-se para que não haja dúvida sobre a nossa insatisfação.
Divulgue este manifesto o quanto possível, pois só assim poderemos colaborar para que as irregularidades hoje existentes sejam sanadas.