Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 9 de abril de 2012

IILENE MEYER

IIlene Meyer é uma artista internacionalmente conhecida que recebeu elogios da critica desde os meados dos anos 80. Ela nasceu em Seattle, Washington,
Depois de estudos de pintura e desenho técnico ela fez sua estreia em 1979 na Galeria Mostra Solo em Washington.
Extraordinariamente rica  e expressiva  a pintura  a óleo e as gravuras  mostram as nevoas da criação explorando criaturas fantásticas e paisagens imaginárias com clareza,  penetrante paixão como o Surreal de Picasso ou Dali, como o evocativo de Georgia O´Kleffe. Esta Galeria brilhante introduz sci-fi e visualizações New Age .
A coleção primeira retrospectiva em larga escala do trabalho de Meyer é extraordinária. Invoca os temas de ecologia, conservação, cultura e civilização. As pinturas de Meyer pronunciam toda a existência e  todas as almas que estão interligadas.
Baseada em sua própria imaginação a criatividade sem limites e detalhes preciosos, suas pinturas cobrem uma ampla variedade de sujeitos criados  como o homem, animais, plantas, naturezas mortas e o universo. Toda a técnica, a filosofia abrangente e culturais são fundidos com uma profunda compreensão de temas.
Ela mostra seus súbitos e cores claras e ricas abrangendo uma ampla gama de eventos na terra do passado, presente e futuro, convidando-nos em seu mundo imaginário e ver as mensagens que variam de acordo com o espectador.


Fonte : Biografia da Pintura

Ilene Meyer - para quem gosta de arte

domingo, 8 de abril de 2012

Santa Teresinha da República -- por Ancelmo Góis


    Dia 21, agora, celebram-se os 220 anos da morte de Tiradentes. Mas com o passar dos anos a imagem do herói supremo da nação anda meio crestada. Um tiro certeiro foi disparado pelo grande historiador José Murilo de Carvalho, que, em seu livro “A formação das almas”, no capítulo “Tiradentes: um herói para a República”, mostra como o mito Tiradentes foi construído pela propaganda republicana. A República, que chegou ao poder sem muito apelo popular, teve dificuldade de construir um herói. Tentou sem sucesso Deodoro, Benjamin Constant e Floriano Peixoto. Terminou tendo êxito apelando para Tiradentes.

    Zé Murilo lembra que em torno do personagem histórico de Tiradentes houve e continua a haver intensa batalha historiográfica. “Até hoje se disputa sobre seu verdadeiro papel na Inconfidência, sobre sua personalidade, sobre suas convicções e sobre até sua aparência física.” Como não existia qualquer retrato feito por quem o tivesse conhecido pessoalmente, foi retratado de barbas, uma figura que lembra, como cantou Castro Alves, Jesus.

   Kenneth Maxwell, historiador britânico e autor do livraço “A devassa da devassa — A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-1808”, diz que quando escreveu o livro deixou de lado a mitologia de Tiradentes “bem relatada por José Murilo em seu belo trabalho”. Segundo ele, Tiradentes era de fato um admirador da independência dos EUA, um republicano, nacionalista e também um homem de ação. “Mas não era, na minha opinião, o mais importante conjurado em Minas na época, em comparação com homens abastados, e com experiência internacional, como Cláudio Manuel da Costa e Tomas Antônio Gonzaga, por exemplo.”

    Já mestre Boris Fausto diz que Tiradentes foi, na sua opinião, “um dos poucos heróis de nossa História, sem falar e sem fazer demagogia, e do povo brasileiro. Diz que gosta muito da obra do Zé Murilo, “mas ele tem um viés com relação à República”. Boris reconhece que o culto de Tiradentes surgiu entre os republicanos: “Mas sua imagem, em compensação, foi abafada pela monarquia, porque D. Maria, chamada A Louca, responsável ostensiva pela aplicação da pena de morte ao alferes, era ancestral de nossos imperadores.”

    Convidado a entrar no debate, o pernambucano Evaldo Cabral de Mello se esquivou. “Tiradentes era uma figura simpática, simples, considerado um santo, uma Santa Teresinha, e com santo não se discute.”

Tempo


Não há hoje sem o amanhã
Nem o amanhã sem o ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Cada manhã com seu sorriso
No sombrio das minha tardes, minhas lembranças
No fim de cada noite, descansa a alma cansada

Chega o amanhã, que é hoje
O hoje virou ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Já não sou mais só filho; sou pai e avô
Rugas me voltam ao passado
Do tempo que já passou

Vivo o tempo que me resta
Sou o livro vivo da vida
Deixo exemplos aos que querem aprender
Viva a vida sem se arrepender
Pois nascer é apenas começar a morrer
E morrer é viver eternamente.


                                                             Daniel  Hubert Bloc Boris (Jacques)
                                                                             Artista Plástico

sábado, 7 de abril de 2012

A Lira Nordestina -- por Renato Casimiro


(postado originalmente no Blog: http://www.portaldejuazeiro.com/)

Desde que a Lira Nordestina, a velha gráfica de folhetos de literatura de cordel do poeta José Bernardo da Silva, por último na gerência de suas filhas – Maria de Jesus Silva Diniz à frente, passou ao Governo do Estado do Ceará / Academia Brasileira de Cordel / Universidade Regional do Cariri, não paramos mais de reclamar pelas constantes ameaças à sua destruição. Tem sido assim, especialmente nesta última esfera – a da nossa Universidade, passando por diversos gestores, desde o prof. José Teodoro Soares, até hoje.

Tem sido lamentável a conduta da URCA no tocante à preservação e dinamização daquele patrimônio. A Lira, bem explicado, representa a herança de uma fase histórica de nossa cultura popular, congregando poetas e xilógrafos, que nós não podemos renunciar, jamais. Em torno dela, por exemplo, reúnem-se ainda algumas dezenas de artistas que continuam produzindo e mantendo, a duras penas, a atividade de suas competências.

O capítulo mais recente foi a decisão de romper o contrato (CLT) do xilógrafo Airton Laurindo (ligado à Lira desde 1988 e à URCA, desde 2004). Não recapitulo aqui a via crúcis de seu sofrimento – o que tenho assistido com muito pesar, pois a Lira mudou de endereços várias vezes, perdeu peças preciosas de seu acervo, ficou em muitas situações de vexame por gestores sem compromisso e terminou por dispersar parte de suas atividades, pela falta de uma diretriz que nos dissesse que a URCA, de fato, assumia o seu compromisso de agente cultural.

Anteriormente havia sido rompido o contrato com o xilógrafo Cícero Lourenço (ligado à Lira desde 1988, e à URCA, desde 2005). E era dois apenas, pelos quais, não a URCA, diretamente, mas por uma destas manobras de terceirização, que foram contratados por uma razão social, salvo engano, de nome Auxilio-Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 04.782.407/0001-79, com sede na Rua Rodrigues Júnior, 287-A, Centro, Fortaleza/CE.
Há poucos dias, o Airton foi comunicado pela Pró Reitora de Administração da URCA, profa. Antônia Cileide de Araújo, que ele deveria assinar o aviso prévio, com o qual, no prazo legal, seria desligado. Uma das alegativas, apresentada pessoalmente ao servidor, por sua Pró Reitora, pasmem, é de que pessoas como ele não contribuem para nada na URCA. Aliás, no mesmo ambiente da Lira funciona o Curso de Artes da URCA, remanejado de Barbalha, e é no espaço da Lira que algumas atividades deste curso se desenvolvem. Pouca vergonha, esta, de uma autoridade universitária testemunhar deste modo. É cruel, até este tratamento pessoal.

Evidentemente, a nova direção da Lira, agora sob nova direção, do prof. Fábio Rodrigues (Pró Reitor de Extensão da URCA, parece ser ineficiente até para que, de mal a pior, a Lira ainda continue a cumprir precariamente o que já foi, uma das glórias da matriz cultural de Juazeiro do Norte e do Cariri. Eu não me iludo: isto não é incompetência. Isto é má fé, é desrespeito. É ignorância que se associa a intenções que não se confessam publicamente e a serviço do que pior ainda se abriga na URCA, por ranços a fatos não superados, oriundos em espíritos prevenidos e medíocres que insistem em não entender a vocação, o compromisso e a responsabilidade social da instituição.

Triste papel, este, o de uma universidade que não consegue resolver com clareza o que lhe serve, ao custo irrisório de um salário mínimo para cada um dos seus dois colaboradores e zeladores exemplares. Fica a indagação: conseguirá a URCA zelar por mais alguma coisa na Região do Cariri, se o preço for maior que o salário mínimo? É traduzir da forma mais barata possível, uma missão que engrandeceria o papel que a instituição assumiu historicamente com o desenvolvimento do Cariri.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Circulando Edição Nº 5 da Cariri Revista


 
Já está circulando a edição nº 5 da Cariri Revista atualmente uma das mais importantes publicações da imprensa cearense. Sempre com bom conteúdo e bonita apresentação gráfica esta revista dia a dia alcança a preferências dos leitores. Neste número entre tantas matérias interessantes destacamos a sobre a artista cratense Telma Saraiva; as nascentes da Chapada do Araripe; as novas romarias do Cariri; a saga do pequi; as chances de títulos do futebol caririense. Mas vale a pena lê tudo.
A revista é grátis, podendo ser retirada nos pontos citados abaixo ou enviada pelo correio, mediante assinatura.
- JUAZEIRO DO NORTE
Aeroporto Regional do Cariri | juazeiro do Norte. Datas e horários, disponível em nosso site.
Restaurante Pasto&Pizza | Rua: Odete Matos de Alencar, 590
Hotel Panorama | Rua: Santo Agostinho, 58
Oca Design | Av. Leão Sampaio, 851
Av. Leão Sampaio, 1036
- CRATO
Pão & Cia | Av. Cel Antônio Luis, 1200
Tênis Cub
- FORTALEZA
Aeroporto Internacional Pinto Matins | Sala VIP Casa Blanca Turismo American Express
Lojas Distrivídeo: Av. Antônio Sales, 2926 - Av. Engenheiro Santana Jr., 155 Lj-05
Restaurante Limone | Rua: Pereira Valente, 1146
Marquinhos Cabeleleiros - Av Dom Luis 1132
SE DESEJA RECEBER EM CASA
ASSINE POR 59 REAIS – ASSINATURA ANUAL. Veja como no site: www.caririrevista.com.br
(Publicado originalmente no Blog:  http://www.portaldejuazeiro.com/)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maior É Deus - Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro

É, maior é Deus
Pequeno sou eu
O que eu tenho foi Deus quem me deu
O que eu dou é o que eu tenho
Foi Deus quem me deu

Eu nada sou
Mas também não sou nenhum fariseu
Vim aqui pra falar, falou
Porque o cala boca já morreu
Maior é Deus

Mas é o que eu vou lhe mostrar
O que de melhor for meu
Quem quiser me escutar, escutou
Não quero glória, fama ou apogeu
(Maior É Deus)

Um privilégio de poucos - Emerson Monteiro

Falo a propósito do livro, esse instrumento valioso que se mantém na via principal das revoluções da História, logo depois da revolução agrícola. Llivro, o responsável pela propagação das ideias no decorrer dos séculos, reservatório de transformações e passaporte da mais plena das liberdades, o livre pensar.

Percentuais dos leitores de livro apresentaram redução no Brasil nos dois últimos anos. Devido aos outros chamamentos, televisão, computador, celular, a margem de quem adota o livro a título de lazer e fruição sofreu queda expressiva, no entanto longe de causar maiores preocupações diante da importância acadêmica desse meio de comunicação, fator essencial entre mestres e alunos.

A satisfação de um bom livro jamais encontrará concorrente naqueles que desfrutam do prazer da leitura em qualquer idioma deste universo. O pensamento dos autores percorre, assim, milênios e multidões, renova tecnologias, alimenta possibilidades inestimáveis no trabalho dos povos, na civilização, abrindo espaço aos valores e bons costumes.

Uma casa sem livros é uma casa sem alma, contam os sábios. O livro caindo n’alma é germe que faz a pala, é chuva que faz o mar, afirmou Castro Alves.

Quiséssemos falar nas maravilhas de um bom livro e passaríamos vários dias longe de chegar ao destino, porquanto a força viva do engenho vital encontra nas páginas dos compêndios a galáxia das grandes descobertas, invenções, todo tempo. Viagem do infinitamente pequeno aos gigantescos momentos da imaginação e dos sonhos. Conhecer as entranhas do conhecimento através das letras e dos conceitos mergulha no milagroso das selvas fantásticas do saber, o que revela o suave deslizar pelas folhas à frente dos olhos.

Tais passageiros de naves milagrosas, continuam a busca da sabedoria nascida já na escola por meio dos livros, e presenciam acontecimentos revitalizadores à medida que seguem o curso, atentos na jornada iluminadora do aprendizado, libertos junto às jóias impressas.

Houve época quando afirmavam, quais realizações pessoais, gerar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Porém agora, nesta fase dos eletroeletrônicos e do desmatamento incontrolado, talvez os dizeres peçam alguma alteração também quanto a escrever o livro. E queiram considerar naquelas previsões, e ler um livro. E pois um que seja, lido com gosto e desejo sincero, poderá até mudar vidas inteiras na direção da propalada libertação humana.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Não cresça sem poder -- por Pedro Esmeraldo


Encontrei nesta semana um professor muito educado, o historiador Antonio Correia Lima, líder comunitário do futuro bairro do Crato, o atual Distrito de Ponta da Serra. Dizia-me que estava amargurado com pensamento enegrecido devido as medidas austeras do TRE, pois não aceita o plebiscito de criação de novos municípios, visto que, assim dizia ele: considera incapacitados para se tornarem independentes, haja vista que alguns desses distritos não possuem meios suficientes para se comportarem como municípios autônomos, pois que não satisfazem com o desenvolvimento elevado e eficiente, já que permanecerão sempre com pires na mão, vivendo às custas do Governo Federal, isto é, dependem das pequenas verbas que lhe são facilitadas pelo Poder Central.

Nota-se que alguns municípios cearenses não se desenvolvem culturalmente e economicamente, já que os Estados do Nordeste sofrem das terríveis secas periódicas e que sempre avassalam deixando seqüelas que dificilmente poderão ser consertadas.

Tudo isto foi causado pela fanfarronice de alguns parlamentares do Estado que desejam aparecer, mostrando trabalho ineficaz, dizendo que são favoráveis ao engrandecimento de alguns municípios que não levam vantagem alguma em torno do desenvolvimento.
Por isso, aqui quero lembrar aos conterrâneos da Ponta da Serra que não se deixem levar por essas conversas fantasiosas e astuciosas que querem passar gatos por lebres, isto é, querem aparecer como sendo os pais das crianças, comportando-se como pessoas boas, mas que são apenas demagogos que nada fazem em benefício de sua terra.

Ora meus amigos, convém saber que alguns desses distritos são completamente pobres, tanto na economia como na educação. Por essa razão devem permanecer como são: pobres, mas eficientes, todos unidos em defesa de sua comunidade. Aviso que alguns deles (políticos ineficazes) não enxergam um palmo diante do seu nariz e vivem enganando o povo com palavras obscuras, mostrando hipocrisia que leva ao caminho do desengano desses políticos.

Ah! Meu amigo. Seria melhor praticar a união entre todos, trabalhar juntos, unindo com paz e força de vontade desses pequenos distritos que querem crescer sem poder, para permanecerem em seu devido lugar, trabalhando pelo melhoramento de sua cidade mãe.

BOM DIA CARIRICATURAS

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA - Por Edilma Rocha

Sempre que penso na Semana Santa retorno ao meu passado de criança na minha cidade natal, o Crato.
Minha avó falava :
_Menina, você vem comigo para a Igreja pois é tempo de quaresma !
Eu não entendia nada...
Achava que Semana Santa era a Páscoa com o meu sapatinho  de verniz preto recheado de doces e um lindo ovinho de chocolate ao amanhecer do dia do domingo. Para depois se transformar em brincadeiras de esconder os tesouros no jardim.
.
Mas eu tinha que crescer e começar a entender as coisa da Igreja. Era levada pela mão na companhia de um bando de velhotas vestidas de branco, com véus na cabeça e um rosário comprido feito de continhas brancas e azuis. Eram as filhas de Maria, sabia identifica-las porque levavam no pescoço uma fita vermelha com medalha dourada.

Eu tinha que me vestir com respeito e para cobrir  o decote do vestido de alcinhas usava um bolero com mangas compridas e um véu de renda na cabeça, afinal não queria ser expulsa da Igreja. Na minha imaginação a Igreja era bem maior que  na realidade e me causava espanto ver todos os Santos cobertos por um pano roxo. E eu não sabia porque, com naquele aglomerado de pessoas não dava para perguntar nada pois a Procissão do Calvário estava começando.

Todos cantavam e caminhavam pelas ruas da cidade acompanhando a imagem de Jesus que carregava uma cruz pesada. Na cabeça uma coroa de espinhos e o sangue lhe escorria pelo corpo inteiro, eu via quando o vento balançava o manto. Logo atrás a imagem da Virgem Maria também coberta seguia com a multidão.

Finalizava com a celebração da Missa, para depois seguir a longa fila dos beijadores do Santo Morto. Era tudo tão triste que eu voltava para casa com os olhos vermelhos de tanto chorar. Eu naõ gostava de assistir aquilo, mas como dizia minha avó, era nossa obrigação.

A única coisa divertida que vi foi o maluco  que morava ao lado da minha casa que seguia com uma vela acessa na mão e queimava os fiapos de cabelos das mulheres que não usavam o véu.
_Tiiisssss........... e o cheiro de queimado se espalhava no ar...
Eu sorria baixinho e encobria os dentes  com as mãos.

Mas porque tantas coisas tristes, tantas velas, tantas pessoas chorando que se amontoavam para assistir a Cruxificação de Jesus ?
Minha avó dizia que logo logo eu ia fazer o Catecismo e entenderia tudo. Tudinho mesmo! Agora tinha mesmo era que obedecer e ficar calada...

Jesus nasceu no Natal, pequenino no Presépio e nasceu outra vez depois de grande com cabelo e barba. Tinha dois aniversários ? Como isso poderia ser ? Era o menino Deus e depois Jesus Cristo. Que sobrenome esquisito aquele... não poderia ser Coelho da Cruz ? Para resolver de vez com toda aquela história na minha cabeça ?
E Mãezinha dizia :
_ Essa menina pensa demais, é bom leva-la para aprender a reza com Dona Tereza que ensina o Catecismo, pois já não sei mais como responder as suas perguntas.

E com o passar do tempo aprendi a reza e fiz o Catecismo me tornando "Cruzadinha" da Igreja da Sé. Aprendi o verdadeiro sentido da semana Santa com a Sua Páscoa, com os Mistérios da fé. Soube relacionar os fatos de nascer e morrer como uma sequência natural da vida. Saber o verdadeiro sentido da Semana Santa que naquela época era muito mais religioso do hoje, tão Feriadão e tão comercial.

Edilma Rocha

BOM DIA CARIRICATURAS

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DUAS GERAÇÕES DE MODERNIDADE - Por Edilma Rocha

A exposição, "A Semana de 1922 em Reflexão", faz uma retrospectiva, 90 anos depois, do maior evento modernista brasileiro.
A mostre foi organizada de modo a separar os artistas entre a primeira e a segunda geração do movimento. Traz telas de Anita Mafatti e Di Cavalcante, além de esculturas de Victor Brecheret  e aquarelas de Antonio Gomide.
Haverá um bate-papo com críticos de todas as áreas para discutir a Semana de Arte Moderna e um concerto com a música de Heitor Villa-Lobos.
Acontecerá na Galeria André, em São Paulo, de 4 a 28 de abril.

Fonte : Revista Época

BOM DIA CARIRICATURAS

sábado, 31 de março de 2012

Silêncio - Emerson Monteiro



Vago nas profundidades
deste silêncio extremo
de bela tarde morena,
a ouvir, longe, bem longe,
só um inquieto pássaro
a emitir quaisquer notas
que ainda não ouso escutar.

BOM DIA CARIRICATURAS

Artista e ex-aluno de Dom Bosco escolheu o Brasil

Por Marcos Antonio Vanceto
(Publicado na revista "Boletim Salesiano", nº março-abril 2012)

Agostinho Balmes Odísio foi oratoriano e aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, em Turim, na Itália, e conheceu Dom Bosco. O Santo dos Jovens marcou profundamente a vida do escultor, discípulo de Rodin que deixou a terra natal para espalhar sua arte pelo Brasil.

Animado pelos 70 anos de fundação da igreja matriz da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Monte, em Piracicaba, SP, iniciei em 2007 uma pesquisa detalhada sobre sua história. Descobri que o Cristo Redentor da torre da igreja foi esculpido por Agostinho Balmes Odísio, que residia em Limeira, SP. A imagem, de 5m de altura, de cimento armado, começou a ser montada por ele em 19 de abril de 1932 e foi inaugurada entre os dias 5 a 15 de novembro do mesmo ano. Até então, pensava que o autor da obra era um escultor qualquer, de uma cidade vizinha.
As coisas começaram a ficar surpreendentes depois que conheci a neta de Agostinho, Vera Odísio Siqueira, que esteve em Piracicaba em 2007 em busca de informações sobre a obra de seu avô para um livro que estava escrevendo. Recebi em agosto de 2011 um exemplar do livro De Dom Bosco a Padre Cícero, lançado no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, CE, em 19 de julho de 2011.
Confesso que fiquei impressionado com a saga desse ex-aluno de Dom Bosco e com as junções históricas e as coincidências com a Família Salesiana, na Itália e no Brasil. Prova de que Dom Bosco e Maria Auxiliadora agem nas pessoas com a sabedoria que transcende os dias, os anos, os séculos.


Ex-aluno de Dom Bosco - Agostinho nasceu em 1º de maio de 1881, em Turim, Itália. Estudou na Escola Profissional Domingos Sávio, fundada por Dom Bosco; serviu na Companhia dos Bersaglieris e integrou a banda do primeiro Oratório Festivo de Dom Bosco, em Valdocco. Sim, ele conheceu São João Bosco em vida e, aos 7 anos, ele e sua mãe Maria foram ao enterro de Dom Bosco, que faleceu aos 72 anos, em 31 de janeiro de 1888.
Ao deixar a Itália, em 1913, seu destino era Buenos Aires, na Argentina, onde residia seu único irmão. Porém, o navio aportou em Santos, SP, onde Agostinho conheceu Natale Frateschi, imigrante italiano da cidade de Lucca, dono de uma loja de Armador e Marmoraria em Franca. Frateschi logo ofereceu ao já então conhecido artista italiano oportunidade de trabalho. Na cidade de Franca, Agostinho conheceu Dosolina, uma das filhas de Natale, com quem se casou. Da união nasceram sete filhos, dois homens e cinco mulheres.

Franca foi a primeira cidade paulista a ganhar obras de Agostinho. Depois vieram São Paulo, Campinas, Caçapava, Guaratinguetá, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Pindamonhangaba e São José dos Campos, entre outras. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, passou por Camanducaia, Itajubá, Juiz de Fora, Ouro Fino, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Santos Dumont, Três Corações, Uberaba e muitas outras. Em 1934, mudou-se para o Ceará. Deixou sua obra registrada em mais de 30 cidades, entre elas Juazeiro do Norte (terra de Padre Cícero) e a capital Fortaleza. Pelo Nordeste, circulou ainda nos estados da Paraíba e do Piauí
Dom Bosco e Padre Cícero - No Brasil, Agostinho tornou-se um dos fieis defensores e seguidores de padre Cícero, conselheiro e guia espiritual do povo do sertão, que destinou seus bens aos Salesianos para que dessem continuidade ao seu trabalho. Dom Bosco e padre Cícero foram duas grandes influências na vida de Agostinho. Na página 19 do livro encontramos a evidência: "Sua formação foi guiada pelos Salesianos e ele sempre manteve uma ligação forte com Dom Bosco, procurando, em toda a cidade que morava ou trabalhava, a família salesiana. Em Fortaleza, sua oficina tinha o nome de Dom Bosco com uma imagem na fachada".

A genialidade de Agostinho ficou mesmo registrada na escultura e na arte sacra. Mas ele atuou também em outras áreas. Como arquiteto e engenheiro, projetou, construiu e reformou igrejas e logradouros públicos. Escreveu ainda peças teatrais e óperas.
Antes de vir para o Brasil, já era um artista reconhecido na Itália. Em 1912, esculpiu o busto de Vittorio Emanuelle II, no Palazzio Venezia (Roma), obra com a qual conquistou o primeiro lugar de um concurso e uma bolsa de estudos na França. Estudou na Escola de Belas Artes e Arquitetura de Paris, onde foi discípulo de Auguste Rodin, um dos maiores escultores da nossa história. Em sua terra natal, deixou belas obras, como o nicho em homenagem a Dom Bosco na Escola Profissional Domingos Sávio e trabalhos na Igreja de São Genésio, magnífico templo da região do Piemonte.
Não tinha o hábito de assinar suas obras, o que, segundo sua neta, dificultou um pouco o mapeamento de sua produção. Agostinho faleceu em 29 de agosto de 1948, deixando importante patrimônio histórico e cultural para o Brasil.

Marcos Antonio Vanceto
Fonte: Boletim Salesiano


Nota do Postador
Em Crato, Agostinho Balmes Odisio foi também autor de outros projetos, como o monumento do Cristo Redendor (foto acima), Palácio Episcopal, busto de Dom Quintino, na Praça da Sé; altar-mor e altar da capela do Sagrado Coração de Jesus, ambos na Catedral; gruta de Nossa Senhora de Lourdes e estátua de São Geraldo, no Colégio Santa Teresa de Jesus; altar-mor da capela do Seminário Diocesano São José, dentre outros. Em Juazeiro do Norte, Agostino Balmes Odísio trabalhou na reforma da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores (hoje Santuário Diocesano e Basílica Menor) onde projetou os altares e esculpiu estátuas, medalhões e painéis daquele templo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

HOJE - Sexta-Feira, dia 30 - Dihelson Mendonça é entrevistado no Programa Cariri Encantado da Rádio Educadora do Cariri

.

HOJE, Sexta-Feira, dia 30 de Março
Horário: 14:00
Rádio Educadora do Cariri
O programa pode ser ouvido pelo Blog do Crato ou qualquer site da Rede Blogs do Ceará que tenha o player da Rádio Chapada do Araripe - Ex. Cariricult, Cariricaturas, Blog do Sanharol, Beto Fernandes, etc, ou pelo site da Rádio Educadora:

www.radioeducadoradocariri.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

Tudo positivo - Emerson Monteiro

No dia em que chegar à paz definitiva da luz no coração do ciclone, e muito mais, haverá tranquilidade no mundo de em todos nós. Enquanto não vier esse dia radioso, haverá longa estrada de oportunidades sem fim a percorrer os passos, em todos os sentidos externos e internos, a circular o espaço das dimensões. Possibilidades de festa, porém, floreiam esse tempo de espera nas árvores, no luar, nas portas abertas aos meios utilizados em seguir trilhas adentro das dimensões inesgotáveis.

Poucos parágrafos definiriam o céu das criaturas, espécimes na divina formação, sentimentos vivos e fortes, a vontade acesa dos rios de plasma. Observe, pois, neste meio termo de poucas palavras, o potencial valioso de crer na infinitude dos dias solto nas mãos dos indivíduos. Orações pronunciadas de olhos abertos, à luz do dia, pelos peregrinos dessa caravana das estrelas rasgando o véu do Mistério através do sagrado difuso nos campos e cidades, terras e mares. Seres soltos pelo ar, pisadas calmas, no chão das flores no si próprio, emoção boas invés dos batalhões nas guerras cruas e infundadas.

Isto pesa na forma da indignação que machuca a alma quando corrupções e vaidades ferem de mágoa os sonhos. A pouca justiça entre os homens, nas instituições ainda imperfeitas, dos mendigos queimados em praça pública nos pontos de ônibus, nas portas de lojas para não espantar a freguesia nos dias ensolarados seguintes, os políticos infiéis, os traficantes, as falhas no sistema que quer avançar a troco da eliminação das vidas pelo aborto consentido, e passar em branco, que tange ao retorno do que precisam devolver após cobrar os impostos e esquecer-se dos que padecem às portas dos hospitais, com o sofrimento e a fome rompendo a paciência das gentes.

Erguer os olhos por fim de reconhecer necessidades extremas de profundas transformações, mesmo que nessas práticas impiedosas. Pedir, porém agir no íntimo através dos passos à frente, no transcurso precioso das horas de felicidade que aguardam os méritos de milhões, bilhões de criaturas inteligentes vagando por vezes só a esmo, batendo cabeça nas paredes do destino, inconscientes da prudente plantação de sementes melhores, o que somos.

Isto, sim, promover o crescimento da virtude – despertar os valores essenciais à paz coletiva e à tranquilidade, nas consciências das cavernas de nós. Saber acreditar no alvorecer das gerações, agora missão depositada nas mãos desses atuais representantes da colheita presente.

PASSANDO A LIMPO - Por Edilma Rocha


Às vezes nos deparamos  com tantas perguntas,
e que de alguma maneira
terão um dia, de ser respondidas.
Ou pelo menos, ter tentado...
No decorrer do tempo percebemos
quanta luta tivemos  que percorrer no tempo
e depois refletir
se valeu a pena...
Quantos sonhos, quantos sacrifícios,
quantas alegrias e quantos sofrimentos...
Em alguns momentos
seguimos caminhos errados,
mas com a certeza de que foi
tentando acertar...
Se cheguei até este momento
deixei as marcas da dor e da saudade no meu peito.
Marcas que se transportaram até o meu rosto
cansado e maquiado de luz
para continuar sorrindo, apesar de tudo...
Uma base, um lápis, um batom
e um grande sorriso
escondem as amarguras da vida
como se quisessem unir a solidão e a tristeza
com os risos e os aplausos da vitória
perdida na inocência e na juventude...
Os meus olhos refletem a luz que eu não soube ver.
Talvez se voltasse atrás
pudesse novamente sentir o perfume das flores cerradas
Pudesse ouvir através da música da pequena cachoeira
a mensagem verdadeira.
Pudesse ver a lua brilhar no céu escuro
e contar as estrelas.
E durante o dia, proteger meu filho do sol e da chuva.
Lhe oferecer uma cama macia
e aquecer seu coração com amor de mãe...
Iria escolher a árvore mais bonita
para deixá-lo dormir
embaixo da sua sombra.
E ali repousar meu corpo frágil,
sofrido.
E certamente o vento levaria para longe
 o som das cantigas de ninar
conduzindo-o para  o mundo da imaginação.
E agora fico passando a limpo
 uma vida que poderia ter sido diferente e não foi...
Pensar, sentir,
e calar.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Pedra de peixe, é pedra ou é peixe? - Uma proposta para divulgação da Paleontologia

(Divulgado no site da Funcap)

Há aproximadamente 120 milhões de anos, existia, no Cariri, um sistema de lagos e lagoas afro-brasileiros onde cardumes de pequenos peixes e outros maiores viveram, morreram e se fossilizaram. Esses fósseis, abundantes na região, são chamados pela população local de "pedras de peixe" e fazem parte tanto da vida cotidiana dos moradores mais antigos quanto das crianças da região. As "pedras de peixe" serviram como tema para a elaboração do livro infantil "O peixinho de pedra", de autoria da jornalista cearense Socorro Acioli, que recebeu, em 2007, a menção de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional da Literatura Infantojuvenil (FNLIJ).
Apesar de muitas pessoas já reconhecerem e colaborarem para a preservação desses fósseis, grande parte da população do sul do Ceará ainda não tem acesso a informações científicas e desconhece o processo de formação dos fósseis da Bacia do Araripe. A carência de informações é ainda maior para o público infantil, pois são poucos os trabalhos de divulgação da Paleontologia voltados para crianças.

Foi pensando nesse público que a pesquisadora Lana Luzia Maia Nogueira resolveu elaborar como trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Paleontologia e Geologia Histórica pela Universidade Federal do Ceará, a monografia "Pedra de peixe, é pedra ou é peixe? - Uma proposta para divulgação da paleontologia", por sugestão da coordenadora local do curso, Dra. Maria Helena Hessel. O curso foi realizado em parceria com a Universidade Regional do Cariri (Urca) e com o patrocínio da Funcap. A pesquisadora elaborou uma proposta de cartilha infantil para divulgação da paleontologia do Araripe, com objetivo de disseminar informações científicas de forma lúdica e em linguagem coloquial, para crianças entre seis e dez anos.

De acordo com Lana, o uso da cartilha pode multiplicar o conhecimento através da leitura e da narração de histórias e contribuir para o desenvolvimento da oralidade e da socialização da criança. "O material paradidático é um grande recurso para entender uma leitura de cunho científico e estabelecer uma comunicação destas mensagens com maior facilidade. A proposta da cartilha pode consolidar novos processos de interdisciplinaridade fundamentais para uma divulgação diversificada de seu conteúdo e da Paleontologia", afirma a pesquisadora.

Como metodologia, foi efetuado, em parceria com o Grupo de Pesquisa da Chapada do Araripe (Urca), um levantamento bibliográfico de publicações relacionadas à paleontologia do Araripe. Além disso, foram realizadas visitas aos locais com ocorrências de fósseis da Formação Santana, a museus e exposições, para embasar a elaboração da cartilha, que é constituída de dezesseis páginas ilustradas com desenhos de traços simples e com informações em linguagem de fácil compreensão abordando a formação dos fósseis de peixes contidos dentro das concreções calcárias.

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terça-feira, 27 de março de 2012

Os teus atos refletem em mim

Os teus atos refletem em mim
Se você chora
Eu choro
Se sente dor
Tenho dor
Lembre-se só um pouquinho de mim
 
Pois estou todas as horas com vocês
Hoje quero te agradecer
Pois quando você esta feliz
Eu sempre fico assim


  
                                                                                      Daniel Hubert Bloc Boris (Jacques)

                                                                                         Artista Plástico















sábado, 24 de março de 2012

Um cratense do Piauí -- por Pedro Esmeraldo


Hoje, sábado, 24 de março de 2012, data de grande importância para o Crato, porque será homenageado e contemplado com o título de novo cidadão cratense o senhor Kilson Pinheiro de Rezende por essa razão tornamo-nos alegres, já que o Crato anda ressentido de líderes autênticos e que precisamos enaltecer com novos líderes de grande escol para juntar-se aos líderes da terra a fim de proteger a cidade.

Kilson Pinheiro de Rezende nascido em Piripiri-PI receberá hoje a mais nova comenda que a cidade lhe outorgará com gratidão pelo amor que tem a sua nova terra.

Orgulhamo-nos com certeza que o senhor Kilson irá juntar-se aos líderes mais afoitos a fim de reconquistar com brilhantismo todo o patrimônio perdido ao longo dos anos e que por ora precisamos de luta com coragem e com amor à terra, com isso irá unir-se o útil ao agradável.

Kilson, essa figura impoluta, tornou-se amante desta cidade e aqui fez sua residência angariando com amizade um trabalho eficaz em defesa da sua terra. Foi um homem polivalente dos seus empregos, galgou várias posições elevadas através de seu trabalho eficiente e atingiu a meta esperada com elevação no seu emprego, tornando-se um senhor respeitado no trabalho árduo e eficiente.

Chegou ao Crato no final do século passado, angariou a amizade que pode se dizer que foi um homem que soube elevar-se espiritualmente com muita simplicidade, conquistando profundos conhecimentos no decorrer da permanência de sua nova terra.

Reverberou-se com precisão no meio social da cidade, acautelou-se com dignidade no meio dos mais ásperos recantos, galgando a simpatia de homem sério e honesto.

No decorrer do tempo, notamos que o Crato precisa unir-se a outras pessoas de boas qualidades morais e que venham amealhar outras amizades que façam jus, vibrando-nos com o trabalho preciso de amor, juntando-se aos mais ardentes conterrâneos que queiram bem a nossa terra. Aqui temos certeza, o senhor Kilson nos acompanhará, não permitirá que nos separe diante dos poderosos fracos por que precisamos de pessoas fortes e corajosas. Queremos formar uma multidão de amigos que venham brigar sem esmorecimento e aparecendo com sensatez no trabalho de pessoas dignas que queiram acompanhar o desenvolvimento da cidade.

Mostraremos com força que não somos acomodados, mas somos pessoas vibrantes e lutadoras. Por isso confiamos que o senhor Kilson venha juntar-se a nossa gleba de homens que queiram defender a cidade e agora com toda certeza Kilson não nos abandonará e entrará no rol de homens que tem amor e ânsia de trabalhar com precisão pela terra comum.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Momento da Poesia - Por Claude Bloc

PALAVRAS

As palavras se calam
Porque já é dia
Porque não sei mais
Onde encontrar a rima
Onde cortar o verso.

De noite a chuva,
de dia os ventos
e essa saudade, puro entorpecente !
E só então escrevo
E só então me atrevo
A viajar sem medo
ao clarear
do dia...

Viajo pelos sóis de outros tempos
pelos dias eternos de meus sentimentos
e só então,
ao nascer do dia
embalo as estrelas
com a magia de um verso
- esse sonho disperso -
que se despetala
nesse livro aberto.


(Claude Bloc)

Há 200 anos nascia George Gardner -- por Armando Lopes Rafael

O próximo dia 2 de maio assinalará os 200 anos de nascimento de George Gardner, Naturalista, Botânico Memorialista, Intelectual, Pesquisador, Escritor, Ensaísta e Cientista inglês, nascido em Glasgow, Escócia, no dia 02 de maio de 1812. Naquela cidade, ele iniciou seus primeiros estudos. Graduou-se em Medicina e Botânica. Muito jovem, aos 24 anos, iniciou uma visita de estudos ao então Império do Brasil.

Fruto dessa viagem – feita com o objetivo de estudar, observar e pesquisar o Império dos Trópicos – foi a publicação, em 1846, três anos antes da sua morte, de um livro somente um século depois traduzido para o Português por Albertino Pinheiro, com o título Viagem ao Interior do Brasil. (São Paulo: Cia. Ed. Nacional, 1942. 468 p.)

Uma vida breve e rica! Assim poderia ser sintetizada a existência de George Gardner!

Chegada ao Cariri

Ao final da tarde do dia 9 de setembro de 1838, após ter cavalgado sobre terra plana e arenosa, de ter contemplado grandes plantações de cana, onde sentiu o cheiro do mel vindo dos engenhos de rapadura, a invadir a atmosfera com seu aroma adocicado, George Gardner avistou Crato. Extasiado com a beleza da localidade, ele escreveu as linhas abaixo:
 “Impossível descrever o deleite que senti, ao entrar neste distrito, comparativamente rico e risonho, depois de marchar mais de trezentas milhas através de uma região que, naquela estação, era pouco melhor que um deserto.

A tarde era das mais belas que me lembra ter visto, com o sol a sumir-se em grande esplendor por trás da Serra do Araripe, longa cadeia de montanhas, a cerca de uma légua para Oeste da Vila, e o frescor da região parece tirar aos seus raios o ardor que pouco antes do poente é tão opressivo ao viajante, nas terras baixas.

A beleza da noite, a doçura revigorante da atmosfera, a riqueza da paisagem, tão diferente de quanto, havia pouco, houvera visto, tudo tendia a gerar uma exultação de espírito, que só experimenta o amante da natureza e que, em vão eu desejava fosse duradoura, porque me sentia não só em harmonia comigo mesmo, mas “em paz com tudo em torno”.

Números que enganam – por Armando Lopes Rafael

(Escrevi este articuleto em 2002, há dez anos. Incrível, mas ele ainda mantém a atualidade. Minha intenção era, tão somente, mostrar como o povo brasileiro é manipulado pelas informações que recebe. Caro leitor:  qualquer retificação ou incorreção aqui constante será bem recebido pelo autor do escrito)


   Luiz Inácio Lula da Silva se elegeu novo presidente do Brasil por esmagadora maioria dos eleitores, certo? Errado.

     No primeiro turno, segundo a imprensa, Lula obteve 46,44% dos votos. Verdade? Puro engano, como demonstrarei a seguir.

O nosso colégio eleitoral tem 115.253.447 votantes. O candidato do PT recebeu 39,4 milhões de votos que representam 34,2% da preferência eleitoral. Ou seja: 65,8% dos eleitores brasileiros não queriam Lula como presidente. No primeiro turno, José Serra obteve 19,700 milhões de votos (17,1%); Garotinho foi votado por 15,175 milhões de brasileiros (13,2%); Ciro conseguiu 10,167 milhões (8,8%). Votaram em branco 2,873 milhões de brasileiros, enquanto os nulos somaram 6,975 milhões. E se abstiveram de votar 20,473 milhões de pessoas(17,8%), superando assim a votação dada a José Serra.

No segundo turno, Lula obteve 52.793.364 votos (45,8% do colégio eleitoral) enquanto Serra foi votado por 33.370.739 eleitores (28,9% dos aptos a votar). Se eu estiver errado, por favor, corrijam-me. Mas deixemos de lado as eleições presidenciais deste ano, fato consumado, e reflitamos sobre o processo eleitoral em si.

José Maria Pemán, um brilhante intelectual espanhol, no livro "Cartas a um céptico sobre as formas de Governo", escreveu: "Em princípio, não há processo de designação mais contrário à essência da magistratura suprema do que o eleitoral: deve ser uma magistratura para todos – e é eleita por um partido; deve ser um poder imparcial e sereníssimo – e nasce das paixões da luta; deve ser um símbolo unanimemente respeitado – e expõem-no durante o período que precede a sua ascensão, que é o do combate eleitoral, a todos os embates da crítica, da discussão, da caricatura e do libelo" (Edições Gama, Lisboa, 1941, p.71).

Muita gente afirma que as eleições representam a expressão da verdadeira vontade popular. Os mais fanáticos chegam a dizer "vox populi, vox Dei" (a voz do povo é a voz de Deus). Mas será que sempre ganham os melhores e os mais preparados? Será que sempre ganha quem tem mais experiência, os mais honestos, os mais sábios ou os mais competentes?

Na eleição que Pôncio Pilatos fez para o povo escolher entre Barrabás e Jesus Cristo, este último foi fragorosamente derrotado, pois a massa ignara sufragou Barrabás, o homicida. Como bem afirmou o bispo fluminense dom Fernando Arêas Rifan: O povo pensa. A massa é manobrada. Nem sempre podemos dizer que a eleição seja expressão da vontade do povo. Talvez seja só da massa."

terça-feira, 20 de março de 2012

Crucifixo, chatice e intolerância – por Carlos Alberto di Franco

(publicado n’O Estado de S.Paulo)

Carlos Brickmann, jornalista arguto e politicamente incorreto, decidiu entrar no vespeiro do despejo do crucifixo de todas as dependências do Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. Vale a pena registrar o seu comentário.
"Há religiões; também há a tradição, há também a história. A Inglaterra é um estado onde há plena liberdade religiosa e a rainha é a chefe da Igreja. A Suécia tem plena liberdade religiosa e uma igreja oficial, a Luterana Sueca. A bandeira de nove países europeus onde há plena liberdade religiosa exibe a cruz.

O Brasil tem formação cristã; a tradição do país é cristã. Mexer com cruzes e crucifixos vai contra esta formação, vai contra a tradição. A propósito, este colunista não é religioso; e é judeu, não cristão. Mas vive numa cidade que tem nome de santo, fundada por padres, numa região em que boa parte das cidades tem nomes de santos, num país que já foi a Terra de Santa Cruz. Será que não há nada mais a fazer no Brasil exceto combater símbolos religiosos e tradicionais?
Se não há, vamos começar. Temos de mudar o nome de alguns Estados e cidades como Natal, Belém, São Luís e tantas outras. E declarar que a Constituição do País, promulgada 'sob a proteção de Deus', é inconstitucional.

Há vários símbolos da Justiça, sendo os mais conhecidos a balança e a moça de olhos vendados. A balança vem de antigas religiões caldeias. Simboliza a equivalência entre crime e castigo. A moça é Themis, uma titã grega, sempre ao lado de Zeus, o maior dos deuses. Personifica a Ordem e o Direito.

Como ambos os símbolos são religiosos, deveriam desaparecer também, como o crucifixo?"
Em São Paulo, cidade cosmopolita e multicultural, basta bater os olhos nas estações da Linha Azul do Metrô: Conceição, São Judas, Saúde, Santa Cruz, Paraíso, São Joaquim, Sé, São Bento, Luz, Santana. E aí, vamos ceder ao fervor laicista e mudar o nome de todas elas?
Carlos Brickmann foi certeiro. Mostrou a insensatez e a chatice que estão no fundo da decisão de um Judiciário ocupado com o crucifixo e despreocupado com processos que se acumulam no limbo da inoperância e do descaso com a prestação da justiça à cidadania. Na escalada da intolerância laicista, crescente e ideológica, não surpreenderia uma explosão de ira contra uma das maravilhas do mundo e o nosso mais belo e festejado cartão-postal: o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

sábado, 17 de março de 2012

Tempos apocalípticos -- por Paulo Brossard (*)

Minha filha Magda me advertiu de que estamos a viver tempos do Apocalipse sem nos darmos conta; semana passada, certifiquei-me do acerto da sua observação, ao ler a notícia de que o douto Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Estado, atendendo postulação de ONG representante de opção sexual minoritária, em decisão administrativa, unânime, resolvera determinar a retirada de crucifixos porventura existentes em prédios do Poder Judiciário estadual, decisão essa que seria homologada pelo Tribunal. Seria este “o caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de Estado laico” e da separação entre Igreja e Estado.

Tenho para mim tratar-se de um equívoco, pois desde a adoção da República o Estado é laico e a separação entre Igreja e Estado não é novidade da Constituição de 1988, data de 7 de janeiro de 1890, Decreto 119-A, da lavra do ministro Rui Barbosa, que, de longa data, se batia pela liberdade dos cultos. Desde então, sem solução de continuidade, todas as Constituições, inclusive as bastardas, têm reiterado o princípio hoje centenário, o que não impediu que o histórico defensor da liberdade dos cultos e da separação entre Igreja e Estado sustentasse que “a nossa lei constitucional não é antirreligiosa, nem irreligiosa”.

É hora de voltar ao assunto. Disse há pouco que estava a ocorrer um engano. A meu juízo, os crucifixos existentes nas salas de julgamento do Tribunal lá não se encontram em reverência a uma das pessoas da Santíssima Trindade, segundo a teologia cristã, mas a alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima de pusilanimidade de Pilatos, que tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos, e com isso passar à História.

Em todas as salas onde existe a figura de Cristo, é sempre como o injustiçado que aparece, e nunca em outra postura, fosse nas bodas de Caná, entre os sacerdotes no templo, ou com seus discípulos na ceia que Leonardo Da Vinci imortalizou. No seu artigo “O justo e a justiça política”, publicado na Sexta-feira Santa de 1899, Rui Barbosa salienta que “por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz”… e, adiante, “não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados”. Em todas as fases do processo, ocorreu sempre a preterição das formalidades legais. Em outras palavras, o processo, do início ao fim, infringiu o que em linguagem atual se denomina o devido processo legal. O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida.

Não é tudo. Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde. É deste modo que, há mais de cem anos, Rui concluiu seu artigo, “como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Faz mais de 60 anos que frequento o Tribunal gaúcho, dele recebi a distinção de fazer-me uma vez seu advogado perante o STF, e em seu seio encontrei juízes notáveis. Um deles chamava-se Isaac Soibelman Melzer. Não era cristão e, ao que sei, o crucifixo não o impediu de ser o modelar juiz que foi e que me apraz lembrar em homenagem à sua memória. Outrossim, não sei se a retirada do crucifixo vai melhorar o quilate de algum dos menos bons.

Por derradeiro, confesso que me surpreende a circunstância de ter sido uma ONG de lésbicas que tenha obtido a escarninha medida em causa. A propósito, alguém lembrou se a mesma entidade não iria propor a retirada de “Deus” do preâmbulo da Constituição nem a demolição do Cristo que domina os céus do Rio de Janeiro durante os dias e todas as noites.

(*) Paulo Brossard, ex-senador da República, ex-ministro da Justiça, Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Artista Plástico Cratense representará o Ceará no SARAU CHATÔ 2012, em Brasília


Um dos mais importantes eventos artísticos de Brasília


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O artista plástico cratense George Macário seguirá para Brasília nos próximos dias, onde representará o Ceará num dos mais cobiçados eventos artísticos, o SARAU CHATÔ, ponto de referência cultural na capital da república, destinado a eventos culturais.

Inaugurado em abril de 2008, o Espaço Chatô é um canal de comunicação para manter acesa a chama de Assis Chateaubriand, no que se refere ao seu ideal de elevação do nível cívico e cultural do povo brasileiro, motivando sempre o debate das grandes questões nacionais e o incentivo ao desenvolvimento da educação.

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Na foto acima: Galeria George Macário, em Crato

O artista plástico cratense George Macário já realizou exposições em diversas cidades brasileiras, e suas obras são elogiadas pela crítica especializada. Um dos seus maiores entusiastas é o internacionalmente conhecido artista Bruno Pedrosa, que reside na França, e cujas exposições transitam nas maiores galerias do mundo; De Nova York a Paris, de Londres a Tokyo.

George Macário estará no Sarau Chatô no dia 22 deste mês de março e deverá levar algumas das suas mais recentes obras para uma exposição. O Sarau Chatô possui uma intensa programação de exposições, lançamentos de livros e apresentações musicais, e é parte integrante da estrutura da Fundação Assis Chateaubriand, localizada no Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 2, Lote 340, no edifício-sede do Correio Braziliense, em Brasília (DF). O local dispõe de um salão de 80,35 m², margeado por agradável varanda de 745 m².


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George Macário mescla diferentes estilos: Pós moderno e Impressionismo:

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Após décadas nos estilos tradicionais, nos últimos anos, amadureceu a idéia de que unir a pintura com a escultura. Seus mais recentes trabalhos mostram relêvo, e cada vez mais o uso de projeções tridimensionais, formas abstratas que saltam da tela para o mundo real:

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Recentemente o artista desenvolveu uma série de esculturas derivadas da sua própria forma de concepção visual

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Dihelson Mendonça com informações do Sarau Chatô.

O ghostoso da simplicidade - Emerson Monteiro

Acharam, pois, de artificializar tanto, e de tal forma, as categorias gramaticais que de regra obesa ninguém vive mais o prazer das primeiras vezes, nessas murrinhas rodeadas na moldura dos cabelos amarfanhados, parafinados, que só aprisionam a boneca da velha civilização. Onde eles esconderam o desgosto do amor aberto das praças e a paixão dos filmes ardentes, as flores miudinhas abandonadas ao vento, o inesperado das cenas, os sambas clarividentes de Chico Buarque?

A emoção definitiva dos jornais de antigamente que chuva levou para sempre, então? E as máquinas sabidas de dar corda, os brincos de argola pendurados perto dos lábios de mel, olhos acesos de desejo às menores carícias, os brejos dos canaviais ondulantes, as cores vivas dos tetos de telha das choupanas e suas chaminés esvoaçantes tingindo de cinza o verde da matas em festa animada? Os pirilampos, as cabrochas, os sugares das concertinas, estalidos de comboeiros conduzindo cargas de rapadura em travessias de sertão? Que é disso, daquilo e doutros tamanhos blocos de granito que jamais imaginou sumirem?

E o ghostoso das mínimas atenções que escorregou dos dedos a preço de inutilidades, a troco de nada, sem botão de respostas saracoteando nas histórias estrangeiras das conversas pra boi dormir dos vídeos games e tudo?! Argumentos falsos desconfiados dessa gente que repete as produções, no lucro incessante em jeito sabido, incutindo colesterol nas barrigas esfomeadas dos subdesenvolvidos e carrões platinados!?...

Começaram tocando nas rádios assuntos desconhecidos em músicas de línguas desconhecidas, e venderam fácil aos índios geniais camaradas, samurais enferrujados. Passaram que passaram turnos de mercadorias ilustradas, sarapintadas no sabor de artificial, e encheram maneiro o canteiro da moçada efusiva.

Depois era ver e crer o quanto sucata emprenha o teto dos armazéns, casas e dormitórios. Nisso, o barco segue tingindo o mar dos puxadores da guerra, nos exteriores das fazendas de gado, na superpopulação do tecido social. Cultura mesmo adormeceu preguiça no território de um globo inteiro, que esmoreceu nas calças. Bossa abusada que fuça, fuça, a estrutura caduca na farra de ração que atocha de hormônio o tanque da macacada sideral.

Há tempo, sim, nas folhas dos calendários... No treme-treme dos relógios. Ia esquecendo falar a saudação de fechar a carta.