Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Nonato Luiz - Emerson Monteiro

Nestes próximos dias 20 e 21 de abril, sexta-feira e sábado, no Auditório da Rádio Educadora, em Crato, e no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, respectivamente, às 20h, dar-se-ão shows comemorativos aos 35 anos de carreira do artista cearense Nonato Luiz, consagrado no mundo inteiro, e que agora vem ao Cariri para reencontrar seu público em noitadas musicais do mais alto nível, como avaliaram noutros lugares os melhores críticos.

Um dos onze filhos de Pedro Luiz, agricultor, violeiro e repentista, Raimundo Nonato de Oliveira nasceu em 1953, no vilarejo de Aroeiras, município de Lavras da Mangabeira, sul do Ceará. Ainda na infância, ganharia um cavaquinho e descobriria a música através do rádio e das apresentações dos tocadores do sertão, músicos que marcariam sua vida, sanfoneiros que animavam as festas do lugar onde vivia. Aos 11 anos mudou-se com a fimília para Fortaleza. Dois anos depois, começaria estudos de violino junto ao Conservatório Alberto Nepomuceno, da Universidade Federal do Ceará, quando se desenvolveu na técnica, sendo, então, convidado pelo maestro Orlando Leite para a Orquestra Sinfônica Henrique Jorge, na qual permaneceria por dois anos. Observou, nesta fase, sua indentificação instrumental com o violão. Aprofundou conhecimentos musicais por meio dos autores clássicos, dentre eles, com destaque, Mozart e Beethoven, distinguindo sua intuição voltada também para as origens populares da nossa música, escutando Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Luiz Gonzaga e outros intérpretes.

- Numa fase mais madura, interessei-me pelo trabalho de Baden Powell, no campo do violão popular, e Andrés Segóvia, na área erudita.

Também foi importante meu convívio com o violonista clássico Darcy Villaverde, amigo e parceiro carioca, com quem percorri grande parte do Brasil, em inesquecível turnê – afirma Nonato Luiz.

No ano de 1977, iniciou o Curso de Licenciatura em Música, também na Universidade Federal cearense, que interrompeu dois anos depois, ao se transferir para o Rio de Janeiro e iniciar carreira profissional como violonista. Das aulas, no entanto, obteve muitas informações sobre teoria musical, harmonia, arranjos e sobre outros instrumentos. Como autodidata, estudou intensamente a obra dos compositores brasileiros.

- Assim os adaptei para o violão e executei, como o faço até hoje, as maravilhosas composições desses mestres. Ao mesmo tempo, recebi deles a influência que dá alicerce às minhas composições – assegura o artista.

Nonato Luiz é ocupante da cadeira n.º 18 da Academia Lavrense de Letras, possui mais de 500 composições musicais e de 30 discos gravados e viaja noutros países a propagar o tesouro musical brasileiro, a demonstrar a qualidade do talento por todos respeitado.

O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 1

 
Todo início de ano é a mesma rotina. Passada a temporada natalina junto os Cartões-de-Natal recebidos e seleciono alguns para guarda-los, por trazerem mensagens construtivas, dotadas do Pulchrum (*) e calcadas em perenes princípios e valores. Este ano mais uma vez  guardei o Cartão-de-Natal recebido do Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.

Interessante como muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil ainda existe uma Família Imperial. A imensa maioria do nosso povo é  informado apenas pelos noticiários da televisão, estes, infelizmente, direcionados para mostrar a decadência dos costumes. No Brasil, o mal foi disseminado de tal maneira que – nos dias atuais – os problemas nos agridem até no recinto do nosso lar. Basta assistir a um noticiário da televisão para sentir o estágio da crise: a família está sendo destruída pela imoralidade e corrupção dos  costumes; as drogas campeiam desviando os jovens; assaltos, sequestros... A sensação que temos é que tudo está a ponto de naufragar e que todos seremos vítimas da tormenta.

Mas, como ia dizendo, o Brasil possui uma Família Imperial. Melhor ainda, esta família é tida e reconhecida  como uma das reservas morais da nação. Isto posto, permita-me transcrever a mensagem recebida do Príncipe Dom Luiz, na qual homenageou a memória de sua mãe, Dona Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança, alemã de nascimento falecida em 13 de maio de 2011. A conferir abaixo:
(*)Pulchrum: belo




Armando Lopes Rafael

O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 2

“Na mensagem natalina deste ano de 2011, meu olhar volta-se já saudoso para a figura de minha querida Mãe, a quem Deus Nosso Senhor aprouve chamar a Si, no dia 13 de maio último. Os limites naturais destas breves linhas não comportam quanto afeto filial teria para externar.

Mamãe integrou o limitado número daquelas Princesas a quem o casamento conduziu a terras distantes. Não imaginava ela, por certo, em sua juventude na Baviera, passar a maior parte da vida, que muito longa seria, do outro lado do Atlântico.

Assim ocorreu pelo feliz consórcio com meu Pai, o Príncipe D.Pedro Henrique, numa união que atendeu judiciosamente aos interesses das duas Casas – Orleans e Bragança e Wittelsbach – e aos ditames de coração dos dois jovens Dinastas. Casando-se com o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Mamãe passava a ter seu destino indissociavelmente ligado ao deste grande País, tornando-se Mãe dedicada e extremosa de doze príncipes brasileiros.

Chegada do exílio a Família, ao fim da II Guerra Mundial, o primeiro contato de Mamãe com seu “Novo Mundo” foi em Petrópolis, por breve tempo, seguindo de alguns anos no Rio de Janeiro, na placidez de uma casa na Urca. Em 1950 meu Pai estabeleceu-se como fazenderio no Norte do Paraná, então verdadeira terra da promissão que atraía brasileiros de todas as partes. Foi esse certamente o período mais marcante de nossa vida como família, aquele em que a identificação com o Brasil, definida pelo berço, mais se imprimiu em todos nós. Na metade dos anos sessenta, quando a maior parte dos filhos buscava o ensino superior, veio a mudança para Vassouras. Com a morte de meu Pai, em 1981, Mamãe passou a ser a alma do convívio familiar, que se ia dilatando pela chegada de muitos netos.

Na fotografia que escolhi para ilustrar este cartão, reluzem os predicados que tanto a caracterizavam: dignidade, grande distinção, brilho natural, sensibilidade, firmeza de caráter; atributos estes que se manifestavam nas mais variadas situações, desde a simplicidade da vida doméstica ao luzimento de salões do Rio ou de São Paulo. Sempre igual a si mesma, Mamãe deixou por todo o Brasil, em quantos a conheceram, funda impressão de afabilidade e autenticidade como Princesa.

Mas foi a fé, recebida de seus maiores, o dom mais precioso que transmitiu e inculcou em nós, seus filhos. Naturalmente bondosa, era igualmente firme quando estavam em jogo os princípios cristãos que constituem o fundamento da existência e do lar, bem como o cumprimento do dever.

Nas numerosíssimas mensagens recebidas por ocasião de seu falecimento, o pensamento mais presente – e que muito nos consolou – foi o de ter ele coincidido com o aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, como a indicar o beneplácito de Deus Nosso Senhor em sua acolhida.

Recordando a figura afável, dedicada e piedosa de minha querida Mãe, neste Natal deposito confiante aos pés da Sagrada Família, uma prece filial por ela, bem como uma prece particular por toda a Família Imperial, por este Brasil que tão carinhosamente acolheu minha Mãe e por todos os brasileiros, especialmente os que aspiram à restauração das fibras mais autênticas da nacionalidade, nas vias da civilização cristã.

Luiz de Orleans e Bragança

domingo, 15 de abril de 2012

Exemplos que nos foram legados pela História (postado por Armando Lopes Rafael)

O testamento do Almirante Tamandaré
Há 115 anos, no dia 20-03-1897, falecia o Almirante Joaquim Marques Lisboa (13.12.1807--20.03.1897), que ficou mais conhecido na história do Brasil como Almirante Tamandaré. Patrono da Marinha Brasileira, antes de morrer, Tamandaré escreveu o Testamento abaixo:

"Exijo que meu corpo seja vestido somente com camisa, ceroula e coberto com um lençol, metido em um caixão forrado de baeta, tendo uma cruz na mesma fazenda, branca, e sobre ela colocada a âncora verde que me ofereceu a Escola Naval em 13 de Dezembro de 1892, devendo-se colocar no lugar que faz cruz a haste e o cepo um coração imitando o de Jesus, para que assim ornado signifique a âncora-cruz, o emblema da fé, esperança e caridade, que procurei conservar sempre como timbre dos meus sentimentos.

Sobre o caixão não desejo que se coloquem coroas, flores nem enfeites de qualquer espécie, e só a comenda do cruzeiro que ornava o peito do Senhor D. Pedro II em Uruguaiana, quando compareceu como primeiro dos voluntários da pátria para libertar aquela possessão brasileira do julgo dos paraguaios que a aviltavam com sua pressão; e como tributo de gratidão e benevolência com que sempre me honrou e da lealdade que constantemente a S. M. I ((obs: S.M.I. significa: Sua Majestade Imperial) tributei, desejo que essa comenda relíquia esteja sobre meu corpo até que baixe à sepultura.
Exijo que não se façam anúncios e nem convites para o enterro de meus restos mortais, que desejo sejam conduzidos de casa ao carro e deste à cova por meus irmãos em Jesus o Cristo que hajam obtido o fórum de cidadãos pela Lei de 13 de Maio. Isto prescrevo como prova de consideração a essa classe de cidadãos em reparação a falta de atenção que com eles se teve pelo que sofreram durante o estado de escravidão; e reverente homenagem à grande Isabel Redentora, benemérita da pátria e da humanidade, que se imortalizou libertando-os.

Exijo mais, que meu corpo seja conduzido em carrocinha de última classe, enterrado em sepultura rasa até poder ser exumado, e meus ossos colocados com os de meus pais, irmãos e parentes, no jazigo da família Marques Lisboa.
Como homenagem à Marinha, minha dileta carreira, em que tive a fortuna de servir a minha pátria e prestar alguns serviços à humanidade, peço que sobre a pedra que cobrir minha sepultura se escreva:
"Aqui jaz o velho marinheiro".
Almirante Joaquim Marques Lisboa

A Carroça de Mamulengos - Emerson Monteiro

Um clã organizado que viaja o Brasil produzindo arte popular através de espetáculos circenses, eis o retrato resumido dessa trupe de artistas formada de irmãos da mesma família para festas de intensa alegria, músicas e cores, mostradas em praça pública, revivendo no palco das ruas e praças do Cariri as boas noites do que oferece silenciosa felicidade, aos olhos brilhantes de crianças atenciosas ao novo que recebem.

O prenúncio desse grupo de artistas remonta 1975, em Brasília, quando seu idealizador, Carlos Gomide, trabalhava de junto do diretor de teatro Humberto Pedrancini, em outro grupo chamado Carroça. Ano seguinte e conheceria o espetáculo Festança no reino da mata verde, do Mamulengo Só Riso, assim reforçando o gosto pelo teatro de bonecos.

Em 1978, Carlos conheceu Antônio Alves Pequeno (Antônio do Babau), mestre brincante paraibano da cidade de Mari, buscando-o em 1979 para desenvolver o aprendizado nos espetáculos dos bonecos. Um ano e meio de convivência seria o suficiente para o discípulo estruturar o conjunto de bonecos da mesma brincadeira e receber permissão do mestre para levar adiante a tradição milenar em viagens pelo País, isto que vem informado no site do grupo na Internet.

Em 1982, ainda no Distrito Federal, se incorporou ao elenco das peças a teatróloga Schirley França, futura esposa de Carlos Gomide, de cuja relação nasceriam os oitos filhos do casal que compõem a base atual da caravana artística que nos visita: Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel.

Na melhor qualidade desses espetáculos, em turnê patrocinada dentre outros pela Petrobras, a Carroça de Mamulengos alimenta o encanto da arte espontânea dos terreiros, feiras e festivais, essência natural das manifestações coletivas de cunho popular, o que traduze em termos presentes os primórdios da Grécia mais antiga, naquilo que chamaram ditirambo, fonte arcaica do teatro moderno e do cinema industrial.

Desta maneira, revivem sonhos e vivências comunitárias em ações plenas de música, dança, jogos, diversões, folguedos, confraternização, força pulsante dos universos da beleza inesperada, isso diante da tecnologia artificiosa destes dias massificados da artificialidade vendida aos borbotões nos vídeos distanciados da gente.

Nossos votos de boas vindas e sucesso à Cia. Carroça de Mamulengos nas cidades do Cariri que desfrutam a luminosidade dos instantes mágicos que traz ao povo.

TV Chapada do Araripe está de Cara Nova e prepara programas semanais de Entrevistas e Shows


Novidade no Ar...




A TV Chapada do Araripe ( Antes referenciada como TVCrato ) é uma coleção crescente de vídeos, reportagens, entrevistas e apresentações musicais direcionadas a mostrar a Arte, Cultura e a Informação na região do Cariri Cearense. Estamos trabalhando atualmente no sentido de disponibilizar novos programas semanais, que estrearão em breve. O novo site abriga as produções da WEB-TV Chapada do Araripe exibidos ao longo de vários anos, e pode ser acessado pelo link: www.tvchapadadoararipe.com

Veja as novas vinhetas da TV Chapada do Araripe:

Uma das novas vinhetas do canal:



Vinheta do Programa "DM STUDIO", que está em fase de pré-produção:



Já está em fase de pré-produção o mais novo programa da TV Chapada do Araripe, o "DM STUDIO", apresentado pelo pianista Dihelson Mendonça, o programa será mais que um Talk Show; Trará toda semana um convidado para entrevista, reportagens sobre os assuntos que foram destaque durante a semana no Cariri, no Brasil e no Mundo. Em breve!

Dihelson Mendonça
Administrador do Sistema Chapada do Araripe de Comunicação

www.tvchapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.chapadadoararipe.com ( Portal de notícias do cariri )
www.blogdocrato.com ( o maior acervo do Crato na Internet )
www.filhoseamigosdocrato.com ( Comunidade do Crato no facebook )

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lembrando Raimundo Bezerra, um gigante da área de saúde em Crato – por Armando Rafael


Está sendo realizado na cidade de Crato, com encerramento previsto para manhã, dia, 14, o XII Congresso das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará. Um evento que merecia ser mais destacado.
A única notícia que li sobre este encontro foi aqui mesmo, no Blog do Crato. Durante o evento foram prestadas homenagens ao deputado Wellington Landim (PSB) e Madre Edeltraut Lerch.
Homenagens justíssimas!

Será que se lembraram do ex-deputado e ex-prefeito Raimundo Bezerra? 
Ele foi o presidente da 9a. Conferência Nacional de Saúde—CONASEMS e presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde do Ceará. Esta mesma instituição que ora se reúne em Crato.
Aliás, do site do CONASEMS, retirei as informações abaixo:

   "Raimundo Bezerra nasceu em Crateús. Menino veio para Crato, palco de sua profícua carreira médica e política. Era formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Foi deputado estadual e federal. Neste último mandato, fez parte da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1990), sendo considerado como um dos grandes protagonistas da Reforma Sanitária do Brasil.
  
   Sua atuação como relator da saúde na Constituinte foi notória, o que lhe trouxe grande respeito por parte do movimento sanitário brasileiro. Também merece ênfase a atuação marcante que teve na elaboração das leis orgânicas da Saúde, Previdência e Assistência Social. Foi presidente do Comitê Consultivo da 9a. Conferência Nacional de Saúde--CONASEMS.
   
Foi secretário de saúde de Fortaleza entre 1993 e 1994, sendo eleito presidente do CONASEMS em 1993. Foi também vice-presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde do Ceará. Raimundo Bezerra faleceu em 16 de outubro de 1998, aos 62 anos".
   
   Muito da projeção que o Crato possui na área da saúde (privada e pública) deve ao Dr. Raimundo Bezerra. Basta citar três empreendimentos da iniciativa dele: o atual Hospital São Raimundo, o Hemoce-Crato (ainda hoje com movimento superior ao de Juazeiro do Norte) e o Centro de Zoonoses do Cariri, localizado no bairro Palmeiral, em Crato. Se fossemos citar mais exorbitaria o espaço deste blog...
  

segunda-feira, 9 de abril de 2012

IILENE MEYER

IIlene Meyer é uma artista internacionalmente conhecida que recebeu elogios da critica desde os meados dos anos 80. Ela nasceu em Seattle, Washington,
Depois de estudos de pintura e desenho técnico ela fez sua estreia em 1979 na Galeria Mostra Solo em Washington.
Extraordinariamente rica  e expressiva  a pintura  a óleo e as gravuras  mostram as nevoas da criação explorando criaturas fantásticas e paisagens imaginárias com clareza,  penetrante paixão como o Surreal de Picasso ou Dali, como o evocativo de Georgia O´Kleffe. Esta Galeria brilhante introduz sci-fi e visualizações New Age .
A coleção primeira retrospectiva em larga escala do trabalho de Meyer é extraordinária. Invoca os temas de ecologia, conservação, cultura e civilização. As pinturas de Meyer pronunciam toda a existência e  todas as almas que estão interligadas.
Baseada em sua própria imaginação a criatividade sem limites e detalhes preciosos, suas pinturas cobrem uma ampla variedade de sujeitos criados  como o homem, animais, plantas, naturezas mortas e o universo. Toda a técnica, a filosofia abrangente e culturais são fundidos com uma profunda compreensão de temas.
Ela mostra seus súbitos e cores claras e ricas abrangendo uma ampla gama de eventos na terra do passado, presente e futuro, convidando-nos em seu mundo imaginário e ver as mensagens que variam de acordo com o espectador.


Fonte : Biografia da Pintura

Ilene Meyer - para quem gosta de arte

domingo, 8 de abril de 2012

Santa Teresinha da República -- por Ancelmo Góis


    Dia 21, agora, celebram-se os 220 anos da morte de Tiradentes. Mas com o passar dos anos a imagem do herói supremo da nação anda meio crestada. Um tiro certeiro foi disparado pelo grande historiador José Murilo de Carvalho, que, em seu livro “A formação das almas”, no capítulo “Tiradentes: um herói para a República”, mostra como o mito Tiradentes foi construído pela propaganda republicana. A República, que chegou ao poder sem muito apelo popular, teve dificuldade de construir um herói. Tentou sem sucesso Deodoro, Benjamin Constant e Floriano Peixoto. Terminou tendo êxito apelando para Tiradentes.

    Zé Murilo lembra que em torno do personagem histórico de Tiradentes houve e continua a haver intensa batalha historiográfica. “Até hoje se disputa sobre seu verdadeiro papel na Inconfidência, sobre sua personalidade, sobre suas convicções e sobre até sua aparência física.” Como não existia qualquer retrato feito por quem o tivesse conhecido pessoalmente, foi retratado de barbas, uma figura que lembra, como cantou Castro Alves, Jesus.

   Kenneth Maxwell, historiador britânico e autor do livraço “A devassa da devassa — A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-1808”, diz que quando escreveu o livro deixou de lado a mitologia de Tiradentes “bem relatada por José Murilo em seu belo trabalho”. Segundo ele, Tiradentes era de fato um admirador da independência dos EUA, um republicano, nacionalista e também um homem de ação. “Mas não era, na minha opinião, o mais importante conjurado em Minas na época, em comparação com homens abastados, e com experiência internacional, como Cláudio Manuel da Costa e Tomas Antônio Gonzaga, por exemplo.”

    Já mestre Boris Fausto diz que Tiradentes foi, na sua opinião, “um dos poucos heróis de nossa História, sem falar e sem fazer demagogia, e do povo brasileiro. Diz que gosta muito da obra do Zé Murilo, “mas ele tem um viés com relação à República”. Boris reconhece que o culto de Tiradentes surgiu entre os republicanos: “Mas sua imagem, em compensação, foi abafada pela monarquia, porque D. Maria, chamada A Louca, responsável ostensiva pela aplicação da pena de morte ao alferes, era ancestral de nossos imperadores.”

    Convidado a entrar no debate, o pernambucano Evaldo Cabral de Mello se esquivou. “Tiradentes era uma figura simpática, simples, considerado um santo, uma Santa Teresinha, e com santo não se discute.”

Tempo


Não há hoje sem o amanhã
Nem o amanhã sem o ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Cada manhã com seu sorriso
No sombrio das minha tardes, minhas lembranças
No fim de cada noite, descansa a alma cansada

Chega o amanhã, que é hoje
O hoje virou ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Já não sou mais só filho; sou pai e avô
Rugas me voltam ao passado
Do tempo que já passou

Vivo o tempo que me resta
Sou o livro vivo da vida
Deixo exemplos aos que querem aprender
Viva a vida sem se arrepender
Pois nascer é apenas começar a morrer
E morrer é viver eternamente.


                                                             Daniel  Hubert Bloc Boris (Jacques)
                                                                             Artista Plástico

sábado, 7 de abril de 2012

A Lira Nordestina -- por Renato Casimiro


(postado originalmente no Blog: http://www.portaldejuazeiro.com/)

Desde que a Lira Nordestina, a velha gráfica de folhetos de literatura de cordel do poeta José Bernardo da Silva, por último na gerência de suas filhas – Maria de Jesus Silva Diniz à frente, passou ao Governo do Estado do Ceará / Academia Brasileira de Cordel / Universidade Regional do Cariri, não paramos mais de reclamar pelas constantes ameaças à sua destruição. Tem sido assim, especialmente nesta última esfera – a da nossa Universidade, passando por diversos gestores, desde o prof. José Teodoro Soares, até hoje.

Tem sido lamentável a conduta da URCA no tocante à preservação e dinamização daquele patrimônio. A Lira, bem explicado, representa a herança de uma fase histórica de nossa cultura popular, congregando poetas e xilógrafos, que nós não podemos renunciar, jamais. Em torno dela, por exemplo, reúnem-se ainda algumas dezenas de artistas que continuam produzindo e mantendo, a duras penas, a atividade de suas competências.

O capítulo mais recente foi a decisão de romper o contrato (CLT) do xilógrafo Airton Laurindo (ligado à Lira desde 1988 e à URCA, desde 2004). Não recapitulo aqui a via crúcis de seu sofrimento – o que tenho assistido com muito pesar, pois a Lira mudou de endereços várias vezes, perdeu peças preciosas de seu acervo, ficou em muitas situações de vexame por gestores sem compromisso e terminou por dispersar parte de suas atividades, pela falta de uma diretriz que nos dissesse que a URCA, de fato, assumia o seu compromisso de agente cultural.

Anteriormente havia sido rompido o contrato com o xilógrafo Cícero Lourenço (ligado à Lira desde 1988, e à URCA, desde 2005). E era dois apenas, pelos quais, não a URCA, diretamente, mas por uma destas manobras de terceirização, que foram contratados por uma razão social, salvo engano, de nome Auxilio-Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 04.782.407/0001-79, com sede na Rua Rodrigues Júnior, 287-A, Centro, Fortaleza/CE.
Há poucos dias, o Airton foi comunicado pela Pró Reitora de Administração da URCA, profa. Antônia Cileide de Araújo, que ele deveria assinar o aviso prévio, com o qual, no prazo legal, seria desligado. Uma das alegativas, apresentada pessoalmente ao servidor, por sua Pró Reitora, pasmem, é de que pessoas como ele não contribuem para nada na URCA. Aliás, no mesmo ambiente da Lira funciona o Curso de Artes da URCA, remanejado de Barbalha, e é no espaço da Lira que algumas atividades deste curso se desenvolvem. Pouca vergonha, esta, de uma autoridade universitária testemunhar deste modo. É cruel, até este tratamento pessoal.

Evidentemente, a nova direção da Lira, agora sob nova direção, do prof. Fábio Rodrigues (Pró Reitor de Extensão da URCA, parece ser ineficiente até para que, de mal a pior, a Lira ainda continue a cumprir precariamente o que já foi, uma das glórias da matriz cultural de Juazeiro do Norte e do Cariri. Eu não me iludo: isto não é incompetência. Isto é má fé, é desrespeito. É ignorância que se associa a intenções que não se confessam publicamente e a serviço do que pior ainda se abriga na URCA, por ranços a fatos não superados, oriundos em espíritos prevenidos e medíocres que insistem em não entender a vocação, o compromisso e a responsabilidade social da instituição.

Triste papel, este, o de uma universidade que não consegue resolver com clareza o que lhe serve, ao custo irrisório de um salário mínimo para cada um dos seus dois colaboradores e zeladores exemplares. Fica a indagação: conseguirá a URCA zelar por mais alguma coisa na Região do Cariri, se o preço for maior que o salário mínimo? É traduzir da forma mais barata possível, uma missão que engrandeceria o papel que a instituição assumiu historicamente com o desenvolvimento do Cariri.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Circulando Edição Nº 5 da Cariri Revista


 
Já está circulando a edição nº 5 da Cariri Revista atualmente uma das mais importantes publicações da imprensa cearense. Sempre com bom conteúdo e bonita apresentação gráfica esta revista dia a dia alcança a preferências dos leitores. Neste número entre tantas matérias interessantes destacamos a sobre a artista cratense Telma Saraiva; as nascentes da Chapada do Araripe; as novas romarias do Cariri; a saga do pequi; as chances de títulos do futebol caririense. Mas vale a pena lê tudo.
A revista é grátis, podendo ser retirada nos pontos citados abaixo ou enviada pelo correio, mediante assinatura.
- JUAZEIRO DO NORTE
Aeroporto Regional do Cariri | juazeiro do Norte. Datas e horários, disponível em nosso site.
Restaurante Pasto&Pizza | Rua: Odete Matos de Alencar, 590
Hotel Panorama | Rua: Santo Agostinho, 58
Oca Design | Av. Leão Sampaio, 851
Av. Leão Sampaio, 1036
- CRATO
Pão & Cia | Av. Cel Antônio Luis, 1200
Tênis Cub
- FORTALEZA
Aeroporto Internacional Pinto Matins | Sala VIP Casa Blanca Turismo American Express
Lojas Distrivídeo: Av. Antônio Sales, 2926 - Av. Engenheiro Santana Jr., 155 Lj-05
Restaurante Limone | Rua: Pereira Valente, 1146
Marquinhos Cabeleleiros - Av Dom Luis 1132
SE DESEJA RECEBER EM CASA
ASSINE POR 59 REAIS – ASSINATURA ANUAL. Veja como no site: www.caririrevista.com.br
(Publicado originalmente no Blog:  http://www.portaldejuazeiro.com/)

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Maior É Deus - Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro

É, maior é Deus
Pequeno sou eu
O que eu tenho foi Deus quem me deu
O que eu dou é o que eu tenho
Foi Deus quem me deu

Eu nada sou
Mas também não sou nenhum fariseu
Vim aqui pra falar, falou
Porque o cala boca já morreu
Maior é Deus

Mas é o que eu vou lhe mostrar
O que de melhor for meu
Quem quiser me escutar, escutou
Não quero glória, fama ou apogeu
(Maior É Deus)

Um privilégio de poucos - Emerson Monteiro

Falo a propósito do livro, esse instrumento valioso que se mantém na via principal das revoluções da História, logo depois da revolução agrícola. Llivro, o responsável pela propagação das ideias no decorrer dos séculos, reservatório de transformações e passaporte da mais plena das liberdades, o livre pensar.

Percentuais dos leitores de livro apresentaram redução no Brasil nos dois últimos anos. Devido aos outros chamamentos, televisão, computador, celular, a margem de quem adota o livro a título de lazer e fruição sofreu queda expressiva, no entanto longe de causar maiores preocupações diante da importância acadêmica desse meio de comunicação, fator essencial entre mestres e alunos.

A satisfação de um bom livro jamais encontrará concorrente naqueles que desfrutam do prazer da leitura em qualquer idioma deste universo. O pensamento dos autores percorre, assim, milênios e multidões, renova tecnologias, alimenta possibilidades inestimáveis no trabalho dos povos, na civilização, abrindo espaço aos valores e bons costumes.

Uma casa sem livros é uma casa sem alma, contam os sábios. O livro caindo n’alma é germe que faz a pala, é chuva que faz o mar, afirmou Castro Alves.

Quiséssemos falar nas maravilhas de um bom livro e passaríamos vários dias longe de chegar ao destino, porquanto a força viva do engenho vital encontra nas páginas dos compêndios a galáxia das grandes descobertas, invenções, todo tempo. Viagem do infinitamente pequeno aos gigantescos momentos da imaginação e dos sonhos. Conhecer as entranhas do conhecimento através das letras e dos conceitos mergulha no milagroso das selvas fantásticas do saber, o que revela o suave deslizar pelas folhas à frente dos olhos.

Tais passageiros de naves milagrosas, continuam a busca da sabedoria nascida já na escola por meio dos livros, e presenciam acontecimentos revitalizadores à medida que seguem o curso, atentos na jornada iluminadora do aprendizado, libertos junto às jóias impressas.

Houve época quando afirmavam, quais realizações pessoais, gerar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Porém agora, nesta fase dos eletroeletrônicos e do desmatamento incontrolado, talvez os dizeres peçam alguma alteração também quanto a escrever o livro. E queiram considerar naquelas previsões, e ler um livro. E pois um que seja, lido com gosto e desejo sincero, poderá até mudar vidas inteiras na direção da propalada libertação humana.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Não cresça sem poder -- por Pedro Esmeraldo


Encontrei nesta semana um professor muito educado, o historiador Antonio Correia Lima, líder comunitário do futuro bairro do Crato, o atual Distrito de Ponta da Serra. Dizia-me que estava amargurado com pensamento enegrecido devido as medidas austeras do TRE, pois não aceita o plebiscito de criação de novos municípios, visto que, assim dizia ele: considera incapacitados para se tornarem independentes, haja vista que alguns desses distritos não possuem meios suficientes para se comportarem como municípios autônomos, pois que não satisfazem com o desenvolvimento elevado e eficiente, já que permanecerão sempre com pires na mão, vivendo às custas do Governo Federal, isto é, dependem das pequenas verbas que lhe são facilitadas pelo Poder Central.

Nota-se que alguns municípios cearenses não se desenvolvem culturalmente e economicamente, já que os Estados do Nordeste sofrem das terríveis secas periódicas e que sempre avassalam deixando seqüelas que dificilmente poderão ser consertadas.

Tudo isto foi causado pela fanfarronice de alguns parlamentares do Estado que desejam aparecer, mostrando trabalho ineficaz, dizendo que são favoráveis ao engrandecimento de alguns municípios que não levam vantagem alguma em torno do desenvolvimento.
Por isso, aqui quero lembrar aos conterrâneos da Ponta da Serra que não se deixem levar por essas conversas fantasiosas e astuciosas que querem passar gatos por lebres, isto é, querem aparecer como sendo os pais das crianças, comportando-se como pessoas boas, mas que são apenas demagogos que nada fazem em benefício de sua terra.

Ora meus amigos, convém saber que alguns desses distritos são completamente pobres, tanto na economia como na educação. Por essa razão devem permanecer como são: pobres, mas eficientes, todos unidos em defesa de sua comunidade. Aviso que alguns deles (políticos ineficazes) não enxergam um palmo diante do seu nariz e vivem enganando o povo com palavras obscuras, mostrando hipocrisia que leva ao caminho do desengano desses políticos.

Ah! Meu amigo. Seria melhor praticar a união entre todos, trabalhar juntos, unindo com paz e força de vontade desses pequenos distritos que querem crescer sem poder, para permanecerem em seu devido lugar, trabalhando pelo melhoramento de sua cidade mãe.

BOM DIA CARIRICATURAS

terça-feira, 3 de abril de 2012

SEMANA SANTA - Por Edilma Rocha

Sempre que penso na Semana Santa retorno ao meu passado de criança na minha cidade natal, o Crato.
Minha avó falava :
_Menina, você vem comigo para a Igreja pois é tempo de quaresma !
Eu não entendia nada...
Achava que Semana Santa era a Páscoa com o meu sapatinho  de verniz preto recheado de doces e um lindo ovinho de chocolate ao amanhecer do dia do domingo. Para depois se transformar em brincadeiras de esconder os tesouros no jardim.
.
Mas eu tinha que crescer e começar a entender as coisa da Igreja. Era levada pela mão na companhia de um bando de velhotas vestidas de branco, com véus na cabeça e um rosário comprido feito de continhas brancas e azuis. Eram as filhas de Maria, sabia identifica-las porque levavam no pescoço uma fita vermelha com medalha dourada.

Eu tinha que me vestir com respeito e para cobrir  o decote do vestido de alcinhas usava um bolero com mangas compridas e um véu de renda na cabeça, afinal não queria ser expulsa da Igreja. Na minha imaginação a Igreja era bem maior que  na realidade e me causava espanto ver todos os Santos cobertos por um pano roxo. E eu não sabia porque, com naquele aglomerado de pessoas não dava para perguntar nada pois a Procissão do Calvário estava começando.

Todos cantavam e caminhavam pelas ruas da cidade acompanhando a imagem de Jesus que carregava uma cruz pesada. Na cabeça uma coroa de espinhos e o sangue lhe escorria pelo corpo inteiro, eu via quando o vento balançava o manto. Logo atrás a imagem da Virgem Maria também coberta seguia com a multidão.

Finalizava com a celebração da Missa, para depois seguir a longa fila dos beijadores do Santo Morto. Era tudo tão triste que eu voltava para casa com os olhos vermelhos de tanto chorar. Eu naõ gostava de assistir aquilo, mas como dizia minha avó, era nossa obrigação.

A única coisa divertida que vi foi o maluco  que morava ao lado da minha casa que seguia com uma vela acessa na mão e queimava os fiapos de cabelos das mulheres que não usavam o véu.
_Tiiisssss........... e o cheiro de queimado se espalhava no ar...
Eu sorria baixinho e encobria os dentes  com as mãos.

Mas porque tantas coisas tristes, tantas velas, tantas pessoas chorando que se amontoavam para assistir a Cruxificação de Jesus ?
Minha avó dizia que logo logo eu ia fazer o Catecismo e entenderia tudo. Tudinho mesmo! Agora tinha mesmo era que obedecer e ficar calada...

Jesus nasceu no Natal, pequenino no Presépio e nasceu outra vez depois de grande com cabelo e barba. Tinha dois aniversários ? Como isso poderia ser ? Era o menino Deus e depois Jesus Cristo. Que sobrenome esquisito aquele... não poderia ser Coelho da Cruz ? Para resolver de vez com toda aquela história na minha cabeça ?
E Mãezinha dizia :
_ Essa menina pensa demais, é bom leva-la para aprender a reza com Dona Tereza que ensina o Catecismo, pois já não sei mais como responder as suas perguntas.

E com o passar do tempo aprendi a reza e fiz o Catecismo me tornando "Cruzadinha" da Igreja da Sé. Aprendi o verdadeiro sentido da semana Santa com a Sua Páscoa, com os Mistérios da fé. Soube relacionar os fatos de nascer e morrer como uma sequência natural da vida. Saber o verdadeiro sentido da Semana Santa que naquela época era muito mais religioso do hoje, tão Feriadão e tão comercial.

Edilma Rocha

BOM DIA CARIRICATURAS

segunda-feira, 2 de abril de 2012

DUAS GERAÇÕES DE MODERNIDADE - Por Edilma Rocha

A exposição, "A Semana de 1922 em Reflexão", faz uma retrospectiva, 90 anos depois, do maior evento modernista brasileiro.
A mostre foi organizada de modo a separar os artistas entre a primeira e a segunda geração do movimento. Traz telas de Anita Mafatti e Di Cavalcante, além de esculturas de Victor Brecheret  e aquarelas de Antonio Gomide.
Haverá um bate-papo com críticos de todas as áreas para discutir a Semana de Arte Moderna e um concerto com a música de Heitor Villa-Lobos.
Acontecerá na Galeria André, em São Paulo, de 4 a 28 de abril.

Fonte : Revista Época

BOM DIA CARIRICATURAS

sábado, 31 de março de 2012

Silêncio - Emerson Monteiro



Vago nas profundidades
deste silêncio extremo
de bela tarde morena,
a ouvir, longe, bem longe,
só um inquieto pássaro
a emitir quaisquer notas
que ainda não ouso escutar.

BOM DIA CARIRICATURAS

Artista e ex-aluno de Dom Bosco escolheu o Brasil

Por Marcos Antonio Vanceto
(Publicado na revista "Boletim Salesiano", nº março-abril 2012)

Agostinho Balmes Odísio foi oratoriano e aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, em Turim, na Itália, e conheceu Dom Bosco. O Santo dos Jovens marcou profundamente a vida do escultor, discípulo de Rodin que deixou a terra natal para espalhar sua arte pelo Brasil.

Animado pelos 70 anos de fundação da igreja matriz da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Monte, em Piracicaba, SP, iniciei em 2007 uma pesquisa detalhada sobre sua história. Descobri que o Cristo Redentor da torre da igreja foi esculpido por Agostinho Balmes Odísio, que residia em Limeira, SP. A imagem, de 5m de altura, de cimento armado, começou a ser montada por ele em 19 de abril de 1932 e foi inaugurada entre os dias 5 a 15 de novembro do mesmo ano. Até então, pensava que o autor da obra era um escultor qualquer, de uma cidade vizinha.
As coisas começaram a ficar surpreendentes depois que conheci a neta de Agostinho, Vera Odísio Siqueira, que esteve em Piracicaba em 2007 em busca de informações sobre a obra de seu avô para um livro que estava escrevendo. Recebi em agosto de 2011 um exemplar do livro De Dom Bosco a Padre Cícero, lançado no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, CE, em 19 de julho de 2011.
Confesso que fiquei impressionado com a saga desse ex-aluno de Dom Bosco e com as junções históricas e as coincidências com a Família Salesiana, na Itália e no Brasil. Prova de que Dom Bosco e Maria Auxiliadora agem nas pessoas com a sabedoria que transcende os dias, os anos, os séculos.


Ex-aluno de Dom Bosco - Agostinho nasceu em 1º de maio de 1881, em Turim, Itália. Estudou na Escola Profissional Domingos Sávio, fundada por Dom Bosco; serviu na Companhia dos Bersaglieris e integrou a banda do primeiro Oratório Festivo de Dom Bosco, em Valdocco. Sim, ele conheceu São João Bosco em vida e, aos 7 anos, ele e sua mãe Maria foram ao enterro de Dom Bosco, que faleceu aos 72 anos, em 31 de janeiro de 1888.
Ao deixar a Itália, em 1913, seu destino era Buenos Aires, na Argentina, onde residia seu único irmão. Porém, o navio aportou em Santos, SP, onde Agostinho conheceu Natale Frateschi, imigrante italiano da cidade de Lucca, dono de uma loja de Armador e Marmoraria em Franca. Frateschi logo ofereceu ao já então conhecido artista italiano oportunidade de trabalho. Na cidade de Franca, Agostinho conheceu Dosolina, uma das filhas de Natale, com quem se casou. Da união nasceram sete filhos, dois homens e cinco mulheres.

Franca foi a primeira cidade paulista a ganhar obras de Agostinho. Depois vieram São Paulo, Campinas, Caçapava, Guaratinguetá, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Pindamonhangaba e São José dos Campos, entre outras. No Rio de Janeiro e em Minas Gerais, passou por Camanducaia, Itajubá, Juiz de Fora, Ouro Fino, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Santos Dumont, Três Corações, Uberaba e muitas outras. Em 1934, mudou-se para o Ceará. Deixou sua obra registrada em mais de 30 cidades, entre elas Juazeiro do Norte (terra de Padre Cícero) e a capital Fortaleza. Pelo Nordeste, circulou ainda nos estados da Paraíba e do Piauí
Dom Bosco e Padre Cícero - No Brasil, Agostinho tornou-se um dos fieis defensores e seguidores de padre Cícero, conselheiro e guia espiritual do povo do sertão, que destinou seus bens aos Salesianos para que dessem continuidade ao seu trabalho. Dom Bosco e padre Cícero foram duas grandes influências na vida de Agostinho. Na página 19 do livro encontramos a evidência: "Sua formação foi guiada pelos Salesianos e ele sempre manteve uma ligação forte com Dom Bosco, procurando, em toda a cidade que morava ou trabalhava, a família salesiana. Em Fortaleza, sua oficina tinha o nome de Dom Bosco com uma imagem na fachada".

A genialidade de Agostinho ficou mesmo registrada na escultura e na arte sacra. Mas ele atuou também em outras áreas. Como arquiteto e engenheiro, projetou, construiu e reformou igrejas e logradouros públicos. Escreveu ainda peças teatrais e óperas.
Antes de vir para o Brasil, já era um artista reconhecido na Itália. Em 1912, esculpiu o busto de Vittorio Emanuelle II, no Palazzio Venezia (Roma), obra com a qual conquistou o primeiro lugar de um concurso e uma bolsa de estudos na França. Estudou na Escola de Belas Artes e Arquitetura de Paris, onde foi discípulo de Auguste Rodin, um dos maiores escultores da nossa história. Em sua terra natal, deixou belas obras, como o nicho em homenagem a Dom Bosco na Escola Profissional Domingos Sávio e trabalhos na Igreja de São Genésio, magnífico templo da região do Piemonte.
Não tinha o hábito de assinar suas obras, o que, segundo sua neta, dificultou um pouco o mapeamento de sua produção. Agostinho faleceu em 29 de agosto de 1948, deixando importante patrimônio histórico e cultural para o Brasil.

Marcos Antonio Vanceto
Fonte: Boletim Salesiano


Nota do Postador
Em Crato, Agostinho Balmes Odisio foi também autor de outros projetos, como o monumento do Cristo Redendor (foto acima), Palácio Episcopal, busto de Dom Quintino, na Praça da Sé; altar-mor e altar da capela do Sagrado Coração de Jesus, ambos na Catedral; gruta de Nossa Senhora de Lourdes e estátua de São Geraldo, no Colégio Santa Teresa de Jesus; altar-mor da capela do Seminário Diocesano São José, dentre outros. Em Juazeiro do Norte, Agostino Balmes Odísio trabalhou na reforma da Igreja-Matriz de Nossa Senhora das Dores (hoje Santuário Diocesano e Basílica Menor) onde projetou os altares e esculpiu estátuas, medalhões e painéis daquele templo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

HOJE - Sexta-Feira, dia 30 - Dihelson Mendonça é entrevistado no Programa Cariri Encantado da Rádio Educadora do Cariri

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HOJE, Sexta-Feira, dia 30 de Março
Horário: 14:00
Rádio Educadora do Cariri
O programa pode ser ouvido pelo Blog do Crato ou qualquer site da Rede Blogs do Ceará que tenha o player da Rádio Chapada do Araripe - Ex. Cariricult, Cariricaturas, Blog do Sanharol, Beto Fernandes, etc, ou pelo site da Rádio Educadora:

www.radioeducadoradocariri.com

quinta-feira, 29 de março de 2012

Tudo positivo - Emerson Monteiro

No dia em que chegar à paz definitiva da luz no coração do ciclone, e muito mais, haverá tranquilidade no mundo de em todos nós. Enquanto não vier esse dia radioso, haverá longa estrada de oportunidades sem fim a percorrer os passos, em todos os sentidos externos e internos, a circular o espaço das dimensões. Possibilidades de festa, porém, floreiam esse tempo de espera nas árvores, no luar, nas portas abertas aos meios utilizados em seguir trilhas adentro das dimensões inesgotáveis.

Poucos parágrafos definiriam o céu das criaturas, espécimes na divina formação, sentimentos vivos e fortes, a vontade acesa dos rios de plasma. Observe, pois, neste meio termo de poucas palavras, o potencial valioso de crer na infinitude dos dias solto nas mãos dos indivíduos. Orações pronunciadas de olhos abertos, à luz do dia, pelos peregrinos dessa caravana das estrelas rasgando o véu do Mistério através do sagrado difuso nos campos e cidades, terras e mares. Seres soltos pelo ar, pisadas calmas, no chão das flores no si próprio, emoção boas invés dos batalhões nas guerras cruas e infundadas.

Isto pesa na forma da indignação que machuca a alma quando corrupções e vaidades ferem de mágoa os sonhos. A pouca justiça entre os homens, nas instituições ainda imperfeitas, dos mendigos queimados em praça pública nos pontos de ônibus, nas portas de lojas para não espantar a freguesia nos dias ensolarados seguintes, os políticos infiéis, os traficantes, as falhas no sistema que quer avançar a troco da eliminação das vidas pelo aborto consentido, e passar em branco, que tange ao retorno do que precisam devolver após cobrar os impostos e esquecer-se dos que padecem às portas dos hospitais, com o sofrimento e a fome rompendo a paciência das gentes.

Erguer os olhos por fim de reconhecer necessidades extremas de profundas transformações, mesmo que nessas práticas impiedosas. Pedir, porém agir no íntimo através dos passos à frente, no transcurso precioso das horas de felicidade que aguardam os méritos de milhões, bilhões de criaturas inteligentes vagando por vezes só a esmo, batendo cabeça nas paredes do destino, inconscientes da prudente plantação de sementes melhores, o que somos.

Isto, sim, promover o crescimento da virtude – despertar os valores essenciais à paz coletiva e à tranquilidade, nas consciências das cavernas de nós. Saber acreditar no alvorecer das gerações, agora missão depositada nas mãos desses atuais representantes da colheita presente.

PASSANDO A LIMPO - Por Edilma Rocha


Às vezes nos deparamos  com tantas perguntas,
e que de alguma maneira
terão um dia, de ser respondidas.
Ou pelo menos, ter tentado...
No decorrer do tempo percebemos
quanta luta tivemos  que percorrer no tempo
e depois refletir
se valeu a pena...
Quantos sonhos, quantos sacrifícios,
quantas alegrias e quantos sofrimentos...
Em alguns momentos
seguimos caminhos errados,
mas com a certeza de que foi
tentando acertar...
Se cheguei até este momento
deixei as marcas da dor e da saudade no meu peito.
Marcas que se transportaram até o meu rosto
cansado e maquiado de luz
para continuar sorrindo, apesar de tudo...
Uma base, um lápis, um batom
e um grande sorriso
escondem as amarguras da vida
como se quisessem unir a solidão e a tristeza
com os risos e os aplausos da vitória
perdida na inocência e na juventude...
Os meus olhos refletem a luz que eu não soube ver.
Talvez se voltasse atrás
pudesse novamente sentir o perfume das flores cerradas
Pudesse ouvir através da música da pequena cachoeira
a mensagem verdadeira.
Pudesse ver a lua brilhar no céu escuro
e contar as estrelas.
E durante o dia, proteger meu filho do sol e da chuva.
Lhe oferecer uma cama macia
e aquecer seu coração com amor de mãe...
Iria escolher a árvore mais bonita
para deixá-lo dormir
embaixo da sua sombra.
E ali repousar meu corpo frágil,
sofrido.
E certamente o vento levaria para longe
 o som das cantigas de ninar
conduzindo-o para  o mundo da imaginação.
E agora fico passando a limpo
 uma vida que poderia ter sido diferente e não foi...
Pensar, sentir,
e calar.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Pedra de peixe, é pedra ou é peixe? - Uma proposta para divulgação da Paleontologia

(Divulgado no site da Funcap)

Há aproximadamente 120 milhões de anos, existia, no Cariri, um sistema de lagos e lagoas afro-brasileiros onde cardumes de pequenos peixes e outros maiores viveram, morreram e se fossilizaram. Esses fósseis, abundantes na região, são chamados pela população local de "pedras de peixe" e fazem parte tanto da vida cotidiana dos moradores mais antigos quanto das crianças da região. As "pedras de peixe" serviram como tema para a elaboração do livro infantil "O peixinho de pedra", de autoria da jornalista cearense Socorro Acioli, que recebeu, em 2007, a menção de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional da Literatura Infantojuvenil (FNLIJ).
Apesar de muitas pessoas já reconhecerem e colaborarem para a preservação desses fósseis, grande parte da população do sul do Ceará ainda não tem acesso a informações científicas e desconhece o processo de formação dos fósseis da Bacia do Araripe. A carência de informações é ainda maior para o público infantil, pois são poucos os trabalhos de divulgação da Paleontologia voltados para crianças.

Foi pensando nesse público que a pesquisadora Lana Luzia Maia Nogueira resolveu elaborar como trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Paleontologia e Geologia Histórica pela Universidade Federal do Ceará, a monografia "Pedra de peixe, é pedra ou é peixe? - Uma proposta para divulgação da paleontologia", por sugestão da coordenadora local do curso, Dra. Maria Helena Hessel. O curso foi realizado em parceria com a Universidade Regional do Cariri (Urca) e com o patrocínio da Funcap. A pesquisadora elaborou uma proposta de cartilha infantil para divulgação da paleontologia do Araripe, com objetivo de disseminar informações científicas de forma lúdica e em linguagem coloquial, para crianças entre seis e dez anos.

De acordo com Lana, o uso da cartilha pode multiplicar o conhecimento através da leitura e da narração de histórias e contribuir para o desenvolvimento da oralidade e da socialização da criança. "O material paradidático é um grande recurso para entender uma leitura de cunho científico e estabelecer uma comunicação destas mensagens com maior facilidade. A proposta da cartilha pode consolidar novos processos de interdisciplinaridade fundamentais para uma divulgação diversificada de seu conteúdo e da Paleontologia", afirma a pesquisadora.

Como metodologia, foi efetuado, em parceria com o Grupo de Pesquisa da Chapada do Araripe (Urca), um levantamento bibliográfico de publicações relacionadas à paleontologia do Araripe. Além disso, foram realizadas visitas aos locais com ocorrências de fósseis da Formação Santana, a museus e exposições, para embasar a elaboração da cartilha, que é constituída de dezesseis páginas ilustradas com desenhos de traços simples e com informações em linguagem de fácil compreensão abordando a formação dos fósseis de peixes contidos dentro das concreções calcárias.

Assessoria de Comunicação da Funcap
Twitter: @FuncapCE
Facebook: www.facebook.com/Funcap
Blog: http://fciencia.funcap.ce.gov.br

terça-feira, 27 de março de 2012

Os teus atos refletem em mim

Os teus atos refletem em mim
Se você chora
Eu choro
Se sente dor
Tenho dor
Lembre-se só um pouquinho de mim
 
Pois estou todas as horas com vocês
Hoje quero te agradecer
Pois quando você esta feliz
Eu sempre fico assim


  
                                                                                      Daniel Hubert Bloc Boris (Jacques)

                                                                                         Artista Plástico