Se você quer ouvir o "SAMBA DE MINUTO", nesta próxima segunda-feira, dia 30, véspera de feriado, o grupo vai se apresentar no "TERRAÇUS - Bar e Petiscaria", um maravilhoso espaço que fica no triângulo do Grangeiro em Crato. Lá vai rolar o SAMBA DE PÉ (de serra), com o grupo. Começa por volta das 20h, mais cedo para não perturbar tanto a vizinhança, e vai ser cobrado cinco reais por pessoa de couvert artístico. Vai ser uma noitada regada a muito samba, cerveja e feijoada, além da alegria do encontro com pessoas bacanas. Vamos nessa?
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS
FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS
claude_bloc@hotmail.com
sábado, 28 de abril de 2012
O CARIRI TEM SAMBA
Se você quer ouvir o "SAMBA DE MINUTO", nesta próxima segunda-feira, dia 30, véspera de feriado, o grupo vai se apresentar no "TERRAÇUS - Bar e Petiscaria", um maravilhoso espaço que fica no triângulo do Grangeiro em Crato. Lá vai rolar o SAMBA DE PÉ (de serra), com o grupo. Começa por volta das 20h, mais cedo para não perturbar tanto a vizinhança, e vai ser cobrado cinco reais por pessoa de couvert artístico. Vai ser uma noitada regada a muito samba, cerveja e feijoada, além da alegria do encontro com pessoas bacanas. Vamos nessa?
Exumados os restos mortais da jovem mártir Benigna Cardoso
Com esta exumação foi dado mais um passo referente ao processo de beatificação da jovem Benigna. Agora posteriormente será realizado o translado e o sepultamento na Igreja matriz de Sra. Sant’Ana já marcada para o mês de maio.
A exumação foi realizada numa cerimônia privada com orações e súplicas. Depois da identificação dos restos mortais de Benigna os mesmos foram lacrados em uma urna que ficou sobre o resguardo da Diocese de Crato – CE, até o dia 26 de maio quando ocorrerá a solenidade oficial de translado e sepultamento na Matriz, em uma grande romaria no município de Santana do Cariri.
Estiveram presentes na cerimônia os seguintes representantes:
- Monsenhor Vitaliano Mattiolli – Postulador da causa de beatificação e representante da Diocese de Crato.
- Pe. Paulo Lemos Pereira – Pároco de Santana do Cariri.
- Pe. Joaquim Cláudio de Freitas - filho da terra e Pároco da Basílica Menor de Nossa Sra. das Dores em Juazeiro do Norte – CE.
- Ypsilon Rodrigues Félix – representante da comissão Diocesana.
- Terezinha Sisnando e Dulcinéia Sisnando – Irmãs de criação de Benigna.
- Sandra Rodrigues, Marcos Danilo e Geânio Felipe – representantes da comissão paroquial.
Fotos Oficiais da Cerimônia:
Postado por: Ypsilon Félix
Só vendo para crer -- por Pedro Esmeraldo
Respondi: isso eu não acredito, pois se trata de um povo megalomaníaco, traiçoeiro e enganoso, visto que, lá não possui essa quantidade de gente e vive sorrateiramente, com palavras inócuas traçando conversas desconexas, inventando mentiras que não existem. Além do mais, Crato foi o centro propulsor do desenvolvimento nordestino, já que graças a esta cidade trouxe o desenvolvimento equilibrado e firme e que soube equilibrar o progresso com dinamismo e equidade. Agora inventam que tudo que é bom tem que ser colocado naquela URBE, visto que lá o centro da cidade piegas deve ser propagado para psiquismo, com muita sinceridade.
Não esqueça jamais que os outros municípios merecem lugar ao sol e o progresso tem que ser exercido a toda a colônia caririense, acrescenteu eu. Ciro Gomes respondeu: Virão coisas boas para o Crato, não podemos esquecer esta cidade.
Respondi: só vendo pra crer.
Nessa mesma ocasião, aproveitando a presença do deputado Antônio Balmmam, consultei-o sobre o funcionamento do SEBRAE em Crato. Disse-me que ia muito bem e atendendo as anseios da população cratense, dando emprego com tecnologia moderna. Afirmei que havia muito desprezo nesta cidade, pois tudo era transferido para outro município sem a ressonância magnética firme e equilibrada do Crato.
Pois o cratense anda desanimado com a tecnologia governamental, já que as medidas dessas autoridades só cobrem o desejo do povo do outro município e o Crato marche lentamente a ver navio, caindo no arrefecimento. Note que foi do Crato que partiu o primeiro grito de independência; foi o Crato que lutou pela liberdade da província na Confederação do Equador no ano de 1824. Por isso ele merece lugar na região.
Afirmou-me o deputado: veríamos coisas boas quer na educação quer na indústria. Lamentou que sentia dificuldades nas doações dos terrenos para estabelecer esses investimentos em Crato, incluindo
Depois, querendo encerrar a conversa, querendo abafar as minhas mágoas disse: Virão para o Crato duas grandes escolas de nível superior, de grande envergadura tecnológica.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
26 de abril -- Dia de Nossa Senhora do Bom Conselho
A pequena e pitoresca cidade de Genazzano é famosa pelo grande número de peregrinações que acontecem no Santuário de Nossa Senhora do Bom Conselho.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Carybé - Emerson Monteiro
Hector Julio Páride Bernabó,
conhecido por Carybé, foi um artista plástico argentino que viveu na Bahia,
marcando presença com trabalhos de desenhista, ilustrador de livros, pintor, escultor,
gravador, nome expressivo da arte baiana do seéulo XX, ligado à elite que assinalou
fase marcante e trouxe fama internacional ao ricopanorama cultural da Boa
Terra.
Conheci Carybé nos inícios dos anos 70, ao
desenvolver um programa do Banco do Brasil para divulgação do Cheque Ouro junto
aos artistas e intelectuais. Abri sua
conta no banco e cuidei do acompanhamento desse novo cliente. Sempre que
precisava de resolver algum assunto na agência, ele subia ao terceiro andar,
indo me encontrar na Secretaria da Gerência.
Tipo alto, magro, de tez clara,
olhos acesos, roupas folgadas de características irreverentes, por vezes
manchadas de tinta ou cimento, isto quando produzia o célebre
painel que existe na confluência da Avenida Sete com a Rua Chile, em frente à
Praca Castro Alves. Usava sandálias japonesas ou andava de pés descalços,
alegre, simpático; merecia dos baianos afetivo carinho e continuado respeito;
amigo de Jorge Amado, de quem ilustrou o livro Gabriela, Cravo e Canela; de Floriano Teixeira, Mário Cravo Júnior ,
Dorival Caymmi, doseleto clã no qual fulgurava nos encontros da boemia consagrada
de seu tempo.
Já no Cariri, época do Navegarte,
em Crato, na década de 90, eu visitei exposição do artista, promovida pelo País
atrravés da Fundação Banco do Brasil, com desenhos retratanto os costumes e
pessoas representativos do povo da Bahia, com destaque para as dancas, a música,
a religiosidade, a capoeira, a pesca e as mulatas, fixação constante da obra de
Carybé, nas imagens pitorescas com que perenizou a vida comunitária rica em
cores e movimentos, tema bem próprioao talento dos gênios de seu porte.
Assim, paro e revejo de memória a
produção eclética de Hector Barnabó, Carybé, argentino de nascimento e baiano
de coração, um marco indelével das belas artes no Brasil da segunda metade do séculoque
passou.
24 de abril, dia de São Fidelis de Sigmaringa-- o co-padroeiro de Crato (por Armando Lopes Rafael)
Segundo seu biografo Afonso Souza: “Inteligente e aplicado, Marcos Rey fez com sucesso seus estudos na católica Universidade de Friburgo, na Suíça. De elevada estatura, bela presença, semblante sério e sereno, Marcos era respeitado pelos professores e admirado pelos condiscípulos que, por sua ciência e virtude cognominaram-no de o Filósofo Cristão”. São Fidelis foi escolhido pelo fundador de Crato– frei Carlos Maria de Ferrara– há 272 anos – como co-padroeiro da primitiva capelinha de taipa, coberta de palha, erguida em 1740 no centro da então Missão do Miranda, embrião da atual cidade de Crato.
Ainda segundo o seu biografo: “Como em tudo brilhante, em breve adquiriu fama e clientela. O Dr. Marcos Rey, no entanto, preferia as causas dos pobres às dos ricos, para poder defendê-los gratuitamente. Em suas defesas, jamais utilizou recurso algum que pudesse tisnar a honra da parte contrária”. Entretanto, Marcos Rey decepcionou-se com a advocacia e decidiu a abandoná-la, ingressando na ordem franciscana. Percorreu a Espanha, França, Itália convertendo multidões e passou a ser perseguido pelos radicais protestantes.
Foi à sombra do castelo de Sigmaringa, às margens do Danúbio, na Alemanha, que frei Fidelis encontrou refúgio, quando perseguido. Mas no dia 24 de abril de 1622, após celebrar uma missa, de volta ao castelo caiu nas mãos de soldados protestantes que o assassinaram. Foi beatificado em 1729, e canonizado 17 anos depois. O Vaticano o escolheu como o Protomártir da Sagrada Congregação da Propaganda Fidei.
sábado, 21 de abril de 2012
O simulacro de um julgamento -- por Armando Lopes Rafael
Alencar, em 1º de março de 1832, escreveu uma representação ao Ministro dos Negócios do Império, na qual constou esta frase: “Além disso, conviria despachar quanto antes um Ouvidor para a Comarca do Crato, pois não havendo ali um só Juiz letrado, nem haverá quem faça processo aos réus, caso sejam presos”. Já o general Labatut, em ofício escrito ao Ministro da Guerra do Brasil, em 14 de outubro de 1832, escreveu: “Como, pois, poderão ser julgados os réus por juízes inçados da mesma opinião dos partidos que assolam a província? Por isso rogo a V.Excia. se digne de atender ao meu último oficio do Icó, em que, conhecendo cabalmente os males que acabrunham a nova comarca do Crato, eu pedia juízes íntegros, justos e sábios por não haver um só letrado, em toda ela, os de paz e ordinários são mui leigos e pertencem a um e outro partido”.
Ao deixarem o libelo político, optando pela acusação da morte de Joaquim Pinto Cidade, o objetivo dos inimigos de Pinto Madeira era julgá-lo por um crime comum, ficando assim o réu sem justificativa nem escapatória. Na sua defesa, Pinto Madeira não negou que liderava as tropas revoltosas. Afirmou, no entanto, que não conhecia Joaquim Pinto Cidade. Nunca o tinha visto e negou qualquer participação na morte do liberal cratense. Declarou, ainda, que ao chegar ao Sítio Brejão, já o encontrou morto, mas ainda teve tempo de impedir outra morte: a de um companheiro do liberal cratense assassinado antes da sua chegada.
Quando terminou a leitura, Pinto Madeira disse calmamente:
– Apelo!
Pinto Madeira foi levado de volta ao cárcere. Às seis horas da tarde, os sinos da Igreja de Nossa Senhora da Penha começaram a dobrar finados. Perguntou por quem eram aqueles dobres. O comandante da guarda, sargento Manoel José Braga Coelho, respondeu com crueldade:
– São pelo senhor que vai morrer amanhã de manhã.
Pinto Madeira não deu uma única palavra.
Notas de “ O simulacro de um julgamento”
(30) FIGUEIREDO FILHO, José de. História do Cariri–Volume III. Edição da Faculdade de Filosofia do Crato, 1966. pag. 41-42
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Faleceu o advogado e bancário aposentado Hélio Teles Pinheiro
Nonato Luiz - Emerson Monteiro
Nestes próximos dias 20 e 21 de abril, sexta-feira e sábado, no Auditório da Rádio Educadora, em Crato, e no Memorial Padre Cícero, em Juazeiro do Norte, respectivamente, às 20h, dar-se-ão shows comemorativos aos 35 anos de carreira do artista cearense Nonato Luiz, consagrado no mundo inteiro, e que agora vem ao Cariri para reencontrar seu público em noitadas musicais do mais alto nível, como avaliaram noutros lugares os melhores críticos.Um dos onze filhos de Pedro Luiz, agricultor, violeiro e repentista, Raimundo Nonato de Oliveira nasceu em 1953, no vilarejo de Aroeiras, município de Lavras da Mangabeira, sul do Ceará. Ainda na infância, ganharia um cavaquinho e descobriria a música através do rádio e das apresentações dos tocadores do sertão, músicos que marcariam sua vida, sanfoneiros que animavam as festas do lugar onde vivia. Aos 11 anos mudou-se com a fimília para Fortaleza. Dois anos depois, começaria estudos de violino junto ao Conservatório Alberto Nepomuceno, da Universidade Federal do Ceará, quando se desenvolveu na técnica, sendo, então, convidado pelo maestro Orlando Leite para a Orquestra Sinfônica Henrique Jorge, na qual permaneceria por dois anos. Observou, nesta fase, sua indentificação instrumental com o violão. Aprofundou conhecimentos musicais por meio dos autores clássicos, dentre eles, com destaque, Mozart e Beethoven, distinguindo sua intuição voltada também para as origens populares da nossa música, escutando Valdir Azevedo, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Luiz Gonzaga e outros intérpretes.
- Numa fase mais madura, interessei-me pelo trabalho de Baden Powell, no campo do violão popular, e Andrés Segóvia, na área erudita.
Também foi importante meu convívio com o violonista clássico Darcy Villaverde, amigo e parceiro carioca, com quem percorri grande parte do Brasil, em inesquecível turnê – afirma Nonato Luiz.
No ano de 1977, iniciou o Curso de Licenciatura em Música, também na Universidade Federal cearense, que interrompeu dois anos depois, ao se transferir para o Rio de Janeiro e iniciar carreira profissional como violonista. Das aulas, no entanto, obteve muitas informações sobre teoria musical, harmonia, arranjos e sobre outros instrumentos. Como autodidata, estudou intensamente a obra dos compositores brasileiros.
- Assim os adaptei para o violão e executei, como o faço até hoje, as maravilhosas composições desses mestres. Ao mesmo tempo, recebi deles a influência que dá alicerce às minhas composições – assegura o artista.
Nonato Luiz é ocupante da cadeira n.º 18 da Academia Lavrense de Letras, possui mais de 500 composições musicais e de 30 discos gravados e viaja noutros países a propagar o tesouro musical brasileiro, a demonstrar a qualidade do talento por todos respeitado.
O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 1
Todo início de ano é a mesma rotina. Passada a temporada natalina junto os Cartões-de-Natal recebidos e seleciono alguns para guarda-los, por trazerem mensagens construtivas, dotadas do Pulchrum (*) e calcadas em perenes princípios e valores. Este ano mais uma vez guardei o Cartão-de-Natal recebido do Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.
Interessante como muitos brasileiros ficam espantados com o simples fato de saber que no Brasil ainda existe uma Família Imperial. A imensa maioria do nosso povo é informado apenas pelos noticiários da televisão, estes, infelizmente, direcionados para mostrar a decadência dos costumes. No Brasil, o mal foi disseminado de tal maneira que – nos dias atuais – os problemas nos agridem até no recinto do nosso lar. Basta assistir a um noticiário da televisão para sentir o estágio da crise: a família está sendo destruída pela imoralidade e corrupção dos costumes; as drogas campeiam desviando os jovens; assaltos, sequestros... A sensação que temos é que tudo está a ponto de naufragar e que todos seremos vítimas da tormenta.
Mas, como ia dizendo, o Brasil possui uma Família Imperial. Melhor ainda, esta família é tida e reconhecida como uma das reservas morais da nação. Isto posto, permita-me transcrever a mensagem recebida do Príncipe Dom Luiz, na qual homenageou a memória de sua mãe, Dona Elizabeth da Baviera de Orleans e Bragança, alemã de nascimento falecida em 13 de maio de 2011. A conferir abaixo:
O Cartão-de-Natal do Príncipe Dom Luiz -- 2
Mamãe integrou o limitado número daquelas Princesas a quem o casamento conduziu a terras distantes. Não imaginava ela, por certo, em sua juventude na Baviera, passar a maior parte da vida, que muito longa seria, do outro lado do Atlântico.
Assim ocorreu pelo feliz consórcio com meu Pai, o Príncipe D.Pedro Henrique, numa união que atendeu judiciosamente aos interesses das duas Casas – Orleans e Bragança e Wittelsbach – e aos ditames de coração dos dois jovens Dinastas. Casando-se com o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Mamãe passava a ter seu destino indissociavelmente ligado ao deste grande País, tornando-se Mãe dedicada e extremosa de doze príncipes brasileiros.
Chegada do exílio a Família, ao fim da II Guerra Mundial, o primeiro contato de Mamãe com seu “Novo Mundo” foi em Petrópolis, por breve tempo, seguindo de alguns anos no Rio de Janeiro, na placidez de uma casa na Urca. Em 1950 meu Pai estabeleceu-se como fazenderio no Norte do Paraná, então verdadeira terra da promissão que atraía brasileiros de todas as partes. Foi esse certamente o período mais marcante de nossa vida como família, aquele em que a identificação com o Brasil, definida pelo berço, mais se imprimiu em todos nós. Na metade dos anos sessenta, quando a maior parte dos filhos buscava o ensino superior, veio a mudança para Vassouras. Com a morte de meu Pai, em 1981, Mamãe passou a ser a alma do convívio familiar, que se ia dilatando pela chegada de muitos netos.
Na fotografia que escolhi para ilustrar este cartão, reluzem os predicados que tanto a caracterizavam: dignidade, grande distinção, brilho natural, sensibilidade, firmeza de caráter; atributos estes que se manifestavam nas mais variadas situações, desde a simplicidade da vida doméstica ao luzimento de salões do Rio ou de São Paulo. Sempre igual a si mesma, Mamãe deixou por todo o Brasil, em quantos a conheceram, funda impressão de afabilidade e autenticidade como Princesa.
Mas foi a fé, recebida de seus maiores, o dom mais precioso que transmitiu e inculcou em nós, seus filhos. Naturalmente bondosa, era igualmente firme quando estavam em jogo os princípios cristãos que constituem o fundamento da existência e do lar, bem como o cumprimento do dever.
Nas numerosíssimas mensagens recebidas por ocasião de seu falecimento, o pensamento mais presente – e que muito nos consolou – foi o de ter ele coincidido com o aniversário da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima, como a indicar o beneplácito de Deus Nosso Senhor em sua acolhida.
Recordando a figura afável, dedicada e piedosa de minha querida Mãe, neste Natal deposito confiante aos pés da Sagrada Família, uma prece filial por ela, bem como uma prece particular por toda a Família Imperial, por este Brasil que tão carinhosamente acolheu minha Mãe e por todos os brasileiros, especialmente os que aspiram à restauração das fibras mais autênticas da nacionalidade, nas vias da civilização cristã.
Luiz de Orleans e Bragança”
domingo, 15 de abril de 2012
Exemplos que nos foram legados pela História (postado por Armando Lopes Rafael)
A Carroça de Mamulengos - Emerson Monteiro

Um clã organizado que viaja o Brasil produzindo arte popular através de espetáculos circenses, eis o retrato resumido dessa trupe de artistas formada de irmãos da mesma família para festas de intensa alegria, músicas e cores, mostradas em praça pública, revivendo no palco das ruas e praças do Cariri as boas noites do que oferece silenciosa felicidade, aos olhos brilhantes de crianças atenciosas ao novo que recebem.
O prenúncio desse grupo de artistas remonta 1975, em Brasília, quando seu idealizador, Carlos Gomide, trabalhava de junto do diretor de teatro Humberto Pedrancini, em outro grupo chamado Carroça. Ano seguinte e conheceria o espetáculo Festança no reino da mata verde, do Mamulengo Só Riso, assim reforçando o gosto pelo teatro de bonecos.
Em 1978, Carlos conheceu Antônio Alves Pequeno (Antônio do Babau), mestre brincante paraibano da cidade de Mari, buscando-o em 1979 para desenvolver o aprendizado nos espetáculos dos bonecos. Um ano e meio de convivência seria o suficiente para o discípulo estruturar o conjunto de bonecos da mesma brincadeira e receber permissão do mestre para levar adiante a tradição milenar em viagens pelo País, isto que vem informado no site do grupo na Internet.
Em 1982, ainda no Distrito Federal, se incorporou ao elenco das peças a teatróloga Schirley França, futura esposa de Carlos Gomide, de cuja relação nasceriam os oitos filhos do casal que compõem a base atual da caravana artística que nos visita: Maria, Antonio, Francisco, João, Pedro, Mateus, Luzia e Isabel.
Na melhor qualidade desses espetáculos, em turnê patrocinada dentre outros pela Petrobras, a Carroça de Mamulengos alimenta o encanto da arte espontânea dos terreiros, feiras e festivais, essência natural das manifestações coletivas de cunho popular, o que traduze em termos presentes os primórdios da Grécia mais antiga, naquilo que chamaram ditirambo, fonte arcaica do teatro moderno e do cinema industrial.
Desta maneira, revivem sonhos e vivências comunitárias em ações plenas de música, dança, jogos, diversões, folguedos, confraternização, força pulsante dos universos da beleza inesperada, isso diante da tecnologia artificiosa destes dias massificados da artificialidade vendida aos borbotões nos vídeos distanciados da gente.
Nossos votos de boas vindas e sucesso à Cia. Carroça de Mamulengos nas cidades do Cariri que desfrutam a luminosidade dos instantes mágicos que traz ao povo.
TV Chapada do Araripe está de Cara Nova e prepara programas semanais de Entrevistas e Shows
Novidade no Ar...

Veja as novas vinhetas da TV Chapada do Araripe:
Uma das novas vinhetas do canal:
Vinheta do Programa "DM STUDIO", que está em fase de pré-produção:
Já está em fase de pré-produção o mais novo programa da TV Chapada do Araripe, o "DM STUDIO", apresentado pelo pianista Dihelson Mendonça, o programa será mais que um Talk Show; Trará toda semana um convidado para entrevista, reportagens sobre os assuntos que foram destaque durante a semana no Cariri, no Brasil e no Mundo. Em breve!Dihelson Mendonça
Administrador do Sistema Chapada do Araripe de Comunicação
www.tvchapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.chapadadoararipe.com ( Portal de notícias do cariri )
www.blogdocrato.com ( o maior acervo do Crato na Internet )
www.filhoseamigosdocrato.com ( Comunidade do Crato no facebook )
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Lembrando Raimundo Bezerra, um gigante da área de saúde em Crato – por Armando Rafael
A única notícia que li sobre este encontro foi aqui mesmo, no Blog do Crato. Durante o evento foram prestadas homenagens ao deputado Wellington Landim (PSB) e Madre Edeltraut Lerch.
Homenagens justíssimas!
Será que se lembraram do ex-deputado e ex-prefeito Raimundo Bezerra?
Ele foi o presidente da 9a. Conferência Nacional de Saúde—CONASEMS e presidente do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde do Ceará. Esta mesma instituição que ora se reúne em Crato.
Aliás, do site do CONASEMS, retirei as informações abaixo:
"Raimundo Bezerra nasceu em Crateús. Menino veio para Crato, palco de sua profícua carreira médica e política. Era formado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Foi deputado estadual e federal. Neste último mandato, fez parte da Assembleia Nacional Constituinte (1987-1990), sendo considerado como um dos grandes protagonistas da Reforma Sanitária do Brasil.
terça-feira, 10 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
IILENE MEYER
domingo, 8 de abril de 2012
Santa Teresinha da República -- por Ancelmo Góis
Zé Murilo lembra que em torno do personagem histórico de Tiradentes houve e continua a haver intensa batalha historiográfica. “Até hoje se disputa sobre seu verdadeiro papel na Inconfidência, sobre sua personalidade, sobre suas convicções e sobre até sua aparência física.” Como não existia qualquer retrato feito por quem o tivesse conhecido pessoalmente, foi retratado de barbas, uma figura que lembra, como cantou Castro Alves, Jesus.
Kenneth Maxwell, historiador britânico e autor do livraço “A devassa da devassa — A Inconfidência Mineira: Brasil e Portugal 1750-1808”, diz que quando escreveu o livro deixou de lado a mitologia de Tiradentes “bem relatada por José Murilo em seu belo trabalho”. Segundo ele, Tiradentes era de fato um admirador da independência dos EUA, um republicano, nacionalista e também um homem de ação. “Mas não era, na minha opinião, o mais importante conjurado em Minas na época, em comparação com homens abastados, e com experiência internacional, como Cláudio Manuel da Costa e Tomas Antônio Gonzaga, por exemplo.”
Já mestre Boris Fausto diz que Tiradentes foi, na sua opinião, “um dos poucos heróis de nossa História, sem falar e sem fazer demagogia, e do povo brasileiro. Diz que gosta muito da obra do Zé Murilo, “mas ele tem um viés com relação à República”. Boris reconhece que o culto de Tiradentes surgiu entre os republicanos: “Mas sua imagem, em compensação, foi abafada pela monarquia, porque D. Maria, chamada A Louca, responsável ostensiva pela aplicação da pena de morte ao alferes, era ancestral de nossos imperadores.”
Convidado a entrar no debate, o pernambucano Evaldo Cabral de Mello se esquivou. “Tiradentes era uma figura simpática, simples, considerado um santo, uma Santa Teresinha, e com santo não se discute.”
Tempo
Não há hoje sem o amanhã
Nem o amanhã sem o ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Cada manhã com seu sorriso
No sombrio das minha tardes, minhas lembranças
No fim de cada noite, descansa a alma cansada
Chega o amanhã, que é hoje
O hoje virou ontem
Engana-se, quem pensa que o tempo espera
Já não sou mais só filho; sou pai e avô
Rugas me voltam ao passado
Do tempo que já passou
Vivo o tempo que me resta
Sou o livro vivo da vida
Deixo exemplos aos que querem aprender
Viva a vida sem se arrepender
Pois nascer é apenas começar a morrer
E morrer é viver eternamente.
Daniel Hubert Bloc Boris (Jacques)
Artista Plástico
sábado, 7 de abril de 2012
A Lira Nordestina -- por Renato Casimiro
(postado originalmente no Blog: http://www.portaldejuazeiro.com/)
Tem sido lamentável a conduta da URCA no tocante à preservação e dinamização daquele patrimônio. A Lira, bem explicado, representa a herança de uma fase histórica de nossa cultura popular, congregando poetas e xilógrafos, que nós não podemos renunciar, jamais. Em torno dela, por exemplo, reúnem-se ainda algumas dezenas de artistas que continuam produzindo e mantendo, a duras penas, a atividade de suas competências.
O capítulo mais recente foi a decisão de romper o contrato (CLT) do xilógrafo Airton Laurindo (ligado à Lira desde 1988 e à URCA, desde 2004). Não recapitulo aqui a via crúcis de seu sofrimento – o que tenho assistido com muito pesar, pois a Lira mudou de endereços várias vezes, perdeu peças preciosas de seu acervo, ficou em muitas situações de vexame por gestores sem compromisso e terminou por dispersar parte de suas atividades, pela falta de uma diretriz que nos dissesse que a URCA, de fato, assumia o seu compromisso de agente cultural.
Anteriormente havia sido rompido o contrato com o xilógrafo Cícero Lourenço (ligado à Lira desde 1988, e à URCA, desde 2005). E era dois apenas, pelos quais, não a URCA, diretamente, mas por uma destas manobras de terceirização, que foram contratados por uma razão social, salvo engano, de nome Auxilio-Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., pessoa jurídica de direito privado, CNPJ 04.782.407/0001-79, com sede na Rua Rodrigues Júnior, 287-A, Centro, Fortaleza/CE.
Há poucos dias, o Airton foi comunicado pela Pró Reitora de Administração da URCA, profa. Antônia Cileide de Araújo, que ele deveria assinar o aviso prévio, com o qual, no prazo legal, seria desligado. Uma das alegativas, apresentada pessoalmente ao servidor, por sua Pró Reitora, pasmem, é de que pessoas como ele não contribuem para nada na URCA. Aliás, no mesmo ambiente da Lira funciona o Curso de Artes da URCA, remanejado de Barbalha, e é no espaço da Lira que algumas atividades deste curso se desenvolvem. Pouca vergonha, esta, de uma autoridade universitária testemunhar deste modo. É cruel, até este tratamento pessoal.
Evidentemente, a nova direção da Lira, agora sob nova direção, do prof. Fábio Rodrigues (Pró Reitor de Extensão da URCA, parece ser ineficiente até para que, de mal a pior, a Lira ainda continue a cumprir precariamente o que já foi, uma das glórias da matriz cultural de Juazeiro do Norte e do Cariri. Eu não me iludo: isto não é incompetência. Isto é má fé, é desrespeito. É ignorância que se associa a intenções que não se confessam publicamente e a serviço do que pior ainda se abriga na URCA, por ranços a fatos não superados, oriundos em espíritos prevenidos e medíocres que insistem em não entender a vocação, o compromisso e a responsabilidade social da instituição.
Triste papel, este, o de uma universidade que não consegue resolver com clareza o que lhe serve, ao custo irrisório de um salário mínimo para cada um dos seus dois colaboradores e zeladores exemplares. Fica a indagação: conseguirá a URCA zelar por mais alguma coisa na Região do Cariri, se o preço for maior que o salário mínimo? É traduzir da forma mais barata possível, uma missão que engrandeceria o papel que a instituição assumiu historicamente com o desenvolvimento do Cariri.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Circulando Edição Nº 5 da Cariri Revista
- JUAZEIRO DO NORTE
Aeroporto Regional do Cariri | juazeiro do Norte. Datas e horários, disponível em nosso site.
Restaurante Pasto&Pizza | Rua: Odete Matos de Alencar, 590
Hotel Panorama | Rua: Santo Agostinho, 58
Oca Design | Av. Leão Sampaio, 851
Av. Leão Sampaio, 1036
Pão & Cia | Av. Cel Antônio Luis, 1200
Tênis Cub
Aeroporto Internacional Pinto Matins | Sala VIP Casa Blanca Turismo American Express
Lojas Distrivídeo: Av. Antônio Sales, 2926 - Av. Engenheiro Santana Jr., 155 Lj-05
Restaurante Limone | Rua: Pereira Valente, 1146
Marquinhos Cabeleleiros - Av Dom Luis 1132
SE DESEJA RECEBER EM CASA
ASSINE POR 59 REAIS – ASSINATURA ANUAL. Veja como no site: www.caririrevista.com.br
(Publicado originalmente no Blog: http://www.portaldejuazeiro.com/)
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Maior É Deus - Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro
Pequeno sou eu
O que eu tenho foi Deus quem me deu
O que eu dou é o que eu tenho
Foi Deus quem me deu
Eu nada sou
Mas também não sou nenhum fariseu
Vim aqui pra falar, falou
Porque o cala boca já morreu
Maior é Deus
Mas é o que eu vou lhe mostrar
O que de melhor for meu
Quem quiser me escutar, escutou
Não quero glória, fama ou apogeu
(Maior É Deus)
Um privilégio de poucos - Emerson Monteiro
Falo a propósito do livro, esse instrumento valioso que se mantém na via principal das revoluções da História, logo depois da revolução agrícola. Llivro, o responsável pela propagação das ideias no decorrer dos séculos, reservatório de transformações e passaporte da mais plena das liberdades, o livre pensar.Percentuais dos leitores de livro apresentaram redução no Brasil nos dois últimos anos. Devido aos outros chamamentos, televisão, computador, celular, a margem de quem adota o livro a título de lazer e fruição sofreu queda expressiva, no entanto longe de causar maiores preocupações diante da importância acadêmica desse meio de comunicação, fator essencial entre mestres e alunos.
A satisfação de um bom livro jamais encontrará concorrente naqueles que desfrutam do prazer da leitura em qualquer idioma deste universo. O pensamento dos autores percorre, assim, milênios e multidões, renova tecnologias, alimenta possibilidades inestimáveis no trabalho dos povos, na civilização, abrindo espaço aos valores e bons costumes.
Uma casa sem livros é uma casa sem alma, contam os sábios. O livro caindo n’alma é germe que faz a pala, é chuva que faz o mar, afirmou Castro Alves.
Quiséssemos falar nas maravilhas de um bom livro e passaríamos vários dias longe de chegar ao destino, porquanto a força viva do engenho vital encontra nas páginas dos compêndios a galáxia das grandes descobertas, invenções, todo tempo. Viagem do infinitamente pequeno aos gigantescos momentos da imaginação e dos sonhos. Conhecer as entranhas do conhecimento através das letras e dos conceitos mergulha no milagroso das selvas fantásticas do saber, o que revela o suave deslizar pelas folhas à frente dos olhos.
Tais passageiros de naves milagrosas, continuam a busca da sabedoria nascida já na escola por meio dos livros, e presenciam acontecimentos revitalizadores à medida que seguem o curso, atentos na jornada iluminadora do aprendizado, libertos junto às jóias impressas.
Houve época quando afirmavam, quais realizações pessoais, gerar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Porém agora, nesta fase dos eletroeletrônicos e do desmatamento incontrolado, talvez os dizeres peçam alguma alteração também quanto a escrever o livro. E queiram considerar naquelas previsões, e ler um livro. E pois um que seja, lido com gosto e desejo sincero, poderá até mudar vidas inteiras na direção da propalada libertação humana.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Não cresça sem poder -- por Pedro Esmeraldo

Nota-se que alguns municípios cearenses não se desenvolvem culturalmente e economicamente, já que os Estados do Nordeste sofrem das terríveis secas periódicas e que sempre avassalam deixando seqüelas que dificilmente poderão ser consertadas.
Tudo isto foi causado pela fanfarronice de alguns parlamentares do Estado que desejam aparecer, mostrando trabalho ineficaz, dizendo que são favoráveis ao engrandecimento de alguns municípios que não levam vantagem alguma em torno do desenvolvimento.
Por isso, aqui quero lembrar aos conterrâneos da Ponta da Serra que não se deixem levar por essas conversas fantasiosas e astuciosas que querem passar gatos por lebres, isto é, querem aparecer como sendo os pais das crianças, comportando-se como pessoas boas, mas que são apenas demagogos que nada fazem em benefício de sua terra.
Ora meus amigos, convém saber que alguns desses distritos são completamente pobres, tanto na economia como na educação. Por essa razão devem permanecer como são: pobres, mas eficientes, todos unidos em defesa de sua comunidade. Aviso que alguns deles (políticos ineficazes) não enxergam um palmo diante do seu nariz e vivem enganando o povo com palavras obscuras, mostrando hipocrisia que leva ao caminho do desengano desses políticos.
Ah! Meu amigo. Seria melhor praticar a união entre todos, trabalhar juntos, unindo com paz e força de vontade desses pequenos distritos que querem crescer sem poder, para permanecerem em seu devido lugar, trabalhando pelo melhoramento de sua cidade mãe.
terça-feira, 3 de abril de 2012
SEMANA SANTA - Por Edilma Rocha
Minha avó falava :
_Menina, você vem comigo para a Igreja pois é tempo de quaresma !
Eu não entendia nada...
Achava que Semana Santa era a Páscoa com o meu sapatinho de verniz preto recheado de doces e um lindo ovinho de chocolate ao amanhecer do dia do domingo. Para depois se transformar em brincadeiras de esconder os tesouros no jardim.
.
Mas eu tinha que crescer e começar a entender as coisa da Igreja. Era levada pela mão na companhia de um bando de velhotas vestidas de branco, com véus na cabeça e um rosário comprido feito de continhas brancas e azuis. Eram as filhas de Maria, sabia identifica-las porque levavam no pescoço uma fita vermelha com medalha dourada.
Eu tinha que me vestir com respeito e para cobrir o decote do vestido de alcinhas usava um bolero com mangas compridas e um véu de renda na cabeça, afinal não queria ser expulsa da Igreja. Na minha imaginação a Igreja era bem maior que na realidade e me causava espanto ver todos os Santos cobertos por um pano roxo. E eu não sabia porque, com naquele aglomerado de pessoas não dava para perguntar nada pois a Procissão do Calvário estava começando.
Todos cantavam e caminhavam pelas ruas da cidade acompanhando a imagem de Jesus que carregava uma cruz pesada. Na cabeça uma coroa de espinhos e o sangue lhe escorria pelo corpo inteiro, eu via quando o vento balançava o manto. Logo atrás a imagem da Virgem Maria também coberta seguia com a multidão.
Finalizava com a celebração da Missa, para depois seguir a longa fila dos beijadores do Santo Morto. Era tudo tão triste que eu voltava para casa com os olhos vermelhos de tanto chorar. Eu naõ gostava de assistir aquilo, mas como dizia minha avó, era nossa obrigação.
A única coisa divertida que vi foi o maluco que morava ao lado da minha casa que seguia com uma vela acessa na mão e queimava os fiapos de cabelos das mulheres que não usavam o véu.
_Tiiisssss........... e o cheiro de queimado se espalhava no ar...
Eu sorria baixinho e encobria os dentes com as mãos.
Mas porque tantas coisas tristes, tantas velas, tantas pessoas chorando que se amontoavam para assistir a Cruxificação de Jesus ?
Minha avó dizia que logo logo eu ia fazer o Catecismo e entenderia tudo. Tudinho mesmo! Agora tinha mesmo era que obedecer e ficar calada...
Jesus nasceu no Natal, pequenino no Presépio e nasceu outra vez depois de grande com cabelo e barba. Tinha dois aniversários ? Como isso poderia ser ? Era o menino Deus e depois Jesus Cristo. Que sobrenome esquisito aquele... não poderia ser Coelho da Cruz ? Para resolver de vez com toda aquela história na minha cabeça ?
E Mãezinha dizia :
_ Essa menina pensa demais, é bom leva-la para aprender a reza com Dona Tereza que ensina o Catecismo, pois já não sei mais como responder as suas perguntas.
E com o passar do tempo aprendi a reza e fiz o Catecismo me tornando "Cruzadinha" da Igreja da Sé. Aprendi o verdadeiro sentido da semana Santa com a Sua Páscoa, com os Mistérios da fé. Soube relacionar os fatos de nascer e morrer como uma sequência natural da vida. Saber o verdadeiro sentido da Semana Santa que naquela época era muito mais religioso do hoje, tão Feriadão e tão comercial.
Edilma Rocha
segunda-feira, 2 de abril de 2012
DUAS GERAÇÕES DE MODERNIDADE - Por Edilma Rocha
A mostre foi organizada de modo a separar os artistas entre a primeira e a segunda geração do movimento. Traz telas de Anita Mafatti e Di Cavalcante, além de esculturas de Victor Brecheret e aquarelas de Antonio Gomide.
Haverá um bate-papo com críticos de todas as áreas para discutir a Semana de Arte Moderna e um concerto com a música de Heitor Villa-Lobos.
Acontecerá na Galeria André, em São Paulo, de 4 a 28 de abril.
Fonte : Revista Época























