Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CADÊ VOCÊ MINHA AMADA - Cesar Augusto


Cadê você, minha amada
que sussurra aos quatro ventos
dizendo que acabou o silêncio
deixando-me só em pensamentos.
.
Cadê você que ama
Que ao me provocar
Acende a minha chama
e me faz reviver.
.
Cadê você tentação
que me leva em devaneios
Que me faz sentir
Meus mais leves anseios.
.
Cadê você saudade
Que me deixa em chamas
Que ainda queimam
Neste meu querer.
.
Cadê você silêncio
Que acende
Inunda com sua luz
Finge me querer
.
Ah, Luzes! Luzes ficam à sombra
machucam esse meu querer
Então quebre o encanto do silêncio
Traga-me sussurros e deixa acontecer.
.
Não me deixes
Traga mais uma noite
e me leve além do silêncio
Sòmente seu assim
Sòmente seu.


author desconhecido.


Um amor que se tornou antigo - Por Socorro Moreira


Deixou de ser criança
Foi prematuro
Viveu batalhas

Venceu e perdeu guerras
Sobreviveu
desacordado e cego. .
De repente saiu do túnel,
e encarou os olhos do coração
Olhos amorosos na compreensão.
.
Falta um brilho de encanto em teu olhar
Falta a pureza da entrega , sem questionar
Falta a vontade de correr só pra chegar
Mas a vontade de esperar, ainda resta !



Amor antigo ,
querendo ganhar cores
Querendo uma chance de viver
a matura tranquilidade
de um amor legítimo !
Amor antigo, recauchutado,
mudo, desesperado ...
Disperso no desejo novo.

Lacrimoso na tristeza doce
de saber que o amor não foi.
Esteve no estio romântico das horas
Nas madrugadas vazias ,
quando buscou o esquecimento
No clarão das estrelas que se acendiam
No dia ensolarado da consciência tardia...
Amor bandido, antigo, e ainda vivo !
.
socorro moreira

Projeto água pra que te quero ! - Poesia da Luz





Fotos : Nívia Uchôa

a sola do sol

A sola do sol
sobre meu couro cabeludo.

Dorzinha de cabeça
que há de me acompanhar

pelo resto da noite
quiçá pelo resto da vida.

Meu anjo da guarda sabe
até onde suporto
meu deserto florido.

Não direi nada ao travesseiro.
O porquê de lhe bater tão forte.
Espremer sua fronha na parede.
Torcê-lo.

Meu anjo da guarda só admira
minha nuca pulsando inquieta.

Sonhando com uma cibalena.
Sonhando com uma ampola de morfina.

A sola do sol no final de fevereiro
é furada.
Faz um estrago danado
lá dentro da minha alma.

Queima  meu juízo.
Me faz pensar sandices.
Bem mais que o comum dos dias.

UMA RARIDADE NO MUSEU DE ARTE DO CRATO

Esta imagem do Cristo de costas é a única de que tenho conhecimento. Tela premiada do pintor e restaurador Claudio Valério Teixeira, carioca, Secretário de Cultura de Niteroi e filho do Mestre Osvaldo Teixeira ( fundador do Museu Nacional do Rio de Janeiro ).
Tela doada para o Museu de Arte do Crato Vicente Leite na década de 70, através do idealizador e fundador, Bruno Pedrosa.
Trabalho expressivo pintado em óleo sôbre eucatex , e está em perfeito estado de conservação. Vamos em breve apreciar valores como este na cidade da cultura.
Aguardem !

Edilma Rocha

Correio Musical - De alguém pra alguém com amor e carinho...!

O paraíso de Virgínia Moura -( casinha na serra )- por Socorro Moreira





Ontem peguei a estrada (Crato x Nova Olinda). 22 km de verde e brisa fresca. Não atinei que era quarta-feira de cinzas. Parecia um dia novo de uma nova vida. Aspirava outros ares com boas intenções no coração.
A banca dos pequis e frutos silvestres marcava a estradinha de chão. Bem mais ali , chegamos !
Assustou-me a natureza tão linda e tão limpa. Bons cuidados na casa, em todos os sentidos. Comida em panela de barro, feita no fogão à lenha; tudo caipira, tudo muito natural. Rede na varanda , sons quase inaudíveis de pequenos bichos. E meu sangue sendo doce , pensei, vou atraí-los ! Mas não... ! Com exceção da morte de um escorpião foi tudo tranquilo e santo.
Dormi como um anjo, sem as dores dos últimos dias. Alegria, Vivenda da Alegria !
Bem abençoados Virgínia e Seu Nena, que cuidam da natureza, e Ela lhes dá o troco , em fortuna de uma vida simples , saudável, feliz !
fotos : Mônica Cabral

A poesia de Geraldo Urano

malandro do amor
roubando dentro da noite
informação vale ouro em nosso mundo
quem sabe onde ela está?
ela passou por aqui
gata acuada
pelos rifles dos policiais
faltasse água no mar
mamãe nem me fale nisso
quem sabe ela se escondeu lá
com sua calça amarela
com sua blusa de lã
sereia noturna no mar da vida

Letra de Capinam

Interblogs: sobre as mudanças na maneira de falar

Maurício Tavares, um cratense radicado em Salvador, Bahia, publicou, no blogue Cariricult, uma interessante matéria comentando uma recente publicação do Cariricaturas sobre a substituição de vocábulos que eram usados até recentemente por novas palavras (neologismos e termos estrangeiros, notadamente derivados do inglês). Ele propõe que esse assunto possa contemplar o linguajar típico do Cariri cearense e traz interessantes e oportunos esclarecimentos. Vale a pena dar uma lida. (Carlos Rafael Dias).

Quede, quedê, cadê

Por Maurício Tavares

Li no Cariricaturas um post sobre mudanças na linguagem que utilizamos no nosso dia-a-dia. Alguns exemplos são bem interessantes e acabam dando indício da idade dos que os usam. Por exemplo, chamar condicionador de creme rinse acaba sempre provocando boas risadas nos mais jovens como se o falante tivesse cometido um erro de grande dimensão. Por a lista ter sido feita em outro lugar (talvez copiada da Internet) alguns exemplos fogem ao que presumo se use no Cariri e no Nordeste de maneira geral. Apesar de Carlos Rafael ter contribuido com alguns exemplos senti falta do nosso caririense ri-ri (a pronúncia é rrirrí) que é como chamávamos o zíper que, por algum tempo, já foi chamado de fecho-éclair. Só descobri a origem dessa expressão recentemente quando participei de um banca de mestrado sobre moda.Quando fiz referência ao antigo uso de ri-ri na minha cidade uma professora da área de moda me disse que esse era o nome da marca dos primeiros zípers que chegaram no Brasil. Tenho uma preocupação obsessiva em atualizar meu vocabulário( dou aula para jornalistas) mas por um certo atavismo, talvez, gosto de manter a forma arcaica "quede" que antecedeu o uso de "quedê" e que por sua vez precedeu o atual "cadê". O uso de tal expressão é um forte indicador da origem interiorana do falante. Embora, como alguém já comentou pejorativamente, tenha pretensões cosmopolitas lá no fundo mantenho um laço com a minha infância pequizeira. Como diz o refrão de uma antiga música do Genesis "you got to get in to get out". É importante conhecer as raízes para escolhermos que tradições devemos manter e quais transformaçãoes são benvindas.

P.S. No post do Cariricaturas Carlos Rafael informa erroneamente que a palavra coquetel foi substituída pela expressão "coffee break". Na verdade a expressão coquetel ainda é usual e coffee break é o intervalo para o lanche (ou café) que se faz em congressos, reuniões etc.

Postado por Maurício Tavares no blog Cariricult
CONCURSO PARA PROFESSOR (a) SUBSITUTO (a) UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI URCA - CARIRI - CEARÁ


Solicito o apoio de todos na divulgação do edital em anexo concurso professor substituto. Também divulguem o site www.urca.br

Atenciosamente,

Fábio Rodrigues
Diretor da Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervasieau
Universidade Regional do Cariri - URCA
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ensino da Arte - NEPEA
Grupo de Pesquisa Ensino da Arte em Contextos Contemporâneos - GPEACC/CNPq
fone: (88) 3102-1194 - 3102-3054
curriculo lattes
http://lattes.cnpq.br/8911805265683899



Por Ana Cecília S.Bastos

Se a eternidade é um dia
palavra e densidade


um minuto.

Ensaio - por Ana Cecília S.Bastos

Escrever,
ainda,
sob a sensação do clandestino.
Certa mistura de lugar,
vestes e gestos.
O telefone ainda quebra a precária
composição.

Por Heládio Teles Duarte







Pedrinho, o mais novo candidato a vereador do nosso Cratinho.


Não perde mesmo tempo, em angariar votos, até mesmo a secretária municipal foi seduzida, pelos encantos e propósitos do nosso dissidente.




Heládio

É tempo de delicadeza

Na verdade espero que uma hora dessas anoiteça
Para que eu consagre a ti meu olhar de têmpera
No momento certo em que serei um espelho
Refletindo desejos em tua luz efêmera

Nas mãos trouxe um punhado de terra
Onde pisaram meus antepassados
No peito o sopro e cheiro dos meus pés de serra
Pra falar na língua dos encantados

Fundirei minha voz de tempestade
Na sagrada canção das seis horas
Da borra que sobrar da união de nossas realidades
Untarei teu peito, para reforjar os símbolos de outrora

Fique tranqüila, menina, é certeza
Teu carinho me invade
Não tema essa saudade
O amor é nossa fortaleza
Feche os olhos e adormeça
Não mais existe no mundo, a maldade
Vivamos a sutileza da felicidade
É tempo de delicadeza

Para refletir



O Universo é o campo onde Deus joga. Perceba sempre este fato com plena consciência e não haverá nada mais que necessites para uma existência feliz, pois então estarás em contato com Deus em cada coisa, através de cada pensamento, em todo lugar e a cada momento. (Sai Baba_

COMPOSITORES DO BRASIL


Noel Rosa - parte três
OS AMORES DE NOEL

Por Zé Nilton

Noel Rosa foi intenso em tudo o que fosse criatividade, inventividade e descoberta. De igual tamanho o foi no amor. Suas paixões foram arrebatadoras. Paixões fugazes, eternas, amores vividos e platônicos. Viveu seus 26 anos e alguns meses experimentando tudo o que tempo lhe permitiu.

Em se tratando de sua vida amorosa, muito dos vultos femininos ficaram registrados em sua obra.

Logo de início, diz o seu mais perfeito biógrafo, o escritor, compositor, ator e músico Henrique Foreis Domingues - o iniciador da vida artística de Noel – já aos 16 anos este iniciara suas experiências sexuais. “E mais tarde, já famoso, criador de canções populares, Noel teve várias aventuras amorosas, que narrava com detalhes a seus amigos”.

É lugar-comum não se encontrar beleza física em Noel. Mas naquela época – anos 20 e 30 – quem chegasse ao rádio com igual potência ao do “filósofo do samba” conquistava o coração e, muitas vezes, o corpo da mulher, amada.

Estamos falando de um tempo em que a música se revestia de certa delicadeza, de certa leveza... O tempo em que se musicavam poemas, poemas líricos, poemas de amor, de ternura... Do tempo em que havia o respeito pela palavra MÚSICA. Porque nem tudo seria gravado. Gravava-se a música que falasse ao coração, à pessoa, à sociedade, à brasilidade.

Diferente de hoje em que qualquer um que faça uma porcaria de ruído com dois tons, e se rebole em frente às câmaras ganha não só o privilégio de “ficar” com algumas, como vira uma celebridade nacional. Ó tempos, ó mores!

Neste último programa de uma série de três iremos enfocar e nomear os amores e os dissabores amorosos de Noel. Com isto estamos contribuindo para oferecer aos ouvintes através da memória histórica da MPB o (re)conhecimento de valores que ajudaram a construir a nossa identidade musical.

Não se está pura e simplesmente reafirmando o passado pelo passado. Falar de memória histórica é trazer para o presente o sentido da construção de um traço cultural – a música brasileira– que, por suas qualidades, representa muito de nossa nacionalidade.

Neste sentido, o eminente escritor e biógrafo Sergio Cabral escreveu: “ não há qualquer exagero na afirmação de que [ no campo da música Noel] é um dos pais de nossa nacionalidade”

Ouviremos:

Até amanhã, de Noel Rosa, com Noel Rosa;
Três apitos, de Noel Rosa, com Aracy de Almeida;
Estátua da paciência, de Noel Rosa, com o conjunto Coisas Nossas;
Feitio de Oração, de Noel Rosa e Vadico, com João Nogueira;
Cor de Cinza, de Noel Rosa, com Jardes Macalé;
Pra Esquecer, de Noel Rosa, com Nelson Gonçalves e Rafael Rabello;
Meu barracão, de Noel Rosa, com Caetano Veloso;
Pra que mentir, de Noel Rosa, com Paulinho da Viola;
Prazer em Conhecê-lo, de Noel Rosa, com Noel Rosa;
O maior castigo que te dou,de Noel Rosa, com Aracy de Almeida;
Só Pode Ser Você, de Noel Rosa, com Aracy de Almeida;
Quem Ri Melhor, de Noel Rosa, com Noel e Marília Baptista;
Último desejo, de Noel Rosa, com Quarteto em Cy;
Você vai se quiser de Noel Rosa, com Noel Rosa e Marília Baptista,
Eu Sei Sofrer, de Noel Rosa, com Aracy de Almeida.

Quem ouvir, verá !

Programa: Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Indulgentemente
- Claude Bloc -
.
Preciso indulgentemente escrever
pensar, calar, escrever
encontrar palavras
de dentro de um parêntese
de dentro de uma história
escrever, enfim, neste pedaço de liberdade
que toma conta de mim.

Quero escrever sofregamente
esconder minha alma em versos livres
adormecer algum sonho
e acordar de manhã.

Quero escrever
os restos dos meus pensamentos
lampejos do que almejo
clarões dentro da memória
que a inspiração alinhava
num poema incolor.

Quero escrever
palavras que não alcanço
palavras que não esqueço
Poemas desordenados
Para não me entristecer...

Por isso escrevo
Versos livres, versos tortos
na rua, olhando a lua
nas tardes de agonia...

Assim poetiso a ausência
ou simplesmente me calo
a verdade pode ser dita
por não me caber mais em mim...


Imagem e texto por Claude Bloc
.

História do Joaquim Fiuza - Por A. Morais



Joaquim Fiúza passava pela Rua de São Vicente, em Várzea-Alegre, e observando um movimento, aproxima-se e ver o seu filho Luis negociando um radio. Este radio é muito bom, dizia Luis, potencia a toda prova, não tem historia de chiadeira, é da marca Philco, pega qualquer emissora existente no território nacional.
Joaquim Fiúza resolveu dar uma força ao filho: é amigo pode comprar que eu tenho um desse mesmo modelo, igualzinho a este e posso dar minha palavra, é muito bom, garanto.

Luiz vendeu o radio, botou o dinheiro no bolso e, Joaquim Fiúza chegando em casa, no sitio Chico, disse para Dona Isabel: Isabel coloque este carrego no radio e traga que eu vou assistir ao Jogo do Vasco.
Então, Dona Isabel informa que o radio o Luis havia levado para cidade a ultima vez que ali esteve. Joaquim Fiúza coçou a cabeça e disse: não é possível que eu tenha ajudado aquele fio de uma égua a vender o meu radio!
Por A. Morais

Algumas mudanças dos anos 70 para os dias de hoje:

Muitos devem conhecer o teor dessa postagem, mas não deixa de ser engraçado e interessante observar o quanto, em pouco tempo (historicamente falando), a língua vai se modificando sem que a gente se aperceba. Só quando a gente dá uma paradinha pra pensar é que se pode notar a tamanha diferença:

... e tem mais!
Recebido por e-mail...
Nos Bastidores
Carlos Rafael Dias disse...

merenda: lanche
coquetel: cofee break
carta: e-mail
criança danada: criança hiperativa
conexão: interface
envenenado: turbinado
entrega a domicílio: delivery

Música

Quem sabe,
poeta tristonho

ao fim chegue
teu dia vazio.

Não vás te esquecer,
poeta maluco

de mandar flores
à tímida professora
de Música.

Qem sabe,
poeta cáustico

o crepúsculo se aproxime
das tuas noites
mal dormidas.

Por favor,
poeta vacilante

não vás te esquecer
de mandar chocolates
àquela mulher

pois ela é mágica
delicada
uma rosa vermelha.

Não acredito,
poeta tonto

estás liso, duro,
sem um tostão no bolso.

Então vasculha
a bolsa da tua mãe.

Relembra o passado
em que eras adolescente.

Como se faz esqueceste?
Primeiro, espera a madre dormir.

Passo ante passo...
não tropeces no tapete
oh, poeta incauto...

Abre com pudor
a porta do guarda-roupa.

Pega a água benta
e bebe um pouco.

Quem sabe
neste momento
todos os teus pecados
de outrora e de agora
perdoados.

Mas, que vale
um poeta bendito
puro de alma
sem uma moeda
no cofre?

O que te salva
de fato
é o teu coração
levado
sonso.

Não te preocupes,
poeta sagrado

finda-se tua tristeza
de tantos baques

pois aquela mulher é mágica
delicada
uma rosa vermelha...

Convite : Reunião dos Colaboradoes do Cariricaturas




Local : Residência de Roberto Jamacaru
Horário: 05.03.2010 às 20 h
Teremos a presença de José do Vale Feitosa
Assunto : O Livro do Cariricaturas !


Um livro escrito por muitas mãos: uma coletânea com nossos escritores e artistas.

Detalhes :

. Release com fotografia de cada escritor ( 01 página)
• 4 textos por escritor (máximo de 7 páginas - fonte : garamond - altura : 12) - Temática livre ( crônicas, contos e poemas).
• Os textos serão escolhidos pelos próprios escritores;
• um contingente de 200,00 por escritor
• O pagamento poderá ser feito em 4 x 50,00 ( fev-mar-abr-maio)
. O livro será dedicado aos mestres de todos os tempos, representados por Dr. José Newton Alves de Sousa.
- A capa será a foto de Pachelly- essa que já caracteriza o Cariricaturas.
- O título é: "Cariricaturas em prosas e versos"
- Edição: Emerson Monteiro ( Editora de Sonhos - Crato-Ce)
- Dedicatória ( Assis Lima )
- Prefácio/ Apresentação ( José do Vale e Zé Flávio)

-Já estão confirmadas as seguintes adesões:

01. Claude Bloc *
02. Magali Figueirêdo *
03. Carlos Esmeraldo *
04. Maria Amélia de Castro *
05. Ana Cecília Bastos *
06. Assis Lima *
07. Corujinha Baiana *
08. Stela Siebra de Brito *
09. Wilton Dedê *
10. João Marni *
11. Rejane Gonçalves *
12. Rosa Guerrera *
13. Heladio Teles Duarte * /Socorro Moreira
14. Edilma Rocha *
15. Emerson Monteiro *
16. José Flávio Vieira *
17. João Nicodemos *
18. José do Vale Feitosa *
19. Liduina Vilar *
20. Carlos Rafael *
21. Armando Rafael *
22. Bernardo Melgaço *
2 3. Domingos Barroso *
24.. Roberto Jamacaru *
25.Dimas de Castro *
26.Joaquim Pinheiro *
27.Edmar Lima Cordeiro*
28.Olival Honor *
29.José Nilton Mariano*
30.Marcos Barreto *
31.Isabela Pinheiro *
32.José Newton Alves de Sousa *
33 -Jorge de carvalho Alves de Sousa *
34.Vera Barbosa . *
35. Rogério Silva *
36.Dihelson Mendonça *

37.Elmano Rodrigues *

Email : sauska_8@hotmail.com ou cbbloc@uol.com.br
Outras informações :
Tiragem : 1.000 exemplares
Distribuição entre autores : 20 para cada = 700 unidades
Saldo : será transformados em ingressos para cobrir as despesas da festa de lançamento : coquetel, convites, divulgação, banda,decoração, etc
300 x 20,00 = 6.000,00
Preço do livro por unidade : 20,00
A edição foi orçada em 6.400,00 ( já considerados todos os descontos possíveis).
Número de páginas : 260 ( aproximadamente).
O valor da contribuição por escritor ( 200,00) será depositado numa cta do Editor (Emerson Monteiro) a ser informada por e-mail. Em contrapartida será enviado respectivo recibo.
Atentar para as datas limite de pagamento : 05.05.2010

OBS: A maioria dos autores já fizeram depósitos de contribuição. Aguardem recibos !

Claude e Socorro Moreira

QUEM SALVARÁ O CRATO?

Pedro Esmeraldo

Quem salvará o Crato? Perguntava em uma das praças desta cidade, um rechonchudo dizendo que há mais de vinte anos, foi embora para São Paulo a fim de buscar melhor posição econômica e social e, somente agora, após conseguir sua aposentadoria, voltou à sua terra natal. Dizia que notou pouca diferença no aspecto urbanístico do Crato, pouca coisa melhorou, mas assim mesmo encontrou as praças abandonadas. Assim dizia ele: não posso entender como o Crato permanece num progresso lento e vive numa situação conflitante por que deixam tudo correr frouxo e os políticos ficam dormindo, permanecendo numa frieza que nem é bom a gente comentar as suas fraquezas.

Tentando explicar essa situação, falava em voz baixa, que alguns políticos passados pareciam ser trogloditianos, pois não atentavam para se organizar dignamente com o povo, incentivando-o para que caminhassem em marcha para o futuro e confirmava: os políticos cratenses se melindram com pouca coisa, pois só teem uma idéia de falar mal e desfazer dos seus adversários. Não planejam não se organizam e nem tem controle econômico para empurrar com o trabalho honesto o desenvolvimento dessa cidade.

Aí dizia: - Ah Crato velho sofredor! Por que não se unem? Por que não pensam no Crato de amanhã? Notem bem que o nosso comércio melhorou por que vieram comerciantes de fora e mudaram a mentalidade do povo, mas a agricultura está parada, ou melhor, quase parada, pois não evolui. A indústria está muito evoluída por causa da Grendene e das cerâmicas que avançaram muito nesses últimos anos, mesmo assim, não qualificam o trabalhador.

Os políticos pensam em arranjar tudo com facilidade, isto é difícil de conseguir, pois eles não reagem diante das dificuldades e não tem o mínimo de interesse de apresentar bons desempenhos.

Não realizam suas tarefas com dignidade e quedam-se no menor obstáculo, baixam a cabeça e dizem amém.

Os prefeitos de outrora caíram em resignação e vivem praticando na mesmice, isto é, começa trabalhando com muita garra, mas caem no mesmo erro do prefeito anterior.

Não procuram de jeito nenhum fazer amizades com as autoridades superiores e, quando aparecem, lá no mais alto grau de apresentação política, não levam planejamento e voltam todos de pires na mão.

Ultimamente, falam em melhorar a reapresentação dos serviços, mas isso fica no mesmo ritmo de outrora, tocando uma música desafinada e nada mais.

Os empresários também seguem no mesmo ritmo dos políticos, não fazem planejamento e andam com a escrita desordenada, sem rumo certo.

Olhem que o Crato possui um pé-de-serra favorável, cheio de esplendor e ninguém procura estrutura turística.

Não cuidam em construir bons hotéis e boas pousadas; por isso o Crato vai perdendo divisas. Dizem que no Granjeiro tem chalés, mas são chalés pífios, mal acabados, que fazem vergonha de convidar um cidadão para se hospedar.

É preciso reagir, descruzar os braços e começar a trabalhar com muita dedicação. Também deveria acabar com esse movimento separatista por que seria melhor para todo o Crato também. A união faz a força, e o equilíbrio financeiro à custa do seu trabalho.

Tem deixar de lado as injunções políticas por que a maioria desses políticos é mafiosa, querem se aproveitar da ignorância a fim de conseguir dotes eleitorais e políticos.

Crato, 11/02/2010.

HRANI YOGA, O YOGA DA NUTRIÇÃO

O ato de comer é introduzir no organismo materiais que entram na construção do nosso corpo físico, e também dos nossos corpos sutis.
Por isso, é particularmente importante realizar o ato que repetimos todos os dias, várias vezes ao dia, em um estado de paz e harmonia. É por isso que eu sempre falo sobre a importância da recolha de alguns minutos antes das refeições.
Eu sei que isto não é um hábito generalizado, e a maioria das pessoas nem sequer fazem uma oração, jogam imediatamente sobre si os alimentos que comem, falando, discutindo, batendo talheres … É por isso que não obtêm grandes benefícios dos alimentos, absorvem-nos de forma grosseira.
Para absorver os elementos sutis dos alimentos, o etéreo, elementos que irão alimentar os nossos pensamentos, nossos sentimentos, temos de estar preparados para comer em harmonia , meditação e gratidão.

Mestre O. M. AÏVANHOV

Instrumental & Qual – O Som da Terra estreará hoje


A partir de hoje, todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas, o público ouvinte de rádio, apreciador de música de qualidade, terá mais uma opção. Trata-se do programa Instrumental & Qual – O Som da Terra, veiculado pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e pela Internet, através de cratinho.blogspot.com. O programa de hoje apresentará o seguinte roteiro musical:

1. Montreal City (Azimuth)
2. Led Boots (Jeff Beck)
3. Essa é Pro Espedito (Jefferson Gonçalves)
4. Três da Tarde (Spok Frevo Orquestra)
5. Marilyn (Chet Baker)
6. Tea For Two (Thelonius Monk)
7. Forró de Mané Vito (Quinteto Violado)
8. São José (Zabumbeiros Cariris)
9. O Amanhecer (Belle Epoque) (Dihelson Mendonça)
10. Choro da Vila (Márcio Resende)
11. Espinho de Mandacaru (Rivotril)
12. Variações sobre o Juazeiro (Syntagma)

Ficha Técnica
O programa Instrumental & Qual – O Som da Terra é uma produção das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e revista virtual Cariricult
Apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste em parceria com a Rádio Educadora do Cariri AM 1.020
Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel, Dihelson Mendonça e Carlos Rafael Dias
Apresentação: Carlos Rafael Dias
Operador de áudio: Iderval Silva
Operador de transmissão: Iran Barreto
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão
Diretor-Gerente da Rádio Educadora do Cariri: Geraldo Correia Braga

Fique ligado!

Pensamento para o Dia 17/02/2010



“Vinte marteladas podem não ter êxito em quebrar uma pedra; a vigésima-primeira pode quebrá-la. Mas, isso significa que os vinte golpes anteriores foram em vão? Não, cada um dos vinte golpes contribuiu com sua parte para o sucesso final. O resultado final foi o efeito cumulativo de todos os vinte e um golpes. Preencha cada momento de sua vida com amor por Deus. Então, as más tendências não prejudicarão seu caminho. O propósito de qualquer prática espiritual é a aniquilação da mente e, no futuro, alguma boa ação terá sucesso em aniquilá-la completamente. Esse triunfo é o resultado de todas as boas ações feitas no passado. Assim, nunca desista e lembre-se que nenhuma boa ação será um desperdício!”
Sathya Sai Baba

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“Quando alguém de cujo comportamento você não goste chegar perto de você, não há necessidade de procurar falhas. Não há motivo de rir ou mostrar seu desprezo. Basta continuar a fazer seu trabalho, impassível a sua chegada. Que siga seu caminho, deixe-o em paz. Essa é a atitude de “Udaseenabhava”, a atitude da simplicidade. Quando você praticar e atingir esse estado de espírito, você vai ter o amor imutável de Deus. Essa atitude lhe confere paz, autocontrole e pureza da mente duradouros.”
Sathya Sai Baba

Heranças Culinárias - por Socorro Moreira



Hoje é dia de jejuar, e eu só penso nas comidinhas que aprendi ao longo da vida com pessoas especiais. Deu vontade de fazer todos os pratos, num grande banquete de saudades. Claro que seria um desperdício, mas vale lembrar os pratos e as pessoas, que somados correspondem a um total gustativo de saudades. Com a minha avó Donana, o bacalhau ensopadinho no leite de coco, o feijão machucado com queijo ralado; com Zilda o nhoque, o bolo de carne, a pizza caseira; com minha mãe a ravióli , a galinha caipira, a rosca do Piauí; com meu avô Alfredo a carne batida com jerimum verde, o chouriço; com Babo a lasanha, a rabada ; com Erice os sorvetes caseiros, as tapiocas ... E assim por diante!
Hoje o almoço ficou pronto com essas lembranças. Convido todos para fazer uma boquinha. Podem chegar... Estão servidos!

Michelangelo

La Pieta

Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de Março de 1475 — Roma, 18 de Fevereiro de 1564), mais conhecido simplesmente como Michelangelo, foi um pintor, escultor, poeta e arquiteto italiano, considerado um dos maiores criadores da história da arte do ocidente.

Ele desenvolveu o seu trabalho artístico por mais de setenta anos entre Florença e Roma, onde viveram seus grandes mecenas, a família Medici de Florença, e vários papas romanos. Iniciou-se como aprendiz dos irmãos Davide e Domenico Ghirlandaio em Florença. Tendo seu talento logo reconhecido, tornou-se um protegido dos Medici, para quem realizou várias obras. Depois fixou-se em Roma, onde deixou a maior parte de suas obras mais representativas. Sua carreira se desenvolveu na transição do Renascimento para o Maneirismo, e seu estilo sintetizou influências da arte da Antiguidade clássica, do primeiro Renascimento, dos ideais do Humanismo e do Neoplatonismo, centrado na representação da figura humana e em especial no nu masculino, que retratou com enorme pujança. Várias de suas criações estão entre as mais célebres da arte do ocidente, destacando-se na escultura o Baco, a Pietà, o David, as duas tumbas Medici e o Moisés; na pintura o vasto ciclo do teto da Capela Sistina e o Juízo Final no mesmo local, e dois afrescos na Capela Paulina; serviu como arquiteto da Basílica de São Pedro implementando grandes reformas em sua estrutura e desenhando a cúpula, remodelou a praça do Capitólio romano e projetou diversos edifícios, e escreveu grande número de poesias.

Ainda em vida foi considerado o maior artista de seu tempo; chamavam-no de o Divino, e ao longo dos séculos, até os dias de hoje, vem sendo tido na mais alta conta, parte do reduzido grupo dos artistas de fama universal, de fato como um dos maiores que já viveram e como o protótipo do gênio. Michelangelo foi um dos primeiros artistas ocidentais a ter sua biografia publicada ainda em vida. Sua fama era tamanha que, como nenhum artista anterior ou contemporâneo seu, sobrevivem registros numerosos sobre sua carreira e personalidade, e objetos que ele usara ou simples esboços para suas obras eram guardados como relíquias por uma legião de admiradores. Para a posteridade Michelangelo permanece como um dos poucos artistas que foram capazes de expressar a experiência do belo, do trágico e do sublime numa dimensão cósmica e universal.


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Torloni


Chistiane Torloni - "Acredito em Dinah"
TV Guia - 26 Novembro 1994
Por: Maria Eugénia Laboriau


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É a atriz brasileira que mais polemica causou em Portugal. Venceu, com a popularidade e desconvenceu com a despedida. Mas já «voltou»: vê-mo-la, diariamente, em A Viagem, na SIC. Num papel «do outro mundo».

Depois de ter vivido dois anos em Portugal (mais propriamente em Cascais), que deixou a alguns meses - não sem antes estar no centro de uma grande polemica a propósito da peça 10 Elevado a Menos 42 - Extasis - , a atriz Christiane Torloni regressou ao nosso convívio, mas através do pequeno ecrã.

Protagonista da principal telenovela da SIC, A Viagem, a atriz «veste» a pele da bela e decidida Dinah nesta recente produção da TV Globo. Mais uma das muitas e diversificadas personagens a que a atriz dá vida. No papel de Dinah, ela mostra-se agora uma mulher apaixonada, muito ciumenta e insegura. A sua separação de Teo (Mauricio Mattar) vai contribuir para uma mudança que passa por um reconhecimento do seu inconsciente e de outras vidas passadas. Por outro lado, o seu amor por Octávio Jordão (António Fagundes) revelar-se-à eterno e «celestial». Não é, aliás, a primeira vez que que Torloni contracena com António Fagundes. Recorde-se que eles apaixonaram o público e a crítica ao viverem um romance atribulado na telenovela Louco Amor e, também, no filme Besame Mucho.

Christiane Torloni aceitou de bom grado conceder esta entrevista porque considera importante não guardar rancores a respeito do «episódio» da sua estada entre nós: «Construí muitas coisas e muitos amigos durante o tempo que vivi em Portugal. Não quero que esse assunto as destrua».

O último papel que a atriz havia interpretado em televisão tinha sido na série As Noivas de Copacabana, altura em que já vivia em Portugal, tendo regressado ao Brasil propositadamente para as gravações da referida produção. Nessa altura, Torloni declarou que só voltaria às telenovelas com uma personagem que o justificasse.

«Recebi o convite para fazer a Dinah ainda em Portugal. Mas só aceitei mesmo trabalhar quando cheguei ao Brasil. Já fiz A Gata Comeu, que é também da autoria de Ivani Ribeiro, um texto de que gostei muito. Ela escreve sem pudores sobre a paixão e o ódio. A vida espiritual é um tema muito bonito e, por isso, acredito na personagem», confessa a atriz.

E o fato de a telenovela ser um «remake» de uma versão mais antiga não desmotiva Christiane Torloni, que, contrariamente ao que dizem outros atores, entende que os bons temas devem ser regravados. «Fiz também a segunda versão de Selva de Pedra. Acho importante que outras gerações possam também ver este trabalho. E em todo o mundo estão a acontecer refilmagens. Quando relemos um livro, não quer dizer que sejamos leitores sem imaginação. O mesmo acontece com os telespectadores, que podem querer rever o tema de uma novela na televisão», assim justifica a atriz o seu interesse pelos «remakes».

Além da personagem que interpreta em A Viagem, Torloni está igualmente envolvida numa remontagem da peça Hamlet, de Shakespeare. Ela encarna o papel da Rainha Gertrude e o seu ritmo de trabalho tem sido muito intenso. «Muitas vezes é uma correria. Mas, em compensação, é quando desempenho o meu trabalho de atriz que exerço mais o meu lado generoso. Por isso, é possível conciliar outros interesses da vida», revela, demonstrando o seu evidente entusiasmo.

«Tenho Fé»
Quando em Outubro de 1991, perdeu Guilherme, um dos seus filhos (gêmeos) de 12 anos - num acidente na garagem do condomínio onde morava -, Christiane Torloni pensou em enfrentar a perda em Portugal. «Fui a Portugal em Agosto de 1991, quando a novela Kananga do Japão, onde eu desempenhava a Dora, estava no ar. Então liguei para o meu filho e ele fez-me perguntas sobre o país. Respondi-lhe; e ele, então, pediu-me para ir morar para lá. Com a perda de Guilherme, tomei essa decisão».

Sobre a sua saída de Portugal e a crítica desfavorável à peça 10 Elevado a Menos 42 - Extasis, Torloni procura deter-se mais nos acontecimentos positivos. E é agora noutro tom que analisa uma situação que a fez pronunciar frases bem amargas: «Problemas acontecem em todos os locais. E lá fiz grandes amigos. Procuro tirar os factos positivos de todos estes acontecimentos. Portugal é diferente do Brasil, no sentido de que o Estado interfere mais na cultura. Por outro lado, aqui temos que correr atrás dos patrocínios junto das empresas particulares. São situações diferentes e nenhuma das duas é a ideal».

Da temporada de trabalho passada em Portugal, a atriz realça o contato que teve com alguns atores portugueses, considerando que muitos dos objetivos da sua passagem por Lisboa foram concretizados: «O brasileiro é um lutador. Tentei arrumar a minha vida, e acredito ter encontrado um eixo que, se não foi o melhor, foi o possível. E sou uma pessoa que tem fé. Neste sentido, sinto-me privilegiada por vir de uma família que me passou esse espírito».

Para Christiane Torloni, o tema central da telenovela A Viagem (a vida depois da morte) está também presente na sua própria vida, pois considera-se uma pessoa muito virada para o lado espiritual. «Não acho que o tema da espiritualidade seja uma novidade. E acho a Dinah uma personagem com qualidades admiráveis, pois ela é uma pessoa decidida e apaixonada. Tem um lado verdadeiro de que gosto muito», sublinha a atriz.

Desde que participou em Duas Vidas, da prestigiada novelista Janete Clair, Torloni já fez 13 novelas, a que ainda se devem somar 11 filmes e sete peças de teatro. Entre os seus trabalhos de destaque na televisão portuguesa estão a Fernanda de Selva de Pedra e a Dora, de kananga do Japão, se bem que os seus desempenhos em A Gata Comeu, e Araponga tenham sido igualmente muito aplaudidos.

«Fui Bem-Vinda»
Filha dos atores Geraldo Mhateus e Monah Delacy, Christiane Torloni estreou-se na Globo com 19 anos de idade. «Fui educada para dar certo, no sentido de não precisar de contar com os outros, ter a minha profissão e tentar vencer nela. Quando voltei para o Brasil, fui recebida com muito carinho pelos meus colegas. E a palavra que mais ouvi foi "bem-vinda"».

Torloni possui uma casa no Rio de Janeiro, mas desde que regressou ao Brasil está a viver num apart-hotel, no Leblon. Quanto a projetos, a atriz ainda não tem nada definido. Recebeu um convite para montar no Brasil o mesmo espetáculo que causou tanta polemica em Portugal, mas não tomou ainda qualquer decisão. «Quando fiz a peça, considerei que já estava cansada de questionar a relação homem-mulher e, por isso interpretei um "ser do outro mundo" nessa peça. Aliás, na televisão também começarei a viver um "ser do outro mundo", após a morte de Dinah».

Criada num ambiente católico, Christiane Torloni acha que tem as imagens da religião cristalizadas dentro de si própria, o que não a impede de buscar forças também em outras fontes. E acha que estes fatores a ajudaram na composição da sua personagem em A Viagem: «Acredito que Deus está em todos os lugares e não emparedado dentro de uma única religião. A morada do Senhor não é apenas a da Igreja, mas em todos os lugares e, também, nas pessoas».

Relativamente à prática de alguma religiosidade, a atriz diz que costuma fazê-lo através da sua profissão: «O palco é o maior local de desapego, compaixão, disponibilidade e amor, que são as bases de todas as religiões. Por isso costumo dizer que pratico a minha religião sendo atriz».