Quando as redações da grande imprensa, em campanha aberta pela candidatura Serra, erigem o preconceito como norma de juízo, a mentira não é apenas abominável: é suicida. A opinião pública brasileira dispõe, hoje em dia, dos elementos necessários para julgar os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais sem se deixar levar pelo filtro ideológico de conhecidas técnicas de edição. Há muito tempo, a sociedade aprendeu a aquilatar a qualidade ética da informação oferecida, os desvios de apuração e o descompromisso do noticiário com a verdade factual. Não há lugar para atores políticos com indefinição ideológica evidente. Serra não é Lacerda; falta-lhe talento. O PSDB não é a UDN; tem lastro histórico mais precário. Mas em ambos, no candidato e em seu partido, convivem a vergonha de serem ostensivamente autoritários e o medo de serem inteiramente democrático. A face dupla do moralismo udenista, transposto para 2010, realça o desbotamento de um Dorian Gray mal-acabado(...).
A campanha oposicionista padece de velhos vícios e truncamentos de origem. Parece acreditar que o povo, em toda a parte, é uma entidade incapaz e como tal deve ser tratado, sob pena de hecatombe social iminente. Deve-se também ameaçar a esquerda com a hipótese sempre latente de um golpe de Estado. E lembrar aos setores populares, principalmente à nova classe média, que se eles não tiverem juízo virão aí os bichos papões e, com eles, os massacres dos Kulaks, as igrejas fechadas, os asilos psiquiátricos, a supressão da liberdade, em suma, o socialismo sem rosto humano.
Exigir liberdades democráticas não é uma gesticulação romântica, desde que se dêem conseqüências às suas implicações. É preciso apostar na organização crescente das forças sociais com o objetivo de consolidar uma saída definitivamente nacional e popular para temas que vão da questão agrária ao controle social dos meios de comunicação. A análise histórica mostra que, quando não avançamos na democracia concreta, damos aos seus adversários tempo para que se reorganizem, utilizando as oficinas de consenso para caluniar, difamar, fazer o que for necessário, para deter o ímpeto vital que lhes ameaça.
Nos dias de hoje, é preciso senso crítico sempre atilado, não se deixar envolver pela vaga e traiçoeira tese do aperfeiçoamento democrático a qualquer preço, pois as forças retrogradas costumam cobrar bem caro por nossas distrações ou equívocos. Por tudo isso, a eleição de Dilma Rousseff é um passo decisivo para erradicarmos de vez o cartorialismo econômico, a indiferença moral e a incompetência administrativa que marcaram vários governos até 2003 (...)
O que importa saber é que atores são capazes de assegurar uma democracia com ênfase social, assentada também nos direitos individuais e na liberdade econômica. Nesse cenário, as bolinhas de papel passeiam na calçada. O vento – e não mais o cálculo político – dita o rumo de cada uma delas.
(*) Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior, colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sábado, 23 de outubro de 2010
Neda
Neda sorria
mas um sorrateiro tiro
apagou seu riso
e a chama em seu corpo
e de não impedir o gesto
do homem que atirou
todos nós
nós todos
nos atiramos de peito
na dor pela perda
da vida inteira de Neda
e todos nós
nós todos
morremos um pouco
com a morte de Neda
e nenhum de nós irá
consolar sua mãe
em tão longínquo Irã
mas um sorrateiro tiro
apagou seu riso
e a chama em seu corpo
e de não impedir o gesto
do homem que atirou
todos nós
nós todos
nos atiramos de peito
na dor pela perda
da vida inteira de Neda
e todos nós
nós todos
morremos um pouco
com a morte de Neda
e nenhum de nós irá
consolar sua mãe
em tão longínquo Irã
Ciclo
- Claude Bloc -
O sol aos poucos desliza em busca de (re)pouso
Desce majestoso ao acaso, ao ocaso
Esconde-se nas sombras
e se encanta
e nos cimos das cumeeiras adormece
recostado nas solidões noturnas.
Os céus se disfarçam em mil tons de rosa
Em mil sons de prosa
por estes sinfônicos ocasos...
E finalmente a terra se despe sem censura
em áureos espaços,
em amarelos cansados, (in)vertidos
exalando seus incensos salpicados
por suspiros divinos.
E outra vez a luz do dia se evapora
e na noite adormece sem pudor
mais um ciclo se fecha
em plena cor.
Claude Bloc
Eleição pegada - Emerson Monteiro
Afinal, nesta madrugada de 22 de outubro de 2010, veio a esperada chuva do caju, em forma de neblina grossa, que sustentará a florada dos cajueiros e mangueiras, alento bem recebido pelo mundo sertanejo. Acordar ao som das águas caindo nas biqueiras envolve os sonhos, traz alegria e alívio às temperaturas elevadas, acomoda o pó nas estradas, alimentando plantas e bichos. Estiagem desde março, tudo muda com as chuvas. A quadra seca dos últimos meses do ano costuma levantar os olhares dos caboclos às nuvens, acompanhando de perto os confortos da natureza.
Enquanto isto, a vida civil segue seu curso nas várias frentes e ações. Ano eleitoral. Será o segundo turno para presidente no País, e governador em alguns estados. Movimento por demais intenso, acrescenta calor à expectativa, sobretudo com relação ao destino das políticas públicas iniciadas no atual governo. A relativa proximidade nos números do candidato José Serra, do PSDB, com relação aos da primeira situada, Dilma Rousseff, do PT, sugere um pleito pegado até a hora da apuração.
A menos de dez dias da votação, recrudesceram os ânimos das militâncias e opiniões vêm à tona com maior intensidade. Nestas eleições, a Rede Internacional de Computadores (Internet) revelou face antes encoberta da informação, apresentando aspectos diferentes de vídeos, declarações e artigos, numa proporção maior do que nas outras eleições.
O aguçamento das paixões transborda nas atitudes escapam ao domínio tradicional das eleições anteriores, quero crer, porém os riscos da liberdade na escolha dos representantes guardam estreita relação com a verdade e o amadurecimento dos costumes. No caso brasileiro, quase ainda só percorremos o período da adolescência institucional, devido às interrupções sucessivas no curso dos acontecimentos, quase vivendo a fase da experimentação inicial das práticas necessárias. Países mais antigos contam mais de 500 anos de maturidade constitucional, e assim buscam a todo preço garantir valores por vezes ameaçados e sacudidos nos turnos eleitorais.
Querem-se melhorar as escolhas, porém, no dizer do povo, ninguém traz estrela na testa para mostrar o que fará no futuro e quais atitudes adotarão no exercício do poder. Projetos sociais merecem destaques nos programas dos candidatos, sem garantia de certezas absolutas na hora do exercício do mandato. Áreas essenciais, saúde, educação, trabalho, moradia, segurança, significam respeito pela população, paz e desenvolvimento.
Estas lições, se aprendidas e demonstradas, exigem honestidade dos governantes e manutenção das promessas, na vida comunitária. Autoridades devem agir com correção, sobretudo no uso do dinheiro do povo, bem sagrado e escasso. Um homem público se acha, portanto, sob os olhos da multidão. Ninguém vive isolado acima do bem e do mal. Este mundo contraditório reclama de coerência e sabedoria na seleção dos comandos, para a conquista real da justiça em épocas de aprimoramento.
Enquanto isto, a vida civil segue seu curso nas várias frentes e ações. Ano eleitoral. Será o segundo turno para presidente no País, e governador em alguns estados. Movimento por demais intenso, acrescenta calor à expectativa, sobretudo com relação ao destino das políticas públicas iniciadas no atual governo. A relativa proximidade nos números do candidato José Serra, do PSDB, com relação aos da primeira situada, Dilma Rousseff, do PT, sugere um pleito pegado até a hora da apuração.
A menos de dez dias da votação, recrudesceram os ânimos das militâncias e opiniões vêm à tona com maior intensidade. Nestas eleições, a Rede Internacional de Computadores (Internet) revelou face antes encoberta da informação, apresentando aspectos diferentes de vídeos, declarações e artigos, numa proporção maior do que nas outras eleições.
O aguçamento das paixões transborda nas atitudes escapam ao domínio tradicional das eleições anteriores, quero crer, porém os riscos da liberdade na escolha dos representantes guardam estreita relação com a verdade e o amadurecimento dos costumes. No caso brasileiro, quase ainda só percorremos o período da adolescência institucional, devido às interrupções sucessivas no curso dos acontecimentos, quase vivendo a fase da experimentação inicial das práticas necessárias. Países mais antigos contam mais de 500 anos de maturidade constitucional, e assim buscam a todo preço garantir valores por vezes ameaçados e sacudidos nos turnos eleitorais.
Querem-se melhorar as escolhas, porém, no dizer do povo, ninguém traz estrela na testa para mostrar o que fará no futuro e quais atitudes adotarão no exercício do poder. Projetos sociais merecem destaques nos programas dos candidatos, sem garantia de certezas absolutas na hora do exercício do mandato. Áreas essenciais, saúde, educação, trabalho, moradia, segurança, significam respeito pela população, paz e desenvolvimento.
Estas lições, se aprendidas e demonstradas, exigem honestidade dos governantes e manutenção das promessas, na vida comunitária. Autoridades devem agir com correção, sobretudo no uso do dinheiro do povo, bem sagrado e escasso. Um homem público se acha, portanto, sob os olhos da multidão. Ninguém vive isolado acima do bem e do mal. Este mundo contraditório reclama de coerência e sabedoria na seleção dos comandos, para a conquista real da justiça em épocas de aprimoramento.
Apesar de Você - ( Amanhã vai ser outro dia... ) - Chico Buarque
Chico Buarque também compôs uma obra maravilhosa que tem tudo a ver com momento atual quando alguns querem calar a imprensa e a verdade, impondo um retrocesso que nos remete ao tempo da ditadura militar porque passamos nos anos 60 e 70, mas que certamente haveremos de expurgar no próximo domingo, afastando a ameaça de cerceamento da liberdade no Brasil.
Apesar De Você
Composição: Chico Buarque
(Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
(Coro2) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você
(Coro3) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
(Coro4) Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??
Quando o Carnaval Chegar
O sentido das artes não são fixos. Existe um certo mover de eixo, assim como aqueles galos de flandre sobre os telhados e móveis ao vento. Este samba do Chico Buarque, para um filme de Cacá Diegues, hoje tem outro sentido quando da época em que foi lançado na ditadura militar. Hoje, sábado, ele lembra domingo que vem. Lembra o atravessar da semana para quando o carnaval chegar:
Quem me vê sempre parado,
Distante garante que eu não sei sambar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo,
Sentindo, escutando e não posso falar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo as pernas de louça
Da moça que passa e não posso pegar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo
Molhado de maracujá...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me ofende, humilhando, pisando,
Pensando que eu vou aturar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida,
Duvida que eu vá revidar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu vejo a barra do dia surgindo,
Pedindo pra gente cantar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada,
Abafada, quem dera gritar...
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...
Máscaras
- Claude Bloc -
Sinto-me atriz neste palco da vida
Nesse palco só meu.
Vivo!
Repito as falas de minhas personagens
Depois de tantos ensaios frustrados
De tanto sonho (des)encantado.
Em cada cena a perfeição
A brancura dos dias
Crescentes
Crescentes
Incorporando as imagens que escolhi,
Na sonolência do tempo.
Em cada fala
Eu me perco para renascer outra
Sempre uma de cada vez
e mais uma vez, vou repassando meu papel...
Último ato e a platéia aplaude o desfecho:
O drama e a comédia de uma vida inteira.
Arrasto-me pelo cenário e no final da trama
Arranco num átimo as máscaras que não vivi
E volto a ser eu mesma, no camarim.
Claude Bloc
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Celulares - José Nilton Mariano Saraiva
A Rede Globo repercutiu com estardalhaço, hoje, no seu principal jornal televisivo, que no Brasil os telefones celulares já são mais de 190 milhões de unidades (uma realidade). Como, por falta de bandeiras, já há um certo tempo a “tucanhalada” não cansa de citar as telecomunicações como prova de sucesso da política privaticionista, evidentemente que essa é a “deixa” para que a “coisa” possa ser explorada ao máximo nesta reta final da campanha eleitoral (tudo indica que definitivamente o desespero bateu às portas dos lúgubres laboratórios tucanos, depois que os escândalos e palhaçadas patrocinados não se refletiram nas pesquisas, já que serviram e fizeram foi alacancar a candadatura governista).
No entanto, não custa lembrar ao distinto público: 1) que, à época da privatização do setor das telecomunicações, aproximadamente cinqüenta por cento dos recursos aplicados na transferência do bem público para o setor privado veio dos próprios cofres do Tesouro (Estado), via BNDES e fundos de pensão; 2) que, o setor cresceu exponencialmente não porque os novos gestores fossem mais competentes que os antigos proprietários, mas, sim, porque, graciosa e irresponsavelmente, receberam do governo FHC carta-branca para reajustar tarifas ao bel-prazer (e como desde então o preço ta salgado, não é mesmo ???); 3) que, como a ordem era se livrar de qualquer jeito e a qualquer custo do patrimônio público (mesmo que a preço de banana em fim de feira), o governo FHC, antes, investiu pesado no setor a fim de torná-lo mais atraente (na Economia, o nome dado a isso é “fetichismo”, ou seja, providenciar ou dá um banho de loja, dourar a pílula, a fim de se alcançar um objetivo); 4) que, após tomar posse do setor, ávidos por lucro e sem nenhuma preocupação com o social, a tesoura afiada e implacável dos novos donos foi acionada indiscriminadamente e nunca se demitiu tanto trabalhador, no Brasil; 5) que, tal política acabou depondo contra o próprio Governo, já que contribuiu decisivamente para aumentar substancialmente a taxa de desemprego da era FHC (aquela velha situação em que o feitiço virou contra o feiticeiro); 6) que, como naquele momento, coincidentemente, o setor de telecomunicações experimentava uma revolução tecnológica sem precedentes na história (não só no Brasil mas em todo o mundo), foi possível realizar o mínimo de investimentos e prestar serviços a custo menor que no período imediatamente anterior (naquela ocasião, frise-se, porque a “porrada” demolidora viria logo depois, com o aumento abusivo dos preços das tarifas, nem que para tanto o "aparelho" propriamente seja entregue gratuitamente pelas operadoras); 7) que, como o grosso do investimento foi o próprio governo que financiou (BNDES e fundos de pensão, lembram???), mui provavelmente não entrou grana nenhuma na transação (ou seja, não teria havido nenhum aporte “real” de recursos, mas, simplesmente, um simples ajuste escritural/contábil) ; 8) que, como o saldo devedor (este, sim, real) foi diluído no longo prazo, a informação veiculada de que o dinheiro arrecadado serviria prá abater a dívida externa, não passou de conversa pra boi dormir; 9) que, mesmo assim o setor é o campeoníssimo no tocante às queixas de consumidores, junto ao Decon (em todo o Brasil); 10) que, o resto é perfumaria barata, de quinta categoria.
No entanto, não custa lembrar ao distinto público: 1) que, à época da privatização do setor das telecomunicações, aproximadamente cinqüenta por cento dos recursos aplicados na transferência do bem público para o setor privado veio dos próprios cofres do Tesouro (Estado), via BNDES e fundos de pensão; 2) que, o setor cresceu exponencialmente não porque os novos gestores fossem mais competentes que os antigos proprietários, mas, sim, porque, graciosa e irresponsavelmente, receberam do governo FHC carta-branca para reajustar tarifas ao bel-prazer (e como desde então o preço ta salgado, não é mesmo ???); 3) que, como a ordem era se livrar de qualquer jeito e a qualquer custo do patrimônio público (mesmo que a preço de banana em fim de feira), o governo FHC, antes, investiu pesado no setor a fim de torná-lo mais atraente (na Economia, o nome dado a isso é “fetichismo”, ou seja, providenciar ou dá um banho de loja, dourar a pílula, a fim de se alcançar um objetivo); 4) que, após tomar posse do setor, ávidos por lucro e sem nenhuma preocupação com o social, a tesoura afiada e implacável dos novos donos foi acionada indiscriminadamente e nunca se demitiu tanto trabalhador, no Brasil; 5) que, tal política acabou depondo contra o próprio Governo, já que contribuiu decisivamente para aumentar substancialmente a taxa de desemprego da era FHC (aquela velha situação em que o feitiço virou contra o feiticeiro); 6) que, como naquele momento, coincidentemente, o setor de telecomunicações experimentava uma revolução tecnológica sem precedentes na história (não só no Brasil mas em todo o mundo), foi possível realizar o mínimo de investimentos e prestar serviços a custo menor que no período imediatamente anterior (naquela ocasião, frise-se, porque a “porrada” demolidora viria logo depois, com o aumento abusivo dos preços das tarifas, nem que para tanto o "aparelho" propriamente seja entregue gratuitamente pelas operadoras); 7) que, como o grosso do investimento foi o próprio governo que financiou (BNDES e fundos de pensão, lembram???), mui provavelmente não entrou grana nenhuma na transação (ou seja, não teria havido nenhum aporte “real” de recursos, mas, simplesmente, um simples ajuste escritural/contábil) ; 8) que, como o saldo devedor (este, sim, real) foi diluído no longo prazo, a informação veiculada de que o dinheiro arrecadado serviria prá abater a dívida externa, não passou de conversa pra boi dormir; 9) que, mesmo assim o setor é o campeoníssimo no tocante às queixas de consumidores, junto ao Decon (em todo o Brasil); 10) que, o resto é perfumaria barata, de quinta categoria.
A Globo , ao invés de uma bolinha, foi atropelada por uma carreta. José do Vale Pinheiro Feitosa
O pessoal que viveu e compreendeu os anos 80 sabe que Brizola não rimava com Roberto Marinho. A rede Globo era inimiga do político. Apoiara a ditadura, todo dia 31 março lia um editorial favorável ao regime e justificando o golpe. Os termos com que se justificavam, lembro bem, eram muito parecidos com os que li nestas eleições.
A rede Globo era peça chave na fraude das eleições de 82 aqui no Rio. Era um esquema de fraude nos computadores que totalizavam as apurações e servia para defenestrar Brizola e por no lugar o candidato do PDS Moreira Franco. A partir daí ficaram impossíveis quaisquer modos de conciliação. A Globo tinha por meta matar Brizola politicamente de qualquer modo (alguma semelhança com agora?).
Agora pensam que isso era a rede em pensamentos, palavras e atos. Não é assim que as coisas funcionavam. Roberto Marinho como dono era um ditador feroz. Massacrava seus funcionários, mas estes tinham valor, tinham luz própria, pensavam com os próprios botões. Mesmo vivendo numa simbiose de bons salários e prestígio, o pessoal sabia mostrar-se contrariado.
Resultado, na tal crise das eleições de 82, chegou um momento que o velho Marinho teve que recuar. Não só pela externalidade das falcatruas atingindo a própria organização, como pelos seus repórteres, editores e cinegrafistas que estavam na rua e viam a pressão e ódio popular contra eles. Eles reagiram ao golpe de Marinho em sua articulaçã com a ditadura militar que naquela altura se desmanchava no ar.
Pois bem, no dia de ontem, quando tudo indica a Globo montou uma farsa para provar que serra tinha recebido outra bordoada que não a bolinha, houve uma revolta agônica na sede da empresa em São Paulo. Vejam o que conta Rodrigo Vianna, ex-repórter da Globo e que mantém bons laços na emissora:
"Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade."
Pos José do Vale Pinheiro Feitosa
Classes vizinhas de um mesmo ano escolar - por Socorro Moreira
1967
Ele não me viaUma parede nos separava
e vozes confusas
nos limitavam
Ele era um líder
Ele e uma turma , que pensava e sonhava:
Marcondes, Leonel, Alfredo,
Leni, Nildo, Wagner, Terto, Zé Rodrigues...
Um professor saia de lá,
e entrava cá...
Ora , Dr. Laerti ( Física),
Vieirinha (Português), Edivan ( Química)
Gutemberg(Inglês)
Jaime (Matemática)
Ivone ( Biologia)
João de Borba ( Desenho)
Alderico (História ),..
e eu nem sei quem mais entrava,
e saía...
Eram tempos festivos
Vivíamos os últimos momentos ,
nos bancos do Ensino Científico...
Mais uns dias,
todos seguiriam seus caminhos.
Pensei em tudo,
menos na fugacidade do presente.
Ouvia teus risos, tua voz esperta,
sugerindo e persuadindo...
E a festa acontecendo !
Todos ligados na música,
política, poesia , teatro
e literatura.
Alguém seria médico
Advogado,
engenheiro,
Ou professor de alguma matéria.
Voltassem os mestres...
Abraços em João de Borba
E uma saudade enorme dos colegas...
Mesmo curso, em salas vizinhas !
Artur Azevedo
Artur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luís, 7 de julho de 1855 — Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1908) foi um dramaturgo, poeta, contista e jornalista brasileiro.
Arthur Azevedo
Arrufos
Não há no mundo quem amantes visse
Que se quisessem como nos queremos...
Um dia, uma questiúncula tivemos
Por um simples capricho, uma tolice.
— "Acabemos com isto!", ela me disse,
E eu respondi-lhe assim — "Pois acabemos!"
E fiz o que se faz em tais extremos:
Tomei do meu chapéu com fanfarrice.
E, tendo um gesto de desdém profundo,
Saí cantarolando... (Está bem visto
Que a forma, aí, contrafazia o fundo).
Escreveu-me... Voltei. Nem Deus, nem Cristo,
Nem minha mãe, volvendo agora ao mundo,
Eram capazes de acabar com isto!
* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *
ASPECTOS SENTIMENTAIS DO SIGNO DE ESCORPIÃO- Graziella Marraccini
O signo de Escorpião é um signo de Água, governado pelo planeta Plutão e tendo como co-regente o planeta Marte.
Apesar da fama que este signo possui, ele é muito mal compreendido, talvez porque ele próprio não faça nada para melhorar a sua imagem. De fato, ele se esconde atrás de uma aparente frieza e desconfiança, levantando uma barreira quase intrasponível ao seu redor.
Escorpião, como todo o signo de Água, é muito sentimental e suas correntes emocionais são intensas e profundas. No entanto, ele se mostra sempre desconfiado, especialmente, no que diz respeito aos seus próprios sentimentos e detesta responder a qualquer tipo de pergunta íntima e direta. Por ter um conhecimento profundo dos mistérios e segredos que envolvem a natureza humana, ele está sempre esperando que o lado mais sombrio do outro apareça e por isto ele vive 'de tocaia', na espreita.
A natureza violenta de seus sentimentos e paixões não deixa margem a meios termos, a meias medidas. Ele ama ou odeia e... sabe odiar da forma mais fria e cruel possível!
O planeta Plutão, que rege o signo, é o mais frio do nosso sistema solar. Ele rege o domínio, a manipulação, o controle, o poder, o sexo e a morte. Ele rege também o mistério, e tudo o que é subjacente, o mundo de Hades e, por esta razão, os nativos deste signo são ótimos investigadores, pesquisadores, detetives e também psiquiatras, pesquisando a fundo a natureza humana.
Eu falei que o escorpião é manipulador, frio, calculista e controlador, e ele o é mesmo! Os homens mais poderosos do mundo possuem um Plutão muito forte em seus mapas, tenham certeza. Lembrem-se do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que possuía o Sol em Leão em conjunção com o planeta Plutão. Que poder ele teve de manipular um país inteiro! Bem, eu acho que ele pensava ser o próprio Deus!
Ma Escorpião também tem seu lado bom, não é mesmo? Podemos citar a persistência, a paciência, a introspeção, e a capacidade de vencer qualquer obstáculo, removendo literalmente as montanhas para alcançar seu objetivo.
O Homem de Escorpião
Antes de mais nada o homem de escorpião é extremamente apaixonado e apaixonante, contanto que você o deixe manter o controle da situação... sempre! Ele pode se deixar levar por uma paixão avassaladora e será fiel a ela. Se não for correspondido, se mostrará frio e distante, mas se for magoado, desprezado, ou traído, então, espere a mais fria e cruel vingança.
As brigas são muito comuns nos relacionamentos com os homens de Escorpião, já que eles são extremamente ciumentos e você não poderá lhes esconder nada.... nada mesmo. Ele tentará abrir suas entranhas e examinar o seu interior para ter certeza que você não está mentindo. Ele é naturalmente desconfiado, portanto, não lhe dê razões para desconfianças. Ele abrirá sua bolsa, examinará sua agenda, e se achará em pleno direito de fazê-lo. No entanto, se ele se sentir seguro, poderá ser fiel e o relacionamento será então proveitoso e duradouro.
O ciúme que ele demostra (ele está sempre buscando os sinais de sua traição...) poderá se tornar patológico se ele for um escorpiano inseguro, já que para ele possuir o objeto amado é essencial quanto o ar que ele respira.
Portanto, se você conseguir conviver com o ciúme, a posse, a desconfiança, a manipulação, bem... vá fundo no relacionamento. Ele valerá a pena já que você terá um ótimo amante. Ele colocará em você uma etiqueta de "minha propriedade" e controlará todos os seus passos, mas lhe dará em troca um amor profundo, muito sexo (ele é extremamente erótico!) e devoção.
A Mulher de Escorpião
Assim como o homem, a mulher de Escorpião possui as mesmas características de possessividade, manipulação, intensidade de sentimentos e força de vontade. Ela é capaz de sentimentos profundos e não se contenta com relacionamentos superficiais. Sua motivação a leva a examinar as profundezas de seu ser, já que ela quer entender suas fraquezas e suas inseguranças, para melhor controlá-las. Ela não tem medo de examinar o seu lado mais obscuro, já que o faz com seus próprios sentimentos, mas não deixa nada ao azar.
Ela não suporta a hipocrisia e não aceita os joguinhos de meios sentimentos ou meios relacionamentos. Ela pode aceitar tudo, menos a fraqueza de caráter e irá esperar de seu parceiro uma devoção completa e total. Ela se entrega por completo num relacionamento, mas somente após ter longamente observado seu parceiro para conhecê-lo profundamente.
Ela tem um senso de justiça aguçado e será capaz de compreender e aceitar o seu ponto de vista, se ela o julgar justo e correto. Mas você sempre verá a desconfiança atrás de seu olhar misterioso e gélido, olhar que está como que a procurar a tempestade que se esconde por trás da calmaria. Aliás, ela não suporta calmaria. Eu costumo dizer que o Escorpião não é um signo de Água, mas sim de lava, lava vulcânica, que queima e reduz a cinzas tudo o que ela encontra no caminho. E assim como um vulcão, os nativos deste signo explodem de vez em quando, e então... sai de baixo!
Ela é capaz de grandes paixões e de grandes ódios, e irá esperar o tempo que for para se vingar, se se sentir traída. Ela não irá lhe oferecer a outra face se você lhe der um tapa. Não. Espere dela a mais fria e cruel vingança, leve o tempo que for. É verdade que ela tem uma memória de elefante, mas isto serve também para o bem. Ela não esquecerá um gesto de carinho, de afeto ou de amor de sua parte. E lhe será devota e fiel.
Escorpião e o Amor
Bem, me parece que já vimos com bastante detalhes a forma de amar deste signo. O Escorpião deve ser compreendido para ser aceito em sua totalidade. Não há meio termo, ou você o ama ou o odeia. Ele sabe amar como ninguém e sabe odiar como ninguém, sabe ferir como ninguém e compreender como ninguém.
Se você for sensível às suas críticas mordazes, se você se magoa facilmente, se você preferir um relacionamento terno e morno, calmo e tranqüilo, fique longe dos nativos deste signo. Eles podem ser fascinantes, mas a vida com eles será tudo menos monótona!
Não tente lhes esconder algo, mesmo os seus sentimentos mais íntimos serão autopsiados e examinados com o seu olhar gélido e desconfiado, que procurará sempre uma razão para dizer "Viu? Eu tinha razão! Você está me escondendo alguma coisa!"
Na realidade, esta é uma projeção de sua própria desconfiança quanto aos seus próprios sentimentos, tão perturbadores e intensos que não podem ser controlados ou mesmo compreendidos em sua totalidade.
Os relacionamentos com os nativos de Escorpião serão, no entanto, duradouros e profundos, se você lhes deixar a impressão que eles estão mantendo tudo sob controle.
Pachelly e Dihelson: um norte na bússola da fotografia. - José do Vale Pinheiro Feitosa
O Jacques Boris, que tem o dom de nos seduzir com uma empatia positiva, homenageia fotógrafos caririense em madeira vazada. E quando falamos dos homenageados dizemos imagens que capturam, tratam (ou não) e expõem ao nosso olhar. E por estas imagens completamos que Jacques não é apenas simpático, mas tem a síntese do relevante. Do relevante que não anula as demais coisas e não as torna irrelevantes. Pelo contrário, um relevante que apenas amplia a potência de todas as outras coisas. Especialmente quando sabemos que os dois operam, nasceram e se desenvolvem no território.
Por isso o Jacques faz uma coisa muito interessante com sua homenagem, ele não cria semi-deuses, que se isolam num panteão e numa solidão de matar. Pelo contrário, eleva o geral da fotografia e dos fotógrafos da região. Ao sentir orgulho do Pachelly e do Dihelson, desejamos apenas expressar o potencial que estes revelam da região. Eles são símbolo da força da fotografia que se amplia.
Outro dia conversava com meu irmão que gosta de fotografar e estimulava que entrasse ou criasse um blog com o exercício que faz. Argumentava que a fotografia com o meio digital se tornara tão ampla, tão presente, mas isso não significaria banalidade. Pelo contrário, neste universo fantástico de amadores, de celulares em punho sobre o evento, de todo tipo de ocasião, a fotografia tinha tudo para crescer e muito.
O melhor da expressão humana se encontra primeiro na transpiração coletiva. Na presença de muitos desenvolvendo e se expressando. O melhor discurso é sempre aquele momento que sintetiza todas as falas. A melhor poesia é aquela que se emociona com o leite da seringueira que sintetiza toda a árvore. A música de qualidade apenas nasce quando tantos a praticam e por ela se expressam.
O Dihelson e o Pachelly apenas os vi uma única vez. Mas nos conhecemos muito pelas imagens que expõem nos blogs e com o primeiro por debates acalorados (e não apenas político). Os dois têm diferenças fundamentais no que fazem e por isso estão num patamar de referência para a região. O Dihelson é mais de prosa, um pouco de crônica, algo poético e essencialmente um fotógrafo da imagem pronta, examinada pós-facto, sem dificuldades com a sua edição. O Pachelly é um poeta deste o clic ao revelar (agora simbolicamente), mesmo quando faz crônica, ele dialoga previamente com a imagem, é aquele fotógrafo que ajusta o seu instrumento de arte e não se amplia na edição pós-facto dela.
Poderia o Jacques encontrar exemplos melhores? Exemplos perfeitos para que não sintamos inveja, mas, sobretudo que nos estimulam a desenvolver-se. Uma perfeita homenagem ao fotógrafo caririense.
Por isso o Jacques faz uma coisa muito interessante com sua homenagem, ele não cria semi-deuses, que se isolam num panteão e numa solidão de matar. Pelo contrário, eleva o geral da fotografia e dos fotógrafos da região. Ao sentir orgulho do Pachelly e do Dihelson, desejamos apenas expressar o potencial que estes revelam da região. Eles são símbolo da força da fotografia que se amplia.
Outro dia conversava com meu irmão que gosta de fotografar e estimulava que entrasse ou criasse um blog com o exercício que faz. Argumentava que a fotografia com o meio digital se tornara tão ampla, tão presente, mas isso não significaria banalidade. Pelo contrário, neste universo fantástico de amadores, de celulares em punho sobre o evento, de todo tipo de ocasião, a fotografia tinha tudo para crescer e muito.
O melhor da expressão humana se encontra primeiro na transpiração coletiva. Na presença de muitos desenvolvendo e se expressando. O melhor discurso é sempre aquele momento que sintetiza todas as falas. A melhor poesia é aquela que se emociona com o leite da seringueira que sintetiza toda a árvore. A música de qualidade apenas nasce quando tantos a praticam e por ela se expressam.
O Dihelson e o Pachelly apenas os vi uma única vez. Mas nos conhecemos muito pelas imagens que expõem nos blogs e com o primeiro por debates acalorados (e não apenas político). Os dois têm diferenças fundamentais no que fazem e por isso estão num patamar de referência para a região. O Dihelson é mais de prosa, um pouco de crônica, algo poético e essencialmente um fotógrafo da imagem pronta, examinada pós-facto, sem dificuldades com a sua edição. O Pachelly é um poeta deste o clic ao revelar (agora simbolicamente), mesmo quando faz crônica, ele dialoga previamente com a imagem, é aquele fotógrafo que ajusta o seu instrumento de arte e não se amplia na edição pós-facto dela.
Poderia o Jacques encontrar exemplos melhores? Exemplos perfeitos para que não sintamos inveja, mas, sobretudo que nos estimulam a desenvolver-se. Uma perfeita homenagem ao fotógrafo caririense.
Pérola nos bastidores- Por José Carlos Brandão
CÉZANNE
O azul é a cor da carne de Deus, disse Cézanne,
E pintou mais uma vez a maçã
Sobre um fundo azul.
E pintou mais uma vez a montanha
Imóvel no horizonte.
A maçã é a fruta que se oferece
Para ser pintada,
É um corpo perfeito e é um alimento.
A montanha é o ideal da beleza,
É preciso atravessar a ponte da forma.
A maçã sobre a mesa,
A montanha dentro dos olhos.
Os meus olhos pela cor do azul,
O azul é a cor da carne de Deus.
Brandão.
O Poeta e a Lua - Vinícius de Moraes
O Poeta E A Lua
Vinicius de Moraes
Em meio a um cristal de ecos
O poeta vai pela rua
Seus olhos verdes de éter
Abrem cavernas na lua.
A lua volta de flanco
Eriçada de luxúria
O poeta, aloucado e branco
Palpa as nádegas da lua.
Entre as esferas nitentes
Tremeluzem pêlos fulvos
O poeta, de olhar dormente
Entreabre o pente da lua.
Em frouxos de luz e água
Palpita a ferida crua
O poeta todo se lava
De palidez e doçura.
Ardente e desesperada
A lua vira em decúbito
A vinda lenta do espasmo
Aguça as pontas da lua.
O poeta afaga-lhe os braços
E o ventre que se menstrua
A lua se curva em arco
Num delírio de volúpia.
O gozo aumenta de súbito
Em frêmitos que perduram
A lua vira o outro quarto
E fica de frente, nua.
O orgasmo desce do espaço
Desfeito em estrelas e nuvens
Nos ventos do mar perspassa
Um salso cheiro de lua
E a lua, no êxtase, cresce
Se dilata e alteia e estua
O poeta se deixa em prece
Ante a beleza da lua.
Depois a lua adormece
E míngua e se apazigua...
O poeta desaparece
Envolto em cantos e plumas
Enquanto a noite enlouquece
No seu claustro de ciúmes.
A poesia de Mário Quintana
Os Parceiros
Sonhar é acordar-se para dentro:
de súbito me vejo em pleno sonho
e no jogo em que todo me concentro
mais uma carta sobre a mesa ponho.
Mais outra! É o jogo atroz do Tudo ou Nada!
E quase que escurece a chama triste...
E, a cada parada uma pancada,
o coração, exausto, ainda insiste.
Insiste em quê?Ganhar o quê? De quem?
O meu parceiro...eu vejo que ele tem
um riso silencioso a desenhar-se
numa velha caveira carcomida.
Mas eu bem sei que a morte é seu disfarce...
Como também disfarce é a minha vida!
Carta
Eu queria trazer-te uma imagem qualquer
para os teus anos...
Oh! mas apenas este vazio doloroso
de uma sala de espera onde não está ninguém...
É que,
longe de ti, de tuas mãos milagrosas
de onde os meus versos voavam - pássaros de luz
a que deste vida com o teu calor -
é que longe de ti eu me sinto perdido
- sabes? -
desertamente perdido de mim!
Em vão procuro...
mas só vejo de bom, mas só vejo de puro
este céu que eu avisto da minha janela.
E assim querida,
eu te mando este céu, todo este céu de Porto Alegre
e aquela
nuvenzinha
que está sonhando, agora em pleno azul!
O Mapa
Olho o mapa da cidade
Como quem examinasse
A anatomia de um corpo...
(E nem que fosse o meu corpo!)
Sinto uma dor infinita
Das ruas de Porto Alegre
Onde jamais passarei...
Há tanta esquina esquisita,
Tanta nuança de paredes,
Há tanta moça bonita
Nas ruas que não andei
(E há uma rua encantada
Que nem em sonhos sonhei...)
Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso
Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)
E talvez de meu repouso...
Bilhete
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve
ainda...
Os Ombros Suportam o Mundo- Carlos Drumond de Andrade
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Lua cheia - (Foto de Heládio Teles Duarte) - por Socorro Moreira
como aquelas noites que parecem dia
como aquele azul que parece um lençol de frio
como aquele brilho
convite à sedução ...
que tira os meus pés do chão
devo-lhe natureza,
em forma de lua,
esse círculo brilhante
que encanta olhares
e desperta sentimentos,
saudades...
não importa se vivo
alucinada
se o coração palpita
por um bem amado
longe ou perto
te enxergamos
cruzam impressões ...
és bela nesta noite azul
és tinta natural,
festa mensal...
- a noite em que o coração
transborda no brilho
de uma lua especial.
(socorro moreira)
Pesquisas mais recentes (Segundo Turno)- José Nilton Mariano Saraiva
PRIMEIRA
Data Folha- 48,0 a 41,0 (VT) e 54,0 a 46,0 (VV) - Diferença: 8,0 pontos.
Vox Populi- 48,0 a 40,0 (VT) e 54,5 a 45,5 (VV) - Diferença: 9,0 pontos
Ibope - 49,0 a 43,0 (VT) e 53,0 a 47,0 (VV) - Diferença: 6,0 pontos
Sensus - 46,8 a 42,7 (VT) e 52,3 a 47,7 (VV) - Diferença: 4,6 pontos
SEGUNDA
Data Folha- 47,0 a 41,0 (VT) e 54,0 a 46,0 (VV) - Diferença: 8,0 pontos
Vox Populi- 51,0 a 39,0 (VT) e 57,0 a 43,0 (VV) - Diferença: 14,0 pontos
Ibope - 51,0 a 40,0 (VT) e 56,0 a 44,0 (VV) - Diferença: 12,0 pontos
Sensus - 46,8 a 41,8 (VT) e 52,8 a 47,2 (VV) - Diferença: 5,6 pontos
TERCEIRA
Data Folha- 50,0 a 40,0 (VT) e 56,0 a 44,0 (VV) - Diferença: 12,0 pontos
Vox Populi- A divulgar
Ibope- A divulgar
Sensus- A divulgar
Observação: VT (votos totais) e VV (votos válidos)
Data Folha- 48,0 a 41,0 (VT) e 54,0 a 46,0 (VV) - Diferença: 8,0 pontos.
Vox Populi- 48,0 a 40,0 (VT) e 54,5 a 45,5 (VV) - Diferença: 9,0 pontos
Ibope - 49,0 a 43,0 (VT) e 53,0 a 47,0 (VV) - Diferença: 6,0 pontos
Sensus - 46,8 a 42,7 (VT) e 52,3 a 47,7 (VV) - Diferença: 4,6 pontos
SEGUNDA
Data Folha- 47,0 a 41,0 (VT) e 54,0 a 46,0 (VV) - Diferença: 8,0 pontos
Vox Populi- 51,0 a 39,0 (VT) e 57,0 a 43,0 (VV) - Diferença: 14,0 pontos
Ibope - 51,0 a 40,0 (VT) e 56,0 a 44,0 (VV) - Diferença: 12,0 pontos
Sensus - 46,8 a 41,8 (VT) e 52,8 a 47,2 (VV) - Diferença: 5,6 pontos
TERCEIRA
Data Folha- 50,0 a 40,0 (VT) e 56,0 a 44,0 (VV) - Diferença: 12,0 pontos
Vox Populi- A divulgar
Ibope- A divulgar
Sensus- A divulgar
Observação: VT (votos totais) e VV (votos válidos)
Agora é o DataFolha - José Nilton Mariano Saraiva
Senhores,
Parece que as "palhaçadas" patrocinadas pelo candidato Serra e seguidores virou "efeito bumerangue". Agora é o DataFolha, contratado da poderosa Globo, que aponta a mesma diferença (nos votos válidos) já registrada pelo Vox e Ibope (12 pontos). Como o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, afirmou que o Vox era uma instituto "sem vergonha", será que também irá rotular os outros igualmente ???
Vejam abaixo, a nova pesquisa, saída do forno hoje.
*****************************
22/10/2010 02h54 - Atualizado em 22/10/2010 05h42
Dilma tem 56% dos votos válidos, e Serra, 44%, aponta o Datafolha
Considerando votos totais, petista registra 50%, e tucano, 40%.
Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Do G1, em São Paulo
O Datafolha divulgou na madrugada desta sexta-feira (22) nova pesquisa presidencial no segundo turno das eleições deste ano. Segundo o instituto, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 56% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e o candidato do PSDB, José Serra, 44%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Dilma pode ter de 54% a 58%, e Serra, de 42% a 46%.
Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha no segundo turno, divulgada no último dia 10, Dilma registrou 54% dos votos válidos contra 46% de Serra. Na segunda pesquisa realizada pelo instituto, divulgada no último dia 15, os números se repetiram: Dilma também registrou 54% dos votos válidos, e Serra, 46%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36.535/2010. O Datafolha fez 4.037 entrevistas na quinta-feira (21) em 243 cidades.
Votos totais
Considerando-se os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a petista tem 50%, e o tucano, 40%. Brancos e nulos somam 4%, e 6% disseram não saber em quem votar. Na pesquisa anterior, Dilma registrou 47%, e Serra, 41%. Brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 8%.
Parece que as "palhaçadas" patrocinadas pelo candidato Serra e seguidores virou "efeito bumerangue". Agora é o DataFolha, contratado da poderosa Globo, que aponta a mesma diferença (nos votos válidos) já registrada pelo Vox e Ibope (12 pontos). Como o Sérgio Guerra, presidente do PSDB, afirmou que o Vox era uma instituto "sem vergonha", será que também irá rotular os outros igualmente ???
Vejam abaixo, a nova pesquisa, saída do forno hoje.
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22/10/2010 02h54 - Atualizado em 22/10/2010 05h42
Dilma tem 56% dos votos válidos, e Serra, 44%, aponta o Datafolha
Considerando votos totais, petista registra 50%, e tucano, 40%.
Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Do G1, em São Paulo
O Datafolha divulgou na madrugada desta sexta-feira (22) nova pesquisa presidencial no segundo turno das eleições deste ano. Segundo o instituto, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 56% dos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), e o candidato do PSDB, José Serra, 44%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Isso significa que Dilma pode ter de 54% a 58%, e Serra, de 42% a 46%.
Na primeira pesquisa realizada pelo Datafolha no segundo turno, divulgada no último dia 10, Dilma registrou 54% dos votos válidos contra 46% de Serra. Na segunda pesquisa realizada pelo instituto, divulgada no último dia 15, os números se repetiram: Dilma também registrou 54% dos votos válidos, e Serra, 46%.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo” e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 36.535/2010. O Datafolha fez 4.037 entrevistas na quinta-feira (21) em 243 cidades.
Votos totais
Considerando-se os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a petista tem 50%, e o tucano, 40%. Brancos e nulos somam 4%, e 6% disseram não saber em quem votar. Na pesquisa anterior, Dilma registrou 47%, e Serra, 41%. Brancos e nulos somaram 4%, e indecisos, 8%.
O caso soterrado por uma bolinha de papel - José do Vale Pinheiro Feitosa
Esta é a primeira vez que abordo o assunto aqui. No primeiro semestre ele foi exposto e a campanha de José Serra o usou à exaustão. Há dois dias o assunto foi soterrado, em razão dos incidentes aqui em Campo Grande, entre uma bolinha de papel e um rolo de fita crepe. Trata-se da apuração da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal de sua filha, genro e de figuras do PSDB, que inexplicavelmente fora vazado para a Folha de São Paulo.
Fora a nota do PSDB que põe tudo no colo da campanha da Dilma, nenhuma outra pessoa da campanha de Serra e nem o próprio acrescentou nenhum fato novo. O mais completo do ponto de vista deles é a própria nota do PSDB. Mas aí o tema se torna relevante, foi abafado pela tomografia, mas é puro fio de eletricidade desencapado e aparentemente por um erro de Eduardo Jorge (EJ como é conhecido) que é o arrecadador financeiro da Campanha Serra.
A advogada dele teve acesso ao processo ainda na fase final de apuração e “vazou” para o jornal Folha de São Paulo que fez a matéria com a mesma volúpia do caso da bolinha de papel. Resultado, a chefia da Polícia Federal resolveu dar uma nota com os principais fatos da apuração e o problema passou a ser esquecido rapidamente pela “imprensa amiga”.
O que revela a apuração até agora: quem encomendou a quebra ilegal do sigilo foi o repórter Amaury Jr. a pedido do jornal o Estado de Minas Gerais. O Amaury fora escolhido pela capacidade de investigar crimes financeiros e por já ter feito reportagens que denunciavam esquemas milionários de corrupção no colo dos tucanos, especialmente de gente próxima a Serra.
A motivação da investigação era de uma reação a um suposto esquema montado por Serra ainda governador de S. Paulo e em disputa com Aécio Neves pela candidatura do PSDB. O esquema seria montado pelo Deputado Marcelo Itagiba, ex-policial federal, que montara um esquema de segurança para Serra no tempo dele Ministro da Saúde. Iriam apurar os “podres” de Aécio Neves para impedi-lo de disputar com Serra.
Há quem aponte algumas matérias feitas na Folha de São Paulo como a primeira evidência do esquema Itagiba: uma possível agressão de Aécio numa namorada aqui no Rio. Finalmente o Aécio desistiu e a contra-ofensiva ao esquema de Serra foi desmontada pelo jornal O Estado de Minas. O Amaury Jr. foi contatado por Luiz Lanzetta, que tinha uma empresa prestadora de serviço para Dilma. Ele (o Amaury) tinha notícias de que o esquema Serra estava com as miras voltadas para Dilma.
Nisso alguém teve acesso ao conteúdo da investigação de Amaury e vazou para a Veja. A revista divulgou e assim nasceu a idéia força da campanha tucana do vazamento dos dados fiscais da filha do candidato. Em nenhum momento a campanha petista usou as informações, mas a oposição tomou o campo todo.
Mas aí a trama desvendou-se: mais do que uma deslealdade da campanha Dilma, o problema era a briga entre dois bicudos de alto escalão. Agora ninguém entende bem os motivos de EJ reacender a vela ao diabo, promovendo a nota da PF que só serve para piorar as relações entre Serra e Aécio. Logo agora que Serra necessita tanto das Alterosas.
Fora a nota do PSDB que põe tudo no colo da campanha da Dilma, nenhuma outra pessoa da campanha de Serra e nem o próprio acrescentou nenhum fato novo. O mais completo do ponto de vista deles é a própria nota do PSDB. Mas aí o tema se torna relevante, foi abafado pela tomografia, mas é puro fio de eletricidade desencapado e aparentemente por um erro de Eduardo Jorge (EJ como é conhecido) que é o arrecadador financeiro da Campanha Serra.
A advogada dele teve acesso ao processo ainda na fase final de apuração e “vazou” para o jornal Folha de São Paulo que fez a matéria com a mesma volúpia do caso da bolinha de papel. Resultado, a chefia da Polícia Federal resolveu dar uma nota com os principais fatos da apuração e o problema passou a ser esquecido rapidamente pela “imprensa amiga”.
O que revela a apuração até agora: quem encomendou a quebra ilegal do sigilo foi o repórter Amaury Jr. a pedido do jornal o Estado de Minas Gerais. O Amaury fora escolhido pela capacidade de investigar crimes financeiros e por já ter feito reportagens que denunciavam esquemas milionários de corrupção no colo dos tucanos, especialmente de gente próxima a Serra.
A motivação da investigação era de uma reação a um suposto esquema montado por Serra ainda governador de S. Paulo e em disputa com Aécio Neves pela candidatura do PSDB. O esquema seria montado pelo Deputado Marcelo Itagiba, ex-policial federal, que montara um esquema de segurança para Serra no tempo dele Ministro da Saúde. Iriam apurar os “podres” de Aécio Neves para impedi-lo de disputar com Serra.
Há quem aponte algumas matérias feitas na Folha de São Paulo como a primeira evidência do esquema Itagiba: uma possível agressão de Aécio numa namorada aqui no Rio. Finalmente o Aécio desistiu e a contra-ofensiva ao esquema de Serra foi desmontada pelo jornal O Estado de Minas. O Amaury Jr. foi contatado por Luiz Lanzetta, que tinha uma empresa prestadora de serviço para Dilma. Ele (o Amaury) tinha notícias de que o esquema Serra estava com as miras voltadas para Dilma.
Nisso alguém teve acesso ao conteúdo da investigação de Amaury e vazou para a Veja. A revista divulgou e assim nasceu a idéia força da campanha tucana do vazamento dos dados fiscais da filha do candidato. Em nenhum momento a campanha petista usou as informações, mas a oposição tomou o campo todo.
Mas aí a trama desvendou-se: mais do que uma deslealdade da campanha Dilma, o problema era a briga entre dois bicudos de alto escalão. Agora ninguém entende bem os motivos de EJ reacender a vela ao diabo, promovendo a nota da PF que só serve para piorar as relações entre Serra e Aécio. Logo agora que Serra necessita tanto das Alterosas.
Paul Cézanne
"Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — 22 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta."
recebido por e-mail
GASOLINA
(GNV, DIESEL e ÁLCOOL)
Como poderemos baixar os preços???
NÃO DEIXE DE LER ..
Você lembra do Criança Esperança?
A UNICEF e a Rede Globo ‘abriram as pernas’...
Foi a força da Internet contra uma FÁBRICA DE DINHEIRO que DESCOBRIU-SE nunca chegar a quem de direito.
Então continue a ler .Não deixe de participar, mesmo que vc HOJE não precise abastecer seu carro com gasolina!! Mesmo que você não tenha carro, saiba que em quase tudo que você consome, compra ou utiliza no seu dia-a-dia, tem o preço dos transportes, fretes e distribuição embutidos no custo e conseqüentemente repassados a você.
Você sabia que no Paraguai (que não tem nenhum poço de petróleo) a gasolina custa R$ 1,45 o litro e sem adição de álcool . Na Argentina, Chile e Uruguai que juntos (somados os 3) produzem menos de 1/5 da produção brasileira, o preço da gasolina gira em torno de R$ 1,70 o litro e sem adição de álcool
QUAL É A MÁGICA ??
Você sabia, que já desde o ano de 2007 e conforme anunciado aos "quatro ventos" O Brasil já é AUTO-SUFICIENTE em petróleo e possui a TERCEIRA maior reserva de petróleo do MUNDO.
Realmente, só tem uma explicação para pagarmos R$ 2,67 (cartel do DF) o litro: a GANÂNCIA do Governo com seus impostos e a busca desenfreada dos lucros exorbitantes da nossa querida e estimada estatal brasileira que refina o petróleo por ela mesma explorado nas "terras tupiniquins"
CHEGA !!!
Se trabalharmos juntos poderemos fazer alguma coisa.
Ou vamos esperar a gasolina chegar aos R$ 3,00 ou R$ 4,00 o litro? Mas, se você quiser que os preços da gasolina baixem, será preciso promover alguma ação lícita, inteligente, ousada e emergencial.
Unindo todos em favor de um BEM COMUM !!!
Existia uma campanha que foi iniciada em São Paulo e Belo Horizonte que nunca fez sentido e não tinha como dar certo. A campanha: "NÃO COMPRE GASOLINA" em um certo dia da semana previamente combinado não funcionou.
Nos USA e Canadá a mesma campanha havia sido implementada e sugerida pelo próprios governos de alguns estados aos seus consumidores, mas as Companhias de Petróleo se mataram de rir porque sabiam que os
consumidores não continuariam "prejudicando a si mesmos" ao se recusarem a comprar gasolina.. Além do que, se você não compra gasolina hoje... vai comprar MAIS amanhã. Era mais uma inconveniência ao próprio consumidor, que um problema para os vendedores.
MAS houve um economista brasileiro, muito criativo e com muita experiência em "relações de comércio e leis de mercado", que pensou nesta idéia relatada abaixo e propôs um plano que realmente funciona.
Nós precisamos de uma ação enérgica e agressiva para ensinar às produtoras de petróleo e derivados que são os COMPRADORES que, por serem milhões e maioria, controlam e ditam as regras do mercado, e não os VENDEDORES que são "meia-dúzia".
Com o preço da gasolina subindo mais a cada dia, nós, os consumidores, precisamos entrar rapidamente em ação!!
O único modo de chegarmos a ver o preço da gasolina diminuir é atingindo quem produz,na parte mais sensível do corpo humano: o BOLSO. Será não comprando a gasolina deles!!!
MAS COMO ??!!
Considerando que todos nós dependemos de nossos carros, e não podemos deixar de comprar gasolina, GNV, diesel ou álcool. Mas nós podemos promover um impacto tão forte a ponto dos preços dos combustíveis CAIREM, se todos juntos agirmos para
FORÇAR UMA GUERRA DE PREÇOS ENTRE ELES MESMOS.
É assim que o mercado age!!!
Isso é Lei de Mercado e Concorrência
Aqui está a idéia:
Para os próximo meses (setembro/ outubro/ novembro...) não compre gasolina da principal fornecedora brasileira de derivados de petróleo, que é a PETROBRÁS (Postos BR).
Se ela tiver totalmente paralisada a venda de sua gasolina, estará inclinada e obrigada, por via de única opção que terá, a reduzir os preços de seus próprios produtos, para recuperar o seu mercado.
Se ela fizer isso, as outras companhias (Shell, Esso, Ipiranga, Texaco, etc...) terão que seguir o mesmo rumo, para não sucumbirem economicamente e perderem suas fatias de mercado.
Isso é absolutamente certo e já vimos várias vezes isso acontecer!
CHAMA-SE LEI DA OFERTA E DA PROCURA
Mas, para haver um grande impacto, nós precisamos alcançar milhões de consumidores da Petrobrás.
É realmente simples de se fazer!!
Continue abastecendo e consumindo normalmente!! Basta escolher qualquer outro posto ao invés de um BR (Petrobrás). Porque a BR?
Por tratar-se da maior companhia distribuidora hoje no Brasil e consequentemente com maior poder sobre o mercado e os preços praticados.
PREOCUPANTE: Lei da mordaça: Deputada do PT no Ceará cria projeto para fiscalizar imprensa
NE - Mordaça na Imprensa - Primeiro passo ao estado totalitário
Um projeto de Lei, de autoria da deputada estadual Rachel Marques (PT), no Ceará, foi aprovado na última terça-feira (19), visando fiscalizar os meios de comunicação locais e efetuar eventuais denúncias de desvio da conduta ética ao Ministério Público. O projeto da "petista" segue agora para sanção do governador Cid Gomes (PSB). O fato está repercutindo negativamente em nível nacional, já que há rumores de um possível cerceamento da liberdade de Imprensa no Brasil.
A ABERT Classifica a medida como Retrocesso e tentativa de Venezuelização
A iniciativa foi vista como um "retrocesso" e uma tentativa de "venezualização" pela Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Empresas cearenses de radiodifusão manifestam repúdio a projeto de lei de deputada do PT.
A Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (ACERT) e o Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Ceará (SINDATEL) divulgaram nota de repúdio, nesta quarta-feira (20), contra a aprovação, pela Assembleia Legislativa do Ceará na última terça-feira (19), de projeto de indicação que cria um conselho de controle social da mídia no Estado. A autora do projeto foi a deputada estadual Rachel Marques ( PT).
Leia a nota abaixo:
"As empresas cearenses de Rádio e Televisão manifestam veemente repúdio contra os dispositivos de fiscalização e controle dos veículos de comunicação social contidos no Projeto de Indicação nº 72.10, que cria o Conselho de Comunicação Social do Estado do Ceará, recém aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado do Ceará. A liberdade de expressão, de comunicação e do acesso à informação foi conquistada pelo povo brasileiro e afirmada em cláusulas pétreas na Constituição Cidadã. O povo tem no rádio e na televisão sua trincheira para a defesa da verdadeira democracia e têm a incondicional solidariedade dos veículos de radiodifusão no combate às dissimuladas pretensões de cerceamento de suas liberdades".
Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACERT
Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Ceará- SINDATEL
Fonte: Lindomar Rodrigues - www.lindomarrodrigues.com
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