Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Na Rádio Educadora do Cariri programa Cultural - COMPOSITORES DO BRASIL


Apresentação:Zé Nilton


Quem ouvir verá, nesta quinta-feira, na Rádio Educadora do Cariri, no COMPOSITORES DO BRASIL, programa dedicado aos festejos de Dia de Reis, com músicas de compositores que homenagearam este culto português no Brasil. Muito rica a musicalidade brasileira que evoca festa, folia, danças e devoção aos três visitantes do menino deus, seguindo a estrela guia.

Nós aqui no Nordeste conhecemos muito bem este ciclo de lapinhas, pastoris e muitas danças em homenagem ao reis magos.

Pois bem, no nosso programa na Rádio Educadora do Cariri, 1020 khz, nesta quinta de 14 às 15 horas estaremos recordando e atualizando as manifestações musicais através de compositores brasileiros que produziram obras primas sobre o assunto.

Como o nosso vizinho de Saboeiro, o escritor Ronaldo Correia de Brito, que escreveu e produziu o auto de natal chamado – Baile do Menino Deus – consagrada peça musical que ganhou notoriedade no Brasil pela sua singeleza e expressividade cultural.


Muitas músicas de compositores consagrados sobre este dia marcante na memória do catolicismo popular do Brasil estaremos apresentando e comentado.

Serviço:

Programa: Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri
Sintonize: www.cratinho.blogspot.com
Telefone: (88)3523-2705
Todas as quintas de 14 as 15 horas
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Operador high tech: Iderval Dias
Direção Geral: Dr. Geraldo Correia Braga

De Margarita Lecuona - ECLIPSE - Com João Gilberto


Ilustrando o texto de Aluísio

RESPONDENDO A ULISSES - Por Claude Bloc

¿¿ ... DESCULPAS ... ??


Peço desculpas à Matemática
Por não contar as sílabas
Quando escrevo meus versos.
Com números primos, não rimo(s)!
Nem acho a solução
Para somar meus sonhos
Ou multiplicar as idéias
Que divido num poema.

Claude Bloc §(*!*)§

Sina de marginal - Emerson Monteiro

Tarde dessas, caririenses, molhadas, quando as matas, sonoras de passarinhos cantores, parecem prenunciar o início da temporada das chuvas, nas notícias do rádio ouve-se contar da morte de um jovem de 17 anos, assassinado com oito tiros de pistola, em Fortaleza, na Barra do Ceará. Usuário de droga, fora morto por dois homens, que fugiram em uma moto. No dia anterior, abordado por traficante, que cobrava dívida atrasada, respondera atirando. Um nome a menos, uma estatística a mais, solucionando o conflito.
Situações desse tipo viraram casos de rotina nos dias atuais, multiplicados pelos noticiários feitos erva daninha que invade a paz social, rasgando de exemplos melancólicos o tempo tumultuado de cidades inteiras.
Pessoas, as menos endinheiradas das periferias, fora das tradições patrimoniais e dos festejos, arrastam fama de alimentadoras sensacionalistas de escândalos apagados pelos rastros dos rabecões enegrecidos. Outras, possuidoras de futuro, filhas dos nobres, esperançosas, viajantes do exterior nos trens de luxo da facilidade, esperam de olhos alegres o preço do sucesso.
E as tardes silenciosas proclamam a graça deste mundo em forma de normalidade e cifras reveladoras do êxito administrativo dos gabinetes oficiais, enquanto a norma rígida dos códigos reclama vagas nas penitenciárias superlotadas de moradores inúteis jogados às traças dos eleitos da sociedade.
Qualquer coisa assim que pede resposta urgente aos pontos de vista da euforia bem vestida. Indignações estridentes, armas acesas que matam às escondidas, depois tornadas públicas nos cadernos volumosos das páginas policiais, gritos de socorro a quem, e a quantos, ninguém aceita querer responder.
Nisso, os passos fora da estrada daqueles moços, filhos como outros, netos como outros, farrapos das toalhas de mesa da casa dos pais, dos irmãos; lágrimas quentes, dores amargas. Folhas nacionais largadas ao vento das agruras familiares de mães envelhecidas lá antes da hora, restos de banquetes e confraternizações, atores rebaixados nos campeonatos da terceira divisão da juventude perdida.
Chegou aos pensamentos, devagar, meio fora de hora, o alento de saber que nas barras infalíveis do tribunal das existências todos responderão em nível de igualdade, porquanto aos que muito têm mais lhes será dado; e aos que nada têm até o que pensam que têm lhes será tirado, equação definitiva das palavras de Jesus.
Longe, pois, de imaginar houvesse apenas frieza crua na justiça eterna quanto, vezes tantas, presenciamos nas histórias dessas tardes ingratas para os simples, desvalidos, nas pontas de ruas espalhadas, neste chão marginal dos becos infectos e seus barracos sórdidos.

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha

A rosa silvestre, de cinco pétalas, representa o fogo espiritual do sol no coração do homem.
A relação entre Vênus e a rosa de cinco pétalas simboliza o nascimento virginal e a ressureição.
Cinco é o número do homem que, de braços e pernas abertos,
forma o pentágono regular, a estrela de cinco pontas.
Cinco é o número da vontade humana.
O número do artista que deixa sua marca na matéria.


         A rainha das flores é também uma perfumada rainha na decoração de ambientes.
         Na culinária, suas pétalas perfumadas podem ser usadas em saladas, compotas, vinagres, sorvetes e doces. Na Pérsia antiga, era comum o vinho de rosas. Na cosmética e na medicina tem delicadas propriedades curativas, sendo usada como tônico, anti-séptico e adstringente. os frutos, cuja forma lembra os dentes dos cães, são ricos em vitamina C.

Arbusto rústico de raiz fibrosa, atinge 1,20m de altura.
 Origem: Pérsia e Hemisfério Norte.
 O Gênero das rosas é muito amplo com milhares de variedades.
Rosa rainha das flores.
A flor do amor, da beleza, do perfume inigualável.
Inspiração dos artistas, guerreiros e amantes de todos os tempos.
Cleópatra seduziu Marco Antonio mergulhada em pétalas de rosas.
O conquistador Saladino, ao entrar em Jerusalém, fez com que a mesquita de Omar fosse purificada com água de rosas.
A massagem com óleo essencial de rosas é tão reconfortante e inspirador.
Óleo afrodisíaco, restaura a confiança nos relacionamentos e despertam o amor.   


Fonte : Jardim Interior - Oráculo das flores - Denise Cordeiro

Pensamento para Hoje: Tranquilidade. Liduina Belchior.

Cada dia alguem necessita de nós,
Nós necessitamos de alguém,
cada dia intensifica nossa crença e
esperança no hoje que se faz presente
e no amanhã que é desconhecido.
Cada dia lutamos, insistimos,
seguimos adiante sabendo que
jamais estaremos sozinhos.
O Criador caminha ao nosso lado,
e contamos com o carinho especial
dos ESPECIAIS amigos.

Dedicado a Claude e a sua nova vida no Crato.


Piadas...quase santas - José Nilton Mariano Saraiva

01) Um jovem vai à igreja se confessar:
- Padre, eu toquei nos seios da minha namorada.
- Você tocou por cima ou por baixo da blusa dela?
- Foi por cima da blusa dela, padre.
- Ô, macho véi, tu é muito babaca e abestado! Por baixo da blusa a penitência é a mesma.
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02) O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios: - O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!...
A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido: - Vai até o caixão, AGORA, e veja se é mesmo o seu pai que ta lá dentro.
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03) Na hora do almoço, a madre superiora anuncia:
- Irmãs, hoje teremos bananas de sobremesa!!
- Ehhhhhhhhh!!!! Vibram as freiras.
- Em rodelas!!!, avisa a superiora.
E as freiras, decepcionadas:
- Uhhhhhhhhh!!!!....
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04) O paciente está na capital para um exame periódico da saúde e mantém o seguinte diálogo com o médico.
- Você bebe??? - Dois ou três copos de vinho pela manhã, um uisquinho à noite...
- Fuma??? - Dois ou três charutos por dia.
- E sexo??? - Duas ou três vezes por mês.
- Sóóóóó ??? Com a sua idade e a sua saúde, era prá ser duas ou três vezes por dia.
- Sabe como é, né, doutor??? Se eu fosse bispo na capital até que dava, mas numa diocese pequenininha, no interior...
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05) A freira vai ao médico:
- Doutor, tenho tido um ataque de soluço, que não me deixa viver. Não durmo, não como e uma dor no corpo de tanto movimento compulsivo e involuntário.
- Tenha calma, irmã, que vou examiná-la.
Ele a examina e avisa: - Irmã, a senhora está grávida!
A freira se levanta e sai correndo do consultório, com cara de pânico.
Uma hora depois o médico recebe uma chamada da madre superiora do convento: - Doutor, o que o senhor disse pra irmã Carmem?
- Cara madre superiora, como ela tinha uma forte crise de soluço, eu disse que ela estava grávida. Espero que com o susto ela tenha parado de soluçar!
- Sim, a irmã Carmem parou de soluçar, mas o padre Epitácio pulou da torre da igreja!!!
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06) Um padre está em missão em pleno pantanal mato-grossense, quando surge uma baita onça, faminta. A fera lambe os lábios e se prepara pra dar o bote.
O padre se ajoelha e diz em voz alta: - Ó Senhor incute nesta fera sentimentos cristãos!
E a onça, religiosa que só, não deixa por menos: - Senhor abençoe este alimento que vou receber agora!!!
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07) - Padre, ontem eu dormi com meu namorado.
- Mas isso é pecado, e pecado mortal minha filha.
- Reze cinco Pai Nosso de penitência!
A jovem fica mais algum tempo ajoelhada, pensa um pouco, e depois pergunta:
- Padre, e se eu rezar dez Padres Nossos? Será que posso dormir com ele hoje de novo? - Sua tarada, responde o padre.
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08) A campainha toca na casa de um camarada muito pão-duro.
Quando ele atende dá de cara com duas freiras pedindo donativos.
- Meu filho, nós somos irmãs de Cristo e...
- Nossa!!! Como vocês estão conservadas!!!
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09) Um burro morreu bem em frente de uma Igreja e, como uma semana depois, o corpo ainda estava lá, insepulto, o padre resolveu reclamar com o Prefeito.
- Prefeito, tem um burro morto na frente da Igreja há quase uma semana!
E o Prefeito, grande adversário político do padre, alfinetou:
- Mas, Padre, não é o senhor que tem a obrigação de cuidar dos mortos?
- Sim, sou eu! Mas também é minha obrigação avisar aos parentes!
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10) Tarde da noite, o padre passa perto de um cemitério e leva o maior susto quando escuta: - Hum, hum, hum!
O padre pára, reza um pai-nosso, faz o sinal da cruz, enche-se de coragem e pergunta: - Do que é que essa pobre e sofrida alma está precisando?
- De papel higiênico !!! - responde-lhe o bêbado....

Autores: desconhecidos
Compassos
- Claude Bloc -


Colhi o pó do tempo
em dó maior.
Sonhei sem pausas
em pleno ritmo
em claves de sol..

Ouvi a voz cantante da manhã
e em surdina solfejei
um doce sustenido...
em si, em mim.

Fecundei-me em som
em cordas plenas
em harpa,
em violino,
em violão.

Fiz-me fértil
e nesse solo
marquei compassos
nos contornos das tardes mornas..
...e à noite, em bemol
adormeci...


Claude Bloc

Literatura de Cordel (em pinceladas) II

Poética

Podemos distinguir vários tipos de composições poéticas que caracterizam o CORDEL.

Quadra

Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.

A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).

Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz:
(ABAB ou ABBA)

E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte
Três muié, três irimã,
Três cachorra da mulesta
Eu vi nun dia de festa
No lugar Puxinanã.

Sextilha

É a mais conhecida. Estrofe ou estância de seis versos. Estrofe de seis versos de sete sílabas, com o segundo, o quarto e o sexto rimados; verso de seis pés, colcheia, repente. Estilo muito usado nas cantorias, onde os cantadores fazem alusão a qualquer tema ou evento e usando o ritmo de baião. Exemplo:

Quem inventou esse "S"
Com que se escreve saudade
Foi o mesmo que inventou
O "F" da falsidade
E o mesmo que fez o "I"
Da minha infelicidade

Septilha

Estrofe (rara) de sete versos; setena (de sete em sete). Estilo muito usado por Zé Limeira, o Poeta do Absurdo.
Eu me chamo Zé Limeira
Da Paraiba falada
Cantando nas escrituras
Saudando o pai da coaiada
A lua branca alumia
Jesus, Jose e Maria
Três anjos na farinhada.
Napoleão era um
Bom capitão de navio
Sofria de tosse braba
No tempo que era sadio,
Foi poeta e demagogo
Numa coivara de fogo
Morreu tremendo de frio.

Na septilha usa-se o estilo de rimar os segundo, quarto e sétimo versos e o quinto com o sexto, podendo deixar livres o primeiro e o terceiro.

Oitava

Estrofe ou estância (grupo de versos que apresentam, comumente, sentido completo) de oito versos: oito-pés-em-quadrão. Oitavas-a-quadrão.

Como o nome já sugere, a oitava é composta de oito versos (duas quadras), com sete sílabas. A rima na oitava difere das outras. O poeta usa rimar a primeira com a segunda e terceira, a quarta com a quinta e oitava e a sexta com a sétima.

Quadrão

Oitava na poesia popular, cantada, na qual os três primeiros versos rimam entre si, o quarto com o oitavo, e o quinto, o sexto e o sétimo também entre si.
Todas as estrofes são encerradas com o verso: Nos oito pés a quadrão. Vejamos versos de uma contaria entre José Gonçalves e Zé Limeira: - (AAABBCCB)
Gonçalves:

Eu canto com Zé Limeira
Rei dos vates do Teixeira
Nesta noite prazenteira
Da lua sob o clarão
Sentindo no coração
A alegria deste canto *
Por isso é que eu canto tanto *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO
Limeira:
Eu sou Zé Limeira e tanto
Cantando por todo canto
Frei Damião já é santo
Dizendo a santa missão
Espinhaço e gangão
Batata de fim de rama *
Remédio de velho é cama *
NOS OITO PÉS A QUADRÃO.

Décima

Estrofe de dez versos, com dez ou sete sílabas, cujo esquema rimático é, mais comumente, ABBAACCDDC, empregada sobretudo na glosa dos motes, conquanto se use igualmente nas pelejas e, com menos frequência, no corpo dos romances.

Geralmente nas pelejas é dado um mote para que os violeiros se desdobrem sobre o mesmo. Vejamos e exemplo com José Alves Sobrinho e Zé Limeira:

• Mote:
VOCÊ HOJE ME PAGA O QUE TEM FEITO
COM OS POETAS MAIS FRACOS DO QUE EU.

• Sobrinho:
Vou lhe avisar agora Zé Limeira B
Vou lhe amarrar agora a mão e o pé ;B
E lhe atirar naquela capoeira
C
Você hoje se esquece que nasceu ;C
E se lembra que eu sou bom e perfeito ;D
Você hoje me paga o que tem feito ;D
Com os poetas mais fracos do que eu. ;C

• Zé Limeira:

Mais de trinta da sua qualistria
Não me faz eu correr nem ter sobrosso
Eu agarro a tacaca no pescoço
E carrego pra minha freguesia
Viva João, viva Zé, viva Maria
Viva a lua que o rato não lambeu
Viva o rato que a lua não roeu
Zé Limeira só canta desse jeito
Você hoje me paga o que tem feito
Com os poetas mais fracos do que eu.

Galope à beira-mar

Estrofe de 10 versos hendecassílabos (que tem 11 sílabas), com o mesmo esquema rímico da décima clássica, e que finda com o verso "cantando galope na beira do mar" ou variações dele. Termina, sempre, com a palavra "mar".

Às vezes, porém, o primeiro, o segundo, o quinto e o sexto versos da estrofe são heptassílabos, e o refrão é "meu galope à beira-mar". É considerado o mais difícil gênero da cantoria nordestina, obrigatoriamente tônicas as segunda, quinta, oitava e décima primeira sílabas.

• Sobrinho:

Provo que eu sou navegador romântico
Deixando o sertão para ir ao mirífico
Mar que tanto adoro e que é o Pacífico
Entrando depois pelas águas do Atlântico
E nesse passeio de rumo oceânico
Eu quero nos mares viver e sonhar
Bonitas sereias desejo pescar
Trazê-las na mão pra Raimundo Rolim
Pra mim e pra ele, pra ele e pra mim
Cantando galope na beira do mar.

• Limeira:

Eu sou Zé Limeira, caboclo do mato
Capando carneiro no cerco do bode
Não gosto de feme que vai no pagode
O gato fareja no rastro do rato
Carcaça de besta, suvaco de pato
Jumento, raposa, cancão e preá
Sertão, Pernambuco, Sergipe e Pará
Pará, Pernambuco, Sergipe e Sertão
Dom Pedro Segundo de sela e gibão
Cantando galope na beira do mar.

Martelo

Estrofe composta de decassílabos, muito usada nos versos heroicos ou mais satíricos, nos desafios. Os martelos mais empregados são o gabinete e o agalopado.

Martelo agalopado - Estrofe de dez versos decassílabos, de toada violenta, improvisada pelos cantadores sertanejos nos seus desafios.

Martelo de seis pés, galope - Estrofe de seis versos decassilábicos. Também se diz apenas agalopado

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_de_cordel
.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Literatura de Cordel – (em pinceladas)

A literatura de cordel no Brasil

Devido ao atraso da chegada da imprensa por aqui e seu acesso pelo público, as produções literárias de populares tiveram seu apogeu apenas no século XX.

Nossa literatura de cordel é caracterizada, principalmente, pela poesia popular. A prosa aparece muito mais na forma oral, que passa de geração para geração.

Como é uma manifestação muito mais cultural do que intelectual, destaca-se em regiões onde a cultura é mais valorizada e delineada. Aqui no Brasil essas regiões são a Nordeste e a Sul.

Afinal, temos ou não um país de leitores?

Não, não temos. Com o caos social que vivemos hoje, a urbanização e, sim, a marginalização dos antigos camponeses, a literatura de cordel mudou bastante, refletindo agora a nova realidade que o povo vive.

Tudo isso não significa que o brasileiro lê mais ou menos. Significa que a literatura popular está longe de desaparecer e continua aí para, talvez, ser uma primeira opção na luta pela difusão da leitura no Brasil.

Fonte: http://www.lendo.org/o-que-e-literatura-de-cordel-autores-obras/

A cirurgia do jogador Washington

Washington Stecanela Cerqueira (Brasília, 1 de abril de 1975) é um futebolista brasileiro que atua como atacante. Atualmente, joga pelo Fluminense.
Washington ficou famoso por ter se sagrado artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, pelo Atlético Paranaense, com trinta e quatro gols depois de superar um problema cardíaco, que poderia ter encerrado a sua carreira.
Problemas no coração
Depois de chegar no Atlético Paranaense, em 2003, Washington foi reprovado nos exames cardiovasculares, e precisou submeter-se a uma cirurgia de cateterismo.
Nesta época muitos consideraram que sua carreira havia acabado. Entretanto, acreditando em sua força de vontade de voltar aos gramados, o presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, apostou em sua recuperação, dando todo o apoio e disponibilizando toda a estrutura do clube para acompanhar o retorno do goleador. Um ano depois, o clube e sua torcida seriam recompensados com a campanha de Washington e do Atlético no Campeonato Brasileiro de 2004. Graças a esse evento de garra e superação, ficou conhecido como Washington "Coração valente".

Fonte Wikipédia.

O "pequeno-grande" detalhe - José Nilton Mariano Saraiva

Vladimir Souza de Carvalho, natural do Estado do Sergipe, responde, hoje, pela nobre e invejada função de Desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, localizado em Recife e com ascendência sobre vários estados dessas bandas do Brasil.
Helder Monteiro de Carvalho, também natural do Estado do Sergipe, guarda mais que o sobrenome do Desembargador: é filho do dito-cujo e terminou o curso de Direito já há algum tempo, lá na terra natal. Só que, muito embora graduado, não se encontra habilitado a exercer a profissão, em razão de um “pequeno-grande” detalhe: nas quatro oportunidades em que se submeteu ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), não obteve aprovação.
Certamente que sensível ao constrangimento do filho e atuando preventivamente no resguardo de uma sua nova participação efêmera, o ilustre Desembargador houve por bem conceder liminar ao pedido apresentado pelos senhores Francisco Cleuton Maciel e Everardo Lima de Alencar, cearenses bacharéis em Direito e que pleiteavam exercer a advocacia independentemente de serem aprovados no exame da OAB (evidentemente que o “vil metal” deve ter rolado alto em tal decisão).
Fato é que, se entrasse em vigência tal decisão, certamente que “carradas” de ações seriam impetradas por todos aqueles que não conseguiram aprovação (inclusive o filho do ilustre), bem como estaria em jogo a própria sobrevivência do exame da OAB, já que restaria desmoralizado.
Além do que, no entender do Conselho Federal da OAB, se mantida a decisão do “paizão-coruja-zeloso”, se escancararia uma oceânica brecha para que bacharéis sem a formação competente e adequada exercessem a advocacia, porquanto desprovidos dos mínimos conhecimentos técnico-jurídicos.
Em razão do exposto, é merecedora de encômios a sábia decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro César Peluso, em cassar a liminar apresentada por um “pai com o coração de mãe” (onde todos têm proteção e arrimo).
Agora, já pensaram se a presidência do Supremo Tribunal Federal estivesse sendo exercida pelo Gilmar Mendes (aquele que, mesmo nunca tendo sido “Juiz” chegou a “Ministro” e à presidência do Supremo Tribunal Federal, por obra e graça de FHC, quando aproveitou a oportunidade para, atropelando ritos processualísticos e desrespeitando os colegas de profissão, num só dia conceder dois habeas-corpus para livrar da prisão o maior bandido do país, Daniel Dantas).
Esses nossos magistrados...

Eclipse - Aloísio


Eclipse


“Eclipse de luna en el cielo” (1)
Esta música nos meus tímpanos,
Não desaparece mesmo dia claro,
Dedilhada nas teclas do piano

Houve um eclipse total do sol
Faz tempo, minha mãe contou
De repente tudo virou noite
“E o mundo não se acabou” (2)

Este fenômeno natural a despertar
Temores numa população inculta
O burburinho de gente a comentar
“Silêncio na cidade não se escuta” (3)

E assim neste vai e vem
Claro, escuro, de novo o clarão
Agora paro, danço e ouço
“Nas voltas do meu coração”
(4)


(1) Eclipse (Margarita Lecuona)
(2) E o Mundo Não Se Acabou (Assis Valente)
(3) Cálice (Gilberto Gil / Chico Buarque)
(4) Roda-viva (Chico Buarque)


Aloísio

Afinal qual foi a primeira mulher? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Jornais, Rádio e Televisão apregoam que agora nós temos a primeira mulher como Presidente da República. Que nada! Somente agora é que resolvemos mostrar a cara, nos despir de nosso encardido machismo e assumir definitivamente que há muito vivemos num reino do matriarcado. O que os meios de comunicação social deveriam propagar é que agora não temos mais necessidade de usar intermediários. A maioria dos brasileiros, cansada dos “paus mandados” resolveu colocar as coisas nos seus devidos lugares.

Antes de uma mulher assumir pessoalmente pela primeira vez o cargo da Presidência da República, nós tivemos um número bastante elevado de mulheres que igualmente mandaram nesse país. Lembremo-nos de algumas daquelas senhoras que, nos últimos sessenta anos comandaram nossos destinos, quase sempre às caladas da noite: Darcy Vargas, Carmela Dutra, Sarah Kubitschek, Eloá Quadros, Maria Tereza Goulart, Iolanda Costa e Silva, Scila Médici, Dulce Figueiredo, Marly Sarney, Rosana Collor, Ruth Cardoso e Marisa Letícia. Aos respectivos maridos, a quem nós apelidávamos de Presidentes da República cabiam sempre a última palavra: “A pois tá certo, minha querida.”

A propósito desse assunto, havia na época do Regime Militar um prefeito de uma capital que além da sua própria mulher, recebia ordens da mulher do governador. Certo dia, um jornalista quis saber dele se era verdade que ele fazia tudo que a mulher do governador mandava. “É sim, se ela mandar eu faço e, antes que ela mande eu já estou fazendo.”

Agora eu acredito que assumimos de fato nossa real condição, pois uma mulher foi eleita pelo povo brasileiro como a primeira Presidenta da República. Espero que ela use a sensibilidade da qual toda mulher é possuidora para olhar pelos pobres, e reduzir ainda mais as enormes desigualdades sociais e conduzir nosso país para dias melhores ainda.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
O fascínio pelas palavras
- Claude  Bloc -


No decorrer desses últimos anos, tenho (re)descoberto, não só um novo amor pelos livros, mas também por palavras. Falei em redescobrir porque as palavras sempre me fascinaram e também me fascina o poder que elas exercem. Não me refiro apenas a palavras soltas, mas mais concretamente ao uso delas na linguagem que utilizamos. Observar, por exemplo, como as palavras rolam em sua/minha boca e sente quando você/eu quer/o dizê-las. Como uma frase pode soar poética enquanto fere como faca.

Eu tenho um verdadeiro fascínio por palavras, sobretudo as incomuns e seus significados interessantes. Tenho também o hábito de colecionar coisas que me surpreendem e encantam. Bem antigamente eu escrevia meus diários e exercitava neles uma linguagem polida. Lapidava meus pobres sonetos de adolescente deslumbrada pela métrica e pelos sons repetitivos da rima. Isso para mim era causa de descobertas fantásticas que se completavam com a ajuda de um dicionário. Rimas tinham ritmo, sonoridade e soavam para mim como música, pois transportavam meus sonhos mais delicados. Eu me sentia desafiada a “ter um caso” com palavras e saia de fininho de volta à vida em circulação, curtindo as palavras novas, buscando nelas seus mais diversos sentidos.

Hoje eu prefiro muito mais ouvi-las como num disparate. Insensato talvez. Ouvir falar bobagem até; nonsense usados na vida cotidiana como, por exemplo, outra pessoa dizendo "eu sei" – o que se sabe da vida? Ou... o que você sabe de mim? Sei que nos dias de hoje usamos uma linguagem simplificada quando falamos e por isso, talvez estejamos perdendo a oportunidade de usar palavras expressivas ao sermos sucintos demais e espirituosos de menos.

Não é que eu pense que devamos ser tão sutis ou pomposos como se costumava ser antigamente, na maneira de falar... nem acredito que possamos trazer de volta o tempo em que não éramos tão dependentes abreviações como no caso das mensagens de texto na internet e dos e-mails. Mas eu bem que gostaria de poder trazer de volta a arte de escrever, usando palavras que hoje estão perdidas e que precisariam voltar a viver.

Claude Bloc

UMA CURIOSIDADE QUE SEMPRE TIVE


Símbolos do Alfabeto Grego

Nas aulas utilizamos muitas vezes símbolos do alfabeto grego. Uma vez que nem sempre estes são bem conhecidos aqui vai uma lista, ordenada alfabeticamente, com o nome dos respectivos símbolos.

(Pergunta minha: Como soam as letras do alfabeto grego quando se juntas às outras?)

Tabela 1. Alfabeto Grego



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"E agora? O que será do vazio sem a lixa, os ferros e os martelos?
Como serão as noites sem a solução do inacabado da tarde?
E as manhãs acordadas para experimentar as soluções urdidas nas noites silenciosas?

Será uma outra arte?
A de fazer a madeira ecoar as vibrações das cordas de aço?
A rabeca revirar este mundo que se esconde na música dos astros?"
(José do Vale )


Estou cheia de atividades domésticas. Aproveitarei o mês de Janeiro pra colocar em ordem a minha vida.
A vantagem de um blog coletivo é que ele não perde por esperar siêncios e ausências.

Voltarei depois de um pequeno intervalo.Voltarei em Fevereiro !

Abraço com carinho todos os meus amigos.


AS PERIPÉCIAS DE UM JORNALISTA

Pedro Esmeraldo

Fim de ano! Foi horrível para mim. Tive um comportamento assombrado, estimulado por pessoa maldosa, de baixo nível social.

Fiquei deveras magoado e continuarei com mágoas até o fim com uma figura estóica que permanece com asas sustentadas por alguém que deveria ser uma pessoa notável no meio político, pois se iguala a outra figura semelhante, dando prioridade a suas doutrinas de homem de comportamento desequilibrado.

Mas o que fazer? Essa figura notável se diz filho do Crato, deveria comportar-se como político de alta linhagem democrática, mas que “perde as estribeiras”, assemelhando-se aos seus comparsas e trazer boas maneiras com boas perspectivas para o Crato. Mas não, essa figura se perde no espaço vazio, aloja-se a pessoas perversas que só sabem esmaecer os amigos, pretendendo anuviar o bom procedimento dos cidadãos de bem.

Parei de escrever por uns dias a fim de equilibrar-me emocionalmente, fugindo das forças negativas que invadem o Crato.

Graças a Deus, volto à luta, enfrento o batente tenebroso para mostrar aos amigos que os considero indigestos, (porque não sabem o que dizem), não sou pessoa de esmorecer por pouca crise, visto que “o que vem de baixo não me atinge”, vou em frente, permanecerei na luta com muita garra, enfrento dissabores e cairei em cima dos erros que surgem constantemente.

Saibam senhores cheios de idéias fantasiosas (que cheiram mal), Crato não comporta esse tipo de pessoas dúbias e que pensam que o mundo é deles e entorpecem o desenvolvimento da cidade com palavras maldosas.

Neste presente momento, volto a dizer a esses homens apáticos que só sabem debochar de suas companheiras, se quiserem viver em paz, não repita mais esses atos grosseiros e deixem de dizer asnice ofendendo seus amigos. Seria melhor calarem com essa boca, dando abraço de tamanduá, aquietando-se, deixando-nos em paz.

A leitura como finalidade - Emerson Monteiro

Dentre outros resultados da leitura como hábito saudável, ler com frequência ativa funções cerebrais necessárias para viver consciente e com maior durabilidade no tempo.
Um conhecimento, que é de todos, repete os ditos da ciência de que o que não se usa atrofia. Em vista de serem os neurônios células vitais do sistema nervoso, à medida que se apagam, levam consigo a vitalidade essencial do bom andamento das demais atividades do corpo. Enquanto que a constância da leitura mantém a sobrevivência dessas células, e ocasionam saúde ao corpo inteiro.
Há um livro intitulado A arte de ler ou como resistir à adversidade, escrito pela pesquisadora francesa Michèle Petit, que desenvolve o tema da leitura do modo utilitário, sob o ponto de vista psicológico. Ela considera o ato de ler nos momentos críticos da vida, diante das desilusões amorosas, morte de pessoas da família, doenças, crises ou catástrofes coletivas, qual instrumento poderoso de restabelecimento dos aspectos pessoais positivos. Naquelas ocasiões, o livro apresenta sua fidelidade ao leitor, de modo a permitir energias suplementares para vencer os embates difíceis da existência.
Amigo incondicional, o livro conduz as pessoas a lugares mentais que lhes permitem chegar aos meios da calma, apaziguando distúrbios e conflitos ocasionais.
Em todos os cantos, leitores utilizam o poder da leitura para reverter situações adversas, mostra a pesquisadora, desde a Europa à América Latina, Brasil, Argentina, México, Colômbia. Ela viajou pelas diversas localidades estudando experiências de professores, psicólogos, artistas, escritores, editores, trabalhadores sociais, considerando diferentes públicos, crianças, adolescentes, mulheres, homens, escolarizados, marginalizados, sempre com a visão essa interpretativa da leitura e sua utilidade revitalizadora.
Na concepção dessa estudiosa francesa, a leitura conduz ao esquecimento temporário da dor, do medo e da humilhação (...) para despertar a interioridade, colocar em movimento o pensamento, relançar a atividade de simbolização, de construção de sentido e incita trocas inéditas. Conclui, então, que o hábito de ler permite intercalar momentos de paz nas realidades dolorosas, ofertando uma sobrevida aos leitores. Invés de fuga do mundo real, ler permite uma pausa, um intervalo necessário para curar as feridas de uma realidade demasiado dolorosa, nas suas palavras.
Segundo Michèle Petit, apropriar-se dos livros é reencontrar o eco longínquo de uma voz amada na infância, a relembrança dos entres queridos e suas sonoridades em que as palavras são bebidas como se fossem leite ou mel.
Resta a todos, também por isso, valorizar o hábito da boa leitura e o privilégio de se ser alfabetizado entre tantos que ainda não obtiveram esse direito.

domingo, 2 de janeiro de 2011

CÉU DE SANTO AMARO - POR FLÁVIO VENTURINI E CAETANO VELOSO

Para quem não assiste às novelas como eu, não há porque não gostar de uma música como esta...

Uma letra sobre um clássico...

Uma interpretação envolvente de Caetano e Venturini.


POEMA MUSICADO - por Ulisses Germano

Um dia foi visitar a casa de uma amiga que escreve poesia. Aliás ninguém havia combinado nada de se encontrar. Tudo expontâneo, sem veleidade .Chegando em sua casa ela me mostrou vários de seus poemas. Pilhas de papel! Uma pequena biblioteca poética pessoal,  intransferível. O nome dessa amiga é Socorro Moreira. Musiquei algumas poesias quase que instintivamente, instantaneamente. Tudo gravado.  Eis um belo poema transformado em chorinho!

POEMA MUSICADO
(Crônica de um Sentimento)
(Letra: Socorro Moreira; Música: Ulisses Germano)

Existem pessoas que parecem pregos
Nos colam em telas ou no céu da vida
Existem coisas já inatingíveis
Que se escondem sempre
Sem nenhuma pista

Perdi o desejo
De achar no outro
O olhar de encanto
Que me enternecia

Se já não suspiro
Ainda respiro
A paixão que um dia
Me deixou perdida


P.S. estou chegando no Crato, grato!

Esperança de dias melhores- Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A passagem do ano gera nas pessoas uma alegria, uma vontade de mudar do velho para o novo. A virada do ano é comemorada com festas reunindo familiares e amigos. As cidades ficam coloridas com a explosão de fogos de artifícios. Há sempre uma esperança que dias melhores virão com muita saúde, emprego e felicidade. Também é um momento para refletirmos sobre a nossa mudança interior. Assim como é tempo de arrumarmos a casa, os guarda-roupas nos desfazendo do supérfluo, roupas de que nem precisamos e lotam os armários e poderiam ser aproveitadas por pessoas necessitadas. Participando de uma missa há alguns anos, nunca me esqueci das palavras do padre: “quando esvaziamos os nossos armários para doar roupas que não precisamos mais aos pobres, eles é que estão nos fazendo a caridade, pois queremos desocupar os armários”. O padre queria nos mostrar que em vez de acumular devemos partilhar o que temos de melhor. Assim é também com nosso espírito. Este é um momento para mudar nossa vida e iniciar o ano praticando mais o amor. Como conseqüência teremos um ano melhor para nós e para os outros. O primeiro passo para sermos melhores e nos doar mais é nos livrarmos do egoísmo, da falta de amor e da indiferença. É muito importante abrirmos o nosso coração a vivência do amor e da solidariedade.

O Evangelista João diz em suas cartas, que devemos amar uns aos outros, “pois o amor vem de Deus e quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”. O amor aos irmãos nos leva a praticar o bem fazendo os outros felizes e promovendo a nossa própria felicidade. A felicidade está nas pequenas coisas: na união da família, na alegria de ter amigos, na doação aos outros. Saindo da indiferença e fazendo a nossa pequena parte, quem sabe ajudaremos um pouco mais na construção de um mundo sem violência, com mais paz e justiça. Não podemos perder as esperanças.
Desejo a todos os leitores e colaboradores desse blog um Ano Novo cheio de paz, amor e felicidade.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

UM POUCO DA CANÇÃO FRANCESA ...

Dedico a Hubert e Janine Bloc (in memoriam)

Duas versões de "Sous le ciel de Paris".

A primeira com Juliete Greco e a segunda com Mireille Mathieu.



AFAC - Convida

A AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO CONVIDA:
 
CONVITE
 

O Instituto Cultural do Cariri e a AFAC – Associação dos Filhos e Amigos do Crato, convidam para o lançamento do livro "Sobre as Ondas", de autoria da contista cratense Rita Maria Lopes Guedes Santos

DATA: 28 de janeiro de 2011 às 19:30 h.

LOCAL: INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI ENDEREÇO: 
 
Rua Cel. Filemon Teles Nº 01 (em frente à Expocrato)
 
OBS: Ao comprar o livro você estará ajudando o Instituto "Toca do Assis." do Crato.
 
Sinta-se desde já convidado.
 
Um forte abraço.

Pensamento para o Dia 02/01/2011


“Apenas um devoto fervoroso pode compreender e experimentar a bem-aventurança da união com Deus. Açúcar tem gosto amargo se uma pessoa sofre de malária. O defeito está na sua língua, não no açúcar. Assim é o caso de uma pessoa imersa em desejos mundanos. Se você está imerso nisso, não pode experimentar a doçura da Divindade. Tenha a firme convicção: "Deus está em mim, comigo, ao meu redor, atrás de mim." Quando você pondera sobre essas idéias, você se torna divino. Nunca acolha o pensamento de que você está separado de Deus. ”
Sathya Sai Baba

Raimundo Fagner - Emerson Monteiro

Há precisos 33 anos, ao seja, na virada do ano de 1977, encontrei o cantor cearense Raimundo Fagner. À época se apresentava na Quadra Bicentenário, em Crato, ainda nos passos iniciais da caminhada de êxitos que trilharia desde então. Dessa aproximação, viria a lhe oferecer hospedagem, a ele e a alguns amigos que com ele viajavam, Amelinha, Francis Vale, Wiron Batista, Afonsinho e mais duas jovens das quais não recordo os nomes. Morava com meus pais, naquela ocasião. Eles se achavam ausentes. A casa permaneceu, alguns dias, ao nosso dispor, enquanto o grupo ficou no Cariri uns dois ou três dias mais, e com eles seguiria para passar o Ano Novo em Orós, na casa dos pais de Fagner. Depois, no mesmo grupo, fomos até Fortaleza.
Nesta oportunidade, conheci alguns dos amigos dele numa comemoração que antecedeu apresentação do cantor, promovida no Teatro José de Alencar, no princípio de janeiro de 1978. Das figuras que se reuniram naquela noite, em um restaurante próximo à residência de Fagner, lembro de Ricardo Bezerra, Fausto Nilo, Stélio Vale, Alano Freitas, Sérgio Pinheiro, Cirino, dentre outros, todos ligados às artes e à música popular cearense, os quais formavam a intelectualidade artística de Fortaleza. Cirino eu conhecera antes, exímio violonista, havia estado com ele em algumas vezes em Crato, quando estabelecêramos amizade, e eu auxiliara no lançamento de um disco seu, no antigo auditório da Faculdade de Filosofia, nas instalações do antigo Patronato Padre Ibiapina.
Depois, passados esses anos todos, agora, no Révellion do Centenário de Juazeiro do Norte, de 2010, volto a encontrar Raimundo Fagner, em sua apresentação do evento. Nesse meio tempo, nosso contato fora só através de um telefonema, quando coordenei o Comitê Contra a Fome, a Miséria, pela Vida, no Banco do Brasil, começos da década de 90, e buscava instrumentos de ampliar os recursos daquela atividade com algumas promoções.
Em 1977, pois, Fagner despontava a nível nacional desde o seu primeiro disco, Manera Fru Fru Manera, gravado em 1973. Dono de uma carreira artística preenchida de sucessos, agora integra o elenco dos nomes imortais da música brasileira, dado seu talento de músico, cantor e compositor, dos mais festejados entre os valores da cultura do Ceará.
Nesta apresentação, em Juazeiro do Norte, o músico cantou algumas das composições que marcam os momentos destacados de seu repertório, para público estimado em 40 mil pessoas, cantando logo após as apresentações de Fábio Carneirinho e Luiz Fidelis, depois sequenciado por Maurício Jorge, na programação que iniciou a pauta das atividades alusivas ao Centenário da Independência de Juazeiro do Norte, neste ano de 2011.

Haja coração - José Nilton Mariano Saraiva

Dentre os muitos momentos marcantes (e foram diversos) da posse da presidente Dilma Rousseff, três merecem especial destaque, no nosso entendimento: a) quando a ex-guerrilheira, agora na condição de “Comandante em Chefe” das Forças Armadas, passou em revista a tropa, representativa formal de seus outrora algozes e torturadores (vocês já pensaram no simbolismo de tal momento e de como ela deve ter se sentido ao beijar a bandeira nacional ???); b) quando o ex-torneiro mecânico e “analfabeto”, Lula da Silva, coroando sua impressionante e brilhante trajetória, passou a faixa presidencial para a primeira mulher eleita presidenta do Brasil (por ele indicada e chancelada pelo “seu povo”); e, c) quando o “analfabeto”, deixando de lado a formalidade e o rígido protocolo que caracterizam tais solenidades, atravessou a rua e correu para os braços e abraço da “galera”, dela recebendo verdadeira ovação (foi chororô que não acaba mais).
E como temos plena consciência de que os jurássicos e ultraconservadores “machões” da vida dizem que um homem não chora e que o choro masculino é sinal de fraqueza, de algum desvio ou coisa parecida, não temos nenhum constrangimento ou receio em afirmar, de público e peremptoriamente, que nessas três oportunidades não deu pra segurar e as lágrimas rolaram espontâneas, fartas e generosas. E que naquele momento sentimos orgulho, um profundo e imenso orgulho de ser brasileiro e puder testemunhar tudo aquilo.
Haja coração.

árvores bailarinas nas nuvens

Não acredites no meu inferno nem quando digo
que a vida é bacana e meu anjo da guarda legal.

Não penses que uso as palavras com lealdade.
Cada verso eu passo horas tramando
como enganar a mim mesmo.

Poemas que escrevo hoje
amanhã eu apago
(envergonhado
e triste) .

Então não busques minha alma nos meus versos.
O lugar certo para encontrares minha alma
é antes da escrita naquele momento
inexplicável.

Depois da segunda palavra
há um arranjo obscuro
entre o que é fogo
e o que já é cinza.

O Brasil e a educação - Por José de Arimatéa dos Santos

Observei o discurso de posse da Presidenta Dilma Rousseff e fiquei impressionado quando ela comparou o professor a uma autoridade. É necessário e urgente um outro olhar dos governos para os professores e a educação em geral. Defendo que a autoridade do professor seja no estilo de respeito que o aluno e a comunidade devem ter com o mestre. Porque sabemos o quanto o trabalhador em educação está sem o devido respeito e o professor é o que mais sofre devido principalmente a carga de trabalho imposta nas costas do mesmo além da grande responsabilidade que muitos pais passam para o mestre. Muitas das vezes alguns pais acham que o professor é que deve educar seu filho no aspecto da boa educação no respeito aos mais velhos, autoridades e símbolos nacionais. Acredito que quando o aluno chega a escola com a educação da família(berço) nossos filhos aprenderão os conhecimentos tão necessários para a formação deles e para o desenvolvimento do Brasil. A escola desenvolverá seus projetos educacionais de forma consistente e com poucos conflitos que sem sombra de dúvidas atrapalham o bom andamento do trabalho educacional.
Mais do que necessário reforçar que o professor é uma autoridade. Sempre foi. Hoje a autoridade do mestre está um pouco arranhada devido ao descaso dos governos para esse vital setor do país. Sempre falo que o magistério é a profissão do futuro porque só pela educação o Brasil terá condições de crescer economicamente e almejar ficar entre as cinco maiores potências do mundo. É só o país crescer um pouco mais e várias oportunidades de trabalho não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada. Investir no ensino fundamental, médio e universitário, além do ensino técnico, mas de uma forma planejada e observando onde se falta mais profissionais de determinada área.
Então foi muito auspicioso o discurso da Presidenta Dilma em relação a educação quando falou que o respeito ao professor é necessário e apartir daí é possível um outro olhar para o ensino brasileiro. Defendo melhor remuneração, treinamento e condições de trabalho para o mestre. E que as escolas passem a ser o local em que o aluno vá com prazer e mais interessado na aprendizagem e com perspectivas de um futuro brilhante. Uma educação em que a comunidade escolar possa ter vez, voto e autonomia. Assim já será um bom começo para a Presidenta Dilma, governadores e prefeitos. A meu ver ela começou bem. Agora é esperar que o discurso saia do papel e as realizações cheguem a escola.

Urinar ??? Defecar ??? Só se pagar, otário !!! - José Nilton Mariano Saraiva

Você, aí do outro lado da telinha, observe só algumas das “benesses” do “maravilhoso” processo de privatização patrocinado pela “tucanalhada”: no pequeno, desconfortável e hoje desestatizado Terminal Rodoviário Engenheiro João Tomé (vulgarmente conhecido por Estação Rodoviária de Fortaleza), estacionar não sai por menos de R$ 2,30 (tanto faz se a demora é cinco minutos e até uma hora; se passar de uma hora, acréscimo de R$ 0,50 por cada hora excedente); a “taxa de embarque”, sem que se saiba qual a lógica ou mágica fórmula “econométrica-matemático-financeira” embutida em tal procedimento, varia de acordo com a distância do destino de origem; assim, se você vai para uma das cidades da região metropolitana (a 10/12 quilômetros), o preço é de R$ 0,64... mas que pode chegar a quase R$ 4,00 se o destino é o sul do país. E aí vem a imoralidade: o que tem a ver “taxa de embarque” com “distância a ser percorrida” ??? O certo é que, como tem linha de ônibus contemplando tudo que é canto desse imenso país, o movimento diário é incessante, mesmo na chamada “baixa estação”.
Agora, por exemplo, período de férias ou “alta estação”, a coisa chega à beira do caos, tanto são os ônibus demandando para outras plagas. Por via de conseqüência, os sortudos concessionários estão rindo à toa com o suave e mavioso tilintar das moedas em seus bornais sem fundo. Imaginem a fortuna que arrecadam diuturnamente.
O que mais chama a atenção, entretanto, é que, se você vai viajar ou simplesmente deixar alguém para embarcar na Rodoviária de Fortaleza, antes, terá de certificar-se de que sua “bexiga” se acha totalmente esvaziada e, também, evite depositar algo sólido no estômago, às vésperas. Sim, porque se você tiver o azar de ter que exercitar alguma necessidade fisiológica (mesmo que emergencialmente), terá que submeter-se, sem choro nem vela, quer chova ou faça sol, à seguinte “TABELA DE PREÇOS”: pra “urinar” – R$ 0,75; se quiser também “defecar”, acrescente mais – R$ 0,25 por um assento descartável; e se você se “brear/melar/sujar” e precisar tomar um banhozinho básico, mais R$ 2,00 terá que desembolsado. Portanto, nem sonhe de esquecer sua carteira de cédulas, sob pena de ter que urinar e defecar nas calças, à frente de todos (e os carrancudos funcionários plantonistas são insensíveis a qualquer apelo, mesmo que de um indigente).
De outra parte, e com o calorão que está fazendo em Fortaleza, se você sentir sede e pretender “melar o bico”, mesmo que com um frugal refrigerante ou uma água mineral (natural), terá que submeter-se à imposição e preços extorsivos de ambulantes não muito simpáticos e abusados, que por lá circulam (que, evidentemente, para tanto, se sujeitam ao pagamento de uma salgada “taxa” aos concessionários). E tudo isso porque o antigo “restaurante”, que durante muito tempo serviu de apoio àqueles que apreciam uma “geladinha” com tira-gostos, antes do embarque, simplesmente fechou as portas, já há vários anos, por conta do aluguel “exorbitante” cobrado pelos concessionários. E como perdura uma certa inflexibilidade em relação ao preço do tal aluguel cobrado, não tem empresário do ramo que se disponha a pagar o que é exigido, deixando aquele valioso espaço ocioso já há bastante tempo.
Enfim, a Rodoviária de Fortaleza é o exemplo pequeno, mas vivo e pulsante das “benesses” propiciadas pela privatização. Só não vê quem não quer.
Observação: um nosso amigo, de Sousa/PB, de passagem por Fortaleza, ficou tão revoltado com tudo aquilo que, simplesmente, deixou pra urinar no meio da rua, em frente à Rodoviária, sob os olhares dos transeuntes (e correndo o risco de ser preso).