Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sonhos possíveis, sonhos bons - Emerson Monteiro


Quando veremos o mundo de olhos abertos aos bons sentimentos que passeiam faceiros nas trilhas molhadas de impactos, os quais que apenas nós indivíduos um dia conheceremos de água na boca. Viver com prazer os momentos uniformes da harmonia sem culpa ou ressentimentos, e acatar as decisões do destino de espírito desarmado; aquiescer, nos gestos imprevistos das marés, as tais criaturas obedientes a um Criador que move as parelhas dos cavalos à frente do Sol, nas charretes aceleradas das horas incansáveis, dentro da natureza mãe dadivosa. Aceitar, enfim, os balanços dos barcos enquanto o rio segue nas suas águas impetuosas, filhas equilibradas da feliz companhia dos outros irmãos, no bojo de naves luminosas que afeitas riscam os céus, nas madrugadas frias.
Porquanto pretendam discordar, os protagonistas do drama questionam os roteiros apresentados dos operários na peça. Erguem assustadas vozes de protesto, perante, no entanto, o desfilar das conveniências mais pessoais. Reclamam de barriga cheia, às vezes de mágoa, de fastio, ou pressa, mas reclamam de barriga cheia disso tão só. Levantam os braços num sinal de descaso face as contradições aparentes do sistema que eles, nós, vós, mesmos criaram nos instantes de dúvidas atrozes, no fingimento da espécie insatisfeita com o itinerário do vôo em velocidades extremas. Querem, a qualquer preço, impor condições aos limites imprevistos, desde o começo, postulando propósitos de causas iniciais perdidas, alarmistas repórteres policiais.
Andar nesse ritmo alimenta de pânico o gosto de tantos que a visão conturbada mistura, entre o desejo e o desespero, impetuosa estupidez de eras atrozes. Marcam, assim, aonde querem chegar multidões famintas, caravanas sequiosas de empedernidos seres, afoitos pássaros noctívagos.
Todavia acontecem os quadros seguintes e o palco estremece no pulo dos atores, impulsos febris de cores e formas, providências inevitáveis que persistem ao infinito da fé, em corredores escuros dos paranóicos filmes, até surgir para sempre. Valentes cavaleiros calmos tangem os seus rebanhos pacíficos nas caladas da noite, forças operantes apesar das dores que invadiram o instinto explosivo de todas as pessoas, fase de crescimento que atravessam de águas no peito.
Vislumbrar, pois, novos meios de construir as igrejas dos corações impacientes significa mistérios, doces aspectos das provas do período nefasto que lá abandonou suas vítimas aos portões da alvorada em festa que já se aproximava, e morrem nas praias, o que representa a correta imagem do que quiseram dizer os livros fechados nas bancas.

Qual a idade que vocês me dão? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Semana Santa de um ano muito bom de inverno. As chuvas caiam copiosamente tornando fértil o solo antes esturricado pela inclemência da seca. A fartura reinava naquele sertão, agora renascido. A paisagem de longe lembrava esse nosso Nordeste tão escaldante. A jovem médica Marília Cruz, da Secretária Estadual de Saúde, convidara um grupo de colegas médicos, todos eles professores da Faculdade de Medicina, para passar os feriados em sua fazenda. Todos os convidados aceitaram aquela oportunidade de um excelente repouso e compareceram acompanhados das respectivas famílias.

Quinta-feira Santa, após o almoço, os convidados repousavam no alpendre em redes ricamente bordadas. De longe, a doutora Marília avistou um vulto, alguém, ainda não identificado se movendo entre a mata verde do baixio. Aos poucos a silhueta ganhava contornos definidos e ela então identificou o seu querido tio Diógenes. Não obstante a idade avançada, ele cavalgava firme sobre o dorso de seu alazão marchando a passos largos em direção à casa grande. A sobrinha nada disse sobre a idade do tio, esperando ver a provocação que ele poderia fazer aos médicos.

Ao chegar, cumprimentou a sobrinha e seu marido, um conhecido deputado estadual, saudou o grupo de doutores, sentou-se no para-peito do alpendre e começou a conversar com os médicos. A principio a palestra versou sobre o bom inverno e a fartura que ele representava para o sertão.

Depois de aproximadamente meia hora, o tio Diógenes conduzia a conversa para o rumo que desejava. Os médicos se deliciavam com a palestra do sertanejo, cheia de sabedoria aprendida com os mais antigos, linguajar um tanto quanto arcaico, herdado dos antepassados, herança de um tempo colonial. A certa altura da conversação o tio Diógenes perguntou:
– Doutores, qual a idade que vocês me dão?
– Oitenta anos – responderam uns.
– Setenta e cinco anos – diziam outros.
Depois de muitos palpites, todos eles errados, o velho Diógenes falou com a sinceridade própria do nosso sertanejo:
– Senhores doutores, vocês precisam estudar mais! Eu tenho 98 anos e ainda trabalha na roça!
Diante da admiração geral, o velho emendou outra pergunta:
– Agora doutores, eu quero que vocês me expliquem por que é que uns morrem tão cedo e outros vivem tanto, assim como eu?
– É por causa de uma vida saudável aqui no campo. Alimentação regrada, sem preocupações. O senhor naturalmente dorme cedo, acorda cedo, nunca bebeu e nem fumou! – exclamaram os médicos a uma só voz.
– Num já falei que vocês precisam voltar à escola? Vão estudar mais! Eu só me alimento de comida forte, buchada, sarapatel, panelada, rabada e mucunzá com torresmo. Fui o maior farrista dessa ribeira. Era o maior namorador que por aqui existia. Bebia e ainda hoje eu bebo e fumo e, não dispenso um bom forró todo fim de semana!
Com essa resposta, os médicos concluíram que o tio Diógenes era uma rara exceção à regra, além de um mau exemplo para se alcançar a longevidade.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Nota do autor: Esse fato aconteceu e me foi contado pela sobrinha do sertanejo. As identidades dos personagens são fictícias.

Cruzamento perigoso







AS VACAS

As vacas pastam a tarde
à beira do canavial.
Nuvens brancas, céu azul.


PLACA

A placa amarela
CRUZAMENTO PERIGOSO
e um cachorro morto.


RESINA

O tronco cortado
da velha árvore doente
e o ouro da resina.


O VENTO LEVA

No tronco cortado
a imagem de um coração
e a serragem ao vento.


O NINHO

O pequeno ninho
e a dança do beija-flor
ao vento da tarde.


O HIBISCO

O hibisco vermelho
entre as folhas verdes
que a lagarta rói.


A PALMEIRA

A palmeira verde
no pasto à beira do mato
e as flores azuis.


O QUERO-QUERO

A flor amarela
e a marcha do quero-quero
à beira do lago.


JANEIRO

Céu de janeiro.
As nuvens cobrem
todas as estrelas.


O ESTRANGEIRO

Sou um estranho no espelho.
E as nuvens passam
sob o sol que fica.

AGRADEÇO AO ARMANDO RAFAEL

Pedro Esmeraldo

Armando, precisei de você por vários meses quando necessitava de seu apoio a fim de colocar minhas crônicas no blog do Crato. Não tenho palavras para expressar meus agradecimentos, mas, mesmo assim, apetece ser-lhe grato pelo apoio recebido, ansiando em continuar ao seu lado, lutando pela terrinha, quando for necessário.

Fiquei magoado pelas grosserias de alguém, vez que me atingiu em cheio, deixando-me acabrunhado espiritualmente. Não posso esquecer esses gestos rudes cometidos por pessoas inconvenientes que fazem em minha mente grande mancha, visto que esses algozes têm por objetivo macular a minha consciência.

Só anseio ardentemente lutar junto a todas as pessoas que tenham amor à cidade do Crato, ambicionando vê-la crescer vertiginosamente, criando geração de emprego e renda, adquirindo vida própria, sem ser submissa a nenhum outro município que fica ao seu redor.

Tenho o pensamento de que certos políticos não defendem bem o que é o regime democrático, que permanecem nos moldes dos tempos da ditadura militar, onde não se aceitava oposição e tinha como meta ofuscar as liberdades dos cidadãos que os acompanhavam com críticas construtivas às pessoas que permaneciam a seu entorno.

Digo com sinceridade, o Crato perdeu espaço com a política desses seus administradores que não olham o Crato de amanhã; fogem do contorno ético-administrativo, pensando eles que o mundo lhes pertence. Pensam que tem o direito de governar sozinhos, como lhes agradam, rodeados de bajuladores, formando um bloco só, o que podemos denominar de tropa de choque. Têm o prazer de mandar o sarrafo nos seus adversários, pois esses políticos sádicos não aceitam tecnologia e andam navegando à toa nas águas pútridas do Rio Grangeiro.

Seus adversários não têm o direito de pronunciar nenhuma palavra e viram às costas para qualquer cidadão que queira investir no Crato.

Por isso, combato esses políticos sem parar, contemplando o porvir, fugindo da ociosidade, sem ambicionar recursos financeiros ou materiais, mas luto pelo crescimento da cidade.

A maioria desses políticos só tem ambição quando lutam em causa própria. Não trabalham, não lutam e só têm interesse de contemplar os algozes que lhes prestam serviços.

Ninguém suporta mais essa situação. Já está na hora de cessar com isso, é preciso acordar com mais empenho e desenvolver o Crato, tornando-o a grande metrópole de antigamente.

Afastem-se dessa tristeza imensa, dediquem-se aos problemas com mais esmero, vão em frente, sejam conscientes e empurrem o Crato para o caminho do crescimento.

Pelo amor de Deus, acabem com as briguinhas costumeiras, sigam em frente que, com toda certeza, o Crato de amanhã será grato pelo seu serviço.

Crato-CE, 05/01/2011

PASSEIO NA NATUREZA - Por Edilma Rocha

Depois de um dia chuvoso
o sol brilha
enchendo de luz
as flores do meu jardim.
Com magia
ilumina cada ramo,
cada botão,
 cada flor.
Chego de mansinho,
e penetro meu olhar
por entre cores
e formas perfeitas.
Labirinto infindável da Natureza.
Capto uma imagem
e registro assim.
Mergulho no infinito
dos verdes e vermelhos,
tal qual manuseio
minha palheta de pintura.
Viajo nas formas
como se fosse apenas
uma pequena formiguinha
no seu mundo habitual.
Encontro aqui e ali
algumas gotas dágua
em conchas
oferecidas por mais
um milagre da natureza.

Como anda sua mente ??? - José Nilton Mariano Saraiva

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. SOHW DE BLOA.

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Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

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E aí, preguiçoso, conseguiu traduzir/decifrar ??? Precisa de uma ajudazinha ??? Tá legal. Veja aí embaixo:

"Este pequeno texto serve apenas para mostrar como nosso cabeça consegue fazer coisas impressionantes! Repare nisso! No começo estava muito complicado, mas nesta linha sua mente vai decifrando o código quase automaticamente, sem precisar pensar muito, certo ? Pode ficar bem orgulhoso disso ! Sua capacidade merece ! Parabéns !"

Autoria: desconhecida

palavras

a cor do seu coração
colore o dia de claro
com essa luz luxuriante
e acorda os segredos
que formam a beleza

que peso tem a poesia
e o que pede o poeta
ao imponderável
quando escreve um poema
a uma jovem chamada carmem?
que o medo não se meta
entre os olhos de quem espera...

mas como haver coragem nos desanimados?


Amenidades... - José Nilton Mariano Saraiva

AÍ A BRIGA COMEÇOU...

01) Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário que estava próximo. Ela disse: - Quero algo que vá de 0 a 100, em cerca de 3 segundos. Eu comprei uma balança para ela.
Aí a briga começou...
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02) Minha mulher estava nua, se olhando no espelho do quarto de dormir. Ela não está feliz com o que vê e diz: - Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu, realmente, preciso de um elogio seu. Eu lhe disse: Sua visão está ótima!
Aí a briga começou...
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03) Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim, enquanto eu acionava o controle remoto da TV, à procura de algo interessante. Ela perguntou: - O que tem na TV?
Eu disse: - Poeira.
Aí a briga começou...
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04) Quando cheguei em casa ontem à noite, minha esposa exigiu que a levasse a algum lugar caro. Então eu a levei ao posto de gasolina.
Aí a briga começou...
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05) Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois. A mulher disse: - Desabotoe sua camisa. Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus pêlos crespos prateados. -Estes pêlos prateados no seu peito são prova suficiente para mim, disse ela. E processou meu benefício. Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa. Ela disse: - Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido “auxilio-invalidez” também...
Aí a briga começou...
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06) Voltei do médico após uma consulta e minha esposa toda preocupada, pergunta-me: -E então, o que o médico lhe disse? De pronto, eu respondi: - A partir de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa gorda.
Aí a briga começou...
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QUEM SOU EU ???

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou. Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja, sou CLIENTE, no restaurante, FREGUÊS, quando alugo uma casa, INQUILINO, na condução, PASSAGEIRO, nos correios, REMETENTE, no supermercado, CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal, CONTRIBUINTE, se vendo algo importado, CONTRABANDISTA, se revendo algo legalmente, MUAMBEIRO. Se o carnê tá com o prazo vencido, INADIMPLENTE, se não pago imposto, SONEGADOR. Para votar, ELEITOR, mas em comícios, MASSA. Em viagens, TURISTA , na rua caminhando, PEDESTRE. Se sou atropelado, ACIDENTADO, no hospital, PACIENTE, nos jornais, viro VÍTIMA. Se compro um livro, LEITOR, se ouço rádio, OUVINTE, para o Ibope, ESPECTADOR, para o apresentador de televisão, TELESPECTADOR. No campo de futebol, TORCEDOR, se sou flamenguista, SOFREDOR. Se trabalho na Chesf, COLABORADOR.
Quando morrer, uns dirão, FINADO, outros, DEFUNTO, para outros, EXTINTO, para o povão, PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei, DESENCARNADO, já os evangélicos dirão que fui, ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!!
E pensar que um dia já fui EU.

Autoria: desconhecida

Curtas - XIX - Aloísio

O meu coração

Diz para

Outro coração

Responde

Não para não

Filosofia Urbana: O Medo do que somos-Por Wilson Bernardo

O nascimento se propõem a fertilidade do que
Se dejecta como seres inuteis...O bem maior
da vida estará sempre nos fatos!
UMA RELATIVIDADE...

Albert Einstein
-Não!
Acabou de sair.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PÉROLA NOS BASTIDORES - Por Edilma Rocha


Edilma disse ...

Stela,

No meu sorriso
existe um rio
de águas claras
Me consumo
em ondas de paz

No meu peito
só habita o amor
E a felicidade
está no retorno
da poesia

Edilma Rocha

Em resposta ao texto de Stela: "Água e Riso"

Nota às amigas Claude Bloc e Edilma.Liduina Belchior.

Caras amigas escritoras: Claude e Edilma:

Comunico-lhes que por motivo de força maior (tempo); estarei me ausentando do Blog Cariricaturas; onde outrora eu dizia que" morava" aqui, considerando uma casa, um abrigo
aconchegante. Devo dispensar mais tempo a meu trabalho, como também, ao meu próprio Blog.
Dentro em breve estarei lhes enviando o endereço eletrônico do mesmo.

Abraços : Liduina Belchior Vilar.

Pessoas Especiais - Por: Dihelson Mendonça


Nota:
Que bom poder voltar ao cariricaturas e entrar pela porta da frente, quando antes, outros nos deram as contas injustamente, sem que saibamos o porquê até hoje. Sendo que a administração mudou pra melhor, agora sob o comando de duas grandes, verdadeiras amigas, Claude e Edilma, acho que posso atender ao convite que me foi feito e participar aqui no sentido de que o Blog é construído, para divulgar o pensamento, a arte poética e algo mais. Meus parabéns a Claude, Edilma e os demais pelo excelente trabalho que vêm desenvolvendo aqui. Do site foi eliminado muita coisa inútil, que estava verdadeiramente "entulhando" o mesmo, e percebe-se mais CONTEÚDO POÉTICO. Isso é muito importante para quem se propõe a fazer o maior e melhor site de poesia do Cariri. Trago aqui como contribuição inicial, uma pequena mensagem. Não sou poeta. Não acho que tenha vocação para essa arte, diante de tantos gênios que já li na vida, mas de qualquer maneira, nem só de gênios vive o mundo, e é sobre isso de que fala este texto:




"Há pessoas que não possuem o dom de fazer poemas belíssimos, que a todos encantam, dignas de entrarem para as academias de letras...

Há pessoas que nunca escreveram um livro, uma crônica, uma página, ou sequer sabem escrever...

Há pessoas que não são cientistas, capazes de lançar naves interplanetárias para levar o homem aonde nunca ninguém jamais estêve...

Há pessoas que não possuem o dom da oratória, de falar em público, de convencer, de arrebanhar multidões...

Há pessoas que não são fortalezas intransponíveis, onde os navios se esmagariam quais rochedos no mar...

Há pessoas que não possuem o dom de prever o futuro, de guiar outros, ou de curá-los...

Há pessoas que não são experts na natureza humana, não conhecem a sua psicologia, não possuem formação acadêmica, nunca leram Freud, nem qualquer outra filosofia...

Há pessoas que não têm o dom das artes, não sabem cantar, tocar um instrumento, pintar, esculpir, ou qualquer arte humana...

Há pessoas que não conseguem controlar seus próprios instintos, seus impulsos, errando sempre e tentando acertar, galgando com grande dificuldade terrenos íngremes, aonde os grandes mestres percorreram de forma simples...

Há pessoas que se abalam por qualquer coisa, são frágeis e dependentes...

Mas essas pessoas, que aos olhos mundanos não possuem qualquer qualidade sobrehumana, muitas vezes possuem dentro do seu coração o maior de todos os dons: O Dom do Amor. O Dom de transformar a vida dos outros ao seu redor, dando-lhes conforto, contentamento e mesmo não realizando grandes proezas, fornece toda a base para que outros as possam realizar, e que sem sua ajuda, aquilo seria impossível...

São essas pessoas especiais, que com seu amor, carinho e dedicação, moldam o mundo moderno, que necessita cada vez menos de "Gênios", de "Einsteins", e precisa cada vez mais de pessoas solidárias e capazes de praticar o Bem, o Amor e trazer a verdadeira PAZ ao Mundo.

Essas SIM, são as pessoas verdadeiramente especiais e necessárias! "

Por: Dihelson Mendonça

Pensamento para o Dia 20/01/2011


“Para vocês se libertarem da sucessão de mortes, o único meio é "Conhecê-lO". Não se imaginem como pecadores, pois vocês são herdeiros da bem-aventurança (Ananda) eterna. Vocês são "imagens" de Deus. Vocês, por natureza, são sagrados, completos. Há um pecado maior de que chamá-los pecadores? Vocês desonram-se, difamando-se, quando aceitam o título de "pecadores". Ergam-se! Rejeitem o sentimento de que são o corpo. Não sejam enganados por essa idéia. Vocês são o Atma. São gotas do Néctar (Amrita) da Imortalidade que não reconhece começo ou fim. Todas as coisas materiais são seus escravos algemados, vocês não são escravos algemados delas.”
Sathya Sai Baba

As flores feridas - Emerson Monteiro

No palco dos sonhos das lindas canções,
Vivendo nos braços de ilusões passageiras,
Artistas em festa alimentam o destino
Dos pássaros ligeiros lançados aos céus.

Quanta dor reunida num vento que passa:
Laços fortes e presas são mãos invisíveis
A dominar suas vidas de moços cantantes,
Produzidos, ligeiros, bonitos e frágeis.

Assim acontece aos que se esquecem
Das possibilidades dos trilhos da vida,
Caminhos desertos e inocentes vítimas
Da garra amolada nos shows dessa lida.

Há também outras lutas em vários sentidos,
De sorrisos e luzes, nos ritmos e planos
Das ricas histórias dos grandes artistas,
Os Senhores da fama e bonecos das fitas.

Ninguém acredite em desejo arriscado
De subir as escadas de um jeito afoito
Que persegue talentos e planta ilusões
Na carreira animada dos astros da mídia.

Melhor bem será crescer consciente,
Saber ser humilde e estudar com prazer
Na escola dos dias; e amar bem os livros,
Para erguer seus castelos nos solos seguros.

E depois disso tudo vem vir o sucesso
Das fases amenas, no palco dos sonhos,
Nas horas benditas dos mundos melhores,
Ao pouso tranquilo dos campos dourados.


200111.

A Marginalidade do Estado de Direito...Wilson Bernardo.

Para verdades e sinceridades de Edilma Rocha & Claude Bloc com a fetos...




Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

Solidariedade feminina ou..."a posição" - José Nilton Mariano Saraiva

O grande segredo de todas as mulheres com relação aos banheiros é que, quando pequenas, quem as levava àquele recinto era a própria mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía: "Nunca, mas nunca mesmo, sente em um vaso sanitário de banheiro público". E, em seguida, mostrava "a posição", que consiste em se equilibrar sobre o vaso sem que, no entanto, o corpo entre em contato com o próprio.
A "posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá acompanha-la por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, "a posição" é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, encontra uma fila de mulheres que faz você pensar que o Brad Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres, que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de "estou me mijando". Finalmente, chega a sua vez. Isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar. Você, então, verifica cada cubículo por baixo da porta para ver se há pernas. Todos estão ocupados!
Finalmente, um se abre e você, desesperada, se lança em sua direção, quase que puxando a pessoa que está saindo. Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa... Você imagina pendurar a bolsa no gancho da porta, mas...não há gancho. Então, você inspeciona a área. O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali; então, você a pendura no pescoço mesmo, enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia com os 50 kg de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda lá, porque ...nunca se sabe, né ???
Mas, voltando à porta... Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, você abaixa a calcinha com um puxão e se coloca "na posição". Alívio...... AAhhhhhh.....finalmente...
Aí é quando os seus músculos começam a tremer ...Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 50 kg pendurada no pescoço. Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento, nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça "jamais sente em um banheiro público!!!" e, assim, você mantém "a posição" com o tremor nas pernas... E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias!! Por sorte, não molha os sapatos.
Adotar "a posição" requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss... puuuuta que o pariuuuu...! O rolo está vazio...! (sempre).
Então você pede aos céus para que, nos 50 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção...E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco, enquanto grita, OCUPAAADOOOO!!!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abri-la novamente (nisso, as mulheres se respeitam muito) e você, enfim, pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas.
Você então começa a contar os segundos que faltam para sair dali, suando em bicas, porque você está vestindo o casaco, já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força, que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar da porrada que você levou da porta, da dor na nuca pela alça da bolsa, do suor que corre da testa, das pernas salpicadas...
Heroicamente você resiste a tudo, já que prevale a lembrança de tua mãe, que estaria morrendo de vergonha se te visse assim, já que sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, "você não sabe que doenças você pode pegar ali".... Você está exausta. Ao ficar de pé, você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa, rapidíssimo, e tira a alça da bolsa por cima da cabeça!...Você, então, vai a pia lavar as mãos.
Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de “corcunda de notre dame” para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água.... O secador, você nem usa. É um traste inútil; então, você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso. Você então sai..
Sorte sua se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o; ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, e te deixou com a bunda à mostra!
Nesse momento, você vê o teu carinha que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você. "Por que você demorou tanto?" pergunta o idiota. Você se limita a responder: "A fila estava enorme"
E esta é a razão porque as mulheres vão ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa, outra o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido, já que você só tem que se concentrar em manter "a posição" e a dignidade.

Autor: desconhecido
Água e riso


eu rio.
tu deságuas.
nos afogamos no riso
do nosso amor

é bom a harmonia no riso
a alegria compartilhada
uma coisa assim brincante
sapeca
meninices...
de quem já tem água prateada
nos cabelos.

(Stela Siebra Brito)

DIALOGANDO COM CHAGAS



* CHAGAS
* CLAUDE


esperarei o dia enfim terminar
diga então pra onde foram
aqueles sonhos

esperei a noite celebrar
os sonhos que ainda estão aqui,
latentes,
imersos em espelhos orvalhados...

tomei todos os trens possíveis
sempre na certeza
de falar com alguém
que dissesse que tudo
é tão simples
de onde eu vinha
onde as águas e o ar
estavam sempre quentes
e a cidade era toda minha

corri pelas linhas
paralelas, intermináveis
e tudo o que queria
era apenas ouvir o som das águas
o harpejo dos anjos
o respingar da noite
nas frestas da minha janela
na cidade toda minha


besteira dizer que o amor
é maior do que as estrelas
as nuvens se espalhando
sobre os telhados
o céu ao alcance da mão
nesse verão

tolice afirmar
que o sentimento é maior
que a minha estrada
que a noite estrelada
num céu impregnado da luz (da lua)
ao alcance de um gesto
ao alcance mão
nesta estação

o amor
arte de fazer sofrer
depois que a locomotiva
dos desejos descarrilha
e desce escada a baixo

e tudo enfim se consome
e se perde
e os sonhos se desfazem
no acaso

vamos
qualquer canção daquele tempo
cabe nesse momento

FÉRIAS DO CARIRI NO PINK FLOYD BAR

Horário: 22 janeiro 2011 às 17:00 a 23 janeiro 2011 às 1:00
Local: Pink Floyd Bar
Organizado por: Kaika Luiz

Descrição do evento:
A Sertão Pop Produções e o Pink Floyd Bar estão realizando nesse próximo sábado, dia 22, a partir das 17h, um evento com as duas bandas rock-pop e blues de maior expressividade da região do Cariri. A Nightlife e a Los The Os, bandas que imprimem a sua marca pessoal às canções das décadas de 70/80 e 90 e que tem levado um público jovem e de muito bom gosto do triângulo CRAJUBAR.

ServiçoFÉRIAS DO CARIRI - No Pink Floyd Bar com as banda Nightlife e Los The OSDia 22 de janeiro, a partir das 17h.Sítio Romualdo - há 9 km do centro do Crato (Entre Crato e Arajara)
INGRESSOS: Inteira: R$ 10,00 e meia R$ 5,00 (com apresentação da carteira de estudante)Informações: 088 - 9931.2138 ou 8819.2950.

Agradecemos aos nossos patrocinadores por tornar possível este evento. São eles:
- O Boticário
- Cevema
- Cajuina São Geraldo
- 1000 peças
- CP Pneus
- Fort Vigas Juazeiro do Norte
- Martins Representações Empresariais


Ver mais detalhes e RSVP em CULTURA & HUMANISMO:
http://culturahumana.ning.com/events/event/show?id=2165208%3AEvent%3A94244&xgi=5PisyEuB4HFPIj&xg_source=msg_invite_event

UM CAUSO - Por Claude Bloc

Seu Mané Danta
(Dedico a Edilma)


Não é só em Rajalegre que as coisas acontecem... na Serra Verde também havia muita gente engraçada e cheia de lorotas. Não sei se Morais (do BLOG SANHAROL) chegou a conhecer, mas um dos personagens mais engraçados da Fazenda era seu Mané Danta. Ele morou por um tempo na Serra dos Cavalos, (encostadinho a Rajalegre) depois em Lagoa do São Bento e finalmente em cima da Serra, perto da casa da gente. 

Neste final de semana que passei em D. Quintino, fiquei hospedada exatamente na casa de Toim, filho dele, que é outro bom contador de causos.

Conversa vai, conversa vem, como não tenho o dom de Mundim do Vale (do BLOG SANHAROL)pra escrever essas histórias, gravei uma das presepadas de seu Mané e vou dividir esse causo aqui com vocês. Mas este é apenas um deles.

Ao ficar com a idade mais avançada seu Mané Danta aprontou algumas. Desde novo, foi muito ligado em dinheiro e era sovina que só o cão. Pra ninguém saber o que ele “pissuia”, guardava escondido tudo o que ganhava nos tubos (silos) de feijão, tudo amarradinho num bisaco. Isso só descobriram depois que ele morreu, mas o que lá existia era apenas um monte de dinheiro antigo e sem mais valor.

Quando conseguiu ser aposentado, Seu Mané ia ao banco fantasiado de “quase inválido”. Tirava a dentadura (guardava no bolso) e ficava batendo “os queixo”, pegava um bordão feito com vara linheira e saia se fingindo de corcunda, caminhando com as mãos trêmulas para conseguir furar a fila. Nesse tempo não havia ainda a fila dos idosos e ele usava esse pretexto pra se ver livre bem ligeirinho da maçada. Pensando bem,, creio que foi bem ele que deu essa idéia dos direitos dos idosos pro Governo conceder esse “privilégio” .

Numa dessas saídas do banco, onde ia receber os “apusento”, seu Mané encontrou-se com seu “cumpade” Mané Nune. Este, muito matreiro, encostou em Mané Danta e “dixe”:

-Cumpade Mané, sabe cuma é que tá a vida, né cumpade? Minha roça num deu quais nada, meus animá tão tudo só os lóro, eu intão quiria pidir pro cumpade me imprestá 500 conto...

Mané Danta, fechou a mão imitando uma concha e a encostou na orelha direita falando:
- Oxente cumpade, o que é que tu tá babujando aí? Só vejo tua boca se mexendo e num oiço nada. Tu tá falando cum eu?

Mané Nune, sabido que nem raposa foi logo remendando:
-Cumpade, eu só tava preguntando se o cumpade pudia me imprestá 1000 reais.

Mané Danta olhou pra cara do seu compadre e lascou a resposta:
- Oxente homi, e nestante tu num tava pedindo só 500?

Bom, foi Toim que contou tudo isso. Se é verdade só Deus sabe.

Claude Bloc


Este texto foi publicado no BLOG SANHAROL. Recomendo uma visita.

Homenagem a Bruno Pedrosa por Edilma Rocha no "Artes 100 Fronteiras "

Uma boa notícia corre o mundo da arte.

O Blog Artes 100 Fronteiras divulgou um artigo de Edilma Rocha no qual ela descreve a trajetória artística de Bruno Pedrosa. 

No Cariri a história continua: o artista deverá estar em Crato no final de janeiro onde será homenageado.  

Conforme foi publicado:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Trajetória de um artista - Bruno Pedrosa - Por: Edilma Rocha

Não poderíamos deixar passar este encontro e este evento tão importante sem comentarmos e dividir com todos o valioso trabalho de Edilma Rocha e a ilustre presença de Bruno Pedrosa.

Artista plástica e restauradora Edilma Rocha abre as portas para a Exposição dos 73 trabalhos  que fazem parte do acêrvo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, acompanhada do artista plástico Bruno Pedrosa,

Natural da cidade do Crato Estado do Ceará.
Neta e filha de artistas, o avô Julio Saraiva fotógrafo, o pai Edilson Rocha exímio desenhista e a mãe Telma Saraiva especialista em fotos pinturas. Desde criança desenhava, pintava, e se destacava nas escolas.  Adolescente, transfere os estudos para o Rio de Janeiro e ingressa na SBBA, com cursos de desenho, aquarelas, pintura, modelo vivo  e especializa-se em Restauração de telas. Cursou Belas Artes na Escola Fluminense em Niterói.  Participa de varias exposições coletivas no Rio e Niterói.
Viaja pela Europa estudando os estilos clássicos, modernos e contemporâneos.  Paris, Madrid, Verona e Veneza foram os mais concorridos na sua trajetória artística, com exposições em Paris e Verona. Possui trabalhos em New York, Barcelona, Paris, Bassano, Argentina e México.
Leva no seu currículo missões honrosas medalhas e títulos que elevam o seu desempenho artístico.
O seu mais destacado trabalho em restauração é o acervo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, com 73 obras
Edilma Rocha não se subordina a estilos e nem modismos, vale-se do emocional dos impressionistas e acentua plasticamente os seus temas. Vale-se também do estilo clássico como restauradora para confirmar o talento da artista, que já nasceu artista.
Por Artes 100 Fronteiras


Bruno Pedrosa Nasceu no interior do Ceará, descendente de família tradicional portuguesa que chegou ao Brasil no tempo das sesmarias. Aos seis anos foi estudar em Crato (Ceará) e só retornava para a casa do pai e avós nas férias escolares. Concluiu a sua formação educacional básica na capital do estado, Fortaleza, em 1967.



Em 1968, foi morar no Rio de Janeiro, para cursar a Escola Fluminense de Belas Artes. Participou de exposições coletivas e individuais e tomou parte ativamente do movimento estudantil contra o regime militar.


No ano seguinte matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes e fez viagens pelo interior do Brasil e países da América do Sul. Ganhou a medalha de prata, com desenho, por sua participação no Salão Nacional de Belas Artes. Passou a freqüentar, ao mesmo tempo, as faculdades de Arqueologia e Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Após um período de estudos do barroco brasileiro e sua arquitetura, publicou, em 1972, o seu primeiro álbum de desenhos, tendo por tema a cidade mineira de Ouro Preto. Nos anos seguintes ampliou seus conhecimentos em arqueologia visitando a Bolívia, o Peru e o Equador, estudando principalmente a história do povo Inca. Estabeleceu contato com muralistas mexicanos, como David Alfaro Siqueiros e realizou exposições individuais de seus desenhos em Buenos Aires, Nova Iorque e Cidade do México.

Bruno Pedrosa entrou, em 1976, para a comunidade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, onde permanece até 1980.

É desse período o seu painel a óleo (atualmente no Mosteiro Beneditino de Juiz de Fora), uma série de retratos a óleo (incluindo o retrato do Papa João Paulo II, no acervo do Vaticano) e desenhos do Mosteiro de São Bento que formaram um álbum publicado em 1979, por ocasião das comemorações do aniversário de 1400 anos do nascimento de São Bento.
Dois anos após deixar o mosteiro, casou-se com Elinor Perlingeiro Garnero. Após morar novamente no Rio de Janeiro, e de realizar viagens pela Europa, estabeleceu-se com a família na Itália, em março de 1990.
Inicialmente morou em Cuneo, na região do Piemonte, onde nasceu seu sogro, o tenor Giovanni Garnero. Em 1991 se transferiu para Bassano del Grappa, cidade medieval vizinha a Veneza.
Em 1994, iniciou o trabalho com esculturas em cristal de Murano, que o levou a estar presente no Corning Museum de Nova Iorque, no Museu de Arte en Vidrio de Alcorcón (MAVA) em Madri, e no Ebeltoftmuseet na Dinamarca.
Vende seus trabalhos para todos os países da Europa, Estados Unidos da América e Japão.
Por: Edilma Rocha
 
http://artessemfronteiras.blogspot.com/2011/01/museu-naval-rio-de-janeiro.html

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

esperarei o dia

esperarei o dia enfim terminar
diga então pra onde foram
aqueles sonhos

tomei todos os trens possíveis
sempre na certeza
de falar com alguém
que dissesse que tudo
é tão simples
de onde eu vinha
onde as águas e o ar
estavam sempre quentes
e a cidade era toda minha

besteira dizer que o amor
é maior do que as estrelas
as nuvens se espalhando
sobre os telhados
o céu ao alcance da mão
nesse verão

o amor
arte de fazer sofrer
depois que a locomotiva
dos desejos descarrilha
e desce escada a baixo

vamos
qualquer canção daquele tempo
cabe nesse momento

SOB O CÉU DO DESERTO por João Marni




Necessário é que nos recolhamos e que fiquemos frente a frente com nós mesmos, não de um espelho, pois a imagem seria invertida.


Falo do mergulho ao nosso interior, buscando nossos motivos, com a alma nua e em silêncio, capaz então de perceber nossos ruídos, nossas dores, nossas culpas e os aplausos pelos nossos acertos.

Não será uma balança, posto que gramas do que fazemos pelo próximo pesam muito mais do que quilos por nós mesmos, quando no nosso prato só a vaidade, o egoísmo, a insensatez, a grosseria, a ingratidão e a cegueira - apesar de tanta luz -, e a mudez quando não gritamos pelo outro diante de uma injustiça!

Isso tudo deveria dar dó na gente!... Mas a percepção de que somos capazes de gestos bonitos, como perdoar ou “fazer o bem sem olhar a quem”, e saber que aquele sorriso que nem é para nós ficarmos felizes à distância, dá-nos esperança. É gratificante!

Entregar-se, doar-se, arriscar-se, não pensar mais em si.

No silêncio, olhar para cima e maravilhar-se com as constelações, tendo a convicção de nossa pequenez e que fizemos o que deveríamos ter sido feito!...Se assim for, ao amanhecer e durante todo o dia, o calor não nos incomodará e á noite o frio cederá lugar á beleza!
De quem temos que lembrar?

ENCONTREI NUMA CAIXA DE RETRATOS - Por Edilma Rocha

Encontrei esta foto em uma caixa de retratos guardados há um tempo. Fiquei feliz em rever este meu sorriso infantil ao lado de duas mulheres maravilhosas. Telma Saraiva, minha mãe e Sra. Janine Bloc, mãe de Claude. Lembro que foi tirada pelo meu pai, Edilson, e o local: França Alegre, título dado a residência dos Bloc Boris no bairro Pimenta, na cidade do Crato.  Acho que eu devia ter uns 6 anos pois estava mudando a dentição. Este vestidinho era de cor azul, de tule, cheio de babadinhos e eu o chamava de carrapicho, pois me espinhava toda. A Sra. Janine, na flor da idade, bela e serena, com quem aprendi o francês e a me alimentar nos costumes da França. Que me ensinou o verdadeiro valor da vida e o respeito a pessoas , não importando a sua raça ou posição social. Telma Saraiva um grande exemplo de filha, esposa, mãe e uma batalhadora no dia a dia da sua vida cheia de afazeres com os trabalhos em fotografias. Fiel as suas amizades, o que me passou muito bem, ser o verdadeiro amor pelos amigos. Este local, lembro que era a varanda da casa que dava pro jardim da frente e por trás de nós um painel em ladrilhos com figuras em estilo moderno, projetado pelo Sr. Jéferson Albuquerque, grande amigo do papai e Sr. Hubert. E assim ficou registrado mais um momento da minha infância ao lado de duas grandes mães que aprendi a amar e a respeitar.

Edilma Rocha
 

QUER VENCER?

TEXTO RECEBIDO PELA INTERNET

QUER VENCER?

Quer vencer os desafios?- confie em DEUS!
Quer ser bom no que faz?- Pratique!
Quer alcançar o objetivo?- Jamais desista!
Quer crescer?- tenha raízes.
Quer ver resultados? Persevere.
Quer ser feliz?- esqueça o passado
Quer falar bem?- Escute melhor.
Quer aprender?-Persista em ler.
Quer realização pessoal?- Sirva!
Quer fazer diferença?-Pague o preço.
Aqueles que nada fazem e esperam algum tipo de vitória estão enganados.
A vitória é dos que lutam, dos que agem, dos que "saem do porto".
A vitória é dos que se arriscam para alcançar o alto da montanha.

com versos de claude

claude
chagas


todas as sendas dos teus sonhos
toda tua sede infinita

formam o mesmo e único sonho
que em mim habita

dedos fincados nas nuvens
olhos abertos pra lua

lábio por sobre as lanugens
que recobrem a alma tua

dobraria as mágoas
retornaria ao começo de tudo

me banharia nas últimas águas
desse mar aberto em que me iludo

me entregaria ao veludo dos teus sonhos
quando a estiagem me fechasse as portas

para esses dias enfim tão medonhos
feitos de esperanças mortas

Pensamento para o Dia 19/01/2011


“A mente não deve ficar vagando em todas as direções indiscriminadamente como uma mosca. A mosca vive na loja de doces e corre atrás dos carros de lixo; a mosca (mente) deve ser ensinada a perceber a doçura do primeiro lugar e a presença de impurezas no segundo lugar, de modo que não abandone a loja de doces e siga o caminhão de lixo. Quando tal ensinamento é transmitido para a mente, ele é chamado de meditação. Por outro lado, veja a abelha! Ela tem contato apenas com a doçura; ela se aproxima apenas das flores que possuem néctar; não é atraída por outros lugares; nunca vai até lá. Da mesma forma, você deve abandonar todos os apegos pela atração sensorial.”
Sathya Sai Baba
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“As principais coisas a serem consideradas não são a que custo tem-se orado ao Senhor, ou o número de anos que se tem empenhado nisso, ou as regras e regulamentos que se segue, ou mesmo o número de vezes que se tem orado. As principais considerações são: com que disposição tem-se orado, com que grau de paciência tem-se esperado pelo resultado e com que disposição unificada tem-se implorado pela bem-aventurança Divina, independentemente da felicidade mundana e dos atrasos, sem cansaço e com uma atenção constante em si mesmo, em sua meditação e em suas tarefas atuais. Na medida do possível é necessário direcionar a mente para todas as coisas sagradas que produzem doçura e alegria associadas ao Senhor.”
Sathya Sai Baba

O PODER DO OTIMISMO – Por Pedro Esmeraldo

Refletimos constantemente sobre a situação do Crato, já que não acompanha o progresso acelerado, semelhante a outro município.

Com certeza, ficamos alheios sem esperança, sem vibrações, fugindo do destempero melancólico, porque não temos aptidões compatíveis para exercer a profissão política.

Esperamos que um dia apareça um homem que satisfaça os desejos do povo, utilizando trabalho com arrojo e lutas, com mão de ferro e persistência a fim de corresponder a confiança do povo que lhe deu apoio eleitoral. Ao mesmo tempo, desejamos que esse digno povo volte a recuperar e acreditar em alguns políticos, (aqueles que não têm acordo escuso), com terceiros e venha provar com desafio que somos capazes de praticar mudanças “políticas” e de que há muito tempo o povo deseja.

Nos dias atuais, o cratense anda desestimulado de alguns políticos e por isso espera palmilhar num caminho reto e que haja pessoas interessadas em assumir o comando e que produzam trabalho de qualidade inerente ao bom desempenho de pessoas dignas e capacitadas para exercer qualquer trabalho de cargo eletivo.

Aqui, há uma série deles que se dizem políticos, mas só pensam neles mesmos e não são políticos, são uns aventureiros que querem aparecer e seu objetivo é transformar a prefeitura num antro do Crato. Só marcham para o lado errado e andam de marcha a ré.

Por esse motivo, o povo tolerante e sem saber dirigir-se, permanece incoerente com alguns desses políticos, e não comunga com eles (os políticos), diante desse quadro de desavença política e social, mas apesar desse descaso, esse povo não procura afastar-se desses homens hostis e entregam os pontos facilmente, impedindo a cidade de avançar e acelerar no caminho certo do desenvolvimento equilibrado.

Se houvesse orientação, poderíamos seguir outros patamares, subindo em escadas menores que viriam a produzir forças para reagir. Com pensamento elevado, daremos conhecimento a todas as pessoas que amam o Crato, mostrando aos empresários que há lugar para instalar aqui as suas firmas e com certeza serão bem sucedidas.

Por isso, não admitimos ouvir essa idéia estapafúrdia e respondemos: pode vir naturalmente, mas com muito esforço e lutas. Devemos evitar o comodismo, esboçando movimento, ouvindo opiniões diversas, dizendo que o progresso se obtém com trabalho, investimento planejado, transformando tudo isto em um conjunto de forças de caráter político, enquadrando a cidade no poder de equilíbrio, educando o povo a enquadrar-se com novos métodos de serviços.

Também afirmamos; aqui tem uma imprensa fraca, dependente, sem suporte de sobrevivência. Busca apoio financeiro entregando os pontos, conservando-se ao seu dispor em todas as ocasiões necessárias, ficando cabisbaixo, esperando as ordens sempre atrelado do seu poder em todos os momentos.

Chove, chuva... - José Nilton Mariano Saraiva

Chove forte em Fortaleza (com direito a raios e trovões), desde a madrugada.
O tempo tá fechado.
Deveremos ter um dia daqueles, principalmente no tocante ao trânsito caótico, com semáforos quebrados, ruas alagadas, buracos que não acabam mais e guiadores irresponsáveis (acompanhem mais tarde pela TV).
Melhor ficar no "berço".