Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 13 de abril de 2011

BEM TE VI - Teresa Barreto de Melo Peretti


Bem-te-vi, pássaro do meu bem querer.
Bem quem te vê.
Bem que te quero
povoando o jardim do meu Recanto,
regando os arvoredos de alegria,
bebendo do orvalho e do perfume da natureza,
adoçando a vida com o mel das flores.
De papo amarelo, bico longo e forte, agudo é o teu canto.
Bem- te- vi, bem - te- vi, o teu canto soa o teu nome.
O teu cantar embala os meus sonhos.
O teu cantar me traz felicidade e recordações de tempos de outrora,
onde esse cantar soava em outros jardins; no jardim da minha infância.
A saltitar entre as árvores do meu jardim,
um canto escolheste para construir o teu refúgio. Sabiamente, entre as folhagens secas e pequenos cipós, arquitetaste o teu ninho, para, comodamente, abrigar a sua cria.
Atento, acalenta e alimenta os seus filhotes, protegendo-os dos predadores, até o momento de libertá-los para o mundo.
E, assim, a tua vida continua. Voando, suavemente, entre campos e campinas, entrando e saindo dos quintais e jardins, sem pedir licença, tão grande é a tua liberdade.
No meu Recanto, fico a imaginar quantas belezas tu avistas
e o quanto tu encantas o meu coração.
Na leveza de tuas asas, sentimentos de paz.
Voa, voa, bem-te-vi.
Voa na velocidade dos meus pensamentos.
Com os teus vôos rasantes, povoas outros jardins, levando a tua pureza e o teu encantamento,
mas, não esqueças que o jardim do Recanto do meu peito é o canto do teu cantar.
Bem-te-vi , pássaro do meu querer.
Fica feliz quem bem te vê, oh, pássaro feliz!

Maria Teresa Barreto de M. Peretti – (Tetê)

Hoje é aniversário de Rosa Passos, uma das maiores cantoras Brasileiras da atualidade !


Hoje, dia 13 de Abril, é o aniversário de uma das maiores cantoras Brasileira da atualidade, a baianíssima Rosa Passos, que tem 15 CDs autorais de mais de 20 participações em inúmeros trabalhos que variam desde Chico Buarque de Hollanda, a Edu Lobo.

Dona de um swing extraordinário, Rosa Maria Faria Passos (Salvador, 13 de abril de 1952), mais conhecida como Rosa Passos, é uma cantora, violonista e compositora brasileira. A fama de Rosa Passos cresceu a partir do CD Curare (1991), quando se aproxima definitivamente do repertório de Bossa Nova, gravando temas de Tom Jobim como "Dindi", "A felicidade" e "Só danço samba".

Desde então vem realizando turnês pelos Estados Unidos, Europa e Japão com um extenso repertório de temas próprios e interpretações de clássicos como Gilberto Gil, Djavan, Dorival Caymmi, Ary Barroso, Edu Lobo, etc. Em suas gravações e shows conta com a participação de músicos como Ivan Lins, Chico Buarque, Yo-Yo Ma e Ron Carter. Seu último CD, Amorosa (Sony Classical/2004, é uma homenagem a João Gilberto, com participações de Henri Salvador e Paquito D'Rivera.

Estreou com o disco "Recriação".

Mais tarde lançou Curare, onde gravou clássicos da música popular brasileira, em 1993 o CD "Festa", interpretando parcerias com Fernando de Oliveira e Aldir Blanc, entre outros, e três anos depois, gravou o CD "Pano pra manga", predominantemente autoral. Em 2002, lançou somente para o mercado americano o CD "Me and my heart" com Paulo Paulelli(baixo acústico e percussão de boca) e participou de diversos festivais de Jazz, acompanhada por vários músicos de renome internacional, como Toots Thielemans e Paquito D'Rivera.

Com informações do site: letras.com.br

Cariri Cangaço anuncia: O Círculo da Mãe de Deus

Amigos da Família Cariri Cangaço,

Quem está ansioso pela espetacular película que será A Sedição de Juazeiro; com as filmagens em estágio final; não perde por esparar  outra grande super produção da FGF, JLS, Laser Video e Vide Cine, o longa metragem ficção
"O Círculo da Mãe de Deus" um filme sensacional de Daniel Abreu... 

Veja o Teaser e muito mais no seu blog:

www.cariricangaco.com
Grande abraço,

Manoel Severo

terça-feira, 12 de abril de 2011

A cultura dos atentados - Emerson Monteiro

Qualquer órgão da mídia que pretenda sobreviver à velocidade dos trens velozes desta fase contemporânea há que divulgar, com ênfase, os desmandos e práticas perversas dos grupos terroristas espalhados pelo mundo, noutras praças, noutras regiões. Sensacionalismo corre solto e alimenta faixa extensa de telespectadores e leitores. Alguém que observe notará, todo dia, nos cantos perdidos de jornais presos nas bancas, as notícias iguais, agora pequenas, de onze, quinze, vinte, vinte e dois civis assassinados sem julgamento, com explosão de bombas em países de que nem ouvira falar até então. Além de toda previsão, talvez nas mesmas proporções em que a raça cresce, tristes grupos exercitam a tara de eliminar vidas, qual disseminando o terror para reduzir a fome, na visão doentia dos autores, falsos moralistas e dementes vingativos de todo gênero.
Disso conclusão pode tirar, na mania de racionalizar a que pessoas se acostumaram em frente das telas acesas. Quer participar dos destemperos e das indigestões cotidianas. Participar de qualquer modo. Participar, nem que pronunciando palavras de efeito retardado, tipo: - Horrível isto; ah, meu Deus, quanta barbárie; monstro à solta; vamos rezar; fazer um minuto de silêncio às vítimas; etc.
Espécie de passividade crônica invade a consciência e prende as atenções, num bloco frágil de dores e traumas, distância e impotência. Detrás disso, lá estão os velhos códigos da continuidade. Tanger adiante o rebanho, produzir para viver, ouvir e esquecer.
Os efeitos do comportamento nos quadrantes da grande humanidade geraram, pois, espécie de monstro coletivo nunca previsto nos manuais políticos. O poderoso mercado econômico, contudo, sobreviverá e retrabalha, grosso modo, seus materiais recolhidos nas fezes da besta sagrada que domina os esquadrões da morte e funcionam às escondidas, nas horas caladas dos aparelhos administrativos. O menor existiria em função do maior, o que virou a lei de prosseguimento da história, sem mais questionamentos. O indivíduo anônimo e o grande Estado que busquem conciliar seus interesses nos poucos lugares ao sol de prolongar a vida na face do Planeta através das conferências ecológicas.
Nessas trágicas e dolorosas explosões do inesperado, nos endereços lotéricos das ocasiões, seguem os elementos da discórdia e da concórdia, agarrados entre si, no romance do sadomasoquismo, vistas motivações das forças maiores. Por isso, nada de a quem reclamar pela sorte desses tempos cinzentos. Baixar a cabeça e supor que o vexame das notícias amargas diz respeito aos outros somente, noutros filmes afastados, montados em painéis estranhos, à margem das rodovias marcianas, longe das tintas fortes dos monitores a invadir as casas de porta com o sangue limpo do cordeiro pascal.

Geraldo Freire - Sinos e Relógios made in Cariri CE

Igreja Matriz recebe “novo” relógio

Após 1 ano de reforma, Jucás recebe de volta, o relógio da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo.

A reforma do relógio teve como objetivo torná-lo automático, já que até então, era necessário o trabalho humano para dar corda no mesmo.

Essa transformação foi realizada pelo Sr. Geraldo Ramos Freire, de Juazeiro do Norte, único especialista em relógios desse tipo em todo o Nordeste.

O Sr. Geraldo confessou à Assessoria de Comunicação do Governo Municipal de Jucás “Não tenho conhecimento de um relógio igual a esse no Nordeste. Talvez não haja outro igual em todo o Brasil”, explicou o relojoeiro, que logo em seguida disparou “Este relógio é idêntico ao relógio utilizado no Big Ben de Londres.”

O trabalho do Sr. Geraldo consistia em automatizar o relógio, que agora é conectado a energia elétrica através de dois motores. O sistema ficou seguro, graças a intervenção do eletricista da prefeitura, Cícero, que sugeriu a implantação de um quadro de energia.


Sr. Geraldo Ramos instalando o relógio na torre da Igreja.


Esta reforma foi custeada pelo Governo Municipal de Jucás e teve um investimento de mais de R$ 16.000,00. A única exigência era a manutenção da máquina original, que data de 1947, de fabricação do Salesianas de Juazeiro do Norte.

O prefeito Helânio Facundo justificou o investimento. “O relógio da Igreja precisava de uma reforma há anos, já que o mesmo poderia ter algum problema e parar de funcionar a qualquer momento. Aproveitando o ensejo, resolvemos automatizá-lo, o que o tornou mais prático, confiável e durável. A prefeitura fez essa parceria com a paróquia, pensando em preservar nosso principal patrimônio histórico e ponto turístico, que é a Igreja de Nossa Senhora do Carmo.”


O relógio fabricado em 1947 teve sua máquina preservada.
A belíssima Igreja de N. S. do Carmo, agora com o seu "novo" relógio.

Clique aqui para conferir a matéria original!

 

DE REPENTE UMA LUZ

Transfiguração - Portinari - Igreja Matriz São Bom Jesus da Cana Verde - Batatais, SP



DE REPENTE UMA LUZ

Estou só no centro da cidade.
De repente uma luz me cega.
É dia nas casas dos homens.


COTA

Estendo a minha mão
à porta da casa dos homens.
Também quero minha cota
de pão e solidão.


ÀS VEZES NÃO ME BASTA A MORTE

Às vezes não me basta a morte.
Não me basta saber um pedaço de terra
definitivamente meu.

Às vezes não me basta o azul.
Estou de tal modo vivo
que o meu corpo não me contém.

Às vezes não me bastam os olhos.
Não me bastam os pulmões.
Não me basta um poema.

As palavras explodem no meu peito.
A terra explode nos meus olhos.
Sou apenas uma forma luminosa.


AMÉM

Sou filho da dor
e caminho orgulhoso
de meus irmãos.



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Notícias de Crato - Artesã do Crato transforma histórias reais em bonecos


Mesmo sem nenhuma divulgação de seu trabalho, os bonecos de dona Mundinha já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional. Mesmo sem nenhuma divulgação de seu trabalho, os bonecos de dona Mundinha já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional.

Crato. “A arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida”. Ancorada, inconscientemente nesta filosofia, a dona de casa Raimunda Maria Dantas, conhecida como “Mundinha”, está dando um exemplo de superação para aqueles que têm mais de 70 anos de idade. Está transformando em bonecos as histórias que ouviu contar quando era menina no terreiro de sua casa no Sítio Serra Verde. Personagens como Padre Cícero, Lampião, Maria Bonita, beato José Lourenço, dentre outros que fizeram parte de sua vida são revividos na arte de fazer bonecos. Além de relembrar o passado, dona Mundinha utiliza a arte como uma forma de se comunicar com o mundo exterior. Uma pintura, por exemplo, pode valer mais do que mil palavras, pois a linguagem sutil da alma costuma se expressar com mais clareza por meio dos mínimos detalhes de um trabalho artesanal. E assim, a artesã vai costurando suas ideias e alinhavando seus pensamentos.

História de Criança

Cada boneco restaura uma história de criança, diz dona Mundinha, lembrando que a confecção do beato Zé Lourenço foi inspirada numa conversa familiar. Seu pai contava que um dia descobriu o beato, acompanhado de nove mulheres, dentro do mato, talvez fugindo da Polícia. Ao ser descoberto, o beato se largou de mata a dentro, deixando a comida que estava sendo preparada para o almoço. A imagem ficou gravada na mente dela que, hoje, a reproduz em forma de bonecos. E assim ocorre com outros personagens da história regional que povoaram a imaginação dos sertanejos.

Autênticos

Ao contrário das bonequeiras do pé de manga, que se reúnem debaixo de uma árvore para confeccionar suas bonecas, dona Mundinha realiza um trabalho solitário. Mesmo sem nenhuma divulgação, os seus bonecos já circulam em São Paulo como autênticos representantes do artesanato regional. Por trás dos bonecos, existe uma história triste de dor e sofrimento. A morte de uma filha querida levou dona Mundinha ao reencontro com a arte que foi sufocada pelos afazeres do dia a dia de uma dona de casa. “Era uma formar de matar a saudade”. Nos braços dos bonecos, surgiram outras conquistas. Apreendeu a ler e escrever com mais de 60 anos de idade. Concluiu o Ensino Médio. Agora, aos 73 anos, está sendo incentivada pelas filhas a fazer uma faculdade.

MAIS INFORMAÇÕES

Mundinha Dantas
Rua Derval Peixoto, 200
Município do Crato

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Pérola nos Bastidores - Claude Bloc - Quando versos se encontram.

 Olhar o verso
Não o da poesia
É ver o avesso
Sem fantasia


Aloísio


Claude Bloc disse...

Olhar o reverso
Não o da prosa
É ver a verdade
Simplesmente



OBS.: A poesia promove diálogos quando há almas sintonizadas no mesmo fluxo lírico. Uma palavra gera uma reação, um verso promove uma empatia poética, e nasce um novo fruto, liberto e ao mesmo tempo entrelaçado ao outro.

Programa Cariri Encantado Sonoridades: Alceu Valença, o porta-voz da incoerência

O programa Cariri Encantado Sonoridades desta próxima quarta-feira, 13, apresenta mais um “conexões musicais”, desta feita com um velho conhecido da região do Cariri cearense: o compositor e cantor performático pernambucano, Alceu Valença!

Alceu reúne em sua obra uma musicalidade universal ímpar, numa mistura que vai de Luiz Gonzaga a Ray Charles, Jackson do Pandeiro a Chuck Berry, Genival Lacerda a Jethro Tull.

O programa abordará apenas um momento inicial da carreira de Alceu, referente aos seus três primeiros discos solos: Molhado de Suor (1974), Vivo! (1976) e o clássico Espelho Cristalino (1977), todos lançados pela gravadora Som Livre.

Programação Musical
1. Punhal de Prata
2. Dia Branco
3. Molhado de Suor
4. Casamento da Raposa com o Rouxinol
5. Pot-Pourri: Edipiana nº 1 / Emboladas
6. Pot-Pourri: Papagaio do Futuro / Emboladas
7. Sol e Chuva
8. Agalopado
9. Maria dos Santos
10. Anjo de Fogo
11. Veneno
12. Espelho Cristalino

Obs.: Todas as composições são de Alceu Valença, exceto as incidentais emboladas que são de autoria de Beija-Flor e Treme-Terra e Maria dos Anjos, de Alceu e Don Tronxo.

Serviço
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.
Pesquisa, redação e apresentação de Carlos Rafael Dias.
Operação de áudio de Iderval Silva.

domingo, 10 de abril de 2011

Curtas - XXI - Aloísio

Olhar o verso
Não o da poesia
É ver o avesso
Sem fantasia


Aloísio

EMBARCAÇÃO - Marcos Barreto de Melo


Por que navegar em mar revolto
Se podes estar em calmaria
Pra que viver sem alegria
Se tens o sol que te ilumina

Você não é mais a mesma
E aquele seu riso lindo
De menina que se fez moça
Tão alegre e envolvente
Espontâneo e cativante
Já não vejo mais em ti
Com certeza foi embora
E com você já não mora

Enquanto navegas neste mar
Sinto em mim aumentar
A dor de quem está a esperar
No cais de um velho porto
Vendo o seu barco a passar
Sem nele vir atracar
E enquanto singra a embarcação
No meu peito explode essa paixão


Marcos Barreto de Melo

A fé verdadeira - Emerson Monteiro



Saber de Deus e a Ele se entregar é o suficiente para ser feliz, o que, de acordo com as palavras de Santo Agostinho, no livro Solilóquios, resume dizer: Acredita firmemente em Deus e atira-te em seus braços com todo o teu ser, expropria-te a ti mesmo, salva-te do teu domínio e assume ser servo do teu clemente e generoso Senhor, e ele o levará a sua presença e não cessará de cobrir-te com os seus favores, mesmo sem os pedir.
Isto, segundo contam a grandeza do santo e sua receita de vida, traz à tona o que falou do compromisso da conversão, indo às profundidades onde mergulhou com renúncia e exemplo, respeitado que foi pelos cristãos desde a Antiguidade.
Contudo nada justificariam suas palavras caso permanecessem fora dos olhos dos demais seres humanos. Há que avaliar, por isso, o grau de dedicação das atitudes individuais, até se elevar à face magnânima do Criador.
Primeiro, acreditar firmemente; crer, motivo de questões e embates nas picuinhas de correr atrás de fantasias inúteis antes de chegar aos pés de Deus e esperar sua visão, diante dos chamamentos externos e das armadilhas materiais que insistem desviar do objetivo o passo dos devotos que desejem acertar.
Ainda difícil, o sábio admitiu esta condição a quem, com unhas e dentes, larga o leque das ilusões e quer uma alma franca e contrita, firme nas razões de se atirar aos braços do Pai supremo com todo o ser. Eis a expropriação de si mesmo que conta no salvar-se do próprio domínio. Dobrar a vontade e render homenagens a Deus, o ser exclusivo de tudo.
Na fase posterior desses propósitos, um outro acontecimento levará à presença do Poder. Significa pedir para ser aceito em sua casa, nas ações para merecer as benesses divinas da paz e da tranquilidade. Nesse momento, sim, haverá a aceitação definitiva do mistério da Luz eterna.
Essas avaliações descrevem os valores de uma consciência religiosa e o aprimoramento das causas iniciais do tema ora considerado. Tantos procuram respostas da existência apenas durante os períodos de dor e desespero, todavia só raros recebem o prêmio dado à dedicação verdadeira, porquanto permaneceram fora do ângulo da sinceridade, à margem do caminho, e exigiram recompensas indevidas por qualidades abandonadas. Inúmeros desistem; gastam fortunas de ocasiões noutros assuntos, indiferentes; tropeçam nas fragilidades dos roteiros mal engendrados; com isso, refugando o custo das possibilidades e dos frutos preciosos do Bem.
E outras experiências individuais sempre lembrarão as situações aqui consideradas no pouco espaço deste breve comentário.

sábado, 9 de abril de 2011

cinco poemas sem penas




              
POEMA DE AMOR

Tomei o coração na mão como uma maçã
e cravei os dentes vermelhos. Estava em êxtase,
transverberado, com toda a poesia do mundo
escorrendo dos beiços, cantando na língua.

Eu a beijei com sofreguidão, como uma bicicleta.
Ela floresceu dentro de mim, com tanto perfume
quanto um jasmineiro à noite. Mas era apenas
a poesia como um cavalo domado sob os lençóis.


HERMAN MELVILLE

Os ceifeiros são baleias no campo de trigo.


O POEMA SEM PENAS

Um poema sem penas
como uma açucena ao luar.


                      Veja meus poemas urbanos em: http://gregoriovaz.blogspot.com/


Nem isso nem aquilo...

- Claude Bloc -


Se disserem
Que sou isso
Ou aquilo
Esquece...

Na verdade
Sou apenas uma mistura
Dessas reticências que nego
Dessas interrogações que (p)rego
No canteiro de minha existência.


Serei flor enquanto quiseres
Imune ao perfume
Das exclamações
Que a saudade me permite ter
Afinal,
Nunca serei o ponto final
Nem isso, nem aquilo
Só um pouco
Do muito
Que vou deixando
Pelas estradas...


Claude Bloc

sexta-feira, 8 de abril de 2011

ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma, Claude, Carlos e Magali
Sem palavras...

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


CAPUCHINHA - Tropaeolum majus - Uma planta com alma de artista. A Capuchinha também é popularmente conhecida como "chagas", de "agrião-do-México" e "flor-do-sangue", nome provavelmente devido à fama que a planta adquiriu como anti-anémica. Intimamente ligada à sensibilidade e à emoção. Na Europa de séculos passados a Capuchinha tinha tanto destaque nos jardins quanto a poesia, a música e a pintura na vida social.


Planta herbácea, que pode ser usada como forração ou conduzida como trepadeira de até 5 metros de comprimento. Originada do Peru, México e outras regiões da América Central. Pouco exigente quanto ao solo, pode ser cultivada num canteiro ou vaso onde receba bastante luz solar. Decorativa, pode formar os contornos dos jardins ou plantada em jardineiras numa varanda ou peitoril ensolarado. O excesso de humidade facilita a proliferação de fungos e deixa o ambiente propício para lesmas e caramujos.


Se o cultivo for destinado à alimentação, prepare um local especial onde possa contar com a luminosidade necessária para o seu desenvolvimento e se mantenha livre de formigas e outras pragas. Na culinária, a Capuchinha é um saboroso e colorido ingrediente para as saladas. Tanto as folhas como as flores apresentam seiva de sabor picante, muito parecido com o do "agrião". Na medicina natural é usada no tratamento do "escorbuto" (carência de vitamina C). Tem efeito expectorante e estimula o sangue.

Edilma Rocha
Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Pensamento para o Dia 07/04/2011


“Meras palavras não são suficientes quando você reza. Você deve oferecer seu coração a Deus em oração. Grandes almas oferecem seus corações a Deus em oração. No Mahabharata, Draupadi, a esposa dos Pandavas, sempre rezava assim: 'Querido Senhor, eu Lhe adoro dia e noite. Por favor, seja misericordioso e me proteja. Se for compassivo comigo, não serei incomodada por todos os desafios e provações que possa ter de enfrentar'. Fiel a sua oração, ela sempre recebeu a proteção de Deus e superou inúmeros problemas que teve de enfrentar em sua vida. Sua devoção ao Senhor Krishna permaneceu inalterada, apesar de enfrentar muitos desafios e provações em sua vida. Alguns podem orar ao Senhor Rama, outros podem orar ao Senhor Krishna. Nomes e formas são muitos, mas a Divindade é uma só. O Atma é a Divindade sem nome sem forma.”
Sathya Sai Baba

Homenagem a Dona Epunina – Por Chico Norões

Versos à “Mãe”*

“Mãe”, como tu estás feliz
Pois Deus assim o quis
Te levar sem sofrimento.
Não sofreste nenhum mal
Nem ficastes em hospital
Tudo é contentamento.

Me disse o Padre Manuel
Que a senhora vai pro céu
E vai gostar, com certeza.
Ao se encontrar com Valdir
Não se lembrará daqui
Tudo será só beleza.

Pra “Mãe” iremos rezar
Dos teus terços nos lembrar
Quando “Mãe” os distribuía.
Com aquela satisfação
Já os trazia na mão
Pois “Mãe” mesmo os fazia.

Ministra da Eucaristia
Com muita sabedoria
Visitava os doentes.
Levando palavras de amor
Rezando pra nosso Senhor
E todos ficavam contentes

Foi assim a tua vida
Por todos era querida
Uma pessoa de Deus.
Por isso que eras “Mãe”
Com coração sem “tamãe”
Todos somos filhos teus.

Crato, 4 de abril de 2011

Chico Norões

* Epunina Ferreira Silva

NÃO TEMOS PARA QUEM APELAR - Pedro Esmeraldo

No momento, estamos caminhando sozinhos, ou melhor, quase sozinhos, gritando à toa, sem ressonância no meio do semi-árido, mas gritamos sem medo. Observamos que as autoridades da capital desprezam o Crato e que atualmente é comandada por políticos apáticos e assessores aparvalhados. Eis aí a causa do desgaste político do Crato. Atualmente, encontramos um Crato parado, intumescido, dirigido por alguns políticos pertencentes à nação tupiniquins. Por isso, ninguém se esforça para trabalhar porque o índio não é adaptado para o trabalho, não tem interesse algum de solucionar seus problemas com afeição profunda. Já reclamamos por várias vezes, já estamos cansados de gritar e não somos ouvidos. Pedimos que os cratenses deem um basta nesse descaso e criem coragem e venham reclamar, pedindo com humildade aos homens de bem da cidade que trabalhem e resolvam os problemas angustiantes porque não podemos mais esperar. Gritar? Para que gritar se os homens “políticos” fazem vista grossa e não atendem os nossos apelos? Afirmamos: esses homens líderes do Crato não se movimentam e nada querem resolver, principalmente os problemas mais agravantes da cidade. Convém notar, esses homens só praticam (efetuam) política em benefício de si mesmo. Olhamos para todos os lados, não encontramos nenhum contrato de serviço que favoreça melhorar o semblante da cidade, esta cidade sem homem sério e interesseiro pelo seu desenvolvimento. Há deles (homens políticos) que só aparecem por aqui em período eleitoral, com o interesse de apenas obter votos. Após o pleito somem-se daqui, retornando quando no início da campanha do outro pleito eleitoral. Ficam distantes da cidade, pois quem quiser que lute sozinho. Daí, como não possuímos representação alguma, os penetras se aproveitam e levam o que de bom “possuímos”. Temos como exemplo: o fechamento do SENAI, SESI e agora o SEBRAE, que se transforma apenas num escritório obscurecido. Tudo aqui está entregue à Deus-dará. Nada vem para ficar, porque seu objetivo é esvaziar o Crato. Não acreditamos mais nesses políticos locais que não sabem dizer outra coisa senão amém. Muitos deles só desejam desarticular o Crato a fim de desorientar o povo que permanece sem energia positiva para enfrentar as agruras dos caminhos ínvios das florestas hostis. Não possuímos prestígio, não conseguimos reagir aos insultos provocados por essa massa ignóbil que nos cobre de injúrias com o objetivo de forçar a barra para afastar o cratense da luta e do trabalho, tentando mudar a face do Crato porque tudo nos negam e nada vem para esta cidade. Perguntamos com insistência: por que lutamos em vão e vivemos sem poder conquistar os nossos direitos? Por que observamos que eles nos afastam da mídia política e não nos deixam seguir tranquilamente o caminho igualitário e digno de bom comportamento de uma pessoa humana? Por que lutamos sem esperança e não podemos reconquistar o patrimônio perdido injustamente, afastando-nos de seguir o caminho sóbrio a fim de adquirir dos poderosos o trabalho equilibrado que enobrece o homem que possui bom comportamento humano? Respondemos com sinceridade: nós os cratenses, lutamos com coragem, portanto, protestamos junto às autoridades de Fortaleza, dizendo: Crato também merece um lugar ao sol. Queremos lutar, queremos justiça, queremos trabalho, queremos paz de espírito, com união de forças, clamando a todos para que juntos brademos com entusiasmo, com berros ensurdecedores, repetindo sempre, até chegar aos ouvidos dos nossos inimigos: deem ao Crato o que é do Crato, mas não deixem a cidade cair no esquecimento. Recordamos que em tempos passados, Crato possuía um prefeito de coragem, pois teve a bravura de preferir em altas vozes junto ao governador daquela época, discordando do péssimo tratamento que o Crato recebia. Infelizmente, não encontramos nos anais da política do Crato, um cidadão da estirpe do Dr. Humberto Macário, mas esperamos que em tempos futuros surjam outros líderes valentes, vibradores, cheios de energia, que tenham coragem de lutar em defesa do Crato, assim como lutou esse grande cidadão do passado. Vamos em frente, pois com fé em Deus haveremos de reconquistar o nosso patrimônio perdido.

PRANTO





PRANTO

Eu não quero ouvir o barranco.
Eu não quero ouvir o rio e os peixes.
Eu preciso aprender a chorar em silêncio.
A minha dor vai arrebentar as paredes.

A cabeça de boi no portal da casa
é branca como a minha dor.
O meu cavalo encostou as narinas no chão
agonizando,
agonizando com gosto de terra na boca.

As rodas da carroça gemem nas pedras.
As nuvens pesadas roncam no céu escuro.
As crianças estão geladas, duras de frio.
Os bois no pasto mugem a dor do mundo.

Os lampiões projetam sombras na cozinha,
as sombras dançam nas telhas negras da cozinha.
A fogueira no quintal lança labaredas
como estrelas desesperadas.

Eu não quero ouvir o barranco.
Eu não quero ouvir os mortos.
Eu quero chorar em silêncio
como quem morre.

O deserto cada vez mais pesado,
a noite cada vez mais pesada.
Nem se respira de tanta dor.
Como quem morre.
 
 
 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Caju


D. Anfrozina , com a sabedoria que os anos lhe foram concedendo , percebera ,cedo , a implicância da filha com o marido : Sebasto. Giselda parecia uma bacurinha de pé de pilão: não deixava o homem em paz um só instante . Fuçava daqui, esperneava dali, roncava acolá. Anfrozina não morava com o casal, mas desfazia, por inteiro, a terrível fama das sogras. Sempre tomara partido do genro, talvez porque soubesse que a maior parte dos arrufos dependia da pouca tolerância da filha. Giselda, ao que parece, buscara sempre a figura perfeita de marido: íntegro, rico, romântico, viril, domesticável, sem vícios e barriga branca. Anfrozina fora a primeira a dissuadi-la de tal pretensão. O almejado ser apolínio e imaculado só existia nos livros de Mitologia.

--- Santo não casa minha filha ! D. Hélder, o Dalai Lama, Buda contraíram núpcias com Deus e não com essa rafaméia aqui da terra! Você devia dar graças aos céus ter conseguido encontrar ainda um beato feito Sebasto.

A opinião de Anfrozina não era muito diferente daqueles que conviviam de perto com o casal. Giselda, no entanto, não se convencia e continuava sua cruzada interminável em busca do companheiro perfeito. E a grande verdade é que a esposa não tinha lá razões para tanta choradeira e insatisfação. Sebasto não era rico, mas tinha um emprego estável de barnabé que os permitia levar uma vidazinha tranqüila e sem muitos atropelos. Era homem de casa e do trabalho, de temperamento dócil e deu a Giselda uma récua de filhos que, crescidos, assumiram o destino cigano do cearense e se espalharam Brasil afora. Beirando os sessenta, ainda tinha um fogo invejável, com muitas brasas inflamadas ainda por baixo da cinza acumulada por tantos anos. O marido só tinha um defeitozinho. Gostava de uma biritazinha diária, de queimar os dentes, mesmo assim raramente foi flagrado bêbado. Com o álcool mantinha a mesma compostura da sobriedade, apenas ficava um pouco mais palrador e extrovertido. Não se transformava em macaco, porco ou leão: virava papagaio. Giselda já o conhecera com este hábito, não comprou gato por lebre. Nos primeiros anos até que suportou a caninha do marido. Com o passar do tempo, no entanto, aumentou a implicância: vivia a reclamar pelos cantos e fazer cara de cobrador, quando Sebasto chegava mais alegre e falante. Os reclamos extrapolaram quando Giselda resolveu tornar-se evangélica. Aí o vício do companheiro tomou ares de pecado mortal e de artes do capeta. Sebasto ainda contra-argumentou : Jesus não era contra bebida de jeito nenhum, fosse assim , nas Bodas de Caná, teria transformado a água em cajuína e não em vinho. Giselda, desarmada no seu fundamentalismo, não se convencia e armava brigas que se estendiam por semanas. Vivia trombuda, amarga, sem compreender que destilar fel também podia ser pecado mortal. Já velho, em meio à saraivada inexplicável de impropérios, Sebasto foi compelido ao adultério. Arranjou uma gambiarra : uma viúva fogosa da repartição. Levou a coisa em banho-maria por uns dois anos. Ficou mais feliz e imune às implicâncias giseldianas. Um dia, no entanto, como sói acontecer, a mulher descobriu a tramóia e armou um barraco horroroso. Despiu-se de todas as lições de compreensão, solidariedade e perdão que aprendera nos cultos. Resolveu separar-se, mas foi dissimulada por Anfrozina e pelo pastor da sua igreja. Depois que a poeira sentou , chamou Sebasto que estava recolhido à casa da sogra e foi clara. Disse , com voz chorosa, que assumia sua parcela de culpa e que queria reatar o casamento. Sob duas condições apenas: que ele abandonasse de vez a viúva e mais : prometesse nunca mais pôr uma gota de álcool na língua. Sebasto estendeu os olhos para o jardim e , com água na boca, observou o cajueiro defronte à casa coberto de frutos rubro-amarelados, com o cheiro invadindo o mundo. Um manancial interminável de tira-gostos ao alcance das mãos. De língua seca, negociou:

--- Tá certo, Giselda, paro de beber, mas deixe ao menos passar a safra do caju...

A mulher, enraivada, sacou o temperamento velho ofídico que guardara cuidadosamente dentro da bíblia e rasgou:

--- Você é um bêbado inveterado mesmo, Sebasto ! Acho que esse seu vício não tem jeito. Mas a rapariga da viúva, esqueça, viu ! Ou ela ou eu !

Sebasto, calmamente, renegociou:

--- Mulher, já faz uns dois anos que estou com ela. Ela é depressiva, não posso chegar assim e acabar tudo de uma hora para outra! Tenho medo de suicídio. Preciso de um tempo !

Giselda, já exasperada, gritou:

--- Um tempo, é ? Um tempo, seu engraçadinho? Quanto tempo?

--- Uns quatro, cinco anos tá bom...


J. Flávio Vieira

O "analfabeto cosmopolita" - José Nilton Mariano Saraiva

Olha o “analfabeto” aí, de novo, gente. Depois de ser agraciado com o título de “Doutor Honoris Causa”, em Portugal, Lula cumprirá extensa agenda: hoje estará nos USA, amanhã vai pro México, o fim de semana Londres, e a semana que vem desembarcará na Espanha. Como se vê, o “aleijado-quatro-dedos” é sucesso em tudo que é canto, inclusive na culta e exigente Europa. Aliás, sucesso que muito gente não aceita e nem em seus piores pesadelos imaginaria que Lula alcançasse quando foi eleito em 2002. Mas, como o “homi” transformou o Brasil, taí no que deu. Vejam e matéria abaixo:
Com um discurso sobre educação no Brasil em evento da Microsoft, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugura hoje em Washington uma série de palestras internacionais, que promete manter sua agenda cheia por um bom tempo. Será sua primeira fala remunerada no exterior desde que deixou a Presidência. Nos próximos dias, Lula fará outras duas: na sexta-feira, em Acapulco, para a Associação dos Bancos do México; e na próxima semana, em Londres, para investidores em evento da Telefônica. O valor da remuneração que ele vai receber pela palestra nos EUA não foi revelado, mas deve ser superior ao cachê previsto para o Brasil (em torno de R$ 200 mil). Lula chegou à capital americana ontem, em avião emprestado pela Coteminas. Pela manhã, se encontrou com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno. Os dois discutiram a possibilidade de ações comuns entre o órgão e o Instituto Lula. Um ponto de interesse é a aproximação do Brasil com a África.
O ex-presidente almoçou com o embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira, e pretendia passar a tarde revisando o discurso de hoje e passeando --queria ver as cerejeiras locais. Lula deve partir hoje mesmo para Acapulco e viajar para Londres na próxima terça. Na capital inglesa, além de fazer o discurso a investidores, o ex-presidente pretende se reunir com o historiador Eric Hobsbawm. No fim de semana, Lula vai para a Espanha para receber o prêmio "Libertad Cortes de Cádiz" (mais um). Há uma preocupação nesta viagem --ele quer assistir ao jogo de futebol entre o Barcelona e o Real Madrid, mas ainda não sabe se haverá tempo. Bem remunerado com as palestras, o ex-presidente não pretende receber recursos federais com duas de suas iniciativas - o Instituto Lula (que viverá de contribuições, inclusive do PT) e a empresa que gerencia suas palestras.
Enquanto isso, à “tucanhalada” e adeptos só resta uma saída: ficar chupando o dedinho, ad eternum.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ENCONTRO COM AMIGOS


Bruno Pedrosa e Edilma
Sem palavras...

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


BORRAGEM - Borago officinalis - A erva da coragem e da alegria. Borrach, em celta, quer dizer bravura. A Borragem, com suas delicadas flores tem o dom de confortar o coração, afastar a melancolia e trazer contentamento e felicidade.  Os antigos mestres da pintura inspiravam-se na sua flor azul puro (as vezes cor-de-rosa ou branca) para pintar a túnica de Nossa Senhora. Como estimulante da coragem e bravura, os cruzados antes de suas partidas, bebiam um copo de vinho com flores de Borragem.


Planta anual e rústica, atinge de 30 à 75 cm de altura. Cultivada em solo leve, seco e bem arejado com exposição ampla ao sol. Semear na primavera para obter flores no verão. Pode ser cultivada em vaso dentro de casa.  No jardim, plantar entre as rosas e podar no verão ou perto de pés de morango, pois  as duas espécies estimulam o crescimento uma da outra.


Suas folhas, com o mesmo aroma do pepino, podem ser usadas, sempre frescas, em saladas ou bebidas de verão para dar um toque refrescante. As flores podem ser salpicadas nas saladas e cristalizadas para decorar doces. Rica em minerais, é empregada em dietas sem sal. E também um remédio muito popular contra febres e problemas de pele. O óleo vegetal da Borragem é um carreador para óleos essenciais usados na aromaterapia em massagem facial, ajudando a melhorar a elasticidade da pele e a regenerar os tecidos.

Edilma Rocha

Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Um mundo melhor - Emerson Monteiro


A busca incessante dos inesperados dias harmoniosos vem tocando de perto a multidão, enfileirados cordões na ideia dos sonhos de paz, saúde e trabalho através das longas páginas da história. Contudo, registram-se raros momentos quando houve equilíbrio no seio das pessoas e a construção da ordem coletiva preencheu de tranquilidade as ocupações e as famílias, deixando só uma margem cinza de pensar noutras finalidades para a existência dos objetos animados. Alguns consideram que o acaso serviu de base a tudo, e, na maioria das vezes, ponderam que os dramas seriam desvirtuamentos da real sabedoria, numa ausência absoluta de sentido para tantos procedimentos ilustrados de progresso, avistando no horizonte do passado apenas as guerras, as apreensões, no faz de conta de viver que muitos demonstram, e o quanto de atraso ainda domina humanos corações endurecidos.
A faina de conduzir os negócios do Estado, nas sociedades do tempo e do espaço, quase que caiu na desonra de mãos imprudentes dos mercenários sequiosos da fortuna a qualquer preço, enganando as expectativas do povo, numa sem-vergonhice de não ter tamanho, profissionais espécie de viciados em frutos podres à sorte dos orçamentos, qual elementos maléficos, vilões constantes das ficções policiais, a destruir e fornicar colheitas de espinhos nas plantações da esperança.
Bom, mas a destinação desse projeto maravilhoso da natureza demonstra com bravura sinais de possibilidades outras de sucesso, ao que se propõe, longe das intromissões dos vândalos. Ninguém, de cabeça no lugar, cogitaria viver comédia de erros diante das normas exatas que produzam o movimento incessante das ondas do Universo, eliminando os valores originais da felicidade próxima. Nisto residem chances de seguir na direção correta, apesar das imaginárias contradições.
Falar de criar mundo melhor exige demonstração nos planos e nas ações dos grupos inteiros das novas criaturas, titulares do exemplo, esforço conjunto de quem acredita na igualdade e no direito, sob persistente disposição de lutar. Os desafios a vencer favorecem o exercício da coerência dos fiéis seguidores da verdade plena.
Por isso, independente de credo, raça, pensamento, larga margem de transformação adquire condições de prevalecer e remover o entulho das antigas invasões bárbaras do atraso daqueles desordeiros intrusos.
A notícia dessa visão vem de longe e circula a imediação do desejo desde eras perdidas, fé que demonstra, pois, o gosto da constância de prosseguir até chegar ao tempo dos sabores da certeza. Religiosos ou leigos, pouco importa o endereço da coragem e a sequência dos acontecimentos sinceros na construção deste porto do futuro justo e feliz.

CHUVA EM SOBRAL ...

A chuva
- Claude Bloc -


A Chuva chegou. Eu já esperava... Senti-me livre. Senti-me tola. Senti-me assim, com cara de terça-feira. E pensei: basta! Preciso parar de girar o mundo a toda hora.



A chuva chegou. E depois partiu. Ficou o poema. Ficou o sorriso no canto da boca. Invadindo a gente. Molhando a saudade. Respingando lembranças de um tempo criança.
 

E eu já esperava... E senti-me livre. E senti-me tola.
E senti-me assim, sem mais nem menos...



Claude Bloc
Chuva em Sobral - 05/04/2011


terça-feira, 5 de abril de 2011

O BARQUEIRO



 O BARQUEIRO

Um barco me transporta no rio largo.
A vinha carregada, uvas e vinho,
me espera do outro lado.
Por que temer, em meio ao esquecimento?

As formas se enfileiram sobre as águas,
dão-se as mãos, amorosamente.
Uma luminosidade diáfana envolve-nos.

O mistério é suave, flutua conosco.
As minhas palavras são o trigo e o fermento.

O sol doura o pão e doura a fome.
A língua canta ao ritmo dos remos.


A ALMA LEVE

Prostro-me por terra
na vinha do Senhor.

A uva tinge-me o corpo
e a alma leve.




MAIS UMA VIAGEM - PARTE II - (Claude Bloc)



Saí de Fortaleza de coração apertadinho. Victor sempre me pede para não ir, pra ficar mais com ele. Por isso meu coração se apertou tanto de saudade dele (meu netinho) quanto daquela apreensão que sempre antecede um voo aéreo.  

Cheguei ao aeroporto sozinha. Fui de táxi. Fiz todo o procedimento de embarque e fui almoçar. Não estava com fome. Forcei-me a comer alguma coisa, pois não iria ter tempo em Teresina.


De cima, reparei os recortes do litoral e me lembrei das aulas de Geografia de Dona Cira. Eu tinha que desenhar mapas e localizar determinadas cidades, mas sempre ficava pensando: como é que conseguiam fazer mapas antigamente sem instrumentos de precisão? Como é que numa escala tão pequena se desenhava com tanto detalhe o encontro da terra com o mar?


E meu olhar se prendeu nas paisagens. O comandante do avião anunciou que logo estaríamos em solo piauiense. A terra foi se aproximando. As nuvens foram dando passagem e os rios barrentos (Poti e Parnaíba) que irrigam Teresina, foram aparecendo.

 

Cheguei à cidade de Teresina debaixo de chuva. De longe, eu, ainda em voo, já observava a precipitação da água. Achei interessante ver aquilo de cima. Ao pisar no solo quente e chovido senti o vapor da chuva esquentando minhas pernas. A temperatura local estava em 38º, mas havia abrandado por causa da chuva.

O voo foi pontual e cheguei ao destino na hora certa. Eu iria ser atendida pelo orientador do Mestrado às 3 da tarde e às 2:40 eu já estava de prontidão.


Tudo certo, missão cumprida. Minhas colegas me aguardaram para uma carona até Sobral. Saí às 3:45h. Cheguei a Sobral às 8h da noite. Meus manos Dominique e Tony me receberam com sorrisos.

Para Crato, saindo de Sobral, não tem ônibus todo dia. Sigo pra lá amanhã à noite. Descanso na quinta. Sexta já tem aula na URCA.

Não reclamo. A vida é boa por causa desses "vai-e-vem". E fico aqui com os versinhos daquela música:

Não, não posso parar
Se eu paro eu penso
Se eu penso eu choro...

Prefiro sorrir, estar com vocês dividindo alegrias.
Claude Bloc

MAIS UMA VIAGEM - I PARTE (Claude Bloc)

Quando desapareço por uns dias, nunca é por negligência ou por preguiça. Minha vida tem que ser planejada e há algumas coisas de que não posso me esquivar.

Recebi um telefonema de Teresina. Era o orientador do meu Mestrado que finalmente iria me receber para as devidas orientações, quanto aos procedimentos, a organização e a feitura do meu trabalho.

Procurei pela internet, conexão aérea de Juazeiro a Teresina. Nada! Companhia alguma tinha essa rota. Então, pensei: tenho cortesias na empresa que sempre costumo viajar então, vou encompridar o caminho, mas chegarei a Teresina na data e horário em que esse orientador estará dispinivel para atender a mim e a duas colegas de Sobral e Acaraú.
Segui então para Fortaleza num ônibus executivo. Escolhi a rota da "Estrada do Algodão" e cheguei na capital antes das seis horas.

Quando ia chegando ao primeiro destino, o sol me despertou. No momento em que abri os olhos, vi uma maravilha de espetáculo pela janela. Peguei a câmera e fui registrando alguns momentos, quando o ônibus diminuia a velocidade.
Foi um lindo presente.



Tentei me evitar que os fios aparecessem na paisagem, na mistura de claridade e cores daquela hora.

Depois pensei: esses fios são como uma pauta de música. Dihelson bem que podia compor uma "sinfonia do amanhecer"



Mais adiante, um espelho d'água refletia o sol se enfeitando para o despertar do dia. Soltei um suspiro de bem estar. Senti uma alegria intensa tomando conta de mim. Mais lindo que isto pode ser?


Pouco a pouco o sol foi descortinando a manhã, dourando a minha alegria. Cheguei a Fortaleza. Matei a saudade do meu netinho... Depois segui voando para Teresina.

Claude Bloc

O GORDO E O MAGRO VÃO PARA O CÉU



"O Gordo e o Magro vão para o céu”

Terça – feira que vem.

Dia 12 de Abril de 2011

Teatro SESC IRACEMA ( Vizinho ao Dragão do Mar)

Fortaleza – Ceará

Peça encenada por um grupo gaúcho, de expressão nacional, que conta no elenco com o ator cratense HEINZ LIMAVERDE