Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Blaue Nacht am Hafen - José do Vale Pinheiro Feitosa




No Brasil falarmos em parentes se contaminou com os arranjos do nepotismo. Uma espécie de valorizar apenas o que é nosso sem considerar a dimensão geral ou não desta pessoa. Mas como tudo que se levanta o fazemos com especificidade e tende para generalizar-se, existem parentes que se dimensionam de tal modo que necessariamente dispensam o currículo público.

É o caso de José Libório Cavalcante, nascido e passado parte da vida em Iguatu, mas que estudou no Seminário São José e tem o Crato como uma espécie de capital de sua vida. Fala mais na cidade do que na sua Iguatu. Talvez por aqui passar a parte maior de sua adolescência e não guarde rancor da vida confinada de um seminário.

Hoje dava notícias de um mês que esteve na Alemanha. Na casa de um sobrinho, numa única cidade e com algumas incursões a Berlim, Strasburgo e Munique. A verdade é que assim viveu as ruas do dia-a-dia, os hábitos rotineiro da vida. Bem verdade que se tentarmos tomar o pulso do povo com a Eschericia Coli e com a crise econômica, ele responda que não sabe. Não entende alemão.

Por certo que lá não ouviu Lale Andersen. Há muito esquecida na memória alemã. Se bem que Fassbinder fizesse um filme muito bom baseado na vida desta cantora dos anos 30: Lili Marlene. Aliás, o filme tem muito da canção e com as intolerâncias da época, em ambos os lados. Separavam vidas e inventavam ícones populares.

O José Libório, nas horas solitárias alemãs, passeava na tela de computador a ler sobre o Brasil, seus e-mails e principalmente ouvindo Vicelmo na Rádio Educadora, uma Rádio de Iguatu e outra para ouvir ao programa do seu amigo Getúlio numa rádio de Quixeramobim.

Uma das músicas mais belas cantadas pela Lale Andersen, especialmente por que lembra a Alemanha dos anos 30 e 40 não pelo lado da guerra, mas pelo estilo romântico (no sentido amoroso e bucólico da vida) da grandeza cotidiana. A música que se encontra nesta postagem é Blaue Nacht am Hafen e desliza pelo conduto auditivo, acaricia o tímpano e se funde à cóclea como uma extensão do coração.

O José Libório disse-me, falando da Alemanha ainda, que um dos prazeres que tinha era ouvir a Rádio Chapada do Araripe. E a preferência não se devia apenas à empatia que tem pela região, mas pela bem escolhida e qualificada seleção musical do Dihelson Mendonça. Fica o registro. Quem faz, merece saber como seu produto é sentido.

Só de passagem...

Conta-se que no século passado, um turista americano foi à cidade do Cairo no Egito, com o objetivo de visitar um famoso sábio. 
 O turista ficou surpreso ao ver que o sábio morava num quartinho muito simples e cheio de livros. 
 As únicas peças de mobília eram uma cama, uma mesa e um banco. 
 - Onde estão seus móveis? Perguntou o turista. 
 E o sábio, bem depressa olhou ao seu redor e perguntou também: 
 - E onde estão os seus...? 
  - Os meus?! Surpreendeu-se o turista. 
 - Mas estou aqui só de passagem! 
 - Eu também... - concluiu o sábio. 
  
"A vida na Terra é somente uma passagem... No entanto, alguns vivem como se fossem ficar aqui eternamente, e se esquecem de ser felizes."

Pensamento para o Dia 08/06/2011


“Educação significa Vidya, que é o conhecimento do Eu Superior. Esse é o fundamento da educação. Os alunos devem adquirir uma educação sagrada, começando com pensamentos sobre Deus. Mesmo um motorista analfabeto na Índia reverencia o volante antes de ligar o veículo. Da mesma forma, um músico oferece saudação ao instrumento musical antes de tocá-lo. Assim, todo tipo de aprendizagem deve começar com o nome de Deus e da oração a Ele, e cada atividade deve ser realizada como uma oferenda a Deus, sem nenhuma artificialidade e ostentação. Graus adquiridos sem a essência da educação são apenas pedaços de papel. Os estudantes devem ter um coração puro e sagrado e a bondade da educação deve ser refletida em seus rostos. Na verdade, cada indivíduo deve estar imbuído de sentimentos divinos.”
Sathya Sai Baba

"Sayonara" - José Nilton Mariano Saraiva

Se você, aí do outro lado da telinha, ainda não sabe, a palavra japonesa “Sayonara” significa “adeus” e serviu pra titular um dos grandes filmes românticos já rodados (vencedor de três Oscar’s). Tanto que naquela oportunidade a imprensa foi pródiga em elogios, destacando: “Um gigante entre os filmes” (The Film Daily), “Um filme de beleza e sensibilidade” (Variety), “Uma encantadora história de amor; um dos melhores filmes do ano” (Los Angeles Mirror News).
No filme, Marlon Brando (numa atuação soberba), interpreta o Major Lloyd Gruver, herói da Força Aérea americana, envolvido na guerra com a Coréia, e que repentinamente, após pousar, vindo de mais uma batalha aérea, toma conhecimento da sua transferência para a Base Militar Americana, no Japão; é que o futuro sogro (General Webster, comandante da base) já lá se encontra com toda a família e, temendo pela vida do futuro genro, parece pretender “agilizar” a união da filha com o “Major-herói”. Como os militares americanos eram terminantemente proibidos de se relacionar com as mulheres orientais, e o Major Gruver um dos mais ardorosos defensores de tal (pre)conceito, o caminho praticamente estava pavimentado.
As coisas começam a mudar quando o Major é convidado pelo amicíssimo recruta Joe Kelly (seu subordinado e a quem não podia faltar), pra ser padrinho do seu casamento... com uma japonesa, numa cerimônia simples em pleno recinto da Embaixada americana, lá no Japão (por tal atitude, posteriormente foi advertido pelo futuro sogro).
Enquanto no convívio diário com a noiva as coisas começam a “azedar” em razão das diferenças só agora descobertas, a função burocrática, à qual não estava acostumado, começa a lhe “encher o saco” (e a paciência). Pra espairecer, e como não tinha mesmo nada pra fazer, ele aceita o convite de um colega pra visitar na cidade vizinha a cerimônia de “passagem” por uma trilha, rumo ao teatro, das jovens mulheres componentes do balé feminino mais famoso do Japão, o Matsubayashi. E foi aí que o “cupido o flechou”, ao colocá-lo à frente da beleza suave e ao mesmo tempo estonteante de Hana-Ogi, a principal estrela da companhia. Tentou chamar-lhe a atenção, sem sucesso, mesmo envergando a vistosa e bela farda militar (as mulheres japonesas eram também proibidas de se relacionar com os americanos). Assistiu ao espetáculo no teatro, voltou nos dias seguintes e, sempre do mesmo posto de observação, tentava pelo menos conseguir algum olhar piedoso de Hana-Ogi. Nadica de nada. Já cansado e desestimulado com tanto desprezo, resolve observa-la de um outro ponto. E aí, a surpresa. Enquanto dava autógrafos aos fãs, Hana-Ogi timidamente levanta a vista e dirige seu olhar para onde ele sempre ficava; não o encontrando, permite-se um giro de 180 graus com a cabeça, à sua procura.
Xeque-mate (sim, havia esperança).
Através da esposa japonesa do amigo Joe Kelly, consegue marcar um encontro secreto com Hana-Ogi (na casa do recruta); na oportunidade, fala, fala, fala e ela, bela e angelical, sem pronunciar um pio, uma única palavra. Visivelmente encabulado, ele lhe diz que não sabe mais o que fazer e, só então, ela “abre o verbo”: que seus pais foram mortos pelos americanos, que ela mesma fora criada com a quase obrigação de detestar os americanos, mas que, agora... estava apaixonada por ele, um americano. E a partir de então passam a se encontrar às escondidas e viver intensamente aquela paixão explosiva.
Com o suicídio do recruta Joe Kelly e a esposa (grávida), em razão da sua remoção ex-offício para os Estados Unidos (desacompanhado da mulher), o Major Gruver “chuta o pau da barraca”: acaba o noivado com a filha do General, lhe diz da sua intenção de também casar com uma japonesa e recrimina aquele preconceito absurdo (do qual ele era um dos defensores, lembremo-nos); de pronto é ameaçado de expulsão da Aeronáutica pelo ex-quase futuro sogro (que ainda teve o dissabor de ver a filha, ex-noiva do Major, sair de casa anunciando que iria viver com o principal dançarino de um dos balés do Japão).
Para não prejudica-lo, Hana-Ogi foge para uma outra cidade, sem comunicar-lhe, deixando-o ensandecido. Ao descobrir onde ela se acha, vai ao seu encontro e, após o espetáculo, no camarim, lhe diz que renuncia a tudo por ela e, principalmente, que está pra ser aprovada uma Lei americana acabando com tudo aquilo; lhe dá um prazo de alguns minutos para que decida se topa ou não ir com ele para a América, naquele mesmo dia. Retira-se e, do lado de fora, cercado pelos principais integrantes da mídia nipônica, aguarda ansioso que ela apareça. Tensão, expectativa...
No último segundo, Hana-Ogi surge risonha, belíssima e esplendorosa e corre para os seus braços; quando os repórteres e jornalistas pedem pra o Major Gruver deixar alguma mensagem ao povo japonês, sucintamente ele responde: “diga-lhes que eu lhes disse... SAYONARA”. The End.
Nota 1000. Um "filmaço".

VEM AÍ a nossa I MOSTRA DE CINEMA E VÍDEO!


Começa dia 13 de junho, segunda-feira. A gente quer comemorar festivamente os 100 anos do Cine Paraíso instalado aqui no Crato, em 3 de junho de 1911 pelo italiano Victorio di Mayo. Divulgaremos a programação aqui no blog. Aguardem! (Por Luiz Carlos Salatiel).

terça-feira, 7 de junho de 2011

A nova ministra da casa civil num filme de 1937


Trata-se da atriz de musicais de Hollywood com duas curiosidades: era amiga de Carmem Miranda e trabalhou em mais de um filme com ela e a outra é que gravou Youll Never Now num musical dos anos 30 e que se tornou sucesso brega na voz de Waldick e Antonio Marco nos anos 60.

Eu, tu, eles - José do Vale Pinheiro Feitosa


As cenas iniciais deste filme foram tomadas no que era um distrito rural de Juazeiro da Bahia. O nome do distrito é Salitre e num raio de alguns quilômetros se tem de terra irrigada produtora de frutas e cana até o semi-árido como tais cenas vistas neste vídeo. Foi na foz do rio Salitre nos idos do século XVII que uma excursão da família D´Ávila, da Casa da Torre, dizimou quase quinhentos índios aldeados.

São cenas do filme Eu, Tu, Eles. Uma deliciosa comédia com um quadrado amoroso representado pelo melhor que grandes atores podem encenar. A história se baseou em retalhos de fatos reais da vida de uma cearense Maria Marlene Silva Sabóia. Falei de comédia, mas o drama permeia toda a trama: a pobreza, o trabalho duro e a divisão do pouco que se há para dividir.

O mais delicioso do filme é sua trilha sonora. Especialmente este “Esperando na Janela” que tinha por conta de ter sido composta por Targino Gondim, mas que na verdade surge com mais três parceiros, incluindo Gilberto Gil.

Esperando na Janela é uma lição de esperança. O estilo não morreu. O forró ainda tem respiração para muito mais história. Quando seu Luiz começou, a letra forró e muitas notas já eram de indivíduos urbanos e letrados. Zé Dantas e Humberto Teixeira, um era médico e outro advogado e exerciam suas profissões no Rio de Janeiro.

Portanto o nosso forró das rádios, dos discos de cera e dos long play já eram de pessoas urbanizadas e vivendo a vida com o que a cidade produzia. Poderiam ter a nostalgia da vida rural, até mesmo como um brasileiro bem sucedido ter uma fazenda, mas em absoluto viviam da roça e da criação.

O que está acontecendo em Fortaleza e no resto do nordeste com o forró é uma decadência maior. Não é que tudo se explique pelo componente urbano dos personagens. O buraco é um pouco mais profundo. É a nova geração consumista, alçada de uma periferia cruenta de grandes cidades para um sucesso de minutos, com muita grana, uso e fruto desenfreado, exibição de luxo e grosseria. É um forró rude, casca grossa, do pior que a volúpia do fugaz tem para a cultura.

Não é diferente em angústia do pior que vida tem nas grandes cidades brasileiras. Por isso não é diferente de um funk (não no sentido musical) em seu desespero de se humilhar para esconder a humilhação de todos os dias: nos trens de periferia, nos baixos salários, contas a pagar e um desejo de consumo sem meios para consegui-lo.

Em ambos as mulheres se deliciam como objetos de machos exibicionistas. Valentões cheirados e com garrafas das bebidas mais baratas em goladas pelo gargalo. Na periferia de Fortaleza existe um negócio chamado Lual, verdadeira festa rave, só que com forró eletrônico numa babel de centenas de bolhas de som, formadas por paredões de caixas, tocando coisas diferentes, mas todas iguais na mesmice tediosa que a surdez de decibéis parece revelar.

Isso cansa. A sociedade urbana vai mudar, mas é neste mesmo arrasto que se mata por um par de tênis ou por um celular. Que o crack forma zumbis nas cidades pequenas. Que a municipalidade parece pequena para tantos problemas. A luta pela crítica ao forró de plástico passa por muitas críticas ao próprio modelo de acumular e consumir na modernidade ou na pós-modernidade vá lá ao que isso seja.

Tudo que já é ruim, pode piorar - Vejam a Bela Cultura musical Cearense de que eu falo:


É disso que eu falo. É o que rola 24Hs nas rádios do Ceará. Veja e caia de costas:





O.B.S - As gatinhas são lindas, mas a música...

Palavras São Milagres Migratórios...Um Poema-Wilson Bernardo.

NÃO SE DEVE TOTALMENTE SANTIFICAR!
Que Deus seja justo
posso até concordar


mas depois da benevolência
o homem reinventou
os pregos em forma de parafusos.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Sobre a "aposentadoria" - José Nilton Mariano Saraiva

Preparar-se antecipadamente, focando principalmente os aspectos psicológico (ocupação do ocioso tempo disponível) e financeiro (capacidade de atendimento às novas demandas), sob pena de não o fazendo, à frente colher frustrações e desenganos, eis aí a tarefa prioritária dos que rompem as amarras do vínculo empregatício e se aposentam após anos e anos de labuta diária, almejando, a partir de então, compreensivelmente, o “aproveitar a vida” com intensidade, qualidade e sem pressa.
Há, no entanto, óbices a serem vencidos: 1) em razão do “teto-limite” estabelecido pelo Governo Federal (INSS) para o “benefício previdenciário” jamais equiparar-se à remuneração percebida por aqueles que têm uma renda um pouco mais expressiva que o salário mínimo, corre-se o risco de “sobrar dias ao final do mês” (faltar grana pra pagar as contas); 2) como o índice de reajuste desse mesmo “benefício previdenciário” já se nos apresenta defasado há bastante tempo, não guardando consonância com os índices de reajuste dos preços dos produtos em geral, torna-se evidente que a remuneração do aposentado brasileiro experimenta dia-a-dia um corrosivo desgaste ou achatamento, via diminuição do seu poder de compra; 3) por conseqüência, fica ele impossibilitado de levar uma velhice serena, tranqüila e sem problemas, como mereceria (e aqui os gozadores de plantão se aproveitam para, num misto de ironia e sarcasmo, cunhar a expressão “melhor idade”, ao se referirem ao período pós laborativo - a aposentadoria).
Pois é exatamente nesse estágio que se destaca, por fazer a diferença em favor dos que dela fazem uso, a questão da “Previdência Complementar” (gerenciada pelos chamados Fundos de Pensão) que tem por objetivo a fundação de reservas para benefícios futuros e (como o próprio nome sugere) possibilita um necessário “complemento da renda” aos seus usuários (para se ter uma idéia da defasagem, normalmente o “benefício complementar” é maior que o “benefício previdenciário”).
A questão é tão importante, que o próprio Governo Federal trata de estimular a adesão aos Fundos de Pensão (nas empresas estatais a adesão é compulsória), principalmente tendo em vista a sua pujança e capacidade de indução na formação de poupança, assegurando um grande volume de recursos internos (a custos baixos e de longo prazo), adequados ao financiamento de obras estruturantes pelo setor público; isso aquece a economia, estimulando a geração de emprego e renda (só pra exemplificar, a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, é hoje um dos principais parceiros do Governo Federal em obras de grande vulto).
Só que, apesar de tal estímulo governamental, lamentavelmente, no Brasil como um todo, os números ainda não são lá tão animadores: apenas e tão-somente 2,3 milhões de pessoas, das 92,3 milhões que compõem a População Economicamente Ativa (PEA) se encontram ao abrigo da Previdência Complementar (posição de maio/2010), numa demonstração inequívoca do pouco caso ou desconhecimento da sua necessidade por parte daqueles que deveriam ser os seus maiores interessados: os empregados.
E a demonstração de que ainda engatinhamos no manuseio e uso efetivo de tão importante ferramenta econômica pode ser facilmente constatada quando observamos a frieza dos números, em relação aos países desenvolvidos: enquanto aqui a aplicação no setor contempla pífios R$ 510 bilhões, correspondente a 16,0% do PIB (posição de maio/2010), na Holanda o montante atingido representa 110% do PIB e em países como o EUA, França, Inglaterra, Espanha, Canadá e Japão o volume desses recursos chega a 60% dos PIBs respectivos.
No entanto, como o rincão é promissor e de retorno garantido para quem nele investir, a esperança é que as campanhas educativas sobre o tema surtam o efeito desejado, possibilitando uma maior adesão dos empregados vinculados às empresas particulares a essa nova realidade, de forma que a Previdência Complementar cumpra com os seus dois nobres objetivos sociais: complemente o ganho dos que se aposentam, possibilitando-lhes uma melhora na qualidade de vida; e, atue como forte indutor do processo desenvolvimentista do país, aliando-se a governo no atendimento aos grandes projetos geradores de emprego e renda.

HOJE !!! - PROGRAMA INFLUÊNCIA DO JAZZ - Toda Terça-feira 14:00 - Rádio Educadora do Cariri

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAzV9MPKtq7E94IUSpCAGbAv9MFBcNHB_QPoaD-ZRx5Z2BZW0EdmP2sDxecyowgGB3btDq9fxjYNHUsZzu9MvO1aii6H1MxUu3eGoqgmciEY7RMtS_nvH5RTrA4sj8noY_nOczPHnMobSl/s1600/Influencia_do_Jazz480.jpg

No programa "Influência do Jazz" de hoje, abordamos o chamado Jazz Fusion, que é a fusão da harmonia jazzística e improvisação, com outros estilos musicais, como o Rock, Funk, Samba e até o Hip-Hop. O estilo começou com músicos de jazz que misturaram as formas e técnicas de jazz aos instrumentos elétricos do rock aliados à estrutura rítmica da música popular afro-americana, tais como o soul music e o rhythm and blues.

Os anos 70 foram o período mais produtivo para o estilo, embora o fusion tenha prosseguido com uma produção expressiva, sobretudo no final do século XX e início do século XXI, com reedições de álbuns clássicos de fusion e a gravação do estilo por artistas do jazz tradicional.

Os maiores nomes do Fusion estarão representados no programa de hoje, que está simplesmente imperdível. Personalidades como Miles Davis, Herbie Hancock, os Irmãos Michael e Randy Brecker, os grupos Tower of Power, Incognito, Lee Ritenour, Chick Corea Elektric band, o baterista Dave Weckl e muitos outros estarão no programa desta terça-feira.

Não perca! - Toda Terça-feira, às 14:00
Pela Rádio Educadora do Cariri, com transmissão simultanea e reprises pela Rádio Chapada do Araripe Internet.

www.radioeducadoradocariri.com
www.radiochapadadoararipe.com

Valeu Chico !

A nova revolução da informática: Cloud Computing ( Computação em núvem ) - Por: Dihelson Mendonça


Cloud Computing - Um Mainframe Virtual ?


Com a velocidade que o mundo moderno exige, não pretendo aqui fazer qualquer crônica que vá tomar metade do dia para ser lida, pois isso invalidaria o artigo.

Muita gente já deve ter experimentado a seguinte situação:

Digamos que você possua um computador em casa, um notebook que leva para o trabalho, um iphone, ou smartphone, e outros aparelhos digitais, como câmeras, filmadoras, etc. Surge então o eterno problema de sincronizar dados de um aparelho para o outro: novas fotos feitas com a câmera precisam ser transferidas para o computador. Filmagens idem. Fotos que estão no PC precisam ser transferidas para o notebook...e assim por diante, levando a transferências intermináveis em que nunca temos certeza se todos os aparelhos contém tudo o que temos ou o que queremos. Para resolver o problema é que foi desenvolvido o sistema de computação em núvem.

Cloud computing, ou computação em núvem é um dos conceitos mais revolucionários no mundo da informática desde a invenção do próprio computador. Até recentemente, a arquitetura dos computadores foi baseada em que para funcionar, um computador necessitaria de dispositivos de entrada ( teclado, mouse ), memória, programas, sistemas operacionais, e dispositivos de saída ( ex. monitor ), etc residindo localmente. Com o advento da internet em alta velocidade, já disponível em diversos países, surgiu a computação em núvem, que nada mais é do que um grande computador virtual residindo na internet, que compartilha dados para todos os dispositivos conectados, independente da plataforma que estes utilizam.

Colocada em palavras simples, computação em núvem é a utilização da memória, capacidade de processamento, armazenamento e até sistema operacional residindo em poderosos servidores externos interligados e compartilhados via internet. Ao invés de termos arquivos residindo em nossos computadores, Ipod, iPad, iphoto, notebooks, como fotos, jogos, vídeos, etc, no sistema de cloud computing, os dados passam a residir em servidores remotos em qualquer parte do planeta, e baixados de lá convenientemente via internet para qualquer aparelho que desejamos. Simples, não ?

Não é preciso mais instalar programas nem armazenar dados locais. Todo o sistema é virtual, inclusive o sistema operacional e se amolda corretamente à interface utilizada. Assim, por exemplo, com nossos dados armazenados num sistema de cloud computing, todos os nossos aparelhinhos, como iPADs, iPHONES, Notebooks podem compartilhar os mesmos dados, independente da plataforma. E mais além: com o sistema de cloud computing equivale dizer que nossos computadores serão meros chips, bastando ter apenas dispositivos de entrada ( teclado e mouse ) e uma unidade de saída ( monitor ), pois todo o resto é feito remotamente ( na núvem ).

Vantagens:

01 - A computação em núvem oferece inúmeras vantagens, como a independencia do software e do hardware. Os programas rodam com a mesma eficiencia independentes do aparelho utilizado, pois o processamento é remoto, entregando apenas o resultado.

02 - O trabalho em rede é extremamente simplificado, uma vez que todo o sistema já trabalha interligado

03 - Não é necessario atualizar nenhum software, tudo é feito automaticamente

Desvantagens:

O calcanhar de aquiles dos sistemas de cloud computing reside na sua própria estruturação. Como o sistema se baseia numa excelente conexão com a internet para funcionar, caso se perca essa conexão, ou ela apresente problemas, o usuário se vê impossibilitado de acessar seus próprios dados. Já pensou, você perder acesso a gigabytes em fotos, vídeos e dados porque sua conexão caiu? Este é um dos grandes problemas a serem resolvidos ( se é que vai ) da computação em núvem. Até lá, o mais seguro mesmo, na minha modesta opinião, é ter os dados mais importantes bem próximos do usuário, por via das dúvidas...

Por: Dihelson Mendonça

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES (08/06/2011)

Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons

O carioca Jefferson Gonçalves começou a carreira no início da década de 1990, seguindo por um caminho comum a muitos gaitistas: o blues. Fundou a banda Baseado em Blues e o trio acústico Blues Etc., gravou com artistas de diferentes gêneros e se consolidou como um dos mais completos nomes da gaita no País.

No entanto, o blues não foi fator limitante para Jefferson. O gaitista identificou traços muito semelhantes entre a música negra norte-americana e a do Nordeste brasileiro, baseada nos ritmos de forró, como o baião, o xaxado e o xote. E essa percepção alargou-lhe os horizontes.

Em 2003, Jefferson Gonçalves ministrou o primeiro curso de gaita em Nova Olinda, cidade do Cariri cearense. Desde então, vem periodicamente ao Cariri, principalmente para Nova Olinda, mas também para o Crato, ministrar oficinas de formação musical para crianças e jovens da Fundação Casa Grande e do Projeto Nova Vida, este situado na zona rural cratense.

E foi em Nova Olinda, no último sábado, 4 de junho, que fomos encontrar Jefferson Gonçalves, em meio ao Encontro Musical Ibero-Americano que movimentava aquela bucólica cidadezinha.

Com a generosidade que lhe é peculiar, Jefferson Gonçalves nos concedeu uma entrevista de meia hora de duração, tendo como pano de fundo a apresentação de um grupo de reisado local. E mais: presenteou-nos com o seu novo disco Encruzilhada, com direito a dedicatória.

Pela sua representatividade como um dos expoentes do blues tocado no Brasil, e pela sua relação com a região do Cariri, o programa Cariri Encantado presta, pela segunda vez, homenagem a este músico que une talento musical e exercício de cidadania, neste especial intitulado “Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons”. Nele, será veiculada essa inédita e exclusiva entrevista, feita especialmente para o programa, além de uma seleção desse seu novo registro musical.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

A volta do “Engavetador” Geral da República – por Armando Lopes Rafael


Na foto acima, o Procurador Geral, Roberto Gurgel e a Presidente da República, Dilma Rousseff

A notícia “neutra” e” fria” (como é praxe na mídia) foi divulgada pelas agências de notícias, no início desta manhã de terça-feira, 7 de junho:

“O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, determinou, na noite de segunda-feira, o arquivamento das denúncias feitas contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, relacionadas ao aumento de seu patrimônio. Gurgel argumentou que as informações que constam das representações levadas à Procuradoria Geral da República não oferecem base para a instauração de um inquérito.
"A mera afirmação, articulada de forma genérica e desacompanhada de qualquer elemento indiciário, de que o representado (Palocci) adquiriu bens em valor superior à renda que auferiu como parlamentar, não (abre margens) para a instauração de inquérito", diz o documento do Procurador Geral da República”.

Com esta decisão, o ministro Palocci pode ganhar sobrevida e se manter no cargo. Tudo irá depender agora, unicamente, da vontade da presidente Dilma Rousseff a permanência, ou não, de Palocci na chefia da Casa Civil, apesar de todo o desgaste que o episódio vem trazendo ao governo.

O Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, está em vias de concluir seu mandato. Depois deste engavetamento, só resta esperar a recompensa de que o mandato do “engavetador-geral” seja devidamente renovado, em sinal de “penhorada gratidão pelos bons serviços prestados”...

Garantiu o empregão, Dr. Roberto Gurgel!

MOVIMENTO PELA DIVERSIDADE MUSICAL E CONTRA O MONOPÓLIO DO FORRÓ DE PLÁSTICO - Por: Dihelson Mendonça


Movimento em favor da diversidade musical, e contra o Monopólio do Forró de Plástico na mídia ! - Lanço uma corrente para unir todas as pessoas que gostam da Boa Música. Junte-se a nós. Chega de mesmice !



Somente com a união de todas as pessoas que gostam da música de qualidade no Brasil, conseguiremos vencer o "Cartel da Mídia" que mantém o monopólio do forró de plástico 24 horas por dia nas estações de rádio. Estou recrutando cada pessoa de bom gosto musical, cada cidadão que odeia a baixaria representada pelas bandas de forró; Cada um que curte outros estilos, para que juntos formemos uma frente, um movimento organizado que estou denominando inicialmente de "Movimento Pela Diversidade Musical na Mídia" para as estações de rádio possam voltar a tocar estilos variados de música, rompendo esse monopólio de porcarias estabelecido. Como sabemos, o percentual de pessoas que apreciam música de qualidade é muito superior aos que gostam de música ruim, mas somente a música ruim tem espaço no Rádio, porque um grupo econômico criou e mantém há 2 décadas uma estrutura perversa que visa apenas ganhar dinheiro fácil às custas da massificação.

A ESTRUTURA DO SISTEMA

Ao contrário do que muitos pensam, o monopólio do forró de plástico na mídia não é um elemento passivo. Não caiu no gosto do povo por mero acaso. É fruto de uma estrutura cuidadosamente planejada nos anos 90 por um grupo de empresários visando o ganho de dinheiro fácil dos incautos pela exploração e pela massificação. O objetivo primordial deles é manter o forró de plástico ativo 24Hs no Rádio, impedindo outros estilos musicias e garantindo público nos eventos:


O sistema é formado basicamente por 3 elementos que trabalham de forma organizada e sincronizada:

01 - Proprietários de bandas de forró de plástico ( gravadoras ) - A coisa toda é feita visando a exploração da baixaria, da vulgaridade, do estímulo ao alcoolismo e da prostituição, com letras pobres que apelam para os instintos primitivos enquanto se investe no visual, tornando a música um fator secundário. Arte não existe. Abusa-se do mau-gosto, e garantem-se espaços nas estações de rádio com uma estrutura paga, via satélite. Como uma droga de efeito imediato e que não se mantém, é que nem mesmo aqueles que gostam desse estilo aguentam ouvir a mesma música por muito tempo. O sucesso é passageiro, como o efeito de qualquer outra droga. O lucro não é obtido na venda de CDs, que são vendidos nas lojas por um valor simbólico e são muitas vezes doados em esquinas como promoção para arrebanhar público para os shows. Usam as gravadoras apenas como elemento de produção, sendo que o lucro real vem da venda de ingressos nos shows. A tática é oposta ao modelo vigente nas grandes gravadoras do país, onde lança-se o artista para vender o produto. Aqui, a gravadora serve apenas para reforçar e amparar o sucesso. A música pode até ser gravada ao vivo, no próprio show, pois descobriu-se que o público alvo não tem intelecto suficiente para distinguir a qualidade da gravação. O objetivo é promover a participação do público, sobretudo gritando nomes de determinadas pessoas nos shows, que levarão os CDs para tocar para os amigos. Na maioria dos casos, uma mesma música é gravada por várias bandas ao mesmo tempo.

02 - Estações de Rádio - Em conluio $$$$$ com as bandas de forró de plástico para massificar a população, elas é quem preparam o GADO ( público ) para as vendas dos ingressos nos eventos garantindo a publicidade antecipada, a fim de levar a massa como gado ao matadouro ( shows ) como se fossem Zumbis. A música, segundo eles, não deve ser artigo para pensar. Pensar, Dói ! - Música seria como qualquer droga, como CRACK e COCAÍNA: Apenas para a diversão fugaz, de fácil apelo, e em associação ao movimento corporal e à sensualidade. O Rádio une-se às bandas de forró para divulgar somente o material fornecido pelos proprietários, minimizando ou vetando quaisquer outras formas musicais, garantindo assim o monopólio e a massificação e preparando o povo para o principal: a venda de ingressos em shows.

03 - Proprietários de Casas de Shows - Aqui é onde realmente desemboca o grande filão do dinheiro. Visando lucro fácil, entram na jogada, abrindo os espaços para o material que já foi divulgado e massificado por meses nas estações de Rádio e em acordo com as bandas de forró. Em época de eventos, as bandas que irão participar se intensificam nas estações de rádio, tocando principalmente as que participarão, e retirando as que não irão participar, tudo preparado cuidadosamente com meses de antecedência e garantindo a participação da massa, que estará preparada a tempo para o dia do shows. Todos lucram no negócio milionário.

RECLAMAR ADIANTA ?

01 - Desde que o forró de plástico ( como é conhecido atualmente o chamdo "forró putaria", desde a intervenção do músico Chico Cesar ) nossa tática de reclamar não tem sequer arranhado a estrutura dos organizadores de eventos, e muito menos sensibilizado qualquer dos 3 pilares do cartel da mídia, que estão agarrados ao OSSO, mas estas reclamações, por outro lado, tem feito surgir muitas bocas indignadas no seio da sociedade ( inclusive crônicas famosas, como a do Ariano Suassuna ). As inúmeras reclamações trouxeram de volta pessoas que gostam da boa música e estavam esquecidas, impotentes frente ao descaso, e foi por essas reclamações que descobrimos outros que pensam iguais a nós, que estão vendo a arte e a cultura irem para o ralo. Portanto, reclamar é bom, sempre foi bom e sempre será uma grande arma nesse movimento.

02 - A nossa estratégia de começar a ganhar os meios de comunicação tem dado certo. Diversos artistas do nordeste, e principalmente do interior do Ceará, além de formadores de opinião se reuniram e foram às estações de rádio tocar aquilo que já não mais se ouvia. Apesar do curto espaço de tempo, estamos reunindo, congregando as pessoas que gostam de outros estilos musicais, e posso dizer pelo que vejo e tenho ouvido, que a quantidade de pessoas que gostam de boa música é maior do que os que gostam de porcaria, só que eles não se manifestam tanto quanto aqueles. Os shows dos bons artistas estão gradualmente retornando, e tem tido casa lotada, prova do retorno da boa música e do funcionamento do Marketing.

03 - Mesmo em Fortaleza, o reduto do Forró de Plástico, é unanimidade que lá esse forró decadente já diminuiu e alguns apostam até que está morrendo. Ainda bem!

O NOSSO MOVIMENTO:

Minha idéia é unir todas as pessoas que gostam de música de qualidade num grande e permanente movimento em direção às artes e à cultura, a fim de quebrar o monopólio de um só estilo de música no Rádio, garantindo a diversidadeartística e cultural. Temos andado muito dispersos nos últimos anos. O inimigo se aproveitou disso e tomou conta dos meios de comunicação. Permitimos literalmente que a raposa invadisse o galinheiro, enquanto ficamos apenas olhando sem nada fazer. Nosso movimento precisa ser direcionado no sentido de ocupar os espaços novamente, dos meios de comunicação em escala Regional, Estadual e Nacional.

Esse movimento organizado, que une todas as mídias de que temos acesso, terá por meta a união de todas as pessoas de bom gosto numa imensa "Corrente do Bem", que fará cada vez mais pressão no sentido de garantir espaços de diversidade na mídia, e consequentemente, formar mais platéia e bom gosto. O nosso público é grande, só está disperso. É preciso reunir essas pessoas dos 4 cantos. A nossa força estará nessa união. Será um movimento lento, porém gradativo e permanente, que espero contar com todos aqueles que não mais aguentam tanta decadência cultural, que não aguentam mais tanta porcaria no Rádio, e que desejam ouvir novamente MÚSICA DE VERDADE. Lançamos hoje a pedra fundamental desse movimento de resgate aos grandes valores; Não apenas musicais, pois a música decadente é fruto de uma sociedade em decadência. Por isso, é preciso investir nos grandes valores que formam o ser humano, que se baseiam sobretudo, na educação, que é o grande pilar da sociedade. Que possamos unir nossas forças, e todos os recursos disponíveis no sentido de cultivarmos o melhor do ser humano, e com certeza, todo o bem virá por consequência.

Una-se a este movimento. Em breve, o lançamento do site oficial. Enquanto isso, quem quiser participar, pode me adicionar no Facebook, twitter, ou outros websites para trocarmos idéias e estratégias para o combate ao monopólio da mídia:

www.facebook.com/dihelson
www.blogdocrato.com
www.chapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.culturanocariri.com
www.cariricult.blogspot.com
www.cariricaturas.blogspot.com
www.redeblogsdoceara.blogspot.com

VIVA A DIVERSIDADE MUSICAL. ABAIXO O MONOPÓLIO !

Abraços,

Dihelson Mendonça
Músico - Compositor, Pianista, Fotógrafo, Escritor.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Doce Amargura - José do Vale Pinheiro Feitosa

No início dos anos 60 um documentário italiano virou uma referência mundial. Era o Mondo Cane que tratava de fatos bizarros, de hábitos estranhos para a cultura ocidental. No Crato aquilo batia de frente com nossa cultura, como bem sabemos ocidental, mas com suas idiossincrasias a estranhar aqueles alóctones.

No entanto o mais fundamental do filme não foram os quadros que fazem o movimento do estranho no mundo. O que pulou para a história foi a canção temática, composta por Riz Ortolani, ou o Riz como abreviação de Riziero, um dos grandes da safra italiana que produziu grandes compositores para o cinema como Enio Moricone e Nino Rota.

O sucesso de Mondo Cane foi a música More, cantada pelas grandes estrelas da música como Judy Garland, Brenda Lee, Andy William e tocada por inúmeras orquestras. Aqui no Brasil o Moacir Franco rasgou a voz com a canção tendo o nome de Doce Amargura. Com esta música Riz ganhou o Grammy e foi indicado para Oscar de melhor canção.

Riz Ortolani com a música More ganhou fama e foi compor para o cinema no mundo todo, especialmente nos EUA e Inglaterra. Fez trilha sonora para filmes como O Rolls-Royce Amarelo e tantos filmes que ultrapassam mais de quinhentos incluindo Alemanha e Itália. Recentemente ele esteve na trilha sonoro das duas seqüências de Kill Bill.

Riz Ortolani toca com sua orquestra esta versão que ouvirão abaixo. Em italiano o More recebeu o título de Ti Guardero nel Cuore. No Youtube de onde retirei o vídeo, tem uma nota de um italiano que é bem o estilo de um tempo bem guardado mas sabemos não mais possível nas efervescências do exterior: More una canzone di un tempo struggente per l'amore che ho vissuto, una canzone unica iondimenticabile!!


Onde Estás, Amor? - José Valdir Pereira

Onde Estás, Amor?

Sigo, paciente, sozinho,
percorrendo caminhos que dissipem minha dor.

Caminhos que me consolam,
com o esplendor de suas rosas,
manhãs ensolaradas,
e com o perfume que o vento traz do meu amor,
que não sei,
não vem...

Em cada caminho, não me são ausentes
as maravilhas da vida...
Tenho, também, a beleza da noite por companhia.

Do céu, o brilho que vem,
toca meus pensamentos,
com a ternura de uma flor,
fazendo-me ir ao encontro do meu amor,
que, de lá, de não muito longe,
há de vir, aos meus beijos,
desfazer minha dor.

Ah! querida minha,
por que estás distante e demoras a chegar?
Que caminhos e quantos devo ainda percorrer,
para ter-te em meus braços e não mais sofrer?

Diz-me,
és a estrela que não posso alcançar,
ou és a esperança por quem devo caminhar?

Onde estás, amor?
Dá-me o teu caminho,
ou venhas pelo caminho que vou.

Pensamento para o Dia 06/06/2011


“Assim como todas as partes do corpo formam um organismo, da mesma forma todos os seres são como vários membros de Deus. Quando há uma lesão na perna, é o olho que derrama lágrimas. O mesmo tipo de relação íntima existe entre Deus e todos os seres, da mesma forma que existe entre os diferentes membros do corpo. Devemos perceber que nossas alegrias e tristezas são os reflexos de nossas próprias ações; elas não são causadas pelos outros. Culpar os outros ou a Deus por nossas dores é um grande erro. Você é seu próprio testemunho. Tudo neste mundo é reação, reflexo e ressonância. ”
Sathya Sai Baba

E mais uma ExpoCrato - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nos meus tempos de Colégio Estadual aí no Crato, - esperem aí, a m.... deste blogspot está opondo um traço vermelho sob a palavra Crato como se não a conhecesse, pode? - havia uma disputa entre as turmas através de jornais murais.

Os jornais do científico debatiam posições e piadas. Naqueles jornais havia uma coluna que se tornara moda na cultura da terra. Eram coisa do tipo: do cabelo desgrenhado de fulana Deus me livre. Eram formas de criticar alguém, sob pontos pitorescos e que, acreditem, despertavam boas gargalhadas. Vínhamos de uma cultura cristã em que criticar o outro - pelo menos em público - era desaconselhado.

Aí, pelas desculpas que peço adiantadas, ainda não li o blog de hoje, mas Deus me livre de mais um post com alguém criticando a programação musical da ExpoCrato. Não pelo crítico, fique claro, mas pela repetição que não resultou em nenhuma autocrítica dos programadores. Ou estamos todos desvinculados do gosto popular e os programadores têm razão ou nós não estamos desvinculados, o povo está conosco mas é inerte e não faz nada.

Cá para os meus guardados, mas o povo gosta mesmo é disso. Que tal coisa não desanime a busca pela qualidade em arte. Pelo contrário só demonstra a necessidade que têm os artistas da região em aumentar o fogo da criação e da participação política junto ao povo. Como bem lembraram os mineiros: os artistas têm que está onde o povo está.

A MEDUSA




A MEDUSA

Enfrentarás a Medusa com palavras frágeis
Deixarás para trás o tumulto do cais com a morte na cabeça
Encontrarás a Medusa com a morte na cabeça
Cegarás diante do azul intenso
Nenhum medo nenhum espanto
Uma súbita sabedoria e a vitória sobre as cobras de fogo
Enfrentarás a Medusa com o estandarte do teu poema



O novo inquilino da CASA AMARELA...

Cheguei assustado, garanto... Estava arisco, "riscando fósforo". Ora! Me tiraram de perto de minha mãe e eu ainda estava com sede dos seus cuidados. Queria aquele leitinho morno que eu sugava entre "ron-rons" e "miaus" despetalando meus dedos para ajudar a saciar a minha gula...

Eu não queria saber de nada... Só que me tiraram do meu habitat e eu queria miar até matar a vontade. Além do mais quem eram aquelas pessoas que estavam ali, enormes, batendo o salto do sapato no chão, fazendo aquele barulho esquisito? Eu só queria me esconder e observar aquela novidade grande ao meu redor.

Procurei umas caixas para abrigo. Me escondi atrás delas e haja "fósforo"! Me arranjaram uns nomes, nem sei se gostei também: Kamel ou Jeremias... Ui, e se eu disser que não gostei de nenhum? Eu queria ser um simples gatinho, sabe? Esse pessoal não entende.

Fui me acalmando quando me senti acolhido. Recebi carinho na cabeça, nas orelhas, nas costas. Gostoso isso! Ainda "risquei uns fósforos" para intimidar aquela gente e mostrar que eu era senhor de mim mesmo. Ora essa, tinha que me impor, né?

Mas os carinhos e cuidados foram me amolecendo e acabei sucumbindo. Recebi num pires um leitinho delicioso. Uma ração que estalava nos meus dentinhos afiados. "Carrapichei" blusas e caixas. e comecei a ter em mim aquela sensação de liberdade. Muito espaço pra brincar e "malinar! Pensam que sou besta, é? Logo descobri onde guardavam a ração e fiz uma escalada fenomenal até chegar lá... Delícia, gente!

Pois é, se quiser me ver, sabe onde moro? É lá mesmo, na Praça do Jambo. Naquela casinha amarela onde ninguém passa sem deixar de ver...

Miau, pra você...

Oxente! Cadê minha comida? Tava bem aqui...

Pense numa folga!


Até breve.

Beijos de gato.

Kamel ou seria Jeremias? Ou simplesmente Gatinho?

"Feito Extraordinário" - José Nilton Mariano Saraiva

Apesar do indisfarçável pavor que provoca em boa parte da população de todos os quadrantes do planeta, a viagem de avião ainda é, indubitavelmente, o meio mais prático, eficaz, seguro e rápido de se deslocar a grandes distâncias (continentais ou sobre o oceano, a passeio ou negócios), assim como se constitui no mais eficiente instrumento no transporte de toneladas de cargas de toda espécie (de produtos primários ou industrializados) que diuturnamente movimentam e fazem girar a economia mundial.
No entanto, os mais pessimistas (ou seriam medrosos ???) relutam em utilizá-la, ao se apegarem a uma particularidade (real e um tanto quanto macabra), que ronda e é característica das viagens aéreas: na perspectiva ou em caso de acidente, mui dificilmente sobrevive alguém pra contar a história (apesar de serem raríssimos os acidentes, se levarmos em conta a relação “quilometragem/número de vôos X ocorrências verificadas”), conforme comprovam as estatísticas disponibilizadas.
No entanto, como normalmente num mesmo vôo os aviões transportam dezenas ou centenas de pessoas, tal ocorrência (acidente) quando acontece é potencializada ao extremo, explorada em toda sua magnitude, em razão da comoção que provoca, pela perda irreparável que impinge às muitas famílias envolvidas, em face da solidariedade que desperta até em quem não tem nada a ver com o problema e, principalmente, pela dificuldade de se descobrir as causas que o provocaram.
O retrato emblemático do acima exposto foi o acidente ocorrido dois anos atrás com um portentoso avião da companhia francesa Air France, quando fazia o longo percurso Rio de Janeiro - Paris (mais de 10 horas de vôo) e que, subitamente, sem maiores explicações ou problemas aparentes, sumiu dos radares, despencou lá de cima e desapareceu no momento em que empreendia a longa travessia sobre o Oceano Atlântico, em plena noite.
Dia seguinte, tomando por base a hora precisa da decolagem, a velocidade da aeronave em vôos transatlânticos, a rota traçada previamente e o último contato mantido com os operadores em terra, chegou-se à conclusão da possível área, na imensidão do oceano, em que provavelmente houvera ocorrido um acidente, logo infelizmente confirmado com o aparecimento de pequenas partes da aeronave e alguns corpos a boiarem.
A partir de então e após dois longos anos de detalhados estudos, delimitação e avaliação da uma área específica na vastidão do Atlântico, uma nova tecnologia para uso em casos da espécie foi acionada, via utilização de um mini-submarino, equipado com câmaras fotográficas e acionado por controle remoto em terra, capaz de perscrutar o fundo do mar (cerca de quatro mil metros abaixo), à procura das duas “caixas-pretas” (cada uma do tamanho de uma caixa de sapato), onde o áudio da conversa do piloto e co-piloto na cabine de comando, assim como os dados técnicos do vôo se achavam armazenados.
E o que antes parecia uma “missão impossível”, aconteceu: as “caixas-pretas” não só foram localizadas, mas resgatadas (e muito bem conservadas) possibilitando que da leitura de seus dados se chegasse à triste conclusão que, lamentavelmente, uma sucessão de procedimentos equivocados dos teoricamente experientes pilotos (também conhecida no jargão aeronáutico como “falha humana”) houvera sido determinante para a morte das 228 pessoas que se achavam a bordo; é que, em razão da siberiana temperatura exterior (mais de 20 graus negativos) teria havido o congelamento de um ou dois dos sensores responsáveis pela medição da velocidade e altura, e a aeronave fora direcionada equivocadamente e de forma ascendente para o “olho do furacão” (tempestade), quando em situações da espécie a recomendação ou prioridade seria adotar uma trajetória de descida (como já ocorrera e fora revertida, anteriormente).
Fato é que, em razão do compreensível lamento por tantas vidas ceifadas prematuramente, de certa forma ficou obscurecido o “feito extraordinário” de o homem ter conseguido algo que muitos consideravam uma missão impossível: via tecnologia por ele produzida, ir às profundezas do oceano (quatro mil metros do nível do mar, inacessível ao ser humano) e de lá trazer respostas confortadores e convincentes não só para as famílias enlutadas, mas pra toda a humanidade (sem se falar que os corpos já começaram a ser resgatados).
Fica a lição.

Entre o popular e o clássico há uma indústria fonográfica - José do Vale Pinheiro Feitosa

A indústria fonográfica produz essencialmente para a cultura ocidental. Só marginalmente outras culturas clássicas ou antigas são objeto desta indústria. Isso se deve à centralidade do capitalismo mundial, baseado nas grandes potências, especialmente os EUA e a Europa.
A cultura musical popular do ocidente, por outro lado toma raízes das populações locais mas as coloca na grande matriz daquilo produzido nas potências econômicas referidas. Isso vem ocorrendo desde o século XVIII quando começa haver uma sociedade urbana nas Américas, África, Médio Oriente e Ásia.

Isso levava a um vai e vem entre os países periféricos e a matriz de modo a se influenciar reciprocamente, mas o valor modal era sempre ditado por quem controla os meios de divulgação. Estes meios anteriormente eram as partituras e depois a própria gravação do som ou da imagem.

O Jazz, por exemplo, já foi um ritmo de periferia, que recebeu a grande influência da música Européia, com seus arranjos e instrumentos. O mesmo aconteceu aqui com a modinha, o samba e assim por diante. Por isso na raiz da música popular divulgada pela grande indústria fonográfica sempre se encontra a chamada música clássica, a ópera e por último a opereta, que era um gosto mais popular da ópera.

Igualmente a música popular foi influenciada pelas peças musicais para o Balé e os ritmos popularizados por toda Europa como a Valsa, a Polca, a Mazurca e tantas outras. Uma das músicas mais belas é o “In Chambre Separee” da mais famosa opereta de Richard Heuberger: Der Opernball de 1898. Neste vídeo a ouvimos na belíssima voz de Elisabeth Schwarzkopf.

Mais algumas pérolas do vestibular...

Ô TRISTEZA...
 
É muito triste... mas é impossível não rir.
Revejam algumas redações do vestibular da UFRJ.
Eis as pérolas!!!!
 
Leia com atenção!
 
REDAÇÃO
 
· O Brasil é um País abastardo com um futuro promissório;
· O maior matrimônio do País é a educação;
· Precisamos tirar as fendas dos olhos para enxergar com clareza o número de famigerados que almenta (sic);
· Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola;
· O bem star (sic) dos abtantes endependente (sic) de roça, religião, sexo e vegetarianos, está preocupan-do-nos;
· É preciso melhorar as indiferenças sociais e promover o saneamento de muitas pessoas;
· Também preoculpa (sic) o avanço regesssivo da violência;
· Segundo Darcy Gonçalves (Darcy Ribeiro) e o juiz Nicolau de Melo Neto (Nicolau dos Santos Neto);
· E o presidente onde está? Certamente em sua cadeira fumando baseado e conversando com o presidente dos EUA.
 
HISTÓRIA
· O Hino Nacional Francês se chama La Mayonèse...
· Tiradentes, depois de morto, foi decapitulado.
· Resposta a uma pergunta: "Não cei".
· Entres os índios de América, destacam-se os aztecas, os incas, os  pirineus, etc.
· A História se divide em 4: Antiga, Média, Moderna e Momentânea (esta, a dos nossos dias).
· Em Esparta as crianças que nasciam mortas eram sacrificadas.
· Resposta à pergunta: "Que entende por helenização?": - "Não entendo nada".
· No começo os índios eram muito atrazados mas com o tempo foram se  sifilizando.
· Entre os povos orientais os casamentos eram feitos "no escuro" e os  noivos só se conheciam na hora h.
· Então o governo precisou contratar oficiais para fortalecer o exército  da marinha.
· Em homenagem a Gutenberg, fizeram na Alemanha uma estátua, tirando uma folha do prelo, com os dizeres: "e a luz foi iluminada".
· No tempo colonial o Brasil só dependia do café e de outros produtos extremamente vegetarianos.
 
GEOGRAFIA
· A capital de Portugal é Luiz Boa.
· A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.
· O Brasil é um país muito aguado pela chuva.
· Na América do Norte tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro cimentadas.
· Oceano é onde nasce o Sol; onde ele nasce é o nascente onde descedecente.
· Na América Central há países como a República do Minicana.
· A Terra é um dos planetas mais conhecidos no mundo.
· As constelações servem para esclarecer a noite.
· As principais cidades da América do Norte são Argentina e Estados Unidos.
· Expansivas são as pessoas tangarelas.
· O clima de São Paulo é assim: quando faz frio é inverno; quando faz calor é verão; quando tem flores é primavera; quando tem frutas é outono e quando chove é inundação.
· Essa vale prêmio: Os plantetas são 9: Mercúrio, Venus, Terra, Marte. Os outros 5 eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, o sr. não vai esperar eu lembrar, vai? (e espero que não vai abaixar a nota por causa disso).
 
Ô VERGONHA....
 
.... Recebido por e-mail ....

domingo, 5 de junho de 2011

Neblina - Paulo Viana

Ah, essa emoção estranha, esse desejo platônico
Move-se pelas imagens e penetra no silêncio virtual
Adivinhando o conteúdo dos sonhos
Espreitada por essa razão de lógica fatídica e previsível
Mesmo assim, disfarça-se em versos e explode em palavras
E, depois que germina, o improvável a alimenta
Os raios de um sol impossível iluminam sua vitalidade
E ainda, na antevéspera da paixão, cresce, cresce
Os inúteis anteparos da praticidade tombam impotentes
Porque logo vira véspera de um iminente pulsar emocional
Nas entranhas inicia-se o peso, um misto de angústia e quase gozo
Por fim, uma nebulosa instala-se no espaço da lucidez
O coração acelera com uma imagem, ou diálogo
Deixo fluir, simplesmente, como um rio depois das chuvas
Não é tempestade, porque os corpos nunca se encontraram
É neblina suave, molhando devagar
Até que esse carisma atravessou o peito e fez pequenas poças no coração
Com diversos matizes de sentimentos
E a paixão faz-se rebento
O formalismo racional apenas observa, pois já não tem mais força
Não pode lutar contra a expressão do mais profundo da existência
Não pode impedir que o amor construa sua caminhada
Por mais difícil e distante que ela seja
Se jamais chegar a seu destino, se consolidando em sua concretude,
Pelo menos terá derramado sua essência pelo caminho
E terá criado a perspectiva de se vislumbrar a felicidade
Que venha! Tenho versos secretos para ela