Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sexta-feira, 24 de junho de 2011
E a língua portuguesa hein? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Pensamento do dia - José Valdir Pereira
Prefeito de Senador Pompeu poderá ser expulso do PT
O grupo é acusado pelo procurador de Justiça, Luís Alcântara, por lavagem de dinheiro, desvio verba público e crime de peculato. "Temos provas seguras que eles alteraram o banco de dados da prefeitura e podem em caso de liberdade prejudicar a apuração da verdade", disse hoje o promotor à TV Verdes Mares (afiliada da Rede Globo em Fortaleza).
Dos 12 mandados de prisão expedidos até agora pela Justiça somente um acusado foi encontrado e preso. Trata-se o funcionário de um empreiteira, que foi denunciado por envolvimento no esquema de corrupção. O prefeito de Senador Pompeu deve se entregar amanhã, promete o advogado dele, Paulo Quezado, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará.
Via Lindomar Rodrigues
São "80" - José Nilton Mariano Saraiva
Nada menos que 12 (doze) partidos estão representados-envolvidos, e a trinca PSDB (21), PMDB (14) e PRB (13) representam exatas 60% das prefeituras envolvidas.
A lamentar que a prefeitura do Crato (PSDB) conste de tal lista (sem que isso implique qualquer julgamento de valor).
Vejam a relação (partido/número de prefeituras):
PSDB - 21
PMDB - 14
PRB - 13
PT - 08
PSB - 06
PP - 06
PTB - 04
PR - 03
PC DO B - 02
PPS - 01
PHS - 01
PSC - 01
TOTAL - 80
Adivinha

Hortelina já havia disparado todos os tiros da macaca, já não mais havia projéteis na cartucheira. Só projetos. Mesmo assim, solteirona de longo curso, via seu sonho de casamento de vela na mão , na UTI. Até que lhe foram aparecendo pretendentes enquanto o fulgor da juventude ainda rescendia seu perfume de jasmim. Sistemática, Hortelina escolheu demais. Queria um par perfeito, um homem desses que não existem nem nos livros de ficção: bonito, rico, fiel, eterno, inteligente, elegante, educado. As amigas já lhe vinham alertando que ela precisava fazer um upgrade na folha de exigências: hoje até Homem mesmo, sem nenhum outro atributo, estava difícil de achar. Hortelina, no entanto, insistiu nos critérios rigorosos e ali estava varando a quarta década, sem a menor expectativa de ter seu sonho realizado. Mantinha, na capa, um certo ar de dignidade e placidez, uma tentativa inalcançável de mimetizar o desespero que lhe roia a alma.
Talvez tenha sido por isso mesmo que na última noite de São João caprichou no figurino. Caracterizada para a festa, desdobrou-se nas adivinhas. Tomou umas cinco colegas mais distantes, com quem se indispusera anteriormente, como comadres de fogueira. Enquanto os balões corriam pelos céus, sob o ribombar das bombas e dos rojões, enfiou uma faca virgem na bananeira do quintal. Colocou o nome de vários possíveis e desejados pretendentes em pedacinhos de papel, os enrolou e mergulhou numa vasilha com água, próximo à fogueira, voltou após a meia noite. Esperava que um dos papelitos desenrolasse o que indicaria o nome do futuro consorte. Para sua surpresa , na volta, todos estavam intactos e fechados. O desapontamento inicial, no entanto, foi minorado logo depois. Hortelina atou um anel a um fio de cabelo e equilibrou-o dentro de um copo meio d´água. O anel bateu apenas uma vez na superfície do copo, indicando casamento próximo: em um ano. À tardinha já tinha colocado uma clara de ovo em um outro copo d´água , coberto cuidadosamente com um lenço branco e uma tesoura aberta em forma de cruz. Observou o copo ao varar a meia noite: no fundo formara-se a imagem indiscutível de um navio. As amigas sorriram e confirmaram : viagem próxima. Quem sabe de luz de mel?
Hortelina dançou a quadrilha com um sorriso indisfarçável no rosto.À beira da fogueira ainda tentou ver o rosto refletido na bacia, mas não deu nenhuma importância ao fato de não ter conseguido. As outras profecias mais favoráveis já lhe bastavam. Até se arriscou um pouco mais na batidinha e ficou loquaz, como macananã em roça de milho verde. Pela manhã, arrancou com cuidado a faca da bananeira e lá estava a letra do nome do futuro noivo estampada pelos poderes de São João : “W”. Pensou, pensou, mas não lembrou de nenhum paquera conhecido que se chamasse Washington, Wanderley, Wellington. Deve ser algum arrivista, algum representante comercial que chegará pela cidade nos próximos dias, pensou Hortelina com seu califón.
Os meses se passaram e nada de se concretizarem as profecias. Um belo dia Hortelina , sem mais nem menos, apareceu com uma dor de cabeça súbita e que piorou em poucas horas. No velório disseram ter sido um tal de aneurisma cerebral. As amigas inconsoláveis não entendiam as falhas proféticas de São João: teria comemorado demais no próprio aniversário? Depois começaram a fechar o firo. Hortelina não vira a imagem refletida no espelho: sinal de que aquele era o última festa junina. A clara do ovo mostrara um navio, indicando viagem e nossa solteirona acabara de empreender uma gigantesca: com passagem apenas de ida. O anel , no entanto ,indicara casamento em um ano e a bananeira até apontara que o noivo teria o nome começado por “W” . Onde estava o furo profético? Uma comadre de fogueira foi quem desvendou o enigma. Hortelina tinha olhado a faca ao contrário e virá “W” ao invés de “M”. Seu noivo chegara a tempo e se chamava Morte: bonito, elegante,fiel e principalmente eterno. O noivo que Hortelina sonhara durante toda a vida chegara súbito e apaixonado montado no seu cavalo selvagem.
J. Flávio Vieira
Justiça monárquica ou poliárquica? José do Vale Pinheiro Feitosa
Ainda existem juízes em Berlim -- por Armando Lopes Rafael

Em 1745, o rei Frederico II da Prússia, ao olhar pelas janelas de seu recém-construído palácio de verão, não podia contemplar integralmente a bela paisagem que o cercava. Um moinho velho, de propriedade de seu vizinho, atrapalhava sua visão. Orientado por seus ministros, o rei ordenou: destruam o moinho!
O simples moleiro (dono de moinho) de Sans-soussi não aceitou a ordem do soberano. O rei, com toda a sua autoridade, dirigiu-se ao moleiro: Você sabe quem eu sou? Eu sou o rei e ordenei a destruição do moinho! O moleiro respondeu não pretender demolir o seu moinho, com o que o rei soberano redarguiu: Você não está entendendo: eu sou o rei e poderia, com minha autoridade, confiscar sua fazenda, sem indenização!
Com muita tranquilidade, o moleiro respondeu: Vossa Alteza é que não entendeu: ainda há juízes em Berlim! Moral da história: é importante estimular a consciência cívica e rememorar a biografia desses grandes homens que fizeram a história da humanidade, para que não se percam os poderes de indignação e de ação.
O moleiro não sabia se os juízes de Berlim iriam decidir a seu favor e isso não era o mais importante. O relato serve para não permitir o esquecimento sobre a importância da independência do magistrado - valor dele inseparável. A condição de livre, honesto, independente e obediente sim, mas apenas à lei e à sua própria consciência. Como dizia Cícero em sua antítese: “Devemos ser escravos da lei para poder ser livres”. “O direito é uma proporção real e pessoal, de homem para homem, que, conservada, conserva a sociedade, corrompida, corrompe-a” (Dante Alighieri). Essa história é verdadeira e, em momentos importantes, merece sempre ser lembrada.
O moinho (símbolo de liberdade) ainda impera soberano ao lado do Castelo (Palácio de Sans-soussi, em Potdsdam, cidade a 30 minutos de Berlim)....
PS – Imaginem se o fato se tivesse passado numa República! Não vou descer a tanto de pensar numa república como a Venezuela, Bolívia ou Cuba... Olho internamente, para a nossa República Federativa do Brasil dos últimos anos...
Diferente é a convivência dos poderes numa monarquia constitucional. Foi o que levou o genial Monteiro Lobato a escrever o abaixo, comparando o Brasil Império, sob Dom Pedro II, com a República “proclamada” pelo marechal Deodoro da Fonseca. A conferir.
“O juiz era honesto, se não por injunções da própria consciência, pela presença da Honestidade no trono. O político visava o bem público, se não por determinismo de virtudes pessoais, pela influencia catalítica da virtude imperial. As minorias respiravam, a oposição possibilitava-se: o chefe permanente das oposições estava no trono. A justiça era um fato: havia no trono um juiz supremo e incorruptível. O peculatário, defraudador, o político negocista, o juiz venal, o soldado covarde, o funcionário relapso, o mau cidadão enfim, e mau por força de pendores congeniais, passava, muitas vezes, a vida inteira sem incidir num só deslize. A natureza o propelia ao crime, ao abuso, à extorsão, à violência, à iniquidade – mas sofreava as rédeas aos maus instintos a simples presença da Equidade e da Justiça no trono.
Ignorávamos isso na monarquia.
Foi preciso que viesse a republica, e que alijasse do trono a Força Catalítica para patentear-se bem claro o curioso fenômeno.
A mesma gente, o mesmo juiz, o mesmo político, o mesmo soldado, o mesmo funcionário até 15 de novembro honesto, bem intencionado, bravo e cumpridor dos deveres, percebendo, na ausência do imperial freio, ordem de soltura, desaçamaram a alcateia dos maus instintos mantidos em quarentena. Daí, o contraste dia a dia mais frisante entre a vida nacional sob Pedro II e a vida nacional sob qualquer das boas intenções quadrienais que se revezam na curul republicana.
Pedro II era a luz do baile!"
quinta-feira, 23 de junho de 2011
A carga tributária brasileira - José do Vale Pinheiro Feitosa
Pais | % | País | % | País | % |
Suécia | 51,1 | Brasil | 38,1 | Portugal | 34,5 |
Dinamarca | 50,6 | Polônia | 37,9 | Grécia | 33,7 |
Finlândia | 46,2 | Rep.Checa | 37,4 | Turquia | 32,1 |
França | 46,0 | Canadá | 37,4 | Irlanda | 31,9 |
Bélgica | 45,4 | Hungria | 37,0 | Holanda | 31,7 |
Áustria | 44,3 | Reino Unido | 36,6 | Austrália | 29,9 |
Itália | 43,0 | Islândia | 35,4 | EUA | 29,0 |
Luxemburgo | 42,1 | N. Zelândia | 35,1 | Japão | 27,6 |
Noruega | 41,8 | Espanha | 35,1 | Coréia Sul | 23,9 |
Alemanha | 40,1 | Suíça | 35,1 | México | 16,5 |
A origem das fogueiras de São João
A história de São João, da maneira a qual é contada oralmente no interior do Brasil, é algo distinta daquela com que é conhecida nas cidades.
Muita gente crê que a fogueira e os fogos de São João deve-se à uma promessa feita pela prima de Maria, Isabel, que mesmo depois dos sessenta anos de idade ficou grávida de um filho, que viria a ser João Batista. As duas primas moravam distantes, porém Isabel morava no alto de um espigão. Isabel prometeu à Maria que, tão logo desse a luz, acenderia uma grande fogueira e soltaria fogos de artifício; dessa maneira, Maria ficaria sabendo da boa nova. Maria não podia ir visitar a prima por ela também estar grávida e a caminhada era bastante dura.
A outra lenda sobre João Batista dizia que João, ainda menino, era um santo muito folgazão, daqueles que exalam alegria todo o tempo. E a coisa que ele mais gostava eram as festas.
No céu, conta-se, que todos os santos comemoravam seus aniversários com festas. Havia uma festa para cada um deles. E foi então João reclamar a com Deus. Se todos os outros santos tinham suas festas, ele também queria uma para si. E Deus, na sua infinita bondade, prometeu-lhe uma. E disse-lhe Deus que sua festa seria a mais bonita. João ficou muito feliz com a nova, que saiu correndo pelo céu, fazendo algazarras, contente da vida, chamando a atenção de todos os outros santos para si.
Ele, na sua euforia, espalhou para todos que pudessem ouvir que , finalmente teria sua festa, e que ela seria a mais bonita de todos os santos. João dizia a todo mundo que na sua festa faria uma fogueira muito grande, fogueira esta que seria vista pelo mundo todo, que ela seria tão grande que quase poria fogo no mundo. Na sua festa, dizia João, ele soltaria rojão, fogos de estrelinhas e teria além de rezas, muita bebida. A vontade de João era tanta que parecia embebedar-se de tanta felicidade. Ele afirmava que, de todos os santos, sua festa seria a mais bonita.
Desde então, todos os santos, com medo de que João ponha fogo no mundo e comporte-se mal, o fazem dormir na véspera de seu aniversário, anos após ano; séculos após séculos. Assim, até hoje, as pessoas comemoram o dia de São João de maneira segura. Em alguns cantos do mundo há o costume das pessoas baterem nas casas, perguntando: -"São João passou por aqui?" E a resposta é sempre: "ainda não"!
No céu, quando João acorda, sempre pergunta:
- "Hoje é o dia da minha festa?"
Então, os outros santos respondem que não, ou que seu aniversário já passou; que ele dormiu e que a perdeu. Então, João começa novamente a fazer planos para sua próxima festa, garantindo que não a irá perdê-la, de modo algum. Mas, sempre, com medo do fogo, os outros santos farão com que João durma, fazendo-o perder sua festa mais uma vez. E isso se repete, pela eternidade afora.
Desejo que todos continuem a festejar São João de modo seguro, com fogueira pequena, para não pôr fogo no mundo e que bebam só um pouquinho para se aquecerem do frio do inverno. Desse modo continuamos a festejá-lo em paz, com a graça de Deus.
E se alguém, mesmo em sonho, te perguntar se São João passou por aqui, diga-lhe que ele está dormindo! Não seremos nós os culpados se este João pôr fogo no mundo, não é verdade?
Escrevi este texto baseado em informações trocadas com a Tita (86), a Dadá(82), da Luciene Lima, crítica literária; e em menções dispersas trocadas nos sites que esporadicamente visito.Acredito que a humanidade está dormindo para as coisas simples. Uma metáfora pode fazê-los acordar. Há Joões aos montes nas ruas, passando frio em noites de inverno, sem comida, sem horizontes, perdidos. Espero que a humanidade possa ajudá-los antes que façam uma fogueira tão grande, que possa por em risco o mundo.
-Se ainda houver tempo, é claro.
Antônio Carlos Affonso dos Santos – ACAS.
Coisas nossas, por Zé Nilton
Para o prof. Antonio Alves – o Toínho – de Ponta da Serra
Coisas nossas lembrar as origens e a caminhada humanas do estado de natureza para a cultura, do nomadismo ao sedentarismo e nos situarmos nessa história enquanto sociedade.
Historicamente tudo começa lá pelo quaternário, último período da Era Cenozóica, quando o homem, surgido mais precisamente no sul da África, iniciou seu processo de caminhada pela terra em busca de alimentos na qualidade de caçadores-coletores.
Pelo caminho o homem vai se cruzando com outros bandos humanos até mais adiantados, porque deram a largada primeiro. Instaura-se o processo de miscigenação que hoje nos leva a crer não haver “raça” pura na face da terra.
Dizem os especialistas em Antropologia, Arqueologia e Paleontologia, animados pelos historiadores das sociedades primitivas, que já bem adiante, pelo Neolítico, os homens se encontram chegando à América do Norte pelo estreito de Bering, numa dessas marés baixas das Eras Glaciais, e paulatinamente, vão ocupando todo o continente americano, quando já estavam mais aprimorados enquanto espécie - o chamado “Homo sapiens”.
Enquanto a antropóloga Niede Guidon, executiva do Museu do Homem Americano, no Piauí, assume que chegamos por aqui por volta de 60 mil anos, seu colega do México, Juan Comas, registra 22 mil anos como marco de nossa entrada no continente.
Hoje, nova polêmica está em curso quanto às rotas de chegada. Em vez de uma só, pela ponte terrestre do Estreito de Bering, há possibilidade de outra, pela costa americana, através de embarcações. Um recente estudo A História da Humanidade Contada pelo Vírus, de Stefan Cunha Ujvari, Editora Contexto, 2008, dá conta da presença de ovos do Ancylostoma duodenale, aquele do nosso Jéca Tatu, em cropólitos (massa fecal fossilizada) em índios americanos. Esses ovos não poderiam ter migrado pelo gelo, por razões óbvias, dentro do intestino de levas e levas de sapiens.
Bom, mas nós aqui dessas bandas do Ceará, como por todo o interior do Nordeste, somos descendentes de índios da grande nação Cariri, que habitava desde o norte da Bahia até o norte do Piauí, passando por Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.
Interessante observar que as condições sócio-ambientais permitiram a manutenção de traços bem característicos em nossa população, basta prestar atenção em nosso biotipo. Temos um corpo assim, uma cabeça assim...
No grande Cariri encontramos muitos conterrâneos com feições bem nítidas, na compleição física, da herança cariri. Isto porque nosso cruzamento teria sido recorrentemente entre índios com índios, índios com europeus, já que o estoque negróide pouco se reproduziu por aqui.
Costumes e mais costumes nos saltam à vista ou, de tanto familiar, não nos apercebemos sobre suas origens.
Quem não gosta de uma redinha após o almoço. De uma tapioca, beiju... O uso do cachimbo é bem presente pelas mulheres em comunidades campesinas. As falas de algumas pessoas lembram sons da língua indígena. A cor da pele e dos cabelos. Os trejeitos musicais de bandas de pífanos. E vai por aí...
Então, meus amigos, gostaria de juntar à História do vencedor à do vencido, e lembrar eles também nesse momento de comemorações ancestrais.
Aliás, uma das maiores lembranças em favor dos índios habitantes dessas terras antes da vinda dos europeus, é aquela em que, por ordem da carta régia de 05 de março de 1755 e da lei de 06 de junho do mesmo ano, as autoridades luso-brasileiras fazem chegar aos rincões do Brasil os alvarás de criação de “vilas de índios”, minudenciando os detalhes das instalações físicas até a constituição do governo local. Há um cuidado em manter orientações exaradas desde 1680 em favor da integridade indígena, um sempre apelo da coroa em tornar todas as humanidades vassalas do reino português.
Obedecendo fielmente as orientações de 1755, as primeiras autoridades da Vila Real do Crato foram compostas por seis senadores. Seguindo a carta régia o poder executivo ficou nas mãos de um índio, José Amorim e de um colonizador, o abastado agropecuarista com título honorífico do Estado Português, o capitão Francisco Gomes de Melo. Aliás, como ainda não havia instituída a figura do prefeito por esses tempos, os dois foram elevados ao status de “juízes ordinários”.
Tem uma turma na historiografia local que não vibra com a condição de um índio ter sido também nossa autoridade primordial. Mas é a História que o conduziu àquele mister, muito embora logo, logo, a Câmara do Senado advogue todo o poder municipal para si.Mas aí é outra história...
Nesta foto lhes apresento Rosa Carlos de Melo, residente na Serra do Araripe. Uma índia cariri em tudo, no jeito de ser, de fazer e de falar.
Rosa Carlos de Melo é coisa nossa, e através dela eu saúdo a memória de nossos antepassados.
Convido-os para ouvir pela Rádio Educadora, nesta quinta, às 14 horas, o encanto dos festivais da canção no Brasil, no programa Compositores do Brasil, através também da www.radioecudadora1020.com.br
Bom fim de semana.
Fiquem com a música de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar – BR3 – com Tony Tornado e Trio Ternura, vencedora da fase nacional do 5º. Festival Internacional da Canção, em 1970
