Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O NOVO DA VINCI - Por Edilma Rocha

A NATIONAL GALLERY, em Londres, exibirá ao público a partir de Novembro uma obra inédita do artista italiano Leonardo da Vinci (1452-1519).
A tela SALVADOR MUNDI (Salvador do mundo), um retrato de Jesus Cristo de 60 centímetros de altura, foi avaliada por diversos especialistas em Da Vinci e reconhecida como sendo de sua autoria.
Acreditava-se que o quadro, pintado por volta de 1500, fosse de um discípulo de Da Vinci, chamado Geovanni Boltraffio.
Em  1958, a tela chegou a ser vendida por US$72. Agora seu valor é estimado em cerca de US$190 milhões.
Segundo um representante do grupo atual de proprietários, entre os quais estaria o colecionador americano Alex Parish, por hora não há interesse em vender a tela.
Não se descobria uma nova obra de Da Vinci desde 1909.
Tem-se conhecimento até hoje da existência de cerca de apenas 15 quadros do artista Italiano.
Reparem como os olhos, nariz, formato do rosto, cabelos, colo e até a roupa, lembram a Mona Lisa, famosa obra de sua autoria.

Fonte - Matéria publicada na revista Época desta semana

sábado, 16 de julho de 2011

O Criador do palco Sonoro da URCA também sequer foi consultado... - Homenagem a Zé Nilton


Você só dá chá dançante onde eu não sou convidado ?


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Na foto: Prof. Zé Nilton apresenta seu programa "Falando de MPB" na Rádio Educadora do Cariri

Nota do Editor - Tudo o que é sólido se desmancha mesmo no ar. A máscara dos que promovem o chamado "palco sonoro da urca" começa a se desmanchar e vergonhosamente. Nesta semana, tornei público na internet a sistemática exclusão todos os anos do meu nome enquanto artista da música caririense nos eventos realizados naquele local, quando expus até parte do meu currículo com trabalhos que já executei e que justificariam a minha participação. Entretanto, como o local é gerido por uma política de panelinha, aonde somente os "compadres" são convidados a participar, em detrimento de outros, ainda que tenham um trabalho louvável isso é até compreensível.

O que ninguém ou pelo menos eu não sabia, é que o próprio criador do palco sonoro da Urca muitos anos atrás, o artista cratense José Nilton de Figueiredo também sequer foi consultado a participar do evento, logo ele que possui dois CDs com alguns dos melhores trabalhos musicais já produzidos nesse cariri, e é também uma das maiores personalidades do meio artístico. Num comentário feito na minha postagem, assim se expressa José Nilton de Figueiredo em solidariedade:

"Caro Dihelson, eu também nem fui consultado. E olha que fui fundador daquele palco, o Rafael sabe disso. Aliás, ele, o nosso Rafa, disse, na Rádio, que o Salatiel era o mentor do palco. Errou historicamente. Nossos camaradinhas às vezes escorregam na maionese, não sei por que cargas d´água. Eu não ligo pra isto porque tô fora dessas coisas. Não preciso disso para ser, nem para ter. Mas bem que gostaria de saber de você, à meia noite, tocando Chopin, de preferência a "polonaise", num grito de interpretação, monstrado o outro lado da sinfonia musical dessa Crato de todos os ritmos. Se avexe não, amigos, que tempos virão em que isto possa acontecer. Meus cumprimentos ao seu talento."

Zé Nilton

Aliás, falando em Zé Nilton, quero parabenizá-lo pelo melhor programa de MPB do Rádio Caririense, que é apresentado todas as quintas-feiras pela Rádio Educadora do Cariri. Tive o prazer de visitá-lo numa bela tarde e registrei algumas dezenas de fotos, que trago algumas poucas para a apreciação dos que já apreciam ouvi-lo, e agora vê-lo todas as tardes de quinta-feira, das 14 às 15h pela Rádio Educadora do Cariri.

Zé Nilton Figueiredo, um dos maiores ( se não o maior ) conhecedor da história da Música Popular Brasileira no Cariri, também compositor e com dois maravilhosos discos gravados:

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Zé Nilton, o criador do Palco Sonoro da Urca há muitos anos, diz que tambem não foi contactado para participar do evento ( apesar se sabermos que o telefone da Rádio Educadora é muito fácil de se acessar por aqueles que convocam os artistas )

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Na foto abaixo, ao lado do grande Iderval Silva, também apresentador do programa "Seu Zezé"

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Todas as quintas-feiras, Zé Nilton representa a vontade e o bom gosto musical dos caririenses, ao apresentar o seu "Falando de MPB", das 14:00 às 15:00

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Um artista que sabe o que diz e sempre tem um palpite feliz:

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"Um grande artista tem que dar o tom quase rodando, caindo de boca a voz é rouca mas o mote é bom"

Prof. Zé Nilton

Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

SERIA A VEZ DO POBRE? - Por Pedro Esmeraldo

Lendo a entrevista do ilustre cidadão desta cidade, às vezes pensamos que desta exposição está muito pequeno para ser encaminhado novos melhoramentos técnicos e científicos. O atual parque de exposição está aquém da realidade do século XXI. O que ocorre é que as nossas autoridades não querem enfrentar o problema com segurança técnica. Atualmente as nossas autoridades desprezam o caso com magnificência de cidadão correto e progressista. A nossa Exposição Agropecuária tem sofrido as calamidades públicas devido à falta de coesão e a falta de união dos políticos cratenses que ora não pensam na construção do parque futuro, que dê acomodação a todas as pessoas constituídas e o bom remanejamento dos animais. Consideramos isto um desrespeito ao povo cratense que tanto luta para que se torne o Crato um campeão da pecuária do Nordeste. Do Crato notamos que para se efetuar grandes melhoramento na aquisição pecuária é necessário que haja muita paz e harmonia entre a população citadina e a camada política. O Crato não se expande mais porque há desavença com o desejo do povo. Não desejam o melhoramento do parque porque não querem fazer vista grossa.
Com certeza, seria melhor deslocar esse referido parque para uma posição equidistante da cidade. Haja vista esse parque já se tornar pequeno e inadequado para ser divulgado com mais projeção. Os trabalho técnicos agrícolas não são bem trabalhados e vivem sempre procurando arranjo e nada resolvem. O temperamento desse povo é permanecer na maré mansa, esperando que venha tudo ao Deus dará. Isto é impossível porque Deus quer que o homem enfrente o desafio, e é sinal que todos devem trabalhar com as dificuldades.
Apesar deste parque ser melhorado com pequenos arranjos, não satisfaz a realidade dos fatos.
Dizem os senhores responsáveis pelo parque que esse evento não sairá da cidade mas irá para um lugar mais distante, assim sendo seria viável se esse parque fosse condicionado ao comparecimento do povo, visto que é esse dito povo que traz a animação e o bom comportamento de toda a população urbana, e se tornaria mais animado e mais acomodado diante dos apertos que permanecem durante os dias expositivos.
Mas quem mais comparece aos festejos pergunta, e seria um desaforo tirar os eventos do povo para satisfazer aos políticos da capital.
E agora perguntamos: este povo pobre do Crato não tem direito de comparecer aos eventos que tanto gosta, que tanto anima? Por que essas autoridades não fazem um planejamento com segurança e vejam que a pobreza local tem também o direito de usufruir os festejos pecuários que ocorrem anualmente.
Porquê, meu Deus? Desprezam tanto o pobre e ainda dizem que são amigos do pobre? Será que o que eles tentam fazer será realmente bom para o pobre? Os senhores não acham que os pobres não tenham condições de comparecer aos eventos agropastoris? Cadê as indústrias que prometem e não constroem para tirar o pobre da pobreza? Cadê as escolas de ensino profissionalizante? Por que desprezam o Crato? Isto é um desaforo para o município do Crato. Por que não dão acesso ao serviço ao cratense?
Somos ao lado do pobre e queremos que ele também participe dos festejos. E agora perguntamos: será que o pobre não merece ter vez? Porque não se reforma o parque dentro da modernidade?

Crato-CE, 16/07/2011

Palco Sonoro URCA-BNB: Hoje é o Gran Finale

Abidoral Jamacaru (Foto: Samuk)
João do Crato (Foto: Samuk)

Tudo que é sólido se desmancha no ar. Mas tudo que é etéreo (e estéreo) dura para sempre. Este é o meu sentimento com respeito ao Palco Sonoro. Depois de quatro noites de muitos sons. Muitas e agradáveis surpresas. Comentei com Salatiel como tava por fora da cena musical dessas bandas (no duplo sentido) do Cariri. Daí essa surpresa toda.

Já falei da primeira noite. Pra mim, uma noite de Fênix. Pois renasci digerindo meu fígado (com uma pequena ajuda de umas doses a mais). Revivi também minha verve roqueira, ouvindo, pela primeira vez, as bandas que pousaram e planaram no Palco.

Na segunda noite, a de quarta-feira, até cometi o delito de subir ao Palco e profanar a perfeita apresentação de Calazans Callou & Trimurti.

Na quinta-feira, cheguei bem cedo e vi os Zabumbeiros Cariris (minha banda de coração ou a outra banda do meu coração) & Luciano Brayner & Ulisses Germano fazerem uma roda de som no terreiro do Palco (que Luciano chama de Samba de Feira). Vi o início da apresentação do Syncrasis (e adorei) com seu som jazz-fusion-progressivo a la Spyro Gyra. E cometi outro delito (em nome da boa música, claro): escapulir para Barbalha para me esbaldar ao som de Jorge Benjor (pra sempre e eterno Jorge Ben) e da Banda do Zé Pretinho (show duca).

Ontem, pela primeira vez vi toda a programação do Palco. Noite massa de sexta de lua cheia e Expô lotada. Amei as Godiva’s com a deusa Ana Paula nos vocais tal uma Afrodite (afinal, lembrem da tríade do roquienrrol) e a guitarrista que me lembrou demais Patti Smith. Saltitei feito Mick Jagger ao som dos blues e dos souls dançantes do De Repente Blues, com Sasha, um negão alemão, mandando ver nos vocais e no inglês. Pura raiz.

E no final da noite o Palco se transformou numa grande e alegre tertúlia (é o novo!) dos anos sessenta, a cargo do nosso Keith Richards (satisfaction!) - Batista Fhaser, e com direito a uma canja de Salatiel, revivendo seu tempo de crooner de conjunto de baile (é o novo de novo!): The Hunters!

E hoje é o gran finale. Que Pena! Mas tudo que é sólido, um dia, se desmancha no ar.

Por isso, todo mundo lá.

_____

Programação

17:00 – Os Monastérios
18:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Álvaro Holanda
21:00 - Herdeiros do Rei

Pensamento para o Dia 15/07/2011


“Guru Purnima é o dia em que você decidir se tornar mestre de seus sentidos e intelecto, de suas emoções e paixões, de seus pensamentos e sentimentos através de disciplina espiritual (Sadhana). Mesmo durante a meditação (Dhyana), o ego vai perturbá-lo. Portanto, ofereça-se totalmente a Deus. Essa total dedicação não pode emergir de erudição. Um estudioso pode estar poluído por ego; ele deleita-se em colocar prós e contras uns contra os outros; ele levanta dúvidas e perturba a fé, misturando o secular com o espiritual, a fim de obter lucros mundanos. Mas, você deve oferecer orações a Deus para alcançar o progresso espiritual. Portanto, envolva-se em Sadhana (prática espiritual) sem demora. Cultive virtudes; livre-se de maus hábitos, pensamentos, palavras e ações. Cresça no amor e acolha a todos com amor. Esse é o caminho para o contentamento (Ananda).”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ELEGIA DE ABRIL



















ELEGIA DE ABRIL

O jardim seco,
a terra se esfarela como farinha de pedra.
Nem os lagartos passeiam entre as pedras, ao sol.
Ainda brilha o sol
e queima como fogo, como ácido.
Espero o sopro da morte
com a memória dos mortos na palma da mão.

Derrotado, ostento
os meus andrajos como bandeiras desfraldadas ao vento.
De minha casa não restam nem as ruínas,
apenas o eco ribomba sob a terra.
Eu me olhava no espelho e não me reconhecia,
olhava novamente e já era outro;
hoje todos os espelhos estão quebrados.
O último baú que abri (quando eu ainda tinha baús)
guardava o meu próprio esqueleto.
Eu me perguntava: como não estou morto, Senhor?
Deus se calava, apascentava as ovelhas do eterno.

Conheço a desolação com um nó na garganta.
Ainda vejo minha mãe aos prantos na beira da estrada,
ainda vejo meu pai na beira do poço
e os meus irmãos perdidos no mundo.
Nós ouvimos o Verbo de Deus,
sofremos todas as desgraças da nossa idade.
A idade do homem é a idade do escárnio,
eu me cubro de cinza e saio pelos caminhos.

Esta é a idade do escárnio, esta é a idade do escárnio.
Eu sou um fraco.
Não aprendi a orar
nem conheci a cegueira dos puros.
Eu tenho uma espada na garganta
para que não conspurque a palavra.
Eu tenho uma espada no peito
que me exaure as forças.
Deus trouxe a espada ao mundo.
A luz vive no eterno, amém.


Programação do Palco Sonoro URCA-BNB na Expocrato

Sexta-feira – Dia 15

17:00 - Tábua De Pirulito

18:00 – Stênio Lima

19:00 - Dom Rasta

19:40 - Plataforma Vip

20:00 - Catingar

20:40 - Godivas

21:00 - Liberdade & Raiz

21:40 - De Repente Blues

22:00 - Batista Trio


Sábado – Dia 16

17:00 – Os Monastérios

18:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria

19:00 - Rinaldo

19:40 - MPB Trio

20:00 - Soul Musical

20:40 - Alvaro Holanda

21:00 - Herdeiros do Rei

Mudança - Aloísio

Mudança

Naquele tempo de frio
Acordando à meia-noite
O trem quebrado ficou
E a gente arribou

Agora cerro meus olhos
Nesta serra do sertão
Lembrando dos caminhos
Andados de caminhão

Chegando de manhãzinha
Na praça fomos deixados
Naquele dia com a gente
A saudade ficou ao lado

Tudo era novidade
Gente nova encontrando
No meio daquela cidade
Buscava oportunidade

Não sabia naquele dia
Que um mundo ruiria
E a vida lá na roça
Quanta falta me faria

Aloísio

A volta do Mensalão? – postado por Armando Lopes Rafael






A matéria abaixo foi divulgada na Coluna de Claudio Humberto, publicada nos principais jornais de várias cidades brasileiras, nesta sexta-feira, dia 15:



“Retomada do mensalão fez Dilma encarar o PR

A presidenta Dilma decidiu encarar a cúpula do Partido da República, afastando-a do comando do Ministério dos Transportes, não por meras “suspeitas”, mas após ser informada, por órgãos de inteligência, de que o PR teria implantado um novo mensalão, com distribuição de dinheiro vivo para parlamentares. A informação foi confirmada por fonte ligada ao Palácio do Planalto. O caso deve ser remetido à Polícia Federal. Ao tomar conhecimento do esquema, Dilma mandou afastar Mauro Barbosa e Luiz Tito, ex-assessores do ministro, e Luiz Pagot, do DNIT. A denúncia a ser investigada é que mais de trinta deputados do PR e outros dez de partidos menores estariam na folha do novo “mensalão”. Valdemar Costa Neto (SP), “dono” do PR, é réu do STF no mensalão do era Lula, e está sujeito a mais de um século de prisão”.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A ARTE DE GEORGE MACÁRIO - Por Edilma Rocha


A obra de um artista pode ser considerada exemplo de um percurso orientado segundo uma motivação reflexiva e culta de vivaz tensão criativa. É muito difícil identificar onde exatamente se encontra a energia criadora através da contemplação diante da arte abstrata. Existem sinais da criação capazes  de serem identificadas através do traço, das cores, das formas. Os olhos que observam são obrigados a percorrer vários caminhos em movimentos para parar em um detalhe que resulte em um ponto de identificação. O artista  precisa ter o equilíbrio próprio, a velocidade do pensamento, para carregar a carga plástica descritiva que levem o expectador num elemento visual que identifique os sinais e os sentidos da sua obra.
Desde a sua última criação que as cores invadem o espaço como um todo detalhado em elementos pequenos e se misturam as texturas nos revelando sempre um "olhar". O olhar do artista oculto as intenções, mais sempre presentes no seu trabalho. Os quadros são acontecimentos imortalizados diante da arte para sempre, num sinal secreto ou revelador do seu tempo, numa manifestação visual alegre e colorida. Mesmo diante de uma tragédia retratada, a beleza do visual supera a própria dor ou tristeza através das tintas acrílicas, pigmentos ou texturas. O seu domínio revela uma superfície bela em encontro com os sinais da criação numa realidade real ou imaginária.
A facilidade do desenho de figuras e cenas é um elemento natural e espontâneo na arte de George Macário. As cores fazem vibrar no imediato do traço compondo uma atmosfera intuitiva e expressiva. Esse desenho é herança dos traços da criança que brincava com rabiscos cheios de movimentos infantis.  E para chegar a um resultado contemporãneo foi preciso correr no tempo com os lápis à cores e canetas de Nanquim até o manuseio dos pincéis que deslizaram nos empastos coloridos das tintas acrílicas atuais. Aì chegou a liberdade de expressão diante do moderno e abstrato.
Ressalto aqui que é muito difícil para o artista que fez escola, provar desta liberdade espontânea e quase infantil. Mas a energia criadora através da contemplação estática, gera um movimento que vem da alma do artista e se revela na sua cultura como um sinal harmonioso na energia da criação.
A pintura abstrata e expressionista não se vê apenas com os olhos, mas sim com o sentimento presente diante do oferecido. George é um turbilhão de movimentos e cores que ficaram presos no seu subconciente durante tantos anos a espera de um momento certo para explodir. E explodiu maravilhosamente preenchendo a distancia da criatividade e realidade identificada na sua capacidade imediata em busca da expressão mais forte, a sua pintura. Esta é  a verdadeira impressão que se dá no impacto visual da sua obra.
Creio que posso afirmar estar diante de um pintor seguro dos seus passos futuros diante da sua obra e a criação da sua galeria. George é capaz, surpreendente e criativo na sua arte moderna contemporãnea.

Edilma Rocha

A Política de Discriminação da URCA e dos organizadores do seu Palco Sonoro na Expocrato


Carta aberta à Universidade Regional do Cariri - URCA

Quando um artista da música, de renome, atuando há quase 30 anos no Brasil, e que possui trabalhos elogiados pela crítica nacional e internacional é sistematicamente excluído da lista dos participantes de um evento cultural realizado em sua própria terra, é sinal de que alguma coisa está muito errada. Isto é o que vem acontecendo com relação à minha pessoa e com a minha arte por ocasião do chamado "Palco Sonoro" promovido todos os anos pela URCA - Universidade Regional do Cariri.

Esperei longos anos para redigir o texto que ora publico, apenas para me municipar de estatísticas e desmascarar a farsa e a política de PANELINHA excludente e discriminatória em relação à minha pessoa, promovida por aqueles que organizam a programação do "Palco Sonoro" da URCA, que diferentemente do palco principal da expocrato, possui uma proposta de divulgação artística e cultural dos valores da nossa terra. Em todos os anos de existência deste evento, é lamentável que eu jamais haja sido convidado a apresentar algum show dos meus trabalhos nas inúmeras áreas da música em que atuo, seja na Música Instrumental, na Música Popular, e na Música Clássica. Para um artista, é muito incômodo ter que trazer a público o seu Curriculum Vitae, como fazem os prestadores de serviços, especialmente quando o seu trabalho já é por todos conhecido por cerca de 30 anos de atuação no cenário artítico do país.

Entretanto, aos que não me conhecem bem, devo ressaltar alguns pontos principais:

- O Único artista do Cariri que possui um CD de seus próprios trabalhos gravado com PATROCÍNIO EXCLUSIVO do Banco do Nordeste do Brasil - BNB

- O Único artista do Cariri a ser convidado a tocar 7 vezes no Festival Internacional de Jazz & Blues de Guaramiranga

- O Único artista do Cariri a tocar mais de 15 vezes no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza, no Cariri e na Paraíba.


- O Único artista do Cariri a receber o famoso prêmio NELSON´S de aclamação à arte produzida no Ceará.

- O único pianista do Ceará convidado a fazer um recital completo de Piano em Fortaleza- CE, em Janeiro de 2006, por ocasião dos 250 anos de Mozart, executando obras complexas deste renomado compositor, e improvisando também livremente sobre os temas destas composições.


- O único artista do Cariri com mais de 200 composições autorais instrumentais e vocais com e sem letra que transita entre quase todos os gêneros da música de vanguarda, seja Clássica, Popular Brasileira ou Internacional, sendo formada por dúzias de Choros, Frevos, Sambas, Bossanova, Baiões, Xotes, Salsa, Reggae, quarteto de cordas, duos de flautas, sonatas para piano, flauta, e até músicas no estilo barroco e do período romântico do século XIX.

Como se isso não bastasse, trago ainda alguns pontos interessantes do meu currículo musical de atuação no cenário musical Brasileiro e reconheciamente, um artista que honra o Cariri:

"Em uma carreira musical de mais de 25 anos devotada à música, Dihelson Mendonça já demonstrou o seu talento, através de centenas de apresentações musicais em teatros, casas noturnas, auditórios, etc, tocando lado a lado com grandes nomes da música Instrumental brasileira, tais como: Hermeto Pascoal, Gilson Peranzzetta, Mauro Senise, Arismar do Espírito Santo, Luciano Franco, Toninho Horta, Vinícius Dorin (Saxofonista), André Marques ( banda Curupira ), Itiberê Swarg (Baixista, toca com Hermeto pascoal) , Márcio Bahia (Baterista), Beto Batera ( Irmão do Carlos Bala - baterista ), Carlinhos Patriolino, Márcio Resende, Nenê (Baterista), Fhátima Santos (cantora), Lia Chaves (cantora), João Senna ( Sax ), Ricardo Júnior (Pianista e Arranjador da cantora Dóris Monteiro), Cleivan Paiva (Guitarrista com quem mantém um dueto de Jazz) , dentre tantos outros.

FESTIVAIS:

01 - Foi organizador, diretor Musical, Maestro e Curador por 2 edições do grande Festival CHAMA ( Chapada Musical do Araripe de Música Popular Brasileira ), edição de 1993 e 1995 em Crato-CE.
02 - Participou da Curadoria do Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga – CE.
03 - Participou como tecladista e arranjador para o músico caririense Pachelly Jamacaru no Festival nacional dos Economiários em 1991 em Porto Alegre – RS, do qual ganhou o prêmio de Melhor arranjo.
04 - Participou como tecladista em apresentação do músico pachelly jamacaru no Festival Nacional dos economiários em 1988 em Manaus – AM.
05 - Participou como tecladista em apresentação do músico Pachelly Jamacaru no Festival Nacional dos economiários em Campos do Jordão – SP - 1994.
06 - Participou em 7 edições do Festival de Jazz & Blues de guaramiranga- CE sendo convidado a tocar ao lado de grandes nomes da Música instrumental Brasileira, dentre os quais Toninho Horta e Arismar do Espírito Santo, bem como com sua própria banda.

ALGUNS EVENTOS MUSICAIS DE DESTAQUE:

00 - Foi convidado para o cargo de monitor na Berklee Colege of Music, uma das mais renomadas escolas de música do mundo, nos Estados Unidos, em 1988 juntamente com o guitarrista paraibano Jocel Fechine.
01 – Fez parte do primeiro quinteto de Jazz da Paraíba, em 1985 do DART – Departamento de Artes da Universidade Federal da Paraíba, do qual contava com Fernando Rangel no Contrabaixo e o grande guitarrista Jocel Fechine, dentre outros.
02 – Em 1986, formou o primeiro grupo de Jazz da região do Cariri, o “Cariri Samba-Jazz Quartet” , que combinava o estilo instrumental com suas próprias composições, e também tinha um papel didático, no esclarecimento ao público das diversas formas de estilo musical.
03 – Em 1988 realizou concerto: Dihelson Mendonça in Concert – no SESI em Crato, interpretando Clássicos e Jazz ao Piano solo e Trio.
04 - Tocou na Sala Tom Jobim em 1991 em Porto Alegre- RS.
05 – Trabalhou por 3 anos na casa noturna “Choppana” em Crato ( 1992-1995 ), interpretando Música Popular Brasileira, ao lado da cantora baiana Lia Chaves.
06 – Fez participação como tecladista no show de Hermeto Pascoal em 1998 na cidade de Crato.
07 - Participou inúmeras vezes do projeto BEC Seia e Meia, realizado no Teatro José de Alencar em Fortaleza. ( 1997 ) com incontáveis artistas cearenses.
08 - Realizou show com o multi-instrumentista Arismar do Espírito Santo no espaço “Pontal” da Praia de iracema em Fortaleza – (2000)
09 – Realizou Show com seu grupo no CCBN – Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza ( 2000 )
10 – Participou em 7 edições do Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga . Foi convidado por inúmeras vezes para integrar a banda dos maiores músicos cearenses, a exemplo de: Luciano Franco, Zé Antonio guitarrista, Fhátima Santos, Nélio Costa, Márcio Resende, etc…
11 – Foi convidado por Toninho Horta para participar do seu Show em Guaramiranga.

12 - Tocou na Manny´s Music em Nova York piano duo com um pianista da Julliard School ( 1997 )

13 – Trabalhou por 3 anos na melhor casa noturna de Fortaleza, o “Caros Amigos”, ( 1999-2002 ) com diversos músicos de renome da capital cearense, dentre eles: Fátima Santos, Késia, Ricardo pontes, Ricardo Leite, Nélio Costa, Luizinho Duarte, Jerônimo Neto, guitarrista Zé Antonio, Aroldo Araújo, Haroldo Ribeiro, Denílson Lopes, Aparecida Silvino, dentre outros.

14 – Trabalhou por cerca de um ano no hotel “Villa Gallé” em Fortaleza, com a cantora Fhátima Santos e o baterista “Beto batera”, mostrando o melhor da Música Brasileira aos turistas estrangeiros. ( 2002 )
15 – Foi convidado a fazer show de Homenagem à Hermeto Pascoal no CCBN – Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza ( 2002 )
16 - Realizou Concerto de Piano Clássico: Dihelson Mendonça interpreta Frederic Chopin, no Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza – 2003.
17 - Realizou Show: Dihelson Mendonça Elektric Band onde prestou homenagem ao músico Chick Corea, no Festival de Jazz & Blues de Guaramiranga. ( 2004 )
18 - Realizou Show/Tributo à Bill Evans no Centro Cultural Banco do Nordeste ( CCBN ) em 2004.
19 - Participou do projeto Sonata ao Luar, realizado pela Sociedade de Cultura Artística de Crato, interpretando peças de Chopin, em agosto / 2004.
20 - Foi o único artista do cariri escolhido para realizar um show no Sesc Crato, no lançamento pelo então Governador Lúcio Alcântara, do projeto para incentivo à cultura e às Artes no Crato (2004).
21 - Foi convidado por diversas vezes para tocar Jazz e música Brasileira em jantares oficiais de inúmeras autoridades cearenses, desde o ex-governador Tasso Jereissatti , jantares para Ministros de Estado, e governos municipais.
22 – O único pianista do Ceará convidado a fazer um recital de Piano em Fortaleza- CE, em Janeiro de 2006, por ocasião dos 250 anos de Mozart, executando obras complexas deste renomado compositor, e improvisando também livremente sobre os temas destas composições.
23 - Realizou de 1998 a 2011 incontáveis Concertos Clássicos interpretando Bach, Beethoven, Chopin, Liszt, Debussy e diversos outros compositores eruditos no Centro Cultural Banco do Nordeste e SESC.
24 - Em seu estúdio em Crato, gravou diversos trabalhos de outros artistas caririenses.

DIRETOR MUSICAL:

01 - Direção Musical do Show: “Soy Loco por Ti América latina” de Luiz Carlos Salatiel.
02 - Direção musical de inúmeros shows do artista cearense Pachelly Jamacaru.
03 – Direção musical do Show “Edipianus’ da cantora cratense Auci ventura - 1988
04 - Direção musical do CD – Balaios da Vida, de Pachelly jamacaru – 1994
05 - Direção musical do CD – Pachelly Jamacaru – 2000
06 - Direção musical do CD - Cria Minha - pachelly Jamacaru - 2009

PROGRAMAS DE TV:

Participou de inúmeras apresentações na TV DIÁRIO em Fortaleza, entre 2003 e 2005

TRABALHOS GRAVADOS (CDs )

Como Integrante e Diretor Musical:

CD – Festival Nacional dos Economiários – Edição 1991
CD – Balaios da Vida – Pachelly Jamacaru – ( 1994/1995)
CD – Pachelly Jamacaru - 2000
CD – Vôo dos Sons – Darwinson - ( à convite do músico Toninho horta ) – 2000
CD – À Solta - Cinthia Moraes ( 2001 )
CD – Luciano Franco – 2004
etc...

Como Autor e produtor:

CD – A Busca da Perfeição – Dihelson Mendonça - ( primeiro álbum solo ) ( 2009 ).
CD – Dihelson Mendonça interpreta Frederic Chopin ( em fase de gravação – 2011 )
CD - A Música de Dihelson Mendonça ( Em fase de gravação - 2011 )
CD - A Música Moderna do Ceará - ( já em processo de lançamento )
CD - 10 anos centro cultural Banco do Nordeste ( lançado em 2010 )

PALESTRAS , CONFERÊNCIAS & CURSOS:

01 - Foi professor por 2 anos ( 1986-1987 ) das disciplinas de: Piano Clássico, Piano Jazz e do curso de Teoria musical e Harmonia de Jazz na Sociedade de Cultura Artística de Crato ( SCAC ).
02 - Ministrou Workshop na Universidade Estadual do Ceará UECE – Campus Itaperi em 1998 sobre Jazz-Piano.
03 – Ministrou Curso de Musicalização e Formação Musical promovido pela SECULT no período de 21/11/2005 a 07/12/2005 na cidade de Missão Velha – CE.
04 – Ministrou Curso de Teclados para profissionais da área e iniciantes, promovido pela SECULT-CE, no período de 12/01/2006 a 20/01/2006 na cidade de Iguatu - CE

ALGUMAS PREMIAÇÕES:

01 – Foi agraciado com diversas bolsas de estudo, desde o tempo de Conservatório, sempre tirando o primeiro lugar pelo esforço e dedicação à música.
02 - Juntamente com Pachelly Jamacaru, foi agraciado com o Troféu de melhor arranjo do Festival Nacional dos Economiários do Rio grande do Sul – edição de 1991.
03 - Foi agraciado por 2 vezes com o troféu de melhor músico no “Prêmio Destaque do Ano” – edição 1991 e “Prêmio Destaque Ceará” – edição 1994, aclamado por Júri popular.
04 - Foi agraciado com o Prêmio Nelson’s - Troféu de melhor tecladista do Ano 2003 em Fortaleza – CE escolhido por Júri popular.

Etc...

Pelos inúmeros pontos acima apresentados, que não há paralelo em qualquer artista nascido ou atuando no Cariri, vejo-me portanto num cenário muito privilegiado como um dos principais representantes na Música produzida aqui no Cariri e tenho empunhado essa bandeira de defêsa dos outros tantos valores do Cariri, e promovendo a música de meus compatriotas, pelo Brasil afora aonde eu me apresento. Mantenho programas de Rádio que visam divulgar a música instrumental do Brasil e uma estação de rádio na internet que divulga os artistas do Cariri para o mundo. Portanto, aonde atuo, faço questão de ressaltar o nome dos meus companheiros e da arte produzida aqui no Cariri. Possuo uma grande quantidade de composições populares, com letras, algumas já gravadas por artistas de fora.

Estranha-me portanto, esta exclusão sistemática ( Todo ano ) da minha arte para um show neste Palco Sonoro aonde se apresentam os chamados "Artistas do Cariri", que dada a importância do meu trabalho e das premiações que recebo lá fora, só vem confirmar a antipatia dos organizadores à minha pessoa, e eu diria até por causa das minhas convicções políticas que não se alinham a alguns que dirigem aquela instituição e os seus representantes que apoiam a esquerda Brasileira, e os partidos comunistas. Afora isso, é nítida a grande inveja que reina entre os organizadores do evento em relação à minha presença. Mas já diz a letra da música que "O que brilha com luz própria, nada lhe pode apagar". E assim, por mais que os ligados a essa PANELINHA de exclusão queiram me esconder do grande público, boicotando os meus shows em todos os anos, não só nos eventos da URCA, como em todos os eventos realizados por eles no Cariri, não lograrão êxito, e desses que ora se apresentam, não vejo nenhum que esteja em plano superior ao meu. Muito pelo contrário, ajudei e ajudo a muitos deles, pois todos os mecanismos de mídia que desenvolvi foram no sentido da promoção dos artistas sem exclusões! Agora, diferentemente de vários estreantes que sequer são conhecidos, não têm qualquer trabalho e que para lá são convidados, Dihelson Mendonça já é uma Instituição completa: É o Artista, o Palco, a Luz, o Som, o Vídeo, a Fotografia, a Gravação, e a própria Arte.

De modo que aceito plenamente o BOICOTE e a Política Discriminatória da PANELINHA que organiza o evento, e a própria PANELINHA política da URCA. Quero apenas ressaltar que nunca dependi desse palco sonoro para minha sobrevivência, nem para que minha arte pudesse ser ouvida no resto do Brasil, mas fica registrado definitivamente que não somos idiotas e percebemos a clara discriminação dos seus arrogantes organizadores ( que se consideram artistas ). Dado o acima exposto, já que não me desejam em seu "Palco Sonoro", que façam muito bom proveito dele! Devo ser grande demais para caber lá, e sacudo o pó das sandálias. Mas é bom que se denuncie de vez a hipocrisia de alguns que se dizem "artistas" e "promotores artísticos" no Cariri, que organizam eventos para seus "compadres", e onde apenas permanece um jogo de cartas marcadas daqueles que por uma bajulação aos superiores, pegaram um bico numa universidade e criaram panelinhas para os Palcos do Cariri e da URCA. What a shame! ( Que vergonha! )

Dihelson Mendonça

Artista do Cariri

Palco Sonoro URCA-BNB na Expocrato

Programação de hoje, quinta-feira, 14/07

Cleivan Paiva, ontem 13/07 (Foto: Samuk)
O II Palco Sonoro URCA-BNB tem salvado a Expocrato no que diz respeito à programação musical alternativa protagonizada pelos artistas do Cariri. Talento e diversidade são as marcas do Palco. Tudo sob a ótica contemporânea de fazer cultura. Músicas boas. Público antenado. Integração de pessoas e experimentações. Ontem por exemplo, Ulisses Germano incorporou seu pífano e dupla de pandeiristas, invocando as raízes populares no frondoso som roqueiro de Calazans Callou e banda Trimurti. O sanfoneiro mirim Gilberto Neto deu uma palhinha na apresentação charmosa da também charmosa Jord Guedes. Até eu cantei, invadindo o palco de Calazans (Salatiel foi o culpado) e errando a letra de “Maria dos Santos”, de Alceu e Don Tronxo (o culpado fui eu). Mas depois, muitos foram me encorajar com palavras carinhosas.

Então... Hoje a noite promete. Sempre a partir das 17 horas. E olha quem vai iluminar o palco. Os seguintes sóis:

17:00 - Cantigar

18:00 - Zabumbeiros Cariris

19:00 - Synkrasis

19:40 - Abidoral Jamacaru

20:00 - Ermano Moraes

20:40 - João Do Crato

21:00 - Ibbertson Nobre (com participação do baterista Demontiê Dellamone e do baixista Marcelo)

21:40 - Beatles Cover

Quem for, verá e ouvirá.

O centenário de Juazeiro do Norte - Emerson Monteiro


Neste ano de 2011, o dia 22 de julho assinala 100 anos desde que Juazeiro mereceu sua autonomia municipal através da Lei n.º 1.028, quando recebeu a toponímia de Joaseiro, em homenagem à árvore típica da vegetação do semi-árido, sempre verde inclusive nas épocas mais tórridas.

Suas origens remontam ao vilarejo de Tabuleiro Grande, formado nas terras que pertenceram à sesmaria concedida no ano de 1703 ao capitão-mor Manuel Rodrigues Ariosa, de origem norterriograndense, depois havidas por famílias iniciais advindas de Sergipe, até chegar no brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro e no neto, o sacerdote católico Pedro Ribeiro da Silva Monteiro. As terras se estendiam do município do Crato às cercanias da Serra de São Pedro. Nessa área da grande propriedade, no decorrer da década de 1820, o Padre Pedro Ribeiro edificaria casa grande, de taipa e telha, engenho, aviamento, senzala e capela.

Para a construção da capela dedicada à Nossa Senhora das Dores, o sacerdote e seu futuro capelão reuniria também esforços dos familiares, nela sendo celebrada missa no dia 15 de setembro de 1827 alusiva ao lançamento da pedra fundamental do templo.

Em 09 de setembro de 1833, quando Padre Pedro Ribeiro deixaria este mundo, a futura povoação juazeirense começava a despontar no crescimento. Somava duas ruas, a Rua Grande, hoje Padre Cícero, e a Rua dos Brejos, em traçado perpendicular; a capela, uma escola e 32 prédios com tetos apenas de palha.

Ordenado em 1870, no dia 11 de abril de 1872, o Padre Cícero Romão Batista fixaria residência no pequeno arruado. Afeito aos anseios das populações simples, desempenharia funções apostólicas voltadas ao conforto das almas sertanejas, cumprindo nisso a missão religiosa católica. Tempos depois, em 06 de março de 1889, dar-se-ia o fenômeno da hóstia transformada em sangue, na ocasião de ministrar a comunhão à Beata Maria de Araújo. A propagação do acontecimento pelos interiores nordestinos intensificaria o deslocamento de milhares de pessoas ao lugarejo, que ganharia impulso surpreendente e definitivo no desenvolvimento.

Já em dias do século XX, a 16 de agosto de 1907, circulara um boletim conclamando os cidadãos juazeirenses para reunião a ocorrer no dia 18 do mesmo mês, na residência do major Joaquim Bezerra de Menezes, descendente dos primeiros proprietários do lugar, visando organizar a emancipação política do território, livrando-o da administração do município do Crato, a quem obedecia. Isso, no entanto, deixaria de gerar efeitos práticos imediatos. Só adiante, devido ações encetadas por novas lideranças, de Padre Alencar Peixoto, Floro Bartolomeu da Costa, José Marrocos e outros, nas páginas do jornal O Rebate, essas ideias ganhariam corpo, galgando efetiva concretização em 22 de julho de 1911, quando da lei estadual que estabeleceu: “Art. 1.º - A povoação de Juazeiro, da comarca do Crato, é elevada à categoria de vila e sede de município, com a mesma denominação”.

Coisas nossas, Por Zé Nilton

Na feira.

Para o várzeo-cratense, Antonio Alves de Morais

Coisas bem nossas guardar a segunda feira como o prolongamento de domingo; nada de trabalho. Calma, isto ocorre não raro fora da cidade, subindo para os pés de serra, sítios e Chapada. Os lugares de feições rurais que permanecem com seus ritmos, ritos e costumes.

Procure-se uma mão de obra qualquer na segunda feira, e não acharás.

Cadê Nego d´Água pra sentar a cerâmica ?

- Foi pra feira.

- Chama aí Carriel, Mansinho ou Lóba pra começar o levantamento do Muro...

- Tão tudo na feira.

- O que vocês foram fazer na feira?

- Bem, eu fui comprar uma roçadeira, uma lima pra amolar meu serrote, e um cinturão de couro, o meu se quebrou.

- E tu ?

- Comprar duas calças de brim e um chinelo currulepo.

- E tu aí?

- Fui olhar o ambiente, e ver se achava alguém da Serra pra mandar um recado pro Toin, lá da Ramada. Depois, peguei uma merenda lá na Lola e tomei três lapadas.

A feira é o lugar da realização da vida. Nada de bucolismo, romantismo ou sobrevivência do passado. Não, a feira possui uma função social, e por isto ela persiste no tempo, enquanto espaço cultural de determinadas classes sociais confrontando suas estratégias de sobrevivência.

Ali se realiza e se atualiza a cultura da pobreza, embora muitos abominem este conceito. Não que ali seja “o lugar dos pobres”, não; não é por aí a minha análise. Olho para as formas de ser e de fazer das pessoas que vendem, compram, circulam, se encontram, atualizam amizades. Em síntese: dominam uma linguagem, cultivam uma estética e trocam coisas e sentimentos.

Uma faceta das muitas que ocorrem naquele grande mercado, embora destoe da lógica do mercado tal qual ficou cristalizada na história econômica, é que muitas vezes, certos produtos são levados para serem “trocados” por outros produtos. Situações há em que é de somenos a sua venda para auferir lucros.

Falo do caso de vários “negociantes” da Serra do Araripe, produtores de mandioca. A idéia de alguns é de que “trocam” a farinha por açúcar, sal, mistura (bucho, tripa, toucinho), querosene, etc... E tem mais: Quando descompensa o preço dos bens de sobrevivência mínima com relação ao da farinha, eles produzem mais farinha para a próxima feira. Isto porque a farinha é como se fosse uma “moeda de troca”.

Este fenômeno estranho ao mundo capitalista não ocorreria caso fosse uma indústria. Na indústria, se o produto não tem preço, fecha-se o negócio. A indústria é mãe e filha do lucro. A farinha é o “dinheiro” plantado bem ali na roça para comprar o que “eu não produzo”, se o dinheiro der.

Voltando à feira, aqui e acolá curto de montão andar pelas feiras. Ela é vária sob uma mesma denominação. Tem a feira da farinha, a feira da rapadura, a feira dos tecidos, a dos objetos de barro. É só perguntar e todos apontam a direção ao que você procura. Já foi muito maior e mais concentrada.

Ela desaparecerá um dia? Acho que não por dois motivos: primeiro, seria difícil acabar com a economia da informalidade; segundo, sua função social se liga diretamente à cultura do local, à identidade de um povo, às formas de ser e de fazer que particularizam modos de vida que se ritualizam neste velho mundo, apesar da globalização.Em tempo: a globalização não globaliza sentimentos...

Mas, aqui prá nós, é chato procurar Ciçola, Rói Sebo, Arnaldo Creuza ou Luiz de Tia Rosa pra fazer isto ou aquilo, e ouvir:

- Tão na feira!

E para quem gosta, no programa Compositores do Brasil, desta quinta-feira, às 14 horas, na Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducadora1020.com.br, a nossa homenagem ao valoroso compositor paraense Billy Blanco, que faleceu no dia 8 passado, no Rio de Janeiro, e deixou uma obra musical das mais dignas e representativas da moderna MPB.

Bom fim de semana.


Artista Plástico George Macário inaugura Galeria de Artes de padrão Internacional em Crato

O renomado artista plástico Cratense George Macário, que é também Presidente da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho, inaugurou na noite de ontem ( 13 ) em Crato, uma galeria de artes, contendo mais de 50 dos seus melhores trabalhos em pintura e escultura.

George, que é filho do ex-prefeito Humberto Macário de Brito, desenvolveu o seu talento para a pintura durante a adolescência, porém resolveu seguir a carreira de advogado. Hoje, aos 40 anos de idade, após o incentivo de grandes mestres da pintura mundial como Bruno Pedrosa, com quem esteve recentemente em São paulo por ocasião de uma das maiores feiras de arte do planeta, além de muitos outros artistas, George volta a se dedicar à sua verdadeira paixão: As artes plásticas.

Possuidor de características bastante próprias que o diferenciam dos artistas que seguem a corrente principal, George lança-se de corpo e alma ao mundo do abstracionismo, sem perder ainda os traços do impressionismo e do desenho, que foram as suas primeiras tendências artísticas, quando realizou dezenas de trabalhos primorosos em "bico de pena". Hoje, amadurecido em sua arte, desenvolveu a excelência dos super talentosos, e a constante superação daqueles que buscam obter a perfeição naquilo que fazem. Combina formas estruturais exóticas que nos remetem aos páramos da arquitetura, bem como aborda temas abrangentes como as necessidades globais; Seus quadros refletem um mundo moderno caótico, os grandes temas da civilização, as inquietudes de um planeta à beira do colapso, a guerra, a fome, e a esperança humanas.

Um soberbo combinadores de matizes, seus quadros se caracterizam pela combinação de cores fortes e vibrantes, criteriosamente escolhidas para gerar obras de grande valor artístico e beleza, que tem sido elogiadas por críticos desde São Paulo à Austrália. De Londres à Veneza.

Assim é George Macário; Um artista talentoso que finalmente decidiu investir na sua própria arte, levando-a para brilhar nas grandes galerias do mundo, que afinal de contas, dentro daquilo que já executa, veio a tornar-se tanto a sua matéria-prima, de onde extrai o subsídio, quanto a sua meta final, enquanto artista que abrange o universo e as suas reentrâncias, numa arte que supera épocas e espaços; Um artista que podemos dizem sem medo de errar, que é verdadeiramente multidimensional.

A galeria foi inaugurada com a presença de amigos do mundo das artes, autoridades e familiares

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Mais de 50 trabalhos estão expostos na galeria, que abrirá todos os dias

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Destaque ao lado direito para a Secretária de Cultura, Danielle Esmeraldo, e o Antunes, curador do Museu de Arte Vicente Leite.

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George Macário posa ao lado de um dos seus recentes trabalhos

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O Prefeito Samuel Araripe e a Primeira-Dama Mônica Araripe também se fizeram presentes

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Na foto abaixo, a filha Luana Macário, e a primeira-dama Mônica Araripe

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Recebeu o apoio de outros artistas como Gabriella Federico e Jacques Bloc ( foto )

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Luana Macário

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O Artista e seu discurso de inauguração

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Recebe o apoio do pai, e agradece a Humberto Macário de Brito

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Na foto abaixo, Gabriella Federico e Dr. Cícero França

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Panorama da galeria

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Um encontro histórico: Prefeito Samuel Araripe e Ex-Prefeito Humberto Macário

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E finalmente a Foto da Família Macário de Brito, grande apoiadora do artista

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Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pensamento para o Dia 12/07/2011


“Todo ser vivo deve alcançar a realização; esse é o destino. A extensão e a dificuldade da viagem são determinadas pela natureza dos efeitos cumulativos de muitas vidas. A fim de alcançar o cumprimento no campo espiritual, a ajuda daqueles que têm dominado o caminho é extremamente necessária. Essa orientação pode ser transmitida apenas de um coração para outro coração, quando um parentesco íntimo entre o buscador e o Mestre é estabelecido. Textos, comentários, guias geram apenas dúvidas, discórdias e discussões. Argumentações podem desenvolver apenas habilidade e perícia. Somente a experiência adquirida através da intuição é válida no reino do espírito. Para a jornada da intuição para a iluminação, as camadas de egoísmo e seus males devem ser penetrados e destruídos. O Guru será de grande ajuda nessa aventura. Pois, somente Aquele que alcançou o objetivo pode guiar o peregrino. Sem o Guru, o aspirante tende a vaguear no deserto.”
Sathya Sai Baba

A república que não foi – por Roberto Pompeu de Toledo (*)



Fará 100 anos, em agosto, que começou a ser publicado em capítulos no Jornal do Comércio do Rio de Janeiro o romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. O livro é hoje um clássico da literatura brasileira e o Policarpo do título um de seus personagens mais marcantes. Mesmo quem não leu o livro tem uma ideia de quem se trata – o patriota tão patriota, tão enamorado e orgulhoso das coisas do Brasil, e tão avesso à influência estrangeira, que um dia enviou uma representação à Câmara dos Deputados propondo a adoção do tupi como língua oficial, em lugar do importado português. Tão patriota que proibiu em sua casa o jantar de frango com o estrangeiro petit-pois. Tinha ele ser com guando.

Até lá pela metade do livro Policarpo Quaresma é personagem de comédia. Encanta-se com a magnitude dos rios brasileiros e tem tanta fé na dadivosidade do solo pátrio que, quando vira agricultor, se recusa a usar adubo nas plantações. Depois toma corpo um outro Quaresma, agora personagem de tragédia. O livro deve sua grandeza a essa transição. Como um herói do teatro grego, ele vai consumir-se numa luta perdida. Mas, à diferença dos heróis gregos, não é a manipulação dos deuses que o enreda na malha da danação. São as pragas bem terrenas do Brasil que tanto amou. A saúva que corrói suas plantações. O torniquete dos constrangimentos e das multas que, ao recusar-se a participar de uma fraude eleitoral, se fecha contra sua atividade de produtor rural.

Lima Barreto (1881-1922) é um ficcionista com pés muito firmes na realidade do seu tempo. Alvo preferencial de sua crítica – e de sua ira – é a política dos primeiros anos da República. Triste Fim de Policarpo Quaresma passa-se no tempo do marechal Floriano Peixoto (1891-1894) e da Revolta da Armada, o movimento que precipitou uma guerra de seis meses na Baía de Guanabara entre os rebeldes da Marinha e as forças do governo. Quaresma, que ainda acreditava em Floriano, decide alistar-se nas forças governistas. Vai fazê-lo apresentando-se pessoalmente ao presidente, a quem conhecera no tempo em que trabalhou no Ministério da Guerra. Tem a intenção de aproveitar a oportunidade para apresentar-lhe um memorial em que compendiara os problemas da agricultura.

O Itamaraty, então palácio presidencial, tem uma atmosfera de bulício e bajulação. Floriano, que como sinal do almoço recém-terminado ainda tinha um palito na boca, atende um e outro, recebe elogios, ouve apelos de "Energia, marechal". Quando chega sua vez, depois de apresentar-se como voluntário, Quaresma começa a falar da agricultura. Floriano ouve-o com enfado. "Trouxe até este memorial", diz Quaresma. "Deixa aí", responde o presidente. Chama o próximo. É um oficial a quem precisa anotar uma ordem. Pega então do lápis e, na falta de outro papel, rasga um pedaço das primeiras páginas do manuscrito de Quaresma.


O retrato que o livro apresenta de Floriano é arrasador. O olhar era "mortiço, redondo, pobre de expressões", próprio de uma "ausência total de qualidades intelectuais". Aquele que outros viam como o "Marechal de Ferro" possuía, segundo Lima Barreto, a "tibieza de ânimo" como traço predominante e um temperamento marcado por "muita preguiça". Ao longo da Revolta da Armada, Quaresma experimentará da rotina sem sentido dos tiros perdidos dos navios para os fortes, e vice-versa, transformados a certa altura em diversão para a população até a matança cruel que se seguirá, como vingança à derrota dos insurretos. Agora perfeito e consumado personagem de tragédia, morrerá por força da injustiça e da ferocidade dos detentores do poder, mas também dos efeitos da desilusão e da solidão de suas causas.


O livro investe contra Floriano, os militares e o "Santo Ofício Republicano". Lima Barreto, que tinha o vezo de atalhar o relato ficcional com diatribes de editorialista, acusava o "nefasto e hipócrita positivismo", a ideologia dos militares que proclamaram a República, de um "pedantismo tirânico, limitado e estreito, que justificava todas as violências". Ele era mais um dos desencantados com a "república que não foi", como se dizia na época – a dissipação da ideia de república num mar de intolerância, de desonestidade e de mistificação.
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Releve o leitor voltar à nossa rasa vidinha de cada dia, mas é irresistível. Se ressuscitassem hoje Policarpo Quaresma e Lima Barreto, veriam que continuam os embustes com a palavra "república". Hoje temos um Partido da República. Aquele do Ministério dos Transportes.
(*) Roberto Pompeu de Toledo, é jornalista. Escreve quinzenalmente para a “Veja”.

Dilma... "DECEPCIONA" - José Nilton Mariano Saraiva

Quem não lembra da sórdida e abjeta campanha da qual ela foi vítima às vésperas da última eleição presidencial ??? Como esquecer a profusão de afagos e “carinhosos” rótulos com os quais foi “distinguida” antes e ao longo do penoso processo sucessório: terrorista, mulher-macho, bandida, sapatão, homossexual, inexperiente, guerrilheira, pau mandado, lésbica, poste e por aí vai.
Movidos pelo sectarismo e intolerância, seus abusados detratores chegaram a vaticinar que, elegendo-a, o Brasil estaria abdicando do futuro, cavando a própria sepultura, rumando de encontro ao caos, assinando o próprio atestado de óbito (daí a necessidade de sangrá-la à exaustão e enterrá-la... preferencialmente viva).
E, no entanto, de nada adiantou tão intensa e infame campanha difamatória, já que a maioria da população brasileira houve por bem referendá-la nas urnas, dar-lhe um voto de confiança, sufragá-la sem medo, certamente que agradecida e confiante na indicação do seu “padrinho” político, aquele que tanto fez pelos menos favorecidos em seus oito anos de mandato – Lula da Silva - o maior presidente que o Brasil já teve. Assim, nada mais natural que a “goleada” acachapante e estrondosa nas urnas.
Agora, decorridos apenas seis meses da sua assunção ao “trono”, o “poste” DECEPCIONA ao mostrar que tem luz própria, que uma “presidenta” pode muito bem equiparar-se a um “presidente”, que uma mulher no comando não mete medo a ninguém, que já passou o tempo da fêmea adstringir-se às tarefas domésticas ou apenas servir de objeto sexual e, enfim, que é possuidora da “massa cinzenta” necessária a separar alhos de bugalhos, além de dotada do perfil técnico-executivo-gerencial necessário à empreitada.
Para tanto, nada melhor que começar cumprindo humildemente o que houvera prometido durante a acirrada campanha, qual seja, que o seu governo seria a “CONTINUIDADE” do governo Lula da Silva, em termos de priorização do “social”, de beneficiamento dos menos favorecidos, da opção pelos desafortunados, da busca incessante de catapultar da miséria milhões de irmãos (processo que já houvera sido iniciado pelo “padrinho”).
Para tanto, por qual razão não manter algumas peças que, reconhecidamente, “deram de conta do recado” na administração pretérita, em termos de eficiência administrativo-operacional ??? Por que não aceitar que o próprio antecessor, um homem experiente, ponderado e passado na casca do alho, o ajudasse na escolha e composição da equipe ministerial ??? E aí, a presidenta Dilma novamente DECEPCIONA seus algozes, ao exercitar e por em prática o que cumprira.
Só que (e isso é imprescindível de ser ressaltado), como o sistema político vigente no país sujeita o chefe do poder executivo a depender da tal “governabilidade”, há que se conviver (lamentável e obrigatoriamente), com uma briguenta, difícil, heterogênea e multifacetada coligação suprapartidária, onde os candidatos aos cargos de confiança são indicados pelos partidos componentes da base de sustentação do governo; e aí, não há como escapar às “surpresas desagradáveis” ou aos “desvios de conduta” oriundos e resultantes de um universo tão complexo.
Para tanto, há que se ter a necessária coragem de cortar na própria carne (quando preciso for) como forma de extirpar o mal pela raiz, mesmo e apesar do “prestígio” de algum deslumbrado que se tenha extasiado com o poder momentâneo. E aí, a presidenta Dilma de novo mostra toda a seriedade que a caracteriza e, mais uma vez DECEPCIONA aos “eternamente do contra”, ao apresentar o “bilhete azul” para figurões que atabalhoadamente meteram os pés pelas mãos, se perderam ao longo do caminho. Assim, as demissões de Antonio Palocci (uma indicação do próprio ex-presidente Lula da Silva) e Alfredo Nascimento (do PR) são exemplos vivos da determinação e objetividade que caracterizam a primeira mulher presidenta do Brasil. E haverá, sim, novas “baixas-substituições”, ao longo do seu mandato (podem apostar).
No mais, a presidenta Dilma DECEPCIONA (arre égua... de novo, outra vez, novamente) ao adotar e licitar as obras de ampliação e modernização dos aeroportos brasileiros sob o regime de “concessão” (ou cessão com “prazo determinado” pra devolução) e não o de “privatização” (entrega definitiva do patrimônio público, normalmente a preço de banana, como o fez o ex-presidente FHC, com o setor de telefonia). E no clímax da exploração do “pre-sal” não será diferente, pra desespero dos sectários e intolerantes que insistem em tentar confundir ou misturar tais conceitos e práticas (por má-fé, masturbação intelectual ou mesmo pura ignorância).
De sobra, ao momentaneamente deixar de lado o estilo “gerentona” e exercitar sua porção “ternurinha” (soft ou ligth), Dilma DECEPCIONA ao, propositadamente, inflar o ego do “príncipe dos sociólogos” (FHC) saudando-o de forma irônica na passagem dos seus 80 anos de idade (sinal de que a cada dia se credencia para integrar a equipe do “Instituto Butantã” - ambiente de cobras criadas – quando da política resolver afastar-se).
Por enquanto, a presidenta Dilma decepciona, decepciona, decepciona... (na visão "estrábica" dos seus mordazes críticos), enquanto o Brasil cresce, cresce, cresce... (na visão fria e realista dos números, de conhecimento do mundo todo).

URCA realiza mais uma vez o Palco Sonoro durante a Expocrato


Terça Feira - Dia 12
17:00 - Área Restrita
18:00 - 4º. Estágio
19:00 - Aécio Ramos
19:40 - B´Haves
20:00 - Elisa Moura
20:40 - Trimurti (Instrumental)
21:00 - Cariri Blues

Quarta--feira – Dia 13
17:00 - Black Out
18:00 - Sétimo Selo
19:00 - Fatinha Gomes
19:40 - Luciano Brainner
20:00 - Cícero Gnomo
20:40 – Calazans Callou
21:00 - Jord Guedes
21:00 – Cleivan Paiva

Quinta-feira- Dia 14
17:00 - Cantigar
18:00 - Zabumbeiros Cariris
19:00 - Synkrasis
19:40 - Abidoral Jamacaru
20:00 - Ermano Moraes
20:40 - João Do Crato
21:00 - Ibbertson Nobre
21:40 - Beatles Cover

Sexta-feira – Dia 15
17:00 - Tábua De Pirulito
18:00 - Dom Rasta
19:00 - Plataforma Vip
19:40 - Legalize It
20:00 - Godivas
20:40 - Liberdade & Raiz
21:00 - De Repente Blues
21:40 - Batista Trio

Sábado - Dia 16
17:00 - Black Boy Dance/ Filhos De Maria
18:00 - Stênio Lima
19:00 - Rinaldo
19:40 - MPB Trio
20:00 - Soul Musical
20:40 - Alvaro Holanda
21:00 - Herdeiros Do Rei

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Sonhos e Sombras‏ - Paulo Viana

Meu coração é portavoz constante
Do mais profundo da intimidade
Do véu sublime da sinceridade
Na expressão de mim a cada instante
Porém há versos ditos em rompante
Para compor rimas e poesia
Que são apenas minha fantasia
Sonhos e sombras em ebulição
O despertar solene de um vulcão
Da minha essência que se pronuncia

II Encontro dos Escritores e Poetas do Cariri

IIº Encontro de Escritores Caririenses

A Secretaria de Cultura de Juazeiro através da Biblioteca Possidônio Bem está convidando os Escritores, Cordelistas, Poetas, Repentistas, Editores e Produtores Literários do Cariri a se fazerem presentes no dia 12 de julho de 2011 (terça-feira), no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), para uma manhã prazerosa de trocas de saberes, no 2° Encontro de Escritores e Poetas do Cariri.

A abertura será às 8h com um Café Nordestino, seguindo-se palestra, debate, exposição de livros dos autores Caririenses e previsão de término para às 11h. Aos que desejarem expor seus livros, procurar com urgência a Secretaria de Cultura de Juazeiro do Norte, localizada a Rua Santo Agostinho, s/n, prédio da Biblioteca Pública Municipal Dr. Possidônio Bem (BPMPB).

Contatos:
Kátissa Galgania F.C.Rodrigues
Bibliotecária da BPMPB
Gerente de Literatura SECULT
katissagalgania@yahoo.com.br
(88)9994-2930
(88)3511-1999

Franco Barbosa
Assesor Técnico da SECULT
(88)8804-0715
(88)3511-1999

CÉLIA DIAS POR JOSÉ TELES(JORNAL DO COMÉRCIO) Recífe-Pe.


Novidade que vem do Cariri
>
> Anúncios, de Célia Dias, me chegou já faz um tempo. E chegou em meio a
> uma enxurrada de CDs que ainda estão esperando a vez. Este disco da
> cantora e compositora, conterrânea e parceira de Xico Sá, chega a ser
> ousado. Não na concepção sonora e aí é até convencional, mas por Célia
> Dias, boa cantora, não ter optado pelo caminho das pedras, ou seja,
> gravar canções manjadas intercalando-as com suas músicas autorais. Com
> exceção de Só no Crato, também assinada pelo cearense-pernambucano e
> no momento paulistano Xico Sá. Todas as faixas do disco (13) são
> assinadas por Célia.
>
> Gravado em São Paulo, com produção de Célia Dias, que canta
> acompanhada por uma banda de estúdio azeitada, Anúncios equilibra-se
> entre a MPB e o pop com arranjos criativos. Aí um bom exemplo é a
> faixa que dá título ao álbum.
>
> A cantora de voz potente aparece melhor nas canções mais fortes, com
> no pop-blues Malas prontas, cerzida por uma guitarra bluesy. Ou na
> batida quebrada de Zen. Outro destaque é a citada Só no Crato, um
> choro, com bandolim e flauta dando o tom, que evoca não apenas a
> cidade da cantora, no Cariri cearense, mas também antigas serenatas.
> Independente, o CD pode ser encomendado pelo telefone: (88) 9965-7314

Queijo suíço – por J. Hildeberto Jamacaru de Aquino (*)




A corrupção grassa neste país tão descarada e impunemente que nos deixa perplexos. Assemelha-se a um queijo suíço, onde há brechas por todos os lados e os ratos fazem a festa. Sistematicamente se observam ocorrências em todos os níveis e em qualquer escalão, quer de governos municipal, estadual ou federal.

Escândalos com envolvimento de ministros, prefeitos, secretários e demais servidores públicos. Enriquecimentos patrimoniais inexplicáveis, em escalas geométricas e em tempos recordes. Assustador!

E quando a Nação espera providências mais enérgicas visando a coibir a farra com o dinheiro público, a base aliada do governo federal no Senado aprova o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 17/2011, o questionável Regime Diferenciado de Contratação Pública (RDC) para as licitações e contratos visando à realização das Copas do Mundo 2014, das Confederações 2013 e da Olimpíada 2016. Mais um facilitador que certamente propiciará novos atos de corrupção.

Para se ter uma ideia, o custo estimado só da Copa do Mundo (nesta terra de um futebol já decadente) chegará a R$ 100 bilhões, o dobro da previsão inicial, para deleite dos oportunistas de plantão. Reforma-se o que já foi reformado e a um custo elevadíssimo. Uma festança megalomaníaca, uma insensatez social, e tudo patrocinado com o dinheiro público!

Atentemos que na nossa História nem corrompidos nem corruptores, em especial - que são geralmente grandes e intocáveis empresas, muitas das quais que patrocinam campanhas políticas - são punidos. Brinca-se, zomba-se, desdenha-se de um povo que já amarga as agruras do dia a dia, e seguem impunes. Raríssimos (se é que existem) os casos em que o corrupto devolve o dinheiro desviado, tem os seus bens confiscados ou é privado de liberdade.

(*) J. Hildeberto Jamacaru de Aquino é cratense.
hildebertoaquino@yahoo.com.br

A BANANEIRA











 


A bananeira


As palmas da bananeira 
abanam a tarde

As bananas amarelas
como ouro

É a musa do paraíso 
e canta

Embala 
o umbigo do mundo