Amigos descobrindo o sertão pernambucano.Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Tuca Andrada - ator pernambucano

Tuca Andrada, nome artístico de José Ivaldo Gomes de Andrade Filho (Recife, 11 de dezembro de 1964) é um ator brasileiro da maior competência !
Um dos meus preferidos...
Juntos para sempre - por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Sempre que estou fazendo minhas orações, entrando em sintonia com Deus, procuro agradecer pelos trinta e sete anos de casada com Carlos Eduardo Esmeraldo. Tenho certeza que foi Deus que o colocou no meu caminho, para juntos vivermos o nosso grande amor. Depois de quatro anos de namoro, tempo necessário para nos conhecer melhor e terminar nossos estudos, nos apresentamos diante de Deus para fazer nossos votos de fidelidade e amor eterno.Prometer viver a dois para sempre é uma responsabilidade de cada um dos cônjuges. Metade para cada um deles. Se cada casal se lembrasse como é bonita a celebração do matrimônio cristão, quando se promete ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando e respeitando um ao outro todos os dias de suas vidas, o esforço seria grande para não deixar a união abençoada por Deus terminar. O amor que nos leva ao altar, deve ser regado a todo instante, como uma plantinha que precisa de água e sol. Experimente deixar essa plantinha sem água e sol, ela morrerá logo. Assim é o amor, se não for adubado com carinhos, beijos, atenções, doações mútuas e gentilezas, a tendência desse amor é morrer. Quando o casal nunca deixa de namorar, o amor cresce cada vez mais. A vida a dois com harmonia e doação faz o casal crescer juntos, um aprendendo com o outro.
O sucesso da vida a dois é sair do egoísmo e se doar um ao outro com a preocupação de fazê-lo feliz. Quando se casa, deve-se entender que se vai casar, não para ser feliz, mas para fazer o outro feliz e em troca receber a felicidade. O pensamento deve ser: essa união é para sempre! Assim os casais não irão desistir na primeira dificuldade.
Hoje em dia, vemos muitos casais que se separam por incompatibilidade de gênios. Entretanto sabemos que, quando existe amor as diferenças serão superadas quando se aceita o outro com seus defeitos e qualidades. O amor e a felicidade do casal se refletem nos filhos, pois o amor gera amor. Nas cartas de São Paulo aos Coríntios (13,4-8), está escrito: “O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará”. Entendemos aqui, que todos devemos aspirar o amor. Nas cartas de João (1 Jo 4,8) está escrito que “Deus é amor”. Em João (3,16), Jesus é o enviado do amor. Deus nos amou tanto que mandou seu filho, para que todo aquele que nele acredita não morra, mas tenha a vida eterna. O centro do Evangelho é o mandamento do amor. (cf. Mt 12, 28-34), pois o amor é fonte de qualquer comportamento verdadeiramente humano. Através do amor, as pessoas podem criar gestos capazes de resolver situações difíceis. Observando o que diz São Paulo sobre o amor, podemos entender que o amor é a força de Deus e a força da pessoa aliada a Ele. Quando São Paulo diz o amor jamais passará ou acabará, é porque o amor é eterno e ultrapassa o tempo e o espaço. Portanto, é a vida do próprio Deus, da qual participamos.
Toda a felicidade do casal ao longo da vida, não cai do céu, deve ser conquistada. E a felicidade dos filhos dependerá dos pais que têm a obrigação de construir um lar feliz para receber os filhos. O papa João Paulo II dizia que “o futuro da humanidade passa pela família”. Dessas palavras podemos entender a responsabilidade dos pais em colocar pessoas equilibradas no mundo. E assim ajudar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna, onde exista paz e amor. Se cada casal pudesse construir uma família feliz, teríamos uma sociedade com menos violência.
Viver bem e em harmonia é salutar para a vida a dois e, a felicidade conquistada leva o casal a viver juntos para sempre. A vida passa rápido. Então é importante que os casais que estão bem, continuem segurando na mão de Deus. E procurem viver cada vez melhor, não deixando que os apelos do mundo destruam a felicidade conquistada. Já os casais em crise, abram os seus corações e deixem a graça de Deus entrar em suas vidas. No projeto de Deus está incluindo a felicidade da família.
No início eu destaquei o agradecimento a Deus pelos trinta e sete anos de casados, porque eu e Carlos, de comum acordo, construímos toda essa harmonia e felicidade até aqui, segurando na mão de Deus, pois não somos nada sem a força do amor de Deus. A mensagem de Jesus Cristo, sempre nos guiou para agirmos de maneira correta no dia-a-dia da vida. E além do agradecimento a Deus, vou sempre pedir para que Ele nos dê forças para nunca nos afastarmos da sua Palavra e que o nosso amor cresça cada vez mais. E assim continuarmos juntos até o fim das nossas vidas.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Pensamento para o Dia 11/12/2009

“Tudo está em constante mudança no mundo. Esse mundo sempre em mudança está baseado no Divino imutável. Somente quando a base Divina (Adhara) for compreendida que se poderá conseguir bem-aventurança a partir da experiência do que está baseado nele. Em qualquer ação que o ser humano faz e independentemente dos caminhos que persegue, ele deve ter consciência do Divino. A principal fonte de bem-aventurança (Ananda) é a dedicação a Deus, nada mais pode dar essa alegria verdadeira e duradoura. Torne-se consciente de seu parentesco com o Senhor. Tal parentesco não é uma mera fantasia ou uma teoria falsa. Ele tem descido à Terra por eras, desde o início do próprio tempo. Isso persistirá até o fim dos tempos.”
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“Se o homem pensa, fala e age ao longo de caminhos virtuosos, sua consciência estará limpa e ele terá paz. Quem subjuga seu egoísmo, conquista seus desejos egoístas, destrói seus sentimentos e impulsos bestiais, e abandona a tendência natural de considerar o corpo como o verdadeiro eu, certamente está no caminho do Dharma (Retidão). Ele reconhece que o objetivo do Dharma é a fusão das ondas no mar, a fusão de si próprio no Eu Superior.”
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Tango - Patrimônio Cultural da Humanidade

Unesco declara tango Patrimônio Cultural da Humanidade
Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
A Unesco declarou o tango Patrimônio Cultural " Imaterial " da Humanidade durante reunião nesta quarta -feira do Comitê Intergovernamental do organismo, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos.
A informação foi confirmada à agência Telam ( agência oficial argentina ) pelo secretário de Cultura da cidade de Buenos Aires, Hernán Lombardi, que acompanhou , em Abu Dhabi, a decisão do Comitê da Unesco.
"Essa é uma homenagem a todos os que sustentaram o tango durante muito tempo. Uma homenagem àqueles que mantiveram a tradição, transmitindo a poesia e a dança de geração a geração", disse Lombardi.
O diretor de Promoção Cultural de Montevidéu, Eduardo León Duter, disse estar " emocionado ' com a decisão.
" Esse anúncio é fruto de um trabalho intenso e é um compromisso de ambos governos para proteger o tango e realizar projetos em comum ", disse Duter, em Abu Dhabi.
Buenos Aires e Montevidéu
A candidatura do tango ( música e baile ) para ser Patrimônio Cultural da Humanidade, foi apresentada, conjuntamente, em novembro de 2008, pelos governos das cidades de Buenos Aires, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai.
Em junho passado, de acordo com a imprensa argentina, numa avaliação da candidatura, a Unesco já sinalizava que o tango poderia receber o título como " uma das principais manifestações da identidade dos habitantes do Rio da Prata ". O Rio da Prata banha as duas cidades.
O tango é defendido, há décadas como bem cultural nas capitais da Argentina e do Uruguai. No passado , habitantes das duas cidades costumavam discutir onde, de fato, esta arte tinha nascido, se em Buenos Aires ou em Montevidéu.
Antes da decisão da Unesco, o governo da cidade de Buenos Aires informou que, se o tango fosse reconhecido, deveriam ser criados uma orquestra oficial do tango do Rio da Prata e um centro de documentação desta arte, entre outras iniciativas para preservá-lo.
Prostíbulos
Segundo historiadores argentinos, "o dois por quatro " ( outra forma de chamar o tango ) nasceu nos prostíbulos durante a imigração européia, no início do século XX.
Desde então, o tango é identificado como cultura das cidades do Rio da Prata. As letras do tango, afirmam os especialistas, sugerem melancolia porque demonstram a solidão dos que saíram de países europeus para uma terra desconhecida.
Nos últimos anos,a musicalidade do tango foi renovada com o nascimento de grupos jovens que adotaram outros instrumentos.E foram abertas dezenas de " milongas ( lugar para dançar esta música na capital argentina ).
Recentemente, no Campeonato Mundial de Tango realizado em Buenos Aires, um casal de japoneses que aprendeu a dança no Japão, venceu a disputa na categoria " dança de salão". No entendimento das autoridades argentinas, foi a confirmação de que o tango já atravessou " há muito tempo" as fronteiras de Buenos Aires e Montevidéu.
Além do tango, outras 76 apresentações culturais do mundo inteiro também disputaram o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.
Fonte
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090930_tangopatrimonio_mc.shtml
Recado de Marcelo Mourão para Heládio

Claro que nos conhecemos sim. Quando terminei a Residencia de Cardiologia fui trabalhar com Raimundo, primo de minha Mãe aí.
L´état c´est Moi
Cerdônio Benuar chegou a Matozinho aí pela década de 1920. Tornou-se um próspero comerciante na cidade e, no inventário, legara aos descendentes além de inúmeras propriedades , mais de vinte imóveis na Vila. Os filhos e netos tocaram os negócios do velho com muita maestria e foram ampliando sobremaneira o patrimônio da família. Quebraram a inflexível regra de “Pai rico-filho nobre-neto pobre”. O sobrenome Benuar Cerdônio legou também aos seus descendentes, no entanto, desde tempos imemoriais a família era conhecida como “Canela Preta”. Talvez a mudança tenha advindo da estranheza do “Benuar”. Consta que os filhos primogênitos do patriarca ainda andaram puxando peixeira por conta da denominação. Nos anos 40, no entanto, Caledônio, um dos filhos mais novos, enveredou pela política e assumiu , de vez, o sobrenome. Depois de muitas e muitas eleições, a família terminou assimilando definitivamente o “Canela Preta”. Junto à assimilação, no entanto, vinha anexa toda uma mitologia gloriosa e épica sobre o nome familiar.
Segundo eles, o primeiro Benuar teria vindo fugido da França. Célion era filho de Luiz XVI e de Maria Antonieta e, na hora do pega-pra-capar, em plena Revolução, uma mucama chamada Louise Fragonard, havia fugido com a criança, no intuito de livrá-la da guilhotina. Em pleno inverno, fugindo a pé, haviam, por fim , chegado a uma pequena cidade do Sul da França chamada de Tarbes. Chegaram enlameados e sujos . Louise contou uma história fantasiosa que havia fugido de um marido louco e violento que queria matar a ela e ao filho. Ali ficaram conhecidos como os “Pied Noir”, ou , na tradução, os pés pretos. O “Pied Noir” terminou virando na corruptela de “Benuar” . Fugiram depois para a cidade de Viseu, em Portugal, uma vez que estavam sendo perseguidos pelos revolucionários e seus asseclas. Célion casou ainda em Portugal e gerou uma única filha : Leopoldina Benuar. Ela seria a avó de Felipe Benuar que veio morar no Brasil e que teve entre sua descendência Cerdônio Benuar aquele que veio bater em Matozinho. A família explicava que por conta do francês “Pied Noir” , pé preto, é que veio o Benuar, que em Matozinho, para facilitar as coisas, virou : ”Canela Preta”. Os “Canelas Pretas” geralmente terminavam a narração da história declarando : se voltar a Monarquia na França, nós vamos reivindicar nossos direitos, pois somos co-sanguíneos de Luiz XVI: “O Estado é nóis mermo aqui!”.
Esta era a versão épica apresentada pela família . Existia, no entanto, uma outra menos heróica e mais plausível e que circulava, à sorrelfa, de boca em boca. Quem a narrara, pela primeira vez, havia sido o velho Sinfrônio Arnaud, já beirando o próprio centenário. O homem guardara a versão oficiosa quase como segredo de estado, pois sempre se fizera grande amigo dos “Canelas Pretas”. Só contara porque, segundo os amigos, já nos noventa, andava “tresvariando” . Cerdônio, segundo o velho Arnaud, era filho, na realidade, de uma prostituta antiga de Matozinho chamada Judite. Ela ali fundara um dos primeiros rendez-vous da cidade conhecido por todos por “Caçuá”. O nome Benuar, na realidade, seria uma corruptela de “Caçuá” e não sobrenome porque , rodada como era Judite, seria impossível saber quem era o pai sem fazer exame de DNA em todos os homens casados e solteiros da redondeza. Embora existissem suspeitas sérias em cima do Padre Umbelino Candeia. Bom, e o sobrenome famoso “Canela Preta” veio por conta da atividade primeira de Cerdônio, nada higiênica: “Esgotador de Fossa”. O homem , trabalhador como era, vivia com as canelas pretas , calabreadas de excremento.
Bem, amigos, aí vão as duas versões. Escolham a que melhor lhes apetecer. A genealogia de Celedrônio não é diferente de tantas outras fabricadas por aí. De qualquer maneira, se um dia forem a Matozinho, aconselho que esqueçam a versão do velho Sinfrônio Arnaud. Ninguém tem pé-de-ouvido prá fuxico, nem barriga prá amolar lambedeira de doze polegadas.
A todos os amigos do Cariricaturas

do nascimento do Menino Jesus,
que faz renascer no coração de cada um de nós:
A inocência, para sabermos ser transparentes.
O carinho, para cativarmos novos amigos.
A confiança mútua, para consolidarmos
os pactos de construção da vida.
A gratidão, para valorizarmos
a vida em plenitude.
Que o vento sopre levemente à suas costas.
Que a chuva caia de mansinho sobre seus campos.
E até que nos encontremos de novo,
que Deus lhe guarde nas palmas de suas mãos.
Que estejamos juntos de novo no ano que vem.
Que a chegada do novo ano,
traga muita luz, paz, saúde,
dinheiro e muito amor.
Que o brilho do sol e das estrelas,
ilumine todos os seus dias do novo ano.
Um grande abraço,
Bacalhoada de Natal - Compondo a sua ceia ...

BACALHOADA
2 colheres de sopa de alho espremido
1 quilo de bacalhau em lascas dessalgado
Azeitonas-pretas a gosto para decorar
4 batatas médias em rodelas finas
3 cebolas médias em rodelas
2 pimentões verdes em tiras
Azeite a gosto
PREPARO
BACALHOADA Passar o alho no bacalhau e deixar descansar por 20 minutos.
Em uma fôrma, alternar camadas de bacalhau, alho, cebola, pimentão, batata, azeite e mais alho.
Finalizar com mais azeite e levar ao forno por 40 minutos, coberto com papel-alumínio.
Retirar o papel e deixar dourar.
Servir com azeitonas pretas.
Carlos Zara com Eva Vilma, em "Mulheres de Areia"

ANTÔNIO Carlos Zarattini, mais conhecido como Carlos Zara, (Campinas, 14 de fevereiro de 1930 - São Paulo, 11 de dezembro de 2002) foi um ator e diretor brasileiro.
Chegou a estudar piano por oito anos, formou-se em engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, mas foi nos palcos que achou seu caminho, tanto que enquanto estudava engenharia ele fez parte do Grupo de Teatro da Poli. Teatro não estreou com a peça "Cama para Três".
Nos palcos Depois da estreia, Zara foi parar nos estúdios da TV Record, em 1956. Em 1959 participou do teleteatro da TV Tupi. Um ano depois, a convite da Record, aceitou o desafio de encenar e dirigir clássicos da literatura no Rio Grande Teatro Record. Em 1963 foi chamado para fazer parte do elenco da TV Excelsior. E que nesta emissora, em 1967, fez um de seus papéis mais marcantes: o Capitão Rodrigo, personagem da adaptação para a TV do romance O Tempo eo Vento, de Erico Verissimo.
Atuou em mais de 30 novelas e minisséries, 26 peças teatrais e quatro filmes, entre eles Pra Frente, Brasil (1981) e Lamarca (1994). Atuou na Rede Globo em Pai Herói, Baila Comigo, Elas por Elas, Direito de Amar, Sassaricando, Lua Cheia de Amor, Anos Rebeldes, Pátria Minha e Cara e Coroa, entre outras. Talvez seu trabalho mais marcante na emissora carioca tenha Sido o seu primeiro, em Pai Herói, de Janete Clair, onde Viveu o mau-caráter César Reis, que tiranizava uma esposa Carina (Elizabeth Savalla) e que era o principal antagonista de André (Tony Ramos). Seu último trabalho na TV foi ao lado de sua mulher e também atriz Eva Wilma - com quem foi casado por 23 anos - no seriado Mulher (1998/99). Os dois se conheceram nos bastidores da TV Tupi, na década de 1970.
Tortura - Domingos Barroso
para que os sonhos se turvem.
Ciscos o vento leva.
Mas mijada de potó
é carnificina.
Não há o que fazer
senão espremer os cílios
beliscar o braço
morder os ovinhos murchos
e chorar,
pedir por favor lágrimas
inundem as faces
façam poças no chão do quarto
lavem as paredes.
Vi um velho sentado
em uma cadeira de rodas
pensei com é triste viver distante.
Voltando ao potó,
ontem quase morri
com os olhos vermelhos
da urina do insetinho.
Ainda vejo coisas.
Minha visão não está boa.
domingos barroso
Carlos Gardel - " Mi Buenos Aires Querido "
Carlos Gardel !

Carlos Gardel
Composição: Herivelto Martins/David Nasser
Tango, bandoneon, uma guitarra que geme
Num ritmo de amor desesperado
Um cabaret que fecha suas portas
Uma rua de amor e de pecado
Um guarda que vigia numa esquina
Um casal que anda a procura de um hotel
Um resto de melodia
Um assobio uma saudade imortal
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Carlos Gardel
Se cantavas a tragédia das perdidas
Compreendendo suas ouvidas
Perdoavas seu papel
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaret, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
Carlos Gardel
Buenos Aires cantava no teu canto
Buenos Aires chorava no teu pranto
E vibrava em tua voz
Carlos Gardel
O teu canto era a batuta de um maestro
Que fazia pulsar os corações
Na amargura das tuas melodias
Por isso enquanto houver um tango triste
Um otário, um cabaret, uma guitarra
Tu viverás também
Carlos Gardel
Noel Rosa - compositor brasileiro

Noel Rosa
(Compositor brasileiro)
11/10/1910, Rio de Janeiro (RJ)
4/5/1937, Rio de Janeiro (RJ)
"Seu garçom faça o favor de me trazer depressa / Uma boa média que não seja requentada / Um pão bem quente com manteiga à beça / Um guardanapo e um copo d'água bem gelada / Feche a porta da direita com muito cuidado / Que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol / Vá perguntar ao seu freguês do lado / Qual foi o resultado do futebol."
Esse é um trecho da composição "Conversa de Botequim", de Noel Rosa e Vadico, que retrata, de forma saborosa, a vida boêmia do Rio de Janeiro.
Noel Rosa nasceu no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, que se tornou célebre através de suas músicas. Sua mãe teve um parto difícil e o médico precisou usar fórceps, o que teria causado seu problema no queixo, pouco proeminente.
Noel cresceu franzino e doentio. Apesar disso, desde a adolescência interessou-se pela vida boêmia, freqüentando rodas de samba. Aprendeu a tocar bandolim com sua mãe, adotando depois o violão, que aprendeu a tocar com o pai, como seu instrumento.
Em 1927, Noel fundou, com os compositores Almirante e Braguinha, o Bando dos Tangarás. Nesse ano, criou suas primeiras composições, "Minha Viola" e "Festa no Céu".
Entrou para a Faculdade Nacional de Medicina em 1930, que abandonou dois anos depois.
Em 1931, a composição "Com que Roupa?" tornou-se um grande sucesso no Carnaval.
Durante a década de 1930, Noel Rosa tornou-se um compositor extremamente criativo e protagonizou uma carreira vertiginosa, com mais de uma centena de composições, entre sambas e marchinhas. Trabalhou com dezenas de parceiros. Foi nessa década que compôs os sucessos "Feitiço da Vila", "Filosofia", "Fita Amarela", "Gago Apaixonado", "O x do Problema", "Palpite Infeliz" e "Pra que Mentir".
Noel Rosa vendeu suas músicas para outros cantores, tornando-se conhecido no rádio, pelas vozes de cantores como Araci de Almeida, Mário Reis e Francisco Alves.
Além de serem crônicas da vida carioca, as letras bem elaboradas de Noel Rosa tematizaram o amor. Em 1934 o poeta apaixonou-se por Ceci, que conheceu numa festa junina. No fim desse ano, no entanto, acabou casando-se com Lindaura.
Doente de tuberculose, Noel Rosa passou uma temporada em Belo Horizonte, em busca de tratamento, voltando depois ao Rio de Janeiro. Continuou levando a vida nos bares, bebendo e fumando.
Apresentava-se em programas de rádio e fazia recitais e apresentações públicas. Em 1935, ainda viu duas composições suas estrearem no cinema, no filme "Alô, Alô Carnaval".
Noel tinha apenas 26 anos quando faleceu em sua casa, no bairro de Vila Isabel.
net saber
10 de dezembro - Dia do Palhaço

Para José do Vale - do amigo secreto
Era um menino ...Tinha juba ,
romã na pele ,
dentes de coelho ,
e agilidade nas pernas
Chegava afogueado
depois do recreio...
Quanta energia deixava
no campinho,
onde driblava a bola ? !
Cadê a bola,
que para mim é Terra?
Era um menino,
que virou garoto
Parecia rir a toa...
Mas era extremamente sério
Nunca encarei seu olhar
Nem nos olhamos,
nem nos olhamos...
Pena de pássaro voando!
Era um menino viajante
Agora , um homem...
Poeta!
Eu vou passar ... - por Rosa Guerrera
rosa guerrera
Poema sem "T"er - Socorro Moreira
Soneto das Definições - Carlos Pena Filho
e de pacientes buscas no esquisito.
Em breve, chegarei à cor do grito,
à música das cores e do vento.
Multiplicar-me-ei em mil cinzentos
(desta maneira, lúcido, me evito)
e a estes pés cansados de granito
saberei transformar em cataventos.
Daí, o meu desprezo a jogos claros
e nunca comparados ou medidos
como estes meus, ilógicos, mas raros.
Daí também, a enorme divergência
entre os dias e os jogos, divertidos
e feitos de beleza e improcedência.
Poema extraído do livro A Vertigem Lúcida
Microprojetos Contemplados
Ceará tem 186 projetos contemplados no Edital de Microprojetos Mais Cultura
— registrado em: noticias
O Ministério da Cultura, a Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Ceará e Banco do Nordeste divulgam a lista oficial de contemplados no Edital Microprojetos Mais Cultura que destina mais de R$ 2 milhões para as cidades do semiárido cearense. Cada iniciativa contemplada beneficiará jovens de 17 a 29 anos nas áreas de artes visuais, cênicas, audiovisual, música e literatura, recebendo de um a 30 salários mínimos (R$ 13.950,00 – teto) por meio do edital.
Para este edital, o Ceará enviou recorde no número de inscritos, 571 projetos de 131 municípios do Estado. A região com maior numero de projeto foi a Região Metropolitana, que enviou 122 propostas, seguida da Região do Cariri, com 115 propostas. Os municípios que não enviaram projetos à Secult tiveram os recursos redistribuídos para projetos da mesma região.
A comissão de seleção foi formada por representantes da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Luciana Dantas e Isabel Luísa Guedes), Ministério da Cultura (Lênin Carlos Rodrigues e César Antônio Martín), Fundação das Artes - Funarte (Jorge Clésio da Silva) e sociedade civil (Mirna Carla Oliveira Sousa). De acordo com a comissão, a seleção foi baseada de acordo com critérios como adequação orçamentária, conteúdo cultural e distribuição por municípios.
Confira aqui o resultado
http://www.secult.ce.gov.br/categoria1/programa-de-apoio-a-microprojetos-culturais-no/Resultado%20-%20edital%20Microprojetos%20Ceara.pdf
Rui Vieira
Marketing de Rede
(88) 88211433 / 35114798
Pelo amor de Manoel - Rejane Gonçalves

Pedro já chegara à eternidade velho. Incomodava-se, talvez por isto, ter que ficar quase sempre sozinho, ele e as mil e tantas chaves tilintando no bolso de seu camisolão, desassossegadas, por terem, elas e Pedro que se desdobrar entre aquele mundo de casa, o cuidado com as almas moradoras e ainda a prestimosa recepção às almas recém libertas do corpo. Não era fácil entender os sumiços, as saídas noturnas do Senhor e muito menos as desculpas, os motivos escusos de que se valia para abandoná-lo ali. Só. Imerso na estúpida brancura desse mar de nuvens.
Hoje, mais do que nunca, lhe parecera pouco convincente, poderia dizer até inacreditável o teor da explicação recebida, tanto que por não ser capaz de ultrajar o respeito encaliçado em sua mente de servo, fez que sim com a cabeça, quando Ele contara com voz mansa, igual se quisesse acalmar uma criança inconsolável, que àquela noite teria de mais uma vez se ausentar.
Moveria seu Espírito feito asas de uma imensa águia sobre a face de todas as águas. Era preciso, dissera, para satisfazer ao amor de uma criatura, na qual, num tempo muito mais distante do que seja qualquer tempo atrás, havia plantado um desejo, uma semente da criação de uma mulher, a mesma que Ele, com a barba por fazer e toda sua competência de Criador, não conseguira terminar. Da primeira vez por causa de uma estúpida preguiça. Da segunda, por tédio, fastio, sei lá. Da terceira vez por não suportar que os olhos, escolhidos para ela, fitassem o Eterno com a intimidade de um irmão gêmeo. Não achava justo olhar para dentro de uma velhice mais velha que a Dele. Era ameaçador. E que portanto ele, Pedro, entendesse. Precisava ir. Estar presente na hora exata de colher o poema na palma da mão.
Zangado, Pedro abriu o pesado portão de ferro, aquele que sempre fora reservado ao Senhor. Viu a túnica branca esvoejante se transmutar em alvas penugens de um pássaro descomunal. Seus olhos já acostumados à repetição desta cena, nela não mais se fixavam. Seu coração – mesmo que ordenasse cala-te, o que vês é puro artifício, magia primária apenas – nunca conseguiu se acostumar. Jamais obedeceria a ordem de Pedro e de novo bateu desgovernado ante a grandiosidade do espetáculo. Cada vez mais descontente Pedro desejou que o poema não ficasse pronto, e se ficasse que o poeta, zeloso de sua criação, conseguisse escondê-la do Criador.
Com o alvorecer, ele ouviria bochichos, veladas notícias das águas da Terra. Aquela foi a noite em que todas serenaram. Adejando sobre elas, o leve tremular das asas de Deus assemelhava-se a um pano translúcido que sobreposto à face das águas, controlasse suas ondulações, regendo o ritmo, suavizando o movimento. Era uma Bandeira hasteada, entregando-se e resistindo ao vento.
(texto escrito após a leitura do poema “Teresa” de Manuel Bandeira)
por Rejane Gonçalves
Tempo de contar histórias - por Ana Cecília S.Bastos
Dorothy Lamour

Nascida na Louisiana, em 10 de dezembro de 1914 ,Lamour possuía o sonho de ser Cantora. Foi Miss Nova Orleans no ano de 1931. Chegou a trabalhar como ascensorista até que veio se Tornar um vocalista na banda de Herbie Kay, Seu primeiro marido (1935). Logo se separa, dando vazão ao sonho de conquistar Hollywood: aos 22 anos consegue seu primeiro papel num filme - uma "ponta" em The Stars Can't Be Wrong, De 1936.
Ainda neste mesmo ano participa de outra película - justamente o papel que veio a construir sua imagem - como uma "moça da selva", num filme ao estilo de Tarzan, Célebre personagem de Edgar Rice Burroughs, Como um selvagem ulah, vestida em trajes mínimos e sensuais. Este alavancou papel-lhe a carreira, tornando-a por muitos anos uma das actrizes mais cobiçadas, sex-symbol do cinema norte-americano.
Dorothy Lamour, em cena de "The Hurricane"A partir de 36 passa seu nome figurar como um dentres divas das telas. A figura sensual, minimamente vestida para os Padrões da época, despertaram a fantasia dos adolescentes de todo o mundo.
Mas não apenas nas selvas Atuou Lamour: sete realizou Comédias globe-trotters com uma dupla Bing Crosby e Bob Hope, Entre os anos de 1940 e 1962.
Sua extensa filmografia aprensenta mais de sessenta filmes no cinema e, na fase final da carreira, com uma idade, Inúmeras aparições na Televisão. Atuou até 1987, Ano de seu último trabalho no cinema.
Morreu aos 81 anos, de ataque cardíaco.
wikipédia
Cássia Eller - Um mito !

Cássia Rejane Eller (Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 1962 — Rio de Janeiro, 29 de dezembro de 2001) foi uma cantora e violonista do rock brasileiro dos anos noventa.
Caracterizada pela voz grave e o ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro, como Cazuza e Renato Russo, além de artistas da MPB como Caetano Veloso e Chico Buarque, passando pelo pop de Nando Reis e o incomum de Arrigo Barnabé e Wally Salomão, até sambas de Riachão e rocks clássicos de Jimi Hendrix, Mutantes, Beatles e Nirvana.
Cássia Eller sempre teve uma presença de palco bastante intensa, assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e ela era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomendada, singulares, personalizadas.
Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três canções das que gravou: "Lullaby" (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco chamado Cássia Eller (1990 - LP / vendagem: 60.000 cópias, devida ao sucesso da faixa "Por Enquanto" de Renato Russo), "Eles" (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e "O Marginal" (autoria dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos) no segundo disco intitulado O Marginal (1992). Era homossexual e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão).
Coqueteis Natalinos - Faça a sua escolha !

Coquetel Natalino
1 lata de leite condensado
1 lata de vinho do porto
1/4 xícara de chá de conhaque
5 nozes picadas
10 pedras de gelo
Bata tudo no liquidificador, acrescentando o gelo por último até obter uma mistura homogênea.
Receita: Mundo de Sabores
Coquetel de Pêssego
1 lata de pêssegos em calda
1/2 lata de leite condensado
1 garrafa de cidra
Bata todos os ingredientes, previamente gelados, no liquidificador.
Siva em seguida.
Receita: Tudo Gostoso
Champanhe com Polpa de Abacaxi
1 litro de champagne
1/4 unidade de abacaxi
1/2 xícara de chá de vinho banco seco
Descasque o abacaxi e corte-o em pedaços. Em seguida, coloque os pedaços de abacaxi e o vinho branco no liquidificador. Bata por alguns instantes até obter um líquido homogêneo. Retire do liquidificador e passe o líquido por uma peneira. Coloque o líquido peneirado num recipiente e leve ao congelador. Deixe esfriar por, no mínimo, 1 h. Coloque a garrafa de champanhe para gelar. Retire o preparado do freezer. Coloque o preparado de abacaxi até a altura de 1/3 das taças. Complete os copos com champanhe. Sirva a seguir.
Receita: Receitaculo
Drink Sem Álcool
Ingredientes:
1 colher rasa de açúcar
100 ml de suco de laranja
10 ml de suco de limão
1/3 de uma maçã picada em cubos
150 ml de suco de uva
100 ml de suco de maçã
100 gr de gelo
É só misturar e beber!!
Receita: Capital Gourmet
Foto: Marie Clarie
A poesia de Geraldo Urano
BISAFLOR CONTA HISTÓRIAS - por Stela Siebra
A PEDRA ENCANTADA
Era assim todos os dias, lá no sítio Cabeça do Boi, onde moravam meus avós e minhas tias. Bem cedinho as três tias desciam para o rio Conceição, se banhavam e voltavam com potes cheios de água da cacimba.
Aquele rio era quase seco o ano inteiro, tanto que dava para caminhar dentro dele. Tinha poucos poços, mas se chovia no inverno o seu enchia-se de água barrenta, vinha veloz trazendo tudo pelo caminho.
Uma tarde fui com as tias Gecília e Anastácia para o rio, descemos e quando chegamos, só tinha um poço e do lado avistei uma grande pedra, comprida com ponta para cima, quase em pé, aqui bem no meio do leito do rio.
Vendo minha admiração, tia Anastácia foi logo dizendo: - Esta pedra é encantada - e continuou - Quem conseguir ler o que tem escrito nela fica rico.
- Mas tia, não tem nada escrito aí!
- É invisível, dizem que depois de lido aparecerão tesouros e mais tesouros.
- Para mim ela parece uma pedra comum.
- Não! - disse tia Gecília - ela pertence a um reino encantado, aqui deve ser a porta de entrada.
- E o tesouroW - perguntei.
- O tesouro é para quem descobrir o encantamento - disse tia Gecília.
Depois de alguns dias, eu mesmo nunca consegui ler o que tem na pedra. Quando buscava água na cacimba, olhava-a e ficava ali por algum tempo, depois voltava para casa.
Outro dia na contação de "causos", vovó Canela contou uma tal de história da princesa do "Reino da Pedra Fina", mas da pedra lá do rio, nada. Mas quando eu perguntei, ela falou que muitos cavaleiros de outras terras, sabendo do tesouro, apareceram para decifrar o segredo. Tudo em vão, voltavam de mãos vazias.
As pessoas das redondezas já estão acostumadas. Sempre que passam no caminho e atravessam o rio, indo para o outro lado, indo para as festas de sanfona ou viola ou mesmo vindo da cidade de Saboeiro, param, olham a pedra, às vezes até se demoram, mas nunca consguem ler o encantamento. Sem sucesso, seguem viagem
Engraçado, os pássaros, por sua vez, nunca pousam naquela pedra, não se sabe o porquê, e ela sempre está limpa, muito limpa. Os pescadores é que falam, que quando de madrugada, pescando "coró" nas locas do riacho, bem mais na frente do sítio do meu avô, veem um clarão para estas bandas.
Ninguém viu de perto, mas dizem que é a Pedra do Reino Encantado, brilhando como uma luz na escuridão da noite.
- São eles do outro lado abrindo a porta, visitando a gente pra conhecer o nosso mundo, - diz tia Anastácia - deixando tesouros encantados em forma de pedras.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Cor nas palavras.
No ocre que toma o verde da folhaO sal da lágrima que doura o grão de areia
O verde brilhante do beija-flor que a beija
Bem no cume do rosa,
Rota na cor de chumbo do asfalto
Que alto, outro chumbo do céu nublado
Me atira uma chuva torrencial
Fonte de prismas do tiro
Quase solar que vaza a gota d’água
Arco íris em pleno céu de março
Fuma o homem o maço do cigarro
Que negro deixa teu pulmão
Puro charme do trago do lábio carnudo
Da boca de batom carmim da moça
Que roçam em mim os olhos verdes claros
É claro que este olhar não é de festim.
Rubras minhas faces que da romã
Furtou a cor.






