Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Adoniran Barbosa
Adoniran Barbosa, nome artístico de João Rubinato, (Valinhos, 6 de agosto de 1910 — São Paulo, 23 de novembro de 1982) foi um compositor, cantor, humorista e ator brasileiro. Rubinato representava em programas de rádio diversos personagens, entre os quais, Adoniran Barbosa, o qual acabou por se confundir com seu criador dada a sua popularidade frente aos demais.
wikipédia
Carmen Miranda por Norma Hauer
ELA PARTIU EM 5 DE AGOSTO DE 1955
Chamava-se Maria do Carmo Miranda da Cunha, mas ficou conhecida apenas como CARMEN MIRANDA.
Já se passaram 55 anos desde aquela data, lá no ano de 1955, quando chegou a notícia dos Estados Unidos: Carmen Miranda faleceu quando se preparava para um “show” ao lado do comediante Jimmy Durante.
Pouca gente (adulta em 1955) deve se lembrar que na data de seu falecimento (5 de agosto de 1955) a cidade amanheceu coberta de luto.
Era por Carmen? Não, mas passou a ser.
Fazia 1 ano que o Major Rubens Vaz fora morto (quem seria assassinado era Carlos Lacerda) mas o povo, vendo as bandeiras pretas pensou em Carmen, uma estrela que, naquela data, deixara de brilhar.
Muito já se falou dela em revistas, livros biográficos, jornais, rádios, até televisão, além de tudo que consta na Internet.
Assim, vou expor algo não encontrado nesses meios de comunicação. Ou por desnecessários, ou por não interessar ao público, ou por não marcarem nada especial. Mas a mim marcou.
Não sei quem "descobriu", no início de sua triunfante carreira, que Carmen não nascera no Brasil. Ela (que para aqui viera com apenas 1 ano ) negou dizendo que era brasileira de fato. Era de fato, mas não de direito Posteriormente, pelas dúvidas então lançadas, ela confessou ter nascido em Portugal e que para aqui viera muito pequena e se sentia brasileira.
Entendo bem, porque com Carlos Galhardo aconteceu fato semelhante. Ele nasceu na Argentina, mas sempre se disse brasileiro, visto que veio para cá com apenas dois meses.
Outro fato não registrado é que Carmen viveu algum tempo em Santa Teresa quase no final de Rua André Cavalcanti, exatamente na parte da rua em que termina a ladeira e começa uma escadaria, diferente de todas as outras existentes no bairro. Sua casa ainda está lá.
A molecada dessa época, descia as escadas para vê-la e a sua irmã Aurora, que também as subiam para passear na Rua Almirante Alexandrino. Minhas irmãs mais velhas sempre iam vê-las. Já então eram famosas.
E hoje, aqui fica a lembrança de Carmen Miranda.
Para os meninos e meninas do Cariricaturas apreciadores de um bom café
Como fazer café expresso utilizando
Cafeteira Italiana
Já comprei diversas "cafeteiras italianas". Algumas dei de presente a pessoas a quem quero bem e que apreciam um café de primeiríssima. Claro que depois de ter usado e aprovado, né?
O processo é bem simples e o resultado maravilhoso. Embora não fumante e sabendo que cafeína em excesso não é boa prá saúde, não posso dispensar pelo menos uma vez ao dia um bom café. Resolvi o problema depois que passei a utilizar esse tipo de cafeteira, pois não dá trabalho e é facil de garantir um bom café.
Dizem que o café feito nesse tipo de cafeteira tem menos cafeína e é mais saboroso, então, resolvi experimentar essa alternativa mais "gourmet". Se alguém quiser também tentar, eu vou deixar algumas sugestões:
Primeiro que tudo, há que escolher a cafeteira. Existem em alumínio e em inox, embora os entendidos digam que o melhor resultado é o das cafeteiras em alumínio, porque conserva o sabor do café ao longo do tempo e influencia no sabor dos futuros cafés que serão preparados nela.
Vejam bem, minha intenção aqui não é fazer publicidade. Minha cafeteira não tem marca, foi barata e sempre aprecio o resultado final do produto.
Então, primeiro que tudo, convem que o café seja de moagem fina. Mas mesmo assim, qualquer que seja o pó de boa procedência, será possível se obter um resultado que vai satisfazer aos bons apreciadores .
Ao fazer o café, dê preferência à água filtrada, para evitar que a cafeteira fique cheia de calcário.
Ao colocar a água, no compartimento indicado pela figura, tenha o cuidado de não ultrapassar a vávula. Também convém colocar a quantidade que a cafeteira leva, pois se ela é para seis xícaras e voce fizer três, não ficará tão saboroso ... O café que sobrar pode ser guardado em garrafa térmica.
Depois da água, você coloca o filtro e enche de café, sem bater ou comprimir. O filtro nunca deverá estar obstruído, senão, quando a água ferver, vai saltar a parte de cima da cafeteira e explodir água a ferver por toda a sua cozinha!
Coloca-se no fogo médio, o mais baixo possível, desde que faça ferver (não use água pré-aquecida). E quando o café começar a subir, destape. A esta altura, você pode até ver e sentir aquele cheirinho...
Assim que a o café estiver todo na parte de cima, tire imediatamente do fogo e sirva.
Lave a parte interna da cafeteira apenas com água, sem sabão ou detergente, isso alteraria o sabor dos seus cafés no futuro. Desta forma, quantos mais fizer, melhor será o sabor.
Tenho certeza de que os que apreciam ficarão com vontade de beber café...
Estão convidados!
Distribuição do livro do Cariricaturas - por Socorro Moreira
Enviamos os livros, via Correios , de :
Vera Barbosa, Bernardo Melgaço, Bruno Pedrosa, José do Vale, Corujinha Baiana.
Distribuimos os de Armando Rafael, Claude, Socorro, Dr. José Newton, Marcos Barreto, Stela, Rejane, Edilma, Olival, João Marni, Pachelly, Roberto Jamacaru, Everardo Norões, Marcos Barreto,Joaqui Pinheiro, Isabela, Liduína, Dimas, Zé Flávio, Emerson, Dedê.,Carlos, Magali, Edmar Cordeiro, Assis Lima,Ana Cecília,Domingos Barroso, Nicodemos e Mariano..
Totalizando 661 livros.
Distribuímos em publicidade/reciprocidade de cortesias :
Edilam : 20 (cobertura de despesas)
Claude: 15(cobertura de despesas)
Emerson : 35(publicidade)
Itiberê: 2( Biblioteca nacional)
Vicelmo:01( livro protótipo)
Elmano: 10 ( reciprocidade na doação de brindes)
Sônia e Marcos jamacaru : 10( reciprocidade na decoraçaõ da festa)
Sesc ( bibliotecas) : 10
Isabela : 10 ( Escolas do Recife- incentivo jovem à leitura e escrita) )
Distribuídos na festa , como parte do ingresso : 105( incluindo as mesas de cortesia)
Heládio: 10 ( patrocinador de um dos escritores)
Vendidos 10 ( cobertura do trabalho de João Nicodemos)
Distribuiçao em diversos pontos de vendas ( para cobertura de despesas)- 91
Estoque, em poder do Cariricaturas : 10 livros
Abraços.
Vera Barbosa, Bernardo Melgaço, Bruno Pedrosa, José do Vale, Corujinha Baiana.
Distribuimos os de Armando Rafael, Claude, Socorro, Dr. José Newton, Marcos Barreto, Stela, Rejane, Edilma, Olival, João Marni, Pachelly, Roberto Jamacaru, Everardo Norões, Marcos Barreto,Joaqui Pinheiro, Isabela, Liduína, Dimas, Zé Flávio, Emerson, Dedê.,Carlos, Magali, Edmar Cordeiro, Assis Lima,Ana Cecília,Domingos Barroso, Nicodemos e Mariano..
Totalizando 661 livros.
Distribuímos em publicidade/reciprocidade de cortesias :
Edilam : 20 (cobertura de despesas)
Claude: 15(cobertura de despesas)
Emerson : 35(publicidade)
Itiberê: 2( Biblioteca nacional)
Vicelmo:01( livro protótipo)
Elmano: 10 ( reciprocidade na doação de brindes)
Sônia e Marcos jamacaru : 10( reciprocidade na decoraçaõ da festa)
Sesc ( bibliotecas) : 10
Isabela : 10 ( Escolas do Recife- incentivo jovem à leitura e escrita) )
Distribuídos na festa , como parte do ingresso : 105( incluindo as mesas de cortesia)
Heládio: 10 ( patrocinador de um dos escritores)
Vendidos 10 ( cobertura do trabalho de João Nicodemos)
Distribuiçao em diversos pontos de vendas ( para cobertura de despesas)- 91
Estoque, em poder do Cariricaturas : 10 livros
* Carlos Rafael . Seus livros o aguardam, na Rua da penha, 44.
Colaboração de Ismênia Maia
O que você faria se cada vez que você quisesse uma pessoa, ela não estivesse por perto????
O que você faria se a cada momento que você estivesse super feliz...existisse 10 de tristezas????
O que você faria se seu amigo morresse amanhã e você nunca tivesse oportunidade de dizê-lo como você se sentia??
Então,eu só queria dizer que, se nunca mais eu falar com você em minha vida, você é muito especial e tem feito uma grande
diferença em minha vida!!!!
Eu olho pra você, respeito você e tenho um grande carinho por você.
Deixe velhos amigos saberem que você nunca os esqueceu, e fale para os novos que você nunca irá esquecê-los...
Lembre-se, todos precisam de amigos. Algum dia você irá sentir
que não tem nenhum, mas apenas lembre-se desse e-mail e se conforte sabendo que tem alguém, em algum lugar que gosta de ti, e sempre gostará....
Eu sempre estarei por perto....
Em tempos de dificuldades
Em tempos de precisão,
Se você está se sentindo triste,
Você pode contar comigo.
Eu irei piscar,
Até você sorrir,
darei-lhe um abraço,
E ficarei ao teu lado.
Estarei com você aqui até o fim,
Eu sempre e pra sempre serei seu amigo!
Boa Sorte!!!!
MÃE, VOLTO LOGO ! - Por Edilma Saraiva Rocha

Queria fazer uma homenagem tomando emprestada da alma algumas palavras... Tremo as mãos, meu coração bate apressado e sinto uma dor que não passa e despeja lágrimas sobre o meu rosto. O meu sorriso foge, a palidez toma conta da minha face e sinto a falta de um pedaço do meu coração. Exatamente hoje 6 de Agosto à 16 anos atrás ouvi a última frase...
_ Mãe, volto logo !
O telefone tocou. Era um amigo do colégio pedindo para leva-lo ao encontro de uma namorada, pois o mesmo não possuía carro. Disse ao amigo que eu me encontrava sozinha em uma casa e que o pai estava viajando a trabalho, os empregados dormiam fora e ele era o filho mais velho. Deu todas as desculpas possíveis e por fim não soube dizer não. Voltou-se sorrindo pra mim e e se despediu...
_ Mãe volto logo !
As horas correram nos ponteiros do relógio da sala e a cada tocar uma sensação estranha me deixava em agonia. As crianças dormiam e eu caminhava de um lado para outro sem parar e não tínhamos os celulares para acalmar os corações das mães aflitas. De repente ouvi o barulho de um motor de um carro no portão e corri aliviada. Chegou !
_Senhora, é daqui uma caminhonete furgão azul ?
_ Sim, é !
O homem cobriu o rosto com as mãos por alguns segundos e perguntou-me com a voz baixa.
_ O que é da senhora o rapaz que dirige o carro ?
_ Meu filho !
_Sinto muito em eu ser a pessoa a lhe dar esta noticia mas aconteceu agora um acidente com a caminhonete e um caminhão desgovernado e o rapaz está morto.
Faltou-me o chão, meu corpo foi tomado por uma sensação indescritível de dor, tremor, medo, aflição como uma transformação tenebrosa. Tudo se cobriu de negro cegando-me o olhar e senti o sangue correr forte doendo nas minhas entranhas. Os meus suspiros eram curtos e apressados faltando-me o ar para respirar, fiquei estática por um momento . Corri em desespero para dentro de casa e acordei o meu rapazinho de 14 anos para ir comigo ao encontro mais dificel da minha existência. Mas com esperanças, poderia ser um engano e ele devia estar desmaiado e ainda daria tempo para leva-lo ao hospital e salvar a sua vida.
Eram 4:30 da manhã e fomos as primeiras pessoas a chegar pois ele estava a apenas 600 metros da porta de casa. Em desespero abrimos a porta lateral do carro e o encontramos mutilado. Procurei uma de suas mãos e a encontrei no bagageiro, me agarrei aquele pedaço de carne como se representasse toda a sua vida e segurei fortemente ao meu peito. Não havia mais o que fazer... Estava tudo consumado.
Os céus ouviram meu clamor acordando os que dormiam por perto e caí ao chão sem forças presa nos braços do filho que me segurou num infinito abraço. Aqueles minutos foram uma eternidade... Dei um suspiro forte querendo que todo o ar do mundo me desse forças para me resignar a sorte cruel. Os curiosos foram chegando e saí dali na viatura da policia para as formalidades da lei. O pai viajando, a família no Crato e Fortaleza e eu sozinha para tomar todas as providências e pagar coisas que o meu dinheiro jamais imaginou. Tudo estava em minhas mãos, teria que esperar por todos com o filho morto em casa.
_Meu coração falta um pedaço !
Não sou tão forte o quanto me julgam, por trás do meu sorriso se esconde a dor da saudade do filho que se despediu e temos que compreender que morrer é tão natural quanto nascer. Se continuo a sorrir, faço isso por ele, pelos outros filhos, pelos meus pais, familiares e pela vida que continua a seguir.
Me perdoem aqueles que lêem este grito de dor, mas é que as vezes ele é mais forte do que eu.
Edilma Saraiva Rocha
Do baú de Stela
RIO JAGUARIBE
Demócrito Rocha
O Rio Jaguaribe é uma artéria aberta
por onde escorre
e se perde
o sangue do Ceará.
O mar não se tinge de vermelho
porque o sangue do Ceará
é azul ...
Todo plasma
toda essa hemoglobina
na sístole dos inverno
vai perder-se no mar.
Há milênios... desde que se rompeu a túnica
das rochas na explosão dos cataclismos
ou na erosão secular do calcário
do gnaisse do quartzo da sílica natural ...
E a ruptura dos aneurismas dos açudes...
Quanto tempo perdido!
E o pobre doente — o Ceará — anemiado,
esquelético, pedinte e desnutrido —
a vasta rede capilar a queimar-se na soalheira —
é o gigante com a artéria aberta
resistindo e morrendo
resistindo e morrendo
resistindo e morrendo
morrendo e resistindo...
(Foi a espada de um Deus que te feriu
a carótida
a ti — Fênix do Brasil.)
E o teu cérebro ainda pensa
e o teu coração ainda pulsa
e o teu pulmão ainda respira
e o teu braço ainda constrói
e o teu pé ainda emigra
e ainda povoa.
As células mirradas do Ceará
quando o céu lhe dá a injeção de soro
dos aguaceiros —
as células mirradas do Ceará
intumescem o protoplasma
(como os seus capulhos de algodão)
e nucleiam-se de verde
— é a cromatina dos roçados no sertão...
(Ah, se ele alcançasse um coágulo de rocha!)
E o sangue a correr pela artéria do rio Jaguaribe...
o sangue a correr
mal que é chegado aos ventrículos das nascentes ...
o sangue a correr e ninguém o estanca...
Homens da pátria — ouvi:
— Salvai o Ceará!
Quem é o presidente da República?
Depressa
uma pinça hemostática em Orós!
Homens —
o Ceará está morrendo, está
esvaindo-se em sangue ...
Ninguém o escuta, ninguém o escuta
e o gigante dobra a cabeça sobre o peito
enorme,
e o gigante curva os joelhos no pó
da terra calcinada, e
— nos últimos arrancos — vai
morrendo e resistindo
morrendo e resistindo
morrendo e resistindo
Do baú de Stela : MÁRCIA BARRETO, NOSSA MÁRCIA
Tô muito emocionada. "Deverasmente" emocinada ao ver o post da conversa entre Márcia e Socorro. Nós, que compomos uma turma muito especial no Dom Bosco nos anos 60, tínhamos a marca registrada da união,do bem querer, da cumplicidade,do companheirismo, de dar risadas muitas, contar segredinhos, andar de braços dados, ir consultar a cigana, estudar muito, compartilhar merendas, essas e outras coisas simples e boas da vida de estudante.
Guardo lembranças maravilhosas desse tempo, de cada pessoa em particular, mas hoje quero falar de Márcia.
Márcia: menina, moça, bailarina, meiga, parecia frágil, mas não era, parecia uma boneca, mas não era; tinha um sorriso quase maroto, de menina mesmo, que, como todas nós, sonhava e sonhava...
Márcia era uma das integrantes do grupo das Jogralesas de Chieri, formado por Stela, Regina, Gracinha Aragão, Márcia, Francíria e Gracinha Barreto. Ah,quantas performances fazíamos ao declamar poesias, sob a direção artística de Divani Cabral! Ainda sei trechos de alguns poemas; mas quem de nós, Jogralesas, não lembra do poema "O Rio Jaguaribe", de Demócrito Rocha?, que começava assim:
"O Rio Jaguaribe é uma artéria aberta
por onde escorre e se perde o sangue do Ceará"
Eita! que bons tempos! Tá passando um filme na minha cabeça, que me faz sorrir, tantas são as lembranças... é como se alguém pegasse na minha mão e me rodopiasse numa dança alucinante de volta a um tempo de cor azul, tão limpo estava nosso céu, sem preocupaçoes ou grandes responsablidades; tudo era leve e estávamos amparados no colo da chapada do Araripe.
Estas lembranças de hoje foram inspiradas pela imensa ternura que emana da alma de Márcia.
Feliz estou, querida Márcia,por esse reencontro, mesmo que virtual. Bem querer é coisa boa de se conservar por essa vida afora.
Guardo lembranças maravilhosas desse tempo, de cada pessoa em particular, mas hoje quero falar de Márcia.
Márcia: menina, moça, bailarina, meiga, parecia frágil, mas não era, parecia uma boneca, mas não era; tinha um sorriso quase maroto, de menina mesmo, que, como todas nós, sonhava e sonhava...
Márcia era uma das integrantes do grupo das Jogralesas de Chieri, formado por Stela, Regina, Gracinha Aragão, Márcia, Francíria e Gracinha Barreto. Ah,quantas performances fazíamos ao declamar poesias, sob a direção artística de Divani Cabral! Ainda sei trechos de alguns poemas; mas quem de nós, Jogralesas, não lembra do poema "O Rio Jaguaribe", de Demócrito Rocha?, que começava assim:
"O Rio Jaguaribe é uma artéria aberta
por onde escorre e se perde o sangue do Ceará"
Eita! que bons tempos! Tá passando um filme na minha cabeça, que me faz sorrir, tantas são as lembranças... é como se alguém pegasse na minha mão e me rodopiasse numa dança alucinante de volta a um tempo de cor azul, tão limpo estava nosso céu, sem preocupaçoes ou grandes responsablidades; tudo era leve e estávamos amparados no colo da chapada do Araripe.
Estas lembranças de hoje foram inspiradas pela imensa ternura que emana da alma de Márcia.
Feliz estou, querida Márcia,por esse reencontro, mesmo que virtual. Bem querer é coisa boa de se conservar por essa vida afora.
Tudo Pronto para o Cariri Cangaço 2010 Por:Manoel Severo

A Cariri do Brasil apresenta o Cariri Cangaço 2010, um dos maiores fóruns de debates e aprofundamento de estudos ligados a assuntos nordestinos, de nosso país. De 17 a 22 de agosto, o cariri cearense, a partir das cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha e Aurora, estará recebendo as maiores personalidades do universo da pesquisa sobre o temática, que participarão durante seis dias de 17 Conferencias, 21 Visitas Técnicas, Debates e Apresentações Artísticas, tendo a oportunidade também de conhecer o que o cariri tem de melhor.
Inscrições Recordes
231 Inscritos em 19 dias, perfazendo com as confirmações de 138 personalidades do estudo e pesquisa de temas nordestinos, um total até o momento de 369 participantes. Se você ainda não se inscreveu, mande um email para o endereço abaixo:
fichacariricang@hotmail.com
com;NOME, ENDEREÇO,TELEFONE, EMAIL E ATIVIDADE ATUAL, pronto já está participando do Cariri Cangaço 2010.
O Cariri Cangaço é uma promoção da Cariri do Brasil, uma realização das Prefeituras de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, e Universidade Regional do Cariri - URCA, Com o apoio do ICC, Centro Pró Memória Josafá Magalhães, ICVC, SESC, SEBRAE, CCBNB, Expresso Guanabara, Revista Nordeste VinteUM, GeoPark Araripe, Blog do Crato e Pasargada Parque Hotel.
Programação Completa, Conferências, Palestrantes, Debatedores, e todas as informações você encontra visitando o site oficial do evento:
www.cariricangaco.com.br
Cariri Cangaço 2010
A história contada como você nunca viu!
Manoel Severo
.
O Bêbado Culto ! - Colaboração de Altina Siebra
Riqueza semântica
Um político que estava em plena campanha chegou a uma cidadezinha, subiu em um caixote e começou seu discurso:
- Compatriotas, companheiros, amigos! Nos encontramos aqui convocados, reunidos ou ajuntados para debater, tratar ou discutir um tópico, tema ou assunto, o qual é transcendente, importante ou de vida ou morte. O tópico, tema ou assunto que hoje nos convoca, reúne ou ajunta, é minha postulação, aspiração ou candidatura à Prefeitura deste Município.
De repente, uma pessoa do público pergunta:
- Escute aqui, por que o senhor utiliza sempre três palavras para dizer a mesma coisa?
O candidato responde:
- Pois veja, meu senhor: A primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como poetas, escritores, filósofos etc. A segunda é para pessoas com um nível cultural médio como o senhor e a maioria dos que estão aqui. E a terceira palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele bêbado ali jogado na esquina.
De imediato, o bêbado se levanta cambaleando e responde:
- Senhor postulante, aspirante ou candidato! (hic) O fato, circunstância ou razão de que me encontre (hic) em um estado etílico, bêbado ou mamado (hic) não implica, significa, ou quer dizer que meu nível (hic) cultural seja ínfimo, baixo ou ralé mesmo (hic). E com todo o respeito, estima ou carinho que o Sr. merece (hic) pode ir agrupando, reunindo ou ajuntando (hic), seus pertences, coisas ou bagulhos (hic) e encaminhar-se, dirigir-se ou ir diretinho (hic) à leviana da sua genitora, à mundana de sua mãe biológica ou à puta que o pariu!
Mexe com quem tá quieto!!!
Conversa nos bastidores : Márcia Sousa x Socorro Moreira
Socorro Moreira,
Trouxe-me muitas alegrias e também saudades de vocês o livro Cariricaturas em Verso e Prosa. Fiquei encantada por reconhecê-la através de seus belos escritos. As memórias de sua vida fizeram reviver as minhas.Amei o seu estado civil,acho até que vou mudar o meu também ah..ra..ra.. Abraçe toda essa gente boa que faz parte do Cariricaturas por mim.Parabéns e um grande beijo
Márcia.
Socorro Moreira disse ...
Márcia,
Minha vida foi mesmo animada. Morei em vários lugares, casei muitas vezes.Já identificamos as nossas falhas na impressão do livro.Espero que o próximo seja mais perfeito.Obrigada pela sua atenção carinhosa. O que você é de Dr. José Newton e Dona Rute ? Ou você é a minha Márcia , filha de Seu Geraldo e Dona Elsa, colega e amiga , que eu só lembro como Barreto?
De qualquer forma,
Um grande beijo !
Márcia disse ...
Socorro Moreira,
Nossa, você me fez uma pergunta complexa: o que eu sou do Dr. José Newton e Dona Ruth? Vou tentar explicar. Dona Ruth é irmã da minha mãe,portanto minha tia. É também minha madrinha de batismo.É ainda minha comadre por que batizou a minha filha caçula. E também minha concunhada por que é casada com o meu cunhado,pois tio Zé Newton, como o chamo na intimidade é irmão do meu falecido esposo que se chamava Dailton.Não sei se você lembra dele! Ele veio para a Bahia muito novo. Quero ainda lhe dizer que cada vez mais vou ficando fascinada com a leitura do livro Cariricaturas.Comecei a leitura pelos autores mais próximos.Foi como entrar no túnel do tempo.Logo veio em minha frente uma miragem do Dom Bosco. Joaquim, Magali,Stela e Vera, todos têm a arte da palavra escrita.Gostei muito da singularidade dos escritos de Stela. Transmita a todos o meu abraço.E você , receba de mim uma grande admiração.Fique com Deus.
Socorro Moreira disse ...
Márcia,
- A menina dos olhos de Divane Cabral ! Foi criança prodígio : dançava, cantava, interpretava , mesmo sendo tímida e calada. Nos reencontramos ano passado, depois de 40 anos. Ela estava mais linda, mais radiante !
Acho que a beleza da alma gosta de se refletir na nossa cara !
Você fez falta , na festa do cariricaturas, sim !Foi lembrada com as nossas saudades !
Acho que a beleza da alma gosta de se refletir na nossa cara !
Você fez falta , na festa do cariricaturas, sim !Foi lembrada com as nossas saudades !
Abraço carinhoso do Carirricaturas , que tão bem representa o nosso presente e futuro !
Cromo

Cromo
A garça branca ergue muito o pescoço
E olha do alto, solene, a vaca preta.
A vaca pasta com resignação
O capim verde à beira do mato.
Perto, com seus espinhos, um pé de limão.
A água corre escondida, não muito longe.
Um tucano passa agitado, aos gritos.
Dois coqueiros se ajeitam entre as árvores.
Nuvens brancas esparsas no céu azul
Lembram a paina das paineiras nuas
Ou a lã das ovelhas tosquiadas.
Quase as ouço balir à distância.
Os cavalos pastam sossegados:
Sabem que o verde nunca terá fim.
Os cachorros descansam à sombra
E prossegue o trabalho das formigas.
_________
A B. Lopes. Eu era quase criança quando conheci os "cromos" de B. Lopes. Depois, quando comecei a fazer poesia, fiz algums "cromos" à maneira de B. Lopes - ou que eu pretendia que fossem à maneira, quando eram apenas péssimos. Dia 27 de julho último escrevi este poema e ocorreu-me o nome Cromo – somente então me ocorreu que muitos poemas que tenho escrito poderiam ter esse nome, usado por B. Lopes. Bom. Não tenho intenção de ser "moderno", nem "inovador". Sem nenhuma intenção premeditada, escrevo cromos, como B. Lopes, embora à minha maneira.
Se alguém quiser comparar, conhecer ou recordar: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/b_lopes.html
Coralie Clement- L'ombre et la lumière
Coralie Clement- L'ombre et la lumière
Un beau jour
Ou était-ce une nuit
On s'assoit sur un banc
On décide de refaire ses vies
Et sous le firmament
On oublie les règles et les acquis
Et tous nos différends
Sont différentes
Un beau jour
Une fin d'après midi
On vole aux quatre vents
Vers un ailleurs
Un atoll, un abri
Une rivière de diamants
On oublie les comptes et les débits
Les quoi, les où, les quand
Simplement, simplement
C'est l'ombre et la lumière
Ces petits riens qu'on aimait tant naguère
San Rémo, le printemps en fleurs
Au loin j'entends battre ton coeur
C'est l'ombre et la lumière
Les vacanciers qui partent aux sports d'hiver
Monaco, Venise où Honfleur
Plus qu'un rêve, un leurre
Un beau jour
Ou était-ce une nuit
On s'assoit sur un banc
On reprend le cours de sa vie
On oublie simplement
Qu'on a vu un peu de paradis
Des mers, des éléments
Simplement, simplement
C'est l'ombre et la lumière
Ces petits riens qu'on aimait tant naguère
San Rémo, le printemps en fleurs
Au loin j'entends battre ton coeur
C'est l'ombre et la lumière
Les vacanciers qui partent aux sports d'hiver
Monaco, Venis où Honfleur
Plus qu'un rêve, un leurre
A SOMBRA E A LUZ
Um dia
Ou foi uma noite?
Nos sentamos em um banco
Decididos reconstruir nossa vida
E sob o firmamento
Esquecemos as regras e os ganhos
E as nossas diferenças
Somos diferentes
Um dia
Um fim de tarde
Voamos aos quatro ventos
Rumo a outros lugares
Um atol, um abrigo
Um colar de diamantes
Esquecemo-nos das contas e débitos
O que, onde, quando
Simplesmente, simplesmente
A sombra e luz
Essas pequenas coisas que amamos uma vez
San Rémo, floração de primavera
Na distância eu ouço seu coração batendo
A sombra e luz
Os veraneantes que se deslocam para esportes de inverno
Mônaco, Veneza e Honfleur
Mais do que um sonho, um engodo
Um dia
Ou foi uma noite?
Você senta em um banco
Decidido a retomar sua vida
Você simplesmente esquece
Vimos um pouco do paraíso
Mares, elementos
Simplesmente, simplesmente
A sombra e luz
Essas pequenas coisas que você amou uma vez
San Rémo, floração de primavera
Na distância eu ouço seu coração batendo
A sombra e luz
Os veraneantes que se deslocam para esportes de inverno
Mônaco, Veneza e Honfleur
Mais do que um sonho, um engodo
Para Edilma...
Un beau jour
Ou était-ce une nuit
On s'assoit sur un banc
On décide de refaire ses vies
Et sous le firmament
On oublie les règles et les acquis
Et tous nos différends
Sont différentes
Un beau jour
Une fin d'après midi
On vole aux quatre vents
Vers un ailleurs
Un atoll, un abri
Une rivière de diamants
On oublie les comptes et les débits
Les quoi, les où, les quand
Simplement, simplement
C'est l'ombre et la lumière
Ces petits riens qu'on aimait tant naguère
San Rémo, le printemps en fleurs
Au loin j'entends battre ton coeur
C'est l'ombre et la lumière
Les vacanciers qui partent aux sports d'hiver
Monaco, Venise où Honfleur
Plus qu'un rêve, un leurre
Un beau jour
Ou était-ce une nuit
On s'assoit sur un banc
On reprend le cours de sa vie
On oublie simplement
Qu'on a vu un peu de paradis
Des mers, des éléments
Simplement, simplement
C'est l'ombre et la lumière
Ces petits riens qu'on aimait tant naguère
San Rémo, le printemps en fleurs
Au loin j'entends battre ton coeur
C'est l'ombre et la lumière
Les vacanciers qui partent aux sports d'hiver
Monaco, Venis où Honfleur
Plus qu'un rêve, un leurre
A SOMBRA E A LUZ
Um dia
Ou foi uma noite?
Nos sentamos em um banco
Decididos reconstruir nossa vida
E sob o firmamento
Esquecemos as regras e os ganhos
E as nossas diferenças
Somos diferentes
Um dia
Um fim de tarde
Voamos aos quatro ventos
Rumo a outros lugares
Um atol, um abrigo
Um colar de diamantes
Esquecemo-nos das contas e débitos
O que, onde, quando
Simplesmente, simplesmente
A sombra e luz
Essas pequenas coisas que amamos uma vez
San Rémo, floração de primavera
Na distância eu ouço seu coração batendo
A sombra e luz
Os veraneantes que se deslocam para esportes de inverno
Mônaco, Veneza e Honfleur
Mais do que um sonho, um engodo
Um dia
Ou foi uma noite?
Você senta em um banco
Decidido a retomar sua vida
Você simplesmente esquece
Vimos um pouco do paraíso
Mares, elementos
Simplesmente, simplesmente
A sombra e luz
Essas pequenas coisas que você amou uma vez
San Rémo, floração de primavera
Na distância eu ouço seu coração batendo
A sombra e luz
Os veraneantes que se deslocam para esportes de inverno
Mônaco, Veneza e Honfleur
Mais do que um sonho, um engodo
Para Edilma...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Imagens - Emerson Monteiro

Elas vêm de novo se achegando aqui por perto espraiando pelo firmamento do juízo, e tomam conta desse universo inteiro de mim. Os fragmentos amarelecidos nas lufadas de vento em folhas sacudidas, multidão impaciente, dão mostras de vida nas árvores da Serra. Junto, cantos esparsos, pipilados intermitentes de aves friorentas, ponteiam cada instante, assinalando o rufar do relógio preso dentro do guarda-roupa indiferente na condição da casa. E fiapos soltos de pensamentos voam libertos pelo ar, quais acordes sincopados de velhas sinfonias do mais distante passado. As cicatrizes do aprendizado, que a história oferece ao sentimento porejam de interrogações, nos toques abandonados de reluzentes aventuras arcaicas ao sol da manhã fria. São porta-lápis de aulas anteriores que invadem o querer da gente de falas, lembranças de filmes, livros, poemas, numa sala vazia das pessoas que se ausentaram, deixando saudades contundentes na existência audaz, enquanto o barco, impávido, seguia sua jornada-correnteza nos caminhos a acima.
Imagens grudadas nas paredes da memória que ardem, pois, notícias agitam o esquecimento ainda meio adormecido. Tantas palavras aqui depositadas em tomos empoeirados, nas prateleiras das coisas fugazes, biblioteca milenar de quimeras, sonhos, névoas, estremecimentos, motores eternos, quase trilhos, que circulam dimensões consistentes, acordes, cantigas, histórias, palmas acesas, o farol aberto das enseadas, grilhões rompidos e normas restabelecidas.
Cruzar pontes levadiças, cavaleiros andantes, vultos escondidos sob capuzes misteriosos, sombras que desfilam na retina imortal de olhos ensolarados, alvoradas festivas ao gosto próspero do viver sorridente que brinca semi-deuses conosco quadro a quadro.
Quantas cartas vagam silenciosas, a transcorrer os espaços aquecidos da alma. Quantas vagas... Então, número infinito de perguntas pulula na tela verde-azul em gotas suaves de ondas quebrando ao acaso, luzes vindas bem de dentro; com isso, mostram avisos de outras formações em movimento, mesma sequência de objetos ofertados às portas e janelas entregues no sereno circunstancial das horas.
Um pulsar de veias no só cuida de aumentar o cenário interior entranhado pela música do vento. Estrelas que latejam céus de ritmos persistentes. Contudo, cheiro de vida preenche o bojo dos sentidos, circula em volta do mastro do coração e desce pelas encostas adormecidas do corpo, tatuando marcas indeléveis, gravadas para sempre na eternidade de um todo coerente sem desaparecer ingrato nas curvas macias e carinhosas dos lençóis.
OBS.: Notas de uma madrugada fria de domingo, inícios do mês de agosto de 2010.
Por Lupeu Lacerda
BENDITA TÚ
QUE INFLAMA AS ÁRVORES
SOPRA MAIS QUE O VENTO
E JOGA PALAVRAS DE LAVA NO VENTILADOR
DO TEMPO.
BENDITA TÚ
QUE YEM VENENO E ANTÍDOTO
NOS BICOS TÚRGIDOS DOS SEIOS.
BENDITA TÚ, QUE COMEÇA TODAS AS REVOLTAS
E AS APLACA, ACALMA, TRANQUILIZA.
SENHORA VENDAVAL E CHAMA
QUE TRAZ NOS LÁBIOS CANÇÕES DE
RENDIÇÃO E VITÓRIA
BENDITA TÚ
CUSPINDO NAS BANDEIRAS
PAIRANDO ALTANEIRA ACIMA DE TUDO E TODOS
NOTA DEZ
NO QUESITO ALEGORIA
E VIDA.
por lupeu lacerda
LUPEU É SHOW !
séquiço sacro
[exterior, noite] voz em off: - viver? É muito perigoso... [pausa] voz cansada: - tudo...pode...acontecer... [farolete da polícia iluminando um beco]. Cena 1. um homem nu, absolutamente magro, come a bunda de uma mulher de plástico. O policial ilumina a cena com o farolete e grita: - oh shit!!! O outro policial aponta a magnum 45 para o peito do esquelético tarado e fala entre dentes: - welcome to hell fela da gaita. [corte – a cena congela – um senhor distinto, vestindo roupas do princípio do século aparece e traduz as falas dos policiais] (pigarro) – boa noite senhoras, senhores. O objetivo dessa minha singela aparição é deixar um pouco mais claro o linguajar desses policiais, e, se possível, transformar essa película em algo proveitoso. (pigarro) – o magro comendo a mulher de plástico, apesar de nada acrescentar, mostra como são solitários os corretores da bolsa. Vale como performance, algo assim meio zé celso. O primeiro policial, ao vê-lo, exclama: - oh merda. O outro, que saca a arma, com um linguajar misturado de inglês e ceares, vocifera: - bem vindo ao inferno, filho de um instrumento musical. Como se vê, são hilários. Bom, mas o que eu queria realmente dizer com isso é que...[corte – o policial com a arma na mão descongela e dá dois tiros no peito do comentarista – (tihuana canta tropa de elite osso duro de roer)] – os idiotas falam demais! Aliás, falando nisso, e aproveitando que está gravando, eu... ta gravando? Bom é que eu queria mandar um beijo pra minha filha que ta aniversariando, e dizer que nunca mais eu chuto a boca dela com coturno, e...[o outro policial descongela, atira no magro, na mulher de plástico, no companheiro, no farolete do carro, na fachada de néon que ilumina a cena, no diretor, no câmera e na claquete] após soprar o cano da arma fumegante, ele exclama: - my name is silva! João da silva! Ao longe se ouve uma pacata música dos ratos de porão: “de pé contra o muro, de pé contra a lei. Pra ser condenado, pra ser fuzilado, não há esperança pra eu ou você”.
por lupeu lacerda
Magma

“Para Luiz Karimai: mestre de Magma, artífice de Luz”
O túnel ...a treva... a luz ! Adiante a montanha : meio enigma, meio magma ! Empertiga-se desafiadora, sinuosa como um dromedário: sem palavras, sem mapas, sem tutorial. O homem, no entanto, intuitivamente, percebe : é preciso escalar. Por que? Para que? Em busca do que ? Apenas mira aquele que lhe parece o ponto culminante e, num perigoso rapel, inicia a subida. No fundo, imagina que, chegando ao topo, alguma surpresa o espera, atrás das nuvens que encobrem o pico, como um Kilimanjaro. Na travessia, encontra-se, eventualmente com outros alpinistas, que seguem caminhos paralelos. Cada um deles almeja atingir um pico diferente da mesma montanha que lhes parece , na sua particular visão, sempre o mais alto e o mais promissor. As versões variam também, imensamente, sobre o prêmio auferido ao topar o cume: um tesouro; a soberana vista altaneira, em trezentos e sessenta graus; a possibilidade de avistar além de horizontes jamais imaginados. Alguns até, ascendem tangidos pela certeza de quem do outro lado do cume, por detrás das leitosas nuvens, na face oculta da montanha, esconde-se o éden, um Sangri-lá de eterna felicidade.
A perigosa ascensão faz com que muitos viandantes se fixem, cuidadosamente, nas escarpas e, assim, perdem a paisagem que se abre voluptuosamente à frente. Outros, ao contrário, embriagam-se pela vista privilegiada, tropeçam facilmente nas pedras e oferecem-se à rapacidade do abismo. No topo, a montanha, passo a passo, parece se tornar mais inacessível. Os alpinistas vão rareando: alguns escorregam nas pedras pontiagudas; outros são engolidos por avalanches; muitos tragados pelo ar rarefeito; tantos não sobrevivem aos rigores do frio. Percebe-se, com clareza, que aqueles que escolheram escalar os picos mais altos, carregam consigo as maiores taxas de insucesso.
Entre um e outro acampamento, os sobreviventes dividem as esperanças do galardão a ser alcançado. Aqueles que buscam , no alto, uma vista privilegiada e os que almejam o éden os aguardando no lado escondido da montanha, desenvolvem, entre si, uma forte solidariedade: compartilham mantimentos e remédios e trabalham em equipe, mesmo caminhando em direção a pontos díspares da mesma cordilheira. Os muitos que pensam encontrar o tesouro, não se afinam: brigam, fornecem informações desencontradas aos companheiros, montam armadilhas para os concorrentes, estabelecem uma perigosa competitividade entre si.
Um dia, fatigado, alquebrado pela jornada, o homem chega ao topo do pico escolhido. Percebe, com a clareza da neve, que nenhum prêmio o espera ali. O gelo, o frio : seu legado. Sequer consegue beneficiar-se da paisagem que podia se oferecer lubricamente do alto, não fosse a cerração implacável. Tem a plena certeza de que o resultado não há de ser diferente com os outros alpinistas. O prêmio estava na travessia e não na chegada; na busca e não no encontro. Placidamente, encaminha em direção à face oculta da montanha. Ali onde o poderia existir o éden. Os temores já não existem : tinham todos tombado na escalada. Ele desaparece, silentemente, em meio ao flog. Como se a névoa se fizesse de esquife. O magma, a treva... A Luz? O Túnel ?
J. Flávio Vieira
A Cartomante - por Socorro Moreira
E Anita falou :
Deixe o passado para trás. Teu futuro é animado . Caminhos abertos, corpo fechado !
Vida longa precisa intercalar de festas, a solidão.
O amor , quando bate à porta , porque não o deixa entrar ?
Filha de Santa Clara por que desistiu de amar ?
Rasgue a fumaça com o olhar. Filha de Santa Clara não perde por esperar ...
Deixa a esperança voltar !
E Anita a chamou de birrenta, ciumenta, pavio curto, coração amoroso, apaixonado. ... E ela compreendeu que ser bom é esquecer o sofrido, e apostar na alegria.
Quem parte por qualquer motivo, tem o direito à liberdade de partir. Não podemos prender alguém com o pensamento... Liberar é poder ficar , sem abrir mão do bem estar !
E ela flutuou nas nuvens que achou no dia... O amor nunca a deixou , nem ficou preso em si.
Tem o mérito de poder voar, e pousar onde o seu coração deseja por escolha , por vontade...
A vida é longa , quando o amor é sagrado !
A POESIA DE DOMINGOS BARROSO
lato sensu
Definitivamente:formiga tem mais vida
que um gato.
Quando se pensa
a formiguinha afogada
dentro do balde
a alma transmigra-se,
rápido desperta:
sacode então as omoplatas
alonga as perninhas
e se perde na vastidão
das cerâmicas.
por Domingos Barroso
Morgana
Se deseja a mulherdeixar-me sem fala:
levante os braços
faça um cacho nos cabelos.
A alma boquiaberta sabe
da loucura que me habita.
Sou capaz de perder a decência.
A timidez infantil.
Avançar com a boca trêmula
a língua fora de órbita
beijar,
lamber
as axilas.
Se deseja a mulher
transformar-se em bruxa
(a verdadeira natureza)
basta levantar os braços
fazer um cacho nos cabelos.
Não serei um bom moço.
Serei inconveniente.
Um bandido.
Se não ataco na hora
mais tarde invado sua casa
pela janela.
Dormindo não tem graça.
Hei de acordá-la
e lhe pedir: "por favor,
faça um cacho nos cabelos".
por Domingos Barroso
Ternura
Desculpe-mefalar sobre morte.
Mas quando eu morrer sei
que as formiguinhas
os passarinhos
as lagartixas
as mariposas
as cigarras
e borboletas
hão de derramar lágrimas
sinceras.
Depois, no outro dia,
as formiguinhas em outras xícaras
os passarinhos em outras árvores
as lagartixas escondidas
as mariposas atraídas pela luz dos postes
as borboletas lançando o pozinho mágico
e as cigarras um blues ao entardecer.
Portanto, saiba
que este poeminha
não é triste.
Levante-se do meu túmulo
e vá viver com meus bichinhos.
Pois vi nos seus olhos
uma lágrima presa.
por Domingos Barroso
"Escrever não é fácil, não há glamour", diz Ronaldo Correia de Brito
FABIO VICTOR
ENVIADO ESPECIAL A PARATY
ENVIADO ESPECIAL A PARATY
Ronaldo Correia de Brito está atormentado com uma grave lesão cervical, resultado das horas em frente ao computador para finalizar "Retratos Imorais", seu novo livro de contos.
"Escrever não é fácil, não há glamour. E depois você escreve e espera cem anos para ser compreendido. E às vezes não é compreendido. A ânsia por dar sentido à escrita é algo muito doloroso."
Por conta desse tormento, diz que pensa frequentemente em desistir do ofício, no que é dissuadido pelo colega Raimundo Carrero - vencedor neste ano do Prêmio São Paulo de Literatura, ganho em 2009 por Correia de Brito - e pelo editor Marcelo Ferroni, da Alfaguara, por onde publica.
Talvez as dores da escrita venham sendo, no seu caso, amenizadas cada vez mais, senão por compreensão, por maior reconhecimento.
Cearense radicado no Recife, 59 anos, médico e dramaturgo, Correia de Brito foi alçado ao primeiro time da literatura com a conquista do Prêmio São Paulo, pelo romance "Galileia".
O escritor Ronaldo Correia de Brito
"Retratos Imorais" nasceu de uma provocação do editor Plínio Martins Filho, da Ateliê Editorial, ao ouvir Correia de Brito ler um dos contos.
O autor tinha histórias guardadas há 40 anos, "contos refugados, de gaveta".
Martins quis os refugos, mas, em vez disso, Correia de Brito os juntou com narrativas recentes e publica agora o saldo. "Traí Plínio, porque aproveitei a ideia dele e não publiquei com ele."
Receoso por uma falta de unidade em contos tão distantes cronologicamente, percebeu que todos tinham imagens em sua raiz.
"Duas Mulheres em Preto e Branco", história que abre o livro ("um olhar sobre a histeria feminina", segundo o autor), tem a influência das fotografias de Robert Polidori. Assim como "Romeiros com Sacos Plásticos" foi reescrita depois que o autor viu imagens de Patrick Bogner sobre os romeiros de Juazeiro do Norte, no Ceará.
Correia de Brito escreve desde os 16 anos. Suas peças infantis são sucesso de crítica e público em Pernambuco. O auto de Natal "O Baile do Menino Deus" está em cartaz há 27 anos.
Mas só publicou literatura há cerca de dez anos. "Você se torna escritor quando começa a publicar."
LEITINHO
Se o processo criativo é sacrificante e o produto dele não menos, então não resta prazer quando tudo termina?
Fala o autor: "Sem dúvida há um deleite, um leitinho materno no fim das contas para pagar tudo isso".
Fonte: Folha.com
1º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE
CRÔNICAS, CARTAS E TROVAS / 2010
www.guemanisse.com.br
editora@guemanisse.com.br
concursoliterario@guemanisse.com.br
Objetivando incentivar a literatura no país, dando ênfase na publicação de textos, a GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA. promove o 1º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CRÔNICAS, CARTAS E TROVAS, composto por três categorias distintas:
a) Crônicas – Narrativa breve, sobre a vida cotidiana, podendo ser informal, intimista, familiar, etc.
b) Cartas – Textos reais ou imaginários em forma de missivas.
c) Trovas – No estilo tradicional (composta de estrofes de QUATRO versos, com sete sílabas poéticas, rimadas em ABAB).
o qual será regido pelo seguinte
REGULAMENTO
1. Podem concorrer quaisquer pessoas, de qualquer país, desde que os textos inscritos sejam em língua portuguesa. Os trabalhos não precisam ser inéditos e a temática é livre.
2. As inscrições se encerram no dia 10 de SETEMBRO de 2010. Os trabalhos enviados após esta data não serão considerados para efeito do concurso, e, assim como os demais, não serão devolvidos. Para tanto será considerada a data de postagem (correio e internet).
3. O limite de cada CRÔNICA ou CARTA é de até 4 (quatro) páginas e as TROVAS se prendem ao estilo tradicional. Os textos devem ser redigidos em folha A4, corpo 12, espaço 1,5 (entrelinhas) e fonte Times ou Arial.
4. As inscrições podem ser realizadas por correio ou pela internet da forma seguinte:
a) Via postal (correio): os trabalhos podem ser enviados em papel, CD ou disquete 3 ½ para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. CAIXA POSTAL 31.530 – CEP 20780-970 - Rio de Janeiro – RJ;
b) Internet: os trabalhos devem ser enviados, em arquivo Word, para o e-mail concursoliterario@guemanisse.com.br (com cópia para) editora@guemanisse.com.br
5. Os textos devem ser remetidos em 1 (uma) via, devendo, em folha (ou arquivo, no caso de Internet) separada, conter os seguintes dados do concorrente:
a) nome completo;
b) nome artístico, com o qual assina a obra e que será divulgado em caso de premiação e/ou publicação;
c) categoria a que concorre;
d) data de nascimento / profissão;
e) endereço completo (com CEP) / e endereço eletrônico (e-mail).
6. Cada concorrente pode realizar quantas inscrições desejar.
7. Para as categorias CRÔNICAS e CARTAS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais), podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Para a categoria TROVAS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais) podendo o autor inscrever até 5 (cinco) textos por inscrição. Os valores devem ser depositados em favor de GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA, na Caixa Econômica Federal, Agência 2264 – Oper. 003 – Conta Corrente Nº 451-7
8. A remessa do numerário referente à inscrição, quando feita do exterior, deve ser efetuada através dos correios;
9. Os comprovantes de depósito (nos quais os concorrentes escreverão o nome) devem ser remetidos para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. pelo correio, pela internet (escaneados) ou para o fax (21) 3734-2005. Nenhum valor de inscrição será devolvido.
10. Os resultados serão divulgados pelo nosso site www.guemanisse.com.br, pela mídia e através de circular (por e-mail) a todos os participantes, no dia 11 de OUTUBRO de 2010.
11. Cada Comissão Julgadora será composta por 3 (três) nomes ligados à literatura e com reconhecida capacidade artístico-cultural. Ambas as Comissões podem conceder menções honrosas ou especiais.
12. As decisões das Comissões Julgadoras são irrecorríveis.
13. Para cada Categoria (CRÔNICAS, CARTAS e TROCAS), a premiação será nos seguintes valores:
a) Premiação em dinheiro:
1º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) e publicação do texto em livro;
2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais) e publicação do texto em livro;
3º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais) e publicação do texto em livro.
b) Premiação de publicação em livro:
Os textos premiados, inclusive os que forem agraciados com MENÇÃO HONROSA e/ou MENÇÃO ESPECIAL, serão publicados em livro (sem ônus para seus autores, inclusive de remessa postal) e cada um destes autores receberá dez exemplares, a título de direitos autorais. Os direitos autorais subseqüentes a esta edição são de propriedade dos seus autores, não tendo a Guemanisse nenhum direito sobre os mesmos. Esta edição específica não poderá ultrapassar a tiragem de 2.000 (dois mil) exemplares, e os livros restantes desta edição serão preferencialmente distribuídos por bibliotecas e escolas públicas.
14. A inscrição no presente concurso implica na aceitação plena deste regulamento.
CRÔNICAS, CARTAS E TROVAS / 2010
www.guemanisse.com.br
editora@guemanisse.com.br
concursoliterario@guemanisse.com.br
Objetivando incentivar a literatura no país, dando ênfase na publicação de textos, a GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA. promove o 1º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CRÔNICAS, CARTAS E TROVAS, composto por três categorias distintas:
a) Crônicas – Narrativa breve, sobre a vida cotidiana, podendo ser informal, intimista, familiar, etc.
b) Cartas – Textos reais ou imaginários em forma de missivas.
c) Trovas – No estilo tradicional (composta de estrofes de QUATRO versos, com sete sílabas poéticas, rimadas em ABAB).
o qual será regido pelo seguinte
REGULAMENTO
1. Podem concorrer quaisquer pessoas, de qualquer país, desde que os textos inscritos sejam em língua portuguesa. Os trabalhos não precisam ser inéditos e a temática é livre.
2. As inscrições se encerram no dia 10 de SETEMBRO de 2010. Os trabalhos enviados após esta data não serão considerados para efeito do concurso, e, assim como os demais, não serão devolvidos. Para tanto será considerada a data de postagem (correio e internet).
3. O limite de cada CRÔNICA ou CARTA é de até 4 (quatro) páginas e as TROVAS se prendem ao estilo tradicional. Os textos devem ser redigidos em folha A4, corpo 12, espaço 1,5 (entrelinhas) e fonte Times ou Arial.
4. As inscrições podem ser realizadas por correio ou pela internet da forma seguinte:
a) Via postal (correio): os trabalhos podem ser enviados em papel, CD ou disquete 3 ½ para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. CAIXA POSTAL 31.530 – CEP 20780-970 - Rio de Janeiro – RJ;
b) Internet: os trabalhos devem ser enviados, em arquivo Word, para o e-mail concursoliterario@guemanisse.com.br (com cópia para) editora@guemanisse.com.br
5. Os textos devem ser remetidos em 1 (uma) via, devendo, em folha (ou arquivo, no caso de Internet) separada, conter os seguintes dados do concorrente:
a) nome completo;
b) nome artístico, com o qual assina a obra e que será divulgado em caso de premiação e/ou publicação;
c) categoria a que concorre;
d) data de nascimento / profissão;
e) endereço completo (com CEP) / e endereço eletrônico (e-mail).
6. Cada concorrente pode realizar quantas inscrições desejar.
7. Para as categorias CRÔNICAS e CARTAS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais), podendo o autor inscrever até 2 (dois) textos por inscrição. Para a categoria TROVAS, o valor de cada inscrição é de R$ 30,00 (trinta reais) podendo o autor inscrever até 5 (cinco) textos por inscrição. Os valores devem ser depositados em favor de GUEMANISSE EDITORA E EVENTOS LTDA, na Caixa Econômica Federal, Agência 2264 – Oper. 003 – Conta Corrente Nº 451-7
8. A remessa do numerário referente à inscrição, quando feita do exterior, deve ser efetuada através dos correios;
9. Os comprovantes de depósito (nos quais os concorrentes escreverão o nome) devem ser remetidos para Guemanisse Editora e Eventos Ltda. pelo correio, pela internet (escaneados) ou para o fax (21) 3734-2005. Nenhum valor de inscrição será devolvido.
10. Os resultados serão divulgados pelo nosso site www.guemanisse.com.br, pela mídia e através de circular (por e-mail) a todos os participantes, no dia 11 de OUTUBRO de 2010.
11. Cada Comissão Julgadora será composta por 3 (três) nomes ligados à literatura e com reconhecida capacidade artístico-cultural. Ambas as Comissões podem conceder menções honrosas ou especiais.
12. As decisões das Comissões Julgadoras são irrecorríveis.
13. Para cada Categoria (CRÔNICAS, CARTAS e TROCAS), a premiação será nos seguintes valores:
a) Premiação em dinheiro:
1º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais) e publicação do texto em livro;
2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais) e publicação do texto em livro;
3º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais) e publicação do texto em livro.
b) Premiação de publicação em livro:
Os textos premiados, inclusive os que forem agraciados com MENÇÃO HONROSA e/ou MENÇÃO ESPECIAL, serão publicados em livro (sem ônus para seus autores, inclusive de remessa postal) e cada um destes autores receberá dez exemplares, a título de direitos autorais. Os direitos autorais subseqüentes a esta edição são de propriedade dos seus autores, não tendo a Guemanisse nenhum direito sobre os mesmos. Esta edição específica não poderá ultrapassar a tiragem de 2.000 (dois mil) exemplares, e os livros restantes desta edição serão preferencialmente distribuídos por bibliotecas e escolas públicas.
14. A inscrição no presente concurso implica na aceitação plena deste regulamento.
Colaboração de Jair Rolim
AS VÁRIAS FORMAS DE SE DAR UMA NOTÍCIA!
Se história da Chapeuzinho Vermelho fosse verdade, como ela seria contada na imprensa no Brasil? Veja as diferentes maneiras de contar a mesma história.
Jornal Nacional
(William Bonner): 'Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem...'
(Fátima Bernardes): '...mas a atuação de um lenhador evitou a tragédia.'
Programa da Hebe
'...que gracinha, gente! Vocês não vão acreditar, mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo, não é mesmo?'
Cidade Alerta
(Datena): '...onde é que a gente vai parar, cadê as autoridades? Cadê as autoridades? A menina ia pra casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público! Não tem transporte público! E foi devorada viva... um lobo, um lobo safado. Põe na tela, primo! Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não!
Superpop
(Luciana Gimenez): 'Geeente! Eu tô aqui com a ex-mulher do lenhador e ela diz que ele é alcoólatra, agressivo e que não paga pensão aos filhos há mais de um ano. Abafa o caso!'
Globo Repórter
(Chamada do programa): 'Tara? Fetiche? Violência? O que leva alguém a comer, na mesma noite, uma idosa e uma adolescente? O Globo Repórter conversou com psicólogos, antropólogos e com amigos e parentes do Lobo, em busca da resposta. E uma revelação: casos semelhantes acontecem dentro dos próprios lares das vítimas, que silenciam por medo. Hoje, no Globo Repórter.'
Discovery Channel
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e sobreviver.
Revista Veja
Lula sabia das intenções do Lobo.
Revista Cláudia
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.
Revista Nova
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama!
Revista Isto É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
Revista Playboy
(Ensaio fotográfico do mês seguinte): ' Veja o que só o lobo viu'.
Revista Vip
As 100 mais sexies - desvendamos a adolescente mais gostosa do Brasil!
Revista G Magazine
(Ensaio com o lenhador) 'O lenhador mostra o machado'.
Revista Caras
(Ensaio fotográfico com a Chapeuzinho na semana seguinte): Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: 'Até ser devorada, eu não dava valor pra muitas coisas na vida. Hoje, sou outra pessoa.'
Revista Superinteressante
Lobo Mau: mito ou verdade?
Revista Tititi
Lenhador e Chapeuzinho flagrados em clima romântico em jantar no Rio.
Folha de São Paulo
Legenda da foto: 'Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu salvador'. Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
O Estado de São Paulo
Lobo que devorou menina seria filiado ao PT.
O Globo
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT, que matou um lobo para salvar menor de idade carente.
O Dia
Lenhador desempregado tem dia de herói
SUPER
Promoção do mês: junte 20 selos mais 19,90 e troque por uma capa vermelha igual a da Chapeuzinho!
Meia hora
Lenhador passou o rodo e mandou lobo pedófilo pro saco!
O Povo
Sangue e tragédia na casa da vovó.
Correio da Bahia e TV Bahia
Menina usando um chapeuzinho vermelho é atacada por um lobo e não consegue atendimento em nenhum hospital do Estado. Governador não se manifesta...
Com a palavra , José do Vale Feitosa ! ( e-mail enviado para o Cariricaturas)
Caros Amigos,
Estou aqui no jardim, o céu com os primeiros claros da manhã, às 5:25 de Paracuru. A tarefa de escrever este livro é bem maior do que imaginei inicialmente. Estou lendo nesta madrugada o relato de viagem de um Inglês à cidade de Harar na Etiópia pois o meu personagem morou lá. O relato é de 1855, o que dificulta ainda mais a tradução pois a língua já evoluiu e muito se tornou arcaico. Aliás o autor do relato, Richard Francis Burton é um dos personagens mais impressionantes do século XIX um gênio a serviço do imperialismo inglês. Esteve no Brasil como cônsul, viajou pelo interior de Minas Gerais e foi a primeira pessoa a traduzir do Português para o Inglês os Lusíadas e o primeiro a traduz literatura brasileira, Nesta mesma tarefa ele ajuda a mulher a traduzir Iracema de José do Alencar, que deste modo é uma das primeiras obras da literatura brasileira a ser vertida para o Inglês.
Ontem recebi o Cariricaturas em livro. Faz tempo que não passeio pela internet fora da atividade de pesquisar para o livro. O livro ficou muito bom. Imaginar que estamos editando coisas desta qualidade, bem mostra que muito mais poderemos. O livro ficou leve do ponto de vista da diagramação, a capa muito bonita e todo carinho de um cratense por estas bravas "meninas". Socorro, Claude, Edilma. Um abraço especial ao varão Emerson e à fotografia do nosso Pachelly. O livro está bem dosado, são formas geométricas luminosas de 33 pessoas formando uma rosácea como síntese de um vitral de um tempo e de um espaço feito território humano. È a representação deste mundo, do que elas gostariam de deixar para o longo futuro quando o próprio é relativamente mais curto.
Dizer parabéns é um ato formal. Direi o quê é. Uma força de vontande, algo como uma potência de vida, que não se conforma em apenas ser a margem móvel de um rio, mas ousa ser a correnteza. Foi simbolicamente o quê estas "meninas" de quem me orgulho fizeram. Como todos os que ousaram ser editados no livro: não se diz literatura (ou arte em geral) com apenas a irritação dos próprio conceitos do ela seja. Nem apenas com o gostei ou não gostei. O ato que faz acontecer o artístico é aquele que faz, que expressa, que expõe. Portanto todo o meu respeito a quem pegar este livro e ler e a quem chegou na porta da história para ser testemunha dela.
abraços
José do Vale
Recebido por e-mail- Colaboração de Carlos Rafael
PRA QUEM É BOM DE MATEMÁTICA...
Eu, Tu e Ele....
Fomos comer no restaurante e no final a conta deu R$30,00.
Fizemos o seguinte: cada um deu dez reais...
Eu: R$ 10,00
Tu: R$ 10,00
Ele: R$ 10,00
O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:
Esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$ 5,00 para eles! E entregou ao garçom cinco notas de R$ 1,00.
O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele e deu R$1,00 para cada um de nós.
No final ficou assim:
Eu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Eu gastei R$9,00.
Tu: R$ 10,00 -R$1,00 que foi devolvido) = Tu gastaste R$9,00..
Ele:R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Ele gastou R$9,00.
Logo, se cada um de nós gastou R$ 9,00,
O que nós três gastamos juntos,foi R$ 27,00.
E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos:
Nós: R$27,00
Garçom: R$2,00
TOTAL: R$29,00
Pergunta-se:
Onde foi parar a droga do outro R$1,00?
Enviado pelo Departamento de Economia DA PUC...
SE ALGUÉM ENCONTRAR A RESPOSTA POR FAVOR!!!!!!!!!
ME ENVIEM, PORQUE ATÉ AGORA NÃO CONSEGUI SABER ONDE ESTÁ A DROGA DO R$1,00
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