Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pessoa- Por Aloisio





Pessoa de fino trato
Pessoa que não desafina
Pessoa maneira, menina
Pessoa sincera, mulher
Pessoa que gosto de olhar
Pessoa que não me sai do pensamento
Pessoa que eu gosto de amar

Silvia foi a pessoa
Que grudou a minha mão
E hoje eu vivo agarrado
Dentro do seu coração

E num mote bem pedido
Pra se dizer num repente
Silvia, meu amor, minha vida
Eu te amo para sempre...

- . –

Passo a palavra a vocês
Que falem como se sentem
Não me venham com algemas
Quero uma outra CORRENTE



Postado por Aloisio

Pérola da MPB -Retiro- Paulinho da Viola

Retiro

Composição: Paulinho da Viola

Meu tempo às vezes se perde
Em coisas que não desejo
Mas não repare esse lado
Pois meu amor é o mesmo
Nos momentos de carinho
Eu me desligo de tudo
Nos braços de quem se ama
É fácil esquecer o mundo

Às vezes eu me retiro
E nada me faz sentido
Só há um canto na vida
Aonde eu me refugio
Afasta as sombras que eu vejo
Em teus olhos tão aflitos
Você conhece minh’alma
E quando quer me visita


Um jeito estúpido de Amar ...

Amar- por Socorro Moreira



descobri o amor
em tenra infância
quando o colo de avó me acolheu
e os cuidados de avô me envolveu
brincadeiras na casa com meu pai
que me entregava de pijama
o seu domingo
chuvoso ou ensolarado
enquanto a mãe fazia mimos

conheci o amor
quando sentia  na madrugada
a mão zelosa de mãe
trocando os lençóis  mijados
as colheradas de mel
a flanela na garganta
pra  acalmar minha tosse
das poeiras  e das artes
que eu trazia comigo
do quintal e da calçada.

conheci o amor
quando aprendi com os mestres
as lições  pra toda vida,
inclusive o catecismo...

aprendi a amar
sem rumo e sem prumo
experimentando o amor
em todas as suas formas
de expressão e valor

agora tenho um o caminho
já marcado com meus meus passos
aprendo o amor com o Victor
que é  puro e  devotado
às vezes nos desligamos
tomamos sustos danados
ao confirmar que o amor
é presa do nosso lado.

Porisso Amar é inerente
ao ser humano e divino
quem não adota esse verbo
e pratica desatinos
tem que voltar pro abc
e aprender de novo a ler
 a grande lei que é divina :
amar a todas as coisas
amar ao próximo mais próximo
e também ao mais distante
amar o desconhecido
e aquele  que é no sangue
o nosso elo  mais forte

o pecado no amar
 inexiste, está provado ...
mas é bom que se defina
que o amor que se procura
é solução do destino.
dissolve o medo,
a tensão ,
cura até desilusão
sana o corpo e alma
cura tudo feito erva
que Deus  jogou lá na serra,
pra espantar nossos males.

Amar é palavra-verbo
a mais doce
a mais completa
mas pra amar de verdade
é preciso que se tenha
por nós o desejo interno
de amar com  liberdade !

Agora deixo o meu mote
no amar de toda gente
escolha o a merecedor
do seu amor
num repente
E diga àquela "PESSOA"
que a ama para sempre !

socorro moreira

Incentivo à marginalidade - José Nilton Mariano Saraiva

Definitivamente, em termos futebolísticos, dentro das quatro linhas a bola da vez é o jovem atacante do time do Santos, Neymar, jogador de indiscutíveis qualidades técnicas. Lépido, leve, com incrível facilidade de driblar e/ou deslocar-se, consegue chafurdar qualquer defesa adversária, mercê da habilidade com a bola nos pés.
Lamentavelmente, no quesito disciplinar, peca pelo cai-cai constante, pela recorrente
tentativa de simulação de faltas, pela impaciência ante uma marcação mais rígida, pelo flagrante desrespeito à arbitragem.
O que é inconcebível, já que um verdadeiro incentivo à marginalidade, é que os seus destemperos comportamentais e seu descontrole emocional dentro do campo sejam minimizados e absorvidos por certo segmento da mídia, sob a desculpa fajuta de que puni-lo seria castrar a própria arte.
Já à borda de campo essa mesma amestrada mídia trata de “endeusar” e proteger certos espertalhões que, por terem jogado razoavelmente o futebol, resolveram se auto-intitular “treinadores” e aí estão enganando dirigentes incautos, que lhes pagam verdadeiras fábulas (Mário Sérgio, Renato Gaúcho e demais).
É preciso que moralizemos o futebol, descartando tais nocivas figuras.

José Nilton Mariano Saraiva

Nos bastidores ...- Por Aloisio

Socorro
O recado abaixo é pra comunidade Cariri.
Abraços
Aloísio

Já dizia Gilberto Gil:
“Poetas, seresteiros, namorados, CORREI...
Talvez as derradeiras noites de luar...” (Lunik 9)
SOCORRO pede socorro, este pedido é uma lei
Esperando que vocês, compareçam agora já.
Venham rápido e depressa, sobre este tema falar.
Deixo também o desafio pra quem sabe o que é AMAR.
(Aloisio)

Rádio Nacional -Por Norma Hauer

RÁDIO NACIONAL - 74 ANOS
Era 12 de setembro, o ano era de 1936, quando uma canção já tradicional ecoou em nossos céus e uma voz firme abriu uma nova emissora dizendo: “está entrando no ar, neste momento, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro”.
A canção era “Luar do Sertão” e a voz era de Celso Guimarães.

O que seria o rádio antes? Quantas emissoras, pioneiras, abriram espaço para que mais uma surgisse? O espaço foi a visão de futuro de Roquette Pinto, que, nos idos de 1923, inaugurou a primeira emissora de rádio no Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Roquette, como Professor, percebeu a facilidade da educação através de um elemento novo e desconhecido: o rádio. Daí seu lema ”pela cultura dos que vivem em nossa terra, pelo progresso do Brasil.”
Seu objetivo foi tomando vulto, vieram outras emissoras oriundas de pequenos núcleos familiares e clubes ou sociedades, sem muito prestígio. Além disso, os aparelhos receptores que alguns privilegiados possuíam, eram feitos de cristais de galena, um derivado de chumbo, que tinha capacidade receptiva e conseguia captar os sons emitidos pelas ainda pouco conhecidas ondas hertezianas.

No final dos anos 20, aqui no Rio, já funcionavam, além da Rádio Sociedade, as Rádios Clube e Educadora do Brasil e Mayrink Veiga. Todas seguindo o lema de Roquette, uma vez que só com o fim educativo tinham permissão de funcionar.
Não era admitida propaganda comercial nas emissoras, o que dificultava sua manutenção, por falta de capital.
Foi no início dos 30 que a empresa holandesa “Philips”, que já
investia em aparelhos receptores de rádio, resolveu instalar-se aqui, importar esses aparelhos, ao mesmo tempo em que teve permissão de criar uma nova estação radiofônica : a Rádio Philips.
Com esse investimento e com a permissão, a partir de 1932, da transmissão de anúncios comerciais, as emissoras tomaram impulso e a Rádio Philips investiu firme em um programa de outro pioneiro: Adhemar Casé.
Pois foi exatamente a Rádio Philips, que deu origem à Rádio Nacional. Embora o prefixo da Philips fosse PRC-6, a Nacional nasceu como PRE-8.
Um ano antes da Nacional foi inaugurada a Rádio Tupi , em um galpão em Santo Cristo.
Até o início dos anos 40, a Nacional se manteve no mesmo nível das outras emissoras, sendo que, na época, a de maior prestígio era a Mayrink Veiga,

Principalmente a partir de 1933, com o ingresso ali de César Ladeira –outro pioneiro.
A Nacional, que passou a funcionar no edifício do jornal “A Noite”, foi anexada às Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional e, com o apoio do então Presidente Vargas, deu um salto, transformando-se na maior emissora da América Latina.

Ao mesmo tempo, outras importadoras entraram na disputa pelo comércio de aparelhos de rádio, atingindo quase todas as classes sociais.
Enquanto isso, a Nacional foi lançando programas que alcançavam o grande público, já então fanático pelo rádio.

Eram cantores, rádio-atores, instrumentistas, programadores, animadores de auditório, maestros, locutores ...
Francisco Alves, liderava os cantores; Celso Guimarães e Ismênia dos Santos, os radio-atores; Jacó do Bandolim, os instrumentistas; Paulo Roberto os programadores; César de Alencar, os animadores de auditório; Radamés Gnatalli , os maestros impulsionando a grande orquestra da Nacional; Saint-Clair Lopes, os locutores...

Pela Rádio Nacional passaram os maiores gênios do rádio, como Paulo Tapajós, Almirante, Mário Lago, Renato Murce, Lamartine Babo, Iara Salles e Herbert de Boscoli e seu “Trem da Alegria”, Paulo Gracindo, Manoel Barcelos; Brandão Filho...cantores e cantoras alucinavam os auditórios...Orlando Silva, o cantor das multidões, Emilinha Borba, Linda Batista, Dalva de Oliveira, Marlene, Caubi Peixoto, Francisco Carlos, Bob Nelson, Jorge Goulart, Nora Nei,Alcides Gerardi, Nuno Roland, Gilberto Milfont, Carlos Galhardo...Não dá para citar todos.
Seu "cast" foi o maior da América do Sul, quiçá do mundo.

Teriam as emissoras americanas, inglesas, francesas, um "cast" tão grande e tão eclético? Não creio!

Os programas humorísticos, finos, bem feitos, como o “ Edifício Balança, mas não cai”, “Neguinho e Juraci”,“Tancredo e Trancado”; os que ofereciam prêmios, como “A Felicidade Bate a sua Porta”, os de auditório, como os de César de Alencar, Paulo Gracindo e Manuel Barcelos, as disputas das “fãs” de Emilinha e Marlene...o Trio de Osso, com Lamartine Babo, Iara Sales e Hebert de Boscolli...

O rádio-teatro, com o "Teatro em Casa", tendo à frente Celso Guimaães e Ismênia dos Santos, como os principais astros.

E as novelas? As novelas do rádio eram mais interessantes que as da TV.
Como os artistas não eram vistos, nossa imaginação idealizava os personagens.

Assim, cada ouvinte tinha o “seu” Albertinho Limonta e “sua” Mamãe Dolores (de “O Direito de Nascer”). Mamãe Dolores era representada por uma atriz branca e moça (Iara Salles). E a imaginávamos uma preta simpática e rochonchuda.
Outras novelas marcaram época, como a primeira “Em Busca da Felicidade” que “rendeu” um ano; “Renúncia”; Vidas Mal Traçadas”....

Transmissões esportivas, com Oduvaldo Cozzi, Jorge Curi “traziam” o Maracanã para nossa casa, da mesma forma que “Alma do Sertão” e “Jerônimo” nos “traziam” o sertão e “O Sombra” o suspense ...”Quem sabe o mal que se esconde no coração humano?... o “Sombra” sabe, ah,ah, ah...”.

É, não dá para falar um mínimo sobre a extensão e a importância da Rádio Nacional.
O que podemos fazer é dar “asas” à nossa lembrança e trazermos à ´memória a grandeza do rádio brasileiro e a exuberância da Rádio Nacional.

Norma

Juscelino Kubitschek de Oliveira - POR NORMA HAUER


Ele também nasceu em um 12 de setembro, em Diamantina-Minas Gerais.
Foi no ano de 1902.

Exerceu a Presidência da República de 1955 a 1961. Seu lema "50 anos em 5".
Foi criticado, foi elogiado mas deixou sua marca na construçãao de Brasília, tirando do carioca o "gosto" de viver na Capital do Brasil.

Mas também marcou sua presença aqui com a construção do Aterro do Flamengo, depois transformado naquele belo Parque, exatamente por aquele que mais o criticava: Carlos Lacerda.
Foi no final de seu Governo que ele, ao lado do então Presidente de Portugal (Craveiro Lopes) inaugurou, no Aterro, a Avenida Infante D.Henrique, que recebeu esse nome em homenagem aos 500 anos da Escola de Sagres.
E transformou o Palácio do Catete no Museu da República, abrindo aquele belo parque que o contorna ao povo, principalmente às crianças.

Norma

ESQUECIMENTO- POR DOMINGOS BARROSO

Eu não aprendo.

Apago a luz e esqueço
de escrever os últimos versos.

Escovar depois os dentes.

Se bem que agradável
o flúor nas gengivas,

enquanto o dedo
(brilhante do E.T)

cinge o teclado
e faz tremer
a escrivaninha.
Saudade

Daniel Boris (Jacques)

.

Tem saudade e saudades...
Tem saudade que dói
Que destrói
Que corrói
Mas também tem saudades boas
Para onde nossas memórias voam
Saudades que nos fazem sorrir
Suspirar
Que até nos dão saudade de não ter tido saudade antes
Saudades matreiras
Saudades, segredos de sete chaves
Saudades Criança
Saudades do bem
Saudades que tenho
Quando encho o peito, suspiro e me digo:
Como foi bom! que Saudade!


USINA DA MÚSICA : O MAR !- POR SOCORRO MOREIRA




 Gostei muito das lembranças
dessa turma que me encanta
Arrigo Barnabé é tudo
Dominguinhos e Sivuca,
e o nosso alagoano.
Se falar em Tom Jobim
Nosso Antonio brasileiro
eu fico querendo o Chico
 seu mais famoso parceiro
Mas nunca esqueço o Vinícius
 que  tomava  uma dose
 e apaixonava  um comício.


Edu, filho de Fernando
passou a perna no pai
mas quem compôs 
chuva de verão
é simplesmente um arraso...
Um arraso, e nada mais !



Caymmi  é pai de Dori
tem também no contraponto
O Danilo e a Nana
Gosto da família toda
 e do mar que é baiano. 

Rosa Passos  é meu xodó
Bem lembrada, por sinal
E o  instrumental Aramandinho
Fecha  o estoque final
sem desprezar o Naná
que faz percussão legal.


Se você falar  em  Parra,
Volto logo pro Brasil
Athaulfo, e Zé Kéti,
e o Nelson Cavaquinho
Lembro também do Cartola
aquele mestre que diz
que a rosa não fala... Chora !


O Pablo  e a Évora,
sem contar com a Omara,
é coisa que eu muito escuto
escuto, e muito gosto


No francês ,
eu já separo,
o Brel e  o Yves Montand
às  vezes pra variar
escuto a grande Piaf
o Adamo e a François.

Miles Davis, o Jarret
também me tiram a tensão
a verdade é que sou Música
de alma e de  coração ...
Pois um amigo me disse:
"é a linguagem da emoção"!


Porisso peço a você
 que cuide doS seus ouvidoS
 e quando estiver cansado
use a  música terapia
 e vá dormir bem tranquilo
 na falta de som no quarto
use o seu rádio de pilha !

Me despedindo por hoje
 deixo  a minha sugestão
 que o mote  seja forte
 como o vento e o tufão
 que  seja da cor do céu
  com nuances de outra cor
que seja verde  mulato
os olhos  daquele amor
Vamos falar  de um mar,
gente que mora em sertão !? 

domingo, 12 de setembro de 2010

MEU FIEL AMIGO - Por Edilma Rocha

Um dia chegou um lindo filhote de cão Beagler
nos braços do meu filho Pedro Julio.
Eu nem quis olhar pra ele
porque sabia que iria me apaixonar
e com certeza iria sobrar pra mim
e não tinha condições lhe dar os meus cuidados.
Se chamava GUIDO e era um puro sangue
comprado em quatro prestações mensais.
-Mãe ele fica morando la fora na lavanderia!
A responsabilidade seria dele que era o seu dono
e eu nem dava bolas pro cãozinho lindo e carinhoso.
De repente aquela viagem com aquele emprego chegou
e o pai do cãozinho disse adeus
e se foi por um longo período para os Estados Unidos
e eu fiquei como sua protetora.
Achava que eu era a sua mãe
e ficava o dia inteiro andando atrás de mim
Não deu outra
me apaixonei perdidamente por ele
e me encantava com suas lambidas e abanadas de rabo
ao me ver...
Meu fiel companheiro
meu amigo de todas as hora...
Se viajo, não se alimenta e o seu olhar é triste de doer,
mas quando retorno
dá pulos de alegria
e fica sempre ao meu lado onde eu esteja.
Só me dá carinho com o seu silencio natural
e só late para me proteger de alguém
quando passeio com ele na praia e calçadas.
Hoje me preocupo se precisar partir
pois já perdi muitas coisas preciosas
nesta vida e não quero lhe perder...
Adoro você, AU, AU

Desafio: Saudade...

Matando a Saudade


Vá se embora, diga adeus
Não fique perto de mim
Essa saudade enjoada
Me deixando triste assim

Manuseando meus discos
Descubro um porto seguro
Vejo que a lua anda cheia
E desaparece todo o escuro

Misturo Arrigo e Sivuca
Tom Jobim e Dominguinhos
Edu, Caymmi e Hermeto
Rosa Passos e Armandinho

A música me transportando
Por ilhas, mares e continentes
Atahualpa, Violeta e Chabuca
Ficam aqui na nossa frente

Fela Kuti, Bonga e Cesárea
No continente africano
Milanés, Compay e Omara
Em território cubano

Brel, Salvador, Moustaki
Todos cantam em francês
Moody Blues e Jetho Tull
Estes são do rock inglês

Serrat, José Afonso e Amália
Vêm da península ibérica
Johnny Hartman, Dilan e Davis
Estes são do Norte, América

Depois dessa dosagem
De música em meu juízo
A saudade foi-se embora
É de MÚSICA que preciso


Aloísio

04/05/2010

Desafio - Campo


No campo eu me deleito,
Com as coisas do meu sertão
Pego uma rede me deito
Debaixo do sombrião

Olho pro campo adiante
Tem milho e tem feijão
Plantados ao sol brilhante,
Se esparramando no chão.

O roçado se estende
Muito além do meu quintal
Antigamente até tinha
Um lindo canavial.

Tinha algodão e moagem
Açude pra se banhar
O gado lá na pastagem
Cavalo pra passear.

Mas hoje a saudade fica
Guardada numa gaveta
Pois SAUDADE é a palavra
Mais linda deste planeta.


Claude Bloc

Chapéu,esperança,estrelas, calçada e amor- Por Aloisio



Chapéu que eu sempre usava
Quando na roça eu morava
Pra me proteger do sol
Hoje estou usando o chapéu
Pra me proteger do sereno
Pois neste clima ameno
Eu volto a ser criança
Mas não perco a esperança
E vendo as estrelas no céu
Pras vocês tiro o chapéu

Este chapéu que tirei
É no sentido figurado
Na presença de vocês
Eu tiraria trinta e três
Minha admiração vai daqui
Pois não posso ir acolá
Quero pegar as estrelas
Que aprendi a contar
E fazer com paciência
Pra cada uma um colar

Para me atualizar
Eu consegui misturar
Chapéu, estrelas, esperança
Quero deixar a lembrança
De “Estrelas” o chão de Orestes
Barbosa, um cabra da peste
Lamartine a “Boa Esperança”
Que lá na serra se encerra
E eu aqui da Boa Terra
Brincando de cabo de guerra.

Mas hora da postagem
Vi que estava atrasado
Com dois temas já postados
Pedindo calçada e amor
Então não me surpreendo
Prontamente eu atendo
Abraçado a meu amor
Na calçada vejo a flor
Que é a mais linda do Nordeste
Voltada pro meio leste

- . -

Esta brincadeira sadia
Pra poder continuar
Tem que dizer uma palavra
E um CAMPO eu fui buscar

Bolo amor em pedaços


Ingredientes
- 1 xícara (chá) de manteiga sem sal
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo com fermento
- 1 xícara (chá) de leite
- 4 ovos

Cobertura
- 1 xícara (chá) de açúcar cristal
- 1 xícara (chá) de suco de laranja

Modo de Preparo
Bata os ovos inteiros, na batedeira, com todo o açúcar,até ficar um creme fofo. A seguir, acrescente a
manteiga, aos poucos. Retire da batedeira, e junte afarinha alternando com o leite, só misturando. Leve a
assar em tabuleiro baixo, e polvilhado com farinha de trigo, por mais ou menos 30 minutos, até que a superfície esteja bem corada. Asse em temperatura média.
Para a Cobertura: misture todos os ingredientes numa vasilha, e espalhe sobre o bolo, assim que sair do
forno. Espere esfriar e corte em pedaços.

Recado Musical

O Meu Amor


Composição: Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

Samba e Amor- Chico Buarque


Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente 'inda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna, a nossa cama reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão

Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.



Amor, Meu Grande Amor

Composição: Angela Ro Ro e Ana Terra

Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...

Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...

Amor, meu grande amor
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Por favor, me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...(2x)

Amor - perfeito - por Socorro Moreira

lua  em harmonia com o  sol

realizando desejos

espero que ele volte ...!
pois meu  amor quando some
deixa o Cariri vazio
e o mundo fica cinza
em todo instante do dia.

quando se trata de amor
minha rima fica pobre
se encolhe pelos cantos
e deixa o coração gritar
amor calado  não canta
fica rindo às gargalhadas
e num gesto embobecido
fica de alma lavada

acredito no amor
mesmo não podendo vê-lo
 ele é Deus de muitas caras
tá na cara que é solteiro
ou um ser que já assume
 ser bígamo por natureza.

amor crístico
amor búdico
amor ágape
amor bruxo
o amor que sinto
é complexo
mas é simples como um suco
essência  de uma fruta
que Deus plantou neste mundo

Amor ,
me chama de novo?
 Amor,
 eu quero essa troca ...
 pra  te espalhar nos  canteiros
do jardim deste Planeta.

Amor
procura constante
mora em cima das roseiras
símbolizando o perfume
que se espalha pelos ventos
e corre pelas galáxias
procurando quem lhe queira

Amor eterno ET
amor finito ETU
Amor enorme... ITU !

mas deixando a brincadeira
penso no amor- perfeito
uma florzinha encantada


que  se aloja em todo canto
e arde  em labaredas
incendiando o mundo.

e o mote continua
porque hoje é Domingo
começo a minha semana
chamando o povo que rima
pra falar daquele   amor
que aquece a nossa vida
Chamo Carlos, Magali
Brandão, Lidú e Cecília

Edilma, e o povo escondido,
que tem  uma ruma de amor
pra doar, no dia a dia.

Uma solidão eletrônica - Emerson Monteiro

Se ficar parado defronte a um televisor, assistindo calado ao drama de outros personagens, resolvesse o enigma da humanidade, já haveríamos, com saldo suficiente, descoberto a resposta procurada desde que o mundo é mundo. Porém a grande aventura continua pelas vidas adentro, na mesma tentativa igual às noites frias que atravessam os guardas noturnos e seus radinhos agarrados aos programas da madrugada, catando notícias do mais profundo mistério.
Essa tal de solidão vem de muito longe, dos tempos imemoriais. Nas primeiras imagens pictóricas da civilização, na era da magia simpática, figuras foram desenhadas nos bastidores das cavernas pelos homens pré-históricos, ali parados caçadores, de olhos grudados nas cenas de animais acesos à luz dos fachos de alcatrão, querendo planejar as expedições dos dias posteriores nas ramagens da floresta.
Hoje, velhas cenas ressurgem ao toque de alguns botões das telas incandescentes de vídeos, televisões, computadores, celulares, figuras animadas que invadem a memória, repetições de caçadas silenciosas a esfinges, que persistem noutros exemplares do animal pré-histórico que somos nós.
Sentinelas avançadas da tecnologia, apalpamos paredes rústicas de prisões deste solo comum, armados de tacapes, arcos e flechas, lanças, fuzis, lanternas amoladas, pé ante pé, no roteiro das interrogações, ladeiras adiante...
Lançamos foguetes ao espaço, que retornaram vazios, espelhos de nós próprios, calendários de asas e eras, comunicação circular das carcomidas aventuras. Mergulhamos oceanos munidos de câmeras poderosas para colher lembranças redivivas de biologias e destroços de antigamente, muralhas e algumas incompreensões mantidas entre povos dissidentes, concorrentes, a peso do ouro escondido nas entranhas da Terra.
Nisso, o tropel segue arrancando raízes, levantando poeira, sacudindo pedras, faíscas, minérios, desembalada carreira na forma de letras, palavras, apegos, fracos na carne e fortes na alma, atores de epopéias e sujeitos de saudades imensas das gerações que se foram e vão.
De jeito que aquietar os ossos chega o sono, machucados egoísmos caducos dificultam a revelação. Resta, no entanto, suplicar nas orações ao Deus desconhecido da Grécia; à Deusa liberdade francesa; ao Tupã dos ameríndios; ao Deus inexistente dos budistas; no furor dos elementos, da ciência dos alquímicos. Rezar nessa montanha silenciosa de claridade intensa, oráculo dos tempos atuais. Perscrutar, com amor, as entranhas da mãe solidão, na frente deste muro de lamentações da história e seus equívocos de porões escuros. Com tais manias, os lobos, uivando para luas de cristal, vagos sufistas de ondas eletrônicas, emitem sinais de socorro, e exaustos e sós retornam melhores dos montes distantes das ilusões contrafeitas.

11 de Setembro- José Carlos Brandão



No princípio era o caos.
Quiseram instaurar o Genêsis?

(José Carlos Brandão)

Desafio - CALÇADA

Pra ouvir um violeiro
Eu meto o pé na estrada.
Garanto, chego primeiro
Me sento lá na calçada.

Na calçada, noite escura
Viola e violão
Lamparina incendiando
Amores no coração

No coração, vou guardando
Cada nota da viola
O violão serenando
A lua feito uma bola.

A calçada se enfeitando
De gente, de tocador
E a nova palavra agora
Só pode ser o AMOR.

Claude Bloc

Madrugada com Johnny Mathis....


Johnny Mathis

 - I Will Wait For You -




- I Will Wait For You -

If it takes forever I will wait for you
For a thousand summers I will wait for you
Till you're back beside me, till I'm holding you
Till I hear you sigh here in my arms


Anywhere you wander, anywhere you go
Every day remember how I love you so
In your heart believe what in my heart I know
That forevermore I will wait for you

The clock will tick away the hours one by one
Then the time will come when all the waiting's done
The time when you return and find me here and run
Straight to my waiting arms


If it takes forever I will wait for you
For a thousand summers I will wait for you
Till you're here beside me, till I'm touching you
And forevermore sharing your love

Chapeuzinho verde- por Socorro Moreira

eu perdi o meu chapéu
quando o vento lá da serra
carregou com sua força
e foi parar no Grangeiro


mas chapéu é pra cabeça
 que não pode levar sol
se  não pensar
ele enfeita
se pensar demais,
explode !



tiro o chapéu pra poesia
pintura e fotografia ...
o músico tira o chapéu
pra cantar  loa na feira
caí vintém,
e até cruzeiro
só  não acho  que é real
o cache do violeiro.


chapéu- de- couro  é bolo
que a minha vó bem fazia
mistura de milho e açúcar
canela , ovo e manteiga
uma pitada de erva doce
a mistura mais perfeita
botava na frigideira
e dividia em pedaços
pras netas bem comportadas
que não falavam besteiras.

vovô  usava chapéu
que vinha do Panamá
comprado com muito gosto
Eu ficava com a caixa
 pra esconder meus tesouros
tinha até fita encarnada
anel com pedra de vidro
carmim, e frasco de cheiro
espelho , e um 3 x 4
 que eu ganhei do namorado
oferecido no verso

"pra que você não me esqueça"!


Tudo passa
até o cheiro
tudo morre em janeiro
ou em qualquer fevereiro
mas renasce a esperança
do novo em caixa grande
e da  pequena intenção
brota em todo coração
um sonho pra vida inteira !.


Abro a caixa do passado
e sacudo a esperança
pincelo o seu desbotado
e deixo da cor da folha
o manto  do agasalho

vejo estrelas que esperam
olhares que se despregam
 pra voltar no fim do ano.

deixo a palavra na pauta
pros versos de mais adiante
E por ser de madrugada
chamo a lua da "calçada"
mas ela não me responde !

voce também , dos repentes ...
vá pra calçada e encomende
uns versos  de violeiro !

My Love for You - com Johnny Mathis

Tender is the Night - com Johnny Mathis

11 de Setembro de 2001

Desafio - ESTRELAS



Na noite eu conto estrelas
Sem apontar para o céu
E me alegro tanto em vê-las
Espalhadas a granel...

Estrelas, estrela-guia
Estrela, meu bem querer
No teu brilho todo dia
Meu olhar vai se perder.

E nesse céu estrelado
Com gotas de néctar e mel
Você tá desafiado/a
A versejar com CHAPÉU

Por Claude Bloc