Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Aparências - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A sociedade valoriza muito a maneira de se vestir da pessoa. Uma pessoa vestida com roupas caras e de marca famosa é bem melhor recebida em restaurantes, bancos, “shopping centers” ou em qualquer outro ambiente. Agora vá alguém vestido simplesmente ou um pobre com a sua chinela japonesa entrar num ambiente luxuoso que logo é discriminado. O segurança vem logo perguntar o porquê daquela pessoa estar ali. Aconteceu com alguém que eu conheço. Ela foi ao um shopping levar um filme para revelar. Além de pobre é morena. Na primeira vez entrou, não houve problema, pois não havia segurança por perto. No outro dia foi buscar o filme revelado e o segurança a abordou perguntando para onde ela ia. Sentiu-se constrangida e foi fazer um boletim de ocorrência. Já com Carlos, aconteceu o contrário. Teve de viajar para uma reunião de trabalho em Salvador. Era apenas um dia. A sua passagem de volta estava marcada para dez horas da noite. Acontece que a reunião terminou às duas horas da tarde e ele se dirigiu ao aeroporto com a intenção de guardar uma pequena valise e procurar telefonar para um ex-colega da sua turma de engenharia de quando ainda era estudante em Salvador. Ao chegar ao aeroporto, estava acompanhado de alguns diretores da Eletrobrás que participaram dessa reunião e, iriam embarcar para o Rio de Janeiro. Após o embarque desse pessoal da Eletrobrás, Carlos teve a idéia de perguntar aos funcionários da Varig se havia alguma forma de retornar a Fortaleza antes das cinco horas da tarde. Como ele estava vestido de terno e gravata foi muito bem atendido pelos funcionários do balcão da empresa aérea. Imediatamente o colocaram na primeira classe de um vôo para Milão, com escala em Recife, de onde ele seguiria em outro avião para Fortaleza. O avião já estava para levantar vôo, mas a funcionária mandou esperar. Talvez pensando que Carlos fosse um político importante.

Em outra ocasião Carlos e eu saímos para comprar um carro. Estávamos interessados em comprar um Fiat Uno, à vista. O funcionário da loja nos atendeu muito bem e mostrou o carro. A nossa roupa era simples, pois com um calor que fazia, não íamos nos empacotar com roupas sociais para agradar ao dono da loja. Quando entramos para fechar a compra com o proprietário, ele disse que o carro já estava vendido. Contrariados, constrangidos e sentindo na pele o que sentem as pessoas que são discriminadas. Então nos dirigimos a outra loja e, fomos recompensados, pois o proprietário nos recebeu muito bem, e fechamos o negócio por um preço menor que o da loja anterior. Ainda bem que existem pessoas que não ligam para aparências.

Em Fortaleza, há algum tempo, um grupo de homens, todos bem vestidos de terno e gravata entraram num banco. Os seguranças não tiveram nenhuma desconfiança deles. Resultado: eles assaltaram o banco.

Ás vezes as pessoas honestas são rejeitadas simplesmente pela aparência de simplicidade. É este o mundo em que vivemos, somente vale quem tem e quem ostenta. Entretanto, podemos refletir sobre o versículo sete do livro de Samuel que nos diz que “Deus não age segundo os critérios humanos, que olha as aparências, Deus olha o coração”. Cabe a cada um de nós, que vivemos nesse mundo de exclusão e injustiça, mudarmos de atitude para que tenhamos uma sociedade mais justa, igualitária e sem exclusão. Quem sabe, se com a nossa transformação no modo de agir, ajudaremos outros através do nosso testemunho, a tornar a nossa sociedade mais humana e mais justa para que todos tenham voz e vez?

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo.

Barbalha prepara-se para sua maior festa : o pau da bandeira - Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

quarta-feira, 25 de maio de 2011

No parlamento inglês Obama fez o reconhecimento - José do Vale Pinheiro Feitosa

Quem assistiu ao noticiário da tarde ou assistirá ao da noite de hoje, 25 de maio, ouvirá uma notícia histórica. O primeiro presidente de uma república a falar no parlamento Inglês local antes franqueado apenas à monarquia inglesa.

O presidente Obama falou para os representantes do povo inglês. Só que o importante da matéria não é bem o fato, embora demonstre a angústia de um tempo anglo-saxão. O importante da matéria, ouvirão, é Obama afirmar a hegemonia Americana e Inglesa e dos seus aliados europeus em face da movimentação dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

É possível que o jornalismo brasileiro se amue no costumeiro complexo de vira lata. Fique fazendo sinais de que o poderoso do mundo puxou as orelhas do Brasil. Pois é, antes os Beatles nem vinham ao Brasil e, no entanto, Paul teve vida nesta semana no Rio. Pois o poderoso do mundo, Obama que mata, citou o Brasil e seus aliados como pólo adverso ao mundo anglo-saxão.

Agora ao resultado: hoje o presidente do EUA reconheceu o que nunca antes fora reconhecido, existem dois pólos no mundo. Os velhos rapinadores do colonialismo, do neocolonialismo e do imperialismo enfrentando as ex-colônias agora com alguma condição de ditar regras também.

E o mais importante do avanço histórico: antes os anglo-saxões enfrentavam um pólo socialista e quase perdem a Europa para este pólo, mas agora o jogo é dentro do capitalismo. Todos os pólos em disputa estão no campo capitalista. Aí a novidade é maior e os efeitos mais transformadores.

Maiores e transformadores por que não se trata de confrontos de modelos diferentes, mas de uma “luta” por mercados dentro da camisa de força do mesmo sistema. Como a mãe natureza já reclama e os códigos do mercado são livres para consumi-la, é de se esperar desta briga grandes efeitos e a busca desesperada por outro mundo.

Como a conquista do espaço sideral ainda é uma virtualidade de sonhos, não tem como na era do renascimento, do mercantilismo e do iluminismo conquistar outras terras em outros mares, só nos resta construir outro mundo aqui mesmo nas nossas relações humanas.

O frio chegou. Apr​oveitem os vinhos - Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

DEGRADÊ


DEGRADÊ

Algumas preciosidades morrem baixinho, em degradê. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.

A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.

Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração

Ana Jácomo: do BLOG anajácomo.blogspot.com

NUMA CASA DO SERTÃO - Por Mundim do Vale.

Nesse verso popular
Eu vou rimar as verdades,
Das coisas de utilidades
Que tem lá no meu lugar.
Se o leitor precisar
De arapuca, alçapão,
Canário e currupião
Eu dou a dica segura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Tem embrulho de farinha
Para botar na coalhada
E uma panela virada
Na entrada da cozinha.
Quando é de manhazinha
A mulher traz um caixão
Cheio do coco babão
Pra comer com rapadura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Tem casa de caboré
No reboco da parede
Quando um cai numa rede
Faz o maior rapapé.
O povo pensa que é
Um feitiço ou maldição
E roga a Frei Damião
Pra tirar a criatura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Um retrato desbotado
De um candidato a prefeito,
Um moinho com defeito
E um cachimbo apagado.
Uma carta de um cunhado
Chegada do Maranhão,
Esperando um cidadão
Pra decifrar a leitura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Um pote na cantareira,
Cambito no armador,
Chocalho no corredor,
Retrato na cristaleira.
Uma velha roçadeira
Comida da corrosão,
Fivela de cinturão
Com dois dedos de largura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Uma tifanga amarela
Numa porta estendida,
Toda suja e encardida
Que o caçula mijou nela.
Uma velha na janela
Fazendo uma oração
E uma moça no oitão
Procurando uma aventura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Gata parida na cama
Com os filhotes mamando,
O menor fica miando
Porque não alcança a mama.
Os maiores fazem trama
Pra desnutrir o irmão
E depois da confusão
Toma leite com fartura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Fumo de rolo, rapé,
Bico de pua, sovela,
Prato, colher e tigela,
Foice,facão e quicé,
Caco de torrar café,
Cabresto, mão de pilão,
Gato embaixo do fogão
Aproveitando a quentura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Tem na sala de jantar
Uma mesa de umburana,
Que uma vez por semana
O avô vem almoçar.
Tem máquina de costurar
Sendo daquelas de mão.
Mas quando tem precisão
Faz uma boa costura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Onde era o armazém
Temguarda-chuva encostado
Que a tempo não é usado
Porque a chuva não vem.
Desprezado tem também
Os dois tubos de feijão,
A madeira do portão,
Dobradiça e fechadura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Num buraco mora um rato
Com direito adquirido,
mas vem sendo perseguido
Pelo danado do gato.
O rato acha muito chato
Viver na perseguição
Mas o gato faz questão
De manter sua postura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Um velho pai de chiqueiro
Ainda dando o recado
E um carneiro cevado
Cochilando no terreiro.
Uma frango no poleiro
Olhando sem direção,
Sem saber por qual razão
Tem que dormir na altura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Rimei a variedade
Das coisas que o sertão usa,
Sei que ninguém me acusa
De faltar com a verdade.
Se o leitor é da cidade
Pode até não ter noção,
Mas o sertanejo irmão
Sabe que é verdade pura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.

Mundim do Vale.

Questão de "CARÁTER" - José Nilton Mariano Saraiva

Um recém-nascido, terminantemente rejeitado pelo próprio (e aristocrático) pai, a ponto de não poder ostentar seu sobrenome; uma mulher, mãe-solteira, profissionalmente realizada, porém atormentada e solitária, pagando um alto preço (o exílio), por ter-se aventurado numa relação proibida: um homem já maduro, casado, e academicamente reconhecido, mas que, em função de conveniências políticas e, também, para salvar o próprio casamento, somente admite o adultério depois de pressionado, embora negue uma paternidade indesejada: uma esposa, traída e infeliz, que embora intelectual bem sucedida, é humilhantemente obrigada a conviver com a sombra de uma “outra”, numa forçada acomodação de interesses.
Em “A História Real-Trama de uma Sucessão”, de Gilberto Dimenstein (páginas 152-153), conhecemos, com detalhes, lances da relação extraconjugal entre o então Senador e futuro Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com a jornalista global Mirian Dutra, mãe de Tomás, à época com oito anos de idade, produto de um equívoco, prematuramente órfão-de-um-pai-vivo.
O mais estranho, em tudo isso, foi a hermética blindagem, autêntica conspiração de silêncio, patrocinada pelos Diretores de Redação das principais revistas e jornais nacionais, conhecedores privilegiados da matéria, que sonegaram da população, às vésperas de uma eleição presidencial, tão preciosa informação, sob o débil e inconsistente argumento de NÃO se tratar de um “fato jornalístico”, embora numa outra eleição, por um fato semelhante, tenham enxovalhado com um dos candidatos (Lula da Silva), tornando-se partícipes ativos da mudança então verificada no rumo da história.
História, aliás, testemunha e reveladora do “caráter” de duas personalidades antagônicas: de um lado, um homem simples, humilde, pouco letrado, mas sensível e presente ao assumir o produto de uma relação adúltera, agregando-lhe o sobrenome; de outro, um homem nascido em berço-de-ouro, herdeiro de família tradicional, detentor de títulos e honrarias mil, mas insensível e incapaz de admitir e reconhecer o filho gerado, condenando-o a carregar apenas o sobrenome materno; e, ainda por cima, desrespeitando acintosamente a ex-companheira, ao insinuá-la uma mulher de múltiplos e vários homens, porquanto mãe de um filho de pai desconhecido (já que dele não era).
Questiona-se: pode um jornalista, ao bel-prazer, sustar indefinidamente a publicação de uma matéria de interesse coletivo, por “sugestão” de políticos influentes, como foi feito na ocasião ??? O que se constitui em um “fato jornalístico”, digno de ser levado ou não ao conhecimento público ??? Onde a ética jornalística, ditada por manuais e normas inflexíveis, pode determinar seja ele (o fato jornalístico), imputado aleatoriamente para situações idênticas ??? Até quando a liberação de verbas publicitárias por parte de um Governo determinará o escamoteamento da verdade, sob o pueril argumento de “falta de provas” ???
Com a palavra, os senhores Diretores da Redação.

Post Scriptum:
Texto elaborado em 19.04.2000. Posteriormente, depois de ser eleito e exercer a Presidência da República em duas oportunidades (de 1995 a 2002) e após o falecimento da esposa, só então – ufa !!! - FHC resolveu enfim reconhecer oficialmente Tomaz, agregando-lhe o sobrenome e destinando-lhe a “mesada” respectiva.
Questão de “caráter” (ou a falta de).

Taturana e a Ordem Divina - José do Vale Pinheiro Feitosa

Taturana acredita na ordem divina. Cada coisa que acontece no mundo é ligada a outras tantas que igualmente estão acontecendo. Entre um jornal velho e outro que junta para vender para reciclável, Taturana não apenas entende a ordem, como chega a ver uma linha tênue ligando todas as manchetes.

Mas Taturana isso não pode ser apenas a coincidência da ideologia dos editores e donos de jornais? Perguntei e ele me respondeu mais rápido do que a diarréia do Português: não deu tempo de pensar e nem de acender a luz e já estava todo breado.

Não senhor, tudo se liga mesmo, de verdade como minhas juntas ligam meus dedos! Veja ontem (a conversa é hoje, tá) o Netanyahu foi aplaudido de pé no Congresso dos Estados Unidos, o Código Florestal com aditivo e tudo do PMDB foi aprovado, o Pimenta da Veiga foi preso após 11 anos que deveria ter sido e os BRICS não estão gostando de levar um FMI dos Europeus.

Taturana! Mas que retalho mais doido é este teu? Não existe uma única coincidência que não seja as manchetes terem acontecido no mesmo dia. Não existe ordem nenhuma nisto.

Ele deu um murro no papelão que dobrava e terminou, com esta força, de dobrá-lo para melhor acomodá-lo no seu carrinho de feita. Terminou de aplicar a força e seu olhar veio fulminando em direção à minha observação.

É a classe cidadão! Eu e tu, por exemplo. Um na rua comendo cada dia o que colhe naquele dia e tu com este ar gordo de quem tem guardado para comer por muitos anos.

Que é isso Taturana? Tu estás me estranhando? Por falta de argumento está querendo me agredir?

É a classe mesmo! É a divisão da humanidade em classes! Os israelenses são da classe alta e os Palestinos da baixa; os grandes donos de terra levantaram a poeira e esconderam o individualismo do pequeno agricultor; o Pimenta da Veiga é a prova de que rico só paga prisão no juízo final e os BRICS não agüentam mais o FMI do Europeus por que sabem quem paga a conta na entrada e na saída.

Mas Taturana assim tudo pode ser explicado. Basta hierarquizar os eventos e tudo se explica não pela ligação entre eles, mas pela hierarquia.

Tá bem! Então acabe com a hierarquia para ver o que acontece? Outras coisas acontecerão no mundo, mas não estas.

O Netanyahu nem existiria pois há muito que haveria paz na Palestina, as Florestas e as plantações existiriam por equilíbrio e não por pressão dos negócios, o Pimenta da Veiga nem ousaria matar pois não haveria impunidade de classe e o FMI nem existiria, pois nações também não. Apenas nós assim como conversamos agora embora não concordemos em nada do que dizemos um ao outro.

Classe? Isso é coisa do passado. Isso morreu com o muro de Berlim.

Ia com o meu resmungo me afastando do olhar convicto do Taturana quando pisei na merda que o rapaz que passeia com oito cachorros de madame havia deixado para as minhas sandálias franciscanas se atolarem até a soleira do pé. Era uma merda de classe.

PROJETO FIM DE TARDE DE VOLTA AO CARIRI


A Sertão Pop Produções está trazendo de volta o projeto "FIM DE TARDE". A idéia é retomar os benefícios que o horário diferenciado desse projeto nos proporciona. Além de termos mais tempo para curtir a noite de sábado, esse projeto visa também se adaptar aos novos rumos que os eventos estão tomando por conta dos horários que a SEMACE está liberando.
Para esta edição, contamos novamente com o auxílio luxuoso das bandas NIGHTLIFE E LOS THE OS, que prometem fazer um fim de tarde bem gostoso para todos, assim como também gostoso é o local do evento, o TERRAÇUS - Bar e Petiscaria.
Naturalmente será um FIM DE TARDE e início de noite maravilhoso!

SERVIÇO

FESTA FIM DE TARDE
Música ao vivo com as banda Nightlife e Los The Os
DATA: 28/05/2011 - A partir das 17:30h
LOCAL: Terraçus Bar e Petiscaria - (AV. PEDRO FELÍCIO CAVALCANTI - TRIÂNGULO DO GRANGEIRO)
INFORMAÇÕES: (88) 9666.9666 ou 8824.2131

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um opúsculo oportuno e necessário -- por Napoleão Tavares Neves (*)

Do jornalista e escritor Armando Lopes Rafael, recebi e li o seu interessante e oportuno opúsculo Dr. Leandro Bezerra Monteiro – Centenário de Falecimento (1911-2011), biografando o grande cratense que foi líder católico e entusiasta monarquista.

Bacharel em Direito e neto do célebre Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – contrarrevolucionário da Revolução Pernambucana de 1817 no Crato – o biografado de Armando Lopes Rafael foi um cratense de escol, infelizmente desconhecido das atuais gerações.

Dr. Leandro Bezerra Monteiro (foto ao lado) iniciou sua carreira política em Sergipe, chegando a Deputado Estadual e, depois, Deputado Federal, migrando depois para o Rio de Janeiro, como era habitual naquela distante época. No Estado do Rio, teve destacada atuação na cidade de Paraíba do Sul, inclusive com intensos trabalhos sociais e jornalísticos.

Como Deputado Federal, teve destacada atuação na célebre “Questão Religiosa”, afetando a Igreja Católica e a Maçonaria com o sacrifício do virtuoso Bispo de Olinda, Dom Vital (foto à esquerda), sobretudo em 1873, quando Dom vital foi preso e condenado a trabalhos forçados por imposição governamental do Visconde do Rio Branco, (foto abaixo, à direita) pertencente à alta cúpula do Governo Imperial.

Devo dizer que sempre tive especial interesse em estudar os meandros da “Questão Religiosa” nos tempos em que a Igreja Católica fazia parte do Estado no Brasil, tempos sombrios para a Igreja, quando os bispos e o clero, em geral, eram monitorados pelo Governo. A “Questão Religiosa” foi fruto deste tempo, quando a política interferia nas decisões da Igreja. Hoje em dia poucos se interessam por estes temas tão brilhantemente enfocados no opúsculo em tela.

Portanto, quem quer que queira saber tudo sobre a célebre “Questão Religiosa” que monopolizou os debates do Parlamento Brasileiro no fim do século XIX, não precisará mais consultar tratados políticos, mas, apenas, comodamente, ler as páginas 7 e 8 do opúsculo de Armando Rafael, Dr. Leandro Bezerra Monteiro, que enfoca tudo resumidamente e com admirável lucidez. Didática é ali!

Devo dizer que o grande Bispo de Olinda, Dom Vital Maria Gonçalves de Oliveira, virtuoso frade capuchinho, faleceu de traumatismo moral pela dura pena que lhe foi imposta pelo Visconde do Rio Branco, e somente foi anistiado por Dom Pedro II em 1875, e graças à interferência da sensibilidade da Princesa Isabel.

Solicito, encarecidamente, não confundirem o Visconde do Rio Branco com o Barão do Rio Branco, este sim, de inconfundível grandeza cívico-moral. Sempre repito: a “Questão Religiosa” foi a grande mácula do Governo Imperial do Brasil, infelizmente hoje pouco conhecida. Agora, sim! Igreja para cá, Estado para lá.

(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).

Programa Cariri Encantado Sonoridades - 25/05/2011

Conexões musicais: Fagner, até fracassos lhe são sucessos


Raimundo Fagner Cândido Lopes, mais jovem dos cinco filhos de José Fares, imigrante libanês, e Dona Francisca, nasceu na capital cearense, embora tenha sido registrado no município de Orós, localizado na região centro-sul do estado.

Raimundo Fagner é reconhecido hoje como um dos cantores e compositores nordestinos que mais conseguiram emplacar sucessos na programação radiofônica e televisiva de Música Popular Brasileira, desde meados dos anos 1970 para cá.

O programa Cariri Encantado Sonoridades apresenta um especial com Raimundo Fagner a partir de dois discos que são referenciais de sua carreira: Ave Noturna, de 1975, e Eu Canto, de 1978.

Nesses discos despontam grandes composições do cantor e compositor cearense, ou por ele interpretadas, algumas delas verdadeiros hinos da época que caíram no gosto do povo: Fracassos, A Palo Seco, Riacho do Navio, Revelação, Jura Secreta e As Rosas não Falam.

Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

Ditado sertanejo, barra na serra, fim de inverno, frio na certa... - Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

segunda-feira, 23 de maio de 2011

ENCONTRO COM AMIGOS



Huberto Cabral e Edilma
em palavras...

O VIGIA - Por Edilma Rocha

Ele chegava sempre no final da tarde, sem pressa. Andar lento, passadas largas, cabeça baixa e com o seu cobertor debaixo do braço. Tinha um ar sisudo, sempre de cara fechada. Se dizia homem corajoso e responsável no seu trabalho.
Vestia calça azul, camisa clara, kepe de segurança na cabeça e levava o emblema da empresa no peito. Quando  por acaso sorria, via-se que lhe faltavam os dentes da frente. Talvez esse fosse um dos motivos de estar sempre sério. Uma figura !
No final do expediente dos funcionários da manutenção, as 17 horas, reclamava se colocassem algum avião no seu canto predileto para dormir. E ficava muito aborrecido quando levavam para os voos de doentes a maca que fazia de sua cama. Eram tantas reclamações ao seu patrão que não podia dormir, que causava o riso de todos.
_ Assim não dá! Levaram minha cama de novo hoje a tarde, como vou dormir sem cama? Eu sou um homem velho, o corpo está cansado, preciso dormir direito. E ainda tem mais essas mouriçocas que não me deixam em paz, tenho que me cobrir todo.
O vigia era um folclore. Não dava conta dos pequenos furtos que aconteciam, como, ferramentas, revistas e comissarias dos aviões ou qualquer objeto que ficasse esquecido na noite do seu serviço.
Certo dia, os pilotos resolveram pregar uma peça no vigia do hangar. Como a maca dos doentes estava fora, o dito cujo se esticou na mesa de trabalho das chapas metálicas que se encontrava bem no meio do hangar para dormir. O seu ronco soava alto e forte entre os aviões, num sono profundo. Os pilotos pegaram  as pernas da mesa e bem devagar, levaram o vigia com mesa e tudo para o meio do pátio de manobras. Contaram, 1,2 e 3. Bateram na mesa e gritaram de uma só vez...
_ Seu vigia cadê os aviões ?
Ele espantado, abriu os olhos e viu o céu todo estrelado. Sentou na mesa e disse :
_ Valha me Deus! Roubaram o hangar com avião e tudo!

PÉROLAS DOS BASTIDORES - Por Claude Bloc


No lombo de uma "Topic"
Vou seguindo minha estrada
Vou olhando para as nuvens
Escutando a "Passarada"
A paisagem é tão linda
Que eu fico na "Berlinda"
E nem me sinto cansada
Os buracos pelo chão
Me levam no seu balanço
Como não há solução
Eu finjo que não me canso
E de tanto fingir, não sinto
E garanto que não minto
Pois sigo em passo manso.

PÉROLAS DOS BASTIDORES - Por Sávio Pinheiro


Assim na terra,
Como no céu ! Errado !
Eu sou mais o céu da Claude,
Que essa terra esburacada.
No céu tem nuvens branquinhas,
Na terra, estrada furada.
Em cima. o azul celeste
Em baixo, nada que preste
Só dor no lombo e mais  nada.

UBUNTU


UBUNTU
 
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela  contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando  terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele  chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas   as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós  poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
 
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda  não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos…
UBUNTU PARA VOCÊ!

ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO

(Pedro Esmeraldo)

Ao ilustre Deputado, Ely Aguiar.

Enviamos os parabéns ao nobre deputado e aos seus companheiros de luta pelos arrojados pronunciamentos em defesa do Crato. Ultimamente, a cidade é desprezada e desmerecida pelos homens do Governo.

Uma horda de falsos líderes vem querer dilacerar a nossa terra em beneficio de outra que consideramos menos importante que a nossa em termos de desenvolvimento sustentável e na produção agro-pastoril.

Não somos acomodados como dizem, mas somos lutadores e progressistas corajosos, já que desta cidade surgiram os primeiros focos do desenvolvimento da região do Cariri. Foi do Crato que partiu a revolução separatista do ano de 1817, pois queríamos separar o Brasil de Portugal. Foi do Crato que surgiram os primeiros soldados na independência (Revolução de 1824, chamada Revolução do Equador). Foi do Crato que surgiu o desenvolvimento educativo do interior do Nordeste. E em todos os aspectos desenvolvimentistas tornou-se a maior cidade interiorana da região centro-nordestina. Devemos lembrar que esta cidade deve ser respeitada e não venham com firulas, querendo tapar o sol com a peneira, enganando o povo com bananas e bolos. Não somos trouxas para acreditar na conversa destes políticos maldosos que desejam empobrecer as nossas terras dando um abraço de tamanduá, contando falsas histórias mentirosas, dizendo que vem tudo de bom para o Crato, mas o que vêm mesmo é buscar votos no período eleitoral.

Os Cratenses, devido a estas medidas desastradas permanecem perplexos e não querem aceitar estas conversas ocas que são pronunciadas por estes falsos políticos.

Seu desejo é somente esvaziar o Crato, transformando-a numa cidade dormitório, deixando-o submisso a outra plaga cheia de pieguice, alheia ao desenvolvimento equilibrado.

Eles só desejam o desenvolvimento para si e as outras comunidades que permaneçam no desespero que se afastem do desenvolvimento solidário.

Segundo um escritor regionalista brasileiro, que ficava satisfeito quando via o melhoramento para qualquer parte do país, assim dizia: É BRASIL.

Infelizmente, aqui no Cariri, o chefe do poder executivo só pensa em Juazeiro do Norte e as outras comunas que caiam na bancarrota.

Já está na hora de os Cratenses revoltarem-se assim como faziam os líderes locais de antigamente, já que tudo isso é desaforo e o desprestígio para o povo que os elegeu e que tem como objetivo prejudicar o Crato.

Portanto, prezados Deputados, mais uma vez lhes pedimos apoio com sua ajuda referente às nossa terra tirando-a das mãos desses algozes inimigos ambiciosos, fanáticos e que só querem levar do Crato o que temos de bom.

Crato-CE, 20 de maio de 2011.

J. de Figueiredo Filho -- por Flamínio Araripe




Sete livros do escritor cratense José Alves de Figueiredo Filho foram reeditados pela Secretaria da Cultura do Ceará, Universidade Regional do Cariri (Urca) e Edições UFC na série Memória da Coleção Nossa Cultura. Todas as obras, que estavam esgotadas, foram relançadas em edições de mil exemplares cada, sem fins financeiros. Foram reeditados os livros: “Engenhos de Rapadura do Cariri”, “Folguedos Infantis do Cariri”, os 4 volumes da “História do Cariri” e “Cidade do Crato” (com Irineu Pinheiro). O lançamento será agendado em breve pela Urca e Secretaria da Cultura.

Os sete livros de J. de Figueiredo Filho foram publicados como parte de 10 títulos que enfocam a história e os costumes do Cariri. De Irineu Pinheiro, a série inclui dois livros – “Efemérides do Cariri” e “O Cariri: seus descobrimento – povoamento – costumes”. De Floro Bartolomeu da Costa, publica “Juazeiro do Padre Cícero”, que reproduz o célebre discurso do deputado pronunciado na Câmara dos Deputados em 1923, em defesa da Meca do Cariri e do seu líder político e religioso.

Abaixo, excertos de matéria publicada no “Diário do Nordeste” do último domingo:

José Alves de Figueiredo Filho (14 de julho de 1904 a 29 de agosto de 1973), gostava da banda Cabaçal, de Reisado e também das canções dos Beatles. No rádio de válvulas, pela BBC de Londres, apreciava música clássica e o recente fenômeno do iê-iê-iê. Gostava de cantar em casa, dizia sempre a minha mãe, Eneida. Farmacêutico, filho do boticário e poeta José Alves de Figueiredo, o Zuza da Botica, desde cedo vovô convivia com o povo simples no ambiente da farmácia e andava nos pés de serra do Crato, onde o seu pai tinha um sítio. Ali teceu os laços de amizade e afeto que logo vieram a fecundar um sentimento de valorização pelas manifestações culturais desta gente, imortalizado, assim, nos seus livros.

A sua obra literária pode ser vista como um diálogo com o mundo dos "Engenhos de Rapadura do Cariri", "O Folclore do Cariri", os "Folguedos Infantis Caririenses", a "História do Cariri" e "Patativa do Assaré - Novos Poemas Comentados", títulos de alguns de seus livros. O romance "Renovação" explora o cenário cearense da seca e da busca por soluções diante da pobreza. No "Meu Mundo é uma Farmácia", resgata o universo que influenciou na sua formação intelectual e pessoal, ponto de convergência do pensamento da época. Além de escritor, folclorista, historiador, único membro da Academia Cearense de Letras que morava no interior, cronista de produção quase diária publicada nos jornais de Fortaleza. Por toda a vida, sempre desempenhou um papel de amigo e conselheiro, uma pessoa de diálogo e, natural, compreensão.

Além de trabalhar na farmácia do pai - ele tinha a graduação em Farmácia na Universidade Federal do Ceará -, vovô exercia um cargo de confiança como inspetor escolar. É esta a memória que deixou nos amigos, no Instituto Cultural do Cariri, na revista Itaytera, no curso de História da Universidade Regional do Cariri.

domingo, 22 de maio de 2011

ATELIÊ ARTESSETRA COMUNICA:

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Proibido para menores de 40 anos.... MY SWEET LORD!

Proibido para menores de 40 anos. 



SHOW DE ARREPIAR!


Na guitarra acústica...............................:  Eric Clapton
Na guitarra elétrica................................:  O filho de George Harrison
Ao piano................................................:  Paul McCartney )
Na primeira bateria................................:  Ringo Star
Na segunda bateria.................................:  Phil Collins
Na segunda guitarra elétrica....................: Tom Petty


Ao órgão e interpretando a primeira voz,: O incrível Billy Preston falecido em 6 de junho de 2006
Entre as vocalistas do coro esta...............: Linda Eastman, falecida esposa de Paul McCartney.
Também estavam presentes nesse concerto:

Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton.

Todos um pouco gordos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.

Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto The Beatles; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravacões dos Beatles.

Maravilhoso!


Recebido por e-mail

AO POETA ZÉ MARCOLINO - Marcos Barreto de Melo



“OH! QUE SAUDADE IMPRUDENTE
NO MEU PEITO MARTELANDO
QUANDO ESTOU SÓ ME LEMBRANDO”
DO MEU SAUDOSO POETA

COM O PEITO APERTADO
DE UM MATUTO APERREADO
QUERO CANTAR NUM REPENTE
O QUE MEU CORAÇÃO SENTE
QUANDO PENSO NO DESTINO
QUE NUM GESTO REPENTINO
CARREGOU DO NORDESTINO
O GRANDE ZÉ MARCOLINO

POETA PARAIBANO
DA CIDADE DE SUMÉ
FEZ O POVO ARRASTAR PÉ
NAS QUATRO FESTAS DO ANO
CANTANDO BAIÃO E CÔCO
NUMA SALA DE REBOCO

NO PAJEÚ, NO PIANCÓ
A SAUDADE É UMA SÓ
A CANTIGA DO VEM-VEM
HOJE É TRISTE COMO NUNCA
E O PÁSSARO CARÃO
JÁ NÃO FAZ ADIVINHAÇÃO
INCONFORMADO COM O DESTINO
DO MESTRE ZÉ MARCOLINO

MAIS QUE PALAVRAS...

Para quem circula pelas estradas do Ceará, um cenário contundente. Enquanto a beleza da paisagem passa pela janela, os solavancos vão acabando com os transportes e com a paciência da gente. Os passageiros não têm o devido sossego no transcurso da viagem e vão se retorcendo nas poltronas suspirando de impaciência. Os motoristas precisam de atenção redobrada e não podem nem sonhar em mudar a rota.

São aproximadamente 235km de Sobral a Fortaleza. Um percurso que, em tempo normal, levaria umas 3 horas e meia de carro no máximo. Hoje, pela BR222 cheguei ao destino com os "bofes de fora", depois de 5 horas e 15 minutos.

Há trechos que nem mais asfalto tem. Umirim, por exemplo, na sua passagem urbana da BR222, está completamente esburacada. É uma bagaceira total de lama, piçarra solta, buracos de todos os tamanhos, remendos mal feitos e poeira "comendo de esmola".

As fotos falam por si.

Trecho da BR222 -  nas imediações de Irauçuba

Trecho da BR222 -  nas imediações de Irauçuba (mais adiante)

BR 222 - trecho nas imediações de Itapajé (a caminho de Umirim)


Trecho da BR222 ( a 29 km de Umirim)

BR222 - trecho na saída de Umirim (na cidade ainda é pior)

Saída de Umirim pela BR222
Por Claude Bloc

sábado, 21 de maio de 2011

Lula tenta conter crise e segurar Palocci no governo


Na primeira crise política do governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para ajudar a defender o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e garantir a permanência dele na equipe. “Vocês não podem baixar a guarda”, disse Lula ontem, em telefonema para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Lula ligou para Carvalho do Panamá, onde fez palestra para empresários da construtora Odebrecht. Preocupado com a escalada de denúncias contra Palocci, o ex-presidente conversa quase que diariamente com Dilma e com o chefe da Casa Civil. Apesar de comentários sobre o “fogo amigo” na seara do PT contra o ministro, tanto Lula como dirigentes do partido estão convencidos de que o tiroteio contra Palocci partiu do PSDB e, mais especificamente, de pessoas ligadas ao ex-governador José Serra na Prefeitura de São Paulo. Por essa avaliação, o objetivo de Serra seria derrubar Palocci, o mais importante ministro da equipe, para atingir Dilma, inviabilizar o governo logo em seu primeiro ano e torpedear o PT. O partido não tem dúvidas de que Serra é pré-candidato à sucessão municipal, em 2012.

No PSDB, a análise de que o ex-governador teria interesse em desestabilizar Palocci é considerada “insustentável”, digna de uma “teoria da conspiração”. Serra, quando questionado sobre a crise envolvendo Palocci, na segunda-feira, afirmou que o ministro não poderia ser crucificado. “Não tenho o papel de julgador a esse respeito. Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam uma variação patrimonial”, disse o tucano.

Cargos

Na tentativa de esvaziar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e barrar a convocação de Palocci no Congresso, o governo já acena com cargos para acalmar a base aliada. A previsão é a de que, a partir da próxima semana, o quebra-cabeça do segundo escalão comece a tomar forma final.

A oposição não tem votos suficientes para abrir uma CPI mista, mas já está atrás dos insatisfeitos da base aliada. É “suprapartidário” o grupo dos descontentes com a demora de Dilma em definir presidências e diretorias de estatais, autarquias e bancos oficiais. O time reúne parlamentares do PT ao PMDB, passando pelo PSB, PC do B e PR. Na lista dos cargos cobiçados pelos aliados estão as presidências do Banco do Nordeste, do Banco da Amazônia e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estado de São Paulo

Diversidade Cultural - Por José de Arimatéa dos Santos

Ao observar numa rua os indivíduos no seu ir e vir de todo dia podemos ver o quanto somos diferentes em todos os aspectos. Normal e saudável essa diferença que marca profundamente a espécie humana. Mas há aqueles que querem impor sua vontade, estilo ou modo de vida e é contra a toda e qualquer diversidade. Nesse momento vou procurar focar meu pensamento na diversidade cultural, pois hoje se comemora o dia da Diversidade Cultural que é uma data instituída pela ONU(Organização das Nações Unidas) e tem o objetivo de promover o diálogo e o desenvolvimento.
Na cultura de massas vemos que inexiste de fato essa diversidade cultural, principalmente na música tocada nas rádios. O rádio é uma mídia que aprendi a gostar desde tenra idade e acredito ser a mais próxima do povo. Mas é nele que predomina, a força econômica de alguns, o mesmo estilo, música e seja o que for. No final de janeiro estava eu num quarto de hotel em Fortaleza e lá pelas tantas da noite a insônia me abateu. Liguei o rádio e tenho o hábito de ficar mudando de emissora a todo instante. Fiquei surpreso com a qualidade das músicas. Músicas nacionais e internacionais de primeira grandeza que durante o dia não se toca de jeito nenhum. Mas a realidade é dura e cruel e logo no início do dia volta-se a tocar esse forró eletrônico e música sertaneja. Pareceu até sonho um dia as rádios voltarem a tocar a diversidade musical.
É mais do que necessário o incentivo do poder público para todas as manifestações culturais, pois a riqueza brasileira no campo cultural é infinito. Cada região brasileira tem sua marca cultural predominante e que mostra a verdadeira brasilidade de cada recanto verde e amarelo. O folclore, a dança, a cerâmica, o carnaval e tantas manifestações culturais estão vivas e merecem mais apoio para a continuidade e as gerações futuras também têm o direito de usufruir dessa nossa riqueza. E nesse dia mundial para a Diversidade Cultural, o Brasil tem condições de contribuir muito nesse processo porque a nossa rica diversidade cultural está solidificada na união das culturas européias, africanas e indígenas. O mundo se sente representado aqui no nosso país e só falta a volta do respeito pela maioria e a diversidade cultural se consolidar de vez em nossas vidas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Reforma Agrária para democratizar a renda dos brasileiros - José do Vale Pinheiro Feitosa

Nesta semana o blog publicou um bem escrito texto de Mailson da Nóbrega derrubando a tese da redistribuição de terra, via Reforma Agrária. A redistribuição de terra tem por base dois resultados: ampliar a capacidade de mais famílias auferir renda na estrutura de distribuição da renda nacional e, claro, o da produção agropecuária.

O ex-ministro Mailson é como Antonio Palocci, um CONSULTOR. Escreve e dar pareceres à base de bem remunerada renda e sempre como porta voz de terceiros. Não existe a convicção interior, ela se sujeita ao interesse do outro. Assim como um pistoleiro que atira contra o inimigo de quem lhe pagou.

Acontece que numa sociedade democrática, efetivamente democrática, o primeiro resultado da Reforma Agrária é irrefutável: democratizar a renda. Só por isso vale uma defesa e uma história. Não adianta esgrimir com Mailson nestes termos, pois se ele não o trouxe, e como bom intelectual sabe disto, desejou esquecer de propósito. Não refutá-lo é uma homenagem a quem defende a Reforma Agrária.

Agora quanto ao outro. O da produtividade. Se vamos destruir a pequena propriedade, se vamos destruir as florestas para os grandes negócios (eis o motivo do artigo do Mailson na emergência da discussão do novo Código Florestal) ou se vamos calar a voz do MST, é preciso que se sustente e bem sustentado o contraditório de quem quer tudo isso.

Isso é uma pedra no sapato do Consultor Mailson, pois mais uma vez leva à suspeição de má fé do parte dele. Quem quer que escreva sobre o assunto não pode denegar, esquecer, omitir os dados da FAO sobre o Agronegócio brasileiro. E estes não são bons argumentos para o contraditório pretendido.

Usando dados estratégicos do agronegócio: produtividade do arroz, milho e soja. Trigo nem falar, dada a insignificância até para abastecer o mercado interno. A produtividade média do arroz brasileiro é de 4.365 Kg/Ha, deixando o país em 37ª posição no ranking mundial, atrás de países como El Salvador, Peru, Somália, Ruanda, etc. A do milho é de 3.7148 Kg/Ha nos deixando em 64ª posição mundial. A soja, que é hoje o carro-chefe do agronegócio exportador brasileiro, a produtividade média, de 2.636 Kg/Ha, coloca o país na 9ª posição no ranking mundial.

E isso é verdade para os indicadores da média de todos os cereais produzidos no país, além e, pasmem, da própria carne bovina.

O que queremos dizer é que existem muitas causas para esta questão, inclusive um produtor mal orientado e fatores de investimento, especialmente em novas técnicas agrícolas. Para isso é preciso que a estrutura de ciência e tecnologia se aplique em resolver problemas, já pensando no futuro próximo.

Não estamos apontando o dedo contra o agronegócio, apenas dizendo que o consultor Mailson da Nóbrega cria um contraditório a serviço de alguém e numa área em que é preciso democratizar a terra e a renda, até por que a terra é dos brasileiros e não dos conglomerados de capitais internacionais. Todos sabemos da avidez estrangeiras por terra onde existem disponíveis como no Brasil.

Mailson da Nóbrega, não obstante a defesa de escrever para ganhar a vida, é um velho integrista do futuro dos brasileiros. Um estilo antigo de carrear as oportunidades dos nacionais.

Pensamento para o Dia 20/05/2011


“Alguns nascem saudáveis e outros, adoentados. Alguns levam vidas prósperas, despreocupadas, enquanto outros labutam durante toda a vida em terrível miséria. Certamente pode-se argumentar que há indícios suficientes da parcialidade revelada pela Criação ou o Criador. Tal inferência pode até parecer justificada do ponto de vista do homem comum. O caminho puro da cultura espiritual declara que isso não é absolutamente verdade! Deus não é a causa nem de sofrimento nem de alegria, de boa ou má fortuna! Então, quem traz o mal e o bem? A resposta é: nós mesmos! A chuva cai igualmente sobre a terra arada e a lavrar. Somente a terra arada consegue tirar proveito! As nuvens não são as culpadas. A falha reside no ignorante preguiçoso que deixa sua terra sem cultivo. A graça de Deus está sempre à mão. Ela não tem "mais ou menos," nem altos ou baixos. Podemos nos basear mais ou menos nisso, ou ignorá-lo, ou o usarmos para o nosso bem.”
Sathya Sai Baba

Piratas do Caribe 04 - Por Gabriella Dias

"Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas" estreia nesta sexta-feira (20) e é a quarta franquia da saga de Jack Sparrow (Johnny Depp), sendo o primeiro filme em 3D. O Famosidades é já da produção - e também de Depp, claro! - e, por isso, preparamos uma retrospectiva para você.

Nas fotos abaixo você relembra as aventuras do pirata mais querido do mundo ao lado de Elizabeth Swann (Keira Knightley), Will Turner (Orlando Bloom) e Capitão Hector Barbossa (Geoffrey Rush).

"Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra""Piratas do Caribe: O Baú da Morte" e "Piratas do Caribe: No Fim do Mundo" foram dirigidos por Gore Verbinski. O quarto filme da saga tem direção de Rob Marshall, mais uma vez produção de Jerry Bruckheimer e intervenção de Johnny Depp, que pediu que o novo filme tivesse 30 minutos a menos para não cansar muito o público. E dá para cansar?



ESSE É O CARA


Tive a agradável satisfação de passar um bom tempo da noite na companhia do Radialista Dihelson Mendonça, juntamente com vários ouvintes da Radio Chapada do Araripe, alem de ouvir músicas de qualidades e bom gosto, podíamos interagir na sala de bate- papo e fazer os nossos pedidos com nossas músicas para relembrar bons momentos. Indico a todos que gosta de músicas selecionadas que faça uma visita a Rádio Chapada do Araripe. Como disse no Título esse é o cara, sempre inovando, parabéns Dihelson Mendonça.


Jacques Bloc Boris

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A semana da ditoso Alexandre Garcia - José do Vale Pinheiro Feitosa

Alexandre Garcia, comentarista da Rede Globo, é um homem visível. Eu posso não gostar do conteúdo dos comentários dele até os quarks da minha matéria, mas ele continuará mais visível do que eu. Aqui neste quarto solitário, querendo vestir a roupa de otário, apenas por que ele criticou a gramática dos operários.

Dom Garcia partiu para cima do MEC por causa de uma frase escrita num livro aprovado pelo ministério em que se dizia que não existem falares errados, apenas padrões diferenciados. Eu achei um exagero a verve alexandrina, mas é típico da minha invejosa insignificância frente aos homens visíveis. O Alex acha que tem razão: a rapaziada de baixo está destruindo o país.

Como me disse um dia um professor ao defender um pensamento de Cícero - só em citar um romano da era latina já me humilha - o qual criticou o ensino universal por que só trazia a técnica do saber, mas não a sabedoria. Isso me dizia o professor como a própria experiência viva da frase de Cícero: aos setenta anos com um cigarro aceso e chupando para os seus pulmões toda aquela fumaça enquanto fazia seu relato.

O grande Alexandre, muito mais poderoso que o da antiguidade, é uma Garcia de pessoa. Não se pode acusar o rapaz de ter qualquer vício. De linguagem, diga-se bem. Parece que é gaucho e não tem qualquer dificuldade em fazer muxoxo com as diferenciadas flexões verbais, especialmente aquelas da segunda pessoa tão comuns lá na terrinha.

E isso tudo aconteceu meio num clima Bolsonaro. O deputado brigão. Aqui do Rio de Janeiro. O furibundo, ou faz o tipo, abriu uma razia conta os homossexuais com tanta violência que expôs toda a sua fobia. Resultado: estimulou os valentões a partir para uma linguagem tão violenta no tal do twitter (mais que passarinho mais escroto este) que provocou ondas explícitas de ódio na rede mundial dos computadores complacentes. Teve gente que prometeu a própria morte a ter que dar o que tem medo de dar e gostar.

Tão logo o Garcia, com a primazia de um Alexandre, esteve no palco avantajado da família Marinho, as classes médias brasileiras letradas se açularam iguais aos homofóbicos do Bolsonaro. Mas onde está o problema destes dois ícones? É que não faltam obtusos que pretendem passar uma borracha na realidade. Eliminar a realidade.

Alexandre, Bolsonaro e a turma do repete repete, devia mesmo é seguir a lição de Cícero (aquela que busca a sabedoria). A sabedoria pode saber tirar proveito da realidade, jamais excluir a realidade. Pois então moçada pedrigee, cheia de frases em inglês, com um caminhão de entrecortadas frases e pensamentos, tome a cicuta da realidade: vocês já não estão mais a sós.

Existe um bando de nós no salão de vocês. Um estridente de risos a estimar tuas gaiolas de ouro. O Alexandre e o Bolsonaro apenas foram pego se escondendo enquanto estavam visíveis.