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Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 5 de julho de 2011
SERRA VERDE - MISSA DE DOMINGO.
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O conflito das duas naturezas - Emerson Monteiro
Poucos dias atrás, numa folhinha de calendário li citação do jornalista e político Artur da Távola de que opção não é escolha, é renúncia. Dada tal veracidade, repito a frase, pois noto quanta renúncia existirá nas opções que se fazem no decorrer das jornadas deste chão. Ninguém trocará de lugar que não tenha de largar o sonho dos lugares antigos, pois optar implica abandonar as outras possibilidades deixadas para trás.
Ao resolver seguir o percurso da renúncia, há méritos. A prática do casamento, por exemplo, define bem tais avaliações. Ali nubentes fecham as portas das histórias individuais do que poderiam ser e abrem as portas do que acontecerá, viagem só de ida, conquanto zerem o passado a fim de começar outro presente.
Nisso, as duas naturezas, de voltar os olhos para as virtudes, que significará desistir das ilusões e dos vícios, e decidir andar certo; adeus às torturas. Eis o motivo da afirmação bíblica que ninguém servirá a dois senhores.
A alegria da carne cumpre apetites físicos fugazes, charmes da juventude, nas altas voltagens dos fliperamas das festas. Ao passo que a alegria do religioso traz o pouso das luzes suaves nas afastadas capelas, longe do burburinho de multidões infebrecidas.
Parte-se do princípio de que a virtude cruzará portas estreitas, ao tempo em que largas são as portas da perdição... Perdição face ao panorama espiritual fervoroso do outro aspecto. Duas alegrias distintas, o preço da vida física e suas emoções fantasiosas e velozes, e o custo sacrificante da imaterialidade, nos propósitos ideais da perfeição, desistência de tudo o que alimentava as saudades vencidas, escolha em si dos termos físicos rejeitados. Assunto semelhante a depositar tesouro onde a traça e a ferrugem não possam destruir, das orientações de Jesus.
A fronteira destas duas alegrias estabelece de modo particular as leis dos dois países vizinhos no campo das batalhas individuais. Padrões diferentes de práticas exigem, pois, autenticidade nos momento da grave decisão de seguir. E após o passo definitivo, a sorte resta lançada. Ainda lembro, para concluir, destas palavras: O castigo do vício é o próprio vício; o mérito da virtude é a própria virtude. Adeus às ilusões, em nome da Luz superior.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Pôr-do-sol
Qual o melhor caminho? - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
As histórias de contos de fada que ouvimos de nossos pais e professores na nossa infância foram de grande importância para a nossa formação. Os contos de fadas além de despertarem a criatividade e a imaginação, transmitem os valores morais, além de incentivar o hábito da leitura. A convivência da criança com fadas e bruxas, com a bondade e a maldade e recebendo mensagens que lhes dão toda a esperança de que o bem sempre triunfa sobre o mal. Quando éramos crianças não percebíamos o verdadeiro sentido dessas histórias. Entendíamos como diversão, passa tempo ou brincadeira. Depois de adultos, é que descobrimos qual o verdadeiro objetivo dessas interessantes histórias. Através delas compreendemos que no mundo existe a bondade e a maldade. Quando ouvíamos aquelas histórias, absorvíamos a verdadeira mensagem que os contos de fadas nos passavam. Esses contos ajudam a formar pessoas com valores morais e a transmitir para cada criança que ler ou escuta, a existência do bem e do mal. O melhor é escolher o caminho da bondade e, combater a maldade.
É triste saber que o mundo está cheio de pessoas que preferem trilhar pelo caminho da maldade e se afastam de Deus para fazer o mal aos outros e ao mundo. O egoísmo humano e a ambição distanciam o ser humano de Deus e o leva a praticar todo tipo de maldade contra o seu próximo: calúnias, fofocas, discriminação, preconceito e as maiores injustiças com quem não merece.
Quem deixa o coração disponível à Graça de Deus, esse sim, escolherá o caminho da bondade. Abrindo a Bíblia no Livro do Eclesiástico (27,25-27) encontraremos a seguinte mensagem “Jogue uma pedra para o alto, e ela cairá em sua própria cabeça; dê um golpe por traição, e você receberá o golpe de volta. Quem cava um buraco, nele cairá; quem prepara uma armadilha ficará preso nela. O mal se volta contra quem o pratica, e sem que a pessoa saiba de onde ele vem.” Através desse precioso ensinamento poderemos concluir que Deus nos julga de acordo com os nossos atos na vida e na história. E que a justiça é a presença do próprio Deus entre nós. Nesse caso é muito melhor seguir o caminho da bondade e nos aproximarmos de Deus. Promover a paz, a harmonia e o bem entre as pessoas, nos dará a certeza que encontraremos a felicidade.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A República proclamada por acaso -- Por Carlos Chagas (*)

Preso no Paço da Quinta da Boa Vista, com a família, o Imperador teve 48 horas para deixar o Brasil. Deodoro quis votar uma dotação orçamentária para que subsistissem no exílio. D. Pedro II recusou, levando apenas pertences pessoais. A República estava proclamada.
A História do Brasil é feita de episódios como esse...
(*) Carlos Chagas é jornalista
domingo, 3 de julho de 2011
A terapia do sentido - Emerson Monteiro
Esse sentido para viver alimenta o ânimo qual nutriente de extrema necessidade. Isso que deverá vir das aspirações inúmeras. Do gosto de aguardar alguém que se ama. Adorar a Deus com os vigores da alma. Empregar a esperança na realização dos sonhos vários. A viabilização de projetos pessoais. Uma obra social. Concretização das ideias vitalizadoras do desejo de seguir em frente, ainda que perante vultosos desafios. Reencontrar entes queridos. Rever amores inesquecíveis. Criar condições de sentir a presença dessa potencialidade, mesmo enquanto permanecer sob pressões, insalubridades e limitações.
Dr. Frankl experimentou de perto tais restrições de sobrevivência, ele e os outros companheiros de campos, nas atrocidades nazistas. Em seu papel de observador perspicaz, analisava sistematicamente o comportamento manifesto dos milhares de prisioneiros, configurando a tese do sentido qual motivo justo de continuar a vida. Eram temperaturas abaixo de zero, péssimos agasalhos, fome, maus tratos, estados psicológicos deprimentes, expostos às surpresas da patologia gratuita da guerra; e resistiam desde que houvesse uma razão para isto em cada qualquer deles.
Quando alguém sabia das notícias da morte dos familiares que aguardava de novo encontrar, logo perdia as forças. O cientista notava que aquele se entregava ao desânimo. Desistia de sair para trabalhar. Permanecia estirado no alojamento em que dormia. E dentro de pouco tempo sucumbia às misérias das circunstâncias que até ali suportara.
Perante os quadros que estudou, Viktor Frankl reuniu elementos suficientes de avaliação do contexto radical extremo para a existência humana sadia, os quais lhe forneceram meios de criar a Terapia do Sentido, ou Logoterapia, conforme denominou. Logos, termo grego que significa razão, sentido.
O fruto dessas vivências de um psiquiatra em um campo de concentração durante a Segunda Guerra hoje possui ampla divulgação em muitos países do mundo, e forma escola de importante valor no tratamento das dificuldades mentais de grandes contingentes que a ele recorrem.
Há um livro de sua autoria, editado no Brasil com o título de Em busca de sentido, publicação da Editora Vozes, ora na 20ª. Edição, que permite conhecer mais de perto informações a respeito desse importante instrumento de ampla utilidade a quem pretende aprofundar o assunto.
Ainda existem políticos honestos no Brasil – por Armando Lopes Rafael

O ex-presidente da República, senador Itamar Franco, era um deles...
O falecido ex-presidente era, enfim, um homem sério, simples e honesto. Um paradigma nesses tempos tristes e caóticos, assinalados por denúncias diárias de roubalheiras, falta de espírito público e deslavada corrupção.
Descanse em paz, honrado e digno senador Itamar Franco!
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael
A "mulher" manda - José Nilton Mariano Saraiva
Acre: (H) 367.864 (50,20%) – (M) 364.929 (49,80%)
Alagoas: (H) 1.511.947 ( 48,45%) – (M) 1.608.975 (51,55%)
Amazonas: (H) 1.751.328 (50,31%) – (M) 1.729.609 (49,69%)
Amapá: (H) 334.674 (50,05%) – (M) 334.015 (49,95%)
Bahia: (H) 6.880.368 (49,07%) – (M) 7.141.064 (50,93%)
Ceará: (H) 4.118.066 (48,75%) – (M) 4.329.989 (51,25%)
Distrito Federal: (H) 1.225.237 (47,81%) – (M) 1.337.726 (52,19%)
Espírito Santo: (H) 1.729.670 (49,24%) – (M) 1.783.002 (50,76%)
Goiás: (H) 2.981.542 (49,66%) – (M) 3.022.503 (50,34%)
Maranhão: (H) 3.258.860 (49,60%) – (M) 3.310.823 (50,40%)
Minas Gerais: (H) 9.640.695 (49,20%) – (M) 9.954.614 (50,80%)
Mato Grosso Sul: (H) 1.220.175 (49,82%) – (M) 1.229.166 (50,18%)
Mato Grosso: (H) 1.548.894 (51,05%) – (M) 1.485.097 (48,95%)
Para: (H) 3.825.245 (50,41%) – (M) 3.762.833 (49,59%)
Paraíba: (H) 1.824.495 (48,44%) – (M) 1.942.339 (51,56%)
Pernambuco: (H) 4.229.897 (48,09%) – (M) 4.566.135 (51,91%)
Piauí: (H) 1.528.796 (49,02%) – (M) 1.590.219 (50,98%)
Paraná: (H) 5.128.503 (49,13%) – (M) 5.311.098 (50,87%)
Rio: (H) 7.626.920 (47,69%) – (M) 8.366.663 (52,31%)
R.G.Norte: (H) 1.548.731 (48,88%) – (M) 1.619.402 (51,12%)
Roraima: (H) 793.224 (50,83%) – (M) 767.277 (49,17%)
Rondônia: (H) 229.343 (50,83%) – (M) 221.884 (49,17%)
R.G.Sul: (H) 5.205.705 (48,67%) – (M) 5.489.827 (51,33%)
Santa Catarina: (H) 3.101.087 (49,62%) – (M) 3.148.595 (50,38%)
Sergipe: (H) 1.005.049 (48,60%) – (M) 1.062.982 (51,40%)
São Paulo: (H) 20.071.766 (48,66%) – (M) 21.180.394 (51,34%)
Tocantins: 702.451 (50,78%) – (M) 681.002 (49,22%).
TOTALIZANDO NO PAÍS:
Mulheres (M): 97.342.162 (51,0%)
Homens (H): 93.390.532 (49,0%).
sábado, 2 de julho de 2011
Vida Simples - Paulo Viana
CONVITE... Inauguração e Exposição...
Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs
Presença dos Irmãos Aniceto

Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.
UM FUXIQUEIRO DA CORTE
Nesses últimos meses, apareceu no bloco de pessoas amigas, um cidadão de estatura mediana, gordinho, bisbilhoteiro, inconsequente, asqueroso, provocador de intrigas, causa mal-estar a sua presença no seio dos amigos.
Diz pertencer à corte dos fuxiqueiros, em sua terra natal. É um senhor qualquer, abominável, discordante e tem por finalidade provocar desordem familiar. “Possuidor de uma provocação pífia, mantém conversas destoantes a fim de vasculhar a vida alheia”.
Esse senhor horripilante causa nojo quando permanece na presença de amigos. Mantém conversações desagradáveis, pois quando deseja saber da vida de alguém é só para distorcer e humilhar seu semelhante.
Não teremos palavra alguma para favorecer esse cidadão que mete apreensão e anda às turras. Às vezes associa-se a outras pessoas da mesma estirpe com o intuito de espetar e vassourar a nossa respeitabilidade moral.
Utiliza sempre a má fé e anda bisbilhotando com palavras inócuas, contando histórias mentirosas e espantando como sempre a boa amizade.
É um ignóbil, um espantalho da natureza, traçado exclusivamente para fazer o mal.
Encontro Regional dos Bancários do Cariri acontecerá neste domingo, 3/07
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Gilberto Gil em Juazeiro do Norte - Emerson Monteiro
Houve novas alternativas de reviver e percorrera os caminhos andados, repetidos feitos de ardorosos cavaleiros dadivosos de amores e sonhos. Quantos amores extintos e nascidos outras vezes entre árvores de jardins eternos, paisagens fiel da solidão que sobrou.
Acordes e fiapos de bênçãos a percorrer o espaço azul do firmamento deram, pois, o tom das melodias. Enquanto desfilavam fantasiosos artistas de outras cenas por sobre a pele ressequida do eterno Cariri.
No palco, os músicos e seus acordes zoadeiros. O menestrel sacoleja as bases do público entregue às guitarradas que ele no passado trouxera à música popular brasileira. Gilberto Gil em Juazeiro do Norte na noite do dia final de junho de 2011 e seus retados baiões de Luiz Gonzaga, retorno aos cursos da história de quando o sertão sobrevivia só das esperanças de chuvas e poucos andavam aqui que não fosse à procura de inspiração às avessas. Poucas passagens desta fase do poeta cantor tropicalista vieram, no entanto. Ritmos, ritmos em profusão, com esmerados profissionais dos instrumentos. Isso bem no território dos romeiros, agora na fase dos melhoramento da parte do governo. O espetáculo aconteceu e agradou, porquanto a alegria envolveu todos. Festa mil das dimensões elevadas do som eletrônico de agora, força elétrica que preenche e sufoca sem deixar margem repouso ao silêncio intermediário, mania dos tempos atuais, cheio de tantas manias eletrônicas possantes.
Buscar no ele de hoje o Gil dos anos 60, tarefa quase impossível de obter sucesso. Aquele de antes, político, revolucionário, resistente, nem ele saberá dizer que mundos ou estrelas habita nos dias que chegaram no ido das suas 70 primaveras. Porém vital, coerente da própria maestria. Feliz de se saber cantado, lembrado das multidões que dançam fácil as suas composições de variação e riqueza criativa.
Mas, é isso, trazia pouca novidade posterior ao período em que ocupou o Ministério da Cultura, talvez até na época da adaptação profissional doutro momento.
Ícone, portanto, de um povo, Gilberto Gil canta no trecho intermediário do Norte ao Sul, neste Brasil de luminosidade sonora e praças abertas aos fulgores do artista popular consagrado.
Sindicato dos Bancários do Cariri convida para o Encontro Regional dos Bancários que acontecerá neste próximo domingo, 3/07
Pensamento para o Dia 01/07/2011

“A fé é como um vulcão em atividade. Dúvidas são como sementes. Nenhuma semente brotará em um vulcão ativo. Se suas dúvidas estão se multiplicando, significa que sua fé é fraca e instável, semelhante a um vulcão extinto. Onde há dúvidas, não pode haver fé. Suas dúvidas surgem ou desaparecem por causa de seu karma (ação) passado. Se sua fé é forte, nenhuma dúvida surgirá. Para realizar a Divindade, primeiro você deve se livrar de todas as suas dúvidas. De tempos em tempos, Deus sujeita você a vários testes. Esses não se destinam a puni-lo como você pode imaginar, mas para fortalecer a sua fé. Lembre-se sempre que o Divino age como testemunha. O Divino mostra o caminho para a auto-realização.”
Sathya Sai Baba
População quer melhorias nos serviços dos Correios

Sob a desculpa de estarem criando uma nova metodologia de cálculo de postagem, os Correios elevaram os preços de postagem em mais de 100%, havendo casos de elevação superior a 300%, o que por si só já é um disparate.
Inúmeros são os relatos de usuários na internet dando conta da insatisfação e prejuízos que têm acometido a todos.
O presente abaixo-assinado será encaminhado à direção dos Correios, ao Ministério Público e ao Procon solicitando as providências cabíveis no âmbito da competência de cada um.
Se você estiver de acordo com os termos do presente, assine abaixo, identificando-se para que não haja dúvida sobre a nossa insatisfação.
Divulgue este manifesto o quanto possível, pois só assim poderemos colaborar para que as irregularidades hoje existentes sejam sanadas.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
As Contradições Nacionais: Os Casos da Antropologia e da Saúde Pública - José do Vale Pinheiro Feitosa
Os bancos e a ética, segundo Camdessus - Mauro Santayana
Lançamento de Livro - Show !



LANÇAMENTO DE LIVRO INFANTIL
Estaremos lançando, na próxima Quinta-Feira, dia 07 de Julho , no Cine Teatro Moderno, aqui em Crato, o livro : "O Mistério das 13 Portas no Castelo Encantado da Ponte Fantástica" de J. Flávio Vieira e Ilustrações de Reginaldo Farias. O livro engenhosamente faz uma tessitura dos mitos caririenses e acompanha um CD com 15 Músicas e um Audio-Livro com a narração da história. O Projeto foi vencedor do I Prêmio Rachel de Queiroz da SECULT. No evento teremos um Show com a presença de vários músicos e compositores cearenses que participaram do Projeto : Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Ibbertson Nobre, Luiz Fidelis, Pachelly Jamacaru, Amélia Coelho, Ulisses Germano, Zé Nilton Figueiredo, João do Crato, Leninha Linard, Abidoral Jamacaru e muitos outros.
Local- Cine Teatro Moderno ( Crato)
Hora- 19 H
Entrada Franca
São João dormiu?
Coisas nossas, por Zé Nilton
Para José do Vale Feitosa, adolescente.
Anseio por chegar o momento do estalo de memória tal qual ocorreu ao escritor Paulo Elpídio de Menezes. Em certa ocasião de sua vida – vupt! – qual um ponto crítico, e ele começou a rememorar o que viu e viveu em sua terra natal, desde os tempos de menino, até ser “expulso” pelos mandatários da época. Deixou tudo muito bem escrito no clássico “O Crato do meu tempo”. Já lá se vão 51 anos da primeira edição.
Aqui e ali vou me recordando de acontecimentos do passado, principalmente daqueles que mexeram com “as minhas coisas”.
Talvez fosse 1966 ou 67. Num tempo qualquer, a juventude de Crato entrou no maior frisson. As rádios da cidade anunciavam o mais esperado show do ano, na Quadra Bi-centenário. Nada mais nada menos do que a famosa, a mais bonita, a boa de canto, de pernas, de tudo, a namoradinha do Brasil, a ternurinha, uma brasa, mora, a Wanderléia.
Gamei a louraça de cara logo após ouvir “já chegou já chegou, novamente a bonança, todo o mal já passou, já chegou a esperança, vamos cantar”.... (Tempo de Amor). Como também “nós somos jovens, jovens, jovens, somos exército, exército de surf.” (Exército de Surf).
Levava a sério a minha paixão pela Wandeca, e não gostava nada quando meu primo Edísio Lima, sempre afeito a paródias, cantava para me irritar: “já chegou, já chegou, Postafen na farmácia, e a bunda das moças, já não cabe nas calças”...
Naquela noite foi demais. Tomei emprestados uns trocados a Zé Lopes, meu velho amigo. Diziam que nascemos juntos. Xavier, o mais velho da turma era perverso: - vocês parecem meus ovos, só andam juntos...
- E com vocês, ela, a rainha da jovem guarda, Waaaadeeerléééia! Delírio total. A cada canção gritos, aplausos e choros...
Nunca havia visto uma mulher de calça comprida como a dela. Era uma calça colant preta, que deixava suas generosas curvas à vista e a nossa libido em polvorosa.
Fiquei arrasado. Macularam o objeto de meu particular desejo... De onde estava enxerguei muito bem no meio da turba de mãos bobas e dedadas um deles, que por infelicidade, era meu colega de escola.
No outro dia, comentário geral nas ruas, nas praças e na escola. Era nego falando disso e daquilo. Fulanos diziam não terem lavado as mãos ainda. Sicranos passaram a noite cheirando as mãos. Beltranos dizendo de outras coisas feitas com as mãos, à noite toda.
Eu, puto, olhava pro meu colega, com vontade de descer-lhe a mão no pé do ouvido. Me contive. O gajo era metido a valentão. Gelava todo mundo por lá. Era o rei do parangolé.
Mas um dia fui vingado. Ah, se fui! O tal sujeito inventou de ser ator. Rosenberg Cariry o tornou cangaceiro. Lá estava ele, o valentão, enfrentando de trabuco e muito jogo de cena a soldadesca desorientada nas caatingas do sertão, ao lado do famoso Corisco, ex-bando de Lampião.
Numa dessas refregas um tiro certeiro lhe abateu. Vi o meu desafeto cair mortinho da silva bem na minha frente. Pronto, disse comigo, taí o que você queria seu fela! Ri de mim para mim, saboreando o prato frio da vingança pelo cometimento cruel sobre a deusa dos meus sonhos.
Um abraço pro Nemezinho, o sempre cangaceiro nos filmes do amigão Rosa.
E para quem gosta, convido a escutar no programa Compositores do Brasil desta quinta, a partir das 14 horas, na Rádio Educadora do Cariri (www.radioeducadora1020.com.br), com o grande Roberto Martins falando de sua história, e cantando suas belas músicas.
Bom fim de semana.
FESTA JUNINA EM MILAGRES...
| A simplicidade era o convite principal para a festa |
| Mundinha cuidou da comida, Luiz cuidou da bebida... |
| E enquanto anoitecia, a gente virou criança... |
| Era Mané com Elvira, Toim com Vera, Zé com Mundinha... e a música junina troando no ar |
| A noite chegou com comida típica da época... (Preparar, avançar, atacar!) |
| Brincadeira geral... |
| ... e a familia Dantas brindou a festa de S. João na beira da fogueira. |
Fotos: Sítio nas proximidades de Milagres
Tudo muda - Emerson Monteiro

As tais voltas que dá a vida dizem isso. O eterno movimento, que carece sabedoria para acompanhar. Ninguém vanglorie dias e coisas, turbilhão de passageiros em volta do velho trem, cinema cativo em permanentes atitudes positivas. Característica por demais das existências, a mudança reclama respeito no fim de aceitar os tamanhos que se possui. Contudo, adotar compreender o tanto que cabe, de um por um, sem invadir o território alheio e querer tomar à força o que lhe pertence.
O giro da Terra no espaço em torno de seu próprio eixo demonstra o ensino desta efetiva mudança. Olhar o céu e notar nuvens, deslocamentos do ar, os astros a correr, as posições do Sol. Saber seguir no ritmo que a natureza impõe. O humor variável das pessoas. O calor das temperaturas. Lições permanentes de flutuação, que chamam à responsabilidade os protagonistas do drama da continuidade.
Quais habitantes de enorme formigueiro, exército fervilhante de criaturas cria asas e voa, perante os cenários desta representação coletiva, às vezes, com boa vontade, conhecendo os mistérios que envolvem de perguntas assustadoras. Outras, arrancando raízes da tranquilidade e chamando a si o direito de reger a orquestra do silêncio ainda que ignorando o sabor das notas musicais.
Entretanto adotar, com humildade, o funcionamento independente das peças no tabuleiro, que reclamam qualquer norma, dos princípios e das origens. Caso contrário, o formigueiro entraria em compassos de espera ou destruição, num resultado melancólico.
Conhecer o espaço que nos cabe de herança no bolo em elaboração, e ajustar os valores que precisamos adquirir na viagem dos giros que a vida oferecer.
Por maior seja nome, posição, fama, a dimensão do freguês só comporta os conceitos de Igualdade, Liberdade, Fraternidade. Todos iguais perante a Lei comum. Seres dotados de Liberdade para criar as proporções pessoais e sociais. Irmãos entre irmãos sob teto azul do Infinito.
Deveras, como tudo muda neste chão, e ninguém se vanglorie quando há um Eu que fala disso todo tempo nas ações da Natureza perene; dentro do coração das pessoas; na luz de toda consciência. Há um núcleo de perfeição em tudo isto. Um foco dominante de claridade que indica certeza e persistência. O otimismo qual razão de trabalhar os momentos com extrema habilidade, semelhante aos artistas que produzem suas telas nascidas da inspiração pura. A arte de viver, que exige, por isso, dedicação, paz e aceitação das transformações que a vida impõe, para contar histórias felizes aos nossos filhos e aos filhos deles, os novos atores vindos alegres ao mesmo palco.
Sindicato dos Bancários convoca categoria para a Assembleia Geral Extraordinária que acontecerá hoje, 30/06
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Cariri convoca toda a categoria bancária de sua base territorial, sócios e não sócios, para participarem da Assembleia Geral Extraordinária que se REALIZARÁ NO DIA 30 DE JUNHO DE 2011, em primeira convocação às 19h00, e em segunda e última convocação às 19h30min, com qualquer número de presentes, conforme determina o Estatuto Social da Entidade. A Assembleia acontecerá em sua sede social, situada na Rua Glicério Benício Pinheiro, nº 141, Bairro Pimenta, em Crato, onde será discutida e deliberada, a seguinte ordem do dia:
1. Escolha de Delegado ao 22º Congresso dos funcionários do Banco do Brasil, que se realizará nos dias 9 e 10 de julho de 2011, em São Paulo-SP;
2. Escolha de Delegado ao 27º CONECEF, que se realizará nos dias 9 e 10 de julho de 2011, em São Paulo-SP;
3. Escolha de Delegado à Conferência Regional da FETEC/NE, que se realizará nos dias 15 e 16 de julho de 2011, em Recife-PE;
4. Escolha de Delegado à Conferência Nacional dos Bancários, que se realizará nos dias 29 a 31 de julho de 2011, em São Paulo-SP;
5. Posse dos Delegados Sindicais do BB, BNB e CEF;
6. Apreciação do Balanço Financeiro/2010 do SEEB/CARIRI.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Um nonsense de senso - José do Vale Pinheiro Feitosa
Victorio Micheletti, um artista anônimo
Por José Carlos Mendes Brandão
Admirável a disposição de Pipol para divulgar a arte e, agora, este artista anônimo, Victorio Micheletti, tão anônimo que sua própria sobrinha não sabia dessa sua atividade “secreta”. Acontece que a arte é um fenômeno cultural: não é por sua qualidade, mas pela influência ou aceitação num contexto social que o artista se torna conhecido.
Pipol começa por nos mostrar Victorio dando uma lição de como fotografar. Afirma categórico esta verdade basilar: fotografia é luz. Lembra-nos o princípio do fotocentrismo, de como as plantas procuram a luz como se fosse toda a fonte da vida, para em seguida mostrar-nos que a contraluz tem mais profundidade que a luz chapada. Este seria o princípio da fotografia.
Depois vemos Victorio visitando a exposição de Henri Cartier-Bresson e apreciando com a ingenuidade e o encanto de uma criança a arte do grande mestre da fotografia, desconhecido para ele. Encantou-se com a arte de Cartier-Bresson, com ingenuidade, e com ingenuidade criticou-o como a um igual.
Bonito ver Victorio falar do “erro” de Cartier-Bresson num enquadramento, numa sombra fora de lugar. Pergunta-se o que o autor quereria dizer com isto ou aquilo. Um menino de bicicleta e seu reflexo no espelho d’água, uma tomada genial – mas havia um outro menino cortado, que Victorio diz que faria par com o primeiro, como se condenando essa falha do mestre (que ele não sabia ser um mestre). Em outra foto, deixaria mais espaço à frente. Em outra... Em muitas, a admiração sincera de quem admira por convicção e não por um julgamento preconcebido.
Lembro-me, isso faz uns quarenta anos, era o auge do formalismo/estruturalismo, que ditava as regras da arte... Ouvi comentar de artistas portugueses (os portugueses são inteligentíssimos) que “não sabem, mas fazem”. É o caso de Victorio: não encaixa a sua arte num esquema preconcebido. Como se estivesse criando sem saber, ignorante das diretrizes da criação. Já me disseram que eu falo mal dos professores – mas eu sou um professor! – quando o meu problema é a arte presa a trilhos de ferro ou aço, não se podendo criar de outra maneira para ser aceito. O que eu defendo é a arte dos anônimos – que poderiam ser grandes mestres! – como Victorio Micheletti.
As últimas imagens do filme levam-nos a pensar em um mestre da fotografia. É a limpidez, a luz e as sombras realçando-a, o enquadramento, a profundidade. Por que Victorio Micheletti era um artista anônimo? Pelo motivo que eu levantei de início: faltou a necessidade cultural de sua fotografia, que ela representasse seu tempo, que ela projetasse seu tempo para o futuro. Faltou um élan social que o projetasse no seu tempo tornando a sua obra necessária.
Nem quero advogar um maior reconhecimento para a obra que Victorio Micheletti nos deixou de herança, ao partir agora (7-3-11) deste mundo. O reconhecimento é necessário em vida. As suas fotos têm um peso específico que era preciso ter sido sentido. O mundo fica maior com a obra de um artista. Victorio, o homem da luz, poderia ter-nos iluminado mais.
Por fim um voto de louvor a Pipol, por seu trabalho de divulgação da arte que nem todos veem. Pipol começou o seu trabalho com a câmera aqui em Bauru, lá pela década de 80, filmando as andanças de um monstro de metal pelo centro da cidade ou a sua indefectível lambreta capenga atrapalhando o pouco trânsito da época. Era a arte gratuita, por ela mesma, como deve ser. Depois foi para São Paulo, profissionalizou-se e realiza um trabalho limpo com as imagens, tirando do limbo gente e ideias que são necessárias e nem sempre chegam a todos.
É preciso ver e rever: www.cronopios.com.br/voltar17
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PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES (29/06/2011)
Onde ouvir
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

