Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quarta-feira, 11 de maio de 2011
"Ex" - José Nilton Mariano Saraiva
O anúncio oficial do resultado foi feito pelo próprio Chefe do Executivo cearense, que, na oportunidade, fez questão de enfatizar a plenos pulmões (encarando de frente os flashs), o caráter democrático da escolha, porquanto resultado da soberana manifestação das autoridades representativas dos municípios da Região (cerca de 20).
Faltou dizer, e ninguém lembrou de perguntar ou questionar publicamente (por conivência, frouxidão, conveniência ou o que mais aprouver), por qual razão o mesmo alardeado critério (democrático) não foi escolhido, usado e adotado quando da definição do local onde foram construídos (e estão prestes a funcionar) os “hospitais regionais” das regiões sul e norte do Estado, respectivamente Juazeiro do Norte e Sobral, onde prevaleceu a decisão “solo” e autocrática do Governador.
Aliás, não deveria causar qualquer surpresa tal desenlace, porquanto, dias antes, em visita à cidade do Crato (“ex” capital da cultura, “ex” princesa do Cariri, “ex” cidade modelo, “ex” detentora do melhor carnaval do interior do Nordeste, “ex” futura capital do futuro Estado do Cariri - e usem o “ex” até não mais querer), o Governador do Estado simplesmente ignorou o protocolo e as formalidades corriqueiras, ao circular na cidade sem que o seu prefeito fosse sequer cientificado, numa prova inconteste do “real prestígio” do chefe da municipalidade cratense para com os escalões superiores do Estado (e, de sobra ou por simples pirraça, a raquítica verba destinada a “dá um trato” na barafunda em que se transformou a cidade após as chuvas de janeiro, foi bloqueada e transferida para a conta do Estado, que a alocará onde e quando achar necessário).
Conclusão: ou o povo do Crato coloca no “trono” municipal alguém que se relacione e tenha transito livre junto a quem usa a “caneta” ou vamos continuar patinando na maionese e afundando na mediocridade.
Uma arco de lua que as nuvens se esforçam em esconder - José do Vale Pinheiro Feitosa
Procurei um pensamento que não fosse conclusão de alguma coisa complexa ou simples. Os sujeitos da história estão sempre começando alguma coisa mesmo que as conclusões tenham já sido enunciadas.
Procurei um estilo físico que não fosse a presença de algum carisma para influenciar os outros. As pessoas já possuem seus dons adquiridos nas incongruências e compatibilidades da vida.
Nada havendo então para expressar, restei-me junto a você olhando este arco de lua crescente, mesmo que as nuvens se esforcem em escondê-lo.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Efeito agregador - Emerson Monteiro
Veja só aonde vou chegar neste raciocínio de agregação das águas em nuvens e das ideias em palavras e praticados. Derivo a considerar o efeito multiplicador da moeda, que antes era só uma ideia, hoje assunto técnico de economia, e aspecto importante das transações sociais. A moeda que gira, e o mundo gira com ela. Lá nos primórdios, quando ela ainda não existia, se dava o contrário, o mundo apenas girava, e a moeda dormia no celeiro inocente das ideais.
Nasceu o dinheiro, inventado, ou descoberto fruto da necessidade das pessoas, ocasionando todo movimento conhecido de portos e navegações, indústrias e mercados. Indústria, comércio, serviços. Patrões e operários.
O dinheiro existe para ser utilizado. Dinheiro guardado representaria água retida, sujeita à estagnação. A poupança pública, tão decantada no tempo do presente, por exemplo, trabalha em mãos dos bruxos financeiros, a fim de gerar a riqueza dos povos e das nações.
Essa moeda, que pode ser de papel, de metal ou, apenas, de números escriturados nas contas das instituições, circula e multiplica a riqueza que representa. Este o denominado “efeito multiplicador da moeda escritural”, estudado nas academias, quando pagamentos e recebimentos passam a acontecer por meio da multiplicação do uso do dinheiro e representa o maior volume da riqueza em circulação nos mercados mundiais.
Bom, cheguei enfim ao instante contar do que me trouxe nesse encaminhamento.
Isso, de falar na lei de acumulação de águas, ideias e moedas, em que funcionam os barcos da coletividade. Ainda que, por vezes, achemos que há dinheiro escuso, mal ganho, sujo, capital não tem pátria, nem mortalha tem bolso, na voz da experiência. Enquanto corrompidos costumes políticos, morais, econômicos, financeiros, ainda assim a riqueza segue seu curso na história e a vida continua. Visto que leis maiores a tudo isso regem, dentro da mais sábia das ordens universais de todos os acontecimentos, aqui nos achamos, sim, no firme propósito de salvar as nossas consciências.
Pensamento para o Dia 10/05/2011

“É o amor puro que concede a libertação. Você deve esforçar-se para atingir esse amor holístico. Para alcançar a libertação, as pessoas empreendem todos os tipos de práticas espirituais, mas o amor é o anseio profundo de todos os esforços espirituais. Bhakti (devoção) é uma prática espiritual baseada no amor. A devoção não é apenas entoar cânticos (Bhajans) ou realizar rituais sagrados. A verdadeira devoção é um fluxo direto de amor gratuito e incondicional do seu coração para Deus. Na prática espiritual que as pessoas empreendem, há um certo egoísmo. Ofereça o seu amor a Deus sem o menor traço de egoísmo ou desejo. A aniquilação do desejo é, na verdade, libertação.”
Sathya Sai Baba
O tempo é o Senhor da razão -- por Armando Lopes Rafael

Algo mais precisa ser acrescentado?
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
BÁRBARA DE ALENCAR na Revista Overmundo, com os meus agradecimentos aos amigos do Crato
A intenção era enriquecer o texto com depoimentos de moradores, artistas, historiadores... Mas o tempo passou, não saiu a verba do Minc para fazer a revista impressa, saiu apenas a do Prêmio Sesc de Incentivo à Cultura para a edição digital.
E a revista precisou editar os textos, para deixá-los uniformes – com isso metade do meu texto foi cortada, especialmente o meu poema sobre o cárcere de Bárbara de Alencar, a letra da canção de Ednardo, e vários depoimentos, como o da Edilma Rocha, com os meus comentários. Senti falta porque eu não sou historiador, e era a parte mais pessoal do meu texto, que lhe dava certa graça, se é que tinha alguma.
Peço ainda aos amigos que me desculpem alguma impropriedade. Estou escrevendo à distância, e, repito, a História não é o meu campo.
Deixo aqui o link da Revista Overmundo, que foi lançada no Rio, neste 9 de maio de 2011: http://overmundo.com.br/revista/revista_overmundo_1.pdf
O PDF demora um pouco para abrir... Aguardem.
O meu texto está nas páginas 27 e 28 do PDF, sob o título A NOSSA PRIMEIRA PRESIDENTE.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
PENSAMENTO DO DIA - Por Dihelson Mendonça
"Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios".
Profissão Repórter:Sem Sofisma e Fantasia,a Vida Como Ela É...E Era Só-Wilson Bernardo.
Pérola nos Bastidores- Jacques Bloc Boris
Jacques Boris disse...
A- Dor que gera tristeza
C- Flor que gera alegria
J- O sol nasce com a beleza
A- Transformada em poesia
C- A dor logo se esvazia
J- Com a caneta do coração
A- E assim vai o poeta
C- Dia e noite, noite e dia
J- Perdido com seus amores
A- Levando seu dia-a-dia
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 11/05/2011
Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com
Alceu Valença defende Chico Cézar contra o "Forró de Plástico"
O Forró Vivo!
Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores gestores da cultura desse país.
A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também – é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias. Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores tradições, no sentido mais progressista da palavra.
Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.
Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas em todo o mundo.
Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga, num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando em homenagem a São João.
Alceu Valença
MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM
(Friedrich Nietzsche)
"Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.
Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre eu felizmente a redescobri viva.
Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente.
Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.
Ledo engano.
Quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir, voltei à casa materna. Único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, porém requereria muita lentidão...
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.
Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado AVÓ.
Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria bem demorada,
e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos. Papéis que somente ela poderia protagonizar...
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu:
Quando eu menos esperava, ela decidiu morrer...
Assim... sem mais nem menos... sem pedir licença ou permissão... sem data marcada ou ocasião para despedida, minha tese da morte bem demorada ruiu.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade..."
Autor desconhecido
Pérola nos Bastidores - Claude Bloc
A - Dor que gera tristeza
C - Flor que gera alegria
A - transformada em poesia
C - a dor logo se esvazia
A- e assim vai o poeta
C - dia e noite, noite e dia
A - levando o seu dia-a-dia.
C - Claude Bloc
domingo, 8 de maio de 2011
Já no final da noite uma nota pela maternidade - José do Vale Pinheiro Feitosa
Era literalmente um FDP nos termos do desprezo pelo dia da mãe. Mas neste dia surgem muitas manifestações. São tantas notas de saudade, algumas de amargura, outras de alegria pelo encontro, e sempre tem alguém falando de perdas. A mãe se desdobrada em muitos sentimentos.
Mas nada por se estranhar. As referências dos filhos para as mães, além do comezinho de falar chavões, até por obrigação, são múltiplas e variadas. Como a vida de cada um é diferente do outro, vai daí que os sentimentos com o amor de mãe variem.
Ele sempre fora assim. Nada de comemorar o dia das mães na luz do próprio dia. Como costumava acordar às 9 da manhã, contava mais doze horas e a partir daí se manifestava. Com todo o vigor que o silêncio anterior não fazia suspeitar-se de tamanho respeito e amor pela mãe.
Por volta das 21h30min, a mensagem dele estava nos blogs: não é a mãe em quem penso, é nela, aquela mulher que me gerou, cuidou e me via muito mais importante do que me imagino. Ela por vezes vinha com a raiva da disciplina para educar. Mas, pacientemente, retira o carrapicho do medo que se entranha na nossa alma como se fosse parte dela. A mãe que morria de medo da vida, mas tinha vida suficiente para domar o medo que morria.
Por volta de 21h40min, um amigo, por telefone, o elogia pela mensagem, mas estranha sempre este comportamento atrasado. Ele responde: se hoje é o dia da mãe, eu vou esperar pelo menos umas doze horas para existir no mundo. ????? – tanta interrogação parecia se imprimir no silêncio do amigo do outro lado da linha ao que ele esclareceu: tenho que esperar que a mãe primeiro nasce para que eu viva.
Reconhecimento de um filho – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.
Neste “Dia das mães” me emocionei por demais ao ler esta mensagem de um filho à sua querida mãe: “Mamãe, devo muito do que sou a você, que com bondade, sensibilidade e senso de justiça, me ensinou a ser justo e ético com as pessoas e com o mundo. Obrigado e feliz dia das mães.”Como seria bom se todos os filhos tivessem esse nível de reconhecimento! Foi isso mesmo que senti com minha saudosa mamãe, mas não escrevi um texto tão bonito quanto esse e hoje já não mais a tenho para dizer algo semelhante!
SOBRE FUNDAMENTALISMO
A temática do fundamentalismo voltou a ser enfocada, após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, quando aviões foram, intencionalmente, lançados contra o coração financeiro norte-americano, em Nova Iorque, e contra o coração militar norte-americano, o Pentágono, em Washington. Fundamentalistas islâmicos foram acusados de serem os autores do atentado.
As pessoas, que planejaram os ataques suicidas de Nova Iorque e de Washington, certamente, estavam convictas de que o faziam em nome da luta do bem contra o mal. Essa sua convicção é denominada de Maniqueísmo(Doutrina desenvolvida pelo persa Mani (século III), segundo o qual o universo foi criado e está dominado por dois princípios antagônicos: Deus e Diabo. Por isso, só há dois princípios opostos: bem e mal.), típica das pessoas que não vislumbram mais o arco-íris, mas só vêem preto e branco, luz e trevas... Seus argumentos não precisam ter sido religiosos. Os argumentos do presidente Bush, ao jurar vingança, foram semelhantes: ‘Vamos eliminar o mal deste mundo’. Bush não precisa ter feito suas colocações necessariamente religiosas.
Não são apenas fanáticos religiosos que precisam de argumentos para justificar seus atos, que a maioria chama loucura. Muitas vezes (na maioria das vezes?), quando procuramos argumentos para definir nossos fundamentos, procuramos por inimigos. Os proprietários e os acionistas da indústria de armamentos precisam de argumentos para dizer que são fundamentais. Aí o bom passa a ser mau e o mau passa a ser bom.
Quando Saddam Hussein usou armas químicas contra curdos e iranianos, era bom e boas eram as armas químicas. Quando passou a criticar os fornecedores dessas mesmas armas, passou a ser mau e más eram as armas químicas. Bom era Osama Bin Laden, ao tempo em que, em Hollywood, se filmava Rambo 3. Aí os afegãos muçulmanos eram bons. Eram, nas palavras de Ronald Reagan, heróis semelhantes aos pais fundadores dos Estados Unidos da América do Norte. Treze anos depois são maus.
Em 11 de setembro de 1973, 28 anos antes de 11 de setembro de 2001, o palácio presidencial de Santiago do Chile ardeu em chamas e o presidente Salvador Allende foi assassinado. O ato foi considerado bom, pois, segundo Henry Kissinger, o país “se havia tornado marxista em decorrência da irresponsabilidade de seu povo”. Todos os fundamentalistas se parecem: os religiosos e os do mercado. Os religiosos, porque vivem dos dogmas da fé; os do mercado sempre, porque, para eles, o mais importante são as leis que regem a compra e a venda de seus produtos. Desprezam vidas humanas. O trágico é que, enquanto desprezam vidas humanas, o fazem em nome da Única Verdade. As atrocidades do movimento guerrilheiro Sendero Luminoso, no Peru, prepararam as atrocidades do presidente Fujimore.
As atrocidades do Oriente Médio prepararam as atrocidades do terrorismo feito em nome de Alá. Não é Alá quem comete os crimes feitos em seu nome. Não foi Deus quem encomendou aos nazistas o holocausto judeu; não foi Deus quem encomendou a expulsão dos palestinos de suas terras. O maniqueísmo, o olho por olho e do dente por dente, deixa o mundo cego, sem olhos, e desdentado. Depois de as vacas terem ficado loucas, os seres humanos enlouquecem. Os seres humanos criaram sistema que provoca loucuras, em nome da Verdade Única.
texto acima é parte de um artigo do Prof. Dr. Martin N. Dreher, da UNISINOS)
Curtas - XXII - Aloísio
Dor que gera tristeza
transformada em poesia
e assim vai o poeta
levando o seu dia-a-dia.
O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça
Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?Temos uma leve "ilusão de posse".
Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.
NADA SOMOS!
Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.
Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.
Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.
De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.
Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.
- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.
Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.
Dihelson Mendonça
Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.
LEMBRANÇA - Marcos Barreto de Melo
Na saudade que é infinda
Só a lembrança ameniza
A dor que em mim pereniza
Hoje, sem a tua ternura
Vou plantar meu padecer
Pra colher tua lembrança
Enquanto espero o anoitecer
Marcos Barreto de Melo
Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Em todas as missas celebradas neste domingo é proclamada uma das passagens mais bonita do Evangelho. Nele o Evangelista Lucas nos revela, que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, andavam de Jerusalém para o povoado de Emaús, distante 11 km desta cidade, quando Jesus se achegou perto e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.” Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o Mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, já é tarde e a noite já vem.” Naturalmente, eles sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite. Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?” E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.Que lições poderemos tirar dessa mensagem? Em primeiro lugar, aquele que caminha com Jesus pelas estradas da vida não pode ter medo. Quem tem o Filho de Deus ao seu lado nada deve temer. Em seguida, sabemos que o Cristo ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.
Vivemos numa sociedade voltada para os bens materiais e por isto se tornou profundamente individualista. Como seguidores de Cristo temos como dever trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.
“Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Pe. João Carlos. SDB)
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Jesus presente na partilha – Por Pe. Nilo Luza ssp
O povo brasileiro tem convicção de que Deus caminha com ele, em tudo o acompanha. Essa presença, porém, nem sempre é “dinâmica”, isto é, capaz de provocar a transformação dos momentos difíceis da vida. A fé em Cristo, companheiro no cotidiano da existência, pode iluminar nossa vida e mudá-la de rumo, a exemplo dos discípulos que, após perceberem a presença do Ressuscitado, retornaram à Jerusalém e anunciaram a boa notícia aos irmãos.
Assim como acompanhou os discípulos de Emaús, Jesus nos acompanha em nossa trajetória, e com sua palavra, nos ilumina e vai mudando nossa maneira de encarar as coisas e os acontecimentos.
O caminho de Emaús é o caminho da nossa fé. Ela nos dá a certeza de que Cristo, embora não de forma física, continua presente e nunca nos abandona. Essa certeza será sempre maior à medida que nos deixamos iluminar com sua presença e nos alimentamos pela eucaristia, sinal por excelência de partilha e solidariedade.
E é justamente na hora da partilha do pão os discípulos o reconhecem (os olhos deles “se abriram e eles reconheceram Jesus”), pois esse foi o gesto repetido por ele ao longo de sua vida. A sociedade de hoje reconhece Cristo à medida que os cristãos forem capazes de partir o pão. Isso significa compromisso com a justiça, com a solidariedade, com a defesa daqueles aos quais é roubado o pão cotidiano. Sem partilha e solidariedade, estamos caminhando no rumo que nos afasta de Jesus.
Por Pe. Nilo Luza, ssp
“Transcrito do jornal “O Domingo” Edição de 08.05.2011”.
A Janine Bloc
A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS MÃES ...
Depois, Deus criou a mulher, de um pedacinho que sobrou e mais um pedacinho que faltou e teve que ser tirado ao homem... dizem que foi de uma costela, mas não, foi matéria mais nobre... foi um pouco mais acima, do coração.
Depois, Deus amassou muito bem, esmerou-se no feitio, e lá saíu, prontinha, a mulher.
As mães, essas, foram um caso à parte. Foi difícil...
Pensou, pensou, fechou nos olhos a recordação doce da Sua Mãe, e, finalmente, abriu-Os e deitou mãos à obra. Queria que ela fosse tudo o que Ele precisasse, quando não Lhe apetecesse ser Deus, e quisesse ser apenas menino...
Então tomou uma nuvem do amanhecer, daquelas mais fofas e rosadas, e moldou-a em abraço de embalar...
Pegou-lhe com jeitinho e escondeu-lhe um ninho dentro, feito só de esperanças...
Deu-lhe o poder de ser seiva, no seio, e a seda das pétalas, nas mãos...
Tocou-a com um raio de sol e deu-lhe a graça de ser agasalho...
Juntou-lhe um toque de brisa e deu-lhe a flexibilidade da compreensão...
Temperou-lhe o porte de flor e acrescentou-lhe resistência...
Colheu um pedacinho de algodão doce, e acrescentou-lho, para a doçura... (nesse tempo o algodão doce crescia nos campos, só para Deus, claro...)
Passou-lhe a mão sobre a cabeça e legou-lhe sabedoria e instinto...
Depois, tirou um bocadinho da carne do Seu próprio coração, e enxertou-a no coração dela: assim tinha a certeza que ninguém mais, além d'Ele, seria capaz de ter tanto Amor no peito...
E assim, num domingo de Maio, há muito, muito tempo, Deus criou a Mãe..
sábado, 7 de maio de 2011
BIN LADEN - Uma vida dedicada a fazer o Bem à Humanidade !
Companheiros e Camaradas,Mais uma vez o imperialismo norte-americano empunhou a sua clássica bandeira odiosa, desferindo um golpe brutal, e assassinando a sangue-frio uma pessoa totalmente indefêsa. Um homem verdadeiramente do bem, cujo único pecado foi se opor aos ditames da nação mais poderosa do planeta. Um homem que teve a sua sentença de morte decretada e anunciada com anos de antecedência nas dependências do pentágono.
Finalmente cumpriram o veredito, e mataram Osama Bin Laden, um santo defensor das causas dos pobres do terceiro mundo. Poderíamos até fazer um paralelo a São Francisco de Assis, ou a um "Robin Hood" dos tempos modernos, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Entristece-me a alma ver um ente cujo único defeito foi ser fiel à sua religião e ao seu povo ter seu corpo lançado aos tubarões na maior das frialdades. Afinal, só porque em 11 de setembro de 2001, sob seu comando, realizou-se um ataquezinho "besta", lançando aviões sequestrados contra as torres gêmeas em Nova York e contra o Pentágono, na capital estadunidense, provocando a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos. Só porque em Em 7 de agosto de 1998 o seu pequeno séquito só de gente bem-intencionada, a Al-Qaeda, utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas dos Estados Unidos, uma no Quênia e outra na Tanzânia, matando no total 256 pessoas e ferindo 510 pessoas. Só porque em 12 de outubro de 2000 a Al-Qaeda fez outro ataque contra o navio da marinha estadunidense USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de Aden, no Iêmen, o queprovocou a morte de 17 militares estadunidense.
Ora, isso é trivial! Acima de tudo, Bin Laden é um príncipe da fé, um abnegado das grandes causas, doravante, um mártir, barbaramente hostilizado por aqueles que só defendem esse regime odioso chamado capitalismo, que representa não mais que a exploração do homem pelo homem. Camaradas vermelhos, a luta continua contra o imperialismo americano. Nosso irmão Bin laden se foi, mas temos muitos outros que darão o seu sangue pelas justas causas.Bin Laden foi um cidadão do bem. Só trouxe a PAZ à humanidade. Um ser iluminado, concebido sem pecado, para libertar o planeta de toda a tirania. Agora, com essa morte fatídica, será certamente recebido no Céu dos islamitas, por 72 das mais lindas vírgens, e nós aqui saudamos esse "São Jorge" guerreiro e sua espada flamejante, que lutou bravamente contra os dragões da maldade.
Avante, companheiros!
Viva a juventude socialista!
Viva Lenin, Viva Che Guevara, Fidel e todos que lutaram contra o mesmo regime !
Bin Laden é hoje um símbolo do nosso idealismo, mais um mártir nessa luta contra o odioso imperialismo norte-americano, pois afinal de contas, em toda a sua vida o seu legado para a humanidade foi um so: Fazer o BEM e promover a PAZ.
( Inversão de valores )
Por: Dihelson Mendonça
De um Leitor para as Mães Colaboradoras do Blog do Sanharol, Magnolia e Claude
Essa foi a maneira que achei melhor para homenagear as duas mães colaboradoras do Blog Sanharol.(Leitor)
(Recebido por e-mail)
















