Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
Veto ao kit contra a homofobia se baseou numa armação? - José do Vale Pinheiro Feitosa
O êxito como valor de vida - José do Vale Pinheiro Feitosa
Intercessão valiosa - Emerson Monteiro
Trata-se da execução de um dos sentenciados pelo tribunal militar conhecido por Comissão Matuta, no mês de outubro daquele ano, instalado para punir as hostes rebeldes. Depois de julgados e condenados, cinco líderes republicanos seriam fuzilados no pátio da Cadeia Pública de Icó. Um desses, Antônio de Oliveira Pluma, autodenominado Pau Brasil, conforme sua assinatura no manifesto do movimento, insatisfeito com o resultado a que se via submetido, reagiu em altos brados, protestando misericórdia de quem ali se achava.
Recusara mesmo permanecer de pé, mas, sendo assim, forçaram-no em cordas a se sentar numa cadeira, onde, com olhos vendados, ainda pedia que o deixassem viver.
De nada lhe valeram as rogativas, pois logo em seguida o pelotão recebeu a ordem de preparação:
- Apontar!
E, ante os disparos iminentes, o pânico pareceu querer tomar a alma do condenado em face da morte inevitável, sob o monto de todo o idealismo que até ali dominara os atos de sua razão da existência. Outra vez, um gesto cresceu de sua voz, explodindo mais alto em reclamações de amparo, lançadas aos planos superiores:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
Nisto foi secundado pelo toque de comando: - Fogo!
Cessada a fumaceira, as balas achavam-se cravadas no muro onde o revolucionário permanecera incólume, sacudindo de espanto os presentes. Seguiu-se nova carga de munição. Restabeleceu-se a ordem preparatória, e se fez no ar outro grito de socorro:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
- Fogo! - foi a ordem marcial.
Resultado: o alvo manteve-se intacto. Os tiros voltaram a ferir tão só e apenas o muro, para desânimo da escolta. Em meio do inesperado, tonto, pálido, o comandante reclamava prática melhor de tiro a seus homens, visando manter os praças no cumprimento do dever, tratando de retomar as determinações da próxima tentativa, que foi precedida pelo mesmo grito do condenado, tão pungente quando sincero:
- Valei-me, Senhor do Bonfim!
Os disparos se deram, de acordo com a obediência. Desta vez Pluma fora atingido por algumas balas, mas continuava vivo, segundo narra em seu livro Queiroz Lima.
Os soldados de pronto se movimentavam para um quarto fogo. Nesse instante, a população presente, tocada de simpatia pelo confederado, se ergueu coesa e exigiu o direito do réu ser libertado, qual merecesse o valimento dos céus. Em seguida, essas pessoas levaram-no consigo, alheado e preso à cadeira do martírio, até à Igreja do Senhor do Bonfim, distante cerca de 200m do ponto onde a cena ocorrera, entre preces e benditos fervorosos.
Há registros do ano de 184l que dão conta de que o sobrevivente veio a ser titular da Promotoria Pública da comarca de Baturité, no Ceará, o que bem comprova sua resistência aos ferimentos naquele dia recebidos, na tentativa de execução de que fora objeto e sobrevivera, no município de Icó, 17 anos passados.
Nosso Cariri no pódio da ANE (Associação Nacional de Escritores) – por Napoleão Tavares Neves (*)
Bravos por subida ao pódio da entidade máxima dos escritores brasileiros!
(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).
Aparências - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
A sociedade valoriza muito a maneira de se vestir da pessoa. Uma pessoa vestida com roupas caras e de marca famosa é bem melhor recebida em restaurantes, bancos, “shopping centers” ou em qualquer outro ambiente. Agora vá alguém vestido simplesmente ou um pobre com a sua chinela japonesa entrar num ambiente luxuoso que logo é discriminado. O segurança vem logo perguntar o porquê daquela pessoa estar ali. Aconteceu com alguém que eu conheço. Ela foi ao um shopping levar um filme para revelar. Além de pobre é morena. Na primeira vez entrou, não houve problema, pois não havia segurança por perto. No outro dia foi buscar o filme revelado e o segurança a abordou perguntando para onde ela ia. Sentiu-se constrangida e foi fazer um boletim de ocorrência. Já com Carlos, aconteceu o contrário. Teve de viajar para uma reunião de trabalho em Salvador. Era apenas um dia. A sua passagem de volta estava marcada para dez horas da noite. Acontece que a reunião terminou às duas horas da tarde e ele se dirigiu ao aeroporto com a intenção de guardar uma pequena valise e procurar telefonar para um ex-colega da sua turma de engenharia de quando ainda era estudante em Salvador. Ao chegar ao aeroporto, estava acompanhado de alguns diretores da Eletrobrás que participaram dessa reunião e, iriam embarcar para o Rio de Janeiro. Após o embarque desse pessoal da Eletrobrás, Carlos teve a idéia de perguntar aos funcionários da Varig se havia alguma forma de retornar a Fortaleza antes das cinco horas da tarde. Como ele estava vestido de terno e gravata foi muito bem atendido pelos funcionários do balcão da empresa aérea. Imediatamente o colocaram na primeira classe de um vôo para Milão, com escala em Recife, de onde ele seguiria em outro avião para Fortaleza. O avião já estava para levantar vôo, mas a funcionária mandou esperar. Talvez pensando que Carlos fosse um político importante.Em outra ocasião Carlos e eu saímos para comprar um carro. Estávamos interessados em comprar um Fiat Uno, à vista. O funcionário da loja nos atendeu muito bem e mostrou o carro. A nossa roupa era simples, pois com um calor que fazia, não íamos nos empacotar com roupas sociais para agradar ao dono da loja. Quando entramos para fechar a compra com o proprietário, ele disse que o carro já estava vendido. Contrariados, constrangidos e sentindo na pele o que sentem as pessoas que são discriminadas. Então nos dirigimos a outra loja e, fomos recompensados, pois o proprietário nos recebeu muito bem, e fechamos o negócio por um preço menor que o da loja anterior. Ainda bem que existem pessoas que não ligam para aparências.
Em Fortaleza, há algum tempo, um grupo de homens, todos bem vestidos de terno e gravata entraram num banco. Os seguranças não tiveram nenhuma desconfiança deles. Resultado: eles assaltaram o banco.
Ás vezes as pessoas honestas são rejeitadas simplesmente pela aparência de simplicidade. É este o mundo em que vivemos, somente vale quem tem e quem ostenta. Entretanto, podemos refletir sobre o versículo sete do livro de Samuel que nos diz que “Deus não age segundo os critérios humanos, que olha as aparências, Deus olha o coração”. Cabe a cada um de nós, que vivemos nesse mundo de exclusão e injustiça, mudarmos de atitude para que tenhamos uma sociedade mais justa, igualitária e sem exclusão. Quem sabe, se com a nossa transformação no modo de agir, ajudaremos outros através do nosso testemunho, a tornar a nossa sociedade mais humana e mais justa para que todos tenham voz e vez?
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
No parlamento inglês Obama fez o reconhecimento - José do Vale Pinheiro Feitosa
DEGRADÊ

DEGRADÊ
Algumas preciosidades morrem baixinho, em degradê. Como morrem as tardes. Como morrem as flores. Como morrem as ondas. Quando a gente percebe, já é noite e o céu, se está disposto a falar, diz estrelas. Quando a gente percebe, as pétalas já descansam o seu sorriso no colo do chão. Quando a gente percebe, o canto da onda já enterneceu a areia. Muitas dádivas que nos encontram, que nos encantam, têm seu tempo de viço, sua hora de recado, e seu momento de transformação em outro jeito de lindeza.
A noite também é bela do jeito dela. As pétalas caídas viram húmus para fertilizar o solo que dirá a vez de outras flores sorrirem. A areia molhada conta a canção da onda e da sua acolhida terna para a nossa vida descalça. Lutar contra a impermanência da cara das coisas é feito tentar prender o azul macio das tardes, segurar o viço risonho das flores, amordaçar as ondas. É inútil.
Costumamos esquecer que não podemos impedir a mudança: tudo dança a coreografia sábia e implacável da impermanência. Mas a música daquilo que verdadeiramente nos toca com amor, não importa o quanto tudo mude - e tudo muda -, não deixa nunca mais de tocar e viver, de algum jeito, no nosso coração
Ana Jácomo: do BLOG anajácomo.blogspot.com
NUMA CASA DO SERTÃO - Por Mundim do Vale.
Eu vou rimar as verdades,
Das coisas de utilidades
Que tem lá no meu lugar.
Se o leitor precisar
De arapuca, alçapão,
Canário e currupião
Eu dou a dica segura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Tem embrulho de farinha
Para botar na coalhada
E uma panela virada
Na entrada da cozinha.
Quando é de manhazinha
A mulher traz um caixão
Cheio do coco babão
Pra comer com rapadura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Tem casa de caboré
No reboco da parede
Quando um cai numa rede
Faz o maior rapapé.
O povo pensa que é
Um feitiço ou maldição
E roga a Frei Damião
Pra tirar a criatura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Um retrato desbotado
De um candidato a prefeito,
Um moinho com defeito
E um cachimbo apagado.
Uma carta de um cunhado
Chegada do Maranhão,
Esperando um cidadão
Pra decifrar a leitura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Um pote na cantareira,
Cambito no armador,
Chocalho no corredor,
Retrato na cristaleira.
Uma velha roçadeira
Comida da corrosão,
Fivela de cinturão
Com dois dedos de largura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Uma tifanga amarela
Numa porta estendida,
Toda suja e encardida
Que o caçula mijou nela.
Uma velha na janela
Fazendo uma oração
E uma moça no oitão
Procurando uma aventura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Gata parida na cama
Com os filhotes mamando,
O menor fica miando
Porque não alcança a mama.
Os maiores fazem trama
Pra desnutrir o irmão
E depois da confusão
Toma leite com fartura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Fumo de rolo, rapé,
Bico de pua, sovela,
Prato, colher e tigela,
Foice,facão e quicé,
Caco de torrar café,
Cabresto, mão de pilão,
Gato embaixo do fogão
Aproveitando a quentura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Tem na sala de jantar
Uma mesa de umburana,
Que uma vez por semana
O avô vem almoçar.
Tem máquina de costurar
Sendo daquelas de mão.
Mas quando tem precisão
Faz uma boa costura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Onde era o armazém
Temguarda-chuva encostado
Que a tempo não é usado
Porque a chuva não vem.
Desprezado tem também
Os dois tubos de feijão,
A madeira do portão,
Dobradiça e fechadura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Num buraco mora um rato
Com direito adquirido,
mas vem sendo perseguido
Pelo danado do gato.
O rato acha muito chato
Viver na perseguição
Mas o gato faz questão
De manter sua postura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Um velho pai de chiqueiro
Ainda dando o recado
E um carneiro cevado
Cochilando no terreiro.
Uma frango no poleiro
Olhando sem direção,
Sem saber por qual razão
Tem que dormir na altura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Rimei a variedade
Das coisas que o sertão usa,
Sei que ninguém me acusa
De faltar com a verdade.
Se o leitor é da cidade
Pode até não ter noção,
Mas o sertanejo irmão
Sabe que é verdade pura.
TUDO QUE A GENTE PROCURA
TEM NAS CASAS DO SERTÃO.
Mundim do Vale.
Questão de "CARÁTER" - José Nilton Mariano Saraiva
Em “A História Real-Trama de uma Sucessão”, de Gilberto Dimenstein (páginas 152-153), conhecemos, com detalhes, lances da relação extraconjugal entre o então Senador e futuro Presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, com a jornalista global Mirian Dutra, mãe de Tomás, à época com oito anos de idade, produto de um equívoco, prematuramente órfão-de-um-pai-vivo.
O mais estranho, em tudo isso, foi a hermética blindagem, autêntica conspiração de silêncio, patrocinada pelos Diretores de Redação das principais revistas e jornais nacionais, conhecedores privilegiados da matéria, que sonegaram da população, às vésperas de uma eleição presidencial, tão preciosa informação, sob o débil e inconsistente argumento de NÃO se tratar de um “fato jornalístico”, embora numa outra eleição, por um fato semelhante, tenham enxovalhado com um dos candidatos (Lula da Silva), tornando-se partícipes ativos da mudança então verificada no rumo da história.
História, aliás, testemunha e reveladora do “caráter” de duas personalidades antagônicas: de um lado, um homem simples, humilde, pouco letrado, mas sensível e presente ao assumir o produto de uma relação adúltera, agregando-lhe o sobrenome; de outro, um homem nascido em berço-de-ouro, herdeiro de família tradicional, detentor de títulos e honrarias mil, mas insensível e incapaz de admitir e reconhecer o filho gerado, condenando-o a carregar apenas o sobrenome materno; e, ainda por cima, desrespeitando acintosamente a ex-companheira, ao insinuá-la uma mulher de múltiplos e vários homens, porquanto mãe de um filho de pai desconhecido (já que dele não era).
Questiona-se: pode um jornalista, ao bel-prazer, sustar indefinidamente a publicação de uma matéria de interesse coletivo, por “sugestão” de políticos influentes, como foi feito na ocasião ??? O que se constitui em um “fato jornalístico”, digno de ser levado ou não ao conhecimento público ??? Onde a ética jornalística, ditada por manuais e normas inflexíveis, pode determinar seja ele (o fato jornalístico), imputado aleatoriamente para situações idênticas ??? Até quando a liberação de verbas publicitárias por parte de um Governo determinará o escamoteamento da verdade, sob o pueril argumento de “falta de provas” ???
Com a palavra, os senhores Diretores da Redação.
Post Scriptum:
Texto elaborado em 19.04.2000. Posteriormente, depois de ser eleito e exercer a Presidência da República em duas oportunidades (de 1995 a 2002) e após o falecimento da esposa, só então – ufa !!! - FHC resolveu enfim reconhecer oficialmente Tomaz, agregando-lhe o sobrenome e destinando-lhe a “mesada” respectiva.
Questão de “caráter” (ou a falta de).
Taturana e a Ordem Divina - José do Vale Pinheiro Feitosa
PROJETO FIM DE TARDE DE VOLTA AO CARIRI

Para esta edição, contamos novamente com o auxílio luxuoso das bandas NIGHTLIFE E LOS THE OS, que prometem fazer um fim de tarde bem gostoso para todos, assim como também gostoso é o local do evento, o TERRAÇUS - Bar e Petiscaria.
Naturalmente será um FIM DE TARDE e início de noite maravilhoso!
SERVIÇO
FESTA FIM DE TARDE
Música ao vivo com as banda Nightlife e Los The Os
DATA: 28/05/2011 - A partir das 17:30h
LOCAL: Terraçus Bar e Petiscaria - (AV. PEDRO FELÍCIO CAVALCANTI - TRIÂNGULO DO GRANGEIRO)
INFORMAÇÕES: (88) 9666.9666 ou 8824.2131
terça-feira, 24 de maio de 2011
Um opúsculo oportuno e necessário -- por Napoleão Tavares Neves (*)
Do jornalista e escritor Armando Lopes Rafael, recebi e li o seu interessante e oportuno opúsculo Dr. Leandro Bezerra Monteiro – Centenário de Falecimento (1911-2011), biografando o grande cratense que foi líder católico e entusiasta monarquista.
Como Deputado Federal, teve destacada atuação na célebre “Questão Religiosa”, afetando a Igreja Católica e a Maçonaria com o sacrifício do virtuoso Bispo de Olinda, Dom Vital (foto à esquerda), sobretudo em 1873, quando Dom vital foi preso e condenado a trabalhos forçados por imposição governamental do Visconde do Rio Branco, (foto abaixo, à direita) pertencente à alta cúpula do Governo Imperial. 
(*) Napoleão Tavares Neves é médico. Historiador, memorialista, cronista e escritor com vários livros publicados. Reside em Barbalha (CE).
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 25/05/2011
Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
O VIGIA - Por Edilma Rocha
PÉROLAS DOS BASTIDORES - Por Claude Bloc
UBUNTU

UBUNTU
A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em Floripa (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África chamada Ubuntu.
Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse “já!”, elas deveriam sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse “Já!”, instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou porque elas tinham ido todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim, ganhar muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: “Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo, e ainda não havia compreendido, de verdade,a essência daquele povo. Ou jamais teria proposto uma competição, certo?
Ubuntu significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós!”
Atente para o detalhe: porque SOMOS, não pelo que temos…
UBUNTU PARA VOCÊ!
ONDE HÁ FUMAÇA HÁ FOGO
Enviamos os parabéns ao nobre deputado e aos seus companheiros de luta pelos arrojados pronunciamentos em defesa do Crato. Ultimamente, a cidade é desprezada e desmerecida pelos homens do Governo.
Uma horda de falsos líderes vem querer dilacerar a nossa terra em beneficio de outra que consideramos menos importante que a nossa em termos de desenvolvimento sustentável e na produção agro-pastoril.
Não somos acomodados como dizem, mas somos lutadores e progressistas corajosos, já que desta cidade surgiram os primeiros focos do desenvolvimento da região do Cariri. Foi do Crato que partiu a revolução separatista do ano de 1817, pois queríamos separar o Brasil de Portugal. Foi do Crato que surgiram os primeiros soldados na independência (Revolução de 1824, chamada Revolução do Equador). Foi do Crato que surgiu o desenvolvimento educativo do interior do Nordeste. E em todos os aspectos desenvolvimentistas tornou-se a maior cidade interiorana da região centro-nordestina. Devemos lembrar que esta cidade deve ser respeitada e não venham com firulas, querendo tapar o sol com a peneira, enganando o povo com bananas e bolos. Não somos trouxas para acreditar na conversa destes políticos maldosos que desejam empobrecer as nossas terras dando um abraço de tamanduá, contando falsas histórias mentirosas, dizendo que vem tudo de bom para o Crato, mas o que vêm mesmo é buscar votos no período eleitoral.
Os Cratenses, devido a estas medidas desastradas permanecem perplexos e não querem aceitar estas conversas ocas que são pronunciadas por estes falsos políticos.
Seu desejo é somente esvaziar o Crato, transformando-a numa cidade dormitório, deixando-o submisso a outra plaga cheia de pieguice, alheia ao desenvolvimento equilibrado.
Eles só desejam o desenvolvimento para si e as outras comunidades que permaneçam no desespero que se afastem do desenvolvimento solidário.
Segundo um escritor regionalista brasileiro, que ficava satisfeito quando via o melhoramento para qualquer parte do país, assim dizia: É BRASIL.
Infelizmente, aqui no Cariri, o chefe do poder executivo só pensa em Juazeiro do Norte e as outras comunas que caiam na bancarrota.
Já está na hora de os Cratenses revoltarem-se assim como faziam os líderes locais de antigamente, já que tudo isso é desaforo e o desprestígio para o povo que os elegeu e que tem como objetivo prejudicar o Crato.
Portanto, prezados Deputados, mais uma vez lhes pedimos apoio com sua ajuda referente às nossa terra tirando-a das mãos desses algozes inimigos ambiciosos, fanáticos e que só querem levar do Crato o que temos de bom.
Crato-CE, 20 de maio de 2011.
J. de Figueiredo Filho -- por Flamínio Araripe

Os sete livros de J. de Figueiredo Filho foram publicados como parte de 10 títulos que enfocam a história e os costumes do Cariri. De Irineu Pinheiro, a série inclui dois livros – “Efemérides do Cariri” e “O Cariri: seus descobrimento – povoamento – costumes”. De Floro Bartolomeu da Costa, publica “Juazeiro do Padre Cícero”, que reproduz o célebre discurso do deputado pronunciado na Câmara dos Deputados em 1923, em defesa da Meca do Cariri e do seu líder político e religioso.
Abaixo, excertos de matéria publicada no “Diário do Nordeste” do último domingo:
José Alves de Figueiredo Filho (14 de julho de 1904 a 29 de agosto de 1973), gostava da banda Cabaçal, de Reisado e também das canções dos Beatles. No rádio de válvulas, pela BBC de Londres, apreciava música clássica e o recente fenômeno do iê-iê-iê. Gostava de cantar em casa, dizia sempre a minha mãe, Eneida. Farmacêutico, filho do boticário e poeta José Alves de Figueiredo, o Zuza da Botica, desde cedo vovô convivia com o povo simples no ambiente da farmácia e andava nos pés de serra do Crato, onde o seu pai tinha um sítio. Ali teceu os laços de amizade e afeto que logo vieram a fecundar um sentimento de valorização pelas manifestações culturais desta gente, imortalizado, assim, nos seus livros.
Além de trabalhar na farmácia do pai - ele tinha a graduação em Farmácia na Universidade Federal do Ceará -, vovô exercia um cargo de confiança como inspetor escolar. É esta a memória que deixou nos amigos, no Instituto Cultural do Cariri, na revista Itaytera, no curso de História da Universidade Regional do Cariri.
domingo, 22 de maio de 2011
Proibido para menores de 40 anos.... MY SWEET LORD!
Na guitarra acústica...............................: Eric Clapton
Na guitarra elétrica................................: O filho de George Harrison
Ao piano................................................: Paul McCartney )
Na primeira bateria................................: Ringo Star
Na segunda bateria.................................: Phil Collins
Na segunda guitarra elétrica....................: Tom Petty
Ao órgão e interpretando a primeira voz,: O incrível Billy Preston falecido em 6 de junho de 2006
Entre as vocalistas do coro esta...............: Linda Eastman, falecida esposa de Paul McCartney.
Também estavam presentes nesse concerto:
Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton.
Todos um pouco gordos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.
Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto The Beatles; foi ele que sempre tocou o piano e o órgão em todas as gravacões dos Beatles.
| Recebido por e-mail |
AO POETA ZÉ MARCOLINO - Marcos Barreto de Melo

“OH! QUE SAUDADE IMPRUDENTE
NO MEU PEITO MARTELANDO
QUANDO ESTOU SÓ ME LEMBRANDO”
DO MEU SAUDOSO POETA
COM O PEITO APERTADO
DE UM MATUTO APERREADO
QUERO CANTAR NUM REPENTE
O QUE MEU CORAÇÃO SENTE
QUANDO PENSO NO DESTINO
QUE NUM GESTO REPENTINO
CARREGOU DO NORDESTINO
O GRANDE ZÉ MARCOLINO
POETA PARAIBANO
DA CIDADE DE SUMÉ
FEZ O POVO ARRASTAR PÉ
NAS QUATRO FESTAS DO ANO
CANTANDO BAIÃO E CÔCO
NUMA SALA DE REBOCO
NO PAJEÚ, NO PIANCÓ
A SAUDADE É UMA SÓ
A CANTIGA DO VEM-VEM
HOJE É TRISTE COMO NUNCA
E O PÁSSARO CARÃO
JÁ NÃO FAZ ADIVINHAÇÃO
INCONFORMADO COM O DESTINO
DO MESTRE ZÉ MARCOLINO
MAIS QUE PALAVRAS...
| Trecho da BR222 - nas imediações de Irauçuba |
| Trecho da BR222 - nas imediações de Irauçuba (mais adiante) |
| BR 222 - trecho nas imediações de Itapajé (a caminho de Umirim) |
| Trecho da BR222 ( a 29 km de Umirim) |
| BR222 - trecho na saída de Umirim (na cidade ainda é pior) |
| Saída de Umirim pela BR222 |
sábado, 21 de maio de 2011
Lula tenta conter crise e segurar Palocci no governo

Na primeira crise política do governo Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo para ajudar a defender o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, e garantir a permanência dele na equipe. “Vocês não podem baixar a guarda”, disse Lula ontem, em telefonema para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
Lula ligou para Carvalho do Panamá, onde fez palestra para empresários da construtora Odebrecht. Preocupado com a escalada de denúncias contra Palocci, o ex-presidente conversa quase que diariamente com Dilma e com o chefe da Casa Civil. Apesar de comentários sobre o “fogo amigo” na seara do PT contra o ministro, tanto Lula como dirigentes do partido estão convencidos de que o tiroteio contra Palocci partiu do PSDB e, mais especificamente, de pessoas ligadas ao ex-governador José Serra na Prefeitura de São Paulo. Por essa avaliação, o objetivo de Serra seria derrubar Palocci, o mais importante ministro da equipe, para atingir Dilma, inviabilizar o governo logo em seu primeiro ano e torpedear o PT. O partido não tem dúvidas de que Serra é pré-candidato à sucessão municipal, em 2012.
No PSDB, a análise de que o ex-governador teria interesse em desestabilizar Palocci é considerada “insustentável”, digna de uma “teoria da conspiração”. Serra, quando questionado sobre a crise envolvendo Palocci, na segunda-feira, afirmou que o ministro não poderia ser crucificado. “Não tenho o papel de julgador a esse respeito. Acho normal que uma pessoa tenha rendimentos quando não está no governo e que esses rendimentos promovam uma variação patrimonial”, disse o tucano.
Cargos
Na tentativa de esvaziar a ameaça de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e barrar a convocação de Palocci no Congresso, o governo já acena com cargos para acalmar a base aliada. A previsão é a de que, a partir da próxima semana, o quebra-cabeça do segundo escalão comece a tomar forma final.
A oposição não tem votos suficientes para abrir uma CPI mista, mas já está atrás dos insatisfeitos da base aliada. É “suprapartidário” o grupo dos descontentes com a demora de Dilma em definir presidências e diretorias de estatais, autarquias e bancos oficiais. O time reúne parlamentares do PT ao PMDB, passando pelo PSB, PC do B e PR. Na lista dos cargos cobiçados pelos aliados estão as presidências do Banco do Nordeste, do Banco da Amazônia e da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Estado de São Paulo





