Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Festival, Cordas Ágio, por Pachelly Jamacaru
Belíssimo Concerto para "todas as idades", aconteceu ontem no Teatro Municipal com os Alunos-Mestres do Pe. Ágio a quem fora prestada a devida homenagem! Um desfile de talentos Clássicos e Populares. O que de mais importancia ressaltar... A valorização do repertório dando ênfase às músicas dos artistas do Cariri. Bravôoooo!
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
NOTICIA DO JORNAL "O POVO" NOS IDOS DE 1930
A palavra
de Lampeão, o monarcha selvagem dos sertões
Os dados e as informações sobre que escrevemos esta reportagem foram colhidos do próprio Lampeão pelo sr. José Alves Feitosa, que há semanas, no alto sertão, com elle conversou demoradamente.
Offerecendo à A Noite essas notas interessantíssimas, o sr. Feitosa, offertamo-la, nós, aos nossos gentilíssimos leitores, a quem não queremos mais poupar o prazer curioso de sentir um bocado da psychologia pittoresca e da vida romanesca do jaguar terrivel dos sertões.
NO PÉ DA
SERRA
Cabia o crepusculo sobre o escampado arido e esbrazeado daquelle recanto sertanejo do Estado do Ceará, no pé da serra do Araripe: o engenho de rapadura Boa-Vista, a cinco léguas da cidade de Missão Velha, quando o sr. José Alves Feitosa ali chegou.
Um crepusculo doloroso, sertanejo, manchando a paisagem de sombras e difundindo uma melancolia por tudo...
Gentis e acolhedores, os senhores de engenho o receberam, prodigalisando-lhe o conforto de uma hospedagem, onde elle repousaria da viagem exaustiva.
Ahi, foi que se aproximou de Lampeão.
Este assomara à porta, desarmado, fitando o recem-chegado, que o interpellou logo:
- É o capitão Virgulino Ferreira?
- Às suas ordens.
- Já o conhecia através de photographias.
- Ah? Foram esses retratos, de que o sr. fala, que me inutilisaram. Si não tivesse deixado phopographar-me, seria desconhecido e já poderia ter desaparecido, sumindo-me no mundo, indo para longe, ganhar a vida tranquilamente, sem attribulação dessa angustia constante de ser perseguido.
- E o sr. é perseguido? Dizem na capital que a polícia...
- ... não persegue, porque sou amigo dos officiais. É verdade, mas, ainda assim, as trahições, o sr. comprehende.
No anno passado, Isaias Arruda, meu grande amigo, chefe politico cearense, surpreendeu-me numa localidade deste Estado com um cerco policial terrivel, de que me livrei não sei como.
Estas cousas são que magoam...
Uma trahição, o diabo!
Gosto dos officiaes e odeio os chefes de policia.
Não é verdade que eu haja emboscado, para matar ao dr. Eurico Souza Leão. Ignorava que esse chefe de policia viajava, naquelle tempo, pelo sertão...
Se soubesse, com franqueza, eu teria aventurado...
- Como foi assassinado seu irmão?
- É invenção. Elle não foi morto. Está são, vivo e bolindo.
Aquillo foi brincadeira "só para atrapalhar"...
- E Sabino?
- A mesma coisa.
Está vivo, no Riacho do Navio, à frente de alguns homens. Vou encontrar-me, agora, com elle.
- Disse-me, ha pouco, que se pudesse abandonaria o cangaço...
- Sim. Por porque eu não vivo a vida do cangaço, por maldade minha.
É pela maldade dos outros. Dos homens que não têm a coragem de lutar corpo a corpo como eu e vão matando a gente na sombra, nas tocaias covardes.
Tenho que vingar a morte dos meus paes. Era meninote quando os mataram. Bebi o sangue que jorrava da pelle de minha mãe, e beijando-lhe a boca fria e morta, jurei vinga-la...
É por isso, que de rifle de costas, cruzando as estradas do sertão, deixo um rastro sangrento a procura dos assassinos de meus paes.
(...)
É por isso que eu sou cangaceiro.
Não sei quando hei de deixar os horrores desta vida, onde o maior encanto, a maior belleza seria extinguir a maldade daquelles que roubaram a vida de minha mãe e de meu pae a de minhas irmãs.
Dizendo isto, Lampeão ergueu-se, tomando o chapéo.
Despediu-se do nosso informante.
À porta um seu companheiro o "arreou", isto é, entregou-lhe as cartucheiras e o mosquetão, um fuzil Mouser cortado na extremidade do cano.
Apertando as mãos hospitaleiras de Rosendo, o dono da rustica engenhosa, o monarcha sanguinolento dos sertões tomou a estrada poeirenta para as incertezas do seu destino.
Deante da maravilha da vida de Lampeão cheia de episodios romanescos e impressionantes como aquelle em que ha a scena commovente e soberba do juramento sobre a bocca hirta de uma mãe, quem ousará atirar a primeira pedra sobre o quadrilheiro immortalisado nas chronicas sangrentas do sertão?
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COPIADO DO BLOG CARIRICANGAÇO.BLOGSPOT.COM
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
POR QUÊ A REPUBLICA? TEXTO I
A Proclamação da República
Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de
novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa
presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia
constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por
conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II. Foi,
então, proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.
A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, Proclamação da República do Brasil
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos membros regulares da maçonaria brasileira.
A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, Proclamação da República do Brasil
A Proclamação da República
Brasileira foi um levante político-militar ocorrido em 15 de
novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa
presidencialista de governo no Brasil, derrubando a monarquia
constitucional parlamentarista do Império do Brasil e, por
conseguinte, pondo fim à soberania do imperador Pedro II. Foi,
então, proclamada a República dos Estados Unidos do Brasil.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos mehttp://psgnutricaoecia.blogspot.com.br/2010/06/bandeira-por-4-dias.htmlmbros regulares da maçonaria brasileira.
A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a difícil situação política em que se encontrava, apresentou, em uma última e desesperada tentativa de salvar o império, à Câmara-Geral, atual câmara dos deputados, um programa de reformas políticas do qual constavam, entre outras, as medidas seguintes: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado e mandatos não vitalícios para o Senado Federal. As propostas do Visconde de Ouro Preto visavam a preservar o regime monárquico no país, mas foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que controlava a Câmara Geral. No dia 15 de novembro de 1889, a república era proclamada.
A Perda de Prestígio da Monarquia Brasileira
Muitos foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores pelos sérios atritos com a Igreja Católica (na "Questão Religiosa"); pela perda do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888, sem a indenização dos proprietários de escravos.
Da parte dos grupos progressistas, havia a crítica que a monarquia mantivera, até muito tarde, a escravidão no país. Os progressistas criticavam, também, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país (fosse econômico]], político ou social), a manutenção de um regime político de castas e o voto censitário, isto é, com base na renda anual das pessoas, a ausência de um sistema de ensino universal, os altos índices de analfabetismo e de miséria e o afastamento político do Brasil em relação a todos demais países do continente, que eram republicanos.
Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana - percebida como significando o progresso social - ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: Enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de dom Pedro II, por outro lado, tinha cada vez em menor conta o próprio império. Nesse sentido, era voz corrente, na época, que não haveria um terceiro reinado, ou seja, a monarquia não continuaria a existir após o falecimento de dom Pedro II, seja devido à falta de legitimidade do próprio regime monárquico, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês Conde D'Eu).
Embora a frase de Aristides Lobo (jornalista e líder republicano paulista, depois feito ministro do governo provisório), "O povo assistiu bestializado" à proclamação da república, tenha entrado para a história, pesquisas históricas, mais recentes, têm dado outra versão à aceitação da república entre o povo brasileiro. É o caso da tese defendida por Maria Tereza Chaves de Mello (A República Consentida, Editora da FGV, EDUR, 2007), que indica que a república, antes e depois da proclamação, era vista popularmente como um regime político que traria o desenvolvimento, em sentido amplo, para o país.
Antecedentes da Proclamação da RepúblicaA partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança) (1864-1870), foi tomando corpo a ideia de alguns setores da elite de alterar o regime político vigente. Fatores que influenciaram esse movimento:
• O imperador dom Pedro II não possuía filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, a princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro.
• O fato de os negros terem ajudado o exército na Guerra do Paraguai e, quando retornaram ao país, permaneceram como escravos, ou seja, não ganharam a alforria de seus donos.
A Crise Econômica
A crise econômica agravou-se em função das elevadas despesas financeiras geradas pela Guerra da Tríplice Aliança, cobertas por capitais externos. Os empréstimos brasileiros elevaram-se de 3 000 000 de libras esterlinas em 1871 para quase 20 000 000 em 1889, o que causou uma inflação da ordem de 1,75 por cento ao ano.
A Questão Abolicionista
A questão abolicionista impunha-se desde a abolição do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista, devido a repercussão da experiência mal sucedida nos Estados Unidos de libertação geral dos escravos ter levado aquele país à guerra civil, essas elites reivindicavam do Estado indenizações proporcionais ao preço total que haviam pago pelos escravos a serem libertados por lei. Estas indenizações seriam pagas com empréstimo externo.
Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de "republicanos de última hora", os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana.
Na visão dos progressistas, o Império do Brasil mostrou-se bastante lento na solução da chamada "Questão Servil", o que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana, evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.
Assim, logo após a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura, profetizou:
"A senhora acabou de redimir uma raça e perder um trono!" (Barão de Cotegipe)
A Questão Religiosa
Desde o período colonial, a Igreja Católica, enquanto instituição, encontrava-se submetida ao estado. Isso se manteve após a independência e significava, entre outras coisas, que nenhuma ordem do Papa poderia vigorar no Brasil sem que fosse previamente aprovada pelo imperador (Beneplácito Régio). Ocorre que, em 1872, Vital Maria Gonçalves de Oliveira e Antônio de Macedo Costa, bispos de Olinda e Belém do Pará respectivamente, resolveram seguir, por conta própria, as ordens do Papa Pio IX, não ratificadas pelo imperador e pelos presidentes do Conselho de Ministros, punindo religiosos ligados à maçonaria.
D. Pedro II, aconselhado pelos maçons, decidiu intervir na questão, solicitando aos bispos que suspendessem as punições. Estes se recusaram a obedecer ao imperador, sendo condenados a quatro anos de trabalho braçal (quebrar pedras). Em 1875, graças à intervenção do maçom Duque de Caxias, os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade. Contudo, no episódio, a imagem do império desgastou-se junto à Igreja Católica.
A Questão Militar
Os militares do Exército Brasileiro estavam descontentes com a proibição, imposta pela monarquia, pela qual os seus oficiais não podiam manifestar-se na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra. Os militares não possuíam uma autonomia de tomada de decisão sobre a defesa do território, estando sujeitos às ordens do imperador e do Gabinete de Ministros, formado por civis, que se sobrepunham às ordens dos generais. Assim, no império, a maioria dos ministros da guerra eram civis.
Além disso, frequentemente os militares do Exército Brasileiro sentiam-se desprestigiados e desrespeitados. Por um lado, os dirigentes do império eram civis, cuja seleção era extremamente elitista e cuja formação era bacharelesca, mas que resultava em postos altamente remunerados e valorizados; por outro lado, os militares tinham uma seleção mais democrática e uma formação mais técnica, mas que não resultavam nem em valorização profissional nem em reconhecimento político, social ou econômico. As promoções na carreira militar eram difíceis de serem obtidas e eram baseadas em critérios personalistas em vez de promoções por mérito e antiguidade.
A Guerra do Paraguai, além de difundir os ideais republicanos, evidenciou aos militares essa desvalorização da carreira profissional, que se manteve e mesmo acentuou-se após o fim da guerra. O resultado foi a percepção, da parte dos militares, de que se sacrificavam por um regime que pouco os consideravam e que dava maior atenção à Marinha do Brasil.
A proclamação ocorreu na Praça da Aclamação (atual Praça da República), na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império do Brasil, quando um grupo de militares do exército brasileiro, liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca, destituiu o imperador e assumiu o poder no país.
Foi instituído, naquele mesmo dia 15, um governo provisório republicano. Faziam parte, desse governo, organizado na noite de 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro da Fonseca como presidente da república e chefe do Governo Provisório; o marechal Floriano Peixoto como vice-presidente; como ministros, Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Campos Sales, Aristides Lobo, Demétrio Ribeiro e o almirante Eduardo Wandenkolk, todos mehttp://psgnutricaoecia.blogspot.com.br/2010/06/bandeira-por-4-dias.htmlmbros regulares da maçonaria brasileira.
A Situação Política do Brasil em 1889O governo imperial, através do 37º e último gabinete ministerial, empossado em 7 de junho de 1889, sob o comando do presidente do Conselho de Ministros do Império, Afonso Celso de Assis Figueiredo, o Visconde de Ouro Preto, do Partido Liberal, percebendo a difícil situação política em que se encontrava, apresentou, em uma última e desesperada tentativa de salvar o império, à Câmara-Geral, atual câmara dos deputados, um programa de reformas políticas do qual constavam, entre outras, as medidas seguintes: maior autonomia administrativa para as províncias, liberdade de voto, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado e mandatos não vitalícios para o Senado Federal. As propostas do Visconde de Ouro Preto visavam a preservar o regime monárquico no país, mas foram vetadas pela maioria dos deputados de tendência conservadora que controlava a Câmara Geral. No dia 15 de novembro de 1889, a república era proclamada.
A Perda de Prestígio da Monarquia Brasileira
Muitos foram os fatores que levaram o Império a perder o apoio de suas bases econômicas, militares e sociais. Da parte dos grupos conservadores pelos sérios atritos com a Igreja Católica (na "Questão Religiosa"); pela perda do apoio político dos grandes fazendeiros em virtude da abolição da escravatura, ocorrida em 1888, sem a indenização dos proprietários de escravos.
Da parte dos grupos progressistas, havia a crítica que a monarquia mantivera, até muito tarde, a escravidão no país. Os progressistas criticavam, também, a ausência de iniciativas com vistas ao desenvolvimento do país (fosse econômico]], político ou social), a manutenção de um regime político de castas e o voto censitário, isto é, com base na renda anual das pessoas, a ausência de um sistema de ensino universal, os altos índices de analfabetismo e de miséria e o afastamento político do Brasil em relação a todos demais países do continente, que eram republicanos.
Assim, ao mesmo tempo em que a legitimidade imperial decaía, a proposta republicana - percebida como significando o progresso social - ganhava espaço. Entretanto, é importante notar que a legitimidade do Imperador era distinta da do regime imperial: Enquanto, por um lado, a população, de modo geral, respeitava e gostava de dom Pedro II, por outro lado, tinha cada vez em menor conta o próprio império. Nesse sentido, era voz corrente, na época, que não haveria um terceiro reinado, ou seja, a monarquia não continuaria a existir após o falecimento de dom Pedro II, seja devido à falta de legitimidade do próprio regime monárquico, seja devido ao repúdio público ao príncipe consorte, marido da princesa Isabel, o francês Conde D'Eu).
Embora a frase de Aristides Lobo (jornalista e líder republicano paulista, depois feito ministro do governo provisório), "O povo assistiu bestializado" à proclamação da república, tenha entrado para a história, pesquisas históricas, mais recentes, têm dado outra versão à aceitação da república entre o povo brasileiro. É o caso da tese defendida por Maria Tereza Chaves de Mello (A República Consentida, Editora da FGV, EDUR, 2007), que indica que a república, antes e depois da proclamação, era vista popularmente como um regime político que traria o desenvolvimento, em sentido amplo, para o país.
Antecedentes da Proclamação da RepúblicaA partir da década de 1870, como consequência da Guerra do Paraguai (também chamada de Guerra da Tríplice Aliança) (1864-1870), foi tomando corpo a ideia de alguns setores da elite de alterar o regime político vigente. Fatores que influenciaram esse movimento:
• O imperador dom Pedro II não possuía filhos, apenas filhas. O trono seria ocupado, após a sua morte, por sua filha mais velha, a princesa Isabel, casada com um francês, Gastão de Orléans, Conde d'Eu, o que gerava o receio em parte da população de que o país fosse governado por um estrangeiro.
• O fato de os negros terem ajudado o exército na Guerra do Paraguai e, quando retornaram ao país, permaneceram como escravos, ou seja, não ganharam a alforria de seus donos.
A Crise Econômica
A crise econômica agravou-se em função das elevadas despesas financeiras geradas pela Guerra da Tríplice Aliança, cobertas por capitais externos. Os empréstimos brasileiros elevaram-se de 3 000 000 de libras esterlinas em 1871 para quase 20 000 000 em 1889, o que causou uma inflação da ordem de 1,75 por cento ao ano.
A Questão Abolicionista
A questão abolicionista impunha-se desde a abolição do tráfico negreiro em 1850, encontrando viva resistência entre as elites agrárias tradicionais do país. Diante das medidas adotadas pelo Império para a gradual extinção do regime escravista, devido a repercussão da experiência mal sucedida nos Estados Unidos de libertação geral dos escravos ter levado aquele país à guerra civil, essas elites reivindicavam do Estado indenizações proporcionais ao preço total que haviam pago pelos escravos a serem libertados por lei. Estas indenizações seriam pagas com empréstimo externo.
Com a decretação da Lei Áurea (1888), e ao deixar de indenizar esses grandes proprietários rurais, o império perdeu o seu último pilar de sustentação. Chamados de "republicanos de última hora", os ex-proprietários de escravos aderiram à causa republicana.
Na visão dos progressistas, o Império do Brasil mostrou-se bastante lento na solução da chamada "Questão Servil", o que, sem dúvida, minou sua legitimidade ao longo dos anos. Mesmo a adesão dos ex-proprietários de escravos, que não foram indenizados, à causa republicana, evidencia o quanto o regime imperial estava atrelado à escravatura.
Assim, logo após a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, o único senador do império que votou contra o projeto de abolição da escravatura, profetizou:
"A senhora acabou de redimir uma raça e perder um trono!" (Barão de Cotegipe)
A Questão Religiosa
Desde o período colonial, a Igreja Católica, enquanto instituição, encontrava-se submetida ao estado. Isso se manteve após a independência e significava, entre outras coisas, que nenhuma ordem do Papa poderia vigorar no Brasil sem que fosse previamente aprovada pelo imperador (Beneplácito Régio). Ocorre que, em 1872, Vital Maria Gonçalves de Oliveira e Antônio de Macedo Costa, bispos de Olinda e Belém do Pará respectivamente, resolveram seguir, por conta própria, as ordens do Papa Pio IX, não ratificadas pelo imperador e pelos presidentes do Conselho de Ministros, punindo religiosos ligados à maçonaria.
D. Pedro II, aconselhado pelos maçons, decidiu intervir na questão, solicitando aos bispos que suspendessem as punições. Estes se recusaram a obedecer ao imperador, sendo condenados a quatro anos de trabalho braçal (quebrar pedras). Em 1875, graças à intervenção do maçom Duque de Caxias, os bispos receberam o perdão imperial e foram colocados em liberdade. Contudo, no episódio, a imagem do império desgastou-se junto à Igreja Católica.
A Questão Militar
Os militares do Exército Brasileiro estavam descontentes com a proibição, imposta pela monarquia, pela qual os seus oficiais não podiam manifestar-se na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra. Os militares não possuíam uma autonomia de tomada de decisão sobre a defesa do território, estando sujeitos às ordens do imperador e do Gabinete de Ministros, formado por civis, que se sobrepunham às ordens dos generais. Assim, no império, a maioria dos ministros da guerra eram civis.
Além disso, frequentemente os militares do Exército Brasileiro sentiam-se desprestigiados e desrespeitados. Por um lado, os dirigentes do império eram civis, cuja seleção era extremamente elitista e cuja formação era bacharelesca, mas que resultava em postos altamente remunerados e valorizados; por outro lado, os militares tinham uma seleção mais democrática e uma formação mais técnica, mas que não resultavam nem em valorização profissional nem em reconhecimento político, social ou econômico. As promoções na carreira militar eram difíceis de serem obtidas e eram baseadas em critérios personalistas em vez de promoções por mérito e antiguidade.
A Guerra do Paraguai, além de difundir os ideais republicanos, evidenciou aos militares essa desvalorização da carreira profissional, que se manteve e mesmo acentuou-se após o fim da guerra. O resultado foi a percepção, da parte dos militares, de que se sacrificavam por um regime que pouco os consideravam e que dava maior atenção à Marinha do Brasil.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
PATATIVA DO ASSARÉ
Ontem, em meio a uma
conversa informal me pediram que eu falasse um pouco sobre Patativa
do Assaré. Me surpreendeu o súbito silencio que tomou conta de mim.
Na realidade me quedei pensando se falava de Antônio Gonçalves da
Silva ou de Patativa do Assaré.
Coincidentemente, nesses
últimos dias tenho me debruçado em leituras. Ando atento e relendo
algumas pérolas do grande Patativa do Assaré. Me encanta em
especial o fato da não existência REAL, do Patativa do Assaré. Me
encanta saber que o “PATATIVA” era na realidade um personagem
criado pelo agricultor e cantador Antônio Gonçalves da Silva.
Adianto que são poucos
os que sabem dessa diferença. Mas ela existe. E eu só pude
perceber quando convivi mais tempo com o grande poeta. Houve um tempo
em que os contatos pessoais se intensificaram e eu passei a
frequentar a sua casa em alguns sábados, unicamente pra conversar.
Numa dessas visitas,
descobri o arsenal de livros, já surrados pelo tempo, que foram
lidos por ele. Acervos de poesias de Olavo Bilac, Juvenal Galeno,
Catulo da Paixão Cearense, estavam guardados em meio a livros de
Machado de Assis, e tratados politicos diversos. Só aí pude
conhecer as duas faces; a do cidadão, bravo lutador e guerreiro
Antônio Gonçalves, e a do personagem por ele criado e nominado pelo
Jornalista José Carvalho como Patativa do Assaré.
A grandeza da poética de
Antonio Gonçalves da Silva está na verdade escondida na sua
capacidade de mimesis e de diégesis quando mistura o
homem do campo com o personagem da sua própria poesia. Assim, advogo
que emana do homem do campo Antônio Gonçalves da Silva, o
personagem Patativa do Assaré e que este é o canal através do qual
o poeta dá voz ao seu instinto poético/político/ativista.
Senão vejamos quando o
próprio Antônio Gonçalves denuncia em suas rimas a sua onipresença
nos versos creditados a Patativa quando canta evocando a sua origem
sertaneja, a sua ligação com o campo:
Poeta, canto da rua,
Que na cidade nasceu,
Cante a cidade que é
sua,
Que eu canto o sertão
que é meu.
Na estrofe acima, vê-se
Mimetizado e falando ao povo pela voz de Patativa do Assaré, em
palavras recheadas de uma clara e invejável oralidade - não menos
importante das erudições lusitanas - destacando as denuncias feitas
por ele quando reclama da forma desigual com que é tratado o homem
do campo. Fato este que caminha para as desastrosas consequências
geradas pela desigualdade social como: miséria, fome, insalubridade,
etc. Ou seja, através do personagem Patativa, ele fala das agruras
sofridas pelo homem do campo. Classe na qual se insere Antônio
Gonçalves da Silva.
Ou em outro trabalho
quando deixa aparecer a sua visão social e politica, denunciando as
causas do sofrimento dos sertanejos:
Não é Deus que nos
castiga
nem é a seca que obriga
sofrermos dura sentença
não somos nordestinados
nós somos injustiçados
tratados com indiferença.
Sofremos em nossa vida
uma batalha renhida
do irmão contra irmão
nós somos injustiçados
nordestinos explorados
nordestinados, não.
De toda
forma, Antônio Gonçalves da Silva foi um ser humano ímpar,
singular. Patativa do Assaré permanece entre nós. Em livros,
poesias, denuncias, etc. “Consciente
do seu papel social e com a clareza de pensamento que lhe distinguiu
como poeta e como homem, Patativa do Assaré depõe a favor de sua
própria arte diante de si mesmo, ao explicar seus versos no poema
acima, eu Digo e não peço
segredo, dizendo
para Tadeu Feitosa: (Mª Socorro O. Brandão)
sábado, 22 de dezembro de 2012
Parabéns homi de Deus!
O grande escritor, cronista, poeta, contador de causos, dramaturgo que um dia simplesmente entendeu de ser um dos mais notáveis médicos do Cariri, comemorou ontem nas dependências do requintado Buffet, “Sergio Buffet”, entre amigos e admiradores, os seus quinze aninhos. O rapazote estava descontraído, moleque, cheio de vida e fez valer a data. O Mundo não acabou. Para nossa alegria 21 de dezembro de 2012, há de ser lembrado como o dia em que Zé Flávio Vieira deu uma festa de arromba celebrando 60 calendários Maia! E que o mundo acabe que acabe sempre assim... Na maior alegria, na maior festa! Parabéns, homi de Deus! Muitas felicidades, muitos anos de vida! E como diz sobrinho do capitão, Zé estava (Sex(agenário)! rs rs rs
Libério, um monstro sagrado e os Magistrais "Os Águias", fizeram a festa!
Pê Pererê pê pê pê pê, (Com uma perna só, olha aí!!!)
E como nos tempos da Polaróide... Oh! Poli minha amiga, assim não ó, assim menina ó, como nos tempo da brilhantina e das velhas e boas tertúlias!
Carnavalizando corações! Zonaram aê com o Zé hein! rs rs rs
Nós marcamos presença, dentre tantos artistas presente!
Ele nos fez Rir!
"Sergio Buffet", Show de detalhes!
Amor pra toda a vida!
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Tudofel: Uma infância feliz
Tudofel: Uma infância feliz: Graças ao meu bom Deus, até o momento, posso me considerar um sujeito de sorte. Todas as fases da minha já longa existência (afinal 4...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Tudofel: O poeta do concreto e sua 'belacap'
Tudofel: O poeta do concreto e sua 'belacap': Ontem por volta das nove da noite, fechei o livro que estudava e fiquei por uns segundos observando Djalminha Conduru trabalhando com...
Tudofel: BRock
Tudofel: BRock: Na minha cidade, há trinta e poucos anos, as opções de lazer e diversão eram até satisfatórias. O diacho é que a gente quer muito ...
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Tudofel: Tempos de rock
Tudofel: Tempos de rock: Estamos nesse negócio de música desde o dia 21 de abril de 1500 . Ainda na barbárie da nossa tenra infância já nos deliciávamos ouvin...
Tudofel: Milagres acontecem: Ray Charles em Fortaleza e eu ...
Tudofel: Milagres acontecem: Ray Charles em Fortaleza e eu ...: Quando li a notícia que Ray Charles se apresentaria em Fortaleza, belisquei-me pra ver se não estava sonhando. Olhei ainda no calendá...
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Tudofel: Colégio Diocesano do Crato (epílogo)
Tudofel: Colégio Diocesano do Crato (epílogo): Nesses últimos dias andei publicando aqui neste blog e no Facebook umas postagens sobre o Colégio Diocesano do Crato, relembrando...
sábado, 1 de dezembro de 2012
Tudofel: Colégio Diocesano: a saga continua
Tudofel: Colégio Diocesano: a saga continua: Normalmente, quando atingia o curso científico, que hoje corresponde ao ensino médio, o cratense ia estudar na capital, em Fortalez...
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Tudofel: Colégio Diocesano, 8 "A"
Tudofel: Colégio Diocesano, 8 "A": Em 1978 passei para a 8ª série "A", apesar do rigor metodológico e matemático do professor William. Fiquei na mesma turma de Vice...
Tudofel: Colégio Diocesano do Crato
Tudofel: Colégio Diocesano do Crato: O Colégio Diocesano era uma referência em educação básica do interior nordestino. Meio secular, tinha recentemente comemorado o marc...
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Tudofel: Our sweet George
Tudofel: Our sweet George: Há exatos 11 anos era uma sexta-feira. Tinha acordado com uma baita ressaca e fiquei em casa, gravando umas fitas cassetes com uns d...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Tudofel: Soy loco por ti, Bananeiras!
Tudofel: Soy loco por ti, Bananeiras!: A minha cidade do coração é Craterdam. Só que Cratedam não é uma cidade real. Ela é ideal. Das cidades reais, o Crato, minha cidade...
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Tudofel: A passagem do médico-revolucionário Hass Sobrinho ...
Tudofel: A passagem do médico-revolucionário Hass Sobrinho ...: Em novembro de 2008, juntamente com meu irmão Armando e meu cunhado Zé Bento, fiz uma viagem ao sudoeste do Maranhão e à Araguaína, no T...
sábado, 24 de novembro de 2012
Tudofel: Menina real
Tudofel: Menina real: O dia estava mais quente ainda. Teresina, afinal. 1994. Maternidade Evangelina Rosa. Portanto duas rosas a receberam na luz deste...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Tudofel: As 'pérolas' da Rolling Stone
Tudofel: As 'pérolas' da Rolling Stone: Somente agora tive acesso à revista Rolling Stone de outubro, edição especial de seis anos de aniversário da versão em português. Cap...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Tudofel: Janinha ou Joplin?
Tudofel: Janinha ou Joplin?: Geraldo Urano, poeta maior, escreveu um verso, em um poema em prosa intitulado Craterdã (foi a primeira vez que ele citou esse ne...
sábado, 17 de novembro de 2012
15 de Novembro: nem os republicanos comemoraram (por Armando Rafael)
(Excertos de matéria publicada em http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/)
No
dia em que o Brasil amarga a sua pior data, propomos a reflexão sobre
os regimes de governo: monarquia e república. No quadro abaixo é
possível ver os ganhos financeiros de uma da forma monárquica em
detrimento da republicana.
Custos operacionais anuais (custo de manutenção da Chefia de Estado)
Inglaterra (monarquia)______US$ 1,87/capita = US$ 104,0 milhões
Dinamarca (monarquia)_____US$ 1,86/capita = US$ 9,5 milhões
Bélgica (monarquia)________US$ 1,10/capita = US$10,8 milhões
Noruega (monarquia)_______US$ 0,83/capita = US$ 3,6 milhões
Japão (monarquia)_________US$ 0,42/capita = US$ 52,0 milhões
Espanha (monarquia)_______US$ 0,20/capita = US$ 8,1 milhões
EUA (república)___________US$ 4,6/capita = US$ 1.100,0 milhões
Brasil (republica)__________US$ 12,0/capita = US$ 1.700,0 milhões
Como
pode ser visto claramente, os gastos com a manutenção do presidente da
república, ultrapassam os gastos da Monarquia. Enquanto a Inglaterra,
maior potência Monárquica do mundo, gasta US$ 1,87/capita = US$ 104,0
milhões com a Rainha Elisabeth II, o Brasil gasta com Lula da Silva US$
12,0/capita = US$ 1.700,0 milhões.
É de se divulgar também os gastos do gabinete presidencial:
Em 1995 com FHC = R$ 38,4 milhões
Em 2003 com Lula = R$ 318,6 milhões
Em 2004 com Lula = R$ 372,8 milhões (R$ 1,5 milhões por dia útil de trabalho).
É
importante também saber o número de funcionários no Palácio do
Planalto, ou seja, número de funcionários que estão a serviço
diretamente do presidente da república:
Com Itamar Franco = 1,8 mil pessoas
Com FHC = 1,1 mil pessoas
Com Lula = 3,3 mil pessoas
No
palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, existem 75
empregados e em 2009, Lula da Silva assinou o decreto de nº.: 5.087
aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.
(por: Armando Rafael)
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Alguém lembrou? Hoje é o feriado da Proclamação da República
Charge do jornal "O Povo" de hoje
Por
lei, hoje é feriado nacional. Comemora-se os 123 anos do golpe militar
que derrubou a Monarquia e instaurou o regime republicano. Alguém há de
perguntar: quais foram as conquistas da República? Vá lá: a atual
estabilidade política, que vem desde 1988 com a promulgação da sétima
Constituição republicana é, inegavelmente, uma conquista. Há 24 anos
(dentro dos 512 anos de existência do Brasil) estamos vivendo num Estado
de Direito...
Até
1988 a História registra que em 100 anos de república, tivemos 9
golpes de estado, 13 ordenamentos constitucionais, 7 Constituições, 4
assembleias constituintes e o Congresso Nacional – em nome da Liberdade
– foi fechado 6 vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal
Deodoro da Fonseca. Tem mais: ocorreu – até 1988 – censuras nos meios de
comunicação inclusive com o fechamento de jornais e periódicos. Tivemos
ainda, naqueles 100 anos, 8 moedas e uma inflação que chegou a 64,9
quatrilhões %, a qual só foi estancada em 1994 (alguém ainda lembra de
FHC?) , com o advento do REAL. Parece que o nome deu sorte...
Alguém
há de perguntar: E como foi na Monarquia? No Brasil Império, o Rei era
o símbolo vivo da Nação. Não havia espaço para aventureiros, para
“mensalões”, para negociatas, corrupção, nepotismo e a ordem e o
respeito prevaleciam. O nosso Imperador D. Pedro II foi o árbitro em
questões da França, Alemanha e Itália e era segunda autoridade moral do
mundo depois do Papa.
Um
Rei é educado desde criança para reinar, e nunca somos pegos de
surpresas, por novos governantes despreparados. O Congresso Nacional do
Império ombreava com o da Inglaterra; a diplomacia brasileira era uma
das primeiras do mundo. O Brasil-Império teve os primeiros Correios e
Telégrafos da América, e o Brasil foi uma das primeiras Nações a
instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal.
A nossa marinha era a 2º do mundo e o Brasil era tido como um país de
1º mundo junto com a Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha.
No
plebiscito de 1993, quando foi dado ao povo escolher para o Brasil
permanecer República ou retornar à Monarquia, e a Monarquia teve,
aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos válidos) e,
naquela época, uma pesquisa do DataFolha mostrava que 21% da população
brasileira era monarquista ou simpatizante.
Por esses e vários motivos, há quem diga que – na prática – mudamos da Monarquia para a Anarquia.
Por: Armando Rafael
domingo, 11 de novembro de 2012
Padre Airton Freire celebrou neste domingo na Catedral de Crato -- por Armando Rafael
Quem é esse viajante?
Quem é esse menestrel?
Que espalha esperança
E transforma sal em mel?
(Trecho da música Menestrel das Alagoas, de Milton Nascimento)
A
vetusta Sé de Crato estava abarrotada de pessoas. Silêncio absoluto. A
missa foi demorada e todos acharam pouco aquele momento, onde se renovou o
sacrifício de Cristo Jesus, desta vez de forma incruenta.
As
centenas de pessoas que lotaram a Catedral de Nossa Senhora da Penha –
para a missa da manhã deste domingo, dia 11 – acompanharam com atenção
cada palavra – proferidas de forma pausada, serena e sem afetação –
pelo Padre Airton Freire. A fama desse humilde padre corre o Nordeste.
Muitos foram em sua direção pedindo uma bênção. A todos, Padre Airton
atendeu com calma, atenção e ternura, fitando, com os seus olhos
azuis, as pessoas que o abraçavam...
Mas quem é esse Padre, que deixa um clima de paz por onde passa?
Na foto abaixo, Padre Airton entre os Padres Edmilson Neves e Aureliano Gondim, à entrada da Catedral de Crato
Um homem nascido no sertão
Airton
Freire de Lima nasceu em 29 de dezembro de 1955, na cidade de São José
do Egito-PE, cidade em que se batizou. Aos seis anos de idade foi morar
em Sertânia-PE, tendo estudado no Colégio Olavo Bilac onde, em 1971,
concluiu o primeiro grau. No ano seguinte foi para Recife (PE) continuar
os estudos. Inicialmente morou numa pensão, fazendo as refeições na
Casa de Estudante de Pernambuco. O segundo grau foi iniciado no Colégio
Martins Júnior, mas concluído numa escola técnica onde cursou Desenho e
Arquitetura. Em 1975 ingressou no ITER – Instituto de Teologia do
Recife, onde estudou teologia e filosofia. Em 1977 ingressou no curso de
psicologia na FACHO – Faculdade de Ciências Humanas de Olinda.
Ordenou-se
padre no dia 13 de fevereiro de 1982 na Catedral de Sant’Águeda em
Pesqueira-PE. No dia seguinte celebrou a primeira missa em São José do
Egito, na Igreja de São José. Nessa mesma época foi designado para
servir a paróquia do Livramento em Arcoverde.
Fala
fluentemente português, inglês, francês e alemão. Lê e fala um pouco:
latim, grego e hebraico. Fez formação analítica no Centro de Estudos
Freudianos em Recife e pós-graduação em Paulo Freire pela Universidade
Estadual do Ceará. Já gravou diversos CD´s com músicas de sua autoria.
Tem vocação para escrita, sendo autor de 56 (cinquenta e seis livros).
Em
1984, a convite de um grupo de jovens, veio a conhecer um lugar na
cidade usado como depósito de lixo, não obstante a presença de famílias
que ali moravam catando lixo para a subsistência. Estarrecido com o que
viu, resolveu celebrar uma missa, onde uma criança faminta, ao olhar a
hóstia, implorou para comer o que entendeu ser bolacha, tendo o padre
acreditado haver uma relação entre o Corpo de Cristo e o pão que a
criança precisava para matar a fome.
A
partir desse episódio, veio a morar na Rua do Lixo, vivendo como pobre
no meio dos pobres, lugar em que brotou a Associação Terra,
posteriormente, convertida em Fundação Terra, nascimento que se deu na
manhã de 08 de setembro de 1984. Em 1986 foi para Salvador-BA,
objetivando ingressar na Companhia de Jesus. Ainda na Companhia de
Jesus, foi para Belo Horizonte (MG), lá ficando até junho de 1987,
quando resolveu voltar para a Rua do Lixo, endereço que teve até o ano
2000. A partir daí passou a morar na Malhada, um povoado perto de
Arcoverde, permanecendo até hoje.
Essa
mudança se deu porque no dia 29 de abril de 1999, dia de Santa Catarina
de Sena, após jejuns e dias de orações, o padre decidiu criar a
Comunidade de Vida dos Servos de Deus e no dia 31 de maio do mesmo ano,
no Sítio Malhada, em local denominado Areias, foi marcado o espaço em
que seria construída a capela em honra a Padre Pio de Pietrelcina e
Nossa Senhora da Conceição.
(Fotos: Armando Rafael)
sábado, 10 de novembro de 2012
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Tudofel: Seu Jefferson e o Sítio Fundão
Tudofel: Seu Jefferson e o Sítio Fundão: Quebradas era como a gente se referia a alguns locais que costumávamos frequentar em bando . A denominação por si é sugestiva, indic...
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Tudofel: Arqueologia do vinil
Tudofel: Arqueologia do vinil: Sou do tempo do disco do vinil ou do LP, como assim se abreviava o termo Long Playing da mesma forma se abrevia hoje Compact Disc par...
Tudofel: Escutando a maioria silenciosa
Tudofel: Escutando a maioria silenciosa: Tinha acabado de comprar a biografia de Keith Richards – Vida – e ainda estava nas primeiras páginas quando entrei despretensiosament...
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Tudofel: Os Brilhos e mistérios de Don Tronxo
Tudofel: Os Brilhos e mistérios de Don Tronxo: Don Tronxo, cujo nome de batismo é João Fernando, é uma dessas lendas urbanas. Nasceu em João Pessoa, mas cedo se radicou nas swingin...
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Tudofel: Um arco-íris no Céu
Tudofel: Um arco-íris no Céu: Quase todas as recordações acerca de Normando Rodrigues são aprazíveis, contornadas de alegria, diversão e, principalmente, de lições...
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