Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Coisas nossas, por Zé Nilton

Algumas do Pe. Antonio Vieira que eu conheci.

Para o prof. José Teodoro Soares.

Acho que era 1988, reitorado do prof. José Teodoro Soares. Fui chamado ao gabinete, às pressas. Reencontrei o amigo Pe. Vieira, desde o Crato e no Rio de Janeiro, quando o servi como datilógrafo, “batendo” seus trabalhos por ocasião do curso de convalidação em grego, na Universidade Santa Úrsula. Um detalhe: Vieira começou o curso como aluno e terminou como professor.

Depois da felicidade do reencontro, esboçada por ele sob mil palavrões ao me desvelar, disse o magnífico:

- O Vieira quer lançar um livro, resultado do seu curso de Direito, veja como será.

Saiu o reitor; ficamos nós dois muito ocupados entre lembranças dos tempos do Rio, e as estratégias de lançamento de sua obra. Adiantou, de pronto:

- Olha, Zé, o livro é uma desgraça. Vamos bolar algo que chame a atenção sob pena de não vender um só exemplar...

- Vieira, que tal a gente pensar num júri simulado, joguei.

- Como assim, bicho “malamanhado”?

- Olha, só. A gente faz uma espécie de drama, no Salão de Atos. Você vai responder as acusações de sete jurados e a sentença final será você condenado a conferir os autógrafos. Me olhou firme e quis mais:

- E aí?

- Você será preso na cidade e trazido para a Urca, a pé. Topa? Esboçou um sorriso de alegria, e detonou:

- Bicho, tu é doido que nem eu.

Tudo organizado. Uma noite, lá estava o Pe. Vieira, sentado, no Bar da Cinelândia, ladeado por alunos do curso de Direto da Urca e pelo médico Marcos Cunha, seu amigo. Nisso, vem um camburão subindo a Rua João Pessoa, com sirena, luzes e os soldados batendo na porta do veículo. Para em frente ao Cine Cassino. Os milicos, “furiosos”, dão uma batida pelo Café Yaytera, e perguntam a algumas pessoas que debulhavam o velho papo à beira da Praça Siqueira Campos, entre elas estava o político Walter Peixoto:

- Alguém viu o Pe. Vieira por aqui ?

Todos meio zonzos não querem se comprometer, mas alguém aponta para a calçada da Cinelândia e, titubeante, entrega o Vieira.

A polícia entorna a praça, e para em frente à velha Cinelândia. Encontra o Pe. Vieira em cima de um banco, fazendo um discurso, metendo o pau no presidente. A polícia nem reparou que ele falava do presidente do Botafogo
.
Gaidô Alencar havia preparado um cassetete de pano, a pedido de Viera, porque segundo ele, tinha o corpo costurado por uma cirurgia e merecia cuidados...

De cima da escada do antigo BEC o Dr. Edilberto Figueiredo filmava tudo. Mesa posta de cervejas e refrigerantes. Com violência, os soldados interrogam os presentes, e dão voz de prisão ao procurado.

Vieira se estrebucha e os militares-alunos metem-lhe o cassetete, do lado direito, indicado por ele, sem antes chamar uns nomes feios. A mesa se espatifa. Vidros se quebram pelo chão, e a turma parte para acudir o velho padre.

De repente, uma multidão se forma. Duas senhoras, vendedoras de cachorro quente, começam a chorar dizendo conhecer o Padre, quando vigário de S. Francisco. Por que fazem tamanha crueldade àquele santo?

Algemado, Vieira é conduzido, a pé, atrás da viatura, até a Urca,
seguido por uma multidão.

O novel radialista e comunicador Roberto Bulhões, aluno do curso de Geografia, passava na hora e me perguntou:

- Professor, de que se trata? Tentei fazê-lo compreender a encenação. Quanto disse tratar-se de um “júri simulado”, na confusão instaurada, me perguntou o assustado repórter:

- E o que é júri simulado?

Auditório superlotado. Vieira havia escrito previamente as peças de acusação, e entregues a sete alunos do curso de Direto. Às acusações de ladrão, pederasta, corrupto, e mais quatro que não me lembro, fazia sua defesa com graça e trejeitos. A platéia ia ao delírio, diante de um juiz carrancudo, gordo e brabo, o prof. José Teodoro .

No final, a corte pronuncia a sentença: sentar-se à mesa empilhada de livros e autografá-los para todos os presentes. Nenhum exemplar sobrou daquela famosa noite de autógrafo.

Duas coisas que jamais me esquecerei, aliás, duas gafes. Primeira, a de Huberto Cabral, quando entrevista o Vieira adentrando o Salão de Atos, o faz sorrindo; a segunda, a de Emerson Monteiro, membro do corpo de jurados, que não entendeu o espírito da coisa, e em vez de fazer as acusações como estavam previamente estabelecidas, puxou um calhamaço de papel e começou a perorar sobre a “importância do júri simulado para a formação acadêmica”.

No outro dia Antonio Vicelmo deixou a sociedade cratense em paz ao falar no seu noticiário tratar-se de uma encenação de lançamento do livro do inesquecível Pe. Antonio Vieira.

Todos os personagens citados estão vivos, fora o nosso querido amigo, e podem testemunhar e aparar ou amparar meu escrito.

Mudando de assunto. No programa Compositores do Brasil desta quinta, uma primeira abordagem sobre a obra musical de Erasmo Carlos nos seus setenta anos. Começa às 14 horas pela Rádio Educadora do Cariri. Escute também pela web: radioeducadora1020.com.br

Bom fim de semana.

Programação da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo - Dia 16/06, Quinta-Feira

9h – Exibição de curtas da ONG “VERDE VIDA” – Mestres da Cultura, de Genivan Brasil e Paulo Fuiska. “Box de Vídeos”, dos alunos do Verde Vida.

10h – Exibição do curta “Assombrações do Cariri”, documentário de Jackson Bantim.

14h - Exibição dos curtas: “Matando a Fome”, de Franciolli Luciano; “Músicos Camponeses” e “Chapada do Araripe - Como foi, como será? (parte III)”, de Jefferson de Albuquerque Jr.

15h10 - Exibição do curta “Seu Mundô, O Guardião da Floresta”, de Laerto Xenofonte.

15h30 - Roda de Conversa: “Estórias de Cinema: colóquio com cineastas, produtores, atores e cinéfilos. Reativação do Cine-Clube Crato”.

19h - Exibição do média “Formação Romualdo, o Milagre Paleontológico”, documentário de Jackson Bantim e Álamo Feitosa.

19h30 - Exibição do longa “Corisco e Dadá”, de Rosemberg Cariry;

ENTRADA FRANCA

Realização: Governo Municipal do Crato – Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude.

Apoio: Universidade Regional do Cariri (URCA), Instituto Cultural do Cariri (ICC), Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA), Bantim Produções, Coletivo Camaradas, Blog do Crato e Revista Chapada do Araripe.

Uma juventude otimista e militante - José do Vale Pinheiro Feitosa

Uma empresa de pesquisa de opinião especializada na faixa etária de 18 a 24 anos, a Box1824 acaba de publicar o resultado de uma pesquisa bastante reveladora. A pesquisa se compôs de duas fases: uma qualitativa (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre) e outra quantitativa numa amostra de 1784 jovens (em 173 cidades de 23 estados).

Qual a novidade revelada? Os jovens brasileiros desta faixa etária (que atingiram a adolescência nos últimos 10 anos) acreditam em transformações da sociedade e “que estas ocorram aos poucos e que a soma das pequenas ações do dia-a-dia pode mudar a sociedade, e resultar em macro-transformações”. Portanto não têm mais o ímpeto demolidor da juventude dos anos 60 e 70, mas não são aqueles alienados, acreditando que nada pode mudar como tantos imaginavam.

Mais ainda, os jovens mais ativos dentro do seu grupo, têm uma consciência coletiva bem formada, atuam em projetos comunitários, são otimistas por que enxergam os resultados da própria ação e disseminam as questões coletivas. Nada daquela visão de adolescentes de Shopping Center ao estilo mauricinho e patricinha.

Se a militância comunitária é verdadeira para os jovens mais ativos, também o é para o conjunto dos jovens. 70% afirmaram ter vontade de participar de projetos comunitários (ou de participar de mais algum, nos casos dos que já participam). Os interesses se deram principalmente em projetos voltados para cultura e arte, seguidos por programas pró-meio ambiente e da área da educação.

Surpreende outro dado por vezes em linha contrária à decepção de muita gente com os governos. Mais de 60% dos jovens acreditam que os governantes são responsáveis por mudanças na sociedade. Isso contrária a decepção sentida e propagandeada nos anos 90 da falência do Estado.

Não vou nem esticar a corda com ilações das origens políticas desta novidade. O importante disso tudo é que tal consciência da juventude renasce num momento otimista do ponto de vista da economia nacional e pelo aumento de oportunidades de crescimento inclusive entre os jovens mais pobres. A mais forte evidência que as políticas públicas estão na raiz deste comportamento é a referência ao poder de mudança na sociedade sob responsabilidade dos governos.

Outra coisa é para se compreender que a estrutura do pensamento social está sujeita a grandes mudanças e se espelha na realidade histórica de sua sociedade. Isso nos afasta das especulações fundamentadas num psicologismo desarticulado da base econômica e social ou em mitos como a maldade ou bondade metafísica.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

APLAUSOS PARA A - MOSTRA CRATO DE CINEMA E VÍDEO

Mesmo distante do Crato , estou acompanhando as notícias da  "MOSTRA CRATO DE CINEMA E VÍDEO".
Quero aqui parabenizar a iniciativa de Hubert Cabral pelo evento com abertura no dia 13 de Junho deste ano de 2011. Este acontecimento artístico demonstra que enquanto existirem corações que pulsem em amor a nossa terra, estaremos sempre lutando para resgatar a nossa imagem cultural através de tantos artistas.
Em tempo tempo recorde e enfrentando muitas dificuldades a uniaõ de cineastas cratenses  falou mais alto na elaboração de um programa especial de lançamento.
Hubert Cabral contou com o apoio de Secretaria de Cultura Municipal, URCA, Instituto Cultural do Cariri, Officinas de Cultura e Artes e Produtos Derivados e Jackson Bantim Produções Artísticas de Arte.
Com a curadoria de Carlos Rafael e Jackson Bantim na preparação de uma apresentação em cartazes e fotos da época do cinema, um coquitel de recepção deu início a noite de estreia. Este movimento demonstrou a força dos nossos conterrâneos em uma luta pela revitalização do cinema artístico em nossa cidade. Podemos destacar os nomes de cineastas do Cariri para o sucesso deste evento grandioso: Jackson Bantim, Jefferson Albuquerque, Petrus Cariry, Franklin Lacerda, Franciolli Luciano, Orlando Pereira, Glauco Vieira, Pachelly Jamacaru, Rosemberg Cariry, Hermano Pena e José Flávio Vieira. 
Parabéns a todos que contribuem para a revitalização do cinema no Crato. E mesmo distante acompanho pelos blogs da região que dão força e cobertura jornalistica ao grande evento artístico cultural.

Edilma Rocha

Vida Virtual

Talvez uma das mais trágicas conseqüências da modernidade tenha sido a abolição definitiva da calçada. Algumas décadas atrás, a calçada era uma extensão da nossa casa, uma espécie de play-ground que freqüentemente se estendia para as ruas próximas , ainda com pouca iluminação e sem a feiúra negra do asfalto. Sim, o asfalto que se alastrou pelas ruas como uma tarja preta identificadora do luto das pequenas vilas com a perda do seu ingênuo e doce provincianismo. As calçadas fazem hoje parte integrante das avenidas e não das residências que elevaram seus muros e grades, em feitio de prisão e observam temerosas a vida lá fora que sua, arde e sangra. Doce tempo aquele em que as famílias, à tardinha, punham as cadeiras na calçada , olhando para a lua e mastigando as últimas e picantes novidades da Vila. Ao seu derredor, as crianças brincavam de “Roda”, de “chicote queimado”, de “esconde-esconde”, de “Lagarta Pintada”, “Cadê-o-Grilo” e de “Bandeira”, sob o apaziguador olhar dos adultos. Bons tempos aqueles! A vida era mais simples e corriqueira, as mazelas do mundo não nos atingiam, a violência era um simples capítulo no nosso Livro de História Antiga. Éramos felizes sem que ao menos o percebêssemos . E no inventário dos nossos bens o que constava? Uma rua barrenta, uma lua plácida, a mão amiga do vizinho, uma baleadeira , uma bila , um pião... A felicidade fluía fácil desses objetos como ,se por encanto, tivesse sido tocada pela condão da Fada Madrinha.
Nem é preciso dizer que este tempo está definitivamente sepultado. A tecnologia triturou impiedosamente a simplicidade e o Consumo pôs regras sinistras e colocou um Código de barras na nossa felicidade.Vivemos todos “No Limite”, nos matando numa batalha sem vencedores. Quem vai para o trono ? Ao Vencedor, o Enfarte!
A tecnologia encurtou, enormemente, a distância virtual e alargou, infinitamente, a nossa geografia real. O Celular, a TV, o Fax, a Internet nos ligam em segundos à Indochina mas já não somos capazes de conhecer o vizinho que divide a mesma parede do nosso apartamento. Nem o soldado, no Iraque, tem o direito de saber quem o matou. Esta mudança na geografia mudou ,também, a história das nossas relações humanas. Falta-nos o toque, o olho-no-olho, o abraço, o beijo. Não mais vivemos uma realidade mas uma virtualidade e todos nossos podemos ser eliminados , a qualquer momento, como um simples monstrinho da primeira fase de um videogame. Bons tempos aqueles da cadeira na calçada, quando ainda existia um amigo palpável e uma lua no céu....

J. Flávio Vieira
..
Moro na Praça do Jambo
- Claude Bloc -

Exuberante...
Sinfônica...
Inerente...
Poética, claro!

Imagens que dizem
Quando as palavras calam...

Claude Bloc
(da  Casa Amarela)

Crato é Cultura:I Mostra Crato de Cinema e Vídeo-Wilson Bernardo.

Um pouco de fotografia dentro do cinema,e lembrando que sem a fotografia o cinema não seria o que é,mas enfim a sétima arte ainda resiste ao envelhecimento do tempo.Crato terra abençoada de arte e pioneirismo no cenário nacional.Querem nos calar mas nós cratenses somos resistentes como deuses tribais do imaginário da floresta dos chapadões do Araripe,e demonstramos a nossa luz e nosso cinema genuinamente cratera Cariri Crato de encantos mil.
Prefeito Samuel Araripe e Seu Vicelma como é conhecido na boca do povão,só faltou a pipoca

Pedro meu neto brincando de cinema e na tela um dos precursores do cinema em Crato
Professor Zé Nilton no escurinho do velho cinema romântico
Luiz Carlos Salatiel em leitura dramática do cinema mudo
E o idealizador da mostra Huberto Cabral
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Roberto Alagna - La Marseillaise

Une émotion énorme d'écouter La Marseillaise avec telle force...


Sou brasileira, meu coração mora no Crato," ao sopé da serra, entre os canaviais", mas é inegável a força expressa no Hino Nacional da França...


Ofereço aos meus pais: Hubert e Janine Bloc Boris e a Mamy Huguette, minha avó querida.

"O CINEMATÓGRAFO HEREJE' -REAPRESENTAÇÃO




I MOSTRA DE CINEMA E VIDEO DE CRATO


REAPRESENTAÇÃO :

DIA - SEXTA - FEIRA ( 17 DE JUNHO)

HORA- 19:00

LOCAL - CINE TEATRO MODERNO

IMPERDÍVEL !

Programação da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo - 15/06, Quarta-Feira

9h - Exibição de curtas:
- “Dona Ciça do Barro Cru”, de Jefferson de Albuquerque Jr. - 12’;
- “A ordem dos Penitentes”, de Petrus Cariry - 25’;
- “Também sou teu Povo”, de Franklin Lacerda - 15’;
- “Água, pra que te quero? ”, de Nívea Uchoa - 16’.

14h - Exibição de curtas:
- “Os Olhos da Chapada”, de Franciolli Luciano - 20’;
- “O Drama”, de Franklin Lacerda - 28’;
- “Dzu´nhurae, O Filho das Águas”, de Pachelly Jamacaru - 15’.

19h - Exibição de filmes:
- Curta “O Auto de Leidiana”, de Rosemberg Cariry - 26’;
- Longa “Fronteira das Almas”, de Hermano Penna - 90’.

Local: Cine-Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva – Calçadão da Rua José de Alencar, Centro, Crato.

ENTRADA FRANCA

Realização: Governo Municipal do Crato – Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude.

Apoio: Universidade Regional do Cariri (URCA), Instituto Cultural do Cariri (ICC), Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA), Bantim Produções, Blog do Crato e Revista Chapada do Araripe.

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO SONORIDADES (15/06/2011)

Abidoral Jamacaru: O Menestrel do Cariri

Abidoral Jamacaru, cantor e compositor natural do Crato, com mais de 40 anos de carreira, lançou seu primeiro disco há 23 anos, com o título de Avallon, apontado pelos críticos como um dos principais trabalhos da música popular cearense daquela década pouco produtiva. Depois, lançou mais dois discos: O Peixe, em 1998, e Bárbara, em 2009.

Remanescente da época dos lendários festivais regionais da canção, que ocorreram em Crato durante a década de 1970, Abidoral tentou uma carreira nacional, quando residiu no Rio de Janeiro, entre os finais dos anos 70 e início da década de 80. Neste período se relacionou musicalmente com compositores, músicos e letristas da MPB, como Jards Makalé, Lula Cortes, Hebert Viana e Xyco Chaves.

De volta ao Cariri, dedicou-se à composição, realização de shows e gravação de discos. Também, é professor de violão e ativista cultural na cidade do Crato.

O programa Cariri Encantado de hoje tocará somente músicas de sua exclusiva autoria (Lá de dentro, Pra ninar o Cariri, Canto de coco pra Azuleika e Asa Branca, No apogeu do sol etc) e fará uma entrevista ao vivo com este cantor/compositor que é considerado o Menestrel do Cariri.

Onde ouvir
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com.

VIDEO - Carlos Rafael Dias fala sobre a I Mostra Crato de Cinema e Vídeo




Durante toda esta semana o Blog do Crato e sites associados estarão apresentando diversas entrevistas com participantes da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo. Cineastas, organizadores, Autroridades e o próprio público estarão sendo entrevistadas por nossa equipe.

TV Chapada do Araripe
www.chapadadoararipe.com

terça-feira, 14 de junho de 2011

Quando digo que te amo... Roberto Carlos

Passou o dia dos namorados, passou o dia de Santo Antonio (casamenteiro), mas o amor continua no ar. O amor de todos nós, aquele que anda guardadinho às vezes dormindo, às vezes esperto...

Que me perdoem os que não gostam de Roberto Carlos, mas minha sintonia com esta música sempre foi forte, sabe-se lá os porquês... apenas gosto!

O ritmo convida a dançar, as palavras convidam a sonhar...

Divido esse sabor com vocês...



A "Lista de Schindler" - José Nilton Mariano Saraiva

Pobre, porém carismático, desenvolto, audacioso, envolvente e, essencialmente “bicão”, o empresário alemão Oskar Schindler tinha uma verdadeira obsessão (ou objetivo maior de vida): “juntar dinheiro, muito dinheiro”, a fim de usufruir os prazeres da vida. E a oportunidade perfeita para isso se lhe apresentou com a deflagração da Segunda Grande Guerra Mundial, quando, antevendo benefícios futuros, radicou-se na Polonia e, na base de “muita conversa e gentilezas mil”, ardilosamente aproximou-se dos principais líderes regionais do exército alemão e, traficando influência, conseguiu financiamento pra abrir uma “fábrica de panelas”, com mercado garantido pelos “novos amigos”, usando para tanto a mão de obra barata dos miseráveis judeus moradores do Gueto de Cracóvia.
Com o acirramento do confronto, o alto comando alemão em Berlim exacerbou em termos de violência, ordenando a execução sumária de todos os judeus que, a critério de cada ocupante de chefia, fossem considerados “não produtivos” (especialmente idosos, crianças e doentes de qualquer idade); na Polonia, muitos foram encaminhandos para uma espécie de “ante-sala da morte”, o campo de concentração de Plaszow (inclusive os empregados da fábrica de Schindler).
Valendo-se das amizades com os integrantes da cúpula alemã, Schindler mostrou-lhes a dificuldade que enfrentaria pra manter o negócio, do prejuízo que teria por falta de mão-de-obra “especializada”, e, especialmente, do iminente “fechamento da torneira” (cessação das propinas destinadas aos graduados alemães) em razão do “stop” no faturamento, findando por convencê-los a liberar os presos durante o dia; à noite, voltavam pra dormir no campo de concentração (uma espécie de regime semi-aberto, como o vigente hoje no Brasil pra certos “privilegiados”).
No entanto, as coisas ficaram ainda mais negras para os alemães quando os russos, tal qual um incontrolável rolo compressor, avançaram através dos territórios dominados pelos germânicos. A ordem de Berlim, então, foi desativar às pressas alguns dos campos de concentração (Plaszow estava na agenda), via eliminação incontinente dos seus moradores, livrando, como sempre, tão somente os fortes, que pudessem empreender uma longa travessia na neve, rumo a outras unidades mais afastadas, onde mais cedo ou mais tarde também seriam descartados.
E aí aflorou a “sensibilidade” do alemão Schindler. Testemunha ocular dos abusos e barbaridades perpetradas por seus conterrâneos contra aquela gente humilde e sofrida, à qual findara por se afeiçoar no convívio diário, “escancarou o cofre”, pegou até o último centavo da imensa fortuna que houvera amealhado (pra “usufruir os prazeres da ida”, lembremo-nos), corrompeu o “novo chefe alemão” de plantão e “comprou” a liberdade de cerca de mil e duzentas pessoas, devidamente relacionadas em diversas laudas de papel, naquela que posteriormente ficou mundialmente conhecida como a “lista de Schindler”.
Transportou-os para a sua cidade natal - Brinnlitz – onde “inventou” uma fábrica de “projéteis pra armas militares” (na realidade, apenas para mante-los ocupados, já que sem nenhum “know-how” na atividade); tanto que, em off, dizia claramente que se sentiria “terrivelmente frustrado se algum daqueles projéteis servisse pra matar alguém”.
Com o fim da Guerra e a vitória dos aliados, teve que fugir e acabou se livrando de ser preso em razão de portar um documento subscrito por aqueles 1.200 judeus que salvara, onde atestavam a grandiosidade do que ele havia feito.
Anos depois, após sua morte na Alemanha, o corpo do “alemão” Schindler foi transladado e enterrado em Jerusalem, onde ainda hoje é cultuado como um herói “israelense”.
Uma particularidade: certamente que visando estabelecer uma espécie de “simbiose” com a “negritude” que foi o aterrorizante período nazista, o filme de aproximadamente 3 horas de duração foi rodado em “preto-e-branco” e, só nos últimos 5/10 minutos, nas cenas em que alguns dos antigos componentes da “Lista de Schindler” (ainda vivos em Israel), prestam-lhe uma comovida homenagem, ao depositar um pequena pedaço de pedra sobre o seu mausoléu, na tela repentinamente afloram as cores, o colorido, a vida, enfim, como a anunciar que os tempos são outros.
Sem dúvida, um filme tocante, sensível, de balançar e mexer com a estrutura de qualquer ser humano.

Mario Quintana






Uma noite de Gala no Crato - Abertura da I Mostra Crato de Cinema e Vídeo - Por: Dihelson Mendonça


HOJE TEM MAIS! - COMPAREÇAM AO TEATRO SALVIANO SARAIVA !


Foi aberta na noite de ontem ( 13 ) com muito brilhantismo, no Teatro Municipal Salviano Saraiva, a I Mostra Crato de Cinema e Vídeo, evento idealizado pelo Jornalista Huberto Cabral, e realizado pelo Governo do Crato com o apoio da URCA e Cineastas do Cariri. O evento, que vai de 13 a 18 deste mês, contou na sua abertura, com a presença de cineastas cratenses renomados, como Jefferson Albuquerque, e Jackson Bantim, dentre outros, que vieram ao Crato especialmente para o evento.

A secretária de Cultura, Esporte e Juventude do município, Danielle Esmeraldo abriu a noite com um discurso ressaltando a importância do evento para a revitalização do cinema na cidade. Em seguida, o prefeito Samuel Araripe, lembrou das salas de cinema que já existiram no Crato, e ao final disse que é seu desejo que esse evento sirva para selar a volta do cinema, com a parceria do poder público. Em seguida foi feita uma leitura dramática sobre “Os Primórdios do Cinema no Crato”, por Luiz Carlos Salatiel e Kelvya Maia , e a entrega do Selo Cultural do Araripe – Troféu Vittorio di Maio ao cineasta Jackson Bantim, que é bisneto de Gonzaguinha, um dos precursores do cinema no Cariri; Logo após, houve a apresentaçao do filme D. Ciça do Barro Cru e a Avant-Premiére do tele-conto “O Cinematografo Herege”, de Jefferson de Albuquerque Jr, adaptado pelo médico e escritor José Flávio Vieira, que será apresentado pela TVC. O evento contou ainda com uma galeria de fotos de cartazes da época áurea do cinema, fotos de making off, e um coquetel aos presentes.

COBERTURA FOTOGRÁFICA

O Dia começou cedo, com a limpeza e preparação das máquinas, que seriam usadas para a decoração do ambiente. Na foto, o cineasta Jackson Bantim ( O Bola ).

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Em seguida, a preparação das fotos para uma galeria. Na foto, Jackson e Carlos Rafael.

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Que à noite ficou maravilhosa...

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Na foto abaixo, o prefeito Samuel Araripe em seu discurso de abertura

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Na foto abaixo, o idealizador do evento, o memorialista Huberto Cabral

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Na foto abaixo, o cineasta Jefferson Albuquerque

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O público presente no cine-teatro:

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Aí está o jornalista Antonio Vicelmo, e a Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo

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Leitura dramática do texto: “Os Primórdios do Cinema no Crato” - L.C Salatiel e Kelvya Maia

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A turma que fez, faz e pode fazer muito mais...

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça
O.B.S - Hoje, terça, tem mais! Compareçam ao teatro à partir de 19:00

Mostra comemora cinema no interior

Diário do Nordeste


Jackson Bantim exibe um projetor antigo, que já compôs os equipamentos dos velhos cinemas do interior . FOTO: ANTÔNIO VICELMO

Crato - Aberta ontem, neste Município, a I Mostra de Cinema e Vídeo, em comemoração aos 100 anos de implantação do primeiro cinema do interior do Ceará, o "Cinema Paraíso", que foi inaugurado no dia 3 de maio de 1911 pelo italiano Vittorio di Mayo. O evento é promovido pela Secretaria de Cultura do Município, em parceria com a Universidade Regional do Cariri (Urca), cineastas cratenses, e reúne mais de 30 trabalhos, dentre curtas e longas-metragens produzidos exclusivamente por cineastas do Crato ou que possuem ligações com a cidade.

A Mostra está sendo realizado no Teatro Municipal Salviano Saraiva. A entrada do Teatro foi decorada com dois projetores de filmes que pertenceram ao Cine Moderno, de propriedade do empresário Macário Monteiro, que será homenageado no evento. Na primeira noite, foi feita uma leitura dramática sobre "Os Primórdios do Cinema no Crato", entrega do Selo Cultural do Araripe - Troféu Vittorio di Maio; Avant-Premiére do tele-conto "O Cinematógrafo Herege", de Jefferson de Albuquerque Jr., ancorado num conto do médico José Flávio Vieira.

A partir de hoje serão apresentados os trabalhos de cineastas cratenses como "As Sete Almas Santas Vaqueiras", de Jackson Bantim; "Corisco e Dadá", de Rosemberg Cariry; "Sargento Getúlio," de Hermano Penna; que estarão lado a lado com o cinema produzido pela nova geração, como "Caldeirão do Beato Zé Lourenço", de Catulo Teles e Franciolli Luciano; "Também sou teu Povo," de Franklin Lacerda e Orlando Pereira, e "Cerca", do cineasta Glauco Vieira, além de vários outros.

O médico José Flávio Vieira espera que o evento contribua para revitalizar os velhos cinemas que foram desativados. Ele acrescenta que o próprio Teatro do Crato pode ser adaptado para as exibições de filmes.

O músico e fotógrafo Dihelson Mendonça recorda que, quando inauguração do primeiro cinema do Cariri, já circulavam pelas suas ruas alguns exibidores ambulantes, utilizando-se de um aparelho conhecido como Bioscópio e da Lanterna Mágica, com discos e placas de vidro com gravações de imagens. Esses equipamentos garantiam a atração no interior.

Antônio Vicelmo
Repórter

Programação da 1ª Mostra Crato de Cinema e Vídeo - Dia 14/06, Terça-feira

19h - Exibição do curta “As Sete Almas Santas Vaqueiras”, de Jackson Bantim - 30’

Exibição do Longa “Ave Poesia”, de Rosemberg Cariry” - 82’

Local: Cine-Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva – Calçadão, Centro, Crato

ENTRADA FRANCA

Promoção: Governo Municipal do Crato – Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude

Apoio: Universidade Regional do Cariri - URCA, Instituto Cultural do Cariri - ICC, Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e Jackson Bantim Produções Artísticas

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Exercício Aeróbico - Por José do Vale Pinheiro Feitosa

rNão deu. Mas poderia. Entre dar e não dar os olhos afiados dele eram dardos que dão feridas. Mas ele dá flores para esconder os espinhos que picam agora, para tempos depois relembrar todas as mágoas de um remoto tempo qualquer.

Ela nem compreendeu o humor da frustrada aerobiose. Uma morena linda, da cintura com desejo de abraço, nem se fala do que logo abaixo ou acima se endoidece. Passou rápido num exercício de aperfeiçoar o corpo ainda mais; como se fosse possível.

Falava do exercício aerobiótico carregando todo o ar que o ambiente tinha. Ao lado segui-lhe o companheiro. Um sujeito alto, com excesso de tecido adiposo, roliço de cima a baixo. Ela falava e ele nem balançava a cabeça para confirmar todo aquele exercício.

A cada palavra de estímulo ao esforço, mais suores esguichavam dos poros dele. E o exercício tem um efeito colateral opositivo: tanto pode abrir o sorriso quanto enevoar o cenho. Ela era uma gazela querendo mais, ele um elefante em busca de uma poça de água naquele deserto de preguiça.

Ela tentava aumentar o ritmo e ele mais se irritava. Primeiro não comentava nada do que ela, com entusiasmo, pregava e como continuasse, ele começava a soprar com as bochechas flácidas a gerar um barulho de fole na forja do metal.

Até que ela percebeu o ritmo dele diminuindo. Prestou atenção na face e ele era todo desagrado. Percebeu o desencontro dos dois e ficou amuada. Calou-se, diminuiu o ritmo dos passos para acompanhá-lo e a excitação de músculo passou para um diálogo interno sobre tudo o mais que se passava a redor.

Foi aí que uma senhora, aparentando uns noventa anos passou célere por eles e se afastou num ritmo de exercício de fazer inveja. Quase que ela acelera involuntariamente, mas teve que suportar a frustração de acompanhar o companheiro.

De repente viu um homem de sunga, quase fio dental, num mar de obesidade, com sandálias japonesas no duro calçadão de pedras portuguesas. Nem deste conseguiram diminuir a distância. Num ritmo de causar irritação o homem de sunga se mantinha à mesma distância. Como ela desejava que ele sumisse nalguma transversal da praia.

No limite da renúncia ao seu exercício aeróbico ela viu uma criança de cinco anos, empurrando o seu carrinho e a babá ao lado, ultrapassar os dois e lentamente se afastarem. Foi aí que tudo desabou: ela sentou-se na borda do calçadão num choro convulsivo.

O companheiro não entendeu nada. E ela vertendo em lágrimas a aerobiose do frustro exercício.

DO FUNDO DO BAÚ


Fernando Lins e Edilma Rocha
De volta ao tempo...

"Complexo de vira-lata" - José Nilton Mariano Saraiva

Versatilidade era com ele mesmo. Nordestino de Pernambuco, mas radicado no Rio de Janeiro desde a mais tenra idade, o autodidata Nelson Rodrigues, um dos nossos consagrados escritores (e teatrólogo de mão cheia), também prestava sua competente colaboração à crônica esportiva tupiniquim, a partir da sua concorrida coluna diária, reproduzida em diversos jornais Brasil afora.
Torcedor declarado e apaixonado do Fluminense (o famoso carioca “tricolor das laranjeiras”), ainda assim Nelson Rodrigues procurava ser o mais imparcial possível em suas memoráveis análises e na didática exteriorização dos posicionamentos, não se furtando de colocar nas alturas ou dá o devido crédito a um Vasco, Botafogo, São Paulo, Santos, Cruzeiro e outros, quando faziam por merecer. Na análise individual dos times, então, os chamados jogadores “fora-de-série” (Ademir, Garrincha, Zizinho, Pelé, Tostão, Gérson, Nilton Santos e outros) mereceram crônicas épicas, marcantes, definitivas, imortais, até.
No entanto, um pequeno detalhe o importunava, o deixava por demais pessimista, cabreiro e, até, um tanto quanto descrente: a explosiva e latente instabilidade emocional que se apossava dos nossos principais atletas, ou a recorrente metamorfose que os acometia, quando, convocados a defender a Seleção Brasileira, tinham que se defrontar com os “branquelos galalaus europeus”, também conhecidos por “cinturas-duras”, tal a falta de habilidade para tratar a bola (aqui ou lá fora, em Copas do Mundo, ou não). Era uma tremedeira generalizada, uma basbaquice sem tamanho, uma “defecada” coletiva, um colossal e invulgar acovardamento. Parecia até que o brasileiro não passava de um desclassificado qualquer, um ser humano de quinta categoria, um crônico derrotado de primeira hora. E foi buscando retratar tudo isso que, frasista de primeira hora, ainda que a contragosto Nelson Rodrigues chegou à conclusão nada agradável, ao diagnóstico por demais cáustico, ao humilhante vaticínio de que o jogador brasileiro se deixava possuir, em tais ocasiões, por um incompreensível “complexo de vira-lata”.
Se tão pejorativa denominação repercutiu ou não no íntimo de cada um (teriam mesmo “tutano” pra absorver e decifrar tal conceito ???), só uma espécie de tese sócio-antropológica pra efetivamente comprovar. Fato é que, depois daí, depois das muitas decepções patrocinadas aqui e alhures, depois dos seguidos fracassos pelos campos de futebol mundo afora, deu-se como que uma espécie de “estalo”, uma bem-vinda “ressurreição” do futebol do Brasil, culminando com a conquista do título de “Campeão Mundial”, lá na longínqua e siberiana Suécia (em 1958), quando Pelé e, principalmente Garrincha, assustaram os “branquelos” e emudeceram o mundo. Repetimos a dose em gramados do sul-americano Chile (em 1962), no apogeu de Garrincha (já que Pelé, lesionado, não participou). Mas fracassamos humilhantemente na Inglaterra (em 1966), em razão das brigas políticas internas dos dirigentes de então (já aí, os jogadores brasileiros começaram a ser vistos com outros olhos no “velho continente”, a ponto de aqueles que mais se destacassem serem adquiridos por times de lá). No México (em 1970), com a paz restabelecida, formamos um imbatível time e conquistamos, em definitivo, o cobiçado troféu Jules Rimet (Copa do Mundo).
A partir daí, todo mundo sabe da história, de cór e salteado: a televisão literalmente “entrou em campo”, dedicando um valioso espaço (e, principalmente, transmitindo as partidas “ao vivo”, formando uma legião de novos admiradores), providenciando patrocinadores/anunciantes de peso, profissionalizando de vez o ambiente, e transformando o futebol numa milionária fonte de recursos e prestígio (basta dizer que a FIFA, associação gestora do esporte, hoje tem mais associados que a própria ONU).
Nossos jogadores começaram a ser vistos com outros olhos no “velho continente”, estabeleceu-se a convicção de que se tratavam de verdadeiros “artistas” no trato da bola e, assim, abriu-se um mercado por demais atraente e promissor e o futebol virou a coqueluche que é hoje.
Mas, como uma mesma moeda sempre nos apresenta duas faces distintas, aqui a policitagem suja não tardou a aparecer: interesses escusos “pintaram no pedaço” (dirigentes que ao assumirem nada tinham, saíam milionários ao final de cada mandato); a mediocridade fez moradia (como entender como um jogador (???) horroroso como um tal “Valdir Papel” tenha tido oportunidade de envergar a gloriosa jaqueta do Vasco da Gama ???); eclodiram escândalos monumentais (as eleições da FIFA tornaram-se um rentável balcão de negócios de mão dupla: pra eleitores e eleitos); a pilantragem e o mau-caratismo deram o ar de sua graça (Eurico Miranda, no Vasco, que o diga); jogadores, mesmo os “pernas-de-pau”, passaram a faturar valores astronômicos e fora da realidade do país, resultando numa corrida desenfreada em busca do “novo eldorado”; e, enfim, estabeleceram-se de vez os empresário-aproveitadores (um verdadeiro exército de mafiosos espertalhões), resultando em muita gente ficar podre de rica às custas do futebol.
Alfim, e pra encurtar a história, apesar disso tudo faturamos o título em mais duas oportunidades (Estados Unidos, 1994 e Japão, 2002) e muito, mas muito mais importante: mandamos para o espaço sideral, remetemos ao cafundó-dos-infernos e implodimos de vez e definitivamente com o tal “complexo de vira-lata”, já que hoje respeitados em todo o mundo como os “reis do futebol”.
Mas aí já é outra história.

ATELIÊ ARTESSETRA COMUNICA:

Aviso ao amigos leitoes e escritores do Cariricaturas que o Ateliê Artessetra, artes indo e vindo para você, por Jacques Boris, esta funcionando com sua nova sede no Parque Grangeiro na Av. Pedro Felício Cavalcante Nº 2274 - Crato-Ce.
 
Aproveito esta oportunidade para mostrar o meu último trabalho, uma mesa em mosaico com o motivo da nossa cultura popular da xilogravura. 
 
Mesa com motivo de xilografia - (vista parcial do novo ateliê)
Vista do tampo da mesa.
Tampo da mesa - detalhes
 
Detalhe 1 - Padre Cícero
Detalhe 2 - Violeiros
Detalhe 3 - Carregador de cana
Detalhe 4 - Mulheres no pilão
Trabalhamos também com esculturas vazadas em MDF como rosas,mandalas,silhuetas,logomarcas,fotos etc. Se você não pode ir ao Ateliê Artessetra ele vai até você, ligue (88) 8821 3731 / 9991 5770


Este convite é para VOCÊ!!!

Jacques Boris

domingo, 12 de junho de 2011

Retirado do Blog do Crato


Lançado MOVIMENTO PELA DIVERSIDADE MUSICAL E CONTRA O MONOPÓLIO DO FORRÓ DE PLÁSTICO NO RÁDIO - Por: Dihelson Mendonça


Junte-se a nós. Viva todos os Estilos musicais !


ROCK, SAMBA, FUNK, POP, MPB, REGGAE, SALSA, INSTRUMENTAL, JAZZ, CLÁSSICOS, BAIÃO, XOTE, FREVO, MARACATU...pra você que está sufocado por tanta besteira e mesmice no Rádio Caririense!

Somente com a união de todas as pessoas que gostam da música de qualidade no Brasil, conseguiremos vencer o "Cartel da Mídia" que mantém o monopólio do forró de plástico 24 horas por dia nas estações de rádio. Estou recrutando cada pessoa de bom gosto musical, cada cidadão que odeia a baixaria representada pelas bandas de forró; Cada um que curte outros estilos, para que juntos formemos uma frente, um movimento organizado que estou denominando inicialmente de "Movimento Pela Diversidade Musical na Mídia" para as estações de rádio possam voltar a tocar estilos variados de música, rompendo esse monopólio de porcarias estabelecido. Como sabemos, o percentual de pessoas que apreciam música de qualidade é muito superior aos que gostam de música ruim, mas somente a música ruim tem espaço no Rádio, porque um grupo econômico criou e mantém há 2 décadas uma estrutura perversa que visa apenas ganhar dinheiro fácil às custas da massificação.

A ESTRUTURA DO SISTEMA

Ao contrário do que muitos pensam, o monopólio do forró de plástico na mídia não é um elemento passivo. Não caiu no gosto do povo por mero acaso. É fruto de uma estrutura cuidadosamente planejada nos anos 90 por um grupo de empresários visando o ganho de dinheiro fácil dos incautos pela exploração e pela massificação. O objetivo primordial deles é manter o forró de plástico ativo 24Hs no Rádio, impedindo outros estilos musicias e garantindo público nos eventos:


O sistema é formado basicamente por 3 elementos que trabalham de forma organizada e sincronizada:

01 - Proprietários de bandas de forró de plástico ( gravadoras ) - A coisa toda é feita visando a exploração da baixaria, da vulgaridade, do estímulo ao alcoolismo e da prostituição, com letras pobres que apelam para os instintos primitivos enquanto se investe no visual, tornando a música um fator secundário. Arte não existe. Abusa-se do mau-gosto, e garantem-se espaços nas estações de rádio com uma estrutura paga, via satélite. Como uma droga de efeito imediato e que não se mantém, é que nem mesmo aqueles que gostam desse estilo aguentam ouvir a mesma música por muito tempo. O sucesso é passageiro, como o efeito de qualquer outra droga. O lucro não é obtido na venda de CDs, que são vendidos nas lojas por um valor simbólico e são muitas vezes doados em esquinas como promoção para arrebanhar público para os shows. Usam as gravadoras apenas como elemento de produção, sendo que o lucro real vem da venda de ingressos nos shows. A tática é oposta ao modelo vigente nas grandes gravadoras do país, onde lança-se o artista para vender o produto. Aqui, a gravadora serve apenas para reforçar e amparar o sucesso. A música pode até ser gravada ao vivo, no próprio show, pois descobriu-se que o público alvo não tem intelecto suficiente para distinguir a qualidade da gravação. O objetivo é promover a participação do público, sobretudo gritando nomes de determinadas pessoas nos shows, que levarão os CDs para tocar para os amigos. Na maioria dos casos, uma mesma música é gravada por várias bandas ao mesmo tempo.

02 - Estações de Rádio - Em conluio $$$$$ com as bandas de forró de plástico para massificar a população, elas é quem preparam o GADO ( público ) para as vendas dos ingressos nos eventos garantindo a publicidade antecipada, a fim de levar a massa como gado ao matadouro ( shows ) como se fossem Zumbis. A música, segundo eles, não deve ser artigo para pensar. Pensar, Dói ! - Música seria como qualquer droga, como CRACK e COCAÍNA: Apenas para a diversão fugaz, de fácil apelo, e em associação ao movimento corporal e à sensualidade. O Rádio une-se às bandas de forró para divulgar somente o material fornecido pelos proprietários, minimizando ou vetando quaisquer outras formas musicais, garantindo assim o monopólio e a massificação e preparando o povo para o principal: a venda de ingressos em shows.

03 - Proprietários de Casas de Shows - Aqui é onde realmente desemboca o grande filão do dinheiro. Visando lucro fácil, entram na jogada, abrindo os espaços para o material que já foi divulgado e massificado por meses nas estações de Rádio e em acordo com as bandas de forró. Em época de eventos, as bandas que irão participar se intensificam nas estações de rádio, tocando principalmente as que participarão, e retirando as que não irão participar, tudo preparado cuidadosamente com meses de antecedência e garantindo a participação da massa, que estará preparada a tempo para o dia do shows. Todos lucram no negócio milionário.

RECLAMAR ADIANTA ?

01 - Desde que o forró de plástico ( como é conhecido atualmente o chamdo "forró putaria", desde a intervenção do músico Chico Cesar ) nossa tática de reclamar não tem sequer arranhado a estrutura dos organizadores de eventos, e muito menos sensibilizado qualquer dos 3 pilares do cartel da mídia, que estão agarrados ao OSSO, mas estas reclamações, por outro lado, tem feito surgir muitas bocas indignadas no seio da sociedade ( inclusive crônicas famosas, como a do Ariano Suassuna ). As inúmeras reclamações trouxeram de volta pessoas que gostam da boa música e estavam esquecidas, impotentes frente ao descaso, e foi por essas reclamações que descobrimos outros que pensam iguais a nós, que estão vendo a arte e a cultura irem para o ralo. Portanto, reclamar é bom, sempre foi bom e sempre será uma grande arma nesse movimento.

02 - A nossa estratégia de começar a ganhar os meios de comunicação tem dado certo. Diversos artistas do nordeste, e principalmente do interior do Ceará, além de formadores de opinião se reuniram e foram às estações de rádio tocar aquilo que já não mais se ouvia. Apesar do curto espaço de tempo, estamos reunindo, congregando as pessoas que gostam de outros estilos musicais, e posso dizer pelo que vejo e tenho ouvido, que a quantidade de pessoas que gostam de boa música é maior do que os que gostam de porcaria, só que eles não se manifestam tanto quanto aqueles. Os shows dos bons artistas estão gradualmente retornando, e tem tido casa lotada, prova do retorno da boa música e do funcionamento do Marketing.

03 - Mesmo em Fortaleza, o reduto do Forró de Plástico, é unanimidade que lá esse forró decadente já diminuiu e alguns apostam até que está morrendo. Ainda bem!

O NOSSO MOVIMENTO:

Minha idéia é unir todas as pessoas que gostam de música de qualidade num grande e permanente movimento em direção às artes e à cultura, a fim de quebrar o monopólio de um só estilo de música no Rádio, garantindo a diversidadeartística e cultural. Temos andado muito dispersos nos últimos anos. O inimigo se aproveitou disso e tomou conta dos meios de comunicação. Permitimos literalmente que a raposa invadisse o galinheiro, enquanto ficamos apenas olhando sem nada fazer. Nosso movimento precisa ser direcionado no sentido de ocupar os espaços novamente, dos meios de comunicação em escala Regional, Estadual e Nacional.

Esse movimento organizado, que une todas as mídias de que temos acesso, terá por meta a união de todas as pessoas de bom gosto numa imensa "Corrente do Bem", que fará cada vez mais pressão no sentido de garantir espaços de diversidade na mídia, e consequentemente, formar mais platéia e bom gosto. O nosso público é grande, só está disperso. É preciso reunir essas pessoas dos 4 cantos. A nossa força estará nessa união. Será um movimento lento, porém gradativo e permanente, que espero contar com todos aqueles que não mais aguentam tanta decadência cultural, que não aguentam mais tanta porcaria no Rádio, e que desejam ouvir novamente MÚSICA DE VERDADE. Lançamos hoje a pedra fundamental desse movimento de resgate aos grandes valores; Não apenas musicais, pois a música decadente é fruto de uma sociedade em decadência. Por isso, é preciso investir nos grandes valores que formam o ser humano, que se baseiam sobretudo, na educação, que é o grande pilar da sociedade. Que possamos unir nossas forças, e todos os recursos disponíveis no sentido de cultivarmos o melhor do ser humano, e com certeza, todo o bem virá por consequência.

Una-se a este movimento. Em breve, o lançamento do site oficial. Enquanto isso, quem quiser participar, pode me adicionar no Facebook, twitter, ou outros websites para trocarmos idéias e estratégias para o combate ao monopólio da mídia:

www.facebook.com/dihelson
www.blogdocrato.com
www.chapadadoararipe.com
www.radiochapadadoararipe.com
www.culturanocariri.com
www.cariricult.blogspot.com
www.cariricaturas.blogspot.com
www.redeblogsdoceara.blogspot.com

VIVA A DIVERSIDADE MUSICAL. ABAIXO O MONOPÓLIO !

Abraços,

Dihelson Mendonça
Músico - Compositor, Pianista, Fotógrafo, Escritor.

Homenagem: Dilma elogia ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em seus 80 anos (postado por Armando Rafael)



SÃO PAULO - Em carta publicada no site que presta homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff destacou não só a trajetória política do tucano como creditou a ele o "plano duradouro" no combate a hiperinflação. Sem poupar elogios, Dilma ainda destacou a atuação de FHC na consolidação da estabilidade econômica, assim como seu espírito público e a habilidade para fazer política.

"Em seus 80 anos há muitas características do senhor Fernando Henrique Cardoso a homenagear. O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica. Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje", diz trecho da carta, publicada no site www.fhc80anos.com.br em meio a outras mensagens assinadas por políticos, empresários, artistas e amigos de Fernando Henrique.


Ainda na carta, a presidente assinala a disposição de Fernando Henrique para tratar questões com base no diálogo.

"Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato", diz ela, ainda destacando o papel de FH na história política nacional.
"Fernando Henrique foi o primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito".
Mesmo com a ressalva de que tem opinião diferente da do ex-presidente, Dilma diz que a discussão entre os dois sempre se deu no campo respeitoso das ideias.
"Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de ideias. Querido presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!"., escreveu ela, em homenagem aos 80 anos do tucano.

POEMA JUNTINHO - por Ulisses Germano


euteamotanto
queseriaincapaz
dedizerotantoquanto
possoamaraindamais 

Ulisses Germano


12 de Junho dia dos Namorados - Paulo Viana

Românticas - Paulo Viana

Antes da tua aventura onírica
Entre a vigília e o sono
Sorrir, por essa ironia
Porque és tão real 
No mundo da fantasia
Porque as palavras te buscam
Se já és a poesia
Como podes estar tão perto
Se tudo te distancia

Não temos uma música
Daquelas que marcam momentos
Mas vejo melodia em teu sorriso
Ritmo em tuas palavras
E harmonia em teu olhar
Portanto, és tu a própria canção
Não conheço tua voz
Mas escuto teu silêncio

O sol das tuas manhãs
Este mesmo sol que me aquece
Beija em teu rosto as maçãs
Depois em luz me oferece

Tuas mensagens são chuva
Do céu transcendente onde habitas
Brandas gotas, pequeninas estrelas
Fertilizando minhas emoções

Ermano Morais:Coimbra Conheceu a Autenticidade do Forró Blues-Wilson Bernardo.

Ermano Morais é um dos grandes compositores e músicos do Cariri,que faz com certeza um forró diferenciado e inteligente,ao qual o que não é de plástico e nem enlatados,mas pé de de curulepos dos caboclos da chapada do Araripe.Com influencias de mestres como seu Lula Gonzaga,Anicetos,Jackson do Pandeiro e Cartola.Ermano reinventa um forró com misturas de bossa e sons tribais Cariri,instituindo a salvação do prematuro forró tão assassinado pela mídia cafajeste.Portugal teve a satisfação de ver e ouvir uma mistura de poesia matreira e musica autentica de belas composições.
Meruoca é a próxima estação
A luta de um Guerreiro em busca de reconhecimento
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Poesia para o Dia dos Namorados


                  
             
 POEMA DE AMOR

Tomei o coração na mão
como uma maçã
e cravei os dentes vermelhos.
Estava em êxtase,
transverberado,
com toda a poesia do mundo
escorrendo
dos beiços, cantando na língua.

Eu a beijei com sofreguidão,
como uma bicicleta.
Ela floresceu dentro de mim,
com tanto perfume
quanto um jasmineiro à noite.
Mas era apenas
a poesia
como um cavalo domado sob os lençóis.


CAVALGADA

Os seus olhos são como pombas brancas
ou dois canários dourados
tomando banho à beira d’água.

Você voa em busca do ninho.

Depois, o seu peito pulsa e o meu peito pulsa,
e nós ofegamos, eu montado a cavalo
e você, a minha potranca.

Nós nos amamos.
Relinchamos felizes.


O NINHO

Agasalhei o meu corpo
como um ninho
com os ovos do desejo.



12 de Junho dia dos Namorados

Volte Amanhã - Eliana de Lima
Ah! meu amor.....quando você vai embora
A solidão me sufoca.....e eu começo a chorar
sei que você.....tem que seguir seu destino
Não se preocupe comigo.....a vida é mesmo assim
Eu sinto o teu cheiro que ficou em mim
E morro de saudade dos carinhos teus
Volte amanhã.....eu quero você de novo
Preciso sentir o teu corpo
Você me faz feliz
Dedicada a todos os casais de Namorados