Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Gaby e o Olhar







De repente "O Olhar", espaço cultural da cidade , fechou as suas portas ... Não foi substituído, como não foi substituído o "Flor do pequi", nem "O Navegarte".
Dia de sexta-feira , pra onde vai a moçada ?
E os casais , os grupos de amigos ?
Vocês não acham que poucas são as alternativas ?
Estamos construindo o hábito de gerar encontros , nas nossas casas. Sem dúvidas uma grande, e quase única saída ! O que não podemos deixar acontecer é o distanciamento social entre tribos, afins, pessoas que teem tanto pra trocar , em termos afetivos e culturais.
Hora do recreio, do entretenimento , de rir e brincar juntos... Cadê o lugar ?
Saudades do "OLHAR"!
E olha, que nem costumava passar noitadas por lá ... Mas faz falta !
As oficinas de pintura, desenho, escultura; aulas de dança e capoeira; festas do vinil; shows musicais, e diversos eventos artísticos /culturais...Tudo interrompido!
Acabou o que era bom e doce !

Fotos do acervo de Gabriella Federico

Mãe- Colaboração de Walda de Farias

MÃE

Mãe não entende se você não come tudo que está no prato.
Mãe não aceita desculpas do tipo 'Se os outros podem, por que eu não posso?'.
Mãe responde: 'Os outros não são meus filhos'.
*****
Mãe adora ouvir o barulho da fechadura quando o filho chega.
Mãe tem cheiro de banho, tem cheiro de bolo, tem cheiro de casa limpa.
*****
Mãe fica assustada quando vê o caso daquela modelo que morreu de anorexia:
'Eu já falei pra você comer tudo!'
Mãe fica assustada quando lê notícia de assalto.
Mãe fica assustada quando lê notícia de acidente.
Mãe fica assustada quando lê notícia de briga.
Mãe fica assustada quando lê notícia.
Mãe fica assustada.
*****
Mãe não está nem aí para o que os outros pensam.
Mãe foge com o filho para o Egito, montada num burrico.
Mãe tem sonho.
Mãe tem pressentimento.
Mãe tem sexto sentido – e sétimo, oitavo, nono, décimo.
Mãe não faz sentido (para quem não é mãe).
*****
Mãe chora ao pé da cruz.
Mãe chora em rebelião.
Mãe chora se o filho é messias ou bandido.
Mãe acredita.
Mãe não pode ser testemunha no tribunal.
Mãe é café com leite.
Café com leite, pão com manteiga, biscoito, bolacha de água e sal, banana cozida.
E ainda faz você levar um pedaço de bolo pra casa.
*****
Mãe só tem uma, mas é tudo igual.
Mãe espera o telefone tocar.
Mãe espera a campainha tocar.
Mãe espera o resultado do vestibular.
Mãe espera o carteiro.
Mãe moderna espera e-mail.
Mas espera.
Mãe sempre espera.
*****
Mãe ama.
Assim, verbo intransitivo, como queria Mário de Andrade.
Porque, se é mãe, já se sabe o que ela ama.
A culpa é da mãe, dizem os freudianos superficiais.
Os verdadeiros freudianos sabem que, sem mãe, nada feito.
*****
Uma amiga costuma dizer: 'Pai é palhaço, mãe é de aço'.
A frase é interessante, porque o aço é uma liga de ferro e carbono.
Ferro é o símbolo da força; carbono é o elemento presente em todos os organismos vivos.
A mãe constitui a liga entre a fragilidade e a força do indivíduo.
Não há algo mais vulnerável e mais sólido que a maternidade.
Mãe é de aço.
*****
A esta altura, você deve estar perguntando:
'Mas por que esse cara está falando tanto de mãe?'
A verdade é que eu não sei.
Talvez seja porque a palavra mãe não tenha equivalente.
Já notaram? Mãe só rima com mãe.

( sem autoria conhecida )

Por Gabriella Federico

Pensamentos da Gabí.

1- A imperfeição é a semente da criatividade.
2-A eternidade dura um instante , o resto não conta.
3- O amor não tem idade.
4- Na vida? Tudo é possível!
5- Deixe a vida te surpreender.
6-Encontrar um grande amor, é o que importa, ter a coragem de vivê-lo é outra hsitória.
7- O erro é o início da perfeição.
8- O defeito é a diferença que dá a saudade.
9- A diferença é o sal da vida.
10- Perdoar o mais rápido possível, faz bem a saúde.
11- Quem não dá nada de si, é porque nda tem.
12- Um Grito pode ofender, mas uma palavra baixinho, pode até matar.
13- Preste atenção ! Quem grita numa briga é o mais indefeso; é espontâneo e está atraindo a atenção sobre si, no fundo é um pedido de ajuda, enquanto o outro pode atacar em silêncio a qualquer momento.
14- Fazer o bem, faz bem na hora e no final. Fazer o mal faz mal depois de um tempo.
15- Os orientais tem mais tempo de experiência, eles sabem que aprender a não pensar é a única forma de corrigir o pensamento.
16- Por que a humanidade cuida tanto das coisas que constrói se sabe que são as únicas que desmancham, e que não pode levar no final?
17- A vida é assim, tudo acaba, por que não repetir?
18- Perdoe a sinceridade e afaste a mentira.
19- Como um verdadeiro perfeccionista pode dar o melhor de si em mais de uma coisa?
20- Fazer sem amor, melhor não fazer nada.
21- Depois de ter criticado algúem, verefique se a crítica corresponde a vc mesmo.
22- Quem não quer colaborar, se cale, e pronto.
23- Se desconhece os fatos não dê juízo, poderá prejudicar a si mesmo.
24- Contar os fatos alheios, só pode quem tem responsabilidade e enxerga as consequências. Melhor não contar pra ter certeza.
25- Amar demais, não é amor.
26- Ninguém e nada nos pertence.
27- Se cuide de quem 'diz' que é seu amigo, talvez queira que vc se distraia.
28- Uma pessoa pode ter tido sempre um comportamento de retitude e por um banal erro perder a oportunidade de uma vida. Junto com outros que não tinham nenhuma culpa.
29- Só a força do amor, mesmo que dure pouco pode fazer milagres. Curar doenças, alcançar objetivos, criar energias e fazer mágicas.
30- O entusiasmo tem que ser limitado, mas não pode faltar.
31- Não ter opiniões, às vezes é uma boa opção.
32- Às vezes se aprende mais das crianças do que dos adultos.
33- Não jogue lixo no chão, sempre terá limpeza para fazer, os garis continuarão trabalhando e os insetos e as doenças ficarão longe.
34- Errou? Não esqueça de pedir desculpa.
35- Um Pouco menos que maluco é apaixonado.
36- Se alguém descobrir o seu erro e o criticar, não se defenda, o seu enteresse é descobrir se estava certo, para quem o criticou não vai fazer a menor diferença.
37- Se encontrar alguém que tem qualidade, entre em acordo para desfrutá-las antes de encontrar defeitos.
38- É difícil encontrar alguém que saiba reconhecer talentos.
39- Deus deu o talento para alguns para colaborar com ele a ajudar os outros.
40- Muito bom é ficar por perto de quem tem grandes talentos, esses são poucos.
41- Quem é que acha bom viver segundo as regras dos outros?
42- Se vc não acha bom, por que faz?

"Se tem algo errado, aquele que tem poder de agir, tem toda a responsabilidade." Trecho da Declaração da Independência da América

Canção em Segredo - Lya Luft

Dentro desta mulher
um anjo menino
brinca de ciranda na calçada
e tem fome de futuro.
Dentro desta mulher
uma criança se debruça na janela
vendo chegar o amor
e se julga imortal.

Dentro desta mulher
uma guerreira constrói sua vida
depois de parir filhos para o mundo.
Dentro desta mulher
outra mulher enterra o seu amor perdido
e mesmo assim espera.

(Dentro desta mulher
o mistério das coisas
finge dormir.)

Lya Luft

Estética Bucal

Tenho um sorriso de ogro:
sumiu um dente da frente
gasto por tantos sonhos.

Outro suspenso amarelo
encostado a uma presa.

Vejo agora claramente
o pântano sombrio.

Natural, então,
as madames fugirem trêmulas
as ninfas se mijem de medo.

Tenho um sorriso
Corcunda Notre Dame.

Minha alma envergonhada.
Nem o vento do Himalaia
consegue abrir a janela.

Ó sorriso sinistro.
Tosco.

E o poeta escova
todos os dias:

manhã (ao cantarem os galos),
após as refeições, antes de dormir.

Mesmo assim,
nem lúcifer suporta
meu riso medonho.

Recorro aos caridosos espíritos
que me abrigam debaixo das asas:

"meu caro, tens 44.
Trata dos teus dentes de asno..."

"E meu hálito?" (interrogo aflito)

"Pétalas!" (gracejam)

COMPOSITORES DO BRASIL


Chorinhos e Chorões

Por Zé Nilton

Segundo o eminente pesquisador da Música Popular Brasileira, José Ramos Tinhorão, no seu livro Pequena História da Música Popular (da modinha à canção de protesto), Petrópolis, Editora Vozes, 1975, o chorinho nasce da polca, gênero muito cultivado a partir do final da primeira metade do Século XIX.

O choro não aparece logo como gênero, mas como “uma forma de tocar” estilizada por músicos populares do Rio antigo.

Do violão, os músicos tiravam tons usando as cordas mais graves, os bordões, que passaram a marcar a música tal qual um baixo, daí a expressão “baixaria” para este tipo de modulação.

“Pois seriam esses esquemas modulatórios, partindo do bordão para decaírem quase sempre rolando pelos sons graves, em tom plangente, os responsáveis pela impressão de melancolia que acabaria conferindo o nome de “choro” a tal maneira de tocar, e a designação de “chorões” aos músicos de tais conjuntos, por extensão.”

Do cavaquinho, saia o saltitante contracanto e a marcação rítmica, quando não o solo choroso que, com o advento da flauta, na segunda metade do Século XIX, estava assim formada a base musical do choro. O pandeiro entra bem depois, quando o violão perde o sentido da marcação e o samba batucado exige a percussão como acompanhamento rítmico.

Tinhorão, como bom marxista, releva esta expressão da nossa música como nascida no seio da baixa classe média do Segundo Império e da Primeira República.

Ele diz que “esta afirmação pode ser comprovada com o simples levantamento das profissões de 300 músicos, cantores, compositores, mestres de bandas e boêmios ligados a grupos de choros, referido pelo carteiro carioca Alexandre Gonçalves Pinto em seu livro de memórias intitulado “O Choro, Reminiscências dos chorões antigos”, publicado em 1936”.

Eu tenho este livro numa reedição do MEC/FUNARTE, de 1978. Uma curiosidade: o autor, Alexandre Gonçalves Pinto convida “o maior cantor e poeta de todos os tempos”, Catulo da Paixão Cearense, para prefaciar sua obra. Este se desculpa e não aceita tal empreitada pelos infindáveis erros gramaticais de toda a sorte encontrados nos originais. Mas aí já é outra história...

Em comemoração ao Dia do Choro, ocorrido em 23de abril pp. que coincide com o dia de S. Jorge, vamos apresentar um pouco da história do choro e tocar algumas de suas mais antigas/novas músicas desse gênero, no Programa Compositores do Brasil desta quinta.

Na sequencia:

Odeon, de Ernesto Nazaré, com Fernanda Takai
Corta Jaca ou “Gaúcho”, de Chiquinha Gonzaga, com Altamiro Carrilho.
Brasileirinho, de Waldir Azevedo, com Baby Consuelo
Um chorinho, de Chico Buarque, com Chico Buarque
Choros No. 1, de Heitor Villa-Lobos, com Turíbio Santos
Ingênuo, de Pixinguinha e Benedicto Lacerda, com Regional de Evandro
João Gilberto (raridade) – Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barros, com João Gilberto
Noites Cariocas, de Jacó do Bandolim, com Jacob do Bandolim
Pedacinhos do Céu, de Jacob do Bandolim, com Ademilde Fonseca
Tico-tico no Fubá, de Zequinha de Abreu, com Roberta Sá
Chorinho nervoso pro Hermeto Pascoal, de Sivuca, com Sivuca
Tua imagem, de Canhoto da Paraíba, com Canhoto da Paraíba

Quem ouvir verá!


Compositores do Brasil
Rádio Educadora do Cariri – 1020
Quintas-feiras, de 14 às 15 h.
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Apoio Cultural: CCBN
Retransmitido pela rádio www.cratinho.blogspot.com



PROGRAMAÇÃO 8h às 18h

Painel 1 – MERCADO
Exportação de Música Brasileira

David McLoughlin (SP) – Gerente do Programa de Exportação de Música Brasileira executado pela BM&A (Brasil Música e Artes)


Mesa 1 – ASSOCIATIVISMO
Como pensar um novo mercado a partir do associativismo

Pablo Capilé (MT) – Membro do Circuito Fora do Eixo, Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e Casas Associadas.

Rafael Bandeira (CE) – Empresário do setor da música é proprietário do Hey Ho Rock Bar casa de show de Fortaleza, produtor de eventos, diretor da Associação Brasileira das Casas de Show e Casas Associadas de Fortaleza, membro da Rede Ceará de Música.


Painel 2 – CASES SEBRAE
Apresentação dos cases Brazil Central Music e Música do Espírito Santo

Décio Coutinho (GO) – Gestor de Projetos de Cultura e Artesanato do Sebrae Goiás


Mesa 2 – PRODUÇÃO CULTURAL
Evolução e Profissionalização da Produção na Música Independente

Talles Lopes (MG) – Membro do Coletivo Goma de Uberlândia (MG), do Circuito Fora do Eixo Minas, Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e Casas Associadas, produtor de eventos culturais como o Festival de Música Independente Jambolada

Ivan Ferraro (CE) – Vice-Presidente da Associação dos Produtores de Disco do Ceará e diretor da Feira da Música de Fortaleza

AURORA CONFIRMA PARCERIA PARA O CARIRI CANGAÇO 2010



O curador do Cariri Cangaço, Manoel Severo, recebeu na tarde deste dia 27, em Fortaleza, a visita do prefeito municipal de Aurora, Dr. Adailton Macedo. Na oportunidade foi consolidada a adesão oficial do município ao Cariri Cangaço, em sua edição 2010 - Coronéis, Beatos e Cangaceiros.

Para o Curador do evento, Manoel Severo, "sem dúvida nenhuma, a chegada de Aurora em muito enriquecerá o Cariri Cangaço; pela sua história, tradição, e o vasto conjunto de ligação com a temática, notamente a partir dos episódios do Fogo do Taveira, as Minas do Coxá, o Tipi de Marica Macedo, a Ipueiras de Isaias Arruda, enfim; o Cariri Cangaço recebe de braços abertos os parceiros de Aurora, e juntos vamos esforçar para proporcionar um grande evento aos nossos convidados".

Para o Secretário de Cultura de Aurora, professor José Cícero, "estamos contentes pelo município poder contribuir de alguma forma para o estudo e uma releitura da história de Lampião e do cangaço. Aurora jogará um papel de destaque neste contexto de estudo e de análise do movimento pelos sertões caririenses. Além da relação do rei do cangaço e Massilon Leite com o coronel Isaías Arruda e a célebre invasão de Mossoró que foi tramada em Aurora, descambando com a tentativa de envenenamento e cerco de Lampião no sítio Ipueiras, propriedade de Isaías. Para tanto, duas edições da Revista Aurora esteve sendo publicada anos atrás para tratar exclusivamente deste tema." E completou:"Já estava na hora da nossa cidade também participar do Cariri Cangaço, um dos maiores e mais badalados eventos lampiônicos do Brasil".

Nesta próxima sexta-feira os Organizadores do Cariri Cangaço estarão reunidos no município de Aurora com o prefeito Adailton Macedo, com o secretário José Cícero e as respectivas equipes para a formalização da adesão de Aurora ao Cariri Cangaço.

Essa e muitas outras informações você encontra no blog oficial do Cariri Cangaço

www.cariricangaco.blogspot.com

Produção Cariri Cangaço 2010



Nívia Uchoa apresenta trabalho sobre meio ambiente e fotografia na Escola Polivalente
.


A fotografa e professora do curso de Artes Visuais da Universidade Regional do Cariri – URCA, Nívia Uchoa apresentará o trabalho “Água para que te quero”, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Polivalente Gov. Adauto Bezerra, no Crato, nesta quarta-feira, a partir das 14 horas.

A artista tem um trabalho reconhecido nacionalmente a ida dela a escola faz parte da proposta pedagógica da instituição em aproximar os estudantes dos artistas e de suas obras.

O projeto Água pra que te quero! Consiste na documentação fotográfica da água e sua relação com o ser humano, no sentido de sensibilizar a sociedade sobre a importância da preservação de nossas nascentes como fonte de vida para as futuras gerações.

O projeto tem como objetivo realizar uma documentação fotográfica em bacias hidrográficas do Ceará, num contraponto entre práticas positivas e negativas do uso da água no cotidiano urbano e rural. Também pretende estimular e difundir a arte fotográfica como exercício de sensibilização, reflexão e estética através de ações de animação cultural, com exposição fotográfica, conversa sobre fotografia e meio ambiente e caminhada fotográfica nos municípios participantes.

As bacias hidrográficas para essa primeira fase do projeto são as de Banabuiú, Salgado e Alto Jaguaribe, as quais estaremos documentando os municípios de Quixadá, Banabuiú, Monsenhor Tabosa, Boa Viagem, Salitre, Arneiroz, Tauá, Crato, Barbalha, Juazeiro do Norte, Orós e Brejo Santo.
Esse trabalho envolve além das Prefeituras, as Escolas e Bibliotecas Públicas, Centros Culturais, Galerias de Arte, Secretarias Municipais de Educação, Cultura, Saúde e Meio Ambiente; SECULT-CE e parceiros do projeto como forma de informação e democratização do acesso às ações educacionais e culturais do projeto.

O projeto Água pra que te quero! Tem o apoio cultural da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Lei de Incentivo á Cultura / Edital Mecenas), com o agradecimento da COELCE, apoio institucional da SEMACE e Expresso Guanabara, consultoria da Anima.Cult, colaboração das Prefeituras Municipais e realização da Poesia da Luz Fotografia.
Nívia Uchôa: (88) 9612-7485 – 8848.8094 (Fotógrafa) agua.praquetequero@gmail.com

Bolo Olho de Sogra



Receita Clube Mais Você Por Neusa Aparecida de Souza Fieno


Ingredientes

Pão de Ló:
6 ovos
2 1/2 xícaras de açucar
3 xícaras de farinha de trigo
21/2 xícaras de água quente ou leite, com 1 colher de
manteiga
2 colheres de fermento em pó
1 coco em fruta

Recheio:
3 latas de leite condensado
1 lata de leite
3 gemas passadas na peneira
1 colher (sopa) de ámido de milho dissolvida em 1/2 xícara
de leite
100 gramas de coco ralado
1 colher de manteiga
500 gramas de ameixa sem caroço
1 xícara de água
1 xícara de açúcar
Calda:
2 xícaras de açúcar
1 xícara de água
1 colher de glucose de milho
levar ao fogo até ponto de caramelo

Modo de Preparo

Colocar os ovos inteiros na batedeira com açúcar, deixar bater bem até que fique um creme fofo e branco. Em outra vasilha coar a farinha e o fermento em pó. Misture bem, em seguida coloque a água ou o leite já fervido com a manteiga, misture bem novamente e leve ao forno médio para assar por 30 minutos. Preparo do Recheio: Levar tudo ao fogo, mexendo sempre até ficar no ponto de beijinho, não muito duro. Deixar esfriar. Dividir o bolo em duas partes, molhar com 300 ml de leite, 3 colheres de açucar e 1 xícara de licor de cacau, ou a calda da ameixa. Dividir o recheio em 3 partes iguais e rechear o bolo, adicionando as ameixas picadas junto com o recheio. Reservando algumas para fazer o olhos de sogra para enfeitar Quando acabar de rechear , cobrir com a mesma cobertura e salpicar coco ralado em fruta em todo bolo. Coloque os olhos de sogra por cima e jogar a calda. Fica bem crocante.

28 de Abril - O Dia da Sogra !



O Dia da Sogra é comemorado no dia 28 de Abril. Ela é vítima de piadas e brincadeiras, vista como vilã e grande rival dos cônjuges. Mesmo assim, merece um dia especial, dedicado a ela. Afinal, nem todas as sogras são “malvadas”, muitas são grandes aliadas e só visam defender a família.

Origem da palavra

Do latim vulgar socra, que substituiu o latim clássico socrus, significa mãe do marido, em relação à mulher; ou mãe da mulher, em relação ao marido.

Dia da Sogra

Você sabia?

A palavra ganhou a sua versão masculina posteriormente. Primeiro foi originada a palavra sogra no feminino, pois as noras e as sogras passavam muito tempo juntas, devido à realização das atividades domésticas. Por isso, eram gerados conflitos e desavenças.
Fonte: www.scrittaonline.com.br

Para Dihelson Mendonça

Madrugada de Abril - Por Dihelson Mendonça



Dedicado a Roberto Jamacaru


Duas e trinta e oito. Canopus já brilhava alta no horizonte.
A passos lentos, uma sombra magra e tardia, range um ferrolho emperrado e poeirento
de um portão vazado e frio, de onde já se espreitam folhas insones e claras,
varridas pelo vento silencioso de uma madrugada de abril.

Um oceano do mais puro azul profundo ostenta safiras, esmeraldas e rubis piscantes
que se empalidecem ante a claridade de uma lua leitosa a boiar esplendorosamente
na imensidão celestial.
Tempo indefinido... levantando a fronte, contemplo aquele microcosmo aureolar
que define tantas verdades invisíveis quanto indivisíveis de seres de luzes tênues, quais pérolas orvalhadas, que descem e habitam almas ternas que mortificam-se em lençóis tão doces e vulneráveis...

Calhas de alumínio luminoso e cumeeiras íngremes arvoram-se em desenhar contornos que ofendem um sudário imáculo de um templo egípcio em ruínas. Uma ou outra ave perdida é avistada deslizando suas asas num jorro de leite cristalizado. E enquanto isso, Reis, príncipes e deusas desfilam para a tela da eternidade as suas glórias, em batalhas de linhas divisórias e imaginárias.

Mas, ante tudo isso, dormem os mortais!
Por sobre a terra, admirava-me a sombra de uma lua cada vez mais ocidental, que toda esparramada e nua pelos céus, esticava assuntosamente as pilastras de uma varanda de conversas longas, sussuros e sorrisos que já não há. Tarde é o tempo, e imprecisos todos os sentidos descritivos das lembranças que fulgem em crer na sua completude, nada é tão inverossímil, funesto e belo, diante do todo daquilo que apenas parece...

Poetas há que desfilam torrentes de gozo ante a via-láctea e suas vicissitudes.
Mas abraçado somente à pequenez de um instante no tempo,
sem que houvesse pobre alma mortal a companheira de verdades,
todo o universo convulsiona em beleza apenas para mim tão somente;
E como um demente, chego a crer por um breve instante, ante tanta perfeição, que posso ser um deus...
...em plena madrugada azul de Abril

Dihelson Medonça

Instituto de Ecocidadania Juriti recebe a visita no dia do trabalhador do Projeto CicloVida

É com muita alegria que a meninada do Instituto de Ecocidadania Juriti está se preparando para receber um grupo de 30 pessoas do Projeto Ciclo Vida do Assentamento localizado em Pentecoste/CE que também é Ponto de Cultura.

Na programação vai acontecer um café da manhã e logo em seguida uma roda de acolhimento. Em seguida os visitantes vão ser convidados a participar da oficina de fosfografia ministrado pela fotógrafa Nívia Uchoa num processo de reconhecimento do entorno da sede do Instituto de Ecocidadania Juriti com foco no Riacho das Timbaúbas. Também será oferecida uma oficina circense. A tarde a Mestra Fanca vai apresentar o projeto História em Retalhos e vai escutar a história deste grupo para ser transformada em panô que posteriormente será enviada a sede do Ciclovida. A noite teremos uma aula espetáculo em homenagem aos nossos ilustres visitantes.
O Ciclovida é uma iniciativa coletiva de cunho sócio-ecológico e cultural com o intuito de, por afinidade, estabelecer discussões, conversas e trocas de sementes crioulas - como também - o uso da bicicleta como meio de transporte ecológico.


Mais detalhes no blog:http://projetociclovida.blogspot.com/

Por Cristina Diogo

Os Astros Íntimos - Thiago de Melo

Consulto a luz dos meus astros,
cada qual de cada vez.
Primeiro olho o do meu peito:
um sol turvo é o meu defeito.
A minha amada adormece
desgostosa do que sou:
a estrela da minha fronte
de descuidos se apagou.

Ela sonha mal do rumo
que minha galáxia tomou.
Não sabe que uma esmeralda
se esconde na dor que dou.

A cara consigo ver,
sem tremor e sem temor,
da treva engolindo a flor.
Percorre a mata um espanto.

A constelação que outrora
ardente cruzava o campo
da vida, hoje mal demora
no fulgor de um pirilampo.

Mas vale ver que perdura
serena em seu resplendor,
mesmo de luz esgarçada,
a nebulosa do amor.

Vinícius Cantuária




Vinícius Cantuária (Manaus, 29 de abril de 1951) é um cantor e compositor brasileiro.

Na década de 70, integrou a banda de rock progressivo O Terço. Entre suas composições, a mais famosa é Só você, da primeira metade dos anos 80 e que depois foi gravada por vários artistas, como Fábio Júnior e Fagner. Outro sucesso seu é do início da mesma década: Lua e Estrela, gravada na voz de Caetano Veloso, de cuja banda de turnê, a Outra Banda da Terra, fez parte. Essa música também foi gravada por Gilberto Gil em inglês em um disco seu para o mercado estado-unidense.

Gonzaguinha é filho do conhecido cantor e compositor Luiz Gonzaga e nasceu no dia 22 de setembro de 1945, no Rio de Janeiro. Herdou do pai o nome, Luiz Gonzaga Nascimento Filho e, como ele, tinha o talento para a música. Sua mãe, Odaléia, era uma cantora e dançarina que morreu de tuberculose ainda muito moça, com apenas 22 anos de idade, deixando Gonzaguinha órfão aos dois anos. Há controvérsias sobre sua verdadeira paternidade e há quem diga que Gonzaguinha foi adotado por Luiz Gonzaga. Contudo, não há confirmação.

Em função da dificuldade de seu pai para criá-lo, foi entregue a seus padrinhos, Seo Xavier e Dona Dina. Sua infância foi passada no morro de São Carlos, no bairro do Estácio onde Gonzaguinha conviveu com a miséria, a falta de infra-estrutura e todas as dificuldades que existem em uma favela. Aos 16 anos foi morar com o pai para poder dar continuidade aos seus estudos, já que seus padrinhos não tinham condições financeiras para isso. Mas não foi fácil. Teve desavenças com a mulher de seu pai e, por causa disso, foi para um colégio interno. Seus estudos o levaram à Faculdade de Ciências Econômicas Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.

Durante seu período universitário entrou em contato com outros músicos novos como ele. Fez parte do grupo MAU (Movimento Artístico Universitário) junto com Ivan Lins, Dominguinhos, Aldir Blanc e César Costa Filho.
Participava de festivais e já começava a despontar pelas suas letras sempre com forte teor social. Aliás, essa era uma marca em sua carreira.

Suas letras eram provocativas e, em virtude do regime militar, estava sempre tendo que driblar a censura. Em 73 se apresentou no programa de Flávio Cavalcante e causou grande espanto pelo teor de suas música. Gonzaguinha era agressivo e irônico. Recebeu uma advertência da censura e muitas críticas, mas teve um lado positivo. Seu compacto que estava encalhado nas prateleiras foi rapidamente vendido. Começou aí a carreira de Gonzaguinha. Era um sucesso na Rádio Tamoio e logo veio a gravar seu primeiro long-play.

Com o passar do tempo percebeu que suas letras não alcançavam o público que ele queria tocar. Assim deu uma guinada na carreira e começou a ser mais leve. De certa forma, os tempos haviam mudado e o discurso foi se adaptando às circunstâncias.

No ano de 1976 lançou o disco “Começaria Tudo Outra Vez” onde conseguiu o sucesso entre as massas. A partir daí se consolidou como compositor sendo gravado por cantoras como Elis Regina, Simone e Maria Bethânia. No dia 9 de abril de 1991 Gonzaguinha morre em um acidente de carro em uma estrada do sul do Paraná. E o Brasil perdia mais um grande compositor…


http://www.mpbnet.com.br/musicos/gonzaga.jr

Gonzaguinha



“Algumas pessoas acham que o artista tem que rir tem que encher o vídeo de dentes. Não tenho a menor pretensão de ser coerente. Além do mais, sou feio. E faço letras claras que às vezes, as pessoas demoram a sacar”. (Gonzaguinha)

“Sei que jamais vou agradar a todos. Mais quero é me agradar, me sentir muito bem, sabendo que nunca vou ser o que os outros querem”. (Gonzaguinha)

“Meu movimento é de lagarta, sigo em frente e volto”. (Gonzaguinha)

“Eu tenho muito prazer pelo meu trabalho. Será uma revolução o dia que todos brasileiros trabalharem por prazer”. (Gonzaguinha)

“Quero me divertir, divertir os outros. Mas também está na hora de dar um mergulho fundo”. (Gonzaguinha)

“Eu sou uma confusão muito grande, sou virginiano, contraditório e uso minha contradições a meu favor” (Gonzaguinha)

“Até compor componho sem o violão. Convivo com minhas dependências, minhas carências, posso expô-las com tranqüilidade”.(Gonzaguinha).

“Agora eu sei pedir ajuda, quando preciso, tenho consciência das minhas fraquezas e dependências. Isso me dá autonomia para um vôo maior. Porque o importante não é chegar lá, é poder voltar”.
(Gonzaguinha)

“Existe uma série de dificuldades imposta pelo poder. Tudo deve ser feito muito claramente e, para que isso ocorra, o povo brasileiro tem que estar organizado, mobilizado”. (Gonzaguinha)

“Depois do buraco vem o buraco, mas a vida ensina a enfrentar os perigos e a coisa vai ficando mais fácil porque o tempo possibilita o encontro da paz interna, o alcance da (coisa cristalizada) o entendimento da simples complexidade que cada pessoa é”. (Gonzaguinha)

"A música não faz a revolução, nosso poder é o de encantar, informar, alegrar, e, em determinados momentos, formar. Podemos fazer política sem ser políticos. Mas não somos donos do país, somos regidos por um sistema, de acordo com ele ou não" (Gonzaguinha, em 1978)


"De tempos em tempos ele vinha me visitar, ia me levar pra comprar uma roupa. Geralmente aparecia e eu não estava em casa" ( Gonzaguinha, 1979, em relação a ausência do seu pai na infância)

"Ele não acreditava em mim pela minha formação , não tinha domínio sobre mim, temia que eu não virasse boa coisa" ( Gonzaguinha, 1979 em relação a Gonzagão)

"Uma coisa eu aprendi pelas estradas por onde eu andei, e que eu sei que vou levar para estradas por onde eu vou andar. Eu aprendi que é fundamental que eu tenha respeito pela minha pessoa, pra que eu possa evidentemente passar esse respeito para outras pessoas. Porque não há uma coisa "mais maior de grande" do que a pessoa e porque somente juntos, somente unidos, é que nos vamos conseguir uma coisa bem maior chamada a nossa liberdade" ( Gonzaguinha em 1984 show com Gonzagão )

" Só quero ver as pessoas assobiando as minhas músicas" (Gonzaguinha em 1990)

"Eu não obrigo ninguém a fazer o que não gosta... Eu só faço o que eu gosto" (Gonzaguinha, em 1990)

Nana Caymmi




Nana Caymmi, nome artístico de Dinair Tostes Caymmi (Rio de Janeiro, 29 de abril de 1941) é uma cantora brasileira.
Em 1960, registrou a primeira atuação em estúdio, participando da faixa Acalanto (Dorival Caymmi), no LP do pai, que compôs a canção em sua homenagem, quando a cantora era ainda criança. Lançou, também, o primeiro disco solo, um 78 RPM, contendo as músicas Adeus (Dorival Caymmi) e Nossos beijos (Hianto de Almeida e Macedo Norte). No dia 26 de abril desse mesmo ano, assinou contrato com a TV Tupi, apresentando-se no programa Sucessos Musicais, produzido por Fernando Confalonieri. Em seguida, passou a apresentar, acompanhada pelo irmão Dori, o programa A Canção de Nana, produzido por Eduardo Sidney.

Em 1961, casou-se com o médico Gilberto José Aponte Paoli e mudou-se para a Venezuela. Nesse país, nasceram suas filhas Stella Teresa, em 1962, e Denise Maria, em 1963. Gravou, nesse ano, seu primeiro LP, Nana, com arranjos de Oscar Castro Neves.

Em 1964, participou do disco Caymmi visita Tom e leva seus filhos Nana, Dori e Danilo, ao lado do pai e dos irmãos.

No ano seguinte, separou-se do marido e voltou grávida para o Brasil, com suas filhas pequenas.

Em 1966, nasceu seu filho, João Gilberto. Nesse mesmo ano, venceu o I Festival Internacional da Canção (TV Globo), interpretando a canção Saveiros (Dori Caymmi e Nelson Motta). Apresentou-se no programa Ensaio Geral (TV Excelsior), ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Tuca, Toquinho e Maria Bethânia, entre outros. Ainda nesse ano, assinou contrato com a TV Record, de São Paulo, e casou-se com o cantor e compositor Gilberto Gil, com quem compôs "Bom dia", canção apresentada pelos autores no III Festival de Música Brasileira (TV Record), em 1967.

No ano seguinte, terminou seu contrato com a TV Record. Estreou, no Rio de Janeiro, o show "Barroco" e separou-se de Gilberto Gil.

Em 1969, foi citada por Carlos Drummond de Andrade no poema "A festa (Recapitulação)", publicado na edição do dia 23 de fevereiro do jornal "Correio da Manhã".

Em 1970, fez uma temporada de shows com Dori Caymmi em Punta del Este (Uruguai). Participou do espetáculo "Mustang Cor de Sangue", com Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle e o conjunto Apolo 3, realizado no Teatro Castro Alves (Salvador) e no Teatro de Bolso (Rio de Janeiro).

No ano seguinte, cantou "Morena do mar" (Dorival Caymmi), na II Bienal do Samba (TV Record). Voltou a Punta del Este, para novas temporadas, em 1971 e em 1972, nesse último ano ao lado de Dori Caymmi, no Café del Puerto.

Após um jejum de oito anos no mercado fonográfico brasileiro, lançou, em 18 de junho de 1975, na Sala Corpo e Som, do Museu de Arte Moderna (RJ), o LP "Nana Caymmi" (CID). O disco alcançou o 77º lugar no Hit Parade Carioca, uma semana após o lançamento. Fez, ainda, uma temporada, no mês de julho, na boate Igrejinha (SP), sendo citada por Tárik de Souza, no "Jornal do Brasil", como a "Nina Simone brasileira" e provocando a admiração de Caetano Veloso, que considerou sua interpretação de "Medo de amar" (Vinícius de Moraes) uma das mais expressivas da música brasileira.


Em 1981, "Canção da manhã feliz" (Haroldo Barbosa e Luiz Reis), na voz da cantora, foi incluída na trilha sonora da novela "Brilhante" (TV Globo). Seu espetáculo, na Sala Funarte, foi apontado pelo "Jornal do Brasil" como um dos dez melhores do ano.

No ano seguinte, gravou, com César Camargo Mariano, o LP "Voz e suor" (Odeon). Apresentou-se, ao lado do pianista, no 150 Night Club (SP), para lançamento do disco.

Em 1984, separou-se de Claudio Nucci. Participou do Festival de Nice (França), com Dorival Caymmi e Gilberto Gil, entre outros. No ano seguinte, sua gravação de "Flor da Bahia" (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro) foi incluída na trilha sonora de da minissérie "Tenda dos Milagres" (TV Globo), baseada no romance homônimo de Jorge Amado.

Em 1989, participou da coletânea "Há sempre um nome de mulher", LP duplo produzido por Ricardo Cravo Albin para a campanha do aleitamento materno, do Banco do Brasil, cantando as músicas "Dora" e "Rosa morena", ambas de Dorival Caymmi. Nesse mesmo ano, ao lado de Wagner Tiso, excursionou por várias cidades da Espanha e participou do Festival Internacional de Jazz de Montreux (Suíça). A apresentação foi gravada ao vivo, gerando o LP "Só louco", lançado, no mesmo ano, pela EMI-Odeon.

No dia 16 de dezembro, seu filho, João Gilberto, sofreu, no Rio de Janeiro, um grave acidente de motocicleta. A cantora passou o ano de 1990 dedicando-se exclusivamente ao filho acidentado.

Em 1991, voltou ao cenário artístico, participando, ao lado do irmão Danilo, de espetáculo realizado no Rio Show Festival (RJ), que reuniu Dorival Caymmi e Tom Jobim. Participou, com Dorival e Danilo Caymmi, do XXV Festival Internacional de Jazz de Montreux. O show foi gravado ao vivo e gerou o disco "Família Caymmi em Montreux", lançado no Brasil, no ano seguinte, pela PolyGram.

Em 1994, lançou o CD "A noite do meu bem - As canções de Dolores Duran" (EMI), que contou com a participação de sua filha Denise Caymmi na faixa "Castigo". Fez show de lançamento do disco no Canecão, em seu primeiro espetáculo solo nessa casa, seguindo em turnê pelo país.

Em 1998, lançou o CD "Resposta ao tempo" (EMI), contendo a canção homônima (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), escolhida como tema musical de abertura da minissérie "Hilda Furacão" (TV Globo). A música obteve bastante destaque, tendo sido muito executada nas rádios, nesse ano. Apresentou-se, novamente, no Canecão, em show de lançamento do disco, viajando, em seguida, em turnê pelo país.

Em 1999, foi contemplada com o primeiro Disco de Ouro de sua carreira, pelas cem mil cópias vendidas do CD "Resposta ao Tempo" (EMI), seguindo-se o convite da TV Globo para cantar "Suave veneno" (Cristóvão Bastos e Aldir Blanc), canção escolhida como tema da novela homônima. Lançou a coletânea "Nana Caymmi - Os maiores sucessos de novela" (EMI). Participou, ainda, do songbook de Chico Buarque (Lumiar Discos), interpretando a faixa "Olhos nos olhos".

Em 2000, comemorando 40 anos de carreira em disco, lançou o CD "Sangre de mi alma" (EMI), cantando em espanhol uma seleção de boleros, como "Acércate más" (Osvaldo Farrés) e "Solamente una vez" (Agustin Lara), entre outros, com arranjos de Dori Caymmi e Cristóvão Bastos.


Em 2003, foi lançado o songbook "O melhor de Nana Caymmi" (Editora Irmãos Vitale), produzido por Luciano Alves, contendo letras, cifras e partituras do repertório da cantora, além de um perfil biográfico assinado por sua filha, Stela Caymmi.

Em 2005, lançou, ao lado de Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", sobre a obra de Tom Jobim. Os músicos Jorge Hélder (baixo) e Paulinho Braga (bateria) participaram das gravações.

Em agosto de 2008, Os pais de Nana (Dorival Caymmi e Stella Maris) vem a falecer em um curto intervalo de tempo; fazendo com que Nana, muito abalada, cogite a possibilidade de deixar a carreira artística por achar que não tinha mais ao seu lado lado os seus maiores incentivadores.


Em Abril de 2009, lança mais um álbum em sua carreira. O álbum chama-se Sem poupar coração e possui 14 faixas, tendo uma das faixas na novela global das 21 horas.

2010, O diretor francês Georges Gachot estou produizindo um documentário sobre a cantora.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Anotem aí: www.fotografiaspjamacaru.blogspot.com - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Nem leia o que segue. Enderaça-se ao blog de fotografias do Pachelly Jamacaru. Veja o ensaio que ele fez com Nova Olinda. Depois, se quiser, venha ouvir a minha conversa. Talvez não necessite, o ensaio é mais importante assim como você também.

O Pachelly escreve tateando, tendo cuidado de não ferir sentimentos. Pessoalmente, ele é calmo, mas em absoluto é zen. Tem uma tensão controlada em seu porte, que se evidencia pelo tempo que leva até se aproximar de alguém. Chega de leve, sem querer invadir e não se incomoda se antes o seu recato pudesse ser interpretado como indiferença.

Quando argumenta, não ri. É muito sério quando forma suas sentenças de pensamento. E franze o cenho diante da contestação às suas idéias. Mas nisso, eis seu paradoxo: é muito atento com o que diz o outro. Em resumo, Pachelly Jamacaru é um artista, vivendo como artista, discutindo arte e tem uma voz mansa que não representa em absoluto a sua arte.

Este ensaio sobre Nova Olinda é arte, pois ir àquela cidade e fotografá-la com os macetes e ângulos da moda pode não ser. Mas o Pachelly fotografa, o que se encontra lá, como se ele desse uma "arrumada" na composição. Esta coisa de mostrar uma ordem cênica no mundo é quase que lampejo, dura segundos e muitos poucos têm a mente atenta o suficiente para captá-la.

Escolho quatro fotografias, mas poderia pegar aquela de Seu Expedito Seleiro, em seu eterno sonho de Lampião, o mito são as alpercatas do cangaço e Pachelly nem fotografou a espingarda toda, mas o olhar de riso do artesão diz muito bem do seu segredo comercial. Tantas outras, mas quatro me foram marcantes como representativas das demais: a Casa Grande, a Bodega, a Oficina e A Sala em que a idosa ver televisão.

Ele fotografou a Casa Grande de um modo inteiramente diferente com que a vemos em imagens. Entende-se, ela fica numa rua larga e muito visível ao transeunte, foi escolhida como símbolo do projeto do Alemberg e por isso sempre se evidencia como imagem solitária. Mas o Pachelly foi lá e a fotografou de um modo nunca visto: um pedaço da cena, entre outras, por trás dos troncos evidenciados das árvores, cuja folhagem não mostram as cores, mas as folhas e flores do jardim embaixo a substituem.

A bodega é um ensaio sobre a cor: a bicicleta vermelha descansada no balcão amarelo, ambos tomando parte substancial do olhar, mas se desdobrando em misturas de cores primárias nas paredes e prateleiras. Sobre a garupa da bicicleta um cesto parece dialogar com a mesma cor do piso.

A oficina é um ensaio abstrato. Pode pegar qualquer grande pintor abstrato que verás esta mesma proposição artística. Tudo na composição faz sentido, desde aquela peça vermelha no centro da imagem, como todas as formas que fragmentam conceitos nos três cantos do olhar, ficando mais clara esta fragmentação dada a certeza conceitual da moto bem evidente e à frente de tudo. Satisfeito? Tem mais, uma banheira azul que certamente serve para testar o furo na câmara de ar, no ponto lateral à esquerda do olhar, como se dialogasse com o pedaço avermelhado antes descrito.

A sala tem muitos significados. Primeiro a própria sala. Ela é azul. A cor do céu. Céu cuja trilha é feita com as guardas e guias de santos pela parede. Tem um santuário e claro que a solenidade dos membros da família em fotografias espalhadas pelas paredes. Como a fazer a ligação entre o céu e o altar da terra, ainda se põe o olhar num tecido vermelho que emoldura a parte inferior da foto. A esse molho todo, acrescente o efeito da iluminação, dando à cena seu tom mais sublime. Mas eis um mais agudo do lampejo de Pachelly: a senhora, idosa, muito certo que autora da fé, se encontra de costas para o nosso olhar, atenta a um outro "céu", aquele da televisão e sua presença dominante na casa das pessoas.

Quando pensamos na glória do grande mercado de arte, é preciso que na altura dele não se esqueça de grandes artistas, que vivem e criam, continuamente como faz Pachelly Jamacaru.

Parecem cartões de Duendes - por Cristina Diogo


"Esta peça é feita a mão numa fusão de cor forma e mensagem."

As pessoas sensíveis cansadas de esperar por políticas públicas para a infância e juventude da Região do Cariri estão começando a entender o sentido do voluntariado.
É o caso do nosso parceiro artista plástico Rogério Silva que vai socializar parte da sua experiência acumulada para as crianças e adolescentes do Instituto de Ecocidadania Juriti. Em breve ele estará ministrando oficina de confecção de mini cartões, que além de belos se tornam quadros em miniatura.

Inscrição Mostra Curtas Cariri


docariri.wordpress.com/2010/04/20/prorrogado-o-prazo-de-inscricoes-para-a-4%C2%AA-mostra-curtas-cariri/


Poesia da Luz
Fotografia

Nívia Uchôa

(88) 96127485 / 88488094

www.aguapraquetequero.blogspot.com
www.poesiadaluz.blogspot.com

Escola de Artes Violeta Arraes

URCA Barbalha - CE

Casa Recreio , o novo desafio da Juriti !!- Fotos : Cristina Diogo

Cristina Diogo e Dona Almina : olhares voltados para a transformação social; corações militantes ,
paladinos do amor à vida !
Olhares que sonham e buscam realizações !
- Fantástica parceria !
No terreiro da casa , a sombra dos flaboyands. Disse Dona Almina: eu plantava um , quando nascia cada filho... Eram seis. A semente permanece , a sombra e beleza também... E os filhos continuam cheios de vida !
No alto , a casa histórica, centenária ...Imponente e bela , esperando um resgate, em todos os aspectos originais . Voltará a ser azul!
O avarandado , o piso no tijolo, salas amplas , um convite de amor ao trabalho !
A vista é maravilhosa. Uma promessa natural do bem a ser conquistado pelo serviço voluntário !
Bem perto , a Chapada ... os ares do Cariri , o canto da Juriti !
Uma escadaria real... Um portal para um país sonhado, por uma mulher chamada "Alice" , batizada por Almina Arraes Pinheiro !

Cristina Diogo terá na sequência, muitas boas surpresas pra gente !

Aguardamos o seu pronunciamento .

Dona Almina incorpora Alice, e nos encanta com seus sonhos de vida !- por Socorro Moreira - Fotos : Cristina Diogo


Antonio César , pessoa querida, nos recebeu , na casa de "Dona Benigna", hoje de Dona Almina e Dona Anilda.
Dona Almina é fantástica , em simplicidade e arte !
Energia vital, alimentada pela capacidade de sonhar e realizar !

Sábia em tudo que diz , conta a sua história de vida , fala dos afetos , e das suas saudades , sem uma gota de amargura ... Só alegria, disposição e ternura !
Seu jardim é encantado.
Essa escultura é obra de Beto( Alberto Fernandes Neto) , um anjo que subiu aos céus, e deixou espalhada um pouco ou muito da sua arte. Antonio César, filho caçula de Dona Almina, recolheu a peça, e fincou-a, nos jardins da grande casa .
Um recanto luminoso ... Um canto para reflexão. Uma música que não virou canção, mas parece internalizar-se , no coração dos visitantes.
Senti o olhar da câmera flagrando o meu ar de encanto !

De braços dados com essa mulher, que admiro ao longo da vida , mergulhei em sonhos !

E a conversa tomou rumos diversos. Cristina Diogo, responsável e mentora da Ong Juriti , estava enfim , cara a cara com Dona Almina ( nossa Alice do País da Maravilhas ) !
Saímos de lá pra conhecer a Casa do Recreio, onde nasceu Vicente Leite, onde nasceram os filhos mais velhos de Dona Almina ( Joaquim Pinheiro e Maria Edite).
Ela confessou sua paixão pela casa, que pertence à familia há tantos anos. Por amor , quis dar-lhe um destino digno, honroso... E a concepção de um projeto social, nasceu espontânea , plena de luz e vontade de realização !


Se Liguem !!!



Faltam 03 dias, Show MUSI(CA)MINHOS de Pachelly Jamacaru

Contagem regressiva, será dia: 30 Abril no Centro Cultural BNB em Juazeiro do Norte,às 19.15h. Participaçãoes Especiais: Abidoral Jamacaru, Luis Carlos Salatiel, João do Crato, Dihelson Mendonça, Nivando Ulisses, acompanhados por: Aminadaber, Danilo, Isaias do(Trio Cariri) e o Mestre Jairo Starqey Convidamos a todos, marquem presenças!