Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Nos bastidores ...- Por Aloisio

Socorro
O recado abaixo é pra comunidade Cariri.
Abraços
Aloísio

Já dizia Gilberto Gil:
“Poetas, seresteiros, namorados, CORREI...
Talvez as derradeiras noites de luar...” (Lunik 9)
SOCORRO pede socorro, este pedido é uma lei
Esperando que vocês, compareçam agora já.
Venham rápido e depressa, sobre este tema falar.
Deixo também o desafio pra quem sabe o que é AMAR.
(Aloisio)

Rádio Nacional -Por Norma Hauer

RÁDIO NACIONAL - 74 ANOS
Era 12 de setembro, o ano era de 1936, quando uma canção já tradicional ecoou em nossos céus e uma voz firme abriu uma nova emissora dizendo: “está entrando no ar, neste momento, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro”.
A canção era “Luar do Sertão” e a voz era de Celso Guimarães.

O que seria o rádio antes? Quantas emissoras, pioneiras, abriram espaço para que mais uma surgisse? O espaço foi a visão de futuro de Roquette Pinto, que, nos idos de 1923, inaugurou a primeira emissora de rádio no Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
Roquette, como Professor, percebeu a facilidade da educação através de um elemento novo e desconhecido: o rádio. Daí seu lema ”pela cultura dos que vivem em nossa terra, pelo progresso do Brasil.”
Seu objetivo foi tomando vulto, vieram outras emissoras oriundas de pequenos núcleos familiares e clubes ou sociedades, sem muito prestígio. Além disso, os aparelhos receptores que alguns privilegiados possuíam, eram feitos de cristais de galena, um derivado de chumbo, que tinha capacidade receptiva e conseguia captar os sons emitidos pelas ainda pouco conhecidas ondas hertezianas.

No final dos anos 20, aqui no Rio, já funcionavam, além da Rádio Sociedade, as Rádios Clube e Educadora do Brasil e Mayrink Veiga. Todas seguindo o lema de Roquette, uma vez que só com o fim educativo tinham permissão de funcionar.
Não era admitida propaganda comercial nas emissoras, o que dificultava sua manutenção, por falta de capital.
Foi no início dos 30 que a empresa holandesa “Philips”, que já
investia em aparelhos receptores de rádio, resolveu instalar-se aqui, importar esses aparelhos, ao mesmo tempo em que teve permissão de criar uma nova estação radiofônica : a Rádio Philips.
Com esse investimento e com a permissão, a partir de 1932, da transmissão de anúncios comerciais, as emissoras tomaram impulso e a Rádio Philips investiu firme em um programa de outro pioneiro: Adhemar Casé.
Pois foi exatamente a Rádio Philips, que deu origem à Rádio Nacional. Embora o prefixo da Philips fosse PRC-6, a Nacional nasceu como PRE-8.
Um ano antes da Nacional foi inaugurada a Rádio Tupi , em um galpão em Santo Cristo.
Até o início dos anos 40, a Nacional se manteve no mesmo nível das outras emissoras, sendo que, na época, a de maior prestígio era a Mayrink Veiga,

Principalmente a partir de 1933, com o ingresso ali de César Ladeira –outro pioneiro.
A Nacional, que passou a funcionar no edifício do jornal “A Noite”, foi anexada às Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional e, com o apoio do então Presidente Vargas, deu um salto, transformando-se na maior emissora da América Latina.

Ao mesmo tempo, outras importadoras entraram na disputa pelo comércio de aparelhos de rádio, atingindo quase todas as classes sociais.
Enquanto isso, a Nacional foi lançando programas que alcançavam o grande público, já então fanático pelo rádio.

Eram cantores, rádio-atores, instrumentistas, programadores, animadores de auditório, maestros, locutores ...
Francisco Alves, liderava os cantores; Celso Guimarães e Ismênia dos Santos, os radio-atores; Jacó do Bandolim, os instrumentistas; Paulo Roberto os programadores; César de Alencar, os animadores de auditório; Radamés Gnatalli , os maestros impulsionando a grande orquestra da Nacional; Saint-Clair Lopes, os locutores...

Pela Rádio Nacional passaram os maiores gênios do rádio, como Paulo Tapajós, Almirante, Mário Lago, Renato Murce, Lamartine Babo, Iara Salles e Herbert de Boscoli e seu “Trem da Alegria”, Paulo Gracindo, Manoel Barcelos; Brandão Filho...cantores e cantoras alucinavam os auditórios...Orlando Silva, o cantor das multidões, Emilinha Borba, Linda Batista, Dalva de Oliveira, Marlene, Caubi Peixoto, Francisco Carlos, Bob Nelson, Jorge Goulart, Nora Nei,Alcides Gerardi, Nuno Roland, Gilberto Milfont, Carlos Galhardo...Não dá para citar todos.
Seu "cast" foi o maior da América do Sul, quiçá do mundo.

Teriam as emissoras americanas, inglesas, francesas, um "cast" tão grande e tão eclético? Não creio!

Os programas humorísticos, finos, bem feitos, como o “ Edifício Balança, mas não cai”, “Neguinho e Juraci”,“Tancredo e Trancado”; os que ofereciam prêmios, como “A Felicidade Bate a sua Porta”, os de auditório, como os de César de Alencar, Paulo Gracindo e Manuel Barcelos, as disputas das “fãs” de Emilinha e Marlene...o Trio de Osso, com Lamartine Babo, Iara Sales e Hebert de Boscolli...

O rádio-teatro, com o "Teatro em Casa", tendo à frente Celso Guimaães e Ismênia dos Santos, como os principais astros.

E as novelas? As novelas do rádio eram mais interessantes que as da TV.
Como os artistas não eram vistos, nossa imaginação idealizava os personagens.

Assim, cada ouvinte tinha o “seu” Albertinho Limonta e “sua” Mamãe Dolores (de “O Direito de Nascer”). Mamãe Dolores era representada por uma atriz branca e moça (Iara Salles). E a imaginávamos uma preta simpática e rochonchuda.
Outras novelas marcaram época, como a primeira “Em Busca da Felicidade” que “rendeu” um ano; “Renúncia”; Vidas Mal Traçadas”....

Transmissões esportivas, com Oduvaldo Cozzi, Jorge Curi “traziam” o Maracanã para nossa casa, da mesma forma que “Alma do Sertão” e “Jerônimo” nos “traziam” o sertão e “O Sombra” o suspense ...”Quem sabe o mal que se esconde no coração humano?... o “Sombra” sabe, ah,ah, ah...”.

É, não dá para falar um mínimo sobre a extensão e a importância da Rádio Nacional.
O que podemos fazer é dar “asas” à nossa lembrança e trazermos à ´memória a grandeza do rádio brasileiro e a exuberância da Rádio Nacional.

Norma

Juscelino Kubitschek de Oliveira - POR NORMA HAUER


Ele também nasceu em um 12 de setembro, em Diamantina-Minas Gerais.
Foi no ano de 1902.

Exerceu a Presidência da República de 1955 a 1961. Seu lema "50 anos em 5".
Foi criticado, foi elogiado mas deixou sua marca na construçãao de Brasília, tirando do carioca o "gosto" de viver na Capital do Brasil.

Mas também marcou sua presença aqui com a construção do Aterro do Flamengo, depois transformado naquele belo Parque, exatamente por aquele que mais o criticava: Carlos Lacerda.
Foi no final de seu Governo que ele, ao lado do então Presidente de Portugal (Craveiro Lopes) inaugurou, no Aterro, a Avenida Infante D.Henrique, que recebeu esse nome em homenagem aos 500 anos da Escola de Sagres.
E transformou o Palácio do Catete no Museu da República, abrindo aquele belo parque que o contorna ao povo, principalmente às crianças.

Norma

ESQUECIMENTO- POR DOMINGOS BARROSO

Eu não aprendo.

Apago a luz e esqueço
de escrever os últimos versos.

Escovar depois os dentes.

Se bem que agradável
o flúor nas gengivas,

enquanto o dedo
(brilhante do E.T)

cinge o teclado
e faz tremer
a escrivaninha.
Saudade

Daniel Boris (Jacques)

.

Tem saudade e saudades...
Tem saudade que dói
Que destrói
Que corrói
Mas também tem saudades boas
Para onde nossas memórias voam
Saudades que nos fazem sorrir
Suspirar
Que até nos dão saudade de não ter tido saudade antes
Saudades matreiras
Saudades, segredos de sete chaves
Saudades Criança
Saudades do bem
Saudades que tenho
Quando encho o peito, suspiro e me digo:
Como foi bom! que Saudade!


USINA DA MÚSICA : O MAR !- POR SOCORRO MOREIRA




 Gostei muito das lembranças
dessa turma que me encanta
Arrigo Barnabé é tudo
Dominguinhos e Sivuca,
e o nosso alagoano.
Se falar em Tom Jobim
Nosso Antonio brasileiro
eu fico querendo o Chico
 seu mais famoso parceiro
Mas nunca esqueço o Vinícius
 que  tomava  uma dose
 e apaixonava  um comício.


Edu, filho de Fernando
passou a perna no pai
mas quem compôs 
chuva de verão
é simplesmente um arraso...
Um arraso, e nada mais !



Caymmi  é pai de Dori
tem também no contraponto
O Danilo e a Nana
Gosto da família toda
 e do mar que é baiano. 

Rosa Passos  é meu xodó
Bem lembrada, por sinal
E o  instrumental Aramandinho
Fecha  o estoque final
sem desprezar o Naná
que faz percussão legal.


Se você falar  em  Parra,
Volto logo pro Brasil
Athaulfo, e Zé Kéti,
e o Nelson Cavaquinho
Lembro também do Cartola
aquele mestre que diz
que a rosa não fala... Chora !


O Pablo  e a Évora,
sem contar com a Omara,
é coisa que eu muito escuto
escuto, e muito gosto


No francês ,
eu já separo,
o Brel e  o Yves Montand
às  vezes pra variar
escuto a grande Piaf
o Adamo e a François.

Miles Davis, o Jarret
também me tiram a tensão
a verdade é que sou Música
de alma e de  coração ...
Pois um amigo me disse:
"é a linguagem da emoção"!


Porisso peço a você
 que cuide doS seus ouvidoS
 e quando estiver cansado
use a  música terapia
 e vá dormir bem tranquilo
 na falta de som no quarto
use o seu rádio de pilha !

Me despedindo por hoje
 deixo  a minha sugestão
 que o mote  seja forte
 como o vento e o tufão
 que  seja da cor do céu
  com nuances de outra cor
que seja verde  mulato
os olhos  daquele amor
Vamos falar  de um mar,
gente que mora em sertão !? 

domingo, 12 de setembro de 2010

MEU FIEL AMIGO - Por Edilma Rocha

Um dia chegou um lindo filhote de cão Beagler
nos braços do meu filho Pedro Julio.
Eu nem quis olhar pra ele
porque sabia que iria me apaixonar
e com certeza iria sobrar pra mim
e não tinha condições lhe dar os meus cuidados.
Se chamava GUIDO e era um puro sangue
comprado em quatro prestações mensais.
-Mãe ele fica morando la fora na lavanderia!
A responsabilidade seria dele que era o seu dono
e eu nem dava bolas pro cãozinho lindo e carinhoso.
De repente aquela viagem com aquele emprego chegou
e o pai do cãozinho disse adeus
e se foi por um longo período para os Estados Unidos
e eu fiquei como sua protetora.
Achava que eu era a sua mãe
e ficava o dia inteiro andando atrás de mim
Não deu outra
me apaixonei perdidamente por ele
e me encantava com suas lambidas e abanadas de rabo
ao me ver...
Meu fiel companheiro
meu amigo de todas as hora...
Se viajo, não se alimenta e o seu olhar é triste de doer,
mas quando retorno
dá pulos de alegria
e fica sempre ao meu lado onde eu esteja.
Só me dá carinho com o seu silencio natural
e só late para me proteger de alguém
quando passeio com ele na praia e calçadas.
Hoje me preocupo se precisar partir
pois já perdi muitas coisas preciosas
nesta vida e não quero lhe perder...
Adoro você, AU, AU

Desafio: Saudade...

Matando a Saudade


Vá se embora, diga adeus
Não fique perto de mim
Essa saudade enjoada
Me deixando triste assim

Manuseando meus discos
Descubro um porto seguro
Vejo que a lua anda cheia
E desaparece todo o escuro

Misturo Arrigo e Sivuca
Tom Jobim e Dominguinhos
Edu, Caymmi e Hermeto
Rosa Passos e Armandinho

A música me transportando
Por ilhas, mares e continentes
Atahualpa, Violeta e Chabuca
Ficam aqui na nossa frente

Fela Kuti, Bonga e Cesárea
No continente africano
Milanés, Compay e Omara
Em território cubano

Brel, Salvador, Moustaki
Todos cantam em francês
Moody Blues e Jetho Tull
Estes são do rock inglês

Serrat, José Afonso e Amália
Vêm da península ibérica
Johnny Hartman, Dilan e Davis
Estes são do Norte, América

Depois dessa dosagem
De música em meu juízo
A saudade foi-se embora
É de MÚSICA que preciso


Aloísio

04/05/2010

Desafio - Campo


No campo eu me deleito,
Com as coisas do meu sertão
Pego uma rede me deito
Debaixo do sombrião

Olho pro campo adiante
Tem milho e tem feijão
Plantados ao sol brilhante,
Se esparramando no chão.

O roçado se estende
Muito além do meu quintal
Antigamente até tinha
Um lindo canavial.

Tinha algodão e moagem
Açude pra se banhar
O gado lá na pastagem
Cavalo pra passear.

Mas hoje a saudade fica
Guardada numa gaveta
Pois SAUDADE é a palavra
Mais linda deste planeta.


Claude Bloc

Chapéu,esperança,estrelas, calçada e amor- Por Aloisio



Chapéu que eu sempre usava
Quando na roça eu morava
Pra me proteger do sol
Hoje estou usando o chapéu
Pra me proteger do sereno
Pois neste clima ameno
Eu volto a ser criança
Mas não perco a esperança
E vendo as estrelas no céu
Pras vocês tiro o chapéu

Este chapéu que tirei
É no sentido figurado
Na presença de vocês
Eu tiraria trinta e três
Minha admiração vai daqui
Pois não posso ir acolá
Quero pegar as estrelas
Que aprendi a contar
E fazer com paciência
Pra cada uma um colar

Para me atualizar
Eu consegui misturar
Chapéu, estrelas, esperança
Quero deixar a lembrança
De “Estrelas” o chão de Orestes
Barbosa, um cabra da peste
Lamartine a “Boa Esperança”
Que lá na serra se encerra
E eu aqui da Boa Terra
Brincando de cabo de guerra.

Mas hora da postagem
Vi que estava atrasado
Com dois temas já postados
Pedindo calçada e amor
Então não me surpreendo
Prontamente eu atendo
Abraçado a meu amor
Na calçada vejo a flor
Que é a mais linda do Nordeste
Voltada pro meio leste

- . -

Esta brincadeira sadia
Pra poder continuar
Tem que dizer uma palavra
E um CAMPO eu fui buscar

Bolo amor em pedaços


Ingredientes
- 1 xícara (chá) de manteiga sem sal
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo com fermento
- 1 xícara (chá) de leite
- 4 ovos

Cobertura
- 1 xícara (chá) de açúcar cristal
- 1 xícara (chá) de suco de laranja

Modo de Preparo
Bata os ovos inteiros, na batedeira, com todo o açúcar,até ficar um creme fofo. A seguir, acrescente a
manteiga, aos poucos. Retire da batedeira, e junte afarinha alternando com o leite, só misturando. Leve a
assar em tabuleiro baixo, e polvilhado com farinha de trigo, por mais ou menos 30 minutos, até que a superfície esteja bem corada. Asse em temperatura média.
Para a Cobertura: misture todos os ingredientes numa vasilha, e espalhe sobre o bolo, assim que sair do
forno. Espere esfriar e corte em pedaços.

Recado Musical

O Meu Amor


Composição: Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

Samba e Amor- Chico Buarque


Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã
Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã
De madrugada a gente 'inda se ama
E a fábrica começa a buzinar
O trânsito contorna, a nossa cama reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão

Eu faço samba e amor a noite inteira
Não tenho a quem prestar satisfação

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito mais o que fazer
Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã

Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã.



Amor, Meu Grande Amor

Composição: Angela Ro Ro e Ana Terra

Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...

Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...

Amor, meu grande amor
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Por favor, me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...(2x)

Amor - perfeito - por Socorro Moreira

lua  em harmonia com o  sol

realizando desejos

espero que ele volte ...!
pois meu  amor quando some
deixa o Cariri vazio
e o mundo fica cinza
em todo instante do dia.

quando se trata de amor
minha rima fica pobre
se encolhe pelos cantos
e deixa o coração gritar
amor calado  não canta
fica rindo às gargalhadas
e num gesto embobecido
fica de alma lavada

acredito no amor
mesmo não podendo vê-lo
 ele é Deus de muitas caras
tá na cara que é solteiro
ou um ser que já assume
 ser bígamo por natureza.

amor crístico
amor búdico
amor ágape
amor bruxo
o amor que sinto
é complexo
mas é simples como um suco
essência  de uma fruta
que Deus plantou neste mundo

Amor ,
me chama de novo?
 Amor,
 eu quero essa troca ...
 pra  te espalhar nos  canteiros
do jardim deste Planeta.

Amor
procura constante
mora em cima das roseiras
símbolizando o perfume
que se espalha pelos ventos
e corre pelas galáxias
procurando quem lhe queira

Amor eterno ET
amor finito ETU
Amor enorme... ITU !

mas deixando a brincadeira
penso no amor- perfeito
uma florzinha encantada


que  se aloja em todo canto
e arde  em labaredas
incendiando o mundo.

e o mote continua
porque hoje é Domingo
começo a minha semana
chamando o povo que rima
pra falar daquele   amor
que aquece a nossa vida
Chamo Carlos, Magali
Brandão, Lidú e Cecília

Edilma, e o povo escondido,
que tem  uma ruma de amor
pra doar, no dia a dia.

Uma solidão eletrônica - Emerson Monteiro

Se ficar parado defronte a um televisor, assistindo calado ao drama de outros personagens, resolvesse o enigma da humanidade, já haveríamos, com saldo suficiente, descoberto a resposta procurada desde que o mundo é mundo. Porém a grande aventura continua pelas vidas adentro, na mesma tentativa igual às noites frias que atravessam os guardas noturnos e seus radinhos agarrados aos programas da madrugada, catando notícias do mais profundo mistério.
Essa tal de solidão vem de muito longe, dos tempos imemoriais. Nas primeiras imagens pictóricas da civilização, na era da magia simpática, figuras foram desenhadas nos bastidores das cavernas pelos homens pré-históricos, ali parados caçadores, de olhos grudados nas cenas de animais acesos à luz dos fachos de alcatrão, querendo planejar as expedições dos dias posteriores nas ramagens da floresta.
Hoje, velhas cenas ressurgem ao toque de alguns botões das telas incandescentes de vídeos, televisões, computadores, celulares, figuras animadas que invadem a memória, repetições de caçadas silenciosas a esfinges, que persistem noutros exemplares do animal pré-histórico que somos nós.
Sentinelas avançadas da tecnologia, apalpamos paredes rústicas de prisões deste solo comum, armados de tacapes, arcos e flechas, lanças, fuzis, lanternas amoladas, pé ante pé, no roteiro das interrogações, ladeiras adiante...
Lançamos foguetes ao espaço, que retornaram vazios, espelhos de nós próprios, calendários de asas e eras, comunicação circular das carcomidas aventuras. Mergulhamos oceanos munidos de câmeras poderosas para colher lembranças redivivas de biologias e destroços de antigamente, muralhas e algumas incompreensões mantidas entre povos dissidentes, concorrentes, a peso do ouro escondido nas entranhas da Terra.
Nisso, o tropel segue arrancando raízes, levantando poeira, sacudindo pedras, faíscas, minérios, desembalada carreira na forma de letras, palavras, apegos, fracos na carne e fortes na alma, atores de epopéias e sujeitos de saudades imensas das gerações que se foram e vão.
De jeito que aquietar os ossos chega o sono, machucados egoísmos caducos dificultam a revelação. Resta, no entanto, suplicar nas orações ao Deus desconhecido da Grécia; à Deusa liberdade francesa; ao Tupã dos ameríndios; ao Deus inexistente dos budistas; no furor dos elementos, da ciência dos alquímicos. Rezar nessa montanha silenciosa de claridade intensa, oráculo dos tempos atuais. Perscrutar, com amor, as entranhas da mãe solidão, na frente deste muro de lamentações da história e seus equívocos de porões escuros. Com tais manias, os lobos, uivando para luas de cristal, vagos sufistas de ondas eletrônicas, emitem sinais de socorro, e exaustos e sós retornam melhores dos montes distantes das ilusões contrafeitas.

11 de Setembro- José Carlos Brandão



No princípio era o caos.
Quiseram instaurar o Genêsis?

(José Carlos Brandão)

Desafio - CALÇADA

Pra ouvir um violeiro
Eu meto o pé na estrada.
Garanto, chego primeiro
Me sento lá na calçada.

Na calçada, noite escura
Viola e violão
Lamparina incendiando
Amores no coração

No coração, vou guardando
Cada nota da viola
O violão serenando
A lua feito uma bola.

A calçada se enfeitando
De gente, de tocador
E a nova palavra agora
Só pode ser o AMOR.

Claude Bloc

Madrugada com Johnny Mathis....


Johnny Mathis

 - I Will Wait For You -




- I Will Wait For You -

If it takes forever I will wait for you
For a thousand summers I will wait for you
Till you're back beside me, till I'm holding you
Till I hear you sigh here in my arms


Anywhere you wander, anywhere you go
Every day remember how I love you so
In your heart believe what in my heart I know
That forevermore I will wait for you

The clock will tick away the hours one by one
Then the time will come when all the waiting's done
The time when you return and find me here and run
Straight to my waiting arms


If it takes forever I will wait for you
For a thousand summers I will wait for you
Till you're here beside me, till I'm touching you
And forevermore sharing your love

Chapeuzinho verde- por Socorro Moreira

eu perdi o meu chapéu
quando o vento lá da serra
carregou com sua força
e foi parar no Grangeiro


mas chapéu é pra cabeça
 que não pode levar sol
se  não pensar
ele enfeita
se pensar demais,
explode !



tiro o chapéu pra poesia
pintura e fotografia ...
o músico tira o chapéu
pra cantar  loa na feira
caí vintém,
e até cruzeiro
só  não acho  que é real
o cache do violeiro.


chapéu- de- couro  é bolo
que a minha vó bem fazia
mistura de milho e açúcar
canela , ovo e manteiga
uma pitada de erva doce
a mistura mais perfeita
botava na frigideira
e dividia em pedaços
pras netas bem comportadas
que não falavam besteiras.

vovô  usava chapéu
que vinha do Panamá
comprado com muito gosto
Eu ficava com a caixa
 pra esconder meus tesouros
tinha até fita encarnada
anel com pedra de vidro
carmim, e frasco de cheiro
espelho , e um 3 x 4
 que eu ganhei do namorado
oferecido no verso

"pra que você não me esqueça"!


Tudo passa
até o cheiro
tudo morre em janeiro
ou em qualquer fevereiro
mas renasce a esperança
do novo em caixa grande
e da  pequena intenção
brota em todo coração
um sonho pra vida inteira !.


Abro a caixa do passado
e sacudo a esperança
pincelo o seu desbotado
e deixo da cor da folha
o manto  do agasalho

vejo estrelas que esperam
olhares que se despregam
 pra voltar no fim do ano.

deixo a palavra na pauta
pros versos de mais adiante
E por ser de madrugada
chamo a lua da "calçada"
mas ela não me responde !

voce também , dos repentes ...
vá pra calçada e encomende
uns versos  de violeiro !

My Love for You - com Johnny Mathis

Tender is the Night - com Johnny Mathis

11 de Setembro de 2001

Desafio - ESTRELAS



Na noite eu conto estrelas
Sem apontar para o céu
E me alegro tanto em vê-las
Espalhadas a granel...

Estrelas, estrela-guia
Estrela, meu bem querer
No teu brilho todo dia
Meu olhar vai se perder.

E nesse céu estrelado
Com gotas de néctar e mel
Você tá desafiado/a
A versejar com CHAPÉU

Por Claude Bloc

sábado, 11 de setembro de 2010

Desafio - SERENO



Sereno da madrugada,
Sereno o teu semblante
E no sereno da noite
Sou noturna viajante.

Se eu saio no sereno
Em pleno mês de setembro
Encontro se bem me lembro
Um clima fresco e ameno.

Suave dia sereno
Suave noite silente
Sereno, doce veneno
De sabor tão diferente.

Serena, serenamente
Termino meu versejar
E deixo a ESPERANÇA
Na sua vez de rimar.

Por Claude Bloc

SERENO - por Socorro Moreira


"Sereno da Madrugada
Carlos Gonzaga


Sereno da madrugada
Caindo no meu caminho

Na rua abandonada
Eu ando triste sozinho

Sereno a minha amada
Se encontra
Em outro ninho e não no meu

Sereno da madrugada
Amigo que Deus me deu "

Esse mote
que o carteiro 
na minha noite pingou
é sereno , o meu  amigo,
um poeta de louvor !

Sereno me surpreende
quando o flagro numa flor
mas o sereno  Aloisio
não perde nunca um repente
quando cumpre um desafio

Agora mudando a prosa
eu falo da  serenata
com a música do Gonzaga
que a minha infância encantou
Começo a cantarolar
lembrando  a praça  molhada
quando uma estrela chorou

Considerando as estrelas
na contagem sideral
eu pergunto ao  Deus do céu
pelo lenço que o sereno
não gosta nunca de usar
e fico embevecida
vendo a planta embriagada
de versos, rima e luar !
.
E antes do fechamento
eu lembro a velha canção
que o poeta da vila
deixou pra gente cantar
ele fala como a gente
que também se diz boêmio
e gosta de versejar :

"Sou do sereno
Poeta muito soturno
Vou virar guarda noturno
E você sabe porque
Mas você não sabe
Que enquanto você faz pano
Faço junto do piano
Estes versos prá você"(Noel Rosa)


Deixo uma nova palavra
pra  alguém considerar
dentre as estrelas que vejo
uma delas é um olhar 
que começa a serenar!


Carteiro- Por Aloisio


Carteiro

Este mote de encomenda
Sugere muitas poesias
Com cartas todos os dias
Para o carteiro entregar
Pessoa muito aguardada
A qualquer hora e lugar
Por quem espera notícias
De alguém que longe está

O carteiro quando passa
Parece que é só de pirraça
Aqui só entrega encomendas
Pedidas através dos correios
Ou então as contas pra pagar
De quem endividado está
Pois nas cartas de hoje em dia
Já não existem mais poesia

Quando quero ler poesia
Busco em alguma livraria
Ou busco na internet acesso
E quando nas letras tropeço
Eu me vejo fazendo versos
E por agora me despeço
E mando abraços daqui
À comunidade Cariri.

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Mas seguindo neste tema
Alguém me mande um poema
Com a palavra SERENO
Que é coisa “mui bueno”

11 de setembro de 2010 21:04

"Um dia de fúria" - José Nilton Mariano Saraiva

No filme americano “Um dia de fúria”, o bom ator Michael Douglas interpreta um cidadão comum que, desempregado e atormentado por problemas familiares (separação da esposa e perda da guarda dos filhos), de repente se vê preso em um monstruoso congestionamento de transito, na sempre febricitante e movimentada cidade de Los Angeles.
Visivelmente transtornado com o calor sufocante e o estridente som de dezenas de buzinas, sem poder ir avante ou retornar em busca de vias alternativas, toma uma decisão radical: abandona o veículo ali mesmo, no meio da rua e segue a pé, já que compromissado com o aniversário da própria filha. Só que, a partir daí seus problemas geometricamente crescem, porquanto vítima de uma tentativa de assalto e testemunha ocular de diversas pequenas ocorrências patrocinadas por pessoas outras (estupros, roubos, etc), ao longo do percurso. Ao final, extenuado, apoplético e vencido pelo cansaço, acaba por envolver-se numa briga fatal.
A reflexão acima vem a propósito do atual caótico transito da quinta capital de maior população do país (Fortaleza), um teste para as coronárias de qualquer cidadão, verdadeiro martírio para os que necessitam enfrentá-lo. Ou será que é normal você gastar 50 minutos para vencer míseros 1,5 quilômetros ??? E o pior é que, se você conseguir escapulir (a muito custo), para uma das vias laterais, pensando numa melhor fluidez, literalmente quebra a cara, porquanto todas se acham entupidas de carros; isso em razão das nossas estreitas ruas e avenidas terem sido projetadas para absorver um determinado número de veículos e não oferecerem condição de alargamento, como seria necessário; junte-se a isso uma sinalização comprovadamente deficiente, e a conclusão é que não dá pra vislumbrar qualquer solução no curto ou médio prazo (lembremo-nos que o metrô, uma obra caríssima, dificilmente terá o destino e a quilometragem necessárias para atender a todos).
Assim, como as pessoas necessitam locomover-se à busca do ganha pão diário e/ou para atendimento de outras necessidades, há que se submeter aos caprichos e a eterna má vontade do insensível empresariado dono de frotas de veículos sem a mínima condição de conforto e agilidade (estão sempre em atraso); uma das alternativas seria utilizar o transporte público para tal desiderato, mas este, além da frota reduzida, peca por praticamente inexistir. As pessoas se vêem, assim, obrigadas a circular em condução própria, daí os monumentais engarrafamentos verificados.
Pra completar, os últimos números disponibilizados pelas revendas de automóveis de Fortaleza (mês passado), são de arrepiar: nada menos que 3.265 carros novos foram despejados nas ruas, além de 2.213 motos e 101 caminhões (e a média mensal é mais ou menos essa).
Onde vamos parar ???

Quem são essas moçoilas?